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    Olho da Lua - Madelyn

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    Mensagem por Alexyus Sex Out 30, 2020 6:35 pm

    Madelyn ainda se lembrava das chamas enormes ardendo sobre a estrutura que tinha sido o laboratório. Eram quentes e claras, muito diferentes do ambiente estéril e cinza onde tinha ficado tanto tempo presa.

    A cidade de Whittier era bem diferente do que ela se lembrava, parecia menor, embora sempre tivesse sido uma cidadezinha minúscula. A população correu para ver o incêndio, muitos deles ex-vizinhos dos Bones. 

    Carlos Amaruq, aquele faxineiro que a salvara, e que depois ela viera a descobrir que não era apenas um faxineiro, insisitiu que tinham de sair de lá rápido, e enrolou-a em cobertores para protegê-la do frio e também a sua identidade. Eles tinham entrado no carro dele, ele a deixara ir no banco da frente, e rapidamente o veículo deixou a cidade pela W Camp Road. Na estrada à beira-mar, eles passaram por um caminhão dos bombeiros de outra cidade que vinha de sirenes ligadas em direção a Whittier.

    O homem velho e ruivo que se apresentara como Carlos Amaruq ganhara a confiança dela, mas Madelyn sabia e entendia perfeitamente o que estava acontecendo: eles estavam fugindo. Carlos ateara fogo no laboratório para encobrir o massacre que ela, inadvertidamente, causara. Ele era bom em contar histórias e foi lhe contando tudo sobre os garous, Gaia, a guerra contra a Wyrm, e todas essas coisas. Ele era muito simpático e animado, embora parecesse estar meio bêbado quase o tempo todo. Carlos também era um bom ouvinte, e gostava de quando Madelyn se expressava.

    Carlos Amaruq:
    Olho da Lua - Madelyn Carlos10

    Quando passaram pelo aeroporto de Whittier, Amaruq ficou um pouco mais calado, parecendo concentrado, olhando para todos os lados como se procurasse algo. Ele ficou tão quieto que Madelyn teve a impressão de escutar o espírito da velha minivan falando com ela com sua voz rouca de motor.

    Não houve problemas no aeroporto, e eles pegaram a Portage Glacier Road, e Madelyn ficou embevecida pelas belas paisagens da região, uma grande mistura de água, árvores e neve, como só o Alaska possuía.

    Eles seguiram por ela até chegarem à grande Seward Highway, a rua mais barulhenta que Madelyn já vira, mas Carlos corrigiu-a, explicando que aquilo era uma rodovia, nomeada em homenagem ao Secretário Geral americano que comprara o Alaska da Rússia. Os carros passavam em grande velocidade nas duas direções. Por ela, eles chegaram ao Centro de Conservação da Vida Selvagem do Alaska, onde Amaruq falou com algumas pessoas que parecia já conhecer. Elas providenciaram uma refeição quente, a primeira que Madelyn tinha desde o incidente no laboratório (os lanches de estrada não contavam como refeição na opinião de Madelyn e Carlos concordava), e também uma cama para que ela pudesse dormir um pouco. Carlos ficou bastante tempo no telefone, conversando e argumentando, mas Madelyn estava cansada demais para entender as palavras ditas.

    Na manhã seguinte, com o carro abastecido, eles seguiram viagem rumo ao norte. Carlos explicou que Madelyn não podia ser uma fianna por não ter sangue da tribo. Então ele a levaria para conhecer os Wendigo, de quem provavelmente era parente.

    Eles continuaram na Seward Highway por bastante tempo, até chegar a um lugar chamado Girdwood, onde Carlos abasteceu o tanque do carro (cujo espírito chegou a ronronar ao ser alimentado), e comprou mais daqueles snacks de viagem vagabundos.

    Apesar de ser quase meio-dia, ele preferiu voltar à estrada, e rodaram por mais algum tempo. Ao final da tarde, eles chegaram a Bird Creek, que parecia ser uma pequena cidade construída no final de uma ferrovia. Carlos explicou que eles estavam na região de Kongiganak, estacionou o carro e levou Madelyn para jantar numa lanchonete, e essa foi a segunda refeição dela com ele (nem se comparava à primeira mas era bem melhor que aqueles snacks). 

    Depois do jantar, ele a deixou dormindo no carro e saiu para investigar alguma coisa. Ele voltou algumas horas depois, acompanhado de três homens que pareciam vir das Primeiras Nações (como se chamavam os índios atualmente no Canadá e Alaska); eles quiseram dar uma olhada de perto em Madelyn, mas não disseram nada. Após um minuto sendo observada de perto por eles, os três homens viraram as costas para ela e se afastaram com Carlos. 

    Quando Amaruq voltou, ele tinha os olhos vermelhos e anunciou que iam dormir no carro mesmo. Ele ajudou Madelyn a se acomodar no banco de trás com um cobertor, mas ele mesmo não foi dormir tão cedo. Em vez disso, ele abriu uma garrafa de uísque e entornou-o pelo gargalo, bebendo durante bastante tempo, até que Madelyn adormeceu.

    Na manhã seguinte, Madelyn acordou antes de Carlos, e ele ainda estava dormindo, babando, e a garrafa de uísque estava vazia, caída perto dele. Ele acordou com os olhos muito vermelhos e levou-a pra tomar o desjejum. ele se esforçava para disfarçar e parecer animado, mas Madelyn percebeu que ele estava estranho. Ele acabou comentando:

    - Bom, você não será uma wendigo, afinal de contas! Mas isso é uma coisa boa, sabe? Esses caras vivem andando no gelo, deve ser horrível...

    Carlos explicou que estavam perto de Anchorage, e lá eles se encontrariam com algumas pessoas, "gente mais legal e simpática que esses wendigos!", como ele disse.

    Eles voltaram para a rodovia e em pouco mais de meia hora, estavam entrando na maior cidade que Madelyn já vira na vida, Anchorage.

    Anchorage:
    Olho da Lua - Madelyn 4oowjp10

    Naquela grande cidade, a capital do Alaska, Carlos levou Madelyn para conhecer sua primeira seita, a Seita de Lake Dog. O caern deles ficava no distrito universitário, ao redor do University Lake, e era gerenciado pelos Roedores de Ossos, mas aberto a todas as tribos, conforme Carlos explicou.

    A sensação de estar num caern pela primeira vez, tão mais perto do mundo espiritual, foi incrível para Olha da Lua. Havia muitos espíritos ali, mas ela não entendia o que eles diziam, e suas interações eram muito mais instintivas do que racionais.

    Ali, Madelyn percebeu que Carlos estava se esforçando para que alguma tribo adotasse Madelyn e a aceitase como parte da Nação Garou.

    A primeira opção dele, os Andarilhos do Asfalto, consideraram que ela era caipira e esquisita demais para fazer parte da tribo. Um Uktena se interessou por ela, mas Carlos negou a oferta dele, bem como a dos Roedores de Ossos, explicando que aquelas tribos não eram  adequadas para ela. Havia um Senhor das Sombras, mas ele nem sequer olhou duas vezes para Madelyn, desprezando-a totalmente.

    Ficando sem opções, Carlos aceitou quando Paz Invernal, uma theurge dos Filhos de Gaia, propôs aceitar Olho da Lua como parte da tribo.

    Paz Invernal:
    Olho da Lua - Madelyn 37072610

    Christine Foster (o nome humano de Paz Invernal) era uma métis, uma impura, filha de dois garous, o que Madelyn já aprendera que era proibido pela Litania, a lei dos garous. Apesar de parecer visualmente saudável, ela explicou que às vezes tinha crises convulsivas graves. Mesmo assim, era a pessoa mais doce e amigável que Madelyn já conhecera, até mais do que Carlos. 

    Por algum motivo, ela e os outros garous chamavam Carlos de Charles, ou então pelo seu nome garou, Arauto das Fadas.

    Paz Invernal ensinou tudo que Madelyn precisava saber e Carlos não podia ensinar: dons, rituais, como lutar defensivamente, o papel dela como theurge e toda a filosofia dos Filhos de Gaia como tribo.

    O Rito de Passagem que Paz Invernal impôs a Madelyn foi retomar sua identidade humana. Isso exigiu que ela esclarecesse para as autoridades humanas que estava viva e sobrevivera após o incêndio que matou seus pais. O processo foi um pouco demorado, mas em menos de três meses, Madelyn conseguiu ser reconhecida como única herdeira de seus pais.

    Após seu sucesso no Ritual de Passagem, Olho da Lua ganhou de Paz Invernal seu Bastão do Peregrino, um fetiche apropriado para a viajante que ela se tornara na companhia do Arauto das Fadas.

    Olho da Lua ainda não falava a língua dos espíritos, mas Paz Invernal já tinha mostrado como aprender o dom. Ela e Carlos (Charles) abrigavam Madelyn perto do território da seita.

    Certa noite, Madelyn dormia e teve um sonho. Ela sabia que estava sonhando, mas a sensação era bastante real. Ela se via em meio a uma terrível escuridão, mais negra do que qualquer noite. Repentinamente, um enorme pássaro de fogo flamejou acima dela, piando ensurdecedoramente. Abaixo dela, vultos sombrios de lobos corriam na direção dela. Ela reconheceu um desses lobos: era ela mesma, mas na forma lupina.

    E então Madelyn acordou.
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    Mensagem por Bastet Sab Out 31, 2020 6:52 pm



    Madelyn
    Bones

    Uma coisa que ninguém repara, até ser submetido a isso, é nos efeitos que o isolamento pode ter na mente das pessoas. Madelyn não era uma jovem sem experiências de vida: já tinha viajado, brincado, estudado e, até mesmo, estado em algumas das sete maravilhas do mundo... Mas, nos últimos dias, se encantava  e se assustava, respectivamente, com as paisagens geladas do Alaska e com o farol dos carros e barulhos dos caminhões.

    Ao seu lado, em todos aqueles dias de fuga e descobertas, estava Carlos Amaruq.  Um (possível) faxineiro que salvara a vida dela e evitara um possível destino pra ela em institutos prisionais para menores.  Ele foi a primeira pessoa que ouviu Mad... Mesmo quando ela tava na cela de malucos (como apelidara carinhosamente seu quarto no Instituto Biotech).  Agora, ele, além de falante e divertido, explicara para a garota sobre as mudanças que ela estava enfrentando  e tomou para si a responsabilidade de levá-la até uma casa que lhe aceitasse.

    ***

    Muitos dias e lanches requentados se passaram, até a primeira tentativa. Mais dias ainda se passaram nas próximas... Mas ninguém parecia aceitar a jovem. Ela não comentou com o adulto, mas aquilo a deixava bastante triste.  Mas, bem, se nem seus pais a aceitaram completamente... Imagina tribos, né?

    Com o passar dos quilômetros rodados, ela se tornou mais quieta  e introspectiva e Amaruq menos brincalhão e um tanto mais bêbado.  Apesar disso, eles cuidavam bastante um do outro.  Vez ou outra ela tinha pesadelos, mas não comentava sobre eles. Costumava até brincar: “Eu conto se você me der um gole desse treco aí que gosta de beber”... Bem, o homem era bastante liberal, mas nunca tinha aceitado o acordo. Um golinho de whisky era capaz de derrubar a pequena e magrela Madelyn.

    Quando Carlos a levou até o Caern, ela ficou encantada. Se esqueceu momentaneamente do humor ruim, olhando os espíritos e tentando entender o que eles diziam e tentando se comunicar por mímica.

    - Senhor Amaruq! Cê tá vendo? – cutucava ele, animada. Seus olhos brilhavam.  – Por que eles tão falando tão embolado?!

    ***

    Mad tentava ajudar Carlos em sua missão. Se comportava direitinho e até sorria pro pessoal que ele a apresentava. Uns pareciam legais... Outros pareciam bem esquisitos... Alguns Carlos nem deixava ela por os olhos.  Ao encontrar Paz Invernal, as coisas tomaram rumo... Ela foi aceita e ensinada... E pôde ver seu amigo e cuidador finalmente relaxar.

    Certa noite, ela se sentou com a Theurge e, após as explicações e muitas dúvidas, perguntou.

    - Por que vocês chamam o senhor Amaruq de Charles? E por que o nome dele é Arauto das Fadas? Ele é filho mesmo de um Leprechaun? – a mulher já estava se acostumando com as muitas perguntas da jovem. Após obter as resposta, ela deu um sorrisinho levado – Ele é bonitão, né? Você sabe se aquela moça que cuidou da gente tá solteira? Talvez ele queira uma namorada... – se referia a uma das parentes que viviam ali próximas e tinha ajudado os dois nos primeiros dias deles ali.

    ***

    Os meses se passaram e Madelyn conseguiu ser bem sucedida em seu Ritual de Passagem. Agora tinham um pouco mais de recurso devido à sua herança (que não fora liberada completamente ainda, devido a sua idade).  A cada dia que aprendia algo novo, parecia curiosa para aprender mais três. Mad não gostava de dormir... Então sempre prolongava o máximo possível o seu dia... E só dormia quando o corpo pifava...

    Raramente sonhava.
    Sonhou naquela noite.

    Acordou dando um pulo, sabendo que aquele não fora um sonho simples. Nem mesmo um pesadelo.  Ela se viu: era uma loba magra e menor que os demais,  com sua pelagem branca e bastante felpuda. Nas orelhas, no focinho e nas patas dianteiras, tinha manchas pretas e marrons que contrastavam com o resto de seu corpo; seus olhos eram como os do seu corpo humano, um azul e o outro âmbar. Madelyn estava correndo junto a outros e se sentia parte de um grupo... Seguindo o chamado do pássaro de fogo.

    Se levantou da sua cama, colocando um casaco e dando passos apressados até os aposentos de Amaruq, batendo na porta freneticamente.

    - Amaruq! Amaruq! –  o homem devia estar apagado. Bateu novamente.  Os pezinhos descalços de Mad correram até a outra porta, batendo na porta de Christine – Paz invernal! Cê tá acordada? – colocou o ouvido na porta, pra tentar ouvir se tivera mais sorte que na porta do lobo ruivo.

    Não era possível que nenhum dos dois ia se levantar.
    Tava pronta pra gritar fogo! Ou tentar pedir para um dos espíritos para os assustar pra eles levantarem.
    Mas se contentou com as batidas nas portas.

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    Mensagem por Alexyus Qua Nov 04, 2020 6:10 pm

    O quarto de hóspedes da casa, que Amaruq ocupava quando estava ali (porque aparentemente ele viajava bastante mesmo depois de entregá-la à Christine), continuou trancado e silencioso, indiferente às batidas assustadas de Mad.

    Por outro lado, Olho da Lua não precisou bater duas vezes para que Christine atendesse. Além de dona da casa, ela fôra nomeada tutora de Madelyn até que ela atingisse a maioridade. Apesar de aparentar cerca de 25 anos, pouco mais de 10 a mais que Mad, Paz Invernal cuidava dela como uma verdadeira mãe, ou uma irmã mais velha bastante dedicada.

    Ela atendeu a porta de camisola, com os olhos vermelhos e os cabelos bagunçados, mas sua expressão de alerta e preocupação era visível.

    - O que foi, Mad? O que aconteceu?
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    Mensagem por Bastet Qua Nov 04, 2020 8:26 pm



    Madelyn
    Bones

    Quando Paz Invernal atendesse a porta, veria a jovem agitada em sua porta.  Vestia um pijama que tinha ganho de Christine,  cuja calça azul ainda era cumprida demais,  e a blusinha era simples, sem estampa. Os cabelos longos e escorridos estavam mais ou menos presos, os olhos bicolores a olhavam bastante arregalados.

    Mad percebeu que tinha assustado a tutora, inspirando até a barriga estufar e expirando... Técnica pra acalmar a própria ansiedade.

    - Desculpa! Tá tudo bem! Posso entrar? – perguntou, já entrando. Madelyn a via, realmente, como uma irmã mais velha que nunca tivera. Se sentou na cama, batendo no colchão pra ela se apressar pra ouvir.

    - Eu tive um sonho muito doido – começou, balançando os pés que não encostavam o chão – Não, não aqueles sonhos. Sonhei com lobos... Lobos como nós.  Eles corriam... Quer dizer, a gente corria numa mata meio densa... Tava muito escuro... Até pros nossos olhos. Só consegui ver quando um pássaro em chamas... sério,tipo PARECIA FEITO DE FOGO enfatizou essa parte, pois a tinha impressionado bastante – ele começou a piar de forma muito chata e alta... Mas parecia que chamava os lobos e eu era um deles.

    Falou tudo tão rápido que precisou de uns segundos pra retomar o ar nos pulmões.

    - Chris... Eu acho que ele tava me chamando – continuou, agora um tanto perdida. O brilho da curiosidade brilhando em seus olhos – Isso é possível?

    Sentia que aqueles lobos poderiam precisar dela... Mas não externou isso ainda.... Era muita prepotência imaginar que alguém precisava de uma pessoa como ela... certo?

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    Mensagem por Alexyus Sab Nov 07, 2020 4:27 pm

    Christine acolheu Madelyn com carinho e preocupação. Deixou que ela se sentasse na cama, deu-lhe um copo da água e incentivou Mad a falar devagar para contar tudo que tinha acontecido.

    - Chris... Eu acho que ele tava me chamando – continuou, agora um tanto perdida. O brilho da curiosidade brilhando em seus olhos – Isso é possível?

    - Sim, Mad, é possível, até bastante comum entre os garous. Mas agora me conta de novo como era o sonho.

    Paz Invernal fez Olho da Lua recontar o sonho várias vezes, pedindo detalhes sobre diversos pontos, repassando até ter certeza de ter entendido e gravado todos os acontecimentos do sonho. Ela chegou mesmo a mostrar o desenho de uma fênix, perguntando a Mad se o pássaro de fogo se parecia com ela, mas é claro que Mad não ia confundir uma fênix com um pássaro de fogo!

    Por fim, Christine disse:

    - Eu nunca ouvi falar de um espírito como esse, Mad. Vou tentar falar com outros theurges que eu conheço, ver se eles sabem alguma coisa sobre isso, mas por enquanto o sonho não nos deu nenhuma pista sobre o que fazer. Se acontecer de novo, me conta na hora, talvez a gente ache mais alguma pista. Quer dormir aqui no meu quarto em vez de voltar pro seu? 
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    Mensagem por Bastet Dom Nov 08, 2020 11:00 am



    Madelyn
    Bones

    A pré-adolescente aceitou o copo de água, mas não chegou a beber dele enquanto falava.  Estava ansiosa, falando apressada... A cada momento que Paz Invernal pedia calma, ela puxava o ar e tentava recontar suas palavras com mais calma (provavelmente sem sucesso).

    Falou e falou sobre o sonho, contando cada detalhezinho. Sobre a floresta, sobre o caminho que seguia, sobre os outros lobos... Principalmente pelo pássaro de fogo. – Não, Chirs! Era um pássaro de fogo, não um pássaro que pega fogo. As penas, o bico, os olhos... Quando ele voava parecia até que deixava um rastro bonito... Mas era chato pra caral...caramba! – se corrigiu, sabendo que ela não gostava dos palavrões que Mad tinha aprendido com Amaruq na viagem – Piava, piava piava! Mas era igual os espíritos daqui: falava uma língua que eu não conhecia nesses piu piu piu.

    Quando acabou o “interrogatório” sobre o pássaro, a menina finalmente bebeu a águaa ouviu o que Christine dizia. Se acalmou um pouco e assentiu – Eu conto! Mas eu não tô com medo não – tava sim, mas não queria admitir. Até então, não tinha vivido grandes experiências, além do massacre, com seu lado espiritual e feroz. Se levantou, indo até o lado da mulher na cama e a abraçou, dando um beijinho em sua bochecha.

    - Obrigada, Chris. Desculpa te acordar – resolveu que precisava ser grande e corajosa naquele dia. Caso Paz Invernal não impedisse, ela sairia do quarto, deixando a porta entreaberta,  e seguiria pelo corredor até a porta de Carlos, ficando parada lá. Talvez ele nem tivesse lá, mas ela sentia falta dele. Por fim, suspirou, indo até o próprio quarto e entrando debaixo das cobertas, só com a cabeça de fora e os olhos bem abertos. Talvez não quisesse sonhar, apesar do sono estar voltando.

    Caso avistasse algum dos espíritos bonzinhos que sempre vagavam pelas redondezas, faria uma pergunta quase retórica, já que a comunicação entre eles era quase só nas mímicas.

    - Você conhece um tal pássaro de fogo? – e bocejou, com dificuldade de se manter acordada.

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    Mensagem por Alexyus Seg Nov 23, 2020 5:12 pm

    Christine ouviu Madelyn com paciência e atenção, acolhendo a menina e confortando-a o melhor que podia.

    Mas ficava evidente que ela também não entendia o que estava acontecendo. Aquela ideia do espírito ser uma fênix mostrava como ela também estava perdida. Apesar de Mad ter conseguido fazer Chris entender o que era um pássaro de fogo, a impura demonmstrava não conhecer aquele espírito.

    Por fim, Mad foi para a própria cama e dormiu, mais de exaustão que de sono.

    No dia seguinte, Carlos apareceu, e Mad viu Chris conversando com ele do lado de fora da casa. Os dois pareciam preocupados. Amaruq depois entrou para perguntar como Mad estava, aparentando uma falsa tranquilidade.

    Os dias foram passando, e ocasionalmente, Mad sonhava de novo com o Pássaro de Fogo e sua forma lupina. Exatamente o mesmo sonho.

    Carlos e Christine foram ficando cada vez mais preocupados, sempre olhando para Mad com apreensão e inquietação.

    Os sonhos com o pássaro de fogo começaram a ficar mais frequentes, repetindo-se duas, três vezes na semana. Depois ocorriam em dias intercalados. Finalmente, Mad sonhava com ele dia si, outro também, sem ter mais uma noite de sono completa. Em algumas noites, ela chegava a ter o mesmo sonho duas vezes.

    Finalmente, numa tarde, Christine entrou eufória, com Carlos logo atrás dela. Ela veio na direção de Olho-da-Lua parecendo mal caber em si mesma, com um sorriso transbordando no rosto:

    - MAD!!! Consegui uma pista sobre os seus sonhos! Tem um ancião theurge em Vancouver que sabe sobre esse Pássaro de Fogo! Ele falou que é um espírito novo e que outros garous também estão tendo esses sonhos. E que uma portadora da luz está reunindo esses garous para estudar esses sonhos!

    Carlos sorriu por cima do ombro de Paz Invernal:


    - E então, pequena? Quer ir  ver qual é a desse velho? Está pronta pra cair na estrada de novo?

    Chris ainda racionalizou:

    - Se você quiser, também podemos ir pela Umbra. O caminho vai ser mais curto... e você pode conhecer novos espíritos! Pode até aprender o dom para se comunicar com eles!

    Atrás dela, Amaruq fez uma careta como se tivesse bebido água em vez de álcool.

    - A escolha é sua, Mad! Seja como for, iremos com você! Já acertamos tudo com o pessoal daqui da seita...
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    Mensagem por Bastet Dom Nov 29, 2020 5:38 am



    Madelyn
    Bones

    A medida que os dias passavam, a falta de experiência e os hormônios da adolescência de Mad a deixavam ainda mais ansiosa. Mal conseguia dormir. A princípio, pelo fato de ficar pesquisando e perguntando sobre o tal pássaro de fogo pra todo mundo que via... Depois, pelo fato de os sonhos ficarem se repetindo e a acordando (até assustando um pouco, devido à insistência).

    Alguns dias a garotinha chorava debaixo de sua cama. Se sentia impotente, não conseguia agir no sonho, perguntar o que estava acontecendo. Fora do mundo onírico, era pior ainda. Os espíritos não a entendiam... E as pessoas já andavam fugindo dela (mesmo que fingissem que não), pois sabiam que ela vinha lhes contar a mesma história, com as mesmas dúvidas de sempre.

    Na última semana antes de  Paz invernal descobrir a origem do sonho, o mundo de Madelyn era a casinha onde vivia com a mentora e com Amaruq. Tentava tranquilizar ambos, fingindo que estava bem...  Eles já estavam bastante preocupados com as outras coisas, certo? Não precisavam se preocupar com ela .... mas no fim já não estava enganando ninguém. Vivia cochilando pelos cantos, sem dormir de fato. As olheiras tomando conta de sua tez clara e delicada.

    Estava debaixo da mesa da cozinha, quando Christine e Amaruq entraram na casa, felizes com a notícia que traziam. Mad tentava meditar, com as pernas naquela posição típica e os olhos fechados. Por algum motivo, pensou que aquele era o local mais calmo da casa pra fazer aquilo.

    Quando ouviu o nome ser chamado com tamanha euforia, acordou do pequeno “transe” , toda desengonçada, tropeçando nas pernas que estavam dobradas uma sobre a outra, batendo a cabeça na mesa e logo saindo, xingando algum palavrão de Carlos ficaria orgulhoso de ouvir.

    - Eu! Eu! O que eu fiz dessa vez? – perguntou, sem entender exatamente o que estava acontecendo. Quando ouviu as palavras de Christine, abriu um sorriso gigante, correndo pra abraçar ela. – É sério? Eu tava ficando maluca com esses sonhos... Obrigada Chris – deu um beijo na  bochecha dela e logo correu pra Amaruq, pulando em suas costas e fingindo que ele era uma moto.  Como ela era pequena e magrinha, nem fazia cócegas no peso que o amigo estava acostumado a carregar.

    - Estou pronta! – afirmou, começando a dizer outra coisa, mas logo ouvindo a proposta de Paz Invernal. Fez uma careta, precisando escolher... A estrada pra ela tinha sido algo libertador. Apesar da comida ruim e dos acampamentos improvisados, tinha sido a primeira vez, em muito tempo, que tinha sido permitido ela “ser alguém”, não algo a se analisar.

    Só que estava muito curiosa com os espíritos. Aquele tempo ali não tinha sido o suficiente pra ela aprender a falar com eles... A entender eles. Talvez se soubesse, não teria levado esse tempo todo pra entender o pássaro de fogo.

    Suspirou, deixando esvair a empolgação e descendo das costas de  Carlos... Olhando pros dois e fazendo uma careta pro homem de cabelos ruivos...

    - Amaruq... Não faz essa cara, vai... Cê sabe que eu adoro aquele carro... Mas... Se esses sonhos tão certos... Eu acho que vou precisar aprender mais...  – suspirou, estremecendo de leve, com medo do que estava por vir – Vocês acham que eu consigo ir pela Umbra? Mesmo? – olhou pros dois, aguardando  uma resposta. Caso fosse afirmativa, aceitaria essa nova viagem.


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    Mensagem por Alexyus Seg Dez 07, 2020 5:50 pm

    Mad escreveu:- Amaruq... Não faz essa cara, vai... Cê sabe que eu adoro aquele carro... Mas... Se esses sonhos tão certos... Eu acho que vou precisar aprender mais...  – suspirou, estremecendo de leve, com medo do que estava por vir – Vocês acham que eu consigo ir pela Umbra? Mesmo?

    Amaruq deu de ombros, um pouco resignado, enquanto Christine respondia:

    - Claro que consegue, Mad! Além de garou, você é theurge, o mundo espiritual deve ser o seu lar tanto quanto o mundo físico. Vamos fazer alguns preparativos e partiremos essa noite!

    Os preparativos de Christine envolviam decidir qual roupa Mad levaria para a viagem umbral. Ela explicou que, por Mad ainda ter pouca gnose, ela precisaria ter cuidado com o que dedicaria (e só então Paz Invernal lembrou que Mad ainda não conhecia o ritual de Dedicação do Talismã). Ela pediu para Mad escolher um conjunto de roupas que ela iria dedicar, explicando que essa roupa se uniria ao espírito dela, sem se gastar ou rasgar, e mudaria de forma junto com as mudanças de Madelyn. O Bastão do Peregrino de Mad, igual ao que Christine tinha, era um fetiche e tinha sua própria gnose, então poderia ser carregado pela umbra, já que Olho da Lua já se harmonizara com ele.

    Assim que a luz de Luna surgiu no céu, Amaruq e Christine ladearam Madelyn e os três juntos avançaram através da Película, o véu dos mundos, e chegaram à Penumbra.

    Madelyn ainda não tinha explorado tanto o mundo espiritual, e a aparência da pequena casa em Anchorage na penumbra deixou-a surpresa: não havia nada,apenas uma área de terra envolta pela neve sempre presente do Alaska. Christine explicou:

    - A casa não tem nem 10 anos que foi construída, e nós só a usamos como abrigo temporário, por isso a imagem dela na penumbra ainda não é muito forte. Vamos usar a forma lupina para viajar, Mad! Vamos mudar agora!

    Amaruq e Christine mudaram da forma humana para a lupina num piscar de olhos, numa prática treinada por anos que para Mad ainda era um pouco difícil. Mas eventualmente ela conseguiu chegar à forma lupina, e a jornada começou.

    Amaruq e Paz Invernal imprimiam um ritmo rápido mas confortável, um pequeno trote, que os fazia avançar com rapidez e ainda permitia que conversassem.

    Enquanto deixavam as ruas de Anchorage para as paragens selvagens, Christine ia explicando:

    - Se você olhar com cuidado, Mad, vai perceber que todas as coisas têm um espírito dentro de si, todos somos uma pequena parcela do espírito de Gaia. Mas hoje em dia, com Gaia enfraquecida e com os mundos separados, a maioria dos espíritos está em modorra, um estado de semi-consciência, quase dormentes. Os espíritos que estão acordados sabem da guerra contra a Wyrm e tendem a ser esquivos e cautelosos; a maioria deles não fala a língua garou nem nenhuma língua dos humanos ou lobos, por isso precisamos usar um dom para nos dirigir a eles. Se você for educada e generosa com os espíritos, conseguirá a atenção e até a amizade deles, que é muito importante para nós garous que temos tão poucos aliados...

    Eles tinham rumado para o oeste e em algum ponto viraram para o sul, sempre sob a guia de Paz Invernal.

    Amaruq cobria a retaguarda do grupo, calado e desconfiado, enquanto Paz Invernal tomava a dianteira e mostrava o caminho, como se soubesse exatamente para onde ir. 

    O trio cruzou colinas e vales, rios e florestas, às vezes encontrando algum espírito desperto que Paz Invernal saudava mas sem se demorar. 

    Durante todo o caminho, a métis ia explicando coisas novas para Madelyn, aumentando seu conhecimento sobre o mundo espiritual.

    - Nem todos os espíritos são seus amigos, Mad! Existem espíritos do medo, da dor, das doenças, e eles não seriam maus por si mesmos, mas a maioria deles está contaminada pela Wyrm e usa seus poderes para os propósitos da Corruptora. Nós chamamos esses de espíritos Malditos, e eles são nossos inimigos... eles...

    As palavras de Paz Invernal foram bruscamente interrompidas por tremores que se espalharam rapidamente por todo o corpo dela, que caiu no chão de costas, mudando para a forma crinos enquanto babava e revirava os olhos, debatendo-se incontrolavemente em movimentos espasmódicos.

    Eles estavam numa colina com vista para uma praia pedregosa de um lado e uma floresta extensa iniciando-se do outro. Da floresta surgiram dois espíritos quadrúpedes horrendos, farejando os três garous.

    Spoiler:
    Olho da Lua - Madelyn C812915b7ec2c83a472f5be78420ddffOlho da Lua - Madelyn F8bed46718336e5c37d86690c0f114e7

    Amaruq soltou umpalavrão, esquecido da presença de Madelyn:

    - Era o que eu temia! Malditos! Tome cuidado, Mad, e prepare-se para se defender!
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    Olho da Lua - Madelyn Empty Re: Olho da Lua - Madelyn

    Mensagem por Bastet Seg Dez 28, 2020 2:15 pm



    Madelyn
    Bones

    Após todos os preparativos e aprendizados, os três lobos estavam prontos para a viagem. Mad ficavam bem próxima de Amaruq, procurando a mão dele quando atravessaram o véu, ficando encantada com a visão do mundo vinda dos espíritos.  A falta da casa a surpreendeu e assentiu com a explicação de Paz invernal sobre o motivo de seu lar, nos últimos meses, simplesmente não existir.

    Diferente do normal, quando ela era super falante, ali Madelyn estava quieta. Curiosa...com medo.  Obedecia à Christine, chegando em sua forma lupina, após algumas tentativas falhas, e seguiu com eles. Observava os dois na forma de lobo e achava que até daquela forma Amaruq e Christine combinavam... Queria comentar aquilo, mas já havia levado uma bronca da mulher da última vez que falara sobre (mas ela tava vermelha com a pergunta, né? Mad tinha certeza que sim).  

    Ficou quietinha, observando mais atentamente as coisas, quando Chris falou dos espíritos. Tentava ver o espírito de casa coisa... cheirar eles... Queria ir tentar falar também, mas não saiu do meio dos lobos, com medo de se perder.

    - Mas, Chirs... como eu sei se eles são amigáveis ou não? – perguntou, confusa, interrompendo a fala da mulher. Até então, nenhum espírito tinha tentado fazer mal a ela... Pelo menos não que se lembrasse.

    Antes de receber uma resposta, viu Paz invernal se arrepiar toda e ela assumir sua forma crinos.  Parece que os espíritos Malditos iam responder a pergunta de Madelyn.

    Ela se aproximou de paz invernal, visto ela estar se contorcendo toda e babando no chão. Olhou em volta, rosnando.... Não entendia se a amiga tava bem, nem se eles ficariam bem, mas assentiu às palavras de Amaruq, raspando as patas no chão, pronta pra defender Chris e a si mesma.

    Se Amaruq mudasse de forma de combate, faria o mesmo (ou pelo menos tentaria). Como um lobo não poderia usar seu bastão... Mas nunca tinha lutado em Crinos... Na real, nunca tinha lutado contra um inimigo...

    O que melhor sabia fazer era manter-se na defensiva... Até não ser mais possível.

    Aqueles bichos horrendos pareciam não estar para brincadeira.  


    Spoiler:
    Mestre, eu não tenho certeza que a Chris tá apenas se transformando ou se ela se transformou e está se debatendo após. Por isso coloquei a Mad pra tentar defender ela.
    Caso seja apenas a transformação, considera que ela foi apenas pra perto, pra melhorar a defesa delas.


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    Olho da Lua - Madelyn Empty Re: Olho da Lua - Madelyn

    Mensagem por Alexyus Ter Jan 05, 2021 5:22 pm

    Madelyn estava apreensiva enquanto observava aquelas criaturas bestiais avançando colina abaixo, com as bocas deformadas abertas agourentamente e emitindo grunhidos grotescos que antecipavam os estragos que poderiam fazer nas carnes dos garous.

    Christine ainda se debatia assustadoramente no chão, um pouco menos freneticamente, com os olhos revirados para cima, babando, e parecendo totalmente fora de controle. Mesmo em sua forma natural tão poderosa, a postura corporal de Paz Invernal a colocava numa posição indefensável perante aqueles seres dantescos.

    Amaruq preferiu não esperar mais e mudou para a forma crinos, uma enorme figura vermelha de pêlos castanho-avermelhados, e postou-se de maneira protetora entre as duas companheiras e os dois prováveis inimigos.

    - Proteja-se, Mad, e fique perto da Christine! Eles parecem perigosos...

    Mad estava atenta às reações dele e prontamente tentou imitar-lhe o gesto.

    Mas o Arauto das Fadas começou a falar, dirigindo-se às feras medonhas, com palavras que não eram exatamente ditas. Ele parecia murmurar como numa prece, rezando orações na língua morta mais antiga que jamais fôra ouvida pelos humanos normais.

    E de maneira chocante, Mad percebeu que aquelas aberrações espirituais responderam!

    Em suas vozes monstruosas e um tanto cavernosas, as duas criaturas emitiam sons que eram incofundivelmente palavras da mesma língua que Amaruq falava. Um diálogo, uma conversa hostil e tensa, se desenrolou rapidamente entre eles, estendendo uma fugaz trégua por alguns momentos.

    Aqueles momentos deram tempo para Mad tentar algo que ela nunca tinha tentado antes: mudar para a forma de batalha para uma batalha iminente.

    Spoiler:
    Madelyn rolls 5 dice to Vigor 2 + Inst. Prim. 3  
    8,1,6,1,1
    [failure]

    Mas nada aconteceu.

    Com toda sua vontade e esforço, Mad não conseguiu fazer co que seu corpo se alterasse para além da pequena forma frágil e quase indefesa diante daquelas ameaças prementes. Olho-da-Lua teve a impressão de ser um carro incapaz de dar a partida em seu motor.

    Enquanto a pequena theurge tentava lidar com sua falha momentânea, a voz de Amaruq a trouxe de volta para a situação:

    - Eles são fomori. Lobos possuídos por espíritos Malditos. Teremos que combatê-los e matá-los. Tome cuidado, Mad!

    Com esse aviso, Amaruq se lançou à batalha, deixando Mad ao lado de uma arfante Christine, que parara de estremecer, mas parecia semi-consciente.

    Spoiler:
    Mad recebe 1 ponto de Fúria

    Seu total temporário sobe para 3

    Mapa:
    Olho da Lua - Madelyn Madfig10
    Bastet
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    Olho da Lua - Madelyn Empty Re: Olho da Lua - Madelyn

    Mensagem por Bastet Sex Jan 08, 2021 12:35 pm



    Madelyn
    Bones

    Madelyn se sentiu extremamente impotente ao tentar se transformar e não conseguir. Não que ela estivesse muito animada pra enfrentar aqueles feiosos... Mas Paz Invernal dependia dela pra se defender... E Amaruq, certamente, sairia bem ferido se enfrentasse aquelas duas criaturas sozinho.

    Vendo a amiga se debater no chão e o amigo se colocar em perigo por ela, Mad rosnou, batendo a pata no chão, fazendo veios na terra com suas garras. Ela sentiu a fúria crescer em seu corpo pequeno. A fúria que nunca havia sentido, o perigo e a sede por morte. Foi o sentimento de fúria e medo da fera que fizeram seu corpo estremecer e começar a mudar para a forma que, até então, era desconhecida para a jovem.

    Spoiler:
    Gastando um ponto  1 ponto de fúria temporário para mudar instantaneamente para crinos

    Sua forma em crinos era menor que as demais, com sua pelagem branca e bastante felpuda. Nas orelhas, no focinho e nas patas dianteiras, tinha manchas pretas e marrons que contrastavam com o resto de seu corpo; seus olhos eram como os do seu corpo humano, um azul e o outro âmbar.

    Mad balançou a cabeça, se recuperando da mudança rápida e puxou o bastão que estava preso em suas costas, rodando ele nas mãos bem maiores e percebendo que ainda tinha um ótimo equilíbrio.

    - Christine! – gritou, tentando fazer ela voltar a si, mas estava acontecendo algo que a menina não entendia. No momento,  podia ajudar apenas Amaruq... Ele depois saberia como ajudar Paz Invernal.

    Puxou ela para mais pra trás, mais ou menos escondida por uma árvore e correu pra uma posição intermediária entre Amaruq e ela.

    Ainda em posição para defender a amiga, gritou.

    - Hey, fedorento! Vem cá vem! – gritou pro bicho que tava mais próximo dela, batendo o bastão no chão, pra tentar dar tempo para Amaruq derrotar o outro sem ter outro fomori o atacando.

    Se colocou em posição defensiva.

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