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    Kaira - Cidade em Chamas

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    Kaira - Cidade em Chamas Empty Kaira - Cidade em Chamas

    Mensagem por Dovahkiin Dom Jun 19, 2022 1:15 pm



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           Rachel novamente via-se em um local escuro. O cheiro de sangue, suor e desespero permeava o ar quando ela era levada até outra sala. Pelo canto dos olhos ela podia ver seus raptores, um casal. O homem, mais à frente, possuía olhos azuis como pedras de gelo, já a mulher era mais difícil de se ver. Mas no fundo, ela sabia tratarem-se de seres abomináveis escondidos por trás de disfarces, como lobos em pele de cordeiro.


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           A outra sala era ainda mais escura e desarrumada, mas o pior de tudo era que lá havia mais alguém. Dentro de um círculo negro riscado a giz no chão, encontrava-se uma garotinha de não mais de 7 ou 8 anos. Vendada e amordaçada. Ferida e chorando. Seus cabelos ruivos lhe eram familiares, quando Rachel finalmente percebia que a menina era ela mesma...


           

           Em seu quarto, Rachel acordava gritando. Sonhos como este a atormentavam há muito tempo. Ás vezes o cenário era outro, muitas vezes envolvendo um clarão, um estouro que logo se transformava num redemoinho, uma imagem belíssima, colorida, que remetia às fotografias, que vira nos livros, de galáxias e supernovas. Então, uma menina em tons difusos aparecia levitando à sua frente. Nestes sonhos, a garota surgia como um fantasma. Os longos cabelos oscilavam numa agitação aquática, enquanto o rosto aparecia translúcido. Devia ter uns sete ou oito anos, não mais que isso. Ás vezes segurava na mão direita um ursinho de pelúcia encardido, de grandes olhos pretos, nariz longo e focinho esférico. De boca aberta, a menina flutuante pedia ajuda - foi o que Rachel concluiu. As palavras eram arrastadas, e o som, abafado. Atrás dela, um túnel tentava sugá-la, mas alguma coisa a mantinha segura, fixa no lugar. Parecia ligada ao quarto por uma corrente, ou talvez fosse um fio, parte metálico, parte orgânico. O estranho cordão sempre saía do umbigo e descia, entrando profundamente no ventre da própria Rachel! Mas a menina também era Rachel...

           O cheiro de enxofre desviava a atenção da jovem, e ela percebia que havia uma espécie de fumaça saindo de suas mãos. Ocasionalmente algo semelhante ocorria em dias muitos frios, vapor gelado saía de sua boca, mas isso era diferente. Seus dedos estavam quentes, avermelhados.


           Por anos ela fez terapia para se livrar de seus traumas, e conseguiu levar uma vida relativamente normal, mas os sonhos ainda a atormentavam ocasionalmente, tanto que ela estudou muito sobre sonhos lúcidos, adquirindo um formidável controle de seus próprios sonhos. Mas os sonhos envolvendo a menina (a si mesma quando pequena) por alguma razão, bem... ela não tinha controle deles.

           Os sonhos, misturados a outros fatores (como o cheiro de enxofre, cabeça quente e náuseas ao se alimentar se congelados, hamburguer, refrigerantes e semelhantes) fizeram com que algumas vezes fosse diagnosticada com conversão histérica, mas em seus exames, sua saúde (tanto física quanto psicológica) parecia ótima.

           Rachel se levantava, limpava o suor da testa e seguia até a cozinha para tomar um copo de água. Ao voltar para seu quarto, ela abria a janela. Estava um dia lindo lá fora, talvez ela devesse fazer uma caminhada para espairecer? Ao mesmo tempo, ela via seu notebook sobre a mesinha e se lembrava de seu último trabalho inacabado que precisaria ser entregue em dois dias. Ainda na mesa, via seu celular, indicando mensagens não lidas.


    OFF: Inicialmente será uma narrativa mais ao estilo sandbox. Pode interagir com o cenário como desejar.
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    Kaira - Cidade em Chamas Empty Re: Kaira - Cidade em Chamas

    Mensagem por Nightingale Seg Jun 20, 2022 2:15 pm

    Kaira - Cidade em Chamas Kaira10

    Eu tinha chorado essa noite, como em muitas outras. Os gritos já faziam parte de uma rotina que eu devia me acostumar, mas eu nunca acostumo. O travesseiro e as cobertas que eu agarro junto aos joelhos davam uma falsa sensação de proteção. Eu demoro pra me recompor, sempre demoro, preciso de pelo menos meia hora pra entender novamente que tudo era uma coisa da minha cabeça, um reflexo do meu trauma que minha psiquiatra, Shamira, não é muito clara pra mim se eu devo tentar lembrar ou me esquecer. As vezes parece que Shamira é uma bruxa e fala coisas sem muito sentido, e apesar de ser muito jovem, tão jovem quanto eu, ela é uma psiquiatra muito boa. Bem... menos na falta de clareza de algumas coisas.

    Eu limpei as lágrimas, meia hora, como sempre, foi o tempo que precisei pra me acalmar, aquela sensação de calor e vermelhidão nas mãos quando minhas emoções começavam novamente e eu tinha medo. Os médicos diziam que não tinha nada de mais e aí eu me sentia como uma mentirosa que inventou qualquer coisa pro médico dar 1 dia de atestado para faltar ao trabalho, mas a verdade é que eu gostava do meu trabalho e era boa nele, não tinha motivos para fazer isso, mas não era como se o médico soubesse disso, ou acrediasse se eu dissesse. O cheiro de enxofre me incomodava também, além da vermelhidão nas mãos, um monte de coisa bizarras aconteciam em conjunto com esses sonhos e as vezes ficava com medo achando que ia parar em filmes como O Exorcista, mas então me lembro que anjos e demônios não existem, são apenas ficções, até mesmo alguns padres diziam que eram mais como metáforas do que de fato criaturas com asas, rabos e chifres que brigavam pelas almas das pessoas.

    Me levantava para me arrumar, o dia precisava começar, as sensações estranhas e os cheiros estranhos era um costume que eu sempre estranhava, talvez fosse a hora de consultar um dermatologista, um clinico talvez não fosse capaz mesmo de identificar o problema das minhas mãos e o cheiro horrível de enxofre que sai dela as vezes. Vou precisar ligar pro meu convênio hoje. Preciso também falar com a Shamira que esses são uns dos poucos sonhos que não consigo ficar lúcida, com certeza tem um significado por detrás deles e eu tenho medo de descobrir o que é, mas eu preciso enfrentar isso.

    Já na cozinha tomava uma água refrescante, voltava pro quarto, abria a janela e apreciava a manhã. Eu tomava um banho bem quente, depois de terminar me arrumava com minhas roupas de exercício, iria pra academia antes de começar o trabalho, ia já fazendo o aquecimento com uma corrida até a academia. Fazia meus exercícios sem pressa, ao terminar tomava um banho no vestiário, quando voltava pra casa comia mais uma boa salada com grãos de um mercado vegano que encontrei pela internet, minha restrição alimentar era bem rígida, eu cuidava demais da minha saúde, qualquer porcaria vendida por aí me dava horrores. Só comia e bebia coisas naturais, gastava uma grana boa com isso mas era mais barato que parar no pronto socorro várias vezes quando descobri essas minhas alergias e ai me diziam que era coisa mais grave... Nessas horas que me convenço que a área da Saúde realmente é uma industria que mais quer lucrar que deixar todos com boa qualidade de vida.

    Quando finalmente relaxei eu abri meus emails no macbook na mesa, olhei meus e-mails e respondi a todos que precisavam ser respondidos, depois disso já lia as mensagens no celular, depois terminaria o case animado da campanha do novo filme da MCU. Pra terminar esse trabalho eu não iria fazer no mac, iria levar o mac para plugar nos dois monitores no escritório do segundo quarto, lá usaria a minha tablet pra facilitar o processo.
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    Kaira - Cidade em Chamas Empty Re: Kaira - Cidade em Chamas

    Mensagem por Nightingale Seg Jun 20, 2022 2:21 pm

    CASA
    Kaira - Cidade em Chamas Casa10


    REFERÊNCIA DE ESCRITÓRIO
    Kaira - Cidade em Chamas Micros10
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    Mensagem por Dovahkiin Qui Jun 23, 2022 4:29 pm

    Após cerca de meia hora, Rachel conseguia se recompor. De alguma forma, ela sentia como se estivesse carregando consigo um problema com o qual uma hora ou outra precisaria enfrentar, embora conseguisse levar uma vida normal mesmo assim. Porém, cedo ou tarde, isso poderia lhe causar problemas.

           Enquanto tomava um banho quente, mentalizava suas próximas ações: bom, por partes: um dermatologista para seu problema com as mãos e sua psiquiatra para lhe falar sobre os sonhos recorrentes, os quais ela não conseguia assumir o controle, mesmo após todo o seu progresso em matéria de sonhos lúcidos.

           Ao sair do banho, Rachel vestia sua roupa de exercícios e iria para a academia para espairecer um pouco antes do trabalho. Como aquecimento, ela já fazia uma corrida leve até a academia.

           No caminho, percebia diversas propagandas idênticas, coladas em vários pontos por todo o caminho: paradas de ônibus, cabines telefônicas, muros, e até mesmo espalhados no chão. Ao  ver um deles mais de perto, percebia tratar-se de uma nova academia de defesa pessoal aberta recentemente. Snake Fist parecia ser o nome da academia. Juntamente com a propaganda, havia uma foto do instrutor (John Lawrence).


    Kaira - Cidade em Chamas 9k=


          Por alguma razão, algo no homem chamava sua atenção, mas não conseguia perceber o que. Como se o conhecesse de algum lugar, mas não se lembrasse de onde.


    Seguindo adiante...


           Durante os exercícios, Rachel podia perceber outras pessoas comentando sobre o novo dojo aberto (porém, alguns diziam não se tratar de um dojo, e sim uma academia de defesa pessoal): alguns estavam curiosos, um deles dizia ter ido ao tal lugar, se interessado, mas achou o tal John um doido que colocava os frequentadores em riscos como por exemplo: amarrar pedaços de carne nas costas dos alunos e largar cães famintos atrás deles, forçá-los a saltar entre telhados de prédios, amarrar suas mãos e jogá-los em uma piscina, dentre outras práticas questionáveis, e até mesmo considerava denunciar a nova academia e seu instrutor.

           Ao chegar em casa, após uma refeição leve, olhava os emails não respondidos, e... mais propagandas da tal academia... Ou o tal Johnny estava fazendo uma propaganda extremamente agressiva para divulgar seu dojo (ou academia, sei lá), ou o destino (ou sabe se lá o que) estava brincando com ela.




           Rachel percebia que não iria conseguir terminar seu trabalho com tantas distrações e no seu macbook de casa, então decidia terminar o trabalho no escritório. Lá, diversos colegas a cumprimentam, e um deles em específico pergunta se estava tudo bem com ela.


    OFF: Adiantando...


           Era enfatizado certa urgência para tudo envolvendo o MCU, pois nos últimos tempos, o império da Disney estava enfrentando certas dificuldades, com diversos membros da mesma sendo acusados de crimes graves, vazamentos comprometedores, e uma queda vertiginosa da audiência nos últimos filmes e séries da Marvel. Por isso, cada passo deveria ser dado meticulosamente. Novos clientes precisariam ser alcançados e a confiança dos antigos deveria ser recuperada.



    OFF: Pode interagir com o ambiente e as pessoas à sua volta como desejar.
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    Mensagem por Nightingale Seg Jun 27, 2022 5:49 pm

    Kaira - Cidade em Chamas Kaira10

    Aquele dojo bizarro ficava na minha cabeça, por algum motivo. Até que aprender defesa pessoal não seria ruím, muito pelo contrário, seria algo bom, principalmente porque moro sozinha e Los Angeles não tem exatamente uma taxa de criminalidade baixa. Não existiam muitos dojos de combate na região que eu moro, mas eu também tenho tantos prazos pra cumprir que não sei se poderia me dedicar a mais um compromisso. Ainda assim, acho que vou passar lá pra olhar, o tal do Sensei Lawrence me parecia familiar, mas acho muito difícil me matricular num dojo que parece que é mais frequentado por um bando de crianças, principalmente com esse treinamento estranho. Nenhum adulto que se prese pode se dar ao luxo de se arrebentar, as pessoas trabalham e precisam atender a compromisso diariamente, fazer isso com pernas e braços todos machucados não era algo muito inteligente de se fazer.

    Quando olhei o comercial e confirmei que ali só tinha um bando de crianças na propaganda eu torci o nariz, muito provavelmente eu não iria, principalmente se tratando de adolescentes. Uma arma pra me defender é muito melhor que me ferrar nas mãos de um doido e um bando de garotos semanalmente.

    Foi então que olhei para as horas e vi que 20 minutos já tinham se passado e eu ainda estava pensando no tal do Kobra Kai, tá certo, não vou conseguir trabalhar de casa hoje, era melhor ir pra agência. Coloquei minhas coisas todas na mochila, peguei minha jaqueta, tranquei a casa e peguei a moto. Coloquei meu capacete e comecei a dirgir pra agência sem muita enrolação, queria terminar isso logo pra ficar livre e poder ficar de bobeira com o que quisesse depois. Minhas responsabilidades sempre vem em primeiro lugar.

    Cumprimentei a todos, sem muito rodeio, a equipe de criação, a equipe de conteúdo, o pessoal de mídia, todo mundo que passava por mim, e até meu diretor criativo, todos que tivessem resolvido vir trabalhar na agência hoje e que estavam no caminho da mesa disponível. Quando meu/minha colega perguntou se estava tudo bem eu optei por levar como um cumprimento e não como uma pergunta de verdade, eu não ficava muito bem quando eu tinha desses sonhos, mas também não queria ficar me abrindo pra futucarem minha vida. Não que eu fosse anti social, muito pelo contrário, nesse ramo um bom networking faz toda a diferença, as vezes mais do que as suas skills tecnicas, mas eu não gostava de contar meus problemas pras pessoas, eu tenho uma terapeuta pra isso e também a bem da verdade as pessoas se sentem melhor com você quando você tem um ar de positividade. Já tive um colega reclamão de trabalho, e era um saco ficar perto dele, não porque era uma pessoal ruím, mas tanta reclamação te faz se sentir mal também. Negativismo contagia.

    Eu não ligava muito pro pessoal da produção dos filmes, a menos que isso envolvesse ao meu trabalho e minha equipe de trabalho. Talvez a Disney MCU até goste, dá mais ibope e atratividade, menos é claro, nessa confusão da Amber Heard e o Johnny Depp, isso daí acho que não foi positivo pra ninguém. Enfim... Era hora de me dedicar totalmente, eu tinha que entregar isso tinindo, nem que tivesse que passar a noite toda na agência hoje, e muito provavelmente isso ia acontecer.
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    Kaira - Cidade em Chamas Empty Re: Kaira - Cidade em Chamas

    Mensagem por Dovahkiin Ter Jun 28, 2022 9:44 pm

    O trabalho já havia começado há algum tempo. Era algo importante e urgente, do tipo que não se consegue todo dia, então Rachel não poderia se dar ao luxo de ficar perdendo mais tempo vendo vídeos de dojos enchendo sua caixa de spam.
            O trabalho seguia, sua testa suava e ela a limpava com as costas da mão por não querer perder mais um segundo distraindo-se. Ela olhava as horas, puxa, já estava anoitecendo e o grupo teria de permanecer trabalhando madrugada adentro. Ela ainda tinha mais um dia livre, mas não queria arriscar, eles teriam de terminar o trabalho logo.
            Seu estômago doía, e ela não era a única. O grupo decide fazer uma vaquinha para comprar uma pizza com coca-cola para passar a madrugada.
            Alguns colegas davam um tempo, escutavam música, falavam no celular, mas Rachel comia seu pedaço de pizza com uma mão e digitava com outra. Ainda faltava algo, mas o quê? O design de fundo, parecia muito simples, mas o que usar? Pense, Rachel, pense!
            Repentinamente, seus sonhos vinham á sua mente, e por alguma razão, quatro cores, alternando entre o azul, o preto, o verde e o vermelho. Sem saber exatamente o que fazia, ela estava retratando o fundo de seu sonho, tons esferográficos. Outras imagens vinham à sua mente: clarões, redemoinhos estelares, supernovas. E repentinamente, ela havia terminado.

            O grupo festejava em plena madrugada, mas em seguida, recolhiam seu material e iam embora. Rachel ia em seguida, estava morta de sono. O sol já estava nascendo. Ela provavelmente dormiria até o meio dia, ou além.
            Rachel mal entrava pela porta, seguia até o quarto, se jogava na cama, e ficava por lá...


    ...




            Rachel acordava ao som de água corrente, sons de pássaros e grilos cantando. O cheiro da grama a lembrava de algo há muito perdido, e quando ela finalmente abria os olhos, se via em um local totalmente estranho.
            Ou melhor, aquilo não lhe era estranho, ela nitidamente estava sonhando, e esta paisagem não era uma novidade. Porém, era até confortável sonhar com algo diferente de quartos escuros e lembranças reprimidas.
            Rachel caminhava pela paisagem, até perceber fumaça subindo em um ponto próximo. Por alguma razão, aquilo chamava sua atenção, e ao se aproximar mais, via uma estranha criatura inalando fumaça de um narguilé.


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            A fumaça tinha cheiro de tabaco e menta, mas quem chamava mais sua atenção era justamente a lagarta fumando. Assim que percebe não estar sozinha, a lagarta se vira para Rachel e fala com ela, com a voz de Alan Rickman, lenta e sonolenta:

    - Kaira?

            O nome também não lhe era estranho, como tudo o mais ali. Nem mesmo uma lagarta falante fumando tabaco com folhas de menta lhe era estranho.
    Após a possível resposta de Rachel, a lagarta continua:

    - Sim, você é mesmo Kaira, eu poderia lhe reconhecer através de qualquer Veste. Todos pensaram que Kaira não mais existisse, mas Oráculo sabe, assim como o sol nasce, a bicicleta anda, o lobo uiva e o urso panda. Tu és Kaira e Kaira és tu. O único problema é que Kaira não sabe quem Kaira és. Oras, se Kaira é Kaira, e kaira não sabe quem é Kaira, como podes Kaira ser Kaira e Kaira não ser Kaira ao mesmo tempo que eu não tenho uma bicicleta pois não sei nadar? Como podes o vinho, sendo molhado, ser seco ao mesmo tempo? Como pode o Halls preto ser branco, ou o Mar Vermelho ser azul? Como pode “tudo junto” ser escrito separado e “separado” ser escrito junto? E principalmente, como Kaira pode estar sonhando e ao mesmo tempo acordada, e ainda assim não perceber que o Oráculo colocou uma arma em seu bolso?

            Por alguma razão, Rachel podia sentir um estranho volume em seu bolso e para o lado de fora pendia algo como o cabo de uma pistola. Ao puxá-lo... realmente era uma pistola.


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    - Kaira deve se lembrar dessa arma, ou essa arma deve lembrar Kaira dela mesma, a não ser que Kaira não seja realmente Kaira, mas se Kaira não for Kaira, então o Oráculo está errado e isso tudo não passa de um sonho. Kaira deve fazer o seguinte: se arma não desaparecer em Plano Corpóreo, Kaira realmente é Kaira e que eu sem mim não existo! E lembre-se, na vida, tudo é passageiro, exceto o motorista e o cobrador!

            Então inalava uma gigantesca quantidade de fumaça no rosto de Rachel e o sonho terminava.
    Rachel acordava em sua cama, com os cabelos cheirando a menta... e segurando uma pistola exatamente igual à do sonho.
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    Mensagem por Nightingale Ter Jun 28, 2022 10:40 pm

    Kaira - Cidade em Chamas Kaira10

    Trilha Sonora:

    Nossa mais que sono pesado... Uma sensação muito pesada. Que cheiro estranho é esse? É menta... Meu Deus... Esse sono foi bom, e fica ainda mais gostoso acordar com a luz entrava em feixes pela janela com poucos fiapos de poeira cintilante pelo ar. Me joguei na cama sem me importar com cobertores, só tirei a roupa e coloquei o pijama porque dormir de jeans e jaqueta ninguém merece. Acho que agora posso passar uns minutinhos da cama, é bom ficar assim curtindo preguiça, até é gostoso sentir essa coceirinha matinal nos olhos, mas o susto que eu tomo quando vou cocá-los é o que me fez acordar de vez.

    - MEU DEUS!!! UMA ARMA, MEU DEUS!!! EU NÃO ACREDITO!!!

    Eu pulei na cama com o susto, mas é claro, eu atirei a arma na parede, mas é claro, quem não teria feito diferente??? De onde veio essa porcaria??? Eu esfrego minha cara com as mãos pra ter certeza que não tô sonhando. Eu olho e pisco várias vezes e não tô, eu costumo saber quando tô sonhando e isso não é um sonho. Eu fico em cima da cama de pé olhando pra arma no chão como se ela fosse uma ratazana super nojenta, não que eu odiasse armas, eu sou a favor delas, mas mesmo assim eu nunca tive uma.

    - Meu Deus como isso veio parar aqui???

    Tá me zoando que isso veio do sonho??? Não é possível, eu to ficando louca, só pode!!! Eu tô ficando louca!!! Eu pulo da cama e passo longe da arma como se ela fosse um bicho morto no quarto, vou até o banheiro, lavo o rosto com água gelada e depois de secar a cara voltou até o quarto e fico olhando a arma, minutos o suficiente para criar coragem e pegar ela e então fico repassando na cabeça tudo o que aquela lagarta de Lewis Caroll disse. Dert, a arma ficava ali parada, como se ela fosse mesmo se mexer. Eu pego a arma com cuidado e de repente eu meio que sabia como manusear ela, via que a trava de segurança estava ativada, então era seguro, via o pente se ele estava carregado mesmo ou não. Eu a empunhava como se já soubesse usar uma faz muito tempo, mas era bizarro porque eu nunca tive nenhuma, nunca dei um tiro se quer.

    - Mas quem diabos é Kaira? Aquela lagarta tinha mais alguma coisa naquele Narguilé.

    Então eu me toquei que estava começando a levar a sério o sonho lúcido com o que estava acontecendo agora, sendo que tinha que ter alguma explicação pra aquilo.

    - Ótimo, já to aceitando que esse absurdo aconteceu mesmo. Eu preciso ligar pra minha psiquiatra.

    Imediatamente coloco a arma em cima do móvel da cabeceira e fico pensando se seria uma boa idéia manter uma arma ilegal em casa e sem registro ou se deveria entregar em uma delegacia. Eu até estava pensando que ter uma arma seria bom, afinal sou uma mulher que mora sozinha, mas o problema é ter que usar esse negócio mesmo em casa e a policia ver que eu tenho uma arma sem registro e sem autorização pra posse. Eu sento na cama e mando uma mensagem pra doutora Shamira.

    "Boa tarde, douora, tudo bem? Aconteceu uma coisa muito louca com os meus sonhos, preciso de uma consulta, isso tá ficando grave."

    Disse boa tarde porque dormi até o período da tarde. Sem chance de eu realmenter ter pego isso dos meus sonhos lúcidos. Não, com certeza eu tive algum problema, sei lá, sonambulismo, coca ou pizza de ontem batizada e então eu virei protagonista do novo filme da Ressaca (The Hangover, em português o filme foi traduzido como "Se Beber não case"). Enquanto esperava ela responder eu ia para tomar um banho, tomava aquela ducha quente e gostosa, depois de me secar eu ia tomar café, frutas e ovos cozidos, suco 100% natural expremido da fruta. Depois de comer e ver as notícias no celular e checar os emails do trabalho se tinha algo urgente pra responder. Eu ia depois arrumar as coisas pra continuar minha rotina e ir trabalhar mais tarde, afinal eu virei naquela agência ontem, tenho propriedade pra iniciar o horário de trabalho bem mais tarde. A idéia era ir na academia novamente e voltar pra casa pra me arrumar novamente e começar as coisas, sem pressa, mas claro... Antes de sair eu pego aquela arma e procuro um lugar muito escondido e seguro pra guardar. Tiro então uma caixa de sapatos e deixo muito bem guardado no fundo do guarda-roupa, um lugar seguro.

    Durante todo o inicio da minha rotina eu checo o celular de vez em quando pra ver se a doutora respondeu e já ver a disponibilidade dela pra me atender o mais rápido possível.

    OFF: Se for entrar no final de semana pode desconsiderar a rotina de trabalho e considerar no lugar que ela vai dar uma olhada no tal dojo do Kobra Kai, pois apesar de ter meio que se decidido que não iria ficar lutando com um bando de garotos, ela ainda tinha uma curiosidade estranha sobre o lugar.


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