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[!ON!] Ato I: Uma Nova Comitiva

Elminster Aumar
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Mensagem por Elminster Aumar em Qua Abr 03, 2019 12:33 am


Ato I: Uma Nova Comitiva

Os preparativos para a grande celebração começaram desde as primeiras horas matinais em frente ao Palácio Real do Rei Bard. O exuberante jardim foi decorado e organizado para receber muitos povos das Terras Ermas e além, que vinham de longe para celebrar a retomada de Erebor das garras de Smaug. Já faziam cinco anos desde que Bard acertou a flechada derradeira no dragão, mas as histórias desse grande feito continuavam a ser recontadas com empolgação.

Muita coisa mudou de lá para cá. Valle, com a ajuda dos habilidosos anões, começou a ser reconstruída com o propósito de atingir seu antigo esplendor. Muralhas e campanários foram restaurados, e com o florescimento do comércio e mais dinheiro circulando, obras de grande magnitude são iniciadas todos os meses.  

Embora as celebrações ocorressem por toda a cidade, o grande foco estava nas dependências do Rei Bard, cujos os convidados mais ilustres foram reunidos ao redor da grande fonte que comemorava a Queda de Smaug.  Entre eles estavam Daín, o Quinto Rei sob a Montanha, alguns antigos membros da comitiva de Thorin Escudo de Carvalho e elfos representantes do Rei Thranduil. A presença de Bilbo Bolseiro foi bastante sentida; Bilbo, alegando problemas pessoais, deixou que Robert - um hobbit que vivia próximo da sua casa - fosse para o evento em seu lugar.

Se aquilo fosse um jogo de sorte, Robert Sapateiro teria tirado a grande mão da sua vida. Apaixonado pelas histórias que Bilbo contava, uma coragem que ele nunca imaginaria ter se acendeu sobre si. Largando tudo para trás, Robert viajou por milhas de distância, do humilde Condado até as longínquas Terras Ermas, e como recompensa, ele agora se via ao lado de anões, elfos e de Bard, o Matador de Dragão.

Também presente na celebração, Badur veio acompanhado de seu pai, Bombur, ninguém mais ninguém menos que um dos membros que acompanharam Thorin em sua famosa jornada. Muito requisitado em comparecer a esses grandes eventos, Bombur dificilmente negava um convite, principalmente quando havia a promessa de ter muita comida para saborear. Bafur, que havia passado uma temporada longe de casa, buscando se aperfeiçoar junto com o beornings, resolveu deixar um pouco de lado os seus problemas no passado que o fizeram sair de casa e resolveu comparecer à celebração, mas não sem antes de chamar alguns amigos, como por exemplo Lofarr Barbalonga, grande entusiasta da comitiva de Thorin. Aquela poderia ser sem sombra de dúvida uma oportunidade única deles fazerem o seu próprio nome.

Lofarr, amigo de Badur, havia ajudado na reconstrução de Valle. Ele, inclusive, se recorda com orgulho que ajudou a construir muitas das colunas de mármore que havia no Palácio Real e que agora estavam diante de si refletindo o brilho do sol. O próprio Rei Bard havia o cumprimentado, citando o seu “imensurável e valoroso” trabalho.

Os homens e os anões eram a maioria de longe, mas alguns elfos também vieram para a festa. Na ausência de Thranduil, o Rei Élfico enviou alguns representantes, entre eles, Guilin, um jovem de sua raça. A atitude do Rei Élfico não foi bem vista por Bard e Daín - embora eles evitassem de traduzir os seus sentimentos em palavras, era notório pelas suas expressões. Thranduil não estava, afinal, prestigiando aquele grande marco nas Terras Ermas. Guilin, que não tinha nada a ver com aquilo, poderia aproveitar a visita à Valle de várias formas, seja apenas para se divertir ou buscar algum propósito maior em sua vida.  

Com todos reunidos ao redor da bela fonte, Rei Bard discursava:    

- Hoje fazem exatos cinco invernos em que o Mal foi expurgado. Os nossos reinos, aos poucos, voltam a prosperar como outrora. Valle, de uma cidade arruinada, ergue-se novamente de pé. E eu devo isso muito ao Rei Daín e à todos os anões que colocaram o seu conhecimento e habilidade no manuseio com pedras à serviço da cidade.

Era final do dia, e o sol estava se pondo no horizonte.

- Porém - o Rei Bard fez uma breve pausa, assumindo uma expressão carregada que atraiu a atenção de todos. - Devo alertá-los que nem tudo são flores. Há muitos outros perigos nesse mundo, o Mal, assim como foi embora, pode ressurgir a qualquer momento. Nunca é tarde recordar que vivíamos a nossa época de ouro, livre de quaisquer preocupações, quando Smaug apareceu e acabou com tudo que havíamos construído. - Ele fez uma nova pausa, mirando cada um dos presentes no olhar. - Boatos começaram a correr entre os homens da floresta que a Floresta das Trevas está abrigando uma criatura peculiar, sorrateira, que age durante a noite. Estamos falando de um fantasma. - (Há! Bobagem, fantasmas não existem” - gritou um anão, que possivelmente já estava alcoolizado.) - Ninguém acreditava na existência de dragões até as asas de Smaug encobrirem o céu - retrucou Bard, carrancudo. - Todo cuidado nunca é demais. Eu gostaria de aproveitar a presença de todos para que possamos discutir sobre a junção de uma nova comitiva, que será encarregada de averiguar a veracidade dessas histórias e a combater seja lá o que for que esteja aterrorizando os homens da floresta.

Um debate de muitas vozes começou após as palavras do Rei Bard. Bafur, de pé ao lado de Lofarr, recebeu uma cotovelada de seu pai. Bombur estava ainda com resquícios de carne na boca ao comentar que Bafur poderia assumir aquela expedição. Entre os elfos, nenhum parecia muito interessado em se manifestar favorável a se juntar nessa comitiva, mas especialmente Guilin sabia que se nenhum elfo fosse, aquilo poderia se voltar contra eles futuramente. E Robert, o único hobbit presente, assistia a tudo maravilhado, sem acreditar que estava no meio de uma reunião com pessoas tão formidáveis e dispostas a se arriscar para um bem maior.      




OFF-GAME:
Este é o início do nosso joguinho. Aproveitem o post inicial para trabalharem os seus personagens, entrar em sua pele e ver o mundo sob a sua perspectiva. Aproveitei o post inicial para ambientá-los à Terra Média, por mais que todos vocês a conheçam bem, é bom dar uma relembrada de como está o cenário no ano atual. Fiquem a vontade para narrar as ações dos seus personagens no decorrer das comemorações até o momento atual, com o questionamento do Rei Bard sobre a formação de uma nova comitiva.
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Mensagem por Gelatto em Sex Abr 05, 2019 11:44 pm



Lofar Barbalonga
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Cinco anos atrás...

Quando as notícias da queda de Smaug chegaram aos anões das Colinas de Ferro, a esperança de retorno ao lar se ascendeu nos anões refugiados de Erebor e seus descendentes. Há 172 anos atrás Smaug tomou Erebor e os anões sobreviventes se espalharam pela Terra-Média, indo viver com seus primos distantes ou fundando outras comunidades. Mas hoje, com a queda do dragão, um lar foi recuperado. Mas não seria fácil reivindicá-lo.

Dáin Pé-de-Ferro organizou um exército de anões das Colinas de Ferro e anões de Erebor refugiados que desejavam lutar pelo seu antigo lar. E Lofarr Barbalonga era um destes soldados. Os acontecimentos da Guerra dos Cinco Exércitos foi uma grande batalha pela posse de Erebor entre anões, elfos, humanos contra goblins e wargs. Aliados inusitados e grandes sacrifícios marcaram esta guerra que finalmente permitiu que os anões da Montanha Solitária, antes espalhados, pudessem retornar para seu lar.

Hoje...

Cinco anos após o retorno ao lar, Erebor dos anões e as cidades de Vale e do Lago dos humanos são reconstruídos de forma esplendorosa, reanimando o comércio e a segurança da região. Erebor se tornou novamente um bastião nas Terras Ermas para o Povo Livre.

Lofarr trabalhou nestes cinco anos na reconstrução de Vale. Visitou poucas vezes Erebor, e menos ainda seu interior, e a cada visita ficava maravilhado com sua beleza que só ouvia em histórias, afinal, o jovem anão nasceu em uma época muito após a queda de Erebor. Junto com vários anões se estabeleceu nos pés da montanha, fazendo parte dos construtores locais. Apesar de um bom construtor e animado para o trabalho, Lofarr almejava seguir os passos do pai e se tornar um explorador conhecido e, quem sabe, conseguir um lugar dentro de Erebor. E esta chance chegaria hoje.

Um festival foi preparado em Vale em comemoração aos cinco anos da queda de Smaug e reconstrução do reino de Vale e de Erebor. Entre os covidados estavam alguns membros da Companhia de Thorin, responsáveis por este feito. Apesar de ter conhecido alguns deles nestes anos, Lofarr sempre demonstrava sua admiração a estes bravos anões, chegando a fazer amizade com Bafur, o filho de Bombur, ao qual não escondeu sua felicidade ao ser convidado pelo amigo para participar da celebração junto à mesa de seu pai. Conhecer Bombur era uma coisa, mas jantar com ele seria magnífico!

Durante o festival Lofarr se deixava levar pela empolgação se gabando de ter erguido algumas das colunas do castelo do rei Bard. Gostava de se gabar principalmente com os elfos, entre eles um de nome Guilin, que sempre que o via, o puxava pelo braço até a sua altura - ou às vezes subia em um banco-, apontava para uma das colunas e dizia: - Veja, elfo! Magnífico, não? Esta você não viu ainda! Olha como reflete a luz de Arien! A mais pura beleza! Hic!

Outro que lhe chamava a atenção era um pequeno homem, tão pequeno que podia jurar que era uma peça pregada pela bebida forte. Mas como já havia visto Bilbo Bolseiro apenas uma única vez após a Guerra dos Cinco Exércitos, podia jurar que era Bilbo, mas descobriu através de Bafur que era Robert Sapateiro, um enviado do herói hobbit. Quando ia se aproximar para ver melhor o pequeno, eis que o rei Bard se levanta, pede silêncio e começa a discursar.

Bard escreveu:[...] E eu devo isso muito ao Rei Daín e à todos os anões que colocaram o seu conhecimento e habilidade no manuseio com pedras à serviço da cidade.[...]

Lofarr e outros anões batiam nas mesas, erguiam copos e ovacionavam em resposta! Estavam animados!

Em silêncio, ouviam o restante do discurso. Uma ameaça pairava sobre a Floresta das Trevas e falavam em fantasmas. Lofarr balançou a cabeça concordando com o grito de outro anão dizendo que espíritos não existem, mas se calou quando o rei Bard retrucou carrancudo ao fazer o paralelo com o dragão Smaug. Lofarr, afetado pela bebida, permaneceu indiferente.

Então, o rei Bard fez uma solicitação de uma comitiva para investigar a veracidade de boatos e histórias que permeiam a Floresta das Trevas. Lofarr percebe Bombur dando uma cotovelada em seu amigo Bafur e, como por instinto, leva uma cotovelado do amigo, erguendo seu caneco e gritando:

- Conte comigo, rei Bard! Anões não temem histórias para crianças dormirem! Você tem minha picareta! - Lofarr não saberia dizer se era a bebida fazendo-o dizer esta bravata ou seu sonho de aventuras finalmente se realizando.
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Mensagem por bcdomingues em Dom Abr 07, 2019 10:11 am



Havia algo diferente.

Poderia se afirmar que Guilin era um elfo inquieto. Sim, apreciava estar reunido com sua raça no belo palácio, fazendo novas canções e falando sobre os tempos esquecidos pela maior parte das raças de Terra Média, mas valorizava o tempo que passava viajando pela floresta. Mirkwood era vista como perigosa por muitos, porém o jovem elfo via beleza nas altas árvores, nas copas coloridas em seus caminhos antigos e nos animais que ali habitavam. Por isso mesmo que passava seus dias em funções de guarda, ou até mesmo perambulando pela floresta por conta própria, tentando entender o clima de tristeza que sentia toda vez que caminhava em silêncio. Uma canção sussurrada sempre saltava aos seus lábios, o que parecia trazer paz para as imediações por onde passava. Ia tocando levemente os troncos de algumas das árvores mais antigas, sempre absorvendo o conhecimento e a tristeza daqueles que estavam nesse mundo milênios antes de si próprio.

Muitas vezes suas excursões, sozinhas ou de guarda, levavam ele para as terras que antes eram dominados pela escuridão - as terras do Rei Bruxo de Angmar. Mesmo o ser das trevas tendo sido erradicado alguns anos antes, aquelas terras demorariam muito tempo para se recuperarem. Criaturas das trevas e árvores podres agora dominavam o local e era trabalho dos elfos deixar isso em cheque e recuperar aquela terra. Missão árdua, mas só pela promessa de uma terra limpa e em paz já valia a pena o trabalho. Foi justamente perto dessas terras que sentiu algo diferente.

Guilin estava sentado em um galho alto de uma antiga árvore, próximo às antigas terras do Rei Bruxo. Cantarolava quase imperceptivelmente, sentindo o vento e o cheiro das folhas ao seu redor. Subitamente um vento estranho e diferente fez o elfo se levantar e estreitar seus olhos, aguaçando seus ouvidos no processo. Ouvia um farfalhar diferente vindo do solo, algo que não deveria estar ali. Já era noite, não que isso fizesse muita diferença para seus olhos élficos. No entanto não conseguia identificar de onde vinha aquele som. Um frio não característico começou a crepitar por entre as árvores, com uma neblina se espalhando pelo solo. O jovem elfo ainda tentava enxergar algo de diferente.. uma sombra entre as árvores? Poderia ser.. mas não conseguia focar sua visão no estranho fenômeno. Foi até o solo rapidamente e o clima parecia mais pesado ali, perigoso. Fez seu caminho de volta para o palácio: nada mais poderia vir de sua vigília e os novos fatos precisavam ser relatados.

- Meu rei. - Disse após se curvar para a presença de Thranduil. Também haviam outros elfos ali perto que variavam de idade e de cargos. De qualquer modo continuou seu relato. - Próximos às terras obscuras eu.. mais senti do que vi uma perturbação.. - Aqui relatou tudo para o rei élfico de Mirkwood. O mesmo levou alguns segundos ponderando sobre o assunto antes de organizar uma expedição para Valle. As comemorações eram um dos motivos de ir até lá, claro, porém o rei tinha motivos para acreditar que os acontecimentos da noite poderiam estar ligados a rumores que outras raças estavam tendo do que rondava Mirkwood. Guilin e outros elfos deveriam se encaminhar para lá com velocidade.




Valle. Como havia mudado. Somente instantes atrás a cidade era uma ruína causada pelo aparecimento do Dragão Smaug, mas em pouco tempo o local já fervilhava com comércio entre raças. Anões e humanos era a maioria, mas identificava diversos outros representantes de Terra Média por ali. Fez questão de explorar, o máximo possível, as ruelas e avenidas do local, seus olhos sempre voltados para Erebor e as belezas que falavam que lá havia. Particularmente não via como uma montanha poderia abrigar tamanho fascínio, mas respeitava a opinião alheia. Talvez precisasse de um guia para explorar, alguém que, realmente, entendesse do assunto. Seus companheiros elfos não seriam esses guias, nem de longe. Deixou o assunto de lado enquanto caminhava passava os dias em Valle, conversando com humanos e, até, com alguns anões. A maioria não carregava os preconceitos pela rivalidade de suas raças ou, ao menos, não falavam isso em voz alta. Particularmente achava os da raça pequena apressados e impulsivos, porém havia uma lealdade e honestidade embutidos ali que fascinava o elfo. Assim como os halflings, com seu jeito simples, e os humanos apressados. Todos buscavam a paz e isso era algo que ele respeitava.

O dia de se reunirem havia chegado. A pequena comitiva élfica estava lá e Guilin mirava o Rei Bard e os mortais com curiosidade. Os anões bebiam a gosto, assim como os humanos. O jovem elfo também ingeria grandes quantidades daquela bebida, mas não parecia surtir efeito algum - ao menos não como parecia para as outras raças. Beliscava um pouco de frutas também, assim como seus silenciosos companheiros. Por fim, curioso, se aproximou dos anões e dos humanos, observando o comportamento claramente alterado de muitos ali. A comitiva do Thorin estava ali, sendo reapresentada pelos seus membros originais, filhos ou pessoas de importância. O tal Lofarr era um tanto irritante, mas divertido. Ao menos ele não lançava olhares feios para ele e Guilin o considerava dotado de uma sabedoria maior.. ou, pelo menos, uma sabedoria diferente.

Barbalonga escreveu:Veja, elfo! Magnífico, não? Esta você não viu ainda! Olha como reflete a luz de Arien! A mais pura beleza! Hic!

Poderia, claro, estar errado nessa primeira análise.

- De fato, excelente trabalho Mestre Anão. - Disse, inclinando um pouco a sua cabeça em reconhecimento. - Mas não pode tirar conclusões sem antes ver as belezas naturais de Mirkwood. - Concluiu, vendo que a bebida já começava a alterar a maioria ali. De fato, achava que poderia sentir um leve formigamento na ponta de seus dedos. Realmente, já estava começando a ficar igual a todo mundo.  

Rei Bard escreveu:- Hoje fazem exatos cinco invernos em que o Mal foi expurgado. Os nossos reinos, aos poucos, voltam a prosperar como outrora. Valle, de uma cidade arruinada, ergue-se novamente de pé. E eu devo isso muito ao Rei Daín e à todos os anões que colocaram o seu conhecimento e habilidade no manuseio com pedras à serviço da cidade.

Sim, realmente fizeram um excepcional trabalho de reconstrução. O trabalho de anões e humanos era realmente formidável.

Narrador escreveu:- Porém - o Rei Bard fez uma breve pausa, assumindo uma expressão carregada que atraiu a atenção de todos. - Devo alertá-los que nem tudo são flores. Há muitos outros perigos nesse mundo, o Mal, assim como foi embora, pode ressurgir a qualquer momento. Nunca é tarde recordar que vivíamos a nossa época de ouro, livre de quaisquer preocupações, quando Smaug apareceu e acabou com tudo que havíamos construído. - Ele fez uma nova pausa, mirando cada um dos presentes no olhar. - Boatos começaram a correr entre os homens da floresta que a Floresta das Trevas está abrigando uma criatura peculiar, sorrateira, que age durante a noite. Estamos falando de um fantasma. - (Há! Bobagem, fantasmas não existem” - gritou um anão, que possivelmente já estava alcoolizado.) - Ninguém acreditava na existência de dragões até as asas de Smaug encobrirem o céu - retrucou Bard, carrancudo. - Todo cuidado nunca é demais. Eu gostaria de aproveitar a presença de todos para que possamos discutir sobre a junção de uma nova comitiva, que será encarregada de averiguar a veracidade dessas histórias e a combater seja lá o que for que esteja aterrorizando os homens da floresta.


Aquilo realmente lhe interessou. Não havia acabado de fazer um relato desses para o rei Thranduil? Será que estava ali por conta disso? Manteve-se quieto enquanto o debate surgia por todos os lados. Nesse momento olhou para seus companheiros elfos. Certamente um deles estaria interessado nessa Comitiva e Guilin não tardaria a voltar para suas terras para alertar ao rei disso. Para sua surpresa nenhum presente estava inclinado a essa jornada, o que deixou o jovem elfo perplexo. Sabia que isso era sério, mas , por outro lado, nenhum havia sentido a ameaça com a própria pele e nem ouvido seu relato ao rei. Talvez somente o jovem elfo soubesse da importância do ocorrido. Isso era algo que não poderia ignorar. Talvez sua bela Mirkwood dependesse disso e, talvez.. algum outro motivo fazia ele agir impulsivamente.

- Rei Bard. - Fechou os olhos e fez uma leve mesura quando chegou próximo ao comandante da cidade. - Os rumores que dizem podem ser verdadeiros. - Guilin realmente não se importava com o debate ao seu lado e nem com quem poderia estar escutando. Por estarem ali julgava que Bard confiava em todos. - Eu.. acho que poderia ser útil nessa Comitiva. - Olhou um pouco ao redor, tentando ver com quem mais contaria nessa jornada. Os anões ainda berravam ao fundo. Não hesitava mais. Ao contrário, um senso de dever brotava em si. Um senso que não havia ali antes. - De qualquer modo, vocês podem contar com meu arco e conhecimento da floresta. - Finalizou, se voltando aos elfos.

- Herenvar - Disse, ao seu se encaminhar novamente até o grupo de Mirkwood e conversar baixo com um deles. - Por favor relate ao rei o ocorrido aqui. Sinto que essa Comitiva pode ser o princípio da solução do meu relato anterior a ele.

Em seguida procurou se estabelecer entre o Rei Bard e seus selecionados. Naquele momento tudo parecia estar mais calmo. Próximo a todos falou, por fim:

- Estou aqui representando o elfos de Mirkwood. Podem me chamar de Guilin e vocês tem meu arco.
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Mensagem por Felarhix em Dom Abr 07, 2019 9:18 pm

Bafur já estava longe de casa a um bom tempo e reencontrar alguns daqueles anões era uma grande satisfação para ele.  O tempo que passou com os beornings o havia ensinado bastante sobre muitas coisas, e uma delas era conviver com várias raças e aceitá-las. Dentre os Beornings era raro ver algum anão e estar ali, o fez sentir falta de casa ... o cheiro dos grande salões, o som das bigornas, os amigos...

Um deles estava lá, Lofar, realmente um grande artesão construtor. E Bafur achou justa a menção ao seu trabalho.

Era notável sua semelhança com seu pai Bombur, muitos poderiam pensar, que Bafur apenas não estava tão gordo "ainda". De pé ao lado de seu pai, bebia e comia enquanto pensava sobre tudo que havia passado até aquele momento. Ver seu pai partir e de verdade temer por sua morte...

Pensava também sobre as piadas que contavam sobre ele tentando Bafur do sério, o que não era tão difícil assim. Mas vendo tudo aquilo, toda aquela festa, todas as homenagens ele pensou..."afinal, dentre muitos anões espalhados, Thorin escolheu meu pai por alguma razão".

"Fantasma?!"

Bafur não era indiferente a tudo, afinal, Beorn era um troca peles Urso e Homem... O próprio Smaug, mas um fantasma? Um machado poderia acertar um fantasma? O anão realmente não saberia responder essa pergunta...

Com a ideia de criação de uma comitiva e indicação de seu pai, Bafur ergue seu caneco e cutuca com o cotovelo seu amigo Lofar dizendo:

- Então Lofar, podemos realmente testar se um machado pode acertar um fantasma... - Em seguida grita: - Rei Bard, o meu machado estará a seu serviço para o que precisar.
OFF:
Desculpe o post curto, mas aos poucos vou desenvolver mais o meu personagem.
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Mensagem por Gelatto em Sab Abr 13, 2019 10:24 am


Bafur escreveu:- Então Lofar, podemos realmente testar se um machado pode acertar um fantasma...

- Ou uma picareta! - Lofar não era adepto do machado, preferia a picareta anã, útil para quebrar coisas duras, como rocha e crânio de orcs.

O anão olha em volta e percebe que quase ninguém estava aceitando o pedido do Rei Bard. Não saberia dizer se não entenderam as palavras do rei ou se estão tão acomodados com esta vida farta que não tem a mínima vontade ou coragem necessária para se aventurar. Mas não Lofar. Ele gosta desta vida sossegada e pacata, isso não negaria, mas seu espírito estava ávido por aventuras.

Bafur escreveu:- Rei Bard, o meu machado estará a seu serviço para o que precisar.

Lofar ergue o caneco em busca do caneco do amigo para brindar em nome da amizade.

- Meu caro Bafur, também vai fazer parte desta comitiva? Um dos poucos aqui com coragem, devo dizer. Fico feliz com meu amigo me acompanhar nesta aventura antes que fique maior que seu pai e prefira se aventurar na cozinha ao invés da Terra-Média. Gar! Gar! Gar! Com todo o respeito, mestre Bombur! - e fazia uma reverência respeitosa ao mestre Bombur. A bebida falava mais alto e Lofar não media suas palavras naquele momento. Anões podiam ser bem resilientes para o destilado, e isso os fazia exagerar em tempos de festa e paz.
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Mensagem por Tom Sawyer em Sab Abr 13, 2019 10:36 am


Robert estava feliz como nunca!!! Toda a jornada do condado dos Hobbits até a cidade do Valle tinha valido a pena!!! Estar entre anões, elfos, grandes reis e heróis que inspiraram ele a estar ali era um ponto alto de sua vida... 

Quando o Rei Bard começou a falar, Robert começou a prestar muita atenção. Cada uma das palavras dele lhe pareciam muito importantes e, quando ele começou a falar de um novo problema que assolava o mundo, Robert começou a ficar ansioso. Ele pensava: será que meu momento finalmente chegou? É agora que minha aventura começa? Robert começou a ficar cada vez mais ansioso em sua cadeira. Quando o Rei terminou de falar, ele já estava certo de que faria parte dessa nova comitiva... 

Ouviu seus novos companheiros se anunciarem... Dois anões e um elfo. Logo depois do ultimo anão, Robert se levanta na cadeira, de pés descalços sobre o estofado da cadeira do rei e diz: - Esse é o momento que eu esperei por muito tempo! Posso não ser um hábil combatente, mas sou o que um certo mago chamaria de Ladrão... E toda comitiva precisa de um bom ladrão. Rei Bard, você pode contar com minhas habilidades!
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Mensagem por Elminster Aumar em Ter Abr 16, 2019 11:00 pm


Diante das várias vozes que se levantaram após o chamado do Rei Bard, a voz de um anão se ergueu alto o bastante para ser ouvida.

Lofar escreveu:- Conte comigo, rei Bard! Anões não temem histórias para crianças dormirem! Você tem minha picareta!

Alguns grupos começaram a se perguntar entre si quem era o anão que foi o primeiro a tomar este tipo de iniciativa. Quem não conhecia Lofar, achava que era apenas um anão que estava demasiadamente bêbado e por isso falava asneiras. As pessoas estavam esperando que grandes nomes das Terras Ermas se colocassem a disposição da nova comitiva do Rei Bard, e não alguém "desconhecido" como Lofar. Mas a verdade é que estes grandes nomes, como os anões da comitiva de Thorin, não estavam interessados em participar de uma empreitada que parecia tão simples. Afinal, não havia ainda evidência de que os boatos eram verdadeiros ou que o tal fantasma representasse um perigo real para aquelas terras.  

Bafur escreveu:- Então Lofar, podemos realmente testar se um machado pode acertar um fantasma... Rei Bard, o meu machado estará a seu serviço para o que precisar.

Bafur, sentado ao lado de seu amigo Lofar, foi o próximo a se manifestar. Ele, ao menos, já era um pouco mais conhecido pelo fato de ser filho de Bombur. Tal pai, tal filho, alguns diriam. Com dois anões que já haviam se listado, a atenção começou a voltar aos elfos presentes. Afinal, era interesse de todos os povos que aquela possível ameaça fosse solucionada, e seria injusto se nenhum elfo participasse. Guilin - que já havia sentido algo estranho na floresta - deu alguns passos a frente e se apresentou ao Rei Bard.

Guilin escreveu:- Rei Bard. Os rumores que dizem podem ser verdadeiros. Eu.. acho que poderia ser útil nessa Comitiva. De qualquer modo, vocês podem contar com meu arco e conhecimento da floresta.

- Ambos serão de enorme valia - disse o Rei Bard, parecendo um pouco mais aliviado com a presença de um elfo na comitiva. - Você então se juntará a estes dois mestres anões na tentativa de desvendar este mistério e erradicar o mal destas terras. Bafur, Lofar, espero que aceitem de bom grado a sua ajuda. Como ele disse, ele conhece os caminhos da floresta e vocês estarão mais seguros caminhando ao seu lado.

Rei Bard já tentava conciliar as possíveis desavenças que eles poderiam ter. Anões e elfos dificilmente se davam bem, mas aquilo poderia ser um ponto de partida para que as duas raças passassem a se respeitar mais. Muitas outras vozes falaram e se colocaram a disposição, mas a maioria não parecia tão disposta assim a deixar a segurança do seu lar ou já estava de barriga cheia de aventuras, como era o caso de Bombur. Mas havia ainda espaço para mais um. Robert precisou se levantar em cima da cadeira para que as pessoas prestassem atenção nele.

Robert escreveu:- Esse é o momento que eu esperei por muito tempo! Posso não ser um hábil combatente, mas sou o que um certo mago chamaria de Ladrão... E toda comitiva precisa de um bom ladrão. Rei Bard, você pode contar com minhas habilidades!

Alguns humanos começaram a rir, mas o Rei Bard logo tratou de cortá-los.

- Você é o enviado de Bilbo Bolseiro, estou certo? Tendo sido escolhido pelo Bilbo para representá-lo, tenho certeza de que você está a altura desta expedição. Seja bem-vindo, pequeno amigo.

Com o grupo basicamente formado, algo ainda preocupava o Rei Bard. Guilin e alguns outros que estavam próximos o bastante, ouviu o Rei Bard comentando que esperava que alguém do seu próprio povo participasse, afinal, ele que estava convocando esta comitiva e nenhum homem do Valle havia se mostrado entusiasmado em participar da expedição. Mas, o Rei Daín, fez questão de afastar essa preocupação da mente do seu amigo e disse que estava tudo bem e que os seus homens ainda tinham uma cidade para reconstruir. Antes que o rei voltasse a se pronunciar, Lofar ainda fez uma brincadeira com Bombur, que apenas sorriu depois de dar um sonoro arroto.

- Muito bem - prosseguiu o Rei Bard -, acredito que a comitiva esteja formada. Bafur, Lofar, Guilin e Robert, por favor, deem um passo a frente. Vocês quatro que vos chamo estão, a partir de agora, incumbidos da tarefa de averiguar os boatos que estão correndo. Vocês deverão partir amanhã no primeiro raiar do sol para as aldeias dos homens que se encontram nos vales a oeste do rio e ao longo das fronteiras da grande floresta. Vocês deverão conseguir o máximo de informações que puderem com eles, e tentar rastrear a criatura e detê-la. Se obtiverem êxito, os seus nomes serão entoados em canções em todas as Terras Ermas. Por hora, vocês podem aproveitar o restante da festa, mas tentem não exagerar - e aqui, ele olhou especialmente aos dois anões -, vocês devem estar preparados para enfrentar uma longa caminhada ao amanhecer.




OFF-GAME:
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Mensagem por Gelatto em Qua Abr 17, 2019 8:05 pm


Rei Bard chama aos voluntários para se aproximarem do seu lugar de honra no banquete onde, com aprovação do rei Dáin, iria formar oficialmente a comitiva. Lofar se posta ao lado do amigo Bafur. Bafur sempre fora um pouco mais alto que Lofar, coisa de uns dez centímetros mais ou menos. Isso o incomodava no passado, queria ser maior, mas não teve essa sorte. Dizia para si mesmo que não se incomodava mais com isso, mas quando o pequeno hobbit se colocou do seu lado esquerdo, sorriu, pois desta vez Lofar não será o menor da comitiva.

- Mestre Robert! Então os boatos sobre você ser enviado de Bilbo Bolseiro são reais? Vi Bilbo uma ou duas vezes, mas ele foi embora cedo depois da Guerra dos Cinco Exércitos! Se um herói como Bilbo confia em você, então eu também confio, pequeno! Olha para o meu amigo aqui! Bafur é filho do herói Bombur! Sim, aquele ali mesmo! Difícil não notar, né? Ele tem uma... barba única! - e Lofar sorri largamente com a boca fechada, admirado e feliz por estar no meio de duas pessoas tão importantes, de acordo com sua concepção.

Nota o elfo do lado direito de Bafur. Lofar balança a cabeça com um meio-sorriso, faz algumas caretas como se não tivesse gostado muito da presença dele, mas as palavras do rei Bard o fazem querer dar uma chance para o orelhudo. Lofar espera que ele não estrague tudo.

Os quatro voluntários estão enfileirados lado a lado de tal maneira que um artista poderia pintar um quadro deles. Lofar imagina até como seria o salão que o quadro seria exposto, construído por ele, claro! Seus devaneios são interrompidos pela declaração do Rei Bard, que formava a comitiva, seus objetivos e a promessa de serem temas de canções. Isso fez Lofar ficar mais admirado, voltando aos devaneios com uma estátua sua ao lado dos heróis de Erebor! Esta comitiva era a chance do anão realizar seu maior sonho.

- Rei Bard! Rei Dáin! Aceito com afinco a ordem! Me empenharei para cumpri-la com afinco! Encontraremos os homens-da-floresta e descobriremos tudo sobre estes boatos sobre este fantasma que assola a Floresta das Trevas! Tem minha palavra! - e cospe na própria mão levando-a na direção do rei Bard a fim de que ele firme este acordo.

Logo depois, se vira para os companheiros de comitiva e diz: - Ouviram o rei! Temos uma missão a cumprir em nome de Vale! Vamos nos preparar para amanhã, nos encontramos no portão sul quando o sol raiar, tudo bem? Vão descansar! Vou só ali comer mais um pouco de cordeiro e já vou me retirar!
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Mensagem por Tom Sawyer em Ter Abr 23, 2019 11:20 am


Robert olha para Lofar e diz: - Sim! Fui enviado por Bilbo! Parece que ele não estava muito a vontade de comparecer a esse maravilhoso encontro... E nossa, que sorte eu tenho em estar aqui! - Era clara a animação do pequeno hobbit.

Após as ultimas palavras de Lofar e do Rei Bard, Robert se levantou e já foi dormir. Estava tão ansioso que achou melhor já ir dormir para esta bem descansado para o dia de amanha.
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Mensagem por bcdomingues em Ter Abr 23, 2019 11:57 am


Guilin olhou para a Comitiva com uma mistura de admiração e receio. Afinal, viajaria com dois anões e um hobbit e houve pouca interação entre os elfos de Mirkwood e essas raças ao longo dos anos, sem contar da memorável escapada da Comitiva de Smaug no passado. Porém naquela vez não estava presente no reino e nunca chegou a conhecer nenhum deles, a não ser raramente em suas poucas viagens além de floresta. Seria uma boa oportunidade para aprender mais.

Os anões pareciam verdadeiros aos seus olhos apurados de elfo. Leais e um tanto teimosos, claro, porém eram bondosos e podia respeitar isso. Já o hobbit conhecido como Robert parecia mais fora de seu domínio do que nunca. Estava excessivamente entusiasmado com aquilo e, para Guilin, isso poderia fazer mais mal do que bem. No entanto, pelas histórias que conhecia de Bilbo Bolseiro, poderia esperar mais daquela raça do que qualquer outra.

Rei Bard escreveu:- Muito bem, acredito que a comitiva esteja formada. Bafur, Lofar, Guilin e Robert, por favor, deem um passo a frente. Vocês quatro que vos chamo estão, a partir de agora, incumbidos da tarefa de averiguar os boatos que estão correndo. Vocês deverão partir amanhã no primeiro raiar do sol para as aldeias dos homens que se encontram nos vales a oeste do rio e ao longo das fronteiras da grande floresta. Vocês deverão conseguir o máximo de informações que puderem com eles, e tentar rastrear a criatura e detê-la. Se obtiverem êxito, os seus nomes serão entoados em canções em todas as Terras Ermas. Por hora, vocês podem aproveitar o restante da festa, mas tentem não exagerar, vocês devem estar preparados para enfrentar uma longa caminhada ao amanhecer.[/b]

Fez um breve aceno com sua cabeça, mostrando que ouviu tudo que o Rei Bard falou. Dessa vez preferiu se manter em silêncio, observando as pessoas ao redor com curiosidade, tentando ler o que suas emoções transpareciam naquele momento. Era fascinante ver as diversas formas de conciliar das outras raças. No geral os elfos ficavam solenes a não ser que uma grande preocupação assolasse todo o povo. O que, pensou, de fato poderia estar acontecendo. Viu que seus outros companheiros elfos se despediram e saíram da sala, sem dúvidas já preparando para voltar para Mirkwood. Fez um rápido pedido interno para que eles estivessem protegidos até a volta para casa.

Lofar escreveu:- Rei Bard! Rei Dáin! Aceito com afinco a ordem! Me empenharei para cumpri-la com afinco! Encontraremos os homens-da-floresta e descobriremos tudo sobre estes boatos sobre este fantasma que assola a Floresta das Trevas! Tem minha palavra!

Saiu de seu devaneio ao olhar com estranheza para essa prática anã.

- Que estranho costume. - Disse para seus companheiros, assim que Lofar fez todo seu ritual. - Perdoe-me, mas acho isso desnecessário. - Completou, ajustando sua capa afim de retirar. Tinha mais coisas que gostaria de explorar antes de sair daquela bela cidade humana.

Lofar escreveu:- Ouviram o rei! Temos uma missão a cumprir em nome de Vale! Vamos nos preparar para amanhã, nos encontramos no portão sul quando o sol raiar, tudo bem? Vão descansar! Vou só ali comer mais um pouco de cordeiro e já vou me retirar!

Estreitou um pouco os olhos, não entendendo muito bem o senso de direção anã. Resolveu não falar nada, afinal talvez o companheiro soubesse de alguma trilha melhor para chegar até o domínio dos homens na beira da floresta.

- Pois bem, até amanhã então meus companheiros.

Assim que saiu dos jardins, seus leves pés levaram Guilin até os muitos estabelecimentos de troca e comércios da cidade. Não queria fazer compras, afinal já estava bem abastecido de provisões e armas, mas sim observar como os humanos trabalhavam e levavam suas vidas. A rapidez daquela raça para tudo era admirável, parecia que lutavam contra o tempo para fazer o maior número de tarefas possível. Lembrou-se que a expectativa de vida deles era limitada e sua mente associou esse fato à essa rapidez para fazer tudo. Caminhando, comprou algumas frutas de um comerciante local e sua rota acabou levando o elfo até a montanha Erebor, casa dos anões após a grande guerra contra os Orcs no passado. Uma canção não muito típica para salões élficos saltou aos seus lábios enquanto cobria a distância entre a entrada da montanha e a cidade. Guilin estava cantando na sua língua nativa, porém em comum era bem conhecida:


Não tinha vontade de explorar a Montanha. Aliás, sua vontade era somente ver a entrada mesmo e sentir a energia emitida por aquele local. Não se demorou muito ali e logo voltou para a cidade. Haveria outra oportunidade de entender a complexidade anã de suas casas montanhosas, mas não era agora.

--/--

Na manhã seguinte estava pronto no portão combinado antes de qualquer um de seus amigos chegarem. Carregado de tudo que precisava e com outros presentes de transporte que o Rei Bard poderia ter cedido à Comitiva. Gostava daquela hora na cidade: o silêncio ainda reinava e os trabalhadores estavam somente começando a pegar no tranco dos afazeres diários. O sol nascia, expulsando os últimos resquícios da escuridão e a neblina ainda pendia inutilmente em alguns pontos próximos. Sorriu, em paz, enquanto cumprimentava seus companheiros e partiam para a estrada.
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Mensagem por Felarhix em Ter Abr 23, 2019 7:42 pm


Bafur permanecia bebendo, comendo ao lado de seu pai, apesar de ser impossível acompanha-lo quando o assunto é bebedeira e comilança. Aquela festa trazia para o anão uma satisfação de estar próximo as pessoas que considerava o alicerce do que era de fato. E apesar de tudo, de já estar vivendo com os beornings a um tempo, era aos pés da montanha que se sentia mais em casa.

Se fosse há um tempo atrás, a presença de um elfo na comitiva que se formava, seria motivo para um grande descontentamento por parte de Bafur, mas após tempos de convivência com os orelhudos ele havia aprendido que tinham uma certa serventia quando o assunto era andar em florestas.

Rei Bard escreveu: - Você então se juntará a estes dois mestres anões na tentativa de desvendar este mistério e erradicar o mal destas terras. Bafur, Lofar, espero que aceitem de bom grado a sua ajuda. Como ele disse, ele conhece os caminhos da floresta e vocês estarão mais seguros caminhando ao seu lado.

- Mais seguros? Eu acho que não, porém devo concordar que estaremos talvez menos perdidos na floresta.

Lofar escreveu:- Olha para o meu amigo aqui! Bafur é filho do herói Bombur! Sim, aquele ali mesmo! Difícil não notar, né? Ele tem uma... barba única!

- Pelas histórias de meu pai, Bilbo foi determinante para conseguirmos o que temos hoje. Mas o que ele mais fala é da comida que o pequeno serviu para a comitiva de Thorin em sua casa, como é o nome mesmo? Condado? Quem sabe um dia também não me convide para comer um daqueles queijos?

Bafur não precisava mais de nada naquela noite e todo o seu equipamento já estava em ordem. Ele aproveitaria a festa ao máximo e depois buscaria descansar um pouco para que no momento da partida ele estivesse 100% abastecido.
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Mensagem por Elminster Aumar em Qui Maio 02, 2019 9:43 pm


Os quatro voluntários estavam animados mesmo diante do perigo que era percorrer as Terras Ermas e enfrentar seja lá o que estivesse aterrorizando os homens.

Lofar escreveu:- Rei Bard! Rei Dáin! Aceito com afinco a ordem! Me empenharei para cumpri-la com afinco! Encontraremos os homens-da-floresta e descobriremos tudo sobre estes boatos sobre este fantasma que assola a Floresta das Trevas! Tem minha palavra!

O Rei Bard não conseguiu esconder a aversão ao ver Lofar cuspindo na própria mão e oferecendo-a para um aperto. Ele chegou a olhar de soslaio para o Rei Daín, que acenou com a cabeça, parecendo orgulhoso pela coragem dos anões.

- E você tem minha palavra de que estas terras jamais se esquecerão de seus atos - disse o Rei Bard, finalmente apertando a mão de Lofar.

E assim terminou a reunião.

Um a um, os membros da comitiva foram se retirando. Os anões aproveitaram para comer mais um pouco, enquanto Robert tratou logo de ir dormir, apesar de ainda ser cedo. Guilin, por sua vez, após se despedir de seus companheiros elfos, aproveitou para passear pela cidade. Comprou algumas frutas para a viagem, e em seguida, se dirigiu até o mais perto possível de Erebor, a grande fortaleza anã.

Foi ali que Smaug, o Dragão, fez sua moradia por quase dois séculos. Fluindo em direção ao sudeste, as águas do Rio Corrente eram visíveis, tornando a paisagem ainda mais esplendorosa. Sozinho, começou a cantarolar uma canção anã. Era pôr-do-sol quando Guilin olhou uma última vez pro seu horizonte, avistou as copas das árvores da Floresta das Trevas já imaginando como seria o dia seguinte e então se retirou para descansar.




Na manhã seguinte, o grupo se reuniu em frente ao Portão do Comércio, a principal saída para o sul. Bombur estava lá para se despedir do filho e desejar boa sorte ao grupo.

- Vem aqui, garotão - disse Bombur, puxando Bafur para um abraço apertado. - Você está ficando grandinho, hehe. Estou orgulhoso de você. - Bombur depositou sua mão pesada sobre o ombro de Lofar. - Cuide do meu menino. E.. - falando baixinho no ouvido de Lofar, mas não tão baixo ao ponto de Guilin não ouvir - fique sempre de olho no elfo - terminou de dizer dando uma piscadela à Lofar.

Em seguida, Bombur se dirigiu à Robert.

- Você se parece muito com o Bilbo - disse com um sentimento saudosista. - Ele nos meteu em muitas encrencas, mas nos livrou de todas elas. Espero que você seja tenha um pouco menos a capacidade de colocar o grupo em encrenca e mais capacidade em resolver as situações adversas, hehe.

Bombur então desejou sorte aos novos aventureiros, e ficou acenando para eles enquanto o grupo tomava o seu rumo.

Iniciada a viagem rumo à Vila dos Homens da Floresta, era necessário decidir qual rota seria tomada. O caminho mais seguro era adentrar os domínios dos elfos das floresta sob a proteção de Guilin, passar pelo Salão Élfico e seguir viagem sempre pela margem da floresta. Apesar de mais seguro, este caminho levaria praticamente o dobro do tempo do que a outra opção. A segunda possibilidade seria tomar à Via dos Mercadores em direção à Esgaroth, e de lá descer os Pântanos Compridos de barco pelo Rio Corrente, para no fim atravessar o coração da Floresta das Trevas até chegar em seu destino. Um caminho muito mais rápido, porém mais perigoso. O grupo precisava pesar estes pontos e decidir o melhor para o sucesso da missão.  

Mapa das Terras Ermas
[!ON!] Ato I: Uma Nova Comitiva E2auq210





OFF-GAME:
Podem discutir tanto em ON quanto em OFF qual caminho tomar. Afim de tornar a viagem uma jornada significante, que é o que ocorre frequentemente no universo do Tolkien, irei usar as regras de viagem do Livro do Mestre para determinar quais dificuldades vocês terão pelo caminho. A primeira coisa que preciso é que vocês definam qual será a função de cada um nesta viagem. Há quatro funções principais: Guia, Batedor, Caçador e Vigia. Isso será importante no decorrer da viagem.
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Mensagem por Gelatto em Sab Maio 04, 2019 11:19 am

Lofar acorda antes do alvorecer. Comeu e bebeu muito no dia anterior, mas isso não atrapalhou o animado anão, que se levantara e pegara suas coisas já preparadas para a aventura. Estava com uma expressão de felicidade sem igual! Este era o primeiro passo para trilhar o caminho de Logarr, seu finado pai.

Saía do alojamento dos construtores e avançava em direção ao Portão do Comércio no sul de Vale. Recebia boa fortuna dos demais anões que encontrava no caminho, muitos dos quais Lofar conhecia no dia a dia, outros que via pela primeira vez. Seu ego inflamava, e ia andando, de peito estufado, todo orgulhoso.

Chegando no destino, encontrara Bombur e Bafur, pai e filho. Olhando de longe pareciam iguais, a única diferença era o tamanho da pança e da barba. Os outros também chegaram, então Bombur se despedia da Comitiva.

- Gar gar! Bom dia, companheiros de aventura! É hoje que faremos história!

Narrador escreveu:- Vem aqui, garotão - disse Bombur, puxando Bafur para um abraço apertado. - Você está ficando grandinho, hehe. Estou orgulhoso de você. - Bombur depositou sua mão pesada sobre o ombro de Lofar. - Cuide do meu menino. E... - falando baixinho no ouvido de Lofar, mas não tão baixo ao ponto de Guilin não ouvir - fique sempre de olho no elfo - terminou de dizer dando uma piscadela à Lofar.

- Pode deixar, mestre Bombur! Ficarei de olho no orelhudo... temos olhos de águia! Podemos ver estes sem-barba a milhas de distância! - dizia, olhando para o elfo com o canto do olho enquanto fazia um cumprimento de despedida para Bombur.

Lofar então se aproxima do amigo anão e diz:

- Meu grande amigo Bafur! Você viveu um tempo nas terras dos beornings, não? Pelo mapa que temos, ela fica ao norte da terra dos homens-da-floresta. Você já esteve por lá? Pode nos falar algo sobre eles? E tenho certeza que conhece o melhor caminho para chegarmos até eles! O que acha? Qual caminho você sugere? Conto com sua experiência! - Lofar dizia em um tom que fazia com que parecesse que debochasse do elfo, mas esta não era sua intenção neste momento, pois a decisão a ser tomada era séria e não poderia ter erros. Era difícil se livrar de velhos hábitos.

OFF:
Estamos definindo o caminho e a função de cada um por MP. Provavelmente Lofar ficará como Guia ou Batedor.
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Mensagem por Felarhix em Sab Maio 25, 2019 12:53 pm


Bafur acorda animado para o trabalho junto a comitiva, era a oportunidade de ter canções cantadas com o seu nome e não simplesmente ser o filho de Bombur. E melhor de tudo ele faria isso na companhia de um grande amigo, Lofar.

Tudo já estava pronto para partirem e mesmo assim ao terminar o desjejum Bafur conferiu minuciosamente todo seu equipamento e provisões para a viagem, ele sabia que quando chegasse a hora e faltasse alguma coisa, talvez fosse tarde demais. Improvisar não era o forte do metódico anão.

Narrador escreveu:- Vem aqui, garotão - disse Bombur, puxando Bafur para um abraço apertado. - Você está ficando grandinho, hehe. Estou orgulhoso de você. - Bombur depositou sua mão pesada sobre o ombro de Lofar. - Cuide do meu menino. E.. - falando baixinho no ouvido de Lofar, mas não tão baixo ao ponto de Guilin não ouvir - fique sempre de olho no elfo - terminou de dizer dando uma piscadela à Lofar.

Ele retribui o abraço apertado de seu pai e ouve dizer sobre os orelhudos, mas para Bafur isso não o afetava tanto, ele aprendera a conviver com eles sob o comando de Beorn o Troca Peles.

- Mais fácil eu cuidar do Lofar, pai! Ho ho ho ho...Mas pode deixar ficarei de olho em todos.

Lofar escreveu:- Meu grande amigo Bafur! Você viveu um tempo nas terras dos beornings, não? Pelo mapa que temos, ela fica ao norte da terra dos homens-da-floresta. Você já esteve por lá? Pode nos falar algo sobre eles? E tenho certeza que conhece o melhor caminho para chegarmos até eles! O que acha? Qual caminho você sugere? Conto com sua experiência!

- Sim. Exatamente. Olha, não sei muita coisa sobre a região, não era muito a minha área de vigilância. O que podemos fazer é passar por Beorn e darmos sorte de encontrá-lo de bom humor e com certeza ele saberá nos dizer tudo que precisamos saber para seguir em frente com a maior segurança possível. Mas o que posso te adiantar, não existem terras plenamente seguras.
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Mensagem por bcdomingues em Sab Maio 25, 2019 10:00 pm


Guilin já estava na saída fazia algum tempo. Elfos precisavam de menos tempo de descanso. Seu transe durou apenas algumas horas e isso deu ao orelhudo tempo suficiente de se arrumar, preparar suas armas e provisões para a marcha que teriam dali em diante. Pelo que sabia, não seria sábio confrontar os anões em termos de decisões e, simplesmente, teria que ignorá-los para fazer do jeito certo as coisas. Porém levava fé nesse grupo e pensava melhor sobre as outras raças da Terra Média, pensamento que a maioria de sua raça não compartilhava. Sabia dos riscos, mas estava feliz por ter decidido trilhar esse caminho.

Foi pensando em tudo isso que se manteve nas sombras, olhando o horizonte enquanto aguardava a chegada de seus companheiros

Narrador escreveu:- Vem aqui, garotão - disse Bombur, puxando Bafur para um abraço apertado. - Você está ficando grandinho, hehe. Estou orgulhoso de você. - Bombur depositou sua mão pesada sobre o ombro de Lofar. - Cuide do meu menino. E... - falando baixinho no ouvido de Lofar, mas não tão baixo ao ponto de Guilin não ouvir - fique sempre de olho no elfo - terminou de dizer dando uma piscadela à Lofar.

Lofar escreveu:- Pode deixar, mestre Bombur! Ficarei de olho no orelhudo... temos olhos de águia! Podemos ver estes sem-barba a milhas de distância!

Talvez eu tenha depositado muita fé neles, afinal de contas., pensou consigo mesmo, ainda se mantendo fora de vista.

Bombur escreveu:- Você se parece muito com o Bilbo. Ele nos meteu em muitas encrencas, mas nos livrou de todas elas. Espero que você seja tenha um pouco menos a capacidade de colocar o grupo em encrenca e mais capacidade em resolver as situações adversas, hehe.

Realmente..., pensou novamente.

Em seguida, para não parecer ter nenhum problema, Guilin decidiu dar uma volta maior e aparecer depois de todos os aventureiros, por trás deles, como se tivesse acabado de chegar. Não estava escutando por mal, mas isso com certeza seria mal visto pelos olhos dos anões, que pareciam carregar algum preconceito de seus antepassados.

Ficou aguardando enquanto os outros anões conversavam a respeito do rumo que tomariam. Preferiu ficar quieto depois de passar qual área tinha mais facilidade. Só falou depois de seus companheiros.

- Existem outros caminhos, mas concordo com Bafur. Não temos mais rotas seguras. A tempos venho querendo reencontrar Beorn, devemos seguir por esse rumo caso desejem. - Completou, esperando que os outros concordassem para já começar a jornada
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Mensagem por Elminster Aumar em Qui Jun 06, 2019 11:05 pm


Ainda eram as primeiras horas da manhã quando a recém formada comitiva partia de Valle. Rivalidades à parte entre anões e elfos, os integrantes do exótico grupo conseguiram chegar a um acordo sobre qual era a melhor rota a ser tomada, e eles optaram pelo caminho mais seguro. A intenção do grupo era chegar até as terras de Beorn, que Bafur conhecia muito bem, e de lá conseguirem conselhos sobre como prosseguir. O problema é que os beornings estavam há muitos quilômetros de distância e ainda seria necessário muitos dias de viagem para chegar até eles.

O primeiro dia de viagem foi leve e sem maiores problemas. Todos estavam demasiadamente animados com a missão para se queixarem de qualquer coisa. Robert - o hobbit - era o que mais parecia maravilhado com tudo aquilo. O pequeno pouco conhecia daquelas terras e aproveitava a viagem para curtir a paisagem, e sempre importunando os demais com várias perguntas sobre a região.

- O que há no norte daqui? A Floresta das Trevas é tão perigosa assim como dizem? Quais frutas vocês comem?

Logo no inicio do segundo dia de viagem eles avistaram no horizonte a borda da floresta, com suas árvores altas e copas densas. A expectativa aumentava conforme se aproximavam da Floresta das Trevas. Lofar ia na frente, fazendo o papel de batedor, enquanto os demais seguiam atrás. Guilin caçou um veado para a janta, e o grupo se sentou ao redor da fogueira já no interior da floresta para saborear a carne. Foi o primeiro momento em que eles puderam compartilhar, além da refeição, um pouco de suas histórias.

Robert contou como Bilbo havia retornado para o Condado diferente de quando havia saído com Gandalf e sua comitiva de anões.  

- Ele definitivamente não parece mais o mesmo. Primeiro porque tem ficado mais tempo trancado em casa do que antes, e ele agora não demonstra ter medo de mais nada. Eu tive a sorte grande dele deixar eu vir em seu lugar. Sabe, eu achei que talvez ele desse essa honra para alguém da sua família, ele mesmo nunca foi muito com a minha cara, mas bem, eu arrisquei em fazer o pedido mesmo assim quando soube que ele não queria vir. 

O grupo adormeceu algumas horas mais tarde, com a exceção do próprio Robert, que ficaria como vigia naquela noite. De manhã, a brisa matinal da floresta preenchia o ar ao redor da comitiva. Guilin - sabendo que o Salão do Rei Élfico não estava muito distante dali - já podia se sentir em casa. Certamente não era intenção dos anões visitar o Rei Thranduil, mas ninguém podia impedir Guilin de dar uma passada por lá se fosse a sua vontade.

Bafur guiava-os em frente. Ele, afinal, era quem melhor conhecia os caminhos para chegar até Beorn. Lofar ia a frente apenas para se certificar de que o caminho estava seguro. Em dado momento, o anão percebeu um movimento atrás de umas árvores e chamou a atenção do restante do grupo. Uma flecha, então, acertou o tronco de uma árvore, a centímetros da barba de Bafur.

Risadas ecoaram pela floresta.

- Não sabia que você andava com anões agora - Guilin reconheceu a voz imediatamente. Era Taranath, capitão da guarda da floresta. Ele apareceu como se tivesse saído de lugar nenhum. Outros elfos surgiram ao redor da comitiva, todos com sorrisos nos rostos, achando graça da situação. Taranath era o único que tinha a arma empunhada - um arco, provavelmente o mesmo que disparou a flecha que passou perto de Bafur -, porém sua arma estava abaixada agora. Aparentemente ele só quisera dar um pequeno susto no anão. - O que fazem aqui? - perguntou, por fim.   

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Mensagem por bcdomingues em Qua Jun 12, 2019 2:58 pm


Depois de chegarem a um consenso, partiram. Guilin ficaria a cargo da caça, o que julgava apropriado. Não gostava, mas demonstraria respeito e para com qualquer animal que fosse servir de alimento para o grupo. Sabia que a caça seria difícil na Floresta e tratou de informar isso aos aventureiros, que teriam que estocar um pouco de carne antes de adentrar no território ''hostil''. Por sorte seu abastecimento de Lembas era alto e sempre poderia conseguir mais em terras élficas. Por hora contentou-se em aproveitar as primeiras horas da jornada, sentindo que seu espírito leve era devido à estrada. Realmente, era um elfo um pouco fora da curva. Mais estranho é o desejo de se encontrar novamente com Beorn, com quem havia conversado somente uma vez em sua vida. Porém aquele momento mostrou que era um ser sábio e nunca dispensaria uma conversa com gente assim. Os beornings em si também despertavam sua curiosidade, assim como os anões e os inquisitivos Hobbits.


Robert escreveu:- O que há no norte daqui? A Floresta das Trevas é tão perigosa assim como dizem? Quais frutas vocês comem?

- Ora Meste Hobbit, não julgue a Floresta das Trevas até que a conheça em sua totalidade. Tem suas trevas, que todos conhecem, porém a floresta também abriga belezas inimagináveis entre as copas escondidas das árvores. Sua beleza é natural, forjada por milênios esquecidos e todo o esplendor do palácio do elfos de Mirkwood é moldado por esses anos de um lento trabalho. Realmente é uma visão que ninguém deveria deixar de vivenciar enquanto ainda está neste mundo. - Seu olhar brilhava enquanto lembrava da floresta que era seu lar adorado. Veria a glória de sua floresta restaurada em total e talvez esse sentimento tenha transformado um pouco a sua face amena em algo mais séria. Fechou os olhos e respirou fundo.

Como resposta às outras perguntas, tirou um pacote de Lembas que o entregou para Robert.

- Um aviso meu pequeno amigo esfomeado. Uma mordida desse pão élfico é o suficiente para alimentar um homem durante um duro trabalho diário. Ele também faz milagre quando não há nenhum outro alimento para consumir. A força de meu povo sempre o acompanhará se tiver um pouco dessa iguaria à disposição. - sorriu de forma afetuosa ao segurar brevemente o ombro do pequeno hobbit. Não se incomodaria em responder às perguntas de seus companheiros. A viagem continuou tranquila pelo primeira dia.

No segundo dia, após um abate ligeiro pelo elfo, os companheiros se sentaram à fogueira e começaram a se conhecerem um pouco mais. Guilin já não falava tanto pois já haviam avistado a floresta e sua mente ficou um tanto ocupada com pensamentos do que poderia acontecer dali em diante.

Robert escreveu:- Ele definitivamente não parece mais o mesmo. Primeiro porque tem ficado mais tempo trancado em casa do que antes, e ele agora não demonstra ter medo de mais nada. Eu tive a sorte grande dele deixar eu vir em seu lugar. Sabe, eu achei que talvez ele desse essa honra para alguém da sua família, ele mesmo nunca foi muito com a minha cara, mas bem, eu arrisquei em fazer o pedido mesmo assim quando soube que ele não queria vir. 

- O sábio Hobbit deve ter visto em algo em você, assim como o Mithrandir havia visto algo nele em primeiro lugar. Creio que essa sabedoria pode nos dar conforto - disse para o grupo. Pouco depois disso adormeceram mas, novamente, Guilin não precisava de muito sono durante a noite. Ficou de pé depois das horas de transe que precisava, com sua capa e capuz vestidos, camuflado na noite, enquanto observava a copa das árvores ao longe.

Pela manhã sentiu-se mais próximo de seu povo, mas não abandonaria seu grupo para ir até lá. Meramente informou aos seus amigos:

- Os salões de Thranduil nos receberiam de forma amigável caso a necessidade nos levasse até lá.

Pouco tempo depois Guilin percebeu que uma movimentação padrão de seu povo estava para acontecer. Afinal, conhecia bem seus companheiros e sabia diferenciar uma mexida e um farfalhar de folhas forçada em qualquer dia. Os anões, logicamente, não conheciam esse padrão élfico de aproximação. Sorriu consigo mesmo quando uma seta se espetou próxima ao grupo.

Taranath escreveu:- Não sabia que você andava com anões agora.

- Taranath meu capitão, Almarë! - disse, se aproximando dos elfos que surgiam com um sorriso semelhante no rosto. - Não deveria assustar meus companheiros assim, meus bons amigos - disse aos elfos, com afeição no rosto. Afinal, eram de seu povo e tinha apreço por cada um deles. Fez questão de apresentar cada um deles à sua comitiva e, em parte, apresentou seus novos companheiros aos velhos.

Taranath escreveu:- O que fazem aqui?

Estreitou um pouco os olhos, inclinando sua cabeça. Afinal seus outros companheiros elfos já deveriam ter voltado e alertado sobre a decisão de Guilin e do pedido do Rei Bard. Como capitão da guarda, Taranath já deveria estar sabendo de tudo.

- Capitão, os outros elfos não voltaram? Estamos em uma jornada que já deveria ter sido reportada para nosso Rei.- Nessa hora ficou preocupado por seus amigos. - Aconteceu alguma coisa com eles, sabe de algo?
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Mensagem por Gelatto em Qua Jun 26, 2019 5:15 pm



Narrador escreveu:Guilin caçou um veado para a janta, e o grupo se sentou ao redor da fogueira já no interior da floresta para saborear a carne. Foi o primeiro momento em que eles puderam compartilhar, além da refeição, um pouco de suas histórias.

- Hmm... você tem sua utilidade, elfo... boa caça! Este ar de aventura deixa a carne mais saborosa!

Robert conta sobre o comportamento de Bilbo, o que entristece o coração de Lofar, calando quaisquer palavras que possa imaginar falar naquele momento. Sempre pensou no Bilbo como um dos heróis das Comitiva de Thorin, e saber que ele está nesta situação é muito triste. Se Lofar pudesse fazer algo para animá-lo, faria. Mas ele está lá, milhas e milhas de distância, enquanto Lofar está aqui, com uma missão mais urgente. Quem sabe um dia as estradas não o levam para aqueles lados do famoso Condado?

No dia seguinte continuavam o caminho, estavam entrando na Floresta das Trevas e muito próximos das terras dos elfos-da-floresta.

Guilin escreveu:- Os salões de Thranduil nos receberiam de forma amigável caso a necessidade nos levasse até lá.

- Hunf! E quem garante que eles sejam amistosos com a gente? Com exceção de você, nenhum deles sequer cogitou a ir nesta missão do rei Bard. Só sabem se esconder, fugir e se aproveitar da desgraça dos outros. Mas não se preocupe, meu caro Robert, nenhum elfo nos surpreenderá, anões tem olhos de águia... - dito isto, percebeu uma movimentação próxima e uma flecha quase atinge Bafur se não fosse pelo aviso de Lofar.

E então estavam cercados por elfos. Lofar já empunhava sua picareta. Não iria cair facilmente... mas Guilin toma a frente e começa a conversar com eles. Lofar decide aguardar o que esta conversa resultará, mas está totalmente desconfiado. Não baixa a guarda e fica atento a qualquer tentativa de traição de Guilin. Lofar ainda não confia totalmente neste elfo e em nenhum outro. Será que as atitudes de Guilin o farão mudar de opinião?
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Mensagem por Felarhix em Qui Jun 27, 2019 9:59 pm


Bafur guiava o grupo e sua distância as vezes não permitia que ouvisse toda a conversa que se desenrolava entre seus companheiros de viagem. O anão também voltava sua atenção a trilha que seguiam afim de não tomar o caminho errado. Um grau a mais para esquerda ou direita talvez fosse o suficiente para se transformar em vários km distante do local para onde deveriam seguir e isso poderia significar continuarem vivos ou acabarem mortos.

Guilin escreveu:- Um aviso meu pequeno amigo esfomeado. Uma mordida desse pão élfico é o suficiente para alimentar um homem durante um duro trabalho diário. Ele também faz milagre quando não há nenhum outro alimento para consumir. A força de meu povo sempre o acompanhará se tive rum pouco dessa iguaria à disposição.

Ouviu de relance uma conversa amigável sobre comida, a famosa lembas dos elfos, ele já havia conhecido no período em que esteve com os Beornigs, já que todas as raças tinham sua importância naquele lugar. Claro que nada seria melhor do que uma boa carne assada de cordeiro ao mel, acompanhada de uma boa cerveja fabricada cuidadosamente por anões cervejeiros. Ao pensar sobre isso seu estômago roncou e engoliu ceco.

Ao ser quase acertado pela flecha, Bafur saca seu machado e já se preparava para atacar quando o elfo toma a frente e vai conversar com os seus companheiros de raça. O anão não baixava a guarda e permanecia com seu machado em punho. Evitou dirigir a palavra àqueles malditos elfos, Lofar tinha razão em ficar com os dois pés atrás em relação aqueles orelhudos.
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Mensagem por Elminster Aumar em Ter Ago 13, 2019 10:56 pm


Após o pequeno susto, os dois anões não pensam duas vezes em empunharem as suas armas; eles podiam estar em menor número, mas corajosos como eram os anões, lutariam até o fim se fosse preciso. Robert, por sua vez, se escolheu atrás de Guilin, que tomava a dianteira. O hobbit parecia tanto assustado quanto admirado com a visão de tantos elfos em seu território.  

Guilin escreveu:- Taranath meu capitão, Almarë! Não deveria assustar meus companheiros assim, meus bons amigos.
 
A graça não parecia sair dos rostos dos elfos; de fato, ver os dois anões com as armas em punho, como se houvessem alguma chance contra todos eles, parecia ter aumentado a hilaridade da cena. Taranath não respondeu Guilin de imediato, deixando-se um tempo para se divertir ainda mais.

Guilin escreveu:- Capitão, os outros elfos não voltaram? Estamos em uma jornada que já deveria ter sido reportada para nosso Rei. Aconteceu alguma coisa com eles, sabe de algo?

Tanarath, então, respondeu:

- Você é o primeiro que regressa depois que o seu grupo partiu - disse, causando preocupação em Guilin por seus companheiros. - Mandarei fazerem uma busca na área afim de que encontrem os outros que você disse que já deveriam estar de volta, mas muito nos estranha vê-lo na companhia destes anões e deste... hobbit? - Tanarath parecia pela primeira vez reparar em Robert, que ainda estava encolhido às costas de Guilin. - Sinceramente, seja lá o que vocês estejam fazendo ou para onde estão indo, acho que Thranduil não ficará muito satisfeito em tomar conhecimento disto.

Robert olhou para Guilin, tomou coragem e deu um passo a frente. Se curvou perante os elfos.

- Eu me chamo Robert, sou um amigo de Bilbo Bolseiro e um grande entusiasta das histórias que ouço falar de sua raça. Grandes canções criadas por vocês chegaram até a minha terra, no Condado. E Guilin me apresentou as deliciosas lembas - finalizou Robert, como se tivesse acabado de fazer uma grande apresentação sobre si mesmo.

Tanarath não pareceu muito admirado.

- Eu não sabia que vocês existiam até Bilbo Bolseiro passar por estas terras. Pensávamos que os hobbits não passavam de um mero conto de fadas. Em toda a minha vida, você é o segundo hobbit que vejo com os meus próprios olhos. - O capitão da guarda virou-se para os anões, de forma abrupta. - Vão cansar os braços se continuarem segurando suas rústicas armas. Se eu fosse vocês, me pouparia desse vão esforço.

Guilin pensava no que poderia ter acontecido aos seus amigos. E, se ninguém contou ao seu Rei sobre o que ele estava indo fazer, será que ele em pessoa deveria avisá-lo? Como se tivesse lendo os seus pensamentos, o capitão da guarda lhe perguntou:

- Devo pressupor que você está só de passagem e que devo comunicar o nosso rei? Ou irá pessoalmente falar com Thranduil? Para entrar em nosso reino, você sabe que terei que pedir permissão ao rei sobre a entrada de seus... amigos.
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