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Andando por Estígia

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Mensagem por Mandhros Ter Jul 18, 2023 5:04 pm

Off: Vou manter a última postagem, antes da sua intervenção, @GM. O impacto das informações e a presença repentina da Sombra foram suficientes para Dimitri ignorar, completamente, Alice e Samuel... Espero pelo Aramis para continuar a postar! =)
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Mensagem por Alexyus Ter Jul 25, 2023 10:08 am



♫♫♫

Aramis escutou com atenção a pergunta de Samuel e Alice, que afinal era uma só, admirando mais uma vez a união pós-mortem dos dois. A resposta do Bibliotecário não lhe pareceu muito esclarecedora, muito mais semelhante a uma filosofia de vida (ou morte, nesse caso) do que uma devolução infomativa.

Quando chegou a vez dele, Aramis assentiu corajosamente, afirmando que estava pronto para ouvir o que quer que tivesse acontecido após sua morte/suicídio.

As coisas não eram tão ruins quanto ele receara. Sua mãe estava bem, e seus "pais adotivos" também, o que era um grande alívio. Sua irmã Ariane tinha sido a única a gerar preocupação, com suas buscas por respostas levando-a aos confins do mundo e à convivência com pessoas questionáveis. Aramis não sabia muito sobre necromantes, e aquela tal Aletheia era-lhe um enigma ainda maior, sendo uma total desconhecida para ele. O músico falecido já imaginava se seria possível chegar a entrar em contato com as Terras da Pele depois de ter pisado em Estígia, mas não gastaria uma pergunta com isso, seria algo que ele investigaria por si mesmo em momento mais oportuno. De qualquer modo, a situação de Ariane não lhe pareceu de urgência imediata.

Mas o Bibliotecário lhe respondera apenas uma das perguntas que fizera. 

Aramis já estava acautelado com as respostas variantes do guardião da biblioteca e por isso voltou à carga de modo implacável:

- E a segunda resposta, Bibliotecário? Você ainda não me respondeu o que aconteceu com Nicole depois da morte dela.

Essa era a principal dúvida dele, o motivo de sua morte e peça importante para seu planejamento nessa pós-vida.  
 
Aramis D'Anjou











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Mensagem por GM Qua Jul 26, 2023 8:46 pm

@Charlie @Mandhros @Alexyus




Com os olhos de Aramis ainda acesos de perguntas pendentes, o Bibliotecário, entidade enigmática cuja idade parecia esticada através de éons desconhecidos, acenou em reconhecimento. A pausa que se seguiu foi longa o suficiente para permitir que a dúvida aumentasse, embelezada por um ar de mistério incompreensível que envolvia as coisas da morte. Finalmente, ele falou, e sua voz era um eco da eternidade, carregando em si a sabedoria e a solenidade dos tempos antigos. "Ah, a pobre Nicole", murmurou, como se as palavras tivessem sido arrancadas de algum lugar profundo dentro dele, "Ela também desempenhou seu papel no teatro da vida e da morte, e deixou o palco de uma forma que ressoou por muitas eras." Ajoelhando-se, ele passou as mãos sobre o chão, como se arrancasse as lembranças diretamente da terra. "Nicole, infelizmente, não estava preparada para a transição que a esperava. Aos olhos da maioria, sua passagem parecia ser de paz e tranquilidade, mas para aqueles que veem além do véu, sua alma estava em tumulto. Ela se debatia na confusão e no medo, insegura de para onde ir ou o que fazer." Enquanto a incerteza pairava no ar, o Bibliotecário ergueu-se lentamente, seus olhos carregando a magnitude de uma constelação distante. Ele acenou, uma promessa silenciosa de verdades por vir. "A pobre Nicole, sempre a bailarina solitária na dança da existência", murmurou, seu tom repleto de uma melancolia profunda e antiga. "Nas rodas silenciosas da morte, ela foi lançada à deriva, perdida em meio à infinitude do Além. A transição de sua existência corpórea para o imaterial lhe causou confusão e medo, como ocorre a muitos, mas não foi o fim. Não, de maneira alguma." Suas palavras fluíam como um rio calmo, cada sílaba pronunciada com a solenidade de uma promessa sagrada. "De fato, Nicole ainda está conosco. Ainda perambula pelos reinos do Além, tentando compreender sua nova realidade. E aqui, reside uma oportunidade única." A voz do Bibliotecário, embora suave, carregava um peso indescritível, cada palavra deixando um rastro de ecos ressoantes. "Nicole está em Estígia, aqui na eterna cidade dos mortos. Se desejas encontrá-la, aguarda a Saturnália, a celebração que quebra todas as fronteiras entre os vivos e os mortos, por um breve tempo. Mas preste atenção, Aramis, pois o caminho até lá é repleto de enigmas e labirintos cósmicos." Sua voz baixou até se tornar um mero sussurro, como o vento sussurrando segredos às folhas de outono. "Siga o Coelho Branco, Aramis, pois é ele que irá te conduzir a Nicole. Busque por sinais e símbolos, preste atenção à sutileza das pistas. Pois na dança da morte, nada é o que parece, e o que parece, nunca é. Na sua jornada, Aramis, a chave é observar o incomum, para encontrar o familiar." E com isso, o Bibliotecário silenciou, deixando Aramis a contemplar o vasto domínio de possibilidades que se desenrolava à sua frente.




À medida que o discurso do Bibliotecário se encerra, a quietude etérea do ambiente é rompida por um som distante e, no entanto, sobrenaturalmente claro. O badalar de sinos ecoa, suas notas graves e cadenciadas, intercaladas, tocam como um convite e um aviso, ressoando por entre as abóbadas infinitas da biblioteca. Paralelamente, um aroma evanescente se espalha, uma mistura de baunilha e dama da noite, carregando consigo tanto o frescor do início como a nostalgia de um final iminente. Os ecos do toque dos sinos mal se dissiparam quando uma onda de gritos eclodiu de fora das paredes escuras do recinto. Eram gritos de alegria, entusiasmo, exultação, mas também de melancolia, carregando a inquietante mistura de emoções que somente o eterno carnaval das almas em Estígia poderia evocar. O Bibliotecário, apesar de imóvel, parecia irradiar uma energia ígnea, suas palavras tecendo a tapeçaria do destino que se desenrolava. "É hora, meus caros", anunciou ele, sua voz sendo levada pelo vento dos tempos. "A Biblioteca vai fechar agora. O carnaval das almas irá começar." A partir das sombras, surge Virgílio, o barqueiro ausente até então. Ele é apenas um vulto, um mero contorno pintado com tinta invisível contra o pano de fundo de Estígia. Sua voz, no entanto, brota clara e forte, um fio de prata no silêncio estrelado. "Eu não poderei seguir convosco", confessou, "No momento certo, eu vos encontrarei novamente. Até então, deveis traçar vossa rota sozinhos." E, como uma miragem se dissolvendo sob o sol do meio-dia, Virgílio desvanece na multidão fervilhante, deixando para trás apenas as ondas de sua promessa enigmática e a expectativa palpável do que está por vir. A aventura, parece dizer o ar de Estígia, apenas começou.






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Mensagem por Alexyus Dom Jul 30, 2023 9:56 am



♫♫♫

A resposta mais ansiada por Aramis era assustadora, mas menos preocupante do que os piores temores dele tinham projetado. Nicole estava em Estígia, talvez tão ou mais perdida do que ele próprio estava.

O conselho do Bibliotecário foi para que Aramis procurasse sua amante bailarina na Saturnália. Isso fazia sentido, já que a maioria dos mortos deveria estar presente naquela celebração, mas justamente por isso era difícil, já que implicava em procurar uma única pessoa em meio a milhares ou até milhões de seres. O aviso de que haveria enigmas e labirintos era ainda mais preocupante.

Mas havia uma última dica, embora fosse mais  misteriosa que esclarecedora.

"Siga o Coelho Branco, Aramis, pois é ele que irá te conduzir a Nicole. Busque por sinais e símbolos, preste atenção à sutileza das pistas. Pois na dança da morte, nada é o que parece, e o que parece, nunca é. Na sua jornada, Aramis, a chave é observar o incomum, para encontrar o familiar."

Aramis tentou gravar cada palavra para lembrar-se quando precisasse. Teria que ficar muito atento a todos os detalhes de tudo que encontrasse.

O aviso de que a biblioteca fecharia foi o sinal para que Aramis e seus companheiros se retirassem, mas isso lhes daria a oportunidade de explorar a Saturnália, que era onde Aramis planejava encontrar Nicole.

O barqueiro Virgílio anunciou cripticamente que não iria acompanhá-los, mas suas palavras de que regressaria quando fosse necessário eram um alento bem-vindo para o grupo, dando uma certa confiança muito necessária.

- É isso então, mon chéres! Vamos sair e ver o que a Saturnália em Estígia pode nos oferecer!

Aramis liderou o grupo para fora da Biblioteca e em direção às ruas. A cada passo que dava, ele observava atentamente tudo ao redor, procurando qualquer sinal de Nicole ou de coisas que poderiam atraí-la, observando cada rosto e detalhe em busca de qualquer pista que se encaixasse nas misteriosas palavras do Bibliotecário. 
  
 
Aramis D'Anjou











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Mensagem por Mandhros Seg Jul 31, 2023 11:59 am

Ouço as palavras dirigidas pelo Bibliotecário a Aramis, e também a enigmática despedida de Virgílio.

Aquelas coisas, diante de toda minha interação com A Sombra e do possível destino de Yanna e do bebê era informações pálidas. Havia um senso de urgência que tomava conta de mim de uma forma tão absoluta quanto aquele que me impulsionou a sacrificar a própria vida.

Sergej estava por aí, e ele era uma ameaça real e atual.

Nossa única pista era Aletheia.

Ao sinal de que a Biblioteca fecharia, e ante os primeiros sons da Saturnália, saio do prédio junto a Aramis. O peito ainda ardia e a cabeça doía de tanto desespero e urgência.
]
Aramis, precisamos, antes de tudo, encontar Aletheia! Ela certamente poderá nos conduzir aos nossos objetivos aqui. Vamos! Não temos tempo a perder!!
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Mensagem por GM Qui Ago 03, 2023 10:27 am

@Mandhros @Alexyus @Charlie




Diante do recuo do sol opaco, frio e escuro e da ascensão da lua cheia carmesim cintilante, mas melancólica, que marca a duração da Saturnália, por suas cores e brilho, a face multifacetada de Estígia se desdobra, revelando uma miríade de opções para aqueles que vagam por suas ruas durante a Saturnália dos Mortos.





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1) **Os Jardins de Caronte**: À beira do rio Lete, os jardins de Caronte se estendem como um labirinto de flora fantasmagórica e fauna espectral. Aqui, árvores alabastro se erguem em contraste com o céu inky, seus ramos entrelaçados abrigando inúmeras almas aprisionadas em seu abraço lúgubre. Durante a Saturnália, os caminhos labirínticos do jardim se transformam em palcos para os jogos dos mortos, um desfile de adivinhações, desafios e quebra-cabeças que testam tanto o engenho quanto a coragem dos visitantes.





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2) **O Passeio das Máscaras**: Este é o coração pulsante da Saturnália, uma vasta praça de pedra preta onde milhares de espectros se reúnem para a dança macabra. Vestidos com máscaras brilhantes e vestes desbotadas, eles giram e se movem em um frenesi estranhamente gracioso, ao som de músicas que ecoam dos abismos do esquecimento. Aqui, vocês podem optar por se juntar à dança, se perderem nas fileiras dos mortos e talvez descobrir os segredos ocultos sob as máscaras.





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3) **A Torre de Ébano**: Um monólito colossal que se eleva acima do horizonte de Estígia, esta torre é o domicílio dos Bibliotecários, guardiões dos segredos dos mortos. Durante a Saturnália, suas portas de bronze são abertas e suas câmaras transformadas em um labirinto de histórias e saberes. Em seus corredores sombrios, vocês podem buscar conhecimento sobre o além, sobre os caminhos que os trouxeram até aqui, ou sobre o destino que aguarda aqueles que vocês amam no mundo dos vivos.





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4) **O Caminho das Lâmpadas**: É uma rota sinuosa que serpenteia através dos becos e vias de Estígia, delimitada por lanternas cintilantes que são alimentadas pelas almas dos mortos. Seguir esse caminho durante a Saturnália é entrar em uma jornada de autoconhecimento e revelação. Aqui, vocês podem encontrar respostas para as perguntas que perturbam seus corações, ou talvez se deparar com verdades que prefeririam não conhecer.





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5) **A Rua da Luz Vermelha**: Dentro do torvelinho da cidade eterna, esta via decadente palpita como uma artéria ferida. A iluminação carmesim impregna o ar com um rubor pecaminoso, enquanto espíritos libidinosos, amargurados e abrasados em luxúria, alugam seus corpos etéreos em troca de esferas de Gloomy, em seus diversos cabarés, como a “Toca do Coelho Branco”. Essas esferas, misteriosas em sua essência, concedem àqueles que as detêm o poder de compelir as sombras a obedecer. Além disso, as esferas podem ser trocadas por óbolos, a moeda corrente de Estígia, proporcionando aos espíritos uma forma de sustento em sua existência inquieta. Talvez o mais antigo e fácil, meio de conseguir dinheiro além do Rio Styx. Algumas aparições juntam todas, que conseguiram, dessas esferas, como contas de um colar e as penduram no pescoço, ostentando, sua riqueza, ainda que fugaz, pois quando a lua se esconder, todas as esferas desaparecem.





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6) **A Casa dos Médiuns Aghoris**: Localizada em um enclave sombrio de Estígia, esta mansão gótica é um ponto de encontro para aqueles cujos corações anseiam pelo mundo dos vivos. Sob o seu teto abobadado, os médiuns aghoris oferecem os seus serviços, permitindo que as almas conversem com os seus amados ainda presos no mundo da carne. O canto dos médiuns, seus rituais fascinantes e o ambiente carregado de energia espiritual tornam esta casa um lugar de profundo mistério e saudade.





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7) **O Pináculo dos Portais**: Erguendo-se sobre Estígia como um farol de esperança para as almas perdidas, este pico proeminente é o ponto natural mais alto da cidade dos mortos. Por uma grande quantia de óbolos, os guardiões dos portais, como Cythera, neste pináculo oferecem um serviço único: a capacidade de uma alma se materializar no mundo dos vivos, em um lugar e tempo à sua escolha. Aqui, as almas desesperadas por um vislumbre do mundo que deixaram para trás podem comprar um breve retorno, um momento fugaz de respiro no mundo dos vivos.



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8) **O Ônibus Incerto**: Entre as opções de entretenimento de Estígia, durante a saturnália, uma atração particularmente enigmática é o passeio de ônibus para um destino desconhecido. Este veículo de aspecto desgastado, adornado com enfeites carnavalescos sombrios e assombrado por um silêncio sepulcral, oferece uma jornada gratuita a todos que ousam entrar. No entanto, a oferta é vista com desdém pela maioria dos habitantes da cidade e desencorajada pela Hierarquia. O motivo deste ostracismo é um enigma que permanece sem resposta, pois nenhum dos passageiros jamais voltou para descrever a experiência, ou pelo menos, se voltou, manteve o mistério. Talvez seja este o motivo do temor que o envolve, ou talvez haja segredos mais sombrios ocultos neste passeio sem custos, que se desenrola como um roteiro misterioso na estranha e tétrica Saturnália dos Mortos.



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Há outros pontos de interesse em Estígia. Se quiserem descobrir mais terão que passar em testes de investigação (ou característica | habilidade | perícia | conhecimentos similares). Há ainda, a opção de conseguir informações com outros NPCs, sejam eles comuns (descartáveis) ou da "Main Quest", por meio de pagamento ou favores.

Cada opção oferece suas próprias promessas e perigos, suas próprias tentações e provações. E enquanto a Saturnália dos Mortos canta sua canção sedutora, a escolha de qual caminho seguir está agora em suas mãos.





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Mensagem por Alexyus Sáb Ago 05, 2023 11:23 am



♫♫♫

Aramis, precisamos, antes de tudo, encontar Aletheia! Ela certamente poderá nos conduzir aos nossos objetivos aqui. Vamos! Não temos tempo a perder!!

Aramis ouviu o apelo de Dmitri, mas era claro que ele próprio não sabia como fazer o que sugeria.

- Meu caro Dmitri, contatar Aletheia envolveria estabelecer contato com o mundo dos vivos, o que me parece ser bastante custoso e difícil aqui em Estígia. Devo lembrá-lo que temos poucos recursos, tanto pecuniários quanto de conhecimentos. Me ocorre que devemos proceder investigações atentas e cuidadosas neste local para conseguirmos meios viáveis para fazer o que sugere.

Virando-se para seus protegidos, D'Anjou perguntou:

- O que pensam disso, Samuel e Alice? Concordam em explorar a Saturnália comigo?

Independente da resposta dos três, Aramis sabia que o único caminho era aproveitar a efemeridade da Saturnália para conseguir o que pudessem, mesmo sem terem muitas informações.

Avaliando as opções de caminhos para fazerem isso, Aramis tentou imaginar qual deles ofereceria mais chances de encontrar Nicole. E sua primeira escolha ficou clara.

- Vou observar o Passeio das Máscaras! Creio que ali haverá boas oportunidades! 
  
 
Aramis D'Anjou











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Mensagem por GM Sáb Ago 05, 2023 12:09 pm

@Alexyus  @Mandhros  @Charlie




Aramis, com sua postura ereta e a eloquência digna de um espectro do velho mundo, lançou seu questionamento aos outros companheiros de peregrinação, Samuel e Alice. Seu violino, instrumento que lhe conferia uma melodia de enigma, repousava silenciosamente a seu lado.

Samuel, o humilde camponês da cidade francesa de Provins, cuja fé em Deus e Jesus se mesclava com o amor profundo e singular por Alice, olhou primeiro para sua amada, buscando em seus olhos uma resposta para a proposta. A simplicidade de seu ser, adornada com uma timidez quase poética, tornava difícil para ele expressar-se com a mesma facilidade que seus companheiros, mais instruídos nas artes da retórica.

Alice, jovem meiga cuja aura irradiava uma delicadeza etérea, capturou o olhar de Samuel. Seus olhos, piscinas serenas de emoção, refletiam uma mistura de curiosidade e hesitação. Tendo somente conhecido o amor nos braços de Samuel, ela se encontrava tanto fascinada quanto temerosa diante da perspectiva de explorar a Saturnália com Aramis.

Em um gesto tácito, os dois concordaram em falar através de Samuel, cuja voz ressoou com uma qualidade quase espectral, enriquecida por sua paixão e fé.

"- Aramis," começou ele, sua voz trêmula mas determinada, "a proposta que nos faz é tanto intrigante quanto aterradora. A Saturnália, com seus mistérios e paradoxos, nos atrai como o brilho sombrio de uma joia desconhecida. No entanto, não podemos deixar de sentir o peso da incerteza, como um manto nebuloso que oculta o desconhecido. Estamos dispostos a acompanhá-lo, mas saiba que nossa resolução é temperada com a cautela que a prudência nos insta a adotar."

A resposta de Samuel, proferida com uma eloquência que transcendia sua natureza camponesa, parecia suspender o tempo por um momento. A atmosfera na escadaria da praça negra, próximo a Biblioteca, estava carregada com a tensão do que estava por vir, e o destino que aguardava as almas desgarradas na cidade eterna dos mortos, Estígia, era um enigma que os convidava a explorar, ainda que com passos cuidadosos e corações inquietos.





@Charlie , fique preparado. Falta pouco para sua deixa, e assim, entrar no palco das almas, espíritos e espectros do limbo.
Andando por Estígia - Página 2 Mestre12
>>> Sigil do Arquétipo da Suspenção da Descrença <<<

@Alexyus , não respondi completamente, pois espero a interação de  @Mandhros, para assim, prosseguir mais com a narrativa. Descreva o que queres fazer na praça negra. Sugiro que escolha uma figura e coloque alguma banda de metal sinfônico gótico e espere um pouco. Feche os olhos e se imagine ali. Sinta o local, a movimentação, lembre de cheiros, destrave a memória de sua psique, que já esteve, em vidas passadas, neste local e tempo, você só obliterou esta imagem arquetípica, com a atual existência, mas tudo ainda está lá, no armazém dos sonhos perdidos, de um mundo que se esvaneceu em seu nascimento. Saiba que falo sério... Abandone, por um breve momento a descrença e na suspenção da dúvida entregue-se ao meu comando. Sim, não importa no que você crê, pelo menos não agora. Isto é um jogo imaginário e como um número imaginário da matemática, não tem existência real, mas consequências reais.

(Faça apenas se você realmente quiser)

Tudo tem um motivo. O convite à introspecção profunda, lançado na paisagem sombria da praça negra, é um chamado ao reino inconsciente da mente humana. A sugestão para se imergir na melodia de uma banda de metal sinfônico gótico não é um mero capricho estético, mas um arauto, conduzindo a alma através dos portais do tempo e da memória. Ao fechar os olhos, o indivíduo é incentivado a mergulhar na profundidade de sua psique, aonde se oculta a lembrança arquetípica de um mundo que o tempo e a existência terrena obliteraram. O convite a escolher uma figura e se situar na praça negra não é mera fantasia, mas um ritual que invoca a vivência de vidas passadas, que se refugiam no armazém dos sonhos perdidos. Sinta o local, permita que seus sentidos se agucem e destrave a memória ancestral. A vivência é real, pois é gravada nas fibras mais recônditas da alma. O cheiro, o movimento, o som – tudo isso compõe a sinfonia de uma experiência que transcende o tempo linear. Esta é uma viagem ao âmago de um mundo que se esvaneceu em seu nascimento, mas que persiste, oculto e palpitante, no repositório do inconsciente coletivo. Os arquétipos, esses padrões primordiais que governam a psique, agem como mediadores entre o ego e o inconsciente. Eles são os guardiões dessas imagens esquecidas, as chaves que podem destrancar os portões de uma realidade que a mente consciente rejeitou.

O metal sinfônico gótico, com sua carga emotiva e sua grandiosidade, atua como um facilitador, um meio pelo qual a consciência pode transcender o aquífero da realidade presente e emergir no oceano vasto e misterioso da memória ancestral. A jornada à praça negra é uma iniciação, uma descida às cavernas profundas do ser, onde as imagens arquetípicas aguardam, pacientemente, serem redescobertas e reconhecidas. É um rito de passagem que conduz ao conhecimento de si mesmo, à reunião com o eu autêntico, e a uma compreensão mais profunda do enigma da existência. É uma exploração corajosa do labirinto interior, onde cada passo revela uma faceta nova e surpreendente do ser humano em sua totalidade infinita. A exortação aqui apresentada é uma incitação à genuinidade da experiência, uma convocação ao abandonar-se nas mãos do processo.

O convite a postar sem se ater às regras e mecânicas, do RPG, representa uma libertação dos constrangimentos convencionais, uma ruptura com a forma para alcançar a essência. A demanda por autenticidade é um chamado à individuação, o processo pelo qual o indivíduo se torna quem ele verdadeiramente é. A submissão a regras e estruturas muitas vezes suprime a expressão genuína do ser, confinando-o aos limites estreitos da conformidade. A promessa de que os testes serão feitos em segredo, revelando apenas o resultado, é um símbolo potente da confiança necessária para embarcar na jornada interior. A imersão, neste contexto, não é meramente uma imersão na narrativa ou na experiência lúdica, mas uma imersão no próprio ser, um abandono às profundezas da psique, onde o conhecimento verdadeiro reside.

"Entregue-se", a mensagem parece dizer, "Confie na viagem, confie no processo, confie em si mesmo". O caminho não está nas regras, mas na experiência. O significado não está na estrutura, mas na substância. É um convite a transcender o ego, a superar as inibições e os medos, a mergulhar sem reservas na experiência plena do momento. É uma convocação à coragem e à honestidade, uma demanda por uma participação total e sem reservas, um chamado a viver com todo o coração e com toda a alma. Nas palavras de Jung, "O privilégio da vida é tornar-se quem você realmente é." Este texto, em sua essência, é uma chamada a esse privilégio, uma incitação a abandonar o supérfluo e o artificial, a transcendência do medo, a revelação da verdade interior, e a realização do potencial inexplorado que reside em cada um de nós. É, em última análise, uma celebração da autenticidade, da sinceridade, e da coragem de ser. É uma afirmação da vida em sua plenitude, um hino à liberdade da expressão humana e um tributo à beleza do ser autêntico.





O que é um sigil?

Na tradição da psicologia analítica de Carl Gustav Jung, a prática de criar e usar um sigilo na magia do caos é altamente sugestivo e pode ser interpretado em vários níveis simbólicos.

1. **O Sigilo como Arquétipo**: O sigilo, nesse contexto, representa um arquétipo, uma imagem primordial da psique humana. Arquétipos são modelos universais que informam e dão forma às emoções, pensamentos e comportamentos humanos. A criação de um sigilo é, então, uma forma de interagir com essas estruturas profundas da mente, um ritual para acessar e dirigir as energias arquetípicas.

2. **O Sigilo como Processo de Individuação**: A individuação é o processo central na teoria junguiana, referindo-se ao desenvolvimento do self único e integrado. A construção e ativação de um sigilo pode ser vista como um ritual que reflete esse processo, uma forma de manifestar uma intenção ou desejo oculto que está em alinhamento com o verdadeiro ser do indivíduo.

3. **O Sigilo como Símbolo de Transformação**: A criação de um sigilo é um ato simbólico de transformação, onde uma intenção ou desejo é destilado em uma forma simbólica. Em sua obra, Jung frequentemente explorou a importância dos símbolos na transformação psíquica. O sigilo, então, serve como um catalisador para essa transformação, uma forma de traduzir o abstrato em algo concreto e palpável.

4. **O Sigilo como Conexão com o Inconsciente**: A prática descrita envolve uma interação profunda com o inconsciente, uma parte essencial da psique em Jung. A mente inconsciente não é apenas um depósito de desejos reprimidos, mas uma fonte de sabedoria e insight. O sigilo atua como uma ponte entre o consciente e o inconsciente, permitindo que a intenção seja absorvida e manifestada através das profundezas da psique.

5. **O Sigilo como Atuação da Sincronicidade**: A sincronicidade, um conceito chave na psicologia junguiana, refere-se a coincidências significativas que revelam uma conexão subjacente entre eventos aparentemente não relacionados. O lançamento do sigilo para o universo, em que o magista confia que seu desejo se manifestará no momento certo, ecoa essa noção de conexão e ordem subjacente.

6. **O Sigilo como Ritual**: Finalmente, o processo todo funciona como um ritual, um ato simbólico que tem significado profundo para o indivíduo. Os rituais são importantes na teoria de Jung, pois fornecem uma forma estruturada de interagir com o inconsciente e com os arquétipos, e de induzir transformações psíquicas.

O texto, portanto, não apenas descreve um procedimento mágico, mas toca em temas profundos da natureza da psique humana e da realidade. É um exemplo vívido de como o oculto e o psicológico estão entrelaçados, e como o simbolismo e o ritual podem servir como ferramentas poderosas para o crescimento e a transformação pessoal.



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Mensagem por Mandhros Seg Ago 07, 2023 10:25 am


- Meu caro Dmitri, contatar Aletheia envolveria estabelecer contato com o mundo dos vivos, o que me parece ser bastante custoso e difícil aqui em Estígia. Devo lembrá-lo que temos poucos recursos, tanto pecuniários quanto de conhecimentos. Me ocorre que devemos proceder investigações atentas e cuidadosas neste local para conseguirmos meios viáveis para fazer o que sugere.
As ponderações de d'Anjou faziam algum sentido, e temperavam meu desespero de salvar minha família. Elas, contudo, não davam o devido peso à urgência que me impelia a encontrar a necromante.

Assim, franzo o cenho, com seriedade e fúria. Eu sabia que avançar sozinho pelas ruas de Estígia, àquela altura, representaria um risco maior para mim e para o restante do grupo. E riscos desnecessários tendiam a tomar tempo. Não sabia por qual razão Aramis tinha optado pelo Baile de Máscaras - era o local onde, provavelmente, não encontraríamos nada além de mentiras e ilusões - e deixo clara a minha preocupação.

Aramis, eu entendo que as coisas por aqui custam caro. Agora, me diga, o que você pretende encontrar no meio de um baile de máscaras, além de espectros fingindo ser o que não são? Você não vê? Não temos tempo! Precisamos ser pragmáticos!

Faço uma pausa, suspiro longamente, e então prossigo, ainda com o cenho cerrado:

Não vou jogar jogos com você, Samuel ou Alice. Estamos todos mortos, não há necessidade de mentiras ou subterfúgios aqui. Eu deixei uma mulher grávida e um filho por nascer quando parti para cá. E eles estão sob ameaça, imediata, de alguém que morreu por minha causa, e é suficientemente mau para fazer atrocidades que assombrariam seus piores pesadelos!

Faço mais uma pausa, apontando para os possíveis caminhos, adiante:

Se vamos seguir por qualquer destas rotas, precisamos de um plano, e precisamos saber o que queremos, de verdade, aqui.

Olho, fixamente, para Aramis, como se minhas perguntas fossem facas atravessando o ectoplasma do bardo, e então concluo:

Meu coração me impele para a Mansão dos Aghoris. Certamente lá estão as respostas das quais preciso, e pelas quais estou disposto a pagar qualquer preço.

Se bem me lembro, houve uma menção direcionada a você, Bardo, falando sobre seguir o coelho branco. As notas de conhecimento da Saturnália que pulsam na minha mente como caminhos possíveis sugerem que a Toca do Coelho Branco fica na Rua da Luz Vermelha, e não no meio do Baile.

E então, Aramis? O que você procura de verdade?
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Mensagem por Alexyus Qua Ago 09, 2023 7:55 pm



♫♫♫

Aramis ouviu (im)pacientemente o apelo de Dmitri.

- Você não estava lá quando o Bibliotecário me respondeu? Achei que vocês três estavam lá, ouvindo tudo que foi dito. Minha irmã também está enredada nesse esquema da Aletheia! Eu quero tanto achá-la quanto você, ou até mais!



D'Anjou enfatizou as palavras seguintes:

- Mas não temos recursos! Acha que na Mansão dos Aghoris os médiuns trabalham de graça? Chegar lá sem nada para oferecer é uma viagem perdida, Dmitri! Temos que ganhar algo antes de ir lá!

Aramis respirou fundo e continuou:

- Minha ideia ao ir para o Passeio é achar algum jeito de levantar os recursos que precisamos, talvez tocando ou fazendo algum trabalho. Podemos achar alguém que seja um contato útil ou aprender mais sobre como as coisas funcionam aqui. E sim, eu estou procurando alguém importante para mim, mas não me esqueci de ajudar vocês todos.

O musicista arrumou suas roupas e então virou-se para a direção do Passeio.

- Estou indo para lá agora. Se não quiserem vir junto, marcamos uma hora e um local para reagruparmos.
  
 
Aramis D'Anjou











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Mensagem por Mandhros Qui Ago 10, 2023 10:47 am

Suspiro, longamente, diante da insistência de D'Anjou. Eu não achava que aquele fosse o melhor curso de ação, e pensava que perderíamos tempo, mas era preciso ser prático: era mais fácil convencer o bardo do equívoco depois do erro cometido do que antes.

Assim, grunhindo, falo:

Que seja... Mas não gosto disso!
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Mensagem por GM Seg Ago 14, 2023 10:48 pm

@Charlie @Alexyus @Mandhros



 
A Praça Negra, situada no coração de Estígia, era um palco retangular e majestoso que desafiava tanto a lógica quanto a geometria terrestre. No chão, lajes cinzentas e ásperas, dispostas em padrões esotéricos, pareciam pulsar com a energia antiga e indescritível do local. Edifícios antigos e deteriorados, feitos de pedra nefasta e revestidos por musgos de uma tonalidade quase ultravioleta, delimitavam seus limites. Seus frontões exibiam baixos-relevos de cenas inimagináveis, onde entidades de outros mundos, com seus tentáculos e olhos multifacetados, dançavam e se entrelaçavam em um ballet grotesco. No centro da praça, uma fonte colossal jorrava água escura e viscosa que, ao invés de cair, parecia subir para o céu noturno, desafiando as leis da física, criando um torvelinho. Cada gota que se separava desta massa líquida transformava-se em um corvo espectral antes de se dissipar no éter. Ao redor dessa fonte, os espectros se reuniam em grande número. A maioria usava máscaras. Algumas eram simplórias, representando rostos humanos com expressões de êxtase ou agonia. Outras, no entanto, eram mais elaboradas, revelando visagens alienígenas ou rostos retorcidos de criaturas que jamais pisaram no solo terreno. As roupas dos fantasmas variavam desde trajes antiquados e andrajos até vestimentas mais regais e cerimoniais, lembrando a pompa de civilizações antigas e esquecidas. Eles dançavam, movendo-se em padrões caóticos, mas ao mesmo tempo hipnoticamente harmoniosos. A melodia que embalava seus movimentos emanava de um ponto incerto, uma cacofonia de instrumentos desconhecidos e vozes que oscilavam entre sussurros melódicos e gritos dissonantes. A atmosfera da praça era densa e opressiva, como se a própria noite absorvesse a energia dos dançarinos. O céu acima era um manto de escuridão profunda, pontilhado por estrelas que brilhavam com uma luz púrpura e fria. De tempos em tempos, cometas fantasmas cruzavam o firmamento, deixando rastros de névoa luminescente. No entanto, apesar da estranheza do cenário e da sensação de desconforto que ele provocava, havia também uma beleza perturbadora em tudo aquilo. A Praça Negra, com seus dançarinos espirituais e sua atmosfera etérea, era um lembrete constante do limiar entre a existência e o inefável, um lugar onde as almas perdidas buscavam, mesmo na morte, algum resquício de humanidade.

Andando por Estígia - Página 2 Mestre86

No epicentro da Praça Negra, onde as sombras dançavam e a melodia ressoava com sua melancolia, um evento ainda mais profundo estava prestes a ocorrer. A Dance Macabre, cerimônia venerada por aqueles que vagavam pela cidade eterna, estava à beira de sua inauguração. Mas para participar desta celebração grotesca, uma máscara era imperativa. Em meio à névoa etérea e aos murmúrios do além, figuras sinistras e enigmáticas emergiam. Vendedores e atravessadores de todo tipo, trajados com vestes esfarrapadas e rostos obscurecidos por seus próprios disfarces, estendiam suas mãos pálidas e desfiguradas para exibir suas mercadorias. Cada máscara, um vislumbre do abismo, uma representação de pesadelos e sonhos perdidos. As máscaras mais simples, embora portadoras de seu próprio charme perturbador, eram oferecidas por um valor modesto em gloomy. Eram peças quase translúcidas, moldadas a partir do lamento e desespero de almas menos afortunadas. Mas à medida que o olhar se desviava para as peças mais sofisticadas, os preços elevavam-se, assim como a riqueza de seus detalhes e a profundidade de suas histórias. Máscaras opulentas, incrustadas com pedras que pareciam capturar o luar de mundos esquecidos, eram ofertadas por atravessadores cujos olhos brilhavam com uma ganância ancestral. Essas peças eram feitas de segredos profundos e mistérios insondáveis, e seu preço em gloomy refletia a riqueza de suas histórias e o poder que poderiam conferir a seus portadores. E assim, a Praça Negra fervilhava com um comércio macabro, onde almas negociavam e barganhavam, ansiosas por encontrar a máscara perfeita que as permitiria unir-se à Dance Macabre e perder-se no turbilhão de memórias e desejos que a cerimônia prometia.

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Em meio ao burburinho da Praça Negra, uma figura particularmente peculiar destacava-se. Este homem, alto e magro, vestia-se com tecidos finos e esvoaçantes que cobriam quase todo o seu corpo, deixando apenas seus olhos penetrantes à mostra. Seu rosto era coberto por uma máscara branca, sem expressão, fazendo com que fosse impossível discernir qualquer emoção que ele pudesse estar sentindo. Sua presença exalava uma aura tanto misteriosa quanto magnética, e ele movia-se com a graça e fluidez de um predador. "Queridos viajantes perdidos," ele começou com uma voz melódica que era ao mesmo tempo suave e sedutora, parecida a de Virgílio. "Tenho uma oferta especial para vocês nesta noite mágica." Ele então revelou uma bolsa que brilhava com a luz de cinquenta gloomys, a moeda cobiçada por todos que desejavam adquirir uma máscara para a Dance Macabre. "De graça," ele murmurou, seus olhos brilhando com uma chama misteriosa, "para aqueles dispostos a embarcar numa jornada de descoberta." Os murmúrios na praça cresceram em intensidade. Muitos estavam desesperados por gloomys, mas todos ali conheciam os rumores sobre o infame Ônibus Incerto. Era uma viagem que poucos ousavam empreender, pois suas lendas eram repletas de histórias de almas que nunca retornavam. "O único preço," ele continuou, sua voz se tornando um sussurro hipnótico, "é aceitar a viagem no Ônibus Incerto. Uma viagem para destinos desconhecidos, para terras da imaginação e do esquecimento." Ele estendeu a mão, oferecendo os gloomys para quem ousasse aceitar seu desafio. E enquanto alguns recuavam, temendo o desconhecido, outros eram atraídos pela promessa de riqueza e aventura, ponderando se o preço da viagem no Ônibus Incerto era um risco que estavam dispostos a correr.

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Com uma rapidez surpreendente, a atmosfera da praça alterou-se dramaticamente. A presença dele, do doador de gloomy, com sua oferta tentadora e suspeita, atraiu a atenção indesejada da Hierarquia. Surgindo das sombras, quatro figuras imponentes, vestidas com longas túnicas negras, avançaram decididamente em sua direção. Estes homens, servos leais da Hierarquia, carregavam consigo um ar de autoridade e determinação. "Você não é bem-vindo aqui," um deles disse friamente, sua voz repleta de reprovação e ameaça. O enigmático doador de gloomys ergueu o olhar, encontrando os olhos de seus oponentes. Por um breve momento, o silêncio envolveu a praça, interrompido apenas pelo suave murmúrio das almas presentes, que observavam com fascínio o desenrolar da cena. Com uma graça sobrenatural, o homem fez uma reverência teatral. "A praça pode não me querer," ele murmurou com um sorriso misterioso, "mas os limiares da cidade eterna são vastos, e sempre haverá aqueles que desejam ouvir minhas propostas." Os servos da Hierarquia fecharam o cerco, forçando-o a recuar. Mas, em vez de resistir, ele moveu-se com uma elegância etérea, recuando até o limite da praça e posicionando-se logo além de seus confins. Lá, ainda visível aos olhos de nossos heróis, ele permaneceu. Seu olhar penetrante fixou-se neles por um momento, e o brilho dos gloomys em sua mão parecia ainda mais luminoso na penumbra que o rodeava. A mensagem era clara: a oferta ainda estava de pé para aqueles que ousassem desafiar as convenções da Hierarquia e buscar seu próprio destino.

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Mensagem por Alexyus Qua Ago 16, 2023 4:01 pm



♫♫♫

Chegando com seus companheiros na Praça Negra onde se dava o Passseio, Aramis deu uma boa observada em todo o panorama.

Eram muitas pessoas, e todas mascaradas. Algumas máscaras eram simples enquanto outras eram bastante complexas, mas todas custavam alguma coisa, óbolo ou gloomy, dos quais D'Anjou não tencionava dispôr. As roupas eram bem variadas, mas como Aramis e seus companheiros não dispunham de outras, isso era outra coisa que não era possível mudar.

Mas havia uma melodia no ar enquanto executavam a Danse Macabre, e música era algo natural para Aramis. Instintivamente, ele pegou seu violino sanguíneo e tentou pegar a melodia, acompanhando os acordes e gravando em sua memória as sequências de notas. Esse gesto não visava arrecadar recursos como Aramis planejara fazer, mas era um instinto natural do músico virtuoso.

Mas um sujeito muito estranho e sombrio mesmo naquelas terras sombrias interrompeu sua contemplação com uma oferta.

"Queridos viajantes perdidos. Tenho uma oferta especial para vocês nesta noite mágica. De graça, para aqueles dispostos a embarcar numa jornada de descoberta. O único preço, é aceitar a viagem no Ônibus Incerto. Uma viagem para destinos desconhecidos, para terras da imaginação e do esquecimento."

Aquilo soou repugnante para Aramis de imediato. 

Ele já estava alerta contra qualquer coisa "gratuita" naquele lugar, e aquela oferta para entrar no Ônibus Incerto era ainda mais suspeita. Mas foi quando o estranho esquisitão mencionou "esquecimento" que Aramis ficou totalmente avesso à ideia; ele não buscava esquecimento, mas sim descobrimento. Imaginar era diferente de decifrar. Tudo que aquele ser dizia era contrário aos desejos de D'Anjou.

Ele ficou contente quando as quatro figuras imponentes vieram para expulsar o esquisitão invasor, que ficou além dos limites ainda querendo vender sua tentação para algum ingênuo. Mas Aramis estava além dessa tolice.

Virando-se para seus companheiros, Aramis disse:

- Eu vi mais do que queria daqui. Acho que deveríamos ir à Rua da Luz Vermelha e investigar aquela pista da Toca do Coelho Branco. Vocês vêm comigo?
  
Aramis D'Anjou











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Mensagem por Mandhros Qui Ago 17, 2023 12:50 pm

Observo toda a cena com atenção. A dança, as máscaras, a oferta do espectro misterioso, e a música.

Aramis estava certo quando disse que não conseguiríamos nada naquele lugar se não aderíssemos àquela economia macabra. Gloomies, Óbulos... Moedas estranhas em uma terra estranha, mas que eram o meio para a obtenção de nossos fins.

Pondero por um momento. Não era prudente me separar dos companheiros, ou seguir sozinho por Estígia em qualquer direção. Aquele universo era totalmente novo e alienígena. Por outro lado, Yanna e meu filho não tinham tempo. O Bardo era muito sensato, mas não tinha compreensão do meu senso de urgência.

Não havia maneira de um soldado ganhar qualquer coisa de valor em uma praça com músicas e dançarinos, e por isso a oferta de embarcar no Ônibus Incerto soou tão tentadora. Tão devastadoramente irresistível, na verdade.

Assim, pouso a mão no ombro de Aramis, interrompendo sua performance, por um momento.

Aramis, não há nada para mim aqui, e meu tempo é curto.

Olho do bardo para a figura que oferecia gloomies, e de volta para o músico, carregando minha voz com toda a urgência que me impelia, naquele momento.

Eu vou aceitar a oferta do estranho. Um soldado e um espião não são figuras para obter dinheiro aqui, e precisamos de tudo quanto pudermos conseguir para alcançar nossos objetivos.

Faço uma pausa breve, dramática, e continuo.

Eu não quero que você e nossos companheiros venham comigo. Certamente será perigoso, e não há a menor necessidade de expô-los. Por ora, nossos caminhos se separam...

Olho com uma firmeza e uma determinação indizíveis, praticamente chamas no lugar dos olhos. Se propósito fosse um conceito que pudesse tomar corpo e forma, seria exatamente a forma como minha alma se apresentava, naquele momento.

... mas vão se reconectar em breve. Eu vou ganhar aqueles gloomies e vou voltar.

Encontro vocês na Toca do Coelho Branco, antes do fim dessa noite. Eu prometo.

Antes que Aramis pudesse dizer que aquilo era estupidez, antes que ele pudesse protestar ou xingar em qualquer idioma dos breves, dou um tapa em seu ombro, um claro pedido de que ele confiasse em mim e na minha promessa, e olho para ele com muita firmeza.

Assim, começo a cruzar a praça, diretamente, até a figura que tinha sido afastada pela Hierarquia.

Ao me aproximar, falo, sem rodeios:

O Ônibus incerto, hein... Qual é o jogo? O que há a ser feito?

E aguardo a resposta do estranho.
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Mensagem por GM Sex Ago 18, 2023 9:55 pm

@Mandhros

Kai’ckul, o homem da máscara branca, voltou seu olhar para Dimitri, o esplendor etéreo de seus olhos perfurando as sombras como fachos de luar, irradiando uma aura de confiança que desafiava a atmosfera de incerteza que cercava o Ônibus Incerto. Ele tomou um momento para estudar Dimitri, como se ponderasse sobre os enigmas invisíveis que habitam as almas dos mortais. Finalmente, ele respondeu em um tom suave e envolvente, sua voz um murmúrio sedutor que se insinuava na mente como o sussurro do vento em uma noite de verão. "Meu caro Dimitri Petrov, permita-me desvendar um pouco do mistério que encobre o Ônibus Incerto. Vou começar tirando minha máscara."



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Kai’ckul, com um gesto deliberado, removeu a máscara branca que lhe cobria o rosto, revelando uma expressão de seriedade inabalável. Sua pele era pálida como o luar, e seus olhos escuros pareciam poços sem fundo, onde se escondiam segredos e mistérios inimagináveis. Mesmo sem a máscara, a aura de enigma que o envolvia apenas se intensificou. O ônibus vai para um país distante. E neste lugar para uma praia distante. É melhor você ver por si mesmo, eu não vou conseguir explicar aqui. Levantando uma mão pálida e etérea, como se fosse compartilhar um segredo profundo e arcano, Kai’ckul falou em um murmúrio trêmulo, semelhante ao sussurro do vento entre os galhos de uma floresta ancestral. "Mas tome cuidado, Dimitri Petrov," advertiu ele, seus olhos penetrantes fixados no espírito perplexo à sua frente. "O tempo nessa praia e nas montanhas que a circundam é um enigma, uma espiral de momentos que se entrelaçam e se desenrolam em padrões além da compreensão das almas mortais e imortais." O olhar de Kai’ckul era tão intenso que Dimitri sentia como se estivesse sendo sondado até as profundezas de sua existência. "Lá, os segundos podem se estender por uma eternidade e as eras podem se condensar em um único instante. O tempo flui como a areia entre os dedos, escorrendo para além do alcance e da percepção. E enquanto você estiver imerso naquela realidade distorcida, a Saturnália dos Mortos continuará a se desenrolar aqui em Estígia." Com um tom de voz ainda mais grave, carregado de um peso quase palpável, Kai’ckul continuou, "Antes que o último grito de júbilo ecoe pelas ruas desta cidade etérea, antes que a última máscara caia e a última sombra se desvaneça, você terá que decidir, Dimitri Petrov. Permanecerá você naquela praia além do tempo, entre as montanhas que guardam segredos insondáveis, ou retornará à cidade dos mortos, trazendo consigo as revelações e os mistérios que encontrou?" O homem entrega um papel negro a Petrov com a localização do ônibus e no verso um desenho feito a mão, bem peculiar.



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Ele entrega a bolsa de gloomys, para Petrov, como um gesto de confiança. A bolsa e os gloomys já são seus, mesmo que não vá. Dimitri começa a pensar se realmente iria, ou preferiria ficar na segurança de Estígia. Por fim ele diz, lembre-se que minha parte, foi consumada, resta a sua... E, com isso, a figura enigmática de Kai’ckul se afastou, desaparecendo lentamente na multidão de espíritos que preenchia a praça. Dimitri ficou ali, imerso em pensamentos, as palavras do homem sem máscara ecoando em sua mente como um enigma a ser desvendado, uma escolha a ser feita, um destino a ser traçado.

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Mensagem por Mandhros Seg Ago 21, 2023 2:45 pm

Quando a figura desparece, quando Kai'ckul some novamente na multidão, um momento de lucidez fria passa pela minha mente.

Eu não hesito. Rapidamente, corto a praça de volta até onde estava Aramis, e entrego a bolsa repleta de Gloomies ao bardo. Sorrio um sorriso frio, como o de um suicida prestes a ceifar a própria vida.

Aramis, você confiou em mim quando deixou que eu fizesse uma pergunta na Biblioteca. Agora é a minha vez de retribuir. Recebi antecipado para embarcar no Ônibus Incerto. O dinheiro vai ser suficiente para antecipar a sua busca, e também vai permitir que eu prossiga nas minhas demandas. Confio isso a você.

Se eu não voltar, por favor, procure por Alethea. Olhe pela minha esposa, Yanna, e pelo meu filho. Quem os ameaça é um espectro chamado Sergej.

Obrigado.

Uma vez mais, antes que ele possa protestar, viro as costas e saio, sumindo no meio da multidão, em direção ao Ônibus Incerto.
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Mensagem por GM Ter Ago 22, 2023 8:26 pm

@Alexyus @Mandhros @Charlie

No coração da praça negra, enquanto a atmosfera tornava-se densa com o peso das almas e as máscaras ocultavam rostos enigmáticos, Aramis, com um olhar penetrante e visivelmente perturbado pelo que via, fez uma proposta ao grupo. Sua voz, grave e ressonante, cortou o silêncio como uma lâmina: "- Eu vi mais do que queria daqui. Acho que deveríamos ir à Rua da Luz Vermelha e investigar aquela pista da Toca do Coelho Branco. Vocês vêm comigo?" A menção à Toca do Coelho Branco trouxe uma onda de suspiros e murmúrios entre os presentes. Era um nome que carregava consigo inúmeros sussurros e lendas sombrias em Estígia. O convite de Aramis era ao mesmo tempo uma promessa de descobertas e um chamado aos perigos escondidos nas vielas mais escuras da cidade eterna. No entanto, enquanto o grupo trocava olhares de hesitação e ponderação, uma figura destacou-se. Dimitri Petrov, tomado por um brilho singular nos olhos, corre em direção à Aramis e lhe entrega um saquitel com cinquenta gloomys. Com o passo decidido, o que revelava sua intenção de seguir uma jornada separada, atraído pelo chamado do misterioso Ônibus Incerto. Aramis, notando a decisão de Dimitri, o chamou, "Petrov!", mas sua voz foi apenas um efeito breve, pois Dimitri estava já distante, guiado por seu próprio destino e determinação. A escolha do russo ressoou no coração de todos, um lembrete da natureza fragmentada de suas existências e dos caminhos divergentes que cada alma pode trilhar. O restante do grupo, embora relutante, decidiu seguir Aramis. Unindo-se na busca por respostas e mistérios, avançaram em direção à Rua da Luz Vermelha. Contudo, a sombra da decisão de Dimitri permaneceu, um lembrete silencioso da incerteza de seus destinos e das escolhas que cada um deve fazer nas brumas de Estígia.



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Nos meandros mais obscuros de Estígia, havia um lugar envolto em mistério e sedução, conhecido como a Toca do Coelho Branco. O mero sussurro de seu nome invocava imagens de decadência, paixão e perdição. Em meio a vielas úmidas, cujas sombras eram pintadas de tons escarlate e âmbar, as luzes de neon da Toca do Coelho Branco brilhavam, uma promessa tentadora e uma advertência implícita. As fachadas adjacentes, corroídas pelo tempo, eram adornadas por intricados vitrais, retratando cenas de luxúria e êxtase, mas também de agonia. Ao entrar, um denso aroma de incenso e opulência invadia os sentidos. O estabelecimento era uma cacofonia de risos suaves, conversas sussurradas e a melodia cativante de um piano antigo. Ecos de jazz e blues mesclavam-se na atmosfera neonoir, e no palco uma mulher espectral dançava sensualmente, de formas que nem na própria terra da carne exalaria tanta carnalidade, embora possuísse, somente metade de seu corpus. Toda essa cacofonia sinestésica estava  criando uma atmosfera que envolvia cada visitante.
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Os habitantes da Toca moviam-se com uma graça sobrenatural, seus corpos etéreos adornados com vestimentas requintadas de eras passadas e futuras. Muitos escondiam seus olhos profundos e penetrantes atrás de máscaras elaboradas, revelando apenas lábios carnudos que sussurravam segredos e ofertas. Nas esquinas escuras e nos recônditos do lugar, podiam-se encontrar mercadores de almas oferecendo poções raras. Estas, embora irresistivelmente atraentes, eram conhecidas por seus efeitos avassaladores. Mais poderosas e reais do que quaisquer drogas terrenas, tinham o poder de transportar os espíritos para êxtases inimagináveis ou abismos de desespero. Diziam que aqueles que se entregavam demais a essas substâncias podiam perder-se para sempre, seus espíritos desvanecendo-se na penumbra eterna da Toca.



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Mas para muitos, o risco valia a promessa de sensações nunca antes sentidas, de tocar o inefável, de flertar com o divino e o demoníaco. E assim, a Toca do Coelho Branco permanecia, um ímã para os destemidos e os desesperados, um santuário de prazeres e perigos, um monumento à eterna dança entre luz e escuridão que reside no coração de cada espírito.

No coração pulsante da Toca do Coelho Branco, uma visão particular capturava os olhares dos presentes. Encostados ao antigo balcão de madeira escura, entalhado com desenhos intricados e carregados de histórias, estava um casal que parecia desafiar os contornos da própria realidade. Cythera, a enigmática aparição de linhagem grega, cuja presença sempre carregava consigo um véu de mistério e sedução, estava lá. Seu semblante, usualmente impassível e misterioso, agora estava retorcido em um misto de êxtase e vulnerabilidade. Ao seu lado, e claramente sendo o epicentro de sua atenção, estava um homem cujo porte destoava do restante da clientela. Ethan, um cavaleiro cuja presença imponente parecia carregar ecos de batalhas antigos e romances esquecidos, exibia em sua mão direita uma tatuagem distintiva: a imagem de uma lebre branca. O desenho, com traços finos e precisos, indicava algo mais profundo, talvez um símbolo de sua ligação com aquele local ou uma história ainda a ser revelada. Com uma paixão crua e quase tangível, Ethan beijava Cythera.

Conteúdo Sensível +18:


Essa é sua deixa  @Charlie, podes agir a partir de agora.


>>> Já podem postar, se mudanças ocorrerem serão de ordem cosmética <<<
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Mensagem por Alexyus Qua Ago 23, 2023 4:43 pm



♫♫♫

Após a volta e a segunda ida de Dmitri Petrov, Aramis tinha mais gloomy do que achava que iria precisar. Com isso, ele, Samuel e Alice seguiram para o Red District.

A aparência do lugar era o que Aramis esperaria de qualquer área de baixa reputação de Amsterdan ou de qualquer outra grande metrópole, então isso não o surpreendeu muito.

Achar o lugar chamado Toca do Coelho Branco não foi nada difícil, pois o letreiro parecia feito de neon de tão brilhante.

O ambiente era psicodélico, e Aramis não ficou muito impressionado. As pernas e quadris que rebolavam no palco eram sensuais, mas aquilo não o atraía, já que não havia rosto a quem associar aquilo. Aramis olhou ao redor procurando por algo que não sabia o que era, e foi assim que encontrou a pista.

Cythera estava agarrada aos beijos com um certo Ethan, num clima ardente de romance. Mas não era nenhum voyeurismo que o atraiu para aquilo, mas sim a tatuagem de coelho branco que ele viu nas costas da mão dele.

Não querendo interromper o momento, Aramis ficou discretamente de olho no sujeeito, esperando o melhor momento para abordá-lo.
  
Aramis D'Anjou











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Mensagem por GM Qui Ago 24, 2023 6:32 pm

OFF: A tatuagem estava na palma e não no dorso da mão de Ethan. (Só para esclarecer um pouco esse ponto...)

Fiz uma pequena pesquisa, para entender melhor como funciona o amor, romântico e erótico no mundo dos mortos, no RPG Aparição, O Limbo.

O "amor", e tudo que o cerca, no mundo dos mortos geralmente é mais pronunciado, por que as aparições se alimentam das emoções de outras aparições, com isso o quanto mais elas "causarem" elas farão. O corpo humano tem limites, mas o corpus de uma aparição, não... Pelo menos não como o corpo humano. Neste reino além da mortalha, as nuances do amor e da paixão ganham contornos peculiares e insondáveis. O toque de uma aparição em outra, é estranho, por vezes gelado. É certo que a principio tal causará estranheza, mas aqueles que se entregam as paixões além morte, aprendem a gostar disso, ao ponto de se viciarem, nesse comportamento, por experimentar seus corpus não apenas por fora, mas por "dentro", literalmente.

As aparições, despojadas de suas amarras corpóreas e dos limites humanos, não são mais reféns da fragilidade da carne. Em sua essência imaterial, elas se deleitam e se sustentam das emoções com uma voracidade que os vivos jamais poderiam compreender. Algo que poderia causar uma dor extrema, se for feita com verdadeiro "amor" erótico, não com a intensão de causar dano, e de modo consensual, pode ser apreciado, pelas aparições, nesse mundo inferior de trevas, sombras e espelhos. O corpo humano, com suas limitações e vulnerabilidades, pode experimentar sensações apenas vindo de seu próprio holos, o que já não é um obstáculo para as aparições; o corpus de uma aparição, por outro lado, é um vaso inesgotável de sensações e desejos, seus próprios e de quem estiver ao redor, embora seja bem díspares das sensações que estamos acostumados.

Dessa forma, quando Ethan e Cythera se conectavam, não era meramente uma troca de carícias e beijos. Era um encontro de almas, um banquete de emoções onde ambos se alimentavam e se fortaleciam mutuamente. No mundo dos mortos, amar e ser amado é uma forma de "sobrevivência", evitando que a aparição se torne um espectro, e o ímpeto com que as aparições se entregam a esse ritual é ampliado por essa necessidade inexorável. No âmago de sua existência espectral, Cythera e Ethan compreendiam esse imperativo. E, assim, eles não se restringiam ou se coibiam. Eles se lançavam um ao outro com uma paixão desmedida, cada toque e suspiro reverberando pelo local, uma ode às emoções que ainda ardiam em seus corações imateriais. E para aqueles que observavam, tornava-se claro que o amor no plano dos mortos não era uma mera sombra do que era em vida; era algo mais intenso, mais profundo, um fogo que nunca se extinguia, no entanto diferente, amplificados em alguns aspectos e debilitado em outros.

As fontes dessas informações são:

O livro Aparição, o Limbo: Um Guia para os Mortos Inquietos, publicado pela Editora Devir em 1997. Esse livro é o manual básico do RPG Aparição, o Limbo, que apresenta as regras, o cenário e os conceitos do jogo. O site Wraith Project, um portal dedicado ao RPG Aparição, o Limbo, que contém artigos, resenhas, dicas e material de apoio para os jogadores. Esse site é uma fonte de informação e inspiração para os fãs do jogo.

Em outras línguas:

- Em inglês, há um livro chamado Beyond Love and Death: The Role of Romance in Wraith: The Oblivion, publicado pela White Wolf em 1996. Esse livro explora as diferentes formas de amor que os Wraiths podem experimentar, desde o amor pelos Grilhões até o amor pelos Outros Wraiths. Ele também oferece dicas para criar histórias e personagens envolvendo o tema do amor no Mundo Inferior;

- Em francês, há um romance chamado L'Amant des Ombres, escrito por Nathalie Dau e publicado pela Editions du Riez em 2010. Esse romance conta a história de uma jovem que se apaixona por um Wraith que a visita em seus sonhos. Ela descobre que ele é um antigo amante que morreu na Primeira Guerra Mundial, e que ele precisa de sua ajuda para escapar do Olvido (Limbo / Esquecimento);

- Em alemão, há uma antologia de contos chamada Liebe im Schattenreich, editada por Oliver Graute e publicada pela Feder & Schwert em 1998. Essa antologia reúne dez histórias de amor entre Wraiths ou entre Wraiths e vivos, escritas por autores alemães. Elas mostram as dificuldades, os perigos e as recompensas de amar no Mundo Inferior.

Links:

(1) Passion (WTO) | White Wolf Wiki | Fandom. https://whitewolf.fandom.com/wiki/Passion_%28WTO%29.
(2) Sample Passions - Onyx Path Forums. https://forum.theonyxpath.com/forum/main-category/main-forum/the-classic-world-of-darkness/wraith-the-oblivion/563494-sample-passions.
(3) Wraiths have sex? (Wr20th, p.258) - Onyx Path Forums. https://forum.theonyxpath.com/forum/main-category/main-forum/the-classic-world-of-darkness/wraith-the-oblivion/1195729-wraiths-have-sex-wr20th-p-258.
(4) Wraith: El Olvido 20º aniversario - Nosolorol. https://www.nosolorol.com/es/blog/1737-la-sombra-es-parte-de-ti-en-wraith-el-olvido.
(5) Los Otros Reinos Oscuros en Wraith: El Olvido - Nosolorol. https://www.nosolorol.com/es/blog/1745-los-otros-reinos-oscuros-en-wraith-el-olvido.
(6) Wraith: el olvido - Wikipedia, la enciclopedia libre. https://es.wikipedia.org/wiki/Wraith:_El_Olvido.
(7) Romance érotique : amour et érotisme - Univers - Editions J'ai Lu. https://www.jailu.com/Univers/Romance/Romance-erotique.
(8) Top des meilleures scènes de sexe - n° 12 & 11 - EcranLarge. https://www.ecranlarge.com/films/dossier/928019-top-des-meilleures-scenes-de-sexe-n-12-11.
(9) Les films érotiques français, une liste de films par Vodkaster. https://vodkaster.telerama.fr/listes-de-films/les-films-erotiques-francais/721279.
(10) Wraith: The Oblivion - Onyx Path Forums. https://forum.theonyxpath.com/forum/main-category/main-forum/the-classic-world-of-darkness/wraith-the-oblivion.
(11) Storytellers Vault - Wraith the Oblivion | PDF. https://www.storytellersvault.com/browse.php?filters=0_45628_0_0_45646_0.
(12) Wraith: The Oblivion - Afterlife puts you into a horror movie – and is .... https://www.techradar.com/news/wraith-the-oblivion-afterlife-puts-you-into-a-horror-movie-and-is-the-best-vr-scare-yet.
(13) undefined. https://adam-lowe.com.

Já ia me esquecendo... Vamos considerar que você @Alexyus recebeste mais 50 gloomys (somando total de 100 gloomys até agora) e cinco óbolos, sendo que estes cinco óbolos foi lhe entregue por um grupo de aghoris, que passavam pela praça em direção a "A Mansão dos Médiuns Aghoris".
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Mensagem por Mandhros Sex Ago 25, 2023 11:10 am

Off: Nossa! Fiquei impressionado tanto com a descrição da Toca do Coelho quanto com a pesquisa sobre o amor no além-túmulo. Deu até uma ponta de arrependimento de não ter acompanhado o Aramis!

@GM, aguardo a narrativa direcionada ao Dimitri, rumo ao Ônibus Incerto!
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