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    CAERN DO PÁSSARO DE FOGO

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    Mensagem por Alexyus em Sab Set 05, 2020 3:22 pm

    CAERN DO PÁSSARO DE FOGO


    CAERN DO PÁSSARO DE FOGO Caern_10

    O Caern do Pássaro de Fogo situa-se a uma distância imprecisa após as montanhas ao norte de Vancouver. Sua área abrange uma colina coberta de vegetação conífera, abraçada por uma floresta de coníferas que se estende além do alcance da visão. Aos pés da colina há um pequeno riacho que circunda o caern de norte a leste até seguir seu curso para o sul. As folhas das árvores na região têm um coração verde-amarelada, vermelho-alaranjado ou amarelo intenso.

    A Divisa

    Quando entram na área ao sopé da colina, os garous sentem um misterioso calor, como se o ar ficasse subitamente aquecido. A enigmática sensação transmite uma certa apreensão, como se houvesse urgência em descobrir algo para evitar um grande perigo.

    A colina do caern estende-se por alguns quilômetros em todas as direções, não sendo exatamente circular, quadrada ou qualquer forma geométrica definida. Aqueles que percorrem a divisa com frequência e tentam mapeá-la mentalmente podem perceber que os limites do caern formam uma ave estilizada.

    A divisa tem diversas árvores frutíferas que produzem bagas e frutas silvestres o ano todo, notadamente de uma cor vermelha-fogo. Há também ervas comestíveis de valores medicinais para os que sabem identificá-las. Além dos pássaros, há pequenos animais roedores como coelhos e esquilos, e cervos abundam no vale circundante.

    O centro do caern é uma clareira no topo da colina, o ponto mais alto da região, permitindo uma ampla visão de todos os arredores.

    Área de Convivência

    À meia subida da colina em sua face oeste, exatamente no meio do caminho entre o sopé e o cume, encontra-se uma área de grama baixa sem árvores, coberta pelos galhos das árvores maiores que formam um padrão intrincado, servindo quase como um teto vazado para a área.

    Esse local é amplo e plano bastante para sediar uma pequena festa, medindo pouco mais de 100 metros quadrados. Embora seja possível dormir aqui na forma lupina ou mesmo na forma hominídea, o chão é o melhor leito encontrado, já que a Grande Anciã não permite sequer pendurar redes nas árvores neste ambiente.

    Tumba dos Heróis Sagrados

    No sopé da colina ao norte, escondido pela volta do riacho, há a entrada quase invisível para uma caverna subterrânea. Sua pequena entrada engana, pois após uma curva acentuada, ela se abre numa gruta grande e espaçosa.

    Testemunha-das-Estrelas transformou esse local numa cripta, a Tumba dos Heróis Sagrados. Sendo a única sobrevivente do ritual que criou o caern, coube a ela enterrar os restos mortais dos que se sacrificaram para que o caern nascesse.

    Há 32 tumbas aqui, sinalizadas por glifos garous traçados nas pedras. Os corpos dos heróis foram enterrados no leito terroso, mas suas histórias estão registradas nas paredes junto com seus maiores feitos. Ainda há espaço para muito mais heróis tombados serem homenageados...

    Área de Assembleia

    A clareira no cume da colina serve como local para a seita realizar assembleias. Uma formação rochosa em seu ponto mais alto faz as vezes de palanque para quem toma a palavra, e há rochas em posições ligeiramente mais baixas que podem ser usados como assentos.

    A área não é plana; assemelha-se mais ao ápice de uma pirâmide disforme, coroando o formato triangular da colina. A acústica da área é curiosa, pois permite ao orador projetar a sua voz com grande diapasão, alcançando os ouvidos dos mais próximos de modo retumbante. Os uivos aqui podem ser ouvidos a quilômetros, carregados pelo vento.

    Coração do Caern

    A excêntrica formação rochosa no ponto mais alto da colina tem uma coloração indefinida e variante, assumindo tons que mudam entre branco, amarelo e laranja ao longo do dia. Alguns que a observam por longo tempo tendem a comparar suas formas a um pássaro emergindo de um ninho.

    No interior do "ninho" está a pedra sagrada que serve como coração do caern, quase como um "ovo" do "pássaro". Conta-se que ela era originalmente cinza, mas agora quem a observa vê um bloco laranja brilhante e translúcido. Durante as assembleias, o brilho da pedra se intensifica, refletindo a fogueira acesa nessas ocasiões. Mas mesmo fora desses momentos, o coração do caern emite calor intenso, e pode queimar a mão de quem tentar segurá-la sem proteções poderosas.

    Uma história contada pela Grande Anciã diz que as almas dos garous que morreram para criar o caern continuam queimando no interior do coração do caern.

    Umbra

    A paisagem umbral do caern é exatamente igual a seu estado físico, com uma exceção: pairando nos escuros céus da Penumbra, bem diante de onde Luna emite sua luz prateada, um pássaro de fogo sobrevoa à uma grande altura...
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    Mensagem por Alexyus em Sab Set 05, 2020 3:56 pm

    O Caern em Números

    O Caern do Pássaro de Fogo é de nível 1.

    Dentro da Divisa (a colina), a película é 5, e na clareira do topo é 4.

    Seu tipo é de Sabedoria/Mistérios.

    Aqueles que conseguirem sucesso no ritual de abertura do caern ganham +1 em enigmas, +1 em Investigação e +1 em Força de Vontade. O efeito dura enquanto o garou estiver dentro da divisa ou durante uma fase da Lua.
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    Mensagem por Alexyus em Sab Set 05, 2020 4:36 pm

    Pêlos Azuis foi o primeiro garou que Testemunha-das-Estrelas levou ao Caern do Pássaro de Fogo. A portadora da luz era bem organizada e parecia seguir instintivamente alguma orientação que apenas ela ouvia ao designar os deveres de Xie. Havia muito trabalho a fazer para deixar o espírito do caern satisfeito de modo a explicar suas vontades. Pêlos Azuis tornou-se o primeiro Vigia da Terra da Seita do Pássaro de Fogo. Com as constantes ausências de Megumi, Xie também era formalmente o Vigia do Portão, embora a seita não tivesse pontes da Lua ativas com nenhuma seita além da Grande Urso Pardo em Vancouver.

    Garras-da-Justiça foi o segundo a chegar. Depois de ver as geladas terras do norte, as quentes paragens do Cassino Chuckchansi e a bucólica beleza do caern do Grande Urso Pardo em Vancouver, o novo caern era uma nova surpresa para o lupino. Sendo um ahroun, Garras da Justiça foi incumbido de proteger o caern, fazendo rondas por toda a extensão da divisa e eliminando qualquer ameaça. Em reconhecimento à sua função, ele recebeu o título de Vigia do Caern.

    Passou-se quase um mês até a chegada da Loba Saltadora, a primeira hominídea além da anciã Testemunha-das-Estrelas. Lia nunca estivera num ambiente mais selvagem do que aquele. Com a mente mais aguçada que o fúria negra ou o uktena, Lia foi rapidamente incumbida de levar e trazer mensagens de Vancouver, além de mantimentos que não pudessem ser obtidos ali na natureza. Por ser uma fianna, a Loba Saltadora teve a honra de ser a primeira Mestra do Uivo na primeira assembleia da Seita do Pássaro de Fogo, fazendo o uivo de abertura da assembleia; para isso, Megumi ensinou-lhe o Ritual de Assembleia.

    Na primeira assembleia da Seita do Pássaro de Fogo, reuniram-se quatro garous ao redor da fogueira: Testemunha-das-Estrelas, Pêlos-Azuis, Garras-da-Justiça e Loba Saltadora. Lia fez o uivo de abertura, e todos uivaram juntos. A seguir, Megumi fez a conjuração dos espíritos, invocando o Pássaro de Fogo (uma labareda flamejante plainando acima da fogueira), além da Quimera, o Pégaso, do Uktena e do Cervo. A Quebra do Osso foi basicamente Megumi distribuindo tarefas e nomenado funções para cada um dos três jovens cliaths; antes de começarem as Lendas e Histórias, Megumi nomeou a Loba saltadora como a Menestrel da seita, encarregada de registrar e recontar as histórias que todos ali tinham passado e as que ainda passariam. Durante as Lendas e Histórias, a anciã pediu que cada um contasse sua própria história para todos da seita. O Festim que encerrou a assembleia foi liderado por Garras-da-Justiça, que tornou-se naturalmente o Caçador da Wyrm da seita, e os quatro garous correram por toda a divisa, uivando e latindo contra qualquer ameaça (mas felizmente não acharam nenhuma).

    Hoje já fazia uma semana desde a última assembleia, e a anciã Sato tinha novamente viajado em busca de mais garous iluminados pelo Pássaro de Fogo.

    No caern estavam os três cliaths, Pêlos-Azuis, Garras-da-Justiça e Loba Saltadora, sozinhos e encarregados de cuidar do caern na ausência da anciã.
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    Mensagem por Ankou em Sab Set 05, 2020 5:09 pm

    O lobo não questionou nada enquanto andava pelas pontes, mas olhava tudo com muita curiosidade, todos aqueles lugares e aquela possibilidades. Se perguntava o que tinha pra caçar lá, se haviam lobos espirituais, ancestrais entre muitas outras coisas.

    Ele já entendia bem a língua dos humanos, desde que havia tido aquela visão do pássaro de fogo, mas os estudos voltado ao pequeno dicionário de bolso eram constantes, assim como o pedido de ajuda com aquilo e as reclamações de que sua fêmea não estava presente, tampouco o resto da família dela, não que ele fosse dos mais fiéis tava sempre pronto pra correr pra cima de uma loba no cio se encontrasse, mas ele nunca jamais havia feito nada daquilo em relação as garous, parecia respeitar a litania como ninguém.

    Garras não era muito inconveniente, não mais do que um lobo seria, era comum encontrar ele pelado na forma humana, mas fora isso ele era praticamente invisível, sempre correndo pelas extensões selvagens do caern, a caça era constante, mas geralmente ele mantinha pra ele, não que fosse estritamente carnívoro como um dia teria sido, mas ele não parecia muito fã da comida humana, exceto por “Cheetos”, ele poderia facilmente comer diversos pacotes e não havia qualquer explicação plausível que o fizesse gostar especialmente daquilo.

    Ele para na frente de Loba-Saltadora, e solta da boca um coelho acinzentado com o pescoço nitidamente lacerado, a carne era fresca.

    - Comida, agora você pode jogar no fogo e estragar ela. – não dava pra saber se ele estava deixando aquele coelho ali por deboche ou se estava genuinamente querendo ajudar. Ou mesmo se falava de cozinhar as coisas por que não gostava ou se era por que os nascidos humanos preferiam assim.

    Como sempre o lobo era enigmático de poucas palavras, ele se desloca e se senta na parte mais alta do lugar, a figura dele não é grande, mas é imponente, um lobo cinza com uma pelagem branca no peito e ele olha tudo, tudo que pode pra todos os cantos e nada parece escapar de seus sentidos afiados.
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    Mensagem por Alexyus em Seg Set 07, 2020 11:36 am

    Enquanto Garras-da-Justiça oferecia o coelho morto para Lia, ambos sentiram uma presença na área do caern. A sensibilidade mística deles era aguçada o bastante para determinar onde ocorrera a chegada: não foi nos limites da Divisa, mas bem no centro do caern. Xie também sentiu o mesmo.

    Megumi e Juno emergiram da última Ponte da Lua bem no "ninho" de pedra onde ficava o coração do caern.

    A anciã portadora da luz esperou até que os outros três garou se reunissem a ela para fazer as apresentações formais:

    Garous da seita:
    Xie Pêlos-Azuis
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    Lia Loba Saltadora
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    Garras-da-Justiça
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    - Essa é Juno Yadav O´Brien, nomeada Canção-de-Luna. Ela é uma Filha de Gaia, galliard e hominídea. Ela agora faz parte da seita do Pássaro de Fogo. Por favor, apresentem-se a ela.

    Juno:
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    Mensagem por shamps em Qua Set 09, 2020 7:14 pm




    Ser Fianna era extremamente divertido, principalmente quando os presentes que ela ganhava eram garrafas e mais garrafas de bebidas. Particularmente agradeceu de forma mais efusivas às pessoas que lhe deram hidromel, uma bebida que ela particularmente tinha se encantado. Ela ficou mais tranquila com as palavras de Ken e sorriu ao se despedir dele, dizendo que sabia lidar com pressão.

    - Sou atleta, lembra-se? Eu sei bem lidar com pressão. Darei o meu melhor - ela o abraçou e após receber o croquezinho, apenas esfregou a cabeça enquanto sorria e se afastava.

    Megumi também era direta em seus assuntos e sem delongas as duas partiram para Vancouver pelas pontes da lua. Com muito cuidado, ela seguia sua anciã, cuidando para fazer tudo certo e não se perder nesses atalhos umbrais.
    Chegar em Nova York foi agradável e nostálgico para a jovem, que já havia estado lá várias vezes e até passeado pelo Central Park, mas agora era diferente, ela tinha outra visão do lugar. Megumi foi bem formal ao adentrar o local e pediu que a Cliath fizesse o mesmo, e assim ela o fez, porém, por ser simpática demais, Lia tentou rapidamente puxar assunto com o Roedores do Caern. Ela não passaria um dia e uma noite emburrada e enfurnada ali, sem ao menos conversar com alguém.
    Com os Presas de Millenium Park, ela se manteve respeitosa assim como Megumi, por entender que eles eram mais pomposos e certinhos, mas nada a impedia de buscar indivíduos mais simpáticos e amistosos para desenvolver uma conversa e não se sentir sozinha. Naturalmente ela se sentiu muito mais à vontade em Los Angeles, naquele Caern mais diversificado, com outros Fiannas ela pode ser ela mesma e até compartilhou uma garrafa de bebida com eles e com quem mais estivesse disposto a beber. Lia passeou com Marilyn e seu cosplay - claro que ela sabia o que era um cosplay, mas não fazia parte daquele mundo e nem entedia por que Marilyn andava assim o tempo todo. Cosplay não eram só para eventos? De qualquer forma, foi um passeio divertido.
    O Caern do Urso Pardo foi igualmente tranquilo para a jovem, que mesmo vendo o clima tenso no ar, ela buscou saber o que atormentava Uktenas e Wendigos se alguns deles estivessem dispostos a conversar com ela.

    A chegado ao Caern do Pássaro de fogo foi rapidamente notado pela jovem Garou assim que pos seus pés nele, tão selvagem, muito mais que os outros onde esteve, o que ela achou interessante. Megumi já tinha tudo certo em sua mente e seguia sua jornada em busca dos outros jovens. Mesmo assim, a anciã distribuiu as tarefas entre eles. Já tinha outros dois lobisomens ali quando ela chegou e ela tentou se enturmar com os lupinos. De fato, "culturas" bem diferentes entre os três ela percebeu. Mesmo podendo virar um lobo, ela nunca tivera a vivência de um, era como lidar com um animal selvagem. Claro que tinha lupinos em sua seita, mas mesmo assim ela sempre tentava ser polida e simples ao tratar com os mais ferais entre eles, sem deixar de ser ela mesma.
    As Assembleias foram todas tranquilas e Lia se orgulhou dos primeiros cargos que ocupou até que chegassem os demais.
    Certo dia, quando Megumi tinha partido e os três Garou cuidavam do Caern, Lia foi surpreendida pelo coelho deixado por Garras-da-Justiça  e sorriu para ele.

    - Ah... Obrigada, Garras-da-Justiça  - ela olhou o animal morto e inclinou a cabeça pensativa - sabe, os povos latinos têm uma expressão chamada "criança de prédio" - suspira - diante desse coelho me sinto uma dessas crianças - ela dá uma risada sem perder o bom humor - nunca um miojo fez tanta falta - ela se levantou e pegou o coelho com menos naturalidade do que ela queria e o guardou - meus dias de escotismo não me tornaram apta a viver na selva. Nem saberia como cozinhar isso - ela não sabia nada como cozinhar na floresta e ela certamente só jogaria o bicho no fogo e ele queimaria sem ser da forma como ela esperava - definitivamente eu não sei preparar isso, então vamos guarda-lo para quando Megumi voltar. Tomara que ela não leve um mês... - a menina ficou receosa e só encarou o outro lobo.

    As palavras da moça foram ouvidas, pois tão logo terminou de falar, ela, Xie e Garras sentiram a película  vibrar denunciando a chegada de alguém: Megumi e outra moça. Lia correu até elas e se apresentou como pedido pela anciã.

    - Seja bem-vinda, Juno. Eu sou Lia O'Neil Loba-saltadora, Lua Cheia Fianna - ela estendeu a mão para cumprimenta-la - O'Brien, é? É irlandesa? - Lia sorria simpática como sempre.

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    Mensagem por Ankou em Qui Set 10, 2020 12:14 am






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    Loba-Saltadora escreveu:- sabe, os povos latinos têm uma expressão chamada "criança de prédio"

    - Prédio? As tocas empilhadas? - perguntava só pra ter certeza...

    Loba-Saltadora escreveu:- Definitivamente eu não sei preparar isso

    Ele desce da posição mais alta e para de frente pra ela de novo - Se você não sabe fazer, aprende, você pode comer crú, pode tirar a pele e cozinhar como os humanos, mas você precisa aprender caçar, como vai alimentar seus filhos amanhã? - Uma pata toca o ventre dela - Vai se render pro papel que tem cheiro da Wyrm? - Ele balança a cabeça em negativo. - Amanhã a gente caça um cervo, rastrear uma presa não é diferente de rastrear seus inimigos, um guerreiro que não sabe caçar não é bom guerreiro. - os rosnados que formavam "palavras" não eram opressores, até por que Garras não podia culpar humanos de nunca terem feito aquilo, ele viu como eles viviam, assim como ele teve que aceitar sua pele humana, ele achava que Loba-Saltadora devia aprender o jeito do lobo, igualzinho ele fazia com o jeito humano. E mesmo apesar daquilo ser apenas um pedido havia algo lá no fundo que soava quase como se fosse uma ordem.

    Momentos seguintes ele olha pra direção do ninho e começa a se aproximar, ele escuta com atenção as palavras da Athro apresentando uma nova Cliath pra eles.

    O processo era o mesmo do que foi com todas os outros garous, ele cheirava o corpo dela, dava pra sentir o nariz gelado tocar em alguma parte da pele aqui e ali, assim como a respiração quente. Boa parte da atenção se focava nas partes íntimas, ele já havia explicado aquilo pros demais, que era por que facilitava rastrear, ele lambe a parte interna de uma das mãos da moça onde parece ter mais suor. Por fim quando ele finalmente se dá por satisfeito ele se põe de frente pra Canção-de-Luna e toma sua forma humana, aquilo podia até dar um susto por que provavelmente ele estaria pelado como de costume, mas não daquela vez, trajava uma bermuda laranja desbotada.

    - Garras-da-Justiça, Ahroun, Cliath dos Uktena. - as palavras na língua humana tinham um sotaque extremamente carregado de uma língua natural indistinguível, qualquer pessoa acreditaria que pela aparência sua língua natural seria algum dialeto indígena desconhecido pela maioria, mas qualquer garou com bom senso sabia que ele não tinha nascido humano, ainda assim olhar pra ele dava a impressão de que ele tinha o porte de um rei, mesmo que só trajasse uma bermuda desbotada.

    Ele dá um passo pro lado e deixa com que os outros garous façam sua parte agora.

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    Mensagem por Askalians em Dom Set 13, 2020 3:55 pm

    Pêlos Azuis - Xie

    E se alimentou do que a mulher lhe ofereceu. Ainda estava fraco, mas a visão que a mulher havia tido fora a mesma que a dele então alguma relação deveria existir.

    Viajar na umbra era sempre deveras silencioso e cheio de perigos, mas em sua condição não havia muito o que fazer se não simplesmente observar, já que sua orça não estava recuperada e precisava ainda ser um pouco amparado pela mulher.

    Assim que lá chegou, ficou surpreso com o que viu e com o desenrolar que as coisas foram tomando. Haia sido incorporado a uma nova família agora e também tinha uma nova função... vigia do portão... já que a anciã se ausentava com frequência.

    Outros vieram depois dele e só observava as coisas de longe procurando não se envolver. Havia aprendido com os seus que era sempre melhor observar do que falar, ainda mais que com sua aparência, ninguém sabia dizer se era macho ou fêmea e gostava que tudo se mantivesse daquela forma.

    Observava que Lia e garra estavam entretidos conversando e então chegou mais outro, Juno...

    Fez apenas uma mesura e disse em um voz suave seu nome.

    - Xie...

    &&

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    Mensagem por thendara_selune em Dom Set 13, 2020 11:07 pm

    @shamps escreveu:



    Ser Fianna era extremamente divertido, principalmente quando os presentes que ela ganhava eram garrafas e mais garrafas de bebidas. Particularmente agradeceu de forma mais efusivas às pessoas que lhe deram hidromel, uma bebida que ela particularmente tinha se encantado. Ela ficou mais tranquila com as palavras de Ken e sorriu ao se despedir dele, dizendo que sabia lidar com pressão.

    - Sou atleta, lembra-se? Eu sei bem lidar com pressão. Darei o meu melhor - ela o abraçou e após receber o croquezinho, apenas esfregou a cabeça enquanto sorria e se afastava.

    Megumi também era direta em seus assuntos e sem delongas as duas partiram para Vancouver pelas pontes da lua. Com muito cuidado, ela seguia sua anciã, cuidando para fazer tudo certo e não se perder nesses atalhos umbrais.
    Chegar em Nova York foi agradável e nostálgico para a jovem, que já havia estado lá várias vezes e até passeado pelo Central Park, mas agora era diferente, ela tinha outra visão do lugar. Megumi foi bem formal ao adentrar o local e pediu que a Cliath fizesse o mesmo, e assim ela o fez, porém, por ser simpática demais, Lia tentou rapidamente puxar assunto com o Roedores do Caern. Ela não passaria um dia e uma noite emburrada e enfurnada ali, sem ao menos conversar com alguém.
    Com os Presas de Millenium Park, ela se manteve respeitosa assim como Megumi, por entender que eles eram mais pomposos e certinhos, mas nada a impedia de buscar indivíduos mais simpáticos e amistosos para desenvolver uma conversa e não se sentir sozinha. Naturalmente ela se sentiu muito mais à vontade em Los Angeles, naquele Caern mais diversificado, com outros Fiannas ela pode ser ela mesma e até compartilhou uma garrafa de bebida com eles e com quem mais estivesse disposto a beber. Lia passeou com Marilyn e seu cosplay - claro que ela sabia o que era um cosplay, mas não fazia parte daquele mundo e nem entedia por que Marilyn andava assim o tempo todo. Cosplay não eram só para eventos? De qualquer forma, foi um passeio divertido.
    O Caern do Urso Pardo foi igualmente tranquilo para a jovem, que mesmo vendo o clima tenso no ar, ela buscou saber o que atormentava Uktenas e Wendigos se alguns deles estivessem dispostos a conversar com ela.

    A chegado ao Caern do Pássaro de fogo foi rapidamente notado pela jovem Garou assim que pos seus pés nele, tão selvagem, muito mais que os outros onde esteve, o que ela achou interessante. Megumi já tinha tudo certo em sua mente e seguia sua jornada em busca dos outros jovens. Mesmo assim, a anciã distribuiu as tarefas entre eles. Já tinha outros dois lobisomens ali quando ela chegou e ela tentou se enturmar com os lupinos. De fato, "culturas" bem diferentes entre os três ela percebeu. Mesmo podendo virar um lobo, ela nunca tivera a vivência de um, era como lidar com um animal selvagem. Claro que tinha lupinos em sua seita, mas mesmo assim ela sempre tentava ser polida e simples ao tratar com os mais ferais entre eles, sem deixar de ser ela mesma.
    As Assembleias foram todas tranquilas e Lia se orgulhou dos primeiros cargos que ocupou até que chegassem os demais.
    Certo dia, quando Megumi tinha partido e os três Garou cuidavam do Caern, Lia foi surpreendida pelo coelho deixado por Garras-da-Justiça  e sorriu para ele.

    - Ah... Obrigada, Garras-da-Justiça  - ela olhou o animal morto e inclinou a cabeça pensativa - sabe, os povos latinos têm uma expressão chamada "criança de prédio" - suspira - diante desse coelho me sinto uma dessas crianças - ela dá uma risada sem perder o bom humor - nunca um miojo fez tanta falta - ela se levantou e pegou o coelho com menos naturalidade do que ela queria e o guardou - meus dias de escotismo não me tornaram apta a viver na selva. Nem saberia como cozinhar isso - ela não sabia nada como cozinhar na floresta e ela certamente só jogaria o bicho no fogo e ele queimaria sem ser da forma como ela esperava - definitivamente eu não sei preparar isso, então vamos guarda-lo para quando Megumi voltar. Tomara que ela não leve um mês... - a menina ficou receosa e só encarou o outro lobo.

    As palavras da moça foram ouvidas, pois tão logo terminou de falar, ela, Xie e Garras sentiram a película  vibrar denunciando a chegada de alguém: Megumi e outra moça. Lia correu até elas e se apresentou como pedido pela anciã.

    - Seja bem-vinda, Juno. Eu sou Lia O'Neil Loba-saltadora, Lua Cheia Fianna - ela estendeu a mão para cumprimenta-la - O'Brien, é? É irlandesa? - Lia sorria simpática como sempre.





    A chegada aquele novo lugar causou várias sensações em Juno.
    Era inegável que a energia de Gaia pulsava ali, atmosfera  do lugar parecia ser vibrante enchia-lhe o coração e estava ansiosa em conhecer o lugar por inteiro. Quando olhou para os garous ali ela sentiu frio na barriga e uma vontade infantil de desviar os olhos amendoados dos que a observavam agora, mas seu augúrio agitava-se dentro dela com alegria fazendo-a falar com entusiasmo de alguém que gosta de fazer novos amigos.


    -O´Brien bem como esses olhos brilhantes que tenho herdei do meu pai de sangue irlandês  e estou muito feliz em estar aqui diante de minhas irmãs e irmãos e assim como o nome que foi me dado espero que minha canção possa ecoar nos corações e minhas palavras inspirem a todos nós e nos consolem quando for preciso!-
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    Mensagem por Alexyus em Qua Set 16, 2020 3:52 pm

    Megumi aprovou as apresentações de todos com um aceno de cabeça e disse:

    - Lia e Xie, ajudem Juno a se acomodar aqui no caern. Garras-da-Justiça, se já terminou suas rondas, pode ficar com elas. Eu vou descansar um pouco e meditar aqui no coração do caern. Terei que partir essa noite em busca de outro iluminado pelo Pássaro de Fogo.


    OFF: Oportunidade para vocês interagirem com a Megumi antes dela partir de novo. Caso não queiram, podem interpretar entre vocês.
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    Mensagem por shamps em Qua Set 16, 2020 9:12 pm




    Lia ria da simplicidade com que Garra falava, mas ainda era muito para ela.

    - Calma, Garras-da-Justiça – ela sorria – uma coisa por vez. Estou aprendendo a caçar, e não... não vou comer nada cru – e ela gargalhou quando ele falou de filhotes – muita calma nessa hora. Sou nova demais para ter filhos – claro que ela sabia da vida difícil e arriscada que era a existência de um Garou, mas de qualquer forma, ela ainda era jovem demais – e além do mais, nem tenho um pretendente.

    Quanto a Xie, uma pessoa mais contida, preferiu ficar longe e Lia entendia tal atitude e ficou de boa, sem forçar uma convivência. Cada um tinha o seu tempo.

    Juno chegou aparentemente tímida, o que era natural quando se chegava em um lugar novo, mas aos poucos ela pareceu se soltar.

    - Que interessante, Juno. Eu também sou irlandesa... – a novata se empolgava com a conversa – tenho certeza disso, Juno.

    Megumi pediu para que a ruiva e Xie ambientassem Juno, o que Lia aceitou de imediato.

    - Claro, dona Megumi – ela estendeu a mão para a recém-chegada – vem comigo, Juno. Vamos, Xie e Garrinha... vamos mostrar o caern para ela – ela sentiu um pouco de preocupação com a japonesa – dona Megumi, por que não descansa um pouco. A senhora está meses nessa busca. Sei da sua urgência, mas não sobrecarregue demais.



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    Mensagem por Ankou em Sex Set 18, 2020 12:40 am






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    Loba-Saltadora escreveu:– muita calma nessa hora. Sou nova demais para ter filhos

    - Nova?! – Há uma clara confusão na voz dele – Você cheira perfeitamente certa pra isso! – ele parece agitado anda de um lado pro outro – Minha fêmea humana, ela não apareceu até hoje. – ele parecia não entender muito bem aquilo, nem o quão distante era Vancouver de onde estava antes. – Ahá! Eu sei, eu sou o único macho aqui e a gente não pode, eu vou arranjar um lobo pra você, faço questão de eu mesmo testar ele na porrada, pra ter certeza que ele é forte e vai te dar bons filhotes. – Ele pausa um momento dava pra ver a dúvida no rosto dele – Eu já entendi que humanos são sensitivos quando o assunto é o corpo e que eu não posso andar pelado, por que aparentemente isso é uma ofensa, mas humanos gostam de procriar né? – ele se deita e coloca o rosto sobre as patas – É que eu nunca fiz com a minha fêmea humana, eu só clamei ela pra mim. – Pra um lobo era tudo muito simples, caça boa, procriação e território, as intrincações dos relacionamentos humanos simplesmente não existiam.

    ________________________________

    - Então vocês são do mesmo povo, mas de tribos diferentes? Mas são irlandesas? – não fazia a menor ideia do que aquilo queria dizer, mas a analogia mais próxima que conseguia fazer era do irmão mais novo, eram os Wendigo. – É acho que entendo.

    Testemunha-das-Estrelas escreveu:Garras-da-Justiça, se já terminou suas rondas, pode ficar com elas. Eu vou descansar um pouco e meditar aqui no coração do caern. Terei que partir essa noite em busca de outro iluminado pelo Pássaro de Fogo.

    - Sim senhora já terminei, até trouxe uma prenda pra Saltadora, mas ela não parece com fome agora. – Ele olha pra ela como se tivesse salvando ela de algo embaraçoso. – Os limites estão tranquilos, a caça é boa e os espíritos estão calmos. – ele só meneia em positivo e segue com as duas pro lado das acomodações do Caern.

    - Se quiser eu levo você pra conhecer os limites do Caern mais tarde, é mais calmo de noite, e até dá pra conversar com alguns moradores do outro lado, só não fala com o Pinheiro, ele tá de mal humor – Ele dá um sorriso, pra Juno com os dentes perfeitamente brancos e alinhados. – Mas ele sempre tá de mal humor. Ele é um velho ranzinza! – Ele aponta uma direção que parecia culminar na cidade – E nem corre pra lá, tá longe, mas lá tem um monte de humanos mortos e enterrados, eles são só sofrimento e dor, o que sobrou deles... Da maioria não sobrou muito. – A voz tinha até uma ponta de tristeza.

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    Mensagem por thendara_selune em Seg Set 21, 2020 2:33 pm

    Juno sorri de maneira agradável, olhando para Lia com certa curiosidade, observando que se trata de uma garota bonita, dona de olhos chamativos e simpática.

    -Eu tenho esse lado irlandês, meu pai contava várias histórias e ...- Ela olha um pouco para Megumi para dizer em seguia: - Agradeço por ter cuidado de mim até aqui, que os bons ventos de Gaia lhe concedam energia, saúde e força para prosseguir em uma missão tão nobre quanto esta senhora Megumi!-


    Juno observa Garras-da-Justiça,, seus olhos ficam admirando o homem que segundos antes era um lobo perguntando-se de que tribo seria ele, pensando que o nome tribal lhe remete ligação a lua dos conciliadores, guardiões das leis e apaziguadores. Já Xie tem um nome que não parece pertencer aquelas terras, mas por enquanto não perguntas aos dois e apenas escuta. Escutar é uma virtude que deve ser praticada diariamente e quando “Garrinhas” como Lia chama da um risinho infantil e diz :

    -Adoraria acompanhar vocês, conhecer esse belo lugar- Escutando Lia e depois Garras ele sente simpatia pela maneira que ele fala as coisas e diz com um tom empático- Vou me lembrar de manter distante do “Pinheiro”- Ela respira fundo sentindo o ar do lugar- Eu acabei de chegar e sou tão bem recebida, muito obrigada por doarem seu tempo para me mostrar o lugar!
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    Mensagem por Askalians em Ter Set 29, 2020 12:35 am

    Pêlos Azuis - Xie

    Continuava observando a situação e vendo todos interagindo e conversando.

    Depois do que havia acontecido com sua pessoa, receava um pouco a aproximação com outros, por mais agora que fizesse parte de tudo aquilo, seu coração tinha receio de se apegar e de ser quebrado por algum triste incidente que pudesse acontecer por sua culpa mais uma vez.

    Apenas acabou cumprimentando com um meneio de cabeça e um leve sorriso, mas acompanhou todos os outros membros no passeio de apresentação do lugar.
    Pela aparência, ninguém iria mesmo saber se era H ou M, então ia ficar tudo daquela forma...
    &&

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    Mensagem por Alexyus em Qui Out 01, 2020 9:44 pm

    Lia escreveu: – dona Megumi, por que não descansa um pouco. A senhora está meses nessa busca. Sei da sua urgência, mas não sobrecarregue demais.

    Megumi sorriu um sorriso cansado para Lia e respondeu vagamente:

    - Não se preocupe, criança, vou tirar o dia de hoje para descansar. Não sou uma peregrina silenciosa, mas estou acostumada a longas viagens ao redor do globo. Esse enigma do Pássaro de Fogo não me deixaria descansar muito mesmo...

    Juno escreveu:Ela olha um pouco para Megumi para dizer em seguia: - Agradeço por ter cuidado de mim até aqui, que os bons ventos de Gaia lhe concedam energia, saúde e força para prosseguir em uma missão tão nobre quanto esta senhora Megumi!-

    A portadora da luz já se sentara em posição de lótus de frente para a pedra do centro do caern, mas sorriu ao responder Juno:

    - Obrigada, Juno. Acostume-se com esse caern, aprenda tudo que puder, e fique atenta a qualquer mensagem do Pássaro de Fogo. Todos nós podemos ajudar a desvendar esse mistério...

    Testemunha-das-estrelas repousou naquela posição de meditação ao longo de todo o dia. à noite, quando Luna já estava alta no céu, ela despediu-se silenciosamente de todos, abriu a Ponte da Lua e partiu de volta à sua busca.


    OFF: O próximo post fará um salto temporal de uma semana à frente. Podem continuar conversando se quiserem, mas descrevam o que farão nessa semana sem a presença da Megumi.
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    Mensagem por Ankou em Qui Out 01, 2020 10:55 pm

    No final do dia Garras mostra as imediações do Caern a Juno e mais quem quiser acompanhá-lo, isso inclui as imediações físicas e na penumbra, ele apresenta alguns espíritos locais, e até media algum chiminage caso seja necessário se o espírito tiver algum trato ancestral com a tribo, augúrio ou raça de quem o acompanhar e quiser aprender algum dom.

    Durante a semana ele se mantém firme nos deveres de guarda do caern dele e raramente é visto na parte mais civilizada dos abrigos, excetos por alguns horários específicos e de descanso.

    Ele vai agarrar qualquer chance que tiver de caçar algum animal selvagem por comida, assim como de se acasalar com qualquer loba caso esteja ela no período certo.

    No mais, o tempo livre dele ele passa tentando entender melhor a sociedade humana como um todo, assim como aprender qualquer ritual a disposição se ele obtiver algum manual pra isso, ou algum personagem quiser ensiná-lo, ele também se dispõe a ensinar qualquer ritual que ele saiba, e todos as noites ele acende uma fogueira controlada, exatamente as seis horas da tarde, a mecha é sempre feita a partir de ninho de pássaro seco e a fogueira é alimentada com o que tiver de madeira disponível que ele geralmente recolhe antes. Se questionado o motivo do por que ele faz ele responde "É um jeito que eu arranjei de honrar o Pássaro de Fogo".
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    Mensagem por thendara_selune em Sex Out 02, 2020 2:25 pm

    Juno aprecia a hospitalidade oferecida por todos ali, os acompanhando e escutando com atenção o que Garras-da-Justiça fala ou demonstra. Aos dezessete anos a vida não é como ela imaginou que seria e os últimos eventos ajudaram que criasse esse vínculo com o mundo Garou, sentia-se em casa ali, mas ao mesmo tempo sentia-se sozinha, não estava mais com aqueles que cuidaram dela após a perda de sua família, aquela semana serviu para conhecer os Garous ali, andar pelo lugar e conhecer um pouco mais os costumes ali.  Passava o dia tentando ser útil, evitando causar problemas e quase sempre era possível ver seus lábios exibindo um sorriso acolhedor.
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    Mensagem por shamps em Dom Out 04, 2020 6:16 pm




    Lia se divertia com a simplicidade do lupino e apenas ria da situação.

    - Não precisa se preocupar com isso, caro Garras – ela espanava o pó da calça – eu tenho meus atrativos para os humanos, acho que consigo me virar bem com eles. Agradeço sua preocupação – ela ri e acha fofo o lobo com vergonha – não andar pelado é ótimo, vai evitar muitas situações embaraçosas conosco e com outros humanos.

    A conversa prosseguia já com Juno entre eles, que começava a se soltar com os jovens Garou ali.

    - Poderemos conversar bastante então, Juno – e sorriu para ela. A Fianna adorava histórias – isso mesmo, Garras, nós duas nascemos nas mesmas terras, o nosso lar de origem, que chamamos de Irlanda. É uma terra muito bonita, os tons de verde que se encontra por lá são lendas preciosas demais – ela tentou explicar de maneira simples para que o lupino entendesse.

    Apenas Xie ainda parecia distante dos demais, Lia acreditava que cada um tinha o seu tempo e evitou importunar a pessoa em questão, mas isso não a impediu de tentar uma aproximação.

    - Sente-se conosco ao redor da fogueira, Xie – acenou para a misteriosa pessoa.

    Megumi ainda tinha seus afazeres como mensageira e estudiosa do Pássaro de fogo e volta-e-meia partia, deixando os jovens para trás.

    As próximas semanas foram tranquilas e Lia se preocupava com o bem-estar do Caern e de seus moradores, também cuidava de seu físico sempre treinando e meditando. Ela saltava entre as pedras e árvores exercitando sua musculatura e flexibilidade, mas também, como qualquer adolescente, tinha sua pontinha de curiosidade sobre o que acontecia sob as luzes de Vancouver e volta-e-meia ia até o mirante para observar as cores do lugar e aplacar a saudade de seu coraçãozinho urbano ainda se adaptando à nova vida.

    - Ai... o que eu não daria por uma balada agora... – suspirava enquanto observava a lua no céu. Ela sabia que certas coisas ficariam para trás, mas ainda sua antiga vida estava bastante viva dentro dela.




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    Mensagem por Alexyus em Qui Out 15, 2020 6:03 pm

    Passaram-se cinco dias no Caern do Pássaro de Fogo desde que Megumi chegara com Juno e partira de novo.

    Lia e Juno, duas hominídeas de origem irlandesa, descobriram muitos pontos em comum e tornaram-se rapidamente amigas. 

    Garras era um lupino curioso com os modos humanos e gostava de fazer perguntas para as duas hominídeas. Mas também era um ahroun dedicado e fazia rondas diligentes por toda a divisa, mesmo não havendo nenhum sinal de perigo por perto num raio de milhas. 

    Xie ainda era o métis quieto, tímido e observador. N~çao falara a ninguém ainda sobre seu passado, e apenas cumpria seus deveres com a seita sem buscar muita socialização.

    Até que chegou a primeira Lua Cheia.

    GARRAS DA JUSTIÇA:
    Garras estava dormindo e sonhando. Ele sabia que era um sonho, mas a sensação de correr na escuridão era assustadoramente real; havia uma urgência no ar, como se uma grande tragédia fosse iminente.

    A escuridão foi iluminada por um clarão de fogo: brilhando acima dele, o Pássaro de Fogo trinava furiosamente, iluminando o solo abaixo dele.

    Com a luz do espírito, Garras viu atividade ocorrendo em seus dois flancos. 

    De um lado, ele viu vários lobos feridos, lambendo suas feridas. Alguns ainda eram meras sombras indistintas, mas outros eram distinguíveis pela luz do fogo: um deles era a própria forma lupina de Garras-da-Justiça; ao lado dele, ele enxergou as formas lupinas de Xie (um lobo azul), de Lia (uma loba de pelagem avermelhada) e de Juno (uma loba de pelagem salpicada de vermelho, cinza e amarelo). A luz se moveu quando o Pássaro de Fogo bateu suas asas, e Garras percebeu que havia vários lobos caídos aos pés dos lupinos feridos. Os lobos estavam todos mortos, horrivelmente dilacerados.

    O outro lado apresentava mais ação. Ainda havia os lobos correndo, alguns sendo apenas formas escuras incapazes de ser identificadas, mas no meio deles corriam Garras, Lia, Juno e Xie. Com um bater de asas do espírito, o uktena viu para onde os lobos corriam pela primeira vez: havia lobos caídos, mas não mortos; pareciam agonizar com alguma dor secreta. Maos os lobos sob o Pássaro de Fogo, incluindo Garras e seus companheiros de seita, corriam para esses lobos caindo, cercando um de cada vez, farejando-os, lambendo-os, cutucando-os com o focinho, até que os lobos caídos se levantassem e uivassem. Eles fizeram isso com cada um dos lobos caídos, treze vezes, e Garras percebeu que aqueles lobos caídos de um lado eram os mesmos que estavam mortos do outro lado.

    E então despertou.

    XIE:
    Xie estava dormindo aos pés da Pedra do Ninho, como ele mesmo começara a chamar a formação rochosa que ocultava o coração do caern. Em seu braço, como sempre, o coração do caern das Fúrias Negras do deserto de Góbi continuavam sob sua guarda, um lembrete do lar que perdera.

    Pêlos azuis sabia que estava sonhando. A escuridão que enxergava era muito mais densa e negra do que o céu estrelado que cobria o caern do Pássaro de Fogo à noite. Ao seu redor, o silêncio imperava, diferente de qualquer ambiente natural noturno que Gaia criara. O ar era pesado e cheirava a sangue, dor e morte, recordando-o do massacre contra sua antiga seita.

    De súbito, a escuridão foi rompida por uma explosão de chamas: o Pássaro de Fogo sobrevoava Xie, mais perto do que ele já o vira antes. O trinado furioso do espírito ecoou pela escuridão, e Xie percebeu que não estava sozinha ali.

    Ao olhar à esquerda, Pêlos Azuis viu uma matilha de lobos feridos, sentados desoladamente, lambendo seus ferimentos. Alguns eram sombras negras, mas Xie viu que um deles tinha pêlos azuis, idênticos aos seus: era ela mesma, na forma lupina, olhando tristemente para o coração do caern em sua pata. Ao lado dela, ela viu três formas lupinas que ela já conhecia: Garras da Justiça, Loba Saltadora e Canção de Luna. Todos estavam machucados de alguma forma, e não olhavam uns para os outros. O Pássaro de Fogo bateu as asas e a luz mudou, permitindo que Xie visse o que havia no solo, aos pés da matilha ferida: eram vários lobos caídos, horrivelmente dilacerados, sem respirar....mortos.

    Sons do outro lado chamaram a atenção do impuro. Era um visão que ela já tivera: lobos correndo juntos como matilhas sob a luz do Pássaro de Fogo. Alguns eram sombras desconhecidas, meras silhuetas lupinas, mas um deles era um lobo azul...o próprio Xie, assim como vira da outra vez. Mas agora outros três lobos estavam visíveis, e Xie já conhecia as formas lupinas de Garras-da-Justiça, Loba Saltadora e Canção de Luna para identificá-los. Eles estavam feridos também mas correndo juntos como uma matilha. O espírito bateu as asas, mostrando mais da cena. Havia outros lobos no chão, ganindo agonizantes, mas a matilha de Xie cercava um por um, farejando-o, lambendo-o e cutucando-os com focinhos e patas. Um por um, cada um dos lobos caídos acabava por se levantar e uivava com orgulho, e a matilha passava para o seguinte. Aquele ato de caridade e união repetiu-se algumas vezes, e Xie percebeu que os lobos que se levantavam ali eram os mesmos que ele vira mortos do outro lado.

    E acordou com o coração acelerado.

    LIA:
    Lia estava deitada na área de convivência, dormindo e sonhando. Ela sabia que era um sonho, mas a sensação de caminhar num lugar escuro, com o vento frio e abafado soprando ao seu redor, era bastante realista.

    O escuro iluminou-se com uma estrela brilhando em fogo de repente, cegando-a. Quando ela conseguiu enxergar bem, viu que não era uma estrela. Era o Pássaro de Fogo.

    Ele sobrevoava a fianna como na outra visão que ela tivera, um pouco mais perto dessa vez. Enquanto ela observava, o totem emitiu um trinado agudo e furioso, que ecoou por todos os arredores. Lia então se deu conta de que havia algo que o espírito estava apontando a ela, à sua esquerda.

    Virando-se, a ahroun irlandesa viu vários lobos sentados, parecendo feridos. Alguns deles eram silhuetas obscurecidas, mas Lia viu a si mesma na forma lupina, lambendo seus ferimentos. Ao seu lado, alguns outros lobos estavam visíveis. Lia já convivia com eles havia tempo suficiente para reconhecer o rústico uktena Garras-da-Justiça, o lobo azul de Xie em sua forma lupina, e a recém chegada filha de Gaia Juno; eles tambpem estavam feridos, e evitavam se olhar. As asas do Pássaro de Fogo acima moveram-se num flap rápido e a luz mudou, revelando o solo aos pés da matilha: havia cadáveres de lobos, vários deles, aos pés deles, dilacerados, e a visão deles parecia envergonhar os lobos feridos.  

    Algo se mexeu às costas de Lia, e ela se virou num salto para descobrir o que era. Ela viu uma cena que já presenciara antes: vários lobos correndo juntos sob a luz do Pássaro de Fogo. Sem dificuldades, ela localizou a si mesma na forma lupina, ao lado dos outros. Alguns eram apenas sombras, mas ela pôde ver diretamente ao seu lado seus companheiros de seita, Garras, Juno e Xie. As asas do espírito se moveram de novo e a luz permitiu ver lobos caídos no chão, semelhantes aos que ela vira do outro lado, mas estes estavam vivos, ainda que ganindo de modo agonizante. A matilha de lobos iluminados cercou um deles e começou a farejá-lo, lambê-lo, focinhá-lo e patejá-lo, até que ele se levantou e uivou, parecendo mais forte. Eles começaram a fazer isso com cada um dos lobos caídos, e todos pareceram se recuperar, juntando-se num uivo coletivo e melodioso.

    A própria Lia estava prestes a uivar, mas então algo aconteceu.

    Ela despertou.

    Juno:
    Juno tinha se deitado na área de convivência, aquele canto aconchegante coberto por galhos de árvores antigas que protegiam do sol ou da chuva intensos. Lia também se deitara ali perto, e Garras costumava chegar mais tarde para descansar ali também; Xie era um pouco mais isolado e gostava de dormir sozinho.

    A mente de Juno a levou a caminhar em meio à uma opressora e densa escuridão. Ela era inteligente o bastante para perceber que estava sonhando, mas que não era um sonho comum. Ela sentia o ar frio e abafado, como aqueles de lugares selados há muito tempo, envolvendo-a por todo o redor. O breu completo daquele lugar era totalmente antinatural, e Juno sentia que havia perigo por perto, uma sensação de tragédia iminente, algo que poderia ser letal...

    As interrogações dela foram interrompidas por um clarão de supernova flamejando acima dela. Era o Pássaro de Fogo. estava mais perto do que antes, e enquanto ela o observava, ele emitiu um trinado agudo e furioso, que reverberou por toda a área que Juno não enxergava. Mas ela sentiu presenças à sua esquerda.

    Virando-se naquela direção, Juno enxergou uma matilha de lobos sentada, de costas uns para os outros. Alguns dos lobos eram vultos sombrios, mas outros podiam ser observados em suas particularidades. Com um temor confirmado, Juno viu a si mesma na forma lupina: estava ferida, lambendo seus ferimentos, evitando olhar para os lados. Perto dela, formas lupinas que ela aprendera a identificar recentemente: Garras-da-Justiça, Lia e Xie; eles também estavam feridos e não estabeleciam contato visual. O Pássaro de Fogo bateu suas asas ígneas e a luz iluminou o chão aos pés da matilha ferida: havia lobos caídos, dilacerados, mortos. Juno calculou que havia mais de uma dezena de cadáveres ali, cada um com características distintas, indicando que não eram uma matilha, mas lobos de diferentes origens.

    Algo moveu-se do lado oposto e JUno virou-se, ainda com a visão fúnebre gravada em sua memória. Do outro lado, ela observou uma cena já familiar, que ela revivera em suas lembranças muitas vezes: uma matilha de lobos correndo sob a luz do Pássaro de Fogo. Ela estava ali também, sua forma lupina iluminada enquanto outros permaneciam obscurecidos. Mas dessa vez nem todos. Era possível ver o indígena Garras, o azulado Xie e a ruiva Lia. O Pássaro de Fogo bateu novamente as asas, iluminando melhor a cena. Havia mais lobos caídos, mas estavam vivos. Juno distinguiu alguns idênticos aos mortos, mas estes ainda ganiam, agonizando por algum mal não-identificável. Mas a matilha de lobos que corria circulou um deles, farejando, lambendo, focinhando e patejando o lobo caído, até que este se levantasse, respirasse fundo até se sentir melhor e emitisse um belo uivo de guerra. A matilha repetiu isso mais doze vezes, e cada um dos lobos caídos se levantava, juntando-se ao uivo.

    E ao som do uivo coletivo, Juno despertou do sonho.
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    CAERN DO PÁSSARO DE FOGO Empty Re: CAERN DO PÁSSARO DE FOGO

    Mensagem por thendara_selune em Sex Out 16, 2020 3:48 pm

    @Alexyus escreveu:Passaram-se cinco dias no Caern do Pássaro de Fogo desde que Megumi chegara com Juno e partira de novo.

    Lia e Juno, duas hominídeas de origem irlandesa, descobriram muitos pontos em comum e tornaram-se rapidamente amigas. 

    Garras era um lupino curioso com os modos humanos e gostava de fazer perguntas para as duas hominídeas. Mas também era um ahroun dedicado e fazia rondas diligentes por toda a divisa, mesmo não havendo nenhum sinal de perigo por perto num raio de milhas. 

    Xie ainda era o métis quieto, tímido e observador. N~çao falara a ninguém ainda sobre seu passado, e apenas cumpria seus deveres com a seita sem buscar muita socialização.

    Até que chegou a primeira Lua Cheia.

    GARRAS DA JUSTIÇA:
    Garras estava dormindo e sonhando. Ele sabia que era um sonho, mas a sensação de correr na escuridão era assustadoramente real; havia uma urgência no ar, como se uma grande tragédia fosse iminente.

    A escuridão foi iluminada por um clarão de fogo: brilhando acima dele, o Pássaro de Fogo trinava furiosamente, iluminando o solo abaixo dele.

    Com a luz do espírito, Garras viu atividade ocorrendo em seus dois flancos. 

    De um lado, ele viu vários lobos feridos, lambendo suas feridas. Alguns ainda eram meras sombras indistintas, mas outros eram distinguíveis pela luz do fogo: um deles era a própria forma lupina de Garras-da-Justiça; ao lado dele, ele enxergou as formas lupinas de Xie (um lobo azul), de Lia (uma loba de pelagem avermelhada) e de Juno (uma loba de pelagem salpicada de vermelho, cinza e amarelo). A luz se moveu quando o Pássaro de Fogo bateu suas asas, e Garras percebeu que havia vários lobos caídos aos pés dos lupinos feridos. Os lobos estavam todos mortos, horrivelmente dilacerados.

    O outro lado apresentava mais ação. Ainda havia os lobos correndo, alguns sendo apenas formas escuras incapazes de ser identificadas, mas no meio deles corriam Garras, Lia, Juno e Xie. Com um bater de asas do espírito, o uktena viu para onde os lobos corriam pela primeira vez: havia lobos caídos, mas não mortos; pareciam agonizar com alguma dor secreta. Maos os lobos sob o Pássaro de Fogo, incluindo Garras e seus companheiros de seita, corriam para esses lobos caindo, cercando um de cada vez, farejando-os, lambendo-os, cutucando-os com o focinho, até que os lobos caídos se levantassem e uivassem. Eles fizeram isso com cada um dos lobos caídos, treze vezes, e Garras percebeu que aqueles lobos caídos de um lado eram os mesmos que estavam mortos do outro lado.

    E então despertou.

    XIE:
    Xie estava dormindo aos pés da Pedra do Ninho, como ele mesmo começara a chamar a formação rochosa que ocultava o coração do caern. Em seu braço, como sempre, o coração do caern das Fúrias Negras do deserto de Góbi continuavam sob sua guarda, um lembrete do lar que perdera.

    Pêlos azuis sabia que estava sonhando. A escuridão que enxergava era muito mais densa e negra do que o céu estrelado que cobria o caern do Pássaro de Fogo à noite. Ao seu redor, o silêncio imperava, diferente de qualquer ambiente natural noturno que Gaia criara. O ar era pesado e cheirava a sangue, dor e morte, recordando-o do massacre contra sua antiga seita.

    De súbito, a escuridão foi rompida por uma explosão de chamas: o Pássaro de Fogo sobrevoava Xie, mais perto do que ele já o vira antes. O trinado furioso do espírito ecoou pela escuridão, e Xie percebeu que não estava sozinha ali.

    Ao olhar à esquerda, Pêlos Azuis viu uma matilha de lobos feridos, sentados desoladamente, lambendo seus ferimentos. Alguns eram sombras negras, mas Xie viu que um deles tinha pêlos azuis, idênticos aos seus: era ela mesma, na forma lupina, olhando tristemente para o coração do caern em sua pata. Ao lado dela, ela viu três formas lupinas que ela já conhecia: Garras da Justiça, Loba Saltadora e Canção de Luna. Todos estavam machucados de alguma forma, e não olhavam uns para os outros. O Pássaro de Fogo bateu as asas e a luz mudou, permitindo que Xie visse o que havia no solo, aos pés da matilha ferida: eram vários lobos caídos, horrivelmente dilacerados, sem respirar....mortos.

    Sons do outro lado chamaram a atenção do impuro. Era um visão que ela já tivera: lobos correndo juntos como matilhas sob a luz do Pássaro de Fogo. Alguns eram sombras desconhecidas, meras silhuetas lupinas, mas um deles era um lobo azul...o próprio Xie, assim como vira da outra vez. Mas agora outros três lobos estavam visíveis, e Xie já conhecia as formas lupinas de Garras-da-Justiça, Loba Saltadora e Canção de Luna para identificá-los. Eles estavam feridos também mas correndo juntos como uma matilha. O espírito bateu as asas, mostrando mais da cena. Havia outros lobos no chão, ganindo agonizantes, mas a matilha de Xie cercava um por um, farejando-o, lambendo-o e cutucando-os com focinhos e patas. Um por um, cada um dos lobos caídos acabava por se levantar e uivava com orgulho, e a matilha passava para o seguinte. Aquele ato de caridade e união repetiu-se algumas vezes, e Xie percebeu que os lobos que se levantavam ali eram os mesmos que ele vira mortos do outro lado.

    E acordou com o coração acelerado.

    LIA:
    Lia estava deitada na área de convivência, dormindo e sonhando. Ela sabia que era um sonho, mas a sensação de caminhar num lugar escuro, com o vento frio e abafado soprando ao seu redor, era bastante realista.

    O escuro iluminou-se com uma estrela brilhando em fogo de repente, cegando-a. Quando ela conseguiu enxergar bem, viu que não era uma estrela. Era o Pássaro de Fogo.

    Ele sobrevoava a fianna como na outra visão que ela tivera, um pouco mais perto dessa vez. Enquanto ela observava, o totem emitiu um trinado agudo e furioso, que ecoou por todos os arredores. Lia então se deu conta de que havia algo que o espírito estava apontando a ela, à sua esquerda.

    Virando-se, a ahroun irlandesa viu vários lobos sentados, parecendo feridos. Alguns deles eram silhuetas obscurecidas, mas Lia viu a si mesma na forma lupina, lambendo seus ferimentos. Ao seu lado, alguns outros lobos estavam visíveis. Lia já convivia com eles havia tempo suficiente para reconhecer o rústico uktena Garras-da-Justiça, o lobo azul de Xie em sua forma lupina, e a recém chegada filha de Gaia Juno; eles tambpem estavam feridos, e evitavam se olhar. As asas do Pássaro de Fogo acima moveram-se num flap rápido e a luz mudou, revelando o solo aos pés da matilha: havia cadáveres de lobos, vários deles, aos pés deles, dilacerados, e a visão deles parecia envergonhar os lobos feridos.  

    Algo se mexeu às costas de Lia, e ela se virou num salto para descobrir o que era. Ela viu uma cena que já presenciara antes: vários lobos correndo juntos sob a luz do Pássaro de Fogo. Sem dificuldades, ela localizou a si mesma na forma lupina, ao lado dos outros. Alguns eram apenas sombras, mas ela pôde ver diretamente ao seu lado seus companheiros de seita, Garras, Juno e Xie. As asas do espírito se moveram de novo e a luz permitiu ver lobos caídos no chão, semelhantes aos que ela vira do outro lado, mas estes estavam vivos, ainda que ganindo de modo agonizante. A matilha de lobos iluminados cercou um deles e começou a farejá-lo, lambê-lo, focinhá-lo e patejá-lo, até que ele se levantou e uivou, parecendo mais forte. Eles começaram a fazer isso com cada um dos lobos caídos, e todos pareceram se recuperar, juntando-se num uivo coletivo e melodioso.

    A própria Lia estava prestes a uivar, mas então algo aconteceu.

    Ela despertou.

    Juno:
    Juno tinha se deitado na área de convivência, aquele canto aconchegante coberto por galhos de árvores antigas que protegiam do sol ou da chuva intensos. Lia também se deitara ali perto, e Garras costumava chegar mais tarde para descansar ali também; Xie era um pouco mais isolado e gostava de dormir sozinho.

    A mente de Juno a levou a caminhar em meio à uma opressora e densa escuridão. Ela era inteligente o bastante para perceber que estava sonhando, mas que não era um sonho comum. Ela sentia o ar frio e abafado, como aqueles de lugares selados há muito tempo, envolvendo-a por todo o redor. O breu completo daquele lugar era totalmente antinatural, e Juno sentia que havia perigo por perto, uma sensação de tragédia iminente, algo que poderia ser letal...

    As interrogações dela foram interrompidas por um clarão de supernova flamejando acima dela. Era o Pássaro de Fogo. estava mais perto do que antes, e enquanto ela o observava, ele emitiu um trinado agudo e furioso, que reverberou por toda a área que Juno não enxergava. Mas ela sentiu presenças à sua esquerda.

    Virando-se naquela direção, Juno enxergou uma matilha de lobos sentada, de costas uns para os outros. Alguns dos lobos eram vultos sombrios, mas outros podiam ser observados em suas particularidades. Com um temor confirmado, Juno viu a si mesma na forma lupina: estava ferida, lambendo seus ferimentos, evitando olhar para os lados. Perto dela, formas lupinas que ela aprendera a identificar recentemente: Garras-da-Justiça, Lia e Xie; eles também estavam feridos e não estabeleciam contato visual. O Pássaro de Fogo bateu suas asas ígneas e a luz iluminou o chão aos pés da matilha ferida: havia lobos caídos, dilacerados, mortos. Juno calculou que havia mais de uma dezena de cadáveres ali, cada um com características distintas, indicando que não eram uma matilha, mas lobos de diferentes origens.

    Algo moveu-se do lado oposto e JUno virou-se, ainda com a visão fúnebre gravada em sua memória. Do outro lado, ela observou uma cena já familiar, que ela revivera em suas lembranças muitas vezes: uma matilha de lobos correndo sob a luz do Pássaro de Fogo. Ela estava ali também, sua forma lupina iluminada enquanto outros permaneciam obscurecidos. Mas dessa vez nem todos. Era possível ver o indígena Garras, o azulado Xie e a ruiva Lia. O Pássaro de Fogo bateu novamente as asas, iluminando melhor a cena. Havia mais lobos caídos, mas estavam vivos. Juno distinguiu alguns idênticos aos mortos, mas estes ainda ganiam, agonizando por algum mal não-identificável. Mas a matilha de lobos que corria circulou um deles, farejando, lambendo, focinhando e patejando o lobo caído, até que este se levantasse, respirasse fundo até se sentir melhor e emitisse um belo uivo de guerra. A matilha repetiu isso mais doze vezes, e cada um dos lobos caídos se levantava, juntando-se ao uivo.

    E ao som do uivo coletivo, Juno despertou do sonho.





    Juno sentia o corpo cansado, a área de convivência virou um lugar excelente para descansar, os outros também iam até lá, virou um canto aconchegante, as árvores antigas que protegiam do sol ou da chuva pareciam fazer isso de boa vontade. Quando deu por si até Lia também se deitara ali perto, e Garras também buscava aquele lugar, com seus dezessete anos ela sentia que ali era o lugar mais seguro e parecido com um lar que eles poderiam ter. Xie era um mistério, ainda distante e sempre optava em dormir isolada.

    A mente de Juno trilhava um caminho em meio ao breu, sentia que era esmagada por uma atmosfera obscura e cruel. Sabia que aquilo era um sonho, mas não sentia-se feliz em adentrar nele, ela sentia o ar frio e abafado, como se estivesse em lugar selado há muito tempo e aquilo a circundava. Parecia que os ventos da tragédia, do medo e da fúria ali estavam, tentando passar uma mensagem que ela não conseguia decifrar.

    Um clarão de supernova flamejando acima dela. O Pássaro de Fogo, bem mais perto e som que ele emitiu fazia sua alma estremecer. Ainda presa ao som, ela sentiu uma presenças à sua esquerda.

    Quando finalmente conseguiu entender o que via, ficou assombrada, uma matilha de lobos sentada, de costas uns para os outros. Vultos sombrios ali estavam, mas outros podiam ser observados detalhadamente. Juno, se viu ali, um calafrio lhe percorreu o corpo, estava na forma lupina, ferida, lambendo seus ferimentos, evitando olhar para os lados. Os outros também estavam algo aconteceu?! O Pássaro de Fogo bateu suas asas e a luz iluminou o chão como se fosse feita de milhares de estrelas e ela sentiu medo, dor e tristeza pois aos pés da matilha ferida: havia lobos caídos, dilacerados e mortos. Juno sentiu as lágrimas surgirem quentes em sua face, a morte estava ali...

    Uma cena familiar surgia novamente do outro lado, ela observou uma matilha de lobos correndo sob a luz do Pássaro de Fogo. Ela estava entre eles e majestoso Pássaro de Fogo bateu novamente as asas, iluminando melhor tudo ali. Sua mente fragmentava-se, mas dessa vez o som do uivo coletivo crepitava em seu coração e quando seus olhos abriram, havia a certeza que um aviso era dado ou seria o prenúncio de uma tempestade cruel que aproximava-se?




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