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    Capítulo 2: Na Escola

    Nazamura
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    Mensagem por Nazamura Ter Jul 02, 2024 12:10 am

    Nova Aeternia
    Ano 2000
    24 de Outubro - Terça-feira
    09:00h da manhã
    Aula de Matemática com o professor Yome

    A sala de aula estava cheia, com a luz da manhã entrando pelas janelas e iluminando as carteiras alinhadas. O professor Yome, um homem de seus 40 anos com um olhar sério e atento, trajava um terno impecável e estava de pé diante do quadro, esperando pacientemente enquanto os alunos se acomodavam. Todos os membros da equipe estavam presentes, apesar da diferença de idade que os separava.

    — Bom dia, classe. Antes de começarmos com a aula de hoje, tenho alguns anúncios importantes a fazer — começou o professor Yome, chamando a atenção de todos. — Primeiro, precisamos preparar uma barraquinha temática para o Dia das Bruxas que acontecerá no sábado. Haverá um baile onde será eleito o rei e a rainha do baile, e nossa sala irá competir também em uma categoria artística. Precisamos escolher qual peça de teatro iremos representar e quem vai organizar as tarefas. Temos como opções Branca de Neve ou outra história que vocês preferirem.

    Os alunos começaram a murmurar entre si, discutindo ideias e possibilidades. O entusiasmo pelo evento era palpável, e muitos já imaginavam como seria a decoração e os figurinos.

    — Além disso — continuou o professor Yome — temos dois novos alunos na turma. Por favor, deem as boas-vindas a Kyon e Taylor.

    Kyon, um jovem com cabelos vermelhos e olhos penetrantes, entrou na sala com um sorriso confiante. Ele olhou diretamente para Mi'larhys.

    — Olá pessoal, me chamo Kyon e sou novo na cidade. Depois me apresentem, belê? — Ele sorriu, e algumas garotas da sala suspiraram.

    Enquanto ele caminhava até uma carteira próxima, passando ao lado de Mi'larhys, ele sussurrou telepaticamente para ela, diretamente em sua mente.

    — Olá, Lhys.

    As outras meninas da sala, notando a atenção que Kyon dava a Mi'la, imediatamente o interceptaram e se mostraram curiosas para saber de onde ele veio e algumas se ofereciam para dar um tour pelo colegio.

    Em seguida, foi a vez do outro aluno se apresentar.

    — Eu me chamo Taylor Pradhan, muito prazer, pessoal — disse um garoto com traços indio-americanos que entrou juntamente com Kyon. — Se eu puder sugerir, ler a sorte é um marco de onde eu venho, pode ser divertido — ele rapidamente escaneou a sala, direcionando seu olhar para Matthew. Ao caminhar até proximo dele ele falou — Eu disse que iria te encontrar.

    Professor Yome:
    Kyon:
    Taylor Prada:




    Enquanto isso, Alex (@Alexyus) e Kima (@Shamps) haviam passado a noite na casa da família Harper. Eles foram recebidos por Clint Harper, que tinha uma expressão séria e preocupada em função de altas horas da noite.

    — Preciso conversar com vocês sobre um lugar muito importante — disse Clint, com a voz grave. — Recebi o contato de uma antiga companheira de equipe. Amanhã, depois da escola, teremos uma conversa mais detalhada sobre isso. Por enquanto, descansem.

    Alethea Harper, que estava acordada até tarde ofereceu para Kima Brown se quiser ficar no quarto com ela.




    Antes de deixarem a base pela manhã, Ly'ra entregou um crachá laranja para Matt e um crachá amarelo para Hana Choi.

    — Venham comigo, quero lhes mostrar a sala que a antiga equipe chamou de Buraco de Minhoca. — Ela se deteve diante de um terminal e olhou para Jhon Pablo. — Pablo Kayden, acione o mecanismo. — Vocês chegarão rapidamente a cidade.

    Jhon Pablo (@vontheevil), Matthew (@mun), Hana (@thendara_selune) e Mi'la (@Mellorienna) foram transportados da base para um galpão abandonado no centro da cidade através de uma passagem na sala Buraco de Minhoca. A experiência de atravessar a parede de gel foi estranha, como se fossem imersos em um líquido viscoso, mas foi rápida. Ao chegarem no galpão, perceberam que não havia como voltar.




    Jack (@Dante) deve dizer onde passou a noite e como foi o resultado da missão, e tambem, o que fez para chegar a escola e estar junto com todos.




    De volta à sala de aula, o professor Yome retomou a palavra, tentando trazer a atenção dos alunos de volta.

    — Então, sobre a peça de teatro, gostaria de ouvir as sugestões de vocês. Lembrem-se, precisamos escolher algo que possamos preparar bem até o sábado.

    Os alunos começaram a levantar as mãos, cheios de ideias e entusiasmo. As discussões variavam desde clássicos como Branca de Neve até sugestões mais modernas e criativas. Em meio a isso, outros alunos aproveitavam a oportunidade para fazer convites para formar pares para o baile, antecipando o evento que se aproximava com grande expectativa.



    OFF: Todos estão presentes na sala, devendo reagir aos eventos de fechamento de capitulo e aos eventos do novo capitulo.
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    Mensagem por Mun Ter Jul 02, 2024 2:48 am

    a unwanted new me

    [No dia anterior]

    Assim que meus sentidos se ligaram com a vegetação naquela sala florestal eu senti aquilo tudo era muito diferente do que eu já tinha feito antes. A base alienígena respirava como um organismo vivo, iluminado por plantas bioluminescentes que permitiram que minha consciência viajasse de um lado para o outro num piscar de olhos. Meus sentidos se ligaram a cada canto daquele lugar e pareciam deslizar como patinadores no gelo com uma facilidade que lá fora, com a natureza terrestre, eu não conseguiria fazer. Meu alcance, no entanto, era limitado e parecia ser proposital: como forma de não misturar e talvez iniciar algum tipo de reação predatória ou parasítica, as raízes alienígenas se detinham pela costa da montanha pouco antes de alcançarem as raízes terrestres. Tudo sobre aquele lugar parecia cuidadosamente planejado para alcançar a harmonia e, naquele momento, eu consegui sorrir enquanto o medo de conectar meus sentidos com outra coisa não estava hostilizando minha mente. Enquanto o verde terráqueo exalava fúria, o verde venusiano parecia emanar calmaria.

    — Isso é... incrível.

    Eu estava agachado e com as mãos no solo quando decidi que queria sentir mais daquilo. Cruzando as pernas devagar, eu me sentei com cuidado conforme raízes distorcidas começaram a brotar do chão ao redor das minhas mãos e subiram pelo meu braço como grandes manoplas. Ao fim, era quase como se eu estivesse preso por um tronco estranho, mas na verdade estava bem confortável e o contato direto com as raízes me permitia continuar explorando a base sem... bom, ter dor nas costas.

    As coisas estavam super divertidas e eu propositalmente fiquei lançando meus olhos de um lado para o outro como forma de me adaptar àquilo que seria um grande trunfo se eu conseguisse masterizar. Foi nesse vai e vem que acabei, por um acaso, indo parar na biblioteca e... ó deus, o trauma.

    ...

    Calma, estou sendo exagerado. Não tem nada demais em Mila e Jhon estarem explorando seus corpos de maneira mais íntima, se é que pode ser colocado assim, mas o fato de que eu não deveria ver aquilo quase fez eu me sentir como um criminoso. Foi quando eu senti a consciência de Lyra, também conectada à rede neurovegetal (sim, acabei de inventar um nome), me jogar para um canto em que a privacidade do casal seria preservada. "Obrigado", pensei, porque eu não queria mesmo presenciar aquilo, muito fosse aquele tipo de situação que você vira o rosto e continua dando espiadinhas rápidas porque quer poder fofocar sobre quando tudo acabar. Pois é, talvez a Hypergirl não seja a única fofoqueira envolvida com aquela equipe.

    Era difícil segurar a risadinha sabendo que Lyra sabia que eu estava ali e não me impediu de continuar espionando, como ela bem demonstrou que poderia fazer. Em determinado momento, considerei ir para outro lugar e continuar apenas treinando, mas o fato da nossa androide supervisora aparentemente querer que eu visse o que aconteceria em seguida acabou contando muito.

    — Bom, espionagem não deixa de ser uma habilidade útil. — considerei em um sussurro na tentativa de encontrar uma desculpa para o que eu estava fazendo — Se eu conseguir fazer isso fora da base, conseguiremos estar um ou dois passos à frente da Tríade quando tivermos que enfrentá-los.

    O que, de certo modo, não deixava de ser mentira. É claro que o ponto forte dos meus poderes não era exatamente a finesse, mas destruição desenfreada que eu consigo causar, mas simplesmente aceitar isso seria o mesmo que concordar em ser apenas um monstro. E honestamente? Eu sou muito mais complexo que isso.

    No biodomo, as raízes envolvendo meus braços se racharam de repente e então eu puxei meus braços com tudo, jogando lascas para os lados. Com a ajuda de algumas vinhas que desceram do teto, eu voltei a ficar de pé e então aos poucos me concentrei para que meus sentidos retornassem para o meu corpo. Antes de desfazer a conexão, eu tinha acompanhado a entrevista de Alex e confirmando mais uma vez o fanfarrão que ele é, bem como ouvido Mila indicar que Pablo me procurasse.

    Não seria necessário.

    Assim que as meninas saíram, eu localizei o pequeno latino transante direto para a sala. Eu não cheguei simplesmente sentando no sofá, preferindo parar encostado numa parede ao lado da porta e de braços cruzados. A pose indicaria que eu tinha algo sério para conversar, mas não consegui manter o semblante por tempo demais. Um sorrisinho traquina começou a surgir no cantinho da boca, mas consegui contê-lo o suficiente para simplesmente não cair na gargalhada. De novo, não tinha nada demais no que Mila e ele fizeram, mas o simples fato de eu saber sobre me fazia querer mostrar para eles que eu sabia. Com Mila fora, só restava Pablo (@vontheevil) para eu encher o saco... e ele merece, depois do seu grande ato de (não) ajuda.

    — Vejam só se não é o grande Pablo Kayden.

    Sutileza claramente não fazia parte do meu plano naquele momento e eu não tentei disfarçar o tom de deboche. Não era um deboche tipo desafiador e maldoso, mas algo mais "você achou que iria passar batido?".

    [Naquela manhã]

    Eu fui completamente contra a ideia de ir para a escola durante a reunião da equipe e minha opinião não tinha mudado. Foi Lyra que me convenceu de que seria bom sair um pouco da minha mini floresta e ver outras pessoas. Okay, era óbvio que ver outras pessoas me faria bem, o problema é que certamente as outras pessoas iriam preferir não me ver para não estragar o seu dia. No banheiro, fiquei bons minutos parado na frente do espelho refletindo nas palavras de Mila sobre não ter nada de errado sobre minha nova aparência e tentando me convencer de que, sim, eu ainda era tão lindo quanto antes, mas... quem realmente acreditaria que estaria melhor verde do que parecendo uma pessoa normal?

    — Tô começando a odiar essa cor. — comentei apertando alguns botões naquele apetrecho que Milarhys tinha me dado e, no segundo seguinte, senti minhas células tremerem antes de se modularem na aparência que eu tinha escolhido. Como algum tipo de metamorfo, eu estava agora com minha verdadeira aparência... mas com algumas modificações. Primeiro, deixei mechas verdes na parte frontal do cabelo porque achei que seria legal, e depois me certifiquei de colocar uma boa quantidade de piercings nas orelhas. Não era uma mudança exatamente radical, mas era distinta do Matt Callaghan certinho que todos conheciam. É, eu estava depositando minha rebeldia em cabelo colorido e acessórios perfurando minha carne — Que é como as coisas devem ser. — conclui saindo do banho com a toalha presa na cintura.

    Escolher a roupa não foi muito difícil, afinal a escola tinha sua farda e no máximo consegui algum casaco emprestado para dar uma diferenciada no look. Depois de pronto, segui para a sala e esperei ser convocado. Quando Lyra nos chamou, eu me aproximei dela rapidamente e levantei o punho mostrando o apetrecho preso ali.

    — Senhorita Lyra, com licença, vocês conseguiriam produzir mais cargas para isso aqui? Foi Mila que fez pra mim. — eu ainda não sabia se chamava de pulseira, relógio, ou o que quer que fosse — Ele permite que eu oculte minha forma aberrante que chamaria muita atenção na escola. Digo, seria muito fácil para a Tríade me localizar se eu fosse assim. Disfarçado eu consigo passar minimamente despercebido, mas acho que a bateria restante vai me garantir no máximo chegar até o final do dia sem me expor. É muito arriscado.

    E tal frase tinha tanto verdades quanto coisas não ditas. É, um garoto-verde-planta certamente seria rapidamente identificado, então essa parte da apreensão era genuína. No entanto, é claro que minha principal preocupação naquele momento não era essa: eu simplesmente não queria ter que ir para a escola parecendo uma aberração verde cheia de galhos. Depois disso, me mantive silencioso e atento enquanto as explicações sobre o tal Buraco de Minhoca nos eram repassadas.

    [...]

    Admito não ter gostado da sensação daquela gosma se fechando ao meu redor, mas não pude negar a eficiência daquele método de teleporte. Uma vez no hangar vazio, respirei fundo e tomei a dianteira. Alex não estava ali de novo; nosso grande Hyperboy estava ocupado demais com sua namoradinha e dando entrevistas para a mídia. Não era como se ele tivesse realmente feito algo diferente disso desde que me reuni a eles, então não foi surpresa alguma. Soltei um suspiro antes de dar um passo em frente.

    — Lembrem-se que não podemos chamar atenção. Se a Tríade nos encontrou antes, ela pode nos encontrar de novo, e precisamos ganhar o máximo de tempo possível para treinarmos individualmente e em equipe. Improviso nos salvou até agora, mas isso sozinho uma hora não vai mais ser o suficiente. — meu tom era sério e, de certa forma, tentei passar para os outros tanto confiança quanto uma sensação de que as coisas estavam sob controle — Alguém teve notícia de Alex e Kima? Eu queria marcar uma reunião depois da escola para organizarmos a equipe, mas sem eles dois não vai dar.

    Aquilo era irritante, para dizer o mínimo, já que o Hypercasal parecia estar o tempo inteiro agindo por conta própria. Eu tinha noção de que suas intenções eram boas, não entendam errado, mas chega um momento que prioridades precisam ser esclarecidas. O ponto principal de tudo era que não estava nos meus planos descansar antes da Tríade ser destruída, e se a equipe também seguia por tal objetivo eu não poderia deixar que se desviassem por motivos supérfluos.

    [Na escola]

    Admito que fiquei chocado que foi necessário uma intervenção escolar na nossa rotina para que o time inteiro conseguisse se reunir. Não teríamos muito tempo para interagir durante a sala, mas me certifiquei de avisar todos sobre a reunião que eu gostaria que fizéssemos depois da aula antes de me sentar e esperar aquele que deveria ser um longo dia acabar.

    O que eu não esperava era encontrá-lo ali. Eu estava distraído desenhando na mesa quando o professor apresentou os novos alunos e ao ouvir aquele nome familiar eu dei uma risadinha, mas não prestei muita atenção. Foi só ao ouvir a voz de Taylor Pradhan que meus olhos se arregalaram e eu quase tentei afundar meu corpo inteiro na carteira. Meu rosto se levantou involuntariamente e foi ainda mais difícil segurar o sorriso ao vê-lo. Eu sentia saudade do meu amigo, e tal qual uma criancinha que descobre que está na turma do infantil do seu amiguinho favorito, eu dei um tchauzinho quando ele começou a vir na minha direção.

    — E encontrou mesmo, foi mais rápido que eu. — respondi o indiano em um sussurro ao ouvi-lo falar comigo. Eu estava me sentindo feliz e por um momento até deixei toda a tensão que estava sentindo naquela manhã esvaziar — O que você andou fazendo? Depois eu te explico o que aconteceu e... — foi quando Yome pigarreou antes de retomar a palavra e eu tive que segurar a língua. Aquele lance todo de peça era legal, mas não era como se tivéssemos tempo a perder ensaiando quando poderíamos estar treinando. Como eu disse, prioridades.

    No fim das contas, aquela seria mesmo uma longa aula, mas não pelo motivo que eu esperava.
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    Mensagem por Mellorienna Ter Jul 02, 2024 8:47 am









    ☆A FORASTEIRA☆
    Mi'larhys
    ☆VÊNUS☆
    Mila Rhys




    Base Providência
    23 de outubro | 22h

    Hana Choi escreveu:"Ah, então você se apaixonou por um mi'wanish? Você é muito fofa, Mila, definitivamente muito doce também, talvez bem mais do que os caramelos que tanto gosta... Mas agora você quer saber como agir certo com o JP"

    Acenei positivamente com a cabeça, bagunçando novamente o cabelo que Hana tinha acabado de ajeitar atrás da minha orelha. Eu sabia que estava roxa de vergonha, mas era aquilo o que eu queria saber, sim.

    Hana Choi escreveu:"Quer que ele saiba tudo o que você sente, e agora mesmo é como se o ar faltasse e seu coração parecesse que vai sair pela boca... Você só precisa ser você mesma, é minha primeira dica..."

    "Aiden falou a mesma coisa" — eu dei um sorrisinho, pensando no significado por trás daquilo. Talvez os mi'wanish tivessem dificuldades de se vulnerabilizar diante uns dos outros. Talvez por isso, ao contrário de lynnish e ke'tanish, não tivessem desenvolvido Telepatia: viveram tanto tempo por trás de muros e defesas mentais erguidas contra seus semelhantes que esqueceram o caminho para fora de si mesmos.

    Hana Choi escreveu:"Se você quer viver a vida como nós aqui na Terra, vai acabar se deixando levar pelos sabores que só os mi'wanish têm. Eles são bobos, às vezes nem sabem o que querem realmente, pensam com... pensam com os hormônios. Tudo neles vibra rápido, com o estímulo certo eles esquecem até que precisam respirar... Mas você é tão fofa, está querendo saber sobre beijos, sobre como deixar o JP animado?"

    "Não, eu já sei sobre beijos... Ele..." — será que eu podia contar que tínhamos nos beijado na biblioteca? Troquei o peso de uma perna para a outra. Hana era minha amiga, certo? E, para amigas, podemos contar coisas, certo? Mas as palavras não saíram. Por sorte, ela continuou:

    Hana Choi escreveu:"Garanto que você já tira ele de órbita, Mila, só ficando perto dele. Vocês dois formam um casal bonito, assim como o HB e a Kima."

    Eu sorri. "Tirar de órbita" era algo bom? Aparentemente, a maior dica sobre romance era ser eu mesma e ficar perto dele. Só isso. Parecia simples, na verdade. Estava quase convencida disso quando Hana emendou:

    Hana Choi escreveu:"Você sabe como funciona o sexo aqui na Terra?"

    Corei tão forte que fiquei púrpura. Minhas mãos foram direto para a barra da blusa, apertando nervosamente.

    "Eu sei o básico... Sei que sexo faz bebês... Os machos têm uma... uma särka que coloca material genético nas fêmeas. Uma... cobra?" — eu queria sair voando dali, mas fiquei — "A cobra faz algumas mi'wanish sangrarem, em alguns filmes... Mas eu não sei como e nem porque só acontece com algumas..." — parecia algo violento e aterrorizante, para mim — "Também sei que sexo é parecido com dançar, mas sem roupas. E... parece ser uma atividade que se faz deitado, e não em pé."

    Tudo bem que o termo que Hana me ensinou para aquele sentimento fosse "atração sexual", mas...

    "Você não acha que o John Pablo vai querer fazer isso comigo, né Hana? Eu sou resistente em combate, mas..." — juntei bem as pernas, cruzando os pés um atrás do outro — "Isso não machuca a t'kha?"




    Base Providência
    24 de outubro | Madrugada

    A conversa que tive com a Hana não me deixava dormir.

    Não encontrei John Pablo ao retornar para a base. Poderia pedir ao computador que o localizasse, mas não o fiz. Também não vi Matt, no caminho que tomei. Ainda queria falar com ele sobre ter nos espiado na biblioteca. Porém, fui direto para o quarto.

    Depois de tomar a terceira chuveirada e de ter morfado minhas roupas em três modelos diferentes de pijamas, decidi simplesmente caminhar um pouco. A verdade é que eu queria procurar John Pablo, mas tinha medo de invadir o quarto dele e ele querer... aquilo. Nos filmes mi'wanish, parecia ser um bom momento, mas eu não entendia bem porquê. Mãos dadas eram um bom momento. Beijos eram um bom momento. Dançar juntos, comer, conversar, abraçar: todos bons momentos. Mas ser picada por uma särka no meio da t'kha? Não parecia um bom momento, não.

    Conversar com Hana tinha me deixado ainda mais aflita. E se minha fisiologia lynnish não fosse feita para apreciar a coisa toda? E se tivesse sido por isso que minha espécie evoluiu para eliminar a necessidade de um macho para procriação? Será que John Pablo perderia o interesse em mim se eu dissesse que tinha medo de fazer aquilo com ele?




    Base Providência
    24 de outubro | 08h

    Eu mal havia dormido e estava uma pilha de nervos. Seria minha primeira vez numa escola mi'wanish. O uniforme estava em cima da cama quando saí do banho. Lembrei das roupas de Mi'wan que Til'andsia guardava em sua casa, de como ela me dizia que eram um tesouro. Ela me aconselhou a usar roupas orgânicas o mínimo possível e ir às compras com amigas sempre que pudesse: aqueles tecidos mortos eram na verdade retratos de uma época feliz, ela dizia. Vesti meu uniforme, sabendo que um dia seria eu a pensar o mesmo.

    Peguei uma fita de tecido orgânico, para emergências, e fiz com ela um laço à guisa de gravata. Mudei minha pele para o tom terroso típico de Mi'wan e fui para a sala, encontrar com todos. Cheguei exatamente quando...

    Narrador escreveu:Antes de deixarem a base pela manhã, Ly'ra entregou um crachá laranja para Matt e um crachá amarelo para Hana Choi.

    Matt Calaghan escreveu:— Senhorita Lyra, com licença, vocês conseguiriam produzir mais cargas para isso aqui? Foi Mila que fez pra mim. Ele permite que eu oculte minha forma aberrante que chamaria muita atenção na escola. Digo, seria muito fácil para a Tríade me localizar se eu fosse assim. Disfarçado eu consigo passar minimamente despercebido, mas acho que a bateria restante vai me garantir no máximo chegar até o final do dia sem me expor. É muito arriscado.

    Matt estava com a aparência humana comum, mas tinha deixado algumas mechas verdes no cabelo. Eu vi isso como um bom sinal, uma pequena parcela de autoaceitação. Ainda queria falar com ele sobre a noite anterior, mas não era o momento. O que ele disse para Lyra fazia sentido e eu esperava que a Base Providência pudesser ser de fato providencial, nesse caso.

    Vi Lyra distribuir crachás de permissão, laranja e amarelo, para Matt e Hana. Sutilmente, me aproximei de John Pablo e entrelacei meus dedos aos dele, com delicadeza. Onde estava o crachá dele? Será que Lyra tinha entregado durante a conversa na sala da Diretora, a portas fechadas, no dia anterior? E, se tinha, de que cor era?

    Narrador escreveu:— Venham comigo, quero lhes mostrar a sala que a antiga equipe chamou de Buraco de Minhoca. — Ela se deteve diante de um terminal e olhou para Jhon Pablo. — Pablo Kayden, acione o mecanismo. — Vocês chegarão rapidamente a cidade.

    Apertei levemente a mão dele na minha e me aconcheguei ao braço do garoto, segurando-o com minha mão livre, quase abraçando, enquanto acompánhavamos Lyra. E estava assim agarrada quando Lyra se referiu a ele como "Pablo-kayden". Apertei o braço dele com mais força, meus olhos cravados nos dele. Pelas Sete Coroas sobre o Trono! Eu sorri e meus olhos cintilaram forte. Beijei-o no rosto antes de soltá-lo, para dar espaço para que acionasse o tal mecanismo. Kayden! Olhei para Lyra e agradeci telepaticamente. Ela tinha nomeado John Pablo como meu Guardião.

    \"Narrador escreveu:Jhon Pablo (@vontheevil), Matthew (@mun), Hana (@thendara_selune) e Mi'la (@Mellorienna) foram transportados da base para um galpão abandonado no centro da cidade através de uma passagem na sala Buraco de Minhoca. A experiência de atravessar a parede de gel foi estranha, como se fossem imersos em um líquido viscoso, mas foi rápida. Ao chegarem no galpão, perceberam que não havia como voltar.

    Matt escreveu:— Lembrem-se que não podemos chamar atenção. Se a Tríade nos encontrou antes, ela pode nos encontrar de novo, e precisamos ganhar o máximo de tempo possível para treinarmos individualmente e em equipe. Improviso nos salvou até agora, mas isso sozinho uma hora não vai mais ser o suficiente. Alguém teve notícia de Alex e Kima? Eu queria marcar uma reunião depois da escola para organizarmos a equipe, mas sem eles dois não vai dar.

    A sensação de atravessar o Buraco de Minhoca era conhecida por mim: usávamos aquela tecnologia para pontes entre mundos. Apesar disso, eu não gostava. Sacudi o corpo e ajeitei o cabelo como pude depois da experiência. Ouvi Matt e gostei de vê-lo se posicionar de maneira tão prática e assertiva.

    "A Hyperwoman fez muita questão de destacar a importância de irmos para a escola e mantermos vidas cotidianas, como parte de um plano para garantir nossa segurança. Acho que Alex e Kima estarão lá."

    Queria estar mais preocupada com os dois, mas a entrevista na televisão ainda me caía mal, e eu estava nervosa diante do primeiro dia de aula. Ainda não sabia se deveria simplesmente fingir que era surda, como na interação com a vendedora na loja de bikinis da praia, ou se apenas me mostrar muito tímida e vocalizar o mínimo possível já seria suficiente. Eu tinha muito em que pensar e o caminho até a escola não era tão longo quanto eu gostaria.

    Peguei a mão de John Pablo de novo — e entraria de mãos dadas com ele na escola, caso ele não se afastasse. Eu queria muito que ele ficasse perto de mim, me dando apoio. Mas aquela era a escola dele, onde ele tinha amigos e... se quiser se afastar, eu não o impediria (só torcia muito para que não acontecesse).




    Escola Secundária
    24 de outubro | 09h

    Aqueles que tinham a mesma idade estavam na mesma home room — o que me deixava na sala de John Pablo, algo que agradeci mentalmente por acontecer. Porém, durante as aulas específicas, as turmas se misturavam com o ano seguinte, o que foi ainda melhor: na sala de Matemática, a equipe estava inteira unida. Ao ver Alex e Kima, corri para abraçar a garota.

    "Estou feliz que vocês estejam bem!"

    Toquei no ombro de Alex, sorrindo, e fui encontrar uma carteira onde me sentar. Perto da equipe, de preferência. Matt teria sua reunião mais fácil do que pensava, pelo visto. Comecei a ter esperanças de que tudo se encaminharia bem, no fim das contas.

    Eu estava atenta ao professor, e me perguntava porque ele não havia feito esse procedimento de me apresentar, se eu era uma aluna nova também (não que eu quisesse isso, longe de mim!). Mas, por isso, vi bem quando ele abriu a porta e os dois novos alunos entraram.

    Eu literalmente dei um pulinho na minha cadeira.

    Narrador escreveu:Kyon, um jovem com cabelos vermelhos e olhos penetrantes, entrou na sala com um sorriso confiante. Ele olhou diretamente para Mi'larhys.

    — Olá pessoal, me chamo Kyon e sou novo na cidade. Depois me apresentem, belê? — Ele sorriu, e algumas garotas da sala suspiraram.

    Eu o conhecia com a pele verde. Mas não poderia confundi-lo, mesmo naquele tom terroso mi'wanish, com as sardas se destacando ainda mais sobre o nariz e as bochechas. Kyon Rakmar estava em Mi'wan! Eu sorri abertamente, meio dançando na cadeira, de tanta animação! Ele era meu melhor amigo em Ke'tan!

    Narrador escreveu:Enquanto ele caminhava até uma carteira próxima, passando ao lado de Mi'larhys, ele sussurrou telepaticamente para ela, diretamente em sua mente.

    — Olá, Lhys.

    As outras meninas da sala, notando a atenção que Kyon dava a Mi'la, imediatamente o interceptaram e se mostraram curiosas para saber de onde ele veio e algumas se ofereciam para dar um tour pelo colegio.

    "Drak, Kyon-kän." — eu o saudei em ke'tanish e, no elo telepático, estava rindo de felicidade — "Nem acredito que você está mesmo aqui! Minha mãe vai surtar!" — no bom sentido, e ele sabia.

    Ele se sentou por ali e as garotas caíram matando — muito similar ao comportamento da ruiva mascarada com John Pablo, na tarde anterior. Ao meu ver, aquele estava se tornando o padrão normal das fêmeas mi'wanish: caçarem implacavelmente.

    "Faz quanto tempo que você em Mi'wan? Eu cheguei no sábado."

    Abrindo outro canal telepático, isolado, liguei a equipe:

    "Eu conheço o Kyon. Ele é ke'tanish. Do planeta que vocês chamam de Marte. Somos amigos desde que erámos crianças bem pequenas."

    Vi que o outro garoto novato parecia conhecer Matt, porque estavam se falando de uma forma amigável, até bem próxima. Coincidências felizes, certo?

    "O Taylor é seu amigo, Matt? Podemos almoçar todos juntos! O que vocês acham?"

    No elo telepático com Kyon, perguntei:

    "Quero te apresentar pro pessoal! Você almoça com a gente?"


    Capítulo 2: Na Escola BhyS8v5





    Capítulo 2: Na Escola Ewc81wm
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    2º Concurso :
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    Capítulo 2: Na Escola Empty Re: Capítulo 2: Na Escola

    Mensagem por vontheevil Ter Jul 02, 2024 11:21 am

    Capítulo 2: Na Escola C94b6310

    Encaro o celular por um tempo esperando resposta de Jack, ou qualquer outra distração que me leve pra outro lugar, mas minhas mídias sociais tem poucos conhecidos, nenhum joguinho bobo parece divertido e o filme na tv é meio chato
    O cientista acabara de se teleportar junto com uma mosca e o DNA deles se misturaram e neste instante Matt entra na sala! Mudo de canal correndo como se eu tivesse vendo um canal mais delicado quando escuto as chaves na porta da mãe chegando do trabalho.

    — Vejam só se não é o grande Pablo Kayden.
    Rio nervoso
    — Você entende essa língua ou esse povo? hahaha (olho para a tela da televisão que ta passando um desenho animado super infantil, sinto mais vergonha ainda) Eu não entendo nada. Tudo certo com você cara? fui abandonado aqui, as meninas foram fazer compras, e me largaram sozinho. Acho que vou deitar. Queria ter roupa limpa para poder usar.

    Vou em direção ao meu quarto deito sem conseguir dormir, muitas sensações diferentes me incomodam, ainda estou excitado demais e estou meio brabo com a maneira que a Mila só meu deu um beijo na bochecha e fugiu o mais rápido possível de mim quando estava na frente de Hana Choi. Caminho em círculos por ali sem saber como me comportar, deito e levanto da cama algumas vezes e, brabo de fome sigo até a biblioteca.

    Quero voltar ao dicionário e descobrir o que é Kayden
    Entro na biblioteca e ao acender a luz o sofá está lá, única testemunha de alguns momentos que pareceram tão breves. Me ajeito dentro das calças e puxo uma cadeira para ficar de costas para o sofá
    Kayden: Honorífico militar, similar ao cargo de um general, guardião.
    Isso é bom, acho. Lyra não está me julgando, embora tenha falado sobre "alta traição contra o império". Gosto dela, acho que ela gostou de mim também

    Lembro dela ter falado de Clint e Ty'la e vou procurar quem são esses, e inclusive se eu acho um mapa genealógico da tal família imperial de Vênus. Mesmo que ele esteja incompleto eu sei que Ty'la é tia (ou tia avó) de Mi'larhys

    Pablo Kayden.... nas vozes de Lyra e de Matt... general guardião
    Mi'la realmente é uma princesa não é uma brincadeira isso. Estufo o peito e procuro um espelho no lugar sem o encontrar. Fico imaginando o que um menino como eu fez de tão certo para estar aqui e agora. Estou com fome. A essa hora as meninas já voltaram de seu passeio? será?

    Sigo até a cozinha e procuro entre as coisas compradas, nada de completamente apetitoso, as meninas têm uma tendência a gostar de doces. Rio ao ver a sacola de churros consumida e algumas balas de caramelo. Como é que Mila pegou essas balas, fico envergonhado do desenho. Que merda eu ter escrito aquilo.

    Acho um pão fatiado e frito um ovo com gema mole para comer. Procuro nos armários por temperos diferentes, um pouco de pimenta me ajudaria a me sentir em casa. Mas não encontro. A fome é um tempero bom o suficiente.
    Faço outro sanduíche agora com manteiga de amendoim e como rapidamente. Arrumo as coisas, lavo a louça e a ponho para secar e vou em direção ao meu quarto.

    Me desvio novamente em direção à biblioteca e me deito no sofá. Talvez com esperança de ser encontrado novamente. MAs durmo quase que instantaneamente, sendo acordado muito cedo pela luz do dia.

    Nós quatro nos encontramos de manhã, Mi'la me segura a mão e se aproxima de mim, será que somos namorados? e Lyra nos explica sobre um buraco de minhoca que existe na base!!
    Um portal dimensional, será que ele pode nos levar para qualquer lugar
    — Pablo Kayden, acione o mecanismo.
    EU??? Puta merda, eu!
    Mila me encara e me beija a bochecha, e eu a beijo de volta rindo alto antes de assumir os controles similares aos da Nave.
    "Chupa Sentinel! to aqui pilotando outro aparelho massa que talvez você nem conheça!"


    Tomara que nossa passagem seja mais tranquila!

    Aparentemente eles acreditam em mim, Matt atravessa a parede antes de mim, e eu atravesso agarrado com Mi´la. Aproveito para segurá-la pela cintura apertada contra mim nossas cabeças encostadas. Essa mulher cheira tão bem!

    Matt diz ao chegar
    (reparo somente agora que ele está "desfolhado")
    — Lembrem-se que não podemos chamar atenção. Se a Tríade nos encontrou antes, ela pode nos encontrar de novo, e precisamos ganhar o máximo de tempo possível para treinarmos individualmente e em equipe. Improviso nos salvou até agora, mas isso sozinho uma hora não vai mais ser o suficiente. Alguém teve notícia de Alex e Kima? Eu queria marcar uma reunião depois da escola para organizarmos a equipe, mas sem eles dois não vai dar.
    Concordo verbalmente com ele e dou um novo beijo em Mila, estou feliz demais em estar perto dela na frente dos meus amigos.
    "A Hyperwoman fez muita questão de destacar a importância de irmos para a escola e mantermos vidas cotidianas, como parte de um plano para garantir nossa segurança. Acho que Alex e Kima estarão lá."
    "Estarei do teu lado na escola Mila, fique tranquila, se temos a mesma idade estaremos nas mesmas aulas"
    Quero ver a cara de meus antigos colegas quando eu chegar abraçado nessa mulher tão linda.

    Alex e Kima estão na mesma aula de matemática que a gente. Após Mila correr e abraçá-los eu sigo para os cumprimentar.
    — Tudo certo com vocês? estávamos todos preocupados.
    (não toco no assunto da aparição na televisão)

    Sem conseguir lugar para me sentar ao lado de Mila faço a segunda melhor coisa que é sentar-se atrás dela. Os cabelos longos apoiados em minha mesa ao alcance dos meus dedos, será que ela ligaria se eu ficasse brincando com uma mecha de cabelos dela? ou se eu cheirasse a sua nuca agora? no meio das pessoas? jajajajaj não teria coragem de fazer algo assim. Mas o cheiro dela é bom demais.
    O professor apresenta alguns alunos novos e percebo que a atenção de Mila se desvia para um menino ruivo. Ela começa a se esfregar na cadeira e as lembranças de ontem me surgem como um tapa na cara. Ela continua encarando o rapazote e se balançando. Olho para o lado para não ver isso e começo a estalar os nós dos punhos - coisa que eu não fazia a muito tempo mas que é um tique nervoso que eu tenho quando fico com raiva.

    "Eu conheço o Kyon. Ele é ke'tanish. Do planeta que vocês chamam de Marte. Somos amigos desde que erámos crianças bem pequenas.O Taylor é seu amigo, Matt? Podemos almoçar todos juntos! O que vocês acham?"
    Bloqueio meus pensamentos, não respondo nada, fico assobiando mentalmente um Regaton grudento para não pensar com palavras.

    O professor fala em festas e em um teatro estúpido... não vou participar de nada disso se não for obrigado a isso, e mesmo assim daria tudo para ja matar a aula. Por falar em matar aula: Onde será que está Jack?
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    Capítulo 2: Na Escola Empty Re: Capítulo 2: Na Escola

    Mensagem por thendara_selune Ter Jul 02, 2024 2:58 pm

    Hana.Ah, don't be afraid of the chaos.


    Falas
    Pensamentos/FalasNPCS





    @Mellorienna

    "Aiden falou a mesma coisa"

    "É uma dica valiosa: quem gostar de você tem que gostar pelo que realmente vê e não porque a gente inventa uma imagem nossa que não existe pra agradar, sabe?" Mantive um sorrisinho malicioso em resposta ao dela, deixando meus olhos semicerrados, cheios de uma confiança irresistível.


    “Hum, sinal que as coisas estão fluindo bem…”


    "Não, eu já sei sobre beijos... Ele..."



    "Eu sei o básico... Sei que sexo faz bebês... Os machos têm uma... uma särka que coloca material genético nas fêmeas. Uma... cobra?" — eu queria sair voando dali, mas fiquei — "A cobra faz algumas mi'wanish sangrarem, em alguns filmes... Mas eu não sei como e nem porque só acontece com algumas..." — parecia algo violento e aterrorizante, para mim — "Também sei que sexo é parecido com dançar, mas sem roupas. E... parece ser uma atividade que se faz deitado, e não em pé."


    Meu sorriso exibiu meus dentes alinhados, e minha pele azul pálida começou a se intensificar, refletindo meus pensamentos e humor. O brilho luminoso ficou furta-cor, e eu dei uma risada gostosa, daquele tipo que a gente dá quando está confortável e prestes a dizer algo nada inocente. "Ora, então o idioma de vocês é bem interessante," murmurei, meus olhos semicerrados, a cor azul mais intensa e solta.

    "Mila, sexo é um dos momentos mais incríveis que se pode ter com alguém que você realmente gosta. É a primeira coisa que você precisa entender e guardar," aproximei-me dela um pouco mais, inclinando-me para olhá-la bem de perto. "SEXO É PRA FAZER COM QUEM SE REALMENTE GOSTA. Repita isso sempre que se sentir confusa ou insegura. Nunca deve ficar com alguém se não for um sentimento verdadeiro. Tem gente que bem..."







    Revirei os olhos, uma expressão de desdém pintando meu rosto. "Em nosso mundo, nem sempre sexo vai estar ligado a sentimentos. Às vezes é só porque você olhou alguém e quis descobrir como..." dei um risinho provocador, "Como a särka ou t'kha dele ou dela funciona. Às vezes é uma bela porcaria, outras vezes é muito bom de mil maneiras que não dá pra explicar, só dá pra sentir."Levei um dedo à têmpora, fazendo uma careta de deboche intensa, o azul quase elétrico da minha pele me fazendo lembrar dos tempos da fundação.
    "Você tá certa, sexo é dançar na horizontal, mas pode ser na vertical, depende do ritmo da música que as duas pessoas escutam na hora. Essa música vem de dentro, dos instintos da gente e se personifica em sons, gemidos, olhares que geralmente você não oferece por aí. Assim como beijos intensos, explorar a pele e corpo um do outro é uma dança bem preciosa, mas deve ser feita quando existe um sentimento. Quando ela é feita por fazer, às vezes só o desejo momentâneo passa, vira uma poeirinha na mente. Mas quando tem um sentimento real...Que parece que o tempo parou naquele exato momento como se uma música especial tocasse apenas pra você ouvir ali, com aquela pessoa…"

    Abruptamente, e ainda assim graciosa, levitei e me deixei cair no ar, estendendo as mãos para o céu e abraçando meu próprio corpo. Girei para ficar quase cara a cara com Mila, meus cabelos ondulando com aquela luz furta-cor quase fantasmagórica, tão vivos, e meus olhos ganhando aquele brilho dourado. "John Pablo é um cara legal. Ele não vai machucar você caso estejam em um momento íntimo. Se você estiver à vontade com ele, pode ser que nem sinta nada, pode ser que sinta algum desconforto, mas ele me parece tão gentil que acho que vai ser uma experiência muito intensa e marcante pra vocês..." Então minha risada fluiu, agora mais suave. "Isso não machuca a t'kha?" Repito a pergunta. "Não vai machucar se vocês estiverem em sintonia. Sangrar é meio quando você esbarra com alguém sem jeito ou está tensa demais. Na maioria das vezes, garotos e garotas estão sem controle algum de si mesmos ou do que devem ou não fazer. Tem garotos que são britadeiras ou parecem ver pornô demais, isso estraga a sensibilidade deles em captar alguns segredos do corpo da gente..."

    Então, desci e fiquei perto dela, tirando o celular. Vou mostrando primeiro uns vídeos curtos sobre sexo em canais de influenciadoras famosinhas que falam do tema. Mostro sobre preservativos, falando sobre como funcionam e perguntando se existem doenças no planeta dela ou se todos partem quando a idade chega. Depois, mostro meninas falando sobre autoconhecimento do corpo e sexualidade.

    "Você pode tirar dúvidas de maneira sigilosa usando seu celular aquela base me parece onisciente, “Dei uma risada cínica e um tanto desedenhosa. “ por isso se não quiser falar comigo sobre esse assunto pode fazer uma pesquisa rápida sozinha.” Baixo a cabeça, demorando um pouco pra encara-lá. "O sentimento que vocês têm parece muito real, mas algumas vezes não é o bastante pra unir mundos diferentes. JP pode se sentir inseguro, talvez inferior a você. Ele é novinho também, acho que nem ele sabe exatamente como lidar conosco, com poderes e uma equipe de adolescentes que não se conhecem bem, mas com certeza ele quer muito que você o enxergue como ele realmente é, tá?" Passo a mão no cabelo dela e a abraço. "Melhor a gente ir. O rastro que eles deixaram não fala muito." Meus ombros caem relaxadamente. "Jack é um desgarrado que precisa de um laço forte pra mantê-lo por perto. Não sei bem como lidaremos com ele, mas acho que você vai ser a única a entendê-lo melhor, Mila... Ele saiu correndo atrás de você quando percebeu que não te encontrávamos em lugar algum, e JP também. Eles gostam muito de você."



    No dia seguinte - Pra que raios vou à escola?


    Recebo um cartão, mas fico um pouco confusa sobre sua finalidade. Com cuidado para não parecer inconveniente, respondo: “Obrigada, Lyra, mas prefiro não ficar com isso. Parece ser uma grande responsabilidade. Quando me sentir pronta e verdadeiramente digna do que isso significa, aceitarei se ainda for seu desejo ou de Mila.”

    Enquanto não derrotar a Tríade, não quero assumir mais responsabilidades ou rótulos. Tudo está acontecendo rápido demais e apesar de gostar de todos não queria acabar estragando tudo. E se eu não corresponder às expectativas? E se falhar? Na casa do HB, tentei manter certa distância do grupo. Se tivesse continuado assim, talvez a Tríade não nos tivesse encontrado lá. “Mais uma vez, agradeço pelo voto de confiança, mas ainda não estou pronta.”

    Parece que JP e Mila estão formando um par fofol, e isso me faz pensar em Kima e HB. Matt está envolvido com alguém? E quanto ao Jack, parece estar profundamente interessado na Mila. Se isso for verdade, como as coisas vão se desenvolver?


    @Mun Com Matt:

    — Lembrem-se que não podemos chamar atenção. Se a Tríade nos encontrou antes, ela pode nos encontrar de novo, e precisamos ganhar o máximo de tempo possível para treinarmos individualmente e em equipe. Improviso nos salvou até agora, mas isso sozinho uma hora não vai mais ser o suficiente. — meu tom era sério e, de certa forma, tentei passar para os outros tanto confiança quanto uma sensação de que as coisas estavam sob controle — Alguém teve notícia de Alex e Kima? Eu queria marcar uma reunião depois da escola para organizarmos a equipe, mas sem eles dois não vai dar.


    “Você tem razão, mas o HB e a Kima são um rosto conhecido agora. Acho que vão ser a sensação da escola e, pelo que noto dessa cidade, isso é bem comum.”

    Depois, respondo com um menear negativo sobre o paradeiro deles. “Devem estar com a família do Alex.” Então antes de passarmos digo em um sussurro. "Se você precisar de qualquer coisa, Matt, pode me dizer que a gente resolve."

    [/size]
    ✭☽◯☾✭




    Usar o buraco de minhoca me deixa levemente zonza, mas a praticidade é inegável. Antes “Encontro vocês na sala.” de ir para a sala, passei na biblioteca.  Livros me deixam calma, assim como música e comida que me faça salivar. Olhei as prateleiras e peguei “O Morro dos Ventos Uivantes” de Emily Brontë. Dá pra baixar um PDF e ler de boas, mas para mim nada substituía as folhas amareladas dos livros, com aqueles amassadinhos na ponta, rabiscos de outros e até marcações, sinal de que foi lido mais de uma vez e causou todo tipo de sentimento intenso ou até de tédio.
    Minha aparência havia mudado. Pensei em Matt. Ele preferia manter sua transformação em segredo, mas naquela cidade era comum encontrar pessoas com habilidades especiais ou aparências distintas. A adolescência é assim, não é? Ele passou por um pesadelo, como Kima; ambos merecem um pouco de paz e diversão sem tensão.

    Consegui com Lys um aparelho semelhante ao de Matt. Minhas tatuagens haviam mudado por conta própria; agora, traçavam trilhas brilhantes, vívidas e intensas sobre minha pele. Seja lá o que estivesse acontecendo, parecia que eu tinha virado uma espécie de Winx ou algo parecido, porque não havia explicação lógica para aquilo. Será que o ritual liberou algo, como Mila mencionou ao falar sobre luz? Somente minha mãe ou pai poderiam dizer, mas conversar com eles estava fora de cogitação.

    Optei por usar o uniforme da escola. O olhar daquelas pessoas não me atingia em nada. Na verdade, ser super podia ser solitário. Você estaria sempre acima dos outros, por mais que tente se aproximar deles. Ou talvez acabem tirando vantagem do fato de você ser um herói. Adolescentes são terríveis. Torcia que os outros ficassem bem.



    Capítulo 2: Na Escola Oig3_414





    Ao chegar na sala, pedi desculpas pelo atraso. Aproveitei que sou a cara do estrangeirismo com um toque azul brilhante, então falei com meu sotaque, usando algumas palavras coreanas para mostrar que ainda estava me adaptando. “Desculpe a demora, seonsaengnim... quer dizer, professor,” minha voz saiu baixa e boazinha. Coloquei uma mecha de cabelo para trás e montei uma máscara de timidez. Adultos caem nessa. Se ele não caísse, ia saber que não tinha como enrolar o professor. Vi os outros e acenei para eles. Depois de tomar uma bronca ou não, procurei um lugar perto da janela. Gosto da luz do sol. Minhas notas na fundação eram perfeitas, por isso ir à escola me parecia um tanto sem graça. Socializar com os demais na verdade podia ser assustador, mas eu preferia acreditar que não tinha com o que me preocupar... ou teria. O professor falava sobre um evento, uma peça de teatro e outras coisas. Eu escutava, deixando a animação dos outros fluir pela sala. Mesmo sendo um tanto cínica em relação a tudo, era reconfortante ver a normalidade tão próxima, sem monstros, vilões ou superpoderes quebrando coisas. De relance, vi Mila animada com um garoto de cabelo vermelho, mas apenas observei. Logo depois, ela abriu um canal telepático para dizer que o conhecia e que deveríamos todos almoçar juntos.

    Por mais que eu quisesse investigar a Tríade o dia inteiro, procurando pistas sobre o que aconteceu comigo naquele ritual, não pude ignorar o entusiasmo de Mila. Não era o momento certo para acabar com sua animação; ela claramente tinha muita coisa guardada sobre si mesma. Olhei para ela e sorri, depois voltei a escutar o professor, pensando se JP e ela realmente tinham um futuro juntos. Travei minha mente naquele momento para não deixá-la preocupada.

    Vi Matt, e pensei que ele provavelmente optaria por conversar a sós com Taylor. Foi então que me dei conta de que era o mesmo garoto que havia curtido minha foto e feito um comentário. "Oh, será que eles..." Aquela equipe estava se transformando em um seriado onde casais se formavam? Será que eu estava certa?




    Novo visual Hana:


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    Mensagem por Alexyus Ter Jul 02, 2024 3:41 pm




    Cena: Investigação no Hospital Nexum

    Depois que ele e Kima terminaram de devassar todas as informações que poderiam conseguir no Hospítal Nexum sobre a mãe dela, Hyperboy alçou voo novamente carregando sua namorada.

    Depois de tudo que tinha acontecido naquele dia, Alex já sentia-se cansado. A luz do Sol se fôra e com isso ele não estava recarregando suas energias, apenas gastando suas reservas. E aqueles surtos de poderes descontrolados que ele experimentara naquele dia tinham sido bem mais desgastantes do que ele imaginava que seriam.

    Para não dormir ao relento, Alex pensou no lugar mais seguro e distante de Nova Aeternia que poderia alcançar, um lugar onde poderia estar em segurança, com alguém tão poderoso e mal-humorado que nenhum vilão poderia pensar em incomodá-los na companhia dele.

    E foi assim que Hyperboy resolveu visitar a fazenda do seu vovô Clint Harper, o Hyperion.


    Cena: Casa do Vovô Hyperion

    Quando chegou na casa do vovô, Alex foi recebido melhor do que esperava.

    - Oi, vovô! Que bom ver você! Essa é minha namorada, Kima Brown! Podemos passar a noite aqui com você?

    O avô já sabia de tudo que tinha acontecido. Claro, não havia segredos na Hyperfamília. Alex deveria ter imaginado, mas ficou feliz por não ter que explicar nada.

    — Preciso conversar com vocês sobre um lugar muito importante — disse Clint, com a voz grave. — Recebi o contato de uma antiga companheira de equipe. Amanhã, depois da escola, teremos uma conversa mais detalhada sobre isso. Por enquanto, descansem.

    Alex não discutiu as ordens do avô. Já tinha experiência suficiente para aprender a não contradizer o Hyperion.

    - Claro, vovô! Como está a vovó? Posso dar um beijo de boa noite nela?

    Celine Harper, a esposa de Clint e avó de Alex, já acusava os efeitos da idade avançada num humano comum. Apesar de sua deterioração física, ainda era a pessoa da família mais lúcida e razoável, na opinião de Alex. Ele apresentou Kima para a vovó Celine:

    - Olá, vovó! É ótimo ver você de novo! Queria te apresentar minha namorada Kima. Kima, essa é Celine Harper, minha avó.

    Alex não tinha ilusões de que os avós permitiriam que ele dormisse no mesmo quarto de Kima. Na verdade, ele nem desejava isso. Seu namoro com Kima era algo sério para ele, e não uma coisa de um dia só, quanto mais uma noite. 

    Por mais movimentado que tivesse sido o dia, Alex dormiu em tranquila paz.

    Clint e Celine Harper:

    Cena: Manhã do Dia Seguinte

    Alex acordou cedo e tomou um café reforçado, como sua avó sempre gostava de fazer.

    Como ele tinha deixado seu carro na escola desde o dia anterior, ele teria que levar Kima voando para a escola.

    Mesmo saindo em cima da hora, eles foram uns dos primeiros a chegar, e Alex foi direto para a sala de aula. Sentou-se em seu lugar habitual, mas sempre próximo de Kima.

    Para sua surpresa, os outros membros da "equipe" vieram para a escola naquele dia, e dessa vez sem precisar serem forçados por superbabás. 

    Ao ver Alex e Kima, corri para abraçar a garota.

    "Estou feliz que vocês estejam bem!"

    Toquei no ombro de Alex, sorrindo, e fui encontrar uma carteira onde me sentar. Perto da equipe, de preferência.

    Alex quis dizer que ficara preocupado com eles, mas não teve tempo. Mila e os outros entraram na sala bem pouco antes da aula começar.

    Alex e Kima estão na mesma aula de matemática que a gente. Após Mila correr e abraçá-los eu sigo para os cumprimentar.
    — Tudo certo com vocês? estávamos todos preocupados.

    Alex apertou a mão de Pablo cordialmente, para mostrar que não guardava rancores da saída intempestiva dele do esconderijo no dia anterior.

    Ao se sentar e tentar prestar atenção na aula, Alex manteve-se em silêncio, sem questionar o mérito acadêmico de encenar uma peça teatral de conto de fadas infantil em vez de uma literatura mais madura. Ele era inteligente para perceber a falta de critério técnico do professor, mas sábio o suficiente para não questioná-lo abertamente.

    Os novos alunos que o professor apresentou não significavam nada para Alex, eram-lhe completamente desconhecidos.

    Por isso o jovem colegial Alex Harper não tinha nada diferente dos alunos normais para fazer até o final da aula.

    Mellorienna
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    Capítulo 2: Na Escola Empty Re: Capítulo 2: Na Escola

    Mensagem por Mellorienna Ter Jul 02, 2024 3:55 pm









    ☆A FORASTEIRA☆
    Mi'larhys
    ☆VÊNUS☆
    Mila Rhys




    Quando senti que John Pablo tentou bloquear a comunicação que estabeleci para a equipe, removi o Farol do elo telepático coletivo. Instantaneamente, ia iniciar uma conversa apenas com ele, mas... ele estava assoviando. Eu endireitei a postura na mesma hora, ficando rígida na minha cadeira. Ele continuava assoviando mentalmente. Para me manter de fora.

    Virei para trás e o encarei diretamente, com os olhos duros de raiva. Como ele ousava fazer isso comigo? Meu olhar desviou para os pulsos que ele estalava e de volta para aqueles olhos castanhos quentes e lindos que eu queria arrancar das órbitas. Virei para a frente e a cadeira rangeu de leve, atraindo um pouco de atenção pros meus movimentos bruscos. Corei, num misto de indignação e vergonha. Retraí meu contato telepático, deixando claro para John Pablo que o fazia, que não ia ficar ali esperando-o assoviar até a música acabar.

    Por que ele estava fazendo isso comigo?

    Eu mantinha a equipe num elo, Kyon no outro, o professor falando sobre teatro e Halloween ocupava outra parte da minha mente, mas o trabalho febril era para tentar entender o garoto sentado atrás de mim. John Pablo estava com raiva. Ele estava nervoso desde Pueblo Alto e----

    Eu conheci a mãe dele em Pueblo Alto. O primo dele também. E agora queria apresentá-lo ao meu amigo de infância. Era isso, não era? Era por isso que ele estava bravo, por isso me mantinha fora da mente dele. John Pablo estava se sentindo pressionado a um compromisso comigo? Estava sentindo que eu o estava colocando contra a parede? Eu tinha visto isso em filmes: quando uma parte não estava tão envolvida e a outra queria namorar... sempre acabava mal.

    Abri meu caderno e peguei uma caneta, com gestos muito lentos. Eu tinha treinado os caracteres mi'wanish muitas vezes, mas ainda sentia que minha letra ficava desenhada demais, meio artificial no papel. Era bonita, mas parecia deslocada, como uma imitação de algo que deveria ser natural. Um reflexo da minha posição ali. Pensei em amassar o papel, mas apenas tampei a caneta e arranquei a folha, devagar, para não fazer barulho. Dobrei o bilhete em uma, duas, três partes. Sem olhar para trás, estendi o braço e deixei o papel cair na mesa de John Pablo.

    Spoiler:

    Eu ativo o movimento Bom Exemplo.

    Resultado: 10. John Pablo pode remover uma Condição.
    Por ter tirado 10, escolho adicionar +1 à pilha de equipe.






    Capítulo 2: Na Escola Ewc81wm
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    Mensagem por Mellorienna Ter Jul 02, 2024 9:19 pm









    ☆A FORASTEIRA☆
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    O post a seguir foi feito observando a linha de tempo atual, mas reage a eventos do encerramento do Capítulo 1.


    Enquanto esperava para ouvir o barulho característico do bilhete sendo desdobrado na carteira atrás de mim, me peguei rememorando a conversa com Hana na noite anterior.

    Expliquei para ela que não havia realmente uma palavra no meu idioma para se referir a partes reprodutoras masculinas, porque não era algo que tivéssemos em Lynn. A särka era um animal no meu mundo, similar às serpentes de Mi'wan. Mas tinha asas com penas coloridas e era capaz de voar. O que não vinha ao caso.

    Meus olhos estavam sobre Hana, ali na sala de aula, enquanto usava toda minha concentração para manter as conexões telepáticas livres dos meus sentimentos tumultuosos. Principalmente o elo com Kyon. Ele era telepata como eu e descobriria muito rápido meu desconforto, caso eu vacilasse.

    A voz de Hana repetindo "SEXO É PRA FAZER COM QUEM SE REALMENTE GOSTA" se misturava à memória da minha própria voz, dizendo "eu gosto de você, de verdade" e à dele, falando o mesmo para mim. Mas se as coisas fossem tão fáceis assim, ele não estaria assoviando mentalmente só para me desafiar.

    O professor continuava falando sobre o baile e a escolha de um Rei e uma Rainha. Tudo era tão dual em Mi'wan. Até o relato da Hana sobre sexo: que era para ser feito com quem realmente gostava, mas às vezes não tinha sentimento algum envolvido; que era indescritível de maravilhoso, mas podia ser uma bela porcaria.

    Ouvi o som do papel se desdobrando entre os dedos de John Pablo e revivi um flash de calor ao pensar no toque dele na minha pele. Hana também havia brilhado em energia cósmica quando pensou em um rapaz, alguém de quem a vida a separou. Fechei os olhos, sentindo medo de que a luz fantástica em mim se tornasse apenas uma memória bruxuleante, longe dele. Eu tinha pouco tempo em Mi'wan. Ainda não havia falado sobre isso com ninguém.

    Hana estava linda com o uniforme da escola (eu tinha aberto os olhos novamente). As palavras dela flutuavam na superfície da minha mente:

    Hana escreveu:"Você tá certa, sexo é dançar na horizontal, mas pode ser na vertical, depende do ritmo da música que as duas pessoas escutam na hora. Essa música vem de dentro, dos instintos da gente e se personifica em sons, gemidos, olhares que geralmente você não oferece por aí. Assim como beijos intensos, explorar a pele e corpo um do outro é uma dança bem preciosa, mas deve ser feita quando existe um sentimento. Quando ela é feita por fazer, às vezes só o desejo momentâneo passa, vira uma poeirinha na mente. Mas quando tem um sentimento real...Que parece que o tempo parou naquele exato momento como se uma música especial tocasse apenas pra você ouvir ali, com aquela pessoa…"

    Não sabia se meu povo tinha o que era preciso, os tais instintos sexuais. As fêmeas caçadoras daquele planeta que já tinham se amontoado ao redor de Kyon pareciam ser feitas dos hormônios certos. Garotas como aquela por quem John Pablo me trocou.

    Fechei os olhos e os elos telepáticos estalaram quando eu desci uma muralha adamantina entre meus sentimentos e a comunicação, que ainda mantinha. Kyon notaria a frieza do elo na hora, ao contrário da equipe, que talvez nem sentisse a diferença. Mas eu não queria que ninguém visse aquele sentimento em mim, aquela mancha que eu ainda não tinha conseguido apagar.

    Eu tinha ouvido a música especial quando estava com John Pablo e confessei isso para Hana. Mostrei a ela alguns movimentos da khanara. Nós rimos naquela hora. Ela me disse que havia uma dança semelhante em Mi'wan.

    Hana me mostrou vídeos. E falou bem do John Pablo, de como o achava sensível e gentil o bastante para que minha t'kha estivesse segura. Em alguns vídeos, haviam modelos anatômicos do corpo humano por dentro. Aquela parte me empolgou: eu era igual, mas onde era vermelho nelas, em mim era azul. Falei disso para Hana. Ela achava que eu ficaria desconfortável em ver os vídeos com ela, mas eu estava feliz de dividir aquele momento com uma amiga.

    Descobrir que as garotas mi'wanish sangravam todo mês e tinham "período fértil" me fez gargalhar alto, vocalizando mesmo. Antes que eu moderasse as palavras, acabei dizendo que elas eram como bichinhos. Pedi mil desculpas para Hana, mas acho que ela entendeu que não disse aquilo por mal. Eu estava verdadeiramente chocada.

    Lynnish não sangravam. Nossos bebês aguardavam pacientes, ovinhos dormentes até que nossos corações os desejassem. Simples assim. E nós ficávamos doentes, mas não morríamos por doenças há milhares de anos — graças à medicina e a nossa capacidade de mudar de forma em nível celular.

    Que me fez lembrar de contar a Hana que quebrei meu aparelho na manhã anterior e precisava comprar outro. Celular. Que não tinha nada a ver com células. Se eu tivesse um, não precisaria escrever bilhetes quando o desgraçado do John Pablo decidisse assoviar a Ragatanga contra mim. O que me fez lembrar das palavras finais da Hana:

    Hana escreveu:"O sentimento que vocês têm parece muito real, mas algumas vezes não é o bastante pra unir mundos diferentes. JP pode se sentir inseguro, talvez inferior a você. Ele é novinho também, acho que nem ele sabe exatamente como lidar conosco, com poderes e uma equipe de adolescentes que não se conhecem bem, mas com certeza ele quer muito que você o enxergue como ele realmente é, tá?"

    Eu tinha abraçado Hana bem apertado depois daquelas palavras e agradecido muito por ser minha amiga.

    Contei a ela que chamávamos amigos com o honorífico -kän, no meu idioma. Mas não qualquer amigo. Apenas aqueles que eram especiais para nosso coração, nossa verdadeira família. E, para mim, ela era Hana-kän, a partir daquele momento.

    Também disse que havia coisas que precisava contar: sobre mim, sobre meu tempo na "Terra", sobre os costumes do meu povo. Mas, Hana tinha razão. Era tarde. E não tínhamos notícias de Jack. Voltamos à base e eu vaguei pelos corredores de madrugada, assombrada demais para dormir.

    E agora estava ali, naquela sala de aula, confusa, frustrada e um pouco assustada. Kyon esmurrava meus escudos mentais, indignado porque o apartei dos meus sentimentos. Hana estava distante, sentada sob um raio-de-sol que a fazia parecer uma estrela. E talvez fosse bobagem manter o elo telepático da equipe, através do qual ninguém falava.




    Capítulo 2: Na Escola Ewc81wm
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    Mensagem por shamps Ter Jul 02, 2024 9:25 pm




    A investigação no hospital deixou Kima apreensiva, mas foi algo com que ela soube lidar. O importante agora era ir para casa, mas... que casa? Ela não sabia da casa oficial de Alex, apesar dele já ter comentado pela manhã, mas nunca que passaria pela cabeça da garota ir até lá.
    Kima percebia o cansaço do namorado também e se preocupou com ele.
    Obviamente, eles não foram bem recebidos pelos moradores, o que era justo, além de todo o peso da equipe fadado à Alex, ainda tinha a hora em que dois adolescentes chegavam sem avisar os pais. Kima sabia que sua mãe teria a mesma reação: imagine Kima tão tarde na rua! Ela não sabia como reagir, ela era visita e a bronca recairia sobre Alex. Como ela podia ajuda-lo nessa hora? O avô tinha mesmo uma cara de muito bravo e Kima, por sempre ser uma boa criança, não estava acostumada a ver feições adultas tão sérias... Quer dizer, viu mais cedo a do Hyperman e desejou nunca ter visto. Será que levariam bronca também dos pais dele? Ela queria um buraco para se enterrar.
    No entanto, Alex apresentou Kima como sua namorada e ela ficou tímida ao cumprimentar o famoso avô Harper. Ela não imaginava que eles seriam os primeiros a saberem que Kima era a namorada de Alex.

    - M... muito prazer, senhor Harper. Kima Aileen Brown. É uma honra conhece-lo. O Alex sempre fala muito do senhor.

    Alex pareceu descontraído com o avô, o que ajudou a moça a ficar mais tranquila também, Logo conheceriam sua avó e Kima a cumprimentou com as mesmas palavras, ressaltando o carinho com que o rapaz sempre falava deles.

    Apesar de tudo, o que ela mais almejava naquele momento era se aquecer, se alimentar, tomar banho e descansar, estava exausta. O dia tinha sido estressante demais, o único alento que teve foi ouvir a declaração de amor de Alex e a lembrança a fazia suspirar. E ser pedida em namoro então? Mas o que os pais deles diriam sobre isso? O pai dele já tinha ficado bravo por uma suposição de namoro do filho, imagine agora que não era mais uma suposição? Ela enfiou os dedos entre os cachos, preocupada demais. Ela não queria mais uma bronca nas costas do garoto.

    Alethea a convidou para dormir em seu quarto e Kima aceitou, ela não tinha muito o que escolher. Ficou feliz com a disposição da moça em cuidar dela.

    - Muito obrigada, Harper, você é muito gentil - ela sorriu para a menina e caminhou até o banheiro, se alegrando ao ver tantos produtos ali - uau. Eu posso... usar um dos seus cremes? Faz tanto tempo que não uso um.

    Por não estar em sua casa, Kima não pode se dar ao luxo de deixar a água quente escorrer por horas como seu corpo cansado pedia, mas se dedicou aos cabelos e pele e como era bom passar algo decente no cabelo e na pele. Não era nada para cachos, mas era o suficiente para deixar suas madeixas bonitas, hidratar a pele causou um efeito acalentador na jovem. Encarou suas mãos machucadas sendo bem cuidadas pela hidratação. Precisou usar roupas emprestadas para dormir. Kima saiu revigorada do banheiro e pensou que era assim que Alex tinha que tê-la visto, bonita e não uma guria recém saída de um beco por onde se esgueirava pelas sombras para manter-se viva.

    - Me sinto até mais bonita, Harper. Obrigada - e sorriu para ela - eu... - ficou tímida de repente - eu queria agradecer o seu irmão por ter me ajudado hoje... será que ele ainda está acordado?

    Claro que ela queria agradece-lo por tê-la ajudado e se desculpar pelos problemas que causou, mas também queria dar um beijo de boa noite no namorado. Ainda via-se tímida com a situação, tudo muito era muito novo para ela, mas já tinha aprendido como era bom ter alguém tão próximo com quem contar e também ter braços fortes e quentinhos para se aninhar. Ruborizou ao se lembrar dos bons momentos que passaram juntos em meio àquele caos.


    O dia seguinte foi repleto de dúvidas, mas Kima seguiu com Alex até escola, já descansada sentia-se melhor e revigorada. Novamente ela teve que usar roupas emprestadas, pois o que tinha no esconderijo Harper se perdeu no fogo e a que usava no dia anterior estava chamuscada, dela só retirou dos bolsos a foto da família restaurada, a impressão 3D e o papel de Mi'la. Queria rasgar o rosto do pai da foto outra vez, mas Alex foi tão gentil em restaura-la que ela não teve coragem. Também quis amassar ou rasgar o papel dado por Mi'la, mas também não teve coragem "ela foi tão gentil ao entregar aquele método de comunicação. Você deveria odiar, ser má, dizer o quanto ficou chateada... Xingue!..."  Ela suspirou ao pensar nisso, em tudo que tinha perdido nos últimos meses, era frustrante. Todo dia era um recomeço e hoje tentaria mais uma vez.

    Chegar à escola com Alex agora como seu namorado tinha um novo sabor que Kima estava degustando aos poucos, tentando entender aquela química. De qualquer forma, era bom.
    Capítulo 2: Na Escola 53831681563_9dfa32365c_n
    - Eu estou nervosa - suspirou olhando para ele - tomara que não aconteça nada bizarro hoje. Tenho medo de ouvir vozes enquanto eu estiver na aula. Se isso acontecer, vou ser tida como louca e nunca mais terei amigos. Aliás, eu posso conversar com as pessoas da escola? Elas são confiáveis? - ontem Alex ficou tão bravo quando as líderes de torcida foram conversar com Kima que ela temeu ser algo inseguro para ela, afinal, ele que conhecia aquelas pessoas - e os outros, será que virão?

    Ao entrar na sala viu que os demais estavam lá e a raiva que ela achou que ia sentir e explodir não aconteceu. Mi'la foi abraça-la e John também. Kima ficou realmente feliz em vê-los bem, mas dizer que estava tudo bem era demais. Ainda sentia que tinha sido abandonada por eles, não se referia apenas à partida da nave, mas desde tudo o que acontecera antes, principalmente a partida de John e Jack, que era com quem ela mais estava magoada. Matt - ué, ele não era mais um homem planta? - e Hana - chegou atrasada - também já estavam por ali, aparentemente bens, só Hana que estava diferente. Garota mutante, cada dia de um jeito. Respirou fundo ao vê-los, nem imaginava pelo que passaram, então só acenou de longe.

    - Ah... oi... estou bem sim - abraçou Mi'la - mas muito chateada com vocês. Principalmente com vocês - e apontou para a dupla JJ -  Com licença, vou me sentar - evitou olha-los e foi para o fundo da sala, sua altura a impedia de sentar na frente. Alex era muito iluminado mesmo para levar tudo numa boa com John e ela o admirou mais ainda. Ela gostava de garoto latino e por isso doeu tanto vê-lo sair daquele jeito no dia anterior. Queria ficar ao lado de Alex e não aceitaria ficar separada dele, se tivesse alguém entre eles, pediria gentilmente para trocar de lugar.
    Todos estavam próximos e aquilo alegrou Kima profundamente, perto o suficiente para notar John nervoso ou bravo, ela não saberia dizer. Ficar quieta seria melhor. E viu Mi'la passar um bilhete para ele. O que estava acontecendo? Kima suspirou.

    A aula se inicia com o professor Yome falando algo sobre uma feira e apresentações de artes e Kima se anima, ela adorava aquele tipo de coisa. Olha entusiasmada para Alex e novamente para o professor. Ela adorava participar de organizações de feiras e qualquer coisa envolvendo artes ela adorava. Ajudaria no que fosse preciso.

    - Eu posso participar, Alex? - perguntou para ele antes de se oferecer para participar. Precisava saber se era seguro estar ali. Ela viveu a vida inteira em um faz de contas e agora precisava medir cada passo no mundo real e com as pessoas reais - as coisas aqui são seguras? - e o medo de surtar também agora se fazia presente.

    Dois alunos chegaram e foram apresentados à turma, muito simpáticos e novos na cidade. Kima sabia o que era ser novo na cidade, já que ela não era de Nova Aeternia. Ela ficou surpresa ao saber que o garoto ruivo era marciano e amigo de Mi'la e observou o outro conversar com Matt. Não pode deixar de sorrir ao ver que eles tinham conhecidos ali, pessoas próximas com quem poderiam se sentir seguros e acolhidos e suspirou um pouco nostálgica e sonhadora. Apoiou a cabeça nos braços relaxados sobre a carteira escolar. Espiou Alex de canto de olho, sorrindo.
    Mi'la criou um elo mental entre eles e era estranha aquela comunicação, mas era menos doloroso do que os sussurros cruéis que ouvia.

    "Marciano? É isso mesmo?"

    Ela queria almoçar com todo mundo? Era algo que Kima também queria desde o dia anterior, mas ela não teve sucesso. Aparentemente eles se deram muito bem naquele quesito, estavam lá sem a interferência de ninguém. Matt até sugeriu uma reunião, coisa que Alex tentou na noite assada e ele mesmo desdenhou, mas acabou participando "definitivamente eu não entendo essas pessoas". Bem, Kima não tinha objeções à reunião.

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    Mensagem por vontheevil Ter Jul 02, 2024 10:14 pm

    Capítulo 2: Na Escola C94b6310


    - Ah... oi... estou bem sim mas muito chateada com vocês. Principalmente com vocês. Com licença, vou me sentar
    —Err... entro na frente da menina alta encarando meus pés e falando baixo...desculpe, eu não gosto de receber ordens como se eu fosse criança, eu tenho quase a mesma idade que vocês! Mas eu não devia ter largado vocês no perigo, eu deveria ter ficado lá e cuidado de vocês! Desculpe
    bato com a mão amigavelmente no ombro de HB
    — Tamo junto cara, foi mal qualquer coisa

    e vou para a cadeira atrás de Mi'la

    _____________________

    Emputecido recebo um bilhete todo rabiscado, mas com uma letra bonitinha e dobrado de forma precisa e ordeira
    E leio sorrindo

    Viro o papel do outro lado e começo a escrever

    "Mi'la eu quero que você saiba e fico encarando o bilhete antes de largar o lápis

    Me agacho de maneira que não chame muito a atenção do professor, mas se for para eu levar uma bronca azar. Quero que ela saiba que está tudo bem. Ela ficaria envergonhada se dividir a bronca comigo
    Me aproximo de suas coxas e a toco no braço e cochicho para ela
    — Eu sou estúpido, às vezes acho que você é muito areia para o me caminhão carregar. E fiquei enciumado da maneira que você dançou na cadeira quando encarou o.... teu amigo.
    Puxo o braço dela em minha direção e dou um beijo rápido no dorso da mão dela, olho ao redor e penso foda-se e dou outro beijo na na região de baixo do seu punho, dessa vez deixo meus lábios tocarem mais tempo a região e arrisco um pouco de umidade da minha língua tocar a pele sensível dela. Meu deus, preciso me conter antes de lamber ela a partir do punho e seguir para o resto do corpo. Minha bocha chega a formigar de paixão.
    Sento correndo em meu lugar e seguro uma mecha de cabelo dela e cheiro fundo
    Penso com toda a minha força"Desculpe te fazer ficar com vergonha! Teu cheiro me deixa.... todo... animado"

    Mun
    Investigador
    Mun
    Investigador

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    Capítulo 2: Na Escola Empty Re: Capítulo 2: Na Escola

    Mensagem por Mun Ter Jul 02, 2024 11:21 pm

    school break

    [No dia anterior]

    — É, eu tô bem sim.

    Eu não entendi muito bem as atitudes de Pablo e até abri a boca para responder suas perguntas, mas ao vê-lo simplesmente se levantar e ir para outro lugar eu apenas aguardei calmamente que ele já tivesse sumido base a dentro para me sentar no sofá e rir baixinho. Ele parecia de certa forma irritado, o que indicava que talvez fosse ser legal tentar encher a sua paciência mais um pouco quando eu tivesse a chance. Com o controle da TV em mãos, passei os olhos rapidamente sobre os botões e apertei aquele com um símbolo de voltar. O programa infantil de repente se tornou um filme que parecia antigo e eu deixei rolar. Não sabia do que se tratava, mas o nome parecia intrigante. "A Mosca"... Será que tem a ver com um super herói com poderes de insetinho?

    [No dia atual]

    É verdade que eu queria muito um tempo para conversar com Taylor e é mais verdade ainda que eu sequer tinha notado o outro rapaz até Mila abrir o canal telepático e falar sobre ele. De forma não muito discreta, movi a cabeça na direção do tal ruivo e, se ele olhasse na minha direção, me notaria dando tchauzinho.

    — Marciano? Nossa, por quê tanta gente de outros planetas vem pra cá? Tem muito terráqueo fazendo intercâmbio em Vênus também? — transmiti pelo elo e, até onde poderiam perceber, minha dúvida era genuína. Eu achei legal terem mais alienígenas por aí, mas conhecer Kyon seria uma preocupação para o almoço; esse mesmo que eu concordei em participar. Estarmos todos reunidos era legal, mesmo que cada um no seu canto. Percebi Mila não muito distante de Pablo, Kima e Alex literalmente um do lado do outro, Hana um pouco mais distante tentando aproveitar a vista da janela e eu, ali no meio, tentando aproveitar qualquer brecha para trocar mais duas ou três palavras com meu bestie.

    No que diz respeito à aula, percebi que ninguém interagiu demais com o professor, então na intenção de liberar o nosso lado (uma vez que sabemos como grupos de escola levam broncas juntos como se fossem uma entidade), acabei levantando a mão e fazendo uma sugestão. É verdade que eu não tinha muito interesse em ensaiar uma peça àquela altura das coisas, mas falar por falar não quer dizer nada.

    — Acho que Alice no País das Maravilhas seria uma boa opção também. — expressei antes de abaixar a mão e voltar a escrever alguma coisa (spoiler: rabiscos) no caderno. Depois de alguns segundos terem se passado de forma que não fosse mais suspeito olhar para os lados, me peguei virando o rosto na direção de Alex e Kima. Alex tinha tratado bem mesmo Pablo, o fujão, depois da noite anterior. Quando questionando por mim, o Hyperboy também se mostrou bastante centrado, o que era uma grande qualidade que imagino foi forjada pela pressão do legado que deveria corresponder. Não me imaginava tendo que responder a tantas expectativas, mas eu conseguia ser empático de não conseguir fazer o que quer quando quer. Bom, passei meses assim quando fui preso.

    E, falando em ser preso, diferente de Alex que se ainda estava zangado fingiu muito bem, Kima não tardou em deixar expressa o seu descontentamento com a forma que Pablo (e provavelmente Jack) agiram durante a reunião. É, não foi a mais educadas das saídas, mas naquele momento eu pude perceber que não estávamos em um momento de ter aquela conversa séria de "abrace ou deixe". Quer dizer, eu ainda consigo perceber como ninguém confiava completamente em todos os outros, eu incluso, então acabou sendo só uma boa ação estragada pelo timing errado.

    Foi quando, de onde eu estava, meu olhar travou sobre Kima (@shamps) e eu sorri. Se ela me notasse, eu mandaria um tchauzinho amigável. Ela estava irritada, isso era claro, e se era nossa intenção nos reunir no almoço mais tarde (e na reunião que eu tava animando depois da aula, também), talvez fosse melhor se fizéssemos isso com os ânimos menos aflorados. Seguindo o exemplo de Mila e Pablo que vi trocarem bilhetinhos, eu rasguei um pedaço da folha em que meu caderno e escrevi rapidamente.

    "Ei, Kima, você está bem? Onde vocês passaram a noite? Vimos a entrevista ontem, vocês lidaram bem com a impressa. Eu estava pensando que seria uma boa tentarmos uma nova reunião hoje depois da aula, sinto que estão todos mais suscetíveis a se unir depois do que rolou. É uma boa oportunidade! O que você acha?"

    Eu sentia que Kima e eu tínhamos muito em comum, muito por ambos termos sido experimentos ambiciosos da Tríade que conseguiram escapar. Nós tínhamos começado a nos conhecer quando eu cheguei na mansão e conversamos um pouco, mas desde então não tivemos muita chance de nos aproximar. Eu queria conhecê-la melhor, e mesmo que bilhetinhos não fosse a melhor forma de conversarmos, ainda assim era o que podia ser feito naquele momento. Com alguma discrição, pedi para que outros alunos repassassem o pedaço de papel até a cabelo rosado e então continuei fingindo naturalidade para não ser pego no flagra pelo professor. As coisas se alinhariam até o fim daquele dia, eu estava sentindo.
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    Mensagem por shamps Qua Jul 03, 2024 12:32 am




    Ao se virar para buscar um lugar para sentar, Kima notou John parar à sua frente e ela freou o próximo passo. Encarou o topo da cabeça dele e ouviu suas palavras. Tentou entender a sua visão da situação.

    - Ordens? Acho que era uma tentativa de organizar as coisas... foi infrutífero... - suspirou e deu um toque no braço dele - o perigo estava por toda parte... hmmm... fiquei aliviada por estarem bem - e seguiu para seu lugar, mais tranquila por estar resolvendo as coisas.

    De seu lugar Kima conseguia ter uma visão ampla da sala e era fácil observar a maioria das movimentações dos alunos, toda sua empolgação, para Kima era uma janela de novidades, um quadro que ela apreciava. Nessa que ela viu Matt acenar para ela e Kima respondeu ao aceno enquanto observou algo chegando até ela, um bilhete. Leu e sorriu, ele se importava, assim como John. Mostrou para Alex, sem entregar o bilhete a ele, mas feliz pelo gesto. Alex estava muito concentrado no professor, então ela voltou sua atenção para o papel.

    "Estou bem agora! Fomos para a casa do avô do Alex. Eu não estava bem naquela entrevista, depois te falo. Acho bom uma reunião."

    Pediu para que o bilhete retornasse à Matt.

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    Capítulo 2: Na Escola Empty Re: Capítulo 2: Na Escola

    Mensagem por Dante Qua Jul 03, 2024 1:20 pm

    Querido Diário,

    Esse dia foi louco.

    Tudo aconteceu muito rápido. Toda a situação na nave. Jack mal teve tempo de pensar no que aconteceu. Seguiu as orientações do Sentinel e manteve Mila o mais segura que pode. Depois na Base recém descoberta ele preferiu dar um tempo para o pessoal, pra Hana descansar e pra Mila e o JP conversarem. Não sei se o Sentinel percebeu isso, mas agradeceu em pensamentos por ele ter lhe chamado para a missão de infiltração.

    Falando no Sentinel… Eles acabaram se aproximando durante a missão. A missão ocorreu tranquilamente. Descobrimos um local que me pareceu bater com o sonho maluco da Hana. Mas eu faço meu próprio futuro. Não acredito em previsões. Conversamos sobre isso e… Sobre mais algumas outras coisas. Foi um momento em que pude finalmente ter um pouco de paz. Talvez fale mais disso em outro momento. Ele me surpreendeu. Positivamente. Foi estranho inicialmente, mas ambos concordamos indiretamente a não falar do assunto. Vou aceitar. Pelo menos por enquanto.

    Não respondi a mensagem do Pablo. Não queria falar com ele agora. Provavelmente ele queria falar da Mila. Já até imagino a conversa. E algo estalou na minha mente. Eu inicialmente só queria “pegar” a Mila, mas depois percebi que ela era uma “boa menina” então não iria fazer isso com a coitada. Mas provavelmente o Pablo também só quer pegar ela. Então apesar da Mila gostar dele, ao invés de ficar feliz pelo amigo acho que não posso deixar o Pablo fazer algo que eu mesmo não faria. Pensamentos me ocorrem…

    Resolvi ir para escola afinal. Sentei no fundão, passei despercebido. Ainda estava sem cara de falar com o pessoal. O professor falou alguma baboseira artística, mas o lance do baile chamou atenção. Poderia ser uma oportunidade. Depois apresentou alunos novos. O tal Kyon já foi logo secando a Mila, será que não tenho um minuto de paz? O segundo cara não lembro direito, acho que se chama Raj ou algo assim. Ele sentou perto do Matinho, que estava bem diferente - não estava verde, mas quem se importa?

    E lá vai a Mila bater papo com o novato. Pareciam que já se conheciam. Mais problemas. O que fazer caro Jack, o que fazer? Bem, depois de pensar um pouco resolvi desencanar da Mila por enquanto. Haveria tempo. Vi que Alex e Kima estavam na escola também, então parecia que tudo está bem quando termina bem.

    Kima falou que estava chateada comigo. Não deu nem tempo de entender porque ela já caiu fora. Acho que eu tinha que remediar isso. A Kima era legal e ela já tinha passado por poucas e boas. Bom, que tal juntar o útil ao agradável? Me levantei e fui caminhando em direção a Kima que conversava com Alex. No caminho falei alto com o professor “Que tal Romeu e Julieta mestre? Eu tenho experiência com amores impossíveis. Sou um ótimo Romeu” E dei a clássica piscadela. “Fala Alex, passaram um sufoco, hein? Que bom que deu tudo certo. Sua irmã está bem? Digo, com toda sua família?” Antes que Alex respondesse qualquer coisa, fui na Kima. “Pô Kima porque tá chateada comigo? Que tal falarmos sobre isso no baile? Topa ser meu par?”.
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    Mensagem por Alexyus Qua Jul 03, 2024 4:09 pm




    Cena: Chegando na escola

    Desfilar com Kima pela escola ainda era agradável, mas havia muito mais pressão do que no dia anterior. Os eventos das últimas 24 horas tinham deixado claro que o perigo espreitava os jovens heróis a cada momento, e mesmo ali não poderiam estar muito tranquilos e seguros.

    @shamps
    Kima escreveu:- Eu estou nervosa - suspirou olhando para ele - tomara que não aconteça nada bizarro hoje. Tenho medo de ouvir vozes enquanto eu estiver na aula. Se isso acontecer, vou ser tida como louca e nunca mais terei amigos. Aliás, eu posso conversar com as pessoas da escola? Elas são confiáveis? - ontem Alex ficou tão bravo quando as líderes de torcida foram conversar com Kima que ela temeu ser algo inseguro para ela, afinal, ele que conhecia aquelas pessoas - e os outros, será que virão?
     
    Alex apertou a mão de Kima, desejando que a esperança dela fosse real.

    Ele falou lentamente e com paciência, mas a incerteza em seu tom era inescusável:

    - A maioria das pessoas da escola não são ameaça. São apenas gente comum, humanos normais. Pode conversar com quem você quiser, mas é bom sempre manter um pouco de desconfiança e cautela. E mesmo que alguém te ache louca, você e eu sempre seremos amigos. E mais do que isso...

    E ele concluiu estalando um beijo na bochecha dela.


    Cena: Encontro com o Grupo


    @shamps
    Kima escreveu:- Ah... oi... estou bem sim - abraçou Mi'la - mas muito chateada com vocês. Principalmente com vocês - e apontou para a dupla JJ -  Com licença, vou me sentar - evitou olha-los e foi para o fundo da sala

    Kima disse tudo que Alex gostaria de dizer, mas era impedido por sua natureza respeitosa e conciliadora. 

    Mas ele ficou satisfeito com a atitude dela. Os outros tinham deixado os dois na mão no meio de um conflito com a Tríade e para salvar as pessoas ameaçadas pelos incêndios. O Hyperboy também teria gostado de poder apresentar a equipe aos repórteres com todos os membros reunidos, mesmo que a equipe nem sequer tivesse um nome.

    Mas JP não tinha uma postura maliciosa.

    @vontheevil
    JP Fantasma escreveu:—Err... entro na frente da menina alta encarando meus pés e falando baixo...desculpe, eu não gosto de receber ordens como se eu fosse criança, eu tenho quase a mesma idade que vocês! Mas eu não devia ter largado vocês no perigo, eu deveria ter ficado lá e cuidado de vocês! Desculpe
    bato com a mão amigavelmente no ombro de HB
    — Tamo junto cara, foi mal qualquer coisa

    Alex sorriu para o garoto mais baixo com a mão em seu ombro:

    - Eu não quis dar ordens pra ninguém, mas ficou claro que precisamos aprender a conversar uns com os outros. Eu também me desculpo pela minha falta de jeito. Espero que possamos superar isso.

    Kima também percebeu e reagiu de maneira contemporizadora com JP:

    @shamps
    Kima escreveu:- Ordens? Acho que era uma tentativa de organizar as coisas... foi infrutífero... - suspirou e deu um toque no braço dele - o perigo estava por toda parte... hmmm... fiquei aliviada por estarem bem - e seguiu para seu lugar, mais tranquila por estar resolvendo as coisas.

    Alex sentou-se no fundo da sala com Kima na carteira ao lado, onde podiam se olhar durante todas as explicações do professor.


    Cena: Durante a Aula

    @shamps
    Kima escreveu:- Eu posso participar, Alex? - perguntou para ele antes de se oferecer para participar. Precisava saber se era seguro estar ali. Ela viveu a vida inteira em um faz de contas e agora precisava medir cada passo no mundo real e com as pessoas reais - as coisas aqui são seguras? - e o medo de surtar também agora se fazia presente.

    A pergunta de Kima pegou Alex Harper de surpresa. Ele se recompôs para responder rapidamente:

    - Claro, Kima! Você pode fazer o que quiser! Você tem mais juízo que qualquer um dos outros da equipe. As coisas aqui são tão seguras como em qualquer outro lugar, eu suponho...

    Pouco depois, Alex notou Matt entregando um bilhete para Kima e ela respondendo e enviando de volta a ele. Apesar do ciúmes preocupado que ele abafou, o jovem Harper tinha muita experiência em controlar seus rompantes emocionais, por isso resistiu à vontade de ler o bilhete com sua visão microscópica. Se Kima quisesse lhe dizer algo, ela o faria, e ele não precisava ficar policiando a namorada. Ela já era bem forte e crescida para lutar suas próprias batalhas, isso ele já percebera.

    Jack resolveu andar durante a aula, numa atitude chamativa e desrespeitosa, mas a autoridade ali era o professor, de modo que Alex Harper não fez nada sobre isso.

    @Dante
    Jack Sombra escreveu:“Fala Alex, passaram um sufoco, hein? Que bom que deu tudo certo. Sua irmã está bem? Digo, com toda sua família?” Antes que Alex respondesse qualquer coisa, fui na Kima. “Pô Kima porque tá chateada comigo? Que tal falarmos sobre isso no baile? Topa ser meu par?”.

    Alex não se lembrava de ter apresentado Jack a ninguém de sua família, mas o convite dele para Kima foi o cúmulo do desrespeito.

    Colocando um dedo no peito de Jack, Alex o empurrou para longe de Kima.

    - Kima e eu estamos namorando! E se você não sabe porque ela está chateada com você, então é ainda mais idiota do que eu achei que fosse!

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    Capítulo 2: Na Escola Empty Re: Capítulo 2: Na Escola

    Mensagem por Nazamura Qua Jul 03, 2024 4:40 pm

    Missão de Infiltração
    Jack (@Dante) notou que Sentinel não era de falar muito durante a organização da missão. Ambos eram semelhantes nesse aspecto: fechados em seus próprios mundos. Ao infiltrarem-se no território da Tríade, Jack se misturou aos guardas, fornecendo a cobertura necessária para Sentinel entrar, sabotar o tanque de gel e sair sem ser notado.

    Depois de completarem a missão com sucesso, Sentinel aproximou-se de Jack, seu olhar sério suavizado por um toque de respeito.

    — Bom trabalho. — disse Sentinel, apertando o antebraço de Jack em um gesto de camaradagem. — Seus poderes foram essenciais. Vou chamá-lo para missões assim mais vezes.


    Missão no Hospital

    Alex (@Alexyus) e Kima Brown (@Shamps) investigaram as dependências do hospital em busca do paradeiro da mãe de Kima. Em meio aos arquivos e registros, encontraram informações sobre a transferência dela para um local chamado "Península - Instituto de Regeneração Molecular", sob a responsabilidade do Dr. Vince Brown.

    Apesar de encontrarem o nome do local, descobriram que precisavam de credenciais de acesso para obter o endereço exato. A informação mais importante era que Vince estava com Sammy, a mãe de Kima.


    Fazenda Clint Harper

    Alethea Harper se sentiu ignorada por Kima Brown, que não respondeu ao seu convite de dividir o quarto. Para se distrair, Alethea tirou uma foto do irmão com a namorada sem que eles vissem e fez um beicinho.

    — Olha só esse casalzinho haha, dormindo no mesmo quarto. Como foi que meu irmão convenceu o vovô rabujento? — comentou ela, em um tom brincalhão e enviou para alguem.


    Ainda na base Providência

    Antes que Matthew (@mun) pudesse desconectar, ele ouviu a voz de Ly'ra em sua mente:

    — Rede Neurovegetal, RNV, gostei. Vou adicionar como registro de conhecimentos da biblioteca.

    Ly'ra observou Matthew e respondeu às suas perguntas:

    — Infelizmente, eu sou metade humana e metade Lynish, uma androide que obedece a protocolos. Não posso adicionar cargas nesse aparelho; você teria que ir até Mi'larhys dena. — Ela sorriu e comentou: — Adorei sua aparência, Matt.

    Ela puxou a manga da camisa, revelando parte de seu braço bionico esverdeado e a palma da mão direita mecânica ao retirar a luva.

    — Você é lindo! Seja você mesmo.

    Enquanto isso, Jhon Pablo (@vontheevil) procurou nos registros por uma árvore genealógica Lynish, mas não encontrou nada específico. Ele encontrou informações sobre a equipe fundadora da base: Clint Harper, Ti'la e Liberdade Voadora. Havia outros dois registros, mas o acesso estava trancado; apenas Ly'ra poderia abri-los.

    Na cozinha, Jhon Pablo também encontrou um tempero verde que lembrava wasabi. Estava rotulado com o nome "Ly'ra" e tinha um coração desenhado.

    Durante a madrugada, Mi'larhys (@Mellorienna), distraída em sua caminhada noturna, foi levada próximo à sala do Buraco de Minhoca. Ela reconheceu a tecnologia dos Eternos na construção da sala.



    Portal dos Eternos (Buraco de Minhoca)

    Hana (@thendara_selune) rejeita o cartão verde. Ly'ra, com uma expressão séria mas compreensiva, insiste:

    — Eu insisto, esse crachá deve ficar com todos os membros da equipe, mesmo que você não vá utilizá-lo. Ele é sua identificação ao caminhar pela base. Sem ele, os sistemas de segurança irão te reconhecer como ameaça.

    Ly'ra colocou o crachá no bolso de Hana com delicadeza.

    — Tenham uma boa aula — desejou Ly'ra, sua voz transmitindo uma mistura de autoridade e cuidado.



    Na Escola

    Jhon Pablo (@vontheevil) entrou na escola junto a Mi'larhys, exibindo um sorriso confiante enquanto todos os olhos se voltavam para eles, seus amigos mal conseguiam acreditar no que viam.

    dentro da sala:
    O professor Yome levantou a cabeça ao ouvir o burburinho e deu um breve aceno para Hana Choi (@thendara_selune), que entrava logo atrás.

    — Entre — disse o professor Yome a Hana. — Hoje a aula é diferente, temos questões para organizar.

    Taylor observou Hana com curiosidade e sorriu para ela enquanto ela se dirigia para seu lugar. Ele então virou sua atenção para Matt (@mun), que estava visivelmente intrigado.

    — Eu fui até o local onde te encontrei — explicou Taylor. — Estava tudo destruído. Minha magia encontrou seu sangue no chão, e depois fiz um ritual para chegar até você. Me matricular aqui foi muito fácil.

    Taylor sentou-se na carteira imediatamente à esquerda de Matt e, após a sugestão de Matt ao professor, ele acrescentou:

    — Alice no País das Maravilhas. Adorei sua mecha de cabelo e seus piercings. Você será minha Dorothy?

    O professor Yome interrompeu quando Jack  (@Dante) sugeriu Romeu e Julieta.

    — Muito bem, temos duas propostas — disse ele, escrevendo no quadro. — Podemos iniciar a votação?

    Mi'larhys (@Mellorienna), não apresentada pelo professor, percebeu que ele a via como uma aluna antiga devido a uma alteração telepática em sua memória, provavelmente feita por Kyon Rakmar, que estava sentado ao fundo da sala.

    Kyon respondeu telepaticamente a Mi'larhys:

    — Estou aqui já faz algum tempo. Guardião da Fortaleza, você não esqueceu seu rakka?

    Jhon Pablo, com ciúmes de Kyon, fechou o canal telepático com Mi'larhys.

    Enquanto isso, Kima (@Shamps) abaixou para responder um bilhete quando Tiffany e Madson se aproximaram.

    — Você já tem par pro baile? — perguntou Madson, deslizando o dedo no braço musculoso de Kima.

    Tiffany sorriu e tentou desviar a atenção dela de Amber, que ia na direção de Alex.

    — Vai se juntar às cheerleaders? Somos as Amazons! — disse Tiffany.

    Alex (@Alexyus), alheio às atividades e ao baile, foi abordado por Amber.

    — Alex, você já tem par para o baile? — perguntou ela.

    No mesmo instante, Hana Choi se aproximou de Alex e Kima para perguntar se aceitavam o encontro na base, enquanto Jack convidava Kima para o baile. Madson ficou furiosa.

    — Eu cheguei primeiro! — exclamou ela para Jack.

    Alex, vendo a confusão, empurrou Jack para trás e anunciou que ele e Kima estavam namorando... contudo, ao se levantar ele empurra e derruba algumas carteiras, a dedada foi ineficaz e o professor assovia la de tras como um "vamo para com isso" e faz um sinal de mão. Mesmo assim, vários alunos riram da trapalhada de Alex. — Comportem-se ou vão ser mandados para a diretoria.

    Enquanto isso, Mi'larhys jogou um papelzinho para Jhon Pablo ler. Após ele se ajoelhar e lamber o punho dela, outra garota entrou atrasada, logo depois de Hana Choi. Era Ivanova, a ruiva, que foi diretamente para Jhon Pablo.

    — Ooooiii, Jêpê — disse Ivanova, abraçando-o e lascando um beijo próximo aos lábios dele. — Fazer para você — e entregou a ele uma foto com uma marca de batom, a foto que Alethea havia tirado. As meninas da sala começaram a rir.
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    Mensagem por Mellorienna Qua Jul 03, 2024 4:56 pm









    ☆A FORASTEIRA☆
    Mi'larhys
    ☆VÊNUS☆
    Mila Rhys




    Os barulhos na carteira atrás de mim indicavam que John Pablo tinha pegado um lápis quando, pelo elo telepático, veio a voz de Matt:

    Matt escreveu:— Marciano? Nossa, por quê tanta gente de outros planetas vem pra cá? Tem muito terráqueo fazendo intercâmbio em Vênus também?

    "Não. Lynn é... inóspita para a espécie humana. Assim como Ke'tan. Enquanto Mi'wan é a filha preferida da Nerestelë, um grande jardim azul, algo como uma ilha paradisíaca, nossos planetas são... duros. Mas poderia haver terráqueos nos Sete Céus! Nas nossas... colônias? Colônias. Na biosfera de algumas colônias, os mi'wanish poderiam sobreviver."

    A cadeira arrastando quando John Pablo se mexeu quase me fez perder os elos. E, quando dei por mim...

    John Pablo escreveu:Me aproximo de suas coxas e a toco no braço e cochicho para ela
    — Eu sou estúpido, às vezes acho que você é muito areia para o meu caminhão carregar. E fiquei enciumado da maneira que você dançou na cadeira quando encarou o.... teu amigo.
    Puxo o braço dela em minha direção e dou um beijo rápido no dorso da mão dela, olho ao redor e penso foda-se e dou outro beijo na na região de baixo do seu punho, dessa vez deixo meus lábios tocarem mais tempo a região e arrisco um pouco de umidade da minha língua tocar a pele sensível dela.

    Toda a telepatia se esvaiu de mim, encerrando as comunicações. Eu mal conseguia respirar. Uma eletricidade úmida e latejante me atingiu debaixo da saia ao toque quente da língua de John Pablo no meu pulso. E eu fechei as pernas com força, apertando as coxas uma contra a outra, sem saber como encontrar alívio para o que estava sentindo.

    John Pablo escreveu:Sento correndo em meu lugar e seguro uma mecha de cabelo dela e cheiro fundo
    Penso com toda a minha força "Desculpe te fazer ficar com vergonha! Teu cheiro me deixa.... todo... animado"

    Minha dança na cadeira agora era por um motivo bem diferente... Tentei não ser muito óbvia, mas eu tinha que me mexer! Quando ele me farejou daquele jeito, agarrei a beirada da carteira para não tremer muito. Mas o arrepio era visível à pouca distância em que estávamos.

    "Animado, é? Eu vi uns vídeos ontem. Com a Hana. E nós tivemos umas conversas... animadas."

    Eu queria falar mais, porém o movimento de Jack chamou minha atenção.

    Jack escreveu:“Que tal Romeu e Julieta mestre? Eu tenho experiência com amores impossíveis. Sou um ótimo Romeu” E dei a clássica piscadela. “Fala Alex, passaram um sufoco, hein? Que bom que deu tudo certo. Sua irmã está bem? Digo, com toda sua família?” Antes que Alex respondesse qualquer coisa, fui na Kima. “Pô Kima porque tá chateada comigo? Que tal falarmos sobre isso no baile? Topa ser meu par?”

    "Eu quero Romeu & Julieta! Ajuda a convencer o professor, por favor?" — pedi para John Pablo, com a voz telepática mais doce possível.

    Que ideia adorável! Eu adorava aquela história, tinha assistido diversas versões adaptadas para o cinema e lido tantas coisas inspiradas! Observei Jack andando até Kima e Alex, como se o professor não fosse achar estranho que ele do nada estivesse de pé no meio da aula. Ele seria um bom Romeu mesmo! Tinha boa postura, era carismático e bonito. Certamente desemp----

    Jack convidou Kima para o baile?!

    Tomei um susto tão grande que quase fiquei roxa. O elo telepático com John Pablo se rompeu. A caneta que eu segurava caiu dos meus dedos e bateu com um tilintar estranho no tampo da carteira. Meus olhos iam de Kima para Alex para Jack, sem entender direito o que estava acontecendo ali. Kima e Alex não estavam juntos? Pelas Sete Coroas, eles estavam juntos desde sempre, não? Jack falou de experiência em amores impossíveis. E as cenas iam iluminando minha mente, como flashes: Jack sem camisa se engraçando para Hana, Jack saindo abraçado com a Hypergirl, Jack dizendo que queria ser mais que meu amigo, Jack chamando Kima para o baile.

    Jack of All Trades born to die. Pachello recuou (graças a John Pablo), mas Alex ia matá-lo.

    ... ou não. Só empurrou. Não era ótimo, mas dadas as circunstâncias, eu estava aliviada. Se o Legado tivesse soltado o braço num soco, acho que não haveria escudos rápidos o suficiente para salvar o crânio de Jack.

    Havia uma confusão de meninas convidando Alex e Kima para o baile e o professor tentava iniciar uma votação. Mas, mesmo com certo caos, parecia que tudo ficaria bem.

    Até que aquilo aconteceu.

    Narrador escreveu:(...) outra garota entrou atrasada, logo depois de Hana Choi. Era Ivanova, a ruiva, que foi diretamente para Jhon Pablo.

    — Ooooiii, Jêpê — disse Ivanova, abraçando-o e lascando um beijo próximo aos lábios dele. — Fazer para você — e entregou a ele uma foto com uma marca de batom, a foto que Alethea havia tirado. As meninas da sala começaram a rir.

    Eu estava a um metro deles, assistindo tudo, como em um camarote macabro. A garota com a juba de goren nem sequer olhou na minha direção. Apenas atravessou a sala como se fosse dona do lugar. E beijou meu namorado como se fosse dele.

    Mas ele não era meu namorado. Ou era?
    Ela tinha mandado imprimir aquela maldita foto.
    Meu pulso ainda estava úmido onde ele havia beijado.

    Levantei da minha cadeira antes que Ivanova tivesse terminado de dizer que havia feito aquilo como um presente para ele. E saí correndo da sala enquanto as garotas riam. Eu nem sabia para onde. Eu só corri, o mais rápido que podia, para qualquer lugar longe dali.





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    Mensagem por Nazamura Qua Jul 03, 2024 5:20 pm

    quick react:  

    Kyon corre atrás de Mi'larhys tão logo ela sai da sala, sem antes esbarrar com o cotovelo "de proposito" em Jhon Pablo pra atrasar a ação dele dizendo — "Ha ärkira hän" em sua mente.

    Ao alcançar Mi'la no corredor ele diz
    — Rakka, seu guardião está aqui, venha comigo — e já a segura pela mão (sem rodeios) para ir até o terraço da escola
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    Capítulo 2: Na Escola Empty Re: Capítulo 2: Na Escola

    Mensagem por vontheevil Qua Jul 03, 2024 5:49 pm

    Capítulo 2: Na Escola C94b6310

    sinto o volume na minha calça de uniforme me atrapalhando quando volto a conversar mentalmente com minha princesa
    "Animado, é? Eu vi uns vídeos ontem. Com a Hana. E nós tivemos umas conversas... animadas."
    Rio feliz, Hana é uma boa pessoa
    penso em enviar a sensação de estar animado pelo elo telepático porém a voz de Jack me distrai.

    — Que tal Romeu e Julieta mestre? Eu tenho experiência com amores impossíveis. Sou um ótimo Romeu Fala Alex, passaram um sufoco, hein? Que bom que deu tudo certo. Sua irmã está bem? Digo, com toda sua família? Pô Kima porque tá chateada comigo? Que tal falarmos sobre isso no baile? Topa ser meu par?
    O Jack vai morrer, viro completamente na direção dos três preocupado!
    Mila continua na minha cabeça

    "Eu quero Romeu & Julieta! Ajuda a convencer o professor, por favor?"
    Eu fico confuso com a diferença de estímulos sequenciais quando tomo o terceiro "golpe" do dia. Meu estomago afunda e eu não consigo respirar
    Ivanova está do meu lado falando comigo
    — Ooooiii, Jêpê! Fazer para você

    Engulo duro, sem voz enquanto recebo um beijo na bochecha. Quero explicar a ela que o que aconteceu ontem no bar foi só... uma....
    — Ivanova, me desculpe eu falo alto, você e eu, não dá mais. O que aconteceu ontem
    Vejo a foto largada em minha carteira e minha confusão aumenta, como eu posso ser tão.... burro.
    Quando percebo estou de pé, Mi'larhys sai correndo da sala e o pior. Seu amigo grande se levanta e me desequilibra indo atrás dela. ME tentando derrubar nesse caminho
    — Não tem nada entre nós dois Ivanova!
    eu falo alto para todos escutarem e fico triste por chatear a menina. Deixo as lágrimas escorrerem, não tenho mais vergonha de nada. Preciso arrumar tudo o mais rápido possível e as vezes é melhor assim.

    Mas preciso correr atrás dos dois fugitivos.

    Chegando ao terraço e vendo o marciano desgraçado puxando Mila pela mão eu grito?

    — MILA! ME DESCULPE! e conforme eu me aproximo eu começo a falar em um tom mais normal por baixo das minhas lágrimas. Meu coração bate rápido e meu peito soluça atrapalhando as palavras ao saírem. Eu, eu, eu jurei para Lyra ser teu Pablo Kayren e não te decepcionar, mas eu sou.... fraco, não era minha intenção te... te.... me desculpe novamente. Queria conversar com você a sós, antes disso quero que Kyon que você... me disse que era teu amigo só me explique o que é "Ha ärkira hän" ! (perfurar a máscara)

    Em nenhum momento eu desvio os olhos de Mila e depois de falar em levanto as mãos eu desabo sentado ao chão do terraço
    "desculpe gritar, desculpe chamar a atenção para você, sei que você não gosta"


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    Capítulo 2: Na Escola Empty Re: Capítulo 2: Na Escola

    Mensagem por Nazamura Qua Jul 03, 2024 6:43 pm

    Recapitulando:
    Ivanova deu um beijo em Jhon Pablo, e uma foto dos dois se beijando com uma marca de batom na foto, abraçou o garoto e o beijou na face deixando a marca de batom no rosto dele. Mi'larhys entrou em choque e saiu correndo, Kyon saiu correndo atrás dela e a levou para o terraço. Antes que conseguisse conversar, Jhon Pablo terminou tudo com Ivanova e foi atrás de Mi'larhys, mas Ivanova sorriu e também saiu correndo atrás dele.




    Em nenhum momento Jhon desviou os olhos de Mi'larhys. Depois de falar, ele levantou as mãos e desabou, sentado no chão do terraço.

    — Desculpe gritar, desculpe chamar a atenção para você, sei que você não gosta.

    Kyon, com um olhar sério e os olhos fendidos como um gato pronto para brigar, explicou com firmeza:

    — Na língua marciana, significa "Ela é minha prometida". Você não é digno de Lhys e eu nem preciso perguntar o porque ao ver a reação dessa garota ruiva e a mágoa que você deixou em Lhys.

    Kyon apontou o dedo para Jhon Pablo, sua voz cheia de autoridade e desprezo.

    — Mi'larhys e eu somos amigos de infância. Nossas casas são influentes para manter a aliança intergalática. Você, gêpê, não tem ideia do que está em jogo. É meu dever como herdeiro Ke'tanish proteger a aliança e a dignidade de nossa gente. Você não é nada além de uma distração. Sua fraqueza e infidelidade são inaceitáveis.

    Ivanova chegou correndo subindo as escadas atrás de Jhon e colocando-se na frente dele, que estava sentado ao chão com as mãos levantadas e ela se pos em posição de defesa.

    — Você não magoarrr meu Jêpêê! — ela olhou para Kyon, fuzilando-o com o olhar. — Pedirrrr desculpas ou enfrentarrrr furia!

    Kyon retrucou com a firmeza de um guerreiro esquentado:

    — Vá ficar com sua garota e pare de magoar a minha!

    Ele pegou Mi'la no colo e, com um salto impressionante, pulou do terraço, aterrissando em segurança no chão. Algumas pessoas e alunos apareceram na sacada da janela para ver o que se tratava.
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    Capítulo 2: Na Escola Empty Re: Capítulo 2: Na Escola

    Mensagem por shamps Qua Jul 03, 2024 8:25 pm




    O coração de Kima ficou apertado ao saber que sua mãe estava sob os cuidados do pai. Ela corria perigo, Kima sabia disso. Anotou aquelas informações - lugar e necessidade de credenciais - e disse à Alex que queria resgata-la e que sentia-se capaz daquilo.

    ***

    As palavras de Alex acalmavam Kima e foi assim até dentro de sala, o que ajudou a moça a tentar se enturmar com os colegas. Sim, ela tinha juízo como dito por ele. Ainda assim era um bom elogio.
    Mi'la e Jonh pareciam estar se dando bem, assim como Matt e o rapaz novato.

    Bilhete escrito e entregue à Matt, Kima viu a aproximação de Jack e das líderes de torcida, que ela tinha imaginado não quererem mais falar com ela. Ficou feliz por isso, mas acabou elevando um sobrancelha quando Jack chegou. Ele queria conversar e isso era bom.
    Observou Madson parando ao lado de sua carteira junto com Tiffany.

    - Hey - ela não gostou de ser tocada sem permissão e se pronunciou em protesto alto afastando o braço dela com violência. Nem mesmo Alex manteve seu braço em torno dela sem permissão. Apenas duas pessoas podiam tocar em seu braço: Alex e a pessoa que desejasse ficar sem eles - já tenho par, meu namorado - disse com mau humor. "Mas que abusada". Hana estava perto e falou algo sobre a base e Kima acenou em concordância, claro que iria com eles.

    Jack falou primeiramente com o garoto ao seu lado e logo voltou-se para ela - podemos conversar sim -  "espera... ele também me convidou para o baile?" Piscou algumas vezes para ele. No entanto, Alex ouviu o convite de Jack e avançou até ele, foi quando Kima se levantou respondendo a pergunta de Tiffany - nas Amazons tem arremesso de lambisgoia? - Kima estava ao lado de Alex e ela ouviu Amber se insinuando para ele.

    Alex tentou empurrar Jack e Kima passou pelo lado, pondo para o lado a mesa que Alex desastradamente empurrou, caminhando em direção a Amber.

    - Alex tem par para o baile sim - ela estava furiosa - e ela se chama Kima Aileen Brown e você quer conhecer quem primeiro? A Kima - ergueu o punho direito em riste, fechando os dedos com estalos fortes - ou a Aileen - repetiu o gesto com a mão esquerda enquanto se aproximava dela - posso apresentar as duas ao mesmo tempo - e socou a palma da mão com um estampido seco. Ela segurou a gola do casaco dela e ergueu o punho ao lado da cabeça.

    À essa altura, ela nem viu a aluna nova chegar e o desenrolar da história entre ela, Mi'la, John e Kyon.

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