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    Dry Well - Ruas e afins

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    Mensagem por Ankou Qui Jul 22, 2021 11:43 pm





    Dry Well

    Dry Well - Ruas e afins 2Z32rMr

    Por muito tempo Dry Well e Brimstone foram a mesma coisa, é o berço da cidade, hoje um centro comercial de prédios baixos já que a mineração aí esburacou o subsolo como na maioria dos outros lugares, os prédios não passam de seis andares e hoje nada com mais de quatro pode se construído, é um bairro velho com boa parte dele reurbanizado, mas ainda com muitas ruas apertadas e poucas avenidas, casas baixas e uma infinidade de becos que abrigam mendigos e onde acontecem negócios obscuros.

    O nome do bairro se deu por causa de um poço que existe ainda nos dias de hoje como monumento histórico em uma pequena praça no centro do bairro, de onde diziam que se podia tirar uma água amarga de sabor ruim e só ficava de alguma forma cheio três meses por ano.
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    Mensagem por Wordspinner Sex Jul 23, 2021 2:29 am

    O doce e fedido normal. Ele lembrava queera fedido, mas desde a emboscada ficou pior. Mais fedido. Mais azedo. Mais distante. Mesmo assim ele enfiava o fone de cinco pratas fundo no ouvido e observava e julgava as pessoas. Nenhum som no fone. Era só disfarce. Um jogo que ele nem conseguia mais evitar.

    As mensagens do grupo faziam ele perder o jogo, voltando a atenção para dentro. Dois meses atrásele estaria rindo e brincando com eles. Sem nem perceber o que estava fazendo. Sem sentir o quanto era parte daquilo. Todos eles juntos, agindo juntos. Não era uma família feliz, mas era família de alguma maneira.

    Mais uma vez ele olha em volta. Rotinas são confirtaveis para a mente. Empurre a dor para longe foque no que pode ver. O pai diria que um caçador enfrenta a dor de ficar imóvel por horas as vezes na esperança de uma caça. A mãe dizia que o pior era a coceira. Para ele o pior eram os pensamentos dando voltas e mais voltas e se fazendo palavras para lhe atormentar.
    --
    Sem o velho as coisas eram piores. Para ele o ordinário séria realmente ordinário. Quanto tempo o filho ficava naquele balcão em um dia normal? A atenção do guarda novo é sempre um perigo.

    Melhor chegar perto só depois de esperar. Ponderar. Encostar as costas do lado de fora e montar lentamente o cigarro antes de pensar em acender. Teria sido mais divertido com o cachimbo ali. Dava tempo de olhar de verdade um por um com o rosto para baixo apontado para o meticuloso trabalho de arrumar o fumo.

    O cheiro era algo que dizia muito mais agora que antes. Os sons também, mas nem de perto tinham mudado tanto. Queria dizer que era um saco. Que fazia sentir mal. Porra nenhuma. Eu adoro isso. Aproveitei e montei dois cigarros antes de entrar, posso precisar agradar alguém.

    Na real, vou direto olhar a área restrita. Todo mundo quer ver mesmo aquilo e o movimento deve ser o melhor do mês sem dúvida nenhuma. Todo mundo pagando uma dose pra ouvir história. Logo eu entro na fila da pinga e do conto. Mas antes eu vou olhar e tirar o que eu puder de lá sem tocar em nada.

    "
    Muitos policiais, mas Makya não estava cometendo nenhum crime. Nenhum mesmo. Ia olhar e dizer a verdade quando espantassem ele. "Quero ver se é alguém que eu conheço." Iria em silêncio e sério. Não tinha alegria nessa parte. Podia ser alguém que ele conhecia. Podia até ser trabalho dele se o lobo fosse do tipo que sai na lua cheia. Mas Makya sabia que não era lua cheia. Não ainda.

    Andar até a fita. Uma missão simples. Andar até a fita e olhar com cuidado e respirar fundo e não vomitar. Não salivar também. Ele conseguia. Queria voltsr para casa. Queria dugir pro deserto. Mas era só uma linha amarela, ele ia dar conta.

    Depois? Depois era entrar e pedir o que tivesse pra beber provavelmente soda já que a policia tava no lugar. Isso e um isqueiro. Novinho em folha pra botar fogo no fumo recem enrolado. Um olhar pros tiras antes de fazer cara de pergunta. Melhor não perguntar do velho antes de ver o que o Jr. Ia soltar sozinho.

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    Mensagem por Ankou Dom Jul 25, 2021 6:50 pm





    Makya Chase


    O policial que estava dentro da lojinha de conveniência começa a se deslocar para fora indo em direção ao policial que estava guardando o cordame policial, os outros dois que fumavam e bebiam café num canto gritam pros demais - A gente vai atender essa. - eles passam pela lixeira deixando os copos descartáveis lá, jogando as bingas de cigarro e pisando em cima e indo em direção a uma viatura.

    Ao se aproximar do cordame o policial pro lado de dentro fala - Olha cidadão, nada de furos de reportagens, nada de entrevistas, isso é com o delegado. - ele parecia cansado como se muita gente tivesse estado no local mais cedo procurando por essas mesmas coisas, mas isso não impede Makya de olhar pra dentro, tampouco o policial parece querer tirar o Irraka dali, o parceiro dele que tinha saído de dentro da lojinha chega e entrega um café pra ele olha pra Makya, mas não diz nada, parece tão pouco incomodado com a presença dele ali quanto o outro policial.

    Os corpos não estavam mais lá, mas dava pra ver o estrago, a parede do muro rachada com o impacto de um corpo arremessado, a da do lado da borracharia com uma mancha vermelha enorme, o cheiro de sangue humano no nariz, nem precisava se um lobo pra sentir, o perito andando com cuidado, fazendo marcações com plaquinhas e tirando fotos.

    Por fim, o último cara que tinha saído de dentro do cordame parece se distanciar cada vez mais, prestes a deixar a visão periférica de Makya, dessa vez dá a impressão de que ele está carregando alguma coisa quando ele chacoalha o corpo e algo parece fora do lugar, um pacote talvez? Mas Makya pode jurar que seus ouvidos escutam algo plástico.
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    Mensagem por Wordspinner Seg Jul 26, 2021 1:05 am

    Makya respira fundo quando o policial fala com ele. Aquele gesto tinha duas razões, procurar um rastro e tentar parecer frustrado. Ele queria um rastro e sabia que tinham montes ali. Mas queria um que não batesse com aquele sangue. "Não dou reporter não. Nem vou te encher, não. Uma merda isso." Ele olha de um lado pro outro fixando a cena. Procurando algum detalhe. Tentando não reagir ao barulho do plástico. "Boa sorte parceiro." Makya tenta ser educado e garante que não está mentindo ou algo assim. Ele era ruim nisso.

    O estrago faz Makya decidir procurar rastros assim que terminar ali. O policial com o pacote é um desvio no caminho. Makya não sabia para onde ele estava indo, mas queria ver mais de perto. Provavelmente estava indo para o carro de polícia. Makya anda rápido o bastante para passar o homem e "Opa, amigo... quer dizer, oficial. Sabe se demora muito pra liberarem a area ali?" Uma pergunta honesta. Mesmo que só existisse para ele ver o nome do policial assim como ter a chance de olhar melhor o homem, e com sorte o pacote, de frente.

    Qualquer resposta era o bastante. "Obrigado." Era meio que a única resposta que ele teria.

    O irraka pega o seu cigarro e vai direto até o balcão. "Tem isqueiro?" Ele não queria só fogo. Queria uma razão pra perder um minuto ou dois ali. Observar. Respirar. Procurar ali por um cheiro que estivesse ali fora também. Isso ou desinfetante forte, que seria sangue. Não faria perguntas. Mas estava torcendo para ouvir fofoca.

    Quando finalmente tem o que quer ele fuma o cigarro todo na entrada olhando a estrada. Não ia vigiar os policiais, mas ia ficar de olho em qualquer movimentação estranha. Quando o cigarro termina. Ele passa a mão no cabelo e no rosto. Ele precisava se manter calmo. Precisava também de motivação pra continuar. Era um puta trampo que podia render nada. Ou pior.

    Ele lembra da solidão. Da solidão ruim.

    O lua nova da a volta lenta e longa no lugar. Procurava rastros estranhos e tentava não ser visto. Procurava cheiro de sangue que batesse com a cena. Pegadas esquisitas. Ele daria umas dez voltas antes de desisitir. Se estivesse seguro de poder se esconder usaria o lobo e seu novo sontrole sobre as sombras para farejar a vontade
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    Mensagem por Ankou Ter Jul 27, 2021 5:01 pm





    Makya Chase


    O cheiro do sangue não ia a lugar nenhum além do beco, o resto todo contaminado com cheiro de gasolina e produtos químicos, ninguém além dos policiais e Barnes Jr. em vista.

    O policial meneia em negativo e parece satisfeito pela compreensão, um toque no cap policial é o último cumprimento que ele dá a Makya antes de olhar pro outro lado e não ficar encarando desnecessariamente, o policial do lado que acabou de chegar só meneia em positivo pro Irraka e mantém seu posto igualmente ao outro.

    O perito parecia ir querer virar a esquina pouco antes de Makya o interromper, ele o olha e suspira, o pacote bem escondido dentro do bolso da jaqueta, quase imperceptível agora - Provavelmente de manhã, antes do horário comercial. - ele responde e fica olhando pra Makya até ele agradecer e não fala mais nada.

    Barnes acende o cigarro dele - Nada de sair pela porta da frente e cruzar a linha amarela. - ele avisa, regras de segurança do posto, nem era bom desrespeitar aquilo com agora quatro policiais por perto.

    Não havia nada, o rastro muito velho ou embaralhado com qualquer outras substâncias químicas com cheiro forte demais, pegadas nenhuma, o beco todo parecia uma poça de sangue que o perito tentava evitar a todo custo.

    Os policiais no cordame começam a conversar um fala da esposa e o outro logo retruca chateado sobre a própria esposa dele e o jogo da NFL do último fim de semana. O perito fora do cordame vai até um carro estacionado do outro lado da rua, pega uma maleta e segue em direção a esquina novamente, o pacote quase invisível continua com ele.
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    Mensagem por Wordspinner Ter Jul 27, 2021 8:12 pm

    O cheiro de sangue estar contido ali era uma surpresa. Difícil acreditar em alguém saindo dali sem estar pelo menos respingado. Gasolina tinha o mesmo cheiro bosta de sempre, só que mais forte. Só isso era o suficiente pra o sofá de casa ficar super atraente. Ou o deserto. Passar um tempo correndo no vazio, ele precisava de um cardio.

    O outro policial o cumprimenta automaticamente e Makya faz o mesmo. Ele era treinado nisso como qualquer outro bom ser humano. Uma monstro sociável como os outros. Só um pouco mais monstro que a maioria. Ele passa o dedo na fita pensando que é tudo meio perda de tempo. Fazer o que depois de achar o meliante? Tomar um chá?

    O policial deu a ele tempo o bastante. Ele não era um trombadinha e seria óbvio pra porra também. Tinha conseguido o bastante.

    "Tranquilo Barnes." Ele traga profundamente. "Posso deixar um café pago pro próximo filho da puta que passar aqui sem um puto no bolso? Vi essa porra na internet." Ele diz colocando uma nota de dez no balcão. A resposta não era muito importante de um jeito ou de outro. Mas dava a chance de Barnes falar. Porra, dava a chance de ouvir alguém falar comigo. Alguém que sabe a meu nome.

    Ele estava pensando seriamente em desistir. Talvez comer um dog grandão. Mas aí o perito suspeito resolve não ir de carro. Pra onde esse filho da puta tava indo a pé? Makya já nem queria mais continuar cavando. Mas quandk você passa correndo na frente do vira ele é obrigado a latir.

    Makya bufa a fumaça saindo a passos tranquilos. Ele não ia perder o pacote. Aquele negócio barulhento ia ser fácil. Porque ele não pegou o carro? Um carro? Pelo menos a porra de um ubber?

    O que o cara ia fazer que não queria em um veículo oficial. Makya dá costas e sai como se fosse embora. Ele chegou a pé. Sair a pé não ia dar na vista e ele nem precisava ficar olhando o cara. Podia ouvir aquele pacote a dez passos. A curiosidade o leva a diante. A ideia de algo ilegal acontecendo não o ofende. Mas quem não ia querer saber. O irraka se esforça para ser difícil de ver e ouvir. Pega o celular e coloca na câmera esperando ela possibilidade de ser útil. A mão esquerda com o dedo no botão prestes a fotografar ou filmar. Mesmo que seja só pelo som. A mão direita checa a arma que não está mais lá. Ele não xinga.

    Na verdade ele sente vontade de chamar os caras para o tex mex mais barato e pagar uma rodada ou duas.
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    Mensagem por Ankou Ter Jul 27, 2021 11:36 pm





    Makya Chase


    Um jogo reprisado passando na TV, Barnes Jr. parecia cansado, com certeza não era o turno dele, ele próprio tomando um café, o cheiro do cigarro se alastrando pela lojinha, ele parece não dar a mínima, até que ele acende o próprio cigarro, o dele de uma marca comum igual o que tinha pra vender logo as costas dele, ele arqueia as sobrancelhas quando Makya tem aquela atitude - Parece que você precisa de um. - nem dava pra saber se ele tava sendo gente boa ou tava chamando o Irraka de ferrado, ainda assim ele pega um copo plástico e enche até a metade e coloca na frente do Irraka - Preto e pouco açúcar. - não tinha vindo da máquina, mas de uma garrafa debaixo do balcão, o café tem cheiro bom e não parece a mesma merda de água suja que os policiais gostavam de beber.

    Minutos depois Makya se esgueira pelas ruas, como uma sombra, o sujeito vai na frente, ele até mesmo chega a olhar pra trás algumas vezes, mas o Irraka sempre tem uma árvore na frente, uma quina de prédio ou muro, até mesmo um canteiro com as bordas mais altas.

    Ele entra por um beco e sai em outra rua, alguns mendigos nos cantos do beco, mas eles nem se incomodam com nenhum dos dois passando por ali, o cara segue pela rua normalmente até começar a remexer no pacote, ele joga a coisa num outro beco e pelo barulho Makya tem certeza que alguém pegou, o sujeito continua o caminho como se nada tivesse acontecido, mais a frente dá pra ver uma outra cena de crime ao longe - Porra Jones, tamo te esperando tem duas horas! - um dos policiais de lá falam e Makya só escuta porque o sujeito parece irritado, fala alto demais e a rua está silenciosa, nada além de barulho de ar condicionado.

    De dentro do beco por sua vez sai uma mulher, batom preto nos lábios, uma constituição física grande e forte, maior que o próprio Irraka, cabelos negros soltos um pouco bufantes, ele até poderia tentar se esconder dela, mas ele tem certeza que ele foi a primeira coisa que ela viu ao sair do beco, ou mesmo que ela não pudesse vê-lo ela poderia encontrar ele pelo cheiro da mesma forma que ele encontraria ela.

    - Quem diabos é você? - ela pergunta sem a menor cortesia, olhar fixado nele como uma visão de túnel.
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    Mensagem por Wordspinner Qua Jul 28, 2021 11:47 am

    Makya olha o café no copo. Preto e cheiroso. Ele envolve o copo com as mãos sentindo o calor.

    "Parece mesmo que eu preciso." Ele respira fundo e bebe devagar saboreando cada segundo, mas sem parar. Coloca outra nota no balcão. "Não esquece do próximo ferrado que aparecer aqui." Ele lambe o gosto amargo e queimado dos lábios.


    Se esgueirar e ser silêncioso eram tarefas que ele tinha aprendido. Ele era bom. Continuava sendo bom. Mas agora era uma segunda natureza. Ele sentia que tinha tantas.

    A surpresa da mulher falando com ele foi pequena. Menor que o medo dela sair feito uma doida pra arrastar a cara dele no asfalto. Isso ou começar um tiroteio. Ele dá um passo atrás sem perceber. "É uma puta pergunta boa. Te faria a mesma se eu não soubesse." Os pontos se conectam. As linhas se cruzam. Sinapses correm em voltas que fazem sentido. "Cê tá limpando a bagunça. To na mesma." Ele da de ombros e mantém as mãos na frente do corpo, um sinal de paz. Uma distração. "O nome é Makya Chase." Ele dá um segundo para ela digerir. Ele mantém os olhos nela. O policial não era risco nenhum perto dela. Também não tinha qualquer utilidade perto dela. Makya sabia que não tinha entrado na casa de ninguém. Cruzado uma das linhas. Tinha tanto direito de estar quanto ela. Mas não ia arranjar um problema atoa.
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    Mensagem por Ankou Qui Jul 29, 2021 10:13 pm





    Makya Chase


    Barnes Jr. não diz mais nada, mas faz um sinal de joinha e dá um sorriso pra Makya como se ele fosse maluco, logo ele se atenta a limpar o balcão com um trapo meio sujo e velho conforme o Irraka se distancia do lugar.

    --

    - Irina… Irina Horvath. - ela diz o nome dela logo após ele dizer o dele, o sobrenome dá vontade de dar um passo pra trás e largar aquilo tudo de mão, mas apesar de tudo ela parece tranquila o bastante. Irina, a única dos Horvath que presta, palavras do próprio Jeff, e ele lembrava de cada uma delas igual o dinheiro indo pelo ralo conforme ele bebia whisky igual água.

    - Tetas de silicone. - ela fala e aquilo parece não fazer o menor sentido até ela repetir. - Tetas de silicone tem número de série rastreável. - parecia a porra do Shelock Holmes falando, mas ela não perde tempo e começa a andar na direção oposta da cena do crime que o perito tinha acabado de chegar mais afrente, no entanto ela não parece repelir Makya.

    Quando finalmente ela dobra a esquina - Ahhhhh! - ela parece surpresa com alguma coisa, como se tivesse acabado de lembrar de algo - Você é a porra do lua nova, ou é o lua crescente? - dúvida estampada no rosto, já nem dá pra saber se ela fala com Makya ou faz a pergunta pra ela própria - Muitos sonhos, um monte de caminhos tortuosos, um monte de merda vindo por aí e você são o prenúncio da merda e… - ela ia continuar falando alguma coisa, mas o telefone toca, ela hasteia a mão como se pedisse um minuto e atende o telefonema.

    Os sentidos de Makya pegam a voz baixinha do outro lado, uma mulher pedindo pra ir pegar o carro. - - ela afirma em positivo e a mulher do outro lado só pergunta sobre as provas - Tudo certo com as filmagens, o resto tá limpo. - ela não fala mais nada e desliga o telefone. - Mals, vou ter que fazer um corre.- ela ia se virando pra ir embora, mas volta um passo - Amanhã é sábado meu bacano, sempre rola queima carne na garagem dos Sortudos, todo lobo é bem vindo, aparece por lá e a gente conversa melhor. - ela tira um bloquinho do bolso junto de uma caneta, anota o endereço e entrega a folha pro Irraka.
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    Mensagem por Wordspinner Sex Jul 30, 2021 8:22 am

    Bosta de whisky caro da porra. É a primeira coisa que ele pensa. A segunda é que ela não parece usar tetas de silicone. Definitivamente não parece. Número de série rastreável. Uma das vítimas? Não faz sentido esconder as vítimas. A mudança pode cuspir silicone pra fora do corpo? Vivendo e aprendendo. "Nosso amigo indiscreto usava peitos falsos." Ele começa a pensar em o quanto essas coisas são super comuns. Mas prefere não pedir mais informações. Provavelmente uma patricinha acabou de perder o futuro dos sonhos. Ou uma striper acabou de ganhar uma chance nova. Ou uma prosti... ou instagramer... ou coisa demais. Todo tipo de gente pode meter tetas falsas.

    Então ela fala de um lua crescente. Coisa nova. Carne fresca. Que nem eu. Porra, era isso que eu tava procurando. "Lua nova. Sem nenhuma afiliação. Tem mais gente... nova? Isso é a primeira vez de alguém?" Ele tenta manter a solidão e a necessidade gritante de companhia fora da voz. Ele não era tão ruim nisso quanto era em mentir.

    "Prelúdio da merda... não prenúncio. Como a gente..." a gente quem? O telefone. Ele era educado o bastante pra fechar o bico enquanto ela falava. Droga ele queria perguntar. Porra ele queria pedir para or com ela. Ele faria qualquer coisa. Até limpava o banheiro pra não ficar sozinho.

    "Vai lá." Ele diz tentando soar casual. Tentando não parecer desesperado quando ela oferece o papel. As mãos não tremiam. Claro que não. Só que, porra é muito nervosismo.

    "Pode deixar. Eu apareço lá Irina. Obrigado." Ele segura e dobra sem olha. Coloca o papel no bolso. "Não quer ajuda com a bagunça? Com limpar a bagunça?" Ele sabia que não tinha que perguntar. Do jeito que ela reagiu ela não queria ajuda nenhuma. Se tinham dado um jeito até nas filmagens a única coisa que podia estar faltando era apagar testemunhas e queimar evidências. Apagar pobres filhos da puta não era mais o trampo dele, só que agora tinha aquelas palavras divinas dançando na cabeça dele. Na alma dele, se é que tinha uma. Os outros não podem saber. Um juramento que o lobo tinha feito pelos dois sem pedir permissão e sem dar explicações.

    Mas fazia um sentido do caralho essas palavras. Era certo.
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    Mensagem por Ankou Sab Jul 31, 2021 10:40 pm





    Makya Chase


    - Talvez - ela diz parecendo com um pouco de pressa, mas não confirma nada - Sonhar com desgraça é normal, é todo dia, sonhar repetidamente com luas vindo junto de sangue e morte não, pior quando a maluca e a bruaca dizem que sonharam com a mesma merda. - Quando ela termina de falar ela já tá andando, apressando os passos, mas nem parece ligar de Makya seguir junto.

    - Aparece sim. - Ela pigarreia. - Aconteceu contigo fora daqui né? Eu saberia se tivesse sido aqui. - ela tem certeza na voz, mas não parece esperar uma resposta de verdade, nem confirmação.

    Quando o caminho termina ela para de frente a um Audi R8 amarelo logo a frente da delegacia - A bagunça tá arrumada, o que dá pra arrumar, agora é esperar a poeira abaixar. - ela diz abrindo a porta destrancada de um carro de trezentos mil dólares e catando a chave no quebra-sol, ela entra no carro, mas não liga, ela bufa como se estivesse estressada, o rosto dela é claro, como se ela fosse se arrepender muito de algo que estava prestes a fazer.

    - Entra. - a voz sai arrastada, ela se estica e abre a porta do carona.
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    Mensagem por Wordspinner Ter Ago 03, 2021 7:48 pm

    Indo: Dartmoor Hills

    Maluca e Bruaca. Makya provavelmente não devia dizer esse tipo de coisa. Mas era tarde demais porque ele falou sem pensar. "Alguma chance de Bruaca e Maluca serem algum codinome?" Será que maluca era mulher que meteu bala na perna dele? Faria todo sentido. A doida da arma sem som.

    Ela pergunta se aconteceu com ele fora dali. Makya não precisava ponderar pra saber o que era. Ela falava da mudança, do grande final da dança entre o lobo e a lua onde o chão era ele. "No deserto... Só que ficou tudo bem. Eu tava sozinho no final." Ele pensa em Mike e nos outros dois. Ele tava sozinho desde o começo.

    Makya vê a cara dela e se o mundo fosse diferente seu orgulho o teria mandado embora. O mundo não era e Makya não ia deixar a porta fechar sem ele dentro.

    O irraka se acomoda devagar. Cuidado era uma segunda natureza. Os cheiros do carro invadindo ele. As cores e detalhes do Audi guiando os olhos de um lado para o outro. Ele fecha a porta com cuidado. "Valeu Irina." Ele sorri afundando no banco. "Isso é um carro bacana." Ele bate devagar os nos dos dedos no vidro para testar. Ele tinha a suspeita de que seriam grossos e a prova de balas. O irraka resolve manter as mãos onde possam ser facilmente vistas em cima do painel onde ele sente a textura e qualidade se perguntando quanto vale a quele carro.

    Makya pensa em dizer que não esta armado, mas prefere só perguntar a onde vão. "Já sabe pra onde a gente tá indo?" Ele imaginava que ela sabia. Mas ele não podia nem imaginar.
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