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    Chloe Moore

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    Mensagem por Wordspinner em Ter Out 06, 2020 7:09 am

    O escritório vazio era amplo e a vista boa. O melhor que o dinheiro podia comprar. O dinheiro dela pelo menos. Corona era um bairro muito disputado acima do chão e os prédios onde se podia modificar o bastante para atendimento médico? Mais caros ainda. A oferta era pelo andar inteiro, mas Chloe tinha conseguido fechar só o espaço que ia precisar. Sozinha vendo o por do sol em um comodo vazio. As paredes tingidas da cor do sol refletia em milhares de janelas brilhantes. O som do transito não chegava ali. Na verdade chegava como uma distante cachoeira artificial. Som de coisas correndo bem longe. Sem nunca chegar. Ela estava fazendo planos. Projetando as reformas na sua mente. Via os novos moveis e a parede com o eu nome. A porta com o seu nome, era melhor do que parede. Mais elegante. Imaginava os cartões na mesa. Ia precisar de alguém para sala de espera.

    Descendo o elevador ela vai sendo embalada pela música agradável e alguma coisa lá fundo se retorce dentro dela. Medo. Medo do marido. Medo do pai. Medo de morrer algo horrível. A porta se abre para a portaria elegante e vai direto a garagem. Tinha alugado um carro, comprar um seria muito caro. Dispendioso enquanto ainda não tinha renda, só dinheiro. Até a garagem tinha movimento. Um serviço de limpeza e lavagem para carros e um daqueles quiosques que vendem casquinhas de sorvete. Ficava na parede externa vendendo para dentro e fora do prédio. Sorvete italiano. Caro. Mesinhas ali dentro tornavam aquele espaço uma sorveteria exclusiva para quem trabalhava ali. Os chefes dificilmente desceriam para tomar sorvete, mas nas poucas vezes que veio no prédio viu sempre pessoas bem arrumadas subindo com mais de uma casquinha ou potinho.

    Chegando ao seu carro Chloe vê um homem alto e forte com aparência perfeitamente saudável. Era sempre agridoce ver um desses e lembrar do marido abusivo. Mas lá estava ele dando sorvete para duas crianças pequenas sentadas no teto de um carro antigo e baixo. Impala? Opala? Mutang? Quem liga? As crianças chamam mai atenção que ele com seus barulhos e movimentos. Mas os olhos de Chloe se fixam de novo no homem. Ela vira a chave. O carro começa a tremer com a vida do motor. Cabelo pretos curtos e ligeiramente ondulados. Não pega de primeira. Ela tenta de novo. Olhos azuis profundos em um rosto perfeitamente simétrico. O carro treme de novo. Ele não era assim, o carro. A barba bem aparada. Os braços e costas fortes e as mãos calejadas destoam da cena delicada com as crianças. O carro morre de novo. Ele olha para ela. Fala algo para dentro do carro e uma mulher mais velha sai de dentro do carro. Ela anda um pouco envergonhada até perto da sua janela.

    Ela se aproxima limpando as mãos na calça jeans surrada. A camisa branda que acompanha não está muito melhor. "Quer ajuda, sou mecânica. Se quiser posso olhar. Pelo barulho não parece sério." Ela para a uns dois passos do carro. Deixando bastante espaço para Chloe. Uma das crianças dá um grito feliz e pede mais sorvete em uma voz super aguda. Em resposta o homem pega as duas crianças e começa a andar para a sorveteria.
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    Chloe  Moore Empty O começo de tudo...

    Mensagem por thendara_selune em Ter Out 06, 2020 9:32 am

    Chegando ao seu carro Chloe vê um homem alto e forte com aparência perfeitamente saudável.  Aquele homem lhe gerou uma memória rápida do próprio marido e por alguns segundos isso a incomodou.  Colocou uma seleção que gostava na época da faculdade, mas em casa jamais ouviria aquilo e as batidas lhe causaram uma sensação libertária.



    O som era agradável aos seus ouvidos, mas aqueles gritinhos animados chamaram-lhe atenção, eram adoráveis e a infância deles parecia muito diferente da dela. Então foi traída pelo seu subconsciente que a fez olhar de novo pra ele, o cabelo cor de ébano, aquelas ondas suaves e os dois lagos azul-cobalto que deviam causar um efeito instigante quando encaravam uma mulher – Ela perde a concentração, a música para e o carro parece adivinhar- Sem que perceba seus olhos o observam com mais atenção, um pedaço de homem bem bonito, não podia negar e corou. Chloe sente- se inquieta, o observa com interesse,  a cena toda é interessante, seriam filhos dele?!
    Ela o observa com interesse que não queria admitir pra si mesma, ficou corada de novo como se fosse um morango maduro ao perceber os braços e costas fortes- O carro brinca com ela, treme e agita-se, mas não quer obedecer-  Ela morde os lábios inocentemente, pensa em coisas que não devia, mas dentro de si existem limites, quebrar as regras significava ser punida, mas agora poderia ser quem quisesse ser?!- Ela observa as mãos dele, pensa mais uma vez em algo que a faz corar e olhando as crianças de novo buscando semelhanças e  imagina mais uma vez se são dele?- O carro ri da situação, ela desiste, respira fundo, uma mecha de cacho ruivo lhe cai nos olhos e quando dá por si ele olhou pra ela e a deixa envergonhada-  Ele fala com alguém dentro do carro, então uma mulher mais velha sai, parece tão envergonhada, quanto Chloe. Quando ela se aproxima da janela, Chloe a observa as mãos sendo limpas na calça surrada, a camisa branca que já não estava tão alva  e acha a mulher bem interessante. Tinha esse costume de olhar a cena toda que a cercava e sua mente deu aquele estalo quando a mulher lhe oferece ajuda. Ela começa a falar, mas seus olhos teimam em seguir o tal homem.


    -Eu agradeceria...Não tenho menor noção do porque ele fez isso, estávamos  bem-

    Ela passa a mão no carro e agora olha para mulher com um sorriso inocente  e os olhos cor de  âmbar brilhando, os cílios longos, o cabelo ruivo parecia um véu cacheado e sedoso que lhe alcançam a cintura bem delineada, não era magra, culpa dos genes da mãe, era proporcionalmente voluptuosa, usava um vestido branco até os joelhos, os lábios carnudos usavam um batom vermelho, que na verdade eram uma provocação inconsciente ao marido, se ele a visse com toda certeza a puxaria pelo braço até um canto e a faria ela tirar aquilo dos lábios.
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    -Se você puder me ajudar, serei eternamente grata- Ela olha mulher com aquele ar de quem anda perdida na vida e ao mesmo tempo tentando acertar o caminho -  Me chamo Chloe!- Ela estende a mão pra mulher sem se preocupar com nada, o calor humano a fazia ficar feliz, tocar as pessoas e sentir seus sentimentos era uma experiência que sua família não apreciava, mas ela queria isso pra si mesma-
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    Mensagem por Wordspinner em Qui Out 08, 2020 1:14 pm

    A mulher se aproxima olhando o carro como se fosse um pediatra olhando uma criança assustada. "É um modelo bem novo, mas é de manutenção de baixo custo. Deve ser fácil de resolver mesmo." Ela encosta no teto do carro como se fizesse um carinho e aperta a mão da moça com firmeza. Uma mão áspera, calejada e cheia de tendões fortes acostumada ao trabalho pesado. A mulher faz um sinal para virar a chave e quando Chloe tenta e o carro desaponta novamente ela sorri. "Abre o capô." Ela nem espera confirmação. Só vai pra lá. Ela mal olhou pra Chloe. Estava mais interessada no mistério do carro e seu defeito. Alguns segundos debaixo do capô e ela volta para a janela com uma peça na mão. "Essa aqui queimou. Mas as outras estão boas. Essa é um modelo mais antigo. Você confia no seu mecânico?" Ela olha da peça para a mulher atrás do volante. "Bom, tenho outra ali no carro, mas não vai durar muito. Melhor você trocar de profissional, ou... levar logo na autorizada." A ultima frase foi só depois de ela olhar bem para a senhora Moore pela primeira vez. Ela se sacode estranhamente assustada e com as pernas paradas. O xingamento morre nos lábios dela quando olha para baixo. Ela dá um sorriso forçado para algo mais baixo que a janela do carro. "Obrigado yumi, não quero sorvete não. Agora vai abraçar seu tio, ele me disse que tava querendo muito um abraço seu." A voz da criança é algo pequeno e desengonçado. Passam alguns segundos antes de a mente captar que a coisinha de cabelo preto correndo para longe estava falando outra língua.

    A mulher começa a ir embora e depois se vira de novo com um sorriso amarelo."Foi mal. Vou pegar a peça. Já to voltando." Ela anda sem pressa analisando a peça com cuidado. Ela olha para trás mais uma vez intrigada antes de entrar no carro. As duas crianças logo estão correndo em volta dele. Em volta do carro. Gritando em inglês e sabe-se lá o que. Uma perseguição implacável como só duas crianças poderiam fazer. O homem está vigiando os dois com olhos preocupados. Claramente tentando mantê-los a salvo. Ele faz uma pergunta a mulher usando seu nome. Laura. A mulher estava tão perdida com a situação que não se apresentou. A resposta dela se perde nos gritos das crianças que agora correm em volta do homem. A menina dizendo "Xaí xaí xaí, Tio Jams! Xaí xái xái!" enquanto o garoto só grita não e não e não sem parar nem pra respirar.

    Quando Laura volta para perto ela tem duas peças quase iguais na mão. "Aqui, tá vendo? Essa aqui é a sua. Tá queimada, tem uma rachadura também. A minha é essa, depois você me devolve." E então ela vai novamente para debaixo do capô e em alguns segundos pede para Chloe dar a partida. Dessa vez o carro acorda. Vivo. As luzes acendem no painel. Ele brilha azul de felicidade. Ou só porque seus leds são dessa cor. O barulho do capô batendo é suave, mas saco o carro mesmo assim. Laura vem até a janela com a peça velha e um cartão de papel. "Me devolve, hein!" Ela sorri sem graça de novo. "Laura?" a voz é grave e amigável. Ele está com uma criança em cada braço e mesmo assim eles estão discutindo e brigando e rindo ao mesmo tempo. "Puta que pariu. Eu sou a Laura. Bradfort. Meu nome. Nossa, foi mal." Ela passa a mão no rosto e parece apressada. "Vai ficar bem, certo?"
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    Mensagem por thendara_selune em Qui Out 08, 2020 2:57 pm

    A mulher demonstra um interesse genuíno em ajudar, o carro parece ser um objeto que necessita de atenção especial ->Chloe morde o lábio novamente está ansiosa<- Ela escuta a voz da mulher, a segurança dela passa pra Chloe a sensação de estar diante de alguém que é dona de si. Se fossem o belo exemplar de homem que tivesse oferecido ajuda, provavelmente já estaria nervosa, sem saber lidar com ele ou tropeçaria no invisível, era uma mulher tímida apesar da postura elegante que transmitia.
    Ela escuta atenta -> "É um modelo bem novo, mas é de manutenção de baixo custo. Deve ser fácil de resolver mesmo." <- Não entendia nada de carros, apenas pediu que lhe indicassem um fácil de dirigir, contou nos dedos as vezes que pegou em um volante, era notório que evitavam que ela fizesse qualquer coisa que pudesse causar um acidente mortal.

    Ao sentir a mão da mulher aquela aspereza demonstrava que devia trabalhar muito e os calos confirmavam isso, enquanto as mãos de Chloe eram macias, havia nela o cheiro de rosas, adorava sentir-se cercada de flores, nunca precisou fazer nada que lhe causa-se cansaço e mesmo na faculdade o seu sobrenome pesava, aquilo incomodava, mas garantiu acesso aos caminhos certos e terminar o curso de maneira tranquila.
    Olhando a habilidade dela em lidar com o carro sentiu uma ponta de inveja, uma vez ou outra desejava ter nascido com outro sobrenome. Enquanto a mulher falava do problema, pegou a peça para mostrar a Chloe que por sua vez tentava compreender o que ela dizia, foi quando notou que ela se sacode estranhamente assustada e com as pernas paradas. Porém antes mesmo de perguntar alguma coisa, uma menininha de cabelos pretos surge, agarrando a mulher e elas trocam algumas palavras é quando Chloe escuta “tio”, então ele tinha esse tipo de parentesco com aquelas crianças- Ela observa a menina se afastar bem como a mulher dizendo que ia pegar a peça Chloe responde:

    -Obrigada de verdade!-

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    Mensagem por thendara_selune em Qui Out 08, 2020 2:59 pm


    Os gritinhos das crianças a fazem prestar atenção neles -> Ela sorri<- , estavam gritando em uma língua que misturava as coisas, a perseguição era uma cena típica de crianças, o homem os observa com um ar protetivo, ela escuta por fim o nome da mulher, a voz dele a alcança ali e mais uma vez se sente pensando em coisas que não devia. Aquele era um homem muito bonito, provavelmente com uma vida tranquila, um tio amoroso e Laura devia ser uma parente dele? -> Ela era dada a fantasiar as coisas quando mais nova e fez isso naqueles breves segundos, uma casa em um bairro familiar, crianças saudáveis e um marido caloroso foram as imagens que teve olhando o homem, que coisa ingênua, todos são farinha do mesmo saco Urathas ou não esse último pensamento lhe amargou a mente. Não tinha como saber se ele era um homem com a mesma índole do marido<-

    Quando Laura volta para perto ela tem duas peças quase iguais na mão. Mostrando-as a Chloe, explicando as coisas e como por mágica após Laura conceder sua benção o carro revive e Chloe sorri. –
    Laura vem até a janela com a peça velha e um cartão de papel. Chloe escuta ->"Me devolve, hein!" <- O palavrão é sonoro, e nome é proferido com “Laura Bradfort” ao fundo da cena o homem com as crianças a faz sorrir de novo e quando Laura faz a pergunta, Chloe responde:

    -Eu vou ficar bem e quero pagar pela peça e ...-Ela olha as crianças, mas também o homem e prossegue<- As crianças são lindas, eu sou médica... - Ela pausa um pouco fica vermelha- Eu posso ajudar se precisarem e me diga quando posso ir até sua oficina senhora ou senhorita Bradfort?

    O sorriso de Chloe é agradável, os olhos penetrantes focam na mulher com interesse em ouvir a resposta.

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    Mensagem por Wordspinner em Qui Out 08, 2020 5:46 pm

    A mulher torce o rosto em algo de incredulidade. "Cê tem certeza? Não é nada chique." Ela dá de ombros. "O endereço tá no cartão e eu to indo pra lá agora." Enquanto isso o tio prende os sobrinhos no banco de trás. O tempo todo os pequenos protestam chamando atenção e fazendo Laura reprimir uma careta. A mulher se senta no banco do motorista e o homem no carona. Detalhe estranho para Chloe. Ela não consegue justificar a estranheza como nada além da própria experiência onde mulheres nunca dirigiriam.

    Ela deixa as ruas do Corona em baixa velocidade. Deixando bem fácil para ser seguida.
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    Mensagem por thendara_selune em Qui Out 08, 2020 6:47 pm

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    Chloe respondia com um sorriso agradável

    ->Tenho total certeza<-

    Ela segue Laura, deixa a música fluir, a sensação daqueles dias em Dover são uma fusão de sentimentos que não se explica de maneira simples e agora dirigindo deixava mais um pedaço do passado pra trás.  



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    Mensagem por Wordspinner em Sab Out 10, 2020 7:18 am

    Laura em pouco tempo sai do Corona. Para trás ficam as belas construções modernas e monólitos de vidro. Ela dirige por bairros comerciais até uma grande série de casas perto a sombra do maior shopping center da cidade. Lá ela vai até uma longa rotatória com uma vila no meio. A placa da oficina é toda feita de metal. Uma coisa grande e sem muito refinamento. Assim como a própria oficina. Ela entra e para antes de um portão grande de metal. Ela desce. O homem desce. Os dois se aproximam do carro enquanto as crianças te vigiam de dentro do carro com olhos arregalados. "Esse aqui é o James." Ele oferece a mão para um aperto. Um sorriso amigável estampado no rosto. "Ela me contou do problema, a senhora tá em boas mãos." o aperto é suave e acomoda com cuidado a mão de Chloe. "Vou levar os pequenos para brincar com os peludinhos, se precisar de mim, vou estar tentando esquecer as ultimas duas horas." Ele ri da própria piada e Laura o dispensa com um aceno e uma carreta. Assim que ele se vira para ir ela deixa um sorriso se formar no rosto. "Vai ser rápido. Só vou pegar uma nova de verdade e colocar no lugar da extra que deixei no lugar da queimada. Pode ficar por aí..." Ela olha bem em volta e depois continua em um tom meio envergonhado. "Ou ficar dentro do carro também, é mais seguro pra sua roupa."

    O lugar dá a sensação de pura e meticulosa organização coberta com graxa e peças e ferramentas. Duas pessoas trabalham em uma moto enorme em uma das vagas. Ambos magros e mal vestidos e sujos. Mas riem e se provocam o tempo todo. Um carro está suspenso a quase dois metros do chão e algo que definitivamente não se encaixa na atmosfera está bem debaixo dele. Uma mulher alta e loira de vestido azul que mesmo frouxo no corpo não esconde curvas generosas. Ela está mascando chicletes e fazendo bolinhas enquanto não desgruda do celular. Como se sentisse seus olhos ela percebe Chloe. Ela começa a andar na sua direção "Meu deus garota, você é linda. Cê é modelo?" Ela começa falando mais alto e diminui assim que suas pernas grandes deixam ela mais perto. "Como cê veio parar aqui?" O espanto claro na voz. "Ah, que mal educada, eu sou a Asia. Pessoa e não região. Já te atenderam?" Ela pisca olhos verdes e atentos fingindo um charme de recepção sem parar de mastigar.
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    Mensagem por thendara_selune em Sab Out 10, 2020 7:32 pm

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    As construções modernas e suas vidraças que refletem todas as cores vão ficando para trás, o carro vai deslizando por bairros comerciais cheios de vida, de transeuntes preocupados com suas próprios caminhos, alheios ao mundo que os cerca além das cortinas de sua pequena realidade. Chloe recorda-se de sua vida, nas histórias, das aulas e daquele mundo furioso no qual nasceu,mas agora a vida seria simples, não existiam mais aquelas regras e podia seguir os caminhos que quisesse ou seria ingenuidade pensar assim?!
    Quando chegam a uma série de casas perto do maior shopping center da cidade, ela tenta memorizar o caminho e ao passarem pela longa rotatória com uma vila no meio visualiza a placa da oficina
    .

    Eles descem primeiro, aproximam-se do carro de Chloe, as crianças a olham com  interesse e quando escuta o nome dele, apresenta-se  — Meu nome é Chloe — (Ela retribui o aperto de mão e o olha nos olhos)  escuta a breve conversa entre ele e Laura fica curiosa sobre essas tais “últimas duas horas”, mas quando ele se afasta levando as crianças ela volta sua atenção a Laura. O desconcertado de Laura a faz descer do carrro, não queria mais cerimônias em sua vida,  limites de comportamento e muito menos parecer uma mulher arrogante.


    — Não se preocupe, não ligo para isso só quero resolver o problema e lhe pagar pelo serviço.—

    O lugar é um mundo que ela não conhecia, as coisas parecem em seu devido lugar, tem um cheiro diferente no ar, algo ligado aos veículos ali, mas não saberia definir o que era, observando  as pessoas trabalhando ali  e os escutando rir acaba esboçando um sorriso involuntário nos lábios rubros.  Seus olhos vão vagando pelo lugar, até que pousam em uma mulher loira, bem mais alta que Chloe e com um corpo bem chamativo. Ela mascando chiclete faz a mente de Chloe escutar o som do “ploc” se misturando aos passos confiantes em sua direção.
    Quando escuta a voz dela  surgindo cheia de energia, fazendo aquela pergunta, Chloe apenas sorriu amistosamente  e recorda-se da sua mãe a repreendendo na infância ,” Ande direito Chloe, não mostre os dentes quando sorri, nunca masque chiclete, pelo amor de Deus veja suas primas, parecem bonecas e você age como uma criatura das selvas?!”.




    — Obrigada, mas não sou nada disso, é apenas a maquiagem e a escolha da roupa certa, o resto é mera ilusão...Você é lindíssima não consegui desviar os olhos de você!—

    Quando a loira para diante dela, fica impressionada com sua altura, se sentindo um anão de jardim, as pernas longas, o corpo com curvas bem marcadas e aquele ar de mulher despreocupada com o mundo lhe conferiam uma aparência bem marcante.

    — Eu estou montando um consultório, me formei tem pouco tempo e estou buscando oportunidades que agreguem…—

    Ela gira a aliança no próprio dedo, fazia isso quando ficava ansiosa, a pergunta a deixou estranha por alguns segundos, os olhos cor de âmbar vagaram pelo lugar e voltam a olhar Asia como se escondessem algo.

    — Meu nome é Chloe e prazer em conhecê-la Asia—

    A voz de Chloe era delicada, ela continuava mexendo na aliança é quase instintivo e olhando Asia que transborda liberdade pensa em si mesma.
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    Mensagem por Wordspinner em Qua Out 14, 2020 9:48 am

    Chloe escreveu: Não se preocupe, não ligo para isso só quero resolver o problema e lhe pagar pelo serviço.

    Laura olha um pouco impressionada e um pouco preocupada. Mas não discute. "Eu não sei tirar graxa disso aí."

    Chloe escreveu:Você é lindíssima não consegui desviar os olhos de você!

    Ela sorri lisonjeada. "E educada também? Onde você achou aqui?" Ela pergunta na direção que Laura foi e nem espera resposta ou tira os olhos da recém chegada. "Aí, ela é medica, to passando vergonha." Ela coloca uma mão no sobre os olhos fingindo vergonha que não existe em lugar nenhuma da mulher. "É definitivamente um prazer." Ela aperta a mão de Chloe com mãos fortes e firmes. Algo inesperado para alguém com essa aparência. "Nossa que horrível, cê é casada. Hunn, pelo anel você deve odiar ele." Ela estende a mão como que esperando que Chloe colocasse a sua mão ali para poder olhar o anel.

    Uma batida no carro. Laura limpando as mãos nas calças. "Tá pronto." Ela olha para Asia e para Chloe. "Passa o preço pra ela." Assim, como se isso dissesse alguma coisa ela dá o assunto por encerrado e começa a trabalhar em um carro logo ao lado. Como despedida somente um sorriso e um aceno. "A gente toma um chá aqui do lado e te dou um desconto. Que cê acha?" Era como se ela não pudesse ver que Chloe não precisava de nenhum desconto. "Conheço um pessoal da maior ONG da cidade, aposto que eles podem te ajudar com essa coisa aí de agregar." Então ela sorri. Algo radiante e branco. Alegre e leve. Um sorriso com o rosto todo. Com o corpo todo. Como uma quente manhã de verão.
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    Mensagem por thendara_selune em Qua Out 14, 2020 12:15 pm

    Laura olha um pouco impressionada e um pouco preocupada. Mas não discute. "Eu não sei tirar graxa disso aí."

    Chloe escuta Laura e percebe nela aquele ar surpreso.

    — Não se preocupe com isso Laura. ( Ela responde com um sorriso e depois volta-se a Asia)



    Ela sorri lisonjeada. "E educada também? Onde você achou aqui?" Ela pergunta na direção que Laura foi e nem espera resposta ou tira os olhos da recém chegada. "Aí, ela é medica, to passando vergonha."


    (A voz de Asia transborda energia, o comentário feito  deixa Chloe vermelha.)

    —  Você  é adorável Asia!—

    (As mãos firmes apertam as de Chloe que sente ali uma prova do bom caráter de Asia, quando ela dispara o comentário sobre o fato de Chloe ser casada o rosto dela se contrai e fica vermelho como  um pimentão, ela abre um sorriso sem graça e fala com suavidade)


    — Na verdade estamos separados agora, mas não consigo me desapegar da aliança, tudo é bem recente( Ela abre um sorriso amistoso, deixando que Asia olhe aquele anel que valia muito mais que aquelas casas juntas) Quando senti isso em meu dedo pela primeira vez foi mágico, mas as coisas saíram dos eixos e aqui estou!( Ela olha Asia com um ar tímido)

    (A batida no carro faz Chloe direcionar sua atenção a Laura que pede pra Asia passar o valor do serviço.  O aceno e o sorriso são uma despedida, quando dá por si Asia faz o convite para um chá que Chloe aceita.)

    — Um chá vai ser ótimo, muito obrigada e adoraria ouvir sobre a ONG...Não conheço nada ainda, Dover me parece um ótimo lugar para se estabelecer e contribuir com a comunidade local!



    (O sorriso de Asia é algo que o corpo todo expressa, pessoas assim são raras, Chloe a olha com curiosidade, sente que ela emana verão primaveril e isso atrai qualquer um para gravitacionar ao seu redor.)


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    Mensagem por Wordspinner em Sex Out 16, 2020 12:45 pm

    Asia escreveu:Quando senti isso em meu dedo pela primeira vez foi mágico, mas as coisas saíram dos eixos e aqui estou!

    "Ele deve ser um idiota. Controlador, com certeza. Homens..." Ela revira os olhos lindos. "Ah, Dover é ótimo pra quem quer fazer pelos outros. Tem espaço. Tem muito espaço." Ela diz concordando com Chloe.

    As duas andam um pouco. Só alguns passos e estão em uma floricultura. Duas mesinhas do lado de fora. Asia se senta e olha para dentro do lugar. Uma garota entediada e algo entre emo e gótica está no caixa com fones de ouvido. "Lindinha, pega o jogo e de chá pra mim? Se puder esquentar a água eu agradeço." Asia se vira de volta. "Pre-gui-ço-sa." Abrindo mais os olhos em cada silaba.

    As mesinhas são de madeira maciça. Assim como as cadeiras. Muito bem cuidadas com orquídeas exóticas no centro. A floricultura não tem nenhuma placa com nome. Nem nada escrito em lugar nenhum. O transito é leve e lento ali. A fachada do lugar é em madeira verde e vidro transparente. Dá para ver a mocinha lá dentro correndo para obedecer. Um cavalheiro sentado entre as plantas lá dentro lendo um livro em seu terno, todas as três peças.

    Asia faz um barulho se ajeitando na cadeira. Ela era muito alta. "Qual chá você gosta? Eu prefiro camomila. Desacelera." Ela deixa o celular na mesa. Olha para ele de novo e vira de tela para baixo. "Diz aí, o que já viu da nossa cidade? Já visitou o porto numa noite de sexta? Tão cheio e brilhante." Ela sorri com memórias nos olhos. Por um segundo parece que uma sombra cobriu o sol. Mas é outra coisa.

    Uma forma enorme. Maior que um carro. Asas compridas e negras. Olhos vermelhos como brasas infernais. Escuridão contra o céu claro que reflete as luzes da cidade em suas nuvens cor de chumbo. Cascatas de fumaça lenta, negra e densa caem das asas. Elas empoçam agitadas no chão. Quase vivas. A forma escura desce sobre Asia que segue seus olhos na mesma direção. Mas o rosto dela mostra somente conforto e satisfação. A forma negra a cobre completamente. As asas longas indo até o meio da rua.

    "Tudo bem Chloe?" A voz sai de dentro das sombras. A fumaça densa rola pela mesa e escorre sobre as duas mulheres. Da escuridão sai a mocinha com uma bandeja, bule e xícaras. Ela se afasta sem palavras. Olhos vermelhos intensos como estrelas encaram Chloe pouco acima de onde a cabeça de Asia. A loira se inclina sobre a mesa e seu rosto pode ser visto no meio das sombras. O sorriso radiante enquanto coloca ervas e água quente nas xícaras.

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    Mensagem por thendara_selune em Sex Out 16, 2020 3:30 pm

    "Ele deve ser um idiota. Controlador, com certeza. Homens..." Ela revira os olhos lindos. "Ah, Dover é ótimo pra quem quer fazer pelos outros. Tem espaço. Tem muito espaço." Ela diz concordando com Chloe.


    — Ele é um idiota muito atraente, sabe como fazer você dançar sem música(Ela morde o lábio inferior e suspira logo em seguida, não tinha como negar que inicialmente idealizou um casamento tranquilo, seguir as regras da familia, gerar crianças e fazer suturas quando possível.Quem diria que as coisas saíram dos eixos?) meus pais o idolatram e isso é tão irritante( Ela ri, não tem como saber o motivo da risada, talvez pela lembrança que a conversava trazia a sua mente ou estivesse inconscientemente nervosa ao pensar em Ian)

    — Dover tem uma atmosfera diferente do lugar de onde vim, as ruas movimentadas, as pessoas perdidas nas suas próprias histórias, fiquei encantada assim que cheguei, mas não tive chance de desbravar nada ainda. A Propósito me fala sobre sobre a ONG e sobre Dover?(Os olhos dela demonstram uma curiosidade infantil e alegria genuína)

    (A floricultura deixa Chloe extasiada, amava flores, o perfume delas, a textura das pétalas, a pureza contida em cada uma lhe causava uma paz imensa. Ela se senta graciosamente na cadeira, visivelmente confortável e sua atenção se volta pra “Lindinha” que Asia faz questão de chamar de  preguiçosa, Chloe ri da cena, e sua mente a surpreende com uma breve sensação de liberdade.
    Ela relaxa o corpo, observando o lugar com atenção, passando a mão macia na mesinha, o som do trânsito leve adentra sua mente, seus dedos tocam a orquídea com suavidade e os olhos cor de âmbar pousam no cavalheiro  bem alinhado, lendo um livro e aos olhos dela ele combina com o lugar. Seu coração estava leve, fazia tempo que não se sentia assim e nesse momento invejou “Lindinha” e Asia. A voz da loira é doce, perguntando sobre o chá e Chloe responde com um sorrisinho:)

    — Também preciso desacelerar vou tomar o mesmo que você Asia(Ela ri com suavidade)

    (Quando Asia fala sobre o porto em uma sexta a noite, Chloe se deixa levar pelo brilho nos olhos dela, adorava pessoas que falam com os olhos e mais uma vez confirmou que de fato a beldade diante dela era uma mulher que irradiava uma energia maravilhosa.  Quando ela abre a boca pra comentar sobre isso, ela sente um calafrio percorrer seu corpo ao mesmo tempo o sol parece ser encoberto por uma sombra, que parecia maior que  um carro e exibindo asas de curvatura assombrosa. Ela olhava, mas não conseguia acreditar, era como se a cidade estivesse em câmera lenta, ficasse cinza rapidamente e cheia de nuances sufocantes. Aquela coisa tinha olhos que mais pareciam brasas sedentas, Chloe queria falar algo, mas era como se estivesse do lado de fora e tentando entrar desesperadamente em casa.  A fumaça oprimia seus pensamentos, Asia era uma sombra distante agora, aquela coisa macabra parecia feita de pesadelos, nunca viu nada assim, as luzes refletidas agora criavam um cenário assustador e as nuvens parecem ostentar tons de chumbo. Aquela figura macabra fala com Chloe que sente o coração acelerar e mentalmente pede que aquilo suma. Aquela presença fica ali, a olhando como se os olhos fossem estrelas de mundo além do humano, ela faz um movimento involuntário, seu corpo se ergue uma pequena gota de coragem surge, ela levanta-se assustada, aquela coisa a tirou do eixo e dando passadas pra trás em direção a rua. Ela leva as mãos a boca, para conter o grito que lhe sufoca a garganta e por alguns segundos ela se perde diante daquela visão obscura que surgia causando-lhe pavor.)

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    Mensagem por Wordspinner em Qua Out 21, 2020 11:13 am

    Chloe escreveu: ...sabe como fazer você dançar sem música

    Asia faz cara de seria. "Nada melhor que um pouco de tesão pra mandar uma irmã no caminho errado. " Ela diz como uma professora velha e bêbada. Mas emenda com uma piscadinha e um sorriso. "Já peguei esse trem. Chacoalha muito e sempre te deixa no lugar errado." Ela olha o horizonte como quem lembra alguma coisa.

    --

    O barulho da água quente caindo na xícara cessa. O rosto de Asia aparece de novo no meio das sombras. Medo em suas feições bonitas. O bule cai no chão. As sombras pesadas e densas se expandem. Os olhos vermelhos cheios de alguma emoção alienígena se fixam em Chloe. Pior, eles passam por ela como brasas que afundam na pele e cavam a carne. Olhos que fazem a alma dela queimar contagiada. Raiva. Uma fúria sem palavras e sem direção. As asas poderosas batem sem nenhum som. Palavras são gritadas. São ditas. Sussurradas. Chloe não registra.

    Mãos fortes seguram seus braços e a puxam. Mesmo assim ela só consegue olhar para os olhos vermelhos. Queimando nas sombras. Dançando no ar. Lentamente se afastando. Um carro passa. Perto demais. A voz de Asia insiste em seus ouvidos. Se repete de novo. "Calma querida. Tá tudo bem. Ninguém vai te fazer mal." As mãos dela segurando firme. A escuridão no ar escorrendo para o vazio.

    Um passo atrás de Asia o cavalheiro que estava lendo agora coloca lentamente no bule na mesa e levanta a cadeira que alguém derrubou. Chloe? Asia? As asas da escuridão? O homem organiza a mesa meticulosamente. Os olhos dele nem se viram na direção das duas. Ignorando polidamente a situação. Agindo como se nada realmente incomum tivesse acontecido. Xícaras no lugar, ele volta para a parte interna da floricultura. Os olhos azuis de Asia procuram no rosto de Chloe.

    Chloe sente um pé na calçada e outro na rua. Em volta a cidade continua como sempre. Alucinação? Os sons são os mesmos e as luzes também. Ela imaginou isso? A garota meio emo olhando para ela sem nenhum disfarce. Era real? Parecia real. As sombras que olhavam para ela.

    Agora era o decote comportado de Asia que estava olhando para ela. As ondas douradas do cabelo. O rosto preocupado. "Me diz que você tá bem. Quer sentar? Quer água? Eu fiz alguma coisa? Tem alguém atrás de você?" A ultima pergunta um sussurro que trás ela mais para perto. Ela quase esconde Chloe com seu corpo.
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    Mensagem por thendara_selune em Qua Out 21, 2020 1:56 pm

    @Wordspinner escreveu:
    Chloe escreveu: ...sabe como fazer você dançar sem música

    Asia faz cara de seria. "Nada melhor que um pouco de tesão pra mandar uma irmã no caminho errado. " Ela diz como uma professora velha e bêbada. Mas emenda com uma piscadinha e um sorriso. "Já peguei esse trem. Chacoalha muito e sempre te deixa no lugar errado." Ela olha o horizonte como quem lembra alguma coisa.

    ___________________________________________________________________________________________________________

    (Chloe fica vermelha, os olhos passeiam pelo lugar, depois repousam silenciosos em sua face e ela segura a xícara com as duas mãos, sentindo o calor agradável que o objeto tem, pensando que  não podia negar que a estrada da perdição que conheceu foi lasciva e acentuada pelo domínio exercido por Ian. As dose dadas pelo companheiro nos primeiros meses com toda certeza foram as melhores e mais ardentes que o contato entre corpos poderia oferecer. Ela foi criada com recato, o sexo oposto lhe parece um planeta perdido, mas seu corpo naturalmente sabia apreciar as coisas que o sexo oferecia e nesse instante a sua face fica tão vermelha ao lembrar do homem no estacionamento. Ela suspira e percebe que nos últimos dias se sente mais viva, mas o medo lhe cerca
    fazendo-a a lembrar que cortar laços com o passado não era algo simples.)


    — Atualmente estou fugindo desse tipo de Trem, mas quem sabe ainda encontre alguém interessante por aí…(Ela ri de um jeito agradável)


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    Mensagem por thendara_selune em Qua Out 21, 2020 3:16 pm

    (Durante alguns segundos o ar fica suspenso, aquilo parecia uma eternidade tomada por brasas, Chloe por sua vez permanece paralisada, com o olhar fixo naquela coisa que emana algo que ela nunca sentiu, não era um vulto, não era um fantasma era algo forte e aos seus olhos parecia um pesadelo que a contagiava com o medo  em sua forma mais pura. Seu peito doía, sabia que o medo é algo irracional, mas intuitivamente o ser humano vai ser condicionado a fugir para preservar sua própria vida, mas naquele momento as suas pernas  contrariavam isso, como se estivesse em lamaçal e foi nesse instante que ouvia ao longe a voz de Asia "Calma querida. Tá tudo bem. Ninguém vai te fazer mal." As mãos da loira a seguravam firme, enquanto a escuridão parecia se afastar dali, mas aquele olhos feitos de brasa carmesim marcam-lhe a mente profundamente.)

    (Os olhos azuis de Asia pareciam duas pedras lapidadas com maestria, com a capacidade de adentrar o mundo caótico de Chloe naquele momento, o corpo não lhe obedece, um pé na calçada e o outro na rua, o sentimento em seus olhos é de puro medo, de inquietação e confusão. A cidade perde o tom de  chumbo, ela tem a impressão de sentir na boca algo amargo e parece desvanecer ali como se fosse feita de ar. Aquilo foi uma alucinação ou realmente estava ali? Sua mente estava longe dali, mas tentava voltar ao seu eixo e nesse momento a voz de Asia estava carregada de uma preocupação genuína que fazia Chloe desabar em lágrimas, soluços e o nariz delicado que ficava vermelho.  Ela apenas ouvia repetidamente:)

    "Me diz que você tá bem. Quer sentar? Quer água? Eu fiz alguma coisa? Tem alguém atrás de você?"

    (Asia oferecia a ela naquele momento uma breve proteção e isso a deixou à mercê da loira que irradiava uma energia tranquilizadora. Ela consegue falar quase em um sussurro de maneira pausada como se tentasse escolher as palavras, mas na verdade parece uma criança que viu o  bicho-papão:)

    —Eu...Acho que estou ficando louca...Desculpa...Eu preciso descansar…(O medo está nela, é um perfume nocivo e para alguém que está fazendo o possível para se manter firme aquilo que apareceu ali acabou sendo o gatilho para fazer Chloe lembrar que o passado nunca fica inteiramente pra trás e que ela precisava urgente encontrar um meio de se manter protegida. Seu corpo estava frio, ela sente que está perdendo o fio das coisas, isso acontecia quando estava em seu antigo lar, mas depois que fugiu tinham parado, mas dessa vez ressurgia como se tivesse levado um soco no estômago, as suas mãos trêmulas seguram o braço de Asia.)—  Não me sinto bem…( Aquilo era algo natural, pessoas em situação de elevado estresse podem vivenciar episódios envolvendo desmaios. Ela lembra de uma aula sobre isso como se fosse uma imagem borrada e depois apaga diante de Asia)




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    Mensagem por Wordspinner em Sex Out 23, 2020 7:26 pm

    Um desconexo conjunto de vozes é a primeira coisa que existe. Palavras sem sentido. Sem definição. Sons. Nada mais.

    Lentamente a escuridão passa a ter forma. Veios e pontos.

    Gosto. Algo familiar e sem nome.

    Textura. O universo volta a ter forma. Toque.

    Nome, Chloe se lembra quem é.

    Desse ponto as coisas se aceleram. As palavras são a língua que ela fala desde que nasceu. Sotaques estranhos? Sim. A voz familiar de Asia corta as outras e é a primeira a ganhar sentido. "Não dá pra deixar ela assim. A menina desmaiou. Claro que ela viu." A outra voz que responde engata no meio da frase. "... alguma coisa pra gente, não é? Ela deve precisar de ajuda. Tem alguém atrás dela. Fato que tem." Homem, jovem. Menos de trinta. Voz pequena. "A decisão final é sua, mas ela pode não estar bem. O cheiro dela parece ok, mas tem cremes e perfumes demais. Acho que é melhor levar ela no médico." Os olhos se recusam a abrir. Mas tremem. A respiração começa a ganhar vida e espalhar ela pelo resto do corpo. "Levar ela no médico vai ser um sinal enorme pra quem tá atrás dela. Assim como todo o resto. Usar o nome dela em registros? O carro é alugado, tem até rastreador. Sabe o quão ruim isso é para alguém querendo desaparecer?" Essa voz era mais grave, mais séria, porém carregada de um nervosismo inquietante. "Ela pode não estar tentando sumir. Pode estar tentando ser encontrada." Alguma coisa meche no seu rosto. "Não tá não. Eu falei com ela. Definitivamente o cara vem atrás dela e ela não quer ele por perto e ..." Os olhos se abrem e como se pudessem ouvir eles param no meio do que estavam falando.

    O teto é branco. Simples. Comum. Alguma coisa gelada e molhada na testa. O ar finalmente invade o pulmão e acelera o coração. Força se espalha pelo corpo ainda sem jeito. Mãos correm pelo corpo dela. Alerta. Suas próprias mãos. Ela está livre. Isso é bom. Nada doí. Isso é até melhor. Um rosto desconhecido aparece na frente dela. Cabelos pretos e olhos puxados. Um sorriso sem jeito e a boca pequena fala algo esquisito demais para entender. Sentar é um reflexo. A adolescente na sua frente tira um pano molhado da sua testa. Cliché. Ela sorri de novo algo fofo. "Bom dia!" Numa voz incerta e com um sotaque horrendo.

    "Nossa Chloe que susto. Como você tá? Aqui é a casa do Sebastian. Sebs é esse aqui. Você viu ele na floricultura. É dele também." O cavalheiro de terno cutuca Asia. "To tagarelando. Cê tá bem?" Todos olham com preocupação. Apreensão clara. Palpável. Junto deles um rapaz magro com barba mal feita. Roupas velhas. Olhos atentos e escuros que parecem não ter nenhuma emoção. Só a menina não está preocupada. Ela e a mobília claramente abusivamente cara.

    Chloe se via cercada por moveis da era vitoriana em todas as direções. Coisas rebuscadas e cheias de detalhes.
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    Mensagem por thendara_selune em Sab Out 24, 2020 12:02 am

    (As vozes são distantes, indecifráveis no primeiro momento, a escuridão vai sumindo devagar, ela ganha formas desconhecidas, seu nome surgiu chegando até ela como se fosse um pulsar elétrico.
    Sotaques estranhos, mas a voz luminosa de Asia chama sua atenção, ela escuta mais vozes, seus olhos permanecem fechados, mas seus ouvidos começam a ficar atentos e ela sente que as coisas não são como imaginava. Chloe pensa que a culpa é uma caçadora e que sua consciência zombava dela, o passado recente procurando briga como uma criança espreitando em cada esquina desde que chegou em Dover. )

    (” É tudo culpa sua, sussurrou a voz dentro de Chloe, escutando tudo ali, sentindo seu corpo reagir, escutando a inquietação na voz de um dos homens, sentindo o ar pesado, mas sentia também a preocupação genuína de Asia, sentia doses de acolhimento ali, talvez pudesse falar a verdade ou eles eram iguais a Ian? Ela  sentia-se acuada,quando seus olhos abrem, ela foca no teto branco por segundos e depois Alguma coisa gelada e molhada na testa. O seu  coração bate ansioso demais.  Ela se sente bem, tudo no lugar, livre e presa ao mesmo tempo. Um rosto desconhecido aparece na frente dela. Cabelos pretos e olhos puxados. Um sorriso sem jeito e a boca pequena fala algo esquisito demais para entender. Chloe se senta, esboça um sorriso sem jeito, a garota tira o pano molhado e fala um “Bom dia!’” carregado, horrível aos ouvidos mas que não diminui a sinceridade do cumprimento e faz Chloe pensar que dormiu ali?!)

    (A voz de Asia é acolhedora aos ouvidos de Chloe, imaginava que de fato ela não seria um monstro cruel, pelo menos estava na torcida que não fosse, quando fala o nome do cavalheiro de terno os olhos âmbar percorrem o ambiente parando nele e em seguida no outro homem magro com barba mal feita. Roupas velhas. Porém os olhos atentos e escuros que parecem sem emoção são como um lago misterioso. A menina ali destoa do lugar pela calma que passa, enquanto Chloe se sente nervosa embora a presença de Asia traga acalento. Ela olha a mobília caríssima, lembra-se de casa, lembra-se “dele” depois olha o lugar ainda calada, observando os detalhes rebuscados e aquele ambiente cheio de ares vitorianos. Ela respira fundo, as coisas estavam bem claras ali e eles não eram idiotas.)


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    Mensagem por thendara_selune em Sab Out 24, 2020 12:02 am

    (As vozes são distantes, indecifráveis no primeiro momento, a escuridão vai sumindo devagar, ela ganha formas desconhecidas, seu nome surgiu chegando até ela como se fosse um pulsar elétrico.
    Sotaques estranhos, mas a voz luminosa de Asia chama sua atenção, ela escuta mais vozes, seus olhos permanecem fechados, mas seus ouvidos começam a ficar atentos e ela sente que as coisas não são como imaginava. Chloe pensa que a culpa é uma caçadora e que sua consciência zombava dela, o passado recente procurando briga como uma criança espreitando em cada esquina desde que chegou em Dover. )

    (” É tudo culpa sua, sussurrou a voz dentro de Chloe, escutando tudo ali, sentindo seu corpo reagir, escutando a inquietação na voz de um dos homens, sentindo o ar pesado, mas sentia também a preocupação genuína de Asia, sentia doses de acolhimento ali, talvez pudesse falar a verdade ou eles eram iguais a Ian? Ela  sentia-se acuada,quando seus olhos abrem, ela foca no teto branco por segundos e depois Alguma coisa gelada e molhada na testa. O seu  coração bate ansioso demais.  Ela se sente bem, tudo no lugar, livre e presa ao mesmo tempo. Um rosto desconhecido aparece na frente dela. Cabelos pretos e olhos puxados. Um sorriso sem jeito e a boca pequena fala algo esquisito demais para entender. Chloe se senta, esboça um sorriso sem jeito, a garota tira o pano molhado e fala um “Bom dia!’” carregado, horrível aos ouvidos mas que não diminui a sinceridade do cumprimento e faz Chloe pensar que dormiu ali?!)

    (A voz de Asia é acolhedora aos ouvidos de Chloe, imaginava que de fato ela não seria um monstro cruel, pelo menos estava na torcida que não fosse, quando fala o nome do cavalheiro de terno os olhos âmbar percorrem o ambiente parando nele e em seguida no outro homem magro com barba mal feita. Roupas velhas. Porém os olhos atentos e escuros que parecem sem emoção são como um lago misterioso. A menina ali destoa do lugar pela calma que passa, enquanto Chloe se sente nervosa embora a presença de Asia traga acalento. Ela olha a mobília caríssima, lembra-se de casa, lembra-se “dele” depois olha o lugar ainda calada, observando os detalhes rebuscados e aquele ambiente cheio de ares vitorianos. Ela respira fundo, as coisas estavam bem claras ali e eles não eram idiotas.)


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    Mensagem por thendara_selune em Sab Out 24, 2020 12:27 am

    — Me chamo Chloe Byrne Moore, eu vi aquela coisa…os olhos como estrelas vermelhas que devoram a alma e destroçam sua mente(Ela pausa e depois prossegue) Fiquei com medo, achei que estava dentro de um pesadelo, mas agora ouvindo vocês, parece que vim parar aqui de propósito(Ela passa as mãos no cabelo e olha pro chão por alguns instantes, os sentimentos confusos e depois fala em um tom baixo) Meu marido é um Uratha, venho de um lugar onde as coisas seguem uma lógica, regras antigas e esperasse que os parentes entendam seu lugar...Meu pai aprova meu marido, os dois são bem parecidos, então não é difícil prever o que me aguarda se vocês me entregarem a eles(Ela estava nervosa e olha pros dois homens, se sente desconfortável, temerosa e depois olha pra Asia) Eles estão atrás de mim, não posso voltar e faço qualquer coisa(Ela olha os dois ali, distantes e ao mesmo tempo bem cientes da situação. Ela sabia dos apetites dos Urathas, talvez isso lhe desse tempo pra pensar em um meio de ir embora ou acabasse sendo devorada por um deles. Ela olha Asia e sente o rosto corar) Estou disposta a fazer o que quiserem, mas quando acabarem me deixem ir ou me matem logo...Eu só não quero voltar pra casa...Meu marido ou meu pai vão tornar minha existência um inferno, eles vão me usar de exemplo... (Ela parece perdida, os olhos âmbar opacos, parece tão habituada a se submeter a vontade dos outros, existe na voz dela o conformismo, habituou-se a obedecer, a ceder e sorrir quando escutava que tinha sido “uma boa menina”. Chloe não tinha brilho agora, não havia graciosidade, apenas medo do depois, medo de ser despedaçada, medo de ser invadida de novo e de ter caído em meio um furacão sombrio mais uma vez.)
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