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    Azriel Morningstart

    Leomar
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    Mensagem por Leomar Dom Abr 23, 2023 11:38 am



       
       


           

           
    A Pacificadora, dia 10 do mês da Águia, 1429 jP (faltam 5 dias para A Iniciadora e começo do inverno)

    Informações

    • QUIETOS - no cenário se refere a pessoas que não despertaram, nem de leve, o dom de alguma magia.

    • MESTRE ESPIRITUALISTA - Não é necessariamente um sacerdote, mas são grandes estudiosos tanto das doutrinas religiosas como assuntos ligados aos planos espirituais, e com isto trabalham em doutrinação e orientação nos templos.


       

           


    Heséd, A Terminadora do dia 7 do mês de Águia, 1429 jar-Piro (ano-Piro)

    Nos dias azuis do outono Azriel acordava bem cedo, fazia suas orações antes mesmo do desjejum. Amanhã seria uma Iniciadora, dia de se orar no templo, e o vestido preferido de Azriel estava incomodando na manga, ela aproveita o tempo de paz para ir na costureira.

    - Quando lavei, o tecido encolheu, está pegando muito nos meus braços.

    - Ah, isto às vezes aconteceu, arrumo para você rapidinho. Da próxima vez que lavar, não esqueça de mandar o vestido fazer alguns abdominais!

    - Ahn, er... Tudo bem... - Azriel cora de leve.

    Depois disto Azriel vê um pequeno bar que parecia arrumadinho (bares bem limpos em Heséd não são tão fáceis) e resolve pedir um café.

    - MA'BAH! Mas você é a Lady Matena'stelo!

    Azriel nunca tinha visto o rapaz antes, mas não era a primeira vez que falavam com ela como se a conhecessem. A menos que andasse de capa ou manto não tinha como não se destacar com aquelas asas. Parece que Azriel ganhara um pouco de fama depois da disputa do porto. O café estava forte, então Azriel pede um pouco de açúcar.

    - KINAAA! Trás doce aqui para a Lady Matena'stelo! - Ele grita, pouco depois uma menina, ainda nos seus três ou quatro, aparece, olha para Azriel e corre para trás da saia da mãe. O pai fala com ela novamente: - Kina! A lady quer açúcar, trás para ela vai!

    A menina era uma meio-demônio, ou, uma quarto-demônio já que sua mãe parecia ser meio-demônio escamosa. Era mais comum ver humanos se relacionar com súcubos ou íncubos, já que os escamosos não eram tão atraentes, mas a moça parecia à vontade ali. A garotinha já tinha traços bem mais humanos, apesar das pequenas escamas e de ser calva como a mãe. Muito tímida ela trás para Azriel cinco docinhos. Não era bem o que Azriel queria, mas ela chupa os doces enquanto joga o café amargo por cima. Ao sair o homem não queria cobrar Azriel, mas ela insiste em pagar pelo menos o café.

    Pela visão periférica vê a pequena quarto-demônio acenando e sorrindo, quando se vira para acenar de volta a menina "foge" pra trás da saia da mãe novamente.

    "Bem típico de crianças!"

    Azriel percebe que apesar do homem ser educado com outros clientes, ele não chamou nenhuma outra de "lady" além de Azriel.




    Heséd, A Iniciadora do dia 8 do mês de Águia, 1429 jP

    A Iniciadora é o dia sagrado para a Sagrada Conduta. Azriel veste seu melhor vestido e faz suas preces no templo antes mesmo de Hélius Flava nascer. Ao sair do templo respira profundamente, o ar de outono estava ótimo!

    As pessoas sorriam no templo e pareciam mais felizes na rua também. Parecia mais um dia tranquilo.

    De tarde Azriel ajuda algumas pessoas com magia de cura. Muitos tentam beijar-lhe os pés como gratidão, mas ela oferece apenas as mãos, e diz para agradecerem à Virgem, pois dela vem o poder de cura.

    De tarde ela vai até uma estalagem no centro da cidade. A estalajadeira tinha lhe prometido fazer um prato de macarrão com molho madeira, pois Azriel achara o cheiro do molho delicioso, mas não poderia comer carne. Não era proibido aos anjos comer algo feito com vinho se isto fosse feito no forno, já que o álcool evaporava, então finalmente ela prova algo com aquele molho.

    A estalajadeira era uma gajana, era fácil saber, tanto pelos traços arredondados típicos como pelas roupas. Seu vestido longo ia arrastando a barra no chão, porém a parte de cima tinha um decote bem generoso, e como ela acabara de ser mãe o decote era mesmo muuuuuito generoso.

    Logo depois de servir Azriel, os gêmeos dela começam chorar, e sem qualquer constrangimento a gajana baixa as alças do vestido e pega um filho em cada braço, amamentando-os ao mesmo tempo.

    Uma ajrense jamais amamentaria em público, uma akvlandana provavelmente disfarçaria um pouco procurando um canto ou cobrindo o colo com um pano, já as gajanas se sentem até honradas de amamentar em público, pois para elas a maternidade era a maior bênção e gostavam de mostrar. As mulheres gajanas sem filhos eram consideradas uma desonra, tanto que só podiam casar DEPOIS que engravidassem (totalmente aposto da Sagrada Conduta que manda casar virgem). Assim a mulher amamentava sorrindo, como se estivesse dizendo "morram de inveja, eu tive dois de uma vez".

    Azriel era a única que evitava contato visual direto enquanto ela alimentava os filhos, muitos homens olhavam sem muita descrição, alguns tendo o disparate de até elogiar. Mas como a mulher não se importava, ou parecia até gostar, Azriel só pensa nas diferenças gritantes entre as culturas. Ela come seu macarrão enquanto pensa que terá de mandar seus vestidos fazerem mais abdominais.




    Heséd, A Anunciadora do dia 9 do mês de Águia, 1429 jP

    Azriel encontra Ĥava na rua, uma meio-demônio (Heséd tem poucos demônios "puro-sangue") que lutou ao lado de Azriel na batalha pelo porto. Ĥava passou respeitar Azriel depois da batalha, embora não sei se teriam intimidade bastante para se chamar de amigas.

    - Miiiiiigaaa!! Tá arrasando heim! Tá fazendo o que? Vamos tomar um suco? - Agarra Azriel pela mão e sai arrastando, Ĥava era meio expansiva.

    Era um dia quente, apesar de ser outono.

    - O que tem feito? Eu sinto falta das aventuras, faz mais de mês que eu não mato nada! Estou quase com abstinência!

    Um rapaz na mesa ao lado pede um suco, os duas pedem também.

    - Não está gostando de um período de paz? Afinal, lutamos foi para isto! - Questiona a anjo.

    - É legal também. Mas você não sente falta de matar alguns demônios? De mandá-los de volta para os Infernos?

    - Eu não os matava apenas por diversão!

    - Claro, uma fofa como você é apenas uma espada da justiça! Mas não deixa de ser divertido, não é? Matar alguns demônios?

    Azriel fica meio constrangida, o rapaz ao lado comenta com a atendente como aquele era o melhor suco de Heséd, Azriel aproveita para fugir da conversa:

    - É mesmo uma delícia, não é? Bom podermos aproveitar algo tão gostoso estes dias.

    A atendente diz que é apenas mamão e manga, que não tem nada especial, mas o rapaz, talvez até tentando flertar um pouco, a enche de elogios, dizendo que não era possível não ter algo especial, que ela tem uma forma especial de misturar as frutas, etc. Ĥava tentando continuar comentários mórbidos, Azriel fingindo não escuta-la. O rapaz comenta que "Nem as deusas fazem algo tão gostoso!"

    Azriel não consegue fingir que não ouviu esta pequena heresia: - Mas você deveria agradecer às deusas-mães por elas terem criado as frutas que tanto gosta, então!

    O rapaz, que até então prestava atenção só quase na atendente, olha Azriel, e diz irônico:

    - Se as deusas quisessem fazer algo gostoso, já criariam uma fruta com gosto de mamão com manga.

    Azriel fecha a cara, enquanto Ĥava cai na risada, ela põe uma moeda na mesa:

    - Hahaha! Deixou minha amiga sem jeito! Pago seu suco por ter me feito rir.

    Ele não parece grato: - Não preciso de nenhuma demônio pagando minha bebida, posso pagar por mim mesmo.

    Agora era Ĥava que fechava a cara. Ela também fecha o punho e soca o cara, que cai para trás com a cadeira.

    - Pois fica então como gorjeta para a barista. Mm, isto me fez sentir um pouco melhor, embora não é tão divertido como matar alguma coisa!

    Azriel sabia que deveria ser errado rir daquilo, mas como ele tinha criticado as deusas, ela segura o riso, enquanto termina seu suco.




    Heséd, A Pacificadora do dia 10 do mês de Águia, 1429 jP, faltam 5 dias para começar o inverno.

    Lá fora um vento assobia anunciando que o outono está acabando. Apesar de não chover em Heséd o ar estava agradavelmente úmido, e não era apenas a maresia tradicional da cidade, pois o ar estava puro com um agradável aroma de terra recém arada.

    Heséd ficava entre o deserto e o mar, embora muito mais para o deserto, pois o porto já era quase fora da cidade.

    Hélius Flava tinha se posto, mas Azriel esperava o nascer de Hélius Blua, alguns vagalumes azuis a distraem e ela acaba indo até o portão sul. Olhando em direção ao deserto, ela se dá conta que as luzes não pareciam simples insetos e caminha como encantada pelo deserto, enquanto Hélius Blua lança os primeiros raios por cima das montanhas.

    Azriel consegue sentir fluxos de magia diferentes, como o cheiro de água pura ao lado do cheiro de areia salgada do deserto. Azriel tem impressão até de ouvir sussurros bem baixos vindos das luzes que anteriormente ela pensava serem vaga-lumes, acabando numa formação montanhosa, já bem fora da cidade.

    "Suba!"

    Azriel se assusta por ouvir uma voz no meio do deserto e instintivamente pega sua adaga. Mas vendo o silêncio, levanta voo até a parte de cima da montanha. Hélius Blua apenas começara iluminar o local, mas apesar da boa visão de Azriel, ela não consegue acompanhar as pequenas luzes azuis que voavam de um lado a outro, tendo impressão de, em relances, ver pessoinhas bem pequenas se escondendo na região.

    Por trás de um arco natural na montanha, Azriel ouve uma voz:

    - Azriel, filha das Estrelas Matutinas, neta de Azriaal, não se aproxime antes de deixar suas armas. Feche as suas asas e tire também as suas botas, pois o solo que pisará é sagrado.

    Agora a coisa ficou bem pessoal. Ela obedece. Ao aproximar-se do arco encontra um lugar bem menos seco do outro lado, com musgo no chão e algumas árvores e flores.

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    Ao dar alguns passos ela vê uma figura imponente. Tratava-se de um celestial. Humanos e demônios acreditam que todos que vêm dos Círculos Celestes são anjos, mas Azriel (embora nunca tivesse visto outro celestial) sabia que era de uma raça bem distinta  dos anjos, não apenas por não ter asas. Tinha cabelos longos e castanhos avermelhados, quase ruivos. Seus olhos não tinham íris ou pupilas, eram apenas de um amarelo que parecia brilhar, tinha traços sérios, ao mesmo tempo suaves, uns 20 centímetros a mais que Azriel.

    - Azriel, neta de Azriaal! Suas ações são conhecidas nos Círculos Superiores!

    Reconhecendo que era uma figura imponente, Azriel se curva:

    - O-Obrigada! Senhor!

    - Não agradeça ainda! Nem todos veem com bons olhos você ter-se aliado com demônios!

    Azriel reprime o instinto de se defender automaticamente, e começa analisar qual sua situação ali. A voz do mensageiro era séria, apesar de não ter hostilidade, apesar que um ser dos Círculos Superiores poderia lhe dar uma bronca sem precisar sequer ser hostil.

    - Quem lhe deu seus poderes acredita que é hora de lhe cobrar! Você...

    - Meus poderes foram me dados por meu Deus! - Azriel encontra coragem de falar, ainda com a cabeça baixa.

    O mensageiro faz alguns segundos de silêncio.

    - É o que crês?

    - Com todo meu coração!

    (pausa)

    - Então talvez seja hora de mostrar a seu Deus o quanto ele poderá contar contigo!

    Azriel não sabe se deve falar algo.

    - Anĝelina nunca pôs sobre os ombros de seus devotos um peso excessivo.

    - Louvada seja A Virgem!

    - Mas o seu filho parece fazer questão de buscar mais e mais peso para os próprios ombros! E parece não ser o único!

    Seria impressão de Azriel, ou desta última vez a voz do mensageiro estaria ou pouquinho menos séria?


       
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    Mensagem por Pikapool Sáb maio 13, 2023 10:22 am



       
       


           

           
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    Heséd, A Terminadora do dia 7 do mês de Águia, 1429 jar-Piro (ano-Piro)



    Surpresa e um pouco constrangida, a minha reação foi de corar levemente diante do reconhecimento inesperado. Agradeci ao rapaz pelo café e pelo gesto amável, mas também me certifiquei de pagar pelo que consumi. Observei a interação adorável entre o homem, sua esposa meio-demônio e a tímida menina. Agradeci a gentileza da menina ao trazer os doces e acenei para ela quando ela me cumprimentou. Sorri ao vê-la sorrindo, mas respeitei a sua timidez ao se esconder novamente. Enquanto saia do bar, pensei que crianças são assim mesmo, cheias de curiosidade e ao mesmo tempo um pouco receosas.







    Heséd, A Iniciadora do dia 8 do mês de Águia, 1429 jP



    Fiquei um pouco desconfortável e desviei o olhar educadamente, respeitando a cultura e costumes locais. Enquanto saboreava o macarrão com molho madeira, reflitindo sobre as diferentes tradições e perspectivas que existiam entre os povos. A atitude aberta e orgulhosa da estalajadeira em amamentar em público contrasta com as normas e valores da minha própria cultura. Reconhecia que cada sociedade tinha suas próprias tradições e formas de expressar a maternidade. Enquanto observava as reações dos homens ao redor, concentrei-me em aproveitar a minha refeição, pensando em como essa diversidade cultural enriquecia o mundo.







    Heséd, A Iniciadora do dia 9 do mês de Águia, 1429 jP



    Não consegui evitar de ficar constrangida com a abordagem animada de Ĥava, mas acabei sendo arrastada para tomar suco com ela. Enquanto conversamos, ela expressava saudades das aventuras e da emoção de matar algo. Eu tentei argumentar que o período de paz também era importante e que eu não matava demônios por mero prazer. Porém, me senti desconfortável com a discussão e aproveitei uma distração para mudar de assunto e elogiar o suco, evitando o tópico mais pesado. A conversa tomou um rumo inesperado quando o rapaz na mesa ao lado fez um comentário provocativo sobre as frutas e as deusas. Senti-me desafiada, respondendo de forma séria, defendendo as deusas-mães e seu papel na criação das frutas. Ĥava riu da situação enquanto o rapaz se mostrava irônico e indiferente. Ĥava decidiu pagar pelo seu suco, mas o rapaz recusou de forma rude. A reação de Ĥava foi contundente, socando o rapaz em resposta à sua atitude desrespeitosa. Eu tentei não rir, embora fosse difícil conter o riso diante da ironia do momento. Enquanto terminava o meu suco, sentia uma mistura de constrangimento e diversão diante dessa pequena interação.







    Heséd, A Pacificadora do dia 10 do mês de Águia, 1429 jP, faltam 5 dias para começar o inverno



    Fui surpreendida ao ouvir a voz misteriosa no deserto e instintivamente segurei minha adaga. Porém, ao perceber o silêncio e as instruções para subir a montanha, decidi seguir a voz e voei até o topo. O nascer do sol de Hélius Blua iluminava parcialmente o local, mas não consegui acompanhar completamente as pequenas luzes azuis que voam ao meu redor. Tive a sensação fugaz de ver figuras pequenas e percebi que elas se escondiam rapidamente.

    Quando ouvi a voz novamente, desta vez instruindo-me a deixar minhas armas, fechar minhas asas e remover minhas botas antes de me aproximar, percebi que se tratava de um encontro importante e sagrado. Obviamente, a situação se tornava pessoal para mim. Obedeci prontamente às instruções e, ao passar pelo arco natural da montanha, me deparei com um ambiente menos seco, com musgo, árvores e flores ao redor.

    Ao dar alguns passos, avistei uma figura imponente diante de mim. Identifiquei-a como um celestial, uma raça distinta dos anjos, mesmo sem possuir asas. Seus cabelos longos e castanhos-avermelhados e seus olhos amarelos sem íris ou pupilas chamavam minha atenção. A figura era mais alta do que eu e emana seriedade, mas também suavidade.

    Curvando-me em sinal de respeito, reconheci sua importância. No entanto, sua primeira afirmação me deixava apreensiva. Ele mencionava que nem todos veem com bons olhos minha aliança com os demônios. Suprimindo meu instinto de defesa, comecei a avaliar minha situação e percebi que a voz do mensageiro era séria, embora não hostil. Eu me preparei para escutar o que ele tinha a dizer.

    Antes que eu pudesse responder, o mensageiro faz uma pausa e questionou a origem dos meus poderes. Mantive minha cabeça baixa, ponderando suas palavras e percebi a possível gravidade da situação. Ele mencionou que talvez fosse hora de mostrar a meu Deus o quanto ele podia contar comigo.

    O mensageiro continuou, insinuando que Piro buscava carregar mais responsabilidades sobre seus ombros. Senti uma leve mudança na seriedade de sua voz. Minha mente correu em busca de respostas e uma forma adequada de reagir. Respirei fundo e encontrei coragem para responder, mantendo minha voz firme, mas respeitosa:

    - Senhor, eu acredito com todo o meu coração que meus poderes foram concedidos pelo meu Deus, o qual sirvo com devoção. Sei que carrego uma grande responsabilidade e estou disposta a enfrentar os desafios que forem necessários para cumprir o propósito que me foi dado.

    Aguardei, com expectativa, a resposta do mensageiro celestial, ciente de que esta conversa poderia trazer importantes revelações e direcionamentos para o meu caminho.


           

       
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    Mensagem por Leomar Qua maio 17, 2023 7:50 pm



       
       


           

           
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    • A Seita - HÁ muito tempo, antes mesmo de Piro e Tamuz nascerem, um grupo de magos negros chamados "A Seita" causou muitos problemas no mundo, tanto que a palavra seita virou o que é hoje por causa deles.

      Na época qualquer manifestação de magia negra era crime, e este grupo agia em segredo, trabalhando para os demônios, buscando trazer várias criaturas dos Infernos para o Plano Material.

      Eles se reuniam principalmente em Garagatá, e, depois de algumas advertências negligenciadas, Jara amaldiçoou toda a ilha, matando os membros da Seita e tudo mais. Mesmo depois da deusa suspender a maldição, a ilha continua condenada até hoje, cercada por inteiro para ninguém entrar. Ou sair...

      Boatos e histórias sobre acólitos do mal querendo trazer seres dos Maiores Círculos (Quinto ou Sexto) existem várias. Caso Azriel tenha interesse em ter lido um ou outro livro de terror, pode já ter lido algo específico, se não, fica como aquelas histórias que você já ouviu falar mesmo sem ter lido o livro (tipo Frankenstein, Alan Poe ou Lovecraft).

      Para se ter ideia: Mais de 80% dos demônios em Fajr-Regno vieram do Primeiro ou Segundo Círculo Infernal, demônios do Terceiro Círculo já são bem forte, para abrir um portal para trazer um dos mais fracos deles até o Plano Material são necessários rituais quase suicidas com uns 10-12 acólitos. Não me lembro de Azriel ter esbarrado em Kapitulina ou Desdêmona, mas elas são do Quarto Círculo, e cada uma delas pode lutar contra uns quatro magos de nível 10, unindo suas habilidades, as irmãs podem lidar com grupos de 50-60 pessoas sozinhas.

      Por enquanto, trazer demônios do Quinto ou Sexto Círculo para o Plano Material é impossível, as teorias envolvendo isto nos livros de terror envolvem ou rituais gigantescos, com centenas de sacrifícios humanos, ou enfraquecer uma criatura dos Círculos Maiores, trazê-la para o Plano Material e depois cuidar dela por milênios, enquanto ela vai recuperando seu poder.

      Para um Celestial maior, como o que está falando com Azriel, este gasto/perda de energia também é incalculável, portanto, só para falar com ela por alguns momentos, ele está gastando uma quantidade incalculável de energia. E como ele chama Azriel pelo nome duas vezes, ainda chamando de neta de Azriaal, não poderia ser apenas coincidência ter encontrado aquele lugar.

    • Ragnarök - Como foi chamado o dia em que Piro destruiu quase metade de Akaŝa.


       

           


    O Mensageiro Celeste prossegue:

    - Sua devoção é admirável! Embora suas ações ainda podem ser questionáveis! (breve pausa) Piro fora imprudente ao trazer ao mundo o que nunca deveria ter visto nossa luz. Não apenas uma brecha, mas um enorme portão, com cadeados questionáveis, foi colocado à disposição de uma nova Seita*!

    Você nasceu e se formou em uma guerra. Infelizmente outra ainda pior pode estar escondida, esperando apenas o galo cantar para se apresentar a vocês. Se os demônios tomarem Akaŝa, todo o planeta pode ser condenado. Toda a vida, tal como você conhece, pode estar condenada. Se as piores profecias se cumprirem, o Ragnarök* parecerá um sopro de outono, comparado ao inverno eterno que seguirá. Todo trabalho das deusas aqui será perdido, e os deuses terão de começar do zero em outra esfera.


    As visões de Piro e Anĝelina sempre foram mesmo antagônicas, nem a mãe acreditava que Piro fosse capaz de controlar todos os demônios (o que, mesmo ESTE cenário já seria um desastre na visão da deusa).

    - Para libertar esta cidade, tu ergueste sua espada contra outros anjos! Agora as pessoas lhe louvam nas ruas. Porém estas pessoas não tem sequer noção de que Piro está reunindo seus mais obscuros acólitos para fazer contenção de danos. Enquanto uns comemoram a paz, outros se esforçam para limpar o mundo dos portais planares que se espalharam lentamente enquanto Akaŝa estava distraída com disputas políticas. Qual então será a posição que tomarás quando as guerras espirituais começarem? Deverás tomar uma decisão rápida, pois o inverno está chegando.


       
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    Mensagem por Pikapool Sex maio 26, 2023 9:59 pm



       
       


           

           
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    Ao ouvir as palavras do Mensageiro Celeste, senti um misto de emoções. Por um lado, sentia-me honrada por ser elogiada pela minha devoção e pelas minhas ações em libertar a cidade e proteger as pessoas. No entanto, também sentia uma profunda preocupação e uma sensação de peso nos ombros ao ouvir sobre a ameaça iminente que pairava sobre Akaŝa e sobre todo o planeta.



    A advertência sobre uma nova seita e a possibilidade dos demônios tomarem Akaŝa abalava a minha confiança. Percebi que a situação era ainda mais grave do que eu poderia imaginar. A ideia de que toda a vida que conhecia poderia estar condenada, de que as piores profecias poderiam se cumprir, trazia uma sensação de desespero e urgência.



    Ao mencionar as visões de Piro e Anĝelina, lembrei-me das divergências entre eles e de como Anĝelina nunca acreditou na capacidade de Piro de controlar todos os demônios. Essa lembrança me fez questionar minha própria confiança nas minhas habilidades e na minha capacidade de lidar com as guerras espirituais iminentes.



    As palavras do Mensageiro Celeste eram um chamado à ação. Sei que precisava tomar uma decisão rápida e significativa diante das ameaças que se aproximavam. Sentia-me impelida a reunir todas as informações e recursos disponíveis, a buscar meus velhos aliados e a traçar estratégias para enfrentar as guerras espirituais que estavam por vir. O inverno estava chegando, e a responsabilidade de proteger Akaŝa e todas as vidas que nela habitavam recaia sobre meus ombros.



    - Neste momento, a determinação e coragem em meu coração e minha mente se misturam com temor e incerteza. - Nesse momento, minhas mãos instintivamente se moveram em direção ao peito, buscando acalmar a agonia que eu sentia. - Mensageiro Celeste, eu estou disposta a enfrentar o que vier pela frente, honrando tanto Anĝelina quanto Piro e lutarei pelo bem de todos. Então, peço que me guie para que eu possa evitar que essas guerras espirituais comecem.


           

       
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    Mensagem por Leomar Sáb maio 27, 2023 11:13 pm

    - Neste momento, a determinação e coragem em meu coração e minha mente se misturam com temor e incerteza. - Nesse momento, minhas mãos instintivamente se moveram em direção ao peito, buscando acalmar a agonia que eu sentia. - Mensageiro Celeste, eu estou disposta a enfrentar o que vier pela frente, honrando tanto Anĝelina quanto Piro e lutarei pelo bem de todos. Então, peço que me guie para que eu possa evitar que essas guerras espirituais comecem.

    - A incerteza é inimiga da fé, como diz a deusa, já o temor, como diz o seu deus: "sábio é quem o tem, e tolo quem não o tem. O medo deve ensinar o respeito, não paralisar a atitude."

    (pausa)

    - Neste momento, nem você, nem a Prana e nem mesmo os deuses seriam capazes de evitar que estas guerras espirituais comecem. Não! Nosso dever é conduzi-las a um fim. O quanto nos empenharemos definirá o quanto este fim será amargo.

    (pausa breve)

    - Não devo me alongar aqui. Neta de Azriaal, por enquanto, afia as tuas espadas, acerca-te dos que confia, faz as orações de manhã e as meditações à tarde.
    - Ele põe os dedos na sua testa e olha para o céu, como a pedir uma benção para ti - Tua fé é tua luz, e A Virgem iluminará seu caminho. Não obscureça vosso coração, lembra das sentenças: "A Prana pode ser usada, mas não pode ser quebrada, só o caminho da justiça pode tirar 100% de seu poder**. O caminho do justo pode ser árduo e cheio de espinhos, mas é o único que o une a outros justos."

    **
    sobre poder da Prana:

    - Aproveita os últimos dias de outono, mas no primeiro dia do inverno, busque o templo.

    - Qual templo, Senhor?

    - Qualquer um, desde que seja um onde as memórias de seus ancestrais não sejam desonradas. As engrenagens do destino já estão em curso, e lhe encontrarão, inevitavelmente!

    Após dizer isto, Azriel sabia que o celestial deveria voltar a seu Plano Espiritual. Poderia no máximo fazer-lhe mais uma ou duas perguntas rápidas, mas não poderia prolongar o encontro.

    Como aquele era um solo sagrado, ela era livre para comentar sua experiência com quem quisesse, mas estava proibida de falar com qualquer ser vivo sobre a localização daquele lugar.

    Após o encontro, nada de significativo acontecerá até o final do dia, Azriel tem que decidir o que fará nos próximos cinco dias antes do inverno (se não tiver nada significativo, eu corro com o relógio).
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