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    A maldição - O jogo

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    Mensagem por Pikapool em Sab Mar 21, 2020 12:58 am

    Limites são desculpas criadas por pessoas fracas que não estão disposta a lutar pelo que querem!
    O clérigo claramente exaltava-se com as palavras da mulher da mesa ao lado. No entanto, mostrou-se sereno em suas palavras. Claramente era outro beato. E como um líder religioso, usou de sua retorica para sugestionar os demais a duvidarem da pobre mulher. Assim que concluiu, rumou ao seu quarto. Mas naquele momento a semente da desconfiança já havia sido plantada e todos ali voltavam seus olhares receosos para aquela mulher.

    Antes que pudesse intervir diante daquela situação, o taverneiro rabugento retornava e sem cerimonias, rebatia minha provocação com duras verdades. Ao ouvir o motivo pelo qual a garota era tratada como um menino e, talvez por passar por uma situação que poderia resultar em tal destino, meu sorriso cessou e assenti com a cabeça. Liberdade era o maior bem que alguém poderia ter, e a escravidão não era desejável a ninguém. Nem mesmo a um inimigo.

    Em silencio, refletia sobre aquela descoberta. Mas aquele momento logo foi interrompido por gritos vindo de fora da taverna. Não demorou para um homem coberto de neve adentrar ao estabelecimento e após retirar o capuz, surpreendeu aos habitantes locais que proferiam seu nome. Talvez fosse o cansaço ou toda agitação, ele falava com dificuldade e parecia machucado.

    Ao aproximar-me notei que realmente possuía um ferimento em sua perna. Parecia ter sido alvejado por uma flecha. Mas antes que pudesse formular alguma teoria sobre tal fato e questionar como poderia ter chegado até a taverna Vento Gelado com tal ferimento. Notei uma mancha negra percorrendo seu pescoço. Achando aquilo estranho e talvez abalada por ouvir tantas vezes sobre a maldição, exclamei:

    - Afastem-se, ele foi amaldiçoado. Olhem aquela estigma percorrendo o pescoço dele. - Recuei dois passos. - Seria bom alguém ir acordar o clérigo. - Adverti.
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    Mensagem por Nimaru Souske em Dom Mar 22, 2020 10:04 pm

    Ao escutar a indignação do clérigo do sol, Lenna apenas termina sua alimentação e vira lentamente a cabeça até a direção do homem que parecia exaltado. O Escuta sem esboçar muitas emoções a não ser indiferença.

    - Maldição da noite? A madre sorri de canto de boca. - Só vejo aqui uma terra sofrida que está tentando se acolher pela noite. Se esconder enquanto se recupera de anos de fervura debaixo dessa esfera nojenta e quente no céu... Ao terminar sua frase, até mesmo deixa escapar um pouco de exaltação, mas ao final respira fundo e percebe que aquela conversa não parecia que ia ter um final proveitoso.

    O homem saiu deixando todos a olhar para a sacerdotisa da noite.

    - Bem... Parecia mais calma. - Se todos vocês concordam com ele, podem vim aqui tirar satisfação comigo. Acredito que logo verão que nada vai adiantar qualquer tipo de hostilidade contra quem foi enviada para ajudar. Não me interessa no que acreditam, Tenebra me enviou para ajudar aqueles que precisarem se acolher em suas sombras, se essas terras se encontram em uma situação difícil, seja isso causado pela luz ou algum desviado das sombras, não me interessa. Estava impávida. Encostada em sua cadeira, mantinha uma postura correta. - Estou aqui para resolver.

    Lenna Kirch encarava de volta aquelas poucas pessoas dentro da taverna. Seus olhos eram penetrantes e frios, mas carregavam determinação por suas palavras.

    Escutou algumas palavras soltas do taverneiro, as quais não entendeu muita coisa, mas notou que eram direcionadas à elfa. Aquilo até que chamara um tanto a sua atenção, mas logo gritos puderam ser ouvidos do lado de fora da taverna e isso lhe chamara a atenção.

    Eram monstros, pôde ouvir. Permanecia sentada.

    - Que tipo de monstros? Consegue descrevê-los? Direcionou suas perguntas para o homem que acabara de entrar pela porta.

    Ao notar que ele parecia ferido, Lenna lembrou de um balsamo que sempre carregara consigo durante sua viagem. Se levantou e andou lentamente até onde estava a aglomeração de pessoas ao redor de Rochar.

    - Eu até tenho um remédio comigo e até posso ajudar com os monstros, mas é contra meus princípios trabalhar de graça. Qualquer quantia seria suficiente para mim... Olhava diretamente para o homem ferido, tentando entender melhor a sua situação.

    Sua postura ainda era calma diante de toda aquela agitação.
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    Mensagem por nahna em Ter Abr 07, 2020 8:36 pm




    Observou a conversa da elfa com a mulher de expressões duras, sorrindo.
    Aparentemente, Lúthriel era bastante intrometida.
    Logo o taverneiro retornou com seu pedido e pôde se servir.
    Contudo, logo houve confusão com a entrada repentina de um idoso ferido...
    Monstros... ouviu dizerem.

    Caminhou para perto pouco depois de Lúthriel, para ver se ele estava bem.
    "- Ele vai ficar bem?" - Perguntou, receiosa, vendo a mancha negra no pescoço do homem.






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    Mensagem por Raijecki em Qua Abr 08, 2020 8:54 pm

    A Maldição - V





    Alguns homens se irritavam veemente para com Lenna após terem ouvido o nome da senhora da noite, Tenebra. Ameaçaram se levantar – ainda um pouco tontos pelo consumo excessivo do álcool – e entrar na ofensiva contra a mesma, mas o surgimento inesperado de Rochar os deixavam surpresos o bastante para não prestarem atenção em mais nada além dos relatos daquele homem.

    Lúthriel fora a primeira a atender o desesperado pedido do taberneiro para socorrer o pobre Rochar, mesmo que suas reais intenções não tivessem sido nada bondosas ou generosas. Observando-o melhor, reparou que havia um ferimento grave em sua perna, causado provavelmente por uma flecha, mas o que mais chamou sua atenção era uma mancha negra, parecida como uma tatuagem recém feita e que aparentemente subia lentamente por seu pescoço em direção a sua cabeça. A elfa então imediatamente avisava a todos para que se afastassem pois que aquele homem estava infectado com a suposta maldição e para que alguém chamasse o clérigo que havia subido para seu quarto alugado.

    - Vamos, agora... – Falava a elfa mais velha, e todos os aventureiros da mesa perto da fogueira se levantavam e subiam em direção ao segundo andar.
    Muitos se afastaram prontamente as palavras da elfa, fazendo cadeiras, copos, pratos e até restos de comida caírem diante de tão desesperado movimento. O taberneiro mandava Bastião aos berros retornar para a cozinha, e depois pedia calma a todos:

    - Pessoal calma, não sabemos bem o que aconteceu, nem se existe mesmo uma maldição, conhecemos Rochar bem, ele sempre nos trazia lenha e caça quando vinha negociar, por favor... – Enquanto o taberneiro tentava acalmar os ânimos e conseguir ajuda, Lenna tentava arrancar algumas informações de Rochar sobre o acontecido, mas o homem parecia muito atormentado pelos ferimentos para conseguir proferir algo que não fossem gemidos de pura dor e agonia.

    Ela então ia até a direção de Rochar e oferecia um tratamento, mas exigia pagamento por seus serviços, o que fez todos naquela taberna – com exceção de Lúthriel e Leyka – se revoltarem imediatamente e voltarem as ofensas de sempre contra a clériga da noite.

    Rochar fazia um esforço extraordinário para acenar positivamente com a cabeça para Lenna, indicando que o pagamento seria feito e não havia necessidade de dúvidas, visto que o homem não arriscaria sua vida por qualquer valor que fosse.


    ***

    Off: Galera, vai de vocês agora se vão ajudar o Rochar ou deixa-lo morrer. Os que não estão concentrados em cura-lo – @Nahna e @Pikapool – podem fazer um teste de percepção com CD 15. Já sobre a cura - @Nimaru Souske - o livro diz o seguinte:

    "Cura (Sabedoria)

    Primeiros socorros (CD 15): com uma ação padrão, você pode estabilizar um personagem que esteja sangrando (veja a página 229), fazendo com que ele pare de perder PV.

    Cuidados prolongados (CD 15): você pode tratar uma pessoa ferida para que ela se recupere mais rapidamente. Se você for bem-sucedido no teste, ela recupera o dobro dos pontos de vida por cura natural (veja na página 218) neste dia. Este uso leva uma hora, e o número máximo de pessoas que você pode tratar por dia é igual à sua graduação nesta perícia."

    Então, caso você decida por "Primeiros socorros", não é garantido que ele consiga se recuperar imediatamente para poder lhe responder e até lhe pagar, mas caso decida por "Cuidados prolongados", aí o alívio é imediato e ele vai poder contar o que você quiser e lhe pagar. Descreva bem como vai ser este tratamento, por favor, caso você decida por realmente faze-lo, é claro.






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    Mensagem por Nimaru Souske em Sab Abr 11, 2020 10:42 pm

    Vendo que o homem estava muito atordoado para retirar informações do mesmo, Madre Lenna passa a focar em sua negociação para poder cuidar do desconhecido a sua frente. Mas parecia que todos na taverna estavam contra os seus ideais.

    - Certo, se é assim que preferem... Lenna se senta em uma mesa próximo ao homem ferido e passa só a observá-lo. - Podia muito bem cuidar de seus ferimentos. Vejo que essas manchas pretas derivam de forças sedutoras e não vão demorar muito para tomá-lo completamente.

    Mas parecia que Rochar estava disposto a cooperar com toda a situação, o que fez com que a Madre sorrisse feliz.

    - Ótimo, vejam só. Temos um homem que sabe de suas prioridades. Fala enquanto se aproxima do senhor.

    Ao ver sua situação, pós-se logo a fazer o que aprendera no orfanato.

    - Tragam-me o que mais alcoólico tiverem nessa taverna, por favor. Fala para qualquer um que estivesse perto, com muita urgência.

    Tomou o cuidado de averiguar de que não tivesse, ali, nenhum estilhaço da flecha que causou o ferimento e, ao notar que não se encontrava nenhum objeto externo, começou a assepsia com o álcool que pedira.

    - Seja firme. Isso vai doer e demorar. Caso veja que esta perdendo a consciência, tente me avisar de alguma forma. Falou para Rochar enquanto olhava firme em seus olhos. Passava confiança no que estava fazendo.

    Próximo passo foi fechar a ferida, o que lhe demorou muito tempo por falta de equipamentos adequados. Tinha que se virar com o que podia encontrar na Taverna ou pedir para que alguém ali encontrasse algo na vizinhança.

    Rezava por um kit de costura para poder suturar.

    Ao final. Jogou água e sabão na ferida e procurou um pano limpo para poder secar e cobrir o ferimento.

    - Acho que isso basta por enquanto... Limpou o suor da testa. - Agora esse homem precisa de descanso imediatamente. Ele precisa se recuperar para que possamos analisar melhor essas manchas pelo seu corpo.

    Levantou-se e, com a mesma postura ereta que mantinha quando entrou naquele lugar, procurou sua mesa e sentou-se novamente.

    Estava cansada.
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    Mensagem por Pikapool em Qui Abr 16, 2020 6:55 am

    Limites são desculpas criadas por pessoas fracas que não estão disposta a lutar pelo que querem!
    Sem muito o que eu poderia fazer, apenas observei a mulher sombria negociando a vida do homem ferido. Ao ver a reação de todos, sentia uma imensa vontade de sacaneá-la, mas mantive-me em silencio.

    Assim que ela pediu por algo alcoólico, prontamente peguei minha caneca de cerveja e levei até ela.

    - Espero que isso ajude. - Entreguei-lhe o copo e retornei para o meu lugar para não atrapalhar.

    Assisti apreensiva todo o procedimento da clériga ao seu novo paciente. Aquela marca que movia-se em seu pescoço não podia ser algo bom. Infelizmente, a clériga ainda acreditava que Rochar tinha tempo para descansar antes de analisar aquilo mais afundo. Aproximei-me de Leyka sussurrando:

    - Acredito que isso seja o capitulo um! - Sorri para Leyka e em seguida mostrei a língua completando com uma piscadela.
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    Mensagem por nahna em Seg Abr 20, 2020 1:08 pm




    Seu humor tinha mudado, e agora estava preocupada.
    Odiava aquele tipo de situação... parecia um homem pacato, e sem qualquer meio de se defender.
    Se fossem bandidos comuns, eram mesmo da pior espécie.

    As manchas negras eram o que mais a intrigava... não se recordava de ter visto algo parecido, mas certamente eram relevantes.
    Afastou-se, juntamente com a elfa, entendendo que seria de pouca ajuda... mas se manteve onde pudesse observar a situação.

    Virou-se para Lúthriel, percebendo que ela observava a mesma coisa.
    "- Já soube de histórias sobre isso em suas andanças?"

    Pela confiança da outra mulher, ela sabia do que se tratava, e talvez como curar aquela... Maldição, talvez...?






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    Mensagem por Raijecki em Qua Abr 22, 2020 11:09 am

    A Maldição - VI




    - For... Forças sedutoras?! - Falava um dos homens que antes se levantara de repulsa e que agora parecia mais medroso que um pobre coelho se escondendo em sua toca. - A maldição é verdadeira! Temos de fugir! - Gritava outro. Um murmúrio começava a se levantar ainda mais forte naquela humilde taberna conforme o medo ia tomando conta.

    O taberneiro tentava como podia acalmar os ânimos, mas alguns até começavam a sair da taberna, desesperados por uma rápida fuga dali e da suposta maldição mortal. Enquanto isso, a Madre enfim recebia o aval que tanto desejava, e com seu acordo de rendimentos garantidos, começou a tratar dos ferimentos de Rochar.

    Ao analisar e inciar o tratamento da ferida causada pela flecha, notou que desde lá aquela sinistra mancha se mantinha presente, mas diferente da do pescoço, esta vinha criando diversas ramificações que percorriam por todo o corpo do homem, como se fossem ramos e galhos de uma árvore em constante crescimento. A cada toque e ação, um sentimento de aconchego e até prazer eram sentidos pela madre. Se ali realmente houvesse uma maldição, sua força de sedução era enorme.

    Garantindo que não sobrasse nem sequer um mísero estilhaço da ponta da flecha, Lenna pedia a alguém algo que contivesse uma grande quantidade de álcool para a possível esterilização do ferimento, e a elfa Lúthriel logo lhe alcançava uma caneca de cerveja, uma atitude que o taberneiro rejeitava, se pondo em frente as duas.

    - Isso não serve, tem mais água que outra coisa, aqui, use isso... - Ele então puxava do bolso de sua camisa um frasco pequeno, com um liquido tão transparente que se podia jurar que não houvesse nada lá dentro, e o atirava para Lenna. - Receita caseira, ainda estou testando, mas pode acreditar que tem o que você precisa. - Ele então acenava para a sacerdotisa da noite e se dirigia aos outros, lhes oferecendo mais cervejas a fins de se acalmarem.

    Ao abrir aquele frasco para utiliza-lo na ferida exposta de Rochar, Lenna imediatamente sentia um forte odor alcoólico, digno das mais fortes bebidas que ela já teria experimentado e podia até imaginar que efeito aquilo teria em quem a consumisse. Ela então dizia seu paciente para que a avisasse se estava perdendo a consciência devido as fortes dores que iria sofrer, mas ele apenas a olhava com uma feição de piedade e confusão. Então conforme continuava com seu tratamento, Rochar gritava e urrava de dor, mesmo que os gritos não fossem tão altos, já que não tinha mais tantas forças para tal.

    Enquanto isso, Leyka e Lúthriel conversavam sobre tudo aquilo, e a feiticeira parecia agora mais aflita do que antes, quando adentrara a taberna em busca de informações simples sobre um suposto simples contrato com uma boa recompensa. Conforme o tempo passava, o taberneiro despachava todos os clientes, restando apenas os aventureiros e Rochar ali presentes no salão.  

    - Eu não lhes disse? Aqueles desgraçados nem apareceram, não passam de sujeitinhos mesquinhos, devem é estar dormindo depois de tanto cerveja que tomaram! - Ele se referia, é claro, aos aventureiros do grupo que Lúthriel tentava se aproximar anteriormente, e que quando Rochar surgia ali, tinham prontamente se retirado a seus aposentos alugados no andar superior do local.

    A madre enfim terminara seu tratamento, e o homem agora parecia em situação estável, apesar de ter desmaiado na metade do processo. Talvez mais algumas horas e ele estaria pronto para o que quer que ela ou os outros desejassem, mas as manchas estranhas pareciam continuar a percorrer e tomar seu corpo, e a que estava antes no pescoço, agora já avançava alguns centímetros, chegando perto do queixo.

    Ao notar a exaustão de Lenna, o taberneiro então lhe trazia uma caneca de água e alguns pedaços de pão e carne. - Não sei como você fez isso, mas ele aprece estar bem, quem diria que alguém que segue Tenebra seria tão prestativa, tome, é por conta da casa... - Ele então deixava a refeição junto com a água em cima da mesa de Lenna e então dizia a todos:

    - Bom, acho que já esta tarde, porque não dormem aqui e amanhã partem para o que quiserem fazer? Deixamos o Rochar aqui descansar...

    ***



    Off: Se quiserem, podem descrever que irão esperar até amanhecer, aí eu considero a passagem de tempo.




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    Mensagem por Nimaru Souske em Qui Abr 23, 2020 3:07 pm

    Lenna agradeceu à elfa pela ajuda com um rápido movimento de sua cabeça. Estava concentrada de mais para falar, muito menos prestar atenção no que os homens ao redor gritavam ao se depararem espantados diante do ocorrido.

    O foco agora era salvar aquele ferido.

    Tentou a todo momento evitar o contato com aquelas manchas pretas, mas o pouco que tivera durante os cuidados médicos mostraram que elas lhe causavam uma tentação que lhe provava cada vez mais que aquilo era realmente perigoso para pessoas de mentes mais fracas.

    - Seu nome é Rochar, não é? Certo, depois de sua recuperação preciso que me diga o que houve para se ferir tanto assim e o que sente nos locais manchados por essa escuridão... preciso saber se é uma sensação boa ou ruim... Estava desconfiada do que via.

    Agradeceu a ajuda do taverneiro com mais um movimento de cabeça, deixando a caneca de cerveja lhe dada anteriormente pela elfa do lado do corpo de Rochar. Talvez ele precisasse depois para se acalmar um pouco.

    Sem muita demora, usou aquele líquido forte para esterilizar o ferimento e, só pelo seu cheiro, sentiu que aquilo realmente parecia ser efetivo. Os gritos aumentavam e a única coisa que a Madre conferia em meio a o barulho era a consciência do homem, não queria que desmaiasse para que não dificultasse para ela saber como ele se sentia diante do tratamento.

    O que foi inevitável.

    Teve que seguir os procedimentos com o dobro de precaução para não causar nada de mais grave sem notar já que não teria reação contrária de Rochar.

    - Obrigada...Tenebra agradece por sua hospitalidade. Soa até um pouco sarcástica diante do que o homem parecia achar ser normal para seguidores da Noite.

    Ao final, ofegante e com muito suor pelo corpo, Lenna Kirch procurou comer e beber o que o taberneiro colocara para tentar recobrar um pouco suas energias... mas ainda estava preocupada.

    - As manchas pretas estão se espalhando... Fala em tom alto, para todos, enquanto em sua face há um olhar perdido ao longe. - Eu não consegui identificar ao certo o que causou e o que são aquelas manchas, até porque meu foco era estabilizar suas feridas... mas as manchas não pararam de crescer. Preciso dar outra olhada com mais calma, mas se alguém for fazer algo por aquele homem, terá que ser o mais rápido possível.

    Lenna agradecia a oferta do dono da taberna apenas com um olhar cansado e um pequeno sorriso, mas planejava terminar o que estava comendo e aceitar a oferta de descanso.
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    Mensagem por nahna em Sab Abr 25, 2020 12:44 pm




    Observava que a mulher era uma curandeira bastante capaz.
    Aproximou-se novamente, agora que o ambiente estava mais vazio.

    "- Fez um bom trabalho, senhora." - Disse observando a ferida tratada.
    Via, contudo, que mesmo que o ferimento estivesse estabilizado, de nada contribuía para parar o crescimento da mácula.






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    Mensagem por Pikapool em Seg Abr 27, 2020 6:24 am

    Limites são desculpas criadas por pessoas fracas que não estão disposta a lutar pelo que querem!
    - Nunca vi nada do tipo. - Respondo Leyka.

    Mantive em silencio enquanto a mulher tratava o homem ferido. E assim que notei que a mesma terminara, levantei-me da cadeira e comecei a bradar para os que ainda estão na taverna.

    - Vocês julgaram a filha da noite como se ela fosse um indicio do mal que assola essa região. Mas ela está ai, salvando a vida de um dos seus. Enquanto isso cadê o clérigo que deveria estar de prontidão para auxilar tal infortúnio? - Faço uma breve pausa apesar da pergunta retorica. - Isso mesmo. Ele vos abandona no momento em que mais precisam. Aprendam a não julgar as adversidades, pois o inimigo pode ser aquele que mais aparenta inocência. - Por fim suspiro aliviada e volto a sentar-me.

    Já pensava em pedir um espaça na cama de minha nova amiga quando repliquei o convite do taverneiro.

    - Um quarto por conta da casa? Claro que aceitamos. - Digo abrindo um grande sorriso. Afinal, amanhã teremos que partir descansadas para acabar com o mal que assola essa região. - Completava recostando na cadeira de forma relaxada.
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    Mensagem por Raijecki em Ter Abr 28, 2020 12:41 pm

    A Maldição - VII




    - Sim, é verdade... - Respondia o taberneiro a elfa sobre o preconceito de todos para com a madre da noite. Alguns poucos que ainda restavam lá, baixavam a cabeça ainda relutantes em aceitar aquele fato, mas também não tinham argumentos para retruca-la.

    Após todos saírem e só sobrarem o taberneiro e as três aventureiras, o mesmo oferecia uma estadia naquela noite por conta da casa a madre, o que era muito bem vindo a todas, já que agora poderiam dividir os quartos e pouparem os seus ouros. Considerando que elas aceitassem a presença da extrovertida Lúthriel em seus cômodos.

    - Só possuo um quarto além do da senhorita que já pagou... - Ele respondia a elfa, apontando para Leyka em sequência. - Mas posso arrumar um colchão a mais caso desejem dividir o quarto, é claro. - Ele por fim lhes dizia, e após levar Rochar até um comodo improvisado nos fundos da taberna, ele voltava e sinalizava para que elas o acompanhassem ao segundo andar da taberna, local onde se encontravam os quartos de hóspedes.

    Ao subir as escadas de madeira que rangiam fortemente, sentiam um forte vento gélido atingir suas faces e chegando lá em cima, notavam logo de cara que no fim do corredor, a única janela que havia ali estava escancarada e deixando não só o vento mas também neve adentrar o local.

    - Mas o que? Quem deixou a janela aberta? - Questionava o taberneiro, agora cochichando para não acordar os outros hospedes.    




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    Mensagem por Nimaru Souske em Dom Maio 03, 2020 12:09 pm

    Ao receber os comprimentos de Leyka, Lenna apenas responde com um curto movimento de cabeça em meio a respirações ofegantes. Já começava a se acalmar aos poucos da tensão de cuidar daqueles ferimentos.

    Mas logo Lúthriel fez um grande discurso sobre tudo que aconteceu, sobre os julgamentos que fizeram com a Madre. Aquilo de certa forma confortou um pouco o frio coração de Lenna.

    Ela ergue seu copo de água.

    - Ao final, a noite sempre está lá para acolher aqueles que precisam. Um brinde a Tenebra e às palavras da sábia elfa. Um pequeno sorriso estampa seu rosto.

    Bebe o que restava da água em um só gole e repousa o copo na mesa.

    Mas, ao escutar as últimas palavras de Lúthriel, se surpreende com os objetivos ditos pela mulher.

    - Vocês também estão aqui pelo contrato? Olhava para as duas mulheres que ainda restavam na taverna depois de toda a confusão.


    Sobre o quarto, Lenna Kirch não parecia se importar tanto.

    - Não me importo em dividir sua cortesia com essas moças, afinal parece que já dividimos as mesmas ambições aqui nessas terras.

    Não demorou muito para seguir o taverneiro até seus aposentos e se deparar com a janela aberta. Estranhou, por mais que gostasse até que um pouco da sensação fria que aqueles ventos lhe causavam ao entrar e percorrer aquele corredor.

    Sem falar nada, Lenna continua seus passos lentos até chegar perto da janela, usando seu capuz para se proteger da neve. Lá perto, olhava para fora tentando identificar algo que possa considerar estranho ou causador da abertura da janela, além da própria força do vento, e, se caso não identificasse, iria fechar as janelas usando suas mãos.
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    Mensagem por Pikapool em Ter Maio 26, 2020 11:53 pm

    Limites são desculpas criadas por pessoas fracas que não estão disposta a lutar pelo que querem!
    - Estava apenas de passagem, mas como minha nova amiga procura por aventuras para seu livro irei ajuda-la. - Digo abraçando Leyka. - E como aqui possui um mistério a ser desvendado. Apenas irei unir o útil ao agradável. - Pondero por alguns instantes. - Então, sim. Agora estou aqui pelo contrato. - Sorrio para Lenna.

    Logo segui o taverneiro para os aposentos e ainda nas escada pudia sentir um vento gelado que fazia-me tremer. E não demorou para avistarmos a causa daquele frio. Assim que o taverneiro questionou aos sussurros aproximei-me insinuando:

    - Seria esse o motivo daquele grupo de aventureiros não retornarem com o clérigo para auxiliar Rochar? - Falei em voz baixa, mas em tom que minhas novas amigas e o taverneiro ouvissem. - Aposto que os quartos que o senhor alugou para eles, estão vazios... - Conclui com um sorriso malicioso.

    Não vendo aquilo com bons olhos, discretamente levo a mão a adaga. Caso algo surgisse pela janela e surpreendesse Lenna, eu daria cobertura para a mesma.
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    Mensagem por Raijecki em Qui Maio 28, 2020 1:25 pm

    A Maldição - VIII




    As três moças pareciam enfim travar uma breve aliança pela estimada recompensa daquele contrato em Vila Pinheiro, e logo seguiam o taberneiro ao segundo andar para poderem descansar e no dia seguinte seguirem viagem em direção a sua aventura. Ao chegarem no andar superior, notavam que algo havia acontecido ali, pois a janela estava aberta e também havia alguns sinais de portas arrombadas enquanto eles iam observando mais atentamente.

    Lenna era a primeira a se aproximar da janela a fins de tentar entender melhor o que tinha acontecido. Ela era acostumada com o frio, então não se importava muito com as gélidas baforadas que o vento jogava com certa violência contra a sua face. Ela então enxergava logo de cara que havia uma espécie de "corda" improvisada com lençóis atados uns nos outros e que iam dá janela até o chão lá embaixo.

    Lúthriel já ia ligando os pontos daqueles recentes acontecimentos com os supostos aventureiros que haviam sumido quando Rochar surgia diante de todos no salão principal anteriormente, e também sinalizando que era bem provável que os quartos dos mesmos teriam sido saqueados por eles.

    - Não, não pode... MALDITOS! - Gritava o taberneiro, agora sem se preocupar nem um pouco com o resto dos hóspedes. Diante daqueles comentários, talvez ficasse claro para Lenna que aqueles lençóis provavelmente eram das camas dos aventureiros de quem a elfa comentara, e os sinais de arrombamento dos cômodos que ela avistara quando se dirigia até a janela praticamente confirmavam aquilo.

    Ele então corria até o primeiro quarto perto e encontrava porta destrancada. Ele entrava sem nem mesmo pedir licença, e alguns segundos depois gritava mais uma vez:

    - MALDITOS! MALDITOS! Eles ataram os hóspedes e roubaram tudo! - Ele por fim constatava. Então alguns passos pesados eram ouvidos subindo as escadas, estes que logo revelavam uma mulher de meia idade, com os cabelos banhentos e avental sujo, além de estar segurando uma faca de cortar carne.

    Mulher do taberneiro:

    A maldição - O jogo - Página 2 80B63fa

    - Eles levaram nossa filha! Levaram a Nina! - Ela gritava para seu marido, o taberneiro, que logo surgia com um homem apoiado por seu ombro com uma cara de espanto. - Co-como assim mulher?! Mas ela estava... Não pode! - Ele então deixava o homem escorado ao pé da porta e partia junto de sua esposa ao andar de baixo, sem antes avisar que estava indo chamar a guarda da vila.

    - Por favor, cuidem das coisas aqui enquanto vamos chamar os guardas!





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    Mensagem por Pikapool em Sab Maio 30, 2020 4:14 am

    Limites são desculpas criadas por pessoas fracas que não estão disposta a lutar pelo que querem!
    O grupo de aventureiros terem feito a limpa na estalagem não chamava minha atenção. Apenas ria por alguém ter feito o trabalho antes. No entanto, as palavras daquela senhora geravam desconforto em meu ser. Minha expressão mudava quase de imediato.

    Assim que o taverneiro saiu, pensei em descer pela corda improvisada e tentar seguir o rastro daqueles biltres. Infelizmente, seria algo perigoso e se queria trazer a garota de volta, eu teria que ser prudente e talvez uma ajudinha caísse bem. De antemão já encarava as meninas com um olhar ardiloso.

    - Bem, garotas. Que tal irmos atrás desses patifes e trazermos a garota de volta? - Esboço um sorriso.
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    Mensagem por Nimaru Souske em Sab Maio 30, 2020 9:04 pm

    Logo ao reparar nos lençóis, Lenna fez questão de puxá-los e mostrar para os demais.

    - Parece que a elfa tem mesmo razão... Disse a todos, supondo que aquele grupo anterior realmente teria fugido do local pela janela.

    Enquanto recolhe os lençóis para ao menos devolvê-los ao taberneiro, que provavelmente havia tomado prejuízo suficiente aquela noite, a Madre escuta os gritos desesperados da mulher e se aproxima do casal.

    - Vocês conhecem algum desses delinquentes? Sabem se são daqui ou alguma informação útil para um possível resgate? Perguntava calma enquanto entregava os lençóis já dobrados para o homem.

    Vendo que o desespero havia acometido os dois cônjuges, Lenna kirch decidira apenas não interferir muito já que ambos pareciam decididos à irem até os guardas para pedir pelo resgate de sua filha. Ela, então, vira-se para a elfa e a responde com um tanto de cansaço na voz.

    - Permanecerei aqui no aguardo, por agradecimento pelos quartos que nos foram disponibilizados e honrando o pedido do taberneiro de não deixar a loja sem nenhum cuidado... Se quiserem ir, desejo-lhes boa sorte e que Tenebra as protejam. Por agora, vou liberar os hospedes presos e tentar descansar.

    Após acenar com a cabeça, Madre Lenna ruma até os quartos onde os hóspedes atados se encontram para tentar libertá-los e, após tudo realizado, iria buscar seu prometido e merecido descanso.
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    Mensagem por Raijecki em Seg Jun 01, 2020 10:41 pm

    A Maldição - IX




    A mulher do taberneiro respondia a Lenna que eles nunca tinham visto aqueles aventureiros - ela usava na verdade a palavras "malditos" -  antes e portanto não sabiam direito onde começar a procurar. Após os dois saírem e deixaram as três ali sozinhas com os hospedes amarrados e desacordados, Lúthriel as questionava se iriam atrás daquele grupo a fins de recuperar a pobre garota raptada, e Lenna e Leyka negavam aquilo, por mais que elas talvez também não concordassem com tudo aquilo, estavam cansadas e sonolentas demais para partir em uma busca implacável pela noite e então decidiam por ficar ali mesmo, ajudando os outros hospedes a se libertar e então enfim repousarem até o outro dia.

    - Acho melhor continuarmos amanhã... - Dizia Leyka. - Não conseguiríamos nada além de nossa própria morte neste estado mesmo.

    ***

    Na manhã seguinte, elas eram despertadas por um delicioso cheiro de café. O taberneiro e sua esposa estavam dando uma maior atenção á elas desde que tinham guardado a taberna quando os mesmos haviam saído em busca da guarda da vila. Eles então lhe explicavam que a guarda estava investigando o acontecido, mas que não tinham muitas esperanças de que fossem recuperar sua filha mais nova - a outra estava sã e salva junto de sua mãe na cozinha quando o ocorrido - e então ofereciam uma nova recompensa caso elas conseguissem traze-la de volta.

    - Estes malditos tem de pagar...  Eles se aproveitam de nossa situação e nos trazem desgraça! Nós iremos lhe pagar o que podemos caso salvem nossa filha! - Dizia a mulher do taberneiro. Já seu marido surgia no salão apoiando Rochar e o auxilando a se sentar em uma das mesas perto da fogueira. O homem parecia estar em melhores condições - graças a madre da noite - e era uma oportunidade para que fosse interrogado e também cobrado de vez por ter sido salvo.

    O dia jazia mais calmo e belo naquela manhã, e até alguns raios de sol poderiam ser vistos "quebrando" por entre as nuvens carregadas de cinza.





    Off: Vou deixar a personagem da @Nahna como NPC por enquanto, espero que ela de noticias e volte logo. Sobre a passagem de tempo, fiz isso pra acelerar um pouco, visto que ainda nem chegamos na vila das paradas sinistras, mas vocês podem fazer o que quiserem durante esses espaços de tempo, até ir atrás naquela noite mesmo @Pikapool, não se prendam aos meus posts, afinal e contas eu posso editá-los conforme suas e minhas necessidades.    





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    Mensagem por Pikapool em Qua Jun 03, 2020 4:02 am

    Limites são desculpas criadas por pessoas fracas que não estão disposta a lutar pelo que querem!
    Estava pronta para descer pela corda feita de lençóis quando a madre recolhia os mesmos. E infelizmente ouvi de minhas companheiras que ficariam. Eu sabia que realmente era perigoso e provavelmente estaria indo de encontro a morte, mas não podia deixar uma pobre garota acabar sendo molestada por um cretino covarde que consideraria-se seu dono só porque pode pagar por ela.

    Desci as escadas e fui até o lado de fora. Aquele vento gelado fazia-me tremer e pensar em desistir e prosseguir pela manhã jundo as minhas companheiras, mas ao mesmo tempo eu pensava que a jovem não só sofria com o frio, como também com um terror maior que nesse momento assombrava sua mente. Fui até debaixo daquela janela e tentei encontrar alguma pegada que indicasse a direção para onde os criminosos haviam seguido.
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    Mensagem por Nimaru Souske em Qua Jun 03, 2020 8:31 pm

    - Entendo... Não comentou muito diante da declaração da mulher de que não conhecia os criminosos, mas sabia que isso complicaria e muito toda aquela situação.

    Com pequenos movimentos de cabeça, enquanto ajudava os outros hospedes, Lenna concordava com as palavras de Leyka.

    Após oferecer ajuda a todos que foram enganados pelos aventureiros fugitivos, Kirch decidiu finalmente se dar um descanso.

    Ao acordar, Lenna segue seu ritual de sempre. Se levanta lentamente, permanece sentada a beira da cama durante alguns minutos orando para que o dia acabasse rápido e a noite surgisse sem demora. Se alongava um pouco e, nesse momento, sentira o cheiro da comida.

    Sua barriga chamava por aquilo.

    Após se vestir com suas roupas mais pesadas e colocar sua capa preta, Lenna Kirch seguiu o cheiro e foi até onde estava aquela comida. Chegando la, ficou sabendo da situação da filha raptada, algo que já sabia que seria complicado de se resolver, e ficou pensando em tudo isso até escutar sobre a recompensa.

    - Então pode considerar a sua filha salva... Lenna fala firme, olhando direto para o casal. - Tão logo que terminar minha refeição, vou começar as buscas... talvez com a ajuda das outras duas que pareciam interessadas de certo modo com o acontecido.

    Ao ver Rochar se juntando a eles no local, a Madre se ergue de sua mesa e em passos lentos vai até a mesa do homem.

    Senta-se.

    - Como está se sentindo? A frase podia parecer gentil, até era, mas seu tom de voz parecia nunca conseguir alcançar a mansidão.

    Estava séria.

    Off:


    Se quiser pode ir narrando a noite passada para @Pikapool e eu espero até amanhecer para continuar os assuntos e para que a Elfa também possa participar da cena.

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