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    Dando o Troco - Primeira Lua Nova

    Ankou
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    Mensagem por Ankou Qui Out 14, 2021 5:20 am





    Dando o Troco

    Dando o Troco - Primeira Lua Nova C8K3ax7

    @Wordspinner  @Bravos  @Bastet  @JTaguchi  @thendara_selune

    Fazia exatamente uma semana que Beatrice havia passado pela mudança, de lá pra cá a vida de todos eles meio que havia virado de cabeça pra baixo, cuidar de um território não era fácil, o Poço de Brimstone teimava em criar mais espíritos do medo que acabavam desembocando em Honeycomb, Beatrice sabia disso de perto.

    Deixar tudo sempre destrancado e nunca poder trancar nada era de alguma forma um inferno pra Morgan, os empregados nem entendiam mais por que achavam tudo sempre destrancado, até o cofre que o mordomo fechou na honestidade, verdades que eles nunca poderiam saber, joias enterradas, dinheiro melhor no banco, carro com seguro em dia nem ligava dele dormir aberto.

    A loja de Mercedez lucrava menos do que ela gostaria, o olho do dono nem estava lá pra engordar o gado, pelo menos ela não precisava trancar nada.

    O resto todo mundo fazia o que podia, tinha muita coisa pra arrumar, os espíritos principalmente em maioria rebeldes de um território que ninguém colocava a mão faziam décadas, talvez séculos, a coisa preta continuava lá imóvel comendo boa parte da terra que tinha sobrado pra eles.

    --

    O telefone de Beatrice vibra bem no meio da live, segundos depois a coisa cai, sem sinal, no telefone uma tela verde que parecia "chroma key", segundos depois aparece uma caruda com olho bem perto que não dá pra reconhecer, o homem se afasta e ainda assim ela não faz menor ideia de quem ele seja - O nome é Willy. - ele diz se apresentando, o lugar em volta dele parece ter uma luz fria, da pra ver que parece uma sala médica - Eu ia ligar pra Mercy, mas ela ia ficar histérica e querer bater em alguém, a linha é segura, mas eu preciso ser rápido, junta seu pessoal, a gente precisa conversar. - ele gira a câmera e mostra um homem negro deitado numa cama de hospital, logo a câmera volta pra ele - Encontra a gente no estacionamento do Saloon, o cara é tio do Serge, tá fora de risco, mas acalma os ânimos do pessoal primeiro, eu tenho uma boa explicação pro que tá acontecendo. Até. - ele parecia seguro, frio até, definitivamente tinha cara de motoqueiro bandido, o nome nem era estranho.

    O telefone parece dar um glitch e volta a funcionar perfeitamente normal, a internet reconecta assim que ele desliga.
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    Mensagem por Bastet Qui Out 14, 2021 5:27 pm







    Coração de Tinta


    Beatrice Thompson
    Sombras Descarnadas   |  Cahalith


    “Sim, eu sei o que eu tô fazendo...
    Mas filma direito, se der merda pelo
    menos dá views”



    _______________________________________________________________________


    Beatrice estava com metade do rosto com uma maquiagem muito bonita, a pele perfeita, olhos esfumados, cílios maiores do que precisava. Na outra metade, tentava aplicar uma segunda camada de base, mas não estava dando certo.

    - É meninas, essa base não é boa pra construir segunda camada, diferente da outra. É melhor pra aqueles dias que vocês querem uma make super leve, sabe? Ó, dá pra ver? – mostrava um local que a base tava toda feia... Pra Willy. Só percebeu os zoião do homem na tela quando foi dar zoom pra mostrar a maquiagem. – oh, porra...  – respondeu, levando um susto e tocando a tela pra tentar pausar a live, percebendo que o telefone nem tinha mais sinal.  

    Estreitou os olhos quando ele se apresentou, mas pareceu ficar mais atenta quando o homem falou o nome de Mercedes e Serge. A mulher mal tem tempo de processar tudo e o homem desligou o telefone. – Puta que pariu! – falou frustrada, vendo em seguida que a live tinha desconectado. Mandou um recado rápido para os seguidores, que tinham estranhado ela sair do nada e começou a tirar a maquiagem da cara ao mesmo tempo que ligava pra Morgan e calçava uma sandália que estava jogada no chão da Kombi.

    - Alô? Morgan? – perguntou, quando ele finalmente atendeu – Preciso da sua ajuda. Agora. Um tal de Willy me ligou... É o cara que você disse que me conhecia naquele primeiro dia? – aguardou a resposta – A gente pode confiar nele? – novamente, aguardou.

    - É o seguinte... Ele me ligou e pediu pra juntar todo mundo. O tio do Serge tá no hospital, eu acho, mas o cara não me disse o porquê. Pediu a gente pra encontrar eles no estacionamento do Saloon. – soltava as informações rápido demais – Cara, eu vou cuidar dos outros, mas preciso saber que o tio lá tá bem. E você é a melhor pessoa pra isso... A pessoa que eu sei que não vai pirar, na real. Descobre onde ele tá, por favor. Se tá mesmo bem... Se precisa de algo caro, aqueles exames esquisitos lá... Se o tal do Willy tá falando a verdade. Depois encontra a gente lá no Saloon. Aham, eu levo o resto do pessoal. Me manda mensagem, não quero que o Serge ouça coisas antes da gente falar com ele... Valeu. – depois de se despedir, desligou. A cara já limpa de maquiagem. Colocou as coisas dentro do baú debaixo da cama, pulando pro banco da frente e dirigindo.

    ----

    Parou onde costumava encontrar Makya lá na universidade, buzinando, fazendo uns jovenzinhos olharem em volta assustados e desistindo da compra que faziam.

    - Foi mal, bonitão. Liga da justiça precisa entrar em ação agora – indicou pra ele entrar. Era liga da justiça mesmo os papos nerds do dia que se conheceram? Nem tinha certeza. Repetiu sobre Willy e o recado que ele tinha dado – Eu pedi pro Morgan ir na frente, ver se o cara tá bem... Tava pensando em levar a Mercedez pra acalmar o Serge... O que você acha? Não quero sair de lá com uma faca no rabo – Já dirigia em direção à loja – Liga pra ela aí, por favor. Pede pra ela esperar a gente na porta. É melhor n contar isso por telefone...

    ----

    Na loja, aguardaria Mercedez sair.

    - Mercy... Entra aí, o Serge precisa da gente – sabia que era certeiro pra ela aceitar sem brigar falando que queria ir de moto. – Aconteceu uma coisa ruim... Mas menos pior do que poderia ser. Sei que você vai ficar puta... Mas não pira, ok? Respira, pois preciso de você quando a gente chegar na casa do Serge.

    Começou a dirigir e contou sobre Willy e o recado. – O Morgan já tá cuidado pro tio dele ficar em segurança... Eu não sei se esse Willy falou a verdade sobre não ter a ver com seja lá o que aconteceu, mas acho que se ele ligou ao invés de matar o velho, talvez esteja sendo sincero. – observou como Mercy agia – Por favor, não destrói nada, esse carro foi caro pra porra pra montar – suspirou – Você acha que consegue dar a notícia pro Serge de forma mais amena? Ele confia em você, se você passar segurança tem menos risco dele querer sair abrindo alguém sem a gente saber quem precisa ser aberto – parou na frente da casa, a luz da oficina tava acesa – Quer que a gente entre? Não podemos demorar...

    Olhou o celular, percebendo que tinha chego ali rápido demais. “Mais uma multa”, pensou, e foi verificar se Morgan tinha respondido algo.

    - Cê conhece esse Willy? – perguntou para Makya, passando a mão no rosto, preocupada. Se Mercedez quisesse que eles entrassem, começaria a ir atrás dela.

    Roupa:
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    Mensagem por Wordspinner Qui Out 14, 2021 8:35 pm

    Makya tinha acabado de voltar. Estava feliz. Ele sorri para os garotos assustador. "Se liga não, ela não consegue ficar sem uma casquinha. Sabe como as minas são,né?" Ele deixa o produto dos clientes quando se despede com um abraço. "Conta da casa" ele diz ainda rindo.

    Ele anda até o carro com passos largos e ligeiros de quem está acostumado a andar grandes distancias. Ele segura a porta, mas não entra. "Okay a gente tem um problema, só que quando a pressa ou o pánico tomam as suas decisões a gente começa a acumular problemas, ok?" Ele espera um segundo antes de entrar. "Obedecer o limite de velocidade e respeita a belezinha que tá te levando." Ele diz colocando o cinto dessa vez.

    Ele ouve a história sobre Willy e o tio de Serge. "Eu ligo. Dirige com calma e eu ligo." Ele Manda uma mensagem antes. Uma para Serge e outra para Mercy. Claro que não era o que Bea queria, porém era o que ele tinha que fazer. A mensagem dizia que um tal de Willy queria falar com eles dizendo que o tio de Serge tava no hospital, mostrou até um negão na maca pra provar. Dizia também que ele não gostava nada de sair correndo pra morder essa isca, então era melhor Serge dar uma ligada pros tios antes de eles sairem seguindo qualquer um por aí.

    A mensagem para Mercy diz basicamente a mesma coisa sem dizer que Serge já sabe. "Sabe, acho que a Mercy vai é botar fogo nas coisas. Me diz aí, você reconheceu o negão na maca? Conhece esse tio?" Era uma pergunta real e nada retórica. Era uma isca ruim pra se usar de mentira. Serge ia saber do próprio tio, então devia ser mesmo. Mas não era mais fácil ligar para o cara? Porque essa de falar com a Bea pra convocar eles. "Olha, não deve ser k.o., mas vamo pegar leve. Deliberar. Não sabemos ainda o que rolou e pegar muita pilha vai pilhar Todo mundo e aí vai ter gente arrependida." Ele diz discando o número da lua cheia. "Essa roupa aí? Tá Indo seduzir alguém?" Um barulho do outro lado. "Oi Mercy. A gente tá chegando aí, não posso dizer pelo Telefone, ok? Mas a gente te conta tudo quando chegar. Se der se arruma pra sair, afiada e fria. Se der." Ele sorri se sentindo satisfeito e aproveitando a reação de Mercy antes de desligar.

    Chegando lá ele deixa Bea falar. Tira o cinto e abre a porta antes de passar para trás. "Fica fria." Ele murmura perto da cahalith. Não queria ver elas perdendo a discutindo. "Nah." Ele não conhece esse Willy. "Vamo acabar conhecendo. Mas só se você esfriar antes de meter a gente debaixo de um caminhão." Ele coloca a mão no ombro dela no que achava ser um gesto tranquilizador. "Cê não tá Mais sozinha. Tamo junto. To aqui."
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    Mensagem por thendara_selune Sex Out 15, 2021 12:24 pm


    "Contas, senhor!" Ela olhava os papéis, aquelas planilhas chatas, preocupação de quem não sabe bem como lidar com tantas coisas nas costas. A loja ficou uma semana sem seus  olhos e o movimento morreu?! Uma leve irritação, então era esse o preço inicial pela vida dupla? Afasta-se da salinha dos fundos, olhando o único funcionário, quebrar era uma péssima opção, mas uma possibilidade se não contorna-se os empecilhos.  Colocou Avicii - Waiting For Love para tentar não pensar nas coisas que a estavam frustrando.
    Então em algum momento o seu celular tocou enquanto ela tentava apenas ouvir a música, mas o outro mundo que conhecia parecia agora cada vez mais insistente e real. Os olhos escurecem ao ler a mensagem de Makya e um tempo depois via o número dele brilhar na tela, um suspiro e depois atende. Nem dá tempo de responder muita coisa, apenas dizia
    “ Estou esperando”. A voz estava seca, não havia gostado do que ouviu. Raramente alguém vê Mercy de cara amarrada, mas foi justamente o que aconteceu ao avisar ao funcionário que precisava sair.

    Quando os dois chegaram, não havia uma gota de humor no rosto dela.  Os examinou por dois segundos como se fossem portadores de uma notícia maldosa. Eles nem tinham culpa, mas preferiria apenas acenar de maneira mecânica. Entra na kombi com um ar carregado no semblante, um misto de preocupação e irritação sendo disfarçada em uma cara de poucos amigos. Escuta os dois falarem, mas parecia que estava distante ainda processando o ocorrido de maneira lenta.

    -Fria?Afiada?- Parecia perguntar a si mesma como era se manter nesses dois momentos!? Pensou em Serge o amigo tinha muito carinho pelo tio. A expressão de Mercedes era dura e lá no fundo existia a raiva borbulhando como se esperasse a chance de arrancar a pele de alguém. A voz era seca, mas era notório o esforço para amenizar a si mesma diante da notícia recebida. Então vai falando para os dois.  -Willy é o mesmo uratha que falou sobre sua mudança Bea...É confiável do meu ponto de vista e se não estou viajando o velho faz serviços para ele, talvez tenha algo haver, talvez não…Até o onde sei o Serge conhece o Willy de vista coisas do destino ou uma armação dos lunos enfiando todo mundo em uma mesma panela para cozinhar os miolos!- Ela contém um rosnado que sobe pela garganta enquanto as mãos esticam e olhou as unhas pensando em como iria cortar quem feriu o tio de Serge.
    Roupinha:
    Dando o Troco - Primeira Lua Nova 9d785b11


    Duas possibilidades

    1- Se eles vão a casa de Serge e ele está lá:  Mercy sai da Kombi caminhando devagar, uma inquietação no coração, o cabelo solto e as mãos nervosamente se agarram uma na outra antes que ela soque algo. Então aperta a campainha esperando o que parecia uma eternidade raivosa até o amigo abrir a porta.

    2- Caso cheguem lá e ele não esteja ou ele mande uma mensagem a Makya dizendo que foi pro hospital suponho que mudemos a rota pra achar ele lá ou vamos ao Saloon.




    ******************
    @Bravos @JTaguchi agora é com vocês  tongue
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    Mensagem por JTaguchi Sab Out 16, 2021 3:34 pm





    Vento de Inverno


    Morgan Blackwood
    Elodoth  |  Senhores da Tempestade


    “Cada época é salva por um
    punhado de homens que têm
    a coragem de não serem atuais.”

    _______________________________________________________________________



    O cheiro de Anastácia é, de longe, a coisa mais inebriante que Morgan já sentiu na vida. Principalmente em momentos como este, em que ele se encontra com o rosto enterrado em seu pescoço, pressionando-a contra a mesa do gabinete ocupada por canetas, cadernos e livros de francês.

    Honestamente, ele achou que seria capaz de se segurar. Mas veja bem: metade de sua mente se transformou numa coisa animalesca e selvagem ao mesmo tempo em que colocaram uma garota linda e totalmente disponível ao seu lado usando uma placa imensa com os dizeres "sou sua futura esposa". É necessário honrar as calças que veste e por isso, o Elodoth decidiu esquecer a compostura por alguns minutos e partir para o que interessa. Anastácia não ajudou em momento algum: enviou sinais do que queria várias vezes quando ajeitava o cabelo, sorria de canto e sustentava seus olhares. Tudo isso exalando um perfume de rosas e... fertilidade.

    Isso é demais. Morgan Blackwood é um cavalheiro, não um eunuco.

    Ele a coloca sentada sobre a mesa, derrubando todos os materiais da suposta aula de francês que os dois deveriam ter - apenas um pretexto para ficarem mais tempo juntos, coisa que todo mundo sabe. Mordisca seu pescoço, deixa uma pequena trilha de beijos na direção do decote da camisa enquanto a mão esquerda se insinua para dentro da saia de cintura alta que, na medida que é erguida, revela cada vez mais da pele alva e macia de sua noiva. Sua vida pode ter virado de cabeça para baixo, sua alcateia pode ser formada por malucos, seu totem pode ser um espírito que exige que nada seja trancado, mas aqui e agora, tudo faz sentido.

    Exceto pelo maldito celular, que resolve tocar justamente numa hora dessas.

    Morgan tenta genuinamente ignorar a chamada. Mas toca uma, duas, três vezes. Na quarta, quando a ligação está prestes a cair, ele lê o nome de Beatrice na tela. E isso só pode significar uma coisa: é o tipo de ligação que você não pode ignorar.

    Respira fundo, visivelmente contrariado. Passa a mão pelo cabelo bagunçado, toma um ar e, antes de atender a chamada, já está vestindo a máscara do herdeiro privilegiado e workaholic que sempre foi.

    Beatrice escreveu:- Alô? Morgan? Preciso da sua ajuda. Agora. Um tal de Willy me ligou... É o cara que você disse que me conhecia naquele primeiro dia? A gente pode confiar nele?

    "Boa noite, Beatrice", responde, com a maior naturalidade do mundo. "Sim, ele mesmo. Honestamente, só estive com ele daquela vez e não dá para tirar conclusões do tipo. Mas ele iniciou Mercedez na alcateia e até se ofereceu para nos ajudar com Honeycomb, então não vejo motivos para desconfiar além do necessário. O que houve?"

    Beatrice escreveu:- É o seguinte... Ele me ligou e pediu pra juntar todo mundo. O tio do Serge tá no hospital, eu acho, mas o cara não me disse o porquê. Pediu a gente pra encontrar eles no estacionamento do Saloon. Cara, eu vou cuidar dos outros, mas preciso saber que o tio lá tá bem. E você é a melhor pessoa pra isso... A pessoa que eu sei que não vai pirar, na real. Descobre onde ele tá, por favor. Se tá mesmo bem... Se precisa de algo caro, aqueles exames esquisitos lá... Se o tal do Willy tá falando a verdade. Depois encontra a gente lá no Saloon. Aham, eu levo o resto do pessoal. Me manda mensagem, não quero que o Serge ouça coisas antes da gente falar com ele... Valeu.

    Na medida em que a Cahalith fala, ele vai fazendo uma expressão cada vez mais interessada no assunto. Franze a testa e abre a gaveta da escrivaninha atrás da chave. Lança um olhar sério para Anastácia, que o encara ainda sem entender.

    "Ótima ideia", elogia. "Você está certa, deixa isso comigo. A esposa dele é médica, então provavelmente ele tem informações internas. Fique tranquila e não deixa ninguém surtar. Mais importante que isso, não surte. Em breve eu te atualizo.

    Então ele desliga o celular e olha para sua noiva por um segundo, já totalmente fora da frequência anterior.

    "Nossa aula vai ter que ficar para depois, Anastácia", diz. "Você vem?"

    ***

    Já dentro do carro, ele coloca o celular no suporte e faz uma ligação no viva voz direto para a oficina dos Cães Sortudos, onde pede para falar com Willy. Se vai entrar em território alheio, é bom se anunciar antes.

    "Boa noite, Willy", ele diz, caso o Ithaeur atenda. "Blackwood aqui. Estou a caminho da oficina para conversarmos sobre o que acabou de acontecer, a não ser que você esteja em outro lugar. Beatrice está reunindo o pessoal enquanto eu me adianto. Deixa que eu te ajudo a passar a notícia para o restante. Você sabe melhor do que eu que eles podem ficar... exaltados."

    Depois da resposta, ele dirige para o local indicado e para num sinal para enviar uma mensagem para Beatrice.

    Tudo sob controle. Fique calma.
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    Mensagem por Bravos Dom Out 17, 2021 12:25 pm




    Serge Senat

    Um som tocava no fundo, quase não dava para ouvir com a esmerilhadeira raspando o metal. Serge se balançava de leve enquanto ajustava o fio de uma faca. Tirou e olhou a condição atual. Parecia bom. Ele desligou a máquina e pousou a faca na mesa. De longe viu o celular se iluminando. Foi até lá. - Puta merda! - Tirou rápido os óculos de proteção. Respondeu à mensagem de Makya: "Quem te mandou essa foto?".

    Em seguida digitou o número do tio e esperou chamar.

    * * *

    Já tinha se trocado e a campainha tocava. Serge já sabia quem seria e se perguntou porque ela não abriu a porta, já que sabia que estaria aberta. Ele chega lá em passos largos. Os olhos um pouco arregalados, mas o cenho franzido. - Que merda foi essa hein? - Ele diz olhando para Mercy, enquanto fecha atrás de si a porta. - Vamos, vamos ver o que foi isso. - Agir rápido, sem se lamentar. Ele puxa ela pela cintura em direção ao carro, mais com pressa que realmente com jeito.

    Ao entrar no carro pergunta: - Como foi que ficaram sabendo disso?

    [quote]Se conseguir falar com o tio, vai perguntar se ele está bem, o que houve e com que ele está.






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    Mensagem por Ankou Dom Out 17, 2021 10:22 pm





    Todos


    A vida de uratha era muito mais complicada do que parecia, eles não pareciam ter nenhum momento de paz, o chamado de Beatrice acaba tirando eles todos de suas rotinas.

    Mercedez mais uma vez precisa largar a loja na mão dos funcionários, Serge precisa pausar a fabricação da faca, Makya de vender seus “artesanatos” e isso era menos um dia de comida na mesa, Morgan era acordado de seu sonho molhado depois de uma noite terrível mexendo com a papelada do mercadão e a própria Beatrice deixava um monte de fãs na live preocupados perguntando o que tinha acontecido.

    Não haviam traços de Adewale no sistema, nada dele no hospital, nem qualquer clínica chique que Morgan pudesse conhecer. Quando finalmente eles chegam ao estacionamento do Saloon Willy está lá como prometeu que estaria, o homem estava sentado no banco do carona de um Cadillac antigo e conservado que parecia inteiramente grafitado com uma mensagem clara de “fuck the system”, na direção uma mulher latina de traços bonitos e mais tatuagens do que o bom gosto de certas pessoas achava que deveria.

    Ela liga o carro assim que eles aparecem, e vai na frente, eles não correm, parecem querer serem seguidos, em algum momento todos eles atrás sentem o véu de atravessar alguma coisa, eles continuam seguindo em frente, mas não por muito tempo.

    Eles param de frente a uma entrada guardada, dá pra ver três caras na frente de um muro com um portão alambrado, um deles dentro de uma guarita logo ao lado, todos eles com o colete dos Sortudos, eles param e a conversa com um deles é breve. - Tudo certo por aí? - a pergunta objetiva de Willy - Tudo no esquema chefe. - um dos caras respondem, Willy retruca logo depois - Pode abrir eles tão comigo. - o cara de dentro da guarita aperta um botão e o portão se recolhe.

    Do lado de dentro quatro galpões, alguns trailers servindo de camarins dá pra ver algumas mulheres e caras pelados próximo a eles, dois ou três maquiadores, mais alguns caras com coletes dos Sortudos e Jeff que parecia um prego despontando da madeira.

    O loiro gigante se desloca imediatamente quando vê todo mundo se aproximando enquanto todo mundo estaciona.

    - Shiriki tá lá dentro, a gente checou tudo, ninguém parece ter sido seguido. - ele fala pra Willy. Dá pra ver alguma preocupação se desfazer no rosto do Ithaeur, mas Jeff nem terminou de falar - Agora é a hora de foder esses filhos da puta, eu já tinha que ter começado a caçar eles faz tempo, não tem essa, chega dessa palhaçada… - ver Jeff puto daquele jeito não era algo bonito, entrar na porrada com o loiro gigante era algo que ninguém queria fazer, provavelmente nem o pessoal da alcateia dele, o alívio é que ele não parecia direcionar a fúria dele pra ninguém ali.

    Ele sai de perto bufando sem dar a chance de ninguém falar nada, Catalina até pareceu fazer um gesto de tentativa só pra olhar Willy balançar a cabeça em negativo e deixar ele seguir em frente.

    - Chega mais galera. - Ele convida a todos eles a seguí-lo mais um pouco. No caminho dá pra contar quatro galpões grandes, Estúdio A, B e C, o quarto não tem identificação e é exatamente nele que eles entram, na parte de dentro o que parece um escritório, com paredes de compensado branco.

    - Fiquem à vontade. - ele diz apontando duas cadeiras e dois sofás no escritório simples, ele mesmo não toma a cadeira atrás da mesa, cadeira essa de um tamanho anormalmente grande, Catalina por sua vez se escora e praticamente senta numa borda da mesa.

    - Serge, você nunca se perguntou o motivo de um sangue do lobo de uma idade considerável como seu tio nunca ter tido uma alcatéia? - a carranca séria de Willy não parece se desfazer em hora nenhuma, até ele abrir um sorriso de canto - Ele não é imcompetente mano, não mesmo, mas a real é que ele nunca quis, ele tem um sentinela guardando ele o tempo todo, ele diz que esse cara é pacto do avô dele, problema é esse carinha gera um custo, então desde que eu to por aqui ele oferece serviços em troca da gente pagar os custos do sentinela, seu tio consegue afinar o dromo cara, ele é como se fosse uma porra de um loci ambulante. esse papo dele falar com espírito? Tudo verdade, a parada de ser incorporado por entidades… Bem aí o cara precisa comer também e manter todo mundo confortável. Fato é, ele não trabalha só pra gente, ele já trabalhou com toda alcateia nessa maldita cidade, mas dessa vez deu merda… - ele pigarreia enquanto Catalina acende um cigarro e ela própria começa a falar com o forte sotaque latino.

    - Corta esse papo de comadre Willy, o negócio é o seguinte, tinha gente vindo de Vegas junto com ele, dois urathas, eles foram atacados, diz Shiriki que um dos caras ele já conheceu, antes de vir pra cá, Reis Predadores, foderam o carro todo, mataram o pai da Jocelyn, ela escapou por pouco, arregaçaram o carro e roubaram a carga - ela olha pra Willy de volta. - Feliz? - o olhar dela nada amistoso a fumaça do cigarro saindo garganta afora conforme ela fala.

    Willy se levanta e respira fundo com cara de poucos amigos - Me acompanha Serge? - Ele diz fazendo menção a entrarem numa porta logo atrás da mesa, enquanto Catalina parecia ficar pra fazer sala.
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    Dando o Troco - Primeira Lua Nova Empty Re: Dando o Troco - Primeira Lua Nova

    Mensagem por thendara_selune Seg Out 18, 2021 1:49 pm

    -Serge...Não sei, apenas sei que é com seu tio e... !- A voz dela tinha saído alta, nervosismo palpável agora que estava diante dele. Ele a puxa daquele jeito, Mercy apenas ia olhando-o com preocupação em seus olhos escuros. Perto do carro ainda murmura.
    - Vamos dar um jeito...Pode ter certeza!- Dentro do carro, Serge dispara a pergunta e Mercy apenas espera um dos dois ali responder.  Estava controlando-se, mas a presença do amigo parecia liberar o nervosismo que ela tentava conter.


    ***************************


    O percurso todo era um chacoalhar de ideias dentro de Mercy. Sentia uma pontada de raiva e frustração crescente. O senhor Adewale era uma âncora na vida de Serge, apertou a mão dele dentro do carro, naquele pequeno espaço, fez uma leve pressão calorosa, mas não disse nada. Quando chegaram ao estacionamento do Saloon lá estava Willy. Mercedes logo aponta entre os bancos para que Bea o visse. - É ele ali...O Willy!-   A voz cheia de nervosismo e o coração dela estava acelerado.

    Então provavelmente Bea os segue. A kombi parecia lenta, mas na verdade era ansiedade de Mercy que a provocava a fazendo ver tudo devagar demais.
    Quando chegam ao lugar, os olhos dela observam rapidamente como se buscasse um perigo à espreita. O portão se abre  e eles podem ver alguns trailers, depois os olhos escuros olham mulheres e homens pelados. Uma vergonha gritante vendo aquilo, a cara confusa olhando os demais e depois meneando a cabeça em negativo. Aperta o passo evitando ver mais alguém pelado. Quando viu Jeff,  aquilo cortou a sensação de constrangimento da cena de segundos atrás. Então fica de ouvidos atentos, mas não diz nada, apenas escuta como se estivesse pronta para correr a qualquer segundo, desde que isso significasse matar quem fez aquilo com Adewale.  A irritação do loiro faz os músculos da jovem Rahu ficarem tensos, afinal a raiva do outro era contagiante demais para se ignorar.



    Ela ia junto com os outros e depois que entram no lugar ela não se senta. Recosta-se na parede focada no que o outro ia falar.   A visão de Catalina não é uma surpresa, mas era evidente que Mercy tinha problemas com aquela Gibosa, então não a olha mais que por um segundo curto. Fecha os olhos ouvindo tudo, então os abre um minuto depois sentindo que seu semblante flutua entre raiva, surpresa, inquietação e quando Catalina dispara suas palavras o olhar da rahu escurece tempestuoso demais para um rosto tão jovem. A coisa era bem pior do que ela poderia imaginar. Olhou Serge com a preocupação multiplicada até que Willy pede para o Ithaeur  que o acompanhe.


    (Creio que todo mundo vai seguir o Willy)
    JTaguchi
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    Mensagem por JTaguchi Ter Out 19, 2021 5:09 am





    Vento de Inverno


    Morgan Blackwood
    Elodoth  |  Senhores da Tempestade


    “Cada época é salva por um
    punhado de homens que têm
    a coragem de não serem atuais.”

    _______________________________________________________________________



    A busca se revelou infrutífera. Não havia sinal de Adewale em nenhuma clínica da cidade, nem no hospital. Quando se dá por vencido, Morgan se dirige para o estacionamento do Saloon, esperando encontrar os outros por lá. Sente algum alívio quando viu a kombi de Beatrice chegando - a alcateia está reunida.

    "Boa noite, pessoal", cumprimenta de forma geral.

    Ele ouve atentamente cada palavra dita na sala, pensando nos perigos que o parente passou. Sua mente não demora para imaginar possibilidades horríveis com Anastácia, mas Morgan trata de afastá-las: a garota nunca aceitaria ser deixada de lado. Ela quer, tanto quanto ele, fazer parte daquilo. Seria um desrespeito muito grande privá-la disso simplesmente porque ela poderia correr riscos.

    Willy leva Serge para a porta atrás da mesa. Morgan prefere, para deixar que o Lua Crescente tivesse um pouco de privacidade com o tio. Olha preocupado para o restante da alcateia e se detém um pouco mais em Mercedez. Precisa ficar atento para qualquer sinal de que ela vá explodir.

    "Os dois Uratha que vinham com eles", começa. "Eles foram mortos?"

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    Dando o Troco - Primeira Lua Nova Empty Re: Dando o Troco - Primeira Lua Nova

    Mensagem por Bastet Ontem à(s) 2:51 pm







    Coração de Tinta


    Beatrice Thompson
    Sombras Descarnadas   |  Cahalith


    “Sim, eu sei o que eu tô fazendo...
    Mas filma direito, se der merda pelo
    menos dá views”



    _______________________________________________________________________


    Obs importante:
    não tem foto. O Willy mostrou o tio do Serge na ligação, sem provas deixadas no celular kkkk

    Obs 2: ficou gigante, Bea tava interagindo com todo mundo no começo kkk eu coloquei os personagens que estão em cada pedacinho, caso vocês não tenham tempo/vontade de ler o resto haha

    Antes de chegar no estacionamento do Saloon:
    ~Morgan

    - E aí – responde quando Morgan dá boa noite, ouvindo sobre Willy – Certo, vamos confiar desconfiando então, por que ele me lançou essa bomba  - e contou sobre o papo com Willy. Ficou satisfeita quando o Elodoth comprou seu plano – A esposa dele é médica? Pelo menos o tio de Serge não deve tá em tanto perigo então. De qualquer forma é melhor a gente se prevenir né – deu um suspiro quando ele disse pra ela não surtar, mas não respondeu – Valeu, nos encontramos lá então– se despediu, colocando as sandálias e indo encontrar Makya.

    ---
    ~Makya

    - Tem medo da velocidade, bonitão? nunca imaginei isso – ela não responde a primeira parte, acreditando que estava fazendo as coisas certas naquela situação. Enquanto o irraka manda as mensagens, ela dirige sem a calma que ele queria, mas evitando os buracos e as ruas ruins que pudessem afetar a suspensão da Britney – O Morgan disse que é o cara que falou de mim, lembra? Eu torço pra ele não ser um filho da puta que tá armando pra gente, por que um filho da puta bem informado é melhor do nosso lado. Conseguiu falar com a Mercy? – virou em uma ruazinha que cortava caminho e evitava o trânsito da avenida principal.

    - Se não for na gente ou nela – bateu no volante – a gente dá um jeito no incêndio... Mas se tem alguém que ela se importa é o Serge.  Provavelmente vai segurar a onda – o tom da ultima frase era realmente de esperança ao invés de certeza. – Eu nunca vi esse tio dele, então não reconheci. Por isso pedi pro Morgan tentar sondar, pra gente não ir no escuro. – assentiu sobre ir com calma, mas não desacelerou – Sei que a gente pode tá fazendo exatamente o que ele quer, mas se fosse o contrário eu gostaria que tivessem fazendo a mesma coisa, ao invés de ponderar. Porra, mano, a gente é forte pra caramba agora, não precisamos ficar hesitando quando uma vida pode tá em perigo. Se eles tiverem armando, a gente chuta a bunda deles – deu de ombros e abriu um pequeno sorriso com a pergunta seguinte – Gostou? Me arrumei pra te ver – olhou pra ele por um instante, mais intensa do que ele esperava com a brincadeira. Depois o sorriso de canto aumentou e ficou afiado  – Eu tava em live quando o cara ligou. Peitos dão views no youtube – ajeitou a alça da camisetinha, enquanto ele falava com Mercedez pelo telefone, fazendo os seios balançarem de leve, num movimento natural (proposital? talvez).

    ---
    ~Makya e Mercy

    Quando Mercy entrou toda emburrada no carro, Beatrice estranhou. Estranhou ainda mais quando ela pareceu não dar importância pra notícia que a Cahalith dava, como se já soubesse... Estava muito mais distraída do que Bea pensou que estaria.  Deu uma olhada pra Makya, só que dessa vez desconfiada. Só suspirou, balançando a cabeça em negativo. Agora tinha entendido o porquê de ele mandar mensagem primeiro e depois ligar.

    Assentiu quando Mercedez falou sobre Willy e o tio – Como chama o tio dele? – era mais fácil se referir pelo nome – O tio dele sabe sobre nós? Wow... É Sangue de Lobo? Ele faz parte dos sortudos lá? – muitas dúvidas. Talvez a Lua cheia tivesse mais informações que os outros dois dentro da Kombi. Aguardou as respostas pra então falar - É perigoso isso, cara. Talvez depois dessas merdas, se ele tiver mesmo sozinho, a gente possa convencer ele a entrar pra alcateia. – essa última parte parecia tá quase falando sozinha, se calando em seguida, dirigindo até a casa de Serge enquanto pensava.

    ----

    ~Makya, Mercy e Serge

    Viu Mercedez descer, olhando pra porta e depois pra frente. Se surpreendeu com a mão de Makya em seu ombro. O observa pelo retrovisor e pousa a mão na dele.

    - Valeu – deu um pequeno sorriso – É a terceira vez que ouço pra eu ficar fria hoje... Tô parecendo maluca? – deu uma risadinha meio triste, desviando o olhar do dele e trazendo a mão de volta pro volante – Eu, você e ela – indicou Mercy lá fora - já nos acostumamos estar sozinhos, mesmo não estando mais, bonitão. Serge, ao contrário, tem alguém com quem se importa e provavelmente se importa com ele. Não to nem aí se eu me ferrar toda, mas se eu puder impedir que mais alguém se sinta assim, como a gente se sentia antes dessa coisa toda de uratha, eu vou tentar. Cê tá comigo? – o olhar volta ao dele no retrovisor e ela liga de novo o carro, ouvindo os passos dos outros se aproximando - Confia, eu sei o que to fazendo no volante... No resto... Bem, a gente tenta o nosso melhor..... Você já tinha contado pra ele também? – a ultima pergunta alguns segundos antes de Mercy e Serge entrar no carro.

    Quando Serge pergunta aquilo, ela suspira. – Willy me ligou – em seguida contou novamente toda a história. O uratha ligando do nada, dizendo quem era e mostrando o suposto tio de Serge em uma maca – Ele disse que seu tio tá fora de perigo. Morgan me contou que a esposa do cara é médica, então, se ele tiver falando a verdade, acredito que isso também seja. Pedi o Morgan pra ir na frente, pra ver se consegue informações sobre como ele tá e onde... Mas o Willy indicou pra gente ir encontrar eles no estacionamento do Saloon. É pra onde estamos indo agora - voltou a por a Kombi pra andar, dirigindo até o destino - Tu sabe a exata relação do seu tio com esse Willy?

    Quando Mercy apontou o Willy no estacionamento, as mãos de Bea apertaram o volante com força. Agora sim estava ficando ansiosa. Procurou o carro de Morgan, piscando farol para indicar que ele devia ir na frente com o carro dele. A Kombi era muito desajeitada para ficar entre dois carros, caso precisassem dar meia volta e vazar rápido. A Cahalith parece atenta por todo o caminho, gravando pra onde iam e procurando rotas alternativas. Ao sentir o arrepio na espinha, assim como sentiu ao entrar no território dos Horvath, disse – Já tamo no território deles, eu acho. Fiquem mais atentos. Morgan mandou mais algo? – indicou pra quem tivesse na frente com ela olhasse seu celular. Não queria desviar os olhos da estrada ali.

    ---

    Dentro dos muros do estúdio... Pornô, ela estacionou, pegando uma jaqueta jeans e botando sobre os ombros. Saiu do carro, esperando os outros saírem também, sem trancar. Ficou um pouco pra trás, enquanto eles seguiam até o grupo, tentando ver além as bundas brancas e magrelas expostas nos trailers. Tentou ver a Sombra, se tinha algo a espreita deles. Voltou a olhar pro mundo físico quando ouviu o gigante esbravejando. Apertou o passo pra ficar junto dos seus, um pouco na frente, como se os quisesse proteger. Olhou o grandão, mas realmente não quis ser um dos alvos de sua raiva.

    Sorriu sem mostrar os dentes, quando Morgan cumprimentou todos, agora unidos, e seguiu Willy até a sala. Se recostou na parece, olhando as duas figuras desconhecidas ali, reparando em como a mulher parecia imponente... E como Willy parecia... liso. Sentia que ele podia sair de qualquer situação sem se queimar com ninguém.... Mas a fala mansa e a enrolação realmente não era algo que estava agradando Bea no momento, então ela sorriu quando Catalina tomou a palavra.

    Também não iria com Serge, a menos que ele pedisse. Achava que ele precisava de Privacidade, talvez Mercy o ajudasse mais que o resto da alcateia naquele momento. – Vocês deviam ir juntos – sugeriu, falando com Serge e Mercedez, não gostava também da ideia de um deles sozinho num local de outra alcateia. Quando eles saíram, olhou pra outra cahalith. – Oi, Sou Beatrice. - se desencostou da parece e estendeu a mão - Coração de Tinta. Prazer - apertaria a mão dela com firmeza, caso ela aceitasse. Ouviu a pergunta de Morgan e completou - Qual era a carga que podia interessar tanto esses filhos da puta? Desculpa ser indiscreta, mas isso pode ser relevante pra gente entender o que rolou. – aguardou a resposta e continuou - Esse Shiriki sabe onde encontrar eles? O grandão lá fora tem razão, a gente precisa fazer alguma coisa


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    Dando o Troco - Primeira Lua Nova Empty Re: Dando o Troco - Primeira Lua Nova

    Mensagem por Wordspinner Ontem à(s) 9:29 pm

    Makya não tira a cara do celular, mas para de digitar. "Eu amo velocidade, mas o que cê tá fazendo com esse carro tem outro nome: Maus tratos." Ele começa a digitar de novo. Ele termina a mensagem para Serge antes de responder. "Consegui."

    "Tenha certeza que o filho da puta bem informado tá menos pilhado que você. Gata, a gente tem que agir tipo a swat... Tipo as porras dos Navy seals. Não é pra hesitar, mas também não é pra aumentar os riscos a toa. Essa lindeza não é rápida Bea, não é o talento dela." Ele faz um carinho no painel com afeto.

    Uma vida em perigo, ele pensa no assunto. "Tá, a gente é ruim de matar. Mas o cara tá no hospital né? O Willy quer biscoito, tudo bem, a gente leva o biscoito do cara. Essa porra de suspense não é jogo limpo. Porque não falar com Serge e Morgan? Que nem ele fez da primeira vez? É no mínimo uma escolha bem questionável de recado." Makya odiava ineficiência e odiava ainda mais não saber o que tava rolando de verdade. Também não entendia o motivo de irem para um lugar por causa do cara que tava em outro. "Se liga Bea, a gente não tá indo salvar o tio de ninguém. Ele tá fudido ou a salvo no hospital, e a gente não tá indo pra onde mesmo?" Ele ouve a provocação e não consegue evitar de sorrir. "Porra cara... Pra me agradar vai ter que vestir bem menos." Ele tenta não soar muito idiota. Mas respira aliviado olhando os peitos dela.

    --
    Mensagem para Serge: Sem foto, Irmão. Tudo esse tal de Willy.

    --

    Makya deixa as duas garotas na frente. Ele pensou em dizer para Mercy ter cuidado com os Lunos, porque os putos são doidos, mas o que ele sabia além de fofocas? Ele nunca tinha lidado de verdade com um dos caras. "Sério meninas, vocês tão tensas demais. Alguém quer um pouco?" Ele oferece umas folhinhas para mastigar. Não era a mesma coisa que fumar, mas assim não ia deixar cheiro nenhum na casa dos outros.

    --

    O irraka prefere se manter em silêncio depois disso. Alguém precisava estar frio e atento. Quando chegam no Saloon ele nem reage, só procura. Esperando não encontrar nada atrás deles nem acompanhando. Mas olha o tempo todo. Silencioso até encontrarem Jeff. "E aí Jeff, tranquilo parceiro?" Ele fala vendo o cara ir embora. "Se amarra na minha." Ele diz com mínimo de ironia que ele consegue. Ali ele tinha voltado sua atenção para os urathas de novo. O Makya que era pago para levar violência aos outros adoraria o lugar. Na verdade, se a proposta da Blackbird não tivesse mais apelo ele teria trabalhado em um lugar assim.

    Makya ouve o que Willy e Catalina dizem. Mas considerando aquilo ele estava mais interessado na reação da sua alcateia. Reis Predadores. Pra eles, pouco era o bastante para matar um urdaga. Bem pouco. Eram piores que os Garras Sangrentas. Makya vê Bea mordendo a isca, mas não ia dizer isso assim. Ali na cara dos outros. Não estava na hora de ele falar. Era hora de ouvir. Se fizessem todas as perguntas que estavam na cabeça dele ninguém ai precisar ouvir sua voz.

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      Data/hora atual: Qui Out 21, 2021 6:50 pm