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    [!ON!] Investigação em Andamento

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    Matusael
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Ter Abr 10, 2018 11:46 pm



    Quebec, Quebec, Canadá


    Molly's - 7 de Janeiro de 1920, 5:25am




    O Dr. Allan observava com certo interesse o desenrolar da conversa entre Harmon e Ludovic. Ele não estava à vontade com aquilo, estava claro, mas parecia ver ali uma oportunidade de aprender mais sobre o feitio de cada um dos novos companheiros de trabalho.

    O francês dá sua opinião sobre se dividirem para realizarem mais tarefas em menos tempo, dividindo o grupo de acordo com seus conhecimentos e especialidades. Harmon ainda faz uma pirraça direcionada a Ludovic, mas este se esquiva de maneira elegante; inclusive pagando pelo café da manhã do senhor negro. Molly agradece a gorjeta e pede para que eles retornem para o almoço, se puderem, novamente sorrindo diretamente para o senhor francês.

    Depois de Harmon voltar do banheiro, o detetive McCam já estava ciente da decisão do grupo, visto que Allan também concordara com a abordagem de Ludovic. O canadense coça o queixo relaxadamente sobre o problema do transporte. Depois de um instante ele parece ter um estalo mental, sorrindo de soslaio.

    - Vou conseguir um transporte para vocês dois. - disse se referindo a Ludovic e Allan. - O carro é necessário para se atravessar a estrada com neve mais rapidamente. Mas aqui na cidade tenho certeza que conseguirão transitar bem com uma charrete.




    Ludovic Bardin

    Quase meia hora depois, Ludovic e Allan estavam sentados sobre uma charrete puxada por um grande pônei de tração. Sua pelagem era de um marrom profundo e as patas tão brancas que se confundiam com a neve por onde pisava. A charrete tinha uma cobertura côncava que protegia a parte de cima dos acentos, mas não a parte frontal. Enquanto não chovesse, ela serviria muito bem. Além da charrete, eles receberam um mapa baixo da cidade, com os pontos relevantes marcados nele, para ajudá-los a guiar-se.

    - Sempre que possível, deem de beber para o pônei. Marquemos de nos encontrar de volta na Molly`s às 12h, sim? - disse McCam se despedindo.

    O pônei era do irmão mais novo de McCam, que por sinal trabalhava na colcheira central da cidade. Ele havia alugado por dois dólares o dia. Talvez Ludovic preferisse aquele transporte dali em diante, pelo menos enquanto estivesse naquela cidade cuidando daquele caso. Agora a dupla deveria decidir para onde seguir efetivamente. Caso quisessem traçar outros planos, estavam livres para aquilo. Mas se o plano continuava o mesmo, certamente seguiriam para a moradia de Happer.




    John Harmon

    Depois de pegarem a charrete para os dois outros estranheiros, McCam ofereceu estadia para o cavalo de Harmon, de forma que eles pudessem transitar mais rapidamente com o carro. Não forçaria a situação, mas tentou convencer o negro de que era a melhor abordagem, além de que na colcheira o cavalo estaria seguro e bem tratado - McCam encarregaria o próprio irmão daquela tarefa, inclusive sob uma afetiva ameaça de morte caso algo acontecesse ao equino.

    Com ou sem cavalo, McCam seguiu junto de Harmon até a residencia do engenheiro elétrico. Este era um homem alto, magro e ruivo, já com poucos cabelos na cabeça, o que contrastava com sua farta barma que crescia abaixo do queixo. Harmon entendeu que as notícias corriam rápido naquela cidade, pois mesmo estando ainda muito cedo, o homem já estava à par da situação, sabendo para onde iriam e o que tinham de fazer. Ele carregava consigo uma grande caixa de ferramentas, feita de metal, além de um capacete de proteção que trazia embaixo do braço.

    Foram conversando amenidades por todo o caminho. Iam avançando para o norte, rumo à saída da cidade. O frio apertava, mas Harmon podia sentir que ele ia diminuindo à medida que a luz do sol ia preenchendo o dia. Passaram por vários bairros, com casas, lojas, escola e pela brigada de incêndio. Por fim os limites da cidade ficaram para trás, e se viam numa estrada ladeada por arvores cobertas de neve, e uma linha de postes de transmissão de energia que se alinhavam pelo lado direito da estrada.

    Antes de chegar à subestação de energia, encontraram a fonte do problema de distribuição. Um poste havia caído sobre a estrada, causando o rompimento dos fios de tensão. O carro parou onde a estrava estava bloqueada. Do lado oposto já havia um caminhão e um carro parados. Quatro homens pareciam avaliar a situação de como remover aquele obstáculo da pista. Ao se juntar a eles, McCam e o engenheiro, de nome Robert Follen, conversaram sobre o ocorrido. Instantes depois McCam pediu que Harmon se aproximasse da base onde o poste havia se quebrado.

    - Dê uma olhada. O que acha?

    O detetive se referia a claras marcas de corte contra a madeira do poste. Muito provavelmente alguém havia derrubado aquela peça. Mas havia algo estranho no padrão das marcas, como se tivessem usado um objeto de quatro lâminas para romper a madeira.
    Off:
    Preciso que faça 3 testes:
    - Observação;
    - Carpintaria;
    - Criminologia;
    Pode rolar lá no tópico de rolagens. Mas pode fazer a interação da cena normalmente até o ponto de avaliar o poste caído. No próximo post eu dou o resultado dos testes.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Makaveli Killuminati em Sex Abr 13, 2018 3:20 pm

    Deixada a cafeteria da Molly para trás, o detetive McCam tentou persuadir Harmon a ir de carro com ele. Claro que o patrulheiro não aceitou de primeira, mas após outra tentativa concordou, mas não sem retrucar. - Se algo acontecer com o Bill... - Bill era o nome do cavalo, o patrulheiro pausou e fitou o detetive com o semblante sério. - Cara, você não quer ver um crioulo nervoso. - Harmon o alertou com sotaque sulista carregado. Estava decidido, ambos iriam de carro.

    ___________________________________________

    O balanço do carro era muito diferente do lombo do cavalo. Não podia reclamar, tinha seu conforto, mas não achava que o cavalo devia em nada, o motor daquela máquina berrava como se estivesse sofrendo, agonizando, aquilo sim era insuportável, não sabia como o engenheiro e o detetive conseguiam conversar com tanto barulho. O cenário era bonito, e Harmon estava muito mais interessado no que via por cima da janela, no lado de fora, do que na conversa que os dois mantinham.

    O patrulheiro viu a diferença de nível nos fios e logo olhou para frente, onde o poste jazia deitado no meio da pista e os cabos elétricos rompidos serpenteando fora do caminho. Claro que a primeira coisa que veio a mente de Harmon era um possível acidente, um outro veículo que se chocou no poste e o derrubou, mas logo descartou essa possibilidade, pois não havia vestígio nenhum de que um outro veículo tinha causado aquilo.

    Logo o carro parou e os três desceram. Harmon ignorou os homens que já estavam lá conferindo o cenário e tentando retirar o poste, seguiu com o detetive onde a madeira estava rompida. Detetive havia reparado na mesma coisa que o patrulheiro, e logo pediu sua opinião. Harmon agachou próximo as marcas e tentou encontrar vestígios mais claros para ditar qualquer hipótese.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Sab Abr 14, 2018 10:15 am

    - Agradeço muitíssimo por esse belo pônei e pela charrete, Monsieur McCam! Servirá perfeitamente para agilizarmos as investigações dentro da cidade enquanto vocês agilizam nos arredores. - O fato de não ficar enjoado andando de charrete era um algo bastante importante. Ludovic ficou realmente animado de não ter que segurar o vômito a cada trecho percorrido. - Não se preocupe, esse pônei será muitíssimo bem tratado. - Disse passando a mão em seus pêlos marrons lustrosos. - Vamos, Dr. Weiss. Não temos tempo a perder. Mesmo com esse magnífico pônei nossa diligência é menos rápida que o possante do detetive, então temos que ser rápido se quisermos fazer nossa parte até o horário de encontro. - Disse com uma jovialidade que havia desaparecido por algum tempo depois dos atritos com o patrulheiro Harmon.

    - Seguiremos como proposto. Primeira parada será a casa de Harper. - Isso já dizia bem sentado na charrete, apenas esperando que o médico alemão subisse nela. - O que o senhor espera encontrar lá? É claro que não é bom projetar nossas expectativas nas investigações, mas creio que o senhor é devidamente profissional para saber avaliar o que é expectativa e o que é de fato uma hipótese. Acho que já temos alguns elementos para traçar as primeiras hipóteses. - De fato, o francês fora o único que explanara mais sobre o caso e dera sua opinião de modo mais aberto. Os demais haviam se limitado a concordar ou guardar para si seus comentários. Era justo que começassem a conversar mais e aliar os conhecimentos. Afinal, fora para isso que foram chamados ali não?

    De qualquer forma, enquanto a charrete avançava nas ruas do Quebec, Ludovic pensava que seria ótimo se o sol nascesse para que pudesse ver com mais clareza a cidade. Gostava da urbe e era sempre bom ver uma nova... Mas no breu, isso era consideravelmente mais difícil.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Qui Abr 19, 2018 2:29 pm

    Ludovic Bardin:


    Quebec, Quebec, Canadá


    Apartamento T, GIR 5, Rue de Tresor - 7 de Janeiro de 1920, 6:00am




    Os dois senhores taxiavam pela bela cidade de Quebec. Estavam agora se direcionando para uma das partes velhas da cidade. O céu já estava claro nesse ponto, mesmo que nublado, de forma que o sol não era visto, mas era sentido, amenizando também o frio da madrugada, mas ainda sim frio o suficiente para fazer valer todas as roupas que pudessem usar para aquecer os corpos. Alguma movimentação tinha início por parte dos moradores locais, que iniciavam seu trajeto pela cidade rumo a seus afazeres diários.

    Ludovic se sentia muito mais à vontade na charrete, que estava sendo conduzida pelo Dr. Allan Weiss. Eles não tiveram muita dificuldades em encontrar o endereço anotado por McCam, além da marcação feita com grafite no mapa que receberam. Ao chegarem no local, constataram que se tratava de um pequeno prédio residencial. Olhando de foram, podiam ver três fileiras com quatro janelas cada, indicando que haviam três andares e possivelmente dois apartamentos de frente por andar. A porta de entrada do prédio estava aberta. Olhando para as caixas de correio, entretanto, não encontraram nenhuma sinalização de apartamento T. Os números iam de A1 a A4 e C1 a C4. Logo no Hall de entrada, havia uma escada de pedra e madeira que levava aos andares superiores. Ao lado direito da escada havia um pequeno corredor sem iluminação.

    - "Tê" pode ser térreo?

    A suspeita do doutor se mostrou correta. No corredor lateral haviam duas portas, uma do lado esquerdo, como que desse entrada para um cômodo abaixo da escada, e outra no fim do corredor. A porta de madeira antiga de cor escura trazia uma pequena peça de metal acinzentado no forma de um "T". Novamente, a porta não estava trancada, se abrindo facilmente ao abaixar da alça da maçaneta longa. O cheiro de mofo no ar era carregado, tal como podiam sentir a umidade e uma nota de terra molhada pairando pelo local. Logo que entraram deram de frente para uma mistura de sala e cozinha. Havia ali uma mesa quadrada de madeira, com duas cadeiras posicionadas em lados opostos da mesa. Do lado direito, encostado na parede, um armário de madeira que parecia ser uma divisão entre a sala e a cozinha. A cozinha podia ser identificada quase exclusivamente pelo pequeno fogão a lenha feito de ferro negro, além de um pequeno tanque com uma torneira velha pendurados na parede oposta à porta de entrada. Do lado direito, havia uma parede com duas prateleiras que sustentavam duas caixas além de um pequeno troféu de latão com o formato de quatro cartas em mão; e uma porta não muito larga que estava fechada, provavelmente que levava até o dormitório daquele apartamento. Pelo menos eram o que conseguiam divisar naquele escuro.

    O doutor Allan exitou por um momento, olhando para Ludovic, como que esperando que o detetive entrasse primeiro e desse os direcionamentos sobre o que deveria ser feito.
    Off:
    Se quiser fazer alguma rolagem de perícia para as ações que descrever, fique à vontade. Quando eu for postar de novo, levo em conta o resultado das rolagens.



    John Harmon:


    Quebec, Quebec, Canadá


    7 km ao norte da cidade Quebec - 7 de Janeiro de 1920, 6:00am




    O céu já se mostrava claro, mesmo estando completamente nublado. Certamente o sol já despontara no horizonte. O clima frio ainda era predominante, mas o vento estava ameno e a iluminação parecia trazer um sentimento reconfortante de calor. Estava melhor do que na madrugada, mas ainda frio o suficiente para incomodar o velho negro estadunidense. Ali perto podia-se ouvir apenas a conversa dos homens na pista e um leve assobio do vento que vinha da direção leste.

    A análise minuciosa do poste é feita por Harmon. Observando atentamente as entradas feitas na madeira, conseguiu perceber que o que quer que tivesse sido usado para talhar aquela base, eram feito com quatro peças grossas e irregulares, com tamanho superior a 10 cm e largura de cada ponta de aproximadamente 2,5cm. Conseguiu notar também que o objeto não devia ser muito afiado e que a força empenhada no golpe era absurdamente grande, visto que claramente havia sido uma pancada apenas. A única coisa que ele poderia imaginar é que talvez fosse algum tipo de garfo de feno antigo feito todo de metal, atado a uma caminhonete que acelerou contra o poste. Um homem, mesmo que grande e forte, não seria capaz de derrubar um tronco daquela grossura com uma única estocada.

    Enquanto observava o local, se posicionou de forma que seu pé escorregou levemente para dentro de um sulco mais aberto no gelo logo ao lado do poste caído. Ele conseguiu divisar que aquilo era uma porção de neve que havia sido pisada antes de uma outra camada de neve ter caído por cima. Olhou um pouco mais adiante e reparou que havia outro ponto marcado no chão... e outro... e outro, em intervalos de pouco menos de dois metros entre um e outro, com um leve desvio de ângulo entre um ponto e outro. Poderiam ser pegadas de alguma coisa bípede; se fosse um homem, ele deveria ter chegado ali correndo a passadas longas, pois eram relativamente longe uma da outra para alguém que estivesse caminhando. Além disso, não haviam marcas de qualquer tipo de veículo que corroborasse com a teoria da caminhonete com o garfo de feno. Teria que pensar em alternativas a essa hipótese.

    McCam observava o trabalho do patrulheiro sem dizer nada. Sua expressão era séria, como se estivesse fazendo algum tipo de esforço mental.
    Off:
    Se quiser fazer alguma rolagem de perícia para as ações que descrever, fique à vontade. Quando eu for postar de novo, levo em conta o resultado das rolagens, como fiz nesse post.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Makaveli Killuminati em Sab Abr 21, 2018 2:04 am

    Após analisado o poste danificado, nenhuma das hipóteses que Harmon pensava a principio fazia sentido. Nenhuma. Quando dois itens encaixavam, o terceiro permanecia sem explicação, deixando sempre algum furo que ele não conseguia tapar com algo natural. Era bizarro demais.

    - Eu... Acredito que... - Harmon balbuciou por alguns instantes, pensando se deveria comentar algo. Mas apenas suspirou antes de continuar. - Eu não quero passar por louco. Não faz sentido. Parece até uma cena montada para não ser destrinchada. - Os olhos do patrulheiro continuaram a verificar os arredores, para ver se algo tinha lhe escapado e, por um momento teve que se equilibrar para não cair. Harmon fitou os próprios pés para checar se não havia pisado em nada e para sua surpresa, deparou-se com algo mais. O patrulheiro levantou o pé que tinha encontrado e remexeu na neve fofa com as pontas dos pés, para ver se encontrava algo mais naquilo que havia pisado. Com um olhar mais atento, notou outros padrões parecidos com aquele, ali por perto, se afastando do poste. Harmon então esticou seu braço e com o dedo indicador apontou para aquilo que havia encontrado. Pegadas.

    - Olhe. - Certamente com a ajuda de Harmon, detetive McCam também notaria as pegadas. - Afaste essas pessoas detetive. A gente não quer que essas pegadas se misture com a dos curiosos. - Harmon recomendava enquanto seguia a trilha deixada pelas pegadas. Em algum lugar ela tinha que dar.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Sab Abr 21, 2018 10:04 am

    Andar puxado por um cavalo ao invés de por um motor era agradabilíssimo. Havia uma certa beleza de não sair correndo por aí em possantes e estar restrito a velocidade natural das quatro pata equinas. Ludovic estava bastante satisfeito com isso. No caminho, puxou um cigarro e ofereceu também ao Doutor Weiss. Era sempre agradável poder fumar após uma boa refeição. O caminho até o apartamento de Harper não foi difícil e logo eles estavam lá. Entraram e constataram que não havia caixa de correio para o apartamento T. O médico alemão acertadamente supôs que ele ficava no térreo. - Pelo visto Harper deveria ser uma espécie de porteiro ou zelador aqui também... - Comentou soltando uma longa baforada já do fim do seu cigarro, então apagando-o numa daquelas lixeiras-cinzeiro tão comuns naqueles anos. - Vamos entrar.

    Já dentro, encontraram um apartamento diminuto. Sala e cozinha no mesmo ambiente e talvez um quarto atrás de uma porta fechada. Isso viam da porta de entrada. O detetive francês olhou em silêncio tudo como estava, daquele ponto de vista [Teste de Observação]. Como que fazendo um mapa mental de onde cada coisa estava. Puxou então uma câmera 35mm que trazia consigo e bateu algumas fotos do local. [Teste de Fotografia?]. Manteve a câmera pendurada ao pescoço. - Sem muito mistério, Doutor. Vamos entrar e dar uma olhada. Cuidado para não derrubar nada e evite trocar as coisas de lugar. Não achou estranho que a porta da frente estivesse aberta? Mesmo quando não se tem a intenção de voltar, as pessoas trancam a porta. - Comentou enquanto entrava naquele aposento.

    - Veja o armário. Verei essas caixas aqui. - Esticou-se para pegar as caixas e colocou-as em cima da mesa. Daria uma olhada geral nos objetos que tinham ali, bem como no troféu que estava próximo às caixas. - Não hesite de comentar qualquer coisa que ache que seja inusual. - Quando tivesse acabado com a caixa, se dirigiria à pequena cozinha, onde o primeiro lugar que olharia era dentro do forno à lenha.
    Matusael
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Ter Abr 24, 2018 6:30 pm

    Ludovic Bardin:


    Quebec, Quebec, Canadá


    Apartamento T, GIR 5, Rue de Tresor - 7 de Janeiro de 1920, 6:28am




    Naquele pequeno apartamento escuro, Ludovic tomara a iniciativa. Allan puxou a lanterna que trazia consigo para ajudar na iluminação. O comentário de Ludovic foi muito relevante enquanto tirava fotografias do lugar.

    - Eu nunca tinha pensado nisso. - disse em relação ao comentário sobre as pessoas trancarem a porta mesmo que não pretendam retornar. Mas continuou. - Não vejo nada aqui que possa me ajudar de alguma forma. Geralmente os medicamentos são guardados no quarto ou no banheiro.

    Mesmo assim, procurou ajudar Ludovic, se dirigindo até o armário, como lhe havia sido indicado. Enquanto isso, o detetive francês pegou as caixas sobre as prateleiras, colocando-as sobre a mesa e verificando seu interior. Numa delas haviam roupas velhas, além de um sapato também velho. Era como se aquilo tivesse sido separado para ser doado. Na outra, haviam vários papeis e documentos. A maioria eram canhotos de entregas realizadas, mas havia também contas de água, luz e recibos de pagamento do aluguel do apartamento. Além disso, a única coisa que havia de relevante ali era um par de anéis simples, ambos feitos para pessoas com dedos magros. O metal poderia ser prata, pelo que Ludovic podia supor.


    - Aqui só tem utensílios de cozinha e algumas ferramentos. - o Dr. Weiss havia aberto as portas e gavetas do armário, verificando superficialmente.

    Depois de verificar as caixas, o detetive se encaminhou até a área da pequena cozinha, abrindo o forno à lenha. Ali encontrou o que parecia ser uma pequena ave preparada numa bandeja redonda, porém a carne estava carbonizada. Sobre o tanque que servia de pia, estava um copo de metal, cheio até a metade com água. Havia alguma poeira na água, mas não era efetivamente uma água suja.



    John Harmon:


    Quebec, Quebec, Canadá


    7 km ao norte da cidade Quebec - 7 de Janeiro de 1920, 6:28am




    As palavras de Harmon fizeram o rosto de McCam mudar da expressão séria para a de credulidade. Era como se o patrulheiro tivesse usado as mesmas palavras que se passavam pela mente do detetive. Ele continuou sem dizer nada, aguardando a avaliação do negro. Este, por sua vez, deu uma leve escorrega e, depois de olhar o macio desnível onde havia metido o pé, reparou nos padrões que haviam dali em diante.

    Depois de ser erguer, o patrulheiro apontou na direção da pista que encontrara, dando um alerta para o detetive. Este observou com certa curiosidade, sem sair do lugar, e então voltou para perto da estrada, junto aos outros homens que ali estavam.

    - Senhores, precisaremos dar uma olhada aqui nos arredores. Sinto dizer, Robert, mas não poderemos fazer o reparo imediatamente. Se alguém derrubou esse poste propositalmente, precisamos saber quem.

    Ele foi até a margem oposta da estrada, saltando sobre os fios de alta tensão que estavam jogados sobre o chão, partidos. Sinalizou para Harmon, que iniciava uma caminhada na direção das pegadas. O detetive falou algo, para que ele pudesse escutar.

    - Tem outras aqui. Imagino que ele veio por aí e continuou para essa direção aqui.

    McCam voltou até onde os homens estavam. Entrou em seu próprio carro e fez uma passagem que rodeava o poste. Com as correntes de suas rodas e a ajuda dos homens, o carro não atolou e fez uma passagem segura para que o caminhão também pudesse contornar o poste sem que atolasse. O engenheiro foi enviado junto com os homens com a missão de trazer mais homens e maquinário para substituir o poste caído, afinal, aquilo não era serviço apenas para o engenheiro.

    Por fim, o detetive sacou a arma e foi atrás de Harmon, que já estava seguindo aquelas pegadas. A neve ali era irregular, a parte superior era uma camada fina e fofa, mas logo abaixo, haviam quase dez centímetros de neve pesada, dificultando a movimentação, além de deixá-lo cansado mais rapidamente. Mesmo assim, quase quinze minutos depois, chegaram a uma linha de árvores que parecia formar um bosque de pinheiros. Eram árvores esparsadas e o chão começava a se demonstrar rochoso por baixo da neve, ao invés do pasto liso que havia anteriormente.

    Os rastros ali estavam mais difíceis de seguir, apesar de conseguir identificar que parecia se tratar de uma pegada canídea, de grande porte. Aquilo, efetivamente, era a coisa mais estranha que Harmon já vira. Um canídeo bípede de boa estatura, a julgar pelo tamanho da pata impressa na pegada, fazia vir à mente as antigas histórias de lobisomens. Mas será que um homem como ele acreditaria naquilo?

    Logo uma gota de sangue pôde ser vista no caminho, manchando a alva neve junto aos grossos cascalhos que haviam ali. Mais adiante, mais gotas até chegar numa grande mancha de sangue espirrado no chão. Os rastros continuaram até chegarem perto de onde passava o rio, descendo do norte, rumo ao sul. As beiradas estava parcialmente congeladas, mas a água descia com uma corrente calma. Numa árvore ali perto se depararam com uma cena horripilante.

    Havia um corpo semi-nu de uma mulher dependurado pelos pulsos à frente do tronco a árvore. Havia, sobre sua face, uma estranha máscara rústica feita com o que parecia ser o cranio de um cervo, visto que haviam cornos presos em suas extremidades superiores laterais. O busto da mulher estava nu, com os seios volumosos à mostra. O abdômen estava dilacerado, aberto com um corte reto que começava abaixo do externo e ia até a área do monte de púbis. Era fácil de notar que aquela mulher estivera grávida pelo tamanho das porções separadas do ventre. Um pano branco estava enrolado abaixo da cintura, cobrindo as genitálias, sendo que a parte frontal do pano estava empapada de sangue. Os braços, pernas e pés também estavam nus, sendo que os pés estavam machucados com pequenos cortes e hematomas. Os pulsos estavam amarrados separadamente com uma corda de canhamo simples, amarrada num dos troncos frontais da árvore. O corpo estava suspenso a aproximadamente quarenta centímetros do chão.

    - Jesus Maria José. - Era McCam, com a voz carregada, quando se aproximou de Harmon enquanto observava a cena.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Ter Abr 24, 2018 10:08 pm

    - Já chegaremos lá... Vamos com calma. - Comentou com o médico enquanto olhava as coisas da caixa. Havia doações e documentos em geral. Tentou colocar em ordem cronológica os canhotos de entrega, ver qual era a última delas. Havia também dois anéis. Pareciam de pessoas muito magras. Jamais entrariam nos dedos roliços do detetive francês. - Isso poderiam ser alianças? - Mostrou para Weiss. - Dedos muito magros, não?

    Guardou consigo o par de anéis depois de mostrá-los para o doutor. Na cozinha constatou que havia uma refeição ali por fazer. Mesmo a água havia sido posta para ser bebida e não foi. - Veja só, Dr. Weiss. - Tirou a bandeja e a colocou sobre a pia. - Harper estava a fazer um jantar quando subitamente saiu... Ou foi compelido a sair. Olhe o copo de metal, está com água pela metade. Essa ave torrou possivelmente porque Harper saiu e nunca mais voltou. E o fogo apagou com o frio e a nevasca. - Ludovic coçava o queixo enquanto martelava aquelas informações. - Ninguém, nem louco, sai de casa sem fechar a porta, com um frango no forno e uma água por tomar. Alguma força - ou motivo se preferir chamar assim - tirou Harper dessa casa com uma urgência incrível.

    Deixou que o alemão absorvesse as informações. Enquanto isso se dirigiu à porta que estava fechada. - Agora vamos para parte mais importante para o senhor. - Girou a maçaneta para entrar.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

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      Data/hora atual: Qui Abr 26, 2018 10:12 am