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    [!ON!] Investigação em Andamento

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    Matusael
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Ter Abr 10, 2018 11:46 pm



    Quebec, Quebec, Canadá


    Molly's - 7 de Janeiro de 1920, 5:25am




    O Dr. Allan observava com certo interesse o desenrolar da conversa entre Harmon e Ludovic. Ele não estava à vontade com aquilo, estava claro, mas parecia ver ali uma oportunidade de aprender mais sobre o feitio de cada um dos novos companheiros de trabalho.

    O francês dá sua opinião sobre se dividirem para realizarem mais tarefas em menos tempo, dividindo o grupo de acordo com seus conhecimentos e especialidades. Harmon ainda faz uma pirraça direcionada a Ludovic, mas este se esquiva de maneira elegante; inclusive pagando pelo café da manhã do senhor negro. Molly agradece a gorjeta e pede para que eles retornem para o almoço, se puderem, novamente sorrindo diretamente para o senhor francês.

    Depois de Harmon voltar do banheiro, o detetive McCam já estava ciente da decisão do grupo, visto que Allan também concordara com a abordagem de Ludovic. O canadense coça o queixo relaxadamente sobre o problema do transporte. Depois de um instante ele parece ter um estalo mental, sorrindo de soslaio.

    - Vou conseguir um transporte para vocês dois. - disse se referindo a Ludovic e Allan. - O carro é necessário para se atravessar a estrada com neve mais rapidamente. Mas aqui na cidade tenho certeza que conseguirão transitar bem com uma charrete.




    Ludovic Bardin

    Quase meia hora depois, Ludovic e Allan estavam sentados sobre uma charrete puxada por um grande pônei de tração. Sua pelagem era de um marrom profundo e as patas tão brancas que se confundiam com a neve por onde pisava. A charrete tinha uma cobertura côncava que protegia a parte de cima dos acentos, mas não a parte frontal. Enquanto não chovesse, ela serviria muito bem. Além da charrete, eles receberam um mapa baixo da cidade, com os pontos relevantes marcados nele, para ajudá-los a guiar-se.

    - Sempre que possível, deem de beber para o pônei. Marquemos de nos encontrar de volta na Molly`s às 12h, sim? - disse McCam se despedindo.

    O pônei era do irmão mais novo de McCam, que por sinal trabalhava na colcheira central da cidade. Ele havia alugado por dois dólares o dia. Talvez Ludovic preferisse aquele transporte dali em diante, pelo menos enquanto estivesse naquela cidade cuidando daquele caso. Agora a dupla deveria decidir para onde seguir efetivamente. Caso quisessem traçar outros planos, estavam livres para aquilo. Mas se o plano continuava o mesmo, certamente seguiriam para a moradia de Happer.




    John Harmon

    Depois de pegarem a charrete para os dois outros estranheiros, McCam ofereceu estadia para o cavalo de Harmon, de forma que eles pudessem transitar mais rapidamente com o carro. Não forçaria a situação, mas tentou convencer o negro de que era a melhor abordagem, além de que na colcheira o cavalo estaria seguro e bem tratado - McCam encarregaria o próprio irmão daquela tarefa, inclusive sob uma afetiva ameaça de morte caso algo acontecesse ao equino.

    Com ou sem cavalo, McCam seguiu junto de Harmon até a residencia do engenheiro elétrico. Este era um homem alto, magro e ruivo, já com poucos cabelos na cabeça, o que contrastava com sua farta barma que crescia abaixo do queixo. Harmon entendeu que as notícias corriam rápido naquela cidade, pois mesmo estando ainda muito cedo, o homem já estava à par da situação, sabendo para onde iriam e o que tinham de fazer. Ele carregava consigo uma grande caixa de ferramentas, feita de metal, além de um capacete de proteção que trazia embaixo do braço.

    Foram conversando amenidades por todo o caminho. Iam avançando para o norte, rumo à saída da cidade. O frio apertava, mas Harmon podia sentir que ele ia diminuindo à medida que a luz do sol ia preenchendo o dia. Passaram por vários bairros, com casas, lojas, escola e pela brigada de incêndio. Por fim os limites da cidade ficaram para trás, e se viam numa estrada ladeada por arvores cobertas de neve, e uma linha de postes de transmissão de energia que se alinhavam pelo lado direito da estrada.

    Antes de chegar à subestação de energia, encontraram a fonte do problema de distribuição. Um poste havia caído sobre a estrada, causando o rompimento dos fios de tensão. O carro parou onde a estrava estava bloqueada. Do lado oposto já havia um caminhão e um carro parados. Quatro homens pareciam avaliar a situação de como remover aquele obstáculo da pista. Ao se juntar a eles, McCam e o engenheiro, de nome Robert Follen, conversaram sobre o ocorrido. Instantes depois McCam pediu que Harmon se aproximasse da base onde o poste havia se quebrado.

    - Dê uma olhada. O que acha?

    O detetive se referia a claras marcas de corte contra a madeira do poste. Muito provavelmente alguém havia derrubado aquela peça. Mas havia algo estranho no padrão das marcas, como se tivessem usado um objeto de quatro lâminas para romper a madeira.
    Off:
    Preciso que faça 3 testes:
    - Observação;
    - Carpintaria;
    - Criminologia;
    Pode rolar lá no tópico de rolagens. Mas pode fazer a interação da cena normalmente até o ponto de avaliar o poste caído. No próximo post eu dou o resultado dos testes.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Makaveli Killuminati em Sex Abr 13, 2018 3:20 pm

    Deixada a cafeteria da Molly para trás, o detetive McCam tentou persuadir Harmon a ir de carro com ele. Claro que o patrulheiro não aceitou de primeira, mas após outra tentativa concordou, mas não sem retrucar. - Se algo acontecer com o Bill... - Bill era o nome do cavalo, o patrulheiro pausou e fitou o detetive com o semblante sério. - Cara, você não quer ver um crioulo nervoso. - Harmon o alertou com sotaque sulista carregado. Estava decidido, ambos iriam de carro.

    ___________________________________________

    O balanço do carro era muito diferente do lombo do cavalo. Não podia reclamar, tinha seu conforto, mas não achava que o cavalo devia em nada, o motor daquela máquina berrava como se estivesse sofrendo, agonizando, aquilo sim era insuportável, não sabia como o engenheiro e o detetive conseguiam conversar com tanto barulho. O cenário era bonito, e Harmon estava muito mais interessado no que via por cima da janela, no lado de fora, do que na conversa que os dois mantinham.

    O patrulheiro viu a diferença de nível nos fios e logo olhou para frente, onde o poste jazia deitado no meio da pista e os cabos elétricos rompidos serpenteando fora do caminho. Claro que a primeira coisa que veio a mente de Harmon era um possível acidente, um outro veículo que se chocou no poste e o derrubou, mas logo descartou essa possibilidade, pois não havia vestígio nenhum de que um outro veículo tinha causado aquilo.

    Logo o carro parou e os três desceram. Harmon ignorou os homens que já estavam lá conferindo o cenário e tentando retirar o poste, seguiu com o detetive onde a madeira estava rompida. Detetive havia reparado na mesma coisa que o patrulheiro, e logo pediu sua opinião. Harmon agachou próximo as marcas e tentou encontrar vestígios mais claros para ditar qualquer hipótese.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Sab Abr 14, 2018 10:15 am

    - Agradeço muitíssimo por esse belo pônei e pela charrete, Monsieur McCam! Servirá perfeitamente para agilizarmos as investigações dentro da cidade enquanto vocês agilizam nos arredores. - O fato de não ficar enjoado andando de charrete era um algo bastante importante. Ludovic ficou realmente animado de não ter que segurar o vômito a cada trecho percorrido. - Não se preocupe, esse pônei será muitíssimo bem tratado. - Disse passando a mão em seus pêlos marrons lustrosos. - Vamos, Dr. Weiss. Não temos tempo a perder. Mesmo com esse magnífico pônei nossa diligência é menos rápida que o possante do detetive, então temos que ser rápido se quisermos fazer nossa parte até o horário de encontro. - Disse com uma jovialidade que havia desaparecido por algum tempo depois dos atritos com o patrulheiro Harmon.

    - Seguiremos como proposto. Primeira parada será a casa de Happer. - Isso já dizia bem sentado na charrete, apenas esperando que o médico alemão subisse nela. - O que o senhor espera encontrar lá? É claro que não é bom projetar nossas expectativas nas investigações, mas creio que o senhor é devidamente profissional para saber avaliar o que é expectativa e o que é de fato uma hipótese. Acho que já temos alguns elementos para traçar as primeiras hipóteses. - De fato, o francês fora o único que explanara mais sobre o caso e dera sua opinião de modo mais aberto. Os demais haviam se limitado a concordar ou guardar para si seus comentários. Era justo que começassem a conversar mais e aliar os conhecimentos. Afinal, fora para isso que foram chamados ali não?

    De qualquer forma, enquanto a charrete avançava nas ruas do Quebec, Ludovic pensava que seria ótimo se o sol nascesse para que pudesse ver com mais clareza a cidade. Gostava da urbe e era sempre bom ver uma nova... Mas no breu, isso era consideravelmente mais difícil.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Qui Abr 19, 2018 2:29 pm

    Ludovic Bardin:


    Quebec, Quebec, Canadá


    Apartamento T, GIR 5, Rue de Tresor - 7 de Janeiro de 1920, 6:00am




    Os dois senhores taxiavam pela bela cidade de Quebec. Estavam agora se direcionando para uma das partes velhas da cidade. O céu já estava claro nesse ponto, mesmo que nublado, de forma que o sol não era visto, mas era sentido, amenizando também o frio da madrugada, mas ainda sim frio o suficiente para fazer valer todas as roupas que pudessem usar para aquecer os corpos. Alguma movimentação tinha início por parte dos moradores locais, que iniciavam seu trajeto pela cidade rumo a seus afazeres diários.

    Ludovic se sentia muito mais à vontade na charrete, que estava sendo conduzida pelo Dr. Allan Weiss. Eles não tiveram muita dificuldades em encontrar o endereço anotado por McCam, além da marcação feita com grafite no mapa que receberam. Ao chegarem no local, constataram que se tratava de um pequeno prédio residencial. Olhando de foram, podiam ver três fileiras com quatro janelas cada, indicando que haviam três andares e possivelmente dois apartamentos de frente por andar. A porta de entrada do prédio estava aberta. Olhando para as caixas de correio, entretanto, não encontraram nenhuma sinalização de apartamento T. Os números iam de A1 a A4 e C1 a C4. Logo no Hall de entrada, havia uma escada de pedra e madeira que levava aos andares superiores. Ao lado direito da escada havia um pequeno corredor sem iluminação.

    - "Tê" pode ser térreo?

    A suspeita do doutor se mostrou correta. No corredor lateral haviam duas portas, uma do lado esquerdo, como que desse entrada para um cômodo abaixo da escada, e outra no fim do corredor. A porta de madeira antiga de cor escura trazia uma pequena peça de metal acinzentado no forma de um "T". Novamente, a porta não estava trancada, se abrindo facilmente ao abaixar da alça da maçaneta longa. O cheiro de mofo no ar era carregado, tal como podiam sentir a umidade e uma nota de terra molhada pairando pelo local. Logo que entraram deram de frente para uma mistura de sala e cozinha. Havia ali uma mesa quadrada de madeira, com duas cadeiras posicionadas em lados opostos da mesa. Do lado direito, encostado na parede, um armário de madeira que parecia ser uma divisão entre a sala e a cozinha. A cozinha podia ser identificada quase exclusivamente pelo pequeno fogão a lenha feito de ferro negro, além de um pequeno tanque com uma torneira velha pendurados na parede oposta à porta de entrada. Do lado direito, havia uma parede com duas prateleiras que sustentavam duas caixas além de um pequeno troféu de latão com o formato de quatro cartas em mão; e uma porta não muito larga que estava fechada, provavelmente que levava até o dormitório daquele apartamento. Pelo menos eram o que conseguiam divisar naquele escuro.

    O doutor Allan exitou por um momento, olhando para Ludovic, como que esperando que o detetive entrasse primeiro e desse os direcionamentos sobre o que deveria ser feito.
    Off:
    Se quiser fazer alguma rolagem de perícia para as ações que descrever, fique à vontade. Quando eu for postar de novo, levo em conta o resultado das rolagens.




    John Harmon



    Quebec, Quebec, Canadá


    7 km ao norte da cidade Quebec - 7 de Janeiro de 1920, 6:00am




    O céu já se mostrava claro, mesmo estando completamente nublado. Certamente o sol já despontara no horizonte. O clima frio ainda era predominante, mas o vento estava ameno e a iluminação parecia trazer um sentimento reconfortante de calor. Estava melhor do que na madrugada, mas ainda frio o suficiente para incomodar o velho negro estadunidense. Ali perto podia-se ouvir apenas a conversa dos homens na pista e um leve assobio do vento que vinha da direção leste.

    A análise minuciosa do poste é feita por Harmon. Observando atentamente as entradas feitas na madeira, conseguiu perceber que o que quer que tivesse sido usado para talhar aquela base, eram feito com quatro peças grossas e irregulares, com tamanho superior a 10 cm e largura de cada ponta de aproximadamente 2,5cm. Conseguiu notar também que o objeto não devia ser muito afiado e que a força empenhada no golpe era absurdamente grande, visto que claramente havia sido uma pancada apenas. A única coisa que ele poderia imaginar é que talvez fosse algum tipo de garfo de feno antigo feito todo de metal, atado a uma caminhonete que acelerou contra o poste. Um homem, mesmo que grande e forte, não seria capaz de derrubar um tronco daquela grossura com uma única estocada.

    Enquanto observava o local, se posicionou de forma que seu pé escorregou levemente para dentro de um sulco mais aberto no gelo logo ao lado do poste caído. Ele conseguiu divisar que aquilo era uma porção de neve que havia sido pisada antes de uma outra camada de neve ter caído por cima. Olhou um pouco mais adiante e reparou que havia outro ponto marcado no chão... e outro... e outro, em intervalos de pouco menos de dois metros entre um e outro, com um leve desvio de ângulo entre um ponto e outro. Poderiam ser pegadas de alguma coisa bípede; se fosse um homem, ele deveria ter chegado ali correndo a passadas longas, pois eram relativamente longe uma da outra para alguém que estivesse caminhando. Além disso, não haviam marcas de qualquer tipo de veículo que corroborasse com a teoria da caminhonete com o garfo de feno. Teria que pensar em alternativas a essa hipótese.

    McCam observava o trabalho do patrulheiro sem dizer nada. Sua expressão era séria, como se estivesse fazendo algum tipo de esforço mental.
    Off:
    Se quiser fazer alguma rolagem de perícia para as ações que descrever, fique à vontade. Quando eu for postar de novo, levo em conta o resultado das rolagens, como fiz nesse post.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Makaveli Killuminati em Sab Abr 21, 2018 2:04 am

    Após analisado o poste danificado, nenhuma das hipóteses que Harmon pensava a principio fazia sentido. Nenhuma. Quando dois itens encaixavam, o terceiro permanecia sem explicação, deixando sempre algum furo que ele não conseguia tapar com algo natural. Era bizarro demais.

    - Eu... Acredito que... - Harmon balbuciou por alguns instantes, pensando se deveria comentar algo. Mas apenas suspirou antes de continuar. - Eu não quero passar por louco. Não faz sentido. Parece até uma cena montada para não ser destrinchada. - Os olhos do patrulheiro continuaram a verificar os arredores, para ver se algo tinha lhe escapado e, por um momento teve que se equilibrar para não cair. Harmon fitou os próprios pés para checar se não havia pisado em nada e para sua surpresa, deparou-se com algo mais. O patrulheiro levantou o pé que tinha encontrado e remexeu na neve fofa com as pontas dos pés, para ver se encontrava algo mais naquilo que havia pisado. Com um olhar mais atento, notou outros padrões parecidos com aquele, ali por perto, se afastando do poste. Harmon então esticou seu braço e com o dedo indicador apontou para aquilo que havia encontrado. Pegadas.

    - Olhe. - Certamente com a ajuda de Harmon, detetive McCam também notaria as pegadas. - Afaste essas pessoas detetive. A gente não quer que essas pegadas se misture com a dos curiosos. - Harmon recomendava enquanto seguia a trilha deixada pelas pegadas. Em algum lugar ela tinha que dar.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Sab Abr 21, 2018 10:04 am

    Andar puxado por um cavalo ao invés de por um motor era agradabilíssimo. Havia uma certa beleza de não sair correndo por aí em possantes e estar restrito a velocidade natural das quatro pata equinas. Ludovic estava bastante satisfeito com isso. No caminho, puxou um cigarro e ofereceu também ao Doutor Weiss. Era sempre agradável poder fumar após uma boa refeição. O caminho até o apartamento de Happer não foi difícil e logo eles estavam lá. Entraram e constataram que não havia caixa de correio para o apartamento T. O médico alemão acertadamente supôs que ele ficava no térreo. - Pelo visto Happer deveria ser uma espécie de porteiro ou zelador aqui também... - Comentou soltando uma longa baforada já do fim do seu cigarro, então apagando-o numa daquelas lixeiras-cinzeiro tão comuns naqueles anos. - Vamos entrar.

    Já dentro, encontraram um apartamento diminuto. Sala e cozinha no mesmo ambiente e talvez um quarto atrás de uma porta fechada. Isso viam da porta de entrada. O detetive francês olhou em silêncio tudo como estava, daquele ponto de vista [Teste de Observação]. Como que fazendo um mapa mental de onde cada coisa estava. Puxou então uma câmera 35mm que trazia consigo e bateu algumas fotos do local. [Teste de Fotografia?]. Manteve a câmera pendurada ao pescoço. - Sem muito mistério, Doutor. Vamos entrar e dar uma olhada. Cuidado para não derrubar nada e evite trocar as coisas de lugar. Não achou estranho que a porta da frente estivesse aberta? Mesmo quando não se tem a intenção de voltar, as pessoas trancam a porta. - Comentou enquanto entrava naquele aposento.

    - Veja o armário. Verei essas caixas aqui. - Esticou-se para pegar as caixas e colocou-as em cima da mesa. Daria uma olhada geral nos objetos que tinham ali, bem como no troféu que estava próximo às caixas. - Não hesite de comentar qualquer coisa que ache que seja inusual. - Quando tivesse acabado com a caixa, se dirigiria à pequena cozinha, onde o primeiro lugar que olharia era dentro do forno à lenha.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Ter Abr 24, 2018 6:30 pm

    Ludovic Bardin:


    Quebec, Quebec, Canadá


    Apartamento T, GIR 5, Rue de Tresor - 7 de Janeiro de 1920, 6:28am




    Naquele pequeno apartamento escuro, Ludovic tomara a iniciativa. Allan puxou a lanterna que trazia consigo para ajudar na iluminação. O comentário de Ludovic foi muito relevante enquanto tirava fotografias do lugar.

    - Eu nunca tinha pensado nisso. - disse em relação ao comentário sobre as pessoas trancarem a porta mesmo que não pretendam retornar. Mas continuou. - Não vejo nada aqui que possa me ajudar de alguma forma. Geralmente os medicamentos são guardados no quarto ou no banheiro.

    Mesmo assim, procurou ajudar Ludovic, se dirigindo até o armário, como lhe havia sido indicado. Enquanto isso, o detetive francês pegou as caixas sobre as prateleiras, colocando-as sobre a mesa e verificando seu interior. Numa delas haviam roupas velhas, além de um sapato também velho. Era como se aquilo tivesse sido separado para ser doado. Na outra, haviam vários papeis e documentos. A maioria eram canhotos de entregas realizadas, mas havia também contas de água, luz e recibos de pagamento do aluguel do apartamento. Além disso, a única coisa que havia de relevante ali era um par de anéis simples, ambos feitos para pessoas com dedos magros. O metal poderia ser prata, pelo que Ludovic podia supor.


    - Aqui só tem utensílios de cozinha e algumas ferramentos. - o Dr. Weiss havia aberto as portas e gavetas do armário, verificando superficialmente.

    Depois de verificar as caixas, o detetive se encaminhou até a área da pequena cozinha, abrindo o forno à lenha. Ali encontrou o que parecia ser uma pequena ave preparada numa bandeja redonda, porém a carne estava carbonizada. Sobre o tanque que servia de pia, estava um copo de metal, cheio até a metade com água. Havia alguma poeira na água, mas não era efetivamente uma água suja.




    John Harmon



    Quebec, Quebec, Canadá


    7 km ao norte da cidade Quebec - 7 de Janeiro de 1920, 6:28am




    As palavras de Harmon fizeram o rosto de McCam mudar da expressão séria para a de credulidade. Era como se o patrulheiro tivesse usado as mesmas palavras que se passavam pela mente do detetive. Ele continuou sem dizer nada, aguardando a avaliação do negro. Este, por sua vez, deu uma leve escorrega e, depois de olhar o macio desnível onde havia metido o pé, reparou nos padrões que haviam dali em diante.

    Depois de ser erguer, o patrulheiro apontou na direção da pista que encontrara, dando um alerta para o detetive. Este observou com certa curiosidade, sem sair do lugar, e então voltou para perto da estrada, junto aos outros homens que ali estavam.

    - Senhores, precisaremos dar uma olhada aqui nos arredores. Sinto dizer, Robert, mas não poderemos fazer o reparo imediatamente. Se alguém derrubou esse poste propositalmente, precisamos saber quem.

    Ele foi até a margem oposta da estrada, saltando sobre os fios de alta tensão que estavam jogados sobre o chão, partidos. Sinalizou para Harmon, que iniciava uma caminhada na direção das pegadas. O detetive falou algo, para que ele pudesse escutar.

    - Tem outras aqui. Imagino que ele veio por aí e continuou para essa direção aqui.

    McCam voltou até onde os homens estavam. Entrou em seu próprio carro e fez uma passagem que rodeava o poste. Com as correntes de suas rodas e a ajuda dos homens, o carro não atolou e fez uma passagem segura para que o caminhão também pudesse contornar o poste sem que atolasse. O engenheiro foi enviado junto com os homens com a missão de trazer mais homens e maquinário para substituir o poste caído, afinal, aquilo não era serviço apenas para o engenheiro.

    Por fim, o detetive sacou a arma e foi atrás de Harmon, que já estava seguindo aquelas pegadas. A neve ali era irregular, a parte superior era uma camada fina e fofa, mas logo abaixo, haviam quase dez centímetros de neve pesada, dificultando a movimentação, além de deixá-lo cansado mais rapidamente. Mesmo assim, quase quinze minutos depois, chegaram a uma linha de árvores que parecia formar um bosque de pinheiros. Eram árvores esparsadas e o chão começava a se demonstrar rochoso por baixo da neve, ao invés do pasto liso que havia anteriormente.

    Os rastros ali estavam mais difíceis de seguir, apesar de conseguir identificar que parecia se tratar de uma pegada canídea, de grande porte. Aquilo, efetivamente, era a coisa mais estranha que Harmon já vira. Um canídeo bípede de boa estatura, a julgar pelo tamanho da pata impressa na pegada, fazia vir à mente as antigas histórias de lobisomens. Mas será que um homem como ele acreditaria naquilo?

    Logo uma gota de sangue pôde ser vista no caminho, manchando a alva neve junto aos grossos cascalhos que haviam ali. Mais adiante, mais gotas até chegar numa grande mancha de sangue espirrado no chão. Os rastros continuaram até chegarem perto de onde passava o rio, descendo do norte, rumo ao sul. As beiradas estava parcialmente congeladas, mas a água descia com uma corrente calma. Numa árvore ali perto se depararam com uma cena horripilante.

    Havia um corpo semi-nu de uma mulher dependurado pelos pulsos à frente do tronco a árvore. Havia, sobre sua face, uma estranha máscara rústica feita com o que parecia ser o cranio de um cervo, visto que haviam cornos presos em suas extremidades superiores laterais. O busto da mulher estava nu, com os seios volumosos à mostra. O abdômen estava dilacerado, aberto com um corte reto que começava abaixo do externo e ia até a área do monte de púbis. Era fácil de notar que aquela mulher estivera grávida pelo tamanho das porções separadas do ventre. Um pano branco estava enrolado abaixo da cintura, cobrindo as genitálias, sendo que a parte frontal do pano estava empapada de sangue. Os braços, pernas e pés também estavam nus, sendo que os pés estavam machucados com pequenos cortes e hematomas. Os pulsos estavam amarrados separadamente com uma corda de canhamo simples, amarrada num dos troncos frontais da árvore. O corpo estava suspenso a aproximadamente quarenta centímetros do chão.

    - Jesus Maria José. - Era McCam, com a voz carregada, quando se aproximou de Harmon enquanto observava a cena.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Ter Abr 24, 2018 10:08 pm

    - Já chegaremos lá... Vamos com calma. - Comentou com o médico enquanto olhava as coisas da caixa. Havia doações e documentos em geral. Tentou colocar em ordem cronológica os canhotos de entrega, ver qual era a última delas. Havia também dois anéis. Pareciam de pessoas muito magras. Jamais entrariam nos dedos roliços do detetive francês. - Isso poderiam ser alianças? - Mostrou para Weiss. - Dedos muito magros, não?

    Guardou consigo o par de anéis depois de mostrá-los para o doutor. Na cozinha constatou que havia uma refeição ali por fazer. Mesmo a água havia sido posta para ser bebida e não foi. - Veja só, Dr. Weiss. - Tirou a bandeja e a colocou sobre a pia. - Happer estava a fazer um jantar quando subitamente saiu... Ou foi compelido a sair. Olhe o copo de metal, está com água pela metade. Essa ave torrou possivelmente porque Happer saiu e nunca mais voltou. E o fogo apagou com o frio e a nevasca. - Ludovic coçava o queixo enquanto martelava aquelas informações. - Ninguém, nem louco, sai de casa sem fechar a porta, com um frango no forno e uma água por tomar. Alguma força - ou motivo se preferir chamar assim - tirou Happer dessa casa com uma urgência incrível.

    Deixou que o alemão absorvesse as informações. Enquanto isso se dirigiu à porta que estava fechada. - Agora vamos para parte mais importante para o senhor. - Girou a maçaneta para entrar.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Makaveli Killuminati em Seg Abr 30, 2018 7:45 pm

    O patrulheiro seguiu na frente, mas logo foi alcançado pelo detetive McCam. Harmon, com a idade mais avançada entre a dupla, desgraçava a neve fofa de todas as formas, já que para ele era ainda mais difícil se locomover ali. Sem contar o gelo subindo pelos tornozelos, que lhe doía nos ossos. Suspirou em desagrado sem precisar se explicar e mantendo sua feição rabugenta tradicional.

    Alguns minutos no rastro das pegadas e Harmon notara que parecia ser uma pegada canídea. Porém, era estranho ver uma pegada canídea em uma provável caminhada com as duas patas. O patrulheiro pensou logo em algum urso, pois não seria improvável, mas as pegadas de um urso são muito características, qualquer um conseguiria identificar se fosse esse o caso. Após pensar na possibilidade de um urso, já deixada de lado, pensou apenas em besteiras. Lobisomens, ou alguém fantasiado. Não sabia conseguia decidir qual possibilidade seria mais bizarra.

    O caminho seguiu floresta adentro, no qual Harmon seguiu sem medo. Por ora, olhou para o detetive para ver se ele tinha alguma restrição quanto aquilo. Nunca se sabe, nesses tempos as pessoas das cidades perderam o tato com o contato com a natureza no seu mais legítimo estado. E claro, Harmon queria algo para encher a paciência do detetive. Mas, uma mancha vermelha chamou a atenção de Harmon, e por momento o detetive McCam estava à salvo dos comentários maliciosos do patrulheiro. Harmon se aproxima da mancha e identifica aquilo que claramente era sangue. Cada passo a frente revelava mais e mais sangue. Porém, não acelerou os passos e nem tirou conclusões precipitadas, poderia ser qualquer coisa. Claro, esperando que no final da trilha encontrasse um cervo morto ou seu canídeo bípede.

    Para a surpresa de Harmon, não era nenhuma das duas hipóteses. Exibida às margens do rio, estava a vítima de um assassino cruel. A cena era chocante, talvez se Harmon fosse um pouco mais impressionável até soltasse alguma expressão de horror, tal como o detetive. O patrulheiro parou em frente a cena de horror e encarou as duas órbitas vazias na caveira do cervo, procurando pela vítima através dela.

    - Pode me chamar de louco. Mas, as pegadas que seguimos eram a de um canídeo, bípede, de grande porte. Estranho, não? - O patrulheiro comentou sem tirar os olhos da vítima. Estava incrédulo, não quanto a vítima, sabia do que o ser humano era capaz, das maldades e intenções mais profanas do coração humano. Mas aquela pobre alma talvez tivesse presenciado algo pior, algo que fugia daquilo que Harmon julgava normal. E era o que mais incomodava Harmon. Aquela mulher parecia tocada pelo diabo em pessoa.

    - Vamos ver quem era a pobre desgraçada. - Harmon comentou em tom melancólico, demonstrando algum nível de empatia, e levou sua mão até aquela máscara macabra, afim de revelar a identidade da vítima.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Seg Maio 07, 2018 6:57 pm

    Ludovic Bardin:


    Quebec, Quebec, Canadá


    Apartamento T, GIR 5, Rue de Tresor - 7 de Janeiro de 1920, 6:40am




    O detetive analisava aqueles documentos contidos na caixa. Colocando os canhotos das entregas realizadas por Harper, reparou que ele não tinha tantas entregas assim para se fazer diariamente. Em média eram três entregas por dia. A última constava no dia 02/01/1920, dia da prisão de Harper, no endereço 28 Avenue St Denis, G1R 4B6, era também a única entrega daquele dia.

    Ele também mostra as alianças para Allan, que confirma as suspeitas de Ludovic.

    - Sim, são alianças de segunda classe. Acho que a maior pertencia a Harper. Mas para quem seria a outra? - Era uma pergunta que sabia não ter resposta e realmente não esperava que Ludovic respondesse, apenas a tinha lançado como um ponto a ser questionado no âmbito da investigação.

    As suposições que se seguiram acerca do que Ludovic encontrara na cozinha deixaram as feições do doutor Weiss franzida. Tudo aquilo era muito estranho, de fato. Mas talvez encontrariam outras coisas para servir de base para devidas explicações sobre tudo aquilo, e para isso precisavam verificar o próximo cômodo.

    O francês rechonchudo foi até a porta que estava fechada e girou a maçaneta, notando que ela não estava trancada, e a abriu devagar. Algo estranho pareceu atingir Ludovic. Era como se fosse um vento frio, mas não era, era quase que uma sensação palpável. Era pesada, negra, maligna. Ele nunca tinha experimentado nada como aquilo. Sentia como se ali dentro houvesse algo terrivelmente maligno. Sentiu o corpo estremecer involuntariamente, apenas por um breve segundo. Aparentemente o Dr. Weiss fora acometido da mesma sensação pois soltara um suspiro pesado e incomodado. Ele apontou com a lanterna para dentro do cômodo, iluminando-o parte a parte, fazendo a luz caminhar da direita para a esquerda.

    O quarto era simples. Na parede da direita havia um guarda-roupas de duas portas e dois pares de gavetas na parte inferior. Na parede oposta à porta, estava posicionada uma cama de solteiro baixa, com um colchão sem lençol ou travesseiro. Uma coberta estava jogada ao chão, ao lado direito da cama. Na parte superior da parede da cama, haviam duas pequenas janelas de vidro, que pareciam servir como claraboias, mostrando uma iluminação que vinha do exterior. Ao lado esquerdo da cama havia um criado mudo simples, sem gaveta, apenas um abajur de vela. Na parede à esquerda, havia um esquadro de porta que dava para um pequeno banheiro. E, por fim, na parede da porta, onde estavam, havia uma moldura de quadro feita de madeira escura, mas sem nenhuma tela ou imagem na moldura.

    O ambiente era pesado, carregado com um cheiro de mofo e terra molhada. Mas era mais pesado por conta daquela sensação sinistra de algo ruim que dominava o ambiente. O Dr. Weiss ficou parado à porta, aparentemente se muita coragem para entrar.




    John Harmon



    Quebec, Quebec, Canadá


    7 km ao norte da cidade Quebec - 7 de Janeiro de 1920, 6:40am




    O patrulheiro analisava friamente aquela cena, sentindo um certo pesar pela mulher morta. Olhando pelos buracos de cavidades orbitais do cervo, enxergou apenas a superfície da testa da moça, visto que a posição dos olhos dela ficavam mais abaixo em relação aos olhos da caveira. As palavras que disseram não tiraram nada do detetive canadense, que parecia estático naquele momento. Harmon nem sabia se o detetive de fato havia escutado o que ele falara.

    Mas logo o negro se colocou a tirar aquela agourenta máscara, revelando o rosto da mulher jovem. McCam não fez nenhuma menção de descordar ou impedi-lo. Era uma mulher branca sem muita beleza. Os olhos eram pequenos e próximos e estavam levemente inchados. O nariz era fino e alongado, mostrando-se um pouco desproporcional para o tamanho do rosto. A boca tinha lábios que chamavam pouca atenção, não fosse por um leve fio de sangue já coagulado que escorria pelo canto da boca, esta com uma coloração arroxeada, provavelmente sinal de algum nível de anemia ou hipotermia.

    - Céus. É Katherine Beegon. Procuramos ela depois que Harper foi encontrado morto. Soubemos que eles estavam saindo juntos. Ela é filha de um pequeno açougueiro do subúrbio.

    McCam se aproximou um pouco para olhá-la melhor.

    - O que diabos está acontecendo aqui? - pareceu engolir em seco. A voz tremia levemente. - Deus nos ajude. Acho que devemos chamar o doutor e o detetive para verificar o local. Quer continuar procurando algo por aqui?

    Ele girou o corpo, iniciando o caminho de volta até onde estava seu veículo.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Makaveli Killuminati em Ter Maio 08, 2018 10:49 am

    Harmon não reconheceu a mulher, e nem deveria, apenas aliviou-se pela jovem não ter sofrido ainda mais com qualquer dano em seu rosto, sobrando-lhe alguma dignidade em sua morte. O patrulheiro agradeceu mentalmente a qualquer divindade que pudesse captar seus pensamentos.

    - Hmmm. - Harmon grunhiu qualquer coisa quando o detetive comentou que conhecia a mulher morta.

    O patrulheiro deixou o corpo onde estava, não mexendo mais nele, ali pouco tinha a acrescentar, os cortes pareciam clínicos demais para ser qualquer coisa que ele entendesse, um doutor poderia ajudar mais. Enquanto o detetive comentava da procedência da garota, Harmon vasculhou os arredores tentando encontrar alguma pista a mais. Seu foco ainda era nas pegadas que levaram até o corpo da vítima, estava encucado com que diabos poderia ser aquilo, então procurou se as pegadas paravam por ali ou se levavam a qualquer outro local.

    Antes que pudesse continuar, McCam indagou sobre o quê Harmon faria a seguir. Harmon estava disposto a vasculhar mais, encontrar mais pistas e seguir o rastro da fera que estivera por ali, estava no instinto do patrulheiro. Sabia que aquilo poderia não ser a coisa mais esperta a ser feita, mas estava de dia, e os predadores geralmente mantém um hábito noturno. Era o melhor momento para continuar a investigação.

    - Pode chamar o médico e o detetive. Já que você volta, vou continuar por aqui. Quero ver se encontro algo mais sobre a fera que fez... Isso... - O patrulheiro apontou na direção do corpo da vítima, e logo voltou a fitar a neve próxima aos seus pés, procurando pelo rastro da criatura ou qualquer outra evidência.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Ter Maio 08, 2018 3:14 pm

    Puxou uma caneta e um pedaço de papel de algum bolso e anotou aquele endereço. Avenue St Denis, 4B6. Talvez fosse o próximo lugar a fazer uma visita. Quiçá foram as últimas pessoas a verem o pobre diabo do Happer enquanto estava vivo. Isso era outro ponto relevante: ele saíra para trabalhar e então voltou e guardou seus canhotos como de costume e só depois saiu compulsoriamente de casa. Poderia dizer que de noite? Certamente, pois fora encontrado na manhã seguinte às 7h. "As peças vão encaixando.... Pensou consigo o detetive francês enquanto sua mão segurava a maçaneta do quarto e girava-a para abrir a porta.

    Foi atingido por uma onda de terror e medo fria, de um vento que não poderia ter saído de lugar nenhum. Sua mente percorreu a memória de mais cedo, com o ruído surdo que escutara na madrugada. Ludovic não era um homem impressionável, mas aquelas duas sensações desconfortáveis em um único dia, ou melhor, com poucas horas de diferença o faziam imaginar coisas terríveis. [Teste de Ocultismo]. - Sentiu isso, Allan? - Sua voz pode ter tremido levemente e era a primeira vez que se referia ao médico sem tratá-lo por doutor ou por senhor ou por seu sobrenome. - Vamos olhar bem para esse quarto antes de contaminá-lo com nossa presença. - Ainda estava no pé da porta, vendo-o iluminado pela lanterna do alemão. Acendeu a sua própria para poder iluminar os lugares que julgasse importantes. [Teste de Criminologia]. Observou onde cada coisa estava disposta e viu bem o cobertor jogado no chão à direita. Antes de entrar, sacou sua máquina fotográfica mais uma vez. - Às vezes nossa imaginação prega-nos peças, é melhor ter tudo registrado. [Teste de Fotografia].

    Foto batida, o francês pôs os pés dentro do quarto. Ia começar por um passeio geral, sem tocar em nada, apenas observando onde estava cada coisa. [Teste de Observação]. Rodou o perímetro do quarto e quando se voltou novamente para a porta, viu que seu companheiro continuava parado no umbral da mesma.- Allez, Monsieur Weiss, force! Veja para mim aquele cobertor, se tem algum tipo de fluido ou marca relevante. - Apontou na direção do mesmo. Seus olhos então foram atraídos como por um imã para a moldura vazia na parede.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Qua Maio 09, 2018 11:04 pm

    Ludovic Bardin:


    Quebec, Quebec, Canadá


    Apartamento T, GIR 5, Rue de Tresor - 7 de Janeiro de 1920, 6:49am




    O médico estava estacado à porta. Quando Ludovic lhe dirigiu a pergunta ele se demorou um momento antes de responder.

    - É... como se... o mal estivesse aqui. - A voz era quase um sussurro.

    Com a verificação visual feita com ajuda das lanternas, Ludovic não viu nada demais no quarto. Bateu uma nova fotografia e por fim adentrou o quarto. O francês percorreu o ambiente, ainda sentindo aquela estranha sensação opressora. Nada ali parecia fora do normal, salvo o cobertor no chão e o próprio quadro.

    Allan não demonstrou nenhum interesse em verificar o quarto, apenas indo fazer o que lhe fora pedido, caminhando devagar até o cobertor no chão e puxando com as pontas dos dedos, de forma a abri-lo no chão.

    - Está molhado. Acho que é só água. - disse ainda num sussurro depois de arriscar cheirar a peça.

    Por fim o detetive estacou de frente para a moldura sem ilustração. Quando piscou os olhos, quase teve um ataque cardíaco. Em sua mente, uma imagem foi projetada dentro daquela moldura. Era uma figura encapuzada com um manto completamente negro que lhe cobria todo o corpo e a face. Na frente dela, haviam um homem e uma mulher, nus, de costas para o espectador e de frente para a figura negra. Foi tão rápido e tão chocante, num milésimo de segundo, que não deu pra reter a imagem na mente, mas o susto o fizera recuar involuntariamente, caindo sentado sobre a cama que estava logo atrás de si. Allan pareceu assustar-se com o rangido da cama e se colocou ao lado de Ludovic, preocupado.

    - O que foi?

    Off: Faça um teste de vontade.



    John Harmon:


    Quebec, Quebec, Canadá


    7 km ao norte da cidade Quebec - 7 de Janeiro de 1920, 7:15am




    McCam anuiu com a cabeça à resposta de Harmon. Ele deu mais uma olhada na vítima antes de começar a se afastar, mas parou por um segundo.

    - Tome cuidado. Não quero ter que lidar com seu corpo também.

    A maneira com que o detetive falou era mais de preocupação do que provocação. Ele voltou pelo caminho que tinha feito, seguindo as pegadas de volta.

    John agora estava só com o corpo, a neve e todo aquele mistério. Havia de se notar que era um homem corajoso, talvez a idade trouxera a imprudência carregada com nada a perder. Fosse o que fosse, o patrulheiro tratava de fazer seu trabalho. Verificou os arredores da cena do crime, analisando a neve. Não foi difícil encontrar o mesmo padrão de pegadas caninas próximo dali. Mas elas estavam levemente mais difíceis de se seguir, indicando que o local de onde vieram era onde as pegadas eram levemente mais recentes.

    Foi mais algum tempo de caminhada na neve fria. Harmon achava que hora ou outra seus pés iriam congelar. Mas isso não aconteceu. Ele continuou entrando na floresta, que ia ficando um pouco mais densa, com mais árvores e um clima mais frio e denso. Tivera que atravessar o rio em algum momento, mas encontrou um lugar onde haviam pedras que represavam parte da água e serviram como ponte sem que molhasse a calça. Do outro lado da margem, as pegadas ficavam mais difíceis de seguir, a neve ali era mais pesada e até o avançar era mais complicado. Mas o patrulheiro não desistiu facilmente, estava demasiado intrigado para desistir no meio do caminho.

    E o caminho chegou até uma baixa formação de pedras, onde as pegadas praticamente desapareciam. Teve algum trabalho verificando o lugar até que encontrou uma pequena fenda nas pedras. Logo à frente dela, haviam algumas pedras maiores, pouco firmes. Talvez elas estivesse posicionadas na frente da fenda em algum momento. Poderia ser algum tipo de toca de lobos, ou talvez até um urso pequeno, mas não passava ali um urso de grande porte. Dentro era bastante escuro, ao que ele podia enxergar apenas olhando pela entrada da fenda. O céu continuava nublado, branco e com boa iluminação, mesmo com o sol oculto.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Makaveli Killuminati em Qui Maio 10, 2018 9:17 am

    Com McCam deixando o local, o patrulheiro continuou sua investigação solitária. O ato considerado corajoso de Harmon não vinha de um simples impulso insano ou imbecil, era proveniente de um longo histórico de fracasso em tentar a morte. Vários conflitos armados com todo tipo de gente. Cercos, fugas, invasões, semanas seguidas deixado a própria sorte, pesadelos, perdas, enfim, nem deus, nem o diabo queriam a alma de Harmon. O patrulheiro sentia-se invulnerável, como se algo místico lhe mantivesse seguro. Claro, quando conjecturava desta forma, logo achava tudo uma grande besteira e que, em algum momento a morte o alcançaria.

    Em dado momento de sua investigação, após enfrentar o terreno e a temperatura sem a munição que a juventude costumava municiar, deparou-se com um amontoado de rochas que pareciam formar um covil. O patrulheiro fez outra investigação no local, procurou nos arredores por alguma pista que lhe desse alguma informação sobre a fera que morava naquela caverna, que tipo de alimentação ela mantinha, o porte das suas presas, pegadas, pelos deixados sobre o chão ou nos cascos das árvores, enfim, qualquer coisa que poderia ser uma evidência.

    Não estava ali para seguir adiante, agora sabia onde procurar em outra oportunidade. Já havia passado algum tempo até ele chegar ali e durante sua investigação, então era melhor voltar antes que o Detetive McCam se preocupasse. Harmon queria se preparar para adentrar num local como aquele, não sabia quanto tempo levaria numa exploração no interior do covil.

    O patrulheiro decidiu voltar até o local onde a vítima de assassinato fora encontrada, esperando que McCam já estivesse de volta.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Sex Maio 11, 2018 4:41 pm

    "Le mal... Non... C'est pire que ça!" - Era o que pensava quando se deu conta que estava sentado na cama de Happer após olhar aquela moldura vazia. Seus olhos estavam tão vazios quanto e eles olhavam agora para um horizonte distante que nunca esteve ali. Quando finalmente teve força para olhar seu companheiro alemão, a fisionomia de Ludovic estava visivelmente alterada. Seus olhos, mais arregalados que de costume, pareciam escorrer desespero. - Você tem razão, Allan. O mal parece estar aqui. - Levantou-se apoiando-se na cabeceira da cama. - Vê alguma coisa nessa moldura na parade? - Ele apontou sem, no entanto, olhá-la novamente.

    Antes que o médico respondesse, o detetive esfregou o rosto com as duas mãos e deu em si mesmo uns tapinhas no rosto, como se faz para trazer de volta os que desfalecem. Ele respirou fundo, mesmo que o ar ali dentro fosse pesado, úmido e opressivo. Era preciso se encher de coragem. - Tem algo que estou deixando escapar, Dr. Weiss. Algo está bem diante dos meus olhos e eu não estou vendo. - Disse aquilo já se dirigindo em direção ao banheiro, onde ainda não haviam olhado. Tentava se manter firme, mas de certa forma ele estava abalado.

    - O que me diz?
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Dom Maio 13, 2018 7:53 pm

    Ludovic Bardin:


    Quebec, Quebec, Canadá


    Apartamento T, GIR 5, Rue de Tresor - 7 de Janeiro de 1920, 6:55am




    Ludovic se recuperou com um pouco de dificuldades, finalmente respondendo a Allan que o fitava com uma expressão tensa no rosto. O médico se ergueu com uma estranheza no olhar para então se voltar para o quadro. Por um momento ele não teve nenhuma reação.

    - Não... Está va... AAAAH!

    Ele recuou dois passos para trás, mas não chegou a cair na cama. As mãos estavam projetadas à frente do rosto, este com uma expressão assustada.

    - Que diabos?!

    O detetive francês já estava de olho no banheiro, um ambiente pequeno, úmido e mal iluminado. Havia uma pia, um pequeno espelho, uma prateleira, um sanitário e uma banheira, todos visivelmente velhos e gastos. A banheira estava cheia de água até a metade e no canto direito do cômodo, próximo à banheira, havia um buraco quadrado de aproximadamente 30x30cm, onde os azulejos e o concreto haviam sido removidos, deixando à mostra um punhado de terra.

    Antes que pudesse entrar para analisar, ouviu um baque atrás de si. Allan estava estendido no chão, à frente da cama, desmaiado.

    Off: Se for acudir Allan, faça um teste de Primeiros-Socorros e um de Observar.



    John Harmon:


    Quebec, Quebec, Canadá


    7 km ao norte da cidade Quebec - 7 de Janeiro de 1920, 7:30am




    A prudência se acomete de Harmon quando ele se depara com aquilo que poderia ser algum tipo de covil. Prefere então investigar os arredores, a fim de encontrar qualquer pista sobre que tipo de criatura habitava ali dentro. Porém, estranhamente, não havia nada, ou quase nada, para se apurar. A única coisa que Harmon encontrou de diferente ali foram marcas profundas numa das rochas maiores que estavam ali. As marcas poderiam coincidir com as feitas no poste de energia que fora derrubado. Se aquilo era obra de algum tipo de animal, certamente era o mesmo que havia naquela caverna. Novamente se tratava de um corte com quatro lâminas de tamanhos similares, pouco separadas umas das outras. Se viesse a se tratar de garras, era algo preocupante, pois poderiam ser garras de até quinze centímetros de comprimento. Harmon conseguia pensar em apenas alguns animais que poderiam ter garras tão grandes, como algumas espécies de Tamanduá, Tatu ou Urso, mas não se caracterizavam sendo tão unidas umas às outras.

    O caminho de volta até a cena do crime foi um pouco perturbador. Na altura da travessia do rio, Harmor tinha aquela inusitada sensação de estar sendo observado. Porém, mesmo olhando os arredores atentamente, não encontrou pessoa ou animal que pudesse estar de olho nele. Ainda levaria mais vários minutos de caminhada até chegar no local desejado pelo patrulheiro.





    Off: Vamos tentar enrolar mais um post nessa volta pra ver se andamos mais o momento com o Bravos. Mas se não der, talvez tenha que esperar um ou dois posts.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Seg Maio 14, 2018 10:19 pm

    Escutou a reação do alemão enquanto olhava para o banheiro. A banheira estava cheia pela metade. Será que até um banho ele havia deixado a meio caminho? Havia também uma peça do piso que havia sido removida. Ludovic já começava a se encaminhar para lá quando ouviu o baque do corpo do Dr. Weiss atingindo o solo. - Monsieur, qu'est-ce que se passe? - Com passos largos para sua estatura e até mesmo pro tamanho diminuto do quarto, o detetive francês acudiu o médico. Deu-lhe pequenos tapas no rosto para ver se acordava. Imaginou se no banheiro ou na cozinha não tinha algum álcool que pudesse pô-lo para inalar. Com os mesmos passos rápidos verificou num canto e outro e, achando ou não, retornou para o desfalecido alemão. [Teste de Primeiros Socorros].

    - Allez! Réveillez-vous! - Teria sido a visão do quadro? Ludovic lembrou da sua própria sensação e não culpou Allan do seu desmaio. - Ande, homem! Reaja!. - Sentia-se de certa forma responsável por aquilo, afinal fora ele mesmo que perguntara o que o companheiro via. Olhou ao redor e então para o homem que já tinha quase no colo [Teste de Observação]. Que diabos teria a fazer?
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Ter Maio 15, 2018 10:30 pm

    Ludovic Bardin:


    Quebec, Quebec, Canadá


    Apartamento T, GIR 5, Rue de Tresor - 7 de Janeiro de 1920, 6:55am




    Mesmo sem saber completamente ao certo como acudir o médico, Ludovic faz seu melhor para tentar reanimar Allan. Depois de alguns minutos, o alemão parece ir recobrando a consciência, mas estava claramente abalado e atordoado. Enquanto o doutor ia se recuperando, Ludovic notou duas coisas específicas. Haviam marcas na madeira do chão próximos aos pés da cama, como se a madeira tivesse sido atingida com certa força. E também pequenas lascas meio soltas na beirada da madeira de base da cama. Envergando a cabeça, consegue perceber que haviam marcas raspadas na madeira de toda a cama pela parte de baixo.

    Allan, que ainda estava deitado no chão, também repara no que Ludovic estava observando. Ele parecia um pouco mais recuperado. Antes de mais nada, decide contar o que o fez desmaiar.

    - Se você fica com os olhos fechados em direção ao quadro, você pode vê-los se mexendo! É horrível! Aliás, não olhe!

    O alemão começa a se erguer e indica a cama, como se quisesse ajuda para ergue-la.

    - Vamos ver o que tem?

    Os dois juntos colocam a cama de pé, sobre a cabeceira, revelando a parte de baixo da cama. O que se viu era perturbador. Haviam várias inscrições entalhadas em quase toda a extensão de madeira da parte de baixo da cama, nos estrados, na lateral e até na parte interna das pernas da cama. Eram vários símbolos cabais, que compunham um mural hediondo. Allan recuou com um pouco de medo.

    Off: Se quiser tentar identificar alguns símbolos, role Ocultismo.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Qui Maio 17, 2018 9:08 am

    O médico pareceu voltar a si e Ludovic passou a respirar aliviado. Ficaria eternamente consternado se algo de mal lhe ocorresse por conta de uma sugestão sua. - Grace Dieu, grace Dieu! Você disse que se movem? O que eles fazem? Não os vi se movendo. Acho também que não aguentaria vê-los, por isso não se preocupe, não olharei essa moldura mais. - Dizia já enquanto junto com o médico, levantava a cama. Ela estava cheia de marcações e símbolos. Os olhos do francês correram por eles [Teste de Ocultismo]. Ele viu também que o alemão retrocedera com algum espanto. Ainda tentava identificar algo ali, enquanto ia tranquilizando o companheiro. - Tranquille, Mounsier Weiss. Já faz algum tempo que tento encontrar algo de conhecido aqui. Não sou um estudante desse tipo de religiosidade medonha, mas preciso conhecer algo na minha profissão. Desde que entramos sentimos um mal terrível nesse apartamento e devo lembrar ao senhor o som grotesco que ouvimos essa manhã. É difícil acreditar nessas coisas, mas está claro que elas tem algum efeito sobre nós... Agora, deixe-me ver se alguma coisa aqui entalhada é familiar.

    Seus olhos correram e voltaram algumas vezes, analisando, enquanto a mente vasculhava os quartos mais recônditos em busca de informações. Sacou mais uma vez a câmera [Teste de Fotografia]. - Creio que o detetive McCam gostaria de ver isso aqui em detalhes.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Qua Maio 23, 2018 1:56 am

    Ludovic Bardin:


    Quebec, Quebec, Canadá


    Apartamento T, GIR 5, Rue de Tresor - 7 de Janeiro de 1920, 7:08am




    Enquanto se ajudavam, Alan tentava descrever o movimento dos personagens no quadro imaginário, se é que podia descrever-se dessa forma.

    - É como se aquele... aquela... coisa, estivesse falando com o homem e a mulher! E depois eles fazem uma reverência... e nessa hora... a coisa... ela me viu! Ela olhou pra mim. E foi aí que eu apaguei. É tenebrosa demais, Ludovic. Aliás, foi isso mesmo que você viu?

    Se fosse uma alucinação, que fosse individualizada. Mas mesmo com precedentes de alucinações coletivas, naquele momento era altamente improvável. Mesmo assim Ludovic continuou a analisar aqueles entalhes, discorrendo sobre o assunto. As palavras do detetive foram apaziguando o coração do médico alemão e apenas observava o colega à distância.

    - Quanto mais teremos que ficar aqui? Devo confessar que gostaria de ir o quanto antes.

    Apesar do receio do colega, Ludovic levou algum tempo analisando e se concentrando naqueles traços. Eram símbolos rústicos feitos com uma faca de pouco fio. Entre a simbologia, o senhor Bardin identificou alguns traços que lembravam hierógrafos egípcios que normalmente ele não saberia o significado, não fosse por estudos prévios sobre o rito de passagem para a imortalidade dos antigos faraós, com símbolos que falavam sobre vida eterna e/ou vida após a morte. Além desses, ele só conseguiu identificar mais dois. Esses não tão misteriosos, eram dois símbolos celtas representados nas antigas seitas pagãs do druidismo selvagem bretão, estes representavam o "noivo" e a "noiva" nos rituais de fertilidade da idade das trevas e outros tempos prévios a este.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

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      Data/hora atual: Qua Set 19, 2018 1:53 am