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    Os reinos de Anfalâr

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    Edu
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    Os reinos de Anfalâr

    Mensagem por Edu em Ter Mar 18, 2014 7:36 pm

    Galera vou compartilhar aqui as descrições de alguns reinos que eu tinha feito pra minha findada aventura aqui no forum. Basicamente são 4 reinos, cada um com características bem pitorescas. Todos os textos se referem ao periodo pré-imperial de Anfalâr, antes da ascensão de Telran a Hazur.
    A cronologia que eu tomo como base é a seguinte:
    Ano -5545:   Chegada dos elfos da Anfalâr
    Ano -4678: Guerra entre Varnai e Harsaiam
    Ano -4343: Invasão dos Vampiros e Yatans a Donute
    Ano -4200: Ano em que as descrições dos reinos falam
    Ano -3956: Darsan finalmente se rende e Telran é aclamado o primeiro Hazur de Anfalâr
    Ano -3125: Termino da construção da nova capital do Imperio de Eaden na antiga província de Toriah, curiosamente a cidade levou o mesmo do antigo reino de Tomark. Nunca ficou claro os motivos que fizeram Telran nomear a capital de Toriah, mas muito acreditaram na época que fosse uma especie de escarnio ao antigo rei e reino do local.    
    Ano -2927: Finalmente Heran retorna a Tarak depois dos milênios de loucura após a destruição de Harsaiam e a morte de Cayi e sua familia na invasão de Varnai ao reino do norte. Rumores levantados por Ioran Martien no seu livro "O Imperio e as suas origens" apontam Heran como a figura chamada de "Aquele que caminha nas sombras" lider dos carteis criminosos de Golid e responsável por destruir o reino de Solir de dentro pra fora. O autor aponta o fato de logo que Telran invadiu Golid a figura do "Aquele que caminhas nas sombras" desapareceu e logo depois na agora chamada província de Wasta uma figura também envolvida em misterio apareceu, chamada de "O enganador da meia noite".  
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    Re: Os reinos de Anfalâr

    Mensagem por Edu em Ter Mar 18, 2014 7:37 pm

    Varnai
     
    População:  1.341.233
    Capital: Vaz Thorá
    Principais Cidades: Osmond Seont, Mirai Taraí, Yulov
    Etnias: 99% Arsaiöu,  1 % Harsaiöu
    “Martelos, armas, metal e fogo, muito fogo. São essas as palavras que vem na minha cabeça quando falo desse reino. Nos dias que passei por ele a ideia que veio na minha cabeça foi de raiva e vingança. Penso, imagino que Varnai seja um copo d’agua aonde uma gota sempre cai e vai enchendo, logo ele transbordará e inundará tudo ao seu redor.” Yaloth, o viajante. As crônicas do por do sol.
     
    Nos atuais tempos de Anfalâr poderia se dizer que o reino de Varnai era o grande corcel que puxava a carroça da economia das terras dos elfos.  Quando se atravessava a grande ponte do Veio a prosperidade saltava aos olhos de qualquer um que olhasse.

    Ao sul você via as terras cultivadas. As imensas planícies que se estendiam do Litoral em Archa até Zerna quase perto das muralhas de Vaz Thorá. De longe o que você via eram uma verdadeira concha de retalhos dos mais diversos cultivos. Em algumas áreas se cultivava trigo, em outras cevada, tinha também os lugares aonde se plantava uva pro vinho e o mais surpreendente era o cultivo de algumas culturas típicas de clima quente, como feijão e café. Numa pequena porção de território perto do Veio existia o cultivo de arroz e algodão.

    O centro da região agricultura era a cidade de Osmond Seont. Ali todos os produtores e alguns comerciantes vinham comprar a colheita vendida por alguns agricultores. Era normal observar saindo as mais diversas caravanas saindo das muralhas. Elas muito provavelmente iriam abastecer outras cidades de Varnai ou até mesmo outros reinos Anfalâr.

    No norte a dinâmica era totalmente diferente. Indo além de Vaz Thorá , subindo cada vez mais o planalto interior de Anfalâr, o clima ia ficando cada vez mais rigoroso e frio. Nos territórios que ficavam entre a capital de Varnai e a gigante cidade de comercio que chamavam de “O entreposto” a pecuária era bastante comum. As criações de ovelha e porcos eram quase que a totalidade de todas as formas de produção daquelas áreas. Ainda existiam alguns intermitentes obstinados que insistiam plantar trigo e cevada durante os verões e primaveras, mas a produtividade era baixíssima.

    Indo além do Entreposto e chegando as planícies agrestes, a economia de Varnia dava uma total guinada. A produção de carne e alimentos vindos da terra acabava. Nas grandes áreas planas e geladas não se via cultivo de nada alem do que a natureza quisesse nascesse ali. Era um vasto descampado, aonde um mato rasteiro nascia e alguns urzais e outros arbustos de espécies desconhecidas cresciam. O uivo de lobos e outras criaturas piores eram ouvidos durantes as noites frias e silenciosas da região.

    No entanto ao contrario do que parece a região das planícies agrestes era de extrema importância pra Varnai e bastante viva. As duas outras cidades importantes do Reino ficavam nessa região. Mirai Taraí ficava bem próxima as Colinas Turvas no norte, dali os mineradores partiam pra minas reais afim de extrair o Tarzium das rochas.

    Yulov ficava no meio do caminho das planícies e a cidade de Vaz Thorá. Era uma cidade de aventureiros e comerciantes. A maioria das pessoas que passavam por ali tinha como destino a cidade Mirai Tarai. Yulov era pequena e com poucos habitantes, porem bastante movimentada.  Uma vez no ano era comemorado os dias do refugio. Feriado em homenagem aos peregrinos da queda Sayern e desbravaram o novo continente selvagem.  Havia musica, fogos, dança e canções.  Os habitantes de Yulov tinha um particular ditado que dizia “Os casais que se formassem durante os dias do refugio, jamais se separariam” ninguém sabia de onde vinha essa curiosa afirmação, mas certamente era notado a sua eficiência bastante alta.

    Nem tudo era festa e nem comercio com as minas em Yulov. Existiam aqueles loucos ou devidamente dito exageradamente corajosos e ambiciosos .  Para estes o destino era além das colinas turvas.

    Estes destemidos viajantes procuravam tesouros proibidos e antigos nas terras amaldiçoadas do antigo reino de Harsaiam. Nada que é falado sobre essas terras é certo, só existem rumores e esses são negros como a noite sem luar. Boa parte deles fala sobre as ruínas da grande cidade dos Harsaiöu.
    Dizem que a grande torre de astronomia  de Kheran ainda resiste em pé, silenciosa, cruel e observadora. É falado que ali existe algo vil e incansável que observa noite e dia tudo nas ruínas e arredores. Estando a espreita de vitimas ou de pobres almas para lhe acompanhar no seu ódio e esquema de vingança sobre toda Anfalâr.

    Também não só sobre as ruínas da cidade que os boatos falam. Eles contam sobre as auroras nas terras amaldiçoadas. Lá o dia sempre começa vermelho, como se fosse banhado em sangue e é possível ouvir nos primeiros minutos da manhã os gritos de desespero daqueles que morreram durante o cerco e destruição de Harsaiam.

    As feras também que habitam o norte das colinas turvas sempre estão a espreita. Silenciosas e famintas, prontas pra dar no bote no primeiro instante que tiverem a oportunidade.  Ninguém ao certo sabe o que são elas. Matilhas de lobos? Leões das neves? Não, algo pior, algo mais vil, tão perigoso e mal quanto aquilo que habita a grande torre nas ruínas. Os moradores de Mirai Taraí costumam de chamar as feras do norte de Hastat, os demônios do gelo.

    No sul, nos altos palácios de Vaz Thorá está Theron Atnos o rei de Varnai. Confidente no crescimento do poder de seu reino, ambicioso em relação ao futuro e o mais importante de tudo com um desejo de vingança ardente no seu peito. Ele crê cegamente que a morte de seu pai durante as invasões de Anfalâr tenha sido um plano dos outros reis do continente. Acredita que tenham temido o crescimento da fama e poder de Alran. Essa seria a razão principal pra quererem mata-lo, no entanto vê o dedo de Maëar mais profundo nessa historia. É por isso que arma secretamente um exercito pra atacar o arquiducado quando ele menos esperar. 
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    Re: Os reinos de Anfalâr

    Mensagem por Edu em Ter Mar 18, 2014 7:39 pm

    Donute
    População: 890.455
    Capital: Térla
    Cidades Importantes: ÿla(ruínas), Jalfar(ruínas) e Kër (ruínas)
    Etnias: Arsaiöu 85%, Garbaiöu 9%, 6% Outros ( Harsaiöu, elfos de nenhuma das 3 grandes etnias, Humanos, Almuiá)
    “Indo pro Oeste passando as grandes montanhas de Telmiak, está aquele que pode ser chamado de o mais pitoresco, exótico e misterioso reino de Anfalâr. Donute o reinos das areias douradas, das sedutoras mulheres e da guerra” Yaloth, o viajante. As crônicas do por do sol.

    Donute é o reino mais a oeste e também fronteiriço de Anfalâr. É o lugar do comercio marítimo com as ricas cidades do oeste e o ex-palco da guerra de expulsão dos Bárbaros Yatans e dos Vampiros.

    A terra governada pela Alüe Maraya sob a majestade de Telran, vivia um período de prosperidade. O julgo do reino ocidental por Varnai tinha aos poucos reconstruído a economia e estrutura arrasada pela guerra contra os vampiros e Yatans, no entanto não tinha tirado do coração dos habitantes do reino a ferida que tinha sido o conflito violento.  As ruínas de ÿla, Jalfar e Kër  continuavam lá pra lembrar a todos da morte e destruição que ocorrera. Muitos elfos e elfas tinham nos seus corpos as multilações sofridas quando os bárbaros de Sod invandiram suas terras. No oeste pra ninguém esquecer estavam a grande muralha construída por Telran pra impedir uma nova incursão.

    O gigantesco muro de quinze metros de altura ia do litoral até ao pé das montanhas Conus. Era vigiada dia e noite por uma legião especializada que era trocada de mês em mês. Do outro lado da muralha estava o deserto de Sod. Nos dias anteriores a guerra, existia uma grande estrada que comunicava a terra dos elfos às ricas cidades ocidentais.  Nos tempos atuais poucos se aventuram viajar por ela. A ameaça constante das tribos Yatans e de vampiros solitários assustava a maioria dos viajantes que pensavam em percorrer aquele caminho.

    A nova forma de alcançar as ricas cidades do ocidente estava não mais através das grandes caravanas e da estrada pelo deserto. Agora isso tudo era feito pelo mar, através de Naer Meo. Quando a casa de Alran assumiu a coroa de Donute, um grande porto foi construído na baia interior da cidade de Térla. Antes havia pequenas estruturas pra barcos pesqueiros e bateis, mas nada suficiente pra atracar um galeão ou um grande navio cargueiro, tipo uma Urca.
    A queda do comercio através da rota do solo por causa do perigo vampiro e yantan, tinha criado uma nova necessidade de um caminho marítimo pro ocidente e a posição geográfica de Donute e Térla se encaixara como uma luva nesse propósito. Telran Atnos e principalmente Maraya, a governadora de Donute, viram esse fato como uma grande uma oportunidade pra criar um monopólio e tirar muito poder e dinheiro desse trajeto novo.

    Pesados impostos era cobrados dos comerciantes que vinham do ocidente. A ideia de Telran e da Governadora de Donute era tirar qualquer possibilidade de lucro com o comercio no “Entreposto”. A cobrança de impostos altos na chegada do porto de Térla tornava virtualmente impossível revender qualquer mercadoria no Entreposto pra outros reinos. Isso obrigava aos comerciantes ou venderem ali mesmo na cidade pros compradores ou levar diretamente pro reino na qual pretendia vender. Essa manobra tinha sido a golpe de mestre do monarca de Varnai. Ele só não tinha quebrado as pernas da economia de Teria como havia transformado Donute no novo centro do comercio de Anfalâr.

    A prosperidade trazida pelo comercio marítimo só tinha embelezado a cidade já bela. Construída em volta da baia a cidade de Térla era uma verdade obra de arte. Com os seus torrões brancos e seus altos terraços com jardins, brilhava ao longe como uma perola preciosa extraída da mais rara ostra e demonstrava o poder da casa dos Atnos. Aquela que diziam ser a mais nobre de todos os elfos.

    Talvez no leste os Atnos fossem conhecidos por sua linha que assumiu a coroa de Varnai após a morte de Hajaluin e Cayi na guerra contra Harsaiam, mas os “verdadeiros” atnos vieram de Donute. A casa de Mazael, general vitorioso de Anastácia que tinha tomado refugio no ocidente após a luta contra a Teocracia de Lonar.

    Havia construído seu palácio e morada no centro da baia. Imponente e belo se erguia como o centro da bela cidade. A construção era ligada ao resto da cidade por duas pontes. Eram elas guardadas dia e noite pela elite do exercito do reino. Atualmente era a sede do poder da Alüe Maraya.

    A misteriosa, excêntrica, e provocante elfa tinha recebido de Telran o titulo de Alüe de donute. Ela tinha poderes de rainha, eles somente eram limitados pelo próprio rei de Varnai, mas ele pouco interferia no governo de Maraya. A autoridade do reino chamava atenção também por suas peculiaridades. Amante da Luxuria e prazeres da carne, eram conhecidos e falados aos sete ventos os seus haréns. Aonde homens e mulheres eram “guardados” pra deleitar os prazeres da vice-rainha, mas os costumes fora do comum não paravam por ai. Maraya não só odiava de vestir roupas, como não as usava. Comandava o reino e era sempre vista nua. Seus longos cabelos castanhos e suas tatuagens eram a única coisa que “cobriam” o seu corpo desnudo. Somente nos dia de inverno é que ela vestia um manto pra se proteger do frio, mas fora essa época ela nunca usava qualquer tipo de vestimentas a não ser sandálias. Era uma amante dos calçados e não gostava de andar com os seus pés em contato com o chão. 
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    Re: Os reinos de Anfalâr

    Mensagem por Edu em Ter Mar 18, 2014 7:41 pm

    Teria
    População: 691.731
    Capital: Maneós
    Cidades Importantes: O Entreposto
    Etnias:  Arsaiöu 99%, Desconhecido 1%

    No Entreposto não importa como você entra, apenas importava como você saí. Uns entravam muito ricos e com os seus bolsos cheios de ouro, quase sempre saiam miseráveis sem quase nada. Outros entravam pobres e saiam ricos com grandes fortunas. No entanto existiam aqueles ou melhor dizendo aquele que sempre entrava poderoso e saia mais ainda” Yaloth, uma noite no Entreposto, As Crônicas do Por do Sol.


    Para aqueles que se importam com honra e ética, as terras de Teria definitivamente não é o seu lugar. O arquiducado de Maëar era o lugar pra aqueles que desejavam alguma coisa e não mediam esforços pra consegui-lo.

    De um pequeno território espremido entre as terras de Zerna no leste, a praia comprida no sul, as montanhas Telmiak no oeste e as planícies agrestes no norte, estava aquele lugar aonde vinham as mais violentas e temidas tropas de Anfalâr. Os exércitos negros de Teria eram conhecidos pelas suas táticas sujas, eficiência e violência sem precedentes. Comandados por aqueles que muitos chamavam de a asa negra dos Atnos, Maëar ensinavam sempre aos seus súditos a não se apegar a nada e deixar apenas a mais pura ambição, frias leis e escassas oportunidades governarem a sua vida.

    Antes de falar mais a fundo das terras que muitos desejavam não pisar, devo dedicar uma breve descrição sobre o inescrupuloso governante que comanda o arquiducado. Maëar Atnos é o irmão mais novo de Mazael, o primeiro rei de Donute. Nos anos anteriores a guerra contra Lonar em Sayern e mesmo durante o conflito. O caçula dos Atnos era conhecido por sua bondade, braveza e obediencia.

    Durante a guerra contra a Teocracia de Alates ele foi designado pra uma missão de liderar um pequeno batalhão e invadir o território de Lonar e trazer a grande bruxa capturada pra Sayern. Maëar fez isso com bravura e precisão, porém todos os outros membros que tinham ido na missão nenhum retornou e o ele próprio que havia voltado com a bruxa em seu domínio, tinha o feito com metade do corpo queimado e rosto deformado.

    Não se sabe ao certo o que aconteceu com ele e seus companheiros durante o tempo em que esteve em Lonar, mas após do retorno das terras inimigas Maëar nunca mais foi o mesmo.

    Ganhou as terras de Teria de presente do seu irmão Mazael, e ali construiu o seu arquiducado que era preso ao reino de Donute, porém Maëar nunca teve o seu governo questionado ou diminuído.

    Teria em geral era uma grande floresta que se estendia por colinas e mais colinas até a base das montanhas ou até as planícies ao norte. Maneós a capital do reino era nada mais nada menos que uma pequena cidade-fortaleza aonde o arquiduque governava. Para ali eram trazidos todos os escravos capturados nas guerras e conflitos que o exercito mercenário de Teria participava. A maioria cativos eram direcionadas pras escuras e perigosas minas nas montanhas, aonde trabalhavam dia e noite na extração do mineral que viria fazer o aço negro de Teria. Tal matéria não era conhecida fora Maneós, ninguém sabia como se extraia ou se fazia o aço negro a não ser os ferreiros de Teria. A outra utilidade dos escravos capturados era pra satisfação e deleite “carnais” das tropas do arquiducado.

    Teria tinha uma grande estrutura de prostibulos e casas de prazer aonde o seus mestres compravam os escravos capturados e os usavam na exploração sexual. Era um negocio sujo assim como a escravidão, mas rendia muito dinheiro a aqueles que o exploravam e ao Arquiduque via impostos. Tantos elfos e elfas capturados na guerra eram explorados nesse tipo de serviço.

    No norte na única parte de planície que o reino possuía, ficava a grande cidade de Teria. Ela tinha sido criada por Maëar pra ser um grande centro de comercio e ser o principal entreposto no comercio entre os reinos do leste de Anfalâr e as ricas cidades ocidentais. Entreposto tinha sido o nome que a cidade tinha ganhado após muitos anos.  Antes das guerras no ocidente contra os Yantans e Vampiros, o Entreposto tinha sido o grande lugar de comercio no continente élfico, porém com a queda da rota pelo deserto e ascensão da rota marítima o comercio ali foi prejudicado.

    Após muitos anos de crise e quase a completa decadência O Entreposto se tornou a capital do submundo em Anfalâr, ali eram vendidos escravos pra quem quisesse comprar, havia prostituição, vendas de mercadorias roubadas do comercio marítimo de Donute e outras coisas mais obscuras.

    O Entreposto se tornou um lugar aonde quem entrasse podia esperar uma tentativa de roubo da sua algibeira ou uma adaga nas costas. Era um lugar de bandidos e de foras da lei, uma terra aonde não havia lei e sim apenas o que você podia ou não fazer.

    O engraçado era que antes o Entreposto costumava tirar o ouro dos viajantes através do comercio, prazeres e jogos. Agora ele tirava o ouro através da violência, roubo e morte. Só os mais corajosos e confiantes costumavam entrar e tentar comprar alguma no mercado infame da cidade. 
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    Re: Os reinos de Anfalâr

    Mensagem por Edu em Ter Mar 18, 2014 7:45 pm

    Golid
    População: 1.535.375
    Capital:  Rezaés
    Principais Cidades:  Ostir, Uberg, Neotomos
    Etnias: 82% Arsaiöu, 9% Garbaiöu, 7% Harsaiöu, 2% outros (humanos, Almuiá)
    Quando eu pus o pé pela primeira vez nesse reino, senti algo esquisito, semelhante a uma coceira arranhando o meu caráter. Talvez o Reino de Solir não seja como de Maëar, porém o tente também a reavaliar alguns aspectos do seu caráter” Yaloth, a cidade dourada e o seu ouro,As Crônicas do Por do Sol.

    Talvez se existisse um reino em toda Anfalâr que o dinheiro reinasse esse seria o reino de Golid. Terra do avarento Solir. Atravessando a grande ponte esse tipo de sentimento saltava aos olhos. O que se via quando saia de Varnai e entrava em Golid?

    Primeiramente até aonde o horizonte se perdia, você via o cultivo de alguma coisa, não importa o fosse, sempre tinha algo sendo plantado. As culturas eram as mais variadas e feitas no menor espaço possível, na maior produtividade possível, ao menor custo possível. Você tinha rotação Trienal das plantações e perda da terra daqueles que não fossem produtivos o suficiente.

    Nas terras de Solir desde crianças os elfos eram ensinados a ganhar dinheiro e trabalhar duro pra conseguir isso. Quando se chegava aos 18 anos se começavam as cobranças, muitos em Golid chamavam isso de “fazer o mundo”. Nessa idade era a época de se “fazer o mundo”.

    Devido a essa filosofia estranha praticada em Golid, existia um forte fluxo migratório do interior pra cidades do reino. Elfos jovens saiam em jornada a Rezaés, Ostir, Uberg ou Neotomos, buscavam sempre o sucesso e se fazer “monetariamente” levando muito ouro de volta pra suas famílias de volta na sua terra de origem. Infelizmente era exatamente o contrario que conseguiam, pelo menos pra esmagadora maioria. Quase sempre tudo o que alcançavam era trabalho semiescravo isso se não caísse nas garras do exercito de Teria e virassem escravos de verdade.

    Os imigrantes pra cidade de Golid sofriam muito, no entanto eles não eram os únicos. As próprias cidades sofriam. Solir nunca se preocupou em fazer estruturas que atendessem aos recém-chegados ou preparadas pra expandir a cidade. Ele só se preocupava em acumular dinheiro e gastar o menos possível.  Era por isso que todas as metrópoles do reino, tinham uma área organizada limpa e bonita dentro das muralhas, porém fora delas? Era o caos, moradias precárias, sujeira, pobreza e violência.

    Violência alias era um assunto que devia está flutuando na cabeça de Solir. Após a guerra no ocidente e a queda na rota via terrestre. A pobreza no reino começou a crescer em taxas alarmantes. Os produtos vindos do oeste se tornaram cada vez mais caros e mais raros, devido a política empreendida por Telran. Isso fez a nobreza sedenta por lucros em Golid aumentar cada vez mais as cobranças aos camponeses e no caso das cidades, aos cidadãos.

    A fome começou a ser alastrar como rastro de pólvora no reino e digo que quase literalmente o pôs em fogo. Com ela veio os assaltos, sequestros e a revolta. O submundo que tinha nascido com o abandono de Solir a aqueles que chegavam as grandes cidades do reino, estava se virando contra a própria nobreza e rei.
    A misteriosa figura chamada “aquele que caminha nas sombras”, atual comandante dos cartéis criminosos em Neotomos, Ulberg e Ostir. Estava reunindo revoltosos contra o rei e a atual ordem, sob o seu comando. A tensão começava a crescer por toda Golid e Solir não podia mais ignora-la.

    Em Neotomos a situação já tinha degringolado a muito tempo, o que tinha começado com uma simples cobrança mais violenta de impostos por parte dos guardas da cidade, havia se tornado um revolta em larga escala. Não se sabe como ocorreu mas boa parte da guarda da cidade foi morta e parte interior as muralhas invadida.  O palácio do Castelão da cidade foi cercado durante um bom tempo, e a cidade saqueada pelo próprio povo.

    Como se isso não pudesse ficar pior, Solir tomou a pior decisão possível pra resolver a situação. Contratou o exercito de Teria pra resolver a situação e ele fez aquilo sabia melhor fazer, matar. Houve um massacre dos revoltosos em Neotomos e aqueles que não morreram foram capturados e levados como escravos pra Maneós.

    O ódio ao rei se espalhou como um veneno na terra de Golid, e a figura misteriosa comandante do crime a crescer. Muitos começaram a se juntar ao crime só pra se vingar de Solir pelo ocorrido em Neotomos. Foi criado um até um slogan pra perturbar o rei. “A ganância só faz você juntar coisas pra serem roubadas. Solir sua coroa, seu dinheiro e sua honra serão roubados de você” Essas eram as palavras cantadas em qualquer lugar do reino quando uma atitude autoritária era tomada.

    A competição pra ver quem ria e aplaudia mais da situação ruim em Golid era grande. Por um lado estava Telran com o seu plano de conquistar toda Anfalâr. O reino de Solir estando mal só facilitava ainda mais o seu serviço, e o ódio criado ao exercito de Maëar pelo massacre em Neotomos só criava combustível pra que num futuro próximo viesse alimentar uma guerra contra Teria.

    Havia Kara rainha de Darsan, filha de Solir. A historia de ódio entre os dois começavam com a morte da esposa de Solir e mãe de Kara durante o parto. É claro que tinha muitas mais paginas pra preencher o livro que contava a relação conturbada entre pai e filha. Era certo que o sentimento ruim entre os dois era tão grande que fazia a soberana do norte rir e se sentir feliz com tudo de ruim que acontecia ao reino de Golid e ao seu pai.

    E Maëar? Esse era um completo mistério, provavelmente ninguém tinha ideia de qualquer plano que o soberano de Teria possuia. Em tudo o que o Arquiduque fazia havia mistério, e pode ter certeza que ele estava feliz com os acontecimentos no reino de Solir.  
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    Re: Os reinos de Anfalâr

    Mensagem por Edu em Ter Jan 20, 2015 4:56 am

    Darsan

    População:  923.450

    Capital: Wasta

    Principais Cidades: Dateri, Sartyud

    Etnias: Arsaiöu (80%), Garbaiöu(10%), Harsaiöu(10%)

    Em Darsan caminhando pelos seus gelados planaltos e pastos, o que você mais vê é os pastores com as suas ovelhas andando pelos campos, mas não se deixe iludir. O reino sempre tem formas lindas e cruéis de te surpreender, quase como se houvesse um lobo em meio às ovelhas” Yaloth, loucura e genialidade, as duas faces do reino do inverno, As crônicas do por do sol.

    As terras de Darsan foram umas das ultimas a serem colonizadas após o êxodo de Sayern. O general  Marmes primeiro líder do povo do Norte foi uns dos últimos a deixar o destruído reino élfico. Ele foi bastante culpado e estigmatizado pela derrota que sofrera no fim da guerra com a Teocracia de Alates.  Suas tropas tinham ficado sob o encargo de guardar a grande cidade em caso de avanço de hordas inimigas.

    O que aconteceu foi que nos momentos finais da guerra, enquanto as tropas conjuntas de Sayern e Khor avançavam sobre o mar em direção a Lonar. Um exercito da Teocracia avançou rumo ao reino élfico. Os comandados por Marmes eram em sua maioria pastores que viviam nos planaltos altos e montanhas.  Facilmente derrotados foram, pois não era realmente soldados experientes como as outras legiões do exercito de Sayern.

    Em meio à desgraça ter sido a tropa a deixar os inimigos destruírem e pilharem a cidade élfica. Marmes e seus seguidores ficaram mais tempo que os outros elfos em Dorfalâr. Não sabe ao certo o porquê dessa atitude do general e futuro rei de Darsan. A lógica ditaria que eles fossem os primeiros a ir embora, justamente pra esquecer a vergonha da derrota, mas não foi isso que aconteceu.

    Anos depois da partida dos seus outros compatriotas de Sayern pra Anfalâr, Marmes chegou ao continente novo. Ele e os seus seguidores ficaram com a terras que sobraram. Elas eram justamente os frios planaltos que se estendiam desde as margens do Arnen norte até as fronteiras de Golid.

    Golid, alias, era o reino de onde tinha vindo a esposa de Marmes. Kara, filha de Solir, tinha uma conturbada relação com o pai. Sua mãe tinha morrido durante o seu parto, fato que nunca tinha sido assimilado direito por Solir, seu pai. A partir daí a relação só evoluiu pra pior, ao ponto dele, rei de Golid, entregar a filha praticamente ao seu primeiro pretende que surgisse.

    Kara já nascera com serias tendências ao desequilíbrio emocional e a sua relação perturbada com o pai só piorara isso. Da rainha de Darsan praticamente podia se esperar tudo. Desde espetáculos de violência, a decisões sabias, e também ideias geniais. No entanto a atitude que lhe rendera o apelido de “A louca” foi durante a guerra contra os vampiros em Donute. Numa batalha aonde os exércitos comandados por ela e seu marido estavam sendo largamente derrotados, Marmes ordenou a retirada das tropas para salvar o seus números e poder no futuro subjulgar os sugadores de sangue, mas Kara não gostou da decisão. Ela insatisfeita com a postura “covarde” de seu cônjuge, fez nada mais nada menos que cortar a garganta do próprio marido e reordenar que suas tropas continuassem. No final eles acabaram vencendo, mas os custos foram absurdos. Desde então todos sejam de Darsan ou de outros reinos de Anfalâr passaram a chamar a soberana do norte de louca.

    Este fora apenas o mais famoso episodio da infame rainha, talvez poucos conheçam a sua historia de rivalidade e raiva com o rei de Toriah. Kara nos seus anos anteriores ao seu casamento com Marmes tinha sido apaixonada por Tomark. O soberano do reino central de Anfalâr era conhecido pela sua beleza incomum e o seu apreço incomparável as leis. Isso de certa forma atraia a filha de Solir. Ela tentara de todas as formas se aproximar e conquista-lo mas sempre fora rejeitada. Isso fez crescer a raiva em seu interior e queria provar ao seu amor platônico o quanto tinha se enganado em não querê-la.

    Foi assim que as brigas entre Darsan e Toriah começaram. Uns dos casos mais famosos foram os roubos de cabeças de gado nas fronteiras dos dois reinos. Esse acontecimento tinha total complacência de Kara, mas o reino do norte não era só impregnado com a loucura, tinha também a genialidade da sua rainha.

    Uma das decisões geniais era a sua parceira com o reino dos Garbaiöu no leste. Caravanas vinham de Moriatroll para Dateri e Sartyud fazer comercio. Isso fazia Darsan um pouco independente do comercio com as ricas cidades do ocidente. Fato que ajudou a resistir a crise que se instalou nos reinos vizinhos depois que Donute passou a controlar o comercio com o ocidente.

    Outra inovação feita pela rainha “louca” foi o revezamento entre a pecuária de ovelhas e a agricultura. As ovelhas soltas nas plantações durante os invernos e outonos, nas primaveras e verões elas eram recolhidas as suas próprias áreas. Isso fez com que a produção agrícola dobrasse, pois os animais acabavam adubando a terra com as suas fezes durante o período que não se poderia plantar.

    Thelran não gostava de Kara, um dos motivos era justamente por ter feito o seu reino independente demais em relação aos outros. Darsan não tinha um dos melhores exércitos e nem um dos maiores, mas ele sabia que a rainha preferiria botar fogo em tudo do que entregar as suas terras. Era justamente por isso que o rei sempre pensava com cuidado em relação ao norte no seu plano de conquista de Anfalâr.
    Moon
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    Re: Os reinos de Anfalâr

    Mensagem por Moon em Seg Jul 11, 2016 11:22 am

    Continuação? Não tem mais material?
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    Re: Os reinos de Anfalâr

    Mensagem por Edu em Sab Jul 16, 2016 3:16 am

    A continuação tá na minha cabeça, não escrevi ainda kkkk
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    Re: Os reinos de Anfalâr

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