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    Dry Well - 49th Brimstone Police Department

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    Mensagem por Ankou Ter Jul 20, 2021 11:02 pm





    49th B.P.D.

    Dry Well - 49th Brimstone Police Department NeHiMmE

    A quarenta e nove é o departamento de polícia mais antigo da cidade tendo apenas a estrada o separando de Dartmoor Hills, o prédio em si é novo, já que o antigo foi implodido por causa da estrutura antiga e potencialmente perigosa.

    A parte interna do prédio no entanto guarda vários objetos de decoração antigos, muitas das mesas ainda são de madeira maciça e escura, um telefone ou outro ainda de discagem analógica, mais por uma questão de estética do que por necessidade.

    A delegacia conta com duas celas de detenção dividias por sexo, algumas dezenas de escritórios que obedecem a suas divisões, laboratório pericial, um pátio externo e uma garagem subterrânea para viaturas e carros dos servidores.
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    Mensagem por Ankou Ter Jul 20, 2021 11:10 pm





    Beatrice Thompson


    Era tão legal estar cercada de gente que entendia, de beijar o carinha no escurinho, ele saber e não estar nem aí, ter o apoio dos fãs, ajuda de gente que nem conhecia, Beatrice contra a parede, lábios nos dele, respirações se entrelaçando, ela até viu os três caras se aproximando, mas jurou que eles iam passar direto, até ver o porrete na mão de um deles.

    - Bichinha filha da puta! - é o grito que vem de um deles segundos depois dela ouvir a cabeça de Josh rachar, o corpo dele cai de lado no chão com um baque surdo e ele começa a convulsionar. - Caralho cê matou ele! - o segundo sujeito grita como se o primeiro tivesse passado da conta.

    No olho de um ódio implacável, o segundo assustado e o terceiro indiferente, mas todos eles parecem acordar quando olham pra Beatrice. Não dá pra lutar, não contra três e eles não queriam uma testemunha, ela corre e é com certeza mais rápida do que eles, mas não o bastante pra despistar, ela segue o cheiro da gasolina por instinto como se fosse achar ajuda no posto, sempre achava, mas tudo que ela consegue é ficar encurralada no beco atrás da borracharia anexa ao posto de gasolina.

    Por um segundo as aulas de boxe se pagaram o soco em cheio na fuça de um e ele cambaleia pra trás, mas a alegria não dura tanto quando o segundo a agarra por trás e a paulada acerta em cheio no rosto, ela respira fundo olhando pra cima, engasgando no próprio sangue e dentes, a minguante gibosa no céu sorrindo pra ela, por um segundo ela se lembrava que já tinha sonhado com aquele lugar e de como ele era perigoso… O Beco atrás da borracharia…

    O mundo gira, tudo parece virar adrenalina, felicidade e gosto de pudim, os dois desarmados já estão destroçados um em cada canto do beco, o último paralisado o lobo divide com ela, dá pra sentir o cheiro do mijo, as pernas tentando correr mas nem obedecem, ele tenta gritar mas na garganta só um nó, o pescoço entre as presas se separa do corpo igual uma coxa de frango assado sendo puxada, o sabor é doce e depois escuridão.

    --

    Tudo parece em câmera lenta quando ela acorda, algemada, sendo arrastada, ensopada em sangue já meio seco, a distância outro policial perguntando ao senhor da lojinha, um homem já de idade, cabelos brancos, barrigudinho.

    Dava pra ver outras viaturas chegando conforme ela saia em outra, algemada e na parte de trás, alguma coisa sopra no ouvido - Fica calma, vai dar tudo certo. - sem sentimento, palavras inumanas, mas que traziam tanta paz, o caminho era curto logo ela tava na delegacia detrás das barras, dois caras bêbados falando enrolado entre eles rindo como se não houvesse amanhã, em um outro banco um cara deitado sobre o banco duro de madeira.

    - Vinte anos nessa indústria vital e eu nunca vi essa merda acontecer. - Um dos policiais comenta com o parceiro logo assim que ela é posta na cela, mas finalmente quando ela é deixada em paz o mundo parece fazer sentido de novo, mas dessa vez com cores, sons e cheiros muito mais vivos, ela sabia que era diferente, sabia desde sempre, mas agora era diferente do que era antes, e mais igual do que deveria, o pau no lugar, o silicone não tá mais lá, o maldito pau no lugar…

    --

    - O que?! Você acha que um cara teria forças pra fazer aquilo? Tá achando que ele é quem o Hulk?! - alguma mulher vociferando salas a distância, nem era pra dar pra escutar ela, mas ela escuta mesmo assim…

    - Jesus! Que diabos aconteceu com você? - outro policial chama atenção, dá pra ver a surpresa e espanto no rosto dele. - Thompson certo? Vem comigo. - ele diz se recompondo e abrindo a cela, e a leva pro banheiro dos fundos sem tirar as algemas, o lugar azulejado branco e limpo e uma mangueira - Pode tirar a roupa. - ele diz se apossando da mangueira - Colado na parede. - ele tira do bolso um sabonete pequeno e novo, parecia sabonete de hotel, mas não tinha marca nenhuma e joga em direção de Beatrice.
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    Mensagem por Bastet Qui Jul 22, 2021 6:16 pm







    Coração de Tinta


    Beatrice Thompson
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    “Sim, eu sei o que eu tô fazendo...
    Mas filma direito, se der merda pelo
    menos dá views”



    _______________________________________________________________________




    A Kombi estava parada na universidade comunitária, sozinha, naquela noite. Todos os alunos já tinham saído para aproveitar a noite e somente alguns transeuntes perambulavam sem rumo aparente. As cortinas estavam abertas e, lá dentro, um macbook antigo estava ligado na tomada, com a tela acesa, acusando que um vídeo estava sendo carregado para o youtube numa velocidade bem baixa (provavelmente conectado na rede wifi de um dos prédios da universidade).

    Na cama um caderno, roupas e uma bolsinha de maquiagem jogadas... Uma chapinha esfriando no chão, e um tênis desgastado impedindo a visão do indicador de bateria do carro... que não aguentaria uma noite sem recarregar.  

    Beatrice planejava voltar e subir aquele vídeo. Planejava, também, contar sobre o encontro pra Fred, exagerando bastante nos detalhes... E, quem sabe, escrever mais alguma coisinha antes de dormir... Mas nada disso aconteceu. Ao invés de fazer qualquer uma dessas coisas ou aproveitar a noite com Josh, ela estava em uma viatura, olhando pras mãos sujas sobre as pernas masculinas demais.

    Sua mente até tentava entender o motivo de estar tão peluda... Talvez estivesse na hora de marcar uma depilação... cogitava. E, a cada pensamento racional e cotidiano que tentava invadir sua mente, flashes do que aconteceu anteriormente pareciam passar diante de seus olhos.  Foi pouco tempo até ser arrancada do carro e levada pra uma cela fria... Mas pareceu uma eternidade.

    Se lembrava de Josh caindo no chão...  E depois a adrenalina por lutar pela própria vida.  Depois só dor e sangue.

    Se sentou, encolhida, no banco vazio, levando a mão ao rosto, imaginando o quão desfigurada aqueles filhos da puta tinham a deixado.  Nesse momento, um susto. Barba. Ela tira a mão, assustada, e toca de novo, se certificando que aquilo tava realmente lá. Finalmente olhou pra baixo... E reconheceu o corpo que estava há mais de um ano lutando pra modificar.  – Puta que pariu – falou, assustada e se levantou, olhando em volta – Vai ficar tudo bem porra nenhuma... – ela falava, sozinha, olhando feio para os outros caras na cela. Por que estava em uma prisão masculina? Por que sentia aquele maldito pau entre suas pernas?

    ---

    Só conseguiu se focar  quando ouviu a falação do lado de fora. Longe demais... alto demais. Finalmente sentiu os cheiros e viu as novas cores. Como a porra do mundo poderia ser tão bonito dentro de uma cadeia? E tão fedido?

    “Espera... É um dedo no meu cabelo?”, ela pensou, sem coragem de tirar aquilo, mas constatando que o que estava fedendo mais era ela e não o lugar.

    Olhou para o policial, sem saber o que responder. Na verdade, sem nem vontade de falar algo. Apenas foi com ele, detestando o destino.

    Não queria tirar  roupa na frente daquele cara desconhecido. Apesar disso, com medo de apanhar mais, tirou a roupa que eles tinham dado. Instintivamente tentou se cobrir... E sentiu um soluço na garganta ao olhar pro corpo nu. Escondeu a intimidade com a mão, mas precisou se expor pra pegar o sabonete.

    Não sabia se estava com medo, com vergonha ou com raiva. Provavelmente tudo junto. E queria muito dar vazão ao último sentimento.

    - Eu posso me lavar sozinha, senhor – falou, se assustando com a própria voz.  No fundo, queria que o homem a machucasse... Só pra ela poder fazer o mesmo.

    Se lembrava do gosto que o lobo tinha partilhado. Dos ossos se quebrando dentro de sua boca, do sangue e as vísceras...

    Parecia tão bom...
    Foi se aproximando, sem perceber, do policial.

    E tão errado e nojento.
    Sentiu o estômago revirar, ia vomitar.

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    Mensagem por Ankou Sex Jul 23, 2021 12:33 am





    Beatrice Thompson


    O vômito vem, tinha certeza que ia vomitar pedaços de gente, os proprios dentes que tinha engolido, mas nada além de bile fedorenta e absolutamente normal sai do corpo dela.

    O sujeito parece alheio às vontades e instintos de Beatrice, ou incapaz de reconhecer um predador logo a frente dele - Pra parede! - ele diz dessa vez com mais ênfase, mas não se move ou ameaça com nada além da voz.

    A água gelada bate no corpo, a mangueira entre algo que um bombeiro e uma dona de casa usaria, a pressão ajuda a tirar a sujeira e arde a pele de leve, mas não machuca.

    Depois de minutos desconfortáveis e água fria ele diz - Não é meu primeiro rodeio. - empatia nenhuma na voz, como se tudo aquilo fosse corriqueiro. De um armarinho do lado ele tira roupas novas, um chinelo, camisa de mangas compridas e uma calça de moletom, antes de entregar ele deixa Beatrice se enxugar com uma toalha limpa enquanto ele recolhe as roupas antigas ou pelo menos o que sobrou delas e coloca no saco onde as roupas limpas estavam.

    Apesar de tudo o homem parece paciente e dedicado ao trabalho dele, ele espera ela parecer uma pessoa novamente, ele dita com a cabeça o caminho que ela deve seguir e logo saem atravessando a delegacia inteira enquanto ele a escola com uma mão no ombro, em algum lugar ela ouve a irmã do Josh gritando aos prantos - Eles mataram meu irmão e depois foram atacados por um animal selvagem?! - indignação palpável na voz, ela olha pra Beatrice, olhos vermelhos marejados e um rastro de lágrimas no rosto, mas a garota nem a reconhece, até pouco tempo atrás Beatrice não tinha seis centímetros de barba na cara, tampouco a cara de um mendigo.

    Eles parem a frente de uma porta, o policial dá três batidas, mas ninguém responde, ele abre a porta em seguida, uma sala vazia - Sua advogada tá vindo. - aquilo era estranho já que ninguém vinha a mente, mas trazia algum alívio, tirava a tensão do corpo e da mente de alguma forma. O sujeito termina o trabalho impecável dele, prende a algema na mesa chumbada e sai da sala.

    Quem quer que estivesse vindo demora, demora o bastante pro lobo começar a pensar em fugir daquela jaula até que a porta meio emperrada recebe um tranco e abre na segunda tentativa.

    - Ok, ok, eu sei que eu demorei, mas o delegado quer que eu faça a droga do trabalho dele! - ela fala rápido como se fosse alguém ocupada demais, ou como se tivesse alguém escutando, ela encosta na parede e retira o par de salto altos, um deles quebrados, ela respira fundo como se precisasse daquilo pra manter a calma. - Dia ruim né? Mas eu disse que ia ficar tudo bem. - ela se senta logo em seguida e tão logo a porta bate e se tranca assim como a janela, mas Beatrice tinha certeza de que não tinha ninguém lá.

    A mulher corre um cartão bonito por cima da mesa, todo preto com letras douradas, nele diz, Agnes Horvath - Schtauffen LPP - Advogada Sênior - e um número de telefone e email, era com certeza alguém que Bea não podia pagar.
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    Mensagem por Bastet Ontem à(s) 1:18 pm







    Coração de Tinta


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    Beatrice chegou  a colocar a mão na frente da boca antes de vomitar, mas logo sentiu o líquido quente e com cheiro de bile saindo pelos seus lábios, quente e nojento. Encarou o chão sujo, procurando coisas que a pudessem incriminar... Mas lá só estava um vômito normal, que ela conhecia bem das vezes que se embebedava.  Deu um pulinho de susto quando o homem voltou a gritar pra ela ir pra parede... Não desobedeceu dessa vez, nem respondeu quando ele voltou a falar com ela. Ficou com os ombros encolhidos, deixando a água lavar o sangue de seu corpo e se vestiu depois, grata por esconder o sexo que lhe causava tanto desgosto.

    No caminho de volta, ela não deu trabalho ao policial, parando apenas um instante ao ouvir a voz da irmã de Josh. Queria ir consolá-la, mas não podia... Nem sabia se devia. Talvez a morte do irmão dela fosse culpa de Bea... Teria ela comido, também, a carne do morto? Não se lembrava.

    Estranhou quando chegaram em uma sala diferente... Dessas que só se vê em filme. Apenas assentiu ao policial, não oferecendo novamente resistência. Talvez Fred tinha mandado alguém? Será que ele tinha ficado sabendo? Será que sabia que ela era um monstro?

    Encarava o espelho falso, imaginando quem estava do outro lado. Só desviou o olhar quando a advogada chegou, alta, bonita e bastante altiva. A voz estranhamente conhecida, já que ela não conhecia a mulher... Arregalou os olhos quando ela soltou a frase final.

    - Você disse? – perguntou, se lembrando bem da voz que surgiu em sua mente. Era daí que a dela parecia similar. Não entendia como, mas tinha tanta coisa que ela não conseguia entender naquele momento... Mais uma parecia apenas brincadeira.

    A cahalith pega o cartão, balançando a cabeça – Eu sou Beat... – parou, observando aquelas mãos masculinas – Luther Thompson. Alguém a mandou aqui? Não me entenda mal... É evidente que você é bem mais competente que qualquer advogado que eu esperava pelo governo... Mas eu não tenho como pagar. Na verdade, eu nem sei se sou inocente...

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    Mensagem por Ankou Ontem à(s) 6:47 pm





    Beatrice Thompson


    - Não exatamente, só pedi que entregassem o recado. - Vai ficar tudo bem - Ela repete a frase, a língua inumana, mas as palavras as mesmas, estranhamente pacificadoras.

    Ela se senta na cadeira do lado oposto à mesa - Não infelizmente não é inocente. - ela completa - Mas isso é normal na primeira vez ok?! A gente tem as filmagens, já pedi pra tratarem antes de liberarem pra polícia, minha prima tá cuidando da cena do crime, o delegado se descabelando, mas eles não podem te manter aqui por mais de vinte e quatro horas, ele vai dizer que foi um ataque de animal selvagem por que não vai ter como explicar melhor e o assunto morre, em quinze dias ninguém vai dar a mínima. - ela diz tudo aquilo como se fosse algo muito corriqueiro, por fim algum cansaço parece se abater sobre ela, ela jogar a bolsa sobre a mesa junto de uma pilha de pastas pesadas.

    - Você sabe que não é humana mais certo? A verdade é que você nunca foi, mas agora você tá um passo além. - Era estranho ver a mulher sorrir animada, mais estranho ainda, ver ela tratar no feminino mesmo tendo toda aquela barba no rosto. - Publicidade né? - ela vai esticando os braços como se citasse a manchete capa do jornal do dia seguinte - Youtuber e escritora famosa sobrevive a ataque de animal selvagem. - ela se aproxima mais, as mãos escorregam sobre a mesa e alcançam as mãos algemadas de Beatrice, os olhos cheios de compaixão junto de um toque quente - Me desculpa, de verdade, é que às vezes eu me empolgo, eu sei que sua cabecinha deve estar confusa, cheia de perguntas, mas o que a gente mais tem é tempo. - o tom compreensivo, tão macio, em seguida ela futuca na bolsa e tira de lá uma garrafa média de wiskey, Beatrice não sabe, mas tem a impressão de que aquele tipo de coisa não devia estar lá, ela dá um gole e oferece em seguida.
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    Mensagem por Bastet Ontem à(s) 10:03 pm







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    Bea se ajeita na cadeira, não sabendo se estava incomodada, surpresa ou encantada ao ouvir aquelas palavras, mesmo que numa língua diferente. A língua era outra. Uma que ela entendia sem nunca ter ouvido ou estudado.  – Que isso... – claramente ela nem sabia o que perguntar naquele momento.

    Os ombros se encolheram quando a advogada falou que ela não era inocente. – Primeira vez? Eu não quero que aquilo aconteça de novo... Espera, filmagens!? – novamente se ajeita, agitada, forçando de leve as algemas. – Agnes, certo? Por que está me ajudando? Você faz aquelas coisas também? Acha mesmo que eu devia ficar fora daqui? Eu acho que não. Talvez aquelas barras segurem... O que eu sou.

    A partir daí, a mulher/homem não respondeu. Apenas ouviu, sem falar... Confusa demais. Olha pras mãos que tocaram nas suas, em dúvida se devia aceitar o conforto. Apesar disso, Agnes parecia
    sincera. Aceitou, assentindo quando ela parou de falar.

    - Se você sabe quem eu sou... Deve saber que eu não me pareço assim... Pelo menos desde os últimos meses. Como tudo isso...tudo voltou? A barba, o pau... Isso não existia mais – ela tinha muitas perguntas, é verdade. aceitou o whisky, se levantando pra conseguir beber com as mãos presas. Se sentou novamente em seguida.

    - Se eu não sou mais humana... O que eu sou? Você é assim também... Quer dizer... Como podem existir pessoas que fazem o que eu fiz e ninguém saber de nada... Digo, não devem ter muitas advogadas de monstros....


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