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    Enseada Esmeralda- Território

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    Enseada Esmeralda- Território - Página 4 Empty Re: Enseada Esmeralda- Território

    Mensagem por Ankou Dom Abr 24, 2022 5:13 am

    Ele meneia a cabeça em positivo e lança um olhar cúmplice, era bom ter alguém com quem tinha certeza que podia contar, ele se recosta de forma mais desleixada na pedra, traz ela um pouquinho pra mais perto.

    Ele ri quando ela fala de Asia - Sem chance, festas assim me deixam meio… Paranoico. - ela tenta falar aquilo da forma mais suave que pode, mas nem tinha como, a cabeça por um instante volta pro dia do festival com Tuya, era a última festa que havia ido, na rua, exposto, a sensação desconfortável de estar sozinho até estar com ela, era melhor agora com a alcateia, mas a coisa teimava em nunca ir embora. - Amy? - ele ri, gargalha de verdade. - Não… Teve uma vez que a gente caçou junto, Asia tava também, a nossa alcateia toda na época, elas caçando nuas, eu quis imitar, achando que eram um exemplo e talecoisa, eu ficava olhando pra Amy pra não ficar de pau duro com a Asia. - ele ri mais forte ainda da barriga doer, zero pudor - Tem um monte de coisas que eu gosto na Amy, um monte de coisa que eu odeio, mas nunca clicou saca? Mas é engraçado eu continuo caçando pelado até hoje, pelo menos do outro lado, estado de pureza, liberdade, verdade, coisas que eu só fui compreender depois, muito depois. - aquilo trazia algum sentimento alienígena de paz que humano nenhum era capaz de compreender junto de uma sensação de dever cumprido.

    - A primeira noite que a gente ficou junto eu banquei tudo, não é como se eu tivesse grana pra fazer muito mais que isso, não é como se eu tivesse tempo pra escolher um presente, mas tá certa, eu devia. - ele sente que de alguma forma havia vacilado com ela, por outro lado eles aproveitavam cada momento que podiam juntos, ele fica calado por mais tempo e tudo que vem dele é saudade, incômodo real de não fazer ideia de onde ela está, ele se balança por dentro jogando aquela sensação de lado, mas não toca mais no assunto.

    - Eu não sei Sam, não sei como vai dar certo, mas você tá certa a gente precisa conversar. - ele fica claramente incomodado com o assunto e prefere que a conversa tome outro rumo…



    As palavras de Sam nem de perto são o bastante pra aplacar o desgosto de Connor. - Se é isso ele devia crescer… Coisas mudam, territórios também, um dia você perde, outro você ganha, uma dia toma de volta, não existe porto seguro fora da alcateia e é o único porto seguro que você vai achar, machucar ele aquele dia é atrasar a alcateia, me prejudicar, te prejudicar, foi por isso que ele não saiu carregado de lá aos pedaços, é por isso que eu to ficando longe agora - ele para pensativo, mas ainda bufando de raiva - e por causa das crianças e do Adagmos, não é hora pra isso, mas essa conta vai ser paga. - e com sangue, não era menor do que isso, mas o coração dele se acalma um pouco - Mas ainda tem tempo pra ele se redimir, ele pode passar a bola pra Chloe ou pra Skye pela duração da cruzada, eu não me importo - aquilo parecia aplacar um pouco a fúria e desgosto dele - Ele continuaria sendo o maior na ausência de nós três, mas com mais respeito próprio e pela alcateia. - Ainda assim ele respira fundo e insatisfeito. - Axel parece uma criança birrenta, só mudou uma marca de prata no peito cavada por ele mesmo, talvez eu não devesse ter voltado a correr sob o crivo dele. - o sentimento era real, bem longe de ser da boca pra fora.

    A cabeça dele se aninha no pescoço dela, ele respira fundo, a barba sem fazer por uns dias espeta toda pele que toca, ele gosta do cheiro dela, gosta mais do que devia, no momento seguinte ele se deita sobre a pedra trazendo o corpo de Sam junto, mais confortável naquele lugar impossível.

    Ele sente todos aqueles sentimentos vindo dela, sentimentos terríveis de se ter, sentimentos que ele já tinha passado, ele não fala nada, so pressiona um pouco mais a cabeça dela contra o peito, a mão passando pelos cabelos fazendo cafuné, ele deixa ela chorar o quanto precisasse, algumas vezes a garganta dele próprio ficava embargada e ele nem mesmo sabia o motivo, não até ela dizer.

    Não precisava ser um gênio, ela toda animada pra ir a High Cup Gill, as crianças nascidas prematuras, ela uratha, ele sabia o que acontecia com crianças e o Gauru num mesmo corpo.

    - Não, não matou não. - A tristeza dele é imensa, mesmo que não chegasse a uma fração da dela, a convicção no entanto era extraordinária, mesmo que o tom permanecesse fúnebre. - Mas você pode me contar o que matou. - ele sabia que dificilmente ele seria capaz de encostar um dedo no velho, e tinha plena certeza que Sam não seria capaz de encostar um dedo nele próprio, nenhuma primeira mudança mataria um uratha experiente, nem nas piores circunstâncias, mas alguma coisa tinha matado, ele sabia que ele estava morto bem antes de Sam dizer, nenhum uratha na Inglaterra devia ter escapado daquela notícia.

    Ele permanece calado sem julgamento ou acusação, ele levanta o rosto dela levemente e enxuga as lágrimas com os dedões, as mãos macias e grandes demais, cada uma cobrindo uma lado inteiro da cabeça de Sam.

    Connor Mcleary
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    Mensagem por Bastet Dom Abr 24, 2022 6:50 pm




    - Ah, fala sério! – Sam não acreditou naquilo – Amy não faz exatamente meu tipo, mas ela é bem boa um sorriso e uma ajeitada no corpo, lembrando de algo, mas não falou sobre – Você caça pelado pra se exibir – brincou, mas assentiu, ela conseguia sentir como ele se sentia em relação àquilo e, mesmo que não tivesse experimentado a sensação de caçar sem roupa, ele parecia gostar muito.

    Ao falarem de Tuya, Sam negou. Ele tinha entendido tudo errado. – Não é sobre dinheiro... É só algo pra ela lembrar – fez um carinho nele, querendo confortar o Rahu saudoso – Em horas que a saudade invade assim, sabe? – Sam tinha um pássaro de metal retorcido, que Anne tinha feito há muito tempo atrás, se exibindo enquanto contavam a história dos lobos primordiais. Aquele dia tinha sido tão gostoso, ter uma lembrança dele trazia conforto.

    Assentiu sobre eles precisarem de conversar, mas deixou o assunto morrer... Não queria tornar aquela noite em algo ruim.

    ---

    Ouviu sobre o território mudar, ser refeito e sobre a conta que precisava ser paga. Assentiu – Não é todo mundo que se adapta fácil como vocês, Connor. Mas você tá certo, a conta precisa ser paga, mas não agora. Agora nós precisamos nos fortalecer, não nos prejudicar. - No fim, negou – Ele não é criança, eu sei que está chateado, decepcionado e descrente nele, mas ele foi um bom alfa. Nos manteve seguros quando a alcateia tava desmoronando. A questão é que nem todo mundo é bom em situações de paz e de guerra. É por isso que a lua nos deu augúrios diferentes... Concordo que seria bom o posto estar com um de vocês lá... Eu não sei se ele me ouviria depois da treta de vocês lá, mas posso tentar falar com ele...

    ---

    Samantha chorou por mais tempo que tinha chorado desde que voltou naquela maldita cidade. Detestava se sentir vulnerável daquela forma, mas sentia que estava segura ali, com o amigo. Só quando o soluço parou que conseguiu falar... E negou com a cabeça quando Connor falou aquilo. O rosto vermelho entre as mãos dele.

    - Fui eu... Desde o começo, fui eu – se ajeitou, pra poder se sentar direito, não querendo contar sobre aquele dia olhando nos olhos de Connor – A força não era minha, mas eu causei tudo. Lembra que te falei do sítio? Da merda com William e Aponi? Eles tavam mexendo com algo que eu não sabia o que era... Um fogo verde, podre... Doente. Eu pensei que ele tava machucando a Aponi e... Bem, eu ataquei ele. Mordi. Fodi meu maxilar todo quando ele se transformou... Mas a questão não é essa.  Um pedaço dessa coisa... O Fogo verde... entrou em mim na época... E acho que foi isso que causou minha transformação. Não os bebês. O pessoal de High Cup Hill salvou os bebês e eu matei ele com prata... A faca que usaram pra tirar os bebês de mim... – a voz ficou chorosa de novo. Precisou respirar fundo pra continuar.

    - Eu não... Eu não lembro. Tive visões estranhas... Só acordei com a carne dele na minha boca... E eu queria mais.

    Silêncio.

    - Gurim-Ur... Um objeto com um pedaço dela era o que Aponi e William tava usando no dia do Sítio. Se eu fosse um pouco menos intrometida... Se não tivesse procurado nosso Avô... Tudo o que eu toco morre ou apodrece.


    Samantha Doiley
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    Mensagem por Ankou Dom Abr 24, 2022 9:45 pm


    - Aquele montes de piercings, pode ser que ela mame gostoso. - sorriso malicioso é tudo que vem do rosto dele, ainda assim ele não se sente nada interessado nela - Algumas vezes. - ele responde, com soberba na voz, mas não é verdade, o coração dele diz que não é.

    - É eu sei, mas tem que ser algo legal, não uma chapinha de refrigerante. - ele comenta como se quisesse dar algo bom pra mulher, algo digno. Ele meneia em positivo e a saudade parece apertar ainda mais, a sufocar no peito.



    - Não é questão de se adaptar, nem das faces da lua, é como a vida é, cinco meses atrás ele sabia onde eu estava, sabia o que eu estava fazendo e porque, a gente já tinha combinado tudo, tempo de sobra pra ele organizar as coisas, fechar bons tratos sem precisar de mim, ele não sabe pra onde tá correndo Sam, ele só se encolhe, ele tinha os números pra assegurar o território desde Skye, Joe e Chloe, os espíritos todos do território a essa altura já deviam estarem amarrados em acordos Sam, ele é um Elodoth é o trabalho dele, refazer os tratos menores com a corte do vento e Prata-No-Loci é a primeira coisa que ele devia ter feito, não esperar um lua cheia chegar pra dizer o que fazer, se no final sou eu que estou dando as cartas ele tá fazendo oque? - já não tinha nem mais raiva, só indignação, a coisa toda muito mais profunda do que uma arbitrariedade dele em relação a Chloe.



    - A lua te deu uma segunda chance, deu uma chance às crianças - ele diz convicto, até agraciado como se testemunhasse um milagre, uma sensação que virava 180 da tristeza rapidamente - Se a força não era sua, não foi você, para de se culpar por ter sido usada de receptáculo por uma criatura que está aí desde que o mundo existe, os primordiais são deuses, Gurim não é diferente dos outros, o resultado não seria diferentes com nenhum outro sangue do lobo no seu lugar - ele para pensativo, um sorriso que transmitia uma certa paz nos lábios, sem mostrar os dentes, singelo. - O que te dói não é a morte dele, é de não ter tido tempo de conhecer ele, ele era um Caça nas Trevas, provavelmente o mais velho do país, talvez até do continente, você quer conhecer ele, seja como ele - O olhar dele é intenso agora. - Você é uma Meninna Sam, só não teve tempo de vestir a camisa ainda, eu sei isso, assim como Trovão sabia que eu era um Farsil Luhal, tu sempre se questionando sobre o juramento, sempre questionando sobre o juramento. - ele sorri e olha pra ela com uma certa satisfação, aquilo o agradava de certo. - Defendendo seu alfa mesmo quando ele só faz bosta - ele revira os olhos por um instante -  Pelo menos metade daqueles lobos lá provavelmente são descendentes dele, você vai ter muito tempo pra conhecer ele de verdade e pra descobrir que eu to longe de ser a última pessoa que tem alguma ligação sanguínea contigo. - No fim Connor parece em paz, ele transmite paz, uma mão alcançando o rosto e os cabelos de Sam lhe dando um afago, no fim a lua tinha poupado suas crianças, e ele nem mesmo sabia do milagre, mas ele nem se importava, mas tinha dado uma missão a Sam, e ela teria que carregar essa missão até o fim.

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    Mensagem por Bastet Ter Abr 26, 2022 7:17 pm




    Sam ouve com calma, concordando com algumas coisas e algumas não. – Sabe, eu entendo. Entendo sua frustração de voltar pra uma alcateia que não andou quase em nada em relação a tratos, território e tudo mais. Você teve experiências maiores que qualquer um de nós, foi colocado em situações que nenhum de nós jamais imaginaríamos... Mas você não pode medir o mundo pelo que você se tornou. – encostou a cabeça nele, falava com calma, sem intenção de brigar – Cada um faz o melhor nas situações que Luna propôs. Eu sei que eu não faria melhor, naquelas circunstâncias...  Talvez nenhum de nós... Nem você – olhou de rabo de olho pro Rahu – Não o você daquela época, mesmo sem aquele filho da puta na cabeça. Você cresceu pelas experiências que teve. Pode ser que seja mais proativo no lado “Uratha” da força, mas quem pode garantir que seria melhor? Que não estaríamos fodidos após um acordo que deu errado? ...Não dá pra prever o futuro de forma certa... Mas também não dá pra prever como seria algo no passado.

    Suspirou, percebendo que tava falando demais – O que eu quero dizer com essa merda toda é que eu não discordo das suas insatisfações... Mas não é justo levar tudo tão a ferro e fogo, pronto pra marcar alguém sob seu crivo de realidade. Tá parecendo até de uma tribo com menos ferro e mais tempestades... – um sorriso pequeno e levemente provocativo.


    -------

    Samantha claramente não concorda com o que ele falava. Não se sentia como um milagre nem como um “meio”. Sentia que era causadora... Mas era tão bom ouvir aquilo. Tão bom saber que o rahu não falava da boca pra fora só pra não machucar mais ela. – Importa de quem era a força? O que importa é a mão que matou ele. Que segurava a prata. Que ficou suja de sangue, que comeu a carne... – a voz falhou. Precisaria de tempo pra aceitar qualquer visão que não fosse aquela. Ainda era muito vívido em sua mente.

    Apesar disso, prestou atenção quando Connor começou a falar sobre o avô. E sobre a tribo dele. Assentiu sobre doer não ter conhecido ele e depois parece um pouco em dúvida. – Eu queria ter essa sua certeza. Os descendentes dele que ficaram lá não querem me conhecer, Connor. Ele me deu uma chance e acabou como acabou. Não quero manchar o nome dele na tribo também. Como fez o Adam... Como já comecei a fazer. Você roubou o sangue forte do velho. – encolheu os ombros, não gostando de falar aquilo, mas não achava que era mentira.

    Aceitou o carinho dele, olhando pro céu, pra lua. Pensando nas palavras de Connor, coisas novas fervilhando em seu corpo. Uma vontade ainda maior de conhecer a tribo do seu avô.

    - William me deu cartas dele. Você conhece alguém que fale latim? – comentou, talvez tentando fugir do assunto.

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    Mensagem por Ankou Ter Abr 26, 2022 8:32 pm


    Ele escuta o sermão, o olhar de poucos amigos, insatisfeito, mas não ofendido, pelo menos não ainda - Eu tinha planos, que foram por água abaixo, planos que eu não pude realizar, esse esquema todo com Vingança Que Espera, já era pra tá funcionando antes da minha saída… - ele pressiona o osso do nariz fechando os olhos como que alguém que tivesse acabado de tirar um óculos que tava incomodando. - A gente podia estar muito mais fodido antes, quando o cara que era o diplomata decidiu falar pra um Ensah do medo que ia caçar ele, porque o cara tava no direito dele de ganhar essência de um prédio velho e macabro. - a raiva volta de novo - A mina amiga dele terminou fodida por causa de uma provocação, os olhos cheios de vidro, cacos de espelho. - Connor cerra os olhos e encara Sam. - Não tem nenhum santo Sam, como o resto ele só conta o que é conveniente - os dentes trincados dá pra ver uma veia saltando na testa.

    Ele aproxima ainda mais o rosto de Sam, dá pra ter certeza que em algum momento vai sair um rosnado do fundo da garganta, um rosnado que nunca vem - Me diz de verdade que esse cara te inspira confiança a seguir ele, que você poria sua vida de olhos vendados na mão dele sem hesitar ou questionar e eu te prometo que eu não vou mover uma palha contra a liderança dele. - ele diz verdadeiramente disposto a cumprir a palavra dele, mas era como se perguntasse algo que ele tinha certeza da resposta.

    Ele não sorri, não compartilha do humor dela naquele momento - Tuya tava certa… - ele murmura e vira o rosto, a respiração audível do ar passando pela garganta, o corpo exaltado, a cabeça balançando em negativo pra ele mesmo.



    - Claro que importa! - ele diz num afago cheio de indignação, mas se acalma e volta pra um tom gentil - São memórias ruins Sam, eu sei que são, eu tenho memórias da minha primeira mudança, nunca vai deixar de doer, mas importa sim, você é a arma, mas não foi você que puxou o gatilho. Se o velho não teve uma solução, acredite, ninguém mais teria. - ele diz sem dúvida nenhuma.

    - Os que ficaram lá estão cheios de medo e rancor, como qualquer um ficaria, são os mesmos que se negaram a ficar pra combater os puros quando eu pedi e provavelmente muitos de nós pediu, ele não são fáceis Sam e o professor deles morreu com você envolvida, mas pra cada dia que você se manter no abraço de Hikaon-Ur vai ser como um soco na cara deles, então um dia - ele respira fundo cheio de confiança- um dia você vai pisar lá de volta, com a cabeça erguida, eu aposto todas as minhas fichas nisso. - ele diz sem medo de errar, como se fosse um momento que ele adoraria testemunhar. - Eu prometi pra ele que voltaria lá vivo, nesse inverno, mas eu visto vermelho agora - Ele fica pensativo a respiração calma - Talvez seja você que nasceu pra caçar como Meninna e não eu como ele disse, profecias são estranhas. - e nada confiáveis, o rosto vira e fita Sam novamente. - Se você vestir preto talvez você possa dizer adeus a ele por mim. - Não tinha pretensão nenhuma com aquelas palavras, só queria aquela história deles encerrada. Ele se senta novamente puxando Sam e a abraça de novo acariciando os cabelos dela como se a noite nunca fosse terminar.

    - Latim? Tafuq? Talvez minha mãe saiba de alguém que saiba, sei lá, um padre? - provavelmente nem um padre mais.

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    Mensagem por Bastet Ter Abr 26, 2022 10:43 pm




    Sam ouve, dessa vez não interrompe. Apesar disso, dessa vez, ela sustenta o olhar dele, principalmente quando ele se aproximou mais do seu rosto. Ergue a mão pra tocar o rosto dele, mesmo com ele bravo -  Connor, não tem como conversar com alguém cego pelo passado e surdo com a própria experiência – se ele deixasse, faria um carinho. – Eu não estou tomando um partido, porra. Não estou dizendo que estou satisfeita. Não estou tentando te convencer que você não devia ir contra a liderança dele, talvez você deva mesmo. Estou falando só que você devia ouvir. Sei que não viveu o que nós vivemos... Sei que é mais fácil ver tudo que te deixa desgostoso no que ficou. Mas você não é a única pessoa na alcateia. E nem todo mundo está disposto a te sentir como eu sinto. Se você quer contestar a liderança dele, não o faça pra deixar a gente sem um líder de novo. Se eles não confiarem em você, é isso que você vai fazer.

    Deixou a mão cair do rosto dele, no próprio colo. – Cada um de nós é uma história. Todos tentaram entender a sua. Seria gentil tentar entender a nossa, mesmo que você não goste.

    Ela estende as mãos, olhando pra ele. – No que ela tem razão? – olhou nos olhos dele - Me desculpe se eu te fiz sentir como se não tivesse de estar aqui. Eu quero você do meu lado, foi horrível te ter longe. De verdade. Só que o que nós temos aqui pode não parecer muito, mas depois de você e o Shaw saírem, eu pensei que não ia existir uma alcateia mais. Veio a morte do Franco, o sequestro da Chloe... Eu me vi sozinha, com duas crianças na barriga. A Anne tava com a alcateia dela toda fodida também depois da morte do Theo... Enfim, mesmo contra todas as expectativas, nós ficamos juntos. O que eu quero não é defender o Axel, é defender a Alcateia. Quero me certificar que, se você desafiar e vencer, todos consigam comemorar. Se não, que vocês consigam se acertar de alguma forma.

    Encolheu os ombros.

    - Mas não some de novo... por favor – dessa vez não olhava pra ele. O medo de perda invadindo ela.

    ---

    Ela se encolheu, as memórias eram mesmo ruins... Mas não adiantava falar mais, Connor ia dizer o oposto. Talvez, em algum momento, pudesse concordar. Quando conseguisse prejudicar o fogo verde vindo de Gurim-Ur. Sabia que era impossível matar a loba primordial, mas podia tentar prejudicar ela.

    A Ithaeur fica aninhada entre os braços e pernas dele, ouvindo tudo aquilo – Quando eu era Sangue de Lobo, eu tinha uma das bênçãos dela. Da Hikaon-Ur... Isso é engraçado, né? Podia ver no escuro... Era mais fácil nessa época – puxou os braços dele, pra envolver ela – Você acha mesmo? Eu sou tão diferente do Axel... E sem ser ele eu não tive muito contato com os Meninna daqui. A Rail e os que chegaram com as alcateias novas. Eu queria mesmo deixar o vô orgulhoso... E conhecer os que correram com ele. – aperta o braço dele quando ele fala em se despedir. Isso ela queria, desesperadamente.

    - Você sonha com o Trovão, não sonha? – se lembrava dele dizer algo assim na Casa, depois de ficar estrupiado – Nunca sonhou com Ele?

    ----

    - Aparentemente, ele era conhecido como “O Romano” e escrevia em Latim. Me pergunto realmente o quão velho ele era... – coçou levemente a cabeça – Provavelmente seria bom ser do Povo. Não sei o que ele pode ter escrito... Mas Acho que a Ash é alguém que saberia mesmo... Ela ou o Krantz... – os “velhos” – mas prefiro lidar com ela...  


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    Mensagem por Ankou Ter Abr 26, 2022 11:52 pm


    - A alcateia nunca vai deixar de existir Sam. - ele manera o tom - Eu não to cego ou surdo por nada, tudo que eu disse, aconteceu, e não é porque eu sou vidente, não tem competição ou desafio quando o alfa se retira, o beta assume, mas eu nunca quis ele como beta, eu escolhi o Shaw, e aconteceu exatamente como eu disse, infelizmente ele se rendeu a violência de Fenris-Ur, e eu entendo ele, realmente entendo, o acordo com a corte dos predadores, eu procurando fetiches no último mês, tudo preparação pra uma guerra que eu sabia que ia estourar, fosse daqui pra lá ou de lá pra cá, nós não temos uma vida fácil, nem ele tem, mas isso é política, eu não acho que vá ter uma solução pacífica, eu gostaria que ele reconhecesse meu sacrifício, mas nem isso, então eu desisti eu não tenho tempo pra lidar com birra enquanto tem gente morrendo, não tenho tempo pra bebidinhas e resenha em volta da piscina enquanto tem espíritos, feiticeiros e sabe-se lá mais que caralhos rondando a gente. - Ele respira fundo, agora com o coração plácido - Presa fraca caçador fraco, confia nos seus instintos. - ele pelo menos concordava com metade de suas palavras, pelo menos a primeira parte.

    Dá pra escutar ele engolindo a saliva, mas não estava nervoso pela pergunta de Sam. - Eu convidei ela pra se juntar a nós, eu queria ela conosco, ela me disse que não receberia ordens de criança muito menos seguiria uma, com aquela cara que me perguntava “Você vai mesmo fazer essa merda?” E eu fiz… - arrependimento real vindo dele, menos quando ele olha pra Sam.

    Ele segura a mão largada de Sam - Relaxa, eu não vou a lugar nenhum. - a voz sólida como uma rocha, os dedos deslizando pelos dela.



    Ele sorri - Sempre é mais fácil, ou você pensa que é. Porque a real é que você nem sabia do quanto os uratha tavam se lascando pra dar essa sensação de paz, a diferença é que agora você sabe, você sente na carne. - Ou quase isso, não sabia se ela já havia caçado, caçado de verdade.

    Os braços se enlaçam nela mais e mais - Não acho, tenho certeza, toda vez que você para pra pensar no juramento e não faz cagada você honra a mãe, todas vez que você levanta de madrugada pra cuidar das crianças honra a mãe, quando você vigia do outro lado, quando defende seus pares revelando as fraquezas dos espíritos… - Ele não continua, mas tem nele um olhar de respeito, uma sensação de admiração que nunca havia vindo dele antes, uma mão no rosto dela, o olhar direto pro dela, o rosto perto demais, ele luta bravamente contra a vontade de beijar Sam de novo, e é angustiante com ela tão perto, ele apoia a cabeça no ombro dela, uma mordida leve no trapézio que desliza e forte na camisa que não rasga mas fica marcada, mas a verdade é que ele não está excitado, ela saberia disso sentada entre as pernas dele, o que ele sente é puro carinho. - E você cheira a cachorro. - Ele brinca, mas é verdade, não tinha como tirar o cheiro quando ela lidava com eles o dia todo. - Todo Caça nas Trevas cheira a cachorro molhado. - ele ri, se distrai, a voz abafada pela boca colada na camisa de Sam.

    Ele se recompõe quando ela pergunta sobre Trovão - Sonho, a última vez foi no dia que eu tava apagado na cirurgia, eu dando um treco, vocês me costurando e o velho me falando do passado. Eu sempre achei que eu tivesse ficando maluco, mas tá tudo lá, é sempre verdade, tudo, absolutamente tudo. - ele fala com absoluta certeza.

    - Não, ainda não, talvez a ligação seja mais fraca, talvez eu tenha que aprender como fazer isso de forma mais ativa, eu já tenho os contatos, fui até convidado por uns deles, urathas forasteiros que tem o mesmo… Dom? Que eu. - ele diz sem ter certeza se era realmente um dom - Não tive tempo ainda. - e tinha certeza que teria menos ainda com a guerra vindo.

    - Novecentos anos, ou quase, ele perdeu as contas, não sei, não sei nem como sei isso. - ele diz, confuso como uma resposta automática, ele coça a nuca, pensava se havia sonhado com ele e só havia esquecido. - Novecentos anos? Novecentos anos é impossível certo. Certo? - confuso, mas ele tenta desfocar o pensamento daquilo. -  - Eu recomendaria alguém das Griffith pra te informar isso, mas eu esqueço que minha mãe é de lá, ela pode não saber, mas tenho certeza que vai saber te indicar. - ele dá de ombros, não tinha muito mais como ajudar ela naquele quesito.

    Connor Mcleary
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    Mensagem por Bastet Qui Abr 28, 2022 4:17 pm




    Samantha até poderia dizer mais coisas ali, mas não adiantaria. Realmente, agora, devia partir dos dois a solução pacífica ou não. Entendia ambos os lados e tinha motivos pra acreditar que essa coisa entre Connor e Axel não precisava se tornar uma guerra interna, mesmo que a solução fosse regada à sangue e violência.

    Olhou pra ele, quando o rahu disse que não tinha tempo “pra bebidinhas e resenha em volta da piscina” – Uratha safal thil lu’u – disse na primeira língua – Nem a mãe quer que nos tornemos só monstros que caçam e sobrevivem. Não esquece que somos uma dualidade... Se você focar só na fera, uma hora não vai reconhecer o que é importante do lado de cá...

    Quando ele fala de Tuya, Sam suspira, assentindo. Achava que Anne tinha negado o convite pelo mesmo motivo. Apenas aperta os dedos dele quando Connor entrelaça os dele aos seus, querendo acreditar que ele não ia mesmo. Mas se ele já estava pensando que não devia ficar... Quanto tempo demoraria pra ter certeza?

    ----  

    - Me pergunto se vou conseguir passar essa mesma sensação pras crianças. Ou se devia... Quando eles começarem a entender que não vivem em um mundo normal como os coleguinhas da escola – aquilo a deixava um pouco ansiosa, porém, uma ansiedade da qual não se arrependia. A dor e o medo valiam a pena, assim como disse William um tempo atrás.

    Sam encaixa o rosto no pescoço dele, quando ele a abraça forte daquele jeito, ouvindo tudo de olhos fechados... Só abrindo quando ele envolveu seu rosto entre as mãos. Claramente precisou de alguns segundos pra processar todos os sentimentos que vinham dele... Admiração, respeito... a vontade de ter os lábios unidos. Os dois primeiros ela só tinha visto ele ter por urathas maiores... Quando ela tinha se tornado alguém digna daquilo? E o último... Nossa, pegou a Ithaeur de jeito. Eles não faziam mais aquilo... Ele tava feliz com a mina dele... Não podia... Mas chegou a morder os lábios, sem perceber... Mordendo mais forte pra acordar daquilo. Não faria de novo. Não... mas queria.

    A dor da mordida nela mesma e da mordida de Connor ajudou Samantha a acalmar a mente. Abraçou o amigo, agradecendo pelo carinho. Apesar de estar confusa, isso sabia que ele tinha 100%. Retribuiu a mordida quando ele falou que ela tinha cheiro de cachorro, marcando a pele do ombro dele e rindo.

    - Por isso você gosta tanto do meu cheiro. Já vi como você olha pras lobas da reserva – provocou, tentando aliviar o clima tenso entre eles.  – Obrigada... Por me ouvir. Mesmo tendo mil coisas pra fazer nesses dias... – era sincera, sabia que tava atrapalhando ele com seus compromissos de guerra.

    ---

    Ouve encantada sobre o Trovão – Talvez a anestesia tenha ajudado a abrir sua mente... Embora tenha quase te matado. Pena que drogas não funcionam tão bem na gente, se não dava pra tentar esse contato com você lúcido... – a mente dela fervilhava. Talvez se em algum momento conseguissem potencializar a cerveja da Olena, pra fazer o anestésico, eles poderia usar também pra isso.

    - Nossa, sério? Você devia falar com eles... Aprender mais. Os que já foram tem tanto a ensinar... – e queria muito ouvir sobre o avô também. Sentimento egoísta, no fim – Onde conheceu eles? Esses forasteiros...

    -NOVECENTOS?! – ela quase se levanta, mas senta de novo, surpresa – É.... Não deve ser isso – ninguém devia viver tanto tempo, certo? – Eu vou tentar falar com ela. Não sei se devia envolver algum humano isso... Acho que as cartas são sobre coisas urathas... William me deu quando tava me contando sobre a Gurim-Ur. Talvez a Aponi também saiba algo... Quem sabe o que ele escreveu não possa nos ajudar em algo. Ou só matar uma saudade que descobri faz pouco tempo...

    Samantha Doiley
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    Mensagem por Ankou Qui Abr 28, 2022 6:03 pm


    Ele puxa ela pra ficar entre as pernas dele, o peito vira quase uma cama pra Sam, os olhos indo em direção ao mar noturno, um dos braços dele cobre metade do torso dela, a mão largada sobre uma das pernas.

    Ouvir ela citar o juramento é como se fosse música pros ouvidos - Melhor parte do juramento. - ele diz com um sorriso tímido e malicioso no rosto. - São tempos da fera Sam, mas eu não tô me perdendo pra lado nenhum. - a verdade é que nunca havia se sentido tão afiado e balanceado como nos últimos tempos.

    Ele olha pra Sam tendo noção do sentimento dela, tão parecido com o dele - Metade das minhas loucuras foi por isso, tentando me provar pra não ser visto assim como uma criança, até que teve um ancião que o fez e me chamou de Rei Vermelho e me deu uma coroa, metade uma lição, a outra metade porque eu podia suportar. - ele fala aquilo com satisfação e orgulho, como um soldado condecorado. - Eu sei onde é meu lugar hoje, e nada do que falarem de mim vai me convencer do contrário. - Nada além de confiança e respeito próprio.

    - Mente. - ele diz sem pudor nenhum - Eles não podem saber a verdade de jeito nenhum até terem idade, viagens de negócios, agente secreto do governo, silêncio, tudo pode funcionar. Eu soube quando era adolescente, mas eu nunca vi a minha mãe em qualquer outra forma que não humana, não antes de ser uratha, eu nem ligava, pra mim era só minha mãe. - ele reitera, como se aquilo fosse a melhor forma.

    No momento seguinte ele ri de maneira desleixada - Não, taí um território que eu nunca pisei, mas eu sei de gente que já. - a risada se intensifica como se ele soubesse de um segredo que nunca ia contar, ele se aproxima do pescoço dela de novo e cheira fundo. - Eu gosto. - ele força o braço e aperta ela toda contra ele como se fosse um meio abraço, uma mão acariciando a lateral barriga dela.



    - Minha consciência ou minha alma foram parar no mesmo lugar que ele tava, não foi um sonho dessa vez, nem memórias revividas. - Ele fala confuso, não tinha certeza de nada daquilo, ele só tinha certeza de que era real, de que as coisas tinham acontecido como ele dizia, todas as vezes, tudo que esperava encontrar estava lá.

    - Tuya… Ser andarilho te faz conhecer um monte de gente ou de gente que conhece gente, Estalos é uma dessas pessoas, conhecida da minha mãe, coincidência, uma Sombra Descarnada como ela. - ele pausa e repensa por alguns segundos - Um outro cara um pouco mais longe, esse respondeu minha mensagem diretamente, só me falou pra ir e disse que a verdade estava escrita pra quem quisesse ler, o terceiro me assustou mais, um sujeito da África que abriu um tipo de portal só pra me ver, ele ficou uns trinta segundos me olhando e depois foi embora, mas todos eles atenderam meu chamado de alguma forma. Mas não são muitos, e os poucos que tem não querem ser encontrados, mortos revelam segredos, eles não tem mais nada a perder, algumas vezes segredos que você não quer saber, verdades amargas, eu sempre pedi pelas verdades e algumas eu ganhei, dificilmente com algum benefício nelas. - era como se o coração dele estivesse coberto de sombras de coisas que ele não podia contar, contar pra ninguém.

    Ele só aperta ela mais forte e receptivo quando ela agradece, como se ele não se importasse, como se ele precisasse de um tempo longe daquilo.

    - É, pode ser qualquer coisa, mas se alguém de nós fala latim vai ser um Cahalith. - a porra de um capitão óbvio, ele meneia em positivo. - Até o Michael pode saber alguma coisa, apesar de ser um cara difícil de lidar e que provavelmente vai te pedir favores em troca, mas não é bom julgar o livro pela capa. - ele diz abrindo mais uma opção improvável pra Sam. - Nestor seria a aposta mais certa pra essas coisas velhas, mas ele não vai te atender por esses dias.

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    Mensagem por Bastet Qui Abr 28, 2022 7:58 pm




    Ela olha pra ele, assentindo. Sabia que ele sendo Rahu estava sempre atento no juramento... Esperava mesmo que ele não estivesse se perdendo. Só ele podia deixar os lados balanceados, no fim.

    - Eu sempre achei esse nome presunçoso... Mas não sabia que tinha mesmo uma coroa. Tá lá em casa? – franziu a testa, se tava, tava num daqueles esconderijos óbvios que ela nunca pensava – O seu tempo em Londres te fez crescer, saiu daqui um menino com as espinhas na cara sob aquela barba feia... E voltou assim. Até cheira diferente, sabia? – passou o nariz na pele dele – Eu queria que essas coisas ruins nunca tivessem acontecido... Mas é injusto pensar nisso vendo o quanto tuas marcas cresceram...

    Sorri quando ele diz que sabe o seu lugar – Por que? Tantos lugares e ficou com a gente... – não era uma reclamação, só uma dúvida.


    A resposta dele parece por Samantha ainda mais em dúvida – Isso não coloca eles em mais perigo? – também olhou pro mar – Claro, não to falando pra contar com eles criança... Nem pra por eles direto com nossa aparência animalesca... Mas você é tão preparado assim por saber antes, não? Mesmo se fosse um parente, não ia ser um indefeso... Os Uivadores fazem parecer tão fácil cuidar de crianças. Eu queria uma mãe experiente em nossa alcateia. Pra não ter as aparências... só a realidade. Vão ser sete crianças com a gente... Quando os da Chloe nascerem... Mais criança que Uratha... Minha nossa...

    ---

    Ela olha pra ele, curiosa com o que tinha dito – Quem? – ela sentia que ele relutaria pra contar – Me fala! É da nossa alcateia? Alguém que eu conheço? – pentelhava ele, fazendo cócegas em pontos que sabia que ele sentiria – Me falaaaa – só sossega quando ele a abraça daquela forma, dando um beijo na bochecha dele – Bobo. Eu também gosto do seu...

    ---

    - Sim, por isso mesmo. Algumas tribos indígenas usam alguns tipos de alucinógenos, venenos etc pra ficarem mais próximas dos “deuses”. Lembro de ver isso em uma matéria eletiva da faculdade, mas não era algo que me interessava muito, era só pra ter mais currículo pra tentar bolsas... Talvez a Chloe saiba mais sobre isso... Mas enfim, eles dizem que essas substâncias psicoativas abrem o subconsciente e até fazem você viajar de forma incorpórea. Por isso acho que foi a gente aumentar a dose de anestesia que te ajudou a ir até o Trovão... Quando você tiver tempo e isso tudo acabar, se quiser participar dos testes de anestesia que estamos fazendo lá na clínica... Talvez possamos testar essa possibilidade também, de forma mais controlada... Só não posso prometer que é 100% seguro ainda

    Ouve sobre os forasteiros, intrigada.  – É... faz sentido. O peso da vida se vai pra eles, mas não pra gente – fez um carinho no braço dele – Você tá pronto pra lidar com isso?  Com esse peso... – coloca um dos ouvidos no coração dele, como se quisesse ouvir o que o afligia  – de verdades te corroendo aqui... Se sim, devia mesmo procurar um deles, pessoas com quem pode partilhar essas aflições presas em seu peito.

    Ela o abraça de volta, já se sentindo mais leve por aquele tempo com Connor. Puxa do pescoço o presente que ele tinha dado naquela noite na praia. Um colar com uma tag escrito “ossuda” e com um pingente adicional: um vidrinho com uma presa de Adam e dois cachinhos, um castanho escuro e um quase loiro, com cheiro dos gêmeos. Coloca no pescoço dele – É bom você voltar da guerra e trazer esse colar de volta. É muito importante pra mim – não falava só do colar.

    Faz uma careta quando ele fala aquilo, realizando que talvez tivesse razão - Eu prefiro não lidar com a legião a menos que não seja extremamente necessário. Tudo bem que ele é gato, mas se nenhum dos outros puder ajudar, eu entro nesse território difícil – preferia lidar com Aponi e Ash, com certeza – Hm... Eu acho que seu tio nem sabe que eu existo – riu, mas tinha gerado uma faísca de curiosidade na ithaeur, com certeza – Talvez depois...Talvez depois...

    Samantha Doiley
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    Mensagem por Ankou Qui Abr 28, 2022 11:52 pm


    - Dentro do pote de barro na cristaleira. - ele retruca, um esconderijo óbvio, ou melhor esconderijo nenhum, tava lá pra todo mundo ver, bastava abrir o pote que só não era poeirento porque Sam ou Dulce se davam ao trabalho de espanar. - Um monte de Mestres do Ferro querendo tomar ela de mim. - ele sorri, como se fosse algo divertido.

    - A gente tem que apanhar pra aprender Sam, cair pra levantar, saber a hora de arredar pé, foi isso que levou todos eles dessa terra, os Anshega são só ferramentas do inimigo. A minha oportunidade pra isso foi negada pelo protetorado, mas chega pra todo mundo, mais cedo ou mais tarde. - havia um estranho senso de justiça vindo dele, como se aquelas situações fossem merecidas, pelo menos até certo ponto, ela se desfaz conforme o nariz dela corre a pele dele, faz ele sentir o prazer do toque.

    - Sangue, legado, dever, minha família, minhas crianças, minhas terras… Você. - a última palavra sai baixinha, mas não inaudível, o olhar dele cheio de desejo e carinho por Sam, a mão enorme cobre o pescoço e parte da nuca, traz a cabeça dela pra mais perto da dele, dessa vez ele não tem intenção nenhuma de parar, ele roça os lábios dele nos dela, hálito dele tem cheiro de mato, algum mato como se ele tivesse mascado algo há muito tempo, ele fecha os olhos e se entrega a seus desejos, aos lábios de Sam, ao calor do corpo, às línguas dançando uma com a outra, aos barulho dos lábios se estalando e se reencontrando novamente, a pele sendo acariciada pela respiração agora ofegante, as mão acariciando o corpo, uma invadindo por baixo da camisa, tocando a pele salgada pela água do mar, ele se perde no tempo, ele não quer deixar ela ir.

    Quando ele finalmente retrai o rosto ele não faz a menor ideia do que está falando, ele só fica olhando pra ela, com os olhos viçosos, o rosto vermelho, a respiração acelerada, ele se desvia antes de tornar aquilo constrangedor e volta a se recostar na pedra envolvendo ela de volta com os braços, ele quer silêncio e tempo pra processar tudo.

    Ele ri curto e feliz - Crianças são sempre um bom sinal, minha mãe me contava histórias, tio luno era uma constante, ela tem uma porra de uma estátua de luno na sala dela, ninguém nem desconfia o que é, eu não tenho a mesma habilidade que ela, mas isso não é algo pra gente planejar agora, a gente precisa ser paciente com isso e sigiloso, tudo tem seu tempo. - ele fala tranquilo, mesmo tendo consciência do tamanho do trabalho que aquilo iria dar.



    Ele gargalha com a curiosidade dela, mas não sente cócegas em lugar nenhum e ainda cutuca Sam de volta como se fossem duas crianças pra ver quem ri primeiro.


    Ele deixa a conversa prosseguir, não sabia nada sobre índios, só o que Hollywood mostra e muito mal - Meu corpo não responde bem a essas coisas não, ou melhor responde bem demais pra não fazer efeito, outro dia eu tomei uma garrafa do veneno da Olena, Bran até disse pra eu ir devagar, não deu nada, nem uma alegriazinha. - ele diz desapontado.

    - Não é muito como se tivesse escolha, eu preciso lidar com isso, senão toda vez eu vou ter meu avô buzinando no meu ouvido, além do mais informação sempre pode tirar a gente do perigo, não importa da onde vem… O velho ainda tá inquieto com o que ele fez, como as coisas aconteceram, com a ameaça que a gente tá sofrendo. - ele diz, cheio de compreensão, vivo ou morto ele estaria igualmente a trovão.

    Ele não impede ela de colocar o cordão com coisas importantes pra ela, ele olha aquilo com carinho - Eu não posso levar isso. - ele diz, sincero, ele traz ela pra perto de novo e beija a testa e gratidão é tudo que ele consegue sentir. - Se eu cair, eles acham você e as crianças. - ele volta o cordão pro pescoço dela, mas dá pra ver e sentir que ele aprecia o gesto.

    Por fim ele dá de ombros, Legião não era uma opção que ele gostaria de explorar também. - Ah ele sabe sim pode apostar, ele só é meio cuzão como todo Bastardo Gelado, e olha que ele é menos que a maioria. - ele diz aquilo com toda certeza do mundo.

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    Mensagem por Bastet Sab Abr 30, 2022 7:37 pm




    Sam sorri quando Connor confirma que a Coroa estava em um esconderijo obvio. Apesar disso, não disse nada... Assentindo sobre a hora de cada um chegar, em algum momento. - Você deve ter razão, é só um desejo que coisas ruins fiquem longe... Mas nós atraímos elas... Somos feitos pra elas - encolheu os ombros, não era fácil saber que não podia proteger aqueles com quem se importava.

    Quando ele a puxou pelo pescoço para o beijo, Sam segurou firme na blusa do Rahu, numa mistura de desejo entre impedir e se deixar levar. Os lábios se moveram nos dele, os braços rodearam seu pescoço e o beijo foi gostoso, intenso e cheio de carinho... Mas em algum momento Samantha afastou os lábios, cedo demais, negando. Ela queria, ele sabia, mas lutava contra com determinação. O nariz e bochecjas vermelhas, os lábios úmidos da saliva dele.

    - Não faz isso. Não é justo... Comigo, contigo e nem com a Tuya. Eu não quero estar nessa posição novamente... E imagino que você não gostaria que ela fizesse o mesmo - a voz baixa, olhando para a paisagem noturna, deixando a respiração de ambos se acalmarem em uns momentos de silêncio, entre os braços dele.

    Por fim, dá um pequeno sorriso - A Ash parece tão nova e tão leve... Mas é o oposto disso, né? Ser criado por ela eeve ter sido curioso - concorda que tinham tempo pra pensar naquilo.

    ----

    - Seu corpo é grande, cheio de surpresas. Imagino que deve ser um tipo difícil de apagar mesmo - analisava ele, com olhar clínico - A regeneração, no geral é a parte mais difícil de deixar a gente bêbado ou medicar pra ajudar com danos piores. Estamos tentando descobrir o que pode frear isso. Quem sabe eu não faço uma dose de Vodka especial "derruba Connor" - sorriu, se lembrando do anestésico de Elise e o nome anotado.

    Ela aperta a mão dele com a resposta sobre as verdades dos mortos. - Sempre temos escolhas... Nem sempre a coisa certa é a escolha maia fácil, infelizmente. - suspirou - Você acha que ele tá tentando te dizer algo que não conseguiu ainda?

    ---
    Sam abraça ele forte quando beija sua testa - A ideia é você não cair... Mas eu entendo - sentia tristeza, mas não era pela recusa. Era pelo futuro que ele fez ela imaginar. - Você vai tá longe, você e a Chloe. Vai ficar vazio aqui... Não sentir vocês.

    Por fim ela sorri - "Bastardo Gelado" - ela ri - Bom, se ele sabe já é meio caminho andado. Se ele puder ajudar eu não vou desistir  por ele ser cuzão.


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    Mensagem por Ankou Sab Abr 30, 2022 9:43 pm


    Ele só assente em positivo quando ela fala que são feitos pra aquelas coisas, e eram, eram a única barreira entre o Hisil e o Crepúsculo, nada além deles, pelo menos nada que se comprometesse como eles.

    Connor não fica insatisfeito, nem contrariado em ser afastado, no final das contas ela tinha razão - Tuya é provavelmente mais um dos meus devaneios, de uma mulher que eu nunca vou ter de verdade. - ele vira o rosto desapontado, o coração murcho de alguma forma, tão contrário de segundos atrás - Se ela tá morta nesse exato instante eu nem saberia dizer… - ele diz internamente incomodado.

    - Minha mãe tem as cicatrizes dela, todos nós temos. - ele balança a cabeça em negativo um sorriso sem mostrar os dentes, sem graça - Nenhum Mcleary sai intacto, ela tentou comigo, não fosse a lua eu ia estar longe agora, mas também poderia ter me transformado em um jogo com cinco milhões de espectadores. - ele nem precisava explicar o tamanho da merda que aquilo seria - Mas ela sabia desde sempre, o vô provavelmente também sabia, sabia que eu ia ser uratha, algum tipo de ritual ou previsão da velha parteira, Brendan me contou isso uma vez, mas eu não lembro dos detalhes. - ele diz sem se importar muito.



    - Tem essa situação engraçada que a carrocinha me pegou de surpresa, eles me apagaram e eu acordei dentro de uma porra de gaiola, os caras queriam cortar meu saco, as portas das gaiolas se abriram misteriosamente, foi uma zona do caralho, o tratador filho da puta deve ter tomado um mês de anti-rábica. - ele ri meio perversocomo se aquilo fosse engraçado, parte do humor macabro que ele gostava - Eles me acertaram uma segunda vez, meses depois, provavelmente o mesmo anestésico, nem tremi, ou tem algo de errado comigo, ou ratoburguer e carne azeda de marmita de mendigo me transformaram no Goku. - ele diz como se comer ratos fosse a coisa mais normal do mundo.

    - Eu sempre pensei isso também, mas eu sei que a minha regeneração não é padrão, aquele dia eu podia tá com o pulmão fodido, mas o filho da puta tinha me tacado fogo e explodido metade da minha cara antes do corpo aguentar tudo que podia. - ele diz com um certo orgulho e dúvida ao mesmo tempo - Mas não, nada de bebida pra mim, aquele dia eu fui beber com meu tio, eu fiquei bêbado, a anestesia ela cagou a minha regeneração, ficar bêbado não foi muito agradável não. Isso não quer dizer que eu vou parar de beber scotch, eu gosto do sabor. - ele pensa num scotch puro malte e num charuto e a boca enche d’água.

    - O certo geralmente é o mais difícil, eu sei bem como é. - ele retruca, ele não precisava nem verbalizar isso, a marca de pureza dele era o único cartão de apresentação que ele precisava - Talvez, mas ele também não sabia perder, ele tá no grande além e continua não sabendo perder. - ele diz como se conhecesse a sensação de perto, Connor era o pior dos perdedores quando perdia.



    Ele abraça ela forte de volta - Muitos vão, acredite eu não quero estar entre eles mais que você. - ele diz num tom de humor, como se tentasse apaziguar o coração de Sam, uma mão grande esfregando as costas dela.

    - Ele é menos cuzão que a maioria, Brendan também, ou só é comigo pq eu sou parente, mas se você conhecesse o Francês em Londres tu ia querer dar um soco na cara dele, mas quando você se acostuma percebe que é tudo pose só pra deixar Skolis orgulhoso deles e que eles cagam tão fedido quanto o resto. - ele dá de ombros, falando a própria verdade.

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    Mensagem por Bastet Ter Maio 03, 2022 10:27 am




    Samantha não gosta de fazer ele se sentir murcho daquele jeito. Faz um carinho no rosto dele, enquanto ele fala sobre Tuya – Pode ser um devaneio... Mas, se se tornar real, você não vai se sentir culpado por trair ela... Nem correr o risco de a machucar. Eu te conheço Connor – o dedo, fez ele a olhar – Você não é homem de desistir do que quer. Não sem motivos.  Não deixa a dificuldade acabar com algo que te deixa feliz – o abraçou forte quando ele disse sobre ela poder estar morta. Nisso ele tinha razão e Sam entendia isso como ninguém, com Anne sempre indo e vindo. Não tinha muito o que fazer se não aceitar e acreditar que Luna a traria de volta viva.

    A Ithaeur assente sobre Ash. – Acho que uma coisa que a gente aprende com a transformação é que ninguém pode fugir. Não é sobre a nossa vontade. Acho que você tem razão mesmo, eles merecem um tempinho sem saber disso tudo. Não vão continuar nessa paz após terem idade... Sendo ou não urathas. – suspirou e franziu as sobrancelhas – Velha parteira? Tem como saber o futuro das crianças nesse sentido?

    ---

    Sam dá uma risada alta ao imaginar ele sendo pego na carrocinha. – Tá aí uma boa pergunta. As bolas crescem de volta? – riu de novo – Goku não sei, Hulk você já deve tá quase do tamanho. Mas você parece ter um organismo bem eficiente mesmo. Não só regeneração, mas absorção, metabolismo... É tudo um conjunto. Provavelmente algo ligado à sua Lua? Talvez. Sei que você deve ser um dos que vão dar mais trabalho pra gente derrubar, quando necessário. Teimoso até nisso – empurrou ele de leve com o ombro e deu um pequeno sorriso – Ficar bêbado só é bom quando você não é uma máquina de matar. Eu sentia tanta falta quando tava grávida... Lidar com as coisas embriagada é tão mais fácil... Mas, mesmo agora, não tenho coragem de colocar álcool na boca. Não é mais tão simples ser inconsequente.

    - Talvez só queira te ver bem. Não teve tempo em vida de ver você crescer – não falava do físico dele. O Avô morreu quando Connor era só um lobo novinho e um tanto imaturo.

    ---
    Ela aproveita o abraço sem falar nada. A afirmação tranquilizou um pouco, mas não o suficiente pra ela deixar de temer a perda. Um sentimento constante, desde que o Luno tinha aparecido. Talvez desde a transformação, mas intensificado agora.

    - Eles tão certos, tem de honrar o que prega o lobo deles. Só que isso não os torna menos cuzões – riu – Brendan parece tranquilo mesmo, mas falei muito pouco com ele. Ser família deve ajudar com certeza eles agirem de forma mais legal.  Talvez minha carinha bonita e cheiro de cachorro molhado os conquiste também – deu uma risada, claramente brincando sobre aquilo.

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    Mensagem por Ankou Qua Maio 04, 2022 12:24 am


    As batidas na madeira eram no barril invés de na porta, ele podia jurar que tinha subido a escada, mas não, tinha alucinado? A cerveja era uma espécie de veneno e remédio, feito pra uratha, dificilmente o tio tinha descoberto aquilo sozinho, devia ser fórmula de quem construiu aquele lugar, guardada pelo vô e entregue a ele, nem sabia, tentava raciocinar qualquer coisa, mas tudo que sentia era o gosto ruim de vômito.

    Verdade, era um maldito teimoso - Eu também não gosto de coisas pela metade. - ele diz com um certo sentimento de posse - Mas é como eu disse algumas vezes é melhor arredar o pé. - Não tinha nada definido por ele, só ficava confuso, o carinho no rosto dele deixa ele mais confuso ainda e o abraço, ainda assim ele se enrosca nela, mas era verdade, ele não queria machucar Tuya, talvez por isso tivesse virado quase um monge celibatário, ou pelo menos ele se sentia assim.

    - Errado. - ele contesta de forma parcial - Fugir é exatamente o que os Anshega fazem, você não pode fugir do monstro nem do aprendizado, nunca, mas pode fugir da responsabilidade. Você se dá dessas coisas quando perde pernas e braços demais. - ele diz como se já tivesse perdido a cota dele, mas esperando acontecer de novo.

    - Eu não sei muito sobre ela dizem que aqueles que vem ao mundo pelas mãos dela são abençoados. - Era só o que sabia dizer dela de verdade - Ouvi dizer que tem um ritual que permite esse tipo de coisa, como se os lunos cantassem a pedra antes do tempo. - ele não parecia saber mais sobre aquilo então preferiu o silêncio.



    Connor sorri - Não chegou nesse ponto pra eu ter certeza. - sorriso afiado e pontudo no rosto. - Minha lua somado a uma vida de treinamento marcial? Possível. - era na verdade a melhor aposta, mas aquele tipo de coisa nunca dava pra saber ou ter certeza. - Maconha parece ser a melhor aposta pra relaxar, tem um gosto de bosta horrível, mas é o que os mais velhos gostam de usar. - ele parece desencorajado a seguir essa ideia.

    Ele balança a cabeça em negativo quanto a afirmação de Sam, como se não acreditasse na ideia sentimental dela, ou sentindo que era muito improvável - Eu não acho que isso tudo é por minha causa, mas por causa do todo, ele foi antes da hora que ele achava que deveria eu acho, mas não é isso que todos acharíamos? - a pergunta retórica e logo mais silêncio.



    - Claro que sim, quem escolheu essa merda foram eles. - como quem diz que a culpa era deles mesmos e mais de ninguém - mas ninguém é obrigado a aturar isso. - ele dá de ombros - Tranquilo de fachada, ou pelo menos ele tenta, mas ele corre certo. - ele fala aquilo com toda a certeza do mundo.

    Ele segura Sam no abraço e se levanta com ela, quase como se fosse uma criança nos braços de um adulto, um beijo no rosto e um xamego no pescoço e logo ele solta ela no chão. - Eu tenho que ir Sam. Corre pela sombra. - não era um conselho só um adeus.

    Ele começa a se afastar vagarosamente, até ganhar a calçada e seguir na direção da qual havia vindo.
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    Mensagem por Ankou Qua Maio 04, 2022 12:25 am


    Verdade, era um maldito teimoso - Eu também não gosto de coisas pela metade. - ele diz com um certo sentimento de posse - Mas é como eu disse algumas vezes é melhor arredar o pé. - Não tinha nada definido por ele, só ficava confuso, o carinho no rosto dele deixa ele mais confuso ainda e o abraço, ainda assim ele se enrosca nela, mas era verdade, ele não queria machucar Tuya, talvez por isso tivesse virado quase um monge celibatário, ou pelo menos ele se sentia assim.

    - Errado. - ele contesta de forma parcial - Fugir é exatamente o que os Anshega fazem, você não pode fugir do monstro nem do aprendizado, nunca, mas pode fugir da responsabilidade. Você se dá dessas coisas quando perde pernas e braços demais. - ele diz como se já tivesse perdido a cota dele, mas esperando acontecer de novo.

    - Eu não sei muito sobre ela dizem que aqueles que vem ao mundo pelas mãos dela são abençoados. - Era só o que sabia dizer dela de verdade - Ouvi dizer que tem um ritual que permite esse tipo de coisa, como se os lunos cantassem a pedra antes do tempo. - ele não parecia saber mais sobre aquilo então preferiu o silêncio.



    Connor sorri - Não chegou nesse ponto pra eu ter certeza. - sorriso afiado e pontudo no rosto. - Minha lua somado a uma vida de treinamento marcial? Possível. - era na verdade a melhor aposta, mas aquele tipo de coisa nunca dava pra saber ou ter certeza. - Maconha parece ser a melhor aposta pra relaxar, tem um gosto de bosta horrível, mas é o que os mais velhos gostam de usar. - ele parece desencorajado a seguir essa ideia.

    Ele balança a cabeça em negativo quanto a afirmação de Sam, como se não acreditasse na ideia sentimental dela, ou sentindo que era muito improvável - Eu não acho que isso tudo é por minha causa, mas por causa do todo, ele foi antes da hora que ele achava que deveria eu acho, mas não é isso que todos acharíamos? - a pergunta retórica e logo mais silêncio.



    - Claro que sim, quem escolheu essa merda foram eles. - como quem diz que a culpa era deles mesmos e mais de ninguém - mas ninguém é obrigado a aturar isso. - ele dá de ombros - Tranquilo de fachada, ou pelo menos ele tenta, mas ele corre certo. - ele fala aquilo com toda a certeza do mundo.

    Ele segura Sam no abraço e se levanta com ela, quase como se fosse uma criança nos braços de um adulto, um beijo no rosto e um xamego no pescoço e logo ele solta ela no chão. - Eu tenho que ir Sam. Corre pela sombra. - não era um conselho só um adeus.

    Ele começa a se afastar vagarosamente, até ganhar a calçada e seguir na direção da qual havia vindo.
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