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    Sumidouro do Diabo - Brevala

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    Shmul
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    Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Qui Out 20, 2016 2:33 pm

    O SUMIDOURO DO DIABO



    Tarterus refletia uma sinistra luz avermelhada que turvava a visão em conjunto com a chuva torrencial que precipitava. O frio açoitava com fortes rajadas de vento, porém as árvores ao seu redor permaneciam imóveis. Queria sair da floresta, mas andava em círculos. Suas forças pareciam estar se esvaindo quando repentinamente você ouve o choro de um recém-nascido e pedidos de socorro. Como que em um piscar de olhos você esta em uma pequena clareira procurando pelos chamados, e o que você vê lhe deixa espantado: você localiza em um dos pontos um bebê recém-nascido deitado no chão; em um segundo ponto seu melhor amigo vivo; em um terceiro ponto o velho Augustos que é Capelão da Ordem do Novo Deus e seu amigo; Todos parecem estar assustados com algo e pedindo, à sua maneira, socorro. Em seguida você enxerga três pares de olhos raivoso que surgem na escuridão e que começam a rosnar e se aproximar de suas vítimas. São ferozes Cães Selvagens! Você esta apenas com um machado e mais nada além de suas vestimentas, e entende que precisa fazer uma escolha: Um dos três ou nenhum.

    Ações:
    Fazer teste de medo com um "bane": d20+1 (da sua Will) - d6 (do bane) [CD 10]
    Rolar o dado no tópico de rolagem.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Qui Out 20, 2016 8:12 pm

    Pesadelo... Só podia ser um pesadelo... Brevala, sentindo o frio cortante do vento em sua pele, caminhava desesperado pela floresta. Como tinha ido parar ali? Onde estava? Seu pai e sua mãe, sua irmã? Seria perto de Omnes, ou em alguma outra paragem distante? As duvidas se acumulavam, o que contribuíam para aquele sentimento de medo que se espalhava como um cancro podre.

    De repente, a clareira! E a cena insólita, que lhe oferecia uma escolha: o bebe,  seu melhor amigo Vithas e Augustus. Os pedidos de socorro ressoam em seu ouvido, e os gritos chorosos do bebe doem em sua cabeça. Brevala se sente dentro de um lamaçal, os movimentos lentos e forçados, onde os músculos se recusam a obedecer. E então os olhos animais e os rosnados fazem sua alma gelar! Cães selvagens? Por que tinham que ser cães? Imagens de dentes afiados rasgando a carne lhe passam pela cabeça, e imaginar isto com seus amigos? A luta seria árdua, mas primeiro Brevala tinha que lutar consigo mesmo, erguer sua espada e fazer sua escolha...

    Ele olha para os três e agoniza...

    Que Vithas e Augustus o perdoassem, mas o bebe ainda não viveu sua vida. Rogou uma prece ao novo deus, pedindo que acolhesse a alma de seus amigos, e com a espada avançou, mesmo sentindo as pernas tremulas devido ao medo.

    Off:
    Atacar!
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Sex Out 21, 2016 9:20 am

    Brevala seguiu atônito e com seus músculos rijos em direção ao recém-nascido, devido a toda aquela situação. Ele se interpôs ao ataque do animal que rosnava sanguinário, brandiu seu machado e tentou desferir um golpe no tronco da fera que conseguiu, por muito pouco, desviar do ataque e morder seu braço. A dor foi excruciante quando os dentes rasgaram a carne e acertaram o osso, mas com o outro braço Brevala conseguiu se livrar do animal a fim de poder desferir outro ataque.

    Enquanto ele se concentrava em não perder a própria vida pode ver e ouvir os gritos de dor e de horror de seus amigos sendo dilacerados pelos outros animais. Seu amigo Vithas dizia em meio aos urros de dor – Me abandonou uma segunda vez, maldito! Te encontrarei no inferno.

    Ação!:
    Pode rolar novamente o teste de medo e atacar.
    Só lembrando que na página 50 do livro você vai encontrar outros tipos de ataque que você pode fazer. Não que seja útil agora.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Sex Out 21, 2016 5:47 pm

    Ao ver a lamina de sua espada passar a poucos centímetros do animal, Brevala pragueja, amaldiçoando sua própria fraqueza. Naquele momento, seu medo era oponente tanto quanto, talvez maior, que aqueles cães sarnentos. Sentia o peso frio em sua barriga, mas não conseguia afastá-lo. A dor em seu braço era excruciante, mas pior era ouvir os lamentos de seus amigos!
    - Vithas! Queimarei no inferno por ter te abandonado, mas não permitirei que uma alma inocente se va por culpa minha! – gritou Brevala a plenos pulmões.

    off:
    Vou continuar atacando, pelo menos ate que fique com pouca vida, ou algum fato novo aconteca. Pode rolar para mim!
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Seg Out 24, 2016 10:33 am

    Brevala continuava o desesperado combate com o animal. Armou outro golpe com sua espada em punho, porém um novo erro abriu brecha para o Cão morder sua canela e panturrilha o derrubando no chão.

    Com o homem caído, o Cão soltou da perna ferida e instintivamente avançou em direção ao pescoço. O fim parecia certo, e a Brevala não restava alternativa senão sobrepujar seu medo e desferir um golpe letal em seu oponente.

    Ele bradou ajuda ao Novo Deus e brandiu sua espada com todas as forças estocando a criatura no pescoço que caiu morta sobre seu peito. Um jorro quente de sangue acertou em cheio seus olhos e quando conseguiu recuperar a visão os outros dois Cães Selvagens haviam desaparecido e seus amigos jaziam mortos e estripados em meio à clareira.

    A chuva continuava a cair com força e quando o golpe final foi desferido o choro do recém-nascido cessou.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Seg Out 24, 2016 6:26 pm

    Em sua luta pela vida, Brevala abandonou toda sua razão e deu vazão aos seus instintos, pois naquele momento era o que podia salvar sua vida. Não sentia mais dor ou culpa, era tudo questão de sobrevivência. Somente após acertar o seu golpe no animal, sua consciência dos arredores retornou, e ao ver que os outros cães haviam ido embora, permitiu-se descansar em meio a lama e ao sangue derramado.

    Sentia as gotas de chuva caírem sobre sua pele, e viu o vapor de agua saindo de sua própria boca. Estava vivo! Mas com a vida retorna o peso da culpa. Com um grande esforço ele se levanta, e observa os corpos caídos dos companheiros. A dor em seu braço e perna, mordidos selvagemente pela fera, doíam muito, lembranças de quanto aquele combate lhe havia custado. Mas e o bebe?

    Brevala procura pelo recém-nascido, preocupado pelo súbito silencio que havia tomado conta do lugar.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Ter Out 25, 2016 10:00 am

    Encontrou o recém-nascido no mesmo lugar, apesar de o lugar não parecer mais o mesmo. A criança estava ensopada e não se mexia nem chorava, mas respirava, parecia caída em sono profundo. Algo parecia estar errado.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Qua Out 26, 2016 8:49 pm

    Brevala sente uma leve tontura. “Pelo novo deus, o que estava acontecendo com ele?”, pensou. Tudo estava estranho e nebuloso, o herói não podia confiar mais em seus sentidos. De qualquer maneira, o recém-nascido ainda estava ali, e com cuidado ele o pega. Estranhando seu comportamento, sentindo-se perdido em meio a toda aquela situação, Brevala procura por ajuda, abrigo, ou que quer que existisse pelos arredores.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Qui Out 27, 2016 2:35 pm

    Pegou a criança com cuidado e dificuldade devido a seus ferimentos e a examinou. O recém-nascido parecia em um sono profundo, como se estivesse em coma e não reagiu a estimulo algum. Olhava ao redor procurando um abrigo quando vislumbrou um vulto escuro que o espreitava em meio às árvores e em seguida ouviu uma risada retumbante e gutural que parecia vir de todos os lados.

    Um novo sobressalto lhe veio quando ouviu seu nome sendo chamado por seu amigo e capelão Augustus, e compreendeu que tudo não passava de um devaneio, apesar de acreditar sentir uma leve dor no braço esquerdo, na região onde havia levado uma das duas sonhadas mordidas.

    Estava, na verdade, sentado em uma poltrona bastante confortável em um “escritório” luxuoso da Capela comandada por Augustus. Era começo de noite, mas a sala estava bem iluminada com castiçais e lanternas tornando possível contemplar todos os pormenores do local, desde a mobília, arma pendurada, artes, símbolos e a cabeça de um urso empalhado.  Augusto havia acabado de retornar com alguns pergaminhos em mãos e uma garrafa de uma bebida destilada.

    Capelão Augustus Abidal:

    - Brevala? Brevala? BREVALA! Você dormiu com os olhos abertos, meu caro? – perguntou Augustus enquanto lhe servia um pouco da bebida em um copo.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Sex Out 28, 2016 7:12 pm

    O chamado de Augustus ecoava pelas paragens, e a luminosidade dos castiçais começou a permear os sentidos de Brevala. A imagem familiar do escritório do capelão apareceu aos poucos a sua frente, e o herói aos poucos percebeu que tudo não tinha passado de um sonho. Um sonho por demais real.

    Brevala suspirou, e ao ver o copo oferecido por Augustus, fez um sinal negativo.
    - Obrigado meu bom amigo, creio que a bebida tenha me trazido maus agouros – diz cansado, passando a mão sobre os olhos lentamente – Dormi sim, e sonhei... Estava de olhos abertos? Definitivamente não foi um sonho normal.

    Brevala conta com detalhes o ocorrido no sonho. A escolha que fez e o recém-nascido.
    - Sofri muito por te-lo abandonado, bom amigo... Mas não poderia agir de outra maneira... Se este foi um pressagio, qual seria seu significado? Espero não ter que fazer tal escolha, que o novo deus não permita algo assim acontecer...

    Ele se levanta e observa o mobiliário, parando mais atentamente na cabeça de urso.
    - Não sabia que era um caçador, Augustus. Qual a historia deste pobre animal?
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Seg Out 31, 2016 6:41 pm

    - Pois quem perde é você em não aceitar esta obra de arte em forma líquida – solta em leve sorriso, e então se serve.

    Quando nota o tom dramático do devaneio experimentado por Brevala, Augustus assume um semblante taciturno e procura ouvir com atenção cada detalhe, e então informa – O motivo deu ter lhe chamado aqui é a respeito de uma mensagem que recebi hoje no começo da tarde através de um pombo, do vilarejo de Lamordia. A mensagem não é conclusiva, mas diz respeito a um grave problema com crianças recém-nascidas – então olha perplexo para Brevala.

    Após alguns segundos de pausa, Augustus deixa os pergaminhos que havia trazido encima da mesa e complementa – Realmente seu sonho pareceu um auspício, meu amigo, porém devo alerta-lo que os poderes das trevas podem macular até sonhos e augurios, por isso todo cuidado é pouco.

    Bebericou pensativo sua bebida destilada e concluiu – você é um bom amigo, devoto fervoroso de Astrid¹, um investigador capaz e um médico formidável, e eu gostaria de lhe propor que fosse até Lamordia coletar informações, e se possível solucionar este problema.

    Quando questionado a respeito do urso ele responde com orgulho – Foi uma vitória que tive contra o diabólico druida da Floresta de Halnaker². Sai por pouco com vida, e ele também. Mas ele perdeu sua besta – tratava-se de um urso enorme pelo tamanho da cabeça, e negro.

    Rodapé:
    Astrid¹ é como se fosse Jesus para os cristãos.

    Floresta de Halnaker², também conhecida como Floresta Negra e Floresta do Soldado. Fica a Sudoeste de onde você está, que é a cidade de Forlorn, em direção as montanhas. Omnes fica a Nordeste de Forlorn.

    Vou abrir essa semana um tópico com o mapa e algumas informações da região e dos seus conhecidos, como o Augustus que é um clérigo porradeiro. Amigo recente de Brevala.

    Data:
    Mês da Garra (Janeiro – Inverno)

    Lua Âmbar (Segunda semana do mes)

    Dia 9 ou Dia do Pai ou Domingo – Apesar de Brevala ser da religião do Novo Deus era cultural utilizar os nomes da Antiga Fé, exceto quando dentro de templos do novo Deus.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Qui Nov 03, 2016 7:02 pm

    Ao ouvir o informe de seu amigo sobre os recém-nascidos, Brevala acena com a cabeça em silencio, como se isto indicasse a confirmação com o augúrio trazido pelo sonho. Escolher entre Augustus, Vithas e um bebe? Queira o novo deus que isto não aconteça. Se o objetivo das trevas era lhe trazer insegurança, foram bem-sucedidos.
    - Astrid nos protege e acompanha, meu bom amigo Augustus... Irei para Lamordia, mesmo que isto me traga escolhas que temo fazer – diz Brevala, levantando e se espreguiçando. Sentia as costas doloridas, assim como nos locais em que os cães dos sonhos lhe haviam mordido – Conhece alguém que possa me fazer companhia nesta empreitada, Augustus? A viagem ate Lamordia é longa, e nada como uma boa companhia para tornar a viagem menos entediante.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Seg Nov 07, 2016 10:05 am

    Sentou-se em uma cadeira junto à escrivaninha e com seu Pince-nez¹ analisou por um momento os manuscritos que havia depositado em sua escrivaninha - Veja bem, Brevala, uma diligência o aguardará amanhã cedo caso decida ou podemos aguardar o carregamento de mercadorias que tem previsão para chegar final de semana. Neste carregamento receberemos mais informações sobre os ocorridos em Lamórdia, o problema é que você corre o risco de viajar sob a Lua Rubra, o que é muito mais perigoso.

    Largou os pergaminhos e voltou à face para Brevala que se espreguiçava - Procuro palavras para lhe confortar, querido amigo, porém acredito que vivemos tempos difíceis que exigem escolhas importantes a todo o momento. Só mesmo com muita fé em Astrid conseguiremos superar nossas provações.

    - Caso prefira partir em outra data que não amanhã lhe asseguro que não ficará inerte. Tenho assuntos a tratar e poderia contar com sua ajuda. Caso decida ir amanhã com a diligência de Nikola, bem, devo ir avisa-lo o quanto antes para que faça os preparativos. - Aguardava a resposta do médico investigador.

    Opções de Viagem::
    Possibilidade de viagem e tempo estimado:
    Sozinho com um cavalo leve = 1,5 dias de viagem.
    A diligência de Nikola = 2,5 dias de viagem.

    Rodapé::
    ¹ pequeno óculos antigo

    O cenário possui alguns elementos steampunk, mas que são pouco vistos fora das capitais. Arma de fogo, por exemplo, existem, mas são raras. A raça Clockwork é outro exemplo de “tecnologia”, apesar de não serem a vapor.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Seg Nov 07, 2016 5:39 pm

    Brevala permaneceu observando através da janela da sala a lua que estava no céu escuro, pesando suas opções. Isto que o fazia um homem livre, não era mesmo? A capacidade de decidir sobre sua vida? E se isto também fosse ilusório, só para enganar aqueles que pensavam que tinham controle sobre seu destino, quando na realidade tudo já estava traçado, até a ilusão de ser capaz de decidir por si mesmo?

    Brevala suspira. Talvez adiar o inicio e aproveitar melhor a companhia de seu amigo Augustus fosse a melhor saída, pois quando iria encontra-lo novamente? Os maus augúrios lhe diziam que talvez nunca mais...
    - Melhor ficar ate o final de semana, bom amigo... Desta maneira posso compartilhar por mais um tempo de sua grande sabedoria e também de sua boa bebida. Que assuntos são estes os quais necessita de ajuda? Espero que envolva alguma bela jovem que necessite de um bom conselho... – diz com uma ponta de brincadeira ao final. Felizmente Astrid não exigia o celibato de seus fieis seguidores...
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Qui Nov 10, 2016 1:21 pm

    - Envolve uma bela jovem sim, mas que não necessita de conselhos. Na verdade conselho algum lhe seria útil, pois morreu recentemente. Você deve se lembra da tragédia recente em Forlorn envolvendo a jovem Elizabeth e o nobre Heitor Van der Burse que foram tragicamente assassinados, onde o maior suspeito é Simão, o marido de Elizabeth. Tudo indica que a garota e o nobre estavam tendo um caso. As autoridades locais estão investigando o caso enquanto Simão é mantido preso. Até aí todas as pessoas dessa cidade estão sabendo, mas o que aconteceu noite passada é o que me deixou preocupado. O corpo de Elizabeth foi roubado de seu túmulo - Se alguém estiver praticando necrofilia seria chocante, mas se tivermos um necromante aqui nessa cidade o povo surtaria.

    Augustus dava a maior parte da informação com certa apatia, e só franziu o cenho quando tocou no assunto de necromancia, quando inclusive fez o sinal do Novo Deus que consiste em fazer um círculo na testa em sentido horário com o dedão.

    Off::
    Pode rolar uma "investigação" com um "boom" para verificar o que Brevala já sabe sobre esse assunto. CD 10 para uma informação, CD 14 para duas, CD 18 para três, e assim por diante. Lembrando que o Boom significa somar 1d6.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Sex Nov 11, 2016 7:25 pm

    Brevala ergue a sobrancelha desconfiado diante do pequeno chiste feito por seu amigo Augustus. O senso de humor dele era sutil, e com sua face rígida como pedra, era difícil saber se o mesmo foi feito para divertir ou para reprovar sua atitude. De qualquer maneira vidas foram perdidas, e havia um mistério a ser resolvido.
    - Sim, me lembro bem, foi um grande escândalo na sociedade. Como voce mesmo disse, foi um caso passional... Agora, o desaparecimento do corpo é suspeito. As forças do mal podem estar agindo, e temos que tomar todo cuidado para na medida do possível aparar o mal pela raiz.

    A alma investigadora de Brevala já havia aflorado. Tinha apenas que organizar suas informações, e então ir em busca de mais pistas.
    Shmul
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Seg Nov 14, 2016 4:26 pm

    Brevala sabia o seguinte:

    - que o assassinato supostamente ocorreu em um dos quartos da estalagem “O Leão de Prata”;
    - que Simão supostamente esta na prisão que fica no forte;
    - que os corpos foram enterrados no cemitério;
    - a localização do curtume de Simão;

    A respeito do assassinato não possuía mais informação. Suas investigações começariam do zero ao que tudo indicava.

    ***

    Augustus meneou a cabeça concordando e falou – Peço o máximo de sigilo que conseguir, pois como havia dito, um caso desses pode causar enorme alvoroço nos populares, e grande descontentamento ao Chanceler e ao Conselho.

    - Quero lhe adiantar parte de sua recompensa por este serviço e pelos já prestados, além de merecido acredito que você vá precisar, além de uma boa noite de sono – Agustus lhe entrega uma pequena sacola de pano com 20 moedas de cobre e 1 de prata.


    ***

    Por ser um iniciado na ordem, Brevala foi convocado para Forlorn para prestar serviço como médico para a igreja do Novo Deus e em algumas outras atividades que porventura aparecessem, além de ajudas domésticas. A igreja fornece modestas acomodações e comida simples para os iniciados e de baixa hierarquia.

    Brevala chegou de Omnes a menos de 3 semanas e já prestou serviços, fez algumas amizades e conheceu melhor a cidade. Forlorn é uma cidade de porte médio, população de 900 pessoas e é dominada por uma Oligarquia conhecida como “O Conselho de ferro”, que presta vassalagem ao Suserano dessa região.

    Off::
    Graças aos seus seu serviços prestados como médico você tem disponível um Kit de Cura que pode ser usado 6 vezes.

    Fiz uma alteração nos seus itens. Você não começa com a brigantina e não tem força para utiliza-la.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Qua Nov 16, 2016 9:20 pm

    Brevala agradece o pagamento adiantado oferecido por Augustus, amarrando o saco de pano em seu cinto.

    - Certamente, longe de mim causar problemas para o Conselho – diz, e então aperta a mão do amigo, despedindo-se – Já vou para as minhas acomodações na igreja, tenha um bom descanso e que Astrid fique convosco!

    Brevala parte, andando pela rua pensativo. “Melhor começar pela estalagem, quem sabe consigo obter mais pistas sobre o duplo assassinato... Pelo visto terei um dia cheio pela frente”, pensa.

    Ao chegar na igreja ele cumprimenta os iniciados e fala sobre amenidades. Então ele ceia, se banha e vai dormir.

    off::
    Existem iniciadas? kkk!
    Shmul
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Shmul em Sex Nov 18, 2016 10:26 am

    Augustus cumprimentou Brevala que se despediu e voltou absorto para o casarão de sua ordem. Devido ao horário a maioria dos cidadãos já haviam se recolhido e o Investigador sabia que aquele horário encontraria apenas tavernas abertas. Pessoas suspeitas, mendigos e pequenos grupos de militares em rondas esparsas puderam ser vistos ao longo do caminho.

    O casarão em questão não era luxuoso e ficava em uma região periférica da cidade junto a uma igreja de porte médio, construída em pedra e madeira, que era frequentada pela população menos abastada. Estas instalações eram muito diferentes das instalações que Brevala acabara de deixar e que ficavam na região mais nobre da cidade, onde possuía outro casarão, uma capela onde estava o escritório de Augustus e o Templo do Novo Deus.  

    Quando chegou ao seu destino encontrou o casarão quase todo apagado e não conseguiu comer nem tomar banho, porém já havia jantado e tomado banho em outros horários.

    Teve uma boa noite de sono, apesar das imagens sonhadas anteriormente martelarem em sua cabeça, e acordou com o sino de despertas que era tocado todos os dias as 6:00h da manhã para que os iniciados começassem seus afazeres.

    Por volta das 06:30h o café foi servido e Brevala pode conversar sobre amenidades com outros iniciados, inclusive com a tímida Geovanna com quem Brevala se deitou em uma oportunidade, e com o jovem Cortângulo que lhe prestava enorme admiração, ou em outras palavras, lhe “enchia o saco”.

    Geovanna:

    Cortângulo:

    Cortângulo, o garoto todo franzino e cheio de acnes, indagou assim que viu Brevala – Mestre Brevala, quem vamos medicar? Você prometeu que me levaria hoje!

    Off::
    Caso queira, pode tentar adquirir algum equipamento ou arma com a grana que tem a disposição, mas observe se você possui os atributos necessários.
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

    Mensagem por Hellkite em Ter Nov 22, 2016 5:34 pm

    Brevala acorda, mas não sente-se descansado. Ele passa a mão sobre os olhos, inspira fundo e se levanta. Faz a barba, lava o rosto na bacia, sente-se melhor. Reza para o novo deus. Reza para Astrid.

    Cumprimenta os outros iniciados, ate entrar no grande refeitório. Reconhece Cortangulo, e logo iria sentar-se em outra posição, mas muda de ideia ao notar Geovanna.

    Ao ve-lo, o feio rapaz logo lhe dirigiu a palavra, e Brevala alça os ombros, lamentando.
    - Prometi, Cortangulo? Disse que poderia iniciar a vocês na arte da cura medica, mas isto é algo que exige muita dedicação e tempo, tanto de minha parte como das suas. E infelizmente hoje não disponho de tempo...

    Brevala se senta e pega seu caneco com café. Ele sente o aroma delicioso esquentar sua alma e toma um gole. Conversa com os vários iniciados a mesa, e nota Geovanna tímida. Sorri para ela.
    - Geovanna, não ouvi sua voz ainda. Como passou o dia de ontem? Soube que seus pais moram próximo da estalagem “O Leão de Prata”, é verdade? O local, depois do assassinato, como está?
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    Re: Sumidouro do Diabo - Brevala

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