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    Prólogo: Torneio em Porto Real

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    Ayleen G
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    Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Ayleen G em Ter Jun 19, 2018 9:24 am

    PRÓLOGO: TORNEIO EM PORTO REAL


    "Aqueles que duvidavam da paternidade dos filhos de Rhaenyra
    sussurravam que os ovos nunca chocariam,
    mas o nascimento de três jovens dragões deu fim a essa conversa.
    Os dragões foram chamados Vermax, Arrax e Tyraxes.
    E Septão Eustace nos diz que Sua Majestade sentou Jace em
    seu colo no Trono de Ferro diante da corte e ouviram-no dizer:
    'Um dia este será seu trono, rapaz.'"


    Terceiro dia da sexta lua, 128 anos após a conquista de Aegon I Targaryen e suas irmãs-esposas, Visenya e Rhaenys. Há aproximadamente 6 luas diversos corvos foram lançados aos céus, carregando mensagens para as inúmeras casas nobres de Westeros. As cartas que foram recebidas por cada lord ou lady estavam seladas com o símbolo Targaryen em cera vermelha: o dragão de três cabeças. Ao abrir a carta recebida, a pessoa encontraria as seguintes palavras, desenhadas em uma caligrafia limpa e bem escrita:



    Às casas nobres de Westeros


    Saudações em nome do Rei Viserys Targaryen, primeiro de seu nome, Rei dos Ândalos, dos Rhoynares e dos Primeiros Homens, Senhor de Westeros e Protetor do Reino. Em virtude do seu 25º ano de reinado, pela prosperidade e paz em que se encontram seus domínios, Sua Alteza Real convoca um torneio a ser realizado em honra à Coroa Real nos campos de Porto Real, em sete luas a partir de hoje. Todas as casas vassalas estão convidadas a comparecer e trazer honra para seus nomes.
    att@ sa!


    A mensagem não passa de uma mera formalidade, mas todos sabem o que isso significa: banquetes, grande regozijo, gloriosas justas, uma grandiosa liça e recompensas com maravilhosas riquezas oferecidas pela Coroa (sem mencionar a adoração e os aplausos da multidão).

    Além de ouro e glória, este torneio representa uma grande oportunidade para forjar alianças, ficar sabendo das últimas notícias da corte e de encontrar os homens e mulheres que representam as grandes casas de Westeros e, quem sabe, grandes nomes dos reinos vizinhos. Em anos vindouros alguns destes lordes serão aliados, outros serão inimigos. É sempre bom saber em que direção os ventos sopram. Há prêmios muito mais valiosos do que simples ouro.

    Por detrás de toda a prosperidade e paz, descritas na mensagem enviada em nome do Rei Viserys I, muitos sabem que a guerra pela sucessão do trono já está acontecendo, mesmo que o generoso e amável Rei não perceba. Há 11 anos, um torneio em homenagem ao 5º aniversário de casamento do Rei e da Rainha Alicent acabou por dividir a corte entre “verdes” (os que permaneceram ao lado da Rainha consorte) e “negros” (apoiadores da bela princesa Rhaenyra Targaryen). O vencedor das justas foi Sor Criston Cole, hoje senhor comandante da Guarda Real, que defendia o favor da princesa. Mais do que apenas discussões e intrigas, essa divisão também representava qual linha de sucessão do trono apoiavam: Aegon, filho de Alicent, ou Rhaenyra.

    Já o desejo do Rei Viserys I é bem explícito: o rei declarou a filha Rhaenyra como sua herdeira legítima e nomeou-a Princesa de Pedra do Dragão. Em uma cerimônia luxuosa em Porto Real, centenas de lordes reverenciaram Rhaenyra quando ela sentou-se aos pés do pai na base do Trono de Ferro, jurando honrar e defender seu direito à sucessão. A inimizade entre a Rainha Alicent e a princesa Rhaenyra perdura desde o início do segundo casamento do rei, e a inflexibilidade de Viserys I em mudar sua linha de sucessão inflama ainda mais este conflito.

    Muito há por debaixo de toda a polidez da corte, porém alguns talvez estejam mais interessados apenas em torneios e batalhas, não dando a devida importância para o que acontece no verdadeiro jogo dos tronos. Contudo, isso não significa que não serão envolvidos nele...


    Observações:
    Fiz propositalmente um post genérico para o início do prólogo. Gostaria que cada um postasse o recebimento da carta e os preparativos para a viagem até Porto Real. Podem fazer pequenas ações dos NPCs de sua casa neste primeiro post, que será a critério de introdução mesmo. Após isto, os NPCs obviamente serão controlados por mim. Se possível, coloquem em off quem e quantos estão indo da casa para o torneio.

    Dependendo da localização da casa, a viagem pode levar dias ou semanas, terras próximas como as fronteiras das Terras da Tempestade ou das Terras Fluviais podem tranquilamente sair de seus domínios 1 lua antes do início do torneio. Já locais mais distantes, como o Norte, devem sair assim que possível.

    Bom início pra todos, e espero que gostem do jogo Very Happy

    P.s.: Cada lua conta uma semana, ou seja, o Torneio será daqui 7 semanas.
    Rum + Coca
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Rum + Coca em Ter Jun 19, 2018 12:36 pm

    Entre dentes suspirando, disse Artas à sua mãe após adentrarem a sala de reunião. – Tempos de paz são realmente engraçados... Afinal, se ninguém está usando a força para conquistar algo, então eles a demonstram... O cinismo na fala do filho após lançar a carta sob a velha mesa, era evidente para a senhora do castelo das cinzas, que se aproximou por trás, e repousou as mãos sob os ombros dele deixando os seios alcançarem suas costas, ao mesmo tempo em que baixou o tom de voz para responder.– Não me faça rir, sei que você tem esperado uma oportunidade para ganhar Porto Real, sabe que o torneio não será fácil não é mesmo? Ao virar levemente o pescoço um sorriso capcioso escapou no canto do rosto do herdeiro antes de responder. – Estou mais interessado na princesa Rhaenyra. Se tiver a oportunidade de passar um tempo com ela sequer apareceria no torneio...

    Gwen deixou transparecer um charmoso ciúmes, e se afastando do rapaz o repreendeu. – Você é jovem e não sabe como essas coisas funcionam, mas eu vou te instruir. O herdeiro então vira-se e puxa a cadeira do centro onde seu pai costuma se sentar dizendo. – Eu aprendo rápido. Mas essa última parte também era sarcasmo, eu não vou perder o torneio de vista, a menos que seja preciso... Hahaha. Interrompendo a cena, adentrou à sala Sirius II Darkroad, acompanhado do meistre Hawk Sulivan, e atrás deles vieram Sartre, o comandante da infantaria, e Vygotsky, o comandante da cavalaria. O senhor do castelo das cinzas assumiu rapidamente seu lugar e arfando após alguns cumprimentos a seu filho e sua esposa, deu início à discussão sobre os preparativos de viagem. – Nós temos que providenciar um transporte, se preciso for consiga dinheiro com a Sarah a custo de impostos, nós temos que causar uma boa impressão, devemos levar um presente para princesa, meu amor? Gwen revirou os olhos. – É claro... Sirius II, gostava que sua mulher tomasse as rédeas, então Gwen conduziu o resto dos assuntos.

    De detalhes mais mundanos aos mais importantes foram discutidos naquele dia. A localização geográfica da Casa Darkroad não era muito distante do local do torneio, mas esse era um acontecimento único e de sumo interesse, de modo que deveria ser e foi tratado o mais rápido possível. Ordens para a defesa da casa e continuidade dos afazeres diários foram definidas enquanto a comitiva que se dirigiria até o torneio do rei, fora definida com os integrantes ali presentes juntamente da filha mais nova, que no momento não se encontrava. Artas deveria se preparar nessas Luas que antecedem a data de partida. Durante o dia reforçaria suas habilidades de batalha treinando junto da infantaria, bem como cavalgaria e empunharia a lança contra o comandante da cavalaria. Ao entardecer sua mãe lhe ensinava alguma etiqueta e depois, já no jantar familiar discutiriam sobre os negócios da família, principalmente sobre pretendentes para a filha Guinevere. Como combinado, durante a noite, Rudy, o castelão, conduzia secretamente a sacerdotisa Lia Lefay até o quarto de Artas para que, digamos, reforçasse a sua fé em R'hllor. Pode-se dizer que já era irreversível, pois as chamas estavam sendo gravadas cada vez mais fundo em seu coração e reverberavam. – Sim... Eu acredito... Vou ser o rei dos reis, o escolhido do senhor da luz...

    Considerações:
    First!  Cool Bom, está meio merda porque infelizmente eu não sei embelezar posts, espero que tenha feito o suficiente, tenho olhado meu personagem e sinto que ele não é bom o bastante para desempenhar bem no torneio, mas se tiver sorte quem sabe... Por favor quando houver rolagens me oriente, como eu disse lá atrás, sou iniciante nesse sistema, estarei perdidinho em breve, principalmente quando acontecer o lance de intrigas, ou de batalhas... No mais, to curtindo. Vlw.
    Sayd
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Sayd em Qua Jun 20, 2018 11:29 am

    Meistre Seamus arregala os olhos ao se dar conta de que o corvo trouxera uma carta com o selo da família real e se apressa em levá-la a lorde Edric.

    Lorde Sharp, com suas mãos tremulas de 72 anos, rompe lentamente o selo da carta e começa a ler com uma expressão séria que vai se convertendo em um sorriso conforme ele termina a leitura.

    “Meistre Seamus”, ele diz, “por favor, vá buscar os meus filhos e sobrinhos. Temos boas novidades.”

    Assim a casa Sharp é avisada do convite para o torneio.

    -----------------------------------

    Eu e Tylan, meu ‘primo’ e escudeiro, somos provavelmente os mais entusiasmados com o torneio, embora apenas eu pretenda participar. Minha irmã ficou muito animada com a ideia de viajar e começou imediatamente a fazer planos com sua aia, Cyrenna, enquanto meu irmão já começou a fazer planos para visitar bibliotecas e templos, mais interessado nisso do que em lutar ou assistir a todas as lutas.

    Meu pai logo avisou que não iria. Ficou decidido que Ronard, o guarda caça, e Cynda, sua esposa – os pais de Cyrenna – nos acompanhariam na viagem, pois tinham mais experiência e já conheciam porto real. Leomund, o filho do mestre de armas, mostrou vontade de ir e não vimos nenhum problema nisso. Além desse pequeno grupo ficou decidido que levaríamos uma pequena parte de nossas forças militares, em parte por segurança na viagem, e em parte porque isso poderia causar uma melhor impressão em Porto Real. Destacamos dois homens da cavalaria (com seus respectivos cavalos), dois da infantaria, dois arqueiros e dois batedores para nos acompanhar. Por fim selecionamos dois cavalariços, um cozinheiro e um lenhador para auxiliar nos trabalhos mais braçais. Uma comitiva de 20 pessoas.

    Instituímos um cronograma de treinamentos para antes do torneio, com justas e lutas supervisionadas por Sor Leomund.

    Estamos a apenas uma lua de distância, mas por ansiedade, decido que chegaremos com um ou dois dias de antecedência. Meu pai manda confeccionar um belo estandarte com a raposa vermelha da casa Sharp e eu decido adquirir um bom cavalo de batalha chamado Lancinante para não arriscar Artax nas competições. Peço a Royce Pyne que me empreste uma espada longa com a lâmina cega, do tipo que se usa em torneios, prometendo devolvê-la assim que eu retornar.

    Para mim o torneio é uma grande oportunidade de fama e glória, mas é também muito mais que isso. A verdade é que a situação da coroa é bastante instável e com a morte do rei é possível que surjam conflitos, sendo importante ficar a par desses assuntos. O principal objetivo, a princípio, é nos manter seguros, mas podem surgir chances de alianças vantajosas e outros benefícios inesperados.

    Como um casamento, quem sabe? Eu ainda preciso encontrar uma noiva… e até meus irmãos já estão começando a considerar seus casamentos. Quem sabe uma bela moça não cative o meu olhar em Porto Real? E quem sabe ela não me conceda o seu lenço para que eu o use nas lutas?

    Aproveitamos o tempo de sobra para treinar bastante e planejar tudo nos mínimos detalhes.
    Matusael
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Matusael em Qui Jun 21, 2018 3:21 pm


    Rodrick Garn



    Rodrick abriu os olhos quando uma leve iluminação banhou sua cama. A claraboia ficava diretamente sobre sua cama, de forma que o sol era o responsável por despertar o jovem líder diariamente. Ele virou de lado fitando as pequenas partículas de poeira e tecido que dançavam no ar contra a fina linha de raio de sol que descia através do vidro, indo de encontro ao chão. Um suspiro pesado fez o ar movimentar, fazendo aquela pequenas partículas se espalharem com violência.

    Ainda deitado, fitando a luz do sol, o primeiro pensamento que cortou sua mente foi um tipo de gratidão. Era grato por ter acordado para mais um dia de vida, grato pela moradia, o teto sob o qual dormia, o conforto de sua cama, sua família, amigos, sua saúde e a bondade que existia no mundo. Tudo aquilo eram motivos para ele se levantar, dia após dia, eram as coisas que o fazia feliz, que o faziam viver.

    Se ergueu lentamente, se colocando sentado em sua cama. A bacia de água no móvel ao lado da cama estremecia, fazendo a superfície da água tremer. Era algum trote de cavalo do lado de fora, bem podia perceber. Lavou o rosto na bacia e mastigou um punhado de hortelã disposto numa pequena caixa ao lado da bacia, fazendo sua higiene bucal. Era assim que começava seu dia.

    Sua rotina matinal era simples. Descia antes que os outros membros da família acordassem, bebia um copo de água, ainda fria da madrugada, comia uma fruta qualquer, que estivesse recém colhida, e ia até a base da floresta, caminhando num ritmo apressado enquanto alongava braços e pernas. Ali, na margem da floresta, havia uma pequena cabana onde era estocada a lenha da casa. Rodrick fazia questão de cortar um pouco de madeira toda manhã. Era um tipo de exercício matinal, reforçava a musculatura dos braços e das costas no movimento pesado e repetitivo e subir e descer o machado com força. Depois, o levantamento do peso da madeira cortada para ser guardada na cabana também fortalecia o peitoral, além dos braços.

    Voltava muito suado dessa atividade, e ia diretamente para o banho, colocando roupas próprias para as atividades do dia, leves e resistentes. Quando descia para o café da manhã era sempre o último a se sentar à mesa com o pai, a mãe e o irmão mais novo. A família Garn tinha um momento de paz durante o café da manhã, onde falavam dos acontecimentos do dia anterior, do que iriam fazer naquele dia e também perguntando uns aos outros sobre seus estados emocionais, de espírito e de saúde. Era uma família onde um cuidava do outro, quatro pilares forte de uma casa que iniciava uma nova acensão nessa geração.

    Naquela manhã, em específico, Rodrick veio saber que o cavalo que chegara mais cedo era de Meistre Seamus, que trouxera uma carta convite por parte da Coroa, para um grande torneio a ser realizado em Porto Real. O sorriso no rosto do pai era notável, e logo ele e seu irmão também se envolveram em alegria.

    - Será essa a oportunidade que tanto esperávamos?! Que sabe não me destaco nesse torneio. Nossa família ganharia muito prestigio.

    Todos concordaram. Rodrick era um exímio duelista e cavaleiro de justa. Estava sendo preparado para esse tipo de atividade desde que era um pequeno garoto. Hoje demonstra habilidades notórias na espada e na justa, além de demonstrar boa liderança para com os jovens homens de armas da família Garn.

    Seu pai ficaria a cargo dos preparativos para a viagem. O foco de Rodrick e Cedrick seriam ficar afiados e focados nas atividades a serem exercidas durante o torneio. Naquele mesmo dia, os dois irmãos Garn foram até as ruínas do Templo da Honra, e fizeram orações aos Sete diante do Baluarte da Justiça, pedindo ao Pai que a justiça fosse feita, mais do que qualquer outra coisa, à Mãe por misericórdia para que nada de mal acontecesse a eles, à Donzela para que o Amor sobrepujasse o ódio, à Velha por sabedoria, ao Guerreiro por força e honra, ao Ferreiro para fortalecer suas armas, e para que o Estranho se desviasse deles, evitando a face da morte.





    Os dias que se seguiram foram repletos de treinamentos até a data da partida da comitiva para porto real. Seu pai definira que os homens da cavalaria e metade da infantaria irial para a proteção da comitiva. Enquanto os outros homens de armas ficariam para proteger a casa e a aldeia. Todos os membros da família principal iriam juntos para Porto Real, além de Meistre Seamus que estaria à disposição para cuidar de quaisquer eventuais ferimentos e também tinha interesse de adquirir coisas que eram mais fáceis de serem encontradas na grande cidade, Therus Torm que lideraria os trabalhos e cuidaria de todos os pertences da família e também Angel Greene que coordenaria os cavalariços e seria o responsável pelos transportes e trato dos cavalos da comitiva.

    Rodrick não via a hora de chegar na capital, dias antes do torneio. Era ainda muito pequeno quando estivera na cidade, não se lembrava de muito coisa além do colossal castelo e da cidade de proporções assustadoras. Mas era então um pequenino. Hoje certamente não acharia tudo grande demais. Mas, mais do que isso, almejava por glória.
    Duvidava que seria o grande campeão de qualquer uma das categorias do torneio, mas esperava ter um desempenho notável. Quem sabe o que aquele grande evento poderia reservar para seu futuro e o futuro de sua casa.


    Off:
    Comitiva para Porto Real (100 pessoas)

    Godrick, Celeste, Rodrick e Cedrick Garn.
    Meistre Seamus, Therus Torm (Mestre de Armas) e Angel Greene (Mestre dos Cavalos).
    50 Homens da Infantaria.
    20 Homens da Cavalaria (20 cavalos)
    6 Cavalariços
    15 Serviçais
    2 Aias
    Ayleen G
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Ayleen G em Qui Jun 21, 2018 6:38 pm

    PRÓLOGO: TORNEIO EM PORTO REAL


    "Príncipe Daemon saiu-se melhor quando o rei
    Viserys o nomeou comandante da Vigilância da Cidade.
    Ao encontrar os vigilantes mal-armados e vestidos com
    roupas estranhas e farrapos, Daemon equipou cada
    homem com adaga, espada curta e bastão, concedeu-lhes
    armaduras pretas (com placas peitorais para os oficiais)
    e lhes deu longas capas douradas que poderiam usar com orgulho.
    Desde então, os homens da Vigilância da Cidade ficaram
    conhecidos como “mantos dourados”."


    Cada família de Westeros recebeu a notícia do torneio em Porto Real à sua maneira. Rei Viserys sempre foi conhecido por sua generosidade e seus torneios pelos prêmios atraentes para os vencedores, além de banquetes com uma infinidade de comidas e bebidas. Além disso, é sabido que ele sempre gostou de festejos e torneio, havia pelo menos um pequeno por ano, mas desde o aniversário de 5º ano de casamento com a rainha Alicent que o Rei Viserys não convidava seus vassalos para um evento tão grandioso.

    Assim, as comitivas partiram de suas casas, sempre com a programação de chegarem em Porto Real uma semana antes do previsto para o início do torneio, pois assim poderiam inscrever-se nas competições que haveriam, descansar da viagem, organizar suas comitivas (quem sabe conseguissem um bom local nos acampamentos ou estalagens) e, é claro, conhecer os demais convidados, em especial os que seriam seus adversário. Muitas outras atrações haveriam além do torneio em si, alianças entre famílias, possíveis promessas de casamento, diversões nas tavernas e bordéis. Porto Real é o centro de Westeros e, certamente, tem as mais variadas atividades para os diferentes gostos.

    As casas Darkroad, Garn e Sharp prepararam-se para a viagem, cada uma a seu tempo. Os Garn precisaram sair de seu território cerca de 4 semanas antes do previsto do início do torneio, não apenas pela distância que percorreriam, mas também pelo tamanho de sua comitiva, que certamente tornaria a jornada mais lenta. Os Darkroad prepararam-se para partir 3 semanas e meia antes da data de abertura do evento, visto que suas terras ficavam próximas de Dorne, e faziam questão de chegar antes em Porto Real. A comitiva da casa Sharp partiu duas semanas antes do início do torneio, e tranquilamente chegaria no local no início da próxima lua.

    Por um acaso do destino (ou um dedinho da narradora), as três famílias encontraram-se na no caminho, avistando não apenas os três estandartes, mas de inúmeros outros vassalos. Os Sharp e os Darkroad pertenciam ambos às Terras da Tempestade, e não era difícil conhecerem uns aos outros. Os Garp, apesar de pertencerem à Campina, não residiam tão distantes das Terras das Tempestades, de forma que também poderiam reconhecer os demais. A casa Sharp encontrou a Darkroad quase instantaneamente ao saírem de seus domínios e adentrarem na Estrada do Rei. Ambas alcançaram a casa Garn quase ao mesmo tempo em que se aproximavam das muralhas de Porto Real, já na Estrada de Ouro.


    Os muros externos da capital são altos e imponentes, com quase nenhuma marca de desgaste, pois foram levantados há pouco mais de 100 anos, sua construção sob o comando da rainha Visenya. O Portão do Leão, o qual a Estrada de Ouro levava às Terras Ocidentais (esta liga-se à Estrada do Rei, que cruza Westeros de norte a sul), é um dos sete enormes portões de Porto Real, cuja entrada se assemelha à boca do animal o qual leva o nome. Olhando à direta (sul), é possível ver o local destinado para o grande torneio, com construtores trabalhando incansavelmente na construção de palanques e do espaço em si. À esquerda (norte) é destinada aos acampamentos das comitivas. Aqueles que desejam acampar, devem dirigir-se a este campo. Os que preferem as acomodações de uma estalagem, devem adentrar o Portão do Leão.


    A Patrulha da Cidade, agora conhecida também como Mantos Dourados, acompanha a chegada e a acomodação dos visitantes, garantindo segurança e ordem. Há inúmeros homens da Patrulha prostrados nos cantos da Estrada de Ouro, assim como acima das muralhas, todos armados e vestindo seus trajes típicos, graças ao príncipe Daemon, irmão do Rei Viserys I.


    Um poderoso rugido é ouvido acima de todos. Olhando para o céu, é possível ver um dragão sobrevoando a cidade, suas escamas brilham como ouro polido, e suas asas são cor-de-rosa quase transparentes. É um belíssimo espécime, sem dúvidas, e nem todos viram um dragão tão de perto. Alguns estremecem com sua visão, outros contemplam-na com admiração. Uma coisa é certa: um dragão jamais passa desapercebido.

    _____________________________________

    Artas Darkroad

    Artas, que montava seu cavalo de batalha, sentiu dificuldades em controlar o animal, sendo necessário descer de seu lombo para acalmá-lo. Seu cavalo, como os demais destinados à batalha, costumava ser um tanto arredio e cheio de energia, certamente ficou nervoso ao ouvir o rugido. Lia Lefay, sempre próxima a ele, foi até o rapaz, com os olhos admirando a silhueta do dragão, que já rumava para o Fosso dos Dragões.

    -Sente isto, Artas? O poder que emana dessa gloriosa besta? – certamente ele sentia. A cada passo que davam em direção a Porto Real, era como se as chamas do Senhor da Luz aumentassem dentro dele. Ao ver o dragão, teve certeza que esta sensação vinha dele e dos demais companheiros dos Targaryen.

    -Irmão? – era Guinevere quem falava. Lia Lefay deu alguns passos para o lado e permitir que os dois irmãos conversassem livremente. – Já falou com o pai sobre onde ficaremos? Soube que há estalagens lindíssimas em Porto Real, mas meistre Hawk comentou que o acampamento seria mais apropriado... – ela aguardava a resposta do irmão, que deveria ser tomava em breve em conjunto com Sirius, já que era chegado o momento de tomar o caminho para onde se instalariam.

    _____________________________________

    Adrian Sharp

    O patriarca da casa Sharp, já frágil devido à idade avançada, não acompanhou o restante da comitiva da família até Porto Real. Desta forma, Adrian (como legítimo herdeiro que era) ficou responsável por sua ordem. Era a primeira vez que ficou encarregado de algo tão importante longe dos conselhos do pai. Contudo, isso podia não ser visto pelo rapaz como um desafio propriamente dito, já que a responsabilidade pela casa Sharp já passava lentamente para ele ha´algum tempo. O pai era apenas uma fonte de segurança para as decisões que tomava.

    -Uooooooooooooooooooou!!! – exclamou seu primo e escudeiro, Tylan, ao avistar o dragão acima da cidade. Adrian cavalgava o obediente Artax que, diferente da maioria dos cavalos, não pareceu assustado com a presença da besta, apenas atento, virando as orelhas em várias direções rapidamente. Atrás de si, um dos cavalariços tinha alguma dificuldade em controlar Lancinante. – Já imaginou como seria cavalgar em um dragão, Adrian? Ver o mundo de cima, viajar em instantes, ser temido por todos? – a última frase saiu mais baixa, como se Tylan falasse consigo mesmo. O brilho não deixou o seu olhar, nem mesmo quando foram indagados por um dos Mantos Dourados ao chegarem ao Portão do Leão.

    -Casa Sharp. – o homem usava um peitoral negro, o que indicava que se tratava de um oficial da Patrulha da Cidade. O manto dourado pendia de seus ombros. – Onde irão instalar-se? – perguntou para o homem que segurava o estandarte. Apesar de reconhecer a heráldica, era muito provável que não soubesse que o herdeiro respondia pela Casa no momento.

    _____________________________________

    Rodrick Garn

    A casa Garn vinha com uma grande e impressionante comitiva: cerca de 100 pessoas, incluindo a família. Não havia muita opção para eles, a não ser ficarem no local destinado a acampamentos, já que pagar estalagem para todos levaria todos os Dragões de Ouro que trouxeram. Desta forma, sob o comando de Therus Torm, os soldados já se encaminharam para o caminho à esquerda, onde diversas tendas já estavam levantaram, exibindo seus estandartes nobres.

    Montado em seu cavalo de batalha, Rodrick teve a atenção desviada do dragão que sobrevoava a cidade, pois sua montaria relinchava e pateava o chão, nervoso. Já mais experiente na lida com animais, ele conseguiu controlar o cavalo de maneira suficiente para que não disparasse ou derrubasse seu cavaleiro.

    -Uma das piores coisas em Porto Real – era seu pai quem falava, montado logo ao seu lado, seu cavalo muito mais tranquilo que o do filho. – São os dragões que vivem no Fosso. Apenas os Targaryen os controlam. Mas quem controla os Targaryen? – seu receio pelas bestas, Rodrick bem sabia, vinha do que a família havia perdido há um século com a Conquista de Aegon, e a traição de Mordrick que acabou sendo a salvação de sua linhagem.

    Dentre muitas informações que recebia, Rodrick notou uma em especial: os mantos dourados da Patrulha da Cidade. Da última vez que viera à capital, no torneio do 5º aniversário de casamento do Rei e da Rainha, a Patrulha não passava de um grupo de homens vestidos em farrapos e mal-armados. Agora portavam boas armas e escudos, além de belíssimas armaduras. E, é claro, as capas que deram o seu apelido.


    Off:
    @Rum + Coca Preciso saber quantas pessoas estão na tua comitiva. Pode colocar em off no final do post.

    Todos: esse post foi um pouquinho mais longo, e talvez se repita agora no início, já que preciso passar informações da época pra vocês. Espero que a leitura não se torne cansativa.
    Rum + Coca
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Rum + Coca em Sex Jun 22, 2018 5:05 pm

    Nunca estive na capital, tentaria esconder a minha admiração por toda àquela riqueza, exércitos bem equipados, construções grandiosas, dragões. Por um momento perdi a compostura e tive que descer do cavalo para acalmá-lo, olhando em volta tantos vassalos no caminho real, quantos ali poderiam sentir isso de verdade? - Sim, é magnifico Lia. Naquele instante olhei pra ela intensamente e resisti a tocá-la, não, na verdade, não pude, já que ela se afastou com um olhar de repreensão percebendo antes de mim a aproximação de Guinevere. Maldição... Bom, todo mundo tinha muito pra admirar, então eu me recompus para dar total atenção à minha doce irmãzinha, separando meu olhar mais ordinário de sempre que ela já conhecia bem, antes de dizer com segurança. - Meistre Hawk é um homem sábio, iremos ficar no acampamento, já decidimos isso pela manhã, antes de você acordar. Mas sussurrando falei apenas para ela. - Não se preocupe, não faltará oportunidade para nós, durante a noite pretendo visitar uma estalagem ou duas contigo. Promessas... Poderia eu as cumprir? Não sei, pois na verdade queria mesmo era saber se os bordeis da capital são tão bons quanto os rumores. Meus pensamentos começaram a voar tão alto quanto o dragão.

    Mas essa excitação da chegada teria um fim breve, é bem verdade que deveríamos ficar no acampamento, mas isso realmente não me agradava muito. É isso que dizem ser responsabilidade afinal, então não há porque fazer algo diferente, razão pela qual tomaria a dianteira, provavelmente seguindo a Casa Garn, que sem sombra de dúvida estava indo rumo ao norte em direção ao acampamento, já que eles tinham uma armada maior que a nossa escoltando sua família. Procuraria uma acomodação mais próxima dos portões da cidade, assim seria mais fácil chegar até lá durante a noite. Talvez eu tenha subestimado a utilidade de ter um exército maior conosco, mas não é como se você tivesse que andar escoltado o tempo todo na capital... pelo menos assim eu pensava. Quaisquer preparativos que fossem necessários eu faria, é provável que deveria conversar com meu senhor e com o meistre sobre assuntos burocráticos, talvez saldar alguma das casas e até me dirigir até algum senhor ou herdeiro para conversar amistosamente, mas não antes de verificar a situação dos homens, dos cavalos, e das provisões, pois seria algo que eu faria questão de ver pessoalmente antes de - se possível fosse - tomar um banho ao entardecer. Minhas intenções eram bem simples, na calada da noite pegaria meu cavalo rumo à cidade. Quais as chances de um herdeiro se perder sozinho durante a noite em seu primeiro dia em Porto Real? Bom, é só uma farreada antes do dia de me inscrever no torneio. Está tudo sob controle... Isto é algo que eu gosto de repetir em minha mente quando estou prestes a perder a linha, não que isso me impeça na verdade.

    Vestindo meu traje mais nobre, levando comigo a herança de minha casa - se preciso fosse - no caminho me apresentaria como herdeiro da Casa Darkroad para garantir a entrada, minha reputação havia de me preceder eu supunha. Levaria comigo peças de prata e cobre o suficiente para dormir com algumas mulheres, e pernoitar, mas não com qualquer uma, estaria eu a procura de uma mulher realmente exótica. Procuraria circular pela região das estalagens se pudesse achar por mim mesmo, se não, perguntaria a um guarda na entrada. - Por qual caminho sigo até as estalagens onde as casas dos vassalos estão se hospedando? E vamos lá homem, onde há um bordel de classe para os nobres daquela região? Hahaha. Se obtivesse uma boa resposta deixaria algumas moedas de cobre para o guarda. - Pegue, é pra você tomar alguma coisa depois do seu turno. Repetiria a pergunta para outro guarda se não obtivesse uma resposta satisfatória, continuaria a procurar se necessário, contudo, seguiria o caminho principal até onde ele me levasse, como seria a capital durante a noite, a visão que eu tinha em minha mente superava a realidade? Talvez, estaria eu empolgado ou desapontado com aquilo que me cerca? Os sentimentos em meu peito deveriam fervilhar fazendo minha mente ricochetear diversas perguntas, contudo, acredito que sob o véu da noite irei obter as respostas.


    Comitiva:
    08 unidades da casa sendo:
    -Artas, seu pai, sua mãe, sua irmã, o meistre, o comandante da cavalaria, o comandante da infantaria, a sacerdotisa.
    60 unidades de exército:
    20 cavalaria, 20 infantaria, 15 arqueiros e 5 batedores.

    Considerações:
    Olá Ayleen, bom, eu realmente não sei se deveria ter me adiantado fazendo possibilidades de ação até o anoitecer, ou mesmo, para tão depois da chegada, mas enfim, ainda estou entendendo como você via administrar a cronologia e qual será o ritmo que você deseja para o jogo, vamos tentar melhorar isso com o tempo, tentarei entrar no discord para podemos falar sobre a campanha, e sobre essas coisas da narrativa. First again.  Cool
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Sayd em Sab Jun 23, 2018 5:10 pm

    Faço questão de saudar os Darkroad quando nossa comitiva se aproxima da deles. De certa forma, o jogo político de conseguir informações e forjar alianças já começa na estrada. Sigo até eles em Artax e, cumprimentando o chefe da comitiva, pergunto “como vão as coisas nas terras dos Darkroad?” e “o que vocês estão esperando desse torneio?”. Fico atento ao que eles possam ter a dizer.

    Mantenho a independência da minha própria comitiva, entretanto, pois tenho pouca intimidade com essa outra família e receio que associar meu nome ao deles possa ser prejudicial por um motivo ou por outro. Faço o mesmo quando cruzamos com a comitiva dos Garn. Me impressiona o número de homens que eles trouxeram e concluo que são uma casa poderosa em franca ascensão.

    A viagem me agrada. Me sinto confortável cavalgando em Artax e disparo com eles até os batedores em algumas ocasiões, depois diminuindo o ritmo até ser alcançado pelo restante da minha companhia.

    Minha excitação aumenta conforme nos aproximamos dos muros de Porto Real e o ápice dela é quando vislumbramos o dragão.

    “Deve ser incrível”, respondo a Tylan. “Deve ser realmente sensacional”

    Ao chegar no portão somos indagados por um manto dourado sobre onde vamos nos instalar. “Ficaremos acampados”, eu respondo, mesmo que a pergunta não tenha sido dirigida à mim.

    “Ronard, por favor, escolha o melhor local para montar nosso acampamento”, eu digo a nosso guarda caça. “Coloque o pavilhão de minha irmã ao lado do meu”.

    Descanso um pouco enquanto assisto os homens montando o acampamento e deixo que Artax e Lancinante pastem um pouco e se refresquem na sombra de uma árvore.

    “Tylan, Davon, Darya... assim que tivermos montado acampamento vamos nos arrumar o melhor que pudermos para adentrar a cidade em grande estilo.”

    Pretendo entrar montado em Artax com minha armadura completa e minha capa de pele de raposa. Apenas não utilizarei o elmo em forma de raposa, pois sei que minha aparência agrada as mulheres e o objetivo desse primeiro passeio é justamente exibir a mim e à minha casa.

    “Nos acompanharão Leomund, Cyrenna, os dois cavaleiros e os dois homens da infantaria. Os demais ficam aqui e guardam o acampamento.”
    Quando já estamos prontos para excursionar na cidade peço a Tylan que se mantenha montado a meu lado carregando nosso estandarte. Eu ofereço que ele monte em Lancinante, caso sua montaria seja inferior. Se as inscrições para o torneio já estiverem abertas vou aproveitar para já garantir a minha inscrição e a de Leomund.

    Embora tenhamos trazido suprimentos desde Castelo Escarlate fico atento aos produtos que possamos por ventura necessitar, para já adquiri-los na volta para o acampamento. Talvez um porco, ou uma cabra, que vá render algumas refeições...
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Matusael em Seg Jun 25, 2018 9:35 am


    Rodrick Garn



    A viagem se demonstrou lenta pro conta do tamanho da comitiva. Mas o ritmo cadenciado da marcha acabou agradando Rodrick mais do que imaginara. Conseguiu, por vezes, se distanciar à cavalo da comitiva, fazendo-se de uma espécie de batedor, junto de um dos cavaleiros do pai, Marcus Valliant, um dos homens ao qual Rodrick mais se afeiçoara. Fora ele quem lhe ensinara tudo o que sabe sobre montaria. Esses avanços fizeram com que Rodrick pudesse conhecer melhor os arredores da estrada. Tinha um costume excêntrico de desenhar seus próprios mapas. Dessa forma, sempre que ia além de suas terras, verificava o máximo que podia de pontos de referência e, de noite, fazia seus rabiscos em grandes pedaços de pergaminho com pena e tinta. Sua coleção já contava com oito mapas, predominantemente dos arredores da região em que morava nas Campinas, mas agora ele tinha material da Estrada do Rei até a chegada a Porto Real.

    Quado se aproximavam da capital, foram alcançados por duas comitivas. Meistre Seamus foi quem reconheceu os estandartes, avisando que eram as casas Sharp e Darkroad, ambas das Terras da Tempestade, vassalos dos Baratheon. Rodrick e seu pai se posicionaram na margem por onde as comitivas passavam, ultrapassando a sua própria, e cumprimentavam amigavelmente aqueles que passavam. Um deles, Adrian Sharp, perguntou como andam nossas terras e o que esperavam do torneio. De maneira impulsiva, Rodrick se adianta em responder animadamente.

    - Muito prazer, sou Rodrick Garn e este é meu pai Sir Godrick Garn. Nossas terras tem prosperado ao longo dos últimos anos. E este torneio vai ser um marco na história, penso eu. Aqui se encontrarão os grandes cavaleiros do reino na atualidade... quem sabe não estejamos entre eles? - comentou em tom descontraído. - E quanto a vocês? Tudo certo em suas terras? Acha que vai conseguir bom destaque no torneio?

    Esperou a resposta mas não se alongou na conversa, pois já se aproximavam da cidade e tinham que conduzir os homens para o local onde estavam sendo montados os acampamentos. O sítio do Torneio surgiu ao lado direito da estrada. Era magnífico, os olhos de Rodrick brilharam à visão. Sua mente já tratava de povoar todos os tablados e arquibancadas, e podia se imaginar ali no meio de toda aquela gente, mostrando seu talento. O coração acelerou só de pensar.

    Mas seus pensamentos foram cortados pelo rugido que tomou o ar, poderoso e imponente. Rodrick teve que se concentrar por um momento para controlar seu cavalo, Furioso, mas logo conseguiu contemplar o imenso animal místico que voava no céu limpo. O comentário do pai vinha carregado de dor. Rodrick, entretanto, tinha o pensamento dividido sobre a fera. Era um animal fantástico. De fato, foram o responsáveis pela ruína da família Garn, tal como a traição do vil Mordrick, mas, talvez, a família não tivesse um futuro se aquilo não tivesse acontecido. Por um lado, era odiável pensar numa traição tão cruel, quantas pessoas morreram por culpa de um membro da própria família. Por outro, talvez, a família Garn tivesse sido completamente destruída se Mordrick não tivesse feito aquele acordo. O herdeiro dos Garn não gostava de falar sobre essa parte da história de sua Casa. Apenas sabia que ele, hoje, morreria junto com a família em vez de se corromper, afinal, era isso que direcionava sua casa, homens de justiça e honra. Voltariam a ter, um dia, o status de magistrados, e essa era uma missão pessoal de Rodrick.

    O jovem não respondeu nada ao pai, apenas desviando o olhar do dragão e mirando para os altos e imponentes muros de Porto Real. Era enorme, uma cidade de uma grandeza magnífica. Outro pensamento cortou a mente de Rodrick. Sempre haverão governantes, às vezes bons, às vezes maus, mas fosse como fosse, tudo que acontecera até ali desde a conquista de Aegon e suas irmãs, hoje os reinos, agora unificados, passavam por um período de paz, permitindo uma prosperidade nos Sete Reinos.

    Que dure para sempre - pensou consigo mesmo.

    Os homens da Patrulha da Cidade, agora equipados com belos mantos dourados, margeavam a estrada, indicando por onde as comitivas deviam seguir. Naturalmente o grande grupo da Casa Garn se dirigiu para a área destinada aos acampamentos, buscando uma área mais aberta, preferencialmente mais distante dos muros da cidade. Ali armariam suas barracas e pavilhões. Rodrick, como sempre, se juntara aos homens de Therus no trabalho de montagem do acampamento. O garoto nunca perdia a oportunidade de estar trabalhando com os homens de seu pai, o que o fazia conquistar o favor daqueles homens, pois viam que ele se preocupava com eles, e os conheciam muito bem; não era apenas um herdeiro mimado que não dava valor na vida de seus homens.

    Depois de tudo ajeitado e animais alimentados, Rodrick tomou um banho, colocando roupas limpas, mas não muito rebuscadas. Chamou o irmão Cedrick e, junto de Marcus Valliant, passearam a cavalo entre os acampamentos das casas que já tinham se instalado ali para o torneio. Se apresentaram para o máximo de Lordes que conseguiram, e também a comandantes das forças desses lordes, quando eram permitidos. Só quando percorreram todo o acampamento é que atravessaram a estrada, indo até onde a estrutura do torneio estava sendo montada. Os irmãos Garn estavam estasiados com o tamanho de tudo aquilo.

    - Em breve estarei nesse centro... imagino qual será a sensação. - comentou com o irmão.

    Não podia evitar querer ser um dos campeões, mas era pó no chão para saber que seria quase impossível. Teria que melhorar muito e ganhar ainda muita experiência para ser um campeão dos Sete Reinos, mas tudo deve começar em algum ponto. Desceu do cavalo e pegou um pouco de terra na mão, como se tentando sentir a energia do lugar. Fez preces silenciosas aos Sete, que se fosse do agrado Deles, que recebesse seu favor, um milagre talvez.

    Mais tarde voltaram para o acampamento, se recolhendo junto da família. Queria descansar para que pudessem entrar no dia seguinte em Porto real com um grupo menor e efetuar as inscrições no torneio, esperançosos de um participarem de um grande acontecimento que poderia marcar para sempre a história da Casa Garn, dessa vez de uma maneira magnífica.

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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Sayd em Seg Jun 25, 2018 7:31 pm

    @Matusael escreveu:Muito prazer, sou Rodrick Garn e este é meu pai Sir Godrick Garn. Nossas terras tem prosperado ao longo dos últimos anos. E este torneio vai ser um marco na história, penso eu. Aqui se encontrarão os grandes cavaleiros do reino na atualidade... quem sabe não estejamos entre eles? - comentou em tom descontraído. - E quanto a vocês? Tudo certo em suas terras? Acha que vai conseguir bom destaque no torneio?

    "Muito prazer, Rodrick", eu respondo. "Sou Adrian Sharp, o herdeiro da casa Sharp. Meu pai infelizmente está velho demais para a viagem, mesmo que nossas terras seja próximas daqui. Estes são meus irmãos Davon e Darya", eu prossigo, enquanto apresento meus irmãos.

    "As coisas estão correndo muito bem em nossas terras. Modestamente somos bons administradores. Espero me sair bem no torneio. Boa sorte para vocês!"

    E dizendo tudo isso me despeço, porque já é o momento de montar acampamento.
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Rum + Coca em Ter Jun 26, 2018 8:37 am

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    @Sayd escreveu:Faço questão de saudar os Darkroad quando nossa comitiva se aproxima da deles. De certa forma, o jogo político de conseguir informações e forjar alianças já começa na estrada. Sigo até eles em Artax e, cumprimentando o chefe da comitiva, pergunto “como vão as coisas nas terras dos Darkroad?” e “o que vocês estão esperando desse torneio?”. Fico atento ao que eles possam ter a dizer.

    Ainda no festim da chegada, alguém da casa Sharp se dirigiu até nós para trocar amenidades, chegando mais perto, supunha que era mais jovem que eu, e certamente um nobre montado em um belo corcel, mas após a saudação não tive dúvidas, afinal, ambos somos herdeiros e vassalos nas terras da tempestade, e já nos falamos algumas vezes em Ponta da Tempestade, e em alguns casamentos entre casas da região. - Olá Adrian, estamos muito bem, estamos vivendo bons tempos. Mas e vocês? Como vai a família? Darya já se tornou uma linda mulher pensando em casamento? Não poderia deixar de sorrir ao final mostrando um sincero, mas respeitoso interesse. Depois de uma pausa para ouvir as respostas arremataria. - Quanto ao torneio, eu desejo vencer no duelo com espada, não ficarei feliz se for diferente, afinal, lutarei pela honra de minha casa e quem sabe, pela mão de uma bela donzela. Hahahaha! Depois de nos despedirmos, seguiria para o acampamento. O jogo já começou...
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Sayd em Ter Jun 26, 2018 9:50 am

    @Rum + Coca escreveu:
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    @Sayd escreveu:Faço questão de saudar os Darkroad quando nossa comitiva se aproxima da deles. De certa forma, o jogo político de conseguir informações e forjar alianças já começa na estrada. Sigo até eles em Artax e, cumprimentando o chefe da comitiva, pergunto “como vão as coisas nas terras dos Darkroad?” e “o que vocês estão esperando desse torneio?”. Fico atento ao que eles possam ter a dizer.

    Ainda no festim da chegada, alguém da casa Sharp se dirigiu até nós para trocar amenidades, chegando mais perto, supunha que era mais jovem que eu, e certamente um nobre montado em um belo corcel, mas após a saudação não tive dúvidas, afinal, ambos somos herdeiros e vassalos nas terras da tempestade, e já nos falamos algumas vezes em Ponta da Tempestade, e em alguns casamentos entre casas da região. - Olá Adrian, estamos muito bem, estamos vivendo bons tempos. Mas e vocês? Como vai a família? Darya já se tornou uma linda mulher pensando em casamento? Não poderia deixar de sorrir ao final mostrando um sincero, mas respeitoso interesse. Depois de uma pausa para ouvir as respostas arremataria. - Quanto ao torneio, eu desejo vencer no duelo com espada, não ficarei feliz se for diferente, afinal, lutarei pela honra de minha casa e quem sabe, pela mão de uma bela donzela. Hahahaha! Depois de nos despedirmos, seguiria para o acampamento. O jogo já começou...

    "Estão todos bem. Davon e Darya estão comigo", respondo indicando meus irmãos na minha comitiva, com um sorriso amigável. Ignoro a pergunta sobre a aparência de minha irmã, que de fato é uma moça muito bonita.

    Me surpreende a confiança de Arthas de que vencerá o torneio. Considero isso improvável. 'Provavelmente não será um grande oponente para mim', penso comigo.

    "Bom... se nossas espadas vierem a se cruzar veremos se você tem alguma chance!", eu digo. "Temos que ir encontrar um bom local para o acampamento. Até breve", concluo, já me afastando em meu corcel.
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por DynamiT em Qua Jun 27, 2018 8:21 am


    Do alto da Montanha do Mirante é possível admirar o verde mar formado pelas copas de milhares de árvores da Floresta. A tranquilidade e paz proporcionada por esta bela vista deste pedaço do Norte, inspira Andros. Hoje, o céu claro e a leve brisa úmida que sopra do vale do rio são os anfitriões dos visitantes. Um jovem, de cabelos ruivos e olhos azuis como o firmamento e sua irmã, também de cabelos ruivos e olhos de esmeraldas, de beleza rara. Eles procuram por seu pai. Que está na beira do precipício refletindo sobre tudo e as vezes nada sentado com as pernas balançando ao vazio.

    - Sei que muitos dizem que não se deve ficar assim em um lugar como esse, mas nunca dei muita atenção a esse tipo de comentário. Mas estou de novo nesse lugar, e vejo sempre a mesma paisagem, na base da montanha encontra-se uma bela tranquilidade, cujo único som é o rugido do vento chocando-se nas rochas. Não sei porque volto aqui, esse lugar amaldiçoado, onde minha família perdeu parte da alma... Sim, saber sobre o que realmente aconteceu naquele lugar ao longe me dá uma agonia imensurável, indescritível.

    Com os filhos de Andros se aproximando seus pensamentos são interrompidos e ao longe Brent e Valkiria se aproximam gritando para chamar a atenção de seu pai.

    – EEEIIIIIIIII!!!! Pai!!!
    – Porque ele sempre vem aqui, Valkiria?
    – Sei lá meu irmão! Vamos avisar ele sobre a mensagem eu chegou agora de manhã e voltar logo... esse lugar me dá arrepios.

    Andros abre um sorriso e diz:

    – Ora ora ora! Bom dia! Vocês não gostam daqui o que pode ter acontecido para fazer vocês me procurarem nesse lugar?!

    Brent toma a frente olha para seu pai e diz:

    – Chegou uma mensagem do Rei!

    Sem mais perguntas o semblante calmo de Andros se fecha repentinamente e eles caminham para o castelo. Na entrada da cidade ele já vai dando as ordens para todos assim que vai avistando aqueles que podem adiantar alguma coisa.

    – Vamos pessoal eu ainda não sei o que é mas quando chega um pergaminho do Rei a gente sempre tem que ir pra lá.
    - Por favor alguém chame Tyler.
    - Olá Shara, bom dia! Chegou uma mensagem do rei prepare meu cavalo e o do Tyler.

    Shara olha para seu líder e faz um sinal com a cabeça.

    – Sim senhor!

    Ao se aproximar de seu castelo avista sua Lady com um semblante de preocupação.

    – Marido, por favor eu sei que você é um favorito do rei mas não vá.

    Andros percebendo que sua Lady já havia lido a mensagem questiona.

    – Esposa, diga logo qual é a mensagem?!

    Um pouco receosa ela olha nos olhos de Andros e diz:

    – Vai haver um torneio pra comemorar os 25 anos de reinado do rei e ele convida a todos. Eu sei que você gosta dessas coisas mas o senhor meu marido já está com 50 anos, é hora de dar oportunidades aos mais jovens.


    Andros observa o semblante de preocupação e com um sorriso olhando para seus filhos ele responde.

    – Nós não temos muitos recursos e alguém tem que representar a nossa casa. Se eu não for vão solicitar a presença de Brent e ele ainda não está pronto.
    - Também, não temos recursos suficientes para levar todos, seria uma despesa muito grande sem um retorno garantido. Então só irá eu, Tyler e acho que dá para levar 2 arqueiros. Onde está Hvanna?!

    Uma jovem abre uma porta olha para Andros e diz:

    – Chamou meu senhor?!
    – Faça o planejamento para uma viagem de ida e volta par Porto Real para 4 pessoas e possíveis imprevistos.

    A voz de autoridade mesmo calma é bem clara e a jovem simplesmente acena com a cabeça e entra para sala de onde havia saído.
    Todo esse alvoroço já é esperado pois todos sabem que Lord Andros atende todas as solicitações do rei de imediato. O jovem Brent fica com um semblante decepcionado pois estava ansioso para mostrar as habilidades que havia desenvolvido. Mas Lord Andros sabe que a vida entre os que possuem mais que outros pode ser bem difícil, mas Andros não tinha esse problema por ser um favorito não só do rei mais de todos os nobres.
    Todos os preparativos são feitos e Lord Andros sai em sua jornada com Tyler e mais dois arqueiros. Antes de sair Andros reforça a segurança de suas terras e explica toda situação em um anuncio para população e deixa seus filhos em segurança e com várias tarefas de estudos de táticas e treinamento físico, para os dois filhos, Valkiria é tão habilidosa aos seu 14 anos quando Brent aos 18.
    Após a jornada finalmente Andros e Tyler avistam a grande muralha da capital e bem ao alto uma criatura magnifica que enche os olhos de Tyler. Andros observa a fascinação do cavaleiro e diz:

    – Cuidado Tyler. Não é muito bom ficar olhando pra eles.


    Diz Andros com um tom de brincadeira.

    – Sim senhor! Desculpe.


    Andros havia saído com dois arqueiros e somente um ficou andando com eles o outro foi a frente colhendo informações de terreno e observando se havia outros seguindo o mesmo caminho para evitar encontrá-los ele prefere guardar as formalidades para dentro da cidade.
    Ayleen G
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Ayleen G em Qua Jun 27, 2018 7:56 pm

    PRÓLOGO: TORNEIO EM PORTO REAL


    " Com seus olhos verdes pálidos, cabelo preto
    como carvão e um charme tranquilo, Cole logo se
    transformou no favorito de todas as senhoras da corte.
    Entre elas, ninguém menos que a própria Rhaenyra Targaryen.
    Tão impressionada ficava com os encantos do homem
    que chamava de “meu cavaleiro branco” que Rhaenyra
    implorou ao pai que nomeasse Sor Criston seu escudeiro
    e protetor pessoal. Sua Majestade fez essa vontade,
    como tantas outras. Depois disso, Sor Criston sempre
    usava seu laço nas justas e se tornou uma presença
    permanente ao lado dela durante banquetes e festejos.."

    Aos poucos as caravanas e comitivas que chegavam naquele dia se acomodavam, cada uma em seu respectivo local indicado pela Patrulha da Cidade. Grande parte das Casas de Westeros estava acampada, era possível ver isto ao passar pelo campo e verificar todos os estandartes, alguns conhecidos por até os menos cultos, outros tão estranhos quanto heráldicas estrangeiras. Havia uma certa desorganização, boa parte disso porque muitos chegavam ao mesmo tempo, e ainda precisavam montar todas as tendas. Contudo, mesmo com todo o corre-corre, nenhuma discussão séria ou briga foi presenciada até então.

    A Patrulha da Cidade parecia estar bem informada e orientada para a organização: o campo destinado às tendas estava dividido por regiões de Westeros e de outros reinos. Desta forma, os Darkroad e os Sharp ficaram muito próximos de casas como Dondarrion, Tarth, Estermont, Swann e até mesmo a magnífica tenda de Borros e as inúmeras que ostentavam o estandarte do veado negro em fundo amarelo dos Baratheon.

    Já os Garn dirigiram-se para um local distinto das outras duas casas mencionadas: ficariam próximos dos Tarly, Ashford, Florent e, é claro, dos Tyrell. A família Hightower fazia parte da corte real, a rainha Alicent trazia as origens da família, assim como a mão do Rei, Otto Hightower e, desta forma, estavam instalados na própria Fortaleza Vermelha. As casas da Campina tinham as mais refinadas e nobres tendas, ficando atrás apenas dos orgulhosos e ricos senhores das Terras Ocidentais. Além das justas e liças, esse Torneio também representava a disputa por poder, e é claro que alguns não perderiam a oportunidade de mostrarem que estavam acima dos demais em qualquer coisa que seja.

    Chegando um pouco depois que as casas acima mencionadas, os Abramivch agora tinham que decidir para onde iriam: o acampamento ou alguma estalagem. Já que eram um grupo pequeno de apenas 4 pessoas, não teriam grandes gastos em se acomodarem dentro das muralhas de Porto Real. Sua viagem havia sido longa, 1 mês inteiro e mais alguns dias, mas tranquila, pois a Estrada do Rei estava muito movimentada e com poucos registros de roubos e saques, especialmente quanto mais perto da capital chegavam.

    Aqueles que entrassem na cidade, poderiam perceber como era populosa, mesmo sendo construída há apenas 100 anos. A cidade conta com mansões, celeiros, pomares, armazéns de pedra, estalagens de madeira, barracas de mercadores, tavernas, cemitérios e bordéis, além de diversos mercados. Entre os edifícios as vias são largas e arborizadas, cruzando com ruas e becos, e contando com inúmeras praças. É possível ver as três colinas de qualquer lugar que se ande: a Alta Colina de Aegon, em cujo topo se encontra a Fortaleza Vermelha, o castelo real localizado no canto sudeste da cidade e proporciona vista diretamente para a baía, enquanto a Colina de Visenya a oeste é coroada pelas muralhas de mármore do Grande Septo de Baelor, e suas sete torres de cristal; na Colina de Rhaenys, ao norte, fica o glorioso “estábulo” dos companheiros animais dos Targaryen, o Poço dos Dragões, cujas portas de bronze se encontram abertas e bem vigiadas.

    _____________________________________

    Artas Darkroad

    Sob a promessa de levar Lia para as tavernas da cidade (e depois visitar uns bordeis), Artas auxiliou da montagem do acampamento Darkroad, supervisionando a montagem das tendas, tentando encontrar o local destinado às Terras da Tempestade que ficaria mais próximo dos portões da cidade. Grande parte do acampamento já estava ocupado, mas Artas pode se contentar com uma parte que ficava há 100 metros da Estrada de Ouro, que dava acesso aos portões da cidade.

    Cumprimentou alguns homens pertencentes às outras casas, mas nada que fosse digno de nota. Não havia local destinado para banho, costume que não era muito disseminado na época, contudo ele poderia procurar alguma estalagem com casa de banho, ou talvez se aventurar nas águas do Torrente de Água Negra, algo que não era muito indicado, pois o rio é conhecido por suas águas perigosas e traiçoeiras. Em último caso, podia enviar algum soldado buscar água em algum balde e levar até sua tenda...

    Sem poder segurar a ansiedade até à noite, Artas esgueirou-se para dentro da cidade no meio da tarde, deixando Lia para trás e com ela a promessa de leva-la às estalagens. Não houve qualquer problema em adentrar as muralhas, mas ele pode perceber que toda a cidade era vigiada pelos Mantos Dourados, a fim de garantir o mínimo de ordem. As ruas estavam movimentadas, e as tavernas e estalagens ainda mais, sobretudo os bordeis.

    Não foi difícil encontrar o que estava buscando, difícil mesmo era escolher para onde ir. Porto Real é uma cidade de oportunidades e perdições, e as noites estavam tão movimentadas quanto os dias, pois a diversão é atraente e constante. As ruas estavam cheias de pessoas e muito movimentadas. Em certo momento, indeciso de onde iria primeiro, Artas aproximou-se de um dos guardas de manto dourado e lhe perguntou sobre os nobres e os bordeis onde iam.

    -Há muitas estalagens em Porto Real, os vassalos que escolheram hospedar-se nelas estão espalhados pela cidade, pois nenhuma estalagem é grande o suficiente para acolher todos. O senhor encontrará as mais movimentadas na Estrada do Rio, especialmente a grande Árvore Verde, ou talvez lhe agrade mais lugares de prazer como a Fonte de Jade. – ele apontou o caminho para onde Artas deveria seguir, se fosse esta sua opção. – As casas mais nobres estão acomodadas na Fortaleza Vermelha ou nas mansões a nordeste da colina de Rhaenys, próximo do Velho Portão. Vai ser difícil encontrar um deles desfilando abertamente por alguma estalagem ou bordel, mas se tem dinheiro e quer arriscar, a Mina de Ouro é o seu lugar.

    O homem havia sido bastante prestativo, ainda que formal em sua maneira de falar, o que lhe rendeu a moeda de cobre. Sem nada dizer, ele guardou a moeda em uma bolsa presa ao cinto e voltou a caminhar pela estrada, para assegurar a segurança dos que ali passavam. Agora restava a Artas decidir para onde iria.

    -Opa amigo! – um homem que cambaleava pela rua, já visivelmente bêbado, esbarrou em Artas, e quase caiu ao tropeçar nos próprios pés. – Cuidado onde vai! – ele deu um riso trêmulo, e tentou endireitar seu corpo, com alguma dificuldade.

    _____________________________________

    Adrian Sharp


    Como responsável pela comitiva da casa Sharp, Adrian optou por acamparem como a maioria das casas faria. Deu pequenas ordens aos seus homens, sendo mais específico em relação à sua tenda e de sua irmã Darya. Assim que o guarda caça e os demais faziam o trabalho de levantar o acampamento, Adrian ateve-se aos seus dois cavalos, encontrando uma árvore quase sem folhas devido à estação (outono), mas que ao menos amenizava um pouco o sol. A pastagem ao redor da árvore era rala e quase inexistente, devido a grande quantidade de pessoas que passavam por ali, mesmo assim os cavalos baixaram suas cabeças, encontrando aqui e ali algo que pudessem pastar.

    Ouvindo as sugestões do herdeiro Sharp, Tylan, Davon e Darya rumaram para suas tendas assim que possível, já que foram as primeiras a serem montadas. O próprio Adrian foi para a sua pouco tempo depois. Seu principal objetivo era impressionar os demais, dessa forma colocou a sua armadura e a melhor capa de pele de raposa que havia no baú que trouxera consigo. Não poderia ser comparado a um Lannister, mas ainda assim estava elegante, diferentemente da maioria dos homens, que a essa altura já estaria embriagada e esfarrapada.

    Era metade da tarde quando os preparativos para ir até a cidade ficaram prontos. Seu irmão não vestia armadura, mas uma roupa simples e bonita de nobre, enquanto sua irmã trajava um belo vestido de cor azul, com os cabelos semi-presos em uma trança. Tylan vestia apenas sua roupa comum de nobre, embora o rosto limpo e o cabelo arrumado já lhe dessem um aspecto melhor. Leomund e Cyrenna, que foram destacados para acompanhar a família, deram um passo à frente, sem questionar qualquer ordem de seu senhor.

    -É claro, primo Adrian! – responde Tylan alegremente, ao ser requisitado para montar em Lancinante e levar consigo o estandarte da raposa da casa Sharp. Ele monta orgulhoso no cavalo de batalha, que bate as patas no chão, impaciente. Tylan não tem qualquer dificuldade em controlar o animal, com o qual se apegou desde que foi adquirido pelo primo mais velho. – Para onde iremos? - Tylan espera a resposta de Adrian e, então, segue à frente dos demais, já que carrega consigo o estandarte. Como pretende, antes de tudo, inscrever a si e a Leomund nas competições do torneio, ele desloca a sua comitiva até o local onde são feitas as inscrições.

    Não é preciso andar muito até chegar no local pretendido, já que este fica no outro lado da Estrada de Ouro, onde ocorrerão as competições. Há 8 mesas destinadas às inscrições, cada uma para uma competição diferente. Como esperado, há uma pequena fila na mesa para as justas, a competição mais disputada e nobre dos torneios. Os demais eventos são: Liças, Arquearia, Doma de Cavalo, Equitação, Corrida, Escalada e Arremesso de Pedras. Cada uma das competições terá o prêmio de 100 dragões de ouro para cada vencedor, exceto a jsuta que terá o prêmio atrativo de mil dragões de ouro. Isto sem falar nas honras e prestígios que os vencedores normalmente recebem.

    Adrian pode notar que a maioria dos homens está ali não para inscrever a si, mas a algum homem nobre ao qual servem, e mostram isto ostentando estandartes das casas que representam. Quem faz as inscrições são escrivães dos Targaryen, afinal não é muito comum pessoas não-nobres serem letradas.

    -Ah não... – Darya fala baixo, virando-se para o lado oposto que estava olhando segundos antes. – Irmão, espere para inscrever-se na lista, Alistaire Grind está na fila, não é necessário causar nenhuma intriga tão cedo... – olhando para trás da irmã, ele podia notar jovem da casa Grind rindo e conversando com outros homens de sua casa, sem parecer ter notado a presença dos Sharp até então. Contudo, não havia muitas pessoas ali, e era certo que logo seriam notados...

    _____________________________________

    Rodrick Garn
    Diferente da maioria dos lordes e seus herdeiros, Rodrick juntou-se aos seus homens do serviço braçal de erguer o acampamento da comitiva Garn. O pavilhão de seu pai e o seu foram os primeiros a serem erguidos, como esperado. Os homens sentiam-se à vontade com a presença de Rodrick, de modo que o tratavam como um dos seus, ainda que com o devido respeito que deveriam ter para o herdeiro.

    Um dos servos trouxe para seu pavilhão um balde para que pudesse ao menor tirar a pior parte da sujeira e odor de seu corpo, já que não haviam locais destinados ao banho no acampamento, costume que não era muito comum na época. Tratou também de colocar roupas limpas e, assim que saiu do pavilhão, chamou seu irmão e Marcus para acompanha-lo em uma cavalgada pelo acampamento.

    Apesar de cumprimentar muitos homens e mulheres de outras casas que estavam acampados, Rodrick podia perceber que os lordes e senhores de grandes casas não estavam presentes no acampamento. Não viu quaisquer pessoas das famílias mais ricas da Campina, nem mesmo dos Tyrell, embora seus estandartes e homens estivessem no acampamento. Os lords de casas menores que cumprimentou lhe retribuíram o aceno ou as palavras, mas nenhum se ateve demais na interação.

    -Soube que as grandes casas de Westeros tem suas próprias mansões dentro das muralhas de Porto Real, com seus próprios poços, estábulos, jardins e armazéns.
    – comentou Cedrick, ao observar o mesmo que o irmão. Quando Rodrick sentiu-se satisfeito pelo pequeno passeio, foi até o campo destinado às competições do torneio, um grande campo próximo ao acampamento, às muralhas de Porto Real e à Torrente do Água Negra.

    As estruturas para as justas, liças e demais competições estavam quase prontas, alguns homens finalizavam os palanques destinados aos nobres. A energia que emanava do lugar era sentida por Rodrick, ainda que estivesse vazio. Ao tocar na terra, lembrou-se do torneio há alguns anos, o qual houve a separação da corte entre “verdes” e “negros”, o que provavelmente aconteceria neste torneio também. Naquela ocasião, quem ganhou a justa em favor da princesa Rhaenyra foi o atual comandante da Guarda Real, Sor Criston Cole.

    -Que o Guerreiro lance sua bênção sobre você irmão, ninguém de Westeros merece mais ganhar este torneio... – Cedrick deu um sorriso sincero para o irmão mais velho. Tinham 6 anos de diferença, e o mais novo tinha no outro uma espécie de guia e modelo, admirava-o tanto quanto ao pai.

    Agora já voltando para o acampamento, Rodrick pode perceber que próximo da Estrada de Ouro estavam as mesas destinadas para as inscrições nas competições do torneio. Haviam 8 mesas, cada uma para uma diferente modalidade. Ao se aproximar, notou o estandarte dos Sharp, e Adrian, o rapaz que tinha conversado brevemente, montado em um bonito corcel. Junto dele estavam outras pessoas, incluindo uma bonita jovem de cabelos castanhos, que provavelmente era filha do lord Sharp.

    _____________________________________

    Andros Abramivch

    Independente de escolher o acampamento ou as estalagens, Andros acabou sendo obrigado a adentrar os portões de Porto Real, pois mesmo que ficasse acampando, precisaria comprar uma tenda para não dormir ao relento. As ruas de Porto Real são largas o suficiente para acomodar várias pessoas, animais e até mesmo carroças lado a lado ao mesmo tempo. Todos os membros da comitiva estão exaustos da viagem, pois nenhum deles possui montaria, e tiveram que se deslocar a pé desde o norte até Porto Real. Ainda assim, é necessário garantir suas acomodações para conseguirem descansar.

    O mercado estava abarrotado de gente, pois muitos queriam garantir pavilhões e suprimentos para os dias que viriam. Tyler, o cavaleiro errante que acompanhava lord Abramivch, tomou a dianteira para encontrar um local que vendia tendas, e comprou o necessário, com as poucas moedas de seu lord. Andros sabia que sua casa passava por dificuldade, e via neste torneio não apenas um dever para com seu rei, mas também uma oportunidade para conseguir arrecadações e favores para sua família. Além disso, tinha um herdeiro com idade para se casar, e uma jovem e bonita filha, quem sabe não conseguiria algo promissor para os dois...

    A ida ao mercado levou mais tempo do que gostariam, e na metade da tarde a pequena comitiva rumava de volta ao local destinado aos acampamentos. Ele podia notar que toda a cidade estava bem vigiada pela Patrulha da Cidade, e não havia um local sequer sem a presença de ao menos um dos mantos dourados.

    -Lord Andros, não teria sido bom seu filho ter vido conosco? Vejo que há muitos jovens aqui na cidade, e o rapaz precisa de um pouco de diversão, se é que me entende hehe
    – ele sorriu para o seu senhor, mas o questionamento que fez foi bem colocado. Havia mais jovens do que velhos na cidade, ou ao menos estes saíam mais para as ruas que os outros. Não muito distante de onde estavam, ele pode ver um homem já bêbado tropeçando e esbarrando em um rapaz que, pelas vestes e porte, pertencia a alguma casa nobre...

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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por DynamiT em Dom Jul 01, 2018 9:54 am

    Andors observa a vergonha do rapaz pela rua, devia seu olhar para Tyler e diz:


    - Está vendo Tyler?! É por esses e outros motivos que Brent não veio! Eu confio na educação que eu e minha Lady demos a ele mas esse mundo de nobreza é cruel e ele ainda é muito jovem. Uma vergonha dessas eu mesmo teria que mata-lo. Não somos de uma casa Nobre que fica cuspindo ouro pra acobertar essas situações. Brent ainda tem muito que estudar e e amadurecer mas acima de tudo aprender a ter maldade e não se deixar manipular e sim ser o manipulador. Nosso nome se levantou de nossa lealdade e estratégias de guerra e ele ainda não está pronto.

    - Mas posso garantir que na próxima oportunidade ele virá pois não mais estarei lutando e dedicarei todo meu tempo e o final de minha vida a ensinar tudo que sei para ele! Até lá deixa esse velho Lord se divertir em um ultimo torneio e tentar conseguir recursos e talvez um bom casamento para meus filhos. Tenho que avaliar a situação e comportamento de cada um, não quero meus filhos casados com um bando de idiotas que cagam dinheiro e acham que podem fazer tudo. Precisamos de um terreno elevado para observar todos, não vai ser difícil... temos uma vantagem apesar de não parecer, pois os outros estão em quantidade e precisam de um terreno plano e com certeza vão pegar o que pra eles significar o melhor lugar.

    Lord Andros retorna com a tenda em mão e procura por um local elevado, ele prefere ficar de guarda e montar a tenda para da a oportunidade de seus homens descansarem e se divertirem um pouco. Mas deixa bem claro que estão carregando o brasão da família Abramivch e que não será tolerado qualquer tipo de atitude que represente uma vergonha.


    - Divirtam-se e não manchem o Brasão de nossa casa, qualquer comportamento indigno será severamente punido. Não precisão se preocupar comigo deixarei para descansar depois de vocês.
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por helioguara em Dom Jul 01, 2018 8:26 pm

    Dorne não fazia parte dos, no entanto a carta de convite para um torneio em Porto Real não parecia ser restrita somente aos reinos. Pareciam terem sido enviados para toda Westeros sem distinção. A mesma alcançou a Casa Scaramax, que obviamente estava se preparando para a viagem. E obviamente que Lorde Adam faria questão de atender ao convite, e partir com uma comitiva. Provavelmente seguiria em linha reta rumo a Casterly Rock, que era o caminho mais rápido. E por isso partiria somente daqui alguns dias. Kayla, que estava há pouco mais de um ano morando em Blackcrown, desde que começou a servir à Casa Palamino após o banimento, ficou sabendo do convite através deles. - Venha, Valcan.  – Disse ela a seu fiel companheiro, um cão de porte médio de pelo curto, mas com couro espesso, de coloração laranja meio arenoso. – Vejamos o que os Palaminos têm a dizer sobre este tal convite.

    Desde a morte de seu melhor amigo, Indigo, Kayla foi liberada de seu juramento para com a Casa, mesmo que Lorde Alchion tenha sido bondoso em comentar que ela sempre seria bem vida pelos anos de lealdade que ela estendeu à casa por pura amizade a seu filho. Embora ela não tivesse voz ativa alguma dentro da Casa Palamino, às vezes, conseguia se fazer ouvir.  E por isso ela tinha passe livre para ir e vir, sempre que precisasse ter com Lorde Alchion ou Lady Lehane. Quando chegou na cidadela, foi quando fez sinal para que Valcan parasse e lhe ordenou que esperasse ali. O animal se posicionou ao lado de um dos guardas, e se sentou. A jovem prosseguiu.

    Após devidas formalidades, conforme anunciada, adentrou o recinto onde se encontrava com Lorde Alchion. - Meu Senhor. – Disse ela de maneira respeitosa, diante do mesmo que estava sentado junto a alguns membros de seu conselho – Obrigada por me receber. Por todo lugar estão a falar do convite para o Torneiro em Porto Real. Vim saber qual seu posicionamento a respeito. Alchion tinha recém terminado de tratar do assunto com seus conselheiros, e já tinha despachado as ordens dos preparativos para a viagem. Ele apenas gesticula com as mãos, dispensando todos, e espera que estivessem sozinhos para então se levantar da cadeira onde estava. - Os Palaminos irão comparecer. E eu presumo que sua Casa também. Inclusive eu acho que partirão dentro de alguns dias, porém nós iremos amanhã. É uma longa viagem. – Disse o Lorde enquanto se aproximava dela, então parando a frente da jovem, com as mãos atrás das costas. – E eu presumo que não tenha vindo aqui, apenas para saber se iremos ou não. – Abaixou a cabeça a olhando.

    Kayla sorriu de canto como quem desse indício de que ele tinha adivinhado partes das intenções dela, e então se vira dando-lhe as costas e começou a andar pelo local enquanto falava. - Eu pretendo ir a este tal torneio. Como uma Scaramax, vejo que tenho direito. E pretendo tirar proveito da possível ignorância que os demais tem, a respeito do que se passa por aqui em Dorne uma vez que não fazemos parte do Reino. Penso que se for vitoriosa, poderei conseguir melhores meios... De conseguir alcançar meu objetivo. Eu sei que a Casa Scaramax estará presente, e sei que Lorde Adam provavelmente estará lá, possivelmente para competir.

    - E você espera o que, Kayla; mata-lo em combate no torneio e assim clamar de volta sua Casa? Seria um excelente plano, se fosse pelo detalhe de que ele, como Lorde, tem mais poder e influência do que você. – Confrontou Alchion que a seguia com o olhar, enquanto a jovem andava pelo recinto. - Por isso que eu vim ver se você iria também, Lorde Alchion. – Concluiu ela então virando-se de frente para ele, de onde estava. – Pois se dito momento se propiciar, e chegar ao julgamento da minha palavra contra a dele, gostaria de ter o seu apoio no mérito. Alchion ficou olhando-a por instantes, e franziu o cenho como quem tivesse sido tomado de surpresa. Levou um dedo até o queixo e mexeu pequeno cavanhaque, então foi a vez de ele dar as costas a ela e seguir de volta para sua cadeira. – E se ao invés de eu concordar com isso, eu não simplesmente te levo comigo? Você chegará lá como parte da comitiva da Casa Palamino, e ninguém poderá toca-la...

    - Meu bom Senhor, aprecio sua generosidade e preocupação com minha pessoa. Mas o caminho de volta para minha Casa, é um que eu devo traçar sozinha. Seria tirar proveito da sua situação, fazer como sugere uma vez que não sou membro desta Casa. De todos os pretendentes que Lorde Adam tentou me arranjar na juventude, Indigo se destacava de longe. Partir o coração dele ao rejeitar foi a coisa mais difícil que fiz em vida na época, vê-lo morrer no campo de batalha, foi pior. Mas pouco antes de morrer eu fiz uma promessa à Indigo, e eu pretendo cumpri-la. – Respondeu a jovem conforme se aproximava de onde o Lorde estava sentada. O mesmo a olhava de maneira contemplativa, com um braço apoiado no da cadeira pelo cotovelo, deixando a mão do mesmo encostado na boca. Então ele abaixou a mão, se inclinou para frente. - E suponho que você não irá me dizer qual promessa foi essa, não é mesmo? – Concluiu ele, e então voltou a se encostar na cadeira – Pois bem então, além do meu apoio, no caso de uma emergência, há algo mais que queira?

    Um barco”, havia respondido ela na ocasião, um grande o suficiente para que ela levasse seu cavalo, Valcan, e seus pertences. Alchion concordou em atender o pedido dela, providenciando também tripulação e dois soldados para acompanha-la. O brasão dos Palamino foi o que ficou exposto, e a embarcação era pequena, nada como um navio, algo mais discreto que pudesse ser tripulado por pouca gente. E deveria escolta-la de Blackcrown a Crackenhall, e de lá ela seguiria sozinha para Porto Real, os soldados e os tripulantes da embarcação voltariam para Blackcrown.



    A CHEGADA EM PORTO REAL

    Como previsto havia muita gente estava por lá. Estandartes das mais variadas Casas, um alvoroço. Em meio a comitivas diversas, lotada de gente, eis que chegava ela, sozinha em seu cavalo, acompanhada de Valcan que a seguia ao lado. Várias daqueles brasões eram familiares, e a maioria deles não eram de Dorne. Talvez apenas a Casa dela fosse representar a região por ali... Uma vez que não tinha como obter notícias de casa, se manteve relativamente desinformada a respeito de Dorne. Os soldados e servos do Rei Viserys faziam de tudo para melhor acolher e acomodar os que iam chegando, mas ainda haviam acampamentos sendo estabelecidos, designações ocorrendo, e gente para tudo quanto era lado. A presença do dragão não tornava as coisas muito mais fáceis para eles, já que muita gente provavelmente parava no meio do caminho e ficava olhando para o alto o contemplando. Ou então fazia com que muitas comitivas exigissem pontos onde melhor pudessem ver a criatura, o que possivelmente tornava tudo um tanto quanto inconveniente. Kayla desceu de seu cavalo antes de olhar para o dragão, e Valcan, que nunca tinha visto um, latia copiosamente como se a grande criatura, de lá do alto, pudesse ouvi-lo latir e se mantivesse lá no céu, intimidado por seus latidos. Kayla se abaixou e afagou o animal o acalmando, e voltou a se levantar e olhar para o alto.

    Pegou as rédeas de seu cavalo, e começou a puxa-lo. Indo até um dos soldados, e perguntando a ele onde se encontravam as estalagens disponíveis para receber os convidados. Enquanto ouvia a resposta do mesmo, aproveitou para discretamente olhar em volta, e ver se não reconhecia o brasão de sua Casa por perto. Não queria ainda que soubessem que ela também tinha vindo. Kayla usou das instruções do soldado, e foi até uma das estalagens pedindo por um quarto. Não iria se desfazer de Valcan, então alertou que teriam de acomoda-lo também, e disse que pagava extra por isso se preciso.
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Rum + Coca em Seg Jul 02, 2018 9:27 am

    Culpe a ansiedade, a juventude, os deuses antigos e os novos, não importa... A vontade de ingressar na cidade o quanto antes foi maior em mim do que qualquer outra coisa, me fazendo partir mais cedo. Sem água para o banho, deixaria os trajes finos para outra ocasião, seguindo caminho do jeito em que estive viajando, junto de minhas armas, vestindo meu robe e carregando algumas peças de cobre e prata o suficiente para satisfazer meus desejos. Deixei pra trás Guinevere e seus encantos, a casa Darkroad já instalada, Lia... Ao adentrar a cidade a paisagem foi se revelando imensamente rica, as terras mesclavam jardins, pomares e áreas urbanizadas com maestria, e a imponente fortaleza vermelha fez meu coração acelerar. A idéia de possuir tudo isso era um deleite em si mesma, um devaneio de grandeza que não me escapava.

    Quiçá todos os guardas fossem tão prestativos. Se tiver dinheiro e quiser arriscar... Essas palavras fixaram-se em minha mente, eram como um chamariz para alguém de minha natureza. A recompensa dada ao manto dourado foi merecida. - Muito informativo, obrigado e até a vista ah... Qual é o seu nome mesmo guarda? Um nome não seria difícil lembrar, e meistre Hawk sempre me disse que é sábio conhecer pessoas que servem, elas podem ter muitos usos. Me despedindo dele, segui na direção da Mina de Ouro, quando pelo caminho um bêbado esbarrou em mim. Balancei a cabeça levando a mão ao rosto enquanto sorria desaprovando sua conduta. - A esta hora da tarde cidadão? Vais ter uma vida miserável se continuar bebendo assim! Hahahaha! Não gostaria de perder tempo com esse tipo de coisa. Então continuaria meu caminho observando as pessoas e a paisagem - se possível fosse - chegaria até a Mina de Ouro, verificaria minhas opções ali olhando em volta as pessoas, o ambiente, que tipo de luxúrias havia naquele lugar... Minha boca havia de salivar se a visão, os sons e os cheiros fossem de meu agrado. Bom, vejamos se eu posso pagar por isso. Para o/a atendente do lugar eu me dirigiria. - Desejo banhar-me junto a uma companhia atraente e habilidosa com as mãos para tirar-me o cansaço da viagem...
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Sayd em Seg Jul 02, 2018 2:53 pm

    Não tenho pressa enquanto avanço para dentro da cidade, apreciando os detalhes da urbanização e arquitetura, bem como a infinitude de gente pelas ruas e comércios. Mantenho-me particularmente alerta, no entanto, pois meu velho pai sempre me aconselhou a ter muito cuidado nas grandes cidades. Seria bom dispor de recursos para manter uma casa no interior daquelas muralhas, mas essa era uma ambição além do alcance dos Sharp por enquanto. Haviam muitas prioridades...

    Enquanto passo vou acenando e sorrindo para as pessoas que se dignarem a dar alguma atenção à minha pequena comitiva, prestando especial atenção aos olhares das moças.

    Aproximo-me nas mesas destinadas às inscrições pretendendo me inscrever nas justas, nas liças e também nas corridas – esta última mais por diversão do que com real ambição de vencer.

    Por um momento me pergunto se não foi inexperiência minha ter vindo pessoalmente fazer a inscrição, afinal, a maioria dos homens ali presentes está inscrevendo seus senhores por procuração, mas nesse momento Darya me chama a atenção para a presença de Alistaire Grind na fila.

    “Você tem toda a razão”, eu digo a minha irmã. “Vamos seguindo, não pararemos aqui”, eu digo aos outros da comitiva enquanto avanço com Artax, dando prosseguimento ao meu cortejo. Após nos afastarmos um pouco eu me dirijo a Leomund.

    “Leo, você retorna e fica responsável pela minha inscrição e pela sua. Me inscreva nas justas, liças e corrida. Veja se eles não entregam algum tipo de comprovante da inscrição. E evite qualquer contato com a casa Grind...”

    Com a mudança de planos decido seguir para o Grande Septo de Baelor, para pedir que os sete abençoem a mim e à minha casa neste torneio.
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Matusael em Qua Jul 04, 2018 3:15 am


    Rodrick Garn



    O herdeiro da casa Garn estava satisfeito com o pequeno passeio que dera acompanhado do irmão e um de seus melhores amigos. Adorava a companhia do caçula e queria mostrar ao garoto tudo o que pudesse em relação ao mundo em que viviam, longe dos limites das terras dos Garn. Ali passaram os grandes nomes da história e, agora, de seu tempo. E logo estariam reunidos com os grandes cavaleiros, talvez até mesmo com o lendário Sor Criston Cole.

    - Não sou tolo a ponto de pensar que poderei vencer esse torneio, seja qual for a modalidade. Mas se eu tiver um bom desempenho a ponto de ser notado pelas grandes casas, incluindo os Tyrell, já será uma grande conquista para nós. - disse com simplicidade em resposta ao irmão.

    No retorno para o acampamento, tomaram um rumo diferente e acabaram por se deparar com as mesas as compostas pelos escrivães responsáveis pelas inscrições do grande torneio. Rodrick não hesitou em indicar para que se aproximassem do local. Passaram primeiro à cavalo, observando os que se encontravam ali e analisando as modalidades abertas para aquele torneio. Notou que Adrian Sharp também estava ali perto, mas antes que se aproximasse dele para puxar conversa, o rapaz se distanciou junto de sua pequena comitiva, incluindo uma bela donzela que se encontrava com ele.

    Por fim, Rodrick desmontou do cavalo, pendido que Cedrick fizesse o mesmo, enquanto entregava as rédeas das montarias de ambos para que Marcus os segurassem. Rumou para as mesas, pegando fila em cinco das mesas, para se inscrever nas Liças, Doma de Cavalo, Equitação, Corrida e, é claro, a Justa.

    - É ótimo que já tenhamos resolvido isso hoje. Amanhã poderemos nos concentrar em outros assuntos. - comentou com o irmão.

    Ficou ali apenas o tempo necessário para vencer as filas, mas tratou de observar se conhecia algum dos presentes ali, além de Adrian Sharp, a fim de antecipar alguns dos nomes que encontraria durante as competições em cada modalidade. Seria um tipo de preparação informativa. Quem sabe, sabendo quem enfrentaria, poderia se preparar melhor, buscando informações sobre seus adversários e possíveis pontos fracos... De qualquer forma, o que precisava era uma boa refeição e uma noite de descanso para se recuperar da viagem e estar revigorado para o dia seguinte.

    Ayleen G
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por Ayleen G em Qui Jul 05, 2018 8:48 pm

    PRÓLOGO: TORNEIO EM PORTO REAL


    Quando o rei Viserys desposou Alicent Hightower em 106 DD,
    a Casa Velaryon brilhou por sua ausência. A princesa Rhaenyra serviu a madrasta
    no banquete, e a rainha Alicent beijou-a e a chamou de “filha”. A princesa estava
    entre as mulheres que despiram o rei e o levaram aos aposentos de sua noiva.
    A alegria e o amor reinaram na Fortaleza Vermelha naquela noite...
    Embora do outro lado da Baía da Água Negra, lorde Corlys,
    o Serpente do Mar, recebesse o irmão do rei, príncipe Daemon,
    para um conselho de guerra. O príncipe chegara ao limite
    do que podia aguentar do Vale de Arryn, de Pedrarruna e da sua mulher.
    “A Irmã Negra foi feita para tarefas mais nobres do que matar ovelhas”,
    ele teria dito ao Lorde das Marés. “Tem sede de sangue.”
    Porém o príncipe não tinha em mente uma rebelião;
    Ele enxergava outro caminho até o poder.”

    Andros Abramivch
    Tyler permaneceu sério e em silêncio, ouvindo as palavras de sem lord sem questioná-las. Não era papel dele fazê-lo, e ele agiu tal como era o esperado: concordando. Mas Andros não sabia o que realmente se passava na cabeça do cavaleiro. Assim que deu a ordem, os homens optaram por também montarem suas tendas e poderem descansar após a longa viagem. Não era a toa que o lord da casa Abramivch tinha trazido aqueles homens consigo: eles eram os mais leais e dedicados soldados, além de extremamente sensatos. A diversão podia esperar algumas horas.

    A pequena comitiva da casa havia sido direcionada para o local destinado às famílias nortenhas. Ele podia notar que havia muitas famílias que traziam consigo uma grande comitiva, especialmente as principais casas do Norte. Aqui e ali ele reconhecia alguns estandartes: o sol branco dos Karstark, o homem esfolado dos Bolton, o tritão dos Manderly e, é claro, o lobo dos Stark.

    Havia muita movimentação no acampamento, pessoas indo e voltando da cidade, muitos em patrulha nas tendas dos seus senhores. Mas ninguém que lhe parecesse mais importante do que os lords de casas menores e seus herdeiros. Ao andar pelo acampamento ele percebe a magnitude do torneio: não será apenas uma competição e um banquete comuns da nobreza: as casas de Westeros estavam todas presentes, assim como de outros reinos também. Próximo ao acampamento do Norte, estavam os acampamentos dos estrangeiros e das casas das Terras Fluviais. Ele era livre para ir para onde desejasse...

    _________________________________________________

    Kayla Scaramax
    Recém-chegada na capital de Westeros, era a primeira vez que Kayla vislumbrava a enorme e imponente cidade de Porto Real. Havia enfrentado uma jornada pelo mar em uma pequena embarcação, e depois uma longa cavalgada pela Estrada de Ouro até chegar no Portão do Leão. Seu corcel bateu as batas no chão e ameaçou empinar, nervoso, com o som e a visão do dragão. Foi necessário que descesse de seu lombo para poder acalmá-lo. O cão, Valcan, também não ajudava muito, latindo para o alto, talvez achando que o dragão seria afugentado com isso. Kayla era apenas uma para acalmar os dois, mas a medida que o dragão sumia no horizonte, os animais ficavam mais tranquilos.

    -Depende do quanto está disposta a pagar. – respondeu o homem de manto dourado e placa peitoral (o que indicava que era um oficial da guarda da cidade). Kayla sabia algumas coisas do reino de Westeros, afinal, Dorne era um reino independente e um tanto distante, nem todas as notícias chegavam até lá. Mas ao menos sabia, pela educação que recebera, que aquele homem de capa dourada era da Patrulha da Cidade. – Sei que a Árvore Verde ainda tem locais disponíveis, e o preço de lá é razoável. Mas pode procurar um local menor e mais barato na Baixada das Pulgas...

    Kayla tinha algum dinheiro consigo e, a julgar pelo nome da Baixada das Pulgas, era melhor evitar estalagens lá se não quisesse passar a noite em claro por causa das coceiras e comichões. Mas certamente aceitariam Valcan lá. Entretanto, a Árvore Verde ficava na Rua do Rio e era mais próxima, então tentaria lá primeiro.

    Seguindo as indicações até a Rua do Rio, Kayla localiza a estalagem chamada Árvore Verde, reconhecível pela placa ostentando uma frondosa árvore. A Árvore Verde não oferece as acomodações mais luxuosas da cidade, mas parece limpa e agradável. É fácil de perceber que a estalagem está realmente lotada, o que provavelmente deve se repetir em todos os outros estabelecimentos da cidade, afinal, é um enorme torneio e o Rei Viserys I não poupa gastos para impressionar a todos e, claro, se divertir. Há muitas pessoas de muitos lugares ali dentro, mas até então nem sinal do brasão da casa Scaramax ou de Hynnkus.


    -Bem-vinda! Eu sou Lyle Brewer, dono da Árvore Verde. – a julgar pelas palavras e pelo aspecto, o homem que falava era mesmo o dono da estalagem. – Imagino que a menina vá querer um quarto. Tenho um individual disponível, 5 gamos de prata por noite. Ou então 1 gamo de prata pelo colchão em quarto conjunto. – logo que ela apresentou sua condição de aceitar o cão, o homem torce o nariz. – Meus quartos são bons e livres de pulgas, e pretendo que continuam assim!

    _________________________________________________

    Artas Darkroad

    Julius era o nome do Manto Dourado que havai lhe dado as informações. Ele apenas meneou com a cabeça, agradecendo, afinal, não fazia mais do que o seu trabalho. Era raro encontrar homens como aquele, Artas sabia bem, teria ele sorte? Sem saber, aquele homem havia dito as palavras certas para atraí-lo até a Mina de Ouro, que foi exatamente o rumo que o herdeiro Darkroad tomou.

    Foi interrompido por um breve momento em sua caminhada, por um bêbado adiantado no horário adequado para tal condição. Sem dar muita atenção para o que havia acontecido, Artas ri da situação do outro e continua a seu caminho. Não conseguia prestar muita atenção nas coisas que via pela cidade, sequer percebeu que passou pela Praça do Sapateiro e tinha uma vista incrível do Fosso dos Dragões. Talvez a cabeça de baixo estivesse pensando bem mais do que a de cima...

    Não foi difícil achar o lugar: era no início da rua que levava diretamente da Praça do Sapateiro até o Velho Portão. Estrategicamente localizado um pouco distante das grandes mansões, mas não o suficiente para que não fosse atrativo. Era uma casa de pedra, uma das poucas construções deste material em Porto Real.  Era bem iluminada e tinha sua porta aberta. Ao passar por uma fina cortina na entrada, Artas viu-se em uma espécie de antessala, pequena, mas com móveis ricos e tapeçaria fina. Uma mulher de aproximadamente 45 anos estava confortavelmente sentada em uma espécie de sofá sem escoro. Ao vê-lo, ela abriu um cativante e sedutor sorriso, levantando-se e indo em direção ao rapaz.


    -Oh, nobre cavalheiro. Bem-vindo à Mina de Ouro. – ela ouviu atentamente o pedido de Artas, com um sorriso no rosto e as mãos juntas. Mesmo sendo velha o suficiente para ser sua mãe (ou até avó, nunca se sabe), tinha que admitir que ela era atraente. Possuía cabelos negros curtos e ondulados, e seus olhos eram de cor violeta... – É claro, milorde. Quem sabe uma companhia lysena seria do seu agrado? – Com um gesto das mãos, uma moça loira saiu de um dos arcos com cortinas na lateral. Tinha os olhos azuis como o céu e os cabelos lhe caíam pelos ombros. Não devia ter mais do que 16 anos.


    -Lazuli é uma doce menina. Uma donzela ainda. E uma boa ouvinte, apesar de não falar a língua comum de Westeros. – ela fez a menina dar um giro em torno de si mesma, para mostrar todos os seus atributos. Lazuli vestia um vestido fino cor de rosa, o que a deixava com um aspecto ainda mais inocente que seus doces lábios tremendo de insegurança já davam.

    _________________________________________________

    Adrian Sharp

    Pelo pouco que Adrian conseguiu ver em sua caminhada até o local de inscrições do torneio, havia o mais variado tipos de pessoas ali, provavelmente vindo de toda Westeros e além. Como concentrou-se mais na visão das mulheres (principalmente moças em idade para casar), o herdeiro Sharp notou que todas andavam acompanhadas, fossem por homens de sua casa, servos e ama, ou até mesmo outras donzelas. Jamais andaram sozinhas, sempre em pares, trios ou grupos maiores. Bem, sua própria irmã também fazia parte dessa condição. O baile de inauguração do torneio ia ser a oportunidade perfeita para se aproximar e fazer possíveis alianças, embora ele pudesse tentar algo antes disso.

    Sem ver a presença de Rodrick Garn, um possível aliado, Adrian e sua pequena comitiva se retiraram do local por precaução: não era o momento de embates com outras pessoas, especialmente algum dos Grind. Leomund assentiu com a ordem e permaneceu na fila das justas, onde estavam. Tyler, Davon, Darya, Tyler e Cyrenna acompanharam o herdeiro no caminho até o septo de Baelor. As duas moças andavam no meio da comitiva, atrás de Tyler e Adrian e à frente de Davon e Tyler. Era costume que o fizessem, já que garantia uma certa segurança. Elas cochichavam entre si pelo caminho e davam risinhos vez ou outra. Adrian não fazia ideia do que estavam falando.

    Entrando pelo Portão do Leão, o Septo de Baelor era o local importante mais próximo. Ficava no topo da Colina de Visenya que era quase tão grande quanto a Colina de Rhaenys, onde ficava o Fosse dos Dragões, mas bem menor que a Colina de Aegon, onde estava a Fortaleza Vermelha, imponente em seu tamanho e cor escarlate.

    O Grande Septo de Baelor é rodeado por uma praça de mármores brancos, apresenta uma estátua de Baelor na escadaria que leva à construção, que permanece alto e sereno sobre seu pedestal, e vastos jardins, capazes de abrigar centenas em volta do septo. O septo em si é uma impressionante estrutura com abóbada de mármore; existem várias portas que levam para o seu interior: septões usam as Portas do Pai, septãs usam as Portas da Mãe, e as irmãs silenciosas usam as Portas do Estranho. Adrian podia escolher qualquer uma delas. Em volta das portas existe um púlpito de mármore levantado de onde um septão pode se dirigir às multidões. A estrutura possui sete torres de cristal, e cada uma delas possui sinos.

    -É verdade que os sinos só tocam juntos na morte de algum rei? – Darya perguntava ao irmão mais velho, enquanto este era obrigado a descer do cavalo, já que animais não eram permitidos dentro do local sagrado. Após escolher a porta pela qual entraria, Adrian e os demais vislumbram o salão de entrada do septo, que é conhecido como "Salão das Lâmpadas", e possui globos suspensos de vitrais coloridos. Através das portas duplas fica o septo propriamente, com sete largos corredores que se encontram abaixo da cúpula de cristal, ouro e vidro.

    -Papai diz que o Grande Septo foi construído para impressionar os homens e mostrar quão maiores são os deuses do que eles. – era Davon, ao fundo da comitiva, quem falava. Seja lá se fosse o que o pai dizia, o objetivo nobre tinha bastante sucesso. Dentro da câmara principal, o sol flui através de uma estrela de sete pontas, para iluminar os Sete, elevando-se sobre os mortais: A Velha, com sua lanterna para as almas perdidas, a Mãe, com seus braços acolhedores, o Pai com sua balança da justiça, a Donzela com sua pureza, o Guerreiro com sua espada, o Ferreiro com o seu martelo, e por último o Estranho com o rosto envolto. Seus pisos são feitos de mármore e suas grandes janelas de cristais de chumbo coloridos, e os sete altares estão repletos de velas. Embaixo do septo ficam os túmulos onde descansam os Reis, as celas para os penitentes e os cofres que contêm caras vestimentas, anéis, coroas de cristal, e outros tesouros da Fé.

    Muitas pessoas encontram-se no local, cada uma acendendo ou orando preces silenciosas em frente ao altar do Deus que pretende pedir favores, acalento ou agradecer pelos que foram concedidos. Dentre os inúmeros rostos um se distingue mais que os outros: no altar embaixo da estátua da Velha, está uma mulher muito magra, com bochechas fundas e graciosa, apenas da idade (aparentes 40 anos). Ela usa uma fina coroa de ouro e joias, claramente indicando que aquela é a rainha Alicent Hightower e consigo estão três crianças e outra mulher, esta de cabelos prateados e também com uma coroa em sua cabeça. É a princesa Haelena, irmã esposa de Aegon (ambos filhos de Alicent). As crianças provavelmente são seus filhos.

    _________________________________________________

    Rodrick Garn
    O herdeiro da casa Garn olhava esperançoso para o local onde o torneio ocorreria. Aquele lugar, assim como Porto Real inteira, havia testemunhado tantos campeões e heróis de Westeros, os quais inspiravam Rodrick na sua jornada como cavaleiro de torneios. Esperava, e também treinava muito, para conquistar esse sonho. Mas, mais do que isso, queria devolver a glória merecida para sua família.

    -Você vai conseguir irmão, ninguém será melhor que você! – os olhos do irmão brilhavam pela ingenuidade de um garoto de 11 anos. Rodrick estava preparado como um rapaz habilidoso de 17 anos estaria, mas tinha a plena noção que iria enfrentar muitos oponentes excelentes, alguns dele até montavam em dragões... Ainda não sabia exatamente quais seriam, se os mais velhos também participariam ou deixariam as honras para a nova geração, mas havia grandes nomes como o príncipe Aemond Targaryen ou lord Dalton Greyjoy, embora esses fossem mais conhecidos por suas habilidades com espadas do que com lanças.

    Voltando para o acampamento, Rodrick passa pelo local das inscrições, e resolve aproveitar a oportunidade para fazê-las. Ao longe, vê Adrian se afastando com sua pequena comitiva, e acaba não buscando interagir nesse momento. Invés disso, desce do cavalo e ruma para as filas das competições que pretende participar. Não há muita fila, de forma que ele apenas tem que esperar alguns minutos para poder se inscrever em cada uma.

    -O que pretende fazer amanhã? – Cedrik pergunta curioso. Ele admirava e amava o irmão acima de tudo, tendo a ele como um grande exemplo, era comum que quisesse segui-lo para onde for, de forma que a pergunta não havia sido estranha a ele. É claro, talvez houvessem coisas que Rodrick preferisse fazer sozinho...

    Ao observar as pessoas que estavam no local, Rodrick reconheceu alguns dos brasões mais famosos nas roupas ou estandartes que eram carregados. Pelas conversas e a julgar pela aparência, a maioria dos homens parecia estar presente ali não para inscrever a si, mas a algum nobre ao qual serviam. Ao que parecia, não havia nenhum lorde ou sor de grande importância no lugar. Em pouco tempo, ele já estava frente a um dos escrivães dos Targaryen que fazia inscrição para as justas, não era um mero servo, afinal, não é muito comum pessoas não-nobres serem letradas.

    -Nome do competidor, por favor. – perguntou o senhor educadamente, sem retirar os olhos do pergaminho que tinha em cima da mesa. Havia uma pena em sua mão direita, e qual vez ou outra era colocada dentro de um tinteiro. Ele aguardou a resposta para escrever o nome de Rodrick. Na lista, que era bastante longa, ele pode identificar alguns nomes, embora não reconhecesse muitos deles, pois eram de toda Westeros. Viu o nome de Adrian Sharp, Sor Elmo Tully (herdeiro de Correrrio), príncipe Aegon II, príncipe Aemon Targaryen... Eram muitos nomes e ler aquela caligrafia de cabeça para baixo era realmente ruim.

    Não muito distante dali, haviam vozes masculinas alteradas, que pareciam estar discutindo entre si. Estavam na fila de inscrição para a corrida, localizada no ponta mais distante da fila das justas.

    DynamiT
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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

    Mensagem por DynamiT em Sex Jul 06, 2018 11:11 am

    Submeta-se ou morra!
    Lord Andros fica um pouco intrigado com o silencio de Tyler e resolve questioná-lo.

    - Então Tyler pode expressar sua opinião sem medo. Não me tornei um estrategista sozinho mas sim ouvindo e considerando outros. Minha arrogância guardo para os outros, você assim como eles fazem parde da família Abramivch.  


    Andros observa os estandartes das casas presentes e resolve andar pelos acampamentos. Mesmo sendo um torneio há muita movimentação de tropas oque levanta muitas questões para o Lord da casa  Abramivch. Antes de partir ele olha para seus homens e faz o seguinte comentário.

    - Ei! Olhem só essas comitivas... ou eles tem muitos homens mesmo ou deixaram suas terras desprotegidas confiando no momento de paz. Sei que me consideram um pouco paranoico sempre achando que uma guerra vai começar a qualquer momento mas isso ainda está muito estranho. Fiquem atentos! Vou dar uma volta.


    Lord Andros se levanta e segue em direção aos acampamentos da região do Norte. Ele ajeita sua barba e seus cabelos e segue sua caminhada para reconhecer as casas e seus herdeiros, talvez assim ele possa escolher uma boa mulher para se casar com seu filho e um bom marido para sua filha. Sua caminhada também vai se estender aos outros acampamentos mas sei maior interesse e foco primário são as famílias do norte devido a proximidade.


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    Re: Prólogo: Torneio em Porto Real

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