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    Prólogo - Segredos de Família

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    Prólogo - Segredos de Família Empty Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Bastet em Sex 14 Ago 2020, 04:45



    Segredos de Família


    Sexta – 14:35.


    Ir ao encontro do desconhecido nunca é fácil... Muitas pessoas preferem se manter dentro da bolha confortável da vida cotidiana, sem muitas novidades ou acontecimentos. Já outras, estão a cada dia buscando algo novo, algo para amar; com medo de perder um mísero segundo em total ócio.

    Talvez os gêmeos estivessem em cima da linha tênue entre esses dois tipos de pessoa, cada um tendendo a cair para um lado.

    Constantine, naquele momento, não tinha nada de bom a se agarrar na sua vida em Londres.  Todas as lembranças boas de uma infância outrora vivida foram levadas pelos abusos físicos e morais sofridos em seu cotidiano.  Nem mesmo o pai, pessoa que ele mais confiava, conseguia lhe prover a sensação de conforto.

    Já Christian, o gêmeo que vivia nos Estados Unidos, não queria passar o verão em um local desconhecido. Seus amigos e a sua mãe eram as chaves principais para que ele mantivesse sua sanidade mental, em meio aos lampejos causadores de sua fobia. Tudo o que ele conseguia pensar era que ficaria sozinho o verão todo e isso não lhe trazia nenhuma satisfação.

    ***

    Ambos irmãos já haviam vivido em Spring Valley, naquele pequeno pedaço de terra que redescobririam, mas não se lembravam. O casamento entre Annie e Connor havia durado menos de três anos e a separação havia afastado os gêmeos tanto dos avós quanto  um do outro.

    A viagem de Christian foi ótima. A mãe, com contatos devido ao seu emprego, conseguiu um upgrade dos assentos e foram para a classe executiva, onde tinha tv’s individuais e uma espécie de cabine-cama super maneira. Conseguiu até fazer uma vídeo chamada com os seus amigos. Apesar de não querer ir, parecia que  as coisas não estavam tão ruins.

    Já Constantine não teve a mesma sorte.  O pai, que estava com bastante má vontade em fazer essa viagem, atrasou o suficiente para que quase perdessem o avião... Ainda foi barrado no detector de metal por tentar levar uma garrafinha de whiskey dentro do paletó, que excedia o limite de líquidos que ele poderia levar. Devido a todo o atraso e confusão, perderam seus assentos bons e precisaram viajar de econômica. Constatine ficou entre duas senhoras gordinhas que estavam indo fazer excursão no Canadá e insistiam em carregar uma bolsa grande no colo, que esbarrava no menino o tempo todo.

    ***

    O primeiro Uber que chegou na casa dos Stuart foi o de Christian. Como não precisaram fazer conexões e estavam no mesmo continente, o tempo de voo era um pouco menor. Tudo para o menino era novo ali, apesar de já ter sido um dia a sua casa.

    Foi apresentado rapidamente aos adultos: Sua avó Megan, seu avô Benjamin e sua tia Mary, viúva do tio Anthony (que ele não fazia ideia de quem era).  Depois foi apresentado para a sua prima mais nova, Alissa, que era uma menina um tanto esquisita. Se parecia bastante com a mãe, pele negra, cabelo ondulado e olhos pequenos e estatura pequena... Devia ser um ou dois anos mais nova que Christian.... Mas vestia um chapéu de alumínio bastante... peculiar.

    Prólogo - Segredos de Família 249px-F76_Tin_foil_hat

    Os adultos entraram na casa, parecendo ter um assunto muito sério a tratar. Não demorariam a ouvir eles chorando lá na sala.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Alissa: Olá, estranho. Parece que fui incumbida do seu entretenimento. Deixe-me guiá-lo.


    A menina parecia forçar uma polidez que não era natural a ela, como se falasse com alguém que pudesse ser importante.

    Levou ele até o balanço de madeira que ficava em frente de casa e tinha dois assentos. Se sentou em um e começou a balançar... Parecia seguro para pessoas do tamanho de vocês.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Alissa: Eu pensei que você ia vir com seu irmão... Ele mora em um planeta... digo, lugar diferente de você?


    Perguntou, como se tentasse arrancar uma informação reveladora sobre uma possível origem não humana dos visitantes. Um pouco depois da resposta de Chris, o segundo Uber parou na frente da casa.

    Constantine certamente ficaria boquiaberto quando o carro parasse. Veria outra versão dele mesmo sentada num balanço, há alguns passos de si. O pai estava ocupado demais tentando convencer o Uber a aceitar o pagamento em euros, então não percebeu.

    Para o recém chegado, várias explicações poderiam ser dadas... Desde múltiplos universos até loucura. A única que parecia impossível era um irmão gêmeo... Como ele podia não conhecer um irmão?


    ♫ Where are you going?
    Don't leave me alone
    How do I follow you
    Into the unknown? ♫

    @Askalians @Iyue

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    Mensagem por Iyue em Sab 22 Ago 2020, 16:23



    Christian Stuart-Reynolds

    Passaram horas conversando, Christian conseguia escutar todos os motivos da sua mãe explicando o quão importante era também ele passar um tempo com os avós, enquanto ela resolvia todos os demais problemas, mas ele já havia planejado todas as férias dele com os amigos, quando ela chegou na tomada de decisão final, o que fez ele calar a boca e aceitar o destino dele, mesmo que ele não curtisse muito a ideia.

    Pelo menos Christian curtia montar mala, e se preparar para viajar, era sempre uma nova aventura que vivia quando ia viajar com sua mãe para algum dos lugares que ela tinha apresentação de novo projeto e afins. Tanto que quando ele viu que estavam na classe executiva, ele já havia esparramado todas as coisas dele, e feito o inferno na vida da atendente do avião, pois ele havia pedido tudo o que podia, enquanto soava com os amigos, fazendo como se ele fosse um astro dos vídeos na internet fazendo unboxing e tours.

    Mas toda a situação parecia ficar naquela situação estranha novamente quando chegou naquela cidade, e foi apresentado rapidamente para os avós e tia. Ele não sabia exatamente como reagir, muito por que ele nem sabia que ele tinha uma tia e primas, mas pelo menos a prima mais nova parecia ser divertida no mesmo nível de esquisitice que ele gostava de ler e pesquisar sobre.

    Chris até tentava escutar para saber quem é que estava chorando, mas a fala da sua prima deixou ele intrigado. “Olá estranha, por favor me guie até seu mestre e me conte de qual scan está fugindo com esse chapéu? Eu sabia que deveria ter colocado o meu na minha mala!” Ele falou com um sorriso no rosto, mesmo percebendo que ela estava forçando uma polidez, Chris parecia tranquilo e realmente intrigado com o chapéu dela. Sentando no balanço ele ficou a observando a paisagem, mas quando ela comentou sobre o irmão, Chris se voltou para ela “Irmão?” Ele indagou, não entendendo a situação. Sua mãe nunca havia comentado de um irmão, e bem, era solteira e até onde ele se lembra não curtia muito falar sobre o pai dele.

    Mas apenas naquele momento que ele começou a se perguntar, que ele viu um novo uber chegar, e ver uma outra versão dele a distância. Era mais arrumado do que ele, e também parecia mais frio, mas Chris se sentia ligado imediatamente, como se finalmente estivesse se vendo pelo completo.

    Pulando do banco e correndo até outra outra versão ele, Chris parou alguns metros antes, como se ao mesmo tempo estivesse vendo o impossível, queria provar que era real, e levantando a mão para tocar o irmão, ele hesitou, quando viu o homem reclamando no Uber. Era igual a única foto que sua mãe havia permitido ele ver, talvez mais desarrumado e mais estressado do que o homem da foto, mas definitivamente era a mesma pessoa.

    “No way…” Ele disse para ele mesmo, ainda encarando os olhos verdes do irmão. Definitivamente aquele não iria ser um verão normal.

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    Mensagem por Askalians em Qua 26 Ago 2020, 22:56



    Constantine Reynolds


    Certas coisas quando acontecem na vida nos faz pensar que talvez nada seja para ser tão ruim quanto parece, que pode ficar ainda pior ou talvez por algum milagre pior.
    Não havia nada que lhe prendesse a Londres, já que amigos não existam e nem um apoio familiar, apenas aquela vizinha que tornava toda a dor menos horrível que já era por sí só e a mulher temia que ele ficasse igual ao pai algum dia. Já tinha péssimos hábitos que talvez lhe custassem a vida algum dia por doença, pois fumava muito e bebia e tinha apenas 15 anos de idade.
    Não se lembrava de Spring Valley pois era jovem demais quando deixou o lugar e a viagem até lá tinha sido da pior forma possível. Será que realmente ele não tinha sorte alguma na vida ou o destino gostava de brincar com ele só para ver até onde tudo poderia piorar ainda mais. Será que era possível?
    Quando finalmente conseguiu sair do aeroporto dos infernos, foi acendendo um cigarro e assim que terminou calmamente o cigarro pegou o táxi, já que não podia fumar dentro desses automóveis, pelo menos não em seu país. Parecia que seu pai não estava nem aí que o jovem fumava, ainda mais porque era ele que conseguia os cigarros para o pai então o homem poderia pegar um também e relaxar depois daquele voo horrível.
    Como se não bastasse, ver o pai tentando argumentar com o motorista do uber porque tinha se esquecido completamente de trocar o dinheiro o deixava irritado, mas quando viu o lugar ficou realmente boquiaberto e olhando melhor em volta viu uma versão de si sentado em uma balanço.
    Como aquilo era possível? Será que estava vendo um fantasma?
    Sem conseguir entender nada, ele simplesmente saiu do carro e foi até aquele jovem no balanço para ter certeza que não estava chapado demais e alucinando, mas não estava.
    Um irmão gêmeo.. ele tinha um... e nunca ninguém havia dito isso... e o pior... nunca chegou a conhece-lo... mas.. porque?


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    Mensagem por Bastet em Sex 28 Ago 2020, 14:53



    Segredos de Família


    Alissa se surpreendeu quando o primo respondeu daquela forma, abrindo um grande sorriso e ficando visivelmente empolgada.  A maioria das pessoas, fossem adultos ou jovens da sua idade, geralmente faziam cara feia pra ela e todas as teorias em que ela acreditava.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Aliissa: Devia mesmo! Como você anda tão desprotegido quando vai encontrar pessoas que nunca viu?


    A menina respondeu sobre o chapéu, sentando no balanço e começando a balançar. Continuou depois que Christian fez o mesmo.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Aliissa: Eu poderia ser um dos outros tentando roubar sua identidade... Assim como você pode ser. Meu chapéu me protege das suas possíveis influências extra-terrestres


    O olhar dela se estreitou, reparando em como Christian reagiria. Um ET provavelmente ficaria nervoso ao ser descoberto. Dizem por aí que alienígenas não sabem mentir e que suas ondas cerebrais não ultrapassam o alumínio.

    Ia responder a pergunta sobre o irmão, mas logo em seguida Constantine chegou e ela não precisou dizer mais nada.

    No momento em que os dois se viram, perceberam que eram ligados. Não que tivessem lembranças juntos... ou que soubessem os nomes um do outro... Mas ficaram nove meses dividindo o mesmo espaço dentro da barriga da mãe e dividiam uma carga genética muito, muito semelhante.

    ***

    Constantine já não aguentava mais ficar sentado dentro do carro, com seu pai de mau humor. Apesar de toda a chatice da viagem até ali, as coisas pareceram ficar mais interessantes quando o carro parou.

    A casa dos avós era grande e muito antiga,  com uma grande estufa ao lado e bastante verde por toda parte.  O terreno não era imenso, mas não tinha cercas em volta, apenas árvores e trilhas... Então, o jovem inglês teria muita coisa para explorar naquele verão.

    Na frente da casa, ele viu seu irmão desconhecido e seu mundo parou. Será que esse era o motivo de se sentir tão sozinho o tempo todo? A falta que um irmão fazia...

    Enquanto pensava nisso, Contantine saiu do carro e começou a andar na direção de Christian, sem olhar mais nada em volta. Nem percebeu  um grande cachorro saindo de dentro da casa, latindo enquanto corria na direção da criança estranha que entrava no terreno.

    O cachorro já tinha agarrado a calça do menino quando ele acordou de seus devaneios sobre o gêmeo. O animal era grande e lindo, mas não estava muito feliz. Só largou a calça quando Alissa assoviou e pulou do balando, correndo até ele.

    Prólogo - Segredos de Família Cs5NF5k

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Aliissa: Ruffus! Vem cá menino! Você não tá vendo que eles são...bizarramente iguais? Não é uma pessoa estranha...


    A menina pegou o cachorro pela coleira, mantendo ele ao seu lado. Logo sorriu para o menino recém chegado.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Aliissa: Oi, eu sou a Alissa. Esse sem educação é o Ruffus... Ah, e aquele com cara de bobo ali é o Christian. CHRISTIAN, VEM CÁ!


    A menina gritou, já que Chris parecia uma estátua de pé, na frente do balanço. Alissa ficou muito confusa quando percebeu que os dois pareciam muito abismados ao ver um a cara do outro.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Aliissa: Ai meu deus! Vocês não se conheciam? Hihihi isso parece história de filme...


    Logo os gêmeos estariam frente a frente... O que eles fariam?


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    Mensagem por Askalians em Sab 29 Ago 2020, 10:52



    Constantine Reynolds


    E ele estava ali, parado, como se estivesse olhando para uma outra versão de si mesmo em frente a um espelho. Não sabia como reagir, mas em um primeiro momento, o jovem sentia raiva. Por que é que estava passando por aquilo? Por que É que nunca soube daquilo? será que não tinha ódio o bastante do pai e aquilo era a gota d'água que faltava? e mãe? será que tinha alguma "vadia" que por acaso tivesse que ter raiva também porque o abandonou e escolheu o "perfeitinho" ao invés dele?

    - Whatta fuck... – resmungou olhando para o jovem.

    Não deu muito a bola quando o cachorro meio que grudou na barra da sua calça, pois não tinha o menor problema sequer com animais. Não fazia questão deles e eles não faziam questão de si então estava tudo bem, principalmente depois que a tal garota chamou o animal para seu lado e o segurou.

    Ele então agora conseguiu dar alguma passos na direção dos dois mas manteve uma boa distância ainda de alguns metros, já que não costumava ficar perto das pessoas de qualquer forma e parecia também não fazer muita questão.

    - Constantine... Reynolds... – resmungou de novo vendo que o outro ainda estava em pé em choque como ele próprio estava e também tentava se apresentar quando resmungou o próprio nome.

    - tsc... um irmão.. e ainda por cima gêmeo... isso só pode ser piada... – e então puxou um cigarro do seu bolso e acendeu.

    Nesse ponto, que bom que ambos cresceram bem distantes um do outro, pois se o irmão tivesse tido o mesmo estilo de vida que ele, na certa ou já teria morrido ou poderia se ruma pessoa com um gênio pior ou tanto quando ruim, sem falar dos péssimos hábitos que Constantine tinha.

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    Mensagem por Iyue em Sab 29 Ago 2020, 21:21



    Christian Stuart-Reynolds

    Chris sorriu ao ver a prima parecendo mais empolgada e menos formal e com o comentário dele ele fez um bico de chateado explicando “Era uma viagem longa, você sabe como aqueles reptilianos que controlam as malas são, eles destruiriam se soubessem que eu estava carregando o meu chapéu!” Ele deu um suspiro.

    Sentado no balanço ele olhou para a prima, e fez uma cara de confusão “Então se você é um deles tentando roubar a minha identidade, mas fez questão de eu saber, é por que você sabe que se eu fosse, eu estaria tentando fazer o mesmo, mas por que você me disse eu não posso fazer nada, dessa maneira estaria protegida, enquanto eu estaria totalmente indefeso para qualquer um roubar a minha identidade… Você é uma gênia!” Ele disse sorrindo, mas se alguém perguntasse realmente para ele o que ele havia acabado de falar, ele iria falar que não tinha entendido um A do que havia saído da boca dele com exceção do elogio que ele fez para ela.

    Mas aquele momento de ligação familiar teria que ser cortado, pois ao ver toda aquela cena do cachorro dos avós correndo em direção ao seu irmão, e a prima chamando ele, algo pareceu estalar em sua mente, e finalmente ele começou a agir. Correndo até ambos, ele conseguiu escutar o resmungo do nome do irmão, e com um sorriso de orelha a orelha ele começou a falar.

    “Wow, estranho, mas demais eu tenho um irmão! E estamos fazendo apresentação, bem as pessoas me chamam de Christian, e bem, somos da mesma família, então Stuart-Reynolds” Ele disse, abraçando Constantine ignorando o espaço imposto e fazendo de propósito para o irmão não fumar no momento, antes de soltar o abraço e dar um passo para trás e fazer uma cara pensativa “Isso explica o porque mamãe às vezes chorava olhando para mim e perguntando como ela havia perdido…”

    Finalmente se tocando que ele falou isso em voz alta, ele olhou para Alissa e para Constantine antes de rir não parecendo a irritação do irmão “Vai ser um jantar em família bem divertido, nossa mãe tem muita coisa para nos contar” Ele disse, antes de olhar a dificuldade do pai de ambos antes de pedir licença e caminhar até o uber.

    Dando uns tapinhas no adulto que parecia já alterado e xingando com aquele sotaque pesado, ele olhou para o motorista “E aí chefe, desculpa meu velho, ele está com jetlag, sabe como é né, quanto é que deu?” Chris pergunta olhando para o valor, tirando a carteira dele, e pegando toda a mesada que ele havia salvo para pagar a conta “Fica com o troco chefe, e liga para ele não, ele precisa de algumas horas de sono” Ele disse sorrindo cordialmente antes de acenar para o motorista vazar dali. “Bem… Isso foi divertido, mas eu tenho mais perguntas para fazer para uma outra versão de mim bem longe daqui” Ele disse correndo de volta para o lado da prima e do irmão gêmeo.


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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Bastet em Ter 01 Set 2020, 17:04



    Segredos de Família


    Não era possível saber se Alissa tinha entendido todo o pensamento do primo, mas estava muito animada com aquela conversa. Ainda mais após receber o elogio.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Eu sou mesmo! Como você é da família, é capaz de ser um gênio também! Vamos ver... Você quer ver minha coleção... Hey, Ruffus! Vem cá menino!


    Antes que ela pudesse continuar a proposta, viu o cachorro indo pra cima de Constantine e precisou intervir. Ruffus era um cachorro gentil e preguiçoso, mas não era muito fã de pessoas estranhas.

    Enquanto a menina acalmava o cão, os irmãos ficavam frente a frente. Como eles não haviam quebrado o gelo, Alissa fez isso e se apresentou, assim como Constantine fez em seguida. Logo Chris chegou e começou a tagarelar, mesmo que o gêmeo não parecesse muito... Empolgado. Talvez fosse o estado de choque.

    Quando Chris saiu pra ver seu pai, que ainda tava enrolado no carro, Alissa sorriu pra Constantine.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Vocês são tão iguais! Como foi sua viagem? Quer balançar?


    Perguntou, pensando que esse primo não ia gostar de gracinhas. Ele parecia muito emburrado. Já foi indicando o caminho do balanço pra Cons,  ele aceitando ou não. Achava que ficar ali na porta, talvez, algum adulto pudesse interromper esse momento dos dois...

    ***

    Connor estava estendendo notas de euro para o motorista, quando o filho chegou, olhando pra ele e fazendo um sinal pra se afastar.

    Prólogo - Segredos de Família Ly6kK2Q
    Já estou resolvendo aqui, Constantine... Vá falar com seus avós...Cuidado com o cachor...


    Perdeu a voz ao perceber que não era Constantine e sim Chirstian.  O menino agiu rápido, pagando o taxista e brincando sobre o mau-humor do pai com o homem. Olhando mais atentamente, era visível as diferenças entre os gêmeos, principalmente pelo fato de Chris sorrir mais.

    Será que ele tinha feito um trabalho tão ruim com Constantine? – O homem achava que não. Tinha trabalhado pra dar uma vida boa pra ele (e talvez tenha sido duro demais... Mas isso deixava o menino forte).

    Prólogo - Segredos de Família Ly6kK2Q
    Christian…


    O pai chamou, mas logo o menino saiu correndo, talvez nem ouvindo.

    O homem pegou as malas e foi em direção à entrada da casa.

    ***

    Quando o outro gêmeo voltou para junto dos dois adolescentes, Alissa balançava animada, enchendo Cons de perguntas.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Vocês realmente não se conheciam? A vovó conta como vocês brincavam aqui quando eram pequenos... Ajudaram o vovô a construir esse balanço, até...


    Se isso tinha mesmo acontecido, fora há muito tempo e os meninos não se lembravam.


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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Askalians em Dom 13 Set 2020, 16:07



    Constantine Reynolds


    Era muita coisa para que conseguisse processar naquele momento então o cigarro vinha bem a calhar par simplesmente deixar tudo sublimar mas olhou para a garota que parecia querer falar consigo já que o outro havia saído do lugar por alguns instantes.

    - Eu não balanço... tsc.. tudo com aquele homem é péssimo...

    Aquela jovem havia perguntas demais e apenas encostado em um dos ferros que sustentavam o conjunto de balanços daquele lugar Constantine apreciava seu cigarro. Não parecia mesmo que ele gostava de conversar, mas pelo menos uma ou outra pergunta respondia de forma bem breve.

    - Meio óbvio que não... eu me lembraria...

    E então parecia que sua cópia havia retornado e ele então jogou a bituca de cigarro no chão e apagou esfregando a ponta do sapato contra ela. Ainda se mantinha de braços cruzados o que era óbvio que sua receptividade àquilo tudo era nula.

    Se ele realmente tinha um irmão porque não cresceu com ele? Porque teria que encontra-lo daquela forma? Porque não se lembrava dele? porque não mantiveram contato? porque que ele precisou passar aquelas coisas com o pai enquanto o outro parecia ter sido tão bem cuidado?

    Quanto mais aquelas pergunta pareciam que pairavam sob a cabeça dele, mas ele engolia em seco e se forçava para não bufar e ir tirar satisfações ou bater em alguém, pois parecia que o outro não deveria ter culpa daquilo. Que raios de pais eram os dele afinal de contas?


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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Iyue em Dom 13 Set 2020, 20:42



    Christian Stuart-Reynolds

    Não iria negar, Chris após ter corrido para longe do homem que era seu pai, estava tremendo na base, não era alguém que lhe inspirava confiança, mas ao mesmo tempo, se perguntava o que havia ocorrido para ele ter chegado naquele nível. Sua mãe contou apenas uma vez que ele já foi um homem carinhoso apesar de muito rígido, então o que havia acontecido, ainda mais para ter separado ele de seu irmão.

    Ao chegar no balanço onde estava enchendo o Cons de pergunta e sorrindo, colocando os braços cruzados atrás da cabeça ele parou do lado do irmão. “Eu também não lembro, mas parece ser uma história divertida de se escutar, quando os adultos pararem de fazerem adultices e saírem da sala de reuniões” Ele disse com um sorriso, e voltou para Cons com outro sorriso, percebendo finalmente que ele não parecia receptivo.

    Pensando rapidamente, ele fez uma careta antes de voltar a sorrir “Constantine, é muito longo, vou te chamar de Cons, o que você acha?” Ele disse passando um braço pelo pescoço do irmão gêmeo, o sorriso de orelha a orelha “Vamos ter que ficar aqui o verão inteiro enquanto os adultos fazem coisas que não queremos compreender, que tal começarmos com um jogo que eu chamo de perguntas aleatórias!” Chris não estava acostumado com pessoas fechadas, na realidade, ele era quase que o oposto que o irmão naquela situação, e estava tão animado de descobrir que tinha um irmão que queria fazer ele sorrir, e com isso começava com perguntas bizarras para quebrar o gelo deles ali. “Eu começo, se tivermos que enfrentar uma armada de gnomos, qual seriam suas possíveis armas?”

    Música tocando na cabeça do Chris:

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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Bastet em Qua 16 Set 2020, 19:59



    Segredos de Família


    Constantine não parecia tão interessado no papo de Alissa... Chegou até a responder a menina de forma bastante ríspida. Por fim,  ela se tocou sobre isso e parou de encher ele de perguntas.  Apenas continuou balançando até o outro gêmeo voltar.

    Constantine podia observar, na varandinha do segundo andar, uma outra garota de cabelo curtinho e tingido em um tom de laranja, provavelmente da sua idade, que fumava algo também. Vez ou outra ela olhava pra trás, como se conferisse se alguém da família estava chegando... E, em seguida, acendia novamente o cigarrinho de folha de seda. Ele podia chutar que, provavelmente, o cigarro era composto de algo ilegal, devido ao cheiro de “erva queimada” que se misturava com o aroma natural das plantas em volta da casa.

    Prólogo - Segredos de Família 4024206d2ba40cce89b65b86474a15d6

    Christian e Alissa poderiam ver também, caso olhassem na direção, mas não eram tão “ligados” quando Cons no assunto. Talvez pensassem que aquilo era um cigarro normal mesmo... Ou nem percebessem que a menina estava fumando.

    Alissa pareceu ficar um pouco triste quando Christian respondeu a sua pergunta sobre a história. A menção às “adultices” fez ela parar de dar impulso ao balanço, olhando para os joelhos. Por fim, ela suspirou.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Alissa:  Eu vou lá dentro ver se eles já terminaram... Depois aviso vocês...


    A menina pulou do balanço, deixando um espaço livre ao lado de Christian, caso Constantine quisesse se sentar. Estariam sozinhos, pela primeira vez, desde o momento que descobriram que eram irmãos.


    ***

    Após conversarem um pouco, ouviriam alguém gritando lá dentro. Provavelmente a avó, devido à voz mais rouquinha. Ela dizia algo que eles não conseguiam ouvir e logo Alissa apareceria na porta.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Alissa: A vovó tá chamando vocês pra lanchar. Parece que as adultices acabaram... Ô LEAH, A VOVÓ TÁ CHAMANDO


    Disse pra eles e logo correu um pouco mais pra frente, pra ver a irmã na varanda do segundo andar. Provavelmente a avó tinha mandado chamar todo mundo e ela ficou com preguiça de subir.  
    Leah suspirou, dando mais uma tragada e apagando o cigarro com a pontinha dos dedos, começando a entrar também.


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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Iyue em Dom 20 Set 2020, 11:15



    Christian Stuart-Reynolds

    Chris continuava a conversa com algumas outras perguntas aleatórias até ele soltar o comentário aleatório de “Que cheiro de mato queimado” e depois seguir como se não fosse nada demais. Ao ver Alissa sair relativamente apressada, ele ficou com a cara de questão, do por que ela havia ficado triste quando ele comentou que não se lembrava da história deles construindo o balanço. Após ela ter entrado e deixando ambos sozinhos, ele se voltou para Constantine e continuou a balançar antes de fazer a pergunta.

    “O que você acha que a deixou triste? Até um momento atrás ela parecia feliz” Ele comentou antes de continuar a observar as diferenças que eles tinham. Eram extremamente similares, talvez Chris fosse um pouco mais encorpado que Cons, mas não muito mais do que 100gr. “Você tem sotaque, imagino que cresceu então fora dos EUA” Chris sorria para o irmão, não percebendo a falta de resposta ou de animação de Cons. “Se tivesse que morar em algum outro lugar do mundo, qual lugar seria?” E ele continuava cheio de perguntas, pois realmente queria conhecer o irmão, e no meio tempo ele também ia respondendo as próprias perguntas.

    ‘Minha arma seria um daqueles cortadores de gramas automáticos, será que nosso avô tem um desses!’ ‘Eu moraria talvez na coréia, já viu a quantidade de bandas legais que vem de lá’ ‘Meu filme preferido é….’ e assim seguia por um tempo com ele preenchendo o vazio que parecia instaurar de vez em quando.

    Até que ele realmente parou de falar por alguns minutos e só balançou, pensando, e também com sede depois de tanto falar. “Você acha que nossos pais nos separaram por que realmente queriam nos separar ou foi por algum motivo idiota da briga entre eles?” Ele perguntou. Não queria saber da vida do homem que fazia a mãe dele chorar, mas queria saber se sua mãe não havia lutado mais para ter o seu irmão sob sua guarda.

    Logo mais ouviu alguém gritando com a voz rouca e depois Alissa aparecer e gritar chamando todo mundo para dentro, e com o impulso do balanço ele pulou caindo de pé no chão feito uma criança, antes de oferecer a mão para Cons. “Vamos enfrentar esses adultos que só fazem adultices?” O sorriso era genuíno em seu rosto, até talvez reconfortante de ter uma pessoa que poderia estar ao lado do irmão em todas as próximas aventuras que iriam viver.


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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Askalians em Qui 24 Set 2020, 01:43



    Constantine Reynolds


    Quando olhou para cima e viu a garota que tinha o mesmo estilo que ele, achou engraçado o fato de ela ficar apagando e acendendo o cigarro. Parecia coisa de amador ficar fazendo com medo de algo. Ele simplesmente não tinha medo ou receio de fazer aquele tipo de coisa que fazia na frente de ninguém então seria interessante mostrar aquela garota algum dia, mas não tinha a menor vontade de fazer nada no tipo naquele momento. Algum dia talvez.

    Voltou de novo então para a garota do seu lado e não falou nada quando ela simplesmente saiu o balanço e entrou na casa. Ele voltou a acender um cigarro como se nada lhe importasse. E então reparou que o irmão começou a falar...

    - não sei... – respondeu de primeira.

    - Inglaterra... – respondeu curto mais uma vez.

    - não sei... qualquer lugar... – curto de novo...

    - não sei... mas não é motivo o bastante... tsc... – respondeu irritado. Realmente não falava muito e quando falava um pouco mais era porque deveria estar master mega p da vida com alguma, mas isso o irmão só iria acabar descobrindo com o tempo, pois sem ser isso, Constantine era simplesmente o modelo e garoto que só falava um ou duas palavras e não permitiria que ninguém entrasse em sua vida, de tão fechado que era. Não era mal educado, mas também não era nada receptivo.

    Entrar na casa? Será que teria mesmo que fazer isso? E quem falou que ele queria entrar e conhecer alguém? Se conhecesse poderia correr sérios riscos de fazer uma grande besteira por terem ocultado toda a história de ele ter um irmão gêmeo e coisa assim não se oculta de ninguém.

    Apagou então o cigarro e olhou para a cópia de si.

    - Adultices... eles vão ver só uma coisa... é bom que tenham uma boa explicação para dar... – e se preparou para entrar naquela casa todo armado de xingamentos e maldizeres dependendo das asneiras que fosse ouvir...



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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Bastet em Dom 27 Set 2020, 16:54



    Segredos de Família

    Após o curto papo que os irmãos tiveram sozinhos, foram chamados para entrar em casa. Cada um lidou da sua forma, com aquele chamado, mas era inevitável eles relutarem: uma hora teriam de enfrentar toda a família.

    A casa dos avós era relativamente grande, de dois andares. A sala poderia ser espaçosa, se não fossem os móveis grandes e antigos que estavam dispostos ali.

    Prólogo - Segredos de Família 5w9mfdH

    Um senhor, que vocês imaginavam ser seu avô, estava sentado em uma das poltronas marrons. No sofá, a mãe dos gêmeos estava conversando com uma mulher negra que se parecia muito com Alissa. Connor estava na poltrona quadriculada, bastante desconfortável, batendo um dos calcanhares no chão em um ritmo frenético – apesar de ser um homem aparentemente centrado aos olhos de todos, Constantine sabia que ele era bastante ansioso e detestava estar em situações das quais não tinha controle.

    A mulher negra se levantou, dizendo que ia deixar vocês conversarem em particular e foi andando em direção à cozinha. As duas primas dos gêmeos já estavam sentadas na mesa, conversando com a avó e logo a mãe delas se juntou, deixando apenas os pais dos gêmeos e o avô na sala.

    O homem mais velho olhava para os dois, tentando entender o que eles estavam pensando. Indicou para que se sentassem.

    Prólogo - Segredos de Família LGmccz5
    Benjamin:  Eu sei que vocês devem ter muitas perguntas... E seus pais estão aqui para esclarecê-las. Vamos começar pela parte mais fácil... Vocês se lembram de algo? De mim ou da sua avó?


    Benjamin era um homem calmo e muito gentil, que adorava estar com a família. Ele parecia esperançoso que vocês se lembrassem de algo... No passado, tinha sofrido muito com a separação de vocês e o abandono da cidade.

    ***

    Christian se lembrava de ter ajudado a avó no jardim, quando era bem pequeno. Sua mãe e o irmão dela, gêmeos como vocês dois, brigavam pra escolher quais mudas plantar, enquanto ele comia as pétalas de uma rosa que a avó tanto gostava. Por fim, ela decidiu que seriam as “favoritas” do neto que seriam plantadas. O menino se lembrava de adorar o tio, que era muito legal com ele e com o irmão, fazendo aviãozinho sempre que eles pediam... Será que ele ia chegar logo naquela reunião de família?

    Constantine relutava mais a buscar qualquer coisa em sua mente.  Ele estava muito chateado e forçava as lembranças a irem embora... Mas um flash veio em sua mente:  ele sentado no chão do jardim, brincando com um bebê igual ele e uma bebê de pele negra, enquanto o avô serrava as madeiras para finalizar o balanço. A parte mais marcante de sua memória foi a satisfação de estar perto do avô. Mesmo sendo uma criança muito pequena, o pai não era tão presente e a mãe trabalhava muito... então o avô era seu ideal de aconchego e pessoa maneira.

    O adolescente não se lembrava de sentir aquele tipo de amor em muito tempo. Por que os pais tinham separado ele do irmão, dos avós... E feito ele ter uma vida tão triste?

    ***

    O avô aguardaria para ver se os meninos responderiam e depois continuaria.

    Prólogo - Segredos de Família LGmccz5
    Benjamin:   Quando vocês eram pequenos, vocês viviam aqui, comigo, sua avó, seus pais e tios. Sua mãe, na época, estava começando no emprego, ainda estudava... Seu pai... Bem, seu pai sempre viajava a trabalho... Então vocês sempre estavam conosco. Quando seus pais se separaram... Eu e sua avó tentamos ficar com a guarda de vocês... Mas Connor insistia que vocês não podiam ser mantidos aqui, pois não era seguro.  Enfim, foram tantas brigas, tantos segredos revelados apenas entre os juízes... Por fim, foi decidido que seus pais poderiam ficar com vocês... Caso se mudassem de Spring Valley e cada um ficasse com um dos filhos.


    A mãe estava chorando; o pai fazia o salto do sapato social batucar o chão de madeira, cada vez mais forte. O homem negou com a cabeça, impaciente.

    Prólogo - Segredos de Família Ly6kK2Q
    Não me coloque como vilão aqui, Benjamin. Você se lembra do que aconteceu com eles! Não era seguro eles ficarem na cidade... ou juntos.


    Benjamin perdeu a calma por um momento, dando a entender que gritaria qualquer palavrão, mas logo respirou e falou.

    Prólogo - Segredos de Família LGmccz5
    Benjamin:  Para de se fazer de vítima, seu lunático. Deixa os meninos perguntarem o que quiserem... Já está passando da hora de você deixar a minha casa. Você não é bem-vindo aqui há muito tempo


    Todos olhavam para vocês.

    A mãe estava bastante emocionada e não parecia ter forças suficientes para entrar naquela briga...que perdurava há anos. Só falaria se um de vocês perguntasse algo pra ela.



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      Data/hora atual: Ter 29 Set 2020, 23:09