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    Prólogo Sputnik (Gaijin368)

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    Nazamura
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    Prólogo Sputnik (Gaijin368)

    Mensagem por Nazamura em Seg 7 Nov - 10:11

    Em algum lugar em Seattle


    Sputnik passara a noite em sua van, dormira drebuçada na interface teclado - matrix novamente atrás de algum furo ou alguma informação para vender ou barganhar. Embora seus creditos de sua ultima demissão rendessem-lhe um apartamento e meios de manter a vida, esses meios estavam chegando ao fim

    alguem bate a lateral da van

     
    - Smuggie, Smuggler, quer falar com sputnik. Abrir para Smuggieee

    embora estupido, a interface neural recem implantada em seu amigo o tornava uma aberração cibernetica interessante.

    - Smuggie tem prazer na rede, encontrou prostituta digital - e começa a arfar igual um cachorro - não não... arquivo errado - acessa seu cyberdeck e carrega uma nova informação - preparar para receber arquivo sputnik, vamos ganhar Nuyens$ ?

    A transferencia de arquivo começa, um provavel cliente está procurando por shadowrunners, ele quer se manter anonimo e foi visto indo para o bar da becky na superquadra C de Seattle.

    Instruções:
    Embora seja evidente que sua cena e a do Darkwes logo irão coincidir, não o faça ainda, aproveite para dialogar com o Smuggler, descrever porque vc acabou dormindo na van e o que estava atras que lhe prendeu tanta atenção assim, um pouco dos seus brinquedos drones e tambem se teve alguns flashbacks ou saudades de seu país natal. Essas coisas femininas Very Happy
    gaijin386
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    Re: Prólogo Sputnik (Gaijin368)

    Mensagem por gaijin386 em Seg 7 Nov - 23:36

    - Da ... Da ... Um momento ... Quase lá. Mas que merda. Nyet! Nyet! Nyet! diz esmurrando o chão quando via que o sistema havia levantado uma salva guarda que iria fazer o dowload dos dados demorar mais tempo do que o previsto e uma das coisas que Sputnik odiava era desperdiça-lo. Ela parecia ter voltado ao mundo real com as batidas na lateral da van ou sputnikmobile como os poucos amigos da russa chamava, pois a mesma passava grande parte do tempo ali principalmente quando queria invadir sistemas já que ficava mais dificil triangular sua posição enquanto estivesse em movimento, mas para o que estava fazendo não era necessário sair rodando com a van, pelo menos não agora.

    O tempo a mais que a rigger/hacker estava incomodada eram meros 1 minuto e 30 segundos que já haviam sido esgotados quando ela dava a sua pequena explosão de descontentamento. Dentro da van havia um mundo de parafernálias espalhadas desde caixas de comida chinesa, garrafas de vodka, peças de reposição tanto para drones quanto para decks a grande parte era de segunda mão e sucateada, mas ainda serviam ao propósito para qual foram manufaturadas assim como panfletos de teorias da conspiração como do movimento Hack The Planet outros sobre Hackerismo que se misturavam com manuais de drones, mas era assim que Sputnik gostava e deixava como ela gostava de afirmar: O caos de um é a ordem de outro. Espreguiçou-se e terminou por acabar com um desconforto que começava a sentir em sua coxa ao ouvir a voz do anão ela voltara a realidade e ainda lembrou-se de como havia acabado passando a noite aqui ao invés de sua confortável cama com um gole de vodka da garrafa próxima ela tem um breve flashback.

    Berlim, 1 ano atrás

    - Creio que sua contribuição a AG Chemie Europa é muito apreciada. Diz o engravatado executivo a Sputnik que ouvia atentamente, mas não se deixava levar pela bajulação ouvida e assim sendo o executivo continuou a falar. - Nossos rivais tem informações vitais que possam nos ajudar e você assim com os outro do time estão tendo sucesso em recuperar os dados que necessitamos. Mas temos uma missão para o seu time que é relativamente simples recuperar uma carga que nos foi surrupiada por shadowrunners eles pensam que não sabemos onde estão, mas nosso rastreador indica a posição claramente. Apenas vão e recuperem o caminhão com a carga sem danificar ou abrir. A propósito Herr Schmidt está muito satisfeita com seu desempenho...

    A russa disse suas primeiras palavras depois de ouvir todo aquele palavreado e respondeu - Ótimo. E pensou na executiva que todos denominavam Herr Schmidt, na verdade Elsa Schmidt era uma senhora centenária presa a uma cama quase semi inválida que era deslocada por ai num aparato estranho numa mistura de sistema de manutenção de vida e cadeira de rodas, mas o que a velha tinha de debilidade física ela tinha de cérebro e bem foi ela que recomendou a contratação da maioria dos shadowrunners que estavam agora no mesmo time que ela. Já haviam roubado dezenas de pesquisas e dados de companhias rivais e até agora não sabia o que era mas envolvia genética e pensando na velhota Sputnik agora estava pensando que um meio de salvar-se era o que a velha queria...

    Sputnik estava certa, mas ante de chegar ao interesse e a essa conclusão houve a fatídica missão onde seu time foi obliterado não importa agora lembrar seus nomes como Texas um elfo gunsliger, Fuji uma orc samurai urbano com sua espada de monofilamento, Bourbon o anão mago e no fim acabou só restando ela e o shaman do totem do coiote chamado Whisper que recuperaram a carga. Ela não queria saber o que era a carga, pois foi dito que não fosse olhado, mas Whisper viu e ela não perguntou e ele não tampouco disse algo durante o trajeto de volta.

    A carga foi entregue eles foram pagos e logo após foram dispensados alguns dias depois um pacote chegou a casa de Sputnik era uma mensagem do Whisper que um pendrive com dados ela o inseriu no datajack e o que viu era no mínimo chocante. Whisper era o de facto líder do time e logo após a missão foi chamado para uma conversa com Herr Schmidt em que a mesma disse que ele não devia ter visto a carga, pois assim lhe fora ordenado com um trejeito característico o shaman falou - E desde quando trafico humano me chocaria Shidmit? Se você quer vender gente isso não me interessa.  e a voz monocórdica da velha disse - Não estão a venda... Os espécimes não são para venda... Você não reparou não é? Não viu nas câmaras criogênicas? Isso alternou uma imagem do caminhão e mais detalhadamente as tais câmaras e dentro se pode ver que as "pessoas" eram na realidade a mesma pessoa uma elfa belíssima tanto de rosto quanto de corpo. Elas... diz com a voz falhando são o meu legado ... o meu continuar ... O fantasma na máquina vai me perpetuar ... Esta fragilidade que você vê agora está no fim ...

    O shaman olha incrédulo e depois diz - Então foi por isso que roubamos dados e mais dados de genética, misticismo e tudo mais? Para você ter o seu continue? Sabe que isso é impossível? A velha riu - Você não lembra das outras cargas? Acha que era o que? E imagens de outros caminhões com pessoas se formou ali. Eram cobaias? Fizemos testes de transferência onde a essência era tirada e a de outro colocada no lugar vários testes. Agora eu vou me transferir desta decrepita forma para aquela ali ... Imortal ... Jovem ... Bela ... Ah sim e você não pode sair daqui com vida é claro. A cena se apaga e barulhos de arma são ouvidos.

    Sputnik tirou o pendrive rapidamente da cabeça e amaldiçoou que o havia visto agora a consciência lhe pesava e sabia demais e como tal provavelmente antes ou tarde seria tirada do caminho. Resumindo: ela voltou para receber o pagamento e de fato ela foi paga só que ao sair discretamente sem ser percebida ela colocou um arquivo worm no servidor que literalmente comeu os dados arquivados e isso deve ter acabado com o projeto de renascimento da velhota já que também incluiu o protocolo de perigo biológico do laboratório o que significava expurgar quaisquer material biológico. No mesmo dia já estava no porto embarcando para América e também já tinha gasto uma boa grana para apagar seus registros, sua vida e não mais existir porque se ficasse a retaliação seria pesada como soube depois quando o prédio em que vivia ser detonado por uma bomba. Schmidt não brincava em serviço, mas provavelmente morreria sem poder terminar o que havia sonhado e isso bastava para Sputnik. Só não contava em receber uma mensagem ameaçadora via rede para seu ultimo email. Era um críptico e curto, mas resumia-se a uma linha: Isso não acabou. E.Shidmit.

    As batidas na porta do anão realmente serviram para acorda-la e também lembra-la para algo importante ela olha para o lado e diz Trotsky. Drugui (amigos). e nisso um barulho de reconhecimento binário se escuta e um drone armado desativa sua programação de vigília



    Ela abre a porta para encarar o anão e falar com ele enquanto ainda observa o resultado de sua pesquisa e trabalho: uma resposta num canal ultra seguro com alguns dos hackers mais eminentes de Flux State de Berlim que estavam para responder a sua pergunta Schmidt ainda vivia?

    - Eh? Um trabalho que tipo de trabalho? Bem eu sei que você não dá mancada meu velho então vou seguir a tua dica, mas e esse lugar que tem alguma ideia de como é? Diz ela baixando a informação do Smugler.

      Data/hora atual: Seg 22 Jan - 12:25