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    Só não venda a alma (por um preço baixo)

    Leomar
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    Só não venda a alma (por um preço baixo) - Página 3 Empty Re: Só não venda a alma (por um preço baixo)

    Mensagem por Leomar em Sab Nov 02, 2019 9:20 am

    Como combinado, todos se reúnem bem cedo. O tempo está frio e escuro, e cai uma garoa chata, cobrindo parte de Ânima, o clima nunca era perfeito em Dafodil. Niréia diz que a concentração de maga branca no ambiente não é perfeita por causa desta garoa atrapalhando Ânima, mas precisam começar assim mesmo, pois provavelmente seria o melhor de condições favoráveis que conseguiriam em Dafodil. Se esperassem vai 24 horas havia uma pequena chance de melhorar e uma grande chance de piorar.

    Vocês preparam os materiais sobre a bancada de trabalho de Tirel, a primeira parte seria com Niréia, depois que o minério estivesse infundido com magia, os ferreiros podiam fazer sua arte. Ka já deixa à mão também uma bacia com água carboada (cheia de sais básicos fortes, que anulam efeito dos ácidos, pois não dá para limpar ácido com água pura, que os tornariam só mais reativos).

    - Não podemos descuidar da segurança. - Comenta Ka. - Já vi ferreiros perderem a mão e a vida por serem estúpidos.

    - Meu pai tinha perdido um dedo, e não era estúpido! - Diz Tirel, Ka acha melhor não rebater.

    Ka trouxera máscaras para cobrir os narizes e bocas, Niréia pega uma, mas diz que não dá para usar as luvas de couro, pois atrapalharia a magia.

    - Mas a senhorita consegue fazer magia usando uma luva de metal!

    - Consigo pois ela já possui minha energia infundida por muitos anos. Além disto, minha manopla é uma arma, não uma proteção.

    - E como protegemos você do efeito dos ácidos? E da linamarina, isto é um dos venenos mais perigosos do mundo, se ingerido mata em menos de um minuto!

    - Se eu fizer certo, um dos efeitos da purificação dranaidista é proteger o alquimista com a resistência mágica. Além disto, você fica me vigiando, para que eu não me sinta tentada a comer esta linamarina. - Ela diz com um pouco de humor.

    - A resistência mágica pode proteger de ácido??!

    - Sim, ácido, fogo, frio... Depende de como é usada. O difícil será controlar a resistência e a canalização ao mesmo tempo, pois preciso diminuir uma para aumentar a outra, mas esta é a verdadeira arte dos magos.

    Ka sabia que a resistência mágica podia proteger de outras mágicas, mas agora tinha uma informação nova.

    Niréia começa fazendo um círculo de linamarina na bancada, aquilo seria suficiente para matar umas quinze pessoas (a linamarina serve para galvanizar metal, mas é tão letal que é proibido andar com ela por ai ou comerciar com quem não é ferreiro), em seguida coloca as rochas de minério em cima, segurando-as por logo tempo enquanto medita. Estava tão concentrada que parecia rezando sobre as rochas.

    Hélius Flava começa nascer e Niréia ainda estava na mesma posição, nenhuma mudança dava para ser vista, mas depois de mais de uma hora (talvez até mais de duas, Ka não tinha marcado) ela comenta que acredita que o metal tenha cedido um pouco.

    Niréia "pincela" um pouco de ácido por cima do minério, começa um pouco do fervor frio típico de reações com ácido. Este fervor frio liberaria menos vapores que o processo de fusão (Ka pensa que deveria ter pensado nisto antes daquela outra vez) mas ainda não era seguro. Niréia movimenta as mãos sobre o minério, espalhando de quando em quando mais ácido e cantando as gemas:

    - Teka, 'rensi, teka, 'rensi, nie, teka, teka, nie, 'rensi, nnni nnniiee, 'rensi, kitkut, nie, kita, teka...

    O efeito do fervor frio diminui, quando o minério estava já bem molhado com ácido, vocês começam ver a "casca" do minério se dissolver aos poucos, era como o esperado por uma reação ácida, mas sem liberação de vapores.

    - Podem quebrar um pouco.

    Ka põe a marreta para funcionar, quebrando as rochas em pedaços menores. Niréia repete o processo. Uma crosta de sal amarelado se mistura com a linamarina e o ácido na parte de baixo da bancada, enquanto o metal começa aparecer mais puro nos pedaços de rocha.

    Até então Niréia usava apenas as pontas dos dedos para mexer no ácido, mas então ela precisa colocar os pedaços de minério semi-purificados num béquer cheio de ácido; Ela ainda "reza" em cima do béquer e fica misturando tudo com os dedos. Ka fica observando, o ácido poderia demorar uns cinco ou seis minutos antes de começar comer a pele dela, os sais básicos estavam a postos se algo desse errado.

    Mas felizmente a purificação estava dando certo, Ka observa a pele de Niréia ficar vermelha, o que não deixava de ser preocupante, mas já tinha passado muito do tempo em que o ácido causaria danos graves, e até agora ela parecia bem.

    Segurando as pedras, agora já encharcadas, um caldo com impurezas vai escorrendo e se depositando na bancada. O metal na mão de Niréia parece até flexível, como se estivesse a ponto de fundir, mas frio. Ela vai apertando até virar um único bolo. Por sorte o metal parecia bem mais puro do que vocês pensavam antes. Ka percebe que Niréia começa coçar as mãos.

    - É melhor mergulha-las na água carboada.

    - O metal já está purificado, mas pra terminar toda a purificação dranaidista, preciso separar o resto das impurezas.

    - Melhor não se arriscar, podemos jogar o resto fora.

    - Ainda farão mal aos outros desta forma.

    Niréia aceita limpar as mãos na água carboada, mas insiste em terminar o processo. Uma gosma meio amarelada, meio vermelha, meio liquida, estava na bancada. Niréia coloca mais duas porções de ácido puro na bancada, uma em cada extremidade do círculo feito com a linamarina, e coloca uma mão sobre cada uma delas, aos poucos a mistura no meio vai se desfazendo, uma porção de pó amarelado (algum sal sulfuroso provindo das impurezas) vai caminhando através da solução ácida até a mãos esquerda de Niréia, enquanto uma solução esbranquiçada (Ka imagina que deve ser o resto da linamarina) migra para a mão direita, algumas pequenas pedras (fragmentos de rocha ou sub-minérios) ficam no meio, onde antes estava o círculo. As mãos de Niréia começam coçar novamente.

    - Desculpe, não consigo separar mais do que isto.

    - Está ótimo! - Ka ajuda a maga limpar bem as mãos, fazendo questão até de escovar suas unhas, enquanto Tirel separa as duas soluções ácidas e o resto de sub-minério que ficou na bancada. Se Ka fosse querer a linamarina de volta, teria de separar a solução ácida depois, mas isto ele poderia fazer, bem como poderiam dar um jeito de recuperar o sal sulfuroso também, embora isto não parecesse muito útil por enquanto, a menos que ele quisesse testar algumas formas de envenenamento.

    - Nem sei como podemos agradecê-la! - Comenta Tirel.

    Depois de lavar as mãos de Niréia, Ka também as polvilha com sal boro-carbonoso, para garantir, a pele dela estava bem avermelhada.

    - Eu não recusaria se quiserem me pagar uma dose de licor. Ou duas...

    Como não cresciam frutas na terra de Dafodil, licor era o tipo de bebida mais cara dali, mas duas doses não deveria ser tão caro, já que ela não especificou de qual fruta queria o licor.

    No fim das contas, a purificação dranaidista ainda era mais lenta que forçar fusão numa câmara fechada, o aproveitamento das impurezas restantes não parecia tão interessante, se haveria diferença no produto final, só depois da espada pronta vocês veriam.

    Tirel fica animada ao ver o mental purificado:

    - Parece que a amostra não estava tão ruim como imaginamos. Queria só que este verde fosse mais verde, mas já imaginei mesmo que teria de usar algum corante. Creio que poderei fazer o resto dos experimentos hoje mesmo.
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    Só não venda a alma (por um preço baixo) - Página 3 Empty Re: Só não venda a alma (por um preço baixo)

    Mensagem por Christiano Keller em Sab Nov 02, 2019 6:43 pm

    Ka,

           Novas informações sobre a resistência das magias vão para as anotações de Ka, precisava lembrar de tudo que fosse relevante.
    Niréia escreveu:- Eu não recusaria se quiserem me pagar uma dose de licor. Ou duas...
           - Sim mestra, vamos providenciar um pouco de licor. Ka olha para Tirel e confirma que tudo parece muito bem.

    Tirel escreveu:- Parece que a amostra não estava tão ruim como imaginamos. Queria só que este verde fosse mais verde, mas já imaginei mesmo que teria de usar algum corante. Creio que poderei fazer o resto dos experimentos hoje mesmo.
           - Tirel, vamos levar a mestra para tomar um pouco de licor, ai a gente almoça e depois retorna para terminar os experimentos? Talvez não dê para terminar a espada hoje, mas quem sabe, não é? Após algum trabalho a esperança de Ka era fazer uma pausa, se livrar de Niréia e terminar a espada com Tirel.

           Ka então comenta sobre um local que vende bebidas que conhecia. A poucos meses havia feito um pedaço novo para o balcão do bar e o dono, Sr. Zul era um velho simpático. O local era bom e o pedaço que Ka trocou estava um pouco enferrujado pois o velho passava um pano limpo a cada hora no balcão. O excesso de limpeza do velho deixava o local com umidade que causa a ferrugem.
           As bebidas eram variadas e o preço não era tão caro. A clientela do Sr. Zul também não era ruim, mas não era como os licores de Lua. A bancada de madeira tem um reforço de metal na lateral que a torna brilhante num ar sofisticado. Os bancos também tem o mesmo tipo de borda metálica com um veludo vermelho de acabamento. Não há música no local e há poucos fumantes já que o foco do Zul é vender bebidas. Por um lado fazer comidas poderia ser trabalhoso, mas servir bebidas variadas parecia fácil.
           Para almoçar Tirel e Ka terão que ir comer em outro lugar.
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    Mensagem por Leomar em Sab Nov 16, 2019 10:15 pm

    - Tirel, vamos levar a mestra para tomar um pouco de licor, ai a gente almoça e depois retorna para terminar os experimentos? Talvez não dê para terminar a espada hoje, mas quem sabe, não é?

    - Você sabe que concertar uma espada é mais difícil que fazer outra, não sabe?

    Terminar a espada em um dia seria mesmo impossível, Ka às vezes dava umas ratas cabulosas que só percebia depois.

    Enquanto bebiam, Tirel analisa o metal.

    - Parece levemente mais frio e mais leve. Será que conseguiríamos o mesmo resultado com uma fusão em câmara fechadas? A amostra parecia muito contaminada.

    - Talvez a mesma pureza, se a câmara fosse boa. - Niréia responde, depois boceja. - Mas não conseguiriam aproveitar os sub-minérios da amostra.

    - Estas impurezas não parecem muito importantes, os sais resultantes parecem sulfurosos. - Comenta Ka. - Provavelmente são os responsáveis pelo minério ser venenoso em estado bruto, e devem servir só para venefício.

    - Ai já não faço ideia! Isto é área de vocês.

    - Se o minério é tão caro, talvez valha a pena estudar os restos depois. Talvez, se tivéssemos usado o processo de câmara, seria mais fácil e rápido. Mas ainda não compreendo os nuances da alquimia...

    Ka pensa nisto, usando seus conhecimentos de trabalhos manuais e comenta:

    - Talvez seja por isto que a amostra parece mais leve, e também fria ao toque? Quase não dá para perceber, é algo bem sutil, mas posso sentir!

    - Sim, uma parte bem pequena de magia deve ter ficado no metal. Não é bem um encanto, pois precisaria de muito mais tempo para encantar metal, e nem sei se este liônio responderia melhor ou pior que outros. Além disto, é bem provável que o pouco da magia termine se desfazendo quando manipularem ele. O uso de magia residual pode ser um efeito desejado por quem criou esta técnica. Mas em termos de alquimia sei quase tanto quanto vocês.

    Niréia já se sentia cansada, certamente pela energia gasta no ritual, e depois de duas doses de licor mal mantinha os olhos abertos. Ela se dirige ao templo, para descansar ou esperar o irmão buscá-la.

    Ka e Tirel vão então para a tenda de trabalho dela. Ela já tinha pré-selecionado alguns sais corantes que pareciam mais promissores e derrete uma pequena parte do liônio com um deles.

    - Então, parece bem perto do tom esmeralda, não é?

    Só não venda a alma (por um preço baixo) - Página 3 19944_ppl

    De fato o tom obtido parecia muito próximo da lâmina quebrada, se conseguisse a amalgama perfeita, Tirel poderia fazer com que ninguém percebesse a pequena diferença nos tratamentos de finalização.

    Enquanto trabalha, Tirel conta que pegou este trabalho com Kapitulina por um engano dela.

    - Eu tinha feito panfletos em que digo que faço lâminas esmeradas e ela tinha lido lâminas esmeraLdas. Eu não sabia nada sobre estas lâminas esmeraldas, mas pelo menos o efeito parece muito bonito mesmo. Se eu conseguir reproduzir com perfeição, posso começar fazer minha própria linha de lâminas esmeralda. Só espero que elas não precisem ser de fato todas feitas com este liônio... Ou que os futuros compradores não saibam a diferença, hehe.

    Depois de algumas divagações, ela comenta:

    - Apesar de tudo, tenho medo desta demônio. Eu nem percebi a primeira vez que ela entrou na minha tenda, mas isto é o de menos, ela parece muito perigosa...!

    Embora inicialmente Ka não tivesse interesse em analisar os sub-produtos da purificação dranaidista (talvez seu interesse seja apenas separar a linamarina da solução depois, pois ela não é a coisa mais fácil de se encontrar para se desfazer assim), mas as observações que Tirel fizera sobre alquimia lhe deixara com aquela pequena pulga atrás da orelha, e ele resolve analisar o sub-minério nem que se fosse só por desencargo de consciência.

    rola alquimia:
    Nível 1 significa mod+0, e alquimia é QI, então seu alvo é 11, rola aí, se sair 11 ou mais verá uma formação rochosa desconhecida, e o sal na outra amostra parece um sulfito genérico, porém sem maiores ferramentas, os dois continuam parecendo inúteis para você.

    Tirel resolve trabalhar uma amostra maior, se tudo desse certo, já podia começar as "emendas" das espada dali mesmo. Ka observa ela usando os dedais em forma de garra enquanto trabalha, era bem minuciosa, e a forma dela lembrava a de Lester trabalhar. Ka pensa que, assim como o amigo, ela provavelmente seria melhor finalizando um trabalho do que pegando a parte de malhar e moldar que são o trabalho realmente duro.

    Mas observa também de o metal parecia um pouco mais macio do que a amostra que usara quando ele estava fazendo a armadura. Talvez fosse só a forma de Tirel trabalhar que dava esta impressão, mas ele acredita que não deve ser só isto (a menos que ela fosse uma artífice muito superior a ele); Poderia ser que ou a amostra dela tivesse sido melhor purificada, ou poderia ser um efeito secundário da magia, de qualquer forma a ajuda de Niréia pode ter sido mais importante do que pareceu a primeira vista.

    Apesar das vantagens, o processo ainda era irritantemente lento, e Tirel parecia trabalhar de forma ainda mais lenta (outra coisa que ela assemelhava com Lester).

    obs: neste ponto pode usar trabalhos manuais:
    Nível 3 significa mod+2 com mais destreza o alvo fica 13, então se sair 14 ou mais, Tirel não vai querer sua ajuda, seja por orgulho ou porque não quer mostrar todas suas práticas de trabalho, um tanto das duas coisas.

    Durante o processo de adesão do sal ao metal (fusão, solidificação, fusão, mistura, solidifica novamente e se não deu ponto repete) um homem aparece na frente da tenda, ele ia de pessoa em pessoa pedindo doações:

    - Em quatro dias será a Noite Mais Escura, este é um dia que a deusa Anĝelina nos pede para lembrar das pessoas mais necessitadas. Peço doações, principalmente para arrumar cobertores para os mais pobres!

    Ka já tinha ouvido sobre esta "Noite Mais Escura", ela acontecia no mês de Serpentário ou no mês de Borboleta, e dependia das luas. Ele não tinha certeza, mas parece que era quando as duas entravam em novo ao mesmo tempo. Não era uma data festiva, por isto nunca prestou muita atenção, mas de uma forma ou outra, parecia uma data observada por adeptos de Anĝelina, Jara e Piro, de forma diferente, e bem mais por adeptos de Anĝelina que dos outros. Sendo assim este noite era mais lembrada na parte sul da cidade, o resto lembrava só devido a pedintes eventuais, como este.

    O homem falava "dos mais pobres", mas ele mesmo parecia um deles: magro, barba de mais de uma semana, tinha aparência do típico pescador ou criador de porcos do cidade, as vestes eram de algodão simples, mas estavam limpas (o que em Dafodil já mostra um grau de asseio acima da média). Puxava um carrinho de rústico de duas rodas, dentro deste carrinho dava para se ver três cobertores e algumas cestas de palha provavelmente com alguma comida dentro.
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