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    [Assembleia] - Mudando os Destinos

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    voorhees
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por voorhees em Dom Jun 04, 2017 6:24 pm

    Guardou na mente a informação sobre a Rússia. De fato devia ser bem longe, pois, aquele sujeito falava de uma forma diferente de todos ali. Outro, muito distinto, era o menino Samuel, que pertencia às cidades, com certeza. - Eu nasci como lobo e não conheço bem a humanidade. É tudo muito diferente sim.




    Quando A-Dama-da-Guerra chegou o coração de Nimue dobrou de tamanho. A Fúria empurrava o corpo dela de dentro para fora, querendo se libertar, se expandir. Seus sentidos ficaram ainda mais sensíveis, poderosos. A forma hominídea parecia uma prisão para os instintos da jovem Garou. O ambiente pulsava e ela sentia toda a vibração.

    A aproximação de Sussurra-no-Vento fez a filhote se sentir pequena, isolada. Só agora foi capaz de entender o que significava o Caern e a importância de sua líder. A proximidade com Aine fez Nimue simplificar sua visão sobre a Anciã e seu território. A mãe de sua mentora e todo o grupo de anciãos formavam um grupo soberano, fabuloso.

    Durante a formação do círculo, junto às pedras dos Augúrios, a frágil mulher sentia falta de membros de sua tribo. Parecia haver tanta diversidade ali e ela se sentia como a única Fúria Negra no local, o que fazia se sentir ainda menor diante de tudo aquilo. * - O desafio está se formando e ele é meu inimigo. *

    Nimue mal tinha consciência da multidão em volta e quando o Guardião-dos-Registros falava, ela mal podia dizer quem estava ao seu lado. Ela sentia a mensagem dele com todo o seu corpo e todo o seu espírito. Ela estava imersa naquela mensagem.

    Quando foi chamada, apenas imitou Aine e tudo foi muito rápido. Mal havia pensado sobre as missões dadas aos outros filhotes e já tinha recebido sua própria missão. * - A Umbra. * - Ela pensava sem qualquer foco diante do que via, ali, tão próxima aos anciões, e permaneceu imóvel enquanto a líder concluía aquela etapa. Recuperando sua noção sobre o que a circundava, ela procurou os olhos de Aine e manteve o contato firme, intenso. - Você estará comigo. E eu com você.

    Ela se virou e caminhou e linha reta, se afastando de todos. Não ouvia as palavras de ninguém e ignorava qualquer olhar. Ainda próximo às multidões, às margens da mata mais fechada na borda da clareira, Nimue retornava à sua forma original, com seu corpo crescendo em todas as direções, esticando suas roupas até que elas se misturem com sua pele. Seus pelos pretos e brancos logo dominam seus contornos e ela se atira sobre as quatro patas, transformando a caminhada em corrida através de um salto. Sem parar, baixa o focinho rente à terra e suas orelhas se agitam. Estava livre e começaria sua busca faminta.

    Ela não tinha nenhuma dúvida por onde começar. Não precisaria ir tão longe e não corria porque tinha pressa. Era um lobo e precisava sentir isso plenamente. Afundava as patas no solo e corria decidida, em direção ao riacho em que comungou com os espíritos ao lado de Aine. * - A água é a porta. *

    Com o silêncio de vozes, o mergulho na mata trouxe paz ao espírito de Nimue. Se aproxima lenta e respeitosamente da água e afunda as patas dianteiras. Em seguida, baixa o olhar para a superfície líquida e passa a perceber alguma mudança na luminosidade.

    OFF:
    Nimue carrega um "pacote" para o mundo espiritual com Dom, Antecedente e Defeito e seu primeiro passo para conquistar um "favor" ou uma "dádiva" de um espírito é entrar na Umbra.
    shamps
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por shamps em Dom Jun 04, 2017 8:34 pm

    Mesmo sem saber o que estava acontecendo, a jovem Lailah observou Dmitri indo até os Crias, mas não se demorou muito nesse fato.

    Outros anciões foram chegando, a maioria sem grande alarde, todos impunham respeito e Lailah achava aquilo fascinante, como conseguiam, só com a sua presença, impor respeito. O ancião Presa foi até os seus, depois o Senhor também. Lailah observava que todos estavam entre suas tribos e ela se sentia um peixe fora d’água. Muitos Crias e Presas e Fiannas, e ela? Será que se sentiria melhor se estivesse entre os Filhos? Ainda não sentia aquelas pessoas como sua família.
    Queria poder se aproximar dos grupos e se apresentar e dizer o quanto estava feliz, mas não conseguia. Que droga era ser tímida, nem mesmo comida consegui pegar na mesa.

    Um uivo fez-se ouvir e os instintos primitivos de Lailah a fizeram ficar alerta e consciente de que algo importante viria. Os anciões tomaram a frente, em suas formas Crinos, assim como todos, ela também mudou de forma e os seguiu. Já não achava mais tão estranho mudar daquela maneira, teve tempo para se acostumar.
    Seguiram pela mata para uma clareira mais discreta e selvagem. Lá fizeram com que os novatos ficassem à frente. Não é preciso dizer o quanto aquilo foi difícil para Lailah, que mesmo se sentindo poderosa em sua forma de guerra, ser o centro das atenções ainda era difícil. Estava em evidência, com todos a olhando, sentia-se exposta. Só queria que acabasse logo.

    O Galliard começou a narrar a historia da Profecia da Fênix e aquilo trouxe à alma de Lailah a sua importância ali, que ainda não estava tão firme em seu âmago. Agora se sentia mais fortalecida e confiante. Foram minutos que esqueceu que era tímida e que estava entre estranhos. Foi muito tocante.

    Logo a anciã Sussurra-no-Vento chama dois garou estranhos e Lailah à frente; os dois naturalmente se encaminham até lá, já deixando claro sua rivalidade e Lailah, bem, Lailah vai, dá seus passos com relutância e a anciã explica sua tarefa: apaziguar aqueles dois.
    Um frio passou pelo estômago da jovem de pelos cor de champanhe e ela fez como pedido, saiu dali o mais rápido que pode. Seguiu depressa pela mata até chegar a um lugar calmo.
    Seu ritual teria início, e do jeito mais estranho possível. Tinha maus pressentimentos sobre aquilo. Porque uma Cria? Porque sempre tinha que ter um Cria no seu pé? Já vivia rodeada por Crias em suas terras, virou Garou em uma festa Cria, já tinha dois Crias que a detestavam e agora tinha que apaziguar uma Cria... e um Presa... logo os nobres da nação. Por quê? Como iria lidar com aquilo?
    Voltou à sua forma humana e procurou por um lugar onde os três pudessem sentar. Se era seu ritual, teria de dar o seu melhor. Primeiro teria de respirar fundo para se acalmar. Sentou em um tronco e esperou que os outros dois a seguissem e sentassem também.
    Agora estava em um impasse: como prosseguir com eles? Eles tinham posto e ela era ainda um filhote. Mesmo essa sendo sua missão, até onde poderia ir? Ainda mais com um Presa e uma Cria. Teria de se impor? Ela nunca tinha feito algo do tipo antes, tentou então se lembrar de como seu pai resolvia as desavenças dentro de casa. Respirou fundo e falou, tentando não gaguejar.

    - M... Muito bem... vamos conversar e tentar resolver isso da melhor maneira... vocês podem expor seus lados. Contem-me o que aconteceu... apenas os fatos – tinha que ser neutra e justa.

    Tentou fazer da melhor forma possível, afinal era sua natureza.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Zer0 em Seg Jun 05, 2017 12:15 pm

    Samuel sentiu os joelhos fraquejarem quando ouviu seu nome ser chamado. Gente importante chamando seu nome era algo que raramente acontecia e, se acontecesse, não era um bom sinal. Ouviu sua tarefa e digeriu cada palavra, procurando alguma brecha que pudesse explorar, mas parecia que nenhuma trapaça seria tolerada, teria que vencer por mérito. 
     
    Energético e esbaforido olhou para Ronny, no fundo dos seus olhos e disse: 
     
    -Você vai ver, chefe. Vou mostrar pra esses Grandalhões do que os Roedores são capazes. 
     
    Sabia no fundo que seu rito de passagem não provaria o valor de sua tribo e surtiria pouco ou nenhum impacto na sociedade Garou, mas escondeu esse pensamento no fundo de sua mente, pois, para Samuel, aquela prova era o evento mais importante de noite. Provavelmente os ancestrais estavam assistindo. 
     
    Pensava em correr para a floresta quando um pensamento lhe ocorreu. Será mesmo que uma prova de Ragabash seria apenas encontrar algumas pedras? Isso poderia ser até mesmo uma tarefa para guerreiros, exigindo força física. Ele precisava ser esperto, pois era isso que esperavam dele. 
     
    Samuel olhou para todos aqueles Garou. Talvez Máni tenha tentado lhe pregar uma peça, ficaria até o amanhecer procurando as pedras no mato quando elas estavam no bolso dele ou de algum de seus amigos esse tempo todo! 
     
    O Roedor decidiu espiar aquele Cria e seus parceiros, algum peso estranho nos bolsos, algum movimento ou som fora do comum, qualquer coisa. Não deixaria um cara como Máni dizer que tinha enganado um Ragabash, se as pedras estivessem na floresta, teria tempo de procurá-las após sanar suas suspeitas.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Rosenrot em Seg Jun 05, 2017 4:37 pm


    Aine observou Nimue, quando a jovem Fúria falou sobre elas, a Fianna sorriu de leve e moveu a cabeça em positivo. Tocou a testa da jovem amiga. - Vá com os bons espíritos, Nimue. – Disse-lhe e apenas observou-a partir, para aguardar seu retorno em expectativa.

    […]

    Caminhar pela mata era algo que talvez Nimue desfrutava melhor do que os demais. Seus instintos lupinos se afloravam, sentia-se mais em casa ali do que em qualquer outro lugar. Ainda que tenha tido que viver sem uma alcateia nos últimos meses – e isso lhe incomodava um pouco –, mas era atenuado pelo prazer de sentir-se livre, de ter aquele contato tão mais consciente com o mundo à volta, com os espíritos e com seus iguais. Tinha perdido muita coisa, sim, mas ganho tão mais. E agora caminhava para mais uma vitória – se os espíritos assim permitissem – e para sua inclusão definitiva na Nação.

    Então a jovem lupina partiu para sua própria jornada, dessa vez apenas ela e seus conhecimentos, sem Aine ou qualquer outro que tenha lhe servido de guia durante todos aqueles dias. Quando chegou ao riacho, o som da água e o cheiro que o vento trazia alcançando seus ouvidos e nariz antes mesmo de visualizar o local. Ali, Nimue observou as límpidas e claras águas. Observou e aguardou. Viu-se no reflexo, viu o lobo que era e o lobo que talvez se tornaria, era um espelho… E então, não era mais. Era uma porta.

    Do outro lado, a visão umbral da floresta era… Bonita, ao seu modo, meio fantasmagórica, talvez para outros Augúrios meio assustadora, mas para Nimue, uma Theurge, era bonito. O Chifre do Cervo era um Caern de Sabedoria, a ali, em seus territórios Umbrais, Nimue observava como a floresta parecia -misteriosa envolvendo seus conhecimentos nos troncos grossos das árvores, no vento umbral fino, nos sons cochichados dos espíritos. Os espíritos animais a reconheciam e alguns saltavam de galhos ou arbustos para lhe observar com olhões iluminados.

    Ela tinha estado na Umbra antes e antes, com Aine, boa parte de suas lições eram na Umbra afinal, mas estar sozinha e por conta trazia toda uma sensação nova. E Aine não tinha a mesma ligação que Nimue tinha com alguns determinados espíritos. Ela era uma boa Theurge, mas não via muita coisa como Nimue via.

    Virando-se então, na densa floresta umbral, Nimue contemplou três possíveis trilhas: a trilha onde a luz brilhava, a trilha onde a luz não tocava e a trilha onde o verde não crescia.

    - Três escolhas. Um caminho. – Uma vozinha cantarolou, olhando para cima, Nimue viu uma grande coruja esbranquiçada, pousada em um galho morto. Ela alçou voo e posou nos ombros da jovem Fúria (Lembrando que ir pra Umbra força o Garou a mudar para a forma de batalha – Crinos).



    [….]



    Lailah era jovem e tinha um grande, grande trabalho em mãos. Suas nêmesis – a Cria e o Presa – pareciam pouco se importar com seu desconforto, eles a seguiram em silêncio violento – ela podia sentir a tensão no ar – o modo como parecia que os dois explodiriam a qualquer momento e isso não era bom.

    Quando finalmente encontrou um lugar que julgava confortável para si e para seus nêmesis, Lailah parou. Ela precisava se focar; precisava buscar dentro dela tudo aquilo que tinha sido ensinado antes, encontrar suas próprias forças. Suas irmãs não estavam ali, seus tutores não estavam lá, tão pouco sua “paixonite”. Era apenas ela, a Fúria e sua determinação.

    Mayla, também uma Philodox cruzou os braços, mantendo-se de pé, ela tinha alguns ferimentos recentes na região dos lábios, como se tivesse sido cortada diversas vezes por alguma coisa como uma faca. (Bom, realmente tinha sido isso).

    Aeron parecia mais tranquilo – apesar de ser um Ahroun -, mas tinha um tom zombeteiro no rosto, como se estivesse se divertindo as custas das duas. Ele se sentou, como Lailah indicou que fizesse. Quando Lailah falou, a primeira a tomar a palavra foi Mayla – era a de posto maior ali. Ela apontou para Aeron, praticamente cuspindo fogo nele.

    - Ele! – Gritou Mayla. - Teve o atrevimento de ir até MINHA terra incomodar MEUS Parentes. Acha que só porque nasceu com sangue nobre tem o direito de fazer o que bem entende! Pois fique sabendo de uma coisa: Você não é livre para fazer o que quiser! – Ela respirou fundo, enquanto Aeron revirou os olhos.

    - Ela está exagerando… Eu e minha matilha só estávamos de passagem.. E haviam aquelas moças perto de um riacho… Só puxamos assunto.

    - Você assustou elas! Com suas insinuações obscenas! Ele deve se desculpar com a minha Tribo e meus Parentes

    - Não vou me curvar diante de humanos só porque você ficou chateada, Mayla.

    [...]



    Dimitri tinha ficado livre para vagear pelo local, observar os mais diversos tipos de ‘jogos’ que eram propostos por ali. Os Garou de um jeito ou de outro sabiam se divertir. Para encontrar sua amiga, teve que vagar entre os Fiannas, festeiros como eram sempre lhe empurravam algum tipo de bebida ou comida.

    Foi encontrar Lisa, a lupina, algum tempo depois de começar suas buscas, ela estava em sua forma lupina, deitada perto de um animado grupo, mas observava outras coisas naquele momento, com os pensamentos longes.

    Quando o jovem Presa se aproximou, a Galliard voltou seu olhar alaranjado para ele. Era difícil ter qualquer expressão naquela forma, mas Lisa parecia ‘sorrir’.

    “- Fiquei sabendo da sua leve aventura com os Crias.” - Comentou a Galliard, na língua Garou, era mais fácil do que falar a língua humana. “- Conseguiu voltar inteiro? Isso é impressionante.”
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Kether em Seg Jun 05, 2017 6:03 pm

    Dimitri assumira sua forma lupina, o  lobo branco com as patas cinza, procurou um local próximo da amiga e se deitou.

    Essa forma ainda lhe era estranha, mas gostava de deixar Lisa a vontade afinal a amiga já havia lhe salvo a vida uma vez e isso era o mínimo a se fazer.

    - Pois é, eu também estou surpreso. Eu esperava perder alguns dentes e ter umas costelas quebradas, mas parece que fui abençoado mesmo. Você sabe como eu sou, sempre querendo ajudar os outros mas dessa vez acabei arranjando uma baita confusão.

    Dimitri abriu a boca como um bocejo, mas na verdade era uma risada.

    - Então como está na sua matilha? Não encontrei você nestes dias n recebi nenhuma mensagem, deduzi que estava fora com eles.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por shamps em Ter Jun 06, 2017 11:21 am

    Um clima pesado e sombrio seguia Lailah de perto, era quase tangível. Sentia que a qualquer momento os dois iam se matar ali mesmo e ela temia isso.
    Aeron era abusado e Mayla irritadiça demais, ambos eram uma bomba relógio. 
    Por sorte, eles mantiveram os humores no lugar e Aeron até aceitou sentar-se como sugerido por Lailah, enquanto Mayla permanecia em pé. Expuseram os motivos da briga e a jovem ruiva se assustou um pouco. Podia parecer simples, mas estava longe disso. Lailah compreendeu o motivo da Cria, mas tinha de ser imparcial, apenas julgar de forma justa, e o pior, apazigua-los. Ela fechou os olhos e respirou fundo, buscando em seu interior a sabedoria de Luna para lidar com a situação sem fraquejar, era difícil ter as atenções voltadas para ela.


    - Se são terras dos Crias de Fenris, foi pedido permissão para atravessar essas terras? - ela falava olhando para os dois, sem direcionar as perguntas - há uma rota alternativa para não passar por ali? - tomou fôlego novamente e olhou para Aeron - sua matilha estava em missão? Era imprescindível que passassem por ali? - e olhando para Mayla - haveria a possibilidade de alguém ali conhecer algum membro da matilha dele?

    Esperava que respondessem sem ofensas.
    voorhees
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por voorhees em Ter Jun 06, 2017 11:42 pm

    Na Umbra a jovem Fúria se sentia completa. A segurança de sua forma Lupina ainda era um pilar para Nimue, e ser um lobo em uma floresta como aquela era especialmente fortificante. Por outro lado, o desafio de sua forma Hominídea provocava a Theurge e isso a encantava. Mas, como uma poderosa Fúria Negra Garou em seu modo de guerra no mundo dos espíritos... Essa não é apenas a verdadeira Nimue. Essa é sua manifestação que ela mais deseja.

    Os territórios umbrais do Caern transbordam em significados e histórias. A intensidade e a beleza ali são indescritíveis, independente de qualquer dificuldade de expressão. Para Nimue, aquela viagem e o desafio que lhe foi posto ... * - Meu inimigo! * ... tudo isso deixa a filhote em um estado de plena excitação, num equilíbrio tênue com seus sentidos totalmente despertos. Diante de trilhas possíveis, ela não hesita um único instante: a luz oferece sensação de segurança, talvez conforto, e ela precisa estar atenta, vigilante; a ausência de verde não a assusta, mas a adverte e ela não quer ser arrogante; o caminho do meio pode apresentar tudo isso ou o completo desconhecido, e esse é seu desafio.

    O menor movimento antes da fala ... * - A coruja fala e eu escuto. * ... a Garou percebe todas as nuances, parece difícil que seja surpreendida. Vem sendo conduzida desde sua Primeira Mudança, mas ali estava só. E sozinha na Umbra, sem Aine, como seria? Contatar espíritos e comungar com eles é uma coisa, mas negociar? Pedir ou impor? Como lidaria com eles? E de repente uma coruja que se apresenta amigável. * - Existem muitas possibilidades aqui, mas esse parece ser um bom começo. Já é uma pequena dádiva para mim! *

    Tendo certeza que o pássaro está firme em seu ombro e que aquele contato parece confortável às duas criaturas, Nimue se sente confiante mas se mantem cuidadosa. - É muito bom te ouvir aqui. Eu sou Nimue e gostaria que você partilhasse meu caminho comigo essa noite. Como posso te chamar? - Falando em sua língua Garou naturalmente, a Theurge segue pela trilha onde a luz não tocava.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Rosenrot em Qua Jun 07, 2017 5:18 pm

    Ronny tinha lhe oferecido um tapinha nas costas: era o máximo que podia fazer. - Seja você mesmo, garoto. – aconselhou o Roedor, enquanto se afastava para deixar Samuel pensar em seus próximos passos. Assim como Samuel, Ronny não se sentia exatamente bem ali. Era uma coisa muito rural, muitas Tribos e poucos Roedores – tinha um grupo ou dois –, mas nada comparado por exemplo aos Fiannas, Crias e Pratas.

    E lá estava Samuel, cercado de ‘pessoas’, mas completamente sozinho. Olhou em volta mais de uma vez, enquanto pensava e pensava. Até ter uma ideia tão astuta quanto seu augúrio deveria ter. Máni era um sujeito grande – talvez chegando lá aos 1.90 de altura –, então não era difícil localizá-lo por ali. Tinha o cabelo longo, trançando aqui e ali e vestia-se de modo bem simples – Samuel até poderia achar que as roupas dele eram costuradas em casa –, ele conversava com outros Garou.

    A calça que Máni vestia não tinha bolsos, isso Samuel pode reparar logo, então descartou rapidamente a possibilidade de que estivessem por ali…

    Mas Samuel reparou algo, claro, era observador, tinha que reparar.

    Máni tinha alças de couro em volta do pescoço – provavelmente de algum colar ou coisa que valha -… E se ele estivesse carregando as runas ali?

    Pensando nisso, agora a questão seria, como fazer o Ragabash Cria de Fenris mostrar para ele o que eram aqueles colares?


    […]

    - Eu não entrei nas terras deles. – Afirmou Aeron, os olhos agora indo na direção da Cria de Fenris que o fuzilou com o olhar. - Apenas passamos perto das fronteiras. – Concluiu, dando de ombros, agora começando também a parecer perder a paciência.

    - Não é sobre a terra. – Mayla falou, depois de respirar fundo e isso pareceu lhe acalmar em algum nível estranho, mas ela manteve-se de pé e manteve os olhos em Aeron. - Meus Parentes não são seus brinquedos! – Afirmou. – Não vejo motivos para qualquer um dos Parentes manterem contatos com... – E indicou Aeron com um movimento de cabeça, Mayla parecia mais disposta a colaborar com as explicações que Lailah pedia, talvez por ser do mesmo Augúrio da jovem Philodox.

    - Não é sobre a Terra. É sobre a falta de respeito.

    – São só Parentes, Mayla! – Gritou, finalmente Aeron, perdendo a paciência. Mayla respondeu no mesmo tom.

    - Não são apenas Parentes! São criaturas que pensam, respiram e sentem! É você tem que respeitá-los! Se na sua Tribo não lhe ensinam isso, não é problema meu! Com os meus Parentes você não vai brincar!


    […]

    A coruja tinha garras afiadas e elas se prendiam ao pelo de Nimue para manter-se firme onde estava, seu peso era real – Nimue podia senti-la ali -, mas sua existência era estranha: às vezes Nimue olhava para ela e viu através da Coruja, como se essa estivesse deixando de existir.
    - Três caminhos. – Repetiu o pássaro, virando a cabeça daquele jeito esquisito que os pássaros tinham de fazer, como se não tivessem ossos no pescoço. Então o animal fez silêncio, enquanto Nimue escolhia entre as opções lhe impostas ali, os olhos grandes e amarelos indo de um caminho para o outro. Quando a lupina falou a coruja tombou a cabeça em sua direção.

    Demorou, até que o animal voltasse a falar. - Nimue. – Concluiu a coruja, enquanto abria levemente as asas. Ela se moveu no ombro da Theurge, inquieta quando a Garou começou a andar. - Um caminho. – Afirmou, os olhos na trilha escura.

    - Feliz é quem é lembrado... – A ave começou, com sua voz suave, ainda que trouxesse um quê de sabedoria anciã. - Seus semblantes figurados. E você feliz ao fim da fila. Meu próprio nome colocado. Em uma árvore está no topo. E as outras muitas raízes...- Calma, a ave estava ainda presa no ombro da jovem Garou. - Quem são? – Questionou para a Theurge ao fim de suas palavras.

    Quando adentrou na trilha escura, Nimue foi "abraçada" pela escuridão. Ela só via seu próprio corpo e a coruja, não havia nada ao seu lado, nem à frente, nem atrás. Era como se caminhassem segurando uma vela que não iluminava coisa alguma. A coruja piou de leve, ajeitando-se no ombro dela. - O inicio da jornada começa com a decisão, pelo que buscar. Você já sabe o que buscar?

    Off:
    É um enigma, você pode tentar rolar algo ou simplesmente tentar adivinhar a resposta, ou ignorar a pergunta da coruja. Sua decisão.



    [...]


    - Os tempos estão mudando. - Disse a Lupina, os olhos passando pela festa, pelos Garou ali presente. - Só não tenho certeza se isso é bom ou ruim. Ouvi rumores a respeito dos Crias nas terras Americanas. Eles estão tomando boa parte das Seitas e Caern por lá, juntando forças. Isso não é comum para eles, entende? Essas movimentações políticas. Resta-nos esperar que estejam agindo com sabedoria e não soberba.

    Ela fez uma pausa, ouvindo o que ele falava. - Nossas terras são mais ao longe, não temos tido muito o que fazer ultimamente além do habitual. Fiquei surpresa ao ouvir que você viria para cá. Seu tio comentou a respeito de um possível casamento com uma O'Shea. Isso é verdade?
    voorhees
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por voorhees em Qui Jun 08, 2017 1:49 pm

    Com a nova companheira em seu ombro, Nimue seguia em frente mas sabia que ainda não havia sentido naquilo. No mundo espiritual não é o ritmo das pernas que ditam a velocidade com que se anda. Há uma percepção sobre o que é o chão onde se pisa e o que significa para cima ou para frente. Mas é apenas uma percepção e a Theurge sabe disso. Enquanto ela não souber o que busca, ela pode andar ou correr e a paisagem não mudará, a menos que os espíritos decidam o contrário.

    Ouviu a coruja e continuou sua marcha sem que os olhos mostrassem coisa alguma. O espírito falava de forma estranha e a mensagem escondia alguma coisa. Ouviu em silêncio, prestando real atenção.

    A pergunta final da coruja era crucial. O que ela foi buscar? Uma dádiva? O que significa isso? E se questionar sobre significado a levou de volta à estranha mensagem da companheira. * - Eu sei o que é desfigurado... e não é bom. A Fúria faz isso, sim. A violência cruel faz isso. Não dá para reconhecer... * - Nimue para de se mover, e esforça sua mente. Ela é muito criativa e perspicaz mas não detém muito conhecimento além do mundo natural. Em termos de relações sociais, ela só dominava os aspectos mais instintivos. Estar ali, porém, sob grande desafio e em sua verdadeira natureza, deixava dela especialmente inspirada, firme. * - Se desfigurado eu não reconheço, bom... figurado eu reconheço! Como é difícil isso. * - A Garou volta a andar para frente, seja lá o que representa "para frente" ali. * - Feliz quem é lembrado e que eu reconheço. E eu feliz atrás, na fila. Quem está na minha frente? Quem chegou primeiro? * - Pouco mais confiante por ser capaz de experimentar a mensagem, ela mantinha o ritmo, ainda sem ver nada. - Meu nome? - Nimue acaba dizendo em voz alta, mas não para a coruja. As palavras escaparam e ela pensava no nome "Nimue" dito por um espírito que ela foi capaz de entender, muito tempo antes, ao que parece. * - Eu posso lembrar, posso reconhecer e tem meu nome. E eu cheguei depois. * - Logo ela imaginou uma árvore, com as jovens folhas e frutos ao alto e os galhos mais antigos na base. - Raízes! - disse com mais energia. A sua imaginação de uma árvore era uma lembrança, de uma árvore qualquer. Ao pensar em raízes construiu uma imagem maior, de uma floresta, uma floresta viva. E na floresta havia uma alcateia, como a qual ela pertencia. Jovens lobos, como os que ela defendia, os guerreiros adultos e os líderes mais velhos. A fila. Ela entendeu.

    - Os que morreram antes. Mas os que eram da minha família. Ou da família de alguém, pelo menos. Os jovens no topo, no fim da fila. Os velhos na base, no início da fila. São os que viveram antes! - Falou com confiante alegria. Talvez a energia da assembleia somada à imersão da Garou na Umbra tenha elevado sua mente, iluminando. - São espíritos aqui.

    Sua expressão contente rapidamente deu lugar a um olhar mais sereno e ela parou de andar. Encarou a coruja e desejou encontrar uma direção, um caminho. - Eu tenho que levar de volta à minha líder um favor, uma dádiva que eu conquiste aqui. Não é algo ruim, é um desafio para mim, não para o mundo espiritual. Ter você comigo já representa muito para mim, mas não sei o que demonstraria isso quando eu voltar. Não vim desafiar ninguém, eu é que fui desafiada. Eu vim merecer. O quê? Não sei. - Já parecia estar com a confiança abalada. - Eu ofereço verdade e respeito. Vim aqui procurar alguém que valorize isso.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Zer0 em Sex Jun 09, 2017 3:37 pm

    O Roedor sorriu para si mesmo, ao tentar ser imprevisível Máni pode ter sido previsível. Mas como ter certeza que as runas estavam nas tiras de couro? Provavelmente o colar era algo importante para ele e para sua tribo, mas como usar o orgulho do Cria a favor do filhote? 
     
    Samuel tinha muitas dúvidas, era necessário dar um passo de cada vez. Como diria um presidente dos Estados Unidos (Aquele grandão de cartola) "Se tivesse 8 horas para derrubar uma árvore, passaria 6 afiando meu machado". Toda cautela era pouca nessas circunstâncias. 
     
    Decidiu que primeiramente tinha que conquistar a simpatia do Cria, nunca conseguiria nada enquanto Máni lembrasse que o garoto estava sendo testado. Talvez um pouco de conversa amigável e bajulação fossem suficientes para quebrar o gelo. 
     
    Tentaria se aproximar do outro Ragabash de forma casual e natural, fazendo parecer que por acaso acabaram se encontrando então diria: 
     
    -Um dia eu perguntei para meu mestre se um Ragabash teria chances em uma luta corporal contra um Ahroun. Ele me disse que a força física é apenas uma faceta de uma briga e a prova viva disso era um Cria de Fenris chamado Máni. Você é tudo que dizem ou apenas conseguiu convencer os Gaillards?
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Kether em Sab Jun 10, 2017 2:43 pm

    Dimitri acompanhava o pensamento de sua amiga e assentiu com a cabeça.

    - Os Crias estão realmente mudando, mas somente o tempo poderá nos mostrar qual as suas reais intenções. Uma coisa é certa, a nação deve realmente se unir. Devemos nos tornar uma nação forte onde você possa acreditar em quem esteja ao seu lado. Se serão os Crias os Garou que irão conseguir unir as tribos será por que Gaia assim o desejará.

    Dimitri falava mas ele sabia que seria impossível os Crias se tornarem a tribo alfa. Não era apenas força ser um líder é um preço muito alto para se pagar, será que eles quererão pagar este preço? Mesmo algumas famílias dos Presas não desejavam a liderança para si.

    Dimitri procurou pelos filhotes e reparou que a tímida Lailah iniciava o seu teste e pensou "Espero que o Aeron honre o pelo e os ancestrais que carrega", pensava nisso quando pareceu que Lisa lera sua mente ao perguntar sobre os O'Shea.

    - Sabia que você em algum momento iria me perguntar sobre isso. - ele respondeu e sorriu.

    Então se levantou e esticou as patas dianteiras e traseiras.

    - Meu tio disse que há uma vontade em unir as famílias. Os O'Shea são uma das famílias mais nobres da Irlanda e somos do mesmo nível social dentro da tribo apesar de sermos mais novos na Irlanda, eu e meus primos somos apenas a terceira geração na Irlanda, e eu nem nasci aqui. Mas eu temo por essa aliança, não conheço nada das irmãs O'Shea, se elas forem como o irmão, acredito que terei um casamento conturbado.

    Dimitri, vai retornando para a sua forma mais natural que era a hominídea e se senta no chão.

    - A única coisa que eu sei é que amanhã irei conhecer a jovem. Espero que tenhamos pelo menos alguma coisa em comum... Eu já sabia que este seria o meu destino, é o destinho de todo presa de prata. Por isso eu nunca me envolvi realmente com ninguém.

    O jovem presa de prata passou a olhar novamente para a direção onde o possível cunhado estava e seu olhar estava preocupado. "Será que todos os O'Shea são como ele? Isso responderia muita coisa." - pensou com o olhar distante.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Rosenrot em Dom Jun 11, 2017 3:23 pm

    Enquanto caminhava pelo terreno umbral pensativa, buscando as respostas do que a coruja tinha lhe perguntado, Nimue seguia sem ver nada além de si e do animal em seu ombro. Era difícil ter uma noção de tempo – a Umbra distorcia muitas coisas – portanto para a lupina, era impossível saber quanto tempo estava caminhando e quanto já tinha andado. Às vezes a coruja em seu ombro piava e se ajeitava, mas deixava a lupina pensar por si só.

    Conforme ela avançava – tanto em passos quanto em ideias – podia sentir-se estranhamente próxima de algo, ainda que nada se revelasse realmente a jovem Theurge. A coruja em seus ombros abriu as asas, movendo-as levemente, lufadas de vento percorreram o lugar. - Seu pensamento está correto. – Ela disse, ao alçar voo, penas douradas caindo de suas asas e tocando o terreno umbral. A coruja pousou em algo, que aos poucos revelou-se uma árvore e como se água estivesse caindo, o terreno onde Nimue estava revelava-se aos poucos aos olhos da lupina.

    Ali, na Umbra, a floresta crescia livre e gloriosa, os espíritos vagavam de um lado para o outro, imersos em suas próprias tarefas, a coruja ajeitou-se em seu poleiro improvisado, ouvindo o que Nimue falava.

    – E o que pede em troca?

    OFF:
    Nimue ganhou um ponto temporário em Gnose até deixar a umbra


    […]

    Os Crias de Fenris eram um bocado animados em festas, isso ficava bastante claro no modo como riam, bebiam e se divertiam com seus próprios jogos – a maioria envolvendo força física – e ali não era muito diferente, já que o pequeno grupo estava conversando sobre alguma batalha ou coisa que valha.

    Quando Samuel se aproximou e começou a falar, Máni lhe lançou um olhar rápido e avaliativo – os Crias tinham seu modo de lidar com os filhotes, afinal – e não concordavam muito com o modo como as outras Tribos faziam isso.

    Máni cruzou os braços e apesar de ser ‘menor’ que alguns dos Crias presentes, o Ragabash tinha lá sua cota de músculos e braços grandes, e cruzados daquele jeito, o cara parecia maior. Virou-se para o Roedor e quando ele fez isso, Samuel pode ver que sim, eram dois colares e sim, provavelmente teriam dois pingentes ali… Mas havia algo… Algo nas tiras de couro que sua visão mais apurada conseguia identificar. Elas estavam bastante… Gastas, não estavam? Isso era sinal de que estavam sendo usadas a tempos.

    - Você não deveria está fazendo seu desafio, filhote? – Questionou o outro Ragabash, uma das sobrancelhas arqueadas. Ele não parecia tão terrível quanto a maioria dizia que os Crias eram, mas Samuel precisava pensar num modo de fazê-lo exibir os pingentes dos colares, para sanar suas dúvidas.

    […]

    - Não é isso que me preocupa. – Disse a Fianna, agora sentando-se sobre as ancas e observando todo o lugar por um rápido momento. - Os Fenris não tomarão à frente, não é do feitio deles. Eles seguirão aqueles que se mostrarem fortes o suficiente para serem seguidos. Eles são guerreiros, não estrategistas. O que me preocupa é que a maior parte de nós tem falhado em liderá-los… Me preocupa é quem conseguirá fazê-lo. É sabido que na Europa as relações entre os Fenris e os Senhores tem melhorado bastante, principalmente graças ao Margrave… Ter alguém como os Senhores conseguindo os Fenris como aliados é preocupante.

    Lisa fez uma pausa em suas conjecturas, sabia uma coisa ou outra sobre os trâmites políticos e Tribais que andavam acontecendo… Mas não conseguia tecer ideias melhoradas a respeito deles. Deixou então que a conversa seguisse outro rumo, Dimitri ainda era um Cliath, jovem demais para se envolver naqueles assuntos.

    - Pelo que ouvi fala, dois são problemáticos. Aeron e a jovem Aimee, mas essa já está prometida a alguém, então você provavelmente terá menos dor de cabeça com a outra jovem. – Falou ela, voltando a encarar o cliath ao seu lado.

    - Eles ficaram um pouco desestruturados após a morte da Matriarca. Talvez os casamentos consigam por as coisas nos eixos.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Kether em Dom Jun 11, 2017 6:55 pm

    Dimitri corria os olhos por todos os grupos que estavam ali, Crias e seus jogos de força, os Presas com sua postura onde os mais velhos e importantes "fingiam" se importar com os demais, a tribo beta estes sim observando a tudo de sua maneira "despretensiosa", os Fianna e suas disputas de uivos e de bardos, os roedores se afastando de todos como sempre demonstrando que estão mais longe de Gaia que nós. As demais tribos com seus poucos membros se misturavam com os mais jovens ou com os Cliath como o próprio Dimitri.

    Por um momento Dimitri se sentiu triste. Ao ouvir Lisa falar da aproximação dos Beta com os antigos maiores aliados dos Presa foi como um soco não esperado no Abdômen. Mas o que esperar, o preço era alto e agora os descendentes dos Presa de Prata estava pagando. Serem abençoados pelo Sol e pela Lua para proteger Gaia. Somente um grande líder poderia levar os Presas de novo ao seu status, mas ele deveria se curvar a Luna e governar pelos sete anos.

    Dimitri, ainda com o olhar triste ao reparar que sua tribo caminhava por um caminho que seu orgulho dificilmente permitiria voltar. Então ele reparou que na melancolia que começava a tocar seu coração, isto é... Sim isto deveria ser o que seu tio lhe falava o Harano. Por sorte a amiga voltara a falar lhe trazendo de volta de seus pensamentos.

    - Um dia, se não for tarde demais, irei mudar essa postura... - sussurrou.

    - Somos parentes distantes dos O'Shea, antes da família deles vir para o ocidente. Sempre é ruim perder a figura que comanda a família, se não fosse por Gared e sua sabedoria, com a morte de meus pais e meu avô, acredito que iríamos nos perder também. Já fazem dois anos que eles partiram, mas ainda não consegui me acostumar. Ainda penso que irei acordar e vê-los entrar no meu quarto e me chamarão para voltar para a Rússia.

    Dimitri olhou na direção do tio e sorriu ao lembrar que ele se esforçava para me fazer sentir tendo uma família, e além da política dos Presas ele também procurava me dar mais este presente, uma família.

    - Quem sabe ela também não seja bonita e que compartilhe da minha visão de mundo?

    Dimitri se levantou, sacudiu tirando alguma sujeira das calças e ajeitou a roupa e sorrindo falou para a querida amiga.

    - Lisa, vou caminhar um pouco por aí e colocar as coisas no lugar. Aconteceu muita coisa nesses dias, e ainda preciso entender o que aconteceu quando a Järl dos Crias falou comigo.


    off:

    Só tem mais dois NPCs que o Dimitri quer conversar e ambos são dos Presas, o Rei (se for possível) e o tio dele. Depois ele vai aguardar o término dos testes.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por shamps em Dom Jun 11, 2017 7:55 pm

    Lailah ouvia atentamente a ponderação de Mayla e depois a explosão de Aeron, ficando chocada com sua colocação. Era um absurdo que nos dias de hoje ainda existisse esse tipo de pensamento vil e discriminatório. Como promover a paz entre pessoas com esse tipo de pensamento? Lailah não sabia o que fazer, principalmente quando tinha que ser imparcial.

    - Aeron? - tentou manter a compostura - Você tem noção do que acabou de dizer?

    Ela massageia as têmporas e prossegue:

    Ela o observa tentando entender porque tanto ódio - se é que é esse sentimento - e não vê sentido para aquilo.
    Ela toca, com o dedo indicador, na bochecha dele:

    - Qual o real motivo da briga de vocês?
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Zer0 em Seg Jun 12, 2017 6:16 pm

    Samuel rangeu os dentes, Máni o observava com superioridade e a tentativa de confundi-lo havia falhado. O garoto lembrou-se de quando estava nas ruas, passou vários meses pedindo e foram os piores de sua vida, aprendeu que de nada adiantava se humilhar. Quer algo feito? Faça com garra, persistência e coragem. 
     
    O Cria era bem mais alto do que ele, mas isso não intimidou o Roedor, que disse remoendo de ira cada palavra: 
     
    -Você pensa que eu sou um lixo, não é? Pensa que a diferença entre um rato e eu é que o rato não aparece aqui pra te encher o saco, não é? Tenho que te falar uma coisa cara. Eu sou pequeno, mas eu sou RUIM! Eu sei que as runas estão com você, então vou te dar uma chance porque colares eu já roubei muitos, tente segurá-las em sua mão fechada a noite inteira, eu ainda vou passar nesse ritual. Aceita o desafio, seu bixão? 
     
    Como diria o velho ditado das ruas "Como é possível não passar uma agulha e ao mesmo tempo achar que vai se peidar?" Bem, essa era a situação de Samuel, será que o garoto tinha superestimado suas capacidades de ladrão? Provavelmente, mas pelo menos Ronny ia falar que um zé ruela de Bray tinha peitado um Cria com o dobro do seu peso. O pessoal ia pirar, ele ia ser tipo um mártir, eles iam dizer "É por isso que Roedores não enchem o saco dos Crias" E daí iam mostrar o Cadáver de Khan para os novos filhotes. O garoto não conseguia pensar em uma forma mais legal de ser lembrado.
    voorhees
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por voorhees em Seg Jun 12, 2017 9:35 pm

    Rosenrot escreveu:– E o que pede em troca?

    - Eu procuro "a dádiva de um espírito... um favor, qualquer favor..." - Nimue repetiu o enunciado do seu desafio, tentando compreender junto com o espírito o que realmente queria. Ela encarava a coruja e se mostrava sinceramente confusa. - Eu não conheço a Sociedade Garou a muito mais tempo do que conheço a Umbra, então é difícil dizer o que devo conquistar. Eu tenho quase certeza que foi um espírito que me guiou nos meus primeiros passos e agora preciso novamente de ajuda do mundo espiritual. Preciso voltar com um símbolo, uma prova dessa conquista.

    Com um breve silêncio e uma certa agonia por não poder sentir o passar do tempo, a jovem Fúria apelava para o pássaro. - De qualquer forma, eu preciso voltar. Uma informação útil, a cura de algum mal, um contato com alguém distante... talvez a localização de uma criatura amiga que se perdeu ou a de uma ameaça... eu não sei o que posso pedir. - A Theurge sentia o peso de sua falta de experiência mas tentava assumir seu papel. Eu serei o elo entre muitos do meu tipo e a existência na Umbra e preciso mostrar esse valor agora.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Rosenrot em Ter Jun 13, 2017 11:54 am

    “- Eu compreendo.” - Lisa disse, daquele modo simplicista, apesar de sua proximidade com os Pratas, a Galliard tinha lá suas reservas de como eles guiavam a própria Tribo, principalmente em se tratando dos Parentes, sendo uma Fianna, Lisa tinha os Parentes em alto escalão, sendo parte importante de sua sociedade e cultura. Não conseguia compreender muito bem como outras Tribos eram incapazes de enxergar isso.

    “- Quem sabe.” - Concordou a Fianna, enquanto voltava a se deitar no chão a observar as coisas. “- Tome cuidado.” - Falou-lhe e deixou que o Prata se afastasse.

    Dimitri estava andando sem muito rumo por ali, procurando aqueles com quem ainda gostaria de falar… E então a confusão começou. Dimitri pode ver, quando o Cria de Fenris avançou sobre o filhote.

    Off:
    Como não sei como será a reação do Dimitri ao que está acontecendo entre o Cria e o filhote, não coloquei ele falando com nenhum NPC, mas você pode se sentir livre para ir interagir com qual quiser que respondo na próxima.

    […]

    Máni tinha deixado de prestar atenção no filhote: era um filhote e não merecia nenhuma consideração até se provar digno do seu primeiro posto, as outras Tribos podiam pensar diferente, mas entre os Crias de Fenris a coisa era assim e assim seria…

    Então o garoto começou a falar.

    Máni, que antes só tinha virado o rosto para Samuel, dessa vez voltou o corpo inteiro, e infernos, Samuel, o cara era grande, mesmo que não tão grande quantos alguns perto dele. Máni mantinha os braços cruzados, os olhos claros sobre o filhote.

    - Sim. – Respondeu, numa voz fria e desprovida de qualquer emoção. Sim, ele achava que qualquer filhote era um lixo, ele mesmo já tinha sido um. E ouviu, com plácida calma de uma tempestade se formando.

    - Você é um filhote, não pode me desafiar, porque você é um belo pedaço de merda. – E isso era verdade, no final das contas, Máni não podia “aceitar um desafio” de um filhote, aquilo era uma perda de Renome e além do mais, perda de tempo.

    Mas havia outra questão, claro.

    - Você acha que é ruim? – Máni perguntou, ainda calmo, ainda parado ali. E então Máni se moveu, como a porra de uma sombra, sua mão – que agora era um caralho de uma pata enorme cheia de garras – fechou-se no pescoço de Samuel e o ergueu do chão. Estava difícil respirar, porque aquele maldito Fenris estava lhe apertando o pescoço.

    Máni aproximou o rosto de Samuel do seu focinho: e cara, aqueles dentes eram enormes e assustadores, o Crinos acinzentado bufou, o ar quente saindo de suas narinas diretamente no rosto do jovem filhote. Samuel podia ouvir, meio longe por conta da falta de ar, Ronny dizendo um ‘hei, hei, vai com calma cara!’, então ele foi arremessado e se chocou contra uma árvore ou alguma merda assim, só sabia que doía, ah, inferno, doía, todo seu corpo doía, mas não teve tempo de se levantar com as próprias pernas, porque aquele cachorrão cinza já estava em cima de si, e o agarrou pelos cabelos, levantando-o do chão.

    - Você acha que é ruim? – Repetiu o Garou, entre os dentes gigantesco. Então ele jogou Samuel no chão, de novo e de novo, antes de agarrar os cabelos do garoto de novo e arrastá-lo pelo chão, na direção da Anciã Theurge ali presente. Máni, agora já na forma humana, jogou Samuel na direção dela.

    - O garoto passou no Desafio… Se sobreviver. – Falou, ao abrir a mão e jogar as runas em cima de Samuel. Máni se afastou, deixando o destroçado filhote por ali.

    - Mude de forma, filhote. – Falou-lhe a Theurge. - Ajudará nos seus ferimentos, Aine cuidará do resto e o preparará para o Rito de Passagem. – Ronny tinha se aproximado, para ver se Samuel ainda estava pelo menos vivo, bom, estava, com alguns ossos quebrados, mas vivo.

    Off:
    Samuel vai ser levado prum canto pra Theurge curar os ferimentos mais graves, provavelmente tá com alguns ossos quebrados e escoriações mais leves, assim que os demais terminarem, volta em cena pro Rito.


    [….]

    - A verdade. – Falou Aeron, olhando para a filhote com algum desgosto. Os Filhos de Gaia eram os mais inúteis da Nação, não eram? Com aquela história de paz e amor, de que a Fúria precisava ser subjugada, e talvez por isso seus Parentes fossem tão dispersos e inúteis, e seu sangue fosse tão ralo e fraco. Não estavam prontos para a batalha, nunca estiveram e eram mais um estorvo do que um aliado.

    Mayla tinha cruzado os braços e olhava na direção da pequena confusão que se formava a alguns metros dali, interessada no que estava ocorrendo: reconheceu Máni em sua forma de batalha, mas não entendi ao contexto da coisa… Mas teve que voltar sua atenção para a confusão que se forma ali mesmo…

    Quando Lailah tocou seu rosto, Aeron num movimento rápido lhe agarrou o pulso e o segurou com força o suficiente para começar a machucar a jovem. – Você não toca em mim, entendeu? – Ele disse, segurando o pulso da jovem Filha com força.

    - Tire suas mãos da filhote. – Mayla disse, sua voz agora soando fria, soando com toda a autoridade de seu posto. - Agora. – Completou, Aeron olhou para ela, uma das sobrancelhas arqueadas, mas soltou Lailah e depois riu de leve.

    - Agora você defende filhotes, Mayla? Achei que sua Tribo tivesse o costume de quase matar eles.

    - Você não sabe nada sobre minha Tribo, Presas-Perfurantes. Não sabe nada sobre a vida. Você tem muito a aprender, mas escolheu o pior caminho para fazê-lo. O que é uma pena, porque sua mãe era uma grande guerreira, coisa que você nunca será.

    Aeron fechou os punhos e deu dois passos para a frente, Mayla sequer se moveu, o rosto elevado, olhando-o de cima, mas o Presa se conteve, achava-se numa armadilha da Cria de Fenris, e talvez fosse mesmo. Mayla não podia desafiá-lo, afinal de contas, mas se ele desse o primeiro passo…

    Mayla olhou para Lailah, aguardando.

    […]

    A coruja ficou ali, empoleirada no galho da árvore, a volta de Nimue o cenário mudava, ele tornava-se cada vez mais visível, árvores, espíritos, “água” de um riacho, folhas, flores, até mesmo cheiros pareciam quase ser sentidos pela jovem Theurge. Os olhões amarelos da coruja estavam focados na Fúria Negra, enquanto ouvia e enquanto pensava. Mas apesar de tudo isso, Nimue não ouvia sons, apenas a coruja podia ser ouvida por ela. Nimue não compreendia os demais espíritos, e tão pouco o cenário a sua volta.

    - Nimue, filha do Pegasus. – Começou o espírito animal da coruja, que abriu as asas de novo, como se estivesse se espreguiçando. - Eu te concederei minha dádiva, pois você compreendeu seu papel: você é quem guiará sua futura matilha nos terrenos umbrais, será através de ti que eles percorreram atalhos e procurarão espíritos e aprenderão com eles. Será através de ti que ão de se sentir seguros e não perdidos nesses lugares, porque é tu nosso portal voz, nosso arauto. E para que isso seja completo, precisa tudo compreender a todos nós. E é essa a dádiva que te ofereço, Nimue. A dádiva de nos ouvir, nos compreender e nos responder. Eu te ensino, Nimue, a se comunicar com Espíritos. (dom) – A coruja fez uma pausa, ajeitando-se.

    - Lembra-se desse dia e das tuas próprias palavras, Nimue, porque é tu que será esse elo, é tu que será essa força na sua futura matilha e a Umbra pode não ser um local mais seguro de todos para aqueles despreparados e desavisados. Volte ao teu povo e mostre tua dádiva como prova de que você está apta a lidar com a Umbra.

    off:
    Como você comprou quatro dons, um deles será a "dádiva" da jovem Nimue.
    Kether
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Kether em Ter Jun 13, 2017 1:22 pm

    Dimitri apenas caminhava, olhava para os demais garou por vezes olhava para os filhotes, então a explosão da fúria de um Fenris, era aquele que havia se retirado quando Dimitri se aproximou das filhotes.

    - Ai.... Ui... Essa doeu. Hum... pelo menos 3 costelas quebradas... - comentava fazendo caretas enquanto o filhote era literalmente esfregado no chão.

    Mas era o problema entre sua tribo e os Crias que realmente chamava a sua atenção, afinal ele queria saber duas coisas, a primeira como chegaria ao fim ou se realmente chegaria ao fim o problema dos O'Shea que o próprio Dimitri tentou criar uma solução, e a segunda como são os garou da família O'Shea, será que a prole seria tão honrada quanto a sua matriarca?

    Dimitri que acompanhava a situação do jovem surrado, se virou para olhar rapidamente quando ouviu o rosnado de Aeron "Você não toca em mim, entendeu?", aquilo não iria terminar bem. Mas era o teste da filhote, havia uma garou de posto superior ali.

    Dimitri chegou a dar dois passos na direção, afinal alguma coisa poderia acontecer ali e ele deveria retirar a filhote daquela confusão, então reparou que Mayla não havia mudado sua posição. Como ela deveria se portar, era uma postura ativo-passiva uma posição onde o mais desavisado poderia supor que ela estava de guarda baixa mas na certa qualquer movimento de Aeron seria revidado e com certeza de forma forte e talvez incapacitante.

    "Mas o que ele pensa que está fazendo! É um completo idiota!"

    Pensou Dimitri ao ver Aeron agredir a jovem filhote. Neste momento Dimitri seguiu a passos largos até os Presas de Prata que com certeza estariam acompanhando o julgamento do Cliath. Ele avista seu mestre conversando com outros Presas de postos maiores que do jovem Cliath.

    - Mestre, quais as tarefas que a tribo tem para mim? Um Guerreiro precisa de trabalho e nossa tribo terá muito o que trabalhar para recuperar aquilo que perdeu hoje. Espero poder minimizar a nossa perda e honrar o pêlo que cobre o meu corpo.
    voorhees
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por voorhees em Qui Jun 15, 2017 11:15 am

    Rosenrot escreveu:- Lembra-se desse dia e das tuas próprias palavras, Nimue

    Com um arrepio demorado percorrendo todo o corpo, a Fúria Negra mal conseguia responder. Justo agora que recebia um dom tão especial para se comunicar com aquele mundo. Os olhos com um brilho intenso mostravam toda a emoção da jovem Garou.

    Tomando melhor noção sobre o ambiente umbral no seu entorno, Nimue, com uma vontade quase incontrolável de uivar em plena realização, conseguiu se conter e agradecer à figura voadora. - Eu vou levar essa lembrança e esse respeito para sempre. - A garganta quase seca e o sangue fervendo deixavam claro que ela precisava voltar ao mundo físico.

    - Obrigada. - tentou pedir para que o espírito vigiasse suas passagens pela Umbra; pensou em oferecer alguma retribuição como Garou; quase prometeu confiança e chegou a abrir a boca para sugerir algo como "conte comigo". Nenhum som e quase nenhum outro movimento.

    Ela permaneceu em silêncio e praticamente imóvel por alguns instantes e depois deixava seus instintos e sentidos apurados lhe apresentarem o que havia em seu entorno. Árvores, espíritos, “água” de um riacho, folhas, flores, até mesmo cheiros. Nada daquilo era real, ela sabia, mas era verdadeiramente bom.

    - Obrigada. - Disse outra vez, e se deixou guiar para fora do mundo espiritual.
    Zer0
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

    Mensagem por Zer0 em Qui Jun 15, 2017 2:35 pm

    Samuel estava em forma Galbro, ainda sentindo muita dor em seus ferimentos quando Ronny se aproximou. O filhote pegou as runas que estavam caídas ao seu lado e mostrou para o seu mestre: 
     
    -Saca só, funcionou! Tenho certeza que bati algum recorde... Ronny, eu sou foda. Você vai contar pra rapaziada que eu peitei um Cria? 
     
    Nisso alguma parte de seu corpo voltou a doer muito, então ele fechou os olhos e segurou as lágrimas. Não queria que ninguém visse que estava sentido dor, mas naquele momento ele era apenas uma criança que tinha tomado a pior surra de sua vida.
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    Re: [Assembleia] - Mudando os Destinos

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      Data/hora atual: Dom Out 22, 2017 12:33 am