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[Interlúdio: Doji Mei] O primeiro amor a gente nunca esquece

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fred~
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[Interlúdio: Doji Mei] O primeiro amor a gente nunca esquece

Mensagem por fred~ em Sex Maio 12, 2017 4:10 pm


No dojo de Tsuma realizava-se novamente o Torneio de Topázio, uma competição que envolvia o ritual de maioriadade, gempukku, e a oportunidade de ser considerado como o jovem samurai mais promissor de Rokugan. A jovem Doji Mei se sentia em casa, afinal, a vila portuária fazia parte das terras da Garça. No entanto, algo mexia com ela além do nervosismo comum em mostrar seu potenciais nas provas: Shinjo Jiang, um verdadeiro prodígio que liderava o torneio como se não fosse nada para ele, ao mesmo tempo que demonstrava ser o samurai perfeito... Ele até conseguira arrancar suspiros e rubor nos juízes da disputa de poemas (algo estranho, pois a literatura do Unicórnio era um tanto rudimentar e considerada bárbara para os outros de Rokugan). Desde a primeira vez que o viu, montado em seu corcel branco e brilhando em armadura completa, suspeitou que ele não era alguém comum, só não esperava se surpreender tanto.  

Porém, ela precisava se concentrar no último desafio: encontrar estatuetas com o Mon dos respectivos clãs dos competidores em uma floresta. Seriam três trabalhando em conjunto e tudo teria que ser relatado depois para obtenção das notas. No seu grupo estavam sua melhor amiga de infância: Miya Chie (irmã do seu futuro marido) e... Shinjo Jiang (!). As coisas pareciam que não seriam nada fáceis se ela continuasse a deixar seus sentimentos atrapalharem seu foco. Ele já a havia notado em algo que para ela tinha sido o sorriso mais encantador do mundo e cumprimentado sua pintura numa competição anterior (que ele obviamente venceu). Por que essas coisas estavam acontecendo logo com ela que se achava tão madura para esses tipos de coisas?

OFF:
Há ainda uma complicação maior, escolha uma das opções:

A- A sua amiga, Chie está com uma pontuação muito baixa no torneio, o que faria com quem ela fosse reprovada na cerimônia de maioridade. Isso seria uma desonra sem tamanho para uma samurai, ainda mais para uma de nascimento tão nobre. Você se sentiria compelida a ajudá-la de todas as formas possíveis nessa última tarefa.

B- Você quem está com problemas e corre esse risco. Lembre-se da sua desvantagem azarada, um desbalanço karmico que faz coisas darem bem erradas para você principalmente quando não deveriam e esse momento pode ter sido agora. Para alguém da escola Kakita, que visa muito a perfeição, envergonhar seu clã dessa forma traria enormes complicações no seu futuro.
shamps
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Re: [Interlúdio: Doji Mei] O primeiro amor a gente nunca esquece

Mensagem por shamps em Dom Maio 14, 2017 3:03 pm

Era um dos dias mais importantes de sua vida.
A jovem garota vinha se preparando por meses, ou melhor, por uma vida, para esse momento: o dia de seu Genpukku, quando realmente poderia ser chamada de samurai e representar sua casa e Clã com dignidade.
No grande dia ela se dirigia com sua família até o local das provas. Seguia em uma pomposa comitiva, com belas liteiras enfeitadas, a jovem Mei seguia na terceira delas. Muito concentrada, escrevia de maneira simples pequenas frases meditativas. Durante sua ida olhou algumas vezes pela janela e viu a comoção do povo das terras da Garça, terras que ela tinha o dever de proteger.
Avistou ao longe um corcel branco que trazia um jovem em sua armadura, estava muito limpa, ele tinha um porte e, mesmo não sendo um Garça – seria de qual clã? – ela não conseguiu tirar os olhos dele até que sumiu na multidão. Quem seria ele? Seria um adversário digno para ela?
Deixou de lado aqueles pensamentos e voltou a se concentrar.
Durante a prova ficou sabendo que o rapaz era um Unicórnio de nome Shinjo Jiang e se provou digno de ser seu adversário – até demais – pois estava deixando Mei para trás. Ela ainda tinha uma chance com o último desafio, se vencesse passaria à frente.
A princípio uma tarefa fácil e em equipe, porém Jiang estava em sua equipe. Engoliu em seco quando foram anunciadas as equipes formadas. Precisava se focar.  Cumprimentou o rapaz com um respeitoso inclinar de cabeça. Seu coração estava a mil, tirando sua concentração no momento mais inoportuno. Como podia estar mexida daquele jeito, logo ela, uma Garça. Sentia-se como aquelas menininhas que suspiravam por qualquer coisa.

- Miya – disse cochichando para sua melhor amiga – de onde saiu esse jovem? Ele está nos humilhando – não era bem essa palavra que queria usar, mas não tinha nenhuma melhor para o momento.
A própria Mei sabia que estava em uma situação difícil, via-se em um beco sem saída. Sua amiga estava em último lugar na competição e seria humilhada se reprovasse. Já Mei, por ser uma aluna da escola Kakita, não poderia em hipótese alguma não ser a melhor, o que ela estava longe de ser naquele dia.
Se não fosse aquele desgraçado de sorriso tão lindo...

Após refletir bastante, tomou sua decisão: jamais deixaria sua melhor amiga para trás. Mei poderia lidar com as consequências de sua falha no futuro, mas Miya passaria.

- Eu vou te ajudar, Miya – disse com confiança e um sorriso para a amiga – você vai passar nessa prova, custe o que custar.
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Re: [Interlúdio: Doji Mei] O primeiro amor a gente nunca esquece

Mensagem por fred~ em Qua Maio 31, 2017 6:47 pm

A menina, sempre chorosa, pareceu quase aos prantos com as palavra de Doji Mei.


- D-Doumo arigatou gozaimasu, Doji-sama! - Mesmo que viesse de uma família mais nobre, pela proximidade com a linhagem Imperial, Chie tratava a outra com "-sama" quando não usava o "-chan", e mesmo que fosse mais velha, Mei era a "senpai". não havia como evitar muito pois afinal a Garça sempre fora mais proeminente, mesmo sem querer. - Eu não sei como lhe agradecer devidamente... Não irei te decepcionar, senpai!

Ela se ergue e enxuga suas lágrimas, voltando-se não muito tempo depois para suas anotações. Fazia as contas de quantos pontos precisava, mas logo divagava...


- Aquele Unicórnio teve muita sorte de não ter sido sorteado para o duelo de iaijutsu, onde Mei-chan provou mais uma vez que os da escola Kakita são os melhores duelistas. Mas se você tivesse sido sorteada para a competição de arquearia montada, que ele deve ser especialista..

"Ah, se ao menos Chie fosse tão boa nos desafios como para se importar com esses tipos de coisas" pensava Mei quando foram interrompidas por uma criada, era o chamado para a prova final!

Na orla da floresta e de frente ao seu rival, Mei não pôde deixar de notar melhor os seus traços. Eram meio estrangeiros, era verdade, mas isso só acrescentava em sua beleza exótica. "Maldição, porque tudo nele tinha que ser perfeito!?" O rapaz se apressou indo na frente e a Garça se pegou observando o rabo de cavalo dele balançando em suas costas. "Não tenho tempo pra isso! Preciso ajudar a Chie, ela parece tão perdida..." E de fato, a outra menina parecia estar assustada naquele momento, olhando tudo ao redor como se algo ruim fosse lhe acontecer a qualquer momento. Jiang parou por um momento e falou virando-se:


- Então, vocês tem alguma sugestão de como encontrar as estatuetas?
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Re: [Interlúdio: Doji Mei] O primeiro amor a gente nunca esquece

Mensagem por shamps em Sex Jun 02, 2017 12:23 pm

Com um amável sorriso, Mei diz para a amiga que não precisa agradecer. Elas chegariam juntas ao fim da competição. Quando Chie começa a falar de Jiang, o sangue da adolescente ferve, ela queria poder a creditar que era raiva ou despeito, mas não tinha muita certeza. 

- Realmente eu sou melhor em duelos. E... - pensou no rapaz atirando enquanto montado em seu cavalo e deu uma pequena travada em seu discurso - de fato, ele deve ser pouca, mas pouca coisa melhor do que eu nesse tipo de prova de montaria e disparo. Oras, Chie, precisamos nos focar no agora, esses duelos passados não interessam mais... - foi interrompida pelo rapaz e isso a irritou um pouco. 

Como um Unicórnio ousava a interromper uma Garça enquanto falava?

Ela respirou fundo para não perder a compostura e prosseguiu.

- Certo, Jiang kun - disse enquanto se abanava com seu fino leque - as estatuetas, certo... Um Unicórnio esconderia onde sua estatueta? Ou um Garça? Podemos começar por aí... o que me diz?
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Re: [Interlúdio: Doji Mei] O primeiro amor a gente nunca esquece

Mensagem por fred~ em Sab Jun 17, 2017 12:53 pm

- Certamente! Acredito que pensamos de formas parecidas, Doji-san. Vejamos... O símbolo do Unicórnio pode representar também cavalos... Onde haveria cavalos por aqui? Talvez numa clareira? E garças? Num rio ou lago? Quanto aos Miya, não faço muita ideia, o mon é um selo Imperial...


Nesse momento, como que acordando de um torpor, Chie fala, para a surpresa de todos (até dela mesma):

- A-acredito, Jiang-san, que cavalos também poderiam representar minha família. Afinal, somos conhecidos como os melhores mensageiros do Império...


A garota olha para a amiga como em busca de aprovação. Mei estava tão contente que a outra não estava só calada e acompanhando como normalmente acontecia nessas situações, que teve quase certeza que dariam uma lição naquele Unicórnio convencido o quanto antes. Mas a verdade era que ela também queria impressioná-lo, não sabia bem porque.

De repente, de algum lugar dentro da floresta um som de tambores, inicialmente baixo, mas cada vez mais alto, foi chegando ao ouvido dos três samurais. Aquilo fazia lembrar que a prova tinha um tempo e que deviam ser rápidos para ganharem mais pontos.

Spoiler:
off - 
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Re: [Interlúdio: Doji Mei] O primeiro amor a gente nunca esquece

Mensagem por shamps em Sab Jun 17, 2017 4:23 pm

O orgulho rapidamente veio ao semblante da jovem ao ouvir as palavras de Jiang, era óbvio que ela teria as melhores ideia ali. Se surpreendeu também com as palavras da amiga que participava da discussão.

- Me parece uma boa ideia,Chie... e Jiang-san... ouçam, não temos tempo. Vamos ao rio já que estamos mais próximos, depois iremos aos estábulos.

Rumaram para as regiões mais aquosas da floresta em busca da estatueta da prova, elas precisavam vencer. Tinha muito mais em jogo do que só uma vitória, era seu orgulho e honra, não só dela, mas de sua família e clã. Ela queria ser uma boa representante de sua escola.
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Re: [Interlúdio: Doji Mei] O primeiro amor a gente nunca esquece

Mensagem por fred~ em Seg Jul 03, 2017 10:18 pm

Indo na direção das regiões onde acharam escutar barulho de água, encontraram apenas uma clareira onde tinham certeza que iriam achar a primeira estatueta. Fizeram isso mais umas três ou quatro vezes até cansarem e logo perceberam que estavam cansados, que a floresta tinha ficado mais densa e que o sol dificilmente penetrava pela vegetação, mas era lógico que estava ficando mais tarde. O que raios estava acontecendo?

- Mei-sama, e-estamos perdidos? ainn

Se havia alguma confiança na voz da menina antes, agora ela tinha voltado de vez ao normal. 

- Esses tambores dos infernos, nos confundem e não consigo precisar de onde eles veêm.

Mei já tinha ouvido falar de locais assim, de florestas mágicas que quem entrava não saía mais ou então voltavam como se tivessem passado anos lá dentro ou eram as pessoa de fora que tinham vividos décadas, infestadas de espíritos malignos, que levavam para outros mundos. Claro que ela não iria falar nada para assustar ainda mais Chie, nem admitiria que seus planos deram errado para Jiang. Mas afinal de contas eles não aplicariam um teste numa área assim, ou será que fariam isso?

Depois de mais uma caminhada e se certificarem que já tinham passado por aquele local, Jiang senta-se em uma rocha de braços cruzados, pensativo.
 
- Não faz sentido andar em círculos por aí e só nos cansarmos ainda mais... Alguma ideia, Doji-san?
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Re: [Interlúdio: Doji Mei] O primeiro amor a gente nunca esquece

Mensagem por shamps em Qua Jul 05, 2017 11:12 am

A prova estava muito estranha e a caminhada deles pela mata não estava sendo frutífera. Sua amiga já estava nervosa e Mei não poderia deixar transparecer sua preocupação.

- Calma, não um caso para desesperar-se!

Caminharam mais um pouco até sentarem para decidir uma nova estratégia.

- Hm... há sim a possibilidade dessa floresta ser assombrada por espíritos, mas antes teríamos que descobrir se é esse o caso. Esses tambores poderiam ser ilusões sonoras - ela estava pensativa também. Jinag solta sua conclusão óbvia e Mei fica frustrada, mas não demonstra, pois tinha que ser uma rocha - estou pensando, Jiang... você sabe enfrentar espíritos se esse for o caso?
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Re: [Interlúdio: Doji Mei] O primeiro amor a gente nunca esquece

Mensagem por fred~ em Qui Ago 03, 2017 11:47 am

- E-espiritos?!..

A menina parecia que ia desmaiar. Jiang tentou se mostrar um pouco mais confiante, talvez para não assustar mais Chie:

- Se eles puderem ser cortados por espadas, ou perfurados por flechas, tenho certeza que vamos dar conta.

Nesse momento, um barulho surdo pôde ser ouvido onde Chie deveria estar. Olhando para lá, só conseguiram ver a garota caída no chão de mal jeito, chorando profusamente ao lado de um tronco caído.

- Eu.. eu só queria sentar nesse t-ronco, como sou desastrada! Só atrapalho vo-cês, s-sou um fardo, como minha mãe sempre diz: não-sirvo-pra-nada!... E agora e-stamos perdidos e vamos ser comidos por espíritos m-alignos! Me-me desculpem por favor, muito e-mbora eu não mereça...

Era humilhante ver a garota se lamuriando ali em suas frases entrecortadas por choro. Mei podia ver que Jiang tentava olhar para outro lado e ignorar essa situação vergonhosa, mas quando foi acalmar a garota, se surpreendeu com o que o jovem samurai fez: pegando talvez a única flor daquele local, ele se aproximou de Chie e a ofereceu para a garota com um sorriso. Era o sorriso mais bonito que qualquer um já vira, ou pelo menos era o que Mei pensava, com uma certa raiva de como aquilo podia ser tão perfeito...

- Aqui. Suas lágrimas não devem ser desperdiçadas, por que não ajuda essa flor a crescer tão bela quanto você?

Um minuto longo de silêncio se seguiu depois daquilo em que a cena pareceu ficar paralisada. Chie, toda vermelha, olhou para a amiga em um pedido silencioso de ajuda como se dizendo "O que eu faço agora? Socorro!" Mas por fim estendeu uma mão trêmula para aceitar a flor. Mei sentiu algo que poderia ser dito como ciúmes, mas é claro que naqueles tempos ela era muito jovem para saber o que sentia de verdade.
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Re: [Interlúdio: Doji Mei] O primeiro amor a gente nunca esquece

Mensagem por shamps em Qui Ago 03, 2017 8:43 pm

Ver Chie com medo não era nada animador, que vergonhoso seria para sua escola aquela cena.

- Se forem espíritos, nós os enfrentaremos com bravura – tentou passar um pouco de confiança para sua amiga e para não parecer fraca perto de Jiang. O rapaz também parecia mais animado.

Chie acaba caindo e quando Mei iria ajuda-la a se levantar, Jiang foi mais rápido e ofereceu uma flor para a jovem que chorava. Mei tentou parecer neutra observando a cena, mas arregalou o olho, disfarçando depressa ao olhar para Chie. Ela balançou de leve a cabeça incentivando a amiga a aceitar a flor. Ela não sabia por que fez aquilo, achou a coisa mais inconcebível ele dar uma flor para sua amiga. E aquele sorriso? Ela tinha que se livrar daquilo, se livrar daqueles pensamentos.

- Vamos Chie, chega de choro! Vamos prosseguir, não ganharemos nada parados – ela segue pela floresta a passos largos e pesados.
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Re: [Interlúdio: Doji Mei] O primeiro amor a gente nunca esquece

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