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    A Longa Noite do Fim do Mundo

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    A Longa Noite do Fim do Mundo Empty A Longa Noite do Fim do Mundo

    Mensagem por Lnrd em Sex Out 11, 2019 1:25 pm

    Há um livro antigo
    Escrito numa língua estranha

    Salvo erros e dificuldades de tradução
    Segue a história
    Conforme nele contada





    CRÔNICAS PERDIDAS
    DO FIM DAS ERAS
    Traduzidas do
    LIVRO AZUL DO MARCO DO VALE CENTRAL







    A Longa Noite do Fim do Mundo 63b7a910





    “Havia Eru, o único, que em Arda é chamado de Ilúvatar. Ele criou primeiro os Ainur, os Sagrados, gerados por seu pensamento, e eles lhe faziam companhia antes que tudo o mais fosse criado. E ele lhes falou, propondo-lhes temas musicais; e eles cantaram em sua presença, e ele se alegrou” (Tolkien, Ainulindalë)


    Pendurada ao escuro teto do céu, a Valacirca, gloriosa Foice dos Valar, mantinha-se como um distante, porém persistente, farol. Naquela situação, a constelação era uma das melhores formas de se deduzir onde estavam Norte e Sul, Leste e Oeste.

    Pois a noite era escura e não se via sinal de Tilion, servo de Oromë, e seu arco de prata. A Lua, como os mortais chamavam a nau na qual ia a luz da Flor de Prata, último resquício da primeira das grandes árvores de Valinor, Telperion, era conhecia por servir a vontade daquele capitão de estranhos humores e lógica própria. Costumava a, num complexo padrão, deixar o breu tomar de tudo conta ou mesmo a disputar espaço com o Sol. Mas era aquela uma hora estranha, diferente do que era o costume.

    Assustadoras nuvens encobriam o resto das estrelas de Varda, apagando, aqui e ali, a própria Foice. Eram formações pesadas, quase pegajosas, cujo interior queimava em vapores rubros, estalando em constantes raios, pequenos ramos brancos que mal produziam barulho para além de um persistente ruminar.

    Também em vermelho ardiam chamas nos topos das montanhas, dedos feridos tentando escapar para o alto, agarrando-se ao nada, mas só conseguindo nele arranhar, ensanguentados.

    Era assim às vistas de um jovem que despertara, confuso e nu, sobre um chão de terra escura, queimada. Tremulo, respirara, como há muito não fazia, o ar do descampado. Este parecera-lhe rançoso, apesar do espaço aberto, e em sua mente não demorara a pergunta: onde, pelos poderes do Oeste, me encontro?

    Fora então que lembranças começaram a penetrar-lhe a mente. Uma briga, uma faca, uma dor profunda no peito. Recordara-se de que não tivera muito tempo para se despedir enquanto o mundo dissolvia ao redor dele. Tombara, ou assim lhe parecera. Sobrevivera, então?

    Com certa dificuldade e músculos frios, levou a mão ao local da ferida. Não encontrou sinal nem de curativo, nem de perfuração ou cicatriz. Teria sido um sonho mau? De toda a forma, a dúvida persistia: onde, pelos poderes do Oeste, se encontrava?

    Ergueu-se, tentando cortar o negrume ao redor. Fosse lá onde estivesse, era uma devastação como nunca vira antes. Não que o rapaz conhecesse muito da Terra Média, mas não estava, definitivamente, em casa. Não naquele horror. Mordor?

    A Longa Noite do Fim do Mundo Capa12

    O chão era irregular, com pedras fendidas por todas as partes, como se roladas das montanhas e espatifadas, partindo-se em ângulos afiados. Arbustos ásperos pareciam mais interessados em atrapalhar o caminho do que em decorar a paisagem. Era o fundo de um vale largo, de modo que sair era uma caminhada algo ascendente, mesmo que não muito íngreme. A imensidão do cenário o fazia parecer pequeno e abandonado. Ele não tinha ideia de em qual direção seguir.

    Sonhar. Tinha a estranha impressão, no fundo da cabeça, de que estivera noutro lugar antes dali. Como numa fantasiosa viagem do sono, cujo despertar varre da mente. Incerto, ensaiou alguns passos e, como se a garganta estivesse desacostumada de usar a voz, tentou chamar alguém. O resultado fora um desarmônico “olá” que se perdera pouco depois de ser pronunciado.

    Infelizmente, aquilo fora o suficiente.

    Descortinando as sombras, uma besta saltara, cravando-lhe amarelados dentes à garganta. O cão-fera estava faminto e furioso, sacudindo e espirrando sangue para todos os lados. Os olhos sem vida do rapaz miravam sem ver o mundo ao redor conforme a cabeça pendia para um lado e outro como um brinquedo quebrado. Fosse a primeira ou a segunda vez, encontrara rapidamente o fim.

    Vísceras espalhavam-se quentes pelo solo enquanto a criatura lambia-se satisfeita com a refeição. Entretida, parou apenas para farejar algo no vento.

    Não fora rápida o bastante.

    Caindo sobre ela como um relâmpago, uma faixa prateada separou o corpo sarnento da assustadora cabeça. Aquele amontoado pelos e presas não tivera tempo nem de grunhir, tombando ao lado da própria vítima.
    - Cão pestilento... – cuspira a voz abafada que, surgindo da dura vegetação com uma fraca tocha à mão, eliminara o monstro.

    Examinara rapidamente o cadáver daquele moço, atentando ao fato de que não havia roupa alguma cobrindo-o. Sem ter mais o que fazer, lamentou não ter chegado mais cedo e limpou a arma no pelo do animal. Mas não a embainhara, seguindo a vigília até parar novamente.

    “Droga”, exclamara ao perceber que mais figuras jaziam espalhados pelo vale. Julgou-as de início mortas, outras vítimas do cenário hostil. Mas, talvez atraídas pelo brilho do fogo, começaram a piscar num lento, frio e desnorteado despertar... .

    A Longa Noite do Fim do Mundo 02_211
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    A Longa Noite do Fim do Mundo Empty Re: A Longa Noite do Fim do Mundo

    Mensagem por Christiano Keller em Sab Out 12, 2019 4:47 pm

    Arthur Blackbeer,

           O despertar de um sonho estranho misturado à realidade deixa Arthur desnorteado ao piscar os olhos. Parecia que o chão era irregular, com pedras fendidas por todas as partes, como se roladas das montanhas e espatifadas, partindo-se em ângulos afiados. Aos pés de uma das rochas teve a impressão de escutar um desarmônico “olá” que se perdera pouco depois de ser pronunciado. Um tipo de besta saltou das sombras e atacou aquele que falou. Entre uma piscada e outra a cena terrível se desenrolou: o cão-fera estava faminto e furioso, sacudindo e espirrando sangue para todos os lados; momentos depois uma faixa prateada separou o corpo sarnento da assustadora cabeça da besta.

           Se aquilo fosse um sonho estranho, era muito real para Arthur. As dores no corpo, a escuridão, a nitidez dos eventos, o odor e a boca seca davam sinais para o corpo de que tudo aquilo era verdade. Arthur então começa a tentar mover seu próprio corpo, dedos dos pés e mãos estalam com a rigidez, os olhos buscam por mais bestas antes de se mover e também conferem se a criatura armada próxima está do seu lado ou não. As chances apontavam para o fato de que ele tentou salvar o rapaz, porém chegou para fazê-lo. Se estivesse do lado das bestas não faria sentido matar seus bichos.

           As memórias de Arthur estavam confusas. Onde estava seu carregamento e seu dinheiro? Quem o jogou no meio daquele vale? Por que não sentia nenhum ferimento?

           Com a boca seca Arthur move a língua até fazer saliva e engolir algumas vezes antes de usar sua voz. Enquanto espera seus olhos se movem em meio a escuridão à procura de ameaças. Arthur então move seu corpo devagar e de forma silenciosa ainda atento às ameaças. Os estalos das pernas e dos braços já fazem barulho o suficiente para alertar o criatura com armadura na proximidade.

    Com a mão esquerda erguida e o indicador na frente dos lábios em sinal de silêncio Arthur olha para a criatura e um leve som, quase inaudível sai de sua boca:
    - Sssss! Arthur não queria ter o mesmo destino do último cara que acordou.
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    A Longa Noite do Fim do Mundo Empty Re: A Longa Noite do Fim do Mundo

    Mensagem por Imshael em Sab Out 12, 2019 11:52 pm


    Saio do sono como
    de uma batalha
    travada em
    lugar algum

    (Ferreira Gullar)

    Sentia frio. Não um frio ordinário. Um frio profundo, cortante, que faz doer os ossos e queimar a pele. Que congela o corpo e congela a alma, interrompe as batidas do coração e adormece a esperança. Um frio tão temido e tão envolto em mistério, mas ao mesmo tempo tão onipresente e inevitável. O frio da morte.

    Sentia, também, seu corpo formigar. Como formiga a mão depois de ter restabelecido seu direito à circulação sanguínea após uma noite mal dormida, com a cabeça sobre o braço. Só que não era apenas a mão, mas cada centímetro de seu corpo; e não era apenas uma noite mal dormida, mas séculos de noites não vividas.

    Recobrava a consciência lentamente. Flashes ainda assombravam sua memória, veiculando cenas desconexas de momentos passados. Desde lembranças de sua infância, de seu primeiro amor, de suas primeiras patrulhas... Até cenas de Erynan, do fatídico dia, daquele grito perfurante... E cenas do último dia, da figura sombria de um Nazgûl, de uma lâmina gelada perfurando seu coração e causando sua...

    Morte? Estava morto? Foi esse pensamento que o fez despertar de supetão, como se tropeçasse em um sonho. As pontas dos dedos de suas mãos e pés ainda formigavam, e seu raciocínio ainda estava lento e confuso, mas Aegnor estava plenamente consciente. O coração batia acelerado. Levou as mãos ao peito, na busca de um ferimento ou, ao menos, de uma cicatriz - e nada encontrou. Apesar disso, a pele sobre o coração era gelada ao toque, sensivelmente mais fria que as outras partes de seu corpo. A memória permanente de uma lâmina amaldiçoada que atravessou, até mesmo, a morte.

    O elfo tentava buscar um sentido para o que experienciava. Estaria nos Salões de Mandos? Seu corpo parecia tão... Corpóreo. Não se sentia um mero espírito. Estaria vivo? Como seria possível? Dificilmente alguém sobreviveria a uma perfuração certeira no coração, e muito menos vindo da lâmina de um Nazgûl. Seu coração batia, é certo. Mas, então, onde estaria?

    Abriu os olhos lentamente, piscando-os enquanto suas pupilas ajustavam-se à escuridão. Mesmo sua aguçada visão élfica enxergava pouca coisa naquele breu. Enquanto as formas entravam em foco, reconheceu, no céu, a Foice dos Valar, embora parcialmente encoberta por sombrias e assustadoras nuvens. Nuvens rubras, pontilhadas por ocasionais raios, que pareciam ter saído diretamente da Montanha da Perdição.

    Pelo menos sei que ainda estou em Ennor. O pensamento não era reconfortante, e levantava mais dúvidas que respostas. Como fora parar ali? Onde era ali? O que acontecera depois daquele combate? Nunca morrera, ou morrera e voltara à vida?

    E, subitamente, um único pensamento ocupou sua mente, como uma singela faísca que encontra o piche e espalha um incêndio. Erynan. Se morrera e voltara à vida, ou se estava em algum lugar para onde iam os mortos, havia uma chance de reencontrar o companheiro caído. Uma chance remota, mas o único fio de esperança que tivera em um ano - ou seja lá quanto tempo tivesse passado desde o dia maldito. Foi agarrando-se a esse pensamento incendiário que Aegnor conseguiu forças para erguer seu corpo e colocar-se sentado.

    Só então reparou como era desconfortável o lugar em que estava. Pontas de rochedos irregulares cutucavam seu corpo nu, e o ar carregava um aroma desagradável, embora não pudesse determinar exatamente o quê. Olhando ao redor, viu-se em um vale desolado, um cenário inóspito e decadente que em nada lembrava sua terra natal. Um arrepio percorreu sua espinha e, pela primeira vez desde que acordara, percebeu que poderia estar em perigo; encolheu-se em posição fetal, amedrontado, sentindo-se extremamente vulnerável em sua nudez. Fechou os olhos com força, quase esperando ver-se de volta em Lothlórien ao reabri-los, e que tudo não teria passado de um terrível pesadelo.

    Um som ininteligível chamou sua atenção. Não estava sozinho. Outro vulto na escuridão mexia-se, e pareceu falar algo que Aegnor não foi capaz de compreender. Antes que pudesse esboçar qualquer reação, uma monstruosidade canina pareceu materializar-se no ar e avançou sobre o pescoço do pobre coitado, que logo não era mais que tripas e sangue voando pelo ar. O elfo assistiu a tudo imobilizado, de olhos arregalados, incapaz de mover um único dedo.

    Tão subitamente quanto surgira a criatura, surgiu uma figura humanoide, que com um golpe certeiro eliminou o algoz, murmurando algo que não alcançou os ouvidos de Aegnor. Este permanecia imobilizado, o coração acelerado, mas seu raciocínio começava a voltar a funcionar lentamente. Reparou que o guerreiro não guardara a espada, o que indicava que mais perigos espreitavam o local. Sem armas, sem armadura e até mesmo sem roupas, o elfo sabia que tinha chances negativas contra qualquer predador.

    Por isso, não hesitou em se erguer de um salto, com as mãos ao alto para indicar que não pretendia mal - embora isso deixasse sua nudez vergonhosamente exposta. Era uma atitude impensada - aquele sujeito estranho poderia muito bem matá-lo ou aprisioná-lo -, mas Aegnor nunca fora de pensar muito antes de agir. Em sua mente impulsiva, via no espadachim a única possibilidade de entender melhor o que estava acontecendo, de saber onde estava e de se proteger naquele ambiente hostil. Permaneceu imóvel, temeroso que seu caminhar pudesse atrair a atenção de novas criaturas, mas firmemente de pé, esperando sua presença ser notada pelo desconhecido.
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    A Longa Noite do Fim do Mundo Empty Re: A Longa Noite do Fim do Mundo

    Mensagem por Gelatto em Seg Out 14, 2019 6:44 pm

    BERGIL

    Bergil desperta de supetão como se estivesse acordado de um pesadelo! Sua respiração está ofegante, seu corpo suado e todo nu. Ele sente o chão quente, os pedregulhos afiados e e terra queimada. Leva sua mão pelo corpo e não encontra os ferimentos mortais que sofreu do ataque dos orcs. Imagina ter sido tudo um sonho, mas o odor carregado pela brisa e a sensação lúgubre que aflige o local dizem o contrário. Desorientado, procura em volta de si e vislumbra inúmeros corpos espalhados, e bem poucos se levantando. Todos nus. Ao longe vislumbra uma figura de armadura limpando sua espada na pele de algum cão ou lobo decapitado. Não vira o que aconteceu, mas imagina. A figura veste um elmo que impede que seu rosto seja visto. Quem seria, se pergunta Bergil.

    Então se lembra de Nimriel.

    Desesperado, começa a olhar em voltar, procurando pela sua razão de viver. Rasteja na terra queimada até os corpos próximos. -"Nimriel! Nimriel!", chamava, mas em vão. Não havia resposta além da brisa quente e de um homem livre nu fazendo sinal para permanecerem em silêncio. Bergil não era um tolo, sabia que aquilo poderia significar a diferença entre a vida e a morte, então, chama por Nimriel com uma voz muda, na sua mente, e continua sua vã busca.

    Também não encontra nenhum dos dunedáins que lutaram ao seu lado para defender o rei Arathórn II, nem nem os orcs que os atacaram.

    Após minutos que pareciam horas, Bergil finalmente cessa sua busca. Seu corpo estava sujo, sua determinação abalada. Então ele se senta na terra queimada, olha para os que se levantaram e novamente para a figura armadurada, e pergunta:

    -"Este é o pós vida?"
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    A Longa Noite do Fim do Mundo Empty Re: A Longa Noite do Fim do Mundo

    Mensagem por Lnrd em Sex Out 18, 2019 1:06 pm

    A Longa Noite do Fim do Mundo D977aa10


    “E, desses, Melkor era o chefe, exatamente como no início ele fora o mais poderoso dos Ainur que haviam participado da Música. E ele fingia, a princípio até para si, que desejava ir até lá e ordenar tudo pelo bem dos Filhos de Ilúvatar, controlando o turbilhão de calor e frio que o atravessava. No fundo, porém, desejava submeter à sua vontade tanto elfos quanto homens, por invejar-lhes os dons que Ilúvatar prometera conceder-lhes; e Melkor desejava ter seus próprios súditos e criados, ser chamado de Senhor e ter comando sobre a vontade de outros”. (Tolkien, Ainulindalë)


    A armadura virou-se para a direção de um homem que despertava em frágil nudez, instintivamente apontando a brilhante ponta da arma naquela direção. Estava razoavelmente próxima e notou perfeitamente o pedido por cautela.

    Não pode deixar de perceber um outro. Mais distante, despertara em maior desespero, maior choque, apesar da mesma vulnerabilidade à hostilidade daquele cenário, igualmente despido de roupas e armas. Com mais terreno servindo de separação e proteção contra ele, limitou-se a posicionar a tocha de forma a melhor perceber a ambos.  Quase ao mesmo tempo, entretanto, uma terceira figura ergueu-se, surgindo como se aquele chão fosse dela uma estranha cama. Ou berço. Ou túmulo.

    Não podia ignorar que ele permanecia com as mãos levantadas. Era de se esperar que aquilo fosse interpretado como gesto de segurança. Um convite para refrear a tensão, baixar guarda. E, talvez justamente por isso, parecera surtir efeito contrário. Poderia ser uma distração.

    Dando um passo de recuo, procurou perceber se não havia mais alguém à espreita, cobras se aproximando, facas prontas para atacar enquanto aquele lá chamava para si a atenção. Mas nada veio. Ao menos não naquela hora.

    Deixou-se então acompanhar, numa aura emudecida, aquele que revolvia os arredores, procurando por algo, não, alguém. Dava tempo para que os sentidos retornassem à mente dele, fazendo-o se acalmar. Mas não tentara intervir, cobrando dele silêncio. Quem sabe esperasse que uma nova criatura o escolhesse como alvo, aguardando o instante do ataque para poder também separar dela a cabeça disforme. Se o faria a tempo de salvar a involuntária “isca”, isso era outro assunto.

    Mas aquele quadro não foi o que se sucedeu. Ao menos não de imediato, o que não era grande alento. De toda a maneira, era provável, quase certo, que ouvira o questionamento do confuso ressuscitado. Porém, por algum motivo, não fez menção de responder, deixando a pergunta no ar. Parecia manter a atenção voltada aos arredores até ter certeza de poder tomar alguma atitude.

    E então falou. E de lá emergiu uma voz cansada, apesar de distinta, das que pertencem a pessoas íntimas à caserna, batizadas nas guerras. Ignorara, com aquele gesto, o pedido de silêncio, talvez por concluir que aquele volume não seria mais suficiente para alertar outro warg na região; pior, talvez por achar crer que, àquela altura, não fazia mais diferença, visto também que vinha mesmo com uma labareda acesa. Ou a espada em punho era pra se proteger doutra coisa?

    De toda a forma, fizera uma solicitação simples e objetiva:
    - Quem são vocês? Apresentem-se.

    O pedido era fácil de entender. Mas havia “algo” estranho em como soava. Algo para além do tom abafado que o elmo fechado dava. Algo que atrapalhava a compreensão do que era dito.

    As palavras lá estavam, sem dúvida, e o sentido também. Porém a forma como os sons eram emitidos e articulados entre si era estranha aos ouvidos. Como se as frases fossem ditadas por alguém de alguma nação longínqua, cuja cultura é totalmente outra, apesar de dividir uma origem e um passado comum.
    - As pessoas têm falado de gente como vocês. Fugitivos da Morte. Vieram com os demônios. Mau agouro – tornou a falar naquele dialeto bizarro, quase numa meia resposta àquele questionar anterior, denunciando que sabia previamente, ou pudera deduzir de antemão, ao menos algo sobre aqueles desconhecidos. Por outro lado, deixava antever uma possível má disposição contra os daquele tipo.

    Isso, vindo de alguém com ferro em mãos, não era bom sinal.
    - Vocês devem começar a falar rapidamente. A velha disse para não lhes fazermos mal, mas não darei chance para mortos-vivos.

    Fazermos”. Havia mais que aquela única estátua. Naquele lugar ou nalguma distância? Ou fora um bem colocado blefe?

    Ao fundo daquele encontro, uma sutil nota começara a assomar. Era mais um incômodo que um som. Ao menos enquanto estava apenas num estado de inanunciada ameaça. Até que houve um súbito estalo e aquela nota elevara-se, preenchendo todo o espaço entre o vale e as nuvens, e também as frestas de todas as coisas moventes e inertes lá dentro.

    O barulho da ruptura era de tal forma alto e aterrorizante, daqueles que fazem os corpos instintivamente se recolherem, que parecia ser o próprio ar acima das cabeças das coisas rachando, o estalar das fundações das incomensuráveis torres que sustentam os brilhos celestes. Quem quer que estivesse por baixo daquela pesada proteção de guerra, entretanto, não se moveu. Em seguida, um enorme e longo rugido, mas que não parecia pertencer a um animal. Era mais a própria terra urrando, uma voz emergindo dalguma garganta das profundezas, ou, ao contrário, vento sendo sugado pela enorme trombeta dum abismo nascendo.

    Ao longe, por trás das cadeias de montanhas, um clarão vermelho cresceu, seguido de turbilhões de fumaça, num sinal de que longe, muito longe, as coisas estavam ainda piores. Aterrorizantes gritos de aves carniceiras se somaram à sinfonia lúgubre.
    - A terra se revolve.

    Se o mesmo ocorresse na desolação em que se encontravam, as coisas não ficariam nada, nada bem. Ao menos aquilo tudo devia ter assustado as feras. Ou não.

    Um relâmpago cortou a noite seca.
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    A Longa Noite do Fim do Mundo Empty Re: A Longa Noite do Fim do Mundo

    Mensagem por Christiano Keller em Sab Out 19, 2019 1:36 pm

    Arthur Blackbeer,

           Arthur presenciou a cena exótica que se desenrolou. Algo muito estranho estava acontecendo. Acordar pelado no meio de um vale escuro com criaturas estranhas e um soldado armado é de arrepiar. Uma velha falou sobre nós? Mortos-vivos? Gente como vocês? Fugitivos da Morte? Demônios? Mau agouro? São ainda perguntas mais estranhas para serem respondidas por quem não sabe o que está acontecendo.

           - Calma ai camarada. Eu sou Arthur Blackbeer, faço e vendo cerveja. Arthur então se levanta e completa: Levaram até minhas roupas, onde estamos? Que história é essa de fugitivos da morte e uma velha que falou sobre vocês? Arthur tenta usar seus sentidos para encontrar os outros que estão presentes. Quem são? O que são? No entanto Arthur usa a mão esquerda esticada para frente na direção da luz para cobrir a luz em seus olhos. A escuridão é um importante esconderijo para as ameaças e o brilho intenso atrapalha.

           O sentimento de sobrevivência passa pela mente de Arthur, o que havia acontecido? Onde estava sua carga? Quanto tempo se passou? Arthur passa a mão pela cabeça para procurar por algum ferimento que possa ter feito seu corpo apagar. Também pensa nas coisas que comeu e bebeu para buscar por sabores estranhos que possam tê-lo feito dormir.
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    Mensagem por Gelatto em Dom Out 20, 2019 8:03 pm

    BERGIL

    Tanto o homem armadurado quanto os demais ali presentes não respondem à dúvida de Bergil. E pela reação de todos, parece que ninguém sabe o que está acontecendo. Porém, pelas ações do estranho armadurado e suas conclusões sobre o acontecido, fazem Bergil ficar um pouco mais confuso.

    -"Não sei onde estou e nem como vim parar aqui! Só lembro de ter sido alvejado por várias flechas de orcs! Pfft!", ao pronunciar a palavra orc, Bergil dá um cuspe seco no chão. -"Mas como pode ver, não tenho ferimentos aparentes o que faz com o que eu diga seja mentira para você, mas foi real para mim! Ou estou louco, febril e alucinando!", e leva a palma da mão à cabeça para verificar se está febril, mas não está.

    -"Acho que estou morto! Sim, estou morto! E esta é a punição que Mandos preparou para mim por falhar com meu rei!"

    -"Por favor, me diga, o que aconteceu com o rei Arathor II?... O que aconteceu com Nimriel?
    , dizia, em súplica por respostas.
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    A Longa Noite do Fim do Mundo Empty Re: A Longa Noite do Fim do Mundo

    Mensagem por Imshael em Qui Out 24, 2019 10:19 pm


    I'm a ghost, you're an angel
    One and the same
    Just remains of an age
    [...]
    Enemy of mine
    I'm just a stranger in a strange land
    Running out of time

    (30 Seconds to Mars - Stranger in a Strange Land)

    O olhar atento de Aegnor - embora ainda debilitado pela jornada que, aparentemente, percorrera, através da morte e de volta à vida - não deixou de notar que seu gesto de paz foi ineficaz. O misterioso guerreiro apenas ergueu ainda mais sua lâmina, em postura de alerta para qualquer ameaça; talvez o enfraquecido e despido elfo fosse a menor de suas preocupações.

    Também não deixou de notar as silhuetas de outros seres que despertavam no mesmo estado; contudo, não lhes deu atenção. Mantinha o olhar fixado sobre a figura amardurada, enquanto sua mente tentava vencer a névoa que a cobria, como engrenagens enferrujadas que há muito não giravam, para compreender algo do que estava acontecendo. Quando o desconhecido começou a falar, prendeu-se a cada palavra que pronunciava, tentando extrair algum sentido de tudo aquilo.

    Franziu o cenho na tentativa de distinguir as palavras. Passava pouco tempo fora dos limites de Lothlórien, então não estava habituado a ouvir a Língua Geral; mesmo assim, aqueles fonemas pareciam estranhos aos seus ouvidos. Não saberia dizer se era um sotaque ou um dialeto, mas, sem dúvidas, estava dificultando o entendimento.

    E não era apenas a sonoridade da fala. À medida que conseguia individualizar as frases e absorver o sentido, percebia que seu conteúdo era igualmente de difícil compreensão. Fugitivos da Morte? Parecia um nome apropriado. Demônios? Que velha? Quem era o implícito nós? Tantas perguntas fizeram latejar a cabeça do elfo.

    - Chamo-me Aegnor, do povo Galadhrim - respondeu, ligeiramente surpreso que sua voz ainda funcionava. Sua garganta estava terrivelmente ressecada, como se não a umedecesse há alguns milênios - Não sei onde estou, ou como cheguei aqui. Apenas que meu peito foi atravessado pela lâmina maldita de um... - interrompeu-se, não ousando mencionar o nome da criatura sombria naquele cenário aterrorizante. A frieza e a desesperança que se recordava de sentir quando perto dela eram as mesmas que experienciava naquele momento, quase como se as sombras estivesse infundidas no ar que respirava.

    Antes que pudesse continuar, sua fala foi interrompida por um retumbante e aterrorizante som gutural que parecia vir da própria terra. Um clarão vermelho ao longe fez o elfo lembrar-se das histórias que ouvira sobre as chamas de Orodruin. Estaria, então, em Mordor? Apenas pensar nessa possibilidade fez um frio percorrer sua espinha e um formigamento agitar seu estômago. No fundo, porém, sob todo o temor que aquele contexto lhe incutia, o velho desejo de aventura parecia lentamente despertar junto com o resto do corpo, fazendo seu coração palpitar de excitação. Afinal, morto já estava - estava?

    - Não desejo fazer mal - prosseguiu, tentando recuperar as palavras - Apenas suplico por esclarecimentos, e talvez algumas roupas.

    Seus braços permaneciam erguidos.
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    Mensagem por Lnrd em Seg Out 28, 2019 1:16 am

    A Longa Noite do Fim do Mundo Feefd610

    "Entretanto, pouco se sabe daqueles infelizes que caíram na armadilha de Melkor. Pois, quem, entre os seres vivos, desceu aos abismos de Utumno, ou percorreu as trevas dos pensamentos de Melkor? É, porém, considerado verdadeiro pelos sábios de Eressëa que todos aqueles quendi que caíram nas mãos de Melkor antes da destruição de Utumno foram lá aprisionados, e, por lentas artes de crueldade, corrompidos e escravizados; e assim Melkor gerou a horrenda raça dos orcs, por inveja dos elfos e em imitação a eles, de quem eles mais tarde se tornaram os piores inimigos. Pois os orcs tinham vida e se multiplicavam da mesma forma que os Filhos de Ilúvatar; e nada que tivesse vida própria, nem aparência de vida, Melkor jamais poderia criar desde sua rebelião no Ainulindalë antes do Início. Assim dizem os sábios. E, no fundo de seus corações negros, os orcs odiavam o Senhor a quem serviam por medo, criador apenas de sua desgraça. Esse pode ter sido o ato mais abjeto de Melkor, e o mais odioso aos olhos de Ilúvatar". (Tolkien, Quenta Silmarillion)


    O pesado elmo metálico virara-se para a direção de Blackbeer. Em parte pela falta de claridade, em parte pelas sombras projetadas pelo próprio vacilar da tocha, em parte pelo desenho da armadura em si – o qual não se assemelhava ao de nenhuma terra dos conhecimentos daqueles três –, era difícil discernir quem sustentava aquelas placas que, percebendo bem, pareciam gastas, batidas.

    Era possível notar também que, seja lá quem fosse, parecia a postos para enfrentar o mundo: além da espada de tamanho médio que empunhava, carregava uma segunda na cintura, assim como um facão de caça e um cantil. Às costas, um arco e uma aljava, além dum escudo cujos emblemas, daquela posição, não podiam ver.

    Carregava ainda uma bolsa de viagem, mas não grande o suficiente para material de acampamento, como uma tenda e equipamento para cozinhar. Não poderia ir tão longe daquela forma. A menos que pretendesse encontrar provisões no caminho. Ou que não tivesse escolha naquela jornada.

    De dentro daquela pesada massa, a voz voltou a emergir, ainda com aquele sotaque ímpar e desconhecido:
    – Desolação Uivante. É como chamam esse lugar agora. Das terras que haviam antes da Noite Flagelante, o nome não sei.

    Não fizera menção de dizer o próprio nome, de onde vinha ou a quem servia, apresentando-se. Aquilo não podia deixar de ser notado. Fosse como fosse, o que importa é que o lugar não era nada convidativo, sendo difícil imaginar uma cidade ou vilarejo nas proximidades. Talvez o restante da tropa aguardasse numa cursa ou após uma colina.
    – Do resto – continuou reticente –, já disse o que sei. Se quiser mais, melhor perguntar à velha – e apontou vagamente uma direção. Era o oeste, caso alguém avaliasse a posição da Valacirca.

    Não havia nenhuma alma parada lá, esperando para dar as boas-vindas. De maneira que era possível deduzir que mais informações não viriam sem um pequeno passeio por aquele inferno escuro.

    Talvez aquela fosse uma boa hora para lembrarem que tinham fome e sede.

    Quando o outro começou a falar, apenas observou-o, até que acrescentou com certa desconfiança: “Flecha do quê?”
    – Desses nomes estranhos nunca ouvi. Muita gente morreu. Quem sobrou está vagando por aí, tentando se virar sozinho, em caravana ou em algum acampamento improvisado. Provavelmente morreram – e então, concluindo o pensamento, acrescentou: – E não. Essa não é a terra dos mortos. Ao menos não era até 5 anos, quando derrubaram o Sol e a Lua do céu e as hordas dos monstros destruíram tudo. E começaram os boatos de gente assim – disse indicando com a cabeça o próprio grupo –, inclusive com essas orelhas estranhas – e referia-se claramente à presença de Elfos.

    Quando Aegnor disse quem era e a qual povo pertencia, a identidade de quem lhes falava continuou oculta, como se pouco disposta a estabelecer qualquer laço com aquele trio de forasteiros. Tudo o que conseguiu foi um retorno nada satisfatório.
    - Também nunca escutei desse povo e, como pode ver, vim pra matar essas abominações desgraçadas. Não trouxe meu armário de roupas... .

    Foi então que um uivo, e agora um que era de natureza definitivamente animal, ecoou no escuro. Estava distante, mas não demorou a ser acompanhado por um, dois e logo vários. Era uma matilha e eles estavam nus.
    - Talvez o cheiro de sangue atraia eles quando farejarem no vento. Se este for um dia bom, talvez demorem comendo esses defuntos.

    Não era possível dizer se se referia aos dois cadáveres ensanguentados ou ao resto dos dormentes daquele sono do outro mundo.

    Então, sem sinais de partilhar o que quer que passasse pela própria mente, começou a deslocar-se - levando as únicas armas disponíveis naquele lugar -, pondo-se numa marcha que, se não mudasse de rota, parecia seguir justamente no rumo indicado como paradeiro da “velha”.

    Era o lado contrário de onde anunciavam-se as trombetas macabras de instantes atrás, afastando-se dos wargs.

    A Longa Noite do Fim do Mundo 61720710
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    A Longa Noite do Fim do Mundo Empty Re: A Longa Noite do Fim do Mundo

    Mensagem por Christiano Keller em Seg Out 28, 2019 3:02 pm

    Arthur Blackbeer,

           As informações não eram boas. A armadura gasta indicava que o material era antigo e o formato desconhecido. Arthur estava longe de casa e os nomes dos locais citados eram estranhos. Como ficou apagado tanto tempo? Isso explicava a fome e a sede, parecia que Arthur não comia a séculos.  
           - A velha está pra lá? Isso é oeste? Muitas coisas não faziam sentido. Tiraram o Sol e a Lua do céu? Não são apenas nuvens escuras? Arthur olha para o céu buscando alguma referência.

           Quando a coisa na armadura começa a se movimentar, Arthur segue para o oeste também. Não ficaria exposto ao ambiente ou aos monstros que rondavam o local. A pouca carga indicava que o ser na armadura deveria ter um acampamento melhor perto, mas não estava claro por que haveriam outros problemas. Sem sol não haveria comida, as pessoas iriam morrer assim como as plantas.
           As criaturas no escuro eram outro problema. Pareciam lobos, os quais são preadores com sede por sangue e carne. Talvez persigam as carcaças no chão e haja tempo para sair daquele lugar estranho.

           Sem opção, Arthur caminha observando o caminho e diz:
           - Então, não há mais elfos por aqui? Posso ir falar com a "velha"? Será que há comida ou água para nós?
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    Mensagem por Gelatto em Seg Out 28, 2019 6:01 pm

    BERGIL

    O homem armadurado não reconhecia o nome do rei dunedáin nem dos demais, bem como Bergil não reconhecia o nome da casa de, Arthur, mas reconhecia o nome da casa de Aegnor, pois os Galadhrim, eram aliados distantes dos dunedáin do norte. Fica surpreso quando ouve que a lua e sol caíram, mas as estrelas perduram, principalmente valacirca. Não entende muito o que está acontecendo, mas uma coisa é certa: isto não é um sonho, está mais para um pesadelo.

    Wargs a distância acabam por apressar a marcha do grupo em direção ao oeste, na direção da "velha", que por sinal, quem seria esta senhora?

    -"Quem seria a velha?... Sim, sim, comida e água seria de bom grado, até entendermos onde estamos.", perguntava ao homem amardurado enquanto concordava com o pedido de Arthur.
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    A Longa Noite do Fim do Mundo Empty Re: A Longa Noite do Fim do Mundo

    Mensagem por Lnrd em Seg Nov 04, 2019 4:28 pm

    A Longa Noite do Fim do Mundo 444a8c10



    "Diz-se que, quando as hostes dos eldalië partiram de Cuiviénen, Oromë cavalgou à frente montado em Nahar, seu cavalo branco de ferraduras de ouro; e, passando na direção norte pelas margens do mar de Helcar, elas se voltaram para o oeste. Diante delas, nuvens imensas pairavam ainda negras no Norte, acima das ruiínas da guerra, e as estrelas naquela região estavam ocultadas. Nessa hora, não poucos sentiram medo e se arrependeram, e deram meia-volta e foram esquecidos". (Tolkien, Quenta Silmarillion)

    Não apenas para longe daqueles cães amaldiçoados tal caminhar seguia, era fácil perceber com algum alívio. Ia também na direção contrária à da grande convulsão que acometia aquelas terras destruídas, tremores que haviam, de fato, atingido-lhes dos pés.
    - Oeste. O Grande Oceano fica umas 400 milhas daqui. A Costa dos Penhascos.

    Talvez para alguém como Aegnor aquela informação não dissesse muita coisa, mas provavelmente para Blackbeer, homem de comércio e viagens, ou para Bergil, guardião selvagem, aquilo poderia parecer bastante estranho: tal percurso era uma longa viagem – teriam sorte se a tal velha estivesse mais perto, pois não sobreviveriam naquelas condições precárias –, mas não era um trajeto tão imenso assim. De Edhellond, seria o necessário para se chegar às praias das terras de Drúwaith Iaur. Mais alarmante ainda, Bree ficava a umas 250 milhas dos Portos Cinzentos, onde vivera mestre Círdan, onde a primeira embarcação numeroriana, Entulessë, chegara à Terra-Média.

    O que, em suma, levava à pergunta: estavam a oeste das Montanhas Nebulosas? Seria Eriador? Gondor?

    Curiosa também era a menção a “penhascos”. Aquilo não condizia com a geografia que conheciam. Teria o mar avançado até as Ered Luin ou Ras Morthil?

    Fosse como fosse, respondendo às perguntas do homem, prosseguiu falando. “Ninguém sabe ao certo o que aconteceu. A velha falou em profecias, deuses voltando pra se vingar e esse tipo de coisa louca. Não gosto dessas histórias. Esses deuses nunca fizeram nada miraculoso pra nós, mas vivem matando a gente sem a menor explicação. Não entendo qual a vantagem de rezar pra essas bobagens...” e então completou, após olhar pra cima, “bem, é difícil o céu estar totalmente limpo, então tem nuvens sim. Mas, afora isso, só olhando o movimento das estrelas pra se ter noção de hora e direção. É fácil saber pelo Grande Pastor”, disse apontando para cima com a ponta da espada. Era sempre difícil entender de qual estrela se está falando quando alguém faz isso, mas a coisa mais brilhante naquela direção era a Valacirca. Entretanto, o nome com o qual se referira a ela era totalmente estranho a qualquer povo conhecido.
    - Ela disse pra não mexermos com gente como vocês, então não os impedirei de me seguirem. Só não me atrasarei por conta de vocês. De resto, a água não é boa e temos poucas provisões. Se puderem se oferecer pra trabalhar, talvez arranjem algo pra vocês. Não garanto nada... só não sei o que é elvos. Se for de comer, provavelmente não.

    O outro também parecera interessado em mais notícias sobre a tal mulher. Conseguira algo, mas não mais que noções vagas.
    - Não sei muito do passado dela. Ninguém se importa com isso hoje em dia. Você conhece alguém hoje e amanhã encontra um corpo estraçalhado por feras, bandidos ou morto de inanição – respondeu, talvez dando a entender que aquela distância com a qual tratava os estranhos fosse apenas uma marca da brutalidade dos tempos. – Ela sabe de um monte de coisa e todos a respeitam. É o que precisam saber.
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    A Longa Noite do Fim do Mundo Empty Re: A Longa Noite do Fim do Mundo

    Mensagem por Christiano Keller em Ter Nov 05, 2019 12:46 pm

    Arthur Blackbeer,

    Parece que não há opção em fazer mais coisas aqui. Arthur então observa o solo e busca por alguma coisa útil que possa usar como arma ou roupa.
    - Então, será que pode dizer algo sobre essas criaturas que são ameaças contra nós? Eu sou bom com arco e flecha, mas sei usar outras armas de contato. Por outro lado, gosto de fazer cerveja. Vocês bebem cerveja? Será que há algo novo por ai?

    Arthur continua caminhando pelo vale terrível e sombrio. O cuidado com as pedras no chão para não cortar os pés é relevante. Os cheiros no ar agora podem ser importantes como em uma caçada e talvez Arthur seja uma presa. Seus conhecimentos de sobrevivência na natureza são testados ao máximo já que está pelado em um ambiente hostil.

    - Então, você é Bergil, aquele é Aegnor, eu sou Arthur e você com a armadura, como se chama mesmo?
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    Mensagem por Gelatto em Ter Nov 05, 2019 5:11 pm

    BERGIL

    Bergil acompanha o grupo, tomando cuidado com o solo danificado, mas não a ponto de se distanciar do grupo, preferindo manter-se perto dos demais a arriscar ser uma presa solitária. Sua vida como protetor de Eriador não o preparou para este dia. Era uma região desconhecida para o ranger do norte. Por mais que o homem armadurado indicasse algum ponto geográfico conhecido, nada batia com a região que Bergil cresceu. Tinha certeza que estava na Terra-Média, mas em que lugar dela?

    Nota Arthur procurando pelo local por algo para utilizar como arma. É um homem sábio este Arthur. E Bergil faz o mesmo, enquanto ele se apresenta.

    -"Sim, sou Bergil, um ranger do norte, lutei ao lado do rei dos dunedáin da linhagem de Isildur. Não sei que fim acabou aquela batalha, se a linhagem de Isildur ainda vive ou pereceu para os orcs. Mas sei que aqui não é Eriador e nem nada que já tenha visto. Mordor talvez? Só de falar este nome atrai mau agouro."
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    Mensagem por Lnrd em Seg Nov 11, 2019 4:41 pm

    A Longa Noite do Fim do Mundo 3643b010


    “e a Manwë pareceu que o mal de Melkor estava curado. Pois Manwë era isento de maldade e não conseguia compreendê-la; e sabia que no início, no pensamento de Ilúvatar, Melkor havia sido igual a ele; e Manwë não chegava a enxergar que o amor o abandonara para sempre. Ulmo, porém, não se iludiu. E Tulkas cerrava os punhos sempre que via passar Melkor, seu inimigo” (Tolkien, Quenta Silmarillion)


    Não só de vida mostrava-se rarefeita aquela desolação. Pouca esperança de proteção havia nela: afora arbustos quebradiços que mal aguentariam um golpe, apenas viam pedras como ferramenta e defesa. Se ao menos tivessem mais tempo, poderiam ter improvisado algum porrete, ou mesmo uma machadinha, com os ossos da fera morta.
    - Não tinha antes. Agora tem – Respondera a voz da armadura – Às vezes em bandos, às vezes sozinhos... Não são bichos normais. Às vezes matam e nem comem. Só por maldade. E os deformados cavalgam eles. Umas coisas horríveis.

    Não parecera ter uma palavra específica para aqueles lobos, o que fazia pouca diferença para Arthur, uma vez que wargs formam vistos raras vezes antes da Terceira Era. Já Bergil talvez tivesse já encontrado com um deles em suas andanças de Guardião do Norte. Por outro lado, a que estaria referindo-se por “deformados”? Se eles montavam aqueles cães, o ranger provavelmente pensaria de imediato em orcs.

    Não dissera nada quando ouviu sobre as habilidades de Arthur ou sobre as preferências alcoólicas dele. Sabe-se lá o que se passava dentro daquela cabeça protegida pelo pesado elmo, mas talvez tivesse alguma outra preocupação em mente.

    Apenas ao ter o nome questionado é que resolveu manifestar-se. “Ignastácia d’Argoliath”, acrescentando, nas entrelinhas, duas informações importantes: realmente vinha dalgum reino desconhecido, não só pelo nome do lugar, mas pela sonoridade das palavras. E eles estavam nus diante de uma mulher.

    Afora aquilo, permanecera calada enquanto Bergil falava. Não reagira àqueles nomes, provavelmente por não entender a que diabos ele se referia. Seria diferente com a “velha”?

    Era, entretanto, incerto se chegariam ou não a ter a oportunidade de debater com ela para entender o que se passava. Um uivo terrível assomou num morro próximo a eles, não vindo por trás, mas pela frente.

    Um segundo cachorro gigante, ou um grupo deles, estava a curtíssima distância.
    - Droga! – Exclamou a guerreira, olhando ao redor como se tentando avaliar algum plano. Foi então que fez a única coisa possível naquele cenário.

    Com um movimento enérgico, lançou a espada que trazia à mão em direção ao chão, fazendo a ponta dela cravar-se lá e imediatamente sacou a outra. De igual maneira, retirou o arco e a aljava que trazia às costas, livrando-se deles.
    - Espero que mostrem que sabem usar isso. Ou não terão outra oportunidade.

    Largara também a tocha que manteve-se acesa e equipou-se do escudo que vinha com ela.

    Ajustando os pés firmes no chão, foi rápida na sugestão:
    - Eu fico com a dianteira e dou cobertura. Usem qualquer brecha pra atacar.



    A Longa Noite do Fim do Mundo F02d3111
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    A Longa Noite do Fim do Mundo Empty Re: A Longa Noite do Fim do Mundo

    Mensagem por Christiano Keller em Seg Nov 11, 2019 8:10 pm

    Arthur Blackbeer,

    Os olhos de Arthur se arregalaram com as palavras de Ignastácia d’Argoliath, os deformados não seriam coisas boas. Já estar pelado na frente de uma mulher com armadura, isso era de arregalar os olhos, mas nas condições atuais não havia o que fazer.

    Com o uivo dos animais, Arthur fica preocupado, quando Ignastácia d’Argoliath larga a espada no chão Arthur pensa em pegar a arma, mas logo vem o arco.
    - Bergil, sou melhor com o Arco e Flecha (3) do que com a espada (2). Arthur segue para pegar o Arco e as flechas.

    As pedras no chão sob os pés não facilitariam uma corrida, mas quem é que corre mais rápido que um lobo? Essa era a hora da verdade, não haveria negociação. Arthur segura o arco com a mão esquerda e o sente, com a direita pega uma flecha. Bons materiais, funcionais, um breve teste para ver como estava a arma e já apontava o primeiro disparo. Conseguiria emboscar alguma daquelas criaturas? Será que conseguiria pegar alguma flecha de volta para usar novamente? A espada agora parecia uma melhor escolha. Quantas flechas haviam?

    Arthur se posiciona e tenta usar sua especialização para fazer um disparo em qualquer brecha. Não havia medo no coração de Arthur naquele momento. Não havia nada a perder, nenhuma razão para viver. Será que encontraria alguma? Essa era sua segunda chance, mas para o que? Vingança? Trazer a cerveja de volta para o mundo?
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    A Longa Noite do Fim do Mundo Empty Re: A Longa Noite do Fim do Mundo

    Mensagem por Gelatto em Sab Nov 16, 2019 9:58 am

    Bergil

    O guerreiro armadurado comentava sobre os wargs, a descrição batia com o que Bergil conhecia ou ouvira falar. Eram comuns orcs de Mount Gram descerem cavalgando wargs para pilharem as fazendas de Eriador, mas estes eram cavalgados por deformados. Seria outor nome para orcs? Alguma outra espécie de servos da sombra? Mas Bergil não queria saciar sua curiosidade naquele momento.

    Então o guerreiro armadurado diz seu nome. “Ignastácia d’Argoliath”. Um nome feminino. Bergil estava diante de uma mulher, e totalmente nu. Por um momento sentiu vergonha da situação, mas os uivos se aproximavam e percebeu naquele momento que não tinha tempo para se preocupar por moralidades. Era a vida deles em perigo naquele momento.

    Então a guerreira joga no chão uma espada cravada na terra e um arco com uma aljava que carregava. Saca outra espada e toma a dianteira. Arthur já se adiantava:

    Arthur escreveu:-"Bergil, sou melhor com o Arco e Flecha (3) do que com a espada (2)."

    -"Arthur, eu fui treinado pelo próprio rei Arador no manejo de ambas as armas (4), não me incomodo com o que usar, desde que possa levar alguns destes servos das sombras comigo.", e Bergil pega a espada. Era diferente das espadas que conhecia, não conseguia identificar a cultura que a fez. Estava um pouco gasta pelo uso, mas serviria para seu propósito.

    Bergil nota a guerreira tomar a dianteira e segue logo atrás, ficando entre ela e Arthur. Tentaria dar suporte para a guerreira e bloquear qualquer inimigo que visasse Arthur, afinal, com apenas um arco, Arthur estaria com sérios problemas se algum inimigo se aproximasse demais.
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    A Longa Noite do Fim do Mundo Empty Re: A Longa Noite do Fim do Mundo

    Mensagem por Lnrd em Dom Nov 17, 2019 11:22 pm

    A Longa Noite do Fim do Mundo Fe43f010




    “Não obstante, os Valar não descobriram todas as poderosas masmorras e cavernas, ocultas com astúcia muito abaixo das fortalezas de Angband e Utumno. Muitos seres malignos ainda ali permaneceram, e outros se dispersaram e fugiram para as trevas e perambularam pelos lugares desolados do mundo, à espera de hora mais nefasta. E Sauron não foi encontrado” (Tolkien, Quenta Silmarillion)


    O silêncio caiu sobre a caravana improvisada após as armas serem divididas. À penumbra, era importante ouvir.

    Escutavam o vento fraco, incapaz de renovar o ar daquele pedaço de chão; o distante estrondo de fogos vomitados pela terra, uma ameaça por hora deixada de lado; e a própria mudez do momento.

    A claridade pareceu diminuir ainda mais, numa infeliz revolução das manchas nos céus. Era impossível enxergar para muito além de onde estavam, tornando o horizonte o mero limite de uma curta corrida.

    Vultos pareciam mover-se, enganando os sentidos, como a mente que vê falsos rostos onde nada existe.

    De dentro da cegueira do olhar, como que parido do ventre das sombras, um enorme lobo selvagem, da mesma raça suja e horrível do que fora decapitado há pouco tempo, surgiu numa corrida desembestada em direção ao grupo. Tinha os caninos expostos e os olhos vidrados em euforia pelo ataque.

    Mais besta que animal, estava a meros sete metros de onde a chama da tocha beijava o chão. Mas tinha em seu caminho a muralha de ferro que era Ignastácia.


    Spoiler:
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    A Longa Noite do Fim do Mundo Empty Re: A Longa Noite do Fim do Mundo

    Mensagem por Lnrd em Qua Nov 20, 2019 10:46 pm

    A Longa Noite do Fim do Mundo Ad305810

    "E então Melkor cobiçou as Silmarils, e a mera lembrança de seu brilho era um fogo a lhe corroer o coração" (Tolkien, Quenta Silmarillion)

    Cortando como um vento ruim a curta distância que separava aquela onda - ferida por uma seta - das pedras, não pôde vencer a imbatível defesa de Ignastácia, arrebentando-se nela como uma explosiva maré de pelos e maus-cheiros. A guerreira estava, como antes haviam notado, protegida por trás duma armadura de guerra completa. Talvez fosse necessário um ariete para levá-la ao chão. Seria ela simplesmente membra duma frente de soldados avançados ou algo mais? Se o grupo dela estivesse nas proximidades, as chances daquele grupo de "despertados" aumentaria consideravelmente.

    Isto é, se tal "exército" estivesse disposto a receber aqueles estranhos.

    Com a ajuda da espada de Bergil - ou melhor, da lâmina que havia emprestado a ele -, pusera o monstro no chão, cabeça aberta como um caminho bifurcado, uma boca vertical vomitando sangue.

    Mas não havia terminado, ao que indicava o sussuro de um dos novos companheiros.
    - Tome - dissera, oferecendo o escudo para que Bergil usasse -. Melhor pra mim se continuar vivo.



    A Longa Noite do Fim do Mundo Wargs_10
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    A Longa Noite do Fim do Mundo Empty Re: A Longa Noite do Fim do Mundo

    Mensagem por Gelatto em Qui Nov 21, 2019 7:20 pm

    BERGIL

    Bergil posicionado logo ao lado um pouco afastado de Ignastácia segura firme a espada com ambas as mãos enquanto ouve o uivo das criaturas se aproximando, até que um warg entra no campo de visão da iluminação da fogueira. Bergil fica apreensivo quando a criatura avança contra a mulher guerreira, que bloqueia sua investida sem dar sequer um passo para trás. Ignastácia parecia uma muralha, não, um pilar, e um pilar sozinho não segura o avanço dos inimigos.

    Então Bergil se move por detrás da guerreira e se posiciona ao seu lado, desferindo uma estocada certeira no warg, cortando pelo e carne. Então Ignastácia golpeia o lobo, colocando um fim à sua vida. Ela lhe entrega o escudo, era grande e pesado, mas Bergil o ergueu mesmo assim e se posicionou ao lado da guerreira, preparado para se proteger de qualquer ataque vindo da direção que Arthur apontou, dizendo que haviam mais duas destas criaturas à espreita. Para azar delas, este grupo não seria uma presa fácil.
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