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    A Cidade da Dor

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    A Cidade da Dor Empty A Cidade da Dor

    Mensagem por Lnrd em Sex Jul 10, 2020 12:52 pm

    DIA 1


    Pálpebras abertas lentamente. Visão turva. Luzes indo e vindo. Calor. Há um incômodo urgente rasgando o corpo. Algo dentro de si.

    Não uma sensação vaga, mas literalmente alguma coisa bloqueando as vias, subindo pela traqueia, saindo pela boca.

    Um tubo.

    De imediato, o instinto de arrancá-lo. Mas o movimento acaba por desprender, de maneira indelicada, agulhas espalhadas pelos braços. Ao menos agora era possível respirar e engolir normalmente.

    Ao redor, sons confusos. Outros gemidos.


    Spoiler:

    Em algum ponto do passado

    “...lamentamos... autoridades... voo não poderá... desembarque de todos os pertences... saguão... maiores explicações... companhia agradece...”. Era difícil discernir a voz da pilota nas caixas de som em meio à turba. Reclamações, choro de crianças e “acalmem-se” competiam pela atenção. Se ao menos soubessem que aquelas palavras protocolares e vagas eram o anúncio de uma catástrofe que varreria brutalmente todas as vidas ali... .

    Haviam acabado de voltar ao avião após uma escala comum e agora isso. Encontraram drogas? Uma ameaça terrorista? A tripulação sabia pouco, de modo que havia muito espaço para conjecturas e possibilidades.


    Iluminação enervante, avermelhada, instável. Energia de emergência - tudo de supérfluo desligado.

    O espaço lembra uma enfermaria pequena, mas com enormes vidros reforçados por grades e nenhuma janela. Difícil dizer se trata-se da superfície ou do subsolo. O ar está viciado.

    Equipamento de observação. UTI completa, não só o básico.
    Seis macas, todas com aparelhos fora de serviço e compartimentos de soro vazios – talvez o término dos sedativos seja a causa do despertar. Isso é, descontando uma paciente que parece não ter resistido.

    Há pranchetas presas a cada cama, das com informações sobre tratamento.


    A Cidade da Dor 9041-g10

    A Cidade da Dor 9043-g10


    Spoiler:

    Em algum ponto do passado

    Aviões desviados antes do pouso; outros, decolando sem contato externo além do reabastecimento. Infelizmente para vários, a rápida ida ao “free shop” foi o suficiente para não poderem continuar.

    Passageiros de diferentes destinos se aglomeravam para ouvir explicações de um militar num megafone. Nas últimas horas, uma infecção desconhecida tinha se propagado rapidamente pela cidade. Com a forma de contágio incerta, ninguém que tivesse pisado na ilha poderia sair agora. Acomodações seriam oferecidas a todo mundo e exames em massa seriam providenciados... .
    - Mas nem saímos do aeroporto! Nos tirem antes que fiquemos doentes!

    Por pouco – na verdade por medo dos fuzis – não houve um quebra-quebra depois daquilo.


    Fraqueza. É difícil se manter de pé. Quanto tempo na horizontal? Fome e sede. É preciso procurar algo para ingerir. E descobrir que lugar é esse. Aos poucos, a lembrança da epidemia, do quarto de hotel, do adoecimento.

    Apesar de avançado, tudo parece sujo e malcuidado. Lixo acumulado. Através das divisórias transparentes, é possível ver que, na sala à frente, há alguém com o peso tombado sobre uma mesa. Dormindo ou...?


    Spoiler:

    Em algum ponto do passado

    Na TV local, informações contraditórias. Saques a mercados eram creditados tanto a quem procurava estocar para evitar o contágio quanto ao próprio sintoma do que fosse lá que estivesse acontecendo, se é que estava. Num bloco, falava-se em um problema social e revolta da população; noutro, apontava-se um distúrbio neurológico provocando uma onda de violência. “Invenção das autoridades pra assustar as pessoas e minimizar os protestos”, respondera um entrevistado.


    Cinco pessoas acordadas. Nenhum rosto familiar. Investigando, a única que poderiam descobrir era a coincidência de estarem num dos diversos voos presos pelo lockdown. Visitantes. Ninguém conhece a ilha – se é que ainda estão lá – afora o espaço dos hotéis do aeroporto onde receberam acomodações enquanto acompanhavam de longe o caos se espalhando... .


    Spoiler:

    Em algum ponto do passado

    Era estranho. Enquanto notícias diziam que pessoas infectadas ficavam extremamente violentas, você “só” sentia febre altíssima e outros sintomas perigosos, mas comuns. Ao telefone, essa descrição pareceu ter caído na “malha de inteligência” e prometeram socorro imediato. E ele veio, quase saído duma ficção: médicos e militares de máscaras e roupas protetoras, abrindo caminho a força. Ou foi delírio?
    - Precisamos entubar imediatamente – dissera alguém de forma urgente.
    - Preparem para induzir o coma... .


    "POR MIM SE VAI À CIDADE DOLENTE,
    POR MIM SE VAI À ETERNA DOR ,
    POR MIM SE VAI À PERDIDA GENTE.
    (...)
    DEIXAI TODA ESPERANÇA, VÓS QUE ENTRAIS!"
    (Dante)


    A Cidade da Dor Rodin11
    Os Portões do Inferno (Rodin)




    Vocês despertam numa sala sem janelas, com equipamentos médicos e outras pessoas que estavam internadas. Além dos coisas previsíveis numa enfermaria, há as pranchetas de diagnóstico e um possível corpo na sala à frente. O que fazem?

    P.S.: todos estão com -2 tanto em Força quanto em Agilidade. Precisam de comida, água e 4h de descanso para ficarem 100%


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    Mensagem por DariusNovadek em Sex Jul 10, 2020 1:07 pm

    Esdres acorda de seu coma, mente embaralhada, foi difícil se quer se sentar na maca. O que estava fazendo ali?

    A muito tempo não conseguia ordenar seus pensamentos.. Onde estava, o que estava acontecendo com ele? Quem eram aquelas pessoas que estavam com ele?

    Talvez um médico poderia ajudar, mas o que estava na mesa parecia pior do que ele.. Olha para os outros pacientes, pela cara deles estavam tão perdidos quanto ele.

    Sem sair da maca ainda, vai até a ponta dela e pega a prancheta com seu possível diagnóstico e a lê.

    Bom, já que ninguém falava nada, Esdres tenta começar:

    - Ei.. Algum de vocês sabem como viemos parar aqui?
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    Mensagem por Misterioso em Sab Jul 11, 2020 3:51 am

    A Cidade da Dor AvdGu7t

    X Despertar X


    Conseguir levantar foi um desafio tão grande, que era como se eu estivesse retornando do mundo dos mortos. Meu corpo todo doía com intensidade, a cabeça latejando e a mente mais confusa do que nunca; instintivamente levei a mão até minha testa e rangi os dentes com o pouco de força que ainda me sobrava.

    “O que... Está havendo?” – Foi o meu primeiro pensamento em meio a tudo isto.

    Não podia ser uma mera ressaca após uma noite agitada, devia ter uma boa explicação para tudo isto... O local é mais bizarro ainda, uma espécie de hospital, aparentando abandonado, digno de um filme de terror.

    “Onde estou? Por que estou aqui?”

    Mas minha própria mente foi me dando as pistas necessárias; sim, eu lembrava de estar em uma viagem a negócios... Nada de anormal até aí, apenas cumprindo meu trabalho... Mas então as coisas começaram a ganhar sentido. O que era mesmo? Algum tipo de doença? Era difícil ter certeza, a mídia estava dividida demais. Lembro-me vagamente de ter ligado para os meus contatos no governo, enquanto estava enfurnado em um hotel; porém tais conversas se perderam em algum lugar da minha mente.

    Noto então a presença de mais algumas pessoas no local, todas parecem tão acabadas quanto eu. Teria eu sido afetado pela doença e recebido tratamento aqui, assim como as demais pessoas diante de meus olhos? Não tinha certeza, mas é a explicação mais fácil de se supor, e sinceramente... Eu não queria forçar minha mente para criar uma teoria melhor.


    - Ei.. Algum de vocês sabem como viemos parar aqui?

    As palavras de um homem quebram o estranho silêncio do local, demoro um pouco a processar após escuta-lo, sinto-me bem mais lerdo que o normal, mas tento responde-lo. Percebo que minha boca está toda seca, as palavras acabam saindo de forma desajeita e a voz mais rouca que o normal. De certa forma, até minha voz soa estranha para mim mesmo.

    - Na-não... Sei... –

    A fome e a sede são agonizantes, respirar também é difícil, já que o ar não está normal. Ainda assim tento conter um pouco todo esse incomodo e buscar alguma solução. Nem sequer dou muita atenção para a pessoa que ainda está inconsciente, imaginando que talvez seja apenas alguém como eu, que acabou desmaiando ou algo assim.

    Busco a prancheta mais próxima de mim para analisa-la, imaginando que talvez seja a minha. Se não for a minha, procuraria mais um pouco por ela. Estava curioso de saber o motivo de eu estar ali, mas não daria tanta atenção para seja lá o que eu ler. Ao invés disto tentaria me colocar de pé e caminhar devagar, não me esforçando tanto, mas procurando algum tipo de garrafa de água ou comida; mesmo não sustentando tanta esperança de encontrar algo na sala.

    Enquanto caminho, me apoiaria em qualquer coisa próxima, como mesas ou cadeiras.

    “O que diabos aconteceu comigo? Este lugar é desagradável, preciso de ar fresco...”

    Se eu não encontrar comida na sala, me encaminharia para qualquer porta que talvez possa ser a saída e abriria para bisbilhotar o lado de fora. Mas se comida for encontrada, ai a história já seria diferente.

    Seja como for, não sairia da sala ainda, queria mais algumas informações antes de mais nada. A essa altura sinto que talvez consiga falar um pouco, mesmo que com um pouco de dificuldade.

    - Qual... A última coisa; de que vocês se lembram? – Pergunto em meio a algumas pausas para recuperar o folêgo, voltando minha atenção para os demais ali presentes.


    Off-Game: Lamento qualquer erro, é a primeira vez que eu estou jogando aqui no forum :v Então não sei bem como as coisas funcionam por aqui. Mas vou me adaptando ao decorrer da jogatina... Se eu sobreviver até lá kkkk
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    Mensagem por Pikapool em Dom Jul 12, 2020 5:28 am

    Combater e morrer, é pela morte derrotar a morte, mas temer e morrer é fazer-lhe homenagem com um sopro servil!
    Zonza e com a visão turva impedia-me de identificar qualquer objeto ou pessoa. Algo parecia entalado em minha garganta e gerava ansea de vomito. Ao levar as mãos a boca, pude sentir um tubo. Eu estava entubada. O que diabos estava acontecendo?! Ao retirar o tubo e ao meio aos meus gemidos e tosses, uma dor nos braços como se algo fosse arrancado deles. Só nesse momento ouvi outros além de mim. Não sabia que tipo de droga haviam dado-me para eu estar tão dispersa e confusa.

    Algumas lembranças de um aeroporto, talvez, pareciam querer fazer lembrar-me. Mas era tudo desordenado. Levei as mãos ao olhos esfregando-os na tentativa de que aquela sensação ruim passasse. Assim que a visão voltou a normal, vi-me em uma especie de enfermaria com outras pessoas. A primeira vista, todos pareciam estar na mesma situação.

    Meus lábios estavam ressecados e podia ouvir minha barriga ronquejar. Porém, ainda sem forças e com a respiração pesada, mantive-me deitada com os olhos fechados tentando compreender as lembranças que surgiam em minha mente. Pelo menos até uma voz chamar minha atenção.

    - Eu nem sei onde é aqui. - Respondi após outro "paciente" que dizia não saber.

    Com algum esforço, sento-me e vejo dois dos "pacientes" procurando respostas em seus prontuários. Parecia ser uma boa ideia, mas naquele momento eu só queria algo para comer e beber. E enquanto um daqueles homens tentava levantar-se para aventurar-se por ai, eu tentava encontrar soro ou qualquer coisa que pudesse servir para restabelecer minhas forças apenas observando tudo atentamente a minha volta.
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    Mensagem por anderson em Seg Jul 13, 2020 7:02 pm

    Primeiro vieram os sons. Apitos altos. Longos. Breves. Então veio a luz. Por baixo das pálpebras os raios invadiam a retina e o incômodo impedia os olhos de ficarem fechados, mas também os impedia de se abrirem. Algum tempo se passou até que, com os olhos semicerrados conseguiu vislumbrar algo. Não era lá uma visão. Lâmpadas do teto iluminavam o local que Alex não podia ver. Ainda não se mexia conscientemente.

    Começou a tomar consciência de seu corpo. Tinha um. Começou a mover as mãos primeiro. Os dedos respondiam. Havia algo em sua boca que não permitia os movimentos de costume. Tentou mexer o braço em direção ao rosto para tirar aquilo. Dor. Havia algo nas mãos. Uma espécie de fio. A mão pousou em seu rosto e tocou dentro dos olhos. Dor. Tateou algo na direção de sua boca e arrancou com um movimento descoordenado que findou em algo duro e gelado. Mais dor.

    Um primeiro esforço para mover os dois braços juntos em direção ao peito revelou, além de uma dor que era insensível aos seus movimentos, uma descoordenação não usual como se o seu corpo não respondesse como deveria. Quase como não fosse seu. Mas seu corpo lentamente começa a responder, ainda que de modo precário. Ouve conversa no local onde estava. Não consegue ainda discernir o que estavam falando. Tenta mexer mais membros. Pés. Braços. Pernas. Cabeça... Tudo estava como um cilindro de moto com gasolina endurecida. Sua mente que até agora estava em estado de despertar lhe dá uma informação em forma de interrogação. Moto?

    Observa o salão e estava como que num hospital. Os apitos eram de máquinas, parece. Estavam ali há quanto tempo? Estava muito confuso para reunir informações. Se esforça para sentar. Olhando as pessoas despertas seu primeiro pensamento foi: Bonita! Pensou em falar algo, mas uma ânsia de vômito lhe tomou. Não sabia ao certo se conseguiria controlar. Não era dono de suas reações.
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    Mensagem por Claude Speedy em Sab Jul 18, 2020 12:13 pm

    A vida é um conto narrado por um idiota, cheia de som e fúria signifcando nada...


    Aquilo parecia insanidade... Eu cambaliado tento levantar e notando o ambiente, tenho ir até as pranchetas, ver o que esta escrito.

    A primeira coisa que penso é que algum líder da CIA deve ter feito isso e derrubado nosso avião... só depois de tentar me por de pé, apoiando de forma complicado.


    —Alguém armou pra gente, garota.

    Eu respondia enquanto caminhava para tentar ver as pranchetas pouco a frente. Eu ouço a ruiva dizer que não sabe onde estamos em resposta aos outros que queriam entender porque estavam ali. Havia alguém caido, eu tentava pegar as pranchetas, mesmo ainda zonzo... Tentando evitar acordar a criatura adormecida.

    Eu tentava pressionar a respiração para me mover e ler... Eu também tentava ver o que havia ali para nos alimentar.
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    Mensagem por Lnrd em Dom Jul 19, 2020 8:54 pm

    PACIENTE TIPO C
    # 0027

    Códigos. Informações veladas, lidas por Esdres, que não revelam o próprio propósito. Ao longo da ficha, pouco que aparentasse relevância: nome completo, tipo sanguíneo e outros apontamentos que lhe soavam inúteis, coisas que ele já sabia - afora nome e dosagem de um único remédio, “BX012”. Mais dados cifrados.

    O mesmo se dera para Wang Ji e os outros após ele. Números diferentes, mas todos classificados como “tipo C”. E sempre, sempre a mesma medicação. Mas, para ele, havia algo mais urgente a se pensar. Tinha a atenção voltada a achar algo de comer e beber, mas só encontrara frustração. Não havia nada à mão ali. Ao menos nada óbvio. Não naquela sala.

    Os janelões de vidro – e a porta – davam para o largo corredor, com saída para a direita e para a esquerda. E é claro, em frente, a sala do “médico" inconsciente, com alguns frascos abertos espalhados pela mesa. Para nenhum dos lados, resquícios de luz natural. Teriam que enveredar mais fundo à procura do dia - ou da noite.

    A Cidade da Dor Mapa10


    Apesar da confusão dos sentidos, a única sobrevivente ali, Sarah, consegue um “insight”: um hospital, se assim o fosse, teria soro. Talvez não naquele espaço, mas em algum lugar.

    Alex e João, como o resto, parecem sem ideia de fosse lá o que estivesse acontecendo, apesar de o último, mais desconfiado, procurar não fazer grandes barulhos que pudessem alertar alguém por perto... .




    O que procuram não parece estar naquele ambiente. Tentarão alguma das saídas? O "escritório" em frente? Terão outras ideias?
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    Mensagem por anderson em Seg Jul 20, 2020 8:25 am

    Alex permaneceu sentado. Pouco a pouco teve suas funções retornando para si. Os ouvidos já eram límpidos. Ouvia com perfeição o que se passava ali. Assistia a movimentação como um espectador que pouco poderia fazer. Será que se acidentou de moto. Sim. Se lembra da moto claramente. Era sua companheira diária. Lembra de ter saído de sua casa em... Onde mesmo? Haviam lacunas... A última coisa que lembrava era de tirar férias para visitar um parente, mas ainda lembraria quem era.

    - O q. que estou fazendo aqui?- Falou surpreendente bem até para ele. Olhou um lado e outro e não haviam funcionários. Na verdade parecia mais que não havia mais ninguém ali. Tinham sido abandonados. Mas por quê?Tirou as agulhas dos braços e o movimento parecia mais coordenado. Por quanto tempo estivera assim? A ciência de si estava voltando a si aos poucos, as faculdades mentais e a coordenação. Arriscou ficar de pé. As pernas demoraram um pouco até se firmarem com confiança, mas era natural para ele. Arriscou caminhar até uma parede. Depois outra e foi ganhando firmeza pouco a pouco. Em algum tempo estava andando como outrora. Sua barriga roncava. A boca estava seca.

    Teriam eles deixado estes que aqui estão para morrer? Pô, mané. Que vacilo! Um pensamento novo. Seu. Era assim que pensava e falava. Beleza! Podia assumir dali. Neste quarto não parecia haver comida. Eles estavam despertos há quanto tempo? Ninguém foi lá! Foram deixados para trás. Parecia filme. Já teve gente procurando, ele também vai. Queria beber algo. Olhava constantemente para a entrada. Cedo ou tarde esperava que alguém entrasse por ali e lhe desse respostas. Procurou esperançosamente por comida e água, um ou outro, talvez os dois juntos.

    Seus músculos doíam fortemente. Sua barriga também. O gosto borrachudo de algo na boca era incômodo e queria substituir aquilo. Do outro lado do vidro, ninguém. Quem são vocês? Não havia mais ninguém ali, então eles tinham que se conhecer. Disse e foi olhar nas estantes dali se encontrava o que comer. Dali pensava numa máquina de café ou refrigerante que esses lugares tinham em algum canto. Organizava melhor as ideias agora
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    Mensagem por Pikapool em Ter Jul 21, 2020 12:57 am

    Combater e morrer, é pela morte derrotar a morte, mas temer e morrer é fazer-lhe homenagem com um sopro servil!
    Após olhar a minha volta e não identificar nada que pudesse saciar a sede e a fome, sentei na maca e fiquei observando os outras pacientes que já davam seus primeiros passos. Ainda sentia-me fraca e pensava em seguir a manada levantando e pondo-me a caminhar quando o jovem rapaz questionou o que ele fazia ali. Pela pesquisa nos prontuários e os olhares confusos, certamente essa era a pergunta que todos faziam-se.

    Antes de pisar no chão, procurei por algum par de chinelos ao lado da maca. Caso os encontrasse, calçaria os mesmos. Antes que pudesse levantar-me, mais uma vez o rapaz questionava, mas agora era direcionado a todos nós.

    - Sarah! - Respondo ao levantar a mão.

    Ao levantar minhas pernas tremeram demonstrando a fraqueza que meu corpo encontrava-se. E logo um alto ronquejar de minha barriga anunciava a todos a minha fome. Na mesma hora levei as mãos a barriga e não sei se naquele momento era possível, mas creio que ruborizei devido a vergonha. Porém, logo deixava a vergonha de lado e proferia.

    - Isso é um hospital. Aqui tem uma cozinha e uma lanchonete. - Pondero por um instante. - Ou no mínimo uma daquelas maquinas de doces. - Ao olhar para os lados a procura dos meus pertences prossigo. - Alguém tem alguma comida sem sabor ou gelatina para compartilhar? - Ao olhar a camisola hospitalar, sorri da situação e completei. - Ou talvez algumas moedas?
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    Mensagem por Misterioso em Ter Jul 21, 2020 2:40 am


    Medo @_@


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    Mensagem por anderson em Ter Jul 21, 2020 11:39 am

    - Eu me chamo Alex... Ele diz com desenvoltura se virando para ver quem falava e então voltar à sua busca. O giro fez sua cabeça doer e causou um pouco de tontura. Na certa era a fome. Queria encontrar algo nas estantes. A moça perguntou se alguém compartilhava comida. Com ela, ele repartiria facilmente. Ficou até um pouco mais interessado em encontrar o que repartir com ela. Riu da piada da moça. Ela sabia que ninguém ali possuiria moedas. O único lugar para guardar ali era... Acompanhou com o canto dos olhos Wang Ji sair. Queria ir com ele e assim que terminasse de procurar ali pretendia ir para a sala na frente onde o diplomata fora.

    Pouco a pouco era mais dono de suas faculdades motoras e mentais. Os braços, ainda mais magros que antes, agora não eram tão pesados. A cabeça podia não estar como já fora, mas pouco a pouco estava mais afiada. Conseguia pensar em outras coisas enquanto agia. Lembrava de coisas de muito tempo. Como saía todos os dias para trabalhar em dois empregos. Morava sozinho noutro país.Tinha uma avó doente... Era mais ou menos por ali que as coisas embaralhavam. Colocou a mão na cabeça que doía. Sentou no chão mesmo. Gelado. A bunda encontrava o piso frio e então descobria que estava nú sob a roupa do hospital. Até ali ignorava essa informação. Colocou a mão aberta sobre a face. O polegar e o mindinho tocavam a têmpora, enquanto a superfície da mão cobria os olhos. Apertou as pálpebras. Era uma dor profunda. Forçar a lembrança de tudo era um inferno.

    - Qual a última coisa que vocês lembram? - Disse com os olhos ainda fechados sob a mão com voz de quem está sofrendo. Fazendo uma fresta entre o anular e o médio abre o olho esquerdo para olhar os outros. Vira-se em sua direção. Tem a atenção prioritária na moça. Era seu instinto que gritava e a pouca informação sobre o mundo lá fora o forçava numa empatia misteriosa.
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    Mensagem por DariusNovadek em Qua Jul 22, 2020 9:48 am

    Esdres vê o pessoal se levantando, talvez por estar lendo o prontuário, ou talvez por dar mais tempo de suas pernas voltarem a ativa, foi um dos últimos a sair da maca e ficar de pé. Realmente pelo jeito ficaram muito tempo deitados naquele lugar, o corpo lutava para que continuasse a não fazer nada. Mas indo contra seus desejos, Esdres levantou e tentou andar. As pessoas começaram a conversar na sala, Esdres tenta endireitar a mente para falar.

    - Me chamo Esdres.. Sou engenheiro civil, e pelo que me lembre também estava numa viagem de negócios.. Será que nosso avião caiu? Não me lembro de muita coisa..

    Mas aquilo parecia improvável, nem Esdres, nem alguma pessoa ali, apresentava escoriações ou machucados, coisas inevitáveis para sobreviventes de uma queda de avião. Para estarem naquele estado, deveriam ter muita sorte.

    Vendo que um dos homens do grupo vai até o possível médico "desmaiado", Esdres ainda fala com ele:

    - Veja se tem algo sobre o remédio BX012, pelo jeito todos nós fomos medicados com ele.. Mas nunca ouvi falar nesse remédio..

    Enquanto outros procuravam por comida, Esdres pensa em procurar pelos seus pertences, procura algum armário na sala, em que pudessem ter colocado suas roupas nele.
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    Mensagem por Claude Speedy em Qui Jul 23, 2020 4:36 pm

    A vida é um conto narrado por um idiota, cheia de som e fúria signifcando nada...


    Esdres, Alex, Sarah e Wang Ji.

    Eu escuto sobre o fato de que o chinês é um diplomata, o que reforça minhas suspeitas.

    —Podem me chamar de John... Infelizmente não sei o que fazemos aqui, ou nada sobre BX012 ou comida sem gosto de gelatina.

    Meu nome não é Johny, mas é mais fácil para eles entenderem... Inglês é uma língua globalizada e todos pareciam falar por ela. Tentando inutilmente ver os prontuários e não querendo tocar o sujeito adormecido, sou surpreendido pela solidariedade do diplomata.

    —Wang Ji... Espere! Esse sujeito não tem ferimentos visíveis. Ele pode estar com algum efeito de alguma doença contagiosa no lugar... Temos de ver nossos diagnósticos primero! Talvez todos nós...

    Falo meio distante, mas firmemente achando, que todo cuidado é pouco. Se é algum plano de algum governo pra me pegar ou pegar algum diplomata que tenha questionado demais... armas biológicas não estariam descartadas.

    [/quote]
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    Mensagem por Lnrd em Dom Jul 26, 2020 7:08 pm

    O desnorteio inicial do estado de animação suspensa dissipava-se, levando consigo a impressão errada: o caminho da mente não era de fato um labirinto, mas uma via esburacada. Mais que encontrar a passagem certa, precisavam preencher as lacunas para garantir o fluxo. "John" mencionar uma "doença" foi o gatilho para quem ainda estava confuso e logo as memórias voltaram, cimentando a trilha.

    A lembrança vinha mais claramente. Negócios, lazer, uma promoção imperdível... todo mundo ali estava em diferentes voos, variadas localidades e destinos, com escala rápida numa ilha. Foi lá que o surto os pegou. O “lockdown” impedindo decolagens, todos isolados em quartos de hotéis oferecidos pelas companhias aéreas, as informações desencontradas e boatos sobre possíveis remédios... até eles próprios adoecerem com sintomas leves e serem levados.

    A Cidade da Dor 0217

    A Cidade da Dor 0317


    E aí a lacuna intransponível. Não sabiam a via de transmissão de infecção pela qual haviam sido expostos, por quanto tempo haviam apagado, se ainda estavam na ilha e, talvez o mais importante, o que era aquela doença e o que ela causava - além de febre e um suposto surto de violência, mas... todos ali pareciam perfeitamente calmos.

    Se alguém poderia dar alguma resposta, esta seria a figura da outra sala, porém... enquanto se encaminhava até ela, Wang Ji escuta Johny pedindo por cautela.

    Foi nesse momento que perceberam uma das embalagens não dentro da sala de vidro, mas no chão do corredor. Na bula, lia-se claramente BX012 e... ele parecia ser um remédio estranhamente "comum", na medida do possível: um calmante de efeito anestésico concentrado, de uso hospitalar restrito. Um indutor de coma. Só.

    A doença que pegaram estava sendo tratada... com soníferos?

    Ainda no chão próximo às macas, Alex percebera algo a mais na própria nudez sob a bata hospitalar. Marcas. Várias. Por todo o corpo, e ele não era o único. Elas lembravam testes alérgicos, dos quais submete-se a pessoa a diferentes substâncias, buscando efeitos colaterais. Ou animais de laboratório servindo de cobaia a medicamentos.

    A Cidade da Dor 0124

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    Enquanto isso, a busca por roupas – de preferência pelas próprias coisas – parecia infrutífera. Ao menos ali, nem ao menos calçados possuíam. Talvez vestimentas, ou com muita sorte as próprias malas, estivessem em algum lugar daquele complexo... mas não ali. Teriam que se aventurar por um dos corredores, onde, esperavam, poderiam encontrar algum refeitório ou máquina de alimentos.

    Tudo, é claro, depois que decidissem se iriam ou não verificar o espaço com o possível corpo.


    O diplomata, e o resto do grupo, vai mesmo entrar na saleta com a figura caída? E depois? Vão tentar algum dos lados?
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    Mensagem por anderson em Qui Jul 30, 2020 11:58 am

    Alex retira a mão do rosto. Precisava se acostumar com a luminosidade e a dor na cabeça poderia advir disto. Levanta. Não era legal ficar com as nádegas no chão. A moça não respondeu. Tudo bem. Poderia estar assustando-a. Com os olhos semicerrados começa uma busca no local. Estava com fome e gostaria de mordiscar algo. O chinês fora até a outra sala e Alex gostaria de ter ido. Se todos já buscaram aqui, certamente a outra sala teria mais chance de ter alguma coisa. Os pés doíam um pouco e as pernas não tinham grande firmeza. Os joelhos bambeavam vez ou outra e tinha que se segurar em algo. Agradeceu a Deus não ser gordo. Pela primeira vez ser magro era para ele vantagem.

    O chão gelado estava confortável sob seus pés. Na pele nua fora incômodo, mas agora era o firmamento que lhe mantinha de pé. Aos poucos seus membros tomavam vigor e parava de falsear os joelhos. Vai até a passagem de saída da enfermaria e então para o corredor. Havia ali uma caixa do suposto remédio que lhes fora dado. Abaixou-se e a pegou. Surpreendeu-se de fazê-lo com movimento único e fluído. Voltara a ser senhor do próprio corpo, o que era muito bom! Não via a hora de pilotar sua moto.

    Essa sensação iria demorar na certa, visto que não estava em seu país. Como será que estava tia Nalha? Lembrou-se o nome da tia que iria visitar. Será que ela sabia que ele sofrera acidente? Nesse lugar teve um surto, será que a tia estava bem? Ela não tinha mais ninguém. Ele precisava ajudá-la. Talvez onde ela more não tenha chegado o vírus. Será? Juntou os cacos de sua mente e decidiu atacar uma coisa de cada vez. Estava com fome!
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    Mensagem por Misterioso em Sab Ago 01, 2020 3:03 am


    .


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    Mensagem por Pikapool em Sab Ago 01, 2020 2:07 pm

    Combater e morrer, é pela morte derrotar a morte, mas temer e morrer é fazer-lhe homenagem com um sopro servil!
    Após um tempo divagando volto a mim.

    - Não sei dizer ao certo sobre minha ultima recordação. - Levo a mão cobrindo os olhos. - Lembro de estar em um quarto, mas também lembro de estar em um avião... Desculpem, está tudo muito confuso.

    Finalmente dou meus primeiros passos. O chão gelado gerava certo desconforto, mas o que importava naquele momento era encontrar algo para saciar minha fome. Logo que um dos homens diz algo sobre um possível contágio, eu prossigo criando uma teoria maluca.

    - Pessoal, sera que não estávamos todos no mesmo avião e ele caiu e agora estamos no purgatório ou algo do tipo? Sabem, tipo, para acertar nossas pendencias antes de poder prosseguir. - Rio da situação seguindo logo atrás do oriental. - Mas, vocês sabem. Se demorar muito para nos redimirmos nossa jornada de interessante se tornará pura perda de tempo. Sabem, tipo Lost. - Mostro a língua em deboche.
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    Mensagem por Lnrd em Qua Ago 05, 2020 9:03 pm

    A voz da cautela - na verdade a do misterioso John - fizera Ji rever a ideia inicial e ele, ao invés de perturbar o que parecia ser o sono dos mortos, decidiu ir em direção de um dos corredores: o perigo de uma doença - uma reinfecção? - falara mais alto que a curiosidade sobre as circunstâncias daquele corpo. Claro, se houvesse algo de útil ali, a informação seria deixada para trás. Mas ele acreditava possuir outros métodos, dependendo apenas de conseguir suas coisas de volta.

    Isso é, se assim o fizesse e se alguém lá fora pudesse ajudar.

    O caminho à frente não era difícil de percorrer, apesar daquela luz horrível e do som do alarme zunindo nas cabeças. Talvez se encontrassem água, comida e uma saída de lá, poderiam pôr as coisas no lugar. O que iam encontrando, entretanto, era diferente do que esperavam.

    A Cidade da Dor 20200715

    A Cidade da Dor 20200714


    Além de sujeira e ar rançoso, a configuração do local não era de todo a de um hospital. Não havia quartos, salas de espera, consultórios etc. Apenas salas e mais salas de vidros reforçados e complexos equipamentos. Por toda a parte, via-se sempre uma mesma marca. "Humane Labs and Research". Nem sinal de refeitório, ao menos não daquele lado.

    Igualmente, nem sinal de outro paciente ou funcionário.

    Além, para decepção de Ji, as coisas dele não pareciam estar em parte alguma.

    Por outro lado, algo chamou a atenção do grupo. Penduradas de forma organizada, algumas roupas de contenção, das usadas para lidar com possíveis contaminações. Havia o suficiente para todos... à exceção das máscaras. Eram apenas 3 delas, enquanto o grupo era de quatro pessoas.

    A Cidade da Dor Mapa_m11


    Ao fim da passagem, encontraram um elevador e a indicação "-1", dando a entender que estavam realmente no subsolo. Para acioná-lo, dois botões. "Subir" e "descer", mas não tinham certeza se estava funcionando ou não naquilo que parecia ser a energia de emergência.

    A Cidade da Dor 20200716


    O que decidiriam fazer? Subiriam ou desceriam pelo elevador? Tentariam investigar o outro lado? Como dividiriam as coisas?
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    Mensagem por Claude Speedy em Sex Ago 07, 2020 1:02 pm

    A vida é um conto narrado por um idiota, cheia de som e fúria signifcando nada...


    Sem falar muito eu entregava uma das máscaras para ruiva.

    —Pegue.

    Agora era questão escolher o elevador.

    Tudo estava ficando mais claro, mas também mais sinistro.

    É provável que suspeitem de contaminação pelo ar, mas até o presente momento não há provas disso...

    ...de qualquer forma a pessoa mais frágil iria gerar algum tipo de debate ou violência pela máscara... Então era melhor cede-la mais cedo e proteger a garota o quanto pudesse.

    E me usando desse momento catártico distraio da liderança que assumi anteriormente e jogo a decisão mais complicada, de que andar seguir no elevador, para os demais.

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    Mensagem por Pikapool em Sab Ago 08, 2020 12:05 am

    Combater e morrer, é pela morte derrotar a morte, mas temer e morrer é fazer-lhe homenagem com um sopro servil!
    Tudo aquilo era meio assustador. Conforme seguíamos, tudo ali parecia mais uma especie de laboratório para experimentos do que um hospital. Seguia atras dos demais, mais pelo medo do que por vontade de explorar tal lugar.

    No entanto, algo de bom logo aparecia diante de nós. Algumas roupas de contenção não eram o modelito do momento, mas eram o suficiente para deixar de ter o desconforto de minha intimidade acabar sendo revelada pela camisola hospitalar.

    Sem pensar duas vezes segui até as roupas e peguei uma não importando-me com as mascaras. Rapidamente pus-me a vesti-las quando um dos homens deu-me uma das mascaras.

    - Hã? Ok! Obrigada. - Respondi confusa.

    Mais adiante, um elevador indicava nossa possível posição.

    - Se isso realmente for um hospital. - Dizia em tom duvidoso. - E estivermos no subsolo. O mais provável é que encontremos uma lanchonete no térreo. O que vocês acham? Subimos um andar ou procuraremos mais um pouco antes de aventurarmos terras acima? - Questionei torcendo para que eles escolhessem deixar aquele lugar.
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