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    Kasan il- Taghyer

    DariusNovadek
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    Mensagem por DariusNovadek Sex Jan 05, 2024 1:41 pm

    Ørken






    Kasan il- Taghyer _be9e210



    Ørken é uma cidade movimentada, localizada em um dos vários Cânions das terras áridas do extremo sul de Nilfheim. A cidade foi construída verticalmente, de modo que parece um cortiço. Ficando localizada apenas em um dos lados da cratera, o chamado "lado sombra", a cidade evita o sol escaldante da região a maior parte do dia, pegando ele somente no final da tarde, quando ele já está um pouco mais ameno.

    Mas não se engane, mesmo não ficando abaixo do sol, o calor continua excruciante, tornando aquele lugar para poucos. Kasan sabia bem disso, fora escolha dele se mudar pra lá, mas isso não tornava a cidade mais tranquila de viver. Mas independente disso, Kasan já estava "acostumado" com o calor do deserto, já que seu antigo clã nômade vivia andando pelo deserto.

    Quem chegasse pela primeira vez na cidade, poderia achar que Ørken não passava de um emaranhado de "favelas" e mercados amontoados um em cima do outro, mas ao adentrar no conglomerado, perceberia que essa pilha de construções, apesar de não muito bonita, formavam caminhos eficientes, e somando aos vários túneis escavados em todos os andares, com ligações infinitas, tornava Ørken um verdadeiro labirinto.

    Kasan morava em um desses túneis, em um andar mais inferior, no "quarto" de sua prima, esculpido em meio as pedras dos túneis, a maioria das casas da cidade eram assim, com exceções de alguns mercadores que faziam de suas lojas suas próprias casas. Porém Tarin morava em um conjunto habitacional que a "gangue" dela havia tomado, por isso mesmo ele dividia um pequeno quarto com ela. Fora do quarto Kasan encontrava todo tipo de gente, muitos bêbados ou drogados, caídos no chão. Kasan sabia que em Ørken, quanto mais inferior era o andar, mais feias eram as coisas, e mais proibidas eram as mercadorias. Ouvia-se boatos que nos últimos andares existia tráfico humano, e que no último existia uma arena em que escravos eram colocados para lutar contra feras desconhecidas, e até demoníacas. Mas aquilo tudo era um boato para Kasan, já que não era qualquer um que conseguia acessar os andares inferiores, ele mesmo só conseguia acessar o andar do quarto de Tarin por causa do parentesco com ela. Por essas e outras coisas que Kasan evitava ficar nesses andares por muito tempo.

    Kasan tinha conseguido um "estágio" com um mercador chamdo Troshk, ele era de uma raça chamada Venomus, uma raça híbrida entre humanos e reptilianos. Eram nômades igual ao seu clã, e mesmo em Ørken era difícil de encontra-los. Ele não era uma pessoa agradável, mas ao menos tinha dado oportunidade para ele. Era para sua loja que Kasan estava indo, a cidade estava lotada como sempre, com mercadores vendendo os mais diversos itens em todo o canto. Mercadorias que Kasan sabia que era difícil encontrar em outro lugar, tinha de tudo: desde cabelos de fungo pigmeu até tentáculos de Grick.

    Troshk:

    Chegar até a loja Venomus não estava sendo fácil, era muito movimento, e por vezes ficava empacado em alguma fila ou congestionamento de pessoas. Mas finalmente consegui chegar na loja do seu chefe, e começou a ajuda-lo na parte da manhã.. Já era por volta das 11 horas da manhã, com o sol quase a pico, que Kasan ouviu um barulho diferente, esse barulho foi aumentando, e algumas pessoas começaram a ir para a borda das passarelas ver do que se tratava.

    Kasan não fez diferente, e ao se debruçar no parapeito da passarela, viu que se tratava de um dragão chegando na cidade. E não era somente um dragão, era um Rider! O cavaleiro de dragão fez algumas manobras no ar, até que adentrou em meio ao Cânion e fez seu dragão se prender nas paredes opostas a cidade, parecendo uma aranha gigante. O dragão era de uma cor laranja acobreada, quase se camuflando com as paredes do Cânion, e em seu dorso estava ele, o Rider Keald Falone.

    Keald Falone era conhecido na cidade, justamente por ter nascido nela. Sua família era uma família de mercadores bem pobres, vendendo pequenas bugigangas para sobreviver, até que seu Keald foi tentar a sorte na Capital a 25 anos atrás e voltou anos depois montado em um dragão. Coincidência ou não, hoje os Falones são umas das famílias mais ricas e importantes da cidade, sendo dona de quase um andar inteiro.

    Keald Falone:

    Apesar disso, Keald não era tão glorificado na cidade, porém também não era odiado. Ele não visitava com tanta frequência a cidade, e quando visitava normalmente era para ver sua família. E ele também sempre fez vista grossa com os mercadores de "coisas ilegais", tanto que ao ver um Rider chegando, Kasan viu seu chefe escondendo seus produtos rapidamente, mas ao ver que se tratava de Keald, voltou ao normal.

    Após Keald estacionar seu dragão verticalmente na parede oposta do Cânion, a vida de Ørken continuou normalmente, mas Kasan viu que Keald tinha algo a falar, não era atoa que tinha parado ali. Seu dragão esticou sua asa esquerda, de modo que ele pudesse andar por ela e chegar mais perto da população. Ele pegou uma corneta, mas antes de toca-la, a olhou com desprezo e a jogou no abismo.

    - Cidadãos de Ørken! Venho aqui..

    Mas o Rider viu que menos da metade do pessoal estava prestando atenção, a maioria continuou suas compras ou vendas sem ao menos notar ele. Se recompondo, ele tenta começar outra vez.

    - Uhn, Uhn.. Bem, como ia dizendo: Cidadãos de Ørken! Venho aqui dar uma..

    Mais uma vez viu que não conseguiria falar, o barulho da cidade tampava a sua voz. Foi então que o Rider olhou para seu Dragão e fez um sinal, imediatamente o dragão, que era conhecido por não conseguir falar como os humanos, soltou um rugido ensurdecedor.

    AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRRRRRRRGGGGGGGGHHHH!!!!!!!!!!!

    Só então Ørken ficou quieta, como nunca Kasan tinha visto.

    - Agora sim! A atenção de que preciso! É o seguinte, caros cidadãos de Ørken! Venho aqui dar um recado muito importante para todos: a Rainha Astrid II e a Rainha dragão Sheea mandou a minha pessoa aqui, para informa-los que uma nova ninhada de ovos de dragão estão prontos para serem chocados. Então os jovens de 14 a 20 anos que queiram se tornar como eu, é só comparecer na Capital no solstício de verão e tentar a sorte! Vamos mostrar a Nilfhein que Ørken está no mapa e não é atoa!

    A multidão então se explodiu em aplausos e gritarias comemorativas, e Keald alçou voo com seu dragão, jogando vários panfletos que diziam, de forma bem mais formal, o que ele acabara de anunciar.
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    Mensagem por Leraszk Sáb Jan 06, 2024 4:13 am




     
    Ørken


    Um barulho alto acordou Kasan. Mais especificamente, do violino de sua prima - um dos poucos itens não letais que ela guardava em sua casa e a única forma de lazer que ela encontrava; ao menos era.

    "Almaak (xingamento comum dentro do clã). A Tarin vai ter um treco quando ver isso. Deve ser aquele maldito rato."

    Não seria o primeiro e nem o último rato dentro do quarto de Kasan, afinal, estamos em Ørken. Acordando para averiguar, fracassou, só conseguindo enxergar alguns vultos mas nenhuma possibilidade de caçar o roedor. Desistindo da tarefa, decidiu olhar pela sua janela.

    Ørken é uma cidade decadente, mas pela manhã ela trás uma paisagem única: quando o silêncio raramente irrompe, se consegue ouvir o barulho do deserto. Cada andar está escuro, o que não quer dizer que está vazio: caminhantes noturnos, bebados, ladrões, comerciantes, prostitutas - todos estão iniciando o dia. Talvez Kasan tivesse passado tempo demais vendo o deserto, pois ele não nutria nojo ou espanto pela cidade, mas sim, admiração. Até o momento, isto é o máximo de civilização que ele chegou a conhecer fora do seu Clã.

    Voltando sua atenção para a mesa, viu uma carta. Sua prima havia lhe avisado que Troshk, o mercador venomita, estaria lhe aguardando na sua loja, que deveria estar antes do último quarto de manhã (por volta das 7h, 8h). Como o horário não era muito distante, ele logo se arrumou. Embainhou suas duas adagas, uma ele guardou em um bolsinho improvisado dentro de suas vestimentas e a outra ele embainhou-a na cintura.

    Mesmo sendo um novato ele ainda se lembra do ditado orkeniano: "Quem se alarma sai com arma".

    Saindo do quarto, ele finalmente viu o roedor indo se esconder em alguma viela qualquer. O andar era macabro, mas não tanto quanto os andares inferiores. Até onde Kasan sabia, este era um dos mais tranquilos; isso quando estamos falando de um andar dominado por uma gangue criminosa. Andando pelo complexo habitacional, ele conseguia ver bebados ao chão ou tentando se segurar, prostitutas que tentavam oferecer seus serviços e algo que lhe chamou mais atenção: um beco cheio de pessoas drogadas. Ele conseguiu observar que dos lábios de alguns, um liquido azul brilhante ainda havia sobrado. octanina. Pelos deuses... o que nosso clã fez com esta cidade?".

    Octanina é um psicotrópico bastante popular em Ørken. Ele é derivado de uma toxina cultivada pelo Clã Taghyer, onde era utilizada de forma ritualistica. Porém, quando os Taghyer decidiram comercializar esta toxina com a cidade, os traficantes de Ørken conseguiram sintetizar a toxina - aumentando sua potencia, passando a vender como a poderosa droga Octanina - uma vergonha que Kasan carrega por conta do seu clã ter sido um facilitador para a propagação da substância.

    Chegando atrasado na loja Venomus, começou a ajudar Troshk nas tarefas. Eram pessoas de diversos andares, desde os mais altos, a "pseudo elite", até os mais esfarrapados. Não atoa, Troshk era um caravaneiro assim como o clã Taghyer - haviam mercadorias raras e para todos os gostos.

    Quando o último quarto de manhã começou, o meio-dia se iniciou.

    Um barulho estranho havia chamado atenção de Kasan e de metade das pessoas que estavam negociando ali. Correndo para ver do que se tratava, ele se agarrou no parapeito da passarela. Era um Rider desfilando com seu suntuoso dragão.

    - Olhem! Um dragão de verdade! - comentava Kasan enquanto observava o Rider "estacionar" seu dragão.
    - Tsc. Nada demais. Meu tio já matou um dragão com uma garrafa de pinga. - afirmava esta atrocidade alguma pessoa aleatória no meio da multidão.

    Talvez o povo de Ørken estivesse esperando um pouco de ação, mas vendo que dali somente um homem descia, continuaram seus afazeres.

    - Cidadãos de Ørken! Venho aqui..

    Mesmo com o amontoado de pessoas que antes estava ali tivesse se dispersado, Kasan continuou observando o que o Rider tinha para comunicar. "O quê de tão grande importância deve ser noticiado para Ørken que é necessário vir um Rider trazer a mensagem?"

    - Uhn, Uhn.. Bem, como ia dizendo: Cidadãos de Ørken! Venho aqui dar uma..

    Vendo que o Rider obviamente não estava conseguindo prender a atenção das pessoas, ele se apronta para sair do parapeito e voltar para Torshk quando um rugido estremecedor é escutado. O som era intimidador, quase gutural, fazendo com que pela primeira vez na experiência de Kasan em Ørken, a cidade tivesse um meio-dia em silêncio.

    - Agora sim! A atenção de que preciso! É o seguinte, caros cidadãos de Ørken! Venho aqui dar um recado muito importante para todos: a Rainha Astrid II e a Rainha dragão Sheea mandou a minha pessoa aqui, para informa-los que uma nova ninhada de ovos de dragão estão prontos para serem chocados. Então os jovens de 14 a 20 anos que queiram se tornar como eu, é só comparecer na Capital no solstício de verão e tentar a sorte! Vamos mostrar a Nilfhein que Ørken está no mapa e não é atoa!

    Após esse discurso que apelava para o patriotismo orkeniano, Kasan vibrou junto com o povo as palavras do Rider enquanto ele retornava aos céus junto ao seu dragão. Um panfleto caiu aos pés de Kasan, que enrolou e guardou em um bolso em sua vestimenta. Por um instante ele fantasiou em como seria ser um Rider, na liberdade de poder explorar o mundo enquanto serve ao reino; enquanto imaginava cenários em sua mente, quase esquecia de se despedir de Troshk, seu patrão. Dali, partiu para o apartamento de sua prima, Tarin, para poder conversar com ela sobre o que vira e seu desejo de partir para a capital para se tornar um Rider.
    ✿ Elli
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    Kasan il- Taghyer Empty Re: Kasan il- Taghyer

    Mensagem por DariusNovadek Seg Jan 15, 2024 12:43 am

    A movimentação dentro dos inúmeros corredores de Ørken, que já era imensa, aumentou ainda mais com o novo anúncio. Jovens corriam para todas as direções, e os mercadores também se reuniam para fazer planejamentos para retirarem o maior lucro possível com essa notícia. Mais Riders significava mais segurança, isso não era bom para o público em geral de Ørken, mas ao mesmo tempo a reunião dos jovens na Capital no solstício de verão era uma grande oportunidade, mutias pessoas vinham do reino todo, e as vendas aumentavam consideravelmente.

    Kasan se animou tanto com tudo isso que quase se esqueceu de se despedir do Venomita, que o respondeu com seu sotaque de lingua "presa".

    - Tsc.. Vai lá, saia correndo então. E não pense que terá pagamento do dia de hoje, trabalhar meio período não é trabalho!

    Mas a empolgação de Kasan era maior.

    Se foi difícil para Kasan enfrentar o engarrafamento de pessoas para chegar até a loja, foi muito mais para voltar ao apartamento de sua prima. O andar estava movimentado, muitos integrantes da gangue de sua prima corriam de um lado para o outro, levando grandes caixas consigo. De um jeito ou de outro, os drogados já não estavam mais lá, Kasan não sabe o que fizeram com eles. No meio de toda confusão, Kasan vê sua prima, também com uma grande caixa em suas mãos.

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    - Primo! Venha, pegue essa caixa aqui e me segue!

    Ela indica uma caixa com um dos pés, Kasan pega e percebe seu conteúdo: Octanita. Ela anda pelos túneis da guangue com maestria, e Kasan vai seguindo a prima. Durante o caminho, ela se explica:

    - É a primeira vez que um Rider visita Ørken com você aqui, não é?

    Ela abre uma porta, que dá para um cômodo, sem janelas nem outras portas.

    - Keald é gente boa, não encrespa com quase nada, diferente de outros Riders.. Mas assim, quanto mais ele vê, mais a gente tem que molhar a mão dele, entende o que eu digo? Então temos que parecer... Mais limpinhos.

    Ela diz isso numa naturalidade absurda, como se tudo aquilo fosse normal. Provavelmente já vivenciara aquilo várias vezes. O cômodo tinha uma estante, porém quando Kasan achou que ela iria colocar a caixa na estante, a mesma se mostrou uma porta falsa, revelando outro corredor atrás dela. Ela continuou o caminho, como se Kasan já soubesse que devia acompanha-la. O corredor escondido não continha quase nenhum móvel, mas várias das caixas que Kasan carregava estavam sendo empilhadas ali. Sua prima finalmente coloca a caixa em uma das pilhas.

    - Ufa! Que pesada essa aqui estava! Mas e você primo, se animou com o anúncio? Pensa em ir pra Capital? É uma pena eu já ter mais que 20 anos, eu montada em um dragão seria fodona demais. Ninguém me seguraria!
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