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    Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

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    Claude Speedy
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    Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por Claude Speedy em Qui Ago 16, 2018 5:10 pm



    Arctus sorri de volta ao desmanchar da explosão de fúria de Axelle. Ele encara tudo como se fosse um imenso jogo entre os dois, não forçando respostas prontas ao notar a ignorância da jovem sobre o que ele estava falando.

    Arctus: -Sei... Deve ter sido enviada aqui por aquele vampiro maldito do Alex Meyers, não? Eu estava fazendo essas perguntas porque alguns desses homens de preto da Receita Federal são clientes em potencial de casas de prazeres e centros exotéricos ao redor de toda Grande Maçã, eu comando muitas dessas reuniões onde minhas cartomantes oferecem mais serviços do que meramente sorte. É uma forma de legalizar seus "extras".

    O nome gera estranheza em Axelle, afinal o sujeito que a deixava na mão e sem sangue tinha se apresentado à ela como Sam.

    Arctus: -Bom... vamos lá... Você não esta querendo saber disso, não é? seu interesse é em mim como cliente e não como possível chefe da minha "Aliança". Bom, não gostou do nome... Eu entendo. Certo já que meu amigo Alex te mandou aqui para trabalhar, me responda... você deixa beijar na boca, não?

    Ele se aproxima, abrindo as mãos onde se podia ver duas pílulas em cores diferentes, parecendo cápsulas de remédios... um vermelha e outra azul.



    ...ele então cerrou novamente os punhos e colocou a mão direita a frente ainda fechada, quando abriu novamente as duas pílulas mudaram de cor.



    O truque dava a impressão que as pílulas se mesclaram em uma só.

    Arctus: -Esse é um remédio natural que eu mesmo desenvolvi, chamo de "Ilusão Real"... Aumenta o prazer mais do que aquele suco de groselha com que Alex tem te viciado... "Axelle"

    Ele citou seu nome de forma irônica, e a garota sentiu que a referência era a proximidade do nome dela com o do cliente que indicou a visita. E nisso Arctus permanecia parado, com as pílulas na mão, aguardando a decisão dela ou se ela iria reconduzir a conversa.
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por nobod¥ em Qui Ago 16, 2018 7:27 pm

    Axelle ajeitava sua camisa, parecia que o sujeito gostava de falar; e, portanto, é devagar. “Divaga demais”, pensava ela. Contudo, ela fica surpresa no início do seu vômito verbal com a citação de um nome que, com uns 50% de certeza, isto é, quase certeza se os flashbacks não atrapalharem, ela nunca ouviu. -”Alex Meyers? De nome assim não conheço” - respondia ela se sentando na poltrona e cruzando suas pernas que com sua mini-saia exibia sua epiderme macia e depilada. E enquanto ele prosseguia, Axelle acendia um cigarro tirado de um maço que estava entre seus seios, aquelas esferas polidas, dois globos. -”Se importa?” - questiona ela enquanto faz um biquinho, despropositadamente sensual, para acomodar o cigarro.

    Caso fosse autorizado, a chama flutuava. Seu diafragma flexionava e uma reação ocorria, ou melhor, uma transferência. Suas bochechinhas, então, se recolhiam fazendo com que o ar, um dos elementos aristotélicos e mágikos, penetrasse aquele tubo de nicotina levando sua essência, a qual por sua nano pequenez passa facilmente pelo filtro, até sua traquéia. Ela, enquanto procurava um cinzeiro, ouvia o sujeito “com nome de mosqueteiro” - como ela havia pensado mais cedo.


    [...] homens de preto da Receita Federal são clientes em potencial de casas de prazeres e centros exotéricos ao redor de toda Grande Maçã, eu comando muitas dessas reuniões onde minhas cartomantes oferecem mais serviços do que meramente sorte. É uma forma de legalizar seus "extras"


    -”É… Sr. Atos, Arturs…” - dizia ela pausadamente e intencionalmente, para se fazer de desinteressada - “Deixa eu ver se entendi, você é um big pander de Nova Iorque?” - questionava ela antes de se levantar e passear por um pouco pelo espaço observando o local.


    -”Aliás” - exclamava ela - “Qual seu interesse nos MIBs? E quem é esse tal Alex?” - esta última, no momento, a mais importante. “Seria Sam?”, se indagava Axelle.



    -Bom... vamos lá... Você não esta querendo saber disso, não é?



    -”Sim” - respondia ela enquanto se encostava em alguma coluna, parede ou algo que de primeira vista lhe sustentasse.


    seu interesse é em mim como cliente e não como possível chefe da minha "Aliança". Bom, não gostou do nome... Eu entendo.



    -”Sim e sim” - respondia ela levando, caso tivesse sido permitido fumar, o cigarro à boca e brasa iluminando seu rostinho.


    Certo já que meu amigo Alex te mandou aqui para trabalhar, me responda... você deixa beijar na boca, não?



    -”Não, só se me der vontade” - respondia ela categórica que ao vê-lo se aproximar via duas pílulas na suas mãos entreabertas. “Hmm, truquinho!? O azulzinho desconfio o que seja, o outro não”, pensava ela enquanto observava erguendo a face e estalando seus lábios, duas cerejinhas, ao liberar o carbono.


    -Esse é um remédio natural que eu mesmo desenvolvi, chamo de "Ilusão Real"...



    -”É assim que você conquista as mulheres? Com truquinho barato?” - dizia ela soltando uma suave, sedutora gargalhada e troncando com Arctus.


    Aumenta o prazer mais do que aquele suco de groselha com que Alex tem te viciado... "Axelle"



    Ela, então, o abraça pelas costas e diz ao pé do ouvido dele, enquanto que pega uma pílula - “Eu não sou muito fã de sintéticos, prefiro naturais como marijuana ou cogumelo, mas vou experimentar” - Axelle abrindo-a e colocando o pó na língua, para que não esperasse até a cápsula ser digerida, prosseguia: -”Só espero que não me dê uma puta bad depois”. E, então, finalizava dando uma leve mordidinha em seu ouvido.
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por Claude Speedy em Qui Ago 16, 2018 8:27 pm

    Arctus não faz nenhuma proibição dela fumar, pelo contrário, meramente gesticula com a cabeça que permite com total desdém enquanto seu olhar aparentemente inquisidor parecia sondar o corpo e a alma dela. Algo naqueles olhos e na forma como ele falava fazia com que a garota se sentisse muito atraída por cada gesto dele, algum charme aristocrático de um homem maduro atraia atenção? A síndrome de Elektra que Freud alegava que todas as garotas tem? Não era possível saber...O que ela sentia era possibilidades de enriquecer quando descobriu que a tal "Aliança" não era um nome em referência aos Rebeldes de George Lucas....



    Arctus:-Sam é um apelido de Samuel Haight...

    Respondia o mago enquanto parecia caçoar do sotaque israelense da prostituta. Ao dizer a palavra Haight na mente de Axelle soava como um trocadilho com a palavra "High", que também era uma expressão para estar sobre o efeito do uso de drogas.

    Ele então abraça Axelle, apertando suas nádegas e pressionando seu quadril contra o dele enquanto ela o morde e comenta sobre se sentir mal depois. O toque dele desceu em seguida até as coxas dela, aparentemente na mesma velocidade que o conteúdo das pílulas escorriam da língua pelo esôfago. Ela sentiu como se estivesse sendo acariciada por dentro do próprio tubo digestivo, algo que parecia uma mistura de alívio dada pela fumaça de cigarro ou maconha... E aquilo era bom... o toque dele deixava ainda mais forte a sensação de desejo.



    Quando ela própria comenta sobre "puta bad" nota que o sujeito se aproxima para beija-la...
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por nobod¥ em Sex Ago 17, 2018 5:57 pm

    Arctus:-Sam é um apelido de Samuel Haight…


    -”É HAI-ght ou hai-GHT? Não importa” - respondia ela enquanto deixava ser tocada pelo sujeito que deslizava sua mão pelo seu sinuoso corpo e abraçava-a contra o seu.

    A droga descia suave e parecia gentilmente acariciar seus órgãos internos. “É engraçado, parece que engoli um dick, a vibe disso é essa?” - questionava Axelle enquanto tentava discernir se o desejo era consequência da droga ou do calor do momento, apesar de que este último ela cuidava para não atrapalhar seu trabalho. Partindo daquela sabedoria popular numa sociedade libertina que: 'You mustn't thought that a whore will fuck with you by pleasure, never’.

    Axelle, contudo, percebia o desejo emanando através do toque e isso, segundo ela, é bom, pois quanto mais desejo mais fácil atinge o gozo e mais rápido termina o trabalho. O sujeito vinha em sua direção claramente para beijá-la, Axelle afastava-o empurrando com a palma aberta em seu rosto. -”No kiss, little boy” - dizia ela sorrindo para amenizar o gesto rude e finalizando - “Também curto almofadas, sedas, colchões” -.

    Off:
    Quero tentar captar, naquele instante, qualquer sinal de quintessência que manifestasse, se possível usando até as esferas temporal, para retardar o tempo, e correspondencial, para sentir sua localização.
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por Rolador de Dados em Sex Ago 17, 2018 5:57 pm

    O membro 'nobod¥' realizou a seguinte ação: Lançar dados


    'd10' :

    Resultado : 8, 9, 10, 9, 2, 7, 9, 7, 8
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por Claude Speedy em Sex Ago 17, 2018 7:13 pm

    Axelle se sente um pouco zonza, logo assim que coloca a mão para afastar o mago de si. Ela observa tudo se mover devagar conforme sente ao redor o tempo se dilatar...

    É bem notória a presença enebriante de algo em seu estomago, que faz o mero toque de sua pele para repelir Arctus uma sensação tão agradável que quase a fez perder o controle. Seja o que for que ela tomou fazia a mais forte maconha que ela já provou parecer um copo de água.

    Ao mesmo tempo em que comenta sobre conforto ela se afasta cambaleante, como tivesse bebido uma forte dose de whisky. Ela gira confusa, se apoiando em uma cadeira. Tudo se move lentamente... Sim, é obviamente um efeito da droga...



    ...Axelle tem certeza que não esta mais em Nova York, é como se ela sentisse que a casa esta fora da realidade do planeta Terra e ela fica imaginando as histórias que sua família contava sobre onde o D-us hebreu habita.

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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por nobod¥ em Sab Ago 18, 2018 4:35 pm

    Axelle estava acostumada com várias sensações diferentes provocadas por substâncias alucinógenas, mas aquela estritamente botava sua experiência em dúvida. Não sabia dizer se emanava do lugar, do sujeito, da droga ou de tudo junto. Mas deixava-a bastante sensível e de tal forma que até num simples toque era uma explosão de prazer. Mas aquilo estava além do suportável, em um nível desses cérebro algum suportaria, poderia entrar até em coma ou sofrer um AVC. Ela, então, se sentava numa cadeira aos tropeços enquanto perguntava coçando os olhos - “Está sentindo isso também?” -. Tudo parecia desmoronar, desmaterializar. Memórias eram jorradas na sua cabeça como se seu corpo estivesse ali, mas congelado no tempo e enquanto seu espírito fosse dar uma voltinha, uma viagenzinha.

    Axelle se via de novo com os pés na areia, uma areia barrosa que ela conhecia bem, sedimentos de elementos pesados incapazes de permitir sequer uma flor nascer - “Estou em midbar Negev, voltei pra Be’er Sheva?” - se questionava enquanto seus calçados arrastavam a areia levantando uma nuvem de partículas. Ela via, também, sua casa e numa fração de segundos estavam lá as quimeras de seus parentes - “Wow, isso só pode ser mais um daqueles sonhos, que viagem, cara” - pensava ela duvidando e sem muita certeza se era verdade.

    Caso o sonho permanecesse, depois de se olhar e perceber que sequer tinha presentinhos de Nova York para distribuir, não seria sensato aparecer naqueles trajes ou daquela maneira - “É dá muita pinta” - pensava Axelle caminhando furtivamente em direção à sua casa. Ela chegou pensar em sair entrando de qualquer jeito e na primeira pergunta sobre o que estava fazendo ali diria:-”má shlóm hamishpaxí? E aí, família? Então 'tava me drogando para o meu trabalho poder fluir legal e, pá, apareci aqui num passe de mágica, que doido, né?” - só que ela desistiu disso, iria chocar muito o pequeno burguês. “Melhor ir pisando em ovos”, concluía Axelle.
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por Claude Speedy em Sab Ago 18, 2018 4:58 pm

    Bad trip é pouco para descrever o que acontece em seguida.

    Axele vê um imenso turbilhão, enquanto ouve a voz de Arctus...



    ...vê o rosto dele se tornar em de uma mulher sem qualquer íris que continua a falar com ela.

    Arctus: -Eu estou sentindo também...

    Ela tinha para si que a mulher que falava com ela era Lilith. Todo o cenário mudado e ela perdida tentando se localizar, parecendo estar em tantos espaços ao mesmo tempo. Sentindo novamente como em um sonho, ela desaba sobre a confortável cadeira enquanto as cores da loja exotérica parecem tão diversas e tão amplas.

    Arctus: -...seu trabalho sera bem importante para mim, Axelle. Um pequeno garoto vai precisar de cuidados seus... Você sabe que é preciso... Boa noite, Axelle, nos vemos em breve

    A garota acorda em sua casa, com a maior ressaca que já sentiu. Dentro de seu confortável santuário quando sua campainha toca. Ela nem sabe como chega à porta, faz isso sem mesmo querer.


    -Oi, Axelle.

    São os dois judeus gays que financiaram a vinda dela para os Estados Unidos.
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por nobod¥ em Sab Ago 18, 2018 7:00 pm

    Arctus: -Eu estou sentindo também


    [size=42]Axelle sabia que aquilo poderia não caminhar muito bem. É difícil controlar as coisas fora da razão. No meio de toda aquela loucura se sentar era o melhor que ela podia fazer. “Cê também está sentindo, né; muito psicodélico essa sua pílulazinha, sinto como se meus pés estivessem na areia” - dizia ela meio desconfortada, certamente pela sua trip.[/size]

    [size=42]Então, de repente, a cara do cara se torna de uma mulher. Axelle se ajeitava na cadeira deixando escapar um -”Caralho, que porra é essa, meu irmão” -. O corpo era ainda do Seu Mosqueteiro, mas o rosto não. “Essas feições me lembram alguém…” - pensava enquanto fuçava seu arquivo cerebral tentando saber de onde a conhecia - “Cara, só consigo lembrar daqueles livros crazies… Hey, ela não é daquelas ilustrações, é?”. Lilith? É, sim.[/size]

    ... seu trabalho será bem importante para mim, Axelle


    [size=42]Ela ficava perplexa com aquilo -”Ainda sabe meu nome?” - era impossível esconder isso do seu rosto. [/size]

    Um pequeno garoto vai precisar de cuidados seus


    [size=42]Contudo, diante do inusitado pedido, ela se sentiu ultrajada respondendo: -”Está brincando, né? Eu não cuido nem de mim, quanto mais de um pivete” - e segurando uma gargalhada de deboche.  [/size]

    [size=42]A estranha aparição, entretanto, estava resolvida. Era imperioso à Axelle obedecer. “Isso é só uma viagem, logo logo vai acabar e não vai ter pivete algum” - concluía ela quando despertava num sobressalto da cama com a campanhia tocando. Ela estava incrédula, jurava que não foi um sonho quando sentia um mal-estar, uma enxaqueca daquelas, acusando que certamente não foi um sonho. “Nunca mais uso sintético de novo” - pensava consigo mesma enquanto que gritava se segurando pelas paredes -”Já vô!” - e ao abrir a porta, ‘tchan ram’, aquelas duas pessoas que Axelle possui uma consideração, um respeito inmensurável. [/size]

    Oi, Axelle


    [size=42]“Oh ken shlom!? Eize haftaá! Oh, quanto tempo!? Que surpresa! Entrem, minha casa, bagunçada, sua casa!” - dizia ela sorrindo meio sem graça diante da típica neurose da casa nunca estar altura daqueles que estimamos e, claro, dos seus prováveis trajeis. “ Aceitam uma bebida?” - perguntava ela para acomodá-los, mas nem sabendo se pelas horas era apropriado um whiskeyzinho.[/size]
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por Claude Speedy em Dom Ago 19, 2018 12:46 pm

    Os dois se olham meio preocupados quando entram, não pela neurótica reação sobre arrumação, mas sim quando você fala sobre bebida.

    Ken: -É um pouco cedo, não?

    Eize: -Parece que a noite foi boa. Precisamos conversa sobre uma parte do nosso acordo
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por nobod¥ em Dom Ago 19, 2018 2:28 pm

    Ken: -É um pouco cedo, não?


    -”Cedo!? Desculpem, eu nem sei que horas são… Ah, uma longa história e vocês não gostariam de ouvir, mas então?” - respondia ela com um sorriso sem graça instantaneamente a pilhéria que Eize fazia, o qual rompia:

    Precisamos conversar sobre uma parte do nosso acordo


    Má? Como?” - pensava ela se sentando diante da seriedade do assunto e dizendo: -”Sim, claro, digam”.
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por Claude Speedy em Seg Ago 20, 2018 2:20 am

    -É que pensamos em ter... dois filhos, quero dizer... um de cada pai, entende...?

    Secamente ao se sentar, Ken é bem objetivo em responder. Quando Axelle também se senta, acha um papel que retira e nota ser um bilhete em um de seus bolsos do roupão.

    Ela abre, sem nem perceber e lê que foi escrito por ela, com a própria letra.



    Realmente a maior dúvida é como que tão chamada como estava ela conseguiu escrever tão perfeitamente.
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por nobod¥ em Seg Ago 20, 2018 3:28 pm

    -”Não vejo problema nisso se é artificial, só não sei se conseguiria conceber dois de uma vez” - respondia ela fitando os dois.

    Axelle, então, encontra sem querer um papel em um bolso da sua roupa. Sua primeira observação é sobre a caligrafia do mesmo -”Tão bem escrito, quem escreveu? Eu tava chapada, com certeza não foi eu, ou foi?” - porém, era uma pergunta idiota, foi ela. Axelle, então, dividiria sua atenção em ler e conversar com o casalzinho.
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por Claude Speedy em Seg Ago 20, 2018 3:49 pm



    Eize: -Pensavamos em você gerar um filho vez é claro, inicialmente um de Ken e depois um meu. Em dois anos isso seria o suficiente. Só estamos um pouco preocupados com seus horários noturnos e suas longas festas ausentes. Queríamos na verdade que você toma-se mais cuidado... Bom por esses dias, sabe? Bebidas às dez da manhã igual agora pode ser bem... perigoso para o bebê. Entende... ?

    Ken: -Além disso esse tipo de literatura não é algo que eu ache tão... de bom gosto...

    O rapaz aponta para um pequeno livro acima da mesa de Axelle, no título esta escrito "o Satânico Livro de Node" e é visível que é da editora "Black Dog".

    Ao que parece Ken conhecia bem aquele manual que Axelle não lembra de ter deixado ali, além disso os dois pareciam tensos como se algo terrível tivesse oculto.

    Off: role Percepção mais Empatia.

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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por nobod¥ em Seg Ago 20, 2018 9:38 pm

    Axelle ouvia Eizen com atenção, quer dizer, aparentava pelo menos.

    -”oh ken, okay! Pode deixar que vou me policiar

    Mas quando Ken comentou sobre o livro, ela ficou tão mais surpresa quanto ele.

    -”Ahn, esse livro não é meu!” - respondia ela atônita indo até o mesmo e o folheando, enquanto que disparava: -”Prefiro kama sutra”.

    O clima, então, ficou estranho​. Axelle percebeu e rompeu: -”Qual é, é só um livro que nem sei como veio parar aqui, o que foi?” - depois que colocava o livro na mesa despretensiosamente.


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    8 , 5 , 10
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por Claude Speedy em Ter Ago 21, 2018 1:09 pm

    Você nota pela proximidade com os dois que eles parecem muito assustados com o livro, como se algum deles tivesse já lido ou tido contato antes com aquela literatura. Os olhares dos rapazes sentados no sofá acompanham seu movimento e eles quase saltam quando você se livra de forma displicente...

    Ken se levanta meio confuso, cumprimenta apertando a mão de Axelle enquanto Eize já vai caminhando para a porta, ambos parecem apressados e dizem algo meio perdido no ar, palavras sem muito sentido aparentemente em hebraico como repelidos por aquele estranho objeto de origem desconhecida.

    Eles saem, de forma tão estranha enquanto Axelle os acompanha que aparentemente se esqueceram do que falavam e só pensavam em deixar o lugar.
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por nobod¥ em Qui Ago 23, 2018 8:42 pm

    Axelle mal acabava de fechar o sorriso, o livro e os dois se retiravam daquela maneira. Ela conhecia aqueles dois viadinhos judeus e muito bem. “má ze biglal ha-sefer? Só por causa do livro, só por isso?” - questionava-se enquanto que a porta do apê 69 se escancarava logo a saída dos dois. Axelle após fechar a porta observava-o à distância. Então, caminhava até a mesa, se sentava e novamente folheava o livro, agora porém com mais atenção. Ela se questionava também se não seria de alguma das outras meninas, apesar de duvidar disso mais do que se fosse seu.
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por Claude Speedy em Sex Ago 24, 2018 1:06 am

    Por um instante o tempo deixa de ser longo e imenso e sobre seu controle, como normalmente Axelle sentia ser... Ela se perde entre as páginas devorando as palavras como uma faminta diante de uma refeição saborosa...

    ...ela sequer nota que não há nada que detenha quando a noite cai...

    ...a história é empolgante, deixa com sua descrição Axelle excitada com a narrativa da história de Lilith, uma mulher que fugiu com um amante de um harém de um homem chamado Adão...

    ...ela lê que a garota se escondeu com ajuda de um amante que parecia vestir uma máscara branca além da compreensão. Esse tomou-a como amante... A descrição da cena em que ele a penetra deixa Axelle aterrorizada... E isso que ela tinha já visto de tudo, literalmente com seus próprios olhos, mas a cena parecia descrever o estupro de uma adolescente, ao mesmo tempo que uma tortura sado-masoquista com uma riqueza de detalhes em palavras que tornava Axelle ansiosa por saber o final assim como sensibilizada pela vítima, desejando que essa se vingasse.

    A história avança por várias páginas descrevendo o estranho amante e o habitar dos dois nas terras em Node...

    "Em Node é onde eles ficaram naquela noite, os homens posteriores à eles chamariam pelo amante de Lilith como grande antigo, ela em breve seria uma pelos séculos dos séculos... Shub-Nigurath, com ela se deitaram mil jovens em um bosque, em um só dia. E tal feito de intimidade ecoaria pelos contos mais libertinos da humanidade."


    Axelle continua lendo,  quando o primogênito do patriarca Adão tem um filho chamado Caim, nascido entre coletores de frutas e assassinos. Pouco é falado dele, pois a história se foca nos vários amantes de Lilith, e descreve como o sangue dos grandes antigos os tornaria todos poderosos para resistirem ao dilúvio que viria e eles zombam de se afogar, toda água que cairia em um deserto onde muitos sequer sabia que existia a chuva...

    Uma sonata curiosa fala de que Node fica ao Norte de um lugar chamado de Kadath, uma cidade ao Oeste da gigantesca Carcosa, todas cidades esquecida dentro de Nosgoth, o que parece o nome de um continente... toda aquela geografia começa a entediar... Até que depois da descrição densa de rochas, pedras e deserto Lilith encontra-se com Cassilda... O nome justamente de uma das garotas que frequenta seu "santuário"... Seria dela o livro...? No texto Lilith discute com Cassilda, não se diz muito dela, falando que ela estrangulou Cassilda... perto do lago Hali em Carcosa, como um favor... E por conta disso, em sua alma Cassilda agradeceu.

    "O mar quebra pela orla, vago,
    Os sóis gêmeos afundam sob o lago,
    As sombras se alongam
    Em Carcosa.

    Estranha é a noite em que estrelas negras sobem,
    E estranhas luas o céu percorrem
    Mas ainda mais estranha é a
    Perdida Carcosa.

    Que morra inaudita,
    Onde o mando em retalhos do Rei se agita;
    A canção que entoarão às Híades na
    Obscura Carcosa.

    Canção de minh'alma, minha voz é finada;
    Morra sem ser entoada, como lágrima jamais derramada
    Seca e morta na
    Perdida Carcosa. "


    Depois de mata-la, Lilith sorri dizendo que o que esta morto não pode morrer. E por conta disso, se afogar em sangue deixará com que sonhe morta com as coisas que virão... Então ela foi até Caim, esse estava triste, mas ela o consolou com a verdade... Então a consumação entre eles é descrita em longas e longas páginas que faz a prostituta se excitar... surpresa que alguém pudesse escrever algo assim...

    A descrição das cenas de sexo entre ela e Caim se encontram por alguma razão obscura faz com que Axelle por alguma razão se lembre de Sam... Ou seria Alex? Arctus teria dito a verdade sobre o nome "Sam" ser uma brincadeira? Por que?

    Em meio a isso a campainha de sua porta toca. É só agora que ela nota que o tempo passou e ela não viu, assustada a prostituta levanta e corre para atender e se surpreende em vê-lo...


    Alex Meyers: -Oi... à essa hora Arctus já deve ter contado meu verdeiro nome... Ele gostou deu ter usado o nome do irmão dele?

    A expressão nos olhos dele é séria, como demonstrando certa imposição.
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por nobod¥ em Sex Ago 24, 2018 4:13 pm

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    A Aliança Mística
    Axelle se via concentrada e presa a leitura daquele estranho livro, o qual lhe despertou muitas sensações. Era um livro, de certa forma, exótico por se tratar de tal figura emblemática, ainda mais nos tempos modernos. Mulheres como Axelle são conhecidas como lili’t yalada, ou filhas da perdição. Sabe aquele quadro da mulher moderna, livre e lutadora, então. Possuída, uns dizem. Mas até aquele momento, ela não tinha idéia do porquê, apenas era porque queria ser livre, e aquela leitura poderia lhe abrir dois caminhos: 1) conhecida origem do seu eu ser assim, ela se inspirar ainda mais, mas agora na tal figura: a primeira de nós; ou, 2) despertar alguma estranheza após a leitura e mudar de tribo. A segunda era mais difícil de ocorrer, Axelle estava diante de um livro estranho, sim, mas raro sobre feminismo puro. Ela, com certeza, vai comer esse livro e buscar conhecer mais sobre ele. Isso, contudo, vai ficar para depois. A campanhia, novamente, tocava. Ela acendia um cigarro enquanto ia atender a porta. Era o tal do - “Sam!? Você andou sumido, seu filho da puta. Entra” - disse Axelle sorrindo e com seus olhos brilhando pela droga que corria em suas veias: a vitae.
    (C) Ross
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    Claude Speedy
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

    Mensagem por Claude Speedy em Sab Ago 25, 2018 12:02 am


    Alex Meyers: -Eu também estava... creio que ele pode ter comentado por cima as razões pelas quais eu te indiquei para ir até lá... Ele é um sujeito meio excêntrico, mas...

    Nada... Parece que nada importava sobre o jovem gótico, era engraçado ele falar que alguém poderia ser mais excêntrico que ele.

    O desejo por vê-lo, o sangue... aquele estanho sangue... e as drogas que provou com Arctus... lembravam o sangue, mas era algo mais forte... muito mais forte. Ela sentia ter ganho na loteria.
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    Re: Parte lV: o velho diálogo de Adão e Eva

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