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    Canção de Luna - Juno

    thendara_selune
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    Canção de Luna - Juno - Página 2 Empty Re: Canção de Luna - Juno

    Mensagem por thendara_selune em Sex Jul 10, 2020 1:48 pm

    @Alexyus escreveu:O velho sorriu, sentando-se na grama de frente para Juno e começando a discorrer animadamente:

    - A Tríade é um conjunto de forças cósmicas que trabalham de forma entrelaçada. As culturas humanas as retrataram de muitas formas, como as Parcas, mandalas, ciclos de existência, céu-terra-inferno, início-meio-fim. Elas não estão totalmente erradas, mas apenas arranham a profundidade da verdade. Nós, garous, conhecemos essas entidades de maneira muito mais pessoal.

    Ele passou a mostrar nos dedos:

    - A Wyld, a entidade da criação, gera inúmeras formas e ideias a partir da energia bruta de Gaia. Ela abarca todos conceitos imagináveis, dando-lhes substância, trazendo à existência todas as possibilidades. É um caos criativo hiperdinâmico e quase insano.

    Ele ergueu o segundo dedo:

    - A Weaver personifica a Ordem. Ela sempre organizou as criações da Wyld, dando-lhes formas definitivas e costurando-as no tecido da cosmo, ordenando o que vivenciamos como realidade consensual. Nem todas as criações da Wyld tinham serventia, muitas deveriam ser descartadas, mas em algum momento a Weaver discordou disso e tentou abraçar toda a criação em suas Teias do Padrão; claro que a velha aranha não conseguiria isso, e na tentativa, ela enlouqueceu.

    Ele ergueu o terceiro dedo de modo sinistro:

    - A Wyrm deveria ser o equilíbrio entre a Criação e a Ordem, trazendo a Entropia a tudo que não pudesse existir, destruindo o que a Weaver não conseguisse ordenar. Como um grande dragão roendo as raízes do mundo, ela deveria trazer a morte de todas as coisas para reiniciar o ciclo de Gaia. Mas a loucura da Weaver confundiu a Wyrm, e a própria Weaver aprisionou a Wyrm para que ela não pudesse mais destruir todas as coisas que a Teia do Padrão continha. Presa, a Wyrm também enlouqueceu e decidiu destruir toda a existência.

    Ele fechou os olhos com um suspiro, mas um momento depois os abriu de modo alarmante e assustador:

    - Durante milênios, os garous foram levados a combater a Wyrm para impedir a destruição de tudo, mas nossas ações apenas pioraram a guerra entre as três forças da Tríade. Os Filhos de Gaia buscaram uma forma de trazer a paz ao cosmo, mas poucos deles atingiram a compreensão da única solução...

    Ele falou em voz baixa, quase um sussurro, bem perto do rosto de Juno:

    - Só existe um meio de acabar com essa guerra. Para alcançar a Paz Eterna, precisamos destruir as Teias do Padrão e tudo que ela contém, deixar que a Wyrm consuma tudo que há na criação, para que enfim Gaia e todas as suas criaturas conheçam de novo o equilíbrio e a paz universal. A iminente morte dos garous, a autodestruição da humanidade, a inevitável vitória da Wyrm, tudo isso deve acontecer, criança. Compreende isso?

    Os olhos do ancião estavam arregalados, encarando detidamente o rosto de Juno.


    Ao se deixar levar pela voz de seu interlocutor, Juno sentia uma imensidão de sentimentos adentrando seu coração, tornando as palavras proferidas por ele em um conto animado em sua mente e ela podia sentir em cada canto de sua alma o desejo de sanar todos os males, de salvar quantos ela pudesse, a inocência ainda habitava seu corpo, por isso agarrava-se ao desejo de ser parte de algo maior e preencher seus próprios vazio. Ouvindo como o mundo começou e como as forças interligavam-se e chocavam-se em turbilhão caótico deixando sua espécie e os humanos em meio a algo nebuloso. Quando ele parou de falar, ela olhou para o chão por uns momentos um tanto perdida após ouvir tudo ao mesmo tempo em que seu coração batia em um ritmo desejoso por dias cheios de esperança para todos os seres.
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    Mensagem por Alexyus em Dom Jul 12, 2020 1:22 pm

    Juno nem notara a aproximação de Edgar e Valentine enquanto o velho falava.

    Os dois falaram de modo sério:

    - Do que você está falando, irmão? Essas palavras de derrota não são boas para ninguém. Quem é você?

    Um outro homem vinha por detrás deles, e falou num tom de autoridade, interpelando o velho:

    Ravi:
    Canção de Luna - Juno - Página 2 Img_5627

    - Você é um deles, não é? Um Arauto da Paz Eterna?

    O velho sorriu e respondeu:

    - Tudo que eu falei é verdade, ancião! Você deveria saber disso!

    Ravi disse aos que estavam à volta:

    - Tragam ele!

    Edgar, Valentine, e muitos dos filhos de Gaia que Juno encontrara antes se uniram e agarraram o Arauto da Paz Eterna. Ravi conduziu o grupo para um ponto fechado da floresta que margeava o parque. Lá, eles formaram um círculo ao redor do velho.

    - O que você prega é suicídio coletivo e rendição diante do maior inimigo de Gaia, Arauto. Sua loucura niilista é intolerável. Sua tentativa de corromper os mais jovens é desprezível. Você deve morrer, e seu nome será para sempre apagado dos registros dos servos de Gaia!

    A um sinal de Ravi, todos ao redor mudaram para a forma crinos e avançaram contra o velho, despedaçando-o em questão de segundos.

    Após a matança, Valentine deu atenção a Juno:

    - Você está bem, Juno?

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    Mensagem por thendara_selune em Seg Jul 13, 2020 1:35 pm

    @Alexyus escreveu:Juno nem notara a  aproximação de Edgar e Valentine enquanto o velho falava.

    Os dois falaram de modo sério:

    - Do que você está falando, irmão? Essas palavras de derrota não são boas para ninguém. Quem é você?

    Um outro homem vinha por detrás deles, e falou num tom de autoridade, interpelando o velho:

    Ravi:
    Canção de Luna - Juno - Página 2 Img_5627

    - Você é um deles, não é? Um Arauto da Paz Eterna?

    O velho sorriu e respondeu:

    - Tudo que eu falei é verdade, ancião! Você deveria saber disso!

    Ravi disse aos que estavam à volta:

    - Tragam ele!

    Edgar, Valentine, e muitos dos filhos de Gaia que Juno encontrara antes se uniram e agarraram o Arauto da Paz Eterna. Ravi conduziu o grupo para um ponto fechado da floresta que margeava o parque. Lá, eles formaram um círculo ao redor do velho.

    - O que você prega é suicídio coletivo e rendição diante do maior inimigo de Gaia, Arauto. Sua loucura niilista é intolerável. Sua tentativa de corromper os mais jovens é desprezível. Você deve morrer, e seu nome será para sempre apagado dos registros dos servos de Gaia!

    A um sinal de Ravi, todos ao redor mudaram para a forma crinos e avançaram contra o velho, despedaçando-o em questão de segundos.

    Após a matança, Valentine deu atenção a Juno:

    - Você está bem, Juno?


    Juno não teve tempo de intervir em nada, jamais imaginaria tal coisa vinda da sua tribo, o sentimento de pavor fundia-se a tristeza imensa e por segundos deu lugar à raiva ao ver a cena grotesca, mas sua racionalidade rangeu silenciosamente segurando-lhe a língua e as garras. A voz de Valentine era um eco distante enquanto Juno tinha a mente perdida em um turbilhão de perguntas pensando no terrível pecado que velho cometeu?! Mas, que pecado foi esse aos olhos dos seus iguais que acabou o enviando a uma morte violenta?! A cena repetiu-se várias vezes, o fazendo dar alguns passos para trás, como se o ar fosse arrancando de seus pulmões e seu corpo clama-se para que se afasta-se dali. Aquela sensação que  ia e vinha parecia muito com a da primeira mudança. As palavras do velho viraram um grunhido tenebroso, as imagens brevemente formadas viraram memórias proibidas e agora ela imaginava que não existe paz completa nem mesmo em meio a sua tribo!
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    Mensagem por Alexyus em Seg Ago 03, 2020 8:35 pm

    Valentine e Edgar perceberam que Juno tinha ficado abalada e foram até ela, abraçando-a de modo confortador.

    - Calma, Canção, calma! Está tudo bem agora....

    O garou chamado Ravi aproximou-se dela, com uma expressão serena.

    - Você é Juno Canção-de-Gaia, correto? Acredito que nunca tenha encontrado alguém como aquele velho. Ele é de uma antiga corrente que surgiu entre nossa tribo, que se autodenominava Arautos da Paz Eterna. Eles tinham uma visão distorcida dos conceitos de paz e união que defendemos; o ideal deles era desistir de lutar em defesa de Gaia e entregar tudo para a Wyrm, como um suicídio cósmico. Isso é uma heresia, Juno, e pode contaminar toda a crença que nos mantém fortes em defesa da nossa Mãe. A maioria dos que pensavam como ele foram exterminados, mas às vezes algum garou aparece contaminado com essas ideias. O que fizemos foi a máxima demonstração de misericórdia que se pode demonstrar por seres assim.

    Ravi, Edgar e Valentine fizeram o melhor para acalmar Juno, o que levou bastante tempo.

    Mais tarde, naquele mesmo lugar, começou a Assembleia dos Filhos de Gaia. Muitos dos que ela encontrara durante o dia estavam lá, bem como muitos outros que ela não conhecera ainda. Houve um belo Uivo de Abertura, um theurge fez a invocação dos espíritos, e a Quebra do osso teve início, etapa em que se discutiam assuntos importantes.

    Enquanto os postos mais altos discutiam questões que Juno mal entendia, os mais jovens compartilhavam chás e incensos especiais, buscando elevar seus estado de consciência. Apesar de Juno poder escolher aceitar ou não as bebidas e fumaças oferecidos, não havia muito como evitar as nuvens odoríferas que se espalhavam na clareira da floresta.

    A visão de Juno turvou-se ligeiramente, ela sentiu uma leve vertigem, e sua mente pesou com uma sensação de dormência aconchegante. Logo, ela não estava mais ciente de seus arredores, imersa numa escuridão sonhadora.

    Juno viu a escuridão iluminar-se repentinamente com um pássaro de fogo sobrevoando sobre ela. Abaixo dele, Juno notou uma matilha de lobos correndo sobre as asas flamejantes. Eles eram pouco mais que sombras em movimento, mas Juno conseguiu divisar que um dos lobos se tratava dela própria.

    E então, a visão se foi e ela despertou na clareira da assembleia, cercada pelos garus de sua tribo.

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    Mensagem por thendara_selune em Qua Ago 12, 2020 2:31 pm

    @Alexyus escreveu:Valentine e Edgar perceberam que Juno tinha ficado abalada e foram até ela, abraçando-a de modo confortador.

    - Calma, Canção, calma! Está tudo bem agora....

    O garou chamado Ravi aproximou-se dela, com uma expressão serena.

    - Você é Juno Canção-de-Gaia, correto? Acredito que nunca tenha encontrado alguém como aquele velho. Ele é de uma antiga corrente que surgiu entre nossa tribo, que se autodenominava Arautos da Paz Eterna. Eles tinham uma visão distorcida dos conceitos de paz e união que defendemos; o ideal deles era desistir de lutar em defesa de Gaia e entregar tudo para a Wyrm, como um suicídio cósmico. Isso é uma heresia, Juno, e pode contaminar toda a crença que nos mantém fortes em defesa da nossa Mãe. A maioria dos que pensavam como ele foram exterminados, mas às vezes algum garou aparece contaminado com essas ideias. O que fizemos foi a máxima demonstração de misericórdia que se pode demonstrar por seres assim.

    Ravi, Edgar e Valentine fizeram o melhor para acalmar Juno, o que levou bastante tempo.

    Mais tarde, naquele mesmo lugar, começou a Assembleia dos Filhos de Gaia. Muitos dos que ela encontrara durante o dia estavam lá, bem como muitos outros que ela não conhecera ainda. Houve um belo Uivo de Abertura, um theurge fez a invocação dos espíritos, e a Quebra do osso teve início, etapa em que se discutiam assuntos importantes.

    Enquanto os postos mais altos discutiam questões que Juno mal entendia, os mais jovens compartilhavam chás e incensos especiais, buscando elevar seus estado de consciência. Apesar de Juno poder escolher aceitar ou não as bebidas e fumaças oferecidos, não havia muito como evitar as nuvens odoríferas que se espalhavam na clareira da floresta.

    A visão de Juno turvou-se ligeiramente, ela sentiu uma leve vertigem, e sua mente pesou com uma sensação de dormência aconchegante. Logo, ela não estava mais ciente de seus arredores, imersa numa escuridão sonhadora.

    Juno viu a escuridão iluminar-se repentinamente com um pássaro de fogo sobrevoando sobre ela. Abaixo dele, Juno notou uma matilha de lobos correndo sobre as asas flamejantes. Eles eram pouco mais que sombras em movimento, mas Juno conseguiu divisar que um dos lobos se tratava dela própria.

    E então, a visão se foi e ela despertou na clareira da assembleia, cercada pelos garus de sua tribo.






    Juno não concordava como as coisas ocorreram, era bem evidente, mas preferiu silenciar sua mente, seguindo apenas os pedidos de manter-se calma. Quando a Assembleia começou observou tudo atentamente, compreendia que conhecer os seus iguais significava entender o comportamento deles profundamente e depois do último acontecimento ela sabia que deveria aprender cada vez mais sobre sua tribo.
    Em meio ao ambiente que estava deixou-se levar. Segundos depois aceitava beber o que era lhe ofertado e desejava assim purificar o seu espírito elevando-o acima do que sentia sobre o mundo Garou.
    A visão que se seguiu adentrou sua mente sem pedir permissão, incitando-lhe sensações que não podem ser descritas facialmente.  A escuridão mental foi iluminada por uma visão que ela não sabia decifrar e aquele pássaro de fogo sobrevoando sobre ela juntamente com a visão dela entre os lobos a deixou agitada.
    Quando ela despertou na clareira após a assembleia, cercada pelos garous de sua tribo o seu coração parecia sair pela boca e seus olhos buscavam um rosto familiar para poder contar sobre a visão.


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    Mensagem por Alexyus em Dom Ago 16, 2020 7:22 pm

    Juno podia contar sua visão para Edgar, Valentine ou o próprio Ravi.

    A qualquer momento que ela mencionasse, uma mulher atrás dela interrompe a conversa, dizendo:

    - Perdão pela interrupção, irmã! Eu me chamo Megumi Sato, meu nome garou é Testemunha-das-Estrelas. Sou uma theurge portadora de posto 4 . Os grandes espíritos de Gaia me disseram para procurar os lobos iluminados pelo Pássaro de Fogo. Acredito que você seja um deles.
    Testemunha-das-Estrelas:
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    Mensagem por thendara_selune em Sex Set 04, 2020 9:44 pm

    @Alexyus escreveu:Juno podia contar sua visão para Edgar, Valentine ou o próprio Ravi.

    A qualquer momento que ela mencionasse, uma mulher atrás dela interrompe a conversa, dizendo:

    - Perdão pela interrupção, irmã! Eu me chamo Megumi Sato, meu nome garou é Testemunha-das-Estrelas. Sou uma theurge portadora de posto 4 . Os grandes espíritos de Gaia me disseram para procurar os lobos iluminados pelo Pássaro de Fogo. Acredito que você seja um deles.
    Testemunha-das-Estrelas:
    Canção de Luna - Juno - Página 2 Testem10


    A irmã de tribo que surgiu ali a deixou surpresa e ao ouvir as palavras da outra, o coração de Juno fica acelerado, porque algo dessa natureza seria interligado a ela que acaba de nascer para o mundo além do véu?
    Ela relata detalhadamente sua visão pra todos ali, não tem porque esconder, e é notório que fica emocionada com aquilo e ao mesmo tempo tenta buscar dentro de si os motivos que a levariam a ter tal visão.
     
    -Eu não entendo...Por que eu teria uma visão dessas?-
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    Mensagem por Alexyus em Sab Set 05, 2020 1:48 pm

    Juno escreveu:-Eu não entendo...Por que eu teria uma visão dessas?-

    Edgard e Valentine procuraram confortar Juno com abraços carinhosos, mas Megumi continuou falando:

    - Nós não escolhemos nossos destinos, minha jovem. Em vez disso, somos escolhidos. Mas é verdade que mesmo eu ainda não entendo completamente o significado dessa visão. Alguns outros garous viram o mesmo em sonhos. Por todo o mundo, alguns garous jovens parecem estar sendo escolhidos para vivenciar o que parece ser um chamado do Pássaro de Fogo, um espírito que até então não conhecíamos. Ele parece ser da ninhada do Falcão ou da Fênix, mas é bem diferente deles. Há pouco tempo, guiada por visões, eu e outros garous criamos um pequeno caern nos arredores de Vancouver, e o Pássaro de Fogo tornou-se o totem dele. Seguindo os sinais que ele dá, eu tenho viajado procurando os garous que ele convoca.

    Ela se levantou e se aproximou de Juno.

    - Está disposta a ouvir esse chamado e vir comigo ao caern do Pássaro de Fogo?

    Antes que Juno respondesse, Valentine falou de modo terno:

    - Se você quiser ir, Juno, vá. Eu e Edgard não recebemos essa convocação, mas sempre que precisar estaremos dispostos a te ajudar...

    Ravi acrescentou, lá de onde estava, com uma expressão séria:

    - E evidentemente que toda a tribo dos Filhos de Gaia observará com muita atenção e cuidado essa nova...seita...
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    Mensagem por thendara_selune em Seg Set 07, 2020 9:30 am

    @Alexyus escreveu:
    Juno escreveu:-Eu não entendo...Por que eu teria uma visão dessas?-

    Edgard e Valentine procuraram confortar Juno com abraços carinhosos, mas Megumi continuou falando:

    - Nós não escolhemos nossos destinos, minha jovem. Em vez disso, somos escolhidos. Mas é verdade que mesmo eu ainda não entendo completamente o significado dessa visão. Alguns outros garous viram o mesmo em sonhos. Por todo o mundo, alguns garous jovens parecem estar sendo escolhidos para vivenciar o que parece ser um chamado do Pássaro de Fogo, um espírito que até então não conhecíamos. Ele parece ser da ninhada do Falcão ou da Fênix, mas é bem diferente deles. Há pouco tempo, guiada por visões, eu e outros garous criamos um pequeno caern nos arredores de Vancouver, e o Pássaro de Fogo tornou-se o totem dele. Seguindo os sinais que ele dá, eu tenho viajado procurando os garous que ele convoca.

    Ela se levantou e se aproximou de Juno.

    - Está disposta a ouvir esse chamado e vir comigo ao caern do Pássaro de Fogo?

    Antes que Juno respondesse, Valentine falou de modo terno:

    - Se você quiser ir, Juno, vá. Eu e Edgard não recebemos essa convocação, mas sempre que precisar estaremos dispostos a te ajudar...

    Ravi acrescentou, lá de onde estava, com uma expressão séria:

    - E evidentemente que toda a tribo dos Filhos de Gaia observará com muita atenção e cuidado essa nova...seita...



    Juno escutou tudo e cada palavra chegava em  coração e sua mente embora confusa com tudo que ouvia não conseguia interferir no desejo de seu jovem espírito em lutar por Gaia
    Ela olhou os dois Garous que a acolheram como irmãos mais velhos, as palavras deles ficariam gravadas em seu coração.  Seu coração apertou, pois imaginava que estaria sempre com eles e os seus olhos ficaram cheios de lágrimas no momento que os abraçou com força. Naquele momento a sua voz embargada era apenas um fio de vento quente no verão.

    -Eu os amo muito meus irmãos, agradeço imensamente por terem cuidado tão bem de mim e agora mesmo com o coração apertado aceitarei o chamado e farei o melhor por Gaia.

    Ela olha Megumi e responde com todo o coração:

    -Estou pronta irmã e irei com você!
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    Mensagem por Alexyus em Seg Set 07, 2020 11:18 am

    Edgar e Valentine abraçaram Juno na despedida, e ela falou no ouvido dela num murmúrio quase inaudível:

    - Fique atenta, ela não é da nossa tribo, é uma portadora da luz interior. Sabe como nos chamar se precisar de ajuda.

    Com a anuência de Juno, tudo se resolveu rapidamente. Ravi e os outros Filhos de Gaia concordaram na partida de Juno acompanhando Testemunha-das-Estrelas. A Assembleia continuou, e Megumi esperou pacientemente, mas seu olhar estava sempre sob Juno. Os Contos e Histórias foram relatados por muitos irmãos de tribo, e o Festim terminou em uma sessão de meditação e preces pela paz e harmonia.

    Pouco antes do amanhecer, Megumi e Juno foram encaminhas à presença de um velho de cabelos grisalhos que fumava um cachimbo. Ele era o Vigia do Portão, responsável pela Ponte da Lua. Megumi explicou que a Ponte da Lua não iria levá-las diretamente ao caern do Pássaro de Fogo e seria preciso fazer escalas em alguns caerns antes de chegarem ao seu destino final.

    O Vigia do Portão abriu a Ponte da Lua para elas, e as duas começaram a jornada.

    Canção-de-Gaia nunca tinha viajado por Ponte da Lua. O caminho era uma trilha prateada que parecia cruzar os céus noturnos ou algum lugar no espaço sideral, mas se forçasse a visão, Juno podia ver a paisagem umbral abaixo, uma sensação parecida com espiar pela película. Mas Testemunha-das-Estrelas a advertiu para não se deixar distrair:

    - Preste atenção na Ponte da Lua, Canção-de-Gaia. É muito fácil perder a trilha, e isso a faria cair em qualquer lugar dos mundos espirituais. Seria muito mais difícil achá-la se isso acontecesse.

    A primeira parada foi em Chicago, um caern no Millenium Park. Essa seita era dominada pelos Presas de Prata e, ao contrário dos informais roedores de ossos de NY, os anciãos desse caern eram bastante pomposos e cheios de si. Megumi manteve a postura respeitosa, e até concordou em fazer alguns rituais como "pagamento" pelo uso da Ponte da Lua. Mais um dia se passou até que elas pudessem partir.

    Sua próxima escala era em Los Angeles, num caern multitribal, mas que parecia estar cheio de andarilhos e fiannas. Os anciãos locais convidaram Megumi para uma missão rápida, e Juno foi deixada na companhia de uma Parente que insistia em ser chamada de Marilyn Monroe, vestindo-se e agindo como ela. A cosplay da estrela de cinema entreteve Juno levando-a num passeio pelos estúdios de Holywood, onde realmente se via de tudo. Mas antes que Juno pudesse ver tudo, Megumi reapareceu. Após ter resolvido a missão com os anciãos, elas seguiram viagem, desta vez para Vancouver.

    O caern em que elas chegaram não ficava na cidade de Vancouver, mas nas montanhas ao redor dela. Mesmo assim, tinha uma visão panorâmica da área urbana. Megumi explicou que essa seita, a Seita do Grande Urso Pardo, tinha cedido muitos garous dela para o Ritual de Criação do Caern, mas todos tinham morrido para alcançar sucesso no ritual. Apesar disso, a portadora da luz foi bem recebida. Aquela seita era multitribal, e embora os Presas de Prata parecessem ser os mediadores, havia uma animosidade entre os Wendigos/Uktenas e algumas outras tribos. Megumi permaneceu com Juno durante todo o dia seguinte, e então usaram a Ponte da Lua para finalmente chegar ao Caern do Pássaro de Fogo.



    CONTINUA EM: https://www.novaerarpg.com/t6055-caern-do-passaro-de-fogo#216816
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    Mensagem por thendara_selune em Dom Set 13, 2020 10:47 pm

    @Alexyus escreveu:Edgar e Valentine abraçaram Juno na despedida, e ela falou no ouvido dela num murmúrio quase inaudível:

    - Fique atenta, ela não é da nossa tribo, é uma portadora da luz interior. Sabe como nos chamar se precisar de ajuda.

    Com a anuência de Juno, tudo se resolveu rapidamente. Ravi e os outros Filhos de Gaia concordaram na partida de Juno acompanhando Testemunha-das-Estrelas. A Assembleia continuou, e Megumi esperou pacientemente, mas seu olhar estava sempre sob Juno. Os Contos e Histórias foram relatados por muitos irmãos de tribo, e o Festim terminou em uma sessão de meditação e preces pela paz e harmonia.

    Pouco antes do amanhecer, Megumi e Juno foram encaminhas à presença de um velho de cabelos grisalhos que fumava um cachimbo. Ele era o Vigia do Portão, responsável pela Ponte da Lua. Megumi explicou que a Ponte da Lua não iria levá-las diretamente ao caern do Pássaro de Fogo e seria preciso fazer escalas em alguns caerns antes de chegarem ao seu destino final.

    O Vigia do Portão abriu a Ponte da Lua para elas, e as duas começaram a jornada.

    Canção-de-Gaia nunca tinha viajado por Ponte da Lua. O caminho era uma trilha prateada que parecia cruzar os céus noturnos ou algum lugar no espaço sideral, mas se forçasse a visão, Juno podia ver a paisagem umbral abaixo, uma sensação parecida com espiar pela película. Mas Testemunha-das-Estrelas a advertiu para não se deixar distrair:

    - Preste atenção na Ponte da Lua, Canção-de-Gaia. É muito fácil perder a trilha, e isso a faria cair em qualquer lugar dos mundos espirituais. Seria muito mais difícil achá-la se isso acontecesse.

    A primeira parada foi em Chicago, um caern no Millenium Park. Essa seita era dominada pelos Presas de Prata e, ao contrário dos informais roedores de ossos de NY, os anciãos desse caern eram bastante pomposos e cheios de si. Megumi manteve a postura respeitosa, e até concordou em fazer alguns rituais como "pagamento" pelo uso da Ponte da Lua. Mais um dia se passou até que elas pudessem partir.

    Sua próxima escala era em Los Angeles, num caern multitribal, mas que parecia estar cheio de andarilhos e fiannas. Os anciãos locais convidaram Megumi para uma missão rápida, e Juno foi deixada na companhia de uma Parente que insistia em ser chamada de Marilyn Monroe, vestindo-se e agindo como ela. A cosplay da estrela de cinema entreteve Juno levando-a num passeio pelos estúdios de Holywood, onde realmente se via de tudo. Mas antes que Juno pudesse ver tudo, Megumi reapareceu. Após ter resolvido a missão com os anciãos, elas seguiram viagem, desta vez para Vancouver.

    O caern em que elas chegaram não ficava na cidade de Vancouver, mas nas montanhas ao redor dela. Mesmo assim, tinha uma visão panorâmica da área urbana. Megumi explicou que essa seita, a Seita do Grande Urso Pardo, tinha cedido muitos garous dela para o Ritual de Criação do Caern, mas todos tinham morrido para alcançar sucesso no ritual. Apesar disso, a portadora da luz foi bem recebida. Aquela seita era multitribal, e embora os Presas de Prata parecessem ser os mediadores, havia uma animosidade entre os Wendigos/Uktenas e algumas outras tribos. Megumi permaneceu com Juno durante todo o dia seguinte, e então usaram a Ponte da Lua para finalmente chegar ao Caern do Pássaro de Fogo.



    CONTINUA EM: https://www.novaerarpg.com/t6055-caern-do-passaro-de-fogo#216816



    Para Juno a vida tornava-se uma viagem rápida para um mundo diferente dos demais seres humanos que podiam desfrutar de dias tranquilos, continuar navegando em águas aparentemente calmas e sem que jamais sonhassem que um véu antigo separava o mundo deles do mundo dos que nasceram sob as bênçãos de Gaia
    A viagem toda era vista como um transcender místico pra ela, que nunca sonhara que a ponte da lua era daquela maneira, sentiu o corpo inteiro arrepiado, como aquele lugar poderia existir ou como os seres de sua espécie desbravavam tantos caminhos e será que um dia ela poderia fazer o mesmo sem ajuda de outros garous?



    A companhia daquela parente foi uma surpresa agradável pra Juno. Ela aproveitou os momentos com a parente que estava sendo tão receptiva e olhava os outros jovens com nostalgia pois sua espécie tinha vida curta...será que nesse lugar para onde seria levada por Megumi seu destino seria selado para levar-lhe ao paraíso ou padeceria muito antes mesmo de amar um cara de verdade!?

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