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Andando por Estígia

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Mensagem por GM Dom maio 28, 2023 8:47 am

@Alexyus @Mandhros




Seguindo sua jornada, nossos protagonistas, chegam a Biblioteca Eterna de Estígia, um santuário vasto e insondável de conhecimento que transcende as barreiras do espaço, do tempo e da existência. A princípio, a vista desta majestosa estrutura é suficiente para arrebatar os espíritos mais endurecidos, uma reminiscência arquitetônica da Biblioteca da Babilônia de Borges, mas construída com a intangibilidade da eternidade. A Biblioteca Eterna, assim como a Biblioteca da Babilônia, é um edifício labiríntico, com incontáveis corredores e galerias, repletos de volumes inumeráveis. As estantes, feitas de uma substância tão escura quanto o ébano e tão fria quanto o gelo do esquecimento, se erguem até as sombras abobadadas do teto, fazendo com que se perca de vista a sua magnitude. O som de folhas sendo viradas ecoa como um sussurro fantasmagórico pelo espaço etéreo. A alegria inicial dos personagens é quase indescritível. Aqui, em um lugar onde o esquecimento e a perda são as únicas constantes, a perspectiva de obter conhecimento, de acessar qualquer informação que a alma possa desejar, é um êxtase quase insuportável. A existência eterna adquire uma nova luz, prometendo uma busca interminável pela sabedoria e pelo entendimento. Porém, a alegria inicial rapidamente se transforma em desespero. As estantes se estendem ao infinito, e cada livro é uma ilha de conhecimento em um oceano de mistério. Como encontrar o conhecimento desejado em um labirinto tão vasto e insondável? As respostas que buscam estão enterradas em um emaranhado de perguntas e letras que eles não sabem formular e/ou catalogar. A busca se torna uma tarefa hercúlea, um esforço sisífico que ameaça consumir a sanidade de qualquer um que se atreva a enfrentá-la. Mas há uma alternativa. O Bibliotecário de Estígia, uma entidade tão antiga quanto a própria Biblioteca, oferece seus serviços. Por um preço, claro. Um óbolo estigiano, a moeda dos mortos, é a chave para desvendar os segredos da Biblioteca. O Bibliotecário, com seus olhos que viram a ascensão e queda de civilizações, a morte de estrelas e o nascimento de deuses, é capaz de encontrar qualquer informação que se busque. Ele pode ser um guia, um farol na escuridão abissal da ignorância, mas apenas para aqueles que estão dispostos a pagar o preço. A Biblioteca Eterna de Estígia é um monumento ao conhecimento, mas também um monumento à loucura. É um lugar de maravilhas e horrores, de alegria e desespero, de esperança e desilusão. É a personificação do horror cósmico, a manifestação do desconhecido, do insondável e do inexprimível. Aqueles que se aventuram em suas profundezas podem encontrar a sabedoria que buscam, ou podem se perder para sempre na vastidão do desconhecido. E no final, talvez essas duas coisas não sejam tão diferentes assim.





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Mensagem por Mandhros Ter maio 30, 2023 10:08 am

Feitas as despedidas, tanto eu como Aramis manifestamos o desejo de prosseguir até a Biblioteca de Estígia e Virgílio, nosso guia até aquele momento, no conduz até o lugar.

E como aquele reduto de conhecimento infinito era magnífico! Quando vivo, eu já havia frequentado grandes bibliotecas em Moscou e Kiev, mas nada se comparava ao que eu via naquele momento. Era como se todo o conhecimento do mundo estivesse catalogado e organizado em prateleiras infinitas.

Por um momento, recordo a sensação que tive ao afundar nas águas do lago do santuário de Virgílio. O conhecimento ao redor era o mesmo, a sensação de ser pequeno frente àquela vastidão, idem. Mas, enquanto no lago havia um quê de fluidez, de pertencimento... Aqui havia uma ordem imposta artificialmente... Era como se observássemos o mesmo fenômeno, desta vez vendo-o de fora, catalogado em um livro.

A esperança que eu tinha de localizar meus entes queridos e a pessoa que representava risco a eles começa, imediatamente, a conviver com o desespero: como encontrar aquilo que eu desejava, no meio de [i]tanta informação
? Se, deste lado da mortalha, as próprias leis da Física eram alienígena, que tipo de ordem indicaria a disposição dos livros infinitos? Por onde começar?

Esqueço dos demais e, como uma chama no meio da escuridão, surge a ideia de procurar o Bibliotecário. Junto com ela, contudo, vem a noção de que todo conhecimento tem um preço.

No mundo dos mortos havia dinâmicas que eram totalmente estranhas à experiência dos vivos. Às vezes, aparentemente, recebíamos conhecimento por osmose, simplesmente por estar em determinado ambiente, sem precisar sequer falar com alguém...

Hum...

Volto-me a Virgílio, Aramis (e aos protegidos dele):

Vocês também sentiram, não foi? A percepção de que todo o conhecimento do universo está aqui e é acessível por um preço?

Faço uma pausa, pensativo...

Como podemos convencer o Bibliotecário a nos indicar onde estão as respostas para as nossas perguntas?
[/i]
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Mensagem por Alexyus Qua maio 31, 2023 1:57 am



♫♫♫

A biblioteca era enorme, gigantesca, maior do que qualquer coisa que Aramis seria capaz de imaginar.

Todas as coisas que Aramis pudesse desejar saber poderiam ser encontradas ali... em meio a milhões de outras que não valiam nada para ele. Isso era um probçlema, uma dificuldade grave. Embora estivesse morto, Aramis não desejava perder tempo ali revirando cada informação inútil até encontrar o que desejava.

Tinha coisas importantes para cuidar, e o tempo para os vivos continuava passando.

Felizmente havia um bibliotecário capaz de ajudá-los. Infelizmente, ele não faria isso sem ser pago

Seus companheiros também perceberam aquela dificuldade.

Volto-me a Virgílio, Aramis (e aos protegidos dele):

Vocês também sentiram, não foi? A percepção de que todo o conhecimento do universo está aqui e é acessível por um preço?

Faço uma pausa, pensativo...

Como podemos convencer o Bibliotecário a nos indicar onde estão as respostas para as nossas perguntas?

Aramis pensou um momento e disse:

- Tive uma ideia!

Caminhando na direção do bibliotecário, Aramis disse:

- Saudações, dileto bibliotecário! Acabei de chegar à Estígia e preciso descobrir algumas informações que, creio, estão encerradas nesta biblioteca. Sua ajuda inestimável não vem de graça, conforme já me informaram, mas a verdade é que não tenho nenhum óbolo, pelo menos não ainda. Mas tenho um biscoito de Estígia, e possso dar-lhe caso concorde em me ajudar. O que me diz disso?  

Aramis mostrou um dos biscoitos que achara no cofre, mostrando que sua proposta era  a sério.
 
Aramis D'Anjou











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Mensagem por GM Sex Jun 09, 2023 6:56 pm

@Alexyus e @Mandhros



A voz do Bibliotecário, mais antiga do que os ventos eternos que assolam as terras da morte, emergiu das sombras, uma entidade não formada por carne, mas por ecos do passado e promessas do futuro. Com uma lentidão que denotava a eternidade de seu ofício, ele respondeu à pergunta de Aramis.

"Saudações, viajante do limbo, eu sou o guardião deste santuário de conhecimento. Eu sou o Bibliotecário. Estás correto em assumir que meus serviços têm um preço. No entanto, não posso aceitar teu biscoito de Estígia como pagamento. Meu propósito é manter e proteger este local, não saborear as delícias que podem atrair os espíritos famintos."

Enquanto suas palavras ecoavam no vazio infinito da biblioteca, uma figura surgiu das sombras. O aroma etéreo dos biscoitos de Estígia havia atraído uma aparição transeunte, uma alma que ainda retinha um traço de sua antiga humanidade. A figura se aproximou, a luz espectral de sua existência cintilando suavemente na escuridão da biblioteca.

Andando por Estígia Gm_dra23
Cythera

"Olá, estranho," a aparição disse, sua voz soando como uma melodia tocada em um antigo instrumento. "Meu nome é Cythera, e eu era uma vez uma habitante do mundo dos vivos, como você. O Bibliotecário é como um antigo computador, incapaz de compreender ou apreciar as sutilezas do prazer e do sabor. Mas eu... Eu ainda me lembro de tais coisas. O teu biscoito de Estígia, eu aceito, mas em troca, eu te darei dois óbolos estigianos. Não posso ajudar a encontrar o que procuras nesta vasta coleção de conhecimento, mas com esses óbolos, poderás solicitar a assistência do Bibliotecário."

"Você os quer?"



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Mensagem por Mandhros Ter Jun 13, 2023 12:39 pm

Observo toda a cena, da aparição do Bibliotecário à chegada de Cythera.

Naquele momento, por mais que minha alma ansiasse pelas respostas que se encerravam na biblioteca de Estígia, era Aramis quem tinha as cartas a apostar. Eu não sabia se o preço seria o justo: dos óbulos pelo biscoito de Estígia... Mas, definitivamente, aquelas era uma possibilidade de avançarmos, cada um a seu modo, na busca pelo conhecimento de que necessitávamos.

Assim, aguardo, em silêncio, que Aramis tome sua decisão...
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Mensagem por Alexyus Sáb Jun 17, 2023 10:56 pm



♫♫♫

Falar com o Bibliotecário era algo arrepiante, ou seria se Aramis ainda estivesse vivo. Parecia um construto fantasmagórico senciente, dando-lhe respostas tétricas e infelizmente negando a oferta dele.

Mas das sombras surgiu uma aparição passageira, com um rosto bonito e agradável, e um chapéu com um ninho de flores bastante exótico.

"Olá, estranho," a aparição disse, sua voz soando como uma melodia tocada em um antigo instrumento. "Meu nome é Cythera, e eu era uma vez uma habitante do mundo dos vivos, como você. O Bibliotecário é como um antigo computador, incapaz de compreender ou apreciar as sutilezas do prazer e do sabor. Mas eu... Eu ainda me lembro de tais coisas. O teu biscoito de Estígia, eu aceito, mas em troca, eu te darei dois óbolos estigianos. Não posso ajudar a encontrar o que procuras nesta vasta coleção de conhecimento, mas com esses óbolos, poderás solicitar a assistência do Bibliotecário."

"Você os quer?"

Aramis fez uma reverência cavalheiresca:

- Estou horado em conhecê-la, senhorita Cythera. Meu nome é Aramis D'Anjou, e devo dizer que sua aparição ocorreu no melhor dos momentos. Sim, eu aceito trocar meu biscoito pelos seus óbulos. Agradeço imensamente sua disposição, e espero vê-la novamente em breve.  
 
Aramis D'Anjou











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Mensagem por GM Seg Jun 19, 2023 10:50 pm

Estou sem acesso ao meu PC no momento... Então não poderei fazer a colorização e nem inserir imagens. Posteriormente farei isso, mas já pode prosseguir com suas postagens:

A figura de Cythera brilhou mais intensamente à medida que se aproximava dos viajantes, a luz espectral de sua existência lançando sombras dançantes na imensidão da Biblioteca Eterna.

"Caro Aramis, aceito de bom grado tua oferta. Esses biscoitos de Estígia... eles trazem lembranças de prazeres esquecidos, sabores que não senti desde que deixei o mundo dos vivos." Disse Cythera, sua voz soando como a música distante de um sonho.

Com um gesto gracioso, ela pegou os biscoitos e em troca, entregou a Aramis duas moedas escuras e frias. Eram os óbolos de Estígia, uma moeda cujo valor era reconhecido até mesmo nas profundezas do além.

"Vosso pagamento pelo biscoito, Aramis. E agora, se me permitirem a ousadia, gostaria de fazer uma proposta. Uma Saturnália dos Mortos está para acontecer. É uma celebração única, cheia de dança, música, e a alegria que só os que já cruzaram o véu da morte podem conhecer. Vocês gostariam de se juntar a nós?"

Antes que qualquer resposta pudesse ser dada, a voz do Bibliotecário irrompeu novamente, emanando das profundezas da biblioteca.

"Com os óbolos estigianos em mãos, tens direito a três perguntas ou pedidos para obter conhecimento ou o livro que desejas. Esteja ciente, viajante, que deves ser preciso, objetivo e direto em tuas perguntas. A falta de clareza pode levar a respostas vazias e a conhecimento inútil. O universo é vasto e complicado, e o conhecimento que buscas pode ser mais difícil de encontrar do que pensas."

E assim, uma nova possibilidade de aventura se abriu diante dos viajantes. Uma dança com os mortos e uma busca pelo conhecimento. Ambas as oportunidades prometiam experiências inesquecíveis e únicas. O tempo era seu aliado, e com sabedoria, poderiam desfrutar de ambas as ofertas.
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Mensagem por Mandhros Ter Jun 20, 2023 11:49 am

Ouço, com calma, as propostas de Cythera e do Bibliotecário. Uma vez mais, era Aramis quem tinha todas as cartas em mãos, e cabia a ele decidir como ele jogaria.

Qualquer pergunta e qualquer resposta do Bibliotecário prescindia dos óbulos estigianos em poder do músico... Eu sabia que tinha mais de uma pergunta, e sabia que havia três oportunidades... Precisaria condensar ao máximo minhas dúvidas para elaborar uma questão que fosse ao mesmo tempo precisa e suficientemente abrangente para garantir uma fração do conhecimento que eu buscava... Claro, desde que Aramis consentisse.

Em um primeiro momento, volto-me ao bardo:

Aramis, é você quem tem o poder de decidir que perguntas fazer... Mesmo que ainda não nos conheçamos, peço, humildemente, sua ajuda... Se decidir fazer as peguntas ao Bibliotecário, você poderia me conceder uma das questões, ao menos? Eu seria eternamente grato!

E, apenas após a resposta de Aramis, dirijo-me a Cythera:

Senhora Cythera, você tem sido bastante gentil... Poderia nos contar um pouco mais sobre a Saturnália dos Mortos? Não estamos exatamente acostumados ao modo de vida de Estígia...
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Mensagem por GM Ter Jun 20, 2023 7:35 pm

A figura de Cythera brilhou com um brilho espectral mais suave quando Dimitri falou, as sombras que ela lançava oscilando suavemente com o som de sua voz.

"Dimitri, a Saturnália dos Mortos... é uma celebração como nenhuma outra. No mundo dos vivos, talvez vocês tenham conhecido o Carnaval, ou talvez o Dia dos Mortos. Aqui, em Estígia, temos a Saturnália dos Mortos, nossa versão de celebração e lembrança."

Ela fez um gesto amplo com a mão, como se tentasse pintar a imagem da festa com as palavras que dizia.

"Imagine um baile, onde todas as almas de Estígia se reúnem. As vestes são sombrias, mas as risadas são altas. A música ecoa por toda a parte, uma melodia fantasmagórica que parece dançar no ar. As almas dançam umas com as outras, rindo e cantando, celebrando a existência após a morte."

Ela fez uma pausa, olhando para Dimitri com seus olhos brilhantes.

"Mas não se engane, Dimitri, a Saturnália dos Mortos não é apenas uma celebração. É também uma lembrança. Lembramos aqueles que deixamos para trás, aqueles que ainda estão no mundo dos vivos. Lembramos as vidas que vivemos, as alegrias e tristezas que experimentamos. É uma noite de celebração, sim, mas também de introspecção."

Sua voz diminuiu até se tornar um sussurro, quase perdido no eco eterno da Biblioteca.

"Se vocês escolherem se juntar a nós na Saturnália, verão que a vida após a morte pode ser tanto alegre quanto melancólica. É uma experiência única, e tenho certeza de que vocês apreciarão. Nessa em especial, um grupo de magos animistas humanos nos ajudarão a comunicar com aqueles que foram deixados para trás. Na época da Saturnália é o único período que a Hierarquia faz vista grossa para a comunicação com os breves."
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Mensagem por Alexyus Qua Jun 21, 2023 12:52 pm

Aramis ouviu as instruções do Bibliotecário e percebeu que teria de ser preciso em seus questionamentos ou desperdiçaria aquelas preciosas chances.

Mas ele não estava mais sozinho, e Dmitri fez um questionamento:

Aramis, é você quem tem o poder de decidir que perguntas fazer... Mesmo que ainda não nos conheçamos, peço, humildemente, sua ajuda... Se decidir fazer as peguntas ao Bibliotecário, você poderia me conceder uma das questões, ao menos? Eu seria eternamente grato!

Aramis sorriu ao responder:

- Estamos juntos nisso agora, Dmitri! Pense bem em sua pergunta, e Samuel e Alice também podem fazer uma pergunta se desejarem. Eu tenho poucas dúvidas, mas espero não precisar gastar todas as perguntas para descobrir o que preciso...

Mas Cythera fez um convite para a Saturnália dos Mortos, algo que ele nunca tinha sequer ouvido falar.

Aramis olhou para Virgílio, tentando descobrir o que ele achava daquela oferta.

Mas acabou por se decidir sem consultá-lo.

- Acho que podemos ir a essa Saturnália e voltar para a Biblioteca depois. Talvez essa celebração nos dê alguma perspectiva para auxiliar na formulação de nossos questionamentos. Mas fiquem juntos, pois não sabemos quais perigos podemos encontrar!
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Mensagem por Mandhros Qua Jun 21, 2023 3:40 pm

- Estamos juntos nisso agora, Dmitri! Pense bem em sua pergunta, e Samuel e Alice também podem fazer uma pergunta se desejarem. Eu tenho poucas dúvidas, mas espero não precisar gastar todas as perguntas para descobrir o que preciso...
Aramis era surpreendentemente simples e direto em suas convicções e ações. Falava sem rodeios, parecia bastante certo de tudo o que fazia.

Se, por um lado, essa sinceridade demonstrava ser uma qualidade para o grupo que se formava ao redor dele, talvez pudesse, também, representar um risco quando confrontasse um perigo real.

E, assim, aqui estou, com a possibilidade de uma questão nas mãos, mas sem ter certeza do que perguntar, ainda.

Outra coisa me intrigou profundamente, na fala de Cythera:

"Se vocês escolherem se juntar a nós na Saturnália, verão que a vida após a morte pode ser tanto alegre quanto melancólica. É uma experiência única, e tenho certeza de que vocês apreciarão. Nessa em especial, um grupo de magos animistas humanos nos ajudarão a comunicar com aqueles que foram deixados para trás. Na época da Saturnália é o único período que a Hierarquia faz vista grossa para a comunicação com os breves."
Então havia magos que eram capazes de cruzar a mortalha entre o mundo dos vivos e dos mortos, e até permitir que intergíssemos com o outro lado? Será mesmo que isso era possível?

Bom, em Estígia tudo parecia possível...

Antes de lançar uma pergunta ao Bibliotecário, antes de responder a Aramis ou a Cythera, pondero: a Saturnália poderia ser uma festa para os mortos, mas era uma celebração com grande quantidade de almas, realizada em um lugar estranho (que sequer respeitava as noções da física convencional) e totalmente desconhecido. No evento, estaríamos todos ainda mais à mercê de Cythera, indefesos, virtualmente. Havia ainda a questão dos óbulos, que poderiam ser roubados, de alguma forma...

Mas a chance de espiar do outro lado... A oportunidade de tocar o mundo dos vivos, ainda que brevemente, era boa demais para deixar passar.

Com todas as questões em mente, falo a Aramis, deixando transparecer a desconfiança que me preenchia, naquele momento:

Aramis, você não acha que seria muito arriscado irmos à festa antes de fazemos nossos questionamentos? Pelo que a Srta. Cythera afirmou, a Saturnália é uma celebração grande, com muita gente, em um lugar que não conhecemos, de costumes que ainda não entendemos... Talvez não tenhamos mais óbulos - e, consequentemente, respostas - se formos à celebração antes de resolvermos nossas questões aqui.

Além disso, ainda precisamos nos apresentar às autoridades... Pelo que Virgílio disse, até que façamos isso, seremos presas fáceis me qualquer lugar...

Aguardo as considerações do músico, enquanto começo a pensar como formular uma pergunta suficientemente abrangente e precisa para extrair o conhecimento que preciso do Bibliotecário...
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Mensagem por Alexyus Ter Jun 27, 2023 9:46 pm



♫♫♫

Aramis, você não acha que seria muito arriscado irmos à festa antes de fazemos nossos questionamentos? Pelo que a Srta. Cythera afirmou, a Saturnália é uma celebração grande, com muita gente, em um lugar que não conhecemos, de costumes que ainda não entendemos... Talvez não tenhamos mais óbulos - e, consequentemente, respostas - se formos à celebração antes de resolvermos nossas questões aqui.


Além disso, ainda precisamos nos apresentar às autoridades... Pelo que Virgílio disse, até que façamos isso, seremos presas fáceis me qualquer lugar...

Aramis assentiu às preocupações de Dmitri, compreendendo os pontos que ele destacava.

Mas o raciocínio dele funcionou rapidamente, e Aramis disse lenta e pensativamente:

- Desde que pisamos nesta cidade, eu sinto que estamos em perigo, Dmitri. Mas entendo os riscos de ficarmos sem óbolos.

Ele virou-se para o Bibliotecário e perguntou:

- Bibliotecário, posso pagar agora e voltar para fazer as perguntas depois? Há coisas nas quais ainda precisamos pensar, mas não queremos desperdiçar nossa chance.  
 
Aramis D'Anjou











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Mensagem por GM Ter Jul 04, 2023 6:36 pm

A figura enigmática do Bibliotecário permaneceu imutável diante das palavras de Aramis, observando-o com seus olhos vazios. Após um momento de silêncio, a voz sussurrante ecoou novamente pelo salão:

"Viajante astuto, compreendo seu desejo de pagar agora e buscar as respostas posteriormente. Em reconhecimento à sua atitude sincera, farei uma concessão excepcional. Aceitarei os Óbolos de Estígia e os guardarei temporariamente em meu cuidado, até o final da Saturnália dos Mortos."

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Um brilho fugaz de aceitação pareceu passar pelos olhos do Bibliotecário, embora seu rosto permanecesse imutável, como uma estátua esculpida em mármore.

"Entretanto, devo ressaltar que, uma vez que a Saturnália dos Mortos chegue ao seu fim, a oportunidade de fazer suas perguntas será perdida, caso ainda não as tenha formulado. A decisão é sua, viajante, se deseja confiar em minha guarda temporária dos Óbolos ou se prefere buscar o conhecimento imediatamente."

As palavras do Bibliotecário reverberaram pelo salão, misturando-se à essência enigmática da biblioteca, enquanto Aramis ponderava sobre a proposta apresentada.
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Mensagem por Mandhros Sex Jul 07, 2023 12:10 pm

Compreendendo a seriedade da situação e o risco de, de uma hora para outra, ficarmos sem os biscoitos de Estígia, sem os óbulos e sem respostas, pondero com Aramis:

Aramis, o tempo é diferente neste lugar... A proposta do bibliotecário é, em si, uma armadilha. Não há garantia de que consigamos retornar até aqui antes que a Saturnália acabe, ou que a celebração acabe aqui antes do que lá fora. Somos estranhos em terra estranha, e mesmo as nossas noções de como as coisas funcionam não valem de nada neste lugar...

Acho mais prudente fazermos nossos questionamentos de uma vez, e depois nos dedicarmos a outros afazeres...

Todavia, uma vez mais, quem dava as cartas era Aramis, e eu não poderia fazer nada senão aguardar que ele ponderasse sobre minhas considerações.

O que o bardo decidisse estaria decidido, afinal.
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Mensagem por Alexyus Dom Jul 09, 2023 10:27 pm



♫♫♫

Aramis ouviu as considerações de Dmitri e acenou com a cabeça.


As preocupações do companheiro pareciam exageradas, mas D'Anjou não sabia o suficiente sobre aquela cidade de mortos para ter certeza de nada. Por precaução, era melhor não ser confiante demais.


- Eu entendo o que você diz. Então, é melhor fazermos esse questionamento agora mesmo.

Virando-se para o bibliotecário, Aramis disse:

- Muito bem, Bibliotecário, eis meus questionamentos:  O que houve com minha família e minha obra depois da minha morte? E o que houve com Nicole depois da morte dela?  

Aquelas eram as únicas questões que pesavam na mente de Aramis enquanto ele descobria os segredos da morte e se embrenhava no mundo dos mortos. Saber sobre aquilo poderia lhe dar uma certeza e um direcionamento que ainda lhe faltava naquela situação. Ele também deixaria que Dmitri, Samuel e Alice fizessem as perguntas que desejassem, mas ele já tinha certeza das suas questões.

Ele entregou um óbolo ao Bibliotecário. 
 
Aramis D'Anjou











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Mensagem por Mandhros Seg Jul 10, 2023 11:13 am

Pondero por um instante, após as perguntas, diretas, de Aramis. Ele precisava saber da família e da obra dele, os grilhões da vida que ele deixou para trás e que realmente importavam.

Embora eu tivesse as mesmas preocupações, basicamente, meus problemas eram um pouco maiores. Depois da minha partida poderia existir um espião treinado e capaz ávido por perseguir e matar minha família.

Se, por um lado, era certo que eu queria muito saber como estavam Yanna e meu filho, e se Mikhail estava bem e saudável, por outro minhas preocupações eram todas direcionadas a outro nome: Sergej Vasiliev.

Assim, aproveito a deixa, após a pertunta de Aramis e respectiva resposta, e questiono:

Nobre Bibliotecário, há um homem, que conheço como Sergej Vasiliev... Alguém que compartilhou um bom tempo de vida comigo. De onde está, agora, Sergej pode ameaçar minha amada, Yanna - e o filho que ela carrega ou carregava no ventre - e meu pai, Mikhail Petrov?

A pergunta, em si, tinha uma pequena armadilha... Ela era uma questão que buscava, em verdade, pelo menos duas respostas. Se tivesse sorte, o Bibliotecário poderia dizer se minha família estava em segurança e qual fora o destino de Sergej...
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Mensagem por GM Qua Jul 12, 2023 5:23 pm

@Alexyus

O Bibliotecário, repleto de inquietação, fitou Aramis com seus olhos penetrantes. Um silêncio carregado pairou no ar, interrompido apenas pela suave e enigmática melodia que ecoava pelos corredores sombrios da biblioteca, como um canto gregoriano. Com uma voz grave e impregnada de mistério, o Bibliotecário reverberou a pergunta de volta a Aramis: "Quem são, de fato, esses entes queridos pelos quais sua alma anseia?". Cada sílaba parecia ecoar por toda a biblioteca, como se as paredes ancestrais guardassem segredos milenares e desejavam revelá-los naquele momento. A resposta era crucial, pois o Bibliotecário, embora possuísse a sabedoria dos registros, necessitava de uma confirmação mortal para validar as informações que transcendiam a compreensão humana. As palavras pairavam no ar, aguardando a resposta de Aramis. Era como se o destino estivesse suspenso em um fio tênue, aguardando ser desvendado. Ele sentiu a pressão do momento, como se sua própria existência dependesse da resposta que estava prestes a pronunciar.





@Mandhros

Dimitri Petrov, envolto em um véu de apreensão e inquietação, dirige sua pergunta ao Bibliotecário, cujos olhos profundos e antigos parecem conter a sabedoria de eras passadas. O sussurro da sua voz ecoa pelas estantes empoeiradas da biblioteca ancestral, como um chamado de desespero em meio à escuridão cósmica. O Bibliotecário, com sua figura enigmática e vestes tênues, assume uma postura solene, mergulhado em pensamentos sombrios antes de responder. Suas palavras são sussurradas, como um murmúrio indistinto vindo das profundezas de um abismo sem fim. "Sergej Vasiliev... Um nome que ecoa através das sombras do passado, um espectro sinistro que se insinua nas vidas daqueles que o rodeiam. Sua presença traz consigo o peso de uma tempestade iminente, capaz de dilacerar as fundações frágeis da existência."

O Bibliotecário pausa, como se procurasse nas páginas antigas e amareladas de um livro arcano a resposta adequada para aquela pergunta carregada de angústia. Seus olhos brilham com uma luz sutil, revelando uma compreensão além do alcance humano. "Devo dizer-lhe, Dimitri Petrov, que as sombras que envolvem Sergej Vasiliev são densas e traiçoeiras. Sua natureza ardilosa e ameaçadora é como a dança dos tentáculos de uma criatura cósmica, emaranhando-se na teia de destinos entrelaçados." A sala silencia-se por um momento, enquanto a respiração de Dimitri Petrov fica suspensa, aguardando ansiosamente as palavras do Bibliotecário. O ar parece denso, como se o conhecimento oculto estivesse prestes a ser revelado. "Quanto à sua amada, Yanna, e ao filho que ela carrega ou carregava em seu ventre, a sombra de Sergej Vasiliev paira sobre eles como um abismo profundo, ameaçando engolir a luz que os cerca. O destino dessas almas está envolto em uma névoa impenetrável, onde a esperança e a tragédia dançam uma dança sinistra."

O Bibliotecário ergue um dedo esquelético, como um sinal de advertência, enquanto suas palavras ressoam em um timbre sombrio. "Saiba, Dimitri Petrov, que as estradas do destino são tortuosas e imprevisíveis. A teia do tempo é uma tapeçaria intrincada e insana, em que a sorte e o infortúnio se entrelaçam em um emaranhado sinistro. O futuro dessas almas está sujeito a forças além da nossa compreensão." Dimitri Petrov sente um calafrio percorrer sua espinha enquanto as palavras do Bibliotecário ecoam em sua mente. O véu de incerteza se mantém, e o destino de Yanna, seu filho e seu pai continua suspenso na balança do desconhecido. O Bibliotecário, com seu semblante insondável, oferece uma última palavra de cautela antes de se calar. "Saiba, Dimitri Petrov, que o caminho à frente é íngreme e repleto de perigos ocultos. Somente a coragem e a determinação poderão iluminar o obscuro caminho da verdade. Procure nas sombras do desconhecido, mas esteja preparado para enfrentar os horrores que aguardam na escuridão." Dimitri Petrov absorve as palavras sombrias do Bibliotecário, ciente de que a jornada em busca da segurança de seus entes queridos será traiçoeira e repleta de desafios. Ele se prepara para adentrar um mundo onde as fronteiras entre realidade e pesadelo se tornam tênues, enquanto a sombra de Sergej Vasiliev o persegue como um demônio obscuro, pronto para lançar seu perverso jogo no tabuleiro da existência. Vasiliev, pouco antes de morrer, faz um ritual sinistro, usando o sangue de uma menina inocente, para poder mudar os fios, do tear do destino, das Parcas, as tecelãs cósmicas.

O bibliotecário diz para Dimitri se aproximar. Assim que ele o faz, o bibliotecário enfia sua mão etérea na cabeça de Petrov. Isso faz Dimitri perder um ponto de corpus, mas também ter uma visão. Você não pode apenas ouvir isso, você tem que ver, diz o bibliotecário. Dimitri Petrov, envolto na aura de mistério e inquietação que permeia seu ser, sente uma faísca de esperança surgir em seu coração enquanto ele (o bibliotecário) domina seu ectoplasma. Um lampejo de destino se acende em sua mente, guiando-o em direção a uma revelação iminente. Em meio às sombras sombrias e aos cantos ocultos do Mundo dos Mortos, onde o véu entre os mundos é tênue, Dimitri se vê vagando pela saturnina atmosfera da Saturnália dos Mortos. O ar está impregnado com uma energia inquietante, enquanto as almas dos falecidos perambulam em busca de respostas e redenção. É então que ele vislumbra uma figura feminina de beleza sobrenatural, como uma visão etérea surgindo em meio à neblina da meia-noite.


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Uma linda Aghori animista. Seus cabelos negros como a noite e olhos penetrantes brilham com uma luz enigmática, enquanto ela percorre os corredores sombrios em busca de algo fugidio. A mulher, conhecida apenas como Aletheia, carrega consigo a essência da verdade e da revelação. Ela é como um elo perdido entre os vivos e os mortos, uma guardiã dos segredos ocultos que se escondem nas entrelinhas do destino. Dimitri, guiado por uma força invisível, se aproxima da mulher, em sua visão, sentindo a eletricidade da sincronicidade pulsar em suas veias. Ele percebe que ela é a chave para desvendar os mistérios que envolvem a segurança de seus entes queridos.

À medida que a visão misteriosa se revela, o éter do desconhecido ainda paira no ar, envolvendo Dimitri Petrov em um véu de inquietude. O som de um choro angustiado ressoa como um eco de pesadelo, penetrando os recônditos mais profundos de sua alma atormentada. É um choro que transcende o tempo e o espaço, um lamento que carrega o peso de múltiplas existências entrelaçadas. A escuridão cede espaço a uma sala abafada, onde a frágil luz de velas tremeluz em meio a sombras dançantes. E ali, em um leito ensopado de mistério e desespero, nasce uma criança. Mas essa criança é muito mais do que um novo ser emergindo neste plano terreno. É um receptáculo para as almas aflitas, uma morada dual para a essência de Dimitri Petrov Filho e Sergej. Enquanto os primeiros soluços da criança ecoam pelas paredes opressivas, fica claro que algo está errado. Uma aura sombria paira sobre ela, como uma maldição invisível que tece seu destino. O fardo de duas almas conflitantes recai sobre esse pequeno ser, condenando-o a uma existência de dualidade insondável.

A criança, dotada de uma mente frágil e perturbada, carrega em si o peso do autismo e a esquizofrenia. As fronteiras entre realidade e ilusão se fundem em sua mente atormentada, levando-o a uma dança desequilibrada entre a lucidez e a loucura. Ela se torna um enigma vivo, aprisionado em um labirinto de pensamentos desconexos e visões distorcidas. Os dias passam em um ciclo interminável de desafios e frustrações para Yanna, que testemunha a batalha da criança para encontrar uma conexão com o mundo ao seu redor. Eles enfrentam os obstáculos com coragem, buscando desvendar os segredos profundos da alma do filho que carrega em si dois destinos entrelaçados. A escuridão e o mistério seguem a família, como sombras sempre presentes, envolvendo-os em um abraço gélido. Dimitri, no além e Yanna, na terra da carne, se questionam se a condenação da criança é um resultado direto de suas próprias ações passadas, uma manifestação das forças sombrias que cercaram suas vidas desde o início. As respostas poderão ser encontradas no amor de uma agohri proscrita, uma necromante, discriminada por seu próprio povo, Aletheia. Quem será ela?






Sobre os Aghoris:

Eles são uma ordem monástica de sadhus ascéticos Shaivitas baseados em Uttar Pradesh, na Índia. Eles são a única seita sobrevivente derivada da tradição Kapalika, uma forma tântrica e não-purânica de Shaivismo que se originou na Índia medieval entre os séculos 7 e 8 d.C. Os Aghoris são devotos de Shiva manifestado como Bhairava e monistas que buscam moksha do ciclo de reencarnação ou sa?sara. Essa liberdade é a realização da identidade do eu com o absoluto. Devido a essa doutrina monística, os Aghoris mantêm que todos os opostos são, em última análise, ilusórios. Os rituais dos Aghoris variam e incluem viver em cemitérios, esfregar cinzas de cremação em seus corpos, usar crânios humanos para decoração e tigelas, fumar maconha, beber álcool e meditar em cima de cadáveres. Eles são conhecidos por quebrar "tabus óbvios" e vivem isolados em campos de cremação.




>>> Já podem fazer suas postagens <<<

>>> Eu perdi o ponto nesses postagens ou ficou bom? <<<



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Mensagem por Mandhros Sex Jul 14, 2023 5:06 pm

Off: Pessoal, vou aproveitar a deixa para introduzir a sombra do Dimitri. Acho que é uma oportunidade boa demais para perder... Se, daqui em diante, @Alexyus e @GM, qualquer um dos dois quiser assumir o manto da sombra, fiquem muito à vontade!

On:

Eu podia esperar muitas respostas para a pergunta que eu tinha feito. Podia imaginar meu nêmesis vivo e ameaçador, ou morto e condenado como eu... Uma sombra entre sombras...

Mas nada me prepararia para as revelações que o Bibliotecário, insensível apresentava:

"Sergej Vasiliev... Um nome que ecoa através das sombras do passado, um espectro sinistro que se insinua nas vidas daqueles que o rodeiam. Sua presença traz consigo o peso de uma tempestade iminente, capaz de dilacerar as fundações frágeis da existência."
De fato, por mais de uma vez, enquanto eu usufruía do meu tempo entre os breves, eu soube que Vasiliev tinha entre os seus dedos o destino de países inteiros... Algo que ele dissesse, ou algo que ele fizesse, podia influir de forma decisiva para uma carnificina, ou para anos de intrigas... Mas as mesmas monstruosidades que ele trazia consigo em vida também me assombravam... Muita gente havia sofrido e morrido por minha causa, talvez mais até do que Sergej era capaz de machucar em uma vida inteira...

"Devo dizer-lhe, Dimitri Petrov, que as sombras que envolvem Sergej Vasiliev são densas e traiçoeiras. Sua natureza ardilosa e ameaçadora é como a dança dos tentáculos de uma criatura cósmica, emaranhando-se na teia de destinos entrelaçados." (...) "Quanto à sua amada, Yanna, e ao filho que ela carrega ou carregava em seu ventre, a sombra de Sergej Vasiliev paira sobre eles como um abismo profundo, ameaçando engolir a luz que os cerca. O destino dessas almas está envolto em uma névoa impenetrável, onde a esperança e a tragédia dançam uma dança sinistra."
Então era isso... Yanna e meu filho corriam mesmo perigo! Sergej os ameaçava!

O Bibliotecário ergue um dedo esquelético, como um sinal de advertência, enquanto suas palavras ressoam em um timbre sombrio. "Saiba, Dimitri Petrov, que as estradas do destino são tortuosas e imprevisíveis. A teia do tempo é uma tapeçaria intrincada e insana, em que a sorte e o infortúnio se entrelaçam em um emaranhado sinistro. O futuro dessas almas está sujeito a forças além da nossa compreensão." (...) "Saiba, Dimitri Petrov, que o caminho à frente é íngreme e repleto de perigos ocultos. Somente a coragem e a determinação poderão iluminar o obscuro caminho da verdade. Procure nas sombras do desconhecido, mas esteja preparado para enfrentar os horrores que aguardam na escuridão."

Se ao menos você pudesse estar lá com ela, agora... Se ao menos seu plano de sacrifício tivesse sido bom o suficiente e dado certo...

Havia mais uma vez na minha mente, que não era minha nem do Bibliotecário... Eu não a reconhecia... Mas o que ela dizia era verdade... Se Yanna e o bebê estavam em risco, nada do que houve tinha valido a pena...

A voz do Bibliotecário, que não era só voz, mas uma miríade de sensações, voltou a tomar o controle da cena e, com ela, uma nova imagem, de algo até então desconhecido, começou a pulsar na minha mente...

Vasiliev, pouco antes de morrer, faz um ritual sinistro, usando o sangue de uma menina inocente, para poder mudar os fios, do tear do destino, das Parcas, as tecelãs cósmicas.
Como isso era possível? Era certo que, com o trabalho que tínhamos, tanto eu quanto Sergej tivemos contato com muitas coisas estranhas e inexplicáveis... Mas ele fazer um ritual antes de morrer? Então ele estava mesmo morto? Seria um mago, talvez?

Não fazia sentido...

Se ao menos você tivesse se antecipado a ele...


O bibliotecário diz para Dimitri se aproximar. Assim que ele o faz, o bibliotecário enfia sua mão etérea na cabeça de Petrov. (...) “Você não pode apenas ouvir isso, você tem que ver”, diz o bibliotecário. Dimitri Petrov, envolto na aura de mistério e inquietação que permeia seu ser, sente uma faísca de esperança surgir em seu coração enquanto ele (o Bibliotecário) domina seu ectoplasma. Um lampejo de destino se acende em sua mente, guiando-o em direção a uma revelação iminente. Em meio às sombras sombrias e aos cantos ocultos do Mundo dos Mortos, onde o véu entre os mundos é tênue, Dimitri se vê vagando pela saturnina atmosfera da Saturnália dos Mortos. O ar está impregnado com uma energia inquietante, enquanto as almas dos falecidos perambulam em busca de respostas e redenção. É então que ele vislumbra uma figura feminina de beleza sobrenatural, como uma visão etérea surgindo em meio à neblina da meia-noite.
(...)
Uma linda Aghori animista. Seus cabelos negros como a noite e olhos penetrantes brilham com uma luz enigmática, enquanto ela percorre os corredores sombrios em busca de algo fugidio. A mulher, conhecida apenas como Aletheia, carrega consigo a essência da verdade e da revelação. Ela é como um elo perdido entre os vivos e os mortos, uma guardiã dos segredos ocultos que se escondem nas entrelinhas do destino. Dimitri, guiado por uma força invisível, se aproxima da mulher, em sua visão, sentindo a eletricidade da sincronicidade pulsar em suas veias. Ele percebe que ela é a chave para desvendar os mistérios que envolvem a segurança de seus entes queridos.
Eu preciso encontrar Aletheia!

... se você conseguir chegar a ela antes dele...


À medida que a visão misteriosa se revela, o éter do desconhecido ainda paira no ar, envolvendo Dimitri Petrov em um véu de inquietude. O som de um choro angustiado ressoa como um eco de pesadelo, penetrando os recônditos mais profundos de sua alma atormentada. É um choro que transcende o tempo e o espaço, um lamento que carrega o peso de múltiplas existências entrelaçadas. A escuridão cede espaço a uma sala abafada, onde a frágil luz de velas tremeluz em meio a sombras dançantes. E ali, em um leito ensopado de mistério e desespero, nasce uma criança. Mas essa criança é muito mais do que um novo ser emergindo neste plano terreno. É um receptáculo para as almas aflitas, uma morada dual para a essência de Dimitri Petrov Filho e Sergej. Enquanto os primeiros soluços da criança ecoam pelas paredes opressivas, fica claro que algo está errado. Uma aura sombria paira sobre ela, como uma maldição invisível que tece seu destino. O fardo de duas almas conflitantes recai sobre esse pequeno ser, condenando-o a uma existência de dualidade insondável.
Não! Não podia ser! Sergej tinha tomado para si a carne do meu próprio filho! Isso não pode estar certo... Isso tem que estar errado!

Só há um jeito de saber...

À medida que a visão proporcionada pelo Bibliotecário avança, meu corpo vai ficando opaco e acinzentado... Se havia um brilho nele, agora vai se apagando, como uma vela dançando ao sabor do vento.

A criança, dotada de uma mente frágil e perturbada, carrega em si o peso do autismo e a esquizofrenia. As fronteiras entre realidade e ilusão se fundem em sua mente atormentada, levando-o a uma dança desequilibrada entre a lucidez e a loucura. Ela se torna um enigma vivo, aprisionado em um labirinto de pensamentos desconexos e visões distorcidas. Os dias passam em um ciclo interminável de desafios e frustrações para Yanna, que testemunha a batalha da criança para encontrar uma conexão com o mundo ao seu redor. Eles enfrentam os obstáculos com coragem, buscando desvendar os segredos profundos da alma do filho que carrega em si dois destinos entrelaçados. A escuridão e o mistério seguem a família, como sombras sempre presentes, envolvendo-os em um abraço gélido. Dimitri, no além e Yanna, na terra da carne, se questionam se a condenação da criança é um resultado direto de suas próprias ações passadas, uma manifestação das forças sombrias que cercaram suas vidas desde o início. As respostas poderão ser encontradas no amor de uma agohri proscrita, uma necromante, discriminada por seu próprio povo, Aletheia. Quem será ela?

O tempo aqui e ali corre diferente... Quem sabe esse não é só um futuro possível? Quem sabe você possa ser bom o suficiente para impedir o que você viu?

É verdade... Essa visão... Não podia ser real... Não ainda!

Tinha que haver uma maneira de impedir esse destino! Meu filho não deveria pagar pelos meus próprios pecados! Ele é só uma criança inocente!

E Yanna... Ela arriscou tudo ao decidir me amar... Ao decidir carregar minha semente em seu ventre...

A semente de um pai ausente... O risco de um companheiro morto...

Eu me afasto da mão do Bibliotecário com um solavanco para trás, caindo no chão, sentado... Se meu ectoplasma pudesse suar, estaria empapado.

Enquanto isso, de trás da figura austera e indiferente que me proporcionou aquela visão infernal, saiu um menino, muito branco e loiro, com profundos olhos claros. Suas mãos eram calejadas e estavam sujas de terra, e suas roupas eram muito parecidas com as minhas.

O rosto dele... O rosto dele era o meu rosto... Mas com as feições que eu reconhecia quando tinha não mais que dez ou doze anos de idade.

Você duvida de si mesmo? Você treinou por tantos anos... Aprendeu a ser excelente em tantas coisas... E agora está aí... Você precisa ser o melhor. A vida deles depende disso...

Não consigo discernir a angústia que era olhar para meu próprio rosto me dizendo o que aquele garoto dizia... Eu precisava fazer alguma coisa, mas o quê? Como eu poderia influir para que Yanna e meu filho não sofressem ainda mais por minha causa? O que eu poderia fazer?

O garoto, então, se inclina perto de mim, e fala ao meu ouvido:

Aletheia...

... se você for capaz de encontra-la...

Pisco os olhos, repetidamente, como se estivesse tentando acordar de um pesadelo, e fito o Bibliotecário, boquiaberto, como se estivesse pronto a lançar mais uma pergunta, a tirar mais uma dúvida...

... que ele não vai responder se você não deixar todo o trabalho para Aramis e conseguir alguns óbulos...

Apoio um dos joelhos no chão, e então me levanto, cambaleante. Pisco os olhos uma última vez, e o garoto... O eu mais jovem tinha sumido!

Com dificuldade, articulo as palavras e as dirijo a Aramis:

Aletheia... Precisamos encontrar Aletheia na Saturnália... Não há tempo! Yanna e o bebê... Eles estão em perigo!

Não me importo com o fato de que Aramis não soubesse quem era Yanna e a que bebê eu me referia, mas deixo muito claro que aquela sentença era, na verdade, uma súplica. Uma súplica MUITO urgente!
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Mensagem por Alexyus Seg Jul 17, 2023 8:05 pm



♫♫♫

O Bibliotecário fez uma pergunta antes de atender ao pedido de Aramis.

"Quem são, de fato, esses entes queridos pelos quais sua alma anseia?"

A resposta de D'Anjou era fácil e foi quase imediata, mostrando os quatro dedos da mão direita:

- Quatro pessoas, Bibliotecário: minha mãe, Annabelle D'Anjou, minha irmã Ariane, meu "sogro" Antoine e minha "sogra" Nadine. Estes são meus entes queridos. Quero saber o que houve com eles depois da minha morte. 
 
Aramis D'Anjou











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Mensagem por GM Ter Jul 18, 2023 2:47 pm

@Charlie  @Alexyus  @Mandhros




Os olhos de Alice dançavam com uma luz curiosa enquanto ela considerava as palavras do Bibliotecário. Ela tinha uma jovialidade de espírito, uma luminosidade que desafiava a obscuridade deste reino de sombras. Entrelaçando as mãos na frente dela, ela perguntou com uma voz meiga, mas destemida: "Por que estamos aqui, senhor Bibliotecário? Estávamos em uma jornada rumo ao desconhecido, mas nunca poderíamos ter antecipado este lugar. Que propósito servimos aqui, neste mundo que se estende além do espectro do que sabíamos ser possível?" Enquanto Alice falava, Samuel permanecia a seu lado, uma silhueta forte e inabalável na penumbra eterna. Seu rosto, frequentemente enigmático, agora retratava uma mistura de cautela e questionamento. Ainda assim, sua mão encontrou a de Alice, entrelaçando os dedos num gesto de unidade e coragem. Ele era um homem de poucas palavras, mas cada uma delas pesava como ouro puro, carregando consigo a densidade de pensamentos meticulosamente contemplados. "Por que nós?" Samuel inquiriu, sua voz ecoando com uma solenidade inerente que parecia ressoar na quietude da biblioteca, quebrando a monotonia do silêncio. "Se todo este lugar é sobre conhecimento e descoberta, por que a nós foi dada a tarefa de penetrar em seu cerne? Fomos escolhidos por alguma razão insondável? Ou é tudo isso apenas um acaso cruel do destino?" A gravidade de suas palavras pendia no ar, flutuando como fragmentos de um sonho entre os corredores de prateleiras e pilhas de livros. Alice e Samuel, dois viajantes enredados nesta trama espectral, aguardavam a resposta do Bibliotecário, as faíscas de incerteza dançando em seus olhos na luz tremeluzente da biblioteca.

O Bibliotecário, em sua indumentária anciã e figura etérea, observou os dois com olhos que abrigavam a vastidão dos tempos. Sua voz, quando finalmente se elevou, era uma litania calmante que parecia carregar o peso das eras, ecoando através das prateleiras infinitas que cercavam a todos. "Querida Alice, valoroso Samuel," começou, sua voz sussurrando nas sombras. "Vós vos perguntas por que estais aqui, quais os desígnios que guiaram vossos passos a este limiar do desconhecido. Vossa jornada foi pontuada pela curiosidade e o anseio pelo desconhecido, pelo amor inabalável e pela coragem de mergulhar no abismo do estranho." Ele fez uma pausa, permitindo que suas palavras se espalhassem no ar em fragmentos sussurrantes de sabedoria. "Este lugar, Estígia, não é uma construção do acaso. Nem é um cativeiro ou um castigo. Ela é o espelho do cosmos, o reflexo das possibilidades infinitas, as sombras e os ecos das perguntas que habitam as profundezas do ser." Afastando-se do balcão de sua biblioteca, ele caminhou até Alice e Samuel. "Vós dois, Alice e Samuel, estais aqui porque o cosmos necessita de exploradores, almas capazes de enfrentar o desconhecido e retornar para contar a história. Nós, as criaturas da noite e das sombras, do tempo e do espaço, aguardamos o retorno dos viajantes corajosos. Vossas experiências, vossas descobertas, vosso amor e vossa dor, todas alimentam o conhecimento que este lugar preserva. "Ele olhou para os dois, sua expressão impenetrável. "Seja qual for o propósito que acreditais ter, o que verdadeiramente importa é o que escolhereis fazer com o tempo que vos é dado. A escolha, sempre, é vossa, seja ela um acaso do destino ou um desígnio insondável." E com isso, o Bibliotecário retornou ao seu balcão, deixando Alice e Samuel com suas palavras ecoando no vasto silêncio da biblioteca, um farol de conhecimento em meio ao caos do desconhecido.




@Alexyus

O Bibliotecário, uma figura sublime entre os confins de conhecimento e o abismo da incerteza, considerou a pergunta do espectro de Aramis com um olhar meditativo. Uma manta de silêncio se estendeu pela biblioteca, cada tom e matiz da questão pairando no ar como uma nota suspensa. Aramis, cuja morte trouxera a este reino, desafiou o guardião do conhecimento com um pedido de índole profundamente pessoal. De sua mão, os dedos se estendiam como os galhos de um antigo freixo, simbolizando cada alma que deixara para trás no mundo mortal: sua mãe, Annabelle, a irmã, Ariane, o pai adotivo, Antoine, e a matriarca de sua segunda família, Nadine. "Ínclito Aramis," o Bibliotecário começou, sua voz uma tapeçaria de ecos, "a busca por conhecimento é uma jornada sem fim, e a dúvida é a bússola que guia o coração curioso. Pedes para olhar além do véu do destino e descobrir o desfecho das histórias de teus entes queridos após a tua partida do mundo terreno." Uma pausa, um vislumbre de compreensão passou por seu semblante inescrutável. "A curiosidade é uma força vital, mas o conhecimento é como um rio de dois gumes: pode trazer a redenção ou inundar a alma com mágoas imprevistas. Estás preparado para o que poderás descobrir, Aramis?" No silêncio que seguiu, apenas o tênue sussurro de páginas sendo viradas se fazia ouvir, como a respiração do tempo em si, esperando a resposta de Aramis à pergunta que o Bibliotecário lhe colocara.

Aramis assente com a cabeça, sinalizando ao Bibliotecário para prosseguir com a resposta.

Observando o gesto de aprovação do espectro de Aramis, o Bibliotecário, aquela figura emblemática de conhecimento arcano, assentiu em reconhecimento. Ele ergueu uma mão, gesto que fez a escuridão circundante pulsar com um súbito estalar de energia silenciosa. De suas estantes vertiginosas de livros, um tomo espectral deslizou para sua mão, como um cão fiel atendendo ao chamado de seu mestre. "A verdade, então", murmurou o Bibliotecário, suas palavras reverberando nas vastas abóbadas do seu santuário. "Devo dizer-lhe, contudo, que a trama de cada vida é um novelo intricado de possibilidades. Ainda assim, encontramos aqui a tapeçaria da existência que entrelaça as vidas de seus amados." Ele abriu o volume espectral, cada página emitindo um brilho ofuscante que banhava a sala com uma luz etérea. Ao revelar o destino de seus entes queridos, as palavras do Bibliotecário ondularam no ar como a música de uma estranha e distante sereia. "Annabelle, tua mãe, viveu uma vida de silenciosa saudade, preenchida com a lembrança eterna de teu sorriso. Ariane, tua irmã, encontrou consolo nas artes, sua melodia é uma serenata ao teu nome, um elegíaco lamento que ecoa nas noites silenciosas. "Ah, sim, a tapeçaria da vida é mais complexa do que uma leitura inicial pode revelar", o Bibliotecário admitiu, suas palavras ecoando como um gongo na vastidão de seu santuário. "Permita-me aprofundar no manto das possibilidades e trazer à luz os fios ocultos." Sua mão, pálida e imaterial, percorreu o ar num gesto amplo, e a luz que irradiava do volume etéreo em sua posse se intensificou, lançando raios de luminosidade sobre a silhueta espectral de Aramis. "Ariane, tua irmã, descontente com o mundo fechado da arte, ansiava por mais, por uma plenitude que lhe preenchesse a alma e saciasse sua busca. Ela partiu, portanto, para terras distantes, onde o sopro de mundos antigos fala através dos ventos que acariciam os picos do Himalaia. Na Índia, entre as chamas eternas dos crematórios e a tranquilidade tranquila dos cemitérios, ela encontrou um novo caminho. Um grupo de necromantes aghoris, cuja sabedoria profunda e antiquíssima emana das cinzas dos mortos, a acolheu.

Entre eles, uma figura se destacava - Aletheia, uma mulher de poder e conhecimento impressionantes, dotada de um charme enigmático que capturou o coração de Ariane. Ela se apaixonou, e sob a orientação de Aletheia, Ariane navegou as águas profundas do além, aprendendo a se comunicar com os espíritos e honrando a morte como uma parte intrínseca da vida. A grande hierarquia permite que algumas poucas almas, dentre as quais Aletheia, desafiem a lei do silêncio dos mortos em ocasiões específicas. Mas um dia, Aletheia desapareceu, deixando Ariane com apenas suas lições e a memória de seu amor. Até o presente momento, tanto Aletheia quanto Ariane permanecem presas ao mundo da carne, suas almas ainda dançam no palco da vida, pelo menos para você, se isto faz sentido. Mas o destino, como sempre, é uma corrente em constante movimento, e apenas o tempo dirá aonde suas correntes as levarão." Com isso, o Bibliotecário fechou novamente o livro, os raios de luz diminuindo até deixarem apenas a penumbra etérea que permeava o santuário. As últimas palavras ficaram suspensas no ar, ressoando na mente de Aramis.

Sacando outro alfarrábio ele diz que Antoine e Nadine, aqueles que te acolheram como filho, carregaram o teu adeus em seus corações, envelhecendo com dignidade e força. Cada dia, um testemunho de teu espírito imortal." Ele fechou o livro, as palavras finais pairando no ar como um sonho disperso. "Assim, o fio do destino se desenrola. É um conforto ou um fardo, Aramis? Cada resposta traz consigo uma nova pergunta, e cada conhecimento traz uma nova dor ou alegria." Ele devolveu o livro à sua estante infinita, deixando Aramis sozinho com a revelação dos caminhos tomados por aqueles que ele amava, o eco de suas vidas ressoando através do abismo de tempo e espaço.





>>> Já podem postar. <<<
>>> Caso haja alguma incongruência, favor me avisar. Eu fiz de tudo para não acontecer, mas algo pode ter me escapado. <<<




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