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    FICHAS DE PERSONAGENS

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    Brazen
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    FICHAS DE PERSONAGENS

    Mensagem por Brazen em Dom Jul 02, 2017 4:07 pm

    JOGADOR: Howling Wolf

    Spoiler:


    Nome: Murilo Murilo
    Sexo: Masculino
    Idade: 18
    Origem: Reino de Astoth
    Raça: Humano
    Tendência: Benevolente
    Classe: Mendigo

    Atributos
    Força: 3
    Destreza: 3
    Constituição: 3
    Inteligência: 1
    Sabedoria: 1
    Carisma: 1


    Atributos secundários
    Movimento (MV): 6
    Pontos de Vida (PV): 35 (23 + 12 por vantagem)
    Pontos de Energia (PE): 20 (14 + 6 por vantagem)
    Redução de dano (RD): -


    Perícias:
    (10 pontos + 2 por bônus de raça)
    Tolerância: 3
    Equilíbrio: 2
    Escalar: 2
    Correr: 2
    Arte da fuga: 3


    Desvantagens:
    Imbecil (-1)
    Estigmatizado (-1)
    Miserável (-1)


    Vantagens:
    Imunidade a doença (1)
    Estômago de ferro (1)
    Imunidade a venenos (1)
    Energia Extra (3)
    Pontos de Vida Extra (2)


    Pertences:
    Wilson, a espada bonita (Lâmina Grande)

    Aparência:
    Das centenas de predicados possíveis que uma pessoa pode receber, aquele que o destino tratou de conceber a Murilo Murilo foi único: horrível. Horrível da cabeça ao cérebro. De cabelos escuros e sujos, de olhos escuros e burros. Sua pele é tão sarnenta que há tempos nem sequer o pobre rapaz, e quanto menos aqueles que o observam de longe, sabem o que ali é marca de nascença e o que ali é apenas sujeira impregnada; seus banhos de mar nunca são o suficiente para limpá-lo. Quanto ao seu tom de pele, a verdade é ainda mais desastrosa: ninguém realmente sabe se Murilo é um homem branco ou um homem moreno, pois toda a morenice que esbanja carrega um fedor assassino de lixo.

    Em poucas palavras, as damas que o veem assustam-se, e as crianças que o olham riem. Nem o mais disforme Orc é capaz de considerá-lo um irmão, nem o mais humilde homem é capaz de considerá-lo um ser vivo dotado de coração pulsante. Murilo Murilo não agrada nem mosquito!

    Personalidade:
    Das centenas de predicados possíveis que uma pessoa pode receber, aquele que o destino tratou de conceber a Murilo Murilo foi único: jumento. O pobre coitado não tem o menor traço positivo, nem por fora nem por dentro. É verdade que em seu coração ele é tão inocente e tão benevolente como qualquer criança de cinco ou seis anos, mas não há competência nem possibilidade para ele exercer essa bondade, tornando-o unicamente um bolo de carne que se move sem destino, sem nem sequer ser capaz de buscar um destino.

    Murilo é burro. Nunca estudou, nunca aprendeu a ler, e se tem a capacidade de contar números ninguém teve coragem de chegar perto o suficiente para descobrir. Por mais que seja um imbecil, contudo, ainda opta Murilo por seguir a lei, pois aprendeu com sua mãe que nunca se deve fazer o errado. Teria ele sucesso se tentasse a política? Com efeito, muito provavelmente sim, mas como dito ele não é capaz de quebrar a lei, porque "mamãe não deixa."

    Vítima de retardo mental crônico, ele não tem capacidade nem para sofrer com isso. Sua alegria está em subir nas árvores e imitar os passarinhos, em pular nas folhas secas e sentir os vermes de sabor azedo e os vermes de sabor docinho correndo pela sua pele, em encontrar na lata de lixo um grande e delicioso pedaço de pão esquecido. Ah, sim, comia do lixo, ou da terra, pois fora disso era impossível achar alimento. E gozava da saúde de ferro de um cão!

    Wilson, a espada bonita!



    Apelidara-a de Wilson, a espada bonita! Claro, não andava com ela por aí, pois mamãe não deixa, então tinha de deixá-la enterrada embaixo da árvore de flores amarelas, um dos lugares onde Murilo mais gosta de dormir. Volta e meia desenterrava-a só para ver o quão era bonita, e o quão era somente dele: uma linda espada que era somente dele. Será que havia guerreiros lendários que trajavam roupas tão desbotadas? Perguntava-se isso, pobrezinho, com o fétido brilho de um imbecil que tenta ser sonhador. Nunca empunhou a arma nem para balançá-la no ar, sabia que sua mãe ficaria muito brava se ele fizesse isso, mas mesmo assim adorava grandemente ficar a olhando. Wilson, a espada bonita, era o único pertence de Murilo além de suas roupas rasgadas, e quando fosse adulto ele até se casaria com ela.

    História:
    Murilo é um jumento, um imbecil, um retardado, um horrendo, um que só não morreu ainda porque ninguém se preocupa em matá-lo e porque de algum jeito comer tanta sujeira fez com que seu estômago virasse o estômago de um rato, ou mesmo de um avestruz.

    Nasceu há 18 anos, filho de uma pobríssima família cujo nome é ignorado, vítima de um retardo mental que a medicina da época é incapaz de averiguar. Sua mãe morreu no parto, e depois de sete anos, dois anos depois de começar a ser tocado pelo seu pai, fugiu correndo no meio de uma noite chuvosa para nunca mais ser encontrado. Detestava ser tocado pelo seu pai. Para tão longe fugiu, e tão sem nem sequer olhar para trás, que jamais ficou sabendo que seu pai acabara morrendo poucas semanas depois, assassinado por mercenários contratados por um comerciante qualquer (difícil era saber qual das inúmeras dívidas do homem fora responsável pela tragédia). Murilo nunca pensou nisso, não se dá conta de que o que tinha era uma família e não sentia empatia pelo antigo pai, mas até hoje sofre por lembrar do que acontecia quando ele fazia algo de errado: se mexia onde não devia, era tocado; se falava o que não devia, era tocado; se sugerisse que fizessem alguma coisa de errado, também era tocado. Aconteceu tantas vezes que o garoto era capaz de jurar que de vez em quando era tocado sem que houvesse nenhum motivo. Seu pai sempre dizia: “Mamãe não deixa, agora vai ter de ser a mamãe.”

    Quem era mamãe, afinal de contas? Mais tarde aprendeu que mamãe é a mulher que cuida de algumas crianças, mas não devia ser dessa mamãe que seu pai falava. Algumas palavras são assim, têm vários significados, como “jumento”: servia tanto para designar o animal como para designar o menino. Ele gostava mais da palavra “pata”, porque fazia quá quá e também era o pezinho dos animais da floresta. Cresceu Murilo sem saber que cresceu, e por precisar de um sobrenome inventou que era Murilo, donde Murilo Murilo.

    Aconteceu quando um religioso veio conversar com ele, numa época em que ainda não fedia muito. Perguntou se queria ajuda, se queria seguir a Palavra, e perguntou qual era o seu sobrenome. Murilo respondeu que não sabia que ajuda podia precisar, pois ele quem escolhera deixar sua casa, e também que não era muito bom com palavras para poder seguir alguma. Quanto ao sobrenome, ao responder repetitivamente que era Murilo, o religioso irritou-se e perguntou: “Seu nome é Murilo Murilo Murilo Murilo, diabo??”, no que Murilo respondeu que sim, já que não queria ser abusado, e viu o religioso indo embora o amaldiçoando. Mais tarde decidiu: Murilo Murilo Murilo Murilo é longo demais, prefiro que seja apenas Murilo Murilo. É chique quando a pessoa tem só um sobrenome, fica parecendo até personagem de história bonita. Murilo Murilo queria fazer parte de história bonita. Ser chamado assim ia até ser conveniente, no final das contas, pois aquela era a única palavra que sabia escrever!

    Sobre moradia, é claro que não possuía muito; e com efeito preferia ficar distante de qualquer moradia, pois quando ia para lá as pessoas ficavam tristes devido ao seu cheiro. Até tomava banhos para resolver isso, mas era sempre no mar, e seu cheiro nunca saía, aquilo só adiantava para deixar a sua pele salgada. Quando chovia a pele não ficava salgada, mas também não adiantava muito. Ainda assim Murilo era feliz, mesmo que só por não ter cabeça para ser triste. E por ser feliz, apesar de todas as adversidades, na realidade sem notar essas adversidades, acabava por sempre desejar o bem de todos, sem ter ódio nenhum no coração, sendo um típico otimista de coração puro, ainda que solitário, e é daí que tirava o seu maior sonho: ver as pessoas felizes.

    Sempre que ele estava por perto, as pessoas se entristeciam, mas mesmo quando ele não estava por perto era capaz de ver as pessoas tristes. Pescadores gritando no mar, gente brigando nos bares, mulheres apanhando de seus maridos... Será que tinha de ser assim aquele mundo? Será que não havia nenhuma outra opção?
    Fedia, não pensava, nunca tivera uma virgindade, nunca tivera uma família, e a única palavra que conseguia escrever era Murilo, mas de uma coisa sabia muito bem: as pessoas seriam mais felizes se provassem dos vermes azedinhos e dos vermes docinhos.
    Brazen
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    Re: FICHAS DE PERSONAGENS

    Mensagem por Brazen em Dom Jul 02, 2017 4:11 pm

    JOGADOR: Nimaru Souske


    Khirodon No’hi:




    Nome: Khirodon No’hi
    Sexo: Masculino
    Idade: 3 Meses
    Origem: Astoth
    Raça: Orc das profundezas
    Tendência: Inconstante
    Classe: Campeão (Deus do mar)
    História: Seu primeiro estado foi o de inexistência, qual ele passou incontáveis anos. Aquele não-ser disforme e ausente de consciência um dia abriu aquilo que iria passar a chamar de “olhos” de agora em diante. Sentiu o peso corpulento de sua própria massa ante a gravidade e  a respiração onde inalava o que chamavam de “ar”. Estava preso em redes de pesca onde alguns homens no navio gritavam algo que ainda não era entendido. Olhou para baixo o pôde ver a água do mar e dela, sentiu o calor materno. Surgira do oceano, fruto dos últimos desejos de um deus que finalmente caíra em sono profundo. Em sua mente, apenas uma coisa ecoava: “ Khirodon No’hi” em uma voz grave, praticamente gutural, que gentilmente repetia incessantemente aqueles fonemas que agora já eram entendidos como palavras por aquele ser que, finalmente, se via como devidamente um “ser”. O significado daquilo, ele não sabia até então, pois era uma língua a muito tempo esquecida, a língua dos deuses e aquela voz era pertencente ao grande Deus governante dos mares que lhe criou com uma função simples: “Khirodon No’hi = Proteja meus filhos”. Mas esses mesmos filhos, qual o grande ser que se assemelhava a um tubarão humanoide deveria proteger, o caçaram após finalmente conseguir arrebentar sua prisão de cordas e fugir para alguma gruta escura. Em pouco tempo seu raciocínio melhorara ao ponto de aprender a falar, escutando alguns errantes que passavam por perto das praias qual ele se escondia, tanto que dera a si mesmo um nome, aquele nome qual não sabia o que significava, mas que fora as primeiras palavras que escutou quando veio ao mundo: Khirodon No’hi. Mais após esses meses consideravelmente tranquilos, o mar se agitou. Os pescadores se irritaram com a diminuição da quantidade de peixes na costa, derivada da alimentação de No’hi, então resolveram promover uma caçada final. Armados com foices, tridentes e tochas, foram até uma caverna onde o “monstro” descansava e começaram o ataque... mas ao final, só sobraram corpos desfigurados e um homem de pele escamosa que segurava uma âncora que pegara para se defender... mas aquilo não era um homem... então o que era?

    A partir deste dia ele resolver peregrinar pelo mundo para descobrir o motivo pelo qual existe e porque todos ao seu redor exalam tanta agressividade para com ele, forçando-o a se defender para não perder, deste modo, sua própria vida e, sendo obrigado, a tirar a vida daqueles seres que até então não mereciam morrer. Khirodon carregava consigo uma ânsia por respostas e a dor de ter matado quem ele deveria proteger, mesmo que ele nem ao menos soubesse disso ainda.


    >>>> ATRIBUTOS  (Distribua 12 pontos de 0 a 5)

    - Força (FOR) 4 (+ 1 Orc) (gasto 3)
    - Destreza (DES) 3 (gasto 3)
    - Constituição (CONS) 4 ( +1 Orc) (gasto 3)
    - Inteligência (INT) -1 (- 1 Orc) (gasto 0)
    - Sabedoria (SAB) 3 ( gasto 3) +1 de força de vontade
    - Carisma (CAR) -1 ( -1 Orc) (gasto 0)



    >>>> ATRIBUTOS SECUNDÁRIOS

    -- Movimento (MV): 6 unidades, sempre

    - Pontos de Vida (PV): 30

    - Pontos de Energia (PE): 17

    - Redução de Dano (RD): 6

    - Ataque: Desarmado: +6
                   Âncora: +5
                   Jato d’água: +3

    - Dano: Desarmado (soco): 1d6+2
                Desarmado(garras\mordida): 1d6+3
                Agarrar: 1D6 + 4
                Âncora: 2D6 + 4
                Jato d’água: 2d6

    - Iniciativa: + 5

    >>>> PERÍCIAS - (10 pontos)

    - Atletismo 2 ( +1 Orc) (gasto 1)
    - Guerreiro 2 (gasto 2)
    - Navegador 2 (gasto 2)
    - Percepção 2 (gasto 2)
    - Presença 1 (gasto 1)
    - Sobrevivência 2 (gasto 2)


    >>>> VANTAGENS (5 pontos + 3 das desvantagens)

    - Trespassar (1 ponto)
    - Resposta rápida (1 ponto)
    - Duro de matar (1 ponto)
    - Resistência a dano (3 pontos)
    - Guelras (vantagem racial)
    - Jato de água(poder de água 2)(causa 2d6 de dano , alcance de 4 m) (2 pontos)


    >>>> DESVANTAGENS (até -3 pontos)

    - Extremamente alto: -1pt
    - Aparência hedionda\monstruosa: -2PT

    >>>>EQUIPAMENTO: (1 nr)

    - Porrete Âncora pesado(2 mãos)- 1nr

    Âncora :







    Brazen
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    Reputação : 4

    Re: FICHAS DE PERSONAGENS

    Mensagem por Brazen em Dom Jul 02, 2017 4:16 pm

    JOGADOR: Short Monk


    Spoiler:




    Nome: Urias Betsabá
    Sexo: Masculino
    Idade: 22
    Aparência: Urias tem um corpo robusto, medindo 1,75 e pesando 70 kg.
    Seu rosto não é dos mais feios: sua boca é bem desenhada, nariz não muito grande nem muito pequeno e olhos marrons, como seus cabelo e barba.
    Origem: Reino de Mezara
    Raça: Humano
    Tendência: Inconstante
    Classe: Soldado Mezariano
    História:

      Nasceu há 23 anos, filho de uma bela mulher de cabelos longos e rosto delicado, chamava-se Isabel Betsabá e de um homem bruto, machista, capitão do exército, chamado Ambrose Burnside.
    Ambrose, pai de Urias, conseguiu capturar um dos três assassinos que haviam assassinado uma camponesa junto de seus dois filhos de 3 e 5 anos, os outros dois assassinos, depois de um mês, com ajuda de alguns informantes descobriram que quem havia capturado seu amigo era Ambrose e quando descobriram onde ele mora, foram para sua casa se vingar dele. Quando Ambrose estava voltando para casa e quando chegou, viu algo muito estranho, a porta estava quebrada e aberta. Depois de entrar na casa estava tudo quieto, nada além de silêncio. Empunhou sua espada e foi andando com passos leves para não fazer barulho, nem sequer teve tempo de achar sua mulher morta no chão e foi atacado por traz, a lâmina perfurou sua barriga, mas antes de morrer conseguiu escutar:
        - Eles não tinham um filho?  
        - Não sei, vamos embora daqui antes que nos vejam.
        Urias estava escondido no armário, não viu nada e nem quis ver. Saiu correndo dali de olhos fechados para não ver seu pai nem sua mãe estirados no chão.
    Ao chegar à rua, saiu correndo chorando e esbarrou em um soldado. Curioso, o soldado perguntou ao garoto:
        - Por que está chorando rapaz?
        - Os homens maus mataram minha mãe e meu pai
        - O que?! - perguntou assustado - onde você mora?
        - Ali - disse ele apontando para sua casa.
        - Mas ali mora o capitão Ambrose... Ele morreu?
        O garoto estava chorando demais para responder, então, o soldado foi em direção à casa e viu a cena. Abalado, chamou seus superiores para ver.
        Em pouco tempo vários soldados entraram na casa para ver se era seguro. Um dos soldados, amigo de Isabel, mãe de Urias, viu o colar em seu pescoço e pensou que poderia dar para Urias, então pegou o colar e foi em direção à Urias, que estava sentado em um banco em frente da casa:
        - Ei, garoto, eu achei isso aqui na sua casa, era da sua mãe, talvez você queira ficar com ele? - Disse entregando a Urias.
        - Pode ser... - disse Urias ainda abalado
        O soldado viu o garoto colocar o colar e decidiu deixa-lo sozinho, não conseguia pensar em uma maneira pior de perder os pais.
    Alguns minutos depois, uma caçadora de cabelos ruivos e olhos castanhos, com um corpo de aproximadamente 1,70 e pesando de cerca de 70 kg, armada com um arco nas costas e flechas na aljava, o encontrou chorando no banco e perguntou:
        - O que está fazendo aqui, garotinho?
        - Nada.
        - Onde estão seus pais?
        - No céu... Eu acho - respondeu o garoto.
        - Você mora ali? - perguntou apontando para a casa cheia de soldados.
        - Morava - disse cabisbaixo
        - Eu posso te levar para minha casa se quiser, moro em uma cabana na floresta - disse sem pensar muito bem, mas achou interessante a ideia de cuidar de alguém.
        - Mas os soldados vão deixar?
        - Vou perguntar para eles, depois volto aqui falar com você.
        Lá foi a caçadora conversar com um dos soldados, na verdade, decidiu conversar com um capitão que estava observando tudo:
        - Bom dia, me chamo Joana d’Arc
        - Bom dia, como posso ajudar?
        - Bem... Eu conhecia a mãe do garoto e sei que ele não tem mais nenhum parente e gostaria de saber se posso leva-lo para minha casa, para cuidar dele - mentiu inocentemente.
        - Bem, se o garoto quiser ir, leve-o.
        - Muito obrigada! - disse alegre.
        Voltou em direção de Urias e disse:
        - Ele deixou, quer vir?
        - Por que não? - respondeu ainda triste, mas um pouco mais feliz.
        E lá foi Urias, sem nem saber se era realmente uma boa ideia ir. Seus pais sempre lhe disseram para não confiar em estranhos, mas agora quem aplicaria as broncas, de qualquer maneira? Além do mais, precisava de alguém para cuidar dele. Foram conversando no caminho, Urias contou-lhe sobre seu pai e sua mãe terem sido mortos, contou sobre o colar, já que ela perguntou, e também contou que sempre quis ser um soldado. E a caçadora contou também sobre sua vida, que não tinha pai nem mãe, mas ambos morreram de causas naturais.
    Depois de muita caminhada e conversa, chegaram à cabana. Era feita de madeira, tinha duas janelas na frente e outras quatro dos lados, tinha um pequeno jardim de flores na frente e uma porta bem bonita. Era uma bela cabana.
        Quando Urias entrou na cabana, percebeu que ainda não havia perguntado o nome da moça, então a perguntou:
        - Meu nome é Joana d’Arc. - disse ela
        - O meu é Urias Betsabá. - respondeu
        Na manhã seguinte, Joana perguntou a ele se queria ir caçar um pouco. Urias, sem mais nada para fazer, disse que sim. Ambos foram para trás da cabana, onde estavam três lindos cavalos. Joana disse a ele que podia escolher qualquer um deles, Urias, surpreso perguntou:
        - Vamos de cavalo?
        - Claro! É bem mais fácil se irmos com eles! - respondeu sorridente
        Urias então foi em direção a um dos cavalos, o mais bonito de acordo com ele, era branco com manchas pretas e tinha uma espécie de cabelo branco. Joana foi para outro cavalo, parecido com o de Urias, porém com manchas cinza.
    Urias nunca tinha cavalgado, tinha um certo medo de cavalos, mas sabia que para se tornar um soldado não se pode ter medo de nada.
    E lá foram eles, de manhã caçar algo para comer. Depois de uma hora, Joana parou o cavalo, e em seguida Urias também:
        - Por que paramos? - perguntou curioso.
        - Vamos passar a noite aqui, que tal? - disse sorridente.
        - Mas não temos nada para comer e vai ficar frio de noite... - disse um pouco assustado.
        - Então você faz fogo e junta algumas folhas para dormirmos nelas e eu vou caçar um pouco.
        - Tudo bem... - respondeu ainda assustado, mas ansioso para algo acontecer.
        Joana o ensinou a fazer fogo e mostrou onde pode pegar algumas folhas e foi logo caçar.
        Urias então, depois de várias tentativas, conseguiu fazer fogo e juntou várias folhas no mesmo lugar e viu uma folha bem grande numa árvore, pegou ela e colocou em cima das outras folhas, como se fosse um lençol.
    Joana, depois de meia hora voltou com dois esquilos pequenos e logo os colocou na fogueira. Urias, meio recioso, disse:
        - Sabe... Só 8 anos e quero ser um soldado quando crescer, então você pode cuidar de mim até eu fazer 14 anos?
        - Claro, mas você vai precisar aprender caçar e também como sobreviver sozinho na mata, na floresta tudo é mais difícil - disse ela ansiosa para passar seus ensinamentos para alguém.
        - É claro! Vou me esforçar bastante
        - Muito bem então, amanhã vou te ensinar como usar espadas, tudo bem?
        - Sim! Mas eu não tenho espada...
        - Sem problemas, eu tenho uma na minha cabana.
        Depois, viu que os esquilos estavam prontos e disse:
        -Olha, está pronto - disse pegando-os e entregando um para Urias.
        Urias nunca tinha comido um esquilo antes, na verdade, não sabia se tinha, ele apenas comia carne, era disso que chamava, não era carne de nada, apenas carne. Tinham um gosto bom, nada de muito especial.
        Na manhã seguinte, quando já estavam acordados, montaram em seus respectivos cavalos e voltaram à cabana. Urias percebeu que adorava cavalgar, parecia que tinha nascido para isso. Depois de um bom tempo conversando sobre assuntos variados, finalmente chegaram à cabana.
        Colocaram os cavalos no cercado e, mais uma vez, Urias usou a cerca para conseguir descer. Joana fechou à cerca e ambos foram, em silêncio, para dentro da cabana. Chegando lá, Urias perguntou:
        - Vou treinar hoje?
        - Claro, só vou pegar a espada e vamos para onde eu normalmente treino.
        Urias estava animado, sentia algo vindo de seu coração, algo que nunca havia sentido antes, era como se estivesse realizando um sonho. A única vez que segurou uma espada foi escondido de seus pais, eles o achavam muito novo para tal.
        Joana, sem Urias perceber, já estava do lado de fora da cabana esperando-o com sua espada, o garoto foi correndo em sua direção não se esquecendo de fechar a porta. Lá se foram os dois, em direção a uma árvore cheia de buracos. Urias, curioso, perguntou:
        - O que são esses buracos?
        - São buracos das minhas flechas - respondeu - Você pode treinar nessa outra árvore - apontou para uma árvore ao lado.
        - Posso pegar a espada? - perguntou ansioso
        - Sim, aqui está - entregou a espada para o menino.
        Era uma espada de madeira, mas era tudo que o garoto precisava.
        - Lute contra mim - disse ela pegando outra espada.
        Ao fim da luta, Urias deitou-se no chão e dormiu de cansaço. Sonhou que era um grande guerreiro, o melhor do mundo. Derrotava monstros e salvava inocentes do perigo. Ao acordar, sentiu uma leve tristeza por tudo ter sido apenas um sonho, mas isso apenas o incentivou ainda mais. Ainda eram 3 horas da tarde quando Uris acordou, levantou-se da cama, pegou a espada de madeira que estava ao lado da cama e foi para fora da cabana treinar, Joana ainda estava lá, então aproveitou para “lutar” contra a árvore, como se fosse seu pior inimigo.
    E assim passaram-se os dias, Joana ensinou Urias a como sobreviver sozinho na floresta fazendo fogueiras e achando um bom lugar para dormir. Ensinou também a como se doma um cavalo. Mas não era tudo um mar de rosas, Urias também sentia falta de seus pais, do carinho de sua mãe, dos avisos de seu pai e principalmente, sentia falta do amor que o cobria em sua casa. Apesar de sentir falta da sua vida antiga Urias não gostaria de voltar para ela, afinal, viver na cabana com Joana não era tão mal assim e seus pais já estavam mortos, nada mudaria.
    Aos 12 anos de idade, Urias já possuía algumas habilidades: Conseguia correr por um bom tempo na mata; desenvolveu alguma habilidade em caça, e o que Urias mais gostava, sua habilidade com a espada. No inicio, Urias queria utilizar duas espadas, achava mais rápido, mais prático e também, bem mais forte. Só que isso não era bem verdade, Urias não conseguia fazer nada com duas espadas, não se sentia livre para fazer o que quiser, sentia-se preso em alguns ataques. Tentou utilizar uma espada de duas mãos, mas isso só piorou, mal conseguia se mover devido ao seu tamanho e ao peso da arma. Estava sem saber o que fazer: sentia-se melhor com apenas uma espada e uma armadura, mas se sentia um pouco truncado nos movimentos. Depois de pensar um pouco, decidiu que utilizaria uma espada e uma armadura mesmo.
        Depois de algum tempo, 1 ano e 5 meses para ser mais preciso, Urias se sentia pronto para o serviço militar, tinha uma pequena armadura a qual havia ganho de Joana, não o protegia muito, mas era melhor que nada. Urias tinha 13 anos, faltava uma semana para fazer 14. Tudo que conseguia pensar era sobre como seria sua vida, o que faria quando saísse de lá e como seria sua vida após.
        Uma semana depois, finalmente Urias havia feito 14 anos, se despediu de Joana agradecendo por tudo e abraçando-a. Foi sozinho ao local onde sua vida iria mudar. No caminho, lembrava-se de seu pai e sua mãe dizendo-o para nunca seguir uma carreira militar, “sua vida será triste filho, você perderá pessoas que ama” diziam eles. Mas agora ele já perdeu pessoas que ama e já havia se recuperado. Apesar de sempre se lembrar do carinho de sua mãe nas noites mais frias, mas, era apenas olhar para o colar que se sentia mais calmo e acabava dormindo.
        Nunca havia nem pensado em se vingar, matando aqueles que mataram sua infância, junto de sua inocência. Mas aquilo passou por um segundo em sua cabeça... Seria aquilo certo? “Matar não é certo”, pensava, mas depois era retrucado com o próprio pensamento: “Mas assim minha mãe e meu pai nunca irão dormir em paz”. Pensamento vai pensamento vem decidiu que isso já passou, não adiantaria mata-los, não é como se estivessem prendendo seus pais em algum lugar.
        Aos 22 anos, Urias estava muito mais alto, cresceu cerca de 30 cm e estava com 1.75. Decidiu deixar seu cabelo e barba crescerem para se aquecer no frio. Urias aprendeu várias coisas enquanto no serviço militar, aprendeu a utilizar sua espada facilmente, como se estivesse apenas movendo seu braço. Particularmente, Urias não gostava muito da ideia de usar armadura, mas era a melhor opção de defesa.
    Decidiu que, durante um ano treinaria para ser o melhor guerreiro de todos os tempos. Treinava de dia e de noite dormia, ficou nessa rotina durante 1 ano inteiro. Comprou para si uma espada, tinha cerca de 60 cm e pesava 500 g(Lâmina Média), junto da espada, comprou uma armadura leve, Urias nunca teve muito dinheiro, teve apenas dinheiro para isso. Gostaria de uma armadura também, mas seu dinheiro era pouco e nunca gostou de gastar muito dinheiro. Para Uris, guardar dinheiro era algo essencial e jamais daria nem sequer um centavo para qualquer um.
        Urias, aos 23 anos tornou-se um soldado, considerava-se o melhor soldado de Mezara, aquele que salvaria todos um dia, para ele, a hierarquia não fazia sentido, apesar de sempre obedecer a seus comandantes. Sentia poder em suas mãos. E finalmente, havia realizado seu grande sonho. Mas sentia que algo ainda faltava... O que seria?



    Atributos
    FOR: 2
    DES: 2
    CONS: 2
    INT: 2
    SAB: 2
    CAR: 2

    Atributos Secundários
    MV: 6
    PV: 14
    PE: 14
    RD: 1

    PERÍCIAS:
    Cavalgar: 3 // Atletismo: 3 // Guerreiro: 3 // Sobrevivência: 3

    Vantagens:
    • Combate Montado (1)
    • Memória Eidética (3)
    • Aparência (2)

    Desvantagens:
    • Avareza.

    PERTENCES:
    Espada média
    Armadura leve
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    Re: FICHAS DE PERSONAGENS

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      Data/hora atual: Sab Nov 18, 2017 11:14 pm