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    Capítulo 1: A Equipe fragmentada

    Nazamura
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    Mensagem por Nazamura Seg Jun 17, 2024 9:28 am



    Nova Aeternia
    Ano: 2000
    Data: 23 de Outubro - Segunda-feira
    Hora: 19:00h
    Clima: Levemente frio de outono

    O outono em Nova Aeternia trazia uma brisa leve e fria, fazendo as folhas caídas no chão dançarem ao vento em tons de laranja, vermelho e marrom, pintando a paisagem da cidade. No bairro residencial onde ficava o esconderijo Harper, o ar estava impregnado com o cheiro de folhas secas e um leve aroma de madeira queimada vindo das lareiras acesas nas casas vizinhas. A casa de dois andares, com seu jardim bem cuidado e cercada por outras residências semelhantes dentro de um condomínio, oferecia uma aparência acolhedora e segura.

    Quase todos os heróis e heroínas do jovem grupo se reuniram naquele fim de tarde, no horário marcado para a reunião. Hyperman, Hyperwoman, a Dra. Rebecca e Sentinel haviam deixado o local pouco antes. Essa é a primeira reunião do grupo sem interferência de adultos, pelo menos por hora.

    Antes de sair, Bruce Harper enviou uma mensagem para seu filho, Alex Harper:

    "Alex, um líder intransigente sempre acaba isolado, e isso só gera insegurança entre seus liderados. Tire um tempo para conhecer sua equipe, compreenda suas forças e fraquezas, e construa uma base de confiança."

    A brisa fria soprava pelas janelas semi-abertas, trazendo um leve arrepio, mas também uma sensação de renovação e mudança. O céu começava a escurecer, as estrelas começando a aparecer timidamente entre as nuvens dispersas.

    --

    Alex (@Alexyus) e Kima (@Shamps) como foi o voo da hypercidade de volta para o esconderijo Harper?



    Mi'larhys (@Mellorienna)

    Mi'larhys estava sobrevoando Nova Aeternia quando os alarmes de sua nave começaram a soar; estava quase sem energia – os doces que ela usava como fonte de combustível estavam acabando. Ao sobrevoar um local repleto de agitação e luzes, ela avistou o festival em Pueblo Alto, o bairro latino da cidade.

    Pueblo Alto estava em plena celebração do Festival de Otoño, uma festividade que combinava elementos de diversas culturas latinas, mexicanas e espanholas. O bairro estava enfeitado com bandeirolas coloridas, luzes piscantes e barracas de comida que se espalhavam pelas ruas. A música vibrante e os risos das pessoas preenchiam o ar, criando um ambiente festivo.

    Mi'larhys encontrou um food truck decorado com cores vivas e um aroma delicioso de doces no ar. Foi então que uma mulher simpática, com um avental colorido e um sorriso caloroso, se aproximou.

    — Oi, querida. Você parece tão triste. Está tudo bem? — perguntou a senhora, a dona do food truck, sua voz cheia de preocupação genuína.

    Em seguida, ela sorriu e colocou a mão gentilmente no ombro de Mi'larhys.

    — Deixe-me adivinhar, brigou com o namorado? — disse ela, tentando aliviar o clima com uma brincadeira suave.

    No crachá que ela usava por sobre o avental estava o nome dela: "Maria Aparecida".



    Matthew Callaghan (@Mun)

    Alethea Harper, ainda no bar com Jack Dawson, recebeu uma mensagem de Matthew. Ele estava na praia, sem grana, pedindo para ela enviar um Uber e explicando a situação em que Mi'larhys teve que sair. Ao rastrear o tablet do irmão, ela viu que ele estava na praia de Nova e riu.

    Ela riu ao ler a mensagem, seus dedos rápidos digitando uma resposta: "Praia é?!?!? E aiiiiiiii, me conta, como foi ver a Mi'la? 😏😉🙈 Me conta, ela tava de biquíni? Você tirou uma foto dela, foi foi foooooiii? Que pena que ela teve que sair, mas me conta contaaa!"

    Depois de enviar a mensagem, ela abriu o aplicativo de transporte e pediu um Uber para Matthew. — Lá vai o resgate, Matt! — respondeu enquanto confirmava o pedido satisfeita com a pequena provocação e ansiosa para ouvir os detalhes da aventura de Matthew na praia com Mi'larhys.

    --
    como foi o caminho de volta da praia ate o esconderijo?



    Hana Choi (@thendara_selune)
    Sentinel ficou desconcertado por um momento, seus olhos arregalados de surpresa com o beijo dela. A seriedade de sua expressão suavizou, e por um instante, ele parecia perdido, sem saber como reagir. Mas logo sua surpresa se transformou em algo mais profundo. A intensidade que ele costumava reservar para batalhas e promessas de proteção agora se refletia em seu beijo.

    Ele retribuiu o beijo de Hana com uma intensidade que a surpreendeu. Suas mãos se moveram rapidamente para a cintura dela, puxando-a para mais perto e erguendo-a levemente em relação ao chão. O movimento foi tão forte que ele a pressionou contra a penteadeira, derrubando o estojo de maquiagem dela, além do celular e tombando o banco. O beijo foi profundo e apaixonado, carregado de todas as emoções que Sentinel normalmente mantinha trancadas dentro de si.

    Sua língua procurava sorver todo néctar daquele beijo, entrelaçando-se com a dela, explorando seus dentes. Quando finalmente se separaram, ele estava ofegante. Sentinel manteve o olhar fixo no dela, sua respiração pesada e seu coração batendo forte.

    — Hana... — Ele começou, a voz trêmula, mas cheia de uma nova determinação. — Eu prometo que vou te proteger. Não vou deixar que nada aconteça a você. Mas agora eu... tenho que ir... Eu preciso rastrear esses cultistas e te manter segura.

    Ele deu um sorriso para ela, completamente relaxado e sem aquela expressão tensa característica dele, enquanto ainda a segurava delicadamente com as mãos, com ela sentada sobre a penteadeira desarrumada.

    --
    Você ganhou influência sobre o Sentinel, o que fez até a reuniao?



    Jack Dawnson (@Dante) e Jhon Pablo (@vontheevil)

    O bar estava animado, cheio de risos e conversas altas, mas em um canto, Alethea Harper e Ivanova estavam se preparando para sair. Jhon havia acabado de voltar do banheiro, encontrando as duas garotas arrumando suas coisas. Elas haviam se divertido bastante com Jack e Jhon Pablo.

    Vendo a cena do Mano Pablito Jack fala:
    — E então Thea? Vai deixar sua amiga sair por cima ou vai me beijar também?

    Alethea, sempre a influencer animada, se levantou primeiro e robou um beijo em Jack
    — Achei que você não ia pedir

    Ela então ajustando seu cabelo e pegando sua bolsa se vira para Jack e Jhon Pablo com um sorriso travesso.

    — Foi muito divertido, rapazes, mas nós temos um compromisso agora. Vamos ao salão dar uma renovada no visual e depois teremos nosso momento de conversinha de meninas — disse Alethea, piscando para eles.

    Ivanova, com seu sotaque russo carregado e um sorriso enigmático, se levantou ao lado de Alethea. Ela deu uma olhada rápida em Jhon Pablo, lembrando-se do beijo recente.

    — Da, ser bom. Vocês comportar? До свидания! (do svidaniya) — disse ela, rindo suavemente. — Tchau

    Alethea pegou o celular e tirou uma última selfie com todos antes de saírem, enviando a foto para suas redes sociais com um sorriso satisfeito.

    As duas garotas saíram do bar, rindo e conversando animadamente sobre o que fariam no salão.

    --
    o que fizeram até a reunião?
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    Mensagem por vontheevil Seg Jun 17, 2024 2:21 pm

    — Foi muito divertido, rapazes, mas nós temos um compromisso agora. Vamos ao salão dar uma renovada no visual e depois teremos nosso momento de conversinha de meninas
    — Da, ser bom. Vocês comportar? До свидания! (do svidaniya) Tchau.


    Espero elas saírem das vistas e ergo a mão para um "hi-five" com o Jack. Abraço ele e passo a mão no cabelo dele rindo.
    — Valeu meu camarada, eu quase não vim. Achei que as duas queriam sacanear a gente, onde já se viu duas riquinhas playboy querendo algo com a maloqueragem?

    Puxo o celular para olhar as horas e vejo que temos mais tempo que o necessário.
    — Bora voltar para a reunião? Só preciso passar num mercadinho antes

    Nisso eu levo um susto:
    [color=#ff…
    [11:32, 17/06/2024] Eduardo Von: — Foi muito divertido, rapazes, mas nós temos um compromisso agora. Vamos ao salão dar uma renovada no visual e depois teremos nosso momento de conversinha de meninas
    — Da, ser bom. Vocês comportar? До свидания! (do svidaniya) Tchau.


    Espero elas saírem das vistas e ergo a mão para um "hi-five" com o Jack. Abraço ele e passo a mão no cabelo dele rindo.
    — Valeu meu camarada, eu quase não vim. Achei que as duas queriam sacanear a gente, onde já se viu duas riquinhas playboy querendo algo com a maloqueragem?

    Puxo o celular para olhar as horas e vejo que temos mais tempo que o necessário.
    — Bora voltar para a reunião? Só preciso passar num mercadinho antes

    Nisso eu levo um susto:
    — Mano você é um carinha incrível, espero te ver por ai, mas estou fora da equipe.
    Pisco algumas vezes para segurar o choro, e fico em silêncio por uns minutos antes de responder
    — Você vai voltar sim, espero que para essa reunião. — penso um pouco para procurar algo que vai tocar Jack — Você vai voltar porque precisamos um do outro, mas mais ainda porque as 3 gatinhas da equipe precisam da gente. E porque EU preciso de você cara, não me deixe na casa dos superplayboys sem ter com quem conversar!

    Dou outro cumprimento para o Jack e saio dizendo sem olhar para trás
    — Te vejo mais a noite meu amigo, guardo um lugar para você na mesa

    ___________

    Vou para a "hypercasa" não sem antes passar em um hipermercado ahahha esses pré-nomes me parecem engraçados e forçados demais
    entro em silêncio e escondido de todo mundo e me fecho no quarto para tomar um banho, me lavo completamente, bebo uns goles de água da pia mesmo e escovo bem os dentes. Ao escolher uma roupa pego algo preto e sem desenhos, uma roupa mais adequada ao John em uma reunião com os mais velhos do que ao fantasma.
    Ainda é cedo e eu pego uma folha em branco do meu caderno para passar o tempo e começo a rabiscar

    Normalmente eu desenho carros, aeronaves e mundos cheios de monstros, mas hoje começei a desenhar por um par de olhos grandes e bonitos, meio tristes. Cabelos longos e ondulados de uma cor chamativa... e vou sendo carregado por uma imagem mental, sem saber muito qual é o real formato do nariz mas indo pela imaginação... descendo pelo ombro nú, pelo volume abaixo da roupa. Desenhando com o lápis e apagando e criando sombras com a ponta do dedo eu vou imaginando como seria tocar cada superfície dela que se tornou minha musa por aqueles momentos.

    Termino o desenho, nada excelente, mas também nada mal. Rasgo a folha do caderno de vergonha que algum colega veja o desenho entretanto, cheio de coragem pego o mesmo e escrevo um bilhete abaixo. Coloco dentro da sacola de mercado com os caramelos de diversas marcas e sigo até o quarto de Mi'larhys
    Sentindo a coragem faltar eu me mantenho com o punho cerrado a apenas alguns milímetros da porta, e discretamente apoio a testa ali por alguns segundos; penduro a sacola do mercado no trinco da porta confiro se o bilhete está ali dentro e saio

    Mellorienna
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    Mensagem por Mellorienna Seg Jun 17, 2024 4:52 pm









    ☆A FORASTEIRA☆
    Mi'larhys
    ☆VÊNUS☆
    Mila Rhys




    A Lua era como um Farol no céu noturno, uma presença colossal que captava meu olhar espantado. Não havia satélites naturais em Lynn. Eu já tinha visto as luas de Ke'tan, já tinha visto luas e planetas no céu, estando em outras luas. Mas a gigante solitária sobre Mi'wan exercia um fascínio inigualável.

    Como muitas coisas naquele planeta, a Lua era uma marca das nossas diferenças. Mas não de uma forma ruim: o diferente podia ser bom e instigante. O que havia de diferente em Mi'wan era o que mais me agradava: os tons terrosos dos olhos, peles e cabelos mi'wanish, por exemplo. As diferenças coroavam nossas semelhanças com um brilho a mais. Era gostoso perceber como uma espécie de outro planeta se parecia tanto com a minha, mesmo que houvesse coisas que nos tornavam distintos.

    Ali, em Pueblo Alto, era como estar em casa.

    Havia muita cor, luzes e cheiros apetitosos no ar. O barulho de vozes me fazia lembrar das grandes festas, quando a telepatia enchia as salas e quase não havia espaço para ouvir a própria khatnis. Havia música no ar: uma canção ritmada e alienígena para mim, mas que fazia meu coração saltar e teria me levado dançando pelo meio do povo... se eu não estivesse tão triste.

    Eu não queria estar ali sozinha.

    Meus olhos passeavam por tudo, sem que eu pudesse me deter — olhos rosados, iridescentes das lágrimas que eu já não derramava mais. Eu tinha "tomado banho" antes de sair da nave: mas as limpezas a vapor, usando o mínimo possível de água, não eram como as chuveiradas gloriosas de Mi'wan. Eu estava limpa, o cheiro do sal do mar havia sumido da minha pele, meu cabelo estava brilhante... mas a tristeza continuava em mim, com lágrimas não derramadas. Levei um tempo contemplando minhas opções de roupa: poderia vestir as roupas da manhã, com as quais cheguei a praia, mas estavam muito empoeiradas e sujas; poderia vestir as roupas de praia, mas com o fim do dia, o clima estava esfriando e seria desconfortável andar de bikini longe do mar; por fim, havia a roupa que comprei quando pensava que iria passear com John Pablo naquela noite.

    Os brincos pendiam sutilmente entre as ondas do meu cabelo, nos quais prendi os arranjos de flores, um de cada lado, como a vendedora da loja havia me instruído. O vestido de cores vivas descia colado ao meu corpo até a cintura, onde se abria em uma saia rodada. Era uma roupa muito parecida com as que usávamos em Lynn. Ela quis me vender sandálias, mas não gostei delas. Tinha comprado sapatilhas. A vendedora disse que eu parecia uma boneca — e eu fiquei feliz com o elogio, porque naquele momento não sabia das coisas que estavam acontecendo em um bar, num ponto qualquer daquela cidade odiosa.

    As pessoas me olhavam enquanto eu andava pela festa, tentando chegar a uma barraca que vendesse doces. Rapazes mi'wanish sorriam para mim e faziam comentários engraçadinhos para chamar minha atenção. Pensei em Jack, que era piadista desse jeito. Ele tinha levado John Pablo para aquele bar. Eu não queria pensar nisso mais!

    Ter mudado a cor da pele para me adaptar aos locais havia surtido um efeito curioso: eles não percebiam que eu era lynnish. Como a vendedora na loja da praia, os que paravam para reparar meus olhos, pensavam em lentes de contato. Eu precisava descobrir o que eram essas coisas.

    Tudo ali era lindo e triste para mim — uma constatação de que eu poderia ter vivido momentos maravilhosos naquele lugar, se não fosse o desastre que aconteceu. John Pablo devia estar com a juba de goren naquele momento, dançando com ela, ou fazendo bebês com ela, e tudo aquilo me dava vontade de deixar Mi'wan para sempre e nunca mais olhar na direção da Estrela Azul maldita.

    Até que a vendedora da barraca onde parei se aproximou de mim. Eu estava tão ferida que fui pega de surpresa pela gentileza que a mulher demonstrou. Ela usava um avental colorido — que eu achei lindo — e sorria de modo amigável, sem esconder a preocupação com minha tristeza. Havia algo nos olhos castanhos dela, algo familiar e aconchegante. Algo no rosto dela, no modo como as sobrancelhas expressavam dúvida, na forma como os lábios formavam um desenho agradável ao falar, me desarmou.

    Ela me via. Eu era apenas uma desconhecida, porém ela percebeu meus sentimentos e valorizou isso, tomando uma ação para tentar entender, para tentar ajudar. Ela demonstrou empatia por mim e me tratou como uma pessoa. E eu estava tão fragilizada pelo dia que tinha vivido até ali que me agarrei àquela demonstração de boa-vontade como se fosse uma tábua de salvação. 

    — O garoto de quem eu gosto disse que me traria para a festa. Mas, minutos depois, saiu com outra. E eu recebi, por acaso, uma foto dos dois... aos beijos. — eu simplesmente vocalizei, como se aquela mulher mi'wanish fosse parte do meu círculo íntimo, como se fosse alguém que eu amasse.

    Eu queria ser ouvida. Percebi que dizer aquilo em voz alta tornou tudo muito concreto. Mesmo assim, continuei:

    — Ele não é meu namorado. Não teria problema sair com quem quisesse, mas... Por que dizer que queria sair comigo e que não levava as outras meninas a sério? Ele não precisava ter mentido para mim. Nós... éramos amigos. Pelo menos, de minha parte.

    Havia muito barulho na festa e minha voz era suave — porém, não se perdia entre a miríade de sons. Era algo muito típico do meu povo: vozes doces e que se destacavam, como o canto dos pássaros se eleva acima do sons da cidade, mesmo que não gritem para isso. Ainda, as poucas pessoas com quem eu vocalizava diziam que havia maciez na forma como eu soava, uma meiguice que se irradiava para os gestos que acompanhavam a conversa, para os olhares que iam e vinham.

    A mulher de avental colorido se chamava "Maria Aparecida" e eu indiquei o crachá antes de perguntar:

    Doña Cida, posso chamar assim?, me diz uma coisa: como podemos confiar nos homens, se a mente deles muda mais que o vento? Como saber se um homem é bom? Eu queria que um bom rapaz olhasse para mim. E que eu não sofresse mais com mentiras. Nunca mais. — baixei os olhos para o chão — E quero dois quilos do seu doce mais doce também, por favor. — voltei a olhá-la nos olhos, aqueles olhos castanhos tão bonitos — Ah, as pessoas aqui em Nova Aeternia me chamam de Mila. Mas, na minha terra, meu apelido é Lhys.







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    Mensagem por Alexyus Seg Jun 17, 2024 5:01 pm

    Cena: Voo de volta

    Segurando Kima nos braços de novo, Hyperboy alçou voo e dirigiu-se ao portal dimensional da Hypercidade. 

    Sair era bem mais fácil que entrar, já que a passagem para fora não exigia a localização correta e a sincronização com a quarta dimensão, deslocando sua presença no tempo em um segundo em relação ao presente.

    O voo sobre Nova Aeternia foi bem mais rápido do que a ida. Hyperboy podia usar sua supervelocidade de voo ao máximo, sabendo que Kima era forte e resistente para suportar aquilo dando risada. Alex realmente tinha conseguido uma namorada extraordinária.


    Cena: Reunião

    Hyperboy chegou ao esconderijo no condomínio que seus pais haviam disponibilizado para os jovens. Ele entrou na sala e preparou-a do melhor modo possível para sediar uma reunião tão séria quanto possível para adolescentes.

    Com tudo preparado, ele se sentou para esperar que todos chegassem. Nem todos vieram. 

    Quando todos que quiseram vir finalmente chegaram, Hyperboy levantou-se e tomou a palavra:

    - Obrigado por virem! Espero que tenham conseguido relaxar e se divertir nessa tarde. Eu convoquei essa reunião porque, como todos sabem, a Hyperfamília esteve aqui hoje e eu conversei com o Hyperman. Se quiserem saber como foi a conversa, posso repetir a todos exatamente o que aconteceu.

    Alex reproduziu fielmente a conversa antes de continuar:

    - Ficou clara a necessidade de sermos uma equipe. Não apenas participamos de uma aventura juntos e temos inimigos em comum, mas já somos encarados por outros heróis como um grupo. A vantagem de formarmos um time é nos defender em grupo de ameaças dos vilões que apareçam (como a Estrela Prateada hoje de manhã), sermos respeitados como uma equipe autônoma para evitar que outros heróis fiquem querendo nos dar ordens, e também ter amigos que entendem o que nós passamos como jovens super-heróis. Mas para isso precisamos nos organizar e mostrar que somos responsáveis e confiáveis.

    Agora vinha a parte difícil.

    - A minha proposta para a nossa equipe é respeitar as individualidades de cada um. Alguns de nós temos vidas pessoais que querem conciliar com as atividades super-heróicas, e os que não tem não deixam de ter o direito de criar e viver identidades civis. Então a minha proposta é usar esse esconderijo como uma base para nos reunir, mas deixando que cada um more e estude onde quiser. Sobre a escola, cada um é responsável pela sua vida escolar, e não quero ter que pegar no pé de ninguém para serem bons alunos. Mas para termos essa liberdade, também precisamos assumir uma responsabilidade: os membros da equipe devem ser honestos e sinceros uns com os outros sobre os seus paradeiros para o caso de termos que reunir a equipe numa emergência, como foi o negócio na Hypercélula. Eu peguei alguns dispositivos auriculares que servem como localizadores e comunicadores. Todos os membros da equipe precisarão usar um desses DLCs, e se comprometer a responder aos chamados que ocorrerem.

    Antes que alguém protestasse, Hyperboy prosseguiu:

    - Além disso, precisamos nos acostumar uns com os outros. Eu previ sessões de treinamento em grupo para nos acostumarmos com os poderes de cada um, e também plantões de vigilância em duplas rotativas para que todos possam se conhecer e ser amigos. Isso vai nos tornar uma equipe mais coesa e nos ajudar a agir em grupo sem parecer uma piada para outros heróis. E sim, precisaremos de um nome para essa equipe.

    Depois daquela tentativa de gracejo, Hyperboy deu o ultimato:

    - O nome dessa equipe será importante porque pretendo convocar uma coletiva de imprensa para apresentar a equipe e explicar nosso envolvimento na explosão do laboratório. Vamos mostrar que somos responsáveis e aceitar o peso dessa responsabilidade. Nenhum de vocês é obrigado a participar da equipe, mas para quem aceitar, essas regras precisarão ser seguidas. É claro que apoiarei quem for membro de todos os modos possíveis. Mas quem não quiser participar pode sair daqui agora e, por favor, não retornar mais a este local.

    As condições tinham sido explanadas do melhor modo possível, e agora o Hyperboy esperaria para ver a reação de cada um.
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    Capítulo 1: A Equipe fragmentada Empty Re: Capítulo 1: A Equipe fragmentada

    Mensagem por shamps Seg Jun 17, 2024 8:19 pm




    O coração conturbado de Kima pode sorrir mais uma vez com o carinho e cuidado de Alex, imprimir uma imagem em tamanho real de sua mãe era a coisa mais fofa que fizeram por ela. Ela ficou maravilhada com aquela tecnologia e ficou admirando a versão menor da imagem por minutos. Uma tecnologia tão fantástica que até a foto foi restaurada, sem nenhuma marca do tempo, inclusive o rosto de Vince estava lá, como se nunca tivesse sido gasto, sorrindo como se nunca tivesse feito mal à elas. Ver o rosto do pai a machucava profundamente, mas não quis mostrar isso para Alex. Ela tocou o rosto da imagem de sua mãe, o seu próprio e, com dor no coração, tocou na mão da imagem de Vince. "Tudo poderia ter sido tão diferente".

    - Aaah... eu não acredito nisso! Que incrível... ela é linda... - tirou as lágrimas dos olhos, mas sem parar de sorrir - minha mãe é linda, não é? - Kima sempre falava com orgulho de Sammy. Ela queria ficar com o presente na mão, mas ficou com medo de perder e guardou no bolso. Estava tão feliz que não sabia se o abraçava, se sorria, se o beijava, se dançava pelo lugar - encontrar minha mãe? Claro, nos separamos a poucos quilômetros daqui, numa cidadezinha mais o norte. Ela está indo para o norte... eu também vou adorar encontra-la... - ela estava tão empolgada que falou sem parar e dando pulinhos animados segurava no braço dele. E quando ele mencionou a praia, foi mais glorioso ainda para ela, tanto que ficou sem fala, apenas o encarando com olhos brilhantes - você vai adora-la. Ela é doce e gentil, é animada... aaaah.... estou tão feliz!

    Uma certa preocupação passou pelo peito da garota quando Alex sugeriu que seu avô poderia gostar dela. E se não gostasse? Olhou para ele com dúvida, mas preferiu mudar de assunto. Omniman também era uma preocupação, claro que qualquer coisa envolvendo ele não seria bom e envolvendo os sobrinhos poderosos era menos ainda. Ela até falaria algo engraçado, mas a ideia era tão assustadora que até o humor da garota sumia. Era fácil para ele perceber que o assunto a incomodava.
    As conversas sobre família ajudou o casal a se conhecer melhor naquele início de namoro e deixava mais forte os laços de confiança e cuidados entre eles. Ele sempre tinha uma palavra de carinho para impulsiona-la adiante.

    - Quero experiências felizes a partir daqui - ela recebeu o abraço caloroso do namorado - obrigada por se importar comigo e cuidar de mim. E também por confiar em mim como alguém com potencial para estar na equipe.

    As palavras de incentivo ficaram na cabeça e no coração de Kima, queria mesmo acreditar que gostavam dela. Foi gentil também ao reforçar que, assim como ela, não teria como odiarem a liderança do Hyperboy. Sabiam que não seria fácil para nenhum deles, mas estariam todos juntos e teriam que acreditar.

    - Está certo, vamos voltar - e sorriu acompanhando Alex até a saída, ela estava por conta dele. Ela não saberia nem como sair daquele lugar e nem se conseguiria sozinha. E se fosse tostada por não ter DNA Harper? "Que horror!"

    Ele explicou que deixar o local seria mais fácil, o que a fez suspirar aliviada e novamente ela estava no colo do namorado, o lugar onde mais gostava de estar no momento. O voo foi tão veloz quanto o da manhã, o que Kima estava começando a achar o máximo. "Acho que tô amando isso". Voos de passeio eram ótimos, mas esses em alta velocidade eram o máximo. Assim chegaram rápido do esconderijo Harper.
    Alex estava preocupado com a reunião e chegou já arrumando tudo e Kima conhecia aquela sensação de otimizar o tempo com coisas uteis para espantar medos e preocupações. Ela se ofereceu para ajudar a preparar as coisas, ajeitar os sofás e almofadas, preparar alguns lanches. Ela sorriu para ele quando ele finalmente parou. Sem pensar, ela sentou ao lado dele para aguardar os demais.

    - Respira - ela segurou a mão dele e a beijou delicadamente - vai dar tudo certo - e assim como ele, aguardou.

    Com todos reunidos, ela ouviu com atenção as palavras de Alex, eram sérias e objetivas. Ela pegou o DLC e ficou pensando como usava aquilo, mas ficou quieta enquanto ele falava, depois perguntaria para ele. Kima não não tinha intimidade com as tecnologias reais.
    A ideia de uma coletiva de imprensa assustava a jovem e ela apenas esfregou os joelhos com as mãos enluvadas. E sessões de treinos? "Eu preciso disso, eu não sei lutar, nunca briguei na vida". O nome fazia sentido, ela concordava com a cabeça à medida que ele falava. E ele falou bastante, sem dar margem para contestação, o que a preocupou, principalmente quando ele deu o ultimato final. Ela arregalou os olhos ao encara-lo e aos demais.

    - Alex... - começou timidamente - eu não tenho para onde ir, eu ficarei aqui... eu posso ajudar na limpeza e conservação da casa e - olhou para Matt e Hana, imaginando que talvez eles também não tivessem para onde ir - se mais alguém ficar... podemos dividir as tarefas e... e tentar fazer desse lugar um lar... - Kima não era tão boa em discursos como o namorado, mas ela se sentiu inclinada a falar algo, algo que ela sentia de verdade.


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    Capítulo 1: A Equipe fragmentada Empty Re: Capítulo 1: A Equipe fragmentada

    Mensagem por Dante Ter Jun 18, 2024 9:19 am

    Jack fica pensativo com as palavras de Pablo, mas não sabe se sua companhia é boa ou má para o garoto. Seus pensamentos são atrapalhados por Shanks. E então Jack, ora do pagamento.

    Jack se levanta e diz confiante. Só um minuto. Deixa eu depenar uns palhaços. Shanks revira os olhos e fala algo sobre não querer confusão, que reformou recentemente etc. Jack desdenha dizendo que a reforma ficou pior do que antes. Se aproxima de uma mesa de três brutamontes. As cartas nas mãos os desafiam para um jogo.

    Depois de uma jogatina de poker onde usou seus poderes para facilitar seus blefes Jack depena os cavalheiros que não aceitam muito bem e partem pra cima de Jack logo após ele pagar Shanks. Jack não usa seus poderes na luta dá alguns socos, mas não parece muito disposto a se defender. Depois de uma “luta” injusta. Os três brutamontes jogam o Jack na vala do lado de fora em cima de sacos de lixo.


    Spoiler:


    Jack parece aliviado, finalmente conseguiu extravasar. E agora percebe que deixar o Pablo com os playboys vai macular o garoto. Além disso, Jack ainda precisa proteger o garoto mais um tempo. Ele finalmente resolve ir a maldita reunião. Por fim, ele quer ver a cara do hiperperfeito quando souber da irmãzinha dele.


    Spoiler:


    Jack chega no lugar. Todo sujo e com sangue pelo corpo. Sem camisa, claro. Chega bem na hora que o Alex tá falando da Mila, ele vê que a Mila não está presente. Ô Superboy você tá vendo que a Mila não tá aqui né grande líder? Além disso, tô fora de usar rastreador. Não quero ninguém na minha cola. Se precisarem de mim, o Mano Pablo sabe onde me encontrar. Trabalho sozinho, mas posso ajudar se precisarem. “Adios” Pablito manda um beijo pra Mila. Ele dá uma ultima e demorada olhada para Hana antes de sair.
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    Capítulo 1: A Equipe fragmentada Empty Re: Capítulo 1: A Equipe fragmentada

    Mensagem por thendara_selune Ter Jun 18, 2024 1:01 pm

    Hana.Ah, don't be afraid of the chaos.


    Falas
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    Meu coração batia como uma sinfonia que fundia "I Was Made For Lovin' You" do Kiss com "Cursed" de Ari Abdul. Então era isso que significava sentir borboletas no estômago. Enquanto ele falava, meus olhos não se desviavam dos dele, muito consciente de que poderia ser aquela paixonite juvenil que me envolvia agora.



    Capítulo 1: A Equipe fragmentada Oig2_115



    "Já disse, acredito em você..." O sabor do beijo ecoava visceralmente de dentro para fora, dando-me a sensação de poder lutar contra qualquer obstáculo. "A gente volta a se encontrar. Por enquanto, vou ficar aqui, mas tenho um casarão fora da cidade, no alto do vale, que é meu..." Digo, pensando que ser rica tinha suas vantagens, mas desviar fundos da Tríade também tinha ajudado. "Só toma cuidado lá fora..." Dou um beijo suave em sua bochecha. "Mas você tá ligado que o assunto aqui é só uma primeira base, né?" Dei uma risadinha travessa, e mesmo sem saber, podia jurar que meus olhos brilhavam como fogo vermelho. Aquela magia oculta, sombreada de caos e prazeres mundanos, ardia em mim. Tinha muito dessa essência borbulhando em meu sangue, junto com o do babaca do Sr. O.


    Na reunião.


    Capítulo 1: A Equipe fragmentada Oig4_212





    Quando ele vai embora, reorganizo a bagunça usando telecinesia enquanto continuo ouvindo minha playlist. A visão que tive dos outros está ali na minha mente, indo e vindo. Mas se o medo se apossar de vez, não serei útil para meus amigos. Tinha que contar o que vi ou seria criar um alarme imenso enquanto nem tínhamos ainda a cola de uma equipe, ou isso daria a cola?


    Quando desço, vejo Kima, HB, Pablo e Jack. Escuto Kima, uma doce garota. É bem difícil querer se desvencilhar desse convite barra ultimato do HB, muito mais por preocupação com ele e com os outros do que por realmente querer viver ali. @Dante  Jack fala, e dou uma olhada para ele, pensando: "Tá querendo me desenhar ou me ver sem roupa..." Só então o encaro de cima a baixo. Todo sujo de sangue e, como sempre, sem camisa. "O que aconteceu contigo?" Falo com a voz tensa. "Você precisa de ajuda." Caminho até ele apressadamente."Para de agir como o lobo rebelde, cara... Tenta nos ver como uma família disfuncional." Dou um sorriso triste para ele. Parecia perdido e precisávamos mantê-lo bem de algum modo. Vou até a geladeira, enrolando um lenço que pego do bolso e ofereço para ele. O tecido tem cheiro de canela com um leve toque cítrico ao fundo, como limão, mas bem suave.. "Me escuta antes de ir embora. E depos vai tomar um banho e comer alguma coisa, Jack. Ser autodestrutivo não vai te levar a lugar algum..."

    @Alexyus , @shamps ,  @vontheevil , @Mun e  @Dante

    "Tive uma visão," disparo. @Dante  "Você pode ir depois de escutar, Jack. Da primeira vez disse que ninguém é obrigado a ficar e muito menos agora compactuar com o que o HB quer...Mas antes dá um jeito de comer e descansar."  @Alexyus Olhei para meu primo com um leve ar de censura. Novinho demais esse boy. Talvez os pais estejam sobrecarregando ele, mas esquecem que ele não precisa corresponder a tudo que querem dele.

    "No meu sonho, a Mila é sequestrada e fazem experiências com o sangue dela em outras pessoas, que morrem por não aguentar o procedimento..." Minha voz é rouca, baixa e gélida, como quem conta um segredo passível de morte se revelado. @Alexyus "O seu pai protegia você, HB, do ataque do 'O', mas não sei se ele sobreviveria e o futuro ainda está por ser escrito... Pelo menos é nisso que quero acreditar, pelo bem de todos. [/color]  @shamps e a Kima estava travando uma luta contra o pai, que virou uma coisa monstruosa..." Estava de pé até o momento e então me escoro em uma parede. "Minhas visões podem ou não acontecer, mas é bem provável que estejamos caminhando para liberar forças ocultas e caóticas. Cada vez que uso um poder em grande proporção, algo acontece. Vocês não precisam acreditar em nada do que disse, podem até agir sozinhos, mas a chance de dar tudo bem errado é grande!" Olhei para Jack  @Dante e depois pro JP  @vontheevil  torcendo que ele colocasse juízo na cabecinha do Sombra. "Você tem o que é preciso para ficar. Você e o JP escutaram o chamado da Mila, o HB também, Kima e Matt, tudo está interligado. Talvez os super velhos nem tenham ideia do que pode acontecer e por isso ficam nos poupando. Mas se a gente não entender agora que o destino nos conectou, acho que não teremos um futuro para onde fugir..."

    Então percebo que nossa venusiana não desceu. Olho ao redor, esperando que ela apareça, e pergunto com um tom preocupado: "Vocês estavam com a Mila, onde ela está agora? Está na nave? Deve estar chateada porque o HB esqueceu que para ela a verbalização é algo íntimo. Ela não se sente confortável em falar em público; o mundo dela tem culturas e tradições diferentes das nossas. Sem mencionar que ela viu muito através dos filmes da Terra. Imaginem a loucura de chegar aqui e perceber que nossa espécie é tão imprevisível, ou até que não somos o que ela imaginou..." Passo as mãos pelo meu cabelo e encaro todo mundo antes de prosseguir.   @Alexyus e  @shamps "Vou ficar com vocês, fazer parte da equipe. Tenho meus assuntos pessoais para resolver, mas vou tentar corresponder aos seus pedidos, HB." Depois suspirei pesadamente, "mas antes de ser uma equipe, acho que todo mundo precisa baixar a guarda e olhar o amigo com mais empatia, sabe?" Revirei os olhos e continuei, pensando que não queria a função de mediadora, até porque é bem o oposto do caos que gosto. "A Mila precisa saber de tudo que está acontecendo, ou melhor, precisamos encontrar uma maneira de fazê-la se sentir um pouco em casa, assim como o  @Mun Matt precisa da nossa atenção. Ele ficou preso todo esse tempo, assim como a Kima. E vocês dois, o que querem da vida?" Olhei para JP e Dante. "Se  nosso boydark  sem camisa continuar se afastando, como vamos nos aproximar? JP, e você, o que busca de verdade?"." [/color]Meu timbre é verdadeiro e intenso. "Mesmo sem uma equipe, ou com uma, não posso deixar a Mila ou o Jack fora disso. Eles fazem parte do meu destino..."
    @Nazamura Atual estado da Hana é de assustada.
    Não tenho o talento da @shamps para fazer artes maravilhosas com a IA! Ela arrasa! 😍 A IA insistiu em dar tatuagens ao Sentinel que ele aparentemente não tem, HAHA, mas tentei montar e, enfim, consegui uma imagem melhorzinha para fechar meu post.  cheers  Cool  Como disse no zap, repito aqui: adoro a humanização dos personagens, sair da zona cinzenta que é criar personagens combativos e temerosos em expor suas inseguranças NOSSAAAAAA vocês arrasam I love you . Claro que essa é a proposta do jogo, mas vocês, juntamente com nosso narrador, têm conseguido me deixar super animada com a mesa. Arrasaram na construção das últimas cenas! HAHA  @vontheevil , @Alexyus , @Dante, @Mellorienna ,  @shamps e  @Mun  I love you  Cool
    [/size]


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    Mensagem por Dante Ter Jun 18, 2024 1:15 pm

    O que? Ah isso? Nada demais. Não preciso de ajuda Cher, só não vou usar coleira. Jack se detem por um momento e escuta o que Hana tem a dizer. Depois de ouvir ele fala para Hana. Tanto faz. Vou tomar um banho e depois procuro a Mila para explicar tudo, não tô querendo me afastar, mas não vou usar rastreador nenhum. mas... Ele faz uma cara de dor. Preciso de ajuda no banho Hana. 😉

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    Mensagem por vontheevil Ter Jun 18, 2024 2:47 pm

    John Pablo

    Após ter deixado meu presente na frente do quarto de Mila eu fico sentado em um sofá em silêncio até encontrar alguém. Durante a reunião me mantenho em silêncio, nem concordando e nem discordando de nada até as palavras finais do Alex

    - O nome dessa equipe será importante porque pretendo convocar uma coletiva de imprensa para apresentar a equipe e explicar nosso envolvimento na explosão do laboratório. Vamos mostrar que somos responsáveis e aceitar o peso dessa responsabilidade...

    Eu levanto a mão como se estivesse em uma sala de aula e digo:

    — Eu não sei se posso falar alguma coisa aqui, pois quem tem realmente algum poder são vocês, eu sou praticamente um meni... um homem normal. Mas escute as tuas palavras cara, coletiva de imprensa? Explicar nosso envolvimento... pro mundo inteiro saber que Mi'larhys é especial e que o sangue dela é importante para a tríade? (sinto meu sangue explodir de ódio pelo risco que ele quer colocar Mila enquanto encaro Matt que não gosta de mim), ou colocar Hana em perigo? (o segredo que ela colocou em minhas mãos pesa como uma responsabilidade) Eu não sei quem é Astaroth, ou Astartoth, ou sei lá quem tomará o mundo caso ela morra, mas provavelmente muita gente maluca quer isso! Você quer colocar essas meninas em perigo? Eu sei me virar e não to nessa onda não. Mas.... mas.... não acho nem que elas devam usar algum rasteador que possa cair em mãos erradas.

    Levanto sem encarar ninguém e saio da casa em direção a Pueblo Alto
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    Mensagem por Mun Ter Jun 18, 2024 3:26 pm

    a unwanted new me

    [Durante o trajeto de Uber]

    A irmã de Alex era uma fofoqueira e isso já tinha ficado claro no momento que ela enviou, sem necessidade, a foto de Pablo com a sua amiga. De minha parte, não era nem mesmo para Mila e eu termos vistos aquela foto, então era como saber de algo que eu não deveria saber e não poder cobrar bons modos em cima daquilo. Da mesma forma, todo mundo é um pouquinho fofoqueiro e ela estava apenas interagindo o irmão, alguém que ela tem intimidade, então não dá para julgar. Ainda assim, esperei que o carro indicado chegasse e só depois de já estar sentado no banco de trás é que eu abri a conversa novamente antes de enviar a foto que Harper pediu. Era a mesma que enviamos no grupo da equipe e a escolha não foi a aleatória: se ela tentasse sair contando de nós como se fosse grande coisa igual fez com Pablo, todos da equipe já saberiam e não teria como render o assunto. Era como lidar com a mídia e um truque astuto que alguém tinha me ensinado há algum tempo.

    "Sim, ela comprou um biquíni bonito, olha aí", digitei na mensagem logo após a foto. Depois disso, apenas bloqueei a tela do tablet e fechei os olhos tentando relaxar. Não sabia o que esperar da tal reunião, mas ainda estava me sentindo bem. O apetrecho de mudança de aparência ainda não tinha acabado com aquela carga, então eu ainda me sentia em meu próprio corpo e não seria uma heroína inconveniente que iria acabar com meu humor.

    [Na mansão Harper]

    Assim que passo pela porta, eu me sinto ansioso. O dispositivo ainda estava mantendo minha aparência antiga, a verdadeira, sem verdes e galhos, mas Mila tinha avisado que ela duraria até pouco depois do horário da reunião. Talvez fosse prudente me poupar da decepção da transformação repentina e simplesmente desativá-lo manualmente, mas eu não consegui; eu queria aproveitar até os últimos milésimos de segundo daquele jeito. Queria ser eu de novo pelo máximo de tempo que conseguisse.

    Quando cheguei na casa, a primeira coisa que notei foi que Mila não estava ali. "Então ela está mesmo tirando um tempo", pensei. Concentrando-se na nossa ligação, percebi que ela ainda estava bem longe, mas não era como se a reunião não pudesse ser adiada. Uma coisa seria eu, recém-chegado, não comparecer. Outra seria decidirem assuntos da equipe longe de Mila, que aparentemente estava com eles desde muito antes, praticamente desde que se reuniram para desabar o prédio da Tríade.

    Sentado no sofá, me permiti ficar confortável: apoiei o braço na cabeceira e fiquei com o corpo de lado, o que comparado a antes, era uma postura bem menos hostil e que deixava óbvia a minha confiança. Eu ainda estava com a roupa de praia, com a camisa florida aberta e a gola da camiseta branca por baixo baixa o suficiente para ver o começo do tronco. A mão do braço apoiado brincava com um pedacinho do cabelo, mas não de maneira tímida como antes. Eu apenas estava confortável.

    As demais pessoas foram chegando e se acomodando, mas nada de Mila voltar. Eu estava pronto para me levantar e voltarmos para aquele assunto outro dia quando Alex começou a falar e minha primeira reação foi franzir as sobrancelhas. Procurando por Hana, movi as bocas para que ela as lesse, mas sem fazer barulho para não atrapalhar o discurso do Boyzinho. "Não deveríamos esperar pela Mila?", meus lábios formaram devagar, mas então voltei a prestar atenção no que estava sendo dito e foi inevitável dar uma risadinha baixa ao ouvir Alex reproduzir a bronca que levou do pai. Eu conseguia imaginar a pressão que era vir de uma linhagem de heróis bem-sucedidos, mas até que ponto vale a pena perder controle sobre suas próprias decisões de vida?

    — Você precisou do seu pai lhe dando bronca para começar a considerar a importância da equipe? — perguntei. Minha postura não se alterou, e por mais que a pergunta tivesse um tom de provocação, eu só queria entender onde estava a mente de Alex. Eu tinha aceitado participar daquilo por causa de Hana, mas não iria me submeter a uma liderança fraca que iria apenas me atrapalhar rumo à destruição da Tríade. Eu já conhecia Alex de vista e comentários de outros colegas e sabia que ele tentava de todo jeito ser o garotinho perfeito, então ouvir suas imposições não tinham peso algum para mim.

    Desviei o olhar para Hana novamente na intenção de ver suas reações, mas então o garoto que mais uma vez estava sem camisa decidiu expressar sua recusa e ir embora. De maneira educada, esperei que Hana se expressasse e tentasse acalmar Jack, para só então lançar o olhar sobre Kima e enfim pousá-lo em Alex. Mentalmente, tentei repassar minhas opiniões e ensaiar rapidamente o que falar, mas achei que seria melhor não ficar maquiando o que eu queria expressar. Se íamos trabalhar juntos, eu não iria ficá-los poupando de nada que pudesse afetar negativamente o grupo e, naquele momento, o plano de Alex não parecia ser nada bom.

    — Okay, primeiro que o Jack tem razão e foi bem desrespeitoso começar a reunião sem a Mi'larhys. — comecei. Eu optei por chamá-la pelo mesmo nome que a nave usou como forma de demonstrar seriedade — E segundo, gente, com todo o respeito, mas eu não estou aqui para ser um super-herói e minha única vontade é acabar com a Tríade. Eu não vou voltar para a escola, tampouco vou participar de joguinho midiático dando entrevistas, anunciando nome de equipe e oficializando o que quer que seja por causa desses adultos que você falou. Aliás, pra quê chamar de adultos quando sabemos que isso é coisa do seu pai?

    Eu não estava irritado ou com raiva, mas não estava satisfeito com o que estava ouvindo. A Hyperfamília podia ficar rastreando uns aos outros e cobrando entre si cada passo que dão, mas isso era um problema deles. Se Alex pretendia liderar uma equipe ele deveria saber separar as coisas e não tentar inserir todo mundo nos rituais esquisitos e sufocantes da sua linhagem. Colocar escola e jornalzinho como requisito para estar na equipe era ainda mais insultante para mim pessoalmente, porque a última coisa que eu queria era deixar que o mundo todo visse o que fizeram comigo. Não preciso de mais julgamento do que aqueles olhares quando me notam na rua, muito menos a pena daqueles que me conheciam de antes. Aquela ideia toda era simplesmente ridícula.

    Enquanto eu processava aqueles pensamentos, foi a vez de Pablo se recusar a ficar. De repente, a equipe de sete pessoas tinha sido reduzida para quatro, mas até onde eu conseguia perceber ela rapidamente se tornaria três, porque não estava nos meus planos participar daquele circo todo só para aumentar a moral de Alex com seu papai. No entanto, antes de anunciar minha decisão, eu precisava entender uma coisa.

    — Afinal de contas, foram vocês que decidiram quem seria o líder? — perguntei passando o olhar por Alex, Kima e Hana. A pergunta era direcionada a eles, já que Mila foi ignorada e Pablo e Jack já tinham se retirado — Ou foi você que se colocou nessa posição? — continuei, agora pousando o olhar exclusivamente em Alex — Porque não parece a escolha mais sensata. — abri os braços de forma dramática, como se mostrasse a sala agora quase vazia para ele — E não sou eu que estou dizendo. Metade da sua equipe já se foi.

    Por mais que Hana tivesse ganhado minha confiança, não fazia sentido para mim me manter numa equipe que claramente estava desmoronando antes mesmo de começar a existir de forma oficial. Se vamos destruir a Tríade, eu precisava saber que tínhamos uma formação coesa e confiável. Se eles iriam mais atrapalhar do que ajudar não existiam motivos para eu ainda estar naquele sofá.
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    Capítulo 1: A Equipe fragmentada Empty Re: Capítulo 1: A Equipe fragmentada

    Mensagem por Nazamura Ter Jun 18, 2024 11:10 pm


    Mi'larhys (@Mellorienna)

    Maria Aparecida ouvia o relato de Mi'la, quando ela começou a desabafar sobre o garoto que iria traze-la para a festa e que pegou os dois se beijando, ouvindo-a desabafar e por pra fora a dor. A expressão verbal dela alternava com sons de "nossa", "hmm...", sentindo as palavras da forasteira.

    — Claro que pode me chamar de Doña Cida, querida. - ela sorriu gentilmente, tocando o ombro de Mi'larhys. - Vou te contar um segredo: meu filho, Jhon Pablo, é um bom garoto, mas também está tentando encontrar seu caminho. Ele me disse que ia passar uns dias na cidade, mas ainda não voltou. Acho que você e ele se dariam bem. — disse ela, antes de se virar para chamar alguém.

    — Pachello! — gritou ela para o jovem ajudante no food truck. — Venha aqui, prepare dois quilos do nosso doce mais doce para a senhorita.

    Pachello, um rapaz com piercing no nariz, brinco na orelha e um ar descolado, se aproximou rapidamente. Ao ver Mi'larhys, ele sorriu de maneira exagerada.

    — Mamacita! — exclamou ele, antes de Maria o repreender com um olhar severo.

    — Respeito, menino. Agora vá preparar o pedido dela — disse Maria.

    Enquanto Pachello, enquanto preparava os doces, não parava de lançar olhares para Mi'larhys.

    — Então, mi señorita. O que te trouxe ao nosso festival? — perguntou ele, com um sorriso simpático, tentando iniciar uma conversa amigável.

    Pachello inclinou a cabeça de um jeito charmoso enquanto a ouvia, seus ombros para trás e peitoral para frente, exalando confiança.

    — Vou lhe contar um segredo, Mila. — disse ele, seu olhar penetrante fixo nos olhos dela. — Para agradecer, é comum fechar os olhos e ficar parada na frente da pessoa por alguns segundos.

    Ele deu um passo mais perto, o perfume que usava era uma fragrância amadeirada com notas de cedro e um toque de especiarias, intensa e cativante, deu outro passo, e outro, e outro.

    Maria Aparecida, observando a interação, revirou os olhos e interveio antes que Pachello pudesse levar sua cantada barata adiante.

    — Pachello, termine logo de preparar os doces dela, por favor! — disse ela, com um tom de advertência que não deixava margem para discussão.

    Pachello deu um sorriso travesso e voltou ao trabalho, ainda lançando olhares ocasionais para Mi'larhys.

    — Desculpe por isso, querida. Ele acha que é mais charmoso do que realmente é. — disse Maria Aparecida, dando um sorriso reconfortante para Mi'larhys.

    Ao terminar o pedido, Pachello diz — Baila comigo señorita? — e estica a mão, convidando-a para dançar juntamente a um grupo de pessoas que estava em volta de uma fogueira.

    Pachello - primo de Jhon Pablo:

    --
    amanhã cedo sai turno no esconderijo Harper
    Nazamura
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    Capítulo 1: A Equipe fragmentada Empty Re: Capítulo 1: A Equipe fragmentada

    Mensagem por Nazamura Qua Jun 19, 2024 9:12 am

    Em Pueblo Alto

    Jhon Pablo (@vontheevil) e Jack Dawnson (@Dante) saíram do esconderijo sem pegar as DLCs, decididos a ir para Pueblo Alto. Ao chegarem, a festa estava em pleno auge, com música alta e muitas pessoas dançando. As luzes coloridas piscavam, criando um ambiente festivo.

    Jhon Pablo avistou seu primo Pachello dançando com Mi'larhys girando, rindo, falando, movimentando labios e a boca; a luz reflete na saia dela enquanto ela gira. No entanto, Jack sabia que Pachello pertencia aos "Manos Sangrientos", uma gangue rival que já havia colocado seu colega Nico em maus lençóis e cavado sua própria suspensão da escola.

    outras duplas que pareciam ser da gangue estavam dançando por perto com garotas tatuadas.

    --
    Jack, após o banho, como você disse que ia procurar por Mi'la e Jhon Pablo disse que ia atrás dela, vocês devem explicar como ocorreu essa dinâmica.




    Enquanto a reunião prosseguia...

    uma mensagem de Sentinel chegou no celular de Hana Choi (@thendara_selune):

    Sentinel:

    "Localizei a madame Tríade, ela está com alguns capangas, o esconderijo de vocês pode estar comprometido."

    Como Matthew (@Mun) estava perto de Hana, ele tambem consegue ver uma outra notificação no celular de Hana, daquelas q aparecem em cima da tela quando chega uma notificação nova

    Taylor Pradhan comentou no seu instagram: "Isso é perfeito para o meu Matthew, onde quer que ele esteja"

    --
    Hana Choi, tome um golpe poderoso no emocional: você não está segura, sua mãe sabe onde você está! e o esconderijo vai cair por sua causa!





    Kima Brown (@Shamps) ... quando pegou um dos DLCs e após dizer ao namorado que podia fazer desse lugar um lar...

    As palavras de Alex ecoaram em sua mente:

    Alex Harper: — Todos os membros da equipe precisarão usar um desses DLCs e se comprometer a responder aos chamados que ocorrerem.

    Imediatamente, uma sensação primitiva e desconfortável de ser controlada e restringida começou a se instalar dentro do coração de Kima (O coração da Bruta). As palavras de Alex misturaram-se com lembranças sombrias de seu pai, uma voz grave que ressoava em sua mente.

    Voz de seu pai: — Querer experiências felizes? Querer ser mansa e submissa? Limpar e conservar a casa? Mwhahahaha, você é uma máquina de matar, você não é mais a mesma, é grande, forte, resistente, sabe o que é lutar de verdade.

    Enquanto Alex continuava a falar, as paredes do esconderijo Harper começaram a se transformar em sua mente. O ambiente acolhedor tornou-se cinza e metálico, as luzes dos abajures se transformaram em refletores brancos, apontados diretamente para seus olhos, cegando-a momentaneamente.

    Voz de seu pai: — Eles que engulam os próprios dentes.

    --
    Kima Brown (@Shamps) está com a condição Irritada e tome um golpe poderoso no emocional
    Alex Harper (@Alexyus) toma um golpe poderoso no emocional; o Pai e o Legado contam com ele como um lider necessário e Alex vai falhar com o Legado porque a equipe se desfez diante dos olhos dele



    Estão no esconderijo Harper: Kima Brown, Alex Harper, Hana Choi, Matthew Callaghan
    Estão em Pueblo Alto: Jhon Pablo, Jack Dawson, Mi'larhys

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    Capítulo 1: A Equipe fragmentada Empty Re: Capítulo 1: A Equipe fragmentada

    Mensagem por Dante Qua Jun 19, 2024 10:04 am

    Querido Diário.
     
    Hoje foi um dia estranho. Tivemos aquela situação com a Hana – que vou escrever em outro momento porque ainda estou processando o que aconteceu. Estou divagando. Continuando. Fui acompanhar o mano Pablo lá no setor dele atrás da Mila. Na verdade não lembro como soubemos que ela estava por lá. O fato é que chegamos lá e quase não acreditei. A Mila estava dançando com o maldito Panchello dos palhaços “Sangrientos”. Dá ultima vez o Nico se deu mal e até hoje não sei em que hospital meteram ele. (acho que devo voltar a procurar o Nico..) continuando. (caraca a Mila ou é a maior porra loca ou é inocente demais. Como será no planeta dela? Já deu bola pro babaca do Sentinel – que ainda me deve -, pro Visconde de Sabugosa e agora pra aquele mequetrefe, que mina problemática) já fui falando pro mano que ia dar ruim. Perguntei se ele conhecia o cara e falei para ele não se meter. Fui lá e não quis nem conversa. Tapa na cara do marginal. E ai já viu né? Enfim, depois continuo que preciso fazer uma coisa aqui agora.
     
    Continua...
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    Capítulo 1: A Equipe fragmentada Empty Re: Capítulo 1: A Equipe fragmentada

    Mensagem por Alexyus Qua Jun 19, 2024 10:24 am

    A ausência de Mila foi uma surpresa, já que ela mesma transmitira a convocação telepática que Alex pedira. Mas ele teria de cuidar disso depois. A reunião começou pontualmente às 19pm como ele marcara.

    Kima foi a primeira a reagir à proposta do Hyperboy.


    - Alex... - começou timidamente - eu não tenho para onde ir, eu ficarei aqui... eu posso ajudar na limpeza e conservação da casa e - olhou para Matt e Hana, imaginando que talvez eles também não tivessem para onde ir - se mais alguém ficar... podemos dividir as tarefas e... e tentar fazer desse lugar um lar... - Kima não era tão boa em discursos como o namorado, mas ela se sentiu inclinada a falar algo, algo que ela sentia de verdade.

     Ele sorriu para ela. Era por isso que considerava Kima o coração da equipe. Ela pegou rapidamente o cerne da questão, transformar todos em amigos, morando no mesmo lugar para chamar de lar.

    Já Jack reagiu exatamente como ele imaginou que faria.

    Além disso, tô fora de usar rastreador. Não quero ninguém na minha cola. Se precisarem de mim, o Mano Pablo sabe onde me encontrar. Trabalho sozinho, mas posso ajudar se precisarem. “Adios” Pablito manda um beijo pra Mila.

    A atitude dele era uma demonstração clara e evidente do caráter do Sombra, ou falta dele. Hyperboy não podia forçar alguém que não queria fazer parte da equipe a ser parte dela.

    Hana, a prima demoníaca recém-descoberta, foi a que falou mais, mas pelo menos fez questionamentos diretos ao que ele propunha. E as palavras dela conseguiram deter até mesmo o Sombra.

    Tive uma visão," disparo. @Dante  "Você pode ir depois de escutar, Jack. Da primeira vez disse que ninguém é obrigado a ficar e muito menos agora compactuar com o que o HB quer...Mas antes dá um jeito de comer e descansar. No meu sonho, a Mila é sequestrada e fazem experiências com o sangue dela em outras pessoas, que morrem por não aguentar o procedimento...

    Aquilo alertou Hyperboy. Ele não conhecia a extensão dos poderes paranormais de Hana, mas se Mila estava em perigo, era vital descobrir onde ela estava agora. 

    O seu pai protegia você, HB, do ataque do 'O', mas não sei se ele sobreviveria e o futuro ainda está por ser escrito...

    Alex não acreditava em predestinação, e aquela visão de Hana poderia até ser do passado. Omniman já tivera vários embates com a Hyperfamília e o Hyperman já protegera o Hyperboy várias vezes no passado. O risco de morte era uma constante nas missões deles, mas a Hyperfamília sempre estava junta e unida para se apoiar.

    e a Kima estava travando uma luta contra o pai, que virou uma coisa monstruosa..." Estava de pé até o momento e então me escoro em uma parede. "Minhas visões podem ou não acontecer, mas é bem provável que estejamos caminhando para liberar forças ocultas e caóticas. Cada vez que uso um poder em grande proporção, algo acontece. Vocês não precisam acreditar em nada do que disse, podem até agir sozinhos, mas a chance de dar tudo bem errado é grande! Você tem o que é preciso para ficar. Você e o JP escutaram o chamado da Mila, o HB também, Kima e Matt, tudo está interligado. Talvez os super velhos nem tenham ideia do que pode acontecer e por isso ficam nos poupando. Mas se a gente não entender agora que o destino nos conectou, acho que não teremos um futuro para onde fugir...

    O apelo da bruxinha tinha sido poderoso, e para Hyperboy o destino era uma justificativa tão boa quanto qualquer outra para ficarem unidos.

    Vocês estavam com a Mila, onde ela está agora? Está na nave? Deve estar chateada porque o HB esqueceu que para ela a verbalização é algo íntimo. Ela não se sente confortável em falar em público; o mundo dela tem culturas e tradições diferentes das nossas. Sem mencionar que ela viu muito através dos filmes da Terra. Imaginem a loucura de chegar aqui e perceber que nossa espécie é tão imprevisível, ou até que não somos o que ela imaginou...

    Alex ia dizer que já tinha se desculpado por aquilo e que a Mila já tinha lhe entregado um bilhete perdoando-o por aquilo, mas o fluxo interminável de palavras de Hana não cessava, pois parecia mesmo interminável. Mas talvez ela precisasse desabafar. Hyperboy imaginava que não era fácil ser filha do Omniman e de uma imperatriz infernalista.

    A resposta de Jack a um apelo direto de Kima foi típico da falta de caráter dele.

    O que? Ah isso? Nada demais. Não preciso de ajuda Cher, só não vou usar coleira. Jack se detem por um momento e escuta o que Hana tem a dizer. Depois de ouvir ele fala para Hana. Tanto faz. Vou tomar um banho e depois procuro a Mila para explicar tudo, não tô querendo me afastar, mas não vou usar rastreador nenhum. mas... Ele faz uma cara de dor. Preciso de ajuda no banho Hana.

    A tentação de vetar o acesso de Jack às instalações providenciadas pelos pais do Hyperboy foi grande, mas Alex tinha experiência em manter o autodomínio e raciocinou que era melhor que Jack tomasse banho ali mesmo do que expor ainda mais o esconderijo deles enquanto andava sem camisa e coberto de sangue pelas ruas do condomínio. O Sombraa ainda causaria muitos problemas para o resto deles.
     
    — Eu não sei se posso falar alguma coisa aqui, pois quem tem realmente algum poder são vocês, eu sou praticamente um meni... um homem normal. Mas escute as tuas palavras cara, coletiva de imprensa? Explicar nosso envolvimento... pro mundo inteiro saber que Mi'larhys é especial e que o sangue dela é importante para a tríade? (sinto meu sangue explodir de ódio pelo risco que ele quer colocar Mila enquanto encaro Matt que não gosta de mim), ou colocar Hana em perigo? (o segredo que ela colocou em minhas mãos pesa como uma responsabilidade) Eu não sei quem é Astaroth, ou Astartoth, ou sei lá quem tomará o mundo caso ela morra, mas provavelmente muita gente maluca quer isso! Você quer colocar essas meninas em perigo? Eu sei me virar e não to nessa onda não. Mas.... mas.... não acho nem que elas devam usar algum rasteador que possa cair em mãos erradas.

    Alex ouviu a opinião de JP e ia responder, mas o caçulinha saiu andando da reunião antes mesmo que qualquer resposta fosse dada. Alex percebia que talvez, mesmo entre tantos jovens, JP talvez fosse o mais adolescente de todos eles.

    Com Jack no banho e JP saído, Matt conseguiu discutir a questão um pouco mais civilizadamente.

    — Você precisou do seu pai lhe dando bronca para começar a considerar a importância da equipe?

    Hyperboy finalmente conseguiu dizer alguma coisa:

    - Eu esperava que a gente se juntasse naturalmente. A bronca do meu pai me fez perceber que se não fizer algo ativamente para unir o grupo, isso não aconteceria... especialmente depois do combate com a Estrela Prateada...

    — Okay, primeiro que o Jack tem razão e foi bem desrespeitoso começar a reunião sem a Mi'larhys. — comecei. Eu optei por chamá-la pelo mesmo nome que a nave usou como forma de demonstrar seriedade — E segundo, gente, com todo o respeito, mas eu não estou aqui para ser um super-herói e minha única vontade é acabar com a Tríade. Eu não vou voltar para a escola, tampouco vou participar de joguinho midiático dando entrevistas, anunciando nome de equipe e oficializando o que quer que seja por causa desses adultos que você falou. Aliás, pra quê chamar de adultos quando sabemos que isso é coisa do seu pai?

    - Primeiro, eu pensei em falar com a Mila depois para saber o que aconteceu com ela para não vir à reunião, mas agora com o aviso do sonho da Hana, acho melhor irmos procurar ela assim que possível. Quem foi o último que esteve com ela? Não foi você?


    - Segundo, estabelecer uma equipe formalmente aos olhos do público e dos outros super-heróis vai nos dar legitimidade para combater a Tríade sem sermos foras-da-lei caçados pela polícia e pelos outros super-heróis. Você não estava aqui quando o Sentinel quis bancar a nossa babá nos dando ordens, e eu não quero que a gente passe por situações assim de novo.

    Alex estava gostando de debater o assunto com o Matt. Ao contrário dos outros, ele não tinha o ímpeto de simplesmente levantar e sair andando. Alguém educado, afinal de contas.

    — Afinal de contas, foram vocês que decidiram quem seria o líder? — perguntei passando o olhar por Alex, Kima e Hana. A pergunta era direcionada a eles, já que Mila foi ignorada e Pablo e Jack já tinham se retirado — Ou foi você que se colocou nessa posição? — continuei, agora pousando o olhar exclusivamente em Alex — Porque não parece a escolha mais sensata. — abri os braços de forma dramática, como se mostrasse a sala agora quase vazia para ele — E não sou eu que estou dizendo. Metade da sua equipe já se foi.

    Aquelas palavras foram o golpe emocional mais duro de toda aquela conversa. A reunião tinha dado errado. A equipe estava praticamente se desfazendo. Seria um fracasso para o Hyperboy. Mais um.

    Mas Alex respirou fundo e se recusou a aceitar aquilo.

    - Só há liderança se houver equipe. Eu nunca pedi para ser o líder, mas se ninguém mais tentar unir a equipe, então é esse trabalho que eu vou fazer.  Eu confio que cada um dos que saíram vão pensar bem no que eu disse, mesmo que discordem. Os DLCs são melhores que qualquer celular, que qualquer adolescente já usa, ou seja, já somos rastreados e vigiados pelas companhias telefônicas; a vantagem dos DLCs é que seria um circuito fechado e exclusivo para a nossa equipe. Quando alguém estiver desacordado ou capturado, poderíamos usar o DLC dessa pessoa para encontrá-lo rapidamente, como a Mila agora, por exemplo.


    - A coletiva de imprensa é para que as pessoas comuns saibam que somos heróis e não bandidos, e que a verdade sobre a destruição do laboratório venha à tona e que a culpa recaia sobre a Tríade, e não sobre nós. É evidente que não pretendo revelar nenhuma informação sensível, como nossas identidades secretas ou os pontos fracos da equipe! Mas nos assumirmos como um grupo vai impor aos outros heróis um respeito que, sozinhos, nenhum de nós terá. 


    - E sobre a importância de permanecermos unidos, seja para enfrentar a Tríade, para nos defender das ameaças que o sonho da Hana mostrou ou simplesmente para fazer o bem, acho que há muito mais vantagens que desvantagens. Se a equipe decidir contra qualquer uma das minhas propostas, eu aceitarei, mas para isso precisamos ser uma equipe de fato.

    Alex levantou-se, enchendo o peito de ar. Não tinha acabado. Aquela equipe não estava desfeita. Não ainda. Ele ia lutar para mantê-la unida.

    - Por enquanto, pensem nisso. Vou procurar a Mila, e vocês podem usar os DLCs para manterem contato comigo.

    Se ninguém fizesse objeção, Hyperboy alçaria vôo para procurar a Vênus. 

    Seria muito bom ter supersentidos para essa tarefa...
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    Capítulo 1: A Equipe fragmentada Empty Re: Capítulo 1: A Equipe fragmentada

    Mensagem por vontheevil Qua Jun 19, 2024 11:29 am

    Chegando em Pueblo alto eu exclamo para Jack!
    - Festival de Otoño! Tinha esquecido! Sem me preocupar com os outros e sem ter vergonha vou movendo o corpo no ritmo da música até onde geralmente fica o Food Truck da minha mãe

    Chego lá e corro dar um abraço na dona Maria Aparecida
    — Mãe, to com saudades da senhora!
    Abraçando ela apertado eu sinto os olhos encherem de lágrima de encontro ao corpo macio dela quando começo a contar meus últimos dias
    — Mãe, descobri que tenho alguns poderes, meu... minha cabeça... meus pensamentos estão ligados com uma menina linda e estamos criando uma equipe para combater um... um... e fizemos algumas besteiras mãe, teve gente que morreu!
    Nisso eu olho para o lado e vejo a menina linda que eu tava comentando... dançando com Pachelo
    sorrio triste por um momento, enciumado dele, mas feliz porque ele não é uma pessoa ruim para a venusiana, e ele dança bem.
    Queria eu poder dançar com ela.

    Perdido nesses pensamentos vejo Jack avançar e entrar em uma briga com Pachelo. Dentro de Pueblo Alto. No meio de todos os primos e amigos.

    — MÃE! Não deixe o Jack morrer! ele é meu amigo
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    Capítulo 1: A Equipe fragmentada Empty Re: Capítulo 1: A Equipe fragmentada

    Mensagem por Mellorienna Qua Jun 19, 2024 3:26 pm









    ☆A FORASTEIRA☆
    Mi'larhys
    ☆VÊNUS☆
    Mila Rhys




    Maria Aparecida escreveu:— Vou te contar um segredo: meu filho, Jhon Pablo, é um bom garoto, mas também está tentando encontrar seu caminho. Ele me disse que ia passar uns dias na cidade, mas ainda não voltou. Acho que você e ele se dariam bem.

    Quem achava que coincidências não existiam não tinha entendido ainda que o caos era o plano do universo.

    A mulher com a mão no meu ombro era a mãe do John Pablo. Do meu John Pablo — eu vi na mente dela. Vi que havia um motivo simples para que ela não tivesse me respondido como era possível confiar nos homens: ela mesma não confiava. Vi que ela tinha dores em muitos cantos da mente, cantos onde não entrei, dores que não investiguei, porque eram dela e eram íntimas — e eu respeitava esses sentimentos. Vi que, acima das próprias dúvidas, ela se esforçava para criar o filho para ser um homem bom, justo e decente. O verdadeiro herói que eu vi nele.

    Senti que ia chorar, mas respirei fundo e sequei as lágrimas antes que saíssem dos meus olhos. Veio um rapaz sorridente e me chamou de "mamacita", o que parecia estranho, mas a mãe de John Pablo ralhou com ele e eu simplesmente o ignorei, como se nem existisse.

    — Conheci um John Pablo esse fim de semana. Acho que pode ser o seu filho... Um garoto com olhos lindos, como o da senhora, Doña Cida. — falei com o tom mais despretensioso possível. Não sabia até onde a mulher de avental colorido estava ciente do heroísmo do filho ou do envolvimento dele com pessoas como eu.

    Desviei os olhos, meio tímida, e dei com o rapaz preparando os doces me encarando. Endireitei a postura e cruzei os braços.

    Pachello escreveu:— Então, mi señorita. O que te trouxe ao nosso festival? — perguntou ele, com um sorriso simpático, tentando iniciar uma conversa amigável.

    Pensei em não responder. Mas, eu já tinha vocalizado com a mãe de John Pablo e o rapaz tinha me ouvido. Era tarde para fingir que sou surda.

    — Doces. — ele continuava sorrindo, mas eu não acompanhei.

    Pachello escreveu:— Vou lhe contar um segredo, Mila. — disse ele, seu olhar penetrante fixo nos olhos dela. — Para agradecer, é comum fechar os olhos e ficar parada na frente da pessoa por alguns segundos.

    Ele deu um passo mais perto, o perfume que usava era uma fragrância amadeirada com notas de cedro e um toque de especiarias, intensa e cativante, deu outro passo, e outro, e outro.

    Ba'kha. Ele achava que eu tinha o quê, quinze deknas de vida? Eu nem me movi — ele vinha caminhando na minha direção e eu olhava para ele com o mesmo interesse que demonstraria por uma barata morta. Uma barata morta que cheirava bem, mas mesmo assim. E nem precisei fazer nada drástico, porque a mãe de John Pablo interferiu — o que acabou me arrancando um sorrisinho. Ela tinha os mesmos impulsos heróicos do filho, pelo visto.

    Maria Aparecida escreveu:— Desculpe por isso, querida. Ele acha que é mais charmoso do que realmente é. — disse Maria Aparecida, dando um sorriso reconfortante para Mi'larhys.

    Só então eu percebi o parentesco entre eles. Doña Cida era irmã da mãe do Pachello. Meus olhos finalmente se voltaram para ele com uma sombra de interesse: era primo de John Pablo. Eu não tinha achado os dois parecidos. Pachello era atirado e engraçadinho, além de exalar um certo perigo indefinido — me lembrava muito mais o Jack. Então, percebi que eu não estava levando em conta algo que era tão fundamental para os mi'wanish na definição de parentesco: a aparência.

    E sobre isso só tinha uma coisa a dizer.
    John Pablo era mais bonito.

    Pachello escreveu:— Baila comigo señorita? — e estica a mão, convidando-a para dançar juntamente a um grupo de pessoas que estava em volta de uma fogueira.

    Eu já tinha meus dois quilos de doce. Não precisava estar ali nem mais um segundo. Mas, a música era tão estranha e maravilhosa, tão parecida com as músicas que dançávamos em Lynn e tão diferente ao mesmo tempo. Eu queria dançar. Meu povo se expressava com dança e gestos — eu havia quase matado John Pablo afogado de tanta água que levei para ele no domingo. Minha expressão se suavizou. Dançar com o primo dele não seria quase como dançar com ele?

    Apoiei os doces num cantinho perto de Doña Cida, pedindo com o olhar que ela cuidasse deles para mim. Aceitei a mão que Pachello me estendeu e me peguei rindo em menos de dois tiks, porque ele estava me girando à luz da fogueira, sob as bandeirinhas coloridas. Eu não precisava saber dançar — eu lia na mente dele o que era esperado que eu fizesse. E fazia. Os movimentos eram fáceis para mim, muito centrados nos quadris. Ele pensava que eu era bonita e isso me fazia dar risadas. Mas eu não queria ver mais que isso, não queria saber se ele tinha aquela coisa que rugia dentro dele e nem se a coisa queria rugir para mim. Desviei minha mente da dele o máximo possível, deixando que só a superfície me tocasse, como um véu de elogios.

    Pobre garoto mi'wanish que não sabia que eu teria exterminado sua espécie miserável porque seu primo tinha partido meu coração. Pachello dançava comigo como se eu devesse me preocupar com o que ele faria a seguir. E eu ria, sem que ele soubesse porquê.

    Ele queria saber de onde eu era. Tentava me girar pros braços dele, mas eu passava ao largo, sorrindo, e ele pensava em conquista. Era hilário.

    — De longe. Estou em... intercâmbio. — aprender a dizer a verdade sem revelar nada era a base da diplomacia lynnish. Pachello ficou ainda mais animado com a conversa. Eu havia dado a ele um espaço para falar de diversidade cultural. Ele fez umas piadas, eu ri.

    E, de repente, Jack Dawson estava entre Pachello e eu.
    E deu um soco (?) no primo de...

    John Pablo escreveu:— MÃE! Não deixe o Jack morrer! ele é meu amigo.

    John Pablo.

    A confusão estava armada ao meu redor, Jack se atracando com Pachello e as pessoas em volta aos gritos. Meus olhos encontraram os de John Pablo, junto da mãe, e eu senti um fenômeno curioso: minha khapzis, a mente de sobrevivência, trancou minhas instâncias mentais atrás de barreiras de lâminas, para impedi-lo de me acessar — mas os mi'wanish não são telepatas, e minha khatnis, a mente de trabalho, começou a rir disso. E no embate entre uma e outra, a khalis interferiu: minha mente superior, aquela que os humanos chamavam de intuição, aquela a quem atribuíam qualidades quase místicas.

    A briga estava cada vez mais feia ao meu lado. E, na minha khatnis, eu estava preocupada com Jack. Mas a minha mente superior estava inteira voltada para John Pablo e eu me peguei pensando: e se ele não tivesse percebido? Ele falou que aquelas meninas estavam brincando com ele e que não tinham intenções de beijá-lo. A fotografia mostrava que ele, obviamente, estava errado. Mas será que ele pensou que eu estava brincando também? Será que eu não consegui expressar meus sentimentos?

    Por que eles estavam ali, John Pablo e Jack? Onde estava a garota por quem ele me trocou? E por que Jack estava brigando com o primo dele?

    — Jack! Pára com isso! Pára! — eu me coloquei entre os dois, abrindo os braços, com uma mão no peito de Jack e a outra no peito de Pachello, mantendo-os afastados. Eles não ousariam continuar. Mas se ousassem, eu derrubaria os dois — O que raios vocês estão fazendo?!




    Capítulo 1: A Equipe fragmentada Ewc81wm
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    Capítulo 1: A Equipe fragmentada Empty Re: Capítulo 1: A Equipe fragmentada

    Mensagem por thendara_selune Qua Jun 19, 2024 3:42 pm

    Hana.Ah, don't be afraid of the chaos.


    Falas
    Pensamentos/FalasNPCS




    Ouço a provocação de  @Dante  Jack e, com um sorriso compreensivo, ergo uma sobrancelha como quem diz "Você não perde uma, né?". Os questionamentos de  @Mun Matt desencadeiam uma resposta enérgica de  @Alexyus HB, causando uma reação explosiva em  @shamps  Kima, intensificada por um comentário afiado de  @vontheevil JP. O controle de Alex era notável, especialmente considerando que estávamos no meio de um jogo de "o chão é lava". Mas naquele instante, parecia que até ele poderia perder o equilíbrio.

    Meu celular vibra e vejo uma mensagem do Sentinel: "Localizei a madame Tríade. Ela está acompanhada de capangas. O esconderijo de vocês pode estar em perigo." Jack e Pablo seguiram em busca de Mila, deixando apenas nós três. Um misto de alerta, incerteza e preocupação se acende dentro de mim. Estaria eu pronta para enfrentar minha própria mãe? Suspiro pesadamente e guardo o celular, meu semblante se torna sombrio. "Droga!", murmuro frustrada. "Vamos atrás dos outros agora!" Olho para eles minha e voz transborda preocupação. "A Tríade sabe que estou aqui, consequentemente sabe onde encontrar os demais... Não podemos ficar esperando tudo acontecer. Nem permitir que pessoas inocentes paguem o preço." Sinto uma pontada de irritação comigo mesma. Sou um alvo claro para a Tríade, mas e os outros? Não posso deixá-los pagar o preço.  @Nazamura A insegurança e a culpa me consomem. "Sentinel me mandou a mensagem, e mesmo que você não aprove o comportamento dele, Alex, lembre-se que foram seus pais que o mandaram até aqui. Só acho que está na hora de você ser mais o HB que deseja ser por si mesmo do que ficar correspondendo às expectativas dos outros. Você é melhor do que eles pensam." Minha voz continua demonstrando minha preocupação, e, ao contrário do meu primo, eu não me importo com laços sanguíneos.







    Novo visual Hana:


    Informações sobre a Hana:



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    Mensagem por vontheevil Qua Jun 19, 2024 5:25 pm

    — Jack! Que chingada! Pára com isso! Pára! O que raios vocês estão fazendo?!

    Ouvindo Mi'larhys falando em voz alta eu sei que ela está sofrendo
    Largo o abraço da minha mãe e grito


    — Órale! Órale vato! Que despelote es este Panchelito, es pincho loco? Jack es un majadero pero es mi amigo. Não vamos criar caso tão perto de casa. Mi'la é minha amiga também, chingona certo?, Veio ver mi madre e usted no estaria enamorandosse de ella?[/color]
    (meu primo um pouco mais velho nunca me ouviu falar mais alto e nunca esperaria escutar algo assim de mim)
    vou me aproximando dele com o braço aberto e se ele bobear eu o abraço e assim que ele me abraçar eu o apresento a Mila e a Jack

    — Estes são meus amigos, Mila e Jack. Gostaria que eles fossem bem tratados no bairro como se fossem da família.
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    Mensagem por shamps Qua Jun 19, 2024 8:11 pm




    Tanta tensão no ar parecia oprimir Kima, que passava o olho por todos na sala, culminando com a saída de Jack e Pablo da sala. Já não era horrível o suficiente o que Hana tinha contado? Por que eles não podiam ao menos tentar. Era tão irritante ver tanta fraqueza. Ela precisou respirar fundo para não ir atrás deles, até mesmo porque eles não deviam nada para ela. O problema era a própria Kima que criava cenas felizes em sua cabeça. Era tudo uma mentira... ninguém se importava com nada, de fato. Sem perceber, a almofada que segurava já deixava seu recheio exposto. "Alex... eu.... preciso de você..." puxou o ar com força mais uma vez. "Sai da minha cabeça...." Ela apoiou as mão ao lado do sofá e onde suas mãos pousaram, a madeira se quebrava suavemente e o tecido era perfurado pelas pontas de seus dedos. Não foi difícil transformar em pó o dispositivo eletrônico que segurava.

    - Você não vai me controlar - falou baixo e foi impossível saber se falou para Alex ao seu lado ou para a lembrança em sua cabeça. Ela passou as mão pelos cabelos e respirou fundo mais uma vez.

    O ritmo acelerado do coração e a respiração ofegante levaram ao suor frio no alto da testa, ela se levantou e caminhou até uma parede enquanto ouvia a conversa entre Alex e Matt, lembrar da voz do pai a deixava nervosa, precisou frear a mão fechada rapidamente antes que fizesse um buraco na parede. Kima se recostou na parede para observa-los, piscou várias vezes para que a luz ofuscante permitisse que visse os presentes na sala.

    - Eles já estão aqui... vocês não veem? - falou com a voz forte e nervosa - a Tríade conseguiu nos separar... separados somos fracos... eles nos pegaram... - ela bateu a cabeça na parede, abria e fechava as mãos ao ponto de deixa-las brancas de tensão - eu... não sou uma máquina de matar... - puxou o ar com força após bater com a mão fechada na parede atrás dela. Permaneceu encostada à parede, longe dos demais. Não podia atrapalhar a conversa de Alex com eles "é importante para ele".

    Foi complicado para ela continuar prestando atenção naquela conversa, mas ela se esforçou e voltou para o sofá, queria apoia-lo e ficar alucinando não fazia parte de seus planos e nem ajudaria em nada. Havia urgência no ar, como confirmado por Hana, eles estavam lá, perto demais, prontos a aniquila-los. Kima precisava sair daquele lugar e a deixa de Alex para ir atrás de Mila era o que ela precisava. Ela se levantou depressa parando ao lado dele, entrelaçou os dedos de sua mão na dele, apertando perigosamente sua mão e falou baixo no ouvido dele:

    - Alex, por favor, me tira daqui agora, antes que eu machuque alguém... - seu olhar transmitia determinação e medo.


    Mun
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    Mun
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    Capítulo 1: A Equipe fragmentada Empty Re: Capítulo 1: A Equipe fragmentada

    Mensagem por Mun Qua Jun 19, 2024 8:44 pm

    a unwanted new me
    Eu já iria atrás de Mila depois de ouvir a resposta de Alex, independente de qual ela fosse, muito por causa do aviso de Hana que deixava claro que não tínhamos tempo a perder. Ouvir o Hyperboy me responder tão calmo após as alfinetadas, por outro lado, acabou me pegando de surpresa. Eu estava tentando entendê-lo, é verdade, mas se ele acabasse perdendo o controle e me respondendo no mesmo nível do que eu estava perguntando ele apenas me provaria que não estava pronto para liderar. Seu foco em resolver o problema foi um ponto positivo, mas eu ainda não conseguia entender o motivo por trás: ele tinha mesmo um psicológico forte e estava expressando a confiança em seu plano ou aquilo tudo eram apenas justificativas ansiosas por estar sendo questionado? Seu tom de voz não transparecia o que se passava em sua cabeça, o que me deixou inquieto... mas era, inevitavelmente, coisa para outro momento.

    Eu esperei que ele continuasse de falar, mas o som do celular de Hana atraiu atenção o suficiente para me fazer olhar em sua direção por breves segundos. Não era como se eu realmente quisesse ler suas mensagens, e naquele instante eu queria mesmo não ter tido aquele impulso. Quando a notificação desceu sobre o topo da tela, meu coração acelerou e foi quase como se eu pudesse senti-lo se chocando contra o peito querendo sair. Eu não sei se o nervosismo gatilhou o apetrecho ou foi apenas o seu tempo que tinha chegado ao fim, mas foi só aquele calor da ansiedade subir pelo pescoço que minha aparência oscilou; era como se cada célula do meu corpo estivesse lutando contra algo, virando-se como escamas, até o ponto de desistir e ceder à aparência monstruosa verde e com aquelas folhas crescendo sobre os braços.

    — De onde você conhece o Taylor? — perguntei com as vozes múltiplas retornando de uma vez só — Deixa, isso não é coisa para agora. Sim, Alex, eu estava com a Mi'larhys, mas ela me largou na praia e saiu na nave sem dizer pra onde ia. — respondi deixando um pouco da exasperação transparecer na voz. Com sorte, eles pensariam apenas que eu estava preocupado com a venusiana, e eu me agarrei nisso tentando disfarçar o que tinha acabado de acontecer. Sequer tive tempo de lamentar a mudança súbita de aparência, tampouco cogitei ativar o apetrecho novamente já que Mila tinha avisado sobre sua desativação caso eu fosse dormir. Pelo menos pelo resto daquele dia, eu teria que me contentar em parecer horrível.

    A notícia que veio em seguida, no entanto, serviu para deixar minha ansiedade ainda mais aflorada. Eu sei que sou paranoico às vezes e insinuar que a parte vilanesca da família daqueles dois podia nos achar facilmente ali era mais uma provocação, mas quando Hana informa que, de fato, minha paranoia tinha se tornado realidade, eu sinto meus olhos queimarem e eu sabia que aquela sensação significava que a conexão com a Terra estava se abrindo por pura pressão.

    — Escuta, eu não sei onde exatamente ela está, mas eu posso tentar encontrá-la. — com uma mão tocando no lado da cabeça, eu fechei um dos olhos e tentei me concentrar no nosso laço. Eu não era um telepata e obviamente não sabia muito bem o que estava fazendo, mas se sensação de puxão que Mila demonstrou ainda parecia estar ali, fraca e dormente no fundo da minha psiquê, então tudo o que eu tentei foi me concentrar mais naquilo. Enquanto me concentrava, senti a natureza me chamando para abrir a conexão, mas hesitei em um primeiro momento. Foi quando eu lembrei do que Mila disse sobre podermos controlar esses canais e sermos soberanos, sem se deixar manipular por terceiros. Com um sorrisinho no rosto, eu me agachei e estendi as mãos sobre o chão — Dessa vez sou eu que vou entrar, e não vocês. — sussurrei, como se estivesse conversando com alguém (e provavelmente parecendo ainda mais estranho que de costume), e então deixei meus sentidos se espalharem ao nosso redor. Primeiro a casa, depois o bairro e então a cidade inteira. Eu conseguia ouvir Kima falando ao fundo, mas não tinha como prestar atenção no rastreio e no que ela tinha a dizer ao mesmo tempo; precisei priorizar um só. Correndo pelas raízes de todas as árvores de Nova Aeternia, passando pelos galhos e folhas mesmo das flores que ainda não desabrocharam, o meu pedido era apenas um: encontrem Mi'larhys. Eu tinha nosso elo, tinha aqueles poderes, e eu sabia que conseguiria localizá-la se me esforçasse.

    E eu realmente consegui! Só que...



    @Nazamura Utilizei o movimento "Liberar os poderes" para estender os sentidos com a ligação com a natureza de Matt e encontrar Mi'larhys. O rolamento pode ser acessado clicando aqui
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