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    Dando o Troco - Primeira Lua Nova

    Ankou
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    Mensagem por Ankou Qui Out 14, 2021 5:20 am





    Dando o Troco

    Dando o Troco - Primeira Lua Nova C8K3ax7

    @Wordspinner  @Bravos  @Bastet  @JTaguchi  @thendara_selune

    Fazia exatamente uma semana que Beatrice havia passado pela mudança, de lá pra cá a vida de todos eles meio que havia virado de cabeça pra baixo, cuidar de um território não era fácil, o Poço de Brimstone teimava em criar mais espíritos do medo que acabavam desembocando em Honeycomb, Beatrice sabia disso de perto.

    Deixar tudo sempre destrancado e nunca poder trancar nada era de alguma forma um inferno pra Morgan, os empregados nem entendiam mais por que achavam tudo sempre destrancado, até o cofre que o mordomo fechou na honestidade, verdades que eles nunca poderiam saber, joias enterradas, dinheiro melhor no banco, carro com seguro em dia nem ligava dele dormir aberto.

    A loja de Mercedez lucrava menos do que ela gostaria, o olho do dono nem estava lá pra engordar o gado, pelo menos ela não precisava trancar nada.

    O resto todo mundo fazia o que podia, tinha muita coisa pra arrumar, os espíritos principalmente em maioria rebeldes de um território que ninguém colocava a mão faziam décadas, talvez séculos, a coisa preta continuava lá imóvel comendo boa parte da terra que tinha sobrado pra eles.

    --

    O telefone de Beatrice vibra bem no meio da live, segundos depois a coisa cai, sem sinal, no telefone uma tela verde que parecia "chroma key", segundos depois aparece uma caruda com olho bem perto que não dá pra reconhecer, o homem se afasta e ainda assim ela não faz menor ideia de quem ele seja - O nome é Willy. - ele diz se apresentando, o lugar em volta dele parece ter uma luz fria, da pra ver que parece uma sala médica - Eu ia ligar pra Mercy, mas ela ia ficar histérica e querer bater em alguém, a linha é segura, mas eu preciso ser rápido, junta seu pessoal, a gente precisa conversar. - ele gira a câmera e mostra um homem negro deitado numa cama de hospital, logo a câmera volta pra ele - Encontra a gente no estacionamento do Saloon, o cara é tio do Serge, tá fora de risco, mas acalma os ânimos do pessoal primeiro, eu tenho uma boa explicação pro que tá acontecendo. Até. - ele parecia seguro, frio até, definitivamente tinha cara de motoqueiro bandido, o nome nem era estranho.

    O telefone parece dar um glitch e volta a funcionar perfeitamente normal, a internet reconecta assim que ele desliga.
    Bastet
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    Mensagem por Bastet Qui Out 14, 2021 5:27 pm







    Coração de Tinta


    Beatrice Thompson
    Sombras Descarnadas   |  Cahalith


    “Sim, eu sei o que eu tô fazendo...
    Mas filma direito, se der merda pelo
    menos dá views”



    _______________________________________________________________________


    Beatrice estava com metade do rosto com uma maquiagem muito bonita, a pele perfeita, olhos esfumados, cílios maiores do que precisava. Na outra metade, tentava aplicar uma segunda camada de base, mas não estava dando certo.

    - É meninas, essa base não é boa pra construir segunda camada, diferente da outra. É melhor pra aqueles dias que vocês querem uma make super leve, sabe? Ó, dá pra ver? – mostrava um local que a base tava toda feia... Pra Willy. Só percebeu os zoião do homem na tela quando foi dar zoom pra mostrar a maquiagem. – oh, porra...  – respondeu, levando um susto e tocando a tela pra tentar pausar a live, percebendo que o telefone nem tinha mais sinal.  

    Estreitou os olhos quando ele se apresentou, mas pareceu ficar mais atenta quando o homem falou o nome de Mercedes e Serge. A mulher mal tem tempo de processar tudo e o homem desligou o telefone. – Puta que pariu! – falou frustrada, vendo em seguida que a live tinha desconectado. Mandou um recado rápido para os seguidores, que tinham estranhado ela sair do nada e começou a tirar a maquiagem da cara ao mesmo tempo que ligava pra Morgan e calçava uma sandália que estava jogada no chão da Kombi.

    - Alô? Morgan? – perguntou, quando ele finalmente atendeu – Preciso da sua ajuda. Agora. Um tal de Willy me ligou... É o cara que você disse que me conhecia naquele primeiro dia? – aguardou a resposta – A gente pode confiar nele? – novamente, aguardou.

    - É o seguinte... Ele me ligou e pediu pra juntar todo mundo. O tio do Serge tá no hospital, eu acho, mas o cara não me disse o porquê. Pediu a gente pra encontrar eles no estacionamento do Saloon. – soltava as informações rápido demais – Cara, eu vou cuidar dos outros, mas preciso saber que o tio lá tá bem. E você é a melhor pessoa pra isso... A pessoa que eu sei que não vai pirar, na real. Descobre onde ele tá, por favor. Se tá mesmo bem... Se precisa de algo caro, aqueles exames esquisitos lá... Se o tal do Willy tá falando a verdade. Depois encontra a gente lá no Saloon. Aham, eu levo o resto do pessoal. Me manda mensagem, não quero que o Serge ouça coisas antes da gente falar com ele... Valeu. – depois de se despedir, desligou. A cara já limpa de maquiagem. Colocou as coisas dentro do baú debaixo da cama, pulando pro banco da frente e dirigindo.

    ----

    Parou onde costumava encontrar Makya lá na universidade, buzinando, fazendo uns jovenzinhos olharem em volta assustados e desistindo da compra que faziam.

    - Foi mal, bonitão. Liga da justiça precisa entrar em ação agora – indicou pra ele entrar. Era liga da justiça mesmo os papos nerds do dia que se conheceram? Nem tinha certeza. Repetiu sobre Willy e o recado que ele tinha dado – Eu pedi pro Morgan ir na frente, ver se o cara tá bem... Tava pensando em levar a Mercedez pra acalmar o Serge... O que você acha? Não quero sair de lá com uma faca no rabo – Já dirigia em direção à loja – Liga pra ela aí, por favor. Pede pra ela esperar a gente na porta. É melhor n contar isso por telefone...

    ----

    Na loja, aguardaria Mercedez sair.

    - Mercy... Entra aí, o Serge precisa da gente – sabia que era certeiro pra ela aceitar sem brigar falando que queria ir de moto. – Aconteceu uma coisa ruim... Mas menos pior do que poderia ser. Sei que você vai ficar puta... Mas não pira, ok? Respira, pois preciso de você quando a gente chegar na casa do Serge.

    Começou a dirigir e contou sobre Willy e o recado. – O Morgan já tá cuidado pro tio dele ficar em segurança... Eu não sei se esse Willy falou a verdade sobre não ter a ver com seja lá o que aconteceu, mas acho que se ele ligou ao invés de matar o velho, talvez esteja sendo sincero. – observou como Mercy agia – Por favor, não destrói nada, esse carro foi caro pra porra pra montar – suspirou – Você acha que consegue dar a notícia pro Serge de forma mais amena? Ele confia em você, se você passar segurança tem menos risco dele querer sair abrindo alguém sem a gente saber quem precisa ser aberto – parou na frente da casa, a luz da oficina tava acesa – Quer que a gente entre? Não podemos demorar...

    Olhou o celular, percebendo que tinha chego ali rápido demais. “Mais uma multa”, pensou, e foi verificar se Morgan tinha respondido algo.

    - Cê conhece esse Willy? – perguntou para Makya, passando a mão no rosto, preocupada. Se Mercedez quisesse que eles entrassem, começaria a ir atrás dela.

    Roupa:
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    Mensagem por Wordspinner Qui Out 14, 2021 8:35 pm

    Makya tinha acabado de voltar. Estava feliz. Ele sorri para os garotos assustador. "Se liga não, ela não consegue ficar sem uma casquinha. Sabe como as minas são,né?" Ele deixa o produto dos clientes quando se despede com um abraço. "Conta da casa" ele diz ainda rindo.

    Ele anda até o carro com passos largos e ligeiros de quem está acostumado a andar grandes distancias. Ele segura a porta, mas não entra. "Okay a gente tem um problema, só que quando a pressa ou o pánico tomam as suas decisões a gente começa a acumular problemas, ok?" Ele espera um segundo antes de entrar. "Obedecer o limite de velocidade e respeita a belezinha que tá te levando." Ele diz colocando o cinto dessa vez.

    Ele ouve a história sobre Willy e o tio de Serge. "Eu ligo. Dirige com calma e eu ligo." Ele Manda uma mensagem antes. Uma para Serge e outra para Mercy. Claro que não era o que Bea queria, porém era o que ele tinha que fazer. A mensagem dizia que um tal de Willy queria falar com eles dizendo que o tio de Serge tava no hospital, mostrou até um negão na maca pra provar. Dizia também que ele não gostava nada de sair correndo pra morder essa isca, então era melhor Serge dar uma ligada pros tios antes de eles sairem seguindo qualquer um por aí.

    A mensagem para Mercy diz basicamente a mesma coisa sem dizer que Serge já sabe. "Sabe, acho que a Mercy vai é botar fogo nas coisas. Me diz aí, você reconheceu o negão na maca? Conhece esse tio?" Era uma pergunta real e nada retórica. Era uma isca ruim pra se usar de mentira. Serge ia saber do próprio tio, então devia ser mesmo. Mas não era mais fácil ligar para o cara? Porque essa de falar com a Bea pra convocar eles. "Olha, não deve ser k.o., mas vamo pegar leve. Deliberar. Não sabemos ainda o que rolou e pegar muita pilha vai pilhar Todo mundo e aí vai ter gente arrependida." Ele diz discando o número da lua cheia. "Essa roupa aí? Tá Indo seduzir alguém?" Um barulho do outro lado. "Oi Mercy. A gente tá chegando aí, não posso dizer pelo Telefone, ok? Mas a gente te conta tudo quando chegar. Se der se arruma pra sair, afiada e fria. Se der." Ele sorri se sentindo satisfeito e aproveitando a reação de Mercy antes de desligar.

    Chegando lá ele deixa Bea falar. Tira o cinto e abre a porta antes de passar para trás. "Fica fria." Ele murmura perto da cahalith. Não queria ver elas perdendo a discutindo. "Nah." Ele não conhece esse Willy. "Vamo acabar conhecendo. Mas só se você esfriar antes de meter a gente debaixo de um caminhão." Ele coloca a mão no ombro dela no que achava ser um gesto tranquilizador. "Cê não tá Mais sozinha. Tamo junto. To aqui."
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    Mensagem por thendara_selune Sex Out 15, 2021 12:24 pm


    "Contas, senhor!" Ela olhava os papéis, aquelas planilhas chatas, preocupação de quem não sabe bem como lidar com tantas coisas nas costas. A loja ficou uma semana sem seus  olhos e o movimento morreu?! Uma leve irritação, então era esse o preço inicial pela vida dupla? Afasta-se da salinha dos fundos, olhando o único funcionário, quebrar era uma péssima opção, mas uma possibilidade se não contorna-se os empecilhos.  Colocou Avicii - Waiting For Love para tentar não pensar nas coisas que a estavam frustrando.
    Então em algum momento o seu celular tocou enquanto ela tentava apenas ouvir a música, mas o outro mundo que conhecia parecia agora cada vez mais insistente e real. Os olhos escurecem ao ler a mensagem de Makya e um tempo depois via o número dele brilhar na tela, um suspiro e depois atende. Nem dá tempo de responder muita coisa, apenas dizia
    “ Estou esperando”. A voz estava seca, não havia gostado do que ouviu. Raramente alguém vê Mercy de cara amarrada, mas foi justamente o que aconteceu ao avisar ao funcionário que precisava sair.

    Quando os dois chegaram, não havia uma gota de humor no rosto dela.  Os examinou por dois segundos como se fossem portadores de uma notícia maldosa. Eles nem tinham culpa, mas preferiria apenas acenar de maneira mecânica. Entra na kombi com um ar carregado no semblante, um misto de preocupação e irritação sendo disfarçada em uma cara de poucos amigos. Escuta os dois falarem, mas parecia que estava distante ainda processando o ocorrido de maneira lenta.

    -Fria?Afiada?- Parecia perguntar a si mesma como era se manter nesses dois momentos!? Pensou em Serge o amigo tinha muito carinho pelo tio. A expressão de Mercedes era dura e lá no fundo existia a raiva borbulhando como se esperasse a chance de arrancar a pele de alguém. A voz era seca, mas era notório o esforço para amenizar a si mesma diante da notícia recebida. Então vai falando para os dois.  -Willy é o mesmo uratha que falou sobre sua mudança Bea...É confiável do meu ponto de vista e se não estou viajando o velho faz serviços para ele, talvez tenha algo haver, talvez não…Até o onde sei o Serge conhece o Willy de vista coisas do destino ou uma armação dos lunos enfiando todo mundo em uma mesma panela para cozinhar os miolos!- Ela contém um rosnado que sobe pela garganta enquanto as mãos esticam e olhou as unhas pensando em como iria cortar quem feriu o tio de Serge.
    Roupinha:


    Duas possibilidades

    1- Se eles vão a casa de Serge e ele está lá:  Mercy sai da Kombi caminhando devagar, uma inquietação no coração, o cabelo solto e as mãos nervosamente se agarram uma na outra antes que ela soque algo. Então aperta a campainha esperando o que parecia uma eternidade raivosa até o amigo abrir a porta.

    2- Caso cheguem lá e ele não esteja ou ele mande uma mensagem a Makya dizendo que foi pro hospital suponho que mudemos a rota pra achar ele lá ou vamos ao Saloon.




    ******************
    @Bravos @JTaguchi agora é com vocês  tongue
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    Mensagem por JTaguchi Sab Out 16, 2021 3:34 pm





    Vento de Inverno


    Morgan Blackwood
    Elodoth  |  Senhores da Tempestade


    “Cada época é salva por um
    punhado de homens que têm
    a coragem de não serem atuais.”

    _______________________________________________________________________



    O cheiro de Anastácia é, de longe, a coisa mais inebriante que Morgan já sentiu na vida. Principalmente em momentos como este, em que ele se encontra com o rosto enterrado em seu pescoço, pressionando-a contra a mesa do gabinete ocupada por canetas, cadernos e livros de francês.

    Honestamente, ele achou que seria capaz de se segurar. Mas veja bem: metade de sua mente se transformou numa coisa animalesca e selvagem ao mesmo tempo em que colocaram uma garota linda e totalmente disponível ao seu lado usando uma placa imensa com os dizeres "sou sua futura esposa". É necessário honrar as calças que veste e por isso, o Elodoth decidiu esquecer a compostura por alguns minutos e partir para o que interessa. Anastácia não ajudou em momento algum: enviou sinais do que queria várias vezes quando ajeitava o cabelo, sorria de canto e sustentava seus olhares. Tudo isso exalando um perfume de rosas e... fertilidade.

    Isso é demais. Morgan Blackwood é um cavalheiro, não um eunuco.

    Ele a coloca sentada sobre a mesa, derrubando todos os materiais da suposta aula de francês que os dois deveriam ter - apenas um pretexto para ficarem mais tempo juntos, coisa que todo mundo sabe. Mordisca seu pescoço, deixa uma pequena trilha de beijos na direção do decote da camisa enquanto a mão esquerda se insinua para dentro da saia de cintura alta que, na medida que é erguida, revela cada vez mais da pele alva e macia de sua noiva. Sua vida pode ter virado de cabeça para baixo, sua alcateia pode ser formada por malucos, seu totem pode ser um espírito que exige que nada seja trancado, mas aqui e agora, tudo faz sentido.

    Exceto pelo maldito celular, que resolve tocar justamente numa hora dessas.

    Morgan tenta genuinamente ignorar a chamada. Mas toca uma, duas, três vezes. Na quarta, quando a ligação está prestes a cair, ele lê o nome de Beatrice na tela. E isso só pode significar uma coisa: é o tipo de ligação que você não pode ignorar.

    Respira fundo, visivelmente contrariado. Passa a mão pelo cabelo bagunçado, toma um ar e, antes de atender a chamada, já está vestindo a máscara do herdeiro privilegiado e workaholic que sempre foi.

    Beatrice escreveu:- Alô? Morgan? Preciso da sua ajuda. Agora. Um tal de Willy me ligou... É o cara que você disse que me conhecia naquele primeiro dia? A gente pode confiar nele?

    "Boa noite, Beatrice", responde, com a maior naturalidade do mundo. "Sim, ele mesmo. Honestamente, só estive com ele daquela vez e não dá para tirar conclusões do tipo. Mas ele iniciou Mercedez na alcateia e até se ofereceu para nos ajudar com Honeycomb, então não vejo motivos para desconfiar além do necessário. O que houve?"

    Beatrice escreveu:- É o seguinte... Ele me ligou e pediu pra juntar todo mundo. O tio do Serge tá no hospital, eu acho, mas o cara não me disse o porquê. Pediu a gente pra encontrar eles no estacionamento do Saloon. Cara, eu vou cuidar dos outros, mas preciso saber que o tio lá tá bem. E você é a melhor pessoa pra isso... A pessoa que eu sei que não vai pirar, na real. Descobre onde ele tá, por favor. Se tá mesmo bem... Se precisa de algo caro, aqueles exames esquisitos lá... Se o tal do Willy tá falando a verdade. Depois encontra a gente lá no Saloon. Aham, eu levo o resto do pessoal. Me manda mensagem, não quero que o Serge ouça coisas antes da gente falar com ele... Valeu.

    Na medida em que a Cahalith fala, ele vai fazendo uma expressão cada vez mais interessada no assunto. Franze a testa e abre a gaveta da escrivaninha atrás da chave. Lança um olhar sério para Anastácia, que o encara ainda sem entender.

    "Ótima ideia", elogia. "Você está certa, deixa isso comigo. A esposa dele é médica, então provavelmente ele tem informações internas. Fique tranquila e não deixa ninguém surtar. Mais importante que isso, não surte. Em breve eu te atualizo.

    Então ele desliga o celular e olha para sua noiva por um segundo, já totalmente fora da frequência anterior.

    "Nossa aula vai ter que ficar para depois, Anastácia", diz. "Você vem?"

    ***

    Já dentro do carro, ele coloca o celular no suporte e faz uma ligação no viva voz direto para a oficina dos Cães Sortudos, onde pede para falar com Willy. Se vai entrar em território alheio, é bom se anunciar antes.

    "Boa noite, Willy", ele diz, caso o Ithaeur atenda. "Blackwood aqui. Estou a caminho da oficina para conversarmos sobre o que acabou de acontecer, a não ser que você esteja em outro lugar. Beatrice está reunindo o pessoal enquanto eu me adianto. Deixa que eu te ajudo a passar a notícia para o restante. Você sabe melhor do que eu que eles podem ficar... exaltados."

    Depois da resposta, ele dirige para o local indicado e para num sinal para enviar uma mensagem para Beatrice.

    Tudo sob controle. Fique calma.
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    Dando o Troco - Primeira Lua Nova Empty Re: Dando o Troco - Primeira Lua Nova

    Mensagem por Bravos Dom Out 17, 2021 12:25 pm




    Serge Senat

    Um som tocava no fundo, quase não dava para ouvir com a esmerilhadeira raspando o metal. Serge se balançava de leve enquanto ajustava o fio de uma faca. Tirou e olhou a condição atual. Parecia bom. Ele desligou a máquina e pousou a faca na mesa. De longe viu o celular se iluminando. Foi até lá. - Puta merda! - Tirou rápido os óculos de proteção. Respondeu à mensagem de Makya: "Quem te mandou essa foto?".

    Em seguida digitou o número do tio e esperou chamar.

    * * *

    Já tinha se trocado e a campainha tocava. Serge já sabia quem seria e se perguntou porque ela não abriu a porta, já que sabia que estaria aberta. Ele chega lá em passos largos. Os olhos um pouco arregalados, mas o cenho franzido. - Que merda foi essa hein? - Ele diz olhando para Mercy, enquanto fecha atrás de si a porta. - Vamos, vamos ver o que foi isso. - Agir rápido, sem se lamentar. Ele puxa ela pela cintura em direção ao carro, mais com pressa que realmente com jeito.

    Ao entrar no carro pergunta: - Como foi que ficaram sabendo disso?

    [quote]Se conseguir falar com o tio, vai perguntar se ele está bem, o que houve e com que ele está.






    Ankou
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    Mensagem por Ankou Dom Out 17, 2021 10:22 pm





    Todos


    A vida de uratha era muito mais complicada do que parecia, eles não pareciam ter nenhum momento de paz, o chamado de Beatrice acaba tirando eles todos de suas rotinas.

    Mercedez mais uma vez precisa largar a loja na mão dos funcionários, Serge precisa pausar a fabricação da faca, Makya de vender seus “artesanatos” e isso era menos um dia de comida na mesa, Morgan era acordado de seu sonho molhado depois de uma noite terrível mexendo com a papelada do mercadão e a própria Beatrice deixava um monte de fãs na live preocupados perguntando o que tinha acontecido.

    Não haviam traços de Adewale no sistema, nada dele no hospital, nem qualquer clínica chique que Morgan pudesse conhecer. Quando finalmente eles chegam ao estacionamento do Saloon Willy está lá como prometeu que estaria, o homem estava sentado no banco do carona de um Cadillac antigo e conservado que parecia inteiramente grafitado com uma mensagem clara de “fuck the system”, na direção uma mulher latina de traços bonitos e mais tatuagens do que o bom gosto de certas pessoas achava que deveria.

    Ela liga o carro assim que eles aparecem, e vai na frente, eles não correm, parecem querer serem seguidos, em algum momento todos eles atrás sentem o véu de atravessar alguma coisa, eles continuam seguindo em frente, mas não por muito tempo.

    Eles param de frente a uma entrada guardada, dá pra ver três caras na frente de um muro com um portão alambrado, um deles dentro de uma guarita logo ao lado, todos eles com o colete dos Sortudos, eles param e a conversa com um deles é breve. - Tudo certo por aí? - a pergunta objetiva de Willy - Tudo no esquema chefe. - um dos caras respondem, Willy retruca logo depois - Pode abrir eles tão comigo. - o cara de dentro da guarita aperta um botão e o portão se recolhe.

    Do lado de dentro quatro galpões, alguns trailers servindo de camarins dá pra ver algumas mulheres e caras pelados próximo a eles, dois ou três maquiadores, mais alguns caras com coletes dos Sortudos e Jeff que parecia um prego despontando da madeira.

    O loiro gigante se desloca imediatamente quando vê todo mundo se aproximando enquanto todo mundo estaciona.

    - Shiriki tá lá dentro, a gente checou tudo, ninguém parece ter sido seguido. - ele fala pra Willy. Dá pra ver alguma preocupação se desfazer no rosto do Ithaeur, mas Jeff nem terminou de falar - Agora é a hora de foder esses filhos da puta, eu já tinha que ter começado a caçar eles faz tempo, não tem essa, chega dessa palhaçada… - ver Jeff puto daquele jeito não era algo bonito, entrar na porrada com o loiro gigante era algo que ninguém queria fazer, provavelmente nem o pessoal da alcateia dele, o alívio é que ele não parecia direcionar a fúria dele pra ninguém ali.

    Ele sai de perto bufando sem dar a chance de ninguém falar nada, Catalina até pareceu fazer um gesto de tentativa só pra olhar Willy balançar a cabeça em negativo e deixar ele seguir em frente.

    - Chega mais galera. - Ele convida a todos eles a seguí-lo mais um pouco. No caminho dá pra contar quatro galpões grandes, Estúdio A, B e C, o quarto não tem identificação e é exatamente nele que eles entram, na parte de dentro o que parece um escritório, com paredes de compensado branco.

    - Fiquem à vontade. - ele diz apontando duas cadeiras e dois sofás no escritório simples, ele mesmo não toma a cadeira atrás da mesa, cadeira essa de um tamanho anormalmente grande, Catalina por sua vez se escora e praticamente senta numa borda da mesa.

    - Serge, você nunca se perguntou o motivo de um sangue do lobo de uma idade considerável como seu tio nunca ter tido uma alcatéia? - a carranca séria de Willy não parece se desfazer em hora nenhuma, até ele abrir um sorriso de canto - Ele não é imcompetente mano, não mesmo, mas a real é que ele nunca quis, ele tem um sentinela guardando ele o tempo todo, ele diz que esse cara é pacto do avô dele, problema é esse carinha gera um custo, então desde que eu to por aqui ele oferece serviços em troca da gente pagar os custos do sentinela, seu tio consegue afinar o dromo cara, ele é como se fosse uma porra de um loci ambulante. esse papo dele falar com espírito? Tudo verdade, a parada de ser incorporado por entidades… Bem aí o cara precisa comer também e manter todo mundo confortável. Fato é, ele não trabalha só pra gente, ele já trabalhou com toda alcateia nessa maldita cidade, mas dessa vez deu merda… - ele pigarreia enquanto Catalina acende um cigarro e ela própria começa a falar com o forte sotaque latino.

    - Corta esse papo de comadre Willy, o negócio é o seguinte, tinha gente vindo de Vegas junto com ele, dois urathas, eles foram atacados, diz Shiriki que um dos caras ele já conheceu, antes de vir pra cá, Reis Predadores, foderam o carro todo, mataram o pai da Jocelyn, ela escapou por pouco, arregaçaram o carro e roubaram a carga - ela olha pra Willy de volta. - Feliz? - o olhar dela nada amistoso a fumaça do cigarro saindo garganta afora conforme ela fala.

    Willy se levanta e respira fundo com cara de poucos amigos - Me acompanha Serge? - Ele diz fazendo menção a entrarem numa porta logo atrás da mesa, enquanto Catalina parecia ficar pra fazer sala.
    thendara_selune
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    Dando o Troco - Primeira Lua Nova Empty Re: Dando o Troco - Primeira Lua Nova

    Mensagem por thendara_selune Seg Out 18, 2021 1:49 pm

    -Serge...Não sei, apenas sei que é com seu tio e... !- A voz dela tinha saído alta, nervosismo palpável agora que estava diante dele. Ele a puxa daquele jeito, Mercy apenas ia olhando-o com preocupação em seus olhos escuros. Perto do carro ainda murmura.
    - Vamos dar um jeito...Pode ter certeza!- Dentro do carro, Serge dispara a pergunta e Mercy apenas espera um dos dois ali responder.  Estava controlando-se, mas a presença do amigo parecia liberar o nervosismo que ela tentava conter.


    ***************************


    O percurso todo era um chacoalhar de ideias dentro de Mercy. Sentia uma pontada de raiva e frustração crescente. O senhor Adewale era uma âncora na vida de Serge, apertou a mão dele dentro do carro, naquele pequeno espaço, fez uma leve pressão calorosa, mas não disse nada. Quando chegaram ao estacionamento do Saloon lá estava Willy. Mercedes logo aponta entre os bancos para que Bea o visse. - É ele ali...O Willy!-   A voz cheia de nervosismo e o coração dela estava acelerado.

    Então provavelmente Bea os segue. A kombi parecia lenta, mas na verdade era ansiedade de Mercy que a provocava a fazendo ver tudo devagar demais.
    Quando chegam ao lugar, os olhos dela observam rapidamente como se buscasse um perigo à espreita. O portão se abre  e eles podem ver alguns trailers, depois os olhos escuros olham mulheres e homens pelados. Uma vergonha gritante vendo aquilo, a cara confusa olhando os demais e depois meneando a cabeça em negativo. Aperta o passo evitando ver mais alguém pelado. Quando viu Jeff,  aquilo cortou a sensação de constrangimento da cena de segundos atrás. Então fica de ouvidos atentos, mas não diz nada, apenas escuta como se estivesse pronta para correr a qualquer segundo, desde que isso significasse matar quem fez aquilo com Adewale.  A irritação do loiro faz os músculos da jovem Rahu ficarem tensos, afinal a raiva do outro era contagiante demais para se ignorar.



    Ela ia junto com os outros e depois que entram no lugar ela não se senta. Recosta-se na parede focada no que o outro ia falar.   A visão de Catalina não é uma surpresa, mas era evidente que Mercy tinha problemas com aquela Gibosa, então não a olha mais que por um segundo curto. Fecha os olhos ouvindo tudo, então os abre um minuto depois sentindo que seu semblante flutua entre raiva, surpresa, inquietação e quando Catalina dispara suas palavras o olhar da rahu escurece tempestuoso demais para um rosto tão jovem. A coisa era bem pior do que ela poderia imaginar. Olhou Serge com a preocupação multiplicada até que Willy pede para o Ithaeur  que o acompanhe.


    (Creio que todo mundo vai seguir o Willy)
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    Mensagem por JTaguchi Ter Out 19, 2021 5:09 am





    Vento de Inverno


    Morgan Blackwood
    Elodoth  |  Senhores da Tempestade


    “Cada época é salva por um
    punhado de homens que têm
    a coragem de não serem atuais.”

    _______________________________________________________________________



    A busca se revelou infrutífera. Não havia sinal de Adewale em nenhuma clínica da cidade, nem no hospital. Quando se dá por vencido, Morgan se dirige para o estacionamento do Saloon, esperando encontrar os outros por lá. Sente algum alívio quando viu a kombi de Beatrice chegando - a alcateia está reunida.

    "Boa noite, pessoal", cumprimenta de forma geral.

    Ele ouve atentamente cada palavra dita na sala, pensando nos perigos que o parente passou. Sua mente não demora para imaginar possibilidades horríveis com Anastácia, mas Morgan trata de afastá-las: a garota nunca aceitaria ser deixada de lado. Ela quer, tanto quanto ele, fazer parte daquilo. Seria um desrespeito muito grande privá-la disso simplesmente porque ela poderia correr riscos.

    Willy leva Serge para a porta atrás da mesa. Morgan prefere, para deixar que o Lua Crescente tivesse um pouco de privacidade com o tio. Olha preocupado para o restante da alcateia e se detém um pouco mais em Mercedez. Precisa ficar atento para qualquer sinal de que ela vá explodir.

    "Os dois Uratha que vinham com eles", começa. "Eles foram mortos?"

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    Mensagem por Bastet Qua Out 20, 2021 2:51 pm







    Coração de Tinta


    Beatrice Thompson
    Sombras Descarnadas   |  Cahalith


    “Sim, eu sei o que eu tô fazendo...
    Mas filma direito, se der merda pelo
    menos dá views”



    _______________________________________________________________________


    Obs importante:

    Antes de chegar no estacionamento do Saloon:

    Quando Mercy apontou o Willy no estacionamento, as mãos de Bea apertaram o volante com força. Agora sim estava ficando ansiosa. Procurou o carro de Morgan, piscando farol para indicar que ele devia ir na frente com o carro dele. A Kombi era muito desajeitada para ficar entre dois carros, caso precisassem dar meia volta e vazar rápido. A Cahalith parece atenta por todo o caminho, gravando pra onde iam e procurando rotas alternativas. Ao sentir o arrepio na espinha, assim como sentiu ao entrar no território dos Horvath, disse – Já tamo no território deles, eu acho. Fiquem mais atentos. Morgan mandou mais algo? – indicou pra quem tivesse na frente com ela olhasse seu celular. Não queria desviar os olhos da estrada ali.

    ---

    Dentro dos muros do estúdio... Pornô, ela estacionou, pegando uma jaqueta jeans e botando sobre os ombros. Saiu do carro, esperando os outros saírem também, sem trancar. Ficou um pouco pra trás, enquanto eles seguiam até o grupo, tentando ver além as bundas brancas e magrelas expostas nos trailers. Tentou ver a Sombra, se tinha algo a espreita deles. Voltou a olhar pro mundo físico quando ouviu o gigante esbravejando. Apertou o passo pra ficar junto dos seus, um pouco na frente, como se os quisesse proteger. Olhou o grandão, mas realmente não quis ser um dos alvos de sua raiva.

    Sorriu sem mostrar os dentes, quando Morgan cumprimentou todos, agora unidos, e seguiu Willy até a sala. Se recostou na parece, olhando as duas figuras desconhecidas ali, reparando em como a mulher parecia imponente... E como Willy parecia... liso. Sentia que ele podia sair de qualquer situação sem se queimar com ninguém.... Mas a fala mansa e a enrolação realmente não era algo que estava agradando Bea no momento, então ela sorriu quando Catalina tomou a palavra.

    Também não iria com Serge, a menos que ele pedisse. Achava que ele precisava de Privacidade, talvez Mercy o ajudasse mais que o resto da alcateia naquele momento. – Vocês deviam ir juntos – sugeriu, falando com Serge e Mercedez, não gostava também da ideia de um deles sozinho num local de outra alcateia. Quando eles saíram, olhou pra outra cahalith. – Oi, Sou Beatrice. - se desencostou da parece e estendeu a mão - Coração de Tinta. Prazer - apertaria a mão dela com firmeza, caso ela aceitasse. Ouviu a pergunta de Morgan e completou - Qual era a carga que podia interessar tanto esses filhos da puta? Desculpa ser indiscreta, mas isso pode ser relevante pra gente entender o que rolou. – aguardou a resposta e continuou - Esse Shiriki sabe onde encontrar eles? O grandão lá fora tem razão, a gente precisa fazer alguma coisa


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    Dando o Troco - Primeira Lua Nova Empty Re: Dando o Troco - Primeira Lua Nova

    Mensagem por Wordspinner Qua Out 20, 2021 9:29 pm

    Makya não tira a cara do celular, mas para de digitar. "Eu amo velocidade, mas o que cê tá fazendo com esse carro tem outro nome: Maus tratos." Ele começa a digitar de novo. Ele termina a mensagem para Serge antes de responder. "Consegui."

    "Tenha certeza que o filho da puta bem informado tá menos pilhado que você. Gata, a gente tem que agir tipo a swat... Tipo as porras dos Navy seals. Não é pra hesitar, mas também não é pra aumentar os riscos a toa. Essa lindeza não é rápida Bea, não é o talento dela." Ele faz um carinho no painel com afeto.

    Uma vida em perigo, ele pensa no assunto. "Tá, a gente é ruim de matar. Mas o cara tá no hospital né? O Willy quer biscoito, tudo bem, a gente leva o biscoito do cara. Essa porra de suspense não é jogo limpo. Porque não falar com Serge e Morgan? Que nem ele fez da primeira vez? É no mínimo uma escolha bem questionável de recado." Makya odiava ineficiência e odiava ainda mais não saber o que tava rolando de verdade. Também não entendia o motivo de irem para um lugar por causa do cara que tava em outro. "Se liga Bea, a gente não tá indo salvar o tio de ninguém. Ele tá fudido ou a salvo no hospital, e a gente não tá indo pra onde mesmo?" Ele ouve a provocação e não consegue evitar de sorrir. "Porra cara... Pra me agradar vai ter que vestir bem menos." Ele tenta não soar muito idiota. Mas respira aliviado olhando os peitos dela.

    --
    Mensagem para Serge: Sem foto, Irmão. Tudo esse tal de Willy.

    --

    Makya deixa as duas garotas na frente. Ele pensou em dizer para Mercy ter cuidado com os Lunos, porque os putos são doidos, mas o que ele sabia além de fofocas? Ele nunca tinha lidado de verdade com um dos caras. "Sério meninas, vocês tão tensas demais. Alguém quer um pouco?" Ele oferece umas folhinhas para mastigar. Não era a mesma coisa que fumar, mas assim não ia deixar cheiro nenhum na casa dos outros.

    --

    O irraka prefere se manter em silêncio depois disso. Alguém precisava estar frio e atento. Quando chegam no Saloon ele nem reage, só procura. Esperando não encontrar nada atrás deles nem acompanhando. Mas olha o tempo todo. Silencioso até encontrarem Jeff. "E aí Jeff, tranquilo parceiro?" Ele fala vendo o cara ir embora. "Se amarra na minha." Ele diz com mínimo de ironia que ele consegue. Ali ele tinha voltado sua atenção para os urathas de novo. O Makya que era pago para levar violência aos outros adoraria o lugar. Na verdade, se a proposta da Blackbird não tivesse mais apelo ele teria trabalhado em um lugar assim.

    Makya ouve o que Willy e Catalina dizem. Mas considerando aquilo ele estava mais interessado na reação da sua alcateia. Reis Predadores. Pra eles, pouco era o bastante para matar um urdaga. Bem pouco. Eram piores que os Garras Sangrentas. Makya vê Bea mordendo a isca, mas não ia dizer isso assim. Ali na cara dos outros. Não estava na hora de ele falar. Era hora de ouvir. Se fizessem todas as perguntas que estavam na cabeça dele ninguém ai precisar ouvir sua voz.

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    Mensagem por Bravos Sab Out 23, 2021 6:41 pm




    Serge Senat

    - Tio é muito discreto. Ele ganha a vida dele e não dá satisfação a ninguém. Não que ele se recuse a falar, mas ele não diz se você não perguntar. Sei que ele é muito bem relacionado com todos. Difícil ter alguém que não se dê bem com ele. Na pior das hipóteses o respeitam... Agora, como é o relacionamento com Willy... Não faço idéia. - Ele responde Beatrice no caminho. Mercy apertava sua mão, ele corresponde com o mesmo gesto, sem tirar os olhos da estrada.

    * * *

    Dá pra sentir quando eles entram no território dos Cães Sortudos. Logo eles estão dentro do galpão. Serge mantém o semblante e a boca fechada o tempo todo. Então Willy começa a falar. - Na verdade não... - Inocência? Respeito? - Nunca achei que fosse... Tio Ade sempre foi benquisto onde andou. - Catalina interfere, indo direto ao que aconteceu. Serge escuta em silêncio. Quando ela termina, ele balança a cabeça. - Obrigado, prefiro assim. - Ele parece pensar um momento. - Quem é Jocelyn? Por que essa carga tinha que passar pela Sombra? - Se aquela carga custou um ataque ao seu tio, era bom ao menos saber o que era, não é? Ele espera até responderem, antes de seguir Willy para detrás daquela porta. - Claro... - Bea sugere que Mercedez vá junto, mas Serge dispensa com um gesto de mão.

    Depois que atravessam a porta, se estivessem sozinhos, ele perguntaria a Willy: - Vocês estavam envolvidos no recebimento da carga ou os encontraram por acaso? - Seus olhos, por outro lado, esperavam ver o tio e o procuravam no novo ambiente.






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    Mensagem por Ankou Sab Out 23, 2021 10:51 pm





    Todos


    Jeff cumprimenta Makya com um acenar de cabeça, mas se atém a isso, olhar pro gigante nervoso daquele jeito dá vontade de desviar o olhar, mesmo quando o cara parece tentar ser cordial, o jovem Irraka sabia o que os Garras Sangrenta faziam, de acordo com Jeff eles eram a polícia dos urathas pros urathas, mas a versão de Dobrasin na noite passada era bem diferente, certamente menos nobre.

    --

    Willy segue pra dentro junto de Serje, a mulher toma frente da porta com um olhar de quem não queria ser testada.

    - Tá surdo parça? - Ela retruca pra Morgan de maneira rude, mas sem agressividade - Não acabei de falar que o pai da JJ morreu? Era só ela e o pai. - ela meneia em negativo incrédula, mas parece cordial o bastante pra estender a mão pra Beatrice e se apresentar. - Voz da Fúria, mas pode me chamar de Catalina. - o aperto de mão dela é forte e firme.

    - Ok tudo bem, eu sei que vocês tem perguntas. - ela fala isso, mas dá pra ver que o olhar fica atento a Mercedez, ela hasteia uma mão fazendo um sinal de que queria um tempo e se dirige a Rahu - Garota, a porra da lua tá falando um monte de bosta na minha cabeça, eu só queria que vocês vazassem saca? Pro bem de vocês e nosso, mas já que vocês não fizeram isso paciência, eu não te odeio mana, agora para com essa cara amarrada e vamo conversar, ninguém aqui tá ou deveria tá com energia de tretar com isso agora. - ela fala com uma seriedade e firmeza invejável enquanto pega um copo d’água no bebedouro do escritório, bolhas de ar fazendo barulho subindo dentro galão.

    Finalmente ela se volta a Beatrice. - A carga importa? - ela não parece interessada em continuar aquele tópico - A real é que a gente tem movido muita coisa que poderia interessar os filhos das puta, a gente usa uma rota fora da 95, Negão já tinha feito esse caminho trocentas vezes, os caras nunca se meteram. - ela balança a cabeça em negativo, pensativa - Alguma coisa mudou, tem algo errado… - mas ela não parecia ter resposta.

    No momento seguinte ela volta os olhos pra Morgan - O nome dele era Terrance… Terrance Jackson. - o olhar dela se enche de fúria, os dentes trincam por um segundo - Não sobrou nem corpo cara. - um misto de preocupação e ódio visível, o soco na mesa deixa isso mais evidente.

    Ela vira o copinho de água goela abaixo e se volta a Bea no momento seguinte - Se Shiriki não achar ninguém vai, ninguém conhece o deserto melhor que ele, mas a real é que nem precisa conhecer. - ela tira um potinho de vidro transparente do bolso, dá pra ver areia vermelha do deserto e sentir o cheiro do sangue, sangue uratha, ela balança e coloca de volta no bolso.

    --


    Willy segue por um corredor com algumas portas, e abre uma delas com cuidado, do lado de dentro camas de hospital, elas eram antigas mas pareciam conservadas e bem arrumadas, numa perto da parede uma jovem mestiça de cabelos coloridos e pele parda está em um estado lastimável, falta o braço esquerdo e a perna direita, eram dois cotocos enfaixados com marcas de sangue, o rosto desfigurado cheio de pontos, cheiro de sangue uratha no ar.

    Numa cama mais ao centro Adewale descansa, dá pra ver escoriações e inchaços pelo corpo todo, em especial marca de quatro cortes paralelos que vão da cintura até quase a axila que parecem bem costurados.

    Na terceira cama o índio deitado parecendo descansar, ele faz um sinal de joinha assim que a  porta se abre, mas não se levanta e nem fala nada, Willy por sua vez sussurra - Ele tá estável e sedado. E acho que agora você sabe quem é Jocelyn.- o Farsil Luhal não diz mais nada e espera Serje do lado de fora, Shiriki permanece imóvel.

    ”Jocelyn”:
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    Mensagem por JTaguchi Ter Out 26, 2021 8:04 pm





    Vento de Inverno


    Morgan Blackwood
    Elodoth  |  Senhores da Tempestade


    “Cada época é salva por um
    punhado de homens que têm
    a coragem de não serem atuais.”

    _______________________________________________________________________



    Morgan arqueia a sobrancelha, aparentemente indiferente. A demonstração de grosseria de Catalina não o surpreende, mas também não o incomoda. As últimas horas devem ter sido intensas para ela.

    "Não sobrou nem corpo", ele repete, mais para si mesmo do que para ela. Então, um estalo em sua mente. "Foi devorado, é isso?"

    A ideia o enoja em níveis épicos. A situação é muito pior do que imagina e os nervos estão à flor da pele. Mesmo assim, o Juramento precisa ser preservado. O que o preocupa ainda mais é pensar que seus companheiros podem ser uma peça de um jogo macabro onde eles são apenas um bando de bodes expiatórios. Mais do que vingar o ataque que fizeram ao tio de seu irmão de tribo, ele quer evitar que seus companheiros percam a honra por nada.

    Por um segundo, ele dirige um olhar sério para Beatrice, como se quisesse dizer algo. Mas não diz nada. Por enquanto, quer apenas ouvir.

    OFF:
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    Mensagem por thendara_selune Qua Out 27, 2021 10:12 pm


    Mercy tinha escutado tudo que foi dito tanto pelos companheiros de alcateia bem como as palavras da gibosa sendo direcionadas a ela. Isso corta seu  pensamento que estava direcionado a Serge e ao tio dele. Mercy não tira os olhos dela em nenhum momento, mas opta em manter um semblante sério e sem emoção alguma.

    Por fim cruzou os braços sobre o peito e respondeu.-Cada um com sua faceta da lua e com os sussurros que ela oferece, não quero problemas com ninguém. Nem pretendo “tretar” com os meus, ainda mais porque isso é muito pequeno quando comparamos ao problema que nos trouxe aqui!-  Murmurou estreitando os olhos. Estava mantendo a calma e seu tom não tinha aumentando em nenhum momento.


    A verdade é que apesar de tudo tinha que respeitar a outra. Confiava na lua e compreendia que os lunos tinham uma visão sobre tudo um tanto abstrata. Por isso optava naquele momento em enxergar Catalina como um grão de areia em meio a uma tempestade muito maior. Os olhos escuros correram até Serge e ao ver a mão dele a dispensando, nem ficou surpresa. Olhou Beatrice e os lábios dela se curvam em um sorriso que nada mais era que uma linha sem mostrar os dentes. -Ele sempre foi assim...Mas obrigada por se importar!- A voz era apaziguadora e amena ao olhar “Coração de Tinta.”

    Depois Mercy fica calada ouvindo eles conversarem, fica coletando as palavras que são ditas. Era difícil lidar com tudo, mas ao chegar ali preferia mil vezes morder a língua do que baixar a guarda. O papo sobre não ter sobrado nada do uratha a deixou presa na possibilidade que ele podia ter sido devorado, mas prefere deixar os outros ali guiarem a conversa.
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    Mensagem por Bastet Qui Out 28, 2021 8:22 pm







    Coração de Tinta


    Beatrice Thompson
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    “Sim, eu sei o que eu tô fazendo...
    Mas filma direito, se der merda pelo
    menos dá views”



    _______________________________________________________________________


    - Se fosse o contrário, você ia jogar limpo? – perguntou pro irraka, querendo saber a opinião – A gente é desconhecido pra eles, eles tão com o tio de um dos nossos todo ferrado. Eu não daria o endereço da minha casa pra uma alcateia que tá possivelmente braba ou instável. Às vezes não dá pra chegar de fininho, bonitão. Às vezes a gente tem de ir pra boca do lobo... E dar a carne que ele exigir antes de morder o rabo deles, se necessário – deu de ombros, ela gostava de praticidade... Não conhecia essas técnicas secretas que Makya sempre falava, de chegar igual o cara do missão impossível.

    - Ah, isso com certeza ia te agradar muito mais mesmo – responde para Makya, sobre a roupa (ou a falta dela). Deu uma piscadinha pra ele e voltou a dirigir.

    ----

    Bea não se meteu na aparente treta entre Catalina e Mercy... As duas eram adultas e, enquanto não fosse um perigo para os demais, elas que se resolvessem. Sorriu quando a mulher a cumprimentou – Me chama de Bea se preferir – e quando o aperto de mão acabou, ela voltou pro seu lugar.

    Aguardou a outra Cahalith responder sobre as pessoas terem sido devoradas e a olhou, com um pequeno sorriso no canto dos lábios – Se você não quer nos dizer com certeza importa – respondeu sobre a carga. – Eu não to nem aí se vocês tão trazendo algo ilegal ou imoral... O problema é que isso pode ter sido um dos ou O motivo do tio do Serge ter se machucado. Então sim, não só a carga importa, como o que levaram dela, se não foi tudo.

    Bea apenas assentiu e sorriu pra Mercy sobre se importar. Bem, estavam juntos, não é? Gostava dos seus em segurança.

    Ouviu sobre a rota e sobre a falta de corpo. Os olhos se fixaram no potinho.  Tentou farejar o sangue, pra guardar o odor. Beatrice assentiu, não tocando no assunto que parecia deixar a outra triste no momento – É um bom começo. Nós também temos um bom rastreador – indicou Makya com a cabeça, deixando ele se manifestar melhor sobre isso. Se algum deles podia ser útil naquela situação, provavelmente era ele.

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    Mensagem por Bravos Qui Out 28, 2021 10:05 pm




    Serge Senat

    O lugar é bem arrumado e Serge fica satisfeito com aquilo. Pelo menos seu tio não estava sendo tratado num muquifo cheio de bolor e mofo. Quando entram, Willy aponta seu tio e indica Jocelyn. Serge arregala um pouco os olhos e mostra os dentes cerrados num sorriso forçado. Jocelyn quase partiu dessa para melhor. - Você disse Reis Predadores...? O que sabem sobre eles? Fora que são brutamontes? - Ele olha bem para Willy, esperando a resposta. Depois não diz nada sobre, apenas agradece, apontando com a cabeça para o tio sedado. - Obrigado por isso.

    O ithaeur se aproxima. Vê se ele está acordado. Dá uma olhada nos ferimentos, embora não entendesse bulhufas sobre tratar ferimentos, somente de abri-los. - Entrou pelo cano, hein, seu Ade? - Disse, mesmo se ele não pudesse ouvir. Passa a mão calejada nos cabelos do tio, num afago pouco usual para eles, mas a situação parecia pedir. Ele ainda espera um pouco, para ver se o tio reage. Daí ele vai até Shiriki. - Não estavam de brincadeira. Estavam focados em matar. Você esteve lá? O que viu?






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    Mensagem por Wordspinner Sab Out 30, 2021 4:50 am

    Beatrice escreveu:Se fosse o contrário, você ia jogar limpo?

    "Pra caralho..." Ele era um irraka, um irraka confiável era um irraka com oportunidades. Não tinha estômago para esquemas de mentiras e enganação. "Tá certa Bea, claro que tá. A carne pode ser a sua cabeça um dia, a cabeça da Mercy. É um preço que eu não quero pagar se eu puder evitar." Ele olha para rua só para ter certeza que ela não ia passar em cima de um distraído qualquer. "A gente bem que podia passar uns protocolos de ação... Estilo S.W.A.T. que cê acha?" Entender os benefícios de calma, controle e comunicação ia ser bom pra eles.

    --
    Catalina escreveu:Tá surdo parça?

    Makya acha que ela passou do ponto. Mas não o suficiente para ele mesmo criar um problema. É uma distração. Morgan passa direto por ela e o irraka confirma sua atitude feliz. Catalina realmente parecia Voz da Fúria.


    Catalina escreveu: Garota, a porra da lua tá falando um monte de bosta na minha cabeça, eu só queria que vocês vazassem saca?

    Ele entende isso. Evitar o desconhecido. Fácil de entender. Para um irraka é bem óbvio. Mas ela precisava relaxar antes de mandar os outros relaxarem, reforçava o discurso. Ele tenta conter o sorriso.

    Morgan escreveu:"Foi devorado, é isso?"

    Makya olha em volta tentando pegar alguma coisa. Era uma pergunta que parecia muito idiota. Qualquer um sabe se você foi atacado por urathas e não sobrou nada eles te devoraram. Até porque não tem nada melhor, ponto. Mas nem sempre os cascos são cavalos. Não que os caras tivessem a resposta. Teriam dito se tivessem, ou pelo menos deixado uma pista passar.


    Mercedes escreveu:Cada um com sua faceta da lua e com os sussurros que ela oferece, não quero problemas com ninguém. Nem pretendo “tretar” com os meus, ainda mais porque isso é muito pequeno quando comparamos ao problema que nos trouxe aqui!

    Ela era meio fora da casinha. Mas não tava exatamente falando merda agora. Makya toca o ombro dela, não precisava acalmar a rahu, só mostrar que ela não estava sozinha. "Boa. Fria. Afiada." Um aperto leve antes de tirar a mão, melhor não dar tempo de ela mudar de ideia sobre tretar com os dela. Não era nem hora e nem lugar.

    Makya achava engraçado todo mundo se apresentando para gente que já tava cansado de saber quem eles eram e tinham o endereço e telefone deles num arquivo em algum pc. Não era uma ideia confortável.

    Beatrice escreveu:como o que levaram dela, se não foi tudo.

    "A carga importa porque é informação. Só vamos saber se é irrelevante depois de saber qual é, então..." Ele dá de ombros sem se esforçar muito em tentar persuadir e mais em mostrar um outro ângulo mais palatável da exigência de Bea. "A gente só quer entender. Ser tratado com respeito. Leva a gente a sério e não vamos decepcionar. Seguimos o mistério de vocês até aqui e isso é um voto de confiança né?" Não que tenham feito o que ele queria, mas era melhor assim. O desconforto dele com a situação com certeza vinha a calhar. Ia doer ela falar sobre a carga? Talvez, mas ela ia saber que custava estar ali.


    Beatrice escreveu: É um bom começo. Nós também temos um bom rastreador

    Ele balança a cabeça. Tinha visto os caras e sabia que provavelmente tinham um rastreador que ia fazer ele parecer um branquelo pançudo no deserto. Mas ele sabia o trabalho desde antes de se tornar um uratha com seus sentidos novos. "É, e metade do trabalho se faz antes de procurar o rastro." Ele olha para Morgan antes de falar, o meia lua talvez estivesse querendo observar, então... Ele suspira, não era para ser assim. Ele tinha que dizer a verdade. "Cara, a gente tá muito agitado e puto. Todo mundo. Foi pessoal pra vocês e obrigado por isso tudo que tá rolando. A real é que a gente vai pedir mais. A gente vai querer ver o lugar. Vai querer saber o que rolou. A gente já tá engajado, deu certo. Tamo nisso. Aceita a gente e mostra a mão, tamo jogando juntos, né? Vamo lá botar a mão na massa. Pesquisar. Perguntar pros espíritos. A gente não quer problema com vocês. Não tamo aqui pra isso. Tamo aqui porque vocês chamaram e a gente veio." Ele coloca as mãos no bolso desconfortável. Ele gostava de se comunicar com quem ele sabia que ia ouvir. Do jeito que ele se sentisse seguro. Não era isso ali. Não mesmo.

    "Sei que to pedindo muito. Seus intinstos mandando tu botar a gente pra correr na porrada." Ele tira as mãos do bolso para poder mostrar as palmas. "Quebra essa, dá uma moral pra gente. Vai valer a pena." O irraka não tira os olhos dela e não se move para frente. Ela estva protegendo a alcateia dela ali, na frente daquela porta. Guardando os segredos e a rotina deles. Ela preisava saber que eles só queriam resolver aquilo e nem se importavam de verdade com a alcateia dela.


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    Dando o Troco - Primeira Lua Nova Empty Re: Dando o Troco - Primeira Lua Nova

    Mensagem por Ankou Sab Out 30, 2021 12:19 pm





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    Morgan escreveu:"Foi devorado, é isso?"
    - Já respondeu a sua pergunta parça. - dessa vez ela não é rude, só dá de ombros confirmando o que ele queria saber.

    No momento seguinte ela parece satisfeita com a atitude de Mercy, ela meneia em positivo - A real é que eu tomou isso muito como pessoal, quando nem foi, tenho nada contra tu não mana. - ela parece honesta, Morgan tem certeza que ela está sendo honesta.

    Beatrice escreveu:– Se você não quer nos dizer com certeza importa –
    - Infantil, juvenil, me dá precedente pra chutar a sua bunda daqui até a porra da divisa com a California, você é convidada aqui, não a caralha da inquisição! - o olhar de quem estava se controlando pra não enfiar a mão na cara de alguém estava estampado nela, não que ela metesse muito medo, era menor que Beatrice até. - Eu disse que era só pra chamar o carinha, mas nãaaao, tinha que convidar a trupe toda - agora era ela andando de um lado pro outro, falando com ela mesma, eram apenas sussurros, mas numa sala pequena audível pra todos eles, e ela nem parecia se importar.

    O tom apaziguador de Makya parece melhorar o humor dela, o que não dura muito…

    A porta que dá pro lado de fora se abre e por ela passa uma mulher grande maior do que qualquer um deles na sala, Irina, andando como se não tivesse acontecido nada uma semana atrás, parecia usar até a mesma calça jeans, a mesma jaqueta de couro, o anel preto e dourado com a letra H grande no dedo anelar da mão direita.

    - Cabròn malparido, gilipollas cornudo. - Ninguém com um espanhol mais afiado iria entender nada do que ela dizia, mas ela parecia nada satisfeita com a presença da mulher, ela simplesmente sai porta adentro, pronta pra arrumar um problema.

    - Ela nunca muda, sempre surtada… - a mulher fala parecendo pouco preocupada - Beleza? - ela estende a mão em cumprimento pra Makya. No momento seguinte ela cumprimenta o resto de maneira geral - Quebra-Crânio, alfa dos Andarilhos do Vale - não tem orgulho nenhum na voz, ela remexe no bolso da jaqueta e tira uns cartões, eles são brancos e simples, uma logo legalzinha de uma lupa com um olho, nele escrito.

    Irina Horvath
    Investigadora Particular
    Brimstone, Rua Cadwell, 205
    Tel: +1 (124) 867 - 5309
    Cel: +1 (124) 9867 - 5309



    - Relaxa. - Willy sussurra num tom amigável. - Ele tá apagado mesmo, vantagem de ser casado com uma médica. - Ele dá um sorriso branco e medonho, mas era só a fisionomia não amigável dele.

    O tio respirava bem, parecia dormir tranquilo sonhando com outro universo, ou talvez apenas na pura e escuridão mental, totalmente plácida.

    - Eu vou responder tudinho relaxa, mas não aqui, ele tá em Nárnia, mas ela não. - ele mantém o tom de voz baixo, muito baixo, a cabeça da mulher vira de leve, cheia de dor, a mão boa e única que ela ainda tem dá um dedo do meio pra ele e ela volta a ficar tão imóvel quanto antes.

    Ninguém ali parece ter pressa e deixam Serge aproveitar seu tempo com o tio convalescente, isso até o índio que estava deitado tranquilo levantar num pulo, ele vai em passos rápidos em direção da porta de saída, no corredor a mulher fula, sendo interceptada por Shiriki - Já chega, você não é criança, tem pessoas doentes ali dentro. - Serge não consegue ver nada além das costas dele, mas a sensatez e autoridade dói dá sentimento de vergonha alheia, Catalina ainda parece indignada com alguma coisa, mas é o bastante pra parar qualquer coisa que ela planejasse fazer.

    - Sala de reunião, vou chamar todo mundo. - dessa vez quem fala é Willy, Shiriki não tira os olhos de Catalina até ela seguir pra dentro e ele ir logo atrás, o alfa dos Sortudos aponta com uma das mãos de maneira educada pra Serge seguir com os outros dois, enquanto ele parece ir de volta em direção ao escritório da recepção.


    Willy aparece pouco depois de Catalina sair da sala como um furacão - Acho que ela nunca superou vocês - as palavras são pra Irina que meneia em negativo com uma cara blasé, enquanto Willy dá uma risadinha jocosa e provocativa.

    - Vamo lá pessoal, a sala maior é logo aqui atrás, tem lugar pra todo mundo sentar, eu não sei o que Catalina adiantou do assunto, mas eu vou explicar tudo o que rolou, ou o que a gente acha que rolou. - Ele diz num tom sério, parecendo querer de fato resolver as coisas.

    Ele segue na frente, esperando todo mundo o acompanhar, a porta já se encontrava entreaberta...


    A sala era parecida com a que tinham no clube, mas o ambiente era mais espartano, sem decorações, mas havia uma geladeira assim como no outro espaço, e um sofá, meio velho e puído, mas grande e confortável.

    Willy se senta na cabeceira da mesa que dá visão pra porta onde já tem um laptop previamente esperando por ele. - Só um instante pessoal, fiquem à vontade, tem cerveja e soda na geladeira. - ele começa a digitar numa velocidade impressionante, precisa e treinada, o semblante era de quem parecia focado e esperando alguma coisa ao mesmo tempo.
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    Mensagem por thendara_selune Qui Nov 04, 2021 8:27 pm

    Makya falou aquilo e Mercy o entendia, não queria gastar energia mexendo peças que não levariam nenhum deles ao pote com as respostas no fim do jogo que estavam enfiados agora. - Só quero saber o que devemos saber e resolver aquilo que está ao nosso alcance, mas quero esperar Serge voltar e tudo ganhar um sentido...Até agora é nebuloso e sinto que não vai melhorar, não importa o ângulo que usaremos pra isso! - A rahu respira fundo buscando seu próprio eixo de calma.

                                                                   
     ***

    Então Catalina dispara mais uma vez, Mercedez fica observando a reação de Coração de Tinta por uns segundos antes de se meter. -Vamos por partes e sem garras ou chutes porfavor!- retrucou,se aproximando de Beatrice e sentindo a possibilidade dos ânimos ferverem entre as três e Mercy não queria algo assim acontecendo em meio ao problema maior com Serge. -Compreendo sua reação perfeitamente, estamos no território de vocês, devemos fazer as coisas conforme suas regras e política interna, evidente que existe desconforto é como ter uma visita inconveniente em meio a uma discussão familiar íntima, mas peço que compreenda que os questionamentos iam surgir de qualquer maneira.- Ela rola os olhos pela sala e para em Morgam um tempo e depois Makya. - Para gente tudo é muito novo, complicado de entender e saber onde pisamos...Parece que a gente tá forçando a nossa presença em toda a cidade, mas tudo que queremos é ajudar o tio do Serge agora e se não fosse isso não teria motivo pra Willy ter nos chamado aqui!- Mercy estava disposta a controlar o próprio gênio forte para manter tudo como deve ser. -A senhora deve ser mais velha, suponho até que é mais experiente em lidar com inúmeras coisas e longe de mim querer dizer como deve se portar, mas acho que todo mundo já ouviu falar que os sábios sabem que devem respeitar os jovens caçadores e os filhotes sábios sabem que devem respeitar as cicatrizes dos mais velhos e se a gente começa a partir da ideia de não seguir isso ou ignorar...- Mercy ergueu a sobrancelha e os olhos tinham uma dose de seriedade que podia ser notada sem esforço algum. -Podemos  acabar nos envolvendo em confusões desnecessárias e nesse momento acho que todo mundo precisa manter a fúria em uma caixinha...A raiva sem foco acaba levando todo mundo a um caminho cego!-


                                                                     
    ***

    A outra mulher chega e Mercy a olha por um breve segundo ainda pensando no comportamento de Catalina. Depois sorriu e acenou para recém chegada. -Oi pode me chamar de Mercy.-  Depois viu Willy tentar apaziguar ao modo dele atmosfera caótica que Catalina deixa no ar. Ela não falava mais nada, preferia ouvir e entender onde estavam se metendo. Na sala se senta cruzando as pernas e abrindo o casaco  e ansiosa em saber o que estava acontecendo.
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