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    Ato 1. Um novo começo

    Simon Black
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    Ato 1. Um novo começo - Página 2 Empty Re: Ato 1. Um novo começo

    Mensagem por Simon Black Sab Maio 22, 2021 7:49 am

    Cada um deles trazia sua visão do encontro que tiveram com o Escorpião. Morgan estava nervosa, uma junção entre as notícias que o caçado dissera e a maneira com que ele a abordara.
     
    Enquanto cada um ia colocando sua visão, uma coisa ficava muito clara em sua mente. Sorrira para Akon quando este se pôs ao seu lado, como um vigilante protetor. Até que veio a idéia de seguirem para um novo lugar. É verdade, eles realmente precisavam deixar aquela quadra e procurar um ambiente que pudesse ser uma real Capela.
     
    – Tudo bem, façamos assim então... – concordou com eles, precisavam de um lugar e quando Akon ofereceu seu dojô como um novo local, ela completou – – Pode ser, Akon, mas só por hora. Acho que o ideal seria sim procurarmos um local definitivo para o futuro!
     
    Curiosa, aproximou-se de Tyler sorrateira, por trás do rapaz. Olhou por cima de seu ombro e perguntou ao pé do ouvido, mas num tom audível de menina claramente curiosa:
     
    – Encontrou algo?
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    Mensagem por Ankou Sab Maio 22, 2021 7:55 pm









    King se move ainda mais atrás de Tyler e Morgan pra ver a tela do computador, ele desvia a cabeça pra direção oposta da dela, nem mesmo a traseira chamativa da moça parecia lhe chamar atenção, não dava pra saber se era falta de interesse ou muita disciplina. Ele olha pra tela tempo o bastante pra ter noção do que o Adepto pesquisava na internet.

    Ele se retira com a mão no bolso, puxando um caramelo de lá e o coloca cuidadosamente na boca - Hum - o caramelo estufa o canto da boca e atrapalha de leve a língua - Fechado, mais tarde a gente se encontra lá, pelo menos é dignificante, mas concordo com a Morgan, não pode ser definitivo, chama muita atenção, um dojo ainda tem a fachada de um dojo, e sua tradição não é cuidadosa o bastante pra ficar fora do radar deles. - na voz nenhuma acusação, era só uma afirmação simples. - Mas ainda assim temos mais recursos pra nos defendermos lá do que aqui caso eles realmente nos achem. - era prático, realista e objetivo.

    - A gente pode até trocar ideia sobre esse sonho, mas com todo respeito Ronald, essas coisas tendem a ser muito mutáveis e abertas a muitas interpretações. - era quase como uma ressalva pra que o Orador não ficasse muito desapontado se ele próprio não levasse aquilo muito em consideração, ou pelo menos mostrava a opinião pessoal dele sobre o assunto pra evitar surpresas desagradáveis.

    - Temos algo mais urgente pra colocar em pauta? - ele diz puxando a manga do terno, debaixo saltando um relógio de ouro definitivamente caro, a coisa devia custar mais que um carro popular. ele parecia demonstrar alguma urgência em se retirar, mas não o faz esperando os demais companheiros.
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    Mensagem por Claude Speedy Seg Maio 24, 2021 7:28 pm


    Ato 1. Um novo começo - Página 2 9k=

    Os questionamentos de King sobre alguma outra coisa que quisessem discutir não são respondidas antes de que Morgan veja no computador de Tyler uma série de informações secretas sobre as razões dessa quadra não estar sendo usada pela Universidade. O ponto principal é ligado a um estranho contrabando de armas de exército cujo esse espaço foi um dos pontos de encontro.

    O próprio hacker estava tão atordoado com o que acabara de ler, que não notou a bruxa se esgueirar por cima de seu ombro para observar o conteúdo.

    E mesmo quando ela perguntou sobre o que ele viu, ela se deparou com aquelas informações estranhas.

    Aquela suspeita de carregamento de armas, parecia ser algum dedo da Tecnocracia.

    Akon então saiu , indo em direção do seu dojo para aguardar seus aliados assim que resolvessem tudo que tinham para fazer ali na universidade.
         

    Off: se tiver algo que queiram ter dito para Akon antes que ele saia, postem agora.
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    Mensagem por Claude Speedy Seg Maio 31, 2021 12:04 pm


    Ato 1. Um novo começo - Página 2 NovoDojo4

    Akon deixa o local e se dirige para seu dojo, remoendo as palavras de King. Que apesar de sempre ser provocador, hoje até foi um tanto quanto mais respeitoso. O grupo chegou a um consenso como raramente acontecia no meio tempo em que estão juntos e pretendiam ir até o local de aulas do Akasha como forma ali fortalecerem aquele Santuário.

    Único santuário e humilde de toda aquela cabala.

    Enquanto caminhava para fora do Campus em direção ao seu local de prática do Dô, Akon observava o portal de entrada da Universidade em que estudavam: a Miskatonic. E fazia pensar que ela já foi tão famosa quanto Harvard no começo do século XX. Seria a razão de sua decadência o fato de terem cometido algum tipo de ilegalidade igual Tyler havia descoberto?

    Ronald sentia-se inseguro com o sonho que teve, mas não sabia se alguma coisa que o hacker diria poderia ser totalmente de ajuda. Afinal assim como os demais a concepção dele sobre o sonho era como algum tipo de reflexo de impulsos do cérebro e havia tantos fatores espirituais a considerar. Talvez Morgan tivesse algo mais a dizer... Apesar que o Glamour que sentia nela, que de fato poderia ser uma ancestral em comum dele mesmo, era tão forte...


    Enquanto se preparavam para chegar, na porta de entrada do prédio do dojo havia um sujeito com roupas militares em uma pose ameaçadora de luta.

    Ato 1. Um novo começo - Página 2 20179883
    —Oi, você quem é o sensei daqui? Sou Alex Van Die. Precisamos conversar...

    O sujeito parecia meio estranho e o cabelo tingido de amarelo lhe dava um ar ainda mais curioso, os demais estavam para chegar e isso preocupava um pouco.do que tinham para fazer ali na universidade.
         

    Off: graças ao background do Ronald do @Lucas Corey decidi batizar a universidade de acordo e sim, @Alexyus, há uma forte inspiração em um passado distante seu pelo fórum nessa cena. Não me julguem, faço isso só pela diversão.
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    Mensagem por Alexyus Qua Jun 02, 2021 5:18 pm

    Akon chegou ao dojô e viu o homem em roupas militares à espera dele.

    A postura de luta dele, sem explicação aparente, colocou o irmão de Akasha em alerta.

    —Oi, você quem é o sensei daqui? Sou Alex Van Die. Precisamos conversar...

    Akon assentiu, mantendo uma distância de aproximadamente três metros do visitante, e respondeu:

    - Sim, eu sou o sensei, ou sifu, se preferir. Me chamo Akon Ashe. Como posso ajudá-lo?
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    Mensagem por Claude Speedy Sex Jun 04, 2021 5:41 pm

    O homem olha com certa incredulidade ao ouvir as palavras de Akon

    —Sabe, isso é um dos problemas. Sifu era algo chinês, atualmente algo comunista, perigosamente danoso para o povo americano e sensei é uma palavra ligada aos japoneses, especialmente ao berço do karatê em Okinawa. Sabe o quanto o governo americano investiu para tentar tornar Okinawa parte de nosso sistema e estado de forma similar ao que fizemos com o Hawaíí? O kempo hawaiano tem em sua raiz muito da base do que viria a ser o karatê-dô. Aliás, essa história de chamar apenas de "dô"... Não nega a origem japonesa da palavra para "caminho". O "Dô" é uma filosofia japonesa, queria entender como vocês tornaram algo tão mais... genérico.

    Akon percebeu que havia mais comentários ali do que ele pensava. assentiu, mantendo uma distância de aproximadamente três metros do visitante, e respondeu:

    —Eu queria entender como você enxerga essa ideia do "dô", bem ouvi dizer que é de uma forma única. Eu aprendi karatê no exército, por isso estou lhe falando isso tudo.

    Um militar... Será que o Escorpião avisou sobre esse tipo de fiscalização da Tecnocracia ou será que ele mesmo quem quis denunciar a cabala? Uma dúvida pairava se era uma mera visita inocente com os amigos prontos para chegar.
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    Mensagem por Alexyus Sab Jun 05, 2021 5:44 pm

    A suspeita era melhor do que a incerteza, e Akon preferia saber qual era a perspectiva do visitante do que ficar imaginando.

    Ele relaxou um pouco, procurando um banco para sentar, ainda do lado de fora do dojô.

    - Por que não se senta, Van Die? Eu terei prazer em explicar-lhe a minha visão do Dô.

    Acomodando-se, Ashe disse:

    - Aprender história e movimentos das artes marciais no exército é uma ótima base, mas receio que nas forças armadas haja mais ideologia do que filosofia. Todas as formas de luta são variações de um instinto primevo, não apenas de combater e vencer, mas também de alcançar algo além, e isso é O Caminho, o Dô.

    Olhando fixa e altivamente para Alex, Akon acrescentou:

    - Eu já estive no leste asiático, mas certamente não sou comunista. Antes do atual governo chinês, já havia uma cultura chinesa, uma sociedade, uma tradição, um jeito de fazer as coisas, um caminho. Isso independe de país ou fronteiras nacionais, pois em todos os lugares há pessoas buscando aprimoramento no modo de fazer as coisas. Então eu encaro o mundo menos em termos nacionalistas e mais individualistas, e procuro o melhor modo de cada pessoa se desenvolver, que é diferente para cada indivíduo.

    Aparentemente relaxando, mas mantendo-se alerta, Akon perguntou:

    - Mas e quanto a você, Alex? Qual o seu objetivo para se vir até aqui, seria se aprimorar? Ainda está na ativa ou já passou para a reserva?

    A postura diplomática e sincera de Ashe poderia colocá-lo em dificuldades, mas sua natureza era sempre a de transmitir conhecimentos, nunca escondê-los, e talvez aquele sujeito realmente quisesse aprender algo.
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    Mensagem por Claude Speedy Qui Jun 10, 2021 2:34 pm




    —Até onde entendo a criação dessa ideia de "dô" veio para questionar a palavra "jutsu", que era meramente técnica. Mas tem um grupo de lutadores e filósofos que parecem querer remontar um período mais antigo... É como se estivessem tentando tornar as artes marciais algo mais místico do que é... Ainda mais esotérico do que os criadores da ideia do "Dô" trouxeram para o judô, aikidô e finalmente o karatê-dô. Estou correto?

    Alex se senta, enquanto vê o sensei do "Dô" agindo...

    Em seguida os demais companheiros chegavam, com exceção de Morgana.


    Off: Aberto para postarem sua chegada ao dojo, lembrem-se de que há um sujeito ali com roupas militares sentado. Descrevam o que fizeram antes de virem para cá...  Todos podem se sentir a vontade para ouvir ou não o final das indagações sobre esoterismo nas artes marciais, de acordo com o tempo que acham que levariam para chegar, se mais ou menos.
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    Mensagem por Lucas Corey Sex Jun 11, 2021 6:07 pm

    King mostrou-se cético quanto à possibilidade de alguém obter informações precisas e confiáveis por meio da oniromancia, o que era uma visão condizente com as crenças e métodos dos herméticos. Mas gostei da forma respeitosa como ele manifestou seu ceticismo, então fiz um gesto de assentimento com a cabeça para indicar que eu havia recebido bem o comentário, embora sem necessariamente concordar.

    Vi Morgan chegar por trás de Tyler com um jeito meio furtivo, que lembrava uma menina travessa, e perguntar pelas informações. Akon, sempre objetivo, saiu quando ficou claro que já tínhamos um consenso sobre o próximo passo. King então perguntou se ainda tínhamos algo urgente para tratar naquele momento, e aproveitei a deixa para me levantar. Como Tyler e Morgan não disseram nada, falei:

    - Vou nessa, então. Até mais!

    Saí da quadra junto com o King, mas caminhamos para lados opostos dali em diante. Eu não tinha nada de importante para fazer até a hora do encontro no dojo, então fui para o alojamento comer alguma coisa. Depois, fiquei fumando um cigarro enquanto refletia. Eu continuava revendo o sonho mentalmente, e o ceticismo dos outros não diminuía a perturbação que essa lembrança me trazia. Pensei: "Foi como se eu tivesse usado a Fagulha do Pássaro-Trovão em alguém. Mas durante o sonho? É possível usar uma rotina que lida com as Forças naturais no mundo quimérico?".

    Todavia, o mais perturbador era pensar: "Como é que eu posso ter levado a Tecnocracia a rastrear nossa Cabala? Meu único conflito sério, até hoje, foi com o Paul. Nunca me meti em treta com aqueles dois irmãos... Espere! Será que o Paul me colocou na mira do tal Arctus de algum jeito? E a Tecnocracia, estando atrás dele, acabou obtendo alguma informação delirante sobre a minha suposta tendência a virar Nefandu?".

    Quando vi que estava chegando a hora do encontro, me pus a caminho do dojo, mas não sem antes dizer para mim mesmo que não deveria comentar com o resto do grupo sobre as coisas em que tinha acabado de pensar. Afinal, eles não iriam acreditar.

    Quando me aproximei da entrada do dojo, vi que Akon estava conversando com um sujeito estranho. Era musculoso, usava uniforme militar e estava em pose de luta… Parei na mesma hora, uns cem metros de distância. Olhei em volta disfarçadamente para ver se havia mais alguém vestido daquele jeito por ali ou qualquer outra pessoa que parecesse suspeita.

    Peguei o celular e fui caminhando, mas não na direção da entrada do dojo. Fingia estar entretido com alguma coisa no celular, mas ficava olhando de soslaio para o que acontecia na entrada. Será que o sujeito era militar mesmo ou não?

    Pouco antes de eu sair do campo de visão deles, por trás da lateral do edifício, vi que Akon havia se sentado e que o estranho fez o mesmo em seguida. Aquilo me trouxe alívio, pois significava que talvez Akon conhecesse o cara ou que talvez este fosse um adormecido qualquer querendo treinar no dojo. Mas as dúvidas eram muitas, então não me senti seguro para ir até os dois.

    Quando eu já estava oculto deles, por atrás da lateral do prédio, me recostei na parede, de forma supostamente relaxada, e mandei uma mensagem privada para Akon:

    "Não sei se vc me viu. Tô bem perto. qq coisa, só gritar”.

    Era provável que ele não lesse a mensagem, mas, de qualquer forma, eu estava a postos para intervir se ouvisse qualquer sinal de conflito.
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    Mensagem por Ankou Sex Jun 11, 2021 7:23 pm








    Um café, uma olhada na bolsa de valores e algumas transações tudo feito na ponta dos dedos, era o que precisava pra manter o dia seguindo, deixar a mente desligar daqueles problemas e brincar no mercado financeiro.

    A BMW preta e de vidros escurecidos para a frente do dojo, nenhum motorista sai dela, mas King se retira da porta traseira batendo a porta com força, duas batidas no vidro é tudo que precisa pra fazer o motorista retirar o carro de lá.

    Ele olha Ronald a distância, abre os braços demonstrando dúvida, nitidamente como se ele perguntasse o que estava acontecendo, só então ele percebe o homem militar no lado de dentro, King o olha e olha novamente em direção de Ronald, ele parece pouco ou nada intimidado.

    Ele adentra o recinto com a presteza de deixar os sapatos no lugar apropriado, ele olha em volta pelas costas de Akon e o recinto tira dele uma expressão de desgosto, a luz fria, o tatame barato, o Feng Shui imperfeito, dificilmente culpa de Akon, mas tinha certeza que aquele lugar não tinha sido construído pra ser um dojo, era só uma sala.

    - A única pena é que a filosofia dos seus mestres seja, eu te ensino a socar o resto você se vira. - não tem reprimenda no que ele fala, na verdade até um pouco de decepção. Ele se aproxima a passos lentos desabotoando o único botão que prendia um lado do terno ao outro, ele o retira e o pendura no meio do caminho no extintor de incêndio, ele se aproxima dos dois e estende a mão ao militar primeiro - Jason Chen. - ele é cordial e igualmente impessoal, o nome não é verdadeiro, mas era o nome que ele usava pra descomplicar seu nome oriental no ocidente.

    A cabeça meneia em positivo pra Akon - Parece que eu fui o primeiro a chegar pra aula Sifu. - finalmente um sorriso leve e sem mostrar os dentes brotam no rosto dele, algo entre o escárnio e a preocupação de ter o militar ali, que nem sabia se era um desperto. - Amigos há muito tempo? - ele pergunta o mais casual que consegue ser, o que não é muito.
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    Mensagem por Claude Speedy Ter Jun 15, 2021 11:22 am

    King lia as notícias.


    Mercados
    Ásia: ações da China fecham em baixa por tensões com o Ocidente
    Por Reuters

    15/06/2021 - 7:40
    Ásia mercados
    Por Reuters 15/06/2021 - 7:40


    Ato 1. Um novo começo - Página 2 Asia-mercados
    O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,11%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,92%
    (Imagem: REUTERS/Aly Song)


    As ações da China fecharam em baixa na terça-feira, uma vez que as tensões entre Pequim e o Ocidente azedaram o sentimento do investidores após líderes do G7 criticarem o país asiático sobre uma série de assuntos, o que a China chamou de interferência em suas questões internas.

    O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,11%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,92%.

    Os líderes do G7 criticaram no domingo a China por questões de direitos humanos na região fortemente muçulmana de Xinjian, pediram que Hong Kong mantenha um alto grau de autonomia e destacaram a importância da paz e estabilidade no Estreito de Taiwan –todas questões sensíveis para Pequim.

    Líderes da Otan alertaram na segunda-feira que a China apresenta “desafios sistêmicos”, adotando uma postura contundente em relação a Pequim em comunicado no primeiro encontro do presidente dos EUA, Joe Biden, com a aliança.

    Entre os setores de pior desempenho, o índice imobiliário do CSI300 e as indústrias de recursos básicos caíram 2,5% e 2,6%, respectivamente.

    Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,96%, a 29.441 pontos.

    Em Hong Kong, o índice HANG SENG caiu 0,71%, a 28.638 pontos.

    Em Xangai, o índice SSEC perdeu 0,92%, a 3.556 pontos.

    O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, retrocedeu 1,11%, a 5.166 pontos.

    Em Seul, o índice KOSPI teve valorização de 0,20%, a 3.258 pontos.

    Em Taiwan, o índice TAIEX registrou alta de 0,92%, a 17.371 pontos.

    Em Cingapura, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,69%, a 3.174 pontos.

    Em Sydney o índice S&P/ASX 200 avançou 0,92%, a 7.379 pontos.
    Pouco antes de se deslocar para o Santuário de Akon, Ronald medita envolto na fumaça de cigarro. Ele então suspeita de qual a razão da Tecnocracia chegou até ele e por conta disso até a Cabala.

    E a suspeita para ele é por causa de seu conflito com Paul.

    Ele mede os fatores que podem ter deixado a Cabala como alvo tanto quanto no fato dele ter conseguido manipular eletricidade em meio a um sonho. Apesar do ceticismo de seus colegas, nada retiraria dele o simples paradigma de que ali residem as mais fundamentais verdades sobre a Realidade e não o contrário...

    Talvez seja esse fator primordial, de onde se formam os espíritos e sonhos, que garantiu que ele fizesse isso. Afinal não poderia ser diferente, os sonhos tem um poder ainda maior do que ele imaginava. Só poderia ser isso... Infelizmente seus amigos não iriam acreditar.

    Quando se aproxima e percebe a figura ali sentada, o Orador pensa que militares podem estar vigiando o dojo e assim começa a observar o lugar ao redor, mas não vê mais ninguém. Mesmo tentando algo atraí a atenção... Por um instante Ronald até se acalma... Mas ao se afastar e observar vai  percebendo a energia mágika que emana daquele militar. Quando vê que o sujeito se sentou de forma tranquila enquanto conversam, Mas os sentidos de Seymore ainda o colocam atentos e conectados.

    A chegada de King, notando Ronald se esgueirando lá fora, não é impedida pela prevenção do colega. Pelo contrário, confiante como sempre o jovem chinês sai de seu carro e o dispensa enquanto caminha completamente certo de que não terá problemas com o que quer que vai encontrar ali. Apesar disso ele tenta ter a prudência de não expor exatamente quem é antes de saber mais sobre o estranho convidado. E sem muitos problemas consegue disfarçar uma simpatia que quase faz seu maxilar doer ao esboçar um sorriso. Apesar de expressar confiança, em seu íntimo tudo ali era culpa dos seus desleixados colegas, inclusive a indiscrição pela qual estavam passando.

    Tanto Ronald quanto King sentem por suas consciências que aparentemente algum efeito intenso estático, vibrando na aura do militar, algo que parece pulsar entre os planos material e espiritual e King percebia claramente que era um efeito gerado por via da Esfera Força em seus punhos e pés...

    É visível, curiosamente, para ambos pela sua aura que o sujeito não é um Desperto.

    Só que Seymore nota ainda mais além, haviam auras diferentes além da do próprio militar. Como se fossem seres espirituais colocados dentro de fetiches... Eram Malfeas... E era perceptível que eles não eram de modo algum fetiches nas botas ou qualquer objeto que o sujeito levava consigo. "Estariam entalhados nas mãos e pés desse homem? " De alguma forma Ronald sentia os seres ali... não possuíam todo o corpo dele, mas apenas as mãos e pés, devido ao seu conhecimento... Uma rotina havia sido usada para colocar os espíritos nele. Mas como?

    As palavras de King cortam os pensamentos do militar ali sentado tanto quanto do xamã tentando desvendar o mistério. E aquele militar olha para o aristocrata por um instante e diante da Marca Primordial do hermético o rosto de Alex forma uma carranca. —Eu acho que a coisa aconteceu no dia que eles encararam o Rei dos Tigres, não tem ninguém mais feito de carne vivo ou disposto a falar daquele dia eu acho... - a carranca se intensifica -Os japoneses usaram um Tigre como símbolo para eliminar o Leão do Karatê em Okinawa... O Tigre virou o símbolo da escola Shotokan. Não vejo muito sentido em um estilo chinês usar o Tigre... não! Os chineses com suas Garras Vermelhas que tanto tendem a por um espírito do medo cheio de rancor da humanidade e impregnado de ambição! Em seu desejo de acabar com a liberdade em nome da sua ditadura! - ele se levanta irritado olhando diretamente para ele, enquanto é visível em sua aura tanto por King quanto por Ronald do lado de fora, uma alteração de humor em que ele esta realmente bravo com a presença de Chen Qing He.
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    Mensagem por Alexyus Qua Jun 16, 2021 1:15 pm

    Akon começou a considerar o estranho visitante um tanto quanto inoportuno.

    Captando a transmissão mental de Ronald e percebendo a deixa proporcionada por King, Akon disse:

    - Pois bem, Van Die, suas crenças pautadas por agendas políticas são consideradas incompatíveis com a disciplina para compreender e seguir a filosofia do Dô. Portanto, vou pedir-lhe que se retire e volte apenas quando estiver aberto ao aprendizado. Com licença, tenho uma aula para daqui a pouco, e você não tem permissão para acompanhá-la.
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    Mensagem por Ankou Qua Jun 16, 2021 6:14 pm








    Ele hasteia um dedo como se pedisse um tempo e saca o celular do bolso da calça, ele clica algumas coisas enquanto o homem carrancudo fala e guarda no bolso assim que ele termina, os olhos se desviam pros pés e mãos dele, não sabia exatamente o que era, mas sabia que as rotinas impostas ali tinham o intuito de machucar.

    A expressão de King chega a beirar o tédio e ele não faz nenhuma questão de esconder isso. - Não existem nem tigres no Japão, a ilha é pequena demais pra suportar predadores desse tamanho. - ele deflete a conversa com humor ácido. - Mas eu não poderia concordar mais, comunismo é um câncer, enquanto você desabafava suas frustrações eu fiz 4% de rendimento, equivalente a um terço do rendimento anual de um militar de patente média… A mágica dos números. - aquilo devia soar extremamente provocador, mas nem era, ele falava da coisa como se estivesse escolhendo cenouras pro jantar.

    O olhar frio e sem emoção se desloca pra Akon assim que o Akasha convida o sujeito pra se retirar, King dá um passo pra trás demonstrando claramente que não o impediria. - Sr. Die, qualquer dia em uma hora mais oportuna poderíamos discutir como seria interessante colocar a ditadura abaixo e restaurar a dinastia Qing. - há um certo brilho no olhar ao dizer isso, um sorriso genuíno tão raro de se ver nele.
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    Mensagem por Lucas Corey Qui Jun 17, 2021 1:41 pm

    "Que loucura é essa?!?!". Foi o que eu pensei quando minhas intuições e percepções extra-sensoriais começaram a me dar informações sobre o sujeito de cabelo escovinha.

    Ele não era um Desperto, sua aura deixava isso bem claro. Mas ele era capaz de fazer magia, sim, embora estática. Até aí, nada do outro mundo. O inusitado é que havia… mais de um espírito nele. Sim, havia outros espíritos, que só podiam estar com ele imbuídos em fetiches. Os pés… as mãos… era ali que estavam os espíritos.

    Então, uma mistura paradoxal de medo e fascínio me dominou. Eu conhecia a sensação: "Esses espíritos são… Malfeas! Ele imbuiu Malfeas em fetiches nas mãos e nos pés… Não! Não há fetiche nas mãos, nem as botas e meias são fetiches. Os espíritos estão no corpo dele, mas só nas extremidades. Como foram postos ali? Só pode ter sido alguma rotina… Isso tudo devia ser impossível"!

    O mundo da magia é uma série interminável de surpresas e paradoxos. Quanto mais eu aprendo, mais eu me conscientizo de que a mágica não é feita de leis simples e universais, tal como os físicos pensam ser a natureza, mas sim de "leis" para as quais há sempre muitas exceções e que se manifestam concretamente de formas variáveis e, em boa parte, imprevisíveis.

    Mas é óbvio que, naquela hora, eu estava muito aturdido com as descobertas para ficar fazendo esse tipo de reflexão. E ficou pior em seguida, quando o militar, real ou suposto, começou a ficar esquentado. Eu não ouvia muito bem o que ele e os outros conversavam do lugar onde eu estava. Entendia só uma palavra ou outra. Mas notei que, depois da chegada do King, o cara elevou o tom de voz. Fechei os olhos, tentei captar as vibrações de sua aura. Mesmo sem poder olhar diretamente para ele, percebi que estava ficando zangado.

    Se ele fosse um adormecido, ou mesmo um Estático comum, eu continuaria onde estava. Mas um Estático que traz Malfeas no corpo… Não dava para tratar isso como um problema qualquer. Avaliei que seria bom me expor para o estranho ver que, se partisse para a hostilidade, teria de enfrentar três magos ao mesmo tempo.

    Respirei fundo, saí de trás da parede lateral do prédio e me fiz visível para os outros.

    - Boa noite, Mestre Akon! Tá tudo bem por aqui…?
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    Mensagem por Claude Speedy Sex Jun 18, 2021 12:29 am


    Ronald fecha seus olhos e tenta perceber melhor o militar.
    Ronald ouve um riso medonho...

    parece estar emanando das mãos e pés dele para ...

    E escuta essa risada em um sonho desperto, acordado...

    Era curioso que a provocação sobre o dinheiro que King ganhava convencia realmente de que ele não era um comunista.

    Após a conversa com King e esse se dizer um não comunista, Van Die, vira de costas para sair, deparando-se com Ronald e sentindo como se fosse algum tipo de intimidação.

    —Certo, sensei. Se seu amigo não é comunista, isso já é um certo avanço. Mas há alguma coisa ainda errada...

    Uma visão superficial faziam saber que eram Malditos...

    Era estranho entender a razão pela qual a aura de espíritos malditos estavam impregnadas limitando se em suas mãos e pés sem um uso mais profundo de tabaco para interagir e ver melhor aqueles seres... Mas certamente o sujeito estava sendo influenciado por eles... Se pudesse vê-los mais profundamente para além da percepção inicial da consciência desperta... talvez... fosse possível entender essa influência.

    E vindos das mais profundas e distantes da Umbra.

    Mas só com uma análise mais profunda espiritual se poderia saber como eles habitavam os membros daquele homem apenas, quando Ronald se expõe ele meramente dá de ombros e saí dali do dojo.

    Especialmente Ronald sabe que aquele homem não esta bem, mas nenhum dos três Magos se sentiu confortável com ele meramente sair dali e caminhar para parte de fora do lugar.

    Off: Alguns detalhes relevantes de mecânica. A descrição de percepção sobre os espíritos tem haver com o fato de ambos terem consciência 2, na edição de Mago, anterior à formação da "Tempestade de Avatares", era possível ler a aura como um Vampiro faz com Auspícios 2 com apenas 2 consciência.

    Eu ainda considero literalmente isso, por Chen Qing He e Ronald sabem perfeitamente que há espíritos nas mãos e pés de Alex, mas como não estudaram os detalhes de que modo foram parar lá ou pensaram em rotina que possa fazer isso, apenas o uso de alguma Esfera poderia revelar a mágika envolvida e os personagens sabem disso.

    Akon apenas viu um sujeito destilando algum tipo de preconceito com chineses e comunistas em uma mesma frase, que é algo que ele já viu acontecer antes e uma das coisas que mais detesta na vida
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    Mensagem por Alexyus Sab Jun 19, 2021 7:38 pm

    Akon viu o sujeito se retirar, mas parar encarando Ronald.

    E não gostou disso.

    —Certo, sensei. Se seu amigo não é comunista, isso já é um certo avanço. Mas há alguma coisa ainda errada...

    Akon acenou para Ronald, chamando-o para entrar no dojô e ignorar Van Die, enquanto dizia ao militar:

    - Meu caro, conceitos de certo e errado são muito subjetivos, e você deveria meditar no seguinte: as certezas impedem questionamentos, e sem questionamentos, como pode-se aprender algo novo? Adeus, Van Die, espero que haja luz em seu caminho.
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    Mensagem por Lucas Corey Seg Jun 21, 2021 10:16 am

    Eu consegui manter a pose e a firmeza na voz quando me anunciei para o grupo, mas estava um tanto abalado com o que "ouvi" ao perscrutar a aura do sujeito: uma espécie de gargalhada gutural e monstruosa, que disparou na minha mente imagens sobrepostas de corpos mutilados paradoxalmente associadas a uma sensação de euforia ou algo assim. Foi um pesadelo acordado que deve ter durado um segundo, e do qual despertei respirando fundo.

    Mas o abalo piorou quando o sujeito decidiu se retirar dali vindo na minha direção. Primeiro, meus olhos foram atraídos de modo involuntário para suas mãos e pés, que era o local de onde a risada parecia ter vindo. Pude perceber que aqueles Malfeas não eram uns quaisquer, mas crias das regiões mais profundas da Umbra. Eu adoraria e ao mesmo tempo odiaria fazer um ritual para tentar conhecer melhor o meio usado para imbuir aquelas coisas no corpo do cara. Depois, quando ele me encarou por um momento, e eu devolvi o olhar, achei-o muito simpático. Senti como se fosse o tipo de pessoa com quem eu apreciaria passar uma tarde numa cafeteria aconchegante conversando sobre magia, sonhos e literatura.

    Era mais do que óbvio que um milico daqueles jamais seria esse tipo de pessoa, o que me fez concluir que a ambivalência das minhas sensações em relação ao Emblema de Koth e aos Malfeas acabou se transferindo também para o portador das criaturas malditas. Isso me deixou confuso por um momento, e foi um alívio quando vi Akon fazer sinal para eu entrar no dojo.

    Fui caminhando para a entrada devagar, enquanto acendia um cigarro distraidamente. Após a breve troca de palavras entre Akon e o tal "Van Die", me dei conta de que devia ser proibido fumar lá dentro, então fiquei perto da entrada. Após Die ter se distanciado, olhei ao redor e, como não havia ninguém por perto, contei o que eu tinha descoberto sobre os Malfeas, falando em voz baixa. Concluí meu relato dizendo:

    - Não dá para dizer se o Die sabe o que tem no corpo, e não consigo formar uma ideia do caráter dele. Os Malditos influenciam o cara, o que não lhe causa bem, mas não sei até que ponto estão fazendo ele agir contra a própria natureza ou apenas potencializando tendências sectárias e fanáticas que podem ser dele mesmo.

    Coloquei a bituca no meu cinzeiro de bolso e concluí:

    - Bom, é melhor a gente entrar logo.
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    Mensagem por Ankou Ter Jun 22, 2021 3:40 am








    King como sempre parecia uma estátua de mármore, inflexível, no rosto nem uma ponta de medo, nem uma micro expressão de hesitação, ele aprecia respeitar o possível oponente, mas em hora alguma parecia temê-lo.

    A postura permanece enquanto o sujeito se encaminha pra fora, nem negaria que odiava os comunistas também, mas provavelmente por motivos muito diferentes dos de Van Die, ele espera o homem sair sob a reprovação de Akon - Uma pedra preciosa não pode ser polida sem atrito. Tampouco você pode ser aperfeiçoado sem provações. - ele fala primeiro em Mandarim, depois ele traduz o mesmo dizer pro inglês - Confúcio. - no fim dava pra sentir o ódio emanando dele, chegava a ser palpável. - Ser chamado de filho da puta definitivamente seria menor insulto. - ainda assim ele parece demonstrar quase nenhuma emoção senão a voz levemente exaltada e a coisa some depois de um longe e profundo respiro.

    - Então você viu também? - a pergunta retórica vem assim que Ronald menciona sobre os malditos agarrado ao sujeito, King escuta paciente a explicação dele sobre o assunto demonstrando até determinado interesse - Definitivamente eu devia rogar por conhecimento dos outros mundos a Ordem Celestial, mas confesso que achei pouco proveitoso qualquer avanço no campo já que dizem que tem uma tempestade que destroça todo desperto que a toca. - ele arqueia as sobrancelhas olhando na direção do Orador e logo em seguida pra porta que Die tinha atravessado - Talvez eu tenha que repensar os meus conceitos. - ele finaliza sua observação objetivo como sempre.

    - O sujeito não é burro ou desprovido, ele percebeu que não somos pessoas ordinárias, ou talvez tenha sido só comigo… - ele diz olhando de canto pro nada, pensativo. - Me sinto mais exposto agora do que naquela maldita quadra trancada. - ele diz finalmente parecendo inquieto.
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    Mensagem por Claude Speedy Ter Jun 22, 2021 11:32 am








    A presença daquele estranho e xenófobo sujeito, cuja companhia eram atormentadoras forças espirituais corruptoras,  já era por si só sinitra.

    Os minutos posteriores se tornam mais tensos ainda, King se preocupou demais com o lugar onde chegou, afinal foi só chegar no santuário de Akon e encontraram um sujeito que soava ameaçada...

    ...depois de muitos minutos uma hora inteira se passa do tempo marcado para o encontro...

    ...e nem Morgan e nem Tyler aparecem, isso preocupa bastante.

    Curiosamente os três se lembram de algo que o Cypherpunk viu no computador que o deixou preocupado, algo que a Verbena também observou. Mas o conhecimento sobre aquilo não foi tão divulgado entre toda Cabala, apenas King observou zelosamente a tela, mas viu menos do que os dois. Uma notícia por alto de que em algum momento alguém vendeu armas contrabandeadas naquela quadra.

    Porém os dois leram aquilo a fundo, com mais atenção do que ele. Talvez a traseira chamativa da moça que ele quis evitar pode ter lhe tirado atenção, apesar dele ter se empenhado em evitar de olhar se baseando em sua disciplina.

    O fato é que eles todos se lembram de que King foi o único que olhou aquele laptop além dos dois, mas não se lembra de todos os detalhes...

    Ali próximo do dojo, na cidade de Arkham, tudo começa a ficar em silêncio que foi ficando gradativamente maior enquanto luzes das casas e prédios pelas ruas começavam a se apagar.

    Ao que parece apenas dentro do local de treino havia luz, em um instante a sensação era de que todo o Condado de Essex ficasse em trevas e pouco depois os três ali imaginavam que todo o estado de Massachusetts.

    Passado algum instante, para verificar o lugar ao redor melhor, os três magos sobem na sacada do lugar e eles percebiam apenas um local aceso: o Oak Lounge.

    Apesar de que o trânsito já começara a se dissipar naquele horário deixando o caminho livre. Se havia um lugar na cidade que as pessoas ainda se arriscavam a sair muito a noite, era aquele Pub, os universitários adoravam uma boa bebida. Eles chegaram e encontraram o estabelecimento relativamente cheio. Havia pessoas de vários tipos, homens, mulheres, de vários públicos, jovens, mais velhos, era um pub considerado de bom gosto, embora seus preços também não fossem absurdos, mas ainda era algo inviável se você era considerado de classe baixa, ainda que desse pra pagar.

    O Pub já foi uma taverna clandestina durante o período da Lei Seca, fica no porão de uma inocente farmácia estabelecida em 1910, a única que funciona a noite inteira. Localizado na respeitável vizinhança de French Hill. A política do Oak Lounge é que a casa se reserva o direito de escolher sua clientela.

    Os considerados "vagabundos" e pessoas indesejáveis não são admitidas, estes são aconselhados a procurar um bar na cidade vizinha de Bolton.
    As pessoas da região sabem que até hoje um grupo de mafiosos envia drogas ilegais, especialmente êxtase e cocaína,  para o lugar.

    Mesas estavam postas tanto do lado de fora, ao lado da entrada, como do lado de dentro. Uma tenda cobria a calçada em frente ao pub protegendo a mesa de seus fregueses. Eram aquelas luzes que faziam que apenas uns poucos que notavam a chegada de Alex.

    É possível ver que o militar se senta voltado em em direção ao dojo, mas a distância impede que vejam quais as reações dele.

    Aquilo enerva um pouco mais os três, já preocupados com o silêncio sombrio que se ausentava apenas no dojo e naquele pub na divisa do bairro francês.

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    Ato 1. Um novo começo - Página 2 Empty Re: Ato 1. Um novo começo

    Mensagem por Alexyus Qui Jul 08, 2021 4:58 pm

    Akon por fim achou que a espera tinha se prolongado demasiadamente e disse aos outros:

    - Acho que precisamos procurar por Morgan e Tyler. Vou trancar o dojô e depois deveríamos ir até os apartamentos deles.
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