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    A Matilha do Fogo

    Alexyus
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    Mensagem por Alexyus Sex Nov 05, 2021 10:49 pm

    A Matilha do Fogo Matilh10

    O calor das chamas da fogueira na pedra do ninho do pássaro aquecia as faces dos quatro jovens garous parados de pé diante deles.

    Enquanto as asas flamejantes do Pássaro de Fogo batiam entre os mundos divididos pela Película, as lembranças do último ano passavam pelas mentes de cada um deles.
    Chaska Garras-da-Justiça:
    A Matilha do Fogo VxMqOlE
    Garras-da-Justiça tinha servido como o Guardião do Caern da nascente seita praticamente desde sua chegada, montando guarda vigilante por toda a divisa. Ele tinha se familiarizado mais do que qualquer um dos outros garous com os arredores, chegando a explorar cada canto da colina, criando uma ligação quase empática com o local. As redondezas da divisa eram território de uma alcateia de uma dúzia de lobos, que se tornaram rapidamente Parentes dos garous da seita, mas ninguém era mais íntimo deles do que Garras-da-Justiça. Mas o lupino também tinha aprendido bastante sobre os modos dos homens, chegando mesmo a adotar o nome humano de Chaska Chukchansi, para a eventualidade de ter que caminhar novamente entre a selva de pedra da humanidade. Não que ele tenha tido a oportunidade de voltar a uma cidade durante aquele ano que passara, já que suas obrigações como guardião do caern, seus aprendizados de rituais junto a Megumi Testemunha-das-Estrelas e o estudo da língua humana (que na verdade eram muitas, mas ele se focava apenas no inglês que seus companheiros falavam) o mantinham bastante ocupados. Mesmo Dakota e os outros nativo-americanos Parentes que o tinham conduzido em sua primeira viagem, que tinham achado abrigo num parque natural  nos arredores de Vancouver, não puderam se encontrar com o lupino durante todo aquele tempo. O principal evento naquele ínterim foi a relação crescente de Garras-da-Justiça com o espírito totêmico Pássaro de Fogo, que continuava misterioso e enigmático, mas uma ligação instintiva crescia en tre o garou e o espírito. Após um sonho de Megumi, ela selecionou os garous que pareciam ter uma ligação mais forte com o totem para formar a Matilha de Fogo. O ritual de ligação com o totem envolveu uma jornada onírica compartilhada com Lia, Juno e Maddie, que acabava de se encerrar agora.
    Lia Loba-Saltadora:
    A Matilha do Fogo 49884522916_95fc65d090_w
    Lia O'Neil, a Loba Saltadora, era a Inimiga da Wyrm na Seita do Pássaro de Fogo há quase um ano. Como tal, ela era muitas vezes solicitada a participar de missões contra a Wyrm em companhia de garous da Seita do Grande Urso Pardo, em Vancouver; seu desempenho nessas tarefas era bastante elogiado e os garous de Vancouver mostravam apreço pela fianna que era tanto obediente ao alfa eventual quanto saudavelmente competidora com seus colegas de matilha temporários, mas Megumi a advertira para manter-se com a guarda alta enquanto estava fora de seu caern para evitar revelar quaisquer detalhes sobre o que ocorria na seita. As missões em Vancouver eram feitas com muita discrição, pois parecia haver um acordo tácito entre garous e vampiros para não interferirem nos negócios uns dos outros, mas muitas vezes havia situações tensas em que que Lia ficara frente a frente com sanguessugas, tendo que se conter para não agredir aqueles cadáveres ambulantes. Nas ocasiões em que estava na cidade, Lia aproveitava para trocar mensagens com Kenneth Kelly, o descontraído fianna da Irlanda que mostrava-se sempre disposto a aconselhá-la mesmo a distância. Quando estava na colina do caern do Pássaro de Fogo, Lia ficava bastante ocupada com sua nova anciã, Megumi, que lhe ensinava rituais garous com regularidade, guiando-a também com histórias e lendas da história dos lobisomens para dar-lhe uma visão mais abrangente sobre a Nação Garou. Mas principalmente, a theurge insistia a todo momento que Lia continuasse tentando sintonizar-se com o totem do caern, o misterioso Pássaro de Fogo. Embora o espírito totêmico continuasse a ser um grande enigma, Lia sentia-se cada vez mais ligada a ele, encontrando-o em seus sonhos e ouvindo seus pios agudos em momentos aleatórios dos dias quando ninguém mais conseguia escutá-los. Testemunha-das-Estrelas viu nisso sinais inequívocos da maior ligação da Loba Saltadora com o Pássaro de Fogo, e por isso a theurge selecionou-a, junto com outros garous escolhidos a dedo, para um ritual de ligação com o totem para formar a Matilha de Fogo. O ritual de ligação com o totem envolveu uma jornada onírica compartilhada com Chaska, Juno e Maddie, que acabava de se encerrar agora.    
    Juno Canção-de-Luna:
    A Matilha do Fogo Juno10
    Juno Yadav O'Brien, a Canção-de-Luna, era a Vigia-da-Terra, a Menestrel e a Mestra do Uivo na Seita do Pássaro de Fogo já há quase um ano. Todos esses cargos vinham junto com uma porção de deveres, que a mantinham ocupada quase todos os dias. Como Vigia-da-Terra, ela tinha que conhecer e zelar pelas boas condições da beleza natural do caern, não apenas preservando seu estado original mas também se certificando que os espíritos na área do caern estivessem satisfeitos com o que acontecia no mundo material. Como Menestrel, era dela o dever de conhecer e recontar cada detalhe da vida e das proezas de seus companheiros de seita, o que a levava a conhecer intimamente cada garou que chegava na seita. O papel de Mestra do Uivo era teoricamente o mais fácil, mas a mente de Juno estava sempre trabalhando no que poderia falar no uivo da próxima assembleia, sempre visando levantar o moral da seita. Apesar de cuidar do caern, Juno era uma das garous que precisava voltar regularmente para Vancouver via ponte da lua para resolver seus assuntos no mundo dos humanos. Além de gerir os recursos que ainda tinha, ela também mantinha contato com Edgar e Valentine, seus mentores de tribo, que a aconselhavam e ensinavam sempre que era preciso. Mas agora sua principal tutora era Megumi Sato, a anciã Testemunha-das-Estrelas, que lhe ensinava lendas e rituais dos garous sempre que podia. Além disso, sua ligação com o totem Pássaro de Fogo aumentava cada vez mais, e Juno achava que conseguia achar um padrão nos trinados e piados que o espírito entoava vez por outras, quase como se entendesse a misteriosa língua que ele usava. Após um sonhos da theurge anciã, Megumi convocou Juno para uma cerimômia conjunta com outros três garous, Chaska, Lia e Madelyn. O ritual de ligação com o totem envolveu uma jornada onírica compartilhada com Lia, Juno e Maddie, que acabava de se encerrar agora.  
    Madelyn Olho-da-Lua:
    A Matilha do Fogo EnbaMmZ
    Madelyn Bones, a Olho-da-Lua, tinha sofrido a Primeira Mudança há mais de um ano. Desde então, ela migrara do interior do Alaska na companhia de Carlos Amaruk, o garou Arauto-das-Fadas, até Anchorage, e posteriormente, quando soube sobre um theurge que estava reunindo garous ligados a um certo Pássaro de Fogo, para Vancouver, no Canadá. Tinham tido alguns percalços pelo caminho, inclusive uma briga com lobos-fomori, na qual Mad teve que aprender a se virar em combate, há que sua amiga/tutora, Christine Foster, a impura Paz Invernal, tinha tido uma crise durante a batalha; ao lado de Carlos, Mad vencera a briga, apesar de muito assustada. Outro susto veio quando, ao chegarem em Vancouver, descobriram que o theurge que estavam buscando era uma mulher oriental, Megumi Sato, uma anciã dos Portadores da Luz Interior. Ela conversara por muitas horas com Madelyn sobre o Pássaro de Fogo, fizera testes e rituais, até finalmente aceitá-la em sua seita. Mais uma surpresa, a seita dela não ficava em Vancouver, mas num caern muitos quilometros ao norte, acessível apenas pela ponte da lua que saía daquele caern em Vancouver. Carlos e Christine não recebram permissão para acompanhar Madelyn ao novo caern, mas prometeram que ficariam em Vancouver à espera de notícias dela. Mad partira na companhia de Megumi para um caern localizado numa colina no meio de uma área selvagem e isolada de qualquer civilização, onde já estavam quase dez outros garous. Apesar de ser brevemente apresentada a eles, Olho-da-Lua não ficou muito tempo convivendo com eles, pois Megumi estava especialmente interessada nela, tomando-a quase como uma aprendiz pessoal. Além de explorar sua conexão com o Pássaro de Fogo, a theurge Testemunha-das-Estrelas ensinou tudo a Olho-da-Lua sobre ser uma theurge garou, incluindo dons, rituais e um pouco da espiritualidade dos lobisomens. Madelyn teve oportunidades de voltar a Vancouver para visitas breves, mas seu treino místico consumia quase todo o seu tempo. Quando achou que Mad estava pronta, Megumi juntou-a com outros três garous: o lupino ahroun uktena Chaska Garras-da-Justiça, a hominídea ahroun fianna Lia Loba Saltadora, e a hominídea galliard filha de Gaia Juno Canção-de-Luna. Juntos, eles foram submetidos ao ritual de ligação com o totem, empreendendo uma jornada onírica para serem aceitos pelo Pássaro de Fogo. E essa jornada acabava de terminar, e outra estava prestes a se iniciar.

    Na penumbra do caern, eles conseguiam ouvir pela primeira vez a voz nítida do totem em suas mentes.

    - Essa é a primeira noite que eu os aceito. Na segunda noite, eu os testarei. 

    Os quatro estavam na umbra rasa, olhando para os céus onde o Pássaro de Fogo lhes devolvia o olhar.

    Megumi e o resto da seita esperavam-nos do outro lado da Película.


    OFF: Podem descrever como foi a jornada onírica para vocês e o que farão agora que estão juntos, inclusive interagindo entre vocês.
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    Mensagem por Ankou Dom Nov 07, 2021 12:42 am




    Tirando as tardes Chaska raramente era visto vestindo sua “pele humana” como ele costumeiramente chamava, apesar de ser um curioso ele tinha pouco apreço pelas regras de conduta humanas e se interessava muito mais pelo que aquelas mãozinhas desajeitadas dos macacos eram capazes de fazer, direito dele ele dizia, direito dele de vestir todas as peles assim como todos os Garous.

    Na penumbra no entanto ele está sem camisa na forma humana as marcas pintadas no corpo com uma espécie de unguento negro feito por cinzas e sangue, marcavam o pássaro de fogo, o lobo, a lua cheia, hélios incarna do fogo e sol, o tomahawk feito de ferro frio, martelado por ele mesmo pendurado na cintura, cheio de penas bonitas e coloridas afiado pra cortar cabelo, da cintura pra baixo ele tinha só uma calça jeans surrada a jaqueta de couro amarrada na cintura

    No entanto ele não demora muito na forma sem pelos, ele toma a forma cerimonial do glabro e uiva longamente e em saudação ao pássaro de fogo, ele sobe ao ponto mais alto e uiva mais uma vez, a posição de genuflexão diante da grandiosidade do pássaro, o semblante de puro respeito.

    - Eu Garras-da-Justiça dos Uktena fico honrado e espero passar por suas provações. - palavras? Não, era apenas o sentimento transmitido pro totem, a conexão mental e poderosa que o Uktena conseguia manter com os espíritos.

    Ele não se alonga e se retira sem nunca dar as costas pro espírito em puro e absoluto respeito.

    Ele sai pro outro lado voltando ao mundo físico, o olhar sério no rosto - Ele vai nos levar a guerra que nos foi prometida, tô certo, a guerra com que sonhamos… - a voz quase não tinha sotaque mais, qualquer não linguista juraria que o pouco que tinha vinha das origens indígenas dele.

    - Eu vou ficar distante hoje, longe do coração do Caern, eu preciso de ajuda dos espíritos. - Ele segura a machadinha e olha pra Megumi - O ano que se passou é hora de ser posto a prova, muitos chiminages, muitos espíritos. - Sabia que se fosse fazer uma arma digna de um guerreiro precisaria de pelo menos o resto da noite.
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    Mensagem por thendara_selune Seg Nov 08, 2021 3:05 pm

    A Matilha do Fogo Ed900612






    Durante a passagem de tempo.


    A vida pós mudança era um dedilhar de acordes novos. Por vezes tudo era agridoce, ela compreendia que sua espécie vivia dentro de um outro mundo. Gaia sofria dentro de um ciclo de corrupção, dor e crueldades que se enraizaram nas criaturas que não enxergavam a mãe em sua infinita amorosidade.
    Dentro caern cumpria suas atividades, seguindo uma rotina, na qual saudar Hélios pela manhã, a fazia sentir o ar preencher os pulmões, podia ouvir o som do vento, da água e dos animais. Tudo tinha uma voz, não precisava ser uma criatura de além do véu para entender, mas sim abrir o coração para Gaia e senti-la vibrar dentro de si.
    A noite saudava Luna, um uivo longo, tão suave e doce que tentava igualar-se à pureza de todas as coisas, mas ainda assim não era suficiente para honrar toda a força da rainha da noite.

    Nesse meio tempo arrumou um meio de fazer cabanas sustentáveis, um espaço tranquilo para um repouso ou quem sabe apenas uma mera pernoite de um visitante. Para manter os recursos era comum Juno sair do caern, assim como passou a atuar como voluntária em algum centro infantil, contar histórias, ensinar pintura, ajudar em qualquer atividade que ajudasse a criar uma ponte de esperança e empatia.

    Em algumas noites ia a bares indicados por colegas de tribo ou parentes. Beber um pouco, sentir aquela normalidade fluindo, cantar ou apenas ouvir a voz dos outros tocar seu coração. Escrevia muita coisa em um caderno, não era incomum vê-la participando de uma festinha aqui ou ali.

                                                             
    ****


    Os sonhos de Juno eram cheios de cores, vozes que ecoavam desde o borbulhar da água, o cantarolar de um pássaro ou canções que se perdiam em fragmentos. Por vezes enxergava fogo acima dela, sob seus pés o vazio, ao longe asas em chamas rasgando a escuridão e olhos amarelos multiplicando-se por todo mundo vazio que a cercava. O pássaro dançava nos céus, movendo-se guiado pela música etérea.

    Outras vezes o sonho era apenas Juno correndo sem destino, a pele humana se desfazendo lentamente deixando seus pedaços e criando uma trilha de pedra escuras que pareciam feitas de sentimentos ruins. Seus olhos não conseguiam enxergar nada, mas seu olfato sentia como se uma nuvem de podridão flutua-se acima dela em uma eterna perseguição.

    Certa noite Megumi a convocou junto com os outros e o ritual de ligação com o totem envolveu uma jornada onírica compartilhada com Lia, Juno e Maddie, que acabava de se encerrar agora.  

    Para ela as visões eram diferentes, o passáro altivo, ao seu redor um círculo de fogo e suas asas criavam uma ventania tão quente que parecia que Juno iria queimar até morrer. Dentro dela uma centelha ardia a cada bater de asas do grande espírito, o corpo de Juno parecia ficar translúcido, um espelho surgia diante dela e podia ver seu coração batendo acelerado.
    Os outros ali eram apenas sombras tremeluzentes, sabia quem eram, mas não conseguia falar com eles ou entendê-los. O grande pássaro parecia falar, uma língua antiga, que ia e vinha como se fosse apenas um sussurro cheio de fogo que fluía dentro de sua mente.
    Depois tudo foi silêncio, calor e fúria crepitando dentro de Juno que ao acordar se via do outro lado. O mundo físico parecia tão pequeno diante da visão que tinha e seus olhos pareciam maravilhados demais para que palavras pudessem expressar tudo que sentiu.



    -O pássaro de fogo cantou, em minha visão entoava  grandiosamente uma velha canção, que flui agora entre nós criando uma ligação maior…- O sorriso doce dela era encantador, caloroso e gentil. - Se havia alguma dúvida em meu coração ela cessou assim que enxerguei o fogo ardente do poderoso espírito,- Os olhos brilhando cheios de convicção e fé em cada palavra dita no mundo físico.- arde em nós a centelha de esperança que guiará nosso caminho, é além de buscar renome é cumprir nosso papel para com Gaia!- Alegria flutua ao redor de Juno que parecia ter uma fé inabalável no totem e na matilha que se formava. Então ouve  Garras-da-Justiça. - Certamente ter algo a mais para se defender trás boas chances de se sair bem em uma situação perigosa. - Depois aguarda os demais falarem.
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    A Matilha do Fogo Empty Re: A Matilha do Fogo

    Mensagem por shamps Dom Nov 14, 2021 7:51 pm





    Como esperado, a vida reclusa de um Garou estava difícil para a jovem Fianna. Seus pais não tinham lhe falado dessa parte, uma vez que como parentes, eles não tinham essa vivência de Caern. O alento para sua alma inquieta eram as missões fora do Pássaro de Fogo, quando ia à Vancouver e à outra seita participar de suas missões. Na cidade grande matava as saudades de sua vida mundana e sempre ligava para Ken para compartilhar esses sentimentos, ele sempre tinha uma palavra para acalmá-la.

    - Oi Ken - sempre iniciava assim a conversa - estou bem e você? Nem preciso te falar que as coisas estão difíceis... Hahahah... Não, é só que aí era mais divertido!... Hoje passei na frente de um ginásio de esportes... foi difícil... Claro que eu treino no Caern, mas não é a mesma coisa... Me divirto sim com as pequenas competições entre eles... São uns malucos divertidos... - claro que ela sempre evitava falar qualquer coisa sobre o Pássaro de fogo, fosse com o Ken ou fosse com seus companheiros de matilha de outro Caern. Apenas dizia a Ken que se sentia entre amigos.

    Sentia dificuldade em se afastar dos sentimentos que a ligavam às cidades e buscava auxílio sempre com os irmãos de seita. Se dava muito bem com Juno, uma conterrânea, e achava a mentalidade simples de Chaska divertida.

    E mesmo com essas dificuldades, aos poucos ela foi se familiarizando com sua nova vida e um ano fez muita diferença. Sua ligação com o totem se tornava cada vez mais forte e sempre compartilhava com Juno que ouvia os piados de um pássaro nos momentos mais aleatórios possíveis. Até mesmo em uma das missões que envolviam os nojentos sanguessugas. Sério mesmo? Pactos com eles? "Esses canadenses..."

    O fato era que os próprios sonhos da jovem envolviam mais a seita, o totem e seus irmão e aquilo preenchia o vazio da jovem garou. Uma pequena missão onírica foi imposta à jovem para ela ser reconhecida pelo grande Pássaro de Fogo e assim ela o fez. Visitou a Umbra e se deparou com uma trilha perigosa onde ela tinha que ultrapassar os obstáculos do caminho e usou seu preparo físico para saltar pelos perigos impostos por sua provação. Sem mais, ela se via diante do enorme  Espírito flamejante. Todos os presentes também tinham vencido suas próprias jornadas e estavam ali com ela.Ela sentiu as fortes palavras do Pássaro e tremeu com sua força, mas estava certa de que aceitaria sua provação. Com humildade, ela saudou o enorme espírito.

    - Se é de vosso agrado, Grande Espírito, eu aceito sua provação - a energia libertadora e poderosa do espírito fazia os músculos firmes de Lia tremerem com a adrenalina que percorria seu corpo. 
    Agora era a hora! Sem dúvidas, sem medos e sem arrependimentos. Agora não era mais por ela, e sim, por Gaia.


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    A Matilha do Fogo Empty Re: A Matilha do Fogo

    Mensagem por Bastet Seg Nov 15, 2021 5:15 pm




    Antes de tudo, Mad era uma jovem animada e cheia de alegria. Até mesmo após se transformar, isso se manteve por um tempo, mas a separação dela com as pessoas que ela confiava tinha mudado bastante isso... Principalmente por ir para um lugar novo, ficando isolada com Megumi, apenas aprendendo e aprendendo. Mad ainda era agradável e grata pelos ensinamentos, mas havia se tornado uma jovem mais reclusa e calada. Os anos de sua infância em isolamento mais aquele ano convivendo apenas com a professora não tinham ajudado para ela desenvolver suas habilidades sociais.

    Quando Megumi resolveu que Madelyn estava pronta pra se juntar à alcateia, ela quase pirou. Sumiu na mata por alguns dias, só voltando quando a fome apertou. Sem muita escolha, aceitou ir e até gostou das pessoas da matilha, mesmo que mais as observasse que interagisse de fato com elas.

    ---
     
    Naquele dia, após a jornada de ligação com o Totem, Mad esperava ter um tempo para ver seus amigos e dar notícias. Sentia falta principalmente de Amaruk e se perguntava quanto tempo eles ainda estariam lá por ela.

    Mas, apesar de ter essa intenção, foram incumbidos de uma nova missão.

    A Voz clara do espírito em sua mente era intimidadora e deixava Mad cheia de energia e medo. Após os mais velhos falarem, ela apoiou seu bastão no chão, fazendo uma grande mesura para o totem, em sinal de aceitação daquelas palavras e respeito. Ficou feliz ao perceber que todos aceitaram sem hesitar.

    Guardou o bastão no suporte que tinha na mochila e se aproximou deles, olhando brevemente pra Chaska, Juno e Lia, em seguida baixando o olhar. Quando Chaska falou sobre ir falar com espíritos, ela pareceu se animar um pouco. - Garras-da-Justiça, eu gostaria de te acompanhar – achava que uma experiência sem a sua mentora fosse ser proveitosa para o preparo dela.

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    A Matilha do Fogo Empty Re: A Matilha do Fogo

    Mensagem por Alexyus Qua Nov 17, 2021 12:38 pm

    A Matilha do Fogo Sonhos10

    Sozinhos na Penumbra depois da fala do Pássaro de Fofo, os quatro garous que agora formavam a Matilha do Fogo estavam juntos, preparando-se  para agir em grupo pela primeira vez.

    A visão objetiva e rudimentar de Chaska fixou-se no seu objetivo primário: como ahroun, ele se preparava sempre para a batalha, e agora pressentia que um embate monumental ocorreria em breve. Ele tinha aprendido com os humanos e com os outros garous sobre o uso de ferramentas, especialmente as que causavam danos chamadas de armas, e havia vários meses ele já vinha planejando uma arma para si mesmo. A seu pedido, seus parentes uktenas tinham forjado uma machadinha tradicional do povo humano, chamada de Tomahawk, forjada em ferror frio. Com todos os rituais que lhe foram ensinados, ele conseguira invocar um espírito mineral da prata para transmutar o ferro frio em prata pura e sólida, tão reluzente e reflexivo quanto um espelho da água. Mas seu fetiche Mata-Fujão não estava ainda completo, ele necessitava encontrar e estabelecer um pacto com um espírito do vento ou da guerra para habitar a arma e torná-la efetivamente um fetiche. Naquele ambiente natural plácido e pacato, era bem difícil achar um espírito da guerra, de modo que um espírito do vento era um alvo muito mais provável.

    A outra ahroun da matilha, Lia O'Neill, tinha uma perspectiva diferente de seu papel em relação ao lupino Chaska. Apesar de seu augúrio guerreiro, ela era uma fianna, herdeira orgulhosa das antigas tradições, e seu gênio competitivo a levava constantemente a se comparar com outros, competindo para ser sempre a melhor. Apesar da selvageria natural de Garras-da-Justiça, a Loba Saltadora era muito mais rápida, atlética e sagaz que seu novo companheiro de matilha. Ela se sentia como se tivesse passado numa seletiva, tendo se destacado como a elite daqueles garous escolhidos pelo Pássaro de Fogo, sendo uma das únicas quatro selecionadas para formar aquela matilha singularmente especial. Agora que o totem os tinha aceitado, ela precisava se preocupar com sua equipe, aqueles novos companheiros, e se ela iria querer assumir a liderança ou ser uma beta competitiva, agora ela precisava decidir como agir dali pra frente.

    Juno Yadav era em muitos sentidos a mais madura daquela nova matilha. Sua perspectiva humana era bem mais ampla que a das outras meninas e incomparavelmente superior  a de Chaska. Ela enxergava as dicotomias de ficar isolada no meio da natureza e ainda ter que se preocupar com sua vida no mundo dos humanos, administrando seu tempo inerente às suas atividades na cidade de Vancouver, onde sediara suas operações e seus aliados estavam, com as obrigações de ser membro da seita quase secreta e vista com extrema suspeita pelo resto da Nação Garou. Apesar de seu intelecto vasto e sua memória prodigiosa, Juno não sentia a necessidade de liderar outros, satisfazendo-se em fazer o que achava necessário e oferecendo conselhos quando fosse produtivo. Esse modo de pensar era bastante típico entre seus companheiros de tribo, os Filhos de Gaia, da qual ela conhecera membros de praticamente todas as facções, e por isso ela tinha muitos contatos e possíveis aliados a quem recorrer quando precisasse. A forma dela expressar em palavras seus pensamentos era uma fonte de encorajamento para seus novos irmãos da Matilha do Fogo.

    Juno escreveu:-O pássaro de fogo cantou, em minha visão entoava  grandiosamente uma velha canção, que flui agora entre nós criando uma ligação maior…- O sorriso doce dela era encantador, caloroso e gentil. - Se havia alguma dúvida em meu coração ela cessou assim que enxerguei o fogo ardente do poderoso espírito,- Os olhos brilhando cheios de convicção e fé em cada palavra dita no mundo físico.- arde em nós a centelha de esperança que guiará nosso caminho, é além de buscar renome é cumprir nosso papel para com Gaia!- Alegria flutua ao redor de Juno que parecia ter uma fé inabalável no totem e na matilha que se formava. Então ouve  Garras-da-Justiça. - Certamente ter algo a mais para se defender trás boas chances de se sair bem em uma situação perigosa. - Depois aguarda os demais falarem.

    A pessoa que menos falava na matilha era também a mais nova, a adolescente Madelyn Bones, a Olho-da-Lua. Sempre naturalmente quieta, ela se tornara ainda mais ao ser treinada pela taciturna e misteriosa portadora da luz Megumi Testemunha-das-Estrelas. Agora junto de mais três jovens garous, Mad ouvia mais palavras em minutos do que sse acostumara a ouvir em semanas. A presença constante do Pássaro dde Fogo em sua consciência espiritual assemelhava-se ao crepitar de labaredas mansas, queimando lentamente seus medos e enchendo-a de curiosidade e coragem. Como theurge, ela tinha uma afinidade extrema com o espírito totêmico que a chamara em seus sonhos e finalmente a aceitara. Apesar disso, Mad não tinha feito grandes incursões pela Umbra, e a chance de acompanhar o Garras-da-Justiça no que ele pretendia fazer era uma oportunidade para ela colocar em prática todo o conhecimento teórico que acumulara junto à anciã da seita.

    Os quatro garous desviaram seus olhos dos céus umbrais e voltaram sua percepção para as matas da divisa como elas apareciam na penumbra. A visão da natureza em estado de graça, mostrando a face de Gaia como ela deveria ter sido, era sempre algo inspirador e melancólico para qualquer garou. Naquelas paragens, as folhas da vegetação pareciam queimar em luz verde com chamas que em vez de consumirem as plantas pareciam fortalecê-las. Pequenas fagulhas e bolas de fogo percorriam espaços por toda a região, iluminando a escuridão perene da penumbra, onde apenas a luz de Luna fornecia orientação aos olhos dos garous. Todas as árvores, pedras, rios e animais pareciam vivos e animados ali, embora muitos deles estivessem sonolentos, no estado chamado Modorra.

    A Matilha do Fogo D_NQ_NP_841920-MLB40926144509_022020-O

    Atento ao cerimonial do ritual que pretendia executar, Chaska usou a incômoda lâmina de prata da machadinha para abrir um corte em sua mão e despejar seu sangue numa poça sobre seu tomahawk. Sem afastar as mãos, ele fechou os olhos e entoou um cântico especial na língua dos espíritos, conjurando um espírito do vento do mesmo que Megumi lhe ensinara.

    A ladainha prolongou-se por mais de dez minutos, enquanto o sangue de Chaska continuava a verter sobre sua arma, antes que uma forte ventania começasse a soprar sobre o topo da colina umbral do caern, balançando violentamente os cabelos e roupas dos quatro garous. As nuvens de chuva e poeira se misturavam enquanto a formação de uma silhueta indicava a chegada do Espírito do Vento.

    - Por que me convocou, filho dos garou?
    Espírito do Evento:
    A Matilha do Fogo Air_el10


    Lia, Juno e Mad sabiam criar fetiches, embora não o tivessem feito até o momento, e suas opiniões eram ligeiramente diferentes. Lia aprendera com os fianna que fetiches eram heranças de honra e glória que deveriam ser feitas caprichosamente seguindo antigas tradições de forja e entalhe. Juno era uma filha de Gaia humana que tinha sido ensinada a trabalhar conjuntamente, inclusive para criar fetiches, visando sempre o bem-estar coletivo. Mad também era Filha de Gaia, instruída por Christine, mas sua convivência com Megumi lhe dera um ponto de vista mais próximo dos espíritos, que poderiam preferir ficar livres do que habitar o interior de fetiches.

    OFF: @Ankou, pode interpretar sua negociação com o espírito para ele entrar no feticche, ou fazer rolagens para convencê-lo ou forçá-lo. @Shamps, @Thendara_selune e @Bastet, vocês podem agir a qualquer momento se quiserem interferir e são livres para interagir entre vocês.
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    A Matilha do Fogo Empty Re: A Matilha do Fogo

    Mensagem por Ankou Qua Nov 17, 2021 6:36 pm




    O Uktena olha pra Madelyn assim que ela pede para acompanhá-lo. - Eu vou lidar com espíritos poderosos e perigosos, se der errado eu não vou ficar pra lutar. - ele fala aquilo em tom de aviso, mas não nega e nem convida ninguém a ir com ele.

    --

    O caminho não é rápido, existe toda uma preparação ele limpa o corpo e refaz todos os símbolos tirando a “tinta” de dentro de uma cuia escondida no bolso interno da jaqueta agora no chão como todo o resto das roupas que no final ele parecia ter aversão, símbolos, representando a guerra, profecia, a tribo, os ventos.

    O corte a prata dói, é enlouquecedor, o corpo treme a cor viçosa do guerreiro se esvai um instante depois, o corpo do glabro lutando pra voltar pro lugar e tentar regenerar o estrago feito na mão direita, lutando de maneira inútil, o punho cerrado vertendo sangue em cima de uma pequena depressão cavada, em torno dela ele começa a desenhar símbolos agachado logo próximo, do ponto onde ele está uma escuridão sai comendo espaço ele não diz nada, mas ele mesmo tinha feito aquilo evitando que os companheiros não vissem mais do que já haviam visto, mas era impossível não ver o espírito gigantesco de aparência furiosa, a escuridão se desfaz no momento seguinte, a machadinha sumida, tudo que tem é uma poça de sangue que não escorre por causa da argila.

    O Uktena de joelhos com as mãos levantadas em posição de adoração ao espírito, ele não fala nada, nada que um garou consiga compreender - Oh grande espírito, eu venho lhe rogar ajuda, ajuda pra que meus inimigos nunca fujam de mim, eu lhe imploro pra que se torne meu irmão de guerra e corte a carne e os espíritos dos impuros e malditos e pra que sejamos um só, e que o preço honesto seja pago por sua ajuda, seja em glória ou que sua vontade seja feita. - adulação antes de provocação de embate, aquele era o jeito Uktena, era o jeito que melhor funcionava, a posição humilde ensanguentada e desnuda, na forma cerimonial era muito mais apelativa do que o Crinos sedento de sangue.
    Teste:


    • Personagem: Chaska Chukchansi
    • Ação: Criação de Fetiche
    • Teste: Raciocínio + Rituais - Dificuldade 10
    • Modificadores Adicionais: Gasto de 1 ponto de força de vontade

    Ankou efetuou 5 lançamento(s) de dados A Matilha do Fogo D10 (d10.) :
    4 , 7 , 6 , 8 , 1
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    A Matilha do Fogo Empty Re: A Matilha do Fogo

    Mensagem por thendara_selune Dom Nov 21, 2021 5:19 pm

    Naquele mundo tudo fluia de maneira diferente.  A visão da natureza em sua forma mais pura deixava Junho extasiada com os milagres criados pela grande mãe. A luz de Luna era um farol que permitia enxergar as nuances intensas do mundo espiritual.  O seu encantamento só se quebra ao observar então Chaska que usava a machadinha com lâmina de prata para realizar um ritual. O som que ele emitia parecia um velho cântico que a filha de Gaia tentava compreender. Os minutos passaram e então a ventania forte surgia, mostrando sua força e fazendo Juno se assustar diante da magnitude daquele espírito que atendia ao ritual do lua cheia. Se manteve como observadora primeiro para entender a capacidade da lua cheia em tratar com espíritos e até mesmo observar se a Theurge diria ou faria algo. Eles estavam desfalcados, era importante que pudessem agir com segurança e atuar de maneira sábia. Aquele momento era perfeito para sentir o quanto estavam conscientes do caminho diante deles e como lidariam com o mundo espiritual.  Notoriamente havia em Chaska a chama dos heróis do passado, assim sendo os olhos dela se mantiveram nele na expectativa que de fato estivesse diante de um grande Garou que contribuiria para que a matilha fosse forte diante dos perigos.
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