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    Nimue Branwen

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    Mensagem por Ignis Angelus Ter Abr 25, 2023 4:23 pm

    Nimue Branwen

     
    Trilha Sonora:
     

    Era uma noite escura e tempestuosa na sombria Barcelona, a cidade estava mergulhada em um clima de medo e paranoia devido às
    ações da Inquisição que perseguia conjuradores com mais fervor do que nunca. Mas em meio a tudo isso, em uma pequena taverna localizada
    nos becos mais escuros da cidade, havia uma luz de esperança: a presença de um misterioso bardo.
    Ninguém sabia muito sobre ele, exceto seu nome Arthuro Delavega e que era um habilidoso músico e contador de histórias, capaz de encantar
    as pessoas com sua voz e violão. Mas ele tinha um segredo que não compartilhava com ninguém: não era um homem, mas sim uma fada que
    se chamava Nimue, havia fugido de Avalon para buscar refúgio e treinamento nas artes místicas com Morgana Le Fay, afim de encontrar
    respostas e evitar uma eminente destruição que se aproximava.
    A vida de Nimue havia mudado muito desde que deixou Avalon, mas ela se adaptou bem ao seu novo papel como barda, viajando de cidade em
    cidade e contando histórias para ganhar a vida. No entanto, em Barcelona, as coisas eram diferentes. A Inquisição estava mais ativa do que nunca,
    e os conjuradores estavam sendo caçados com impiedosa determinação.
    Nimue sabia que precisava ser cuidadosa em suas apresentações na cidade. Ela se disfarçava de homem para evitar chamar a atenção da Inquisição,
    mas ainda assim, não podia se arriscar demais. Mesmo assim, ela não podia resistir à oportunidade de se apresentar na taverna local, onde sabia
    que encontraria um público sedento por histórias e aventuras.


     
     

    Assim, ela começou a tocar e cantar, usando sua voz e seu violão para transportar a todos para outros mundos e realidades. Mas em meio à
    multidão, havia um observador atento: um inquisidor que estava determinado a descobrir e prender todos os conjuradores da cidade, incluindo Nimue.
    Seu nome era Juan Alvarez Cortes, ele era o lider da Inquisição no Reino de Aragão, diziam que tinha uma influencia e autoridade que rivalizavam com
    o proprio Arcebispo, porem era visivel que hoje ele estava irritado e frustrado com algo, fato esse que ninguem sentava proximo dele, fora o fato que
    estava escoltado por 4 cavaleiros á paisana.
    A tensão cresceu à medida que Nimue continuou sua apresentação, sabendo que a qualquer momento poderia ser descoberta e capturada. Mas ela não se
    deixou abalar e continuou tocando e cantando, esperando que sua música pudesse acalmar as mentes dos que estavam ao seu redor e protegê-la dos perigos
    que espreitavam na escuridão.


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    Mensagem por thendara_selune Qua Abr 26, 2023 12:38 pm

    01
    Nimue Branwen

    Hora:18:00
    Dia:Sexta
    Clima:Tenso HAHA
    Local:Barcelona

    Era uma noite escura e tempestuosa em Barcelona, onde o clima de medo se espalhava pela cidade graças às ações da Inquisição. A paranoia espreitava até mesmo os mais jovens, e os conjuradores eram perseguidos como se fossem culpados de todos os males que a própria ganância mortal causava aos seus iguais em nome de uma fé cega ou de ideais corruptos.

    Entretanto, naquela taverna escondida entre os becos e vielas mais escuros, eu ousava levar a luz. Queria ser um raio de esperança que se personificava na figura de um bardo galante. Faixas de tecido prendiam minhas curvas de maneira a disfarçar que, na verdade, eu era muito mais do que os olhos podiam ver.
    Adotei o nome de Arthuro Delavega e me considerava habilidosa nas artes musicais e contação de histórias, sempre tentando encantar a todos ao meu redor. Meu alaúde junto com minha voz eram marcantes, como se vibrassem segredos harmônicos no ar. Eu também tinha o meu próprio segredo. Meu nome é Nimue, uma fada que havia fugido de Avalon para encontrar respostas, e o destino me permitiu ser treinada pela própria Morgana Le Fay. O  mesmo destino que me assustava era tecido com urgência por fiandeiras ávidas em criar a mais bela obra que cobriria os céus acima de nós com um futuro que mudaria a realidade.

    Adaptei-me da melhor maneira possível ao meu novo papel como bardo, viajando de cidade em cidade e contando histórias para ganhar a vida. No entanto, em Barcelona, a situação era diferente. A Inquisição estava mais ativa do que nunca, e os conjuradores estavam sendo caçados com impiedosa determinação.
    Por isso, sabia que precisava ser cautelosa em minhas apresentações na cidade, disfarçando-me de homem para evitar chamar a atenção da Inquisição e ter passe livre em caminhos que para as mulheres eram letais. Pelo que havia entendido, uma mulher que andasse sozinha estava sujeita a todo tipo de barbaridade, fosse vítima da crueldade vestida de fé que a impedia de ser livre ou fosse meramente a fome selvagem que todos os homens têm, não importando seu status.

    Visual e acessórios :

    Para mim, o mundo era mais do que a fé no Uno tinha a dizer. Não que ele não existisse, mas acreditava nas várias formas que ele se manifestava. Seja nos elementos da natureza ou nas mais belas emoções, preferia vê-lo como o Deus e a Deusa geradores de tudo que nos cerca, seja para o bem ou para o mal. Sorte a minha que meus pais eram pura luz, e isso me fez ter certeza que minha escolha em sair de Avalon era digna de quem minha linhagem era.  Nossa história era uma mistura de lendas, heróis, heroínas e divindades, cada um com seus próprios nomes e motivações. Tudo isso pulsava dentro de mim, como se eu fosse a guardiã dessas histórias épicas, pronta para contá-las ao mundo. Embora não pudesse usá-las de maneira clara, poderia obscurecê-las, dando a elas o toque da mortalidade. Eu tinha a certeza de que os humanos eram capazes de quaisquer atos por amor, ódio, desejo ou pela tão poderosa fé que queimava dentro deles, seja pela força da Igreja ou pela necessidade de acreditar em algo maior que eles.

    Naquela noite, após saborear um gole de vinho, eu me preparava para tocar. Adorava ouvir os sons que me cercavam, acredito que os corações batem em uma melodia raríssima e os mortais muitas vezes esquecem de escutar o que seus corações cantam. Era minha responsabilidade mostrar o poder da música, da alegria e da fé no bem maior. Comecei a tocar e cantar, transportando todos para outros mundos e realidades. Quando encerrei a primeira música pude notar então um observador atento que parecia me vigiar: o inquisidor Juan Alvarez Cortes, determinado a descobrir e prender todos os conjuradores da cidade, incluindo a mim caso soubesse o que fato sou. Líder da Inquisição no Reino de Aragão, Alvarez Cortes era conhecido por sua influência e autoridade que rivalizavam com as do próprio arcebispo.

    Comecei então a tocar e sabiamente disse: "Senhoras e senhores, convoco-os a doar suas vozes para esta balada conhecida, ajudem-me por favor". Um sorriso alvo e alinhado surgiu em meus lábios, enquanto eu olhava ao redor com um ar despreocupado.
    ( @DariusDarkLord Talvez fosse necessária uma rolagem de carisma para garantir a colaboração dos presentes.)
    Enquanto a música preenchia a taverna, a tensão crescia. A Inquisição estava em alerta máximo, e todos se perguntavam quem seria o próximo a ser capturado. Apesar da positividade do ambiente, eu sabia que estava em perigo, mas não me deixei afetar. Incentivei as pessoas a cantarem comigo, afinal quem canta seus males espanta, e usei uma balada típica da região. Meus dedos e minha voz transbordavam em uníssono com os demais, oferecendo o melhor que meu coração podia produzir. Sempre tocava e cantava como se fosse a última vez que pudesse fazê-lo, protegendo tudo ao meu redor dos perigos que espreitavam na escuridão.



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    Mensagem por thendara_selune Qua Abr 26, 2023 9:15 pm

    Esqueci de colocar o chapéu e dizer que ela usa o cabelo trançado por dentro dessa roupa toda. HAHA

    Nimue Branwen 00aab910

    Aproveito pra deixar essas informações aqui HEHE imagina a quantidade de mulher que fez o mesmo, masss nunca foram descobertas e passaram batidas na história Sad

    https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/maria-quiteria-a-heroina-que-se-disfarcou-de-homem-para-ingressar-o-exercito-nacional.phtml


    https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2018/09/22/mulheres-que-tiveram-que-se-passar-por-homens-para-conquistar-seus-sonhos.htm

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    Mensagem por Ignis Angelus Qui maio 04, 2023 11:39 am

    Nimue Branwen
     
    Trilha Sonora:

    Uma festa começara na taverna, foi dificil dizer, se foi referente ao seu pedido, ou a empolgação da musica tocada,
    mas algo era certo, as pessoas estavam animadas, e em pouco tempo o clima do lugar mudara, se antes tinha um ar
    morbido e triste, que enchia a tarvena, ele se tranformou, agora com as vozes e as musicas tudo mudara para um ar
    mais festivo e descontraido, e ao que tudo indicava a felicidade e a alegria incomodava os inquisidores, pois Juan se
    levantou deixando umas moedas na mesa e partiu com sua guarda, mostrando uma visivel irritação e pisando forte
    por onde passava.
    O lugar ficou animado e as pessoas embriagadas, o ar quente dos braseiros e da lareira, tornaram o ambiente mais
    aconchegante, e no processo muitas mulheres começaram a cerca você, visivelmente querendo algo mais do menestrel,
    aquela era uma situação complicada, até por conta do seu disfarce, e com a Inquisição atuando tão perto da forma
    que estava, tinha que tomar cuidado. Fazendo uso da sua cordialidade e suas palavras doces, foi possivel se evadir da
    situação com alguma facilidade, e a festa seguiu, com o cheiro de assados e vinho preenchendo o ambiente, e muitos
    ofertando uma porção para ti, mas o que mais te incomodava agora era um outro homem, diferente de Juan, ele vestia
    trajes de uma qualidade superior por baixo de seu manto surrado e tinha alguns cavaleiros, que diferente dos Inquisidores,
    faziam questão de mostrar o aço fosse das armaduras ou das armas, e ele estava com olhos fixos em você, ele não tinha
    tomado uma gosta sequer de vinho, e nem comera nada, aquilo era um pouco incomodo, para não dizer muito, até que
    ele começou a andar em sua direção junto com a sua escolta.
    As pessoas abriam caminho para ele, demonstrando um certo respeito, talvez por você ser nova na cidade ainda esta se
    familiarizando com os rostos, mas seja quem fosse aquele homem, visivelmente era alguem importante e todos pareciam
    conhecer e respeitar, ao se aproximar a distancia de uma conversa mais pessoal, os seus homens formaram um circulo ao
    redor dele e de você, e as pessoas meio que perderam a empolgação, e ficaram receosas esperando o que viria a seguir:

    _Arthuro Delavega, me chamo Arnau Lizarazu, vim aqui hoje pois fiquei sabendo dos seus feitos atraves
    dos meus homens, e segundo eles tu és um bardo estupendo e demonstra além de talento, um certo refinamento
    normalmente encontrado apenas na corte...

    Ele fez um gesto e o dono do bar levara uma cadeira para ele se sentar, ele sabia usar bem as palavras, de uma forma bem
    polida e clara, era notavel que ele era na nobreza.

    _Porem precisava confirmar com meus proprios olhos se tais afirmações eram veridicas, ou apenas fruto
    da embriagues, mas claramente se mostraram verdadeiras e tenho um pedido para fazer para ti.

    Ao fazer outro gesto um dos soldados se aproximara carregando uma pequena arca e entregou para Arnau que abriu na sua
    frente apenas para os seus olhos, foi possivel ver que estava abarrotado de moedas de ouro, ouro mais que suficiente para você
    ficar alguns anos sem precisar cantar qualquer musica por um bom tempo, logo ele fechou e disse:

    _Esse sera seu pagamento por hoje na festa que o Rei de Aragão estara patrocinando, e dependendo
    do seu desempenho no evento, posso até te conseguir uma posição permanente Arthuro, junto a corte do Rei.

    Era uma proposta tentadora mas era notavel que ele queria algo mais, pois todo aquele ouro, por apenas uma apresentação,
    não, com aquilo ele conseguiria contratar uma orquestra inteira, mas ele deu seguimento as palavras, possivelmente ele
    notou sua desconfiança.

    _Não é apenas pela sua notavel voz que tenho interesse, e sim pelo que pude avaliar, seu talento em lidar
    com as mulheres, preciso que além do espetaculo, se aproxime de uma nobre seu nome é Chrystina Lancaster.

    Estava começando a ficar interessante, o que a prima do Rei da Inglaterra estaria fazendo tão longe de casa, e ainda mais por
    que os nobres da região teriam tanto interesse.

    _Pelo que soube ela esta na cidade, e é hospede do Marques da Nortúmbria, David Percy "O Lobo do Norte",
    seu objetivo é simples, descobrir se ela esta ou não noiva do mesmo, e dependendo como for, se ela for realmente
    noiva, talvez precisemos de um escandalo, envolvendo a donzela, vinho...

    Então esse era o plano dele, mas por que o Reino de Aragão teria interesse em por fim a nesse noivado, sera que teria alguma
    coisa ligada com a guerra, o que era certo, é que graças ao tal marques o rei conseguiu não apenas mais homens para manter
    sua guerra, como tambem uma linha se suprimentos vindos do norte, mas sera que o rei da França tambem tinha interesse no
    tal marques.

    _E então Arthuro, o que você me diz, teria interesse ?
    Era um jogo arriscado, muito arriscado, até por que talvez você só estaria sendo usado como um bode expiatorio, porem dizer
    um não agora poderia ser um risco, principalmente pelo que você sabia, e ele não teria trazido tantos homens, se não fosse com
    algum outro proposito...


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    Mensagem por thendara_selune Dom maio 07, 2023 2:53 am

    01
    Nimue Branwen

    Hora:18:00
    Dia:Sexta
    Clima:Tenso HAHA
    Local:Barcelona

    Meus olhos, tão verdes quanto a relva de Collserola, se estreitaram enquanto cantava com os outros músicos e as pessoas da taberna. Meu sorriso agradável era uma marca pessoal, e quando percebi que a alegria dos demais havia afugentado Juan, senti-me satisfeita. "Por hoje basta de mau agouro", pensei, deixando-me envolver pela atmosfera festiva.


    A felicidade, alegria e, é claro, o vinho deixava muitos ali animados, e alguns até tentavam flertar comigo, em busca da ilusão vestida de trovador. Mas eu não havia deixado a proteção dos meus pais para me perder nos prazeres mundanos. Minha recusa era educada, mas firme. "Não esta noite, deixemos para depois", dizia eu, com minha voz melodiosa e promessas vãs. Eu não havia sido moldada para pertencer a ninguém, assim como a luz do sol aquece a todos, mas não pertence a nenhum. "Vossa alegria é meu pagamento por esta noite", murmurei, dispensando assim qualquer tentativa de me possuir.


    Quando terminei minha música, decidi me retirar para um dos quartos da taberna. Não era tão luxuoso como a vida a que estava acostumada, mas o mundo mortal me ensinava a ter empatia e a pensar nos mortais dentro de suas amarras. Foi então que notei um homem, com soldados bem armados e exibindo espadas, mantendo seus olhos fixos em mim. Questionava-me se havia pisado no rastro de "dueño de casa" cheio de travessuras maldosas. Quando ele começou a andar em minha direção, mantive-me alerta, observando cada um dos seus movimentos. Servindo-me de uma caneca de vinho, mantive-me atenta enquanto o homem e seus soldados me cercaram. Após as palavras dele abri um sorriso cheio de intenções divertidas.


    – Primeiramente, agradeço pelo seu interesse e por achar que honro meus talentos, mas não sou nada mais que um amante das artes e alguém que adora levar alegria por onde passa -
    disse eu, pausando por um instante para olhar nos olhos do homem.


    – Lorde Lizarazu me lisonjeia ao oferecer tal pagamento, mas o maior pagamento para mim é servir no festejo do rei - continuei, lembrando-me das palavras de meu pai, que dizia que ouro era o Deus dos tolos. Talvez pudesse ajudar algumas pessoas com aquele pagamento, e foi então que percebi a armadilha.


    "Sei lidar com mulheres porque entendo a ânsia delas, afinal, sou de certa maneira uma mulher", pensei encarando Lizarazu com curiosidade felina. Eu sabia que tipo de homem ele era, e estava preparada para lidar com ele.

    – Mais uma vez me lisonjeia com vossas palavras, Lorde Lizarazu. Sinto-me honrado em poder servir aos interesses da coroa e farei como me pede - disse eu, bebendo um gole de vinho e esperando pela resposta dele.



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    Mensagem por Ignis Angelus Sex maio 12, 2023 1:51 pm

    Nimue Branwen
    Trilha Sonora:
     
     

    Com sua resposta Arnau dera uma breve risada e respondeu:
    _Muito bem, então vamos, pois o rei nos espera e o baile sera essa noite.
    Um baile naquela noite era uma surpresa, mas você estava preparada para isso.
    Ao sair da taverna era possivel ver que tinha um pequeno grupo de cavaleiros parados do lado de fora da taverna,
    que mesmo com a chuva intensa, não se moviam, pareciam feitos de pedra, nisso a sua espera estava uma luxuosa carruagem,
    quase do tamanho de uma pequena casa, ao entrar tinha os assentos acochoados e em seu interior tinha quatro pequenas
    lamparinas para iluminar o seu interior, alem de cortinas, Arnau sentou de um lado e você do outro, depois de se acomodarem
    o cocheiro seguiu viagem...

    A postura de Arnau mudara completamente, na verdade era como se no interior da taverna você tivesse conversando com
    outra pessoa, e agora na sua frente fosse outra completamente diferente, ele olhara para você como se tivesse lendo seus pensamentos...

    _Entendo sua surpresa, na verdade não gosto muito de socializar, mas infelizmente se faz necessario em algumas ocasiões,
    principalmente quando é a pedido de um rei...
    - Até seu modo de falar mudara e era possivel notar um certo tom de cansaço em
    sua voz -
    Mas enfim me fale um pouco mais de você Arthuro, de onde você vem, por onde você ja passou...
    Era nitido que ele queria te conhecer melhor, e dessa vez tinha uma certa cordialidade e gentileza em sua voz, nisso você começou
    a falar, fora uma conversa agradavel, mas o que mais te impressionara fora o conhecimento que ele tinha, naquele momento você estava
    se sentindo como se conversando com sua mestra, como um guerreiro que era nitido que ela era, podia ser tão sabio e instruido...

    De repente a conversa de modo subto foi interrompida, com a passagem apressada de cavalos e cavaleiros empunhando tochas e
    armas, eles pareciam agitados, ao olhar a expressão de Arnau, foi possivel ver uma certa dose de seriedade...

    _Espero que dessa vez eles não estejam caçando algum pobre inocente. - Nisso ele se virou para você e disse - Tome cuidado Arthuro
    com quem você fala e o que você fala, pois ultimamente qualquer coisa é motivo para Juan e a sua Inquisição, te lançar
    na fogueira.
    - Era nitida a sua insatisfação com Juan o lider da Inquisição e claro o alerta que ele estava dando.
    Depois do comentario de Arnau era possivel ver que todos os cavaleiros eram membros das Spadas del Dio, e pela forma que eles
    estavam agitados, parecia algo serio...

    _Não quero encontrar com ele na festa de logo mais, porem se ele se fizer presente, não se aproxime muito
    e evite qualquer contato, inclusive olhar, até por que sua missão é outra...

    A forma como ele falava não era mais a de um nobre, e sim de um militar, sua postura antes calorosa e gentil, agora era fria e severa e
    até um tanto quanto intimidadora...


     
     

    Nisso o silencio voltou a impeirar, até que os solavancos terminaram e agora era nitido que vocês estavam em uma estrada de pedras,
    a chuva que antes castigava começara a se dissipar e ja era possivel ver o luar da lua iluminando o ambiente ao seu redor, o castelo era
    magnifico suas torres e iluminação, parecia até que o mesmo estava vivo, era possivel até sentir o calor que ele emanava, em vez do
    cocheiro guiar até o portão de entrada da festa ele os conduzia para uma area mais reservada, provavelmente os estabulos.
    Com o parar da carruagem o cocheiro, humildemente tirara o chapéu que vestia e o segurou entre suas mãos e disse:

    _Vossa Alteza Real, chegamos em nosso destino...
    Ao ouvir aquelas palavras do cocheiro, novamente você fora surpreendida, então Arnau não era um nobre qualquer, ele era membro
    da realeza, nisso ele respondeu.

    _Muito obrigado pelos seus serviços, por favor se o aprover, peço que mande um dos servos informa o Rei
    que em breve estarei com ele, para que ele me aguarde apenas mais alguns instantes...

    _Como quiser, Vossa Alteza Real, considere feito - Nisso o cocheiro se afastou, foi possivel notar que mesmo
    ele sendo da realeza, ele era um homem educado e até gentil com seus serviçais...

    _Muito, bem Arthuro antes de apresentalo ao rei, tenho duas perguntas importantes para te fazer e espero que
    seja sincero, ou devo dizer sincera...

    Como ele sabia que você era mulher, em nenhum momento você baixara a guarda, seu disfarce era perfeito, mas mesmo assim como...
    _O que uma criança de Arcadia, faz aqui em Barcelona e quais suas intenções ? - Nisso ele se movera e sacara uma adaga
    mais rapido que seus olhos puderam acompanhar, era uma adaga feita de ferro frio, e ele a colocara contra seu pescoço enquanto com o
    outro braço ele te segurava contra o banco da carruagem... -
    O que for acontecer a seguir vai depender de sua resposta, assim
    como Juan, eu tambem ja fui um Inquisidor, porem diferente dele, minha experiencia com seres sobrenaturais é muito mais vasta,
    e não restrita apenas a bruxas e demonios...


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    Mensagem por thendara_selune Sex maio 12, 2023 11:58 pm

    thendara_selune escreveu:
    01
    Nimue Branwen

    Hora:18:00
    Dia:Sexta
    Clima:Tenso HAHA
    Local:Barcelona

    Meu interesse naquele serviço era mais uma sensação ondulante, um anseio por respostas para o sonho que me impulsionou a fugir da proteção de meus pais. Enquanto percorria o caminho em direção ao meu destino, trocava palavras vazias com o nobre que me contratou. Sabia que a curiosidade dele era puramente fingida, afinal, o que poderia interessar a um nobre as andanças de um mero menestrel errante? “Não há muito o que dizer sobre mim, gosto de pensar que sou como o vento e não pertenço de fato a lugar algum, meu senhor.” Deslizei a mão acariciando meu alaúde e olhando além da janela.

    A despeito do incômodo provocado pelo balanço constante, eu não podia deixar de apreciar a paisagem noturna que se apresentava diante de mim. A escuridão emoldurava as formas das árvores que passavam velozes ao meu lado, enquanto o vento gelado sussurrava melodias misteriosas em meus ouvidos. O movimento da carruagem, embora desagradável, parecia amplificar a minha sensação de liberdade, e eu me deixava levar pela correnteza de emoções que tomava conta de mim. E, apesar de todos os perigos que me aguardavam, eu não podia deixar de sentir uma excitação indescritível ao imaginar as surpresas que o destino me reservara.

    Mas quando ele começou a fazer alertas, a tensão se instalou em mim. Não podia negar que estava amedrontada, mas eu sabia dos riscos que assumi quando decidi sair das terras de minha família. Agradeci educadamente seus conselhos, mas não pude evitar que a ansiedade me consumisse. Fiquei em silêncio pelo resto do caminho, só me permitindo relaxar quando finalmente avistei o castelo.
    As construções humanas tinham sua beleza, mas eu não podia deixar de pensar em quanto ouro e vidas foram sacrificados para construir aquelas muralhas. “Um lugar de fato majestoso.” Uma pontada de entusiasmo em minha voz porque lembrei do lar de meus pais por um breve segundo.

    Mas logo em seguida, meus olhos percorriam a paisagem, observando com tristeza a cena diante de mim. Os soldados estavam por toda parte, protegendo o castelo e seus nobres, enquanto o povo vivia sob a ameaça constante das consequências das suas ações. Impostos altos, a ameaça da inquisição... a injustiça era evidente. Os humanos sempre estavam envolvidos em jogos de poder, presos em suas próprias artimanhas.

    Quando o servo se aproximou do homem que me contratou, minha curiosidade foi despertada. Eu pressentia que ele devia ser uma figura importante. Mantive-me calada, esperando pelas instruções que ele daria, mas fui surpreendida quando ele me atacou e me coagiu dentro da carruagem. A lâmina estava perigosamente próxima, mas não permiti que o medo me dominasse. Eu não pretendia morrer ali, daquela maneira.

    "Meu senhor... Perdão se acha que sou perigosa, mas, na verdade, poderá ler em meu rosto que não carrego objetivos cruéis... Sou jovem e sempre desejei conhecer o mundo mortal... É apenas isso que me trouxe a estas terras. Venho viajando há algum tempo e cá estou... Ora, meu senhor, não me atrevo a fazer qualquer maldade. O que quero é levar alegria..."


    Não mentia ao dizer aquelas palavras. Sabia que não poderia revelar tudo o que sabia, sem saber as verdadeiras intenções daquele homem. Minha voz saía entrecortada pela pressão da lâmina, mas ainda assim eu insisti em falar… "Suponho que sabia com quem estava lidando quando me encontrou na taverna?" Deixo a pergunta ecoar no ar enquanto sinto a lâmina gelada sussurrando maliciosamente em minha pele.



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    Mensagem por Ignis Angelus Sáb maio 13, 2023 2:11 am

    Nimue Branwen
    Trilha Sonora:
     

    Tão rapido quanto ele te surpreendeu a pouco, ele guardou a lamina devolta a bainha escondida entre as roupas, e disse:
    _É a primeira vez que vejo uma fada branca, acreditava que era um mito, perdão pelas minhas ações, mas os encontros
    que eu tive com membros do seu povo, foram em circustancias mais hostis e adversas...

    Ele não mentia, era possivel sentir isso vindo dele, no momento em que ele te tocou ao te segurar contra o banco, você não sentia
    nenhuma maldade ou hostilidade por parte dele, pelo contrario, era dificil de acreditar mas esse humano era puro (Alma Pura), não
    era corrompido pela maldade humana...

    _Bom nesse caso me permita me apresentar novamente, mas de uma forma correta, sem ocultar quem eu sou, Arnau Lizarazu,
    Duque de Andaluzia e Marques de Monferrat, a seu dispor
    - Ele fez um reverencia e beijou sua mão - E quem tu serias milady ?
    Contar ou não contar a verdade, aquele homem não tinha mentido em nenhum momento, ele poderia ter te matado, mas não o fez,
    e mesmo com palavras que outros julgariam insuficientes, e até talvez mentirosas, por você ser um ser sobrenatural, ele acreditou em você...
    Depois da conversa que se seguiu no interior da carruagem, vocês sairam, o castelo era extremamente luxuoso, cheio de requintes
    e luxos, que só os mais opulentos entre os homens poderiam ter, nesse momento você pensou, quantas pessoas passavam fome,
    para um homem ter todos esses luxos...

    De repente Arnau parou e deu mais algumas intruções:
    _Você estara em breve na presença do Rei, não fale nada a menos que ele peça ou permita que você fale...
    Ele respirou fundo e sabendo quem você era de verdade, decidiu esclarecer mais alguns pontos...
    _O motivo pelo qual realmente necessito que o casamento entre o Marques David Percy e a filha do Marques de Winchester,
    Lady Chrystina Lancaster, não ocorra, é para salvar vidas, dezenas senão centenas de milhares de vidas...

    Mais uma vez ele estava sendo franco, não havia oscilações em sua aura nem na energia que ele emanava...
    _Não sei se fadas sabem o que é uma guerra, mas para nós humanos é algo terrivel, independente de quem vença,
    quem no final paga o preço derradeiro é o povo mais humilde, os nobres se vangloriam de seus feitos e vitorias e
    entram para os livros de historia, mas as pessoas mais humildes morrem no anonimato...

    Havia tristeza em sua voz, e por um momento uma lagrima escorreu pelo seu rosto, e no momento que você
    tocou aquela lagrima, você sentiu a dor dele e pode ver em suas memorias todo o mal que uma guerra causava...

    _Por isso peço sua ajuda, pode parecer um ato de intriga mas se me ajudar nesse momento, estara ajudando milhares de outras pessoas...

    Princesa Blanca de Navarra:

    Depois disso ele se recompos e vocês seguiram até um corredor amplo e iluminado e muito mais bem guardado que qualquer
    outra parte do castelo, nisso uma mulher dona de uma beleza sem igual se aproximou, era dificil acreditar que ela era humana e disse:

    _É um prazer revelo Arnau, como estão seus filhos ?
    Arnau fez uma reverencia e disse:
    _É um prazer tambem revela tambem, Vossa Alteza, Princesa Blanca de Navarra, e eles estão bem, talvez eles venham ao baile...
    A mulher pareceu incomodada e respondeu com um sorriso gentil
    _Não precisa dessas formalidades, de agora em diante me chame apenas de Blanca, até por que você tem sido como meu irmão
    mais velho, e se der tudo certo hoje nós conseguiremos trazer a paz, assim esse que te acompanha seria ?

    _Um menestrel Arthuro Delavega, que ira nos entreter essa noite com seu dons musicais.
    _Esplendido, bom estarei te aguardando Arnau, até mais ver.
    _Até Blanca.
    Após a breve conversa com aquela princesa, as portas do quarto se abriram e diante de você estava o rei de Aragão Pedro IV, Arnau
    fez uma profunda reverencia, mas o Rei dispensou e disse:

    _Seis esse aquele que talvez seja nosso heroi Arnau ?
    Sem demora e prontamente Arnau repondeu:
    _Sim Vossa Majestade, é ele, seu nome é Arthuro Delavega...
    Ele fez um gesto para que você se levantasse e falou:
    _Esta preparado jovem Arthuro para o que esta por vir ?


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    Mensagem por thendara_selune Sáb maio 20, 2023 9:28 pm

    01
    Nimue Branwen

    Hora:18:00
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    Meus pensamentos estavam em tumulto, como uma tempestade que se agita no horizonte, e demorei alguns preciosos segundos para formular uma resposta coerente."Nomes têm poder", respondi, mantendo um tom cordial. "Se eu revelar meu verdadeiro nome, posso enfrentar adversidades. No entanto, como prova de que não desejo causar danos, chamo-me Nimue."

    Fadas são seres que se entregam às emoções com intensidade e sabem manipulá-las a seu favor, mas era impossível para mim permanecer impassível diante da sinceridade que ele demonstrava.

    Após ouvi-lo falar com tanta franqueza, precisei acreditar que ele era verdadeiramente uma alma bondosa. Pelo menos, essa era a energia que emanava dele. Quando uma lágrima escorreu, não a toquei, mas ficou evidente que aquele mortal almejava genuinamente fazer o bem e impedir aquela união. Os nomes dos nobres pouco ou nada significavam para mim. Embora tenha vagado pelo mundo humano por pouco tempo, não estava familiarizada com tudo que ele mencionou. No entanto, senti em meu coração o peso das palavras dele ao descrever os horrores da guerra. Isso foi suficiente para confiar nele plenamente, sem qualquer reserva.

    Cada palavra era escolhida cuidadosamente, enquanto eu tentava acalmar a turbulência que se instalara dentro de mim. "Bem, desejo ajudá-lo e o farei, pois tive um sonho que me conduziu até aqui. Nele, vislumbrei uma jovem humana cercada por brasas incandescentes, uma sombra densa e cruel sob seus pés descalços, um cavaleiro montado em um corcel profano, uma jovem de cabelos castanhos em busca de algo grandioso, porém manipulada por uma criatura destituída de alma. Vi também uma dama envolta em luxúria e avareza, corvos de ossos voando sobre a cidade dos reis e rainhas, vermes rastejando sob o casulo dos fiéis. Nas altas torres, guardiões observavam, esperando por um sinal, enquanto um plano se delineava em meio à morte que percorria as terras mortais, disfarçada de alma benevolente, mas que buscava, na verdade, corromper... Eu caminhava no meio de tudo isso, seguida pelas chamas vorazes de um passado obscuro. Uma chave brilhava acima de um estranho conjunto de estrelas, e meus pais me diziam que um grande sacrifício traria bênçãos de paz ou abriria portais flamejantes por toda a terra…", concluí esperando a resposta de Lorde Arnau.

    Após a resposta dele voltamos a caminhar seguimos por um corredor onde vislumbrei, provavelmente, a mais bela mulher que já vira desde que pus os pés em terras mortais. Seus olhos, como duas pedras de lápis-lazúli, combinavam harmoniosamente com seu rosto encantador e os cabelos escuros como a noite. Era difícil imaginar um homem que pudesse resistir aos seus encantos. Realizei uma mesura típica dos cavalheiros e ofereci um sorriso discreto. Naquele momento, não tinha palavras para expressar, preferindo ouvir atentamente, limitando-me a concordar com as palavras de Arnau. Quando a princesa se afastou, mergulhei em pensamentos profundos.


    Depois, ele me conduziu à presença do rei. O ambiente estava ricamente adornado, como é de praxe entre os nobres mortais. Eles apreciam exibir sua opulência tanto quanto os membros da minha espécie. A diferença é que, onde quer que eu lançasse meus olhos, não encontrava as aflições que atormentam os mortais no mundo de onde provenho.

    Fiz uma reverência, assim como meu contratante, e quando o rei me fez uma pergunta, evitei encará-lo em sinal de respeito.
    "Que vossa vontade seja a minha, nobre rei, e que eu possa servi-lo conforme vossa majestade desejar", respondi, mantendo minha cabeça baixa. Em meu íntimo, ponderava sobre o motivo que me levou até aquele lugar. Sentia que o destino me conduziu até ali por alguma razão.


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    Mensagem por Ignis Angelus Qui maio 25, 2023 11:55 am

    Nimue Branwen
    Trilha Sonora:
     
     

    Enquanto o rei era vestido e adornado, pelos seus serviçais, Arnau ficou impassivel como
    se fosse feito de pedra, era nitido que ele estava pensativo, e você tinha o leve palpite
    que eram as palavras que você tinha dito antes, que seria quanto a sua visão, mas antes de
    qualquer coisa após sua resposta, o rei começou a falar:

    _Fique tranquilo se der tudo certo, em breve caro Arturo, você não sera mais um menestrel
    viajante, e sim um conde, posso lhe garantir, assim se aproxime quero lhe entregar algo...

    Devagar e sem movimentos bruscos você se levantou e foi em direção ao rei, nisso ele falou:
    _Estenda sua mão. - Com um certo ar de autoridade, tipico dos reis
    E como ordenado assim o fez, e ele lhe entregou um insignia
    _Afivele essa insignia, ela carrega meu brasão, o que significa que você esta agindo com minha
    autoridade, se precisar de algum suporte, seja dos empregados ou mesmo dos meus cavaleiros,
    eles o obedeceram na medida do possivel e sem chamar a atenção.

    Ao pegar a insignia você começou a cair para trás em um abismo infinito, você ja não mais
    trajava as roupas de Arturo, era apenas você Nimue Branwen, e conforme você caia você
    via as Moiras, mas elas estavam diferentes de como as conhecia, estavam vestindo belissimos
    vestidos de bailes e seus cabelos eram vermelhos como o fogo, e seus rostos eram como vortices
    de escuridão, uma carregava um cetro e um cajado e tinha asas tão negras quanto a escuridão
    de Ebero que ocultava sua face, porem não sabia o que fazer com os objetos, a do meio tinha
    um parte asas, porem uma era de uma negra e a outra branca, e a escuridão que era seu rosto
    tomava a forma da mascara de Dionisio, e em suas mãos ela carregava a Caixa de Pandora, porem
    a indecisão tomava conta do seu ser, a ultima tinha asas tão brancas e reluzente quanto Apolo, e
    segurava uma lança pronta para um combate, mas não sabia quem eram seus inimigos. Nisso elas
    foram envolvidas por Ouroboros, que começou a circundalas, e com um piscar de olhos, você
    estava no meio delas, e da mesma forma que Ouroboros circundava ao redor delas, elas
    começaram a circundar você, e agora você brilhava como o sol, e cada uma ofereceu os objetos
    que seguravam a você, porem por alguma razão você sabia, só poderia escolher um, apenas um
    destino, seu passado, seu presente ou seu futuro...


     
     

    Nisso você acordou enxarcada de suor, seu corpo tremia, o que acabara de acontecer você se
    sentia confusa e perdida, com o que tinha acontecido, até que uma voz familiar a chamou devolta
    para a realidade:

    _Você esta bem Nemue ? - Era Arnau que estava ao seu lado colocando a mão em seu ombro, sentado
    em uma poltrona lendo um livro, que ele colocou encima de um criado mudo assim que você despertou.

    Agora conseguindo com mais calma processar os pensamentos, você notou que estava deitada em uma
    cama tão luxuosa quanto o quarto, que perdia apenas para o do rei, sim o rei o que acontecera, nisso
    enquanto ainda se ajustava a realidade a sua volta, Arnau puxou a manta que te cobria para cima com
    uma das mão e e virou o rosto, foi nessa hora que você percebeu que estava nua, e rapidamente abraçou
    a manta contra seu peito, antes que você pudesse falar algo Arnau começou:

    _Você desmaiou na presença do Rei, mas fique tranquila, informei a ele que você não tinha comido nada
    com a empolgação em vir servilo
    - era uma desculpa plausivel e aceitavel - Eu a peguei em meu braços e
    a trouxe para cá, estes são meus aposentos, porem durante o trajeto você começou a tremer, como se
    estivesse tendo uma convulsão
    - Era nitido seu olhar de preocupação - Então a deitei na cama, mas as
    convulsões só pioraram eu pensei se tratar de alguma maldição ou algo similar, porem quando seu chapeu
    caiu sua cabeça, ela parou de tremer, porem seu corpo continuava, então após despila você parou de se
    mexer, e então eu a cobri
    - Ele estava um pouco constrangido em ter que descrever a situação, era nitido
    um certo rubor tomar conta do seu rosto.

    Mas logo após, ele se recompos e uma postura mais seria tomou conta dele.
    _Algo que você me disse chamou minha atenção, enquanto estava deitada, que as Moiras que carregavam
    o destino desse mundo, estariam essa noite no baile, um pertencia a mim, o outro a você e o terceiro a
    esse mundo, quem são essas Moiras e que destinos são esses ?

    Além da seriedade era possivel notar uma certa preocupação em sua voz...


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    Mensagem por thendara_selune Dom maio 28, 2023 11:29 pm

    01
    Nimue Branwen

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    Percebi o ar autoritário, característico dos monarcas, e obedeci às suas ordens sem questionar. Embora ele não fosse o meu soberano, nenhum dos presentes poderia compreender verdadeiramente o poder que eu possuía e a origem de onde eu vinha. Portanto, não me encontrava em posição de negar o seu pedido. Afinal, eu era a pessoa mais interessada em desvendar por que os fios do destino me conduziram até aquele momento específico. Em um gesto solene, ele depositou uma insígnia em minha mão.  Logo após, fui envolvida por um mundo de sonhos densos, sem tempo para mais nada. A realidade se fragmentou em um pesado grilhão onírico e, então, adormeci.


    Nimue Branwen Images?q=tbn:ANd9GcSd683SYIy5pkEm0Ce1bJ73z9V_-Uyw-T1xGA&usqp=CAU

    Após o sonho


    A voz de Arnau confirmou a minha certeza da realidade, e assim as palavras fluíram de mim como se temesse esquecer algo. Eu precisava contar a ele o quanto antes. "Ó Deuses, sonhei com as Moiras", sussurrei, deixando que a reverência impregnasse cada sílaba. "Elas surgiram diante de mim, em trajes de baile, seus cabelos vermelhos como fogo incandescente, seus rostos eram vórtices de pura escuridão. A primeira delas portava um cetro e um cajado, asas negras como a sombria escuridão de Érebo ocultando sua face, enquanto a segunda possuía asas, uma negra e outra branca, e sua face se metamorfoseava na máscara de Dionísio. Ela carregava consigo a Caixa de Pandora. Por fim, a terceira exibia asas brancas e resplandecentes, semelhantes às de Apolo, empunhando uma lança em posição de combate, mesmo que nenhum inimigo fosse aparente."


    Depois o meu tom adquiriu um tom solene, catedrático, como se eu fosse a guardiã do conhecimento ancestral incumbida de explicar o que presenciara. No entanto, havia uma convicção profunda de que aquele homem, com seu semblante marcado por anos de guerra e cicatrizes espirituais, possuía a capacidade de compreender as verdades ocultas que eu tentava transmitir. Meus olhos brilhavam intensamente, revelando uma mistura de incredulidade e coragem perante os mistérios do destino.

    "O passado imutável deixa suas marcas nos caminhos que percorremos, moldando o presente e forjando o futuro", comecei, pausando por um momento para permitir que minhas palavras ecoassem. "O Ouroboros, símbolo místico representado pelo círculo ou pela água, encerra o conceito da eternidade, personificado pela figura de uma serpente ou dragão que morde a própria cauda... Em meu sonho, eles nos envolviam, transcendendo as fronteiras do tempo e do espaço."

    Esperei por um momento, deixando que a gravidade daquelas palavras se assentasse no coração do homem. Em seguida, continuei com determinação: "De repente, irradiei como o sol. Cada uma das Moiras me ofereceu os objetos que seguravam, mas eu sabia que só poderia escolher um destino: meu passado, meu presente ou meu futuro... Optei pelo presente, pois compreendi que, para alcançá-lo, precisava sacrificar os erros do passado e assim encontrar um caminho para um futuro..."

    Deixei que minhas mãos deslizassem suavemente pelos meus braços, sentindo a textura da minha própria essência, moldada pelos elementos primordiais. Não havia lugar para vergonha na pele que eu vestia, pois ela era a expressão única da minha natureza mística. No entanto, em respeito às crenças de Arnau, puxei as cobertas ao redor de mim, envolvendo-me em seu abraço protetor o tecido tornou-se aconchegante.

    Enquanto meu olhar se encontrava com o dele, pude perceber uma mistura de surpresa e desconcerto em seus olhos enrugados pela experiência. Não havia malícia em mim e nem muito menos existia o fogo da carnalidade cobiçada pelos mortais. Na verdade, eu me sentia conectada àquele sonho de forma profunda e indelével, e agora, mais do que nunca, estava convencida de que tinha uma missão maior a cumprir. Por isso, entre todos os seres em meu lar, fui eu quem abraçou essa missão com fervor. Sabia que isso seria um fio de esperança, uma maneira de manter aqueles que amo seguros em meio à imensidão dos desafios que se avizinhavam.

    As palavras fluíam suavemente, como um vento sussurrante carregado de significado transcendental. "Meu senhor, meu mundo é um reino de importância inegável, assim como o seu é para sua espécie. Esse sonho, essa visão misteriosa, pode ser um sinal, uma pista enigmática sobre o que devemos fazer. Contudo, devemos ter cautela, pois o tempo escorre entre nossos dedos, fugindo velozmente como se Hermes o carregasse em suas asas velozes. Sua fé o protege, milorde, mas há muito mais acontecendo do que nossa compreensão limitada pode abarcar. Talvez algo sombrio do passado esteja assombrando o presente, lançando sombras sobre o futuro de todos nós...Lembrai-vos, ó mortal, das palavras sábias que ecoam através do tempo: "Porquanto não há nada oculto que não venha a ser revelado, e nada escondido que não venha a ser conhecido e trazido à luz."
    Essa verdade ancestral nos recorda que nenhum segredo pode permanecer para sempre nas sombras e nenhum mistério pode permanecer oculto por toda a eternidade.
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    Mensagem por Ignis Angelus Qui Jun 01, 2023 1:24 pm

    Nimue Branwen
    Trilha Sonora:
     
     

    Naquele momento Arnau focou o olhar dele em você, absorvendo cada palavra com extrema
    importancia, era obvio que havia algo o estava pertubando, algo que ele sabia, era como se
    mentalmente ele estivesse conectando diversos eventos de sua memoria, até que alguem bateu
    forte na porta, era uma voz jovial, porem forte e trovejante, rompeu aquele silencio contemplativo.

    _Vossa Alteza esta na hora de se arrumar para o baile, a princesa Blanca ja questionou sobre
    sua presença.

    Naquele momento Arnau fechou os olhos e levou a mão ao rosto:
    __O baile, ja estou indo Andreas, aguarde um momento por favor - era possivel notar que ele
    não esperava pela sua visão, e sobre que eventos de tamanha magnitude iriam ocorrer hoje,
    era algo que visivelmente fugia do controle dele

    _Arturo, coma alguma coisa e se prepare para a festa o rei nos aguarda, alem disso devo me
    retirar para me preparar tambem, deixarei Andreas a seu dispor para auxilialo, ele é um dos
    meus guarda-costas mais capacitados.

    Nisso Arnau se retirou, com aquele ar pensativo de antes de serem interrompidos por Andreas...
    Tinha uma mesa com algumas frutas em cima de uma mesa e dois jarros, um com agua e o outro com
    vinho, suas roupas estavam estendidas no sofa, e o fogo da lareira aquecia bem o ambiente...
    Porem aqueles pensamento quanto a visão ainda estavam vividos em sua mente, não era como um
    sonho que se esvaia da memoria, era algo tão solido e concreto quanto uma rocha. Após se arrumar
    e comer alguma coisa uma segunda vez alguem bateu forte na porta:

    _Posso entrar Senhor Arturo ?


     
     

    Ao acentir, e um homem alto, com quase 2 metros entrou, ele não era apenas como robusto tambem,
    lembrava um gigante, ele tinha uma feição bonita, se não fosse o rosto marcado por uma cicatriz no
    lado esquerdo do seu rosto, tinha um cabelo loiro platinado e belissimos olhos azuis, que lembravam
    duas aquamarines, ele olhou profundamente nos seus olhos, deu um sorriso sinico e se ajoelhou:

    _Estou aqui para servila Senhor Arturo - Ele era direto, sincero e perspicaz, não era alguem que
    usava meias palavras, e conseguira ver atravez do seu disfarce -
    Não se preocupe meu Senhor não
    estou aqui para questionar nada, apenas obedecer, se o Senhor ja terminou de se arrumar devemos
    partir, o rei esta muito ancioso para este baile e tambem ja requisitou sua presença, bem como do
    meu mestre.

    A forma como ele falava, ele não se importava com o rei, usando um tom de voz como se o mesmo fosse
    uma outra pessoa qualquer, mas quando se dirigia a Arnau, não só seu tom, como tambem sua postura mudava.

    _Então vamos Senhor Arturo, o baile nos aguarda...



    (OFF: Agora as proximas postagens minhas serão no topico Barcelona xD
    Mas você pode fazer um encerramento para cena se você quiser aqui ^^)


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    Mensagem por thendara_selune Sex Jun 16, 2023 11:00 pm

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    Clima:Tenso HAHA
    Local:Barcelona

    Escutei Lorde Arnou e ofereci-lhe um sorriso compreensivo. Ao ouvir Andreas mantive um semblante bem-humorado. Quando fico sozinha, respiro fundo, perdida em pensamentos. Então, olho para a mesa e como algumas frutas sem cerimônia. Toda aquela agitação me deixa tensa, mas também determinada a descobrir onde me encaixo.

    Após me organizar com as roupas masculinas que Arnou deixou para mim, me dei por satisfeita ao pegar um conjunto acolchoado, que ajuda a esconder minhas formas. Trancei meu cabelo de forma a parecer menor do que é, e enquanto me olhava diante do espelho, o som do crepitar do fogo chamou minha atenção por um momento. Lembrei-me do meu lar ao observar as labaredas dançando contidas na lareira. Foi então que alguém bateu forte na porta. Era Andreas.

    "Pode entrar"
    , disse, continuando a me arrumar, sem deixar transparecer qualquer alteração no meu semblante. "Servi-la?", indaguei, encarando-o. "Então seu senhor lhe revelou que sou uma mulher?" Se Andreas estava ali, merecia minha confiança. Seus olhos brilham como pedras preciosas, seu sorriso cínico não me causa desconforto. Os humanos têm seus encantos, mas o que mais me traz conforto é contar com sua proteção enquanto estou no castelo.

    "Claro, vamos. Agradeço pelos seus serviços, Andreas", respondi com um tom educado e ameno. Agora é o momento de conhecer a nobreza humana. Se eles pudessem imaginar que suas quinquilharias e ostentações são meras migalhas em comparação com o lugar de onde venho, creio que ficariam cobiçosos pelos tesouros que existem em Avalon.



    Visual e acessórios :


    OFF:  @DariusDarkLord Estou finalizando esta postagem e prometo que em breve irei compartilhar a ficha. Caso seja necessário, por favor, segure minha participação no tópico coletivo. Agradeço sua compreensão  Cool .




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