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    Prólogo - Segredos de Família

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    Mensagem por Bastet em Sex Ago 14, 2020 4:45 am



    Segredos de Família


    Sexta – 14:35.


    Ir ao encontro do desconhecido nunca é fácil... Muitas pessoas preferem se manter dentro da bolha confortável da vida cotidiana, sem muitas novidades ou acontecimentos. Já outras, estão a cada dia buscando algo novo, algo para amar; com medo de perder um mísero segundo em total ócio.

    Talvez os gêmeos estivessem em cima da linha tênue entre esses dois tipos de pessoa, cada um tendendo a cair para um lado.

    Constantine, naquele momento, não tinha nada de bom a se agarrar na sua vida em Londres.  Todas as lembranças boas de uma infância outrora vivida foram levadas pelos abusos físicos e morais sofridos em seu cotidiano.  Nem mesmo o pai, pessoa que ele mais confiava, conseguia lhe prover a sensação de conforto.

    Já Christian, o gêmeo que vivia nos Estados Unidos, não queria passar o verão em um local desconhecido. Seus amigos e a sua mãe eram as chaves principais para que ele mantivesse sua sanidade mental, em meio aos lampejos causadores de sua fobia. Tudo o que ele conseguia pensar era que ficaria sozinho o verão todo e isso não lhe trazia nenhuma satisfação.

    ***

    Ambos irmãos já haviam vivido em Spring Valley, naquele pequeno pedaço de terra que redescobririam, mas não se lembravam. O casamento entre Annie e Connor havia durado menos de três anos e a separação havia afastado os gêmeos tanto dos avós quanto  um do outro.

    A viagem de Christian foi ótima. A mãe, com contatos devido ao seu emprego, conseguiu um upgrade dos assentos e foram para a classe executiva, onde tinha tv’s individuais e uma espécie de cabine-cama super maneira. Conseguiu até fazer uma vídeo chamada com os seus amigos. Apesar de não querer ir, parecia que  as coisas não estavam tão ruins.

    Já Constantine não teve a mesma sorte.  O pai, que estava com bastante má vontade em fazer essa viagem, atrasou o suficiente para que quase perdessem o avião... Ainda foi barrado no detector de metal por tentar levar uma garrafinha de whiskey dentro do paletó, que excedia o limite de líquidos que ele poderia levar. Devido a todo o atraso e confusão, perderam seus assentos bons e precisaram viajar de econômica. Constatine ficou entre duas senhoras gordinhas que estavam indo fazer excursão no Canadá e insistiam em carregar uma bolsa grande no colo, que esbarrava no menino o tempo todo.

    ***

    O primeiro Uber que chegou na casa dos Stuart foi o de Christian. Como não precisaram fazer conexões e estavam no mesmo continente, o tempo de voo era um pouco menor. Tudo para o menino era novo ali, apesar de já ter sido um dia a sua casa.

    Foi apresentado rapidamente aos adultos: Sua avó Megan, seu avô Benjamin e sua tia Mary, viúva do tio Anthony (que ele não fazia ideia de quem era).  Depois foi apresentado para a sua prima mais nova, Alissa, que era uma menina um tanto esquisita. Se parecia bastante com a mãe, pele negra, cabelo ondulado e olhos pequenos e estatura pequena... Devia ser um ou dois anos mais nova que Christian.... Mas vestia um chapéu de alumínio bastante... peculiar.

    Prólogo - Segredos de Família 249px-F76_Tin_foil_hat

    Os adultos entraram na casa, parecendo ter um assunto muito sério a tratar. Não demorariam a ouvir eles chorando lá na sala.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Alissa: Olá, estranho. Parece que fui incumbida do seu entretenimento. Deixe-me guiá-lo.


    A menina parecia forçar uma polidez que não era natural a ela, como se falasse com alguém que pudesse ser importante.

    Levou ele até o balanço de madeira que ficava em frente de casa e tinha dois assentos. Se sentou em um e começou a balançar... Parecia seguro para pessoas do tamanho de vocês.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Alissa: Eu pensei que você ia vir com seu irmão... Ele mora em um planeta... digo, lugar diferente de você?


    Perguntou, como se tentasse arrancar uma informação reveladora sobre uma possível origem não humana dos visitantes. Um pouco depois da resposta de Chris, o segundo Uber parou na frente da casa.

    Constantine certamente ficaria boquiaberto quando o carro parasse. Veria outra versão dele mesmo sentada num balanço, há alguns passos de si. O pai estava ocupado demais tentando convencer o Uber a aceitar o pagamento em euros, então não percebeu.

    Para o recém chegado, várias explicações poderiam ser dadas... Desde múltiplos universos até loucura. A única que parecia impossível era um irmão gêmeo... Como ele podia não conhecer um irmão?


    ♫ Where are you going?
    Don't leave me alone
    How do I follow you
    Into the unknown? ♫

    @Askalians @Iyue

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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Iyue em Sab Ago 22, 2020 4:23 pm



    Christian Stuart-Reynolds

    Passaram horas conversando, Christian conseguia escutar todos os motivos da sua mãe explicando o quão importante era também ele passar um tempo com os avós, enquanto ela resolvia todos os demais problemas, mas ele já havia planejado todas as férias dele com os amigos, quando ela chegou na tomada de decisão final, o que fez ele calar a boca e aceitar o destino dele, mesmo que ele não curtisse muito a ideia.

    Pelo menos Christian curtia montar mala, e se preparar para viajar, era sempre uma nova aventura que vivia quando ia viajar com sua mãe para algum dos lugares que ela tinha apresentação de novo projeto e afins. Tanto que quando ele viu que estavam na classe executiva, ele já havia esparramado todas as coisas dele, e feito o inferno na vida da atendente do avião, pois ele havia pedido tudo o que podia, enquanto soava com os amigos, fazendo como se ele fosse um astro dos vídeos na internet fazendo unboxing e tours.

    Mas toda a situação parecia ficar naquela situação estranha novamente quando chegou naquela cidade, e foi apresentado rapidamente para os avós e tia. Ele não sabia exatamente como reagir, muito por que ele nem sabia que ele tinha uma tia e primas, mas pelo menos a prima mais nova parecia ser divertida no mesmo nível de esquisitice que ele gostava de ler e pesquisar sobre.

    Chris até tentava escutar para saber quem é que estava chorando, mas a fala da sua prima deixou ele intrigado. “Olá estranha, por favor me guie até seu mestre e me conte de qual scan está fugindo com esse chapéu? Eu sabia que deveria ter colocado o meu na minha mala!” Ele falou com um sorriso no rosto, mesmo percebendo que ela estava forçando uma polidez, Chris parecia tranquilo e realmente intrigado com o chapéu dela. Sentando no balanço ele ficou a observando a paisagem, mas quando ela comentou sobre o irmão, Chris se voltou para ela “Irmão?” Ele indagou, não entendendo a situação. Sua mãe nunca havia comentado de um irmão, e bem, era solteira e até onde ele se lembra não curtia muito falar sobre o pai dele.

    Mas apenas naquele momento que ele começou a se perguntar, que ele viu um novo uber chegar, e ver uma outra versão dele a distância. Era mais arrumado do que ele, e também parecia mais frio, mas Chris se sentia ligado imediatamente, como se finalmente estivesse se vendo pelo completo.

    Pulando do banco e correndo até outra outra versão ele, Chris parou alguns metros antes, como se ao mesmo tempo estivesse vendo o impossível, queria provar que era real, e levantando a mão para tocar o irmão, ele hesitou, quando viu o homem reclamando no Uber. Era igual a única foto que sua mãe havia permitido ele ver, talvez mais desarrumado e mais estressado do que o homem da foto, mas definitivamente era a mesma pessoa.

    “No way…” Ele disse para ele mesmo, ainda encarando os olhos verdes do irmão. Definitivamente aquele não iria ser um verão normal.

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    Mensagem por Askalians em Qua Ago 26, 2020 10:56 pm



    Constantine Reynolds


    Certas coisas quando acontecem na vida nos faz pensar que talvez nada seja para ser tão ruim quanto parece, que pode ficar ainda pior ou talvez por algum milagre pior.
    Não havia nada que lhe prendesse a Londres, já que amigos não existam e nem um apoio familiar, apenas aquela vizinha que tornava toda a dor menos horrível que já era por sí só e a mulher temia que ele ficasse igual ao pai algum dia. Já tinha péssimos hábitos que talvez lhe custassem a vida algum dia por doença, pois fumava muito e bebia e tinha apenas 15 anos de idade.
    Não se lembrava de Spring Valley pois era jovem demais quando deixou o lugar e a viagem até lá tinha sido da pior forma possível. Será que realmente ele não tinha sorte alguma na vida ou o destino gostava de brincar com ele só para ver até onde tudo poderia piorar ainda mais. Será que era possível?
    Quando finalmente conseguiu sair do aeroporto dos infernos, foi acendendo um cigarro e assim que terminou calmamente o cigarro pegou o táxi, já que não podia fumar dentro desses automóveis, pelo menos não em seu país. Parecia que seu pai não estava nem aí que o jovem fumava, ainda mais porque era ele que conseguia os cigarros para o pai então o homem poderia pegar um também e relaxar depois daquele voo horrível.
    Como se não bastasse, ver o pai tentando argumentar com o motorista do uber porque tinha se esquecido completamente de trocar o dinheiro o deixava irritado, mas quando viu o lugar ficou realmente boquiaberto e olhando melhor em volta viu uma versão de si sentado em uma balanço.
    Como aquilo era possível? Será que estava vendo um fantasma?
    Sem conseguir entender nada, ele simplesmente saiu do carro e foi até aquele jovem no balanço para ter certeza que não estava chapado demais e alucinando, mas não estava.
    Um irmão gêmeo.. ele tinha um... e nunca ninguém havia dito isso... e o pior... nunca chegou a conhece-lo... mas.. porque?


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    Mensagem por Bastet em Sex Ago 28, 2020 2:53 pm



    Segredos de Família


    Alissa se surpreendeu quando o primo respondeu daquela forma, abrindo um grande sorriso e ficando visivelmente empolgada.  A maioria das pessoas, fossem adultos ou jovens da sua idade, geralmente faziam cara feia pra ela e todas as teorias em que ela acreditava.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Aliissa: Devia mesmo! Como você anda tão desprotegido quando vai encontrar pessoas que nunca viu?


    A menina respondeu sobre o chapéu, sentando no balanço e começando a balançar. Continuou depois que Christian fez o mesmo.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Aliissa: Eu poderia ser um dos outros tentando roubar sua identidade... Assim como você pode ser. Meu chapéu me protege das suas possíveis influências extra-terrestres


    O olhar dela se estreitou, reparando em como Christian reagiria. Um ET provavelmente ficaria nervoso ao ser descoberto. Dizem por aí que alienígenas não sabem mentir e que suas ondas cerebrais não ultrapassam o alumínio.

    Ia responder a pergunta sobre o irmão, mas logo em seguida Constantine chegou e ela não precisou dizer mais nada.

    No momento em que os dois se viram, perceberam que eram ligados. Não que tivessem lembranças juntos... ou que soubessem os nomes um do outro... Mas ficaram nove meses dividindo o mesmo espaço dentro da barriga da mãe e dividiam uma carga genética muito, muito semelhante.

    ***

    Constantine já não aguentava mais ficar sentado dentro do carro, com seu pai de mau humor. Apesar de toda a chatice da viagem até ali, as coisas pareceram ficar mais interessantes quando o carro parou.

    A casa dos avós era grande e muito antiga,  com uma grande estufa ao lado e bastante verde por toda parte.  O terreno não era imenso, mas não tinha cercas em volta, apenas árvores e trilhas... Então, o jovem inglês teria muita coisa para explorar naquele verão.

    Na frente da casa, ele viu seu irmão desconhecido e seu mundo parou. Será que esse era o motivo de se sentir tão sozinho o tempo todo? A falta que um irmão fazia...

    Enquanto pensava nisso, Contantine saiu do carro e começou a andar na direção de Christian, sem olhar mais nada em volta. Nem percebeu  um grande cachorro saindo de dentro da casa, latindo enquanto corria na direção da criança estranha que entrava no terreno.

    O cachorro já tinha agarrado a calça do menino quando ele acordou de seus devaneios sobre o gêmeo. O animal era grande e lindo, mas não estava muito feliz. Só largou a calça quando Alissa assoviou e pulou do balando, correndo até ele.

    Prólogo - Segredos de Família Cs5NF5k

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Aliissa: Ruffus! Vem cá menino! Você não tá vendo que eles são...bizarramente iguais? Não é uma pessoa estranha...


    A menina pegou o cachorro pela coleira, mantendo ele ao seu lado. Logo sorriu para o menino recém chegado.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Aliissa: Oi, eu sou a Alissa. Esse sem educação é o Ruffus... Ah, e aquele com cara de bobo ali é o Christian. CHRISTIAN, VEM CÁ!


    A menina gritou, já que Chris parecia uma estátua de pé, na frente do balanço. Alissa ficou muito confusa quando percebeu que os dois pareciam muito abismados ao ver um a cara do outro.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Aliissa: Ai meu deus! Vocês não se conheciam? Hihihi isso parece história de filme...


    Logo os gêmeos estariam frente a frente... O que eles fariam?


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    Mensagem por Askalians em Sab Ago 29, 2020 10:52 am



    Constantine Reynolds


    E ele estava ali, parado, como se estivesse olhando para uma outra versão de si mesmo em frente a um espelho. Não sabia como reagir, mas em um primeiro momento, o jovem sentia raiva. Por que é que estava passando por aquilo? Por que É que nunca soube daquilo? será que não tinha ódio o bastante do pai e aquilo era a gota d'água que faltava? e mãe? será que tinha alguma "vadia" que por acaso tivesse que ter raiva também porque o abandonou e escolheu o "perfeitinho" ao invés dele?

    - Whatta fuck... – resmungou olhando para o jovem.

    Não deu muito a bola quando o cachorro meio que grudou na barra da sua calça, pois não tinha o menor problema sequer com animais. Não fazia questão deles e eles não faziam questão de si então estava tudo bem, principalmente depois que a tal garota chamou o animal para seu lado e o segurou.

    Ele então agora conseguiu dar alguma passos na direção dos dois mas manteve uma boa distância ainda de alguns metros, já que não costumava ficar perto das pessoas de qualquer forma e parecia também não fazer muita questão.

    - Constantine... Reynolds... – resmungou de novo vendo que o outro ainda estava em pé em choque como ele próprio estava e também tentava se apresentar quando resmungou o próprio nome.

    - tsc... um irmão.. e ainda por cima gêmeo... isso só pode ser piada... – e então puxou um cigarro do seu bolso e acendeu.

    Nesse ponto, que bom que ambos cresceram bem distantes um do outro, pois se o irmão tivesse tido o mesmo estilo de vida que ele, na certa ou já teria morrido ou poderia se ruma pessoa com um gênio pior ou tanto quando ruim, sem falar dos péssimos hábitos que Constantine tinha.

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    Mensagem por Iyue em Sab Ago 29, 2020 9:21 pm



    Christian Stuart-Reynolds

    Chris sorriu ao ver a prima parecendo mais empolgada e menos formal e com o comentário dele ele fez um bico de chateado explicando “Era uma viagem longa, você sabe como aqueles reptilianos que controlam as malas são, eles destruiriam se soubessem que eu estava carregando o meu chapéu!” Ele deu um suspiro.

    Sentado no balanço ele olhou para a prima, e fez uma cara de confusão “Então se você é um deles tentando roubar a minha identidade, mas fez questão de eu saber, é por que você sabe que se eu fosse, eu estaria tentando fazer o mesmo, mas por que você me disse eu não posso fazer nada, dessa maneira estaria protegida, enquanto eu estaria totalmente indefeso para qualquer um roubar a minha identidade… Você é uma gênia!” Ele disse sorrindo, mas se alguém perguntasse realmente para ele o que ele havia acabado de falar, ele iria falar que não tinha entendido um A do que havia saído da boca dele com exceção do elogio que ele fez para ela.

    Mas aquele momento de ligação familiar teria que ser cortado, pois ao ver toda aquela cena do cachorro dos avós correndo em direção ao seu irmão, e a prima chamando ele, algo pareceu estalar em sua mente, e finalmente ele começou a agir. Correndo até ambos, ele conseguiu escutar o resmungo do nome do irmão, e com um sorriso de orelha a orelha ele começou a falar.

    “Wow, estranho, mas demais eu tenho um irmão! E estamos fazendo apresentação, bem as pessoas me chamam de Christian, e bem, somos da mesma família, então Stuart-Reynolds” Ele disse, abraçando Constantine ignorando o espaço imposto e fazendo de propósito para o irmão não fumar no momento, antes de soltar o abraço e dar um passo para trás e fazer uma cara pensativa “Isso explica o porque mamãe às vezes chorava olhando para mim e perguntando como ela havia perdido…”

    Finalmente se tocando que ele falou isso em voz alta, ele olhou para Alissa e para Constantine antes de rir não parecendo a irritação do irmão “Vai ser um jantar em família bem divertido, nossa mãe tem muita coisa para nos contar” Ele disse, antes de olhar a dificuldade do pai de ambos antes de pedir licença e caminhar até o uber.

    Dando uns tapinhas no adulto que parecia já alterado e xingando com aquele sotaque pesado, ele olhou para o motorista “E aí chefe, desculpa meu velho, ele está com jetlag, sabe como é né, quanto é que deu?” Chris pergunta olhando para o valor, tirando a carteira dele, e pegando toda a mesada que ele havia salvo para pagar a conta “Fica com o troco chefe, e liga para ele não, ele precisa de algumas horas de sono” Ele disse sorrindo cordialmente antes de acenar para o motorista vazar dali. “Bem… Isso foi divertido, mas eu tenho mais perguntas para fazer para uma outra versão de mim bem longe daqui” Ele disse correndo de volta para o lado da prima e do irmão gêmeo.


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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Bastet em Ter Set 01, 2020 5:04 pm



    Segredos de Família


    Não era possível saber se Alissa tinha entendido todo o pensamento do primo, mas estava muito animada com aquela conversa. Ainda mais após receber o elogio.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Eu sou mesmo! Como você é da família, é capaz de ser um gênio também! Vamos ver... Você quer ver minha coleção... Hey, Ruffus! Vem cá menino!


    Antes que ela pudesse continuar a proposta, viu o cachorro indo pra cima de Constantine e precisou intervir. Ruffus era um cachorro gentil e preguiçoso, mas não era muito fã de pessoas estranhas.

    Enquanto a menina acalmava o cão, os irmãos ficavam frente a frente. Como eles não haviam quebrado o gelo, Alissa fez isso e se apresentou, assim como Constantine fez em seguida. Logo Chris chegou e começou a tagarelar, mesmo que o gêmeo não parecesse muito... Empolgado. Talvez fosse o estado de choque.

    Quando Chris saiu pra ver seu pai, que ainda tava enrolado no carro, Alissa sorriu pra Constantine.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Vocês são tão iguais! Como foi sua viagem? Quer balançar?


    Perguntou, pensando que esse primo não ia gostar de gracinhas. Ele parecia muito emburrado. Já foi indicando o caminho do balanço pra Cons,  ele aceitando ou não. Achava que ficar ali na porta, talvez, algum adulto pudesse interromper esse momento dos dois...

    ***

    Connor estava estendendo notas de euro para o motorista, quando o filho chegou, olhando pra ele e fazendo um sinal pra se afastar.

    Prólogo - Segredos de Família Ly6kK2Q
    Já estou resolvendo aqui, Constantine... Vá falar com seus avós...Cuidado com o cachor...


    Perdeu a voz ao perceber que não era Constantine e sim Chirstian.  O menino agiu rápido, pagando o taxista e brincando sobre o mau-humor do pai com o homem. Olhando mais atentamente, era visível as diferenças entre os gêmeos, principalmente pelo fato de Chris sorrir mais.

    Será que ele tinha feito um trabalho tão ruim com Constantine? – O homem achava que não. Tinha trabalhado pra dar uma vida boa pra ele (e talvez tenha sido duro demais... Mas isso deixava o menino forte).

    Prólogo - Segredos de Família Ly6kK2Q
    Christian…


    O pai chamou, mas logo o menino saiu correndo, talvez nem ouvindo.

    O homem pegou as malas e foi em direção à entrada da casa.

    ***

    Quando o outro gêmeo voltou para junto dos dois adolescentes, Alissa balançava animada, enchendo Cons de perguntas.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Vocês realmente não se conheciam? A vovó conta como vocês brincavam aqui quando eram pequenos... Ajudaram o vovô a construir esse balanço, até...


    Se isso tinha mesmo acontecido, fora há muito tempo e os meninos não se lembravam.


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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Askalians em Dom Set 13, 2020 4:07 pm



    Constantine Reynolds


    Era muita coisa para que conseguisse processar naquele momento então o cigarro vinha bem a calhar par simplesmente deixar tudo sublimar mas olhou para a garota que parecia querer falar consigo já que o outro havia saído do lugar por alguns instantes.

    - Eu não balanço... tsc.. tudo com aquele homem é péssimo...

    Aquela jovem havia perguntas demais e apenas encostado em um dos ferros que sustentavam o conjunto de balanços daquele lugar Constantine apreciava seu cigarro. Não parecia mesmo que ele gostava de conversar, mas pelo menos uma ou outra pergunta respondia de forma bem breve.

    - Meio óbvio que não... eu me lembraria...

    E então parecia que sua cópia havia retornado e ele então jogou a bituca de cigarro no chão e apagou esfregando a ponta do sapato contra ela. Ainda se mantinha de braços cruzados o que era óbvio que sua receptividade àquilo tudo era nula.

    Se ele realmente tinha um irmão porque não cresceu com ele? Porque teria que encontra-lo daquela forma? Porque não se lembrava dele? porque não mantiveram contato? porque que ele precisou passar aquelas coisas com o pai enquanto o outro parecia ter sido tão bem cuidado?

    Quanto mais aquelas pergunta pareciam que pairavam sob a cabeça dele, mas ele engolia em seco e se forçava para não bufar e ir tirar satisfações ou bater em alguém, pois parecia que o outro não deveria ter culpa daquilo. Que raios de pais eram os dele afinal de contas?


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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Iyue em Dom Set 13, 2020 8:42 pm



    Christian Stuart-Reynolds

    Não iria negar, Chris após ter corrido para longe do homem que era seu pai, estava tremendo na base, não era alguém que lhe inspirava confiança, mas ao mesmo tempo, se perguntava o que havia ocorrido para ele ter chegado naquele nível. Sua mãe contou apenas uma vez que ele já foi um homem carinhoso apesar de muito rígido, então o que havia acontecido, ainda mais para ter separado ele de seu irmão.

    Ao chegar no balanço onde estava enchendo o Cons de pergunta e sorrindo, colocando os braços cruzados atrás da cabeça ele parou do lado do irmão. “Eu também não lembro, mas parece ser uma história divertida de se escutar, quando os adultos pararem de fazerem adultices e saírem da sala de reuniões” Ele disse com um sorriso, e voltou para Cons com outro sorriso, percebendo finalmente que ele não parecia receptivo.

    Pensando rapidamente, ele fez uma careta antes de voltar a sorrir “Constantine, é muito longo, vou te chamar de Cons, o que você acha?” Ele disse passando um braço pelo pescoço do irmão gêmeo, o sorriso de orelha a orelha “Vamos ter que ficar aqui o verão inteiro enquanto os adultos fazem coisas que não queremos compreender, que tal começarmos com um jogo que eu chamo de perguntas aleatórias!” Chris não estava acostumado com pessoas fechadas, na realidade, ele era quase que o oposto que o irmão naquela situação, e estava tão animado de descobrir que tinha um irmão que queria fazer ele sorrir, e com isso começava com perguntas bizarras para quebrar o gelo deles ali. “Eu começo, se tivermos que enfrentar uma armada de gnomos, qual seriam suas possíveis armas?”

    Música tocando na cabeça do Chris:

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    Mensagem por Bastet em Qua Set 16, 2020 7:59 pm



    Segredos de Família


    Constantine não parecia tão interessado no papo de Alissa... Chegou até a responder a menina de forma bastante ríspida. Por fim,  ela se tocou sobre isso e parou de encher ele de perguntas.  Apenas continuou balançando até o outro gêmeo voltar.

    Constantine podia observar, na varandinha do segundo andar, uma outra garota de cabelo curtinho e tingido em um tom de laranja, provavelmente da sua idade, que fumava algo também. Vez ou outra ela olhava pra trás, como se conferisse se alguém da família estava chegando... E, em seguida, acendia novamente o cigarrinho de folha de seda. Ele podia chutar que, provavelmente, o cigarro era composto de algo ilegal, devido ao cheiro de “erva queimada” que se misturava com o aroma natural das plantas em volta da casa.

    Prólogo - Segredos de Família 4024206d2ba40cce89b65b86474a15d6

    Christian e Alissa poderiam ver também, caso olhassem na direção, mas não eram tão “ligados” quando Cons no assunto. Talvez pensassem que aquilo era um cigarro normal mesmo... Ou nem percebessem que a menina estava fumando.

    Alissa pareceu ficar um pouco triste quando Christian respondeu a sua pergunta sobre a história. A menção às “adultices” fez ela parar de dar impulso ao balanço, olhando para os joelhos. Por fim, ela suspirou.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Alissa:  Eu vou lá dentro ver se eles já terminaram... Depois aviso vocês...


    A menina pulou do balanço, deixando um espaço livre ao lado de Christian, caso Constantine quisesse se sentar. Estariam sozinhos, pela primeira vez, desde o momento que descobriram que eram irmãos.


    ***

    Após conversarem um pouco, ouviriam alguém gritando lá dentro. Provavelmente a avó, devido à voz mais rouquinha. Ela dizia algo que eles não conseguiam ouvir e logo Alissa apareceria na porta.

    Prólogo - Segredos de Família D8ssuSZ
    Alissa: A vovó tá chamando vocês pra lanchar. Parece que as adultices acabaram... Ô LEAH, A VOVÓ TÁ CHAMANDO


    Disse pra eles e logo correu um pouco mais pra frente, pra ver a irmã na varanda do segundo andar. Provavelmente a avó tinha mandado chamar todo mundo e ela ficou com preguiça de subir.  
    Leah suspirou, dando mais uma tragada e apagando o cigarro com a pontinha dos dedos, começando a entrar também.


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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Iyue em Dom Set 20, 2020 11:15 am



    Christian Stuart-Reynolds

    Chris continuava a conversa com algumas outras perguntas aleatórias até ele soltar o comentário aleatório de “Que cheiro de mato queimado” e depois seguir como se não fosse nada demais. Ao ver Alissa sair relativamente apressada, ele ficou com a cara de questão, do por que ela havia ficado triste quando ele comentou que não se lembrava da história deles construindo o balanço. Após ela ter entrado e deixando ambos sozinhos, ele se voltou para Constantine e continuou a balançar antes de fazer a pergunta.

    “O que você acha que a deixou triste? Até um momento atrás ela parecia feliz” Ele comentou antes de continuar a observar as diferenças que eles tinham. Eram extremamente similares, talvez Chris fosse um pouco mais encorpado que Cons, mas não muito mais do que 100gr. “Você tem sotaque, imagino que cresceu então fora dos EUA” Chris sorria para o irmão, não percebendo a falta de resposta ou de animação de Cons. “Se tivesse que morar em algum outro lugar do mundo, qual lugar seria?” E ele continuava cheio de perguntas, pois realmente queria conhecer o irmão, e no meio tempo ele também ia respondendo as próprias perguntas.

    ‘Minha arma seria um daqueles cortadores de gramas automáticos, será que nosso avô tem um desses!’ ‘Eu moraria talvez na coréia, já viu a quantidade de bandas legais que vem de lá’ ‘Meu filme preferido é….’ e assim seguia por um tempo com ele preenchendo o vazio que parecia instaurar de vez em quando.

    Até que ele realmente parou de falar por alguns minutos e só balançou, pensando, e também com sede depois de tanto falar. “Você acha que nossos pais nos separaram por que realmente queriam nos separar ou foi por algum motivo idiota da briga entre eles?” Ele perguntou. Não queria saber da vida do homem que fazia a mãe dele chorar, mas queria saber se sua mãe não havia lutado mais para ter o seu irmão sob sua guarda.

    Logo mais ouviu alguém gritando com a voz rouca e depois Alissa aparecer e gritar chamando todo mundo para dentro, e com o impulso do balanço ele pulou caindo de pé no chão feito uma criança, antes de oferecer a mão para Cons. “Vamos enfrentar esses adultos que só fazem adultices?” O sorriso era genuíno em seu rosto, até talvez reconfortante de ter uma pessoa que poderia estar ao lado do irmão em todas as próximas aventuras que iriam viver.


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    Mensagem por Askalians em Qui Set 24, 2020 1:43 am



    Constantine Reynolds


    Quando olhou para cima e viu a garota que tinha o mesmo estilo que ele, achou engraçado o fato de ela ficar apagando e acendendo o cigarro. Parecia coisa de amador ficar fazendo com medo de algo. Ele simplesmente não tinha medo ou receio de fazer aquele tipo de coisa que fazia na frente de ninguém então seria interessante mostrar aquela garota algum dia, mas não tinha a menor vontade de fazer nada no tipo naquele momento. Algum dia talvez.

    Voltou de novo então para a garota do seu lado e não falou nada quando ela simplesmente saiu o balanço e entrou na casa. Ele voltou a acender um cigarro como se nada lhe importasse. E então reparou que o irmão começou a falar...

    - não sei... – respondeu de primeira.

    - Inglaterra... – respondeu curto mais uma vez.

    - não sei... qualquer lugar... – curto de novo...

    - não sei... mas não é motivo o bastante... tsc... – respondeu irritado. Realmente não falava muito e quando falava um pouco mais era porque deveria estar master mega p da vida com alguma, mas isso o irmão só iria acabar descobrindo com o tempo, pois sem ser isso, Constantine era simplesmente o modelo e garoto que só falava um ou duas palavras e não permitiria que ninguém entrasse em sua vida, de tão fechado que era. Não era mal educado, mas também não era nada receptivo.

    Entrar na casa? Será que teria mesmo que fazer isso? E quem falou que ele queria entrar e conhecer alguém? Se conhecesse poderia correr sérios riscos de fazer uma grande besteira por terem ocultado toda a história de ele ter um irmão gêmeo e coisa assim não se oculta de ninguém.

    Apagou então o cigarro e olhou para a cópia de si.

    - Adultices... eles vão ver só uma coisa... é bom que tenham uma boa explicação para dar... – e se preparou para entrar naquela casa todo armado de xingamentos e maldizeres dependendo das asneiras que fosse ouvir...



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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Bastet em Dom Set 27, 2020 4:54 pm



    Segredos de Família

    Após o curto papo que os irmãos tiveram sozinhos, foram chamados para entrar em casa. Cada um lidou da sua forma, com aquele chamado, mas era inevitável eles relutarem: uma hora teriam de enfrentar toda a família.

    A casa dos avós era relativamente grande, de dois andares. A sala poderia ser espaçosa, se não fossem os móveis grandes e antigos que estavam dispostos ali.

    Prólogo - Segredos de Família 5w9mfdH

    Um senhor, que vocês imaginavam ser seu avô, estava sentado em uma das poltronas marrons. No sofá, a mãe dos gêmeos estava conversando com uma mulher negra que se parecia muito com Alissa. Connor estava na poltrona quadriculada, bastante desconfortável, batendo um dos calcanhares no chão em um ritmo frenético – apesar de ser um homem aparentemente centrado aos olhos de todos, Constantine sabia que ele era bastante ansioso e detestava estar em situações das quais não tinha controle.

    A mulher negra se levantou, dizendo que ia deixar vocês conversarem em particular e foi andando em direção à cozinha. As duas primas dos gêmeos já estavam sentadas na mesa, conversando com a avó e logo a mãe delas se juntou, deixando apenas os pais dos gêmeos e o avô na sala.

    O homem mais velho olhava para os dois, tentando entender o que eles estavam pensando. Indicou para que se sentassem.

    Prólogo - Segredos de Família LGmccz5
    Benjamin:  Eu sei que vocês devem ter muitas perguntas... E seus pais estão aqui para esclarecê-las. Vamos começar pela parte mais fácil... Vocês se lembram de algo? De mim ou da sua avó?


    Benjamin era um homem calmo e muito gentil, que adorava estar com a família. Ele parecia esperançoso que vocês se lembrassem de algo... No passado, tinha sofrido muito com a separação de vocês e o abandono da cidade.

    ***

    Christian se lembrava de ter ajudado a avó no jardim, quando era bem pequeno. Sua mãe e o irmão dela, gêmeos como vocês dois, brigavam pra escolher quais mudas plantar, enquanto ele comia as pétalas de uma rosa que a avó tanto gostava. Por fim, ela decidiu que seriam as “favoritas” do neto que seriam plantadas. O menino se lembrava de adorar o tio, que era muito legal com ele e com o irmão, fazendo aviãozinho sempre que eles pediam... Será que ele ia chegar logo naquela reunião de família?

    Constantine relutava mais a buscar qualquer coisa em sua mente.  Ele estava muito chateado e forçava as lembranças a irem embora... Mas um flash veio em sua mente:  ele sentado no chão do jardim, brincando com um bebê igual ele e uma bebê de pele negra, enquanto o avô serrava as madeiras para finalizar o balanço. A parte mais marcante de sua memória foi a satisfação de estar perto do avô. Mesmo sendo uma criança muito pequena, o pai não era tão presente e a mãe trabalhava muito... então o avô era seu ideal de aconchego e pessoa maneira.

    O adolescente não se lembrava de sentir aquele tipo de amor em muito tempo. Por que os pais tinham separado ele do irmão, dos avós... E feito ele ter uma vida tão triste?

    ***

    O avô aguardaria para ver se os meninos responderiam e depois continuaria.

    Prólogo - Segredos de Família LGmccz5
    Benjamin:   Quando vocês eram pequenos, vocês viviam aqui, comigo, sua avó, seus pais e tios. Sua mãe, na época, estava começando no emprego, ainda estudava... Seu pai... Bem, seu pai sempre viajava a trabalho... Então vocês sempre estavam conosco. Quando seus pais se separaram... Eu e sua avó tentamos ficar com a guarda de vocês... Mas Connor insistia que vocês não podiam ser mantidos aqui, pois não era seguro.  Enfim, foram tantas brigas, tantos segredos revelados apenas entre os juízes... Por fim, foi decidido que seus pais poderiam ficar com vocês... Caso se mudassem de Spring Valley e cada um ficasse com um dos filhos.


    A mãe estava chorando; o pai fazia o salto do sapato social batucar o chão de madeira, cada vez mais forte. O homem negou com a cabeça, impaciente.

    Prólogo - Segredos de Família Ly6kK2Q
    Não me coloque como vilão aqui, Benjamin. Você se lembra do que aconteceu com eles! Não era seguro eles ficarem na cidade... ou juntos.


    Benjamin perdeu a calma por um momento, dando a entender que gritaria qualquer palavrão, mas logo respirou e falou.

    Prólogo - Segredos de Família LGmccz5
    Benjamin:  Para de se fazer de vítima, seu lunático. Deixa os meninos perguntarem o que quiserem... Já está passando da hora de você deixar a minha casa. Você não é bem-vindo aqui há muito tempo


    Todos olhavam para vocês.

    A mãe estava bastante emocionada e não parecia ter forças suficientes para entrar naquela briga...que perdurava há anos. Só falaria se um de vocês perguntasse algo pra ela.



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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Iyue em Dom Out 11, 2020 10:34 am



    Christian Stuart-Reynolds

    Com cada resposta que recebia do Constantine, Chris parecia ter uma ideia na cabeça dele, antes de sorrir, abraçar o irmão por trás com após a explosão de palavras. “Relaxa, não precisa bancar o durão comigo, já com nossa família, talvez eles já estejam com medo de você” Ele disse rindo, soltando Constantine, receoso com a própria vida, finalmente entrando na casa.

    Chris andava pela casa, com os braços cruzados atrás da cabeça, olhando para a casa tentando se lembrar de alguma coisa antes de ver a situação na sala, e sorriu para a mulher negra, assumindo ser a tia, e acenou para dentro da cozinha, esperançoso que a avó talvez puxasse eles dali mas pelo visto não teria essa sorte.

    Olhando para o avô novamente, ele apenas respirou fundo tentando se lembrar de algo, mas não havia se sentado, ainda mais quando algumas memórias finalmente pareciam ter voltado a ele. Um sorriso infantil e genuíno apareceu nos lábios dele, com as memórias dele comendo as pétalas de rosa. “Ainda tem rosas para eu comer?” Ele disse finalmente para o avô, o sorriso crescendo cada vez mais antes de olhar de volta para a cozinha na busca de ver se o tio não estava apenas no seu campo de visão antes de se voltar novamente para a sala.

    Com as palavras do avô, e ao ver as lágrimas de sua mãe, Chris saiu da postura relaxada que ele estava e caminho até a mãe deles, e a abraçou forte. Antes de olhar para o suposto pai com cara de poucos amigos.

    Se ajoelhando para ficar mais confortável, ele olhou para a mãe dele limpando as lágrimas que corria do rosto dela, tentando mostrar um sorriso. “Me conta a minha história mãe?” Ele perguntou, como sempre fazia quando era menor, quando pedia para ela ler histórias antes de dormir, tentando acalmar ela, e mostrar que não estava bravo com ela. “Quero entender o que houve, por favor” Ele disse, tentando ignorar os gritos dos dois homens.

    Após escutar os fatos, ele olharia para o pai dele, ainda ajoelhado a frente da mãe dele, e iria perguntar “E por que nunca manteve contato? Se tínhamos de ficar separados, por que não poderíamos ficar a distância com tecnologia a nosso favor para ligar?” Ele pergunta, mas estava mais interessado em acalmar a mãe antes de saber mais da verdade.


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    Mensagem por Askalians em Qui Out 15, 2020 12:54 am



    Constantine Reynolds

    Aparentemente o irmão tinha um comportamento bem diferente do dele ainda mais com aquele momento de abraça-lo. Realmente não costumava receber aquele tipo de coisa e por um instante quase revidou ao toque mas era o irmão.. fazer o que...

    - ...

    Entrou na casa logo depois do outro, mas tinha os seus braços cruzados naquela pose nada receptiva de sempre e parecia também estar tentando se lembrar de alguma coisa. Olhou para as pessoas ali e foi mentalmente anotando o que era falado, por pior que fosse fazer aquilo, sem falar que em breve iria se cansar e se irritar, bastava apenas contar em quanto tempo isso iria aocntecer.

    Era bem difícil conseguir lembrar de algumas coisas e ter agora que absorver tudo de uma só vez. Ele relutava um pouco para que as lembrassem voltassem, mas parecia que quanto mais força fazia, mais elas se afastavam. O pouco que conseguiu lembrar foi um pouco do irmão, do bebê de pele negra e de fazer um balanço. Lembrava que sentia satisfação de estar com o avô, mas era apenas ele e mais ninguém, já que os pais não pareciam ser presentes naquela época e na atual o pai era menos ainda.

    Não ia dizer absolutamente nada ao que o avô disso, mas quando o pai começou a falar e o avô retrucou, não se conteve e disse olhando para o pai:

    - Vai embora de uma vez... – sua expressão naquele momento parecia mais irritada do que costumava ser. Realmente aquilo tudo não ia fazer nada bem para ele.

    E vendo a cena do irmão com a mulher que deveria ser sua mãe e disse ao irmão.

    - É muito simples... eles fazem merda e a gente que paga por isso... tsc... quantas mentiras mais vão contar agora? Porque eu já cansei... - E virou de costas e foi andando na direção da porta.

    Se as coisas fossem continuar como estavam sendo, ele simplesmente iria sair dali e deixar todos a ver navios. Alguma razão bem peculiar teria que existir para manter o jovem dentro daquela casa, caso contrário, simplesmente sairia, mas qual seria essa razão?

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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Bastet em Qui Out 15, 2020 5:23 pm



    Segredos de Família


    Benjamin abriu um sorriso quando o neto comentou sobre as flores. Ele se lembrava claramente daquela pequena confusão, apesar de não estar participando ativamente dela.  Alguém precisou segurar a criança e escovar os dentes cheios de planta, após o momento bonitinho.

    Prólogo - Segredos de Família LGmccz5
    Benjamin:  Tenho certeza que a sua avó vai ficar feliz em ter de volta o “provador” oficial das plantas dela


    O rosto do senhor parecia se iluminar. Até então, estava um pouco tenso por mediar aquela discussão familiar, mas ter a receptividade de Chris ajudou a aliviar o momento.

    Logo o jovem foi até a mãe, se ajoelhando em frente a ela e dizendo coisas doces. A mãe deu um beijo na testa dele e olhou para o outro filho, batendo no sofá para que ele se sentasse ali.

    Prólogo - Segredos de Família Q4X5dKo
    Annie: Claro, querido. Estamos aqui hoje pra explicar tudo... Constantine... Vem cá pra eu... oh


    Ela parou de falar quando o menino começou a brigar com o pai e, em seguida, ameaçou sair dali. A mulher baixou os olhos, respirando fundo. Antes que pudesse voltar a falar, Benjamin interferiu.

    Prólogo - Segredos de Família LGmccz5
    Benjamin:  Abaixa o tom, Constantine! Ninguém aqui tem sua idade pra você sair gritando e mandando outras pessoas embora. Agradeço se você se mostrar minimamente civilizado para ouvir o que a sua mãe e seu pai tem a dizer.


    O rosto do senhor voltou a ficar sério, não gostando daquela atitude do neto. Quando ele começou a sair da sala, Connor ia se levantar pra continuar a briga com o filho,  mas Benjamin pousou a mão no braço dele.

    Prólogo - Segredos de Família LGmccz5
    Benjamin:  Deixa ele. Se ele quer ser covarde e não enfrentar a realidade, o problema é dele. Deve ter aprendido contigo. Você sempre gostou mesmo de fugir quando as coisas ficam difíceis


    Talvez Ben fosse a única pessoa que falasse assim com Connor sem ele revidar de forma agressiva. Provavelmente pelo fato de ele ter razão nas palavras duras dele.

    Ninguém impediria Constantine de sair.


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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Askalians em Qui Out 15, 2020 6:14 pm



    Constantine Reynolds

    Realmente estar ali não lhe parecia uma boa ideia mas precisa estar. No decorrer de tudo acabou se irritando e agora tinha ouvido que era covarde!? Quem aquele velho estava pensando que era?!

    O jovem olhou para cima e de forma imprevisível começou a rir. Era uma risada um tanto perturbadora pois era um misto de cinismo e ironia e então rindo ele se girou o corpo e mesmo perto da porta já olhou para todos e disse após a risada:

    - Covarde!? Vocês é que foram covardes e destruíram a família e agora o covarde sou eu!? Seus filhos não têm culpa dos seus problemas mas fomos nós que pagamos por tudo isso. E me deixar morando com esse indivíduo que biologicamente é meu pai não foi das experiências mais agradáveis do mundo e agora me pedem para ser compreensivo!? É uma piada isso... só pode ser... – e volta a rir.

    - Enquanto que meu irmãozinho deve ter tido a melhor vida do mundo eu vivi junto com esse alcoólatra que nunca fez o papel dele e eu é que sou covarde!? Me foi negado uma infância inteira e eu é que sou covarde!? Eu não estou fugindo de nada “Avô”... eu apenas não quero ficar aqui ouvindo e tentando nenhuma reconciliação de nada com ninguém porque o que eu já passei não pode ser apagado e fazer algo agora para o futuro!? Não sou tão receptivo assim e a culpa disso tudo é realmente dele... – e apontou para o próprio pai.

    Seus argumentos eram bem convincentes quando dizia que não queria simplesmente estar ali. Sua vida tinha sido daquela forma e ninguém ia mudar isso. Dali para frente era ele quem escolheria como as coisas seriam, mas não tinha a menor vontade em ver como tudo iria ficar ali...
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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Iyue em Dom Nov 08, 2020 2:57 pm



    Christian Stuart-Reynolds

    Chris ficou alguns segundos olhando para toda aquela situação se desenrolar. Sua mente parecia uma bomba de sentimentos que ele não sabia se queria sentir. Ele segurava as mãos da mulher que era sua mãe, mas era claro que ele estava tremendo de raiva, tristeza, angústia e por estar vivendo aquilo. Não sabia ao certo o que fazer, e com toda a certeza, ele tinha tido uma vida melhor que a de Constantine, mas isso não queria dizer que o seu irmãozinho poderia ter todo o direito de julgar a mãe deles. Pelo menos não até ele escutar o que aconteceu.

    “Calem a boca todos vocês!” Ele estourou com todos ali, gritando para que todos daquela casa escutassem, queria que parassem de brigar e iria fazer aquilo de uma maneira ou de outra. Uma vez que estivessem escutando ele, ele iria olhar para o avô primeiro, falando em um tom mais baixo mas ainda sério. “Você quer que a gente escute eles, mas também nada mais justo do que escutar o como nós vivemos, o que sofremos ou convivemos, já que meu querido e amado irmãozinho sofreu da maneira que sofreu” Ele disse carregando fortemente no sarcasmo ao chamar Constantine, já que havia detestado ser chamado assim por ele. Se virando para o pai, a voz se tornou mais ríspida e carregada de ódio “Não ouse a brigar com o que você criou, aceite que errou, e que arranjar desculpas falsas não vai adiantar nada, e é bom vocês dois” Ele olhou para a mãe tomando um tom mais baixo, mais carregado de dor “Explicarem de forma rápida e direta o que foi que houve para ter nos separado. E por que você não pode ficar com nós dois mãe” Chris perguntou para a mãe com tristeza, antes de se virar para o Constantine.

    “E meu querido e amado irmãozinho, senta neste sofá agora e escute o que eles tem pra dizer e depois faça o que você quiser desta vida, mas saiba de uma coisa” Ele disse metendo o dedo no meio do peito do irmão “Eu não tive a melhor vida possível, eu tive uma vida normal, com uma mãe que chorava ao olhar para mim com saudades de alguém que não podia ter perto, então cala a boca chamando ela de covarde, sendo que nossa mãe sofria e se preocupava com você mesmo longe!” E com isso ele sentou no sofá oposto, e esperou todos fazerem algo. E se ficassem um tempo a mais esperando ele ainda iria soltar um “E aí? Comecem logo se não eu vou para a cozinha porque ali o clima está melhor e tem comida”


    Bastet
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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Bastet em Dom Nov 15, 2020 2:11 pm



    Segredos de Família


    As coisas aconteceram muito rápido após o avô chamar Constantine de covarde.  Os três adultos ameaçaram falar, quando o menino começou a discorrer sobre a família destruída e sobre a sua vida nada feliz, em comparação ao irmão... Mas Christian se precipitou aos três,  jogando tudo o que sentia, também, na “mesa”.

    Os dois irmãos se olhavam, ambos com raiva, agora.  Cons, com raiva de sua vida e de ter de passar por aquilo... Chris com raiva de o irmão nem dar uma chance pra família (e pra ele).  O avô iria pigarrear após o breve chilique dos dois netos, que pareciam soltar faíscas pelos olhos enquanto se encaravam no centro da sala.

    Prólogo - Segredos de Família LGmccz5
    Benjamin:  Christian e Constantine, tentar explicar o que aconteceu é o que estamos tentando fazer desde o momento que vocês entraram na sala. Se querem agir como adultos, apontando erros que vocês não conhecem completamente e indicando culpa pra todos aqui, então parem de brigar e sentem no sofá, para ouvir, como adultos


    Ele olhou para os meninos, esperando que aquela briga entre eles acabasse ali. E parecia ser a melhor solução no momento... De qualquer forma, teriam de viver um com o outro e se quisessem brigar, melhor não ter um bando de adultos olhando e se metendo.

    Prólogo - Segredos de Família LGmccz5
    Benjamin:  Eu sei que vocês estão sentindo muitas coisas. Sei, constantine, que sua vida pode não ter sido fácil com seu pai. E que a sua pode ter tido momentos de tristeza com sua mãe, Christian, mas chamei todos vocês pra tentar resolver isso, coisa que não consegui no passado. Então ouçam seus pais, depois ele vão ouvir vocês...


    Quando os jovens se acalmaram, a mãe se  levantou do sofá, indo até os filhos. Deu um beijo na testa de Chris e logo ficou de frente pra Cons, o olhando nos olhos.

    Prólogo - Segredos de Família Q4X5dKo
    Annie: Meu filho… Me desculpe por tudo o que você passou. Essa sua raiva é minha culpa... Deixa eu te explicar o que aconteceu...


    Estendeu a mão para os dois adolescentes. Caso Cons não aceitasse, ela suspiraria e seguiria até o sofá novamente com Chris. Caso ele aceitasse, sentaria com um filho de cada lado.

    Prólogo - Segredos de Família Q4X5dKo
    Annie: Quando vocês nasceram, eu e seu pai éramos muito jovens... Eu ainda estudava na faculdade, ele estava começando com os negócios dele.  Achamos melhor que vocês vivessem aqui com seus avós. Eu sempre voltava em minhas folgas na faculdade e seu pai... Bem, ele vinha quando achava necessário


    A mulher olhou o homem com um pouco de decepção no olhar. Nem raiva conseguia sentir mais.

    Prólogo - Segredos de Família Q4X5dKo
    Annie: Como vocês podem imaginar, nossa relação não durou muito. Brigávamos por quase tudo, principalmente por vocês. Quando estavam juntos, pareciam atrair todo tipo de confusão e perigo. Nós nunca entendemos, mas, eu sempre achei que era coisa de criança... Levamos vocês em um psicólogo, mas ele dizia que estava tudo bem, que o que vocês “viam” era só imaginação infantil. Seu pai começou a achar que as pessoas iriam perseguir vocês, devido a essa visão...E levou isso para a justiça, achando que era mais seguro vocês ficarem separados, já que raramente vocês falavam sobre essas coisas quando estavam separados.  


    Nesse momento, Connor interrompeu a fala dela.

    Prólogo - Segredos de Família Ly6kK2Q
    Connor: Eu trabalho com muita gente que faz experimentos... E já tinha ouvido falar, mais de uma vez, de uma corporação que estava começando a crescer e que estudava crianças “especiais”. Nós procuramos soluções... Vocês cresceram, mas sempre que estavam juntos algo estranho acontecia. Começamos a deixar vocês separados durante o dia... E tudo parecia bem. A noite, ouvíamos barulhos estranhos do quarto e tudo estava revirado de manhã... Coisas que vocês não tinham idade pra conseguir fazer. Bem, coisas que a gente não sabia explicar, mas que acontecia. Sua avó sempre acreditou que isso viria a ser uma coisa boa, mas eu não. Se alguém percebesse, vocês seriam tirados de nós.


    Prólogo - Segredos de Família LGmccz5
    Benjamin:  E depois dizem que a Megan que é doida por acreditar em fadas. Seu pai parecia acreditar que iam fazer experimentos com vocês, meus netos. E, com os advogados bonzãos que ele podia pagar, acabou conseguindo o que queria. As teorias da conspiração dele resultaram nesse acordo de separação, em que cada um de vocês ficou com um deles.


    Prólogo - Segredos de Família Ly6kK2Q
    Connor:E eles ficaram seguros.


    Prólogo - Segredos de Família Q4X5dKo
    Annie: Enfim… De alguma forma, seu pai podia estar certo. Sua avó recebeu diversos telefonemas quando nos mudamos, com perguntas estranhas sobre vocês. Eu nunca achei essa solução a mais adequada, mas enquanto vocês não tivessem idade pra decidir, eu não podia fazer muita coisa. Agora vocês tem. Tudo isso do passado deixou de acontecer, certo? Nenhum de vocês vê nada “fora do normal”?


    Perguntou e os jovens não se lembravam. A verdade é que os dois sempre tiveram bastante imaginação, seja ao ver filmes, ao escrever. Cons de um jeito mais pesado, mais sombrio, Chris de um jeito mais alegre. Separados, não parecia passar disso.
    O avô continuou, após eles responderem.

    Prólogo - Segredos de Família LGmccz5
    Benjamin:   Eu sugeri aos pais de você que vocês passassem as férias aqui, ao invés de levarmos vocês novamente ao tribunal. Pra vocês se conhecerem... Conhecerem o lugar onde nasceram. Depois, vocês decidem se querem ficar com eles, como antes, se querem ficar com um deles... Se querem ficar aqui. Na idade que estão, um juiz certamente levará em conta a opinião de vocês, mesmo com as maluquices do seu pai.


    Prólogo - Segredos de Família Q4X5dKo
    Annie: Se vocês quiserem, nós podemos ficar também... Ou vir buscar vocês no fim das férias.


    A mãe parecia muito querer ficar... O pai não se pronunciou, estava emburrado, querendo discutir, mas, aparentemente, Benjamin era a única pessoa que conseguia manter o homem calado.

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    Prólogo - Segredos de Família Empty Re: Prólogo - Segredos de Família

    Mensagem por Askalians em Dom Nov 15, 2020 11:57 pm



    Constantine Reynolds

    Sua raiva e ressentimentos eram notórios de forma que até um cego veria tudo aquilo, mas que escolha ele tinha a não ser fazer o que aquele velho que se dizia seu avô dizia. Não havia outra solução naquele momento, pois já havia escutado demais daquele velho e não estava a fim de que mais nada saísse da boca do idoso sem ele responder a altura. Será que aquele péssimo jeito com o avô ele teria herdado do pai?

    Então se sentou no sofá ao lado do irmão, mas ainda estava de braços cruzados aguardando o que iria acontecer dali para frente com seu jeito impactante de ser, se ser mais duro que uma pedra e mais teimoso feito mula. Ele iria ouvir e simplesmente isso. Dificilmente algo tocaria o seu coração, mas pode ser que algum milagre aconteça.

    A tal mulher que se dizia mãe de ambos estendeu a mão para ele. Por instantes ele ficou olhando para aquela mão estendida enquanto a mulher lhe encarava. Não era tão fácil conquistá-lo, mas algo dizia que ele pelo menos devia aceitar e pegar aquela mão como quem realmente quer ouvir a história, por mais que seu veredito continuasse o mesmo. Então ele pegou na mão dela e foi até o sofá, ficando na situação da tal de Annie no meio dele e do irmão.

    E então aquela história maluca começou... E que história longa... e maluca... não parecia que ninguém mais iria parar de falar naquela sala...

    Ouviu tudo atentamente e quando chegou no momento de se manifestar sobre ver coisas fora do normal, ele só balançou a cabeça dizendo que sim, porque toda sua vida tinha sido cheia de acontecimentos fora do normal.
    Mais uma pergunta foi lançada no ar e naquele momento ele não tinha uma resposta pronta para dar. Ele precisaria de alguns dias para pensar.

    A única coisa que conseguiu fazer no momento foi olhar para o irmão com cara de “o.o?”


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