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    Sand Valley - Sand Valley Community College

    Ankou
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    Sand Valley - Sand Valley Community College - Página 2 Empty Re: Sand Valley - Sand Valley Community College

    Mensagem por Ankou Sex Maio 13, 2022 12:09 pm





    Todos


    O índio meneia em positivo pra Cheryl quando ela lhe pergunta sobre ele ser um Sortudo, ele aponta pra costura feita no colete que usava, que dava informações que ela precisava em ordem de cima pra baixo escrito do lado direito “Brimstone Original” uma palavra sobre a outra, do outro lado escrito “Men of Mayhem” que deixava bem claro que o trabalho dele não era dos mais elegantes e pacíficos, logo abaixo “Main Crew” que destacava a importância dele, mas nenhum nome, nas costas o pug com capacete de guerra a logo deles, as letras largas e vermelhas escrito “Lucky Dogs”, abaixo da logo escrito MC bem menor e pouco mais abaixo Nevada, o estado em que residiam. - Caminha Na Sombra. - ele diz quando parece ter certeza de que ela não sabia quem ele era.

    Ele se senta e parece direto e sem gracejos quando a Elodoth fala do juramento - Quebrar não, deixar de cumprir sim. - mas ele faz soar como se ela tivesse quebrado, ou pra ele não parecia fazer diferença se deixar de cumprir e quebrar era a mesma coisa, Makya e Serge lembram do tamanho da marca de pureza dele, era impossível saber as histórias dele com um mero olhar, mas era possível ter certeza de que era um uratha que havia sacrificado tudo pra manter o juramento.

    - É verdade. - ele dá suporte às palavras do Irraka - Mas isso faz parte do nosso papel não é verdade? Como poderia eu estar lá e desencavar três atiradores de elite armados à prata ao mesmo tempo? Muito pra fazer em pouco tempo. - ele desvia o olhar pra Elodoth novamente alterna entre ela e o Ithaeur, até se fixar em Cheryl por completo - Não tinha como eu saber quem eram os alvos deles, eu peguei um, os outros dois infelizmente conseguiram fugir… - ele suspira - Eu voltei à tempo de achar três irmãos mortos, infelizmente. - era engraçado como ele não parecia ter nenhum traço de desonestidade, nem mesmo nas palavras solenes que ele dava aos puros, assim como as dava a Mercy. - Minhas condolências pelo Blackwood. - ele diz olhando pros três, a face era como se tivesse perdido alguém próximo, como se fosse tudo muito real, quase tanto quanto era pra eles que eram alcateia.

    - Os Sortudos não tem qualquer reparação a pedir, talvez uma colher de chá pelo deslize no próximo trato, por cortesia. - ele arqueia as sobrancelhas e dá de ombros - Vocês não deviam levar tanta fé na Catalina assim - ele sorri, de leve, sem mostrar os dentes, quase imperceptível - Ainda mais depois de uma batalha com baixas, mas eu sei que vocês são novos na missão e ela sabe causar uma impressão. - ele parecia se divertir às custas da mulher, como se aquilo fosse alguma gracinha, talvez pra ele fosse.

    - O que ela sente é o “foi mal pelo vacilo”, mas eu não tenho arrependimentos, se o terceiro atirador fosse pra um dos meus irmãos de alcateia? - ele parece honesto ao responder Makya, e estranhamente feliz por ter levado um tiro de prata ou pelo menos é a impressão que ele passa no olhar quando ele o direciona pro ferimento bem tampado e tratado.

    Ele se levanta no momento seguinte e olha pra Beatrice - Eu não sei os motivos que levaram a você tomar a decisão que tomou, mas tenho certeza que na hora parecia bom o bastante pra você. - o tom dele parece razoável, sem acusação. - Eu não vou ficar pra ver seu julgamento, ou sua punição, isso não me pertence. - Honesto e direto ou talvez só se impondo limites, fazendo de pura cortesia de não testemunhar a vergonha alheia - Mas se vale o conselho, baixa a cabeça e caça, honra o que você é, vai te fazer bem, é tudo que você tem e sempre vai ter. - as palavras dele tem peso mesmo que ele não queira, dava pra sentir experiência própria vindo do fundo da garganta dele.

    - Eu vou esperar do lado de fora, por favor me chamem quando terminarem. - ele toma o envelope em mãos - Isso aqui vocês tem que ficar sabendo. - ele diz e a coisa parece tomar um grau de importância ainda maior, porque ele fica mais sério ainda do que já era habitualmente.

    Ele para pouco antes da porta e se vira pra eles todos - E pelo amor da mãe, escolham um alfa, se organizem, facilitem as coisas pra vocês, vocês precisam agora mais do que nunca. - Ele olha pra Makya como se aquilo fosse quase pessoal, uma dedada na ferida, era ele fazendo o papel dele de novo e de novo.

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    Mensagem por Bravos Seg Maio 16, 2022 11:10 pm




    Serge Senat

    Serge escuta Shiriki falar. Era o que ele fazia de melhor. O índio era preciso nas palavras. Quando ele fala dos mortos da alcatéia, o ithaeur assente com a cabeça. Seriam marcas que carregariam consigo. Quando ele finalmente fala o que os Cães Sortudos esperavam, Serge assente de novo. Parecia justo. Ele olha para Makya e para Bea, esperando ver as reações dos dois. Só depois de ver o que eles pareciam achar é que ele fala algo.

    — É adequado. Assim fica tudo posto. Será levado em consideração. - Depois daquilo, o índio fala sobre o que ele pensa sobre as atitudes de Bea. De certa forma, era o mesmo que Serge pensava. Quando o irraka dos Cães Sortudos anuncia que sairá, Serge aproveita pra agradecê-lo. — Obrigado. Pela presença e pelas palavras. - Ele mostra um envelope. Aquilo atiça uma certa curiosidade no cuteleiro, mas não ansiedade. — Abriremos tão logo finalizarmos. - Mais uma vez os olhos correm para Bea e Makya, esperando que ambos confirmem.

    Quando Shiriki sai, Serge respira fundo e suspira. Olha para Cheryl. — Acho que está de novo contigo.






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    Mensagem por Bastet Qui Maio 19, 2022 2:58 pm







    Encanta Mortos


    Beatrice Thompson
    Sombras Descarnadas   |  Cahalith


    “O silêncio dos mortos pode revelar
    aquilo que os vivos escondem”



    _______________________________________________________________________



    Beatrice não interrompe nenhum deles,  olhando pra Makya quando ele fala com ela e assentindo. Ela não negava os próprios pecados e esperava que as feridas pudessem realmente fechar as feridas.

    Apesar do conselho do Irraka e da Elodoth, ela pegou um pouco de bebida. Um gole não a derrubava enquanto humana, agora não ia prejudicar em nada o seu juízo... Mas era reconfortante. Assentiu novamente para ele. Era mesmo horrível. Obrigada murmurou. Ela faz um carinho leve na mão que segurava seu pulso, deixando ela ali. No fim era bom sentir alguém perto.

    (...)

    Novamente a Cahalith não se mete. A verdade era que ela não tinha ideia como esses julgamentos urathas funcionavam, então preferia falar quando lhe fosse concedida a palavra. Cumprimentou o índio quando ele entrou, com um aceno de cabeça e ouviu. Ouviu. Ouviu tanto que nem sabia se em algum momento poderia falar. “Isso não é muito justo”, pensou, enquanto a peteca caía em cada um deles ali pra acusar e não nela.

    Pelo menos o consenso era que ela não devia aos sortudos. Concordava 100%. Acreditava que era bom ter um ali, pra evitar outro julgamento ou retaliação, mas não sentia que devia a eles. Devia aos seus e à Mercy. Dívida essa última que nunca poderia pagar.

    Se surpreendeu com o diálogo do índio e de Makya... E mais ainda quando Shiriki falou com ela. Olhou ele nos olhos e assentiu – É um bom conselho. Agradeço por ele e por ter vindo hoje aqui – estendeu a mão em um cumprimento. Não tinha conseguido falar com ele no campo, mas desde que o viu enterrando mortos do inimigo, começou a vê-lo com mais respeito.

    Olhou para o envelope, imaginando que vinha mais uma bomba por aí. E ela nem teve tempo de conversar sua alcateia ainda sobre o que tinha ouvido dos fantasmas. Uma coisa de cada vez.

    (...)

    Quando ficaram sozinhos e Serge deu a palavra novamente pra Cheryl, Bea suspirou e falou.

    - Não, eu concordo com o Makya. Antes de tudo, eu acho que devia falar os meus motivos. Desculpa interromper  Cheryl e Serge, mas todos tiveram a chance de falar e eu ainda não. -bom, a Elodoth já tinha dado a chance, mas o assunto sortudos se sobrepôs. Bea tinha a voz calma e se ajeitou no sofá, um tanto desconfortável.  - Vou honrar a lua que nasci e contar tudo. Você, Cheryl, verá que não estou mentindo.

    - Nós éramos cinco, quando tudo isso começou. Cinco desafortunados que caíram nessas terras em um momento que ninguém daqui queria, de fato, nos receber. Eu sonhei, todos os Cahalith sonharam, que nossa chegada era um mau presságio. Mas nós somos teimosos e ficamos. Por que a Lua nos mandaria pra cá se não tivéssemos um objetivo nessas terras? Cinco, um de cada augúrio, assim como é ideal ser.

    - Apesar disso, infelizmente, agora somos só três. Naquela tarde nós recebemos uma notícia difícil e acabamos caindo em meio a um conflito que se tornou nosso por laços de sangue. Eu estava inteira nisso, podia dar a minha vida pra trazer as respostas que nossa alcateia precisava. Todos estávamos. Os Sortudos sabiam disso as duas alcateias firmaram um acordo. Eu sei disso hoje, sei também que a palavra deles contam como minha, já que somos um e não temos um líder. Naquele dia eu não sabia. Antes de ouvir todo o acordo e detalhes... Antes deles toparem entrar na batalha, eu recebi uma ligação. Uma ligação que eu nunca recebo a não ser que algo esteja errado. Precisei atender.

    - Assim como os laços de sangue motivaram nós cinco a entrar no carro e ir até os sortudos, os laços de sangue me tiraram de lá. Minha irmã tinha sofrido um acidente e só encontraram o celular dela. Nada de corpo. A irmã que sempre me ajudou quando as coisas ficavam difíceis na minha casa e talvez a única fonte de amor que eu tinha lá, mesmo que uma fonte bastante deturpada e dolorosa. Eu sei que minha alcateia é pra ser uma ligação tão forte quanto a de uma família... Mas nós nos conhecíamos há dias. Ela eu conheço desde que nasci, desde antes de eu saber quem eu realmente era. Eu não precisei de esforço pra saber quem ajudar naquele momento. Vocês –
    olhou para os meninos – Tinham garras, tinham ajuda. Ela estava sozinha, talvez morta e sendo comida por coyotes.  Eu fui atrás dela, vasculhei o lugar todo, e quando a encontrei, ela estava mesmo quase sem vida. Tinha sido arremessada do ônibus... E tinha tanta gente ferida e tanta confusão lá que nem se preocuparam em ir um pouco além do perímetro do acidente. Bem, se eu não tivesse ido, ela teria morrido. Se eu não tivesse isso, talvez a Mercy estivesse viva.

    Encolheu os ombros, molhando os lábios secos com a língua pra poder continuar. – Nada disso é justificativa pra eu não estar lá com vocês. Eu podia ter ajudado. Podia ter evitado a morte dela. Esse pecado eu não vou e nem quero justificar. Preciso e quero ser julgada por ele – olhou pra Cheryl – Mas o motivo não foi leviano. Eu não deixei de ir pra sacanear ou pra fazer qualquer coisa sem sentido. Eu fui pois meu medo de perder minha irmã no deserto foi tão grande quanto o de perder um tio para os puros. Só que ela ainda não tem pessoas pra proteger ela desse mundo, nem pra travar uma guerra por ela... Ela só tem a mim.

    Um dos pés batiam de leve no chão, fazendo o joelho pular de forma ansiosa – Eu sinto muito, muito mesmo. Vou aceitar o julgamento e a punição que acharem necessárias e justas e lutarei a cada dia pra recuperar a confiança de vocês.


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    Mensagem por thendara_selune Sex Maio 20, 2022 6:49 pm





    Cheryl Blossom



    Elodoth  |  Senhores da Tempestade


    “Ancestrais desejos nômades irrompem,
    enraivecidos pelo cativeiro. A condição
    de fera acorda de novo do seu
    sono brumoso.”

    _______________________________________________________________________



    Cheryl ouvia a resposta dele observando o colete e dava um sorriso com alguma admiração, mas que logo sumia assim que ele entrava. - Uma linha tênue nas suas palavras Caminha Na Sombra, mas são certamente certeiras de uma maneira peculiar.- É tudo que ela dizia e depois apenas ouvia com atenção as palavras do lua nova. As condolências a fazem concordar com ele nisso e quando ele terminava de falar a  Elodoth  ainda espera um pouco. Escutando os nomes ela os guarda para si interessada em saber mais, mas não demonstra isso. Então Serge fala com ela, mas é Beatrice que pede a palavra e Cheryl não nega isso. Enquanto ela deságua o que passou a  Elodoth  fica impassível e quando ela encerra os olhos claros a observam um tempo. - Vocês ouviram o motivo e do meu ponto de vista a única quebra real foi a confiança, embora na situação dela muitos talvez fizessem o mesmo. A confiança entre vocês não será restabelecida com uma punição no fim das contas. - Olhou-lhes com os olhos meio fechados, assumindo uma expressão dura e desafiadora, analisando-os. - Os Sortudos não cobraram nada então, porque você vai querer uma punição?- Ela dizia olhando a Gibosa com interesse. - O que aconteceu não feriu o juramento, todos estão fadados a caçar, morrer e honrar o juramento. Sua punição foi dada assim que atendeu o clamor do sangue que corre nas suas veias, mas sua alcateia também são seus irmãos, isso de dias não faz sentido ou você está com ela, ou não está.- Os olhos da  Elodoth  são de um cinza penetrante, como metal afiado e intenso, emoldurado por uma faixa de cílios delicados. - Se eles aqui aceitam que você já teve sua punição é o que basta, é o justo e o certo. Puni-la não vai fazer a dor diminuir, a culpa passar ou o tempo retroceder.- Apesar de jovem ela sustenta um olhar que vibra coragem e ousadia. - Sua dor é tua, mas também é da alcateia, sua vontade não pode estar acima do dever de todos, nem a deles acima do seu dever.- Havia o alerta na voz, mas nada, além disso não  há sentimentos para ler na  Elodoth. -Se sua sua irmã é uma parente já é hora de trazê-la para perto, para onde terá proteção. As demais coisas você constrói junto com eles, garras, presas e coração em uníssono. -Um sorriso e depois dizia ainda com um tom impassível. - O luto vocês carreguem da maneira de vocês, mesmo que não tenham vivido um século ao lado dos seus iguais, honrar a memória deles através de cada façanha ou vitória que conquistarem é um bom jeito de mostrar que eram importantes. - Olhou Beatrice de novo. - Enquanto a você sinta-se abraçada pelo que é, Caminha Na Sombra lhe ofereceu sabedoria nas palavras que lhe deu.- Cheryl caminha até a gibosa e põe a mão no peito de Beatrice, sobre o coração. -Sua culpa é algo que você mesma vai ter que aprender a se absolver delas, não há punição maior do que esse sentimento que você está carregando agora!- Então se afasta e dava para falarem.

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    Mensagem por Wordspinner Qui Maio 26, 2022 8:36 pm

    Makya não podia concordar com o outro irraka. Ele tinha posto toda a caçada em risco. Todos eles. Se a decisão não tinha sido só do indigena, era pior ainda. Tinham sido deliberadamente mantidos no escuro sobre uma potencial ameaça, se ele tinha informado os seus companheiros ele não sabia.

    Ouvir Bea parece como olhar em um espelho torto e quebrado. Quanto do mesmo ele teria sentido? Quanto do mesmo ele teria dito? Ele tenta se concentrar no que ela sentia. Não no que dava para ver.

    Ele suspira quando a meia Lua fala. Fala demais.

    "A gente precisa recomeçar. Eu quero ver ela." O irraka olha para Serge e depois para a elodoth. "Tem uma pessoa que eu tenho que mostrar. Serge também tem que ter." Era lógico. Era como humanos funcionavam. Ele espera os outros ali encontrarem suas objeções e desejos e segredos. Mas não precisava esperar eles falarem. Falar tornava real. "A gente conversa. Diz o que precisa ser dito. Eles precisam saber. Precisam ver. Entender. Ser. Aí isso tudo é passado para mim." Ele coloca a mão fechada no peito. "No deserto, na Lua da Mercy. Eu mando a localização."

    Ele esperava reações. Esperava até negações, mas qual deles ia dizer que não precisavam? Ele só esperava que fosse alguém para mudar o que ele mesmo sentia.
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    Mensagem por Bravos Ter Maio 31, 2022 10:36 am




    Serge Senat

    Quando Bea pediu a palavra, Serge assentiu, mostrando que não tinha objeções para que ela falasse. Na verdade, ele esperava que Cheryl fizesse isso. Bea diz a verdade, eles foram lá por conta de Adewale. No caso dela, foi a irmã que a fez deixá-los. Não iria fazer juízos de valor daquilo. Não queria. E Cheryl estava ali para fazer isso. Serge olha Makya e vê seu desconforto. Não diz nada.

    Cheryl então fala. Era aquilo que Serge esperava? Ou será que a elodoth tinha olhos mais argutos que os dele e entendia que aquele sentimento de culpa se transformaria em ações positivas de demonstração de confiança? O que quer que fosse, esperava que ela estivesse certa. Trazer os parentes para a alcatéia era algo imprescindível e que talvez eles ainda não havia tido tempo de dar a devida atenção. Fazer aqueles comunicados iria colocá-los novamente na mão um do outro. Isso poderia fechar feridas? Serge esperava que sim.

    — Terminemos esse nosso acerto então com a proximidade dos parentes. Vamos atrás de cada um deles. - Era o que Makya queria. Era o que de alguma forma Cheryl havia sugerido. O ithaeur se vira para Bea e estende a mão. — Amigos. - Um leve sorriso. Queria que ela agora virasse a página. Ele estava virando a dele. Volta-se novamente para Makya. — Seria bom apresentarmos entre nós previamente quem são os parentes. Só para saber o que esperamos.

    Finalmente ele se volta para Cheryl. — Receba nossa gratidão. - O homem se aproxima mais dela, deixando seu corpo bem rente e sua boca na altura do ouvido ela. — Não temos um elodoth. - Mas isso ela já sabia. Mas ele também não diz mais nada, se afastando tão deliberadamente quanto se aproximou. Era um convite? Nem sequer sabia se ele tinha a faculdade de fazer isso. Mas eles eram poucos e haviam perdido muitos. Pois sempre são muitos.

    Serge vai até o envelope que Shiriki havia deixado. Ele pega na mão e o olha, sem abrir. O vira de um lado e de outro. Então estende para Bea. Voto de confiança. — Conte para nós o que os Cães Sortudos querem nos informar.






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    Mensagem por Bastet Seg Jun 13, 2022 8:14 pm







    Encanta Mortos


    Beatrice Thompson
    Sombras Descarnadas   |  Cahalith


    “O silêncio dos mortos pode revelar
    aquilo que os vivos escondem”



    _______________________________________________________________________



    Assim como os demais respeitaram a hora dela falar, Beatrice não interrompeu a fala da Elodoth, nem dos companheiros de alcateia. Apesar disso, era perceptível a ansiedade, que devia ter diminuído, aumentando com o julgamento.

    Após Makya e Serge darem as suas considerações, ela se levanta. Nega quando Serge diz que devem terminar o acerto apenas com a aproximação dos parentes. – Eu concordo que devemos trazer eles pra perto, são nosso sangue, nosso povo... mas – estalou os lábios, em seguida - Ainda não, não encerramos aqui. Tenho algo com o que lidar ainda – e se enfiou no apartamento da desconhecida, indo até a cozinha. Rápido o suficiente pra ninguém ter tempo de reagir e voltou com um cutelo brilhante, do conjunto de cozinha da Elodoth.

    Se ajoelhou na mesa de centro, erguendo o braço e fincando a lâmina logo após o osso do punho direito. Se alguém tentasse impedir, rosnaria como aviso. Rosnou (ou gritou?) alto com a dor, precisando de uns momentos pra se recuperar da dor e conseguir falar. Os olhos vermelhos de lágrimas que ela impediu de cair.

    Pegou a mão decepada do tapete felpudo da Elodoth e falou com ela, enquanto se levantava – Eu acato e aceito o seu julgamento. Mas não concordo que só a culpa seja suficiente. Então, segui suas palavras e lidei com minha culpa. Foi mal pela sujeira – e andou até seus companheiros, cambaleando de leve com a dor e as emoções à flor da pele, se ajoelhando na frente deles, estendendo a mão decepada.

    - Eu faltei quando não lhes estendi a mão naquela noite. Falhei em ajudar uma companheira de alcateia. Não pude impedir a ferida que abriu no peito de vocês com o luto. Por favor, aceitem isso como prova de que não lhes faltarei mais. Sei que não é o suficiente pra recuperar a confiança e reparar as feridas, mas é uma prova de carne sobre o que meu espírito clama e promete – os olhos procuram os dele, se mantendo firme embora ainda sangrasse ali no tapete.

    ---

    Acompanharia os outros pra fora, fazendo pressão no punho. Só ouviria a conversa com o índio, sem intervir no momento.

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    Mensagem por Wordspinner Ter Jun 14, 2022 4:31 am

    Puta que pariu! Caralho! Puta que pariu, porra!

    "Cê fudeu a mesa dela." Ele dizia com uma voz meio estrangulada. Ele tinha visto piores. Tinha visto muito pior.


    Makya não olha para a mão. Não era importante agora, mas ia se tornar depois. O foco era não deixar a menina morrer. Porque Bea não estava se curando. Porque Bea não estava se curando?

    "Valeu pela mão." Ele diz se abaixando e segurando o toco sangrento com força. Ele precisava olhar. Mentira. Queria olhar. "Segura os pulsos dela um instante, meu mano." Ele diz para Serge sem se importar se era o jeito certo de falar.

    Ele tira o conto com pressa. Não era ideal, mas era melhor que qualquer pano cortado ou rasgado. Era sim. Ele enrola e aperta. Enrola e aperta de novo. Estava doendo? Quem se importa? Urathas desmaiam de sangramento? Ou entram em uma fúria assassina desesperada?

    Eles não iam descobrir agora.

    Ele não precisa de nenhuma emoção nesse momento. Era como um tiro longo. Engula elas. Empurre pra longe. Respire devagar e aperte mais uma vez.

    O irraka olha para a mão suja de sangue e deixa aquela imagem afundar lentamente nele. Makya passa o sangue nos lábios, segura o rosto de Bea e beija sua testa. Olha a marca e se dá por satisfeito.

    "Tem linha e agulha?" Ele pergunta para elodoth. "Uma sacola também, por favor."

    --

    Makya assiste o outro nativo. Ele era misterioso e secretivo. Tudo bem. Era o que devia ser. Ele queria saber o que eles tinham para dizer a sua alcateia e Serge já estava falando. Falando o suficiente.



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    Mensagem por thendara_selune Qui Jun 16, 2022 12:40 am





    Cheryl Blossom



    Elodoth  |  Senhores da Tempestade


    “Ancestrais desejos nômades irrompem,
    enraivecidos pelo cativeiro. A condição
    de fera acorda de novo do seu
    sono brumoso.”

    A cena toda é rápida, mas fica lenta quando a Cahalith decide extirpar a culpa oferecendo um pedaço de si. A elodoth não se move, o rosto sem emoção, nem piscou vendo tudo como se assistisse uma cena cortada de um filme secreto. Aquilo é bonito de um jeito que poucos entenderam, admirável também porque apreciava o cheiro do sangue no ar e a dor da outra foi agradável aos seus ouvidos. A gibosa evocava sem saber uma música que misturava desespero, desejo de reparação e entrega tão bonitos que era impossível sentir qualquer sentimento de pena em relação à dor dela. O lua nova solta seu palavreado, os olhos claros o acompanham agora, observou Serge e em seguida começou a se mexer para oferecer o que o irraka queria. Não emitia nenhum som, apenas ouvia desejando quase alguma cumplicidade naquilo tudo até que se afasta dando-lhes espaço. Olhou o sangue na mesa cara, observando a sujeira no chão, mas não começou a limpar nada achava um desrespeito quase uma profanação apagar naquele momento os rastros da entrega de Beatrice. Ela os observava com os braços cruzados agora. O cutelo parecia ter um brilho novo, ia virar uma lembrança bonita para Cheryl quem sabe pudesse ser usado outra vez, seja como objeto de autoflagelação para alguma alma corajosa o suficiente para oferecer um pedaço tenro de si mesmo ou como um recipiente temporário para outra coisa.


    OFF: Postando curtinho porque a cena é impactante, pelo menos quando li achei e prefiro deixar os três interagirem juntos para lidarem com o momento dramático que ficou bem bacana Shocked  I love you





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    Mensagem por Bravos Dom Jun 19, 2022 10:48 am




    Serge Senat

    "Carai" - Ele pensou mas não disse nada. Nu si gid namtar. Isso valia só para ele ou também para seus irmãos? Via Makya acudindo a irmã de alcatéia e ele mesmo não sabia se deveria deixar ou não. Olhava Cheryl. Ela também era uma Iminir. E o espetáculo de sangue e sacrifício ficava cada vez mais evidente. Só agiu quando o irraka pediu para que segurasse o pulso da cahalith. Pediu aprovação para a própria Bea antes de efetivamente segurá-lo. Se ela não quisesse, ele não o faria.

    — Mexer com lâminas é perigoso, eu já me cortei mais de uma vez, mas se esquentar o aço e encostar na pele irá cauterizar, diminuindo chances de infecção e estancando o sangramento mais rapidamente. - Dizia ele no auge da sua competência como cuteleiro e o que sabia de sobrevivência. Exceto que não era nada versado em medicina. Dava essa idéia para que Bea pudesse se cuidar por si mesma. Ou ao menos desse um indício que se deixaria ser cuidada assim. Nu si gid namtar.






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    Mensagem por thendara_selune Dom Jun 19, 2022 2:31 pm





    Cheryl Blossom



    Elodoth  |  Senhores da Tempestade


    “Ancestrais desejos nômades irrompem,
    enraivecidos pelo cativeiro. A condição
    de fera acorda de novo do seu
    sono brumoso.”

    _______________________________________________________________________




    O olhar do  Ithaeur encontra o dela que se mantinha sem demonstrar nada diante de tudo. Limitou-se a manter-se afastada os observando de um jeito indecifrável e em seu íntimo não sentia pena. O mundo deles é uma serpente devorando a própria cauda em um ciclo de violência, se não estivessem dispostos a quebrar limites morreriam antes que o ano chegasse ao fim. Não é como se Cheryl pudesse impedir que a gibosa fizesse aquilo simplesmente não tinha permissão para se deixar abater ou revelar fraqueza que a tornaria uma presa fácil no momento que precisasse decidir algo que soaria injusto aos olhos dos outros. Uma alcateia compartilha muito mais que a caçada ou sabor pela presa. Ela acaba conhecendo as fraquezas uns dos outros, aprendem se podem ou não confiar e quando a gibosa optou em seguir um caminho diferente mesmo que não fosse sua real intenção causou nela mesma uma cicatriz que criou uma ruptura cheia de sentimentos silenciosos, mas nocivos a longo prazo.  Por isso entendia que Beatrice encontrou um meio de aliviar a culpa e para meia-Lua ajuda-la  seria estragar aquela dor crua no rosto bonito da gibosa.  Ela prefere dar espaço a eles e vai andando até a porta e chama o uratha mais velho. -Eles terminaram.- O tom é educado e manteve a porta aberta até que ele passasse.

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    Mensagem por Ankou Seg Jun 20, 2022 11:44 pm





    Todos


    O cutelo é afiado, o tanto quanto poderia ser, ele entra na carne com determinação e racha o osso, mas não decepa a mão no primeiro golpe, as coisas eram muito mais fáceis em Hollywood e precisa de uma tonelada de determinação e coragem pra dar a segunda pancada pra finalmente terminar de fazer o serviço, junto da mão sai o peso das costas, na dor o valor do dever cumprido, das desculpas de verdade sendo pedida.

    A sala agora redecorada, o tapete e sofá brancos todos respingados com o sangue uratha de Beatrice, o esguicho de quase dois metros tapado pela mão forma rapidamente uma poça no tapete abaixo da mesa.



    Ao sair pela porta Cheryl encontra o índio do lado de fora, encostado na moto grande que parecia que nem poderia se mover com o peso dele, de braços cruzados, cabelos ao vento,  numa das mãos ele tem um frasco com um líquido transparente que parece água e gaze.

    Ele meneia em positivo quando ela diz que eles haviam terminado, passa por ela e a porta adentra - Bagunçado. - ele diz olhando aquela cena sanguinolenta sem esboçar reação nenhuma, a mão ofertada por Beatrice pra ele parece ter a mesma importância de uma peça de lego, ainda assim ele se aproxima de Makya e estende a ele o frasco e a gaze, no rótulo diz “Coagulante Hemostático”, um monte de outras letras escritas, composição, até o químico responsável, mas não parece nada comercial, não do tipo que se poderia comprar em uma farmácia, o vidro simples, nada bonito, a gaze limpa e indistinta de qualquer outra gaze.

    Do bolso ele tira uma moeda grande, dourada, mas não parece ouro, talvez bronze e solta ela sobre a mesa, a coisa tintila, rodopia e cai inerte como qualquer moeda faria, mas exala um cheiro distinto de sangue e ganância, no momento seguinte o sangue todo da sala começa a caminhar em direção a moeda e ser consumido por ela como se a coisa fosse um imã, nenhuma mancha deixada pra trás, nenhum sangue, nem o que havia restado dentro da mão arrancada de Beatrice, é uma questão de minutos até não ter vestígio nenhum mais de qualquer sacrifício, exceto a mão decepada, o cutelo e as duas marcas talhadas na mesa de Cheryl, não havia nem mesmo o cheiro do sangue real. Uma observação próxima da coisa e ela parece ter de um lado um entalhe de crânio humano com presas, do outro uma mão talhada escorrendo sangue.

    - Ajuda bastante pra limpar rastro, ou fazer faxina. - ele diz enfiando a coisa de volta no bolso, batendo nas calças como se elas estivessem empoeiradas, mas nem estavam.

    Ele se põe a limpar a mesa de qualquer coisa que estivesse em cima dela e as coloca sobre uma das cadeiras, o envelope é prontamente arrancado da mão de Serge, mas ele já sabia que haviam fotos lá dentro, agora ele abre a coisa e espalha as fotos sobre a mesa, uma a uma, fazendo quase um mural, Serge faz sua pergunta, mas em um primeiro momento tudo que ele recebe do nativo é silêncio.

    As fotos são nitidamente periciais de algum acervo policial, faixas, plaquinhas com números, corpos, marcações de corpos no chão, alguns apenas destroçados por calibre grosso, escopetas ou algo ainda pior, três das fotos são diferentes, as marcas de tiro carbonizadas, as cabeças faltando, parecendo o mesmo padrão.

    - A merda estourou em Nova Orleans há umas duas semanas, Willy disse que tinha mais e que o pessoal de Cleveland deu cabo de tudo que tava na rede da polícia assim que a coisa aconteceu, e que um outro pessoal de Memphis conseguiu abafar o caso em Orleans. - ele pega as três fotos na mão e joga por cima das outras - O que essas três tem em comum? - a pergunta retórica - As três eram Levesque, Garras-de-Aço, mas tem mais, não foram só elas que se deram mal, é alguma história mal explicada sobre o cemitério Lafayette a Igreja Católica e vampiros, a gente não tem exatamente os detalhes, quem não morreu saiu corrido de lá, quem ficou eles passaram na prata. - Ele futuca um pouco mais o envelope e tira de lá a carteira de motorista do homem negro que havia perdido a cabeça, Serge e Makya se lembram de Willy ter carregado a carteira do sujeito - Alan Harper, habilitado em Louisiana, Nova Orleans, ex-militar, trabalhou pra DynCorp empresa paramilitar privada, acusada de uma série de crimes de guerra e incursões ilegais na região, Willy não puxou a ficha do cara, muito caro, mas se vocês quiserem pagar ele diz que consegue. - O tempo todo o índio se mantém praticamente didático, por fim ele se senta de maneira confortável na cadeira, o pézinho batendo sobre o carpete como se esperasse ansiosamente eles entenderem em que tipo de merda podiam ter se enfiado.
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    Mensagem por thendara_selune Ter Jun 21, 2022 12:03 pm





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    Os olhos observam o frasco, mas Cheryl não acrescenta nada apenas deduz o que seja. O escutou falar, todo irraka é assim, havia uma coisa neles que a irritava, metódicos, entrelinhas, observadores, apontam as falhas e caminham sem que vocês os escute chegando talvez fosse uma pequena dose de inveja da mente afiada que eles têm. “Uma lâmina na escuridão e cortes limpos que não querem deixar uma única gota de sangue cair no chão. Perfeccionistas na arte de derrubar a presa!” A meia-Lua  traçava isso na mente como se quisesse desenhar  a essência íntima de quem é irraka.

    Quando ele tirou a moeda ela estava se movendo pela sala, olhando tudo como quem diz “como vou me livrar disso tudo sem acharem que sou psicopata?!"

    A surpresa da elodoth é evidente quando sentiu que a moeda tinha cheiro de sangue e ganância. Os olhos nem piscam observando a cena como se estivesse em um show de mágica e bateu palmas delicadas quando aquilo encerrou diante de todos um ambiente perfeitamente limpo. - Que engenhosidade é essa?- Aproximou-se dele curiosa como uma criança que queria aprender mais sobre o truque. Embora para ele o objeto que tinha aqueles entalhes interessantes era como acessório qualquer que ele guardou em seguida - Nunca mais faria uma faxina na minha vida com uma dessas e quantos namorados inconvenientes poderiam sumir sem deixar rastros?!- Ela colocou a mão no peito em um ato teatral fingindo sofrimento que se desmancha rápido. Caminhou olhando a sala, parou na mesa observando as marcas e aquela mão ali. Ofereceu o saco a Makya quase empurrando o plástico preto contra o peito dele e fazendo aquilo deslizar até as mãos do lua nova. - Está aqui, espero que saiba se desfazer disso.- Olhou Beatrice e pra mesa.  - Já pretendia trocar por outra. - Deu de ombros olhando “Caminha Na Sombra” e dava um pano de prato qualquer pra ele limpar a mesa. Shiriki espalha as fotos pela mesa, os olhos cinza dela vão passeando por aquilo era como se estivesse vendo algum capítulo de uma série policial cheia de crimes sem resposta, para os humanos talvez, mas eles podiam escavar mais e descobrir como tudo se interligava. -Ao que parece alguém bem esperto está na cola dos nossos ao ponto de não se importar com o método que usa pra matar, violento, assertivo e desafiador do meu ponto de vista. Quase um deboche agir desse jeito ou são pirados o suficiente pra não ter medo das consequências.- Shiriki menciona “Vampiros” e outras coisas que ela não tinha conhecimento. Um sorriso de canto surgia pensando nisso, nunca viu um, imaginou a variedade de criaturas que rastejam entre os humanos enquanto olhava com atenção as fotos. - Os dois que morreram da alcateia de vocês foi algo parecido com isso ou estou sendo curiosa demais ao perguntar?-  Cheryl deu um sorriso torto, que desapareceu rapidamente e levantou uma sobrancelha, desafiando-os a dizer mais.

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    Mensagem por Wordspinner Sex Jun 24, 2022 3:00 am

    Serge: Mexer com lâminas é perigoso, eu já me cortei mais de uma vez, mas se esquentar o aço e encostar na pele irá cauterizar, diminuindo chances de infecção e estancando o sangramento mais rapidamente.

    "Sal e vinagre também serve de antisséptico, mas ia acabar comendo um pouco." Ele diz brincando, mas não queria sentir o cheiro de carne uratha assada. Devia ser absolutamente incapacitante. "Na real, não sei se vai atrapalhar a regeneração. Em alguns minutos ela deve tá bem. Quem sabe amanhã já tá com a mão de novo." Ele não sabia.

    O irraka segura a o cinto apertado com uma mão e com a outra usa Serge de apoio para levantar Bea. "Já acabou." Ele segura ela pelo braço e indica uma cadeira com a cabeça para Serge antes de guiar Bea para lá pela cintura. "Vai pingar um tempo." Ele não larga o braço dela. Não é como se ela fosse rapidamente morrer seca por isso. Era só dar tempo pro corpo.

    Então ele espera.

    --

    Espera até o outro irraka oferecer a ajuda. A ideia de Serge era muito mais dramática e simbólica. Muito mais correta. Porém a opção de Shiriki era... Mais conveniente.

    "Obrigado." Ele abre o vidro com a boca, já que só tinha uma mão livre e depois faz o mesmo com a gase. Enxarca e aplica deixando o toco para cima, como se Bea fosse campeã de alguma coisa.

    O sangramento ia parar. Ia parar e aquele cheiro delicioso de sangue ia embora.

    Ele assiste a mágica da moeda muito mais impressionada que gostaria. "O que?!" Ele fecha a boca e tenta ficar sério. Tenta ficar. Mas Cheryl esfrega uma sacola nele.

    "Eu sei. Vou guardar. Sou sentimental assim." Ele sorri para a elodoth segurando a sacola.

    Makya ouve o indio e a meia Lua.

    Ouve e pensa.

    Considera e pondera.

    Faz com as informações o que o um ruminante faz com a grama.

    "Acho que tem um pessoal que deve uma pra gente. Mais uma se você ainda tiver um pacote empalado pra eles. Tem? Que tal mandar entregar num bloco de concreto?" Makya não queria nada com aquilo.

    Claro, essas merdas tem a mania de te seguir. Mas eles tinham merdas locais para resolver já. Então ele lembra do tio de Serge e pensa na morte de Morgan.

    "A gente tem que ver se Morgan deixou alguém para trás. Alguém para a gente proteger." Ele não tinha problema em os dois ouvirem aquilo.

    "Tu acha que essa água vai Bater na bunda de vocês?" Ele Volta para Shiriki.


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