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    [!ON!] Investigação em Andamento

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    Bravos
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Qua Maio 23, 2018 6:22 pm

    Ludovic já observava as marcações na cama quando ouviu Allan dizer que aquele ser que estava diante dos dois desnudos olhou para ele. Virou-se para o companheiro com um rosto ligeiramente alterado. - Viu-lhe? Não faço idéia do que isso poderia significar, mas sinto que não é algo bom. Espero que saiamos o mais breve possível daqui. - Voltou a olhar as marcações. Havia uma certa pressa agora. Seus olhos correram rápidos enquanto ele ia vocalizando para o médico o que via. - Tem alguns hieróglifos egípcios. Falam sobre vida eterna ou vida após a morte. Eram usados nos rituais funerário dos faraós. - Apontava os desenhos para que o doutor também os visse. - Mas nem todos são hieróglifos. Tem outros símbolos envolvidos. Aqui, veja, são símbolos celtas. Esses dois representam o "noivo" e a "noiva", arquétipos da fertilidade. Os demais, não conheço, mas podem ter outras línguas envolvidas também.

    Se ergueu novamente. Tirou do bolso um lenço e passou na testa para enxugar um suor frio que brotava ali. - Vida após a morte. Aquele ser que lhe olhou parecia a própria personificação da morte. O noivo e a noiva, ambos nus diante dela. As duas alianças. Tudo isso inscrito debaixo da cama de Happer . Dr. Weiss, talvez nós tenhamos um segundo corpo não encontrado. - Sua voz saiu com urgência. Já havia começado a andar para fora do quarto quando estancou. - Antes de irmos, só preciso ver uma coisa antes. Aqui no banheiro há uma parte do piso que foi retirado, é melhor ver isso com calma. - O detetive francês voltou ao banheiro, evitando olhar para o local onde estava a moldura. Aproximou-se do buraco no chão, tendo antes dado uma olhada na pia e na banheira.

    "Allez, Ludovic! Voyez ce qu'il faut voir"! - [Teste de Observação].

    Depois de olhar aquilo, sairia com o médico alemão de volta para as ruas. Tomar um ar, fumar um cigarro e pensar qual o próximo passo.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Sex Maio 25, 2018 8:47 pm

    Ludovic Bardin:


    Quebec, Quebec, Canadá


    Apartamento T, GIR 5, Rue de Tresor - 7 de Janeiro de 1920, 7:55am




    Allan ouvia tudo atentamente, mas estava visivelmente abalado a cada palavra de Ludovic. Ele sacou o que parecia ser um diário de dentro de um bolso interno do casaco e começou a fazer anotações com um lápis. Era tudo muito fora do padrão. Ludovic pediu apenas mais um momento para verificar algo no banheiro e o alemão confirmou com a cabeça, ainda fazendo suas anotações.

    O banheiro era carregado de umidade. A pia estava relativamente limpa, tal como a banheira. Ao se aproximar do buraco, com a ajuda da luz, pode ver que não havia nada demais ali. A terra não estava exatamente mexida, apenas tinha sido limpada na superfície, provavelmente onde a ferramenta usada para abrir aquele buraco no concreto havia acertado a terra escura e molhada. Tinha certeza que não era um local onde alguém havia cavado para esconder algo ali, mas sim apenas para se chegar até onde havia terra.

    Sem muitas conclusões, Ludovic saiu do banheiro e viu que Allan abrira as portas dos armários. Havia tomado alguma coragem, ao que podia ver, e estava verificando por cima as roupas, uma caixa com alguns remédios jogados e também um relógio despertador que estava travado em 3:15.

    - Ele não tomava nenhum remédio controlado. Apenas remédio para dor e gripe, sendo que o de gripe está vencido há meses.

    Depois de recolocar a cama da maneira correta, os dois se encaminharam para fora, saindo do apartamento. Allan passou na frente, e logo em seguida veio Ludovic. Porém, no momento em que colocou os pés além da porta de entrada, teve a nítida impressão de que havia alguém parado do lado de dentro. Se virou assustado, mas não havia ninguém ali. O ambiente continuava vazio. Mesmo assim, essa sensação fez o estomago do detetive revirar.



    Minutos depois os dois cavalheiros estavam do lado de fora. Ludovic fumava um cigarro enquanto Allan olhava as pessoas passando na rua, agora num movimento tímido da cidade que já acordara. Viram ao longe o carro do detetive McCam se aproximar velozmente. Ele parou em frente aos dois senhores. O semblante estava mais sério do que o de costume.

    - Senhores, temos uma outra vítima, uma mulher que vinha se encontrando com Harper. Vou levá-los até o corpo. O legista já está a caminho com uma equipe para recolher o corpo, mas pedi que ninguém intervisse antes de nossa chegada. Vamos?

    A charrete teria que ser deixada ali por conta da pressa. Já no trajeto, McCam se dirigiu aos dois.

    - Descobriram algo lá?
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Seg Maio 28, 2018 10:14 pm

    O banheiro parecia em ordem. Talvez aquela terra exposta servisse como ralo para aquele cômodo. Não aparentava nada de especial. Saiu do banheiro coçando a cabeça, nitidamente fazendo os miolos ferverem de tantos pensamentos e possibilidades. O médico parecia mais disposto e agora observava uma caixa de remédios. Ludovic olhou tudo com displicência, mas quando seus olhos viram 3h15 marcadas no despertador, seu coração quase congelou. - Dieu... - Procurou olhar o alemão cara a cara, mas ele não parecia ter se dado conta. - Lembra-te do som terrível que escutamos na madrugada de hoje, não lembra? Pois bem! Sempre sei que horas são. Agora são exatamente 7h17 da manhã e estamos nesse quarto há uma hora e onze. Pode conferir um relógio, se quiser. O importante é: aquele som, ele aconteceu às 3h15 da manhã. Pude sentir meu coração quase parar como quase parou quando vi este despertador.

    Tirou novamente o lenço que tinha guardado no bolso. Pegou o despertador e enrolou-o com cuidado dentro do lenço. - Iremos levar isso conosco. - Havia talvez uma certa paranóia em não querer tocar naquele objeto. Feito todas aquelas observações, ambos decidiram que era momento de partir. Puseram a cama no lugar e fecharam a porta atrás de si, tomando cuidado para que não olhassem aquela moldura vazia. O doutor seguiu primeiro, saindo do apartamento. Quando, porém, o francês pisou fora dele, sentiu atrás de si uma presença. Hesitou um momento entre correr e se virar. Acabou se virando. Estava vazio. Seu estômago revirou três vezes antes que pudesse se mover. Fechou a porta da frente. Racionou que era melhor não comentar nada com o alemão pelo instante. Ele sofrera bastante já desmaiando. Puxou um cigarro e o acendeu. O fumo iria confortar sua mente e seu corpo.




    Do lado de fora respirava ar fresco e fumaça. Tudo parecia mais alegre e vivo afastado daquele apartamento. A opressão que sentia lentamente ia embora. As pessoas já iam e vinham, pois o dia enfim começara. Um carro apareceu na esquina. Um carro conhecido. Ele parou diante dos dois. O detetive québecois anunciou que tinham outra vítima. Bingo!. - Mas já? Achei que demoraríamos mais para encontrá-la. Estávamos a par disso. Precisamos mesmo ir de carro? Não iremos salvar mais ninguém. - Tentou falar bem humorado. Mas viu no semblante surpreso e sério de McCam que não parecia ser uma opção. Suspirou fumaça e atirou a ponta do cigarro já quase apagada enquanto entrava dentro do automóvel.

    - Encontramos um par de alianças, sabíamos que Happer estava envolvido com alguém. E... Iremos lhe mostrar umas fotos que nos fizeram crer que sua parceira já estaria morta. Inclusive, precisamos revelá-las o mais breve possível. - O carro começava a sair e Ludovic já sentia o enjôo lhe bater na goela. - Uma coisa, detetive, por acaso se recorda por volta de que horas chegastes hoje na delegacia? - Esperava provar seu ponto assim.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Makaveli Killuminati em Seg Jun 04, 2018 11:50 pm

    Em sua investigação nos arredores da caverna, o patrulheiro não soube distinguir os sentimentos que lhe acometeram quando observou cortes em um tronco de árvore. Cortes semelhantes ao que havia visto no poste derrubado. Por um lado, estavam um passo mais próximos da conclusão daquele caso. Por outro, o quê diabos era a criatura que fizera aquilo? E qual era sua intenção? Harmon coçou sua cabeça, esfregou os olhos, e incrédulo, partiu dali.

    Não sabia se a caracterização daquelas garras estavam lhe custando alguns sentidos, mas a preocupação do patrulheiro era evidente. Não foi, nem duas, as vezes que Harmon parou, respirou fundo, e observou nos arredores para ver se estava sendo seguido. Aquela sensação, ele já tivera antes, tempos atrás, quando sua cabeça estava a prêmio, mas ainda assim tinha algo diferente. O patrulheiro odiava aquela sensação, lhe trazia memórias que gostaria de abandonar, e em dado momento, cabisbaixo, ele questiona as árvores.

    - Ouça. Eu não gosto que me sigam. Eu não gosto que me observem. Eu não gosto que fiquem me espreitando. - Harmon, parado em um único ponto, procurava com os olhos para qualquer coisa que se mexesse. Sua mão boa descansava próxima ao coldre, e tinha certeza que seu gatilho ainda era rápido o bastante para interromper qualquer aproximação ou hostilidade. Nesse momento, não estava raciocinando se poderia atirar em algum inocente ou não. Afinal de contas, ele já tinha dado o seu alerta.

    O patrulheiro ficou parado por alguns segundos esperando alguma resposta, em alerta. Mas nada aconteceu. Relaxou seus músculos, e lembrando o auge de sua forma física, continuou sua caminhada até o local de encontro. O local onde tinham encontrado o corpo da mulher.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Seg Jun 11, 2018 5:32 pm



    Quebec, Quebec, Canadá


    Saída Norte da Cidade - 7 de Janeiro de 1920, 8:20am





    Ludovic Bardin

    Antes de deixarem o apartamento, Ludovic fez suas observações sobre o horário mostrado no despertador. O Dr. Weiss acompanhou a lógica da narrativa com certa curiosidade. Ele meneava a cabeça negativamente ao ser questionado se sabia a hora exata em que havia escutado o estranho rugido ainda naquela madrugada. O interesse de Ludovic pelo despertador não parecia fazer muito sentido para Allan, mas havia muito em todo aquele caso que não fazia sentido e o pragmatismo começava a ser deixado de lado.

    - A esse ponto eu não descarto nenhuma ideia.

    Os dois estrangeiros entraram no carro do detetive McCam com os semblantes mais amenos do que outrora, quando dentro do apartamento de Happer, mas não o suficiente para não se fazer notar o abatimento. O canadense não fez nenhum comentário de imediato, mas lançou um olhar demorado a eles como se tentasse ler suas feições.

    Já dentro do carro e a caminho da saída norte da cidade, a conversa se desenrolava. Allan deixou Ludovic falar por eles. O doutor alemão estava bastante apático e fazia uma ou outra anotação em seu pequeno diário que trazia sempre consigo. A pergunta sobre o horário da chegada de McCam à delegacia o fez pensar por um momento.

    - Imagino que fosse próximo às três da madrugada. Por quê?

    O detetive continuou conduzindo o automóvel para fora da cidade, eventualmente chegando ao local onde o poste estava caído e dois outros veículos se encontravam no local, junto de uma equipe de oito pessoas, alguns policiais e outros com uniformes brancos ou usando jalecos também de cor branca. Aparentemente eles esperavam a chegada de McCam.

    Minutos depois um grupo de seis pessoas foram despachadas para o local onde estava o corpo. Allan pediu para ficar ali com os outros homens pois não se sentia muito bem. Os outros membros do grupo eram o Dr. Carlson, homem branco que aparentava ter mais de cinquenta anos, dois policiais uniformizados; um deles, o mais robusto, Ludovic tinha conhecido no estabelecimento da Molly; e uma doutora branca de cabelos loiros e levemente curtos, assistente do Dr. Carlson, que aparentava ter menos de trinta anos. O grupo atravessou a neve pelo lado direito da estrada, seguindo pegadas frescas até que chegaram num ponto onde John Harmon aguardava ao lado da árvore onde o corpo estava pendurado.



    John Harmon

    O desabafo do patrulheiro contra a natureza teve como resposta apenas o eco de suas próprias palavras. Um vento frio soprava do leste e suas botas estavam mais molhadas do que nunca, fazendo seus tendões e juntas doerem a cada passo.

    Finalmente ele alcançara o local onde estava o corpo da mulher assassinada, mas não havia sinal de retorno por parte do detetive McCam. Ele teve que esperar ainda quase vinte minutos até perceber a aproximação de um grupo de seis pessoas, dentre elas estavam o detetive Ludovic, o detetive McCam, um homem branco de idade similar à de Harmon que usava um jaleco branco, dois policiais uniformizados; um deles, o mais robusto, Harmon já havia visto no estabelecimento da Molly; e uma mulher jovem adulta loira que também usava um avental branco. Os policiais carregavam uma maca de resgate, provavelmente para a retirada do corpo depois da condução da investigação.



    Todos

    Assim que todos se encontraram na cena do crime, McCam foi logo apresentando todos os presentes.

    - Bom, para que possamos trabalhar juntos nisso, melhor que todos se conheçam. Estes são o doutor Carlson e a doutora Mayla Müller, ambos são médicos legistas. - disse indicando o médico mais velho e a única mulher do grupo. - Estes são os oficiais Kennedy e Green. - disse indicando os dos policiais que carregavam a maca para remoção do corpo. - E por fim, esses são o detetive Ludovic Bardin e o patrulheiro florestal John Harmon. Eles foram convidados para nos auxiliar nessa investigação juntamente com outros dois senhores.

    Todos que tiveram interessem em se cumprimentar o fizeram. Depois da introdução, McCam tomou a palavra novamente.

    Bem, temos muito o que conversar, mas se possível podemos fazer isso num lugar mais apropriado. Gostaria de dar atenção total ao exame do corpo e do local para que possamos retirá-lo logo daí e levá-lo ao hospital. Primeiro peço para que o senhor Bardin verifique o local junto comigo. Talvez encontremos algo relevante. E logo em seguida os doutores podem verificar o corpo.

    Enquanto Ludovic tomava a dianteira, McCam se aproximou de Harmon, falando mais próximo a ele para que ele ouvisse bem sem que o detetive precisasse falar alto.

    - Encontrou alguma coisa seguindo os rastros? Lembre-se que também existem outros rastros do outro lado da estrada.

    Off:
    Para verificação da cena do crime precisamos das seguintes rolagens:
    - Observação;
    - Criminologia.

    Para a verificação do corpo precisamos das seguintes rolagens:
    - Diagnóstico;
    - Medicina;
    - Criminologia;
    - Observação.

    Qualquer um pode fazer as duas verificações se assim o desejar. O direcionamento do detetive McCam não impede alguém de fazer uma ou outra coisa, ele apenas determinou a ordem a qual cada verificação deveria ser feita.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Makaveli Killuminati em Seg Jun 11, 2018 9:11 pm

    Depois de uma eternidade — como pareceram os vinte minutos — o detetive voltou, desta vez acompanhado com mais gente. Entre o grupo, uma mulher, que assim como o Harmon, um negro, também chamava atenção. Os outros, eram apenas mais alguns colegas de trabalho. Uns dos tantos que tivera ao longo da vida, se pudesse chamar suas atividades passadas de profissionais.

    O detetive se aproximou de Harmon, que o esperava de braços cruzados e um semblante reprovador, e reuniu o grupo para apresentar a equipe. O patrulheiro fitou cada um dos que foram apresentados e não cumprimentou nenhum, pelo contrário, apenas os observou como se estivesse os analisando. Entretanto, seu olhar pairou sobre Mayla — a médica legista — por mais tempo. Seu olhar, o habitual, meio cerrado, taciturno, e sempre incomodado com alguma coisa.

    Após os cumprimentos — o qual Harmon não participou ativamente — o detetive McCam se aproxima do patrulheiro, que dá dois ou três passos se afastando do grupo, como quem chamasse o detetive para uma conversa em particular, e só quando o detetive se aproxima o suficiente ele volta a responder.

    - Eu acredito que encontrei local onde a... - Harmon pausou, confuso com o termo que iria utilizar a seguir. - ... coisa que derrubou o poste de energia se esconde. - Harmon segurou um pouco para esperar a reação do detetive, e logo continuou. - Não acredito que seja um animal, encontrei marcas em pedras, semelhantes a que destroçaram o poste... Em pedras, cortes profundos. Ouviu bem? Não pode ser um animal. - Harmon repousou as mãos sob a cintura e observou o grupo mais afastado, e outra vez voltou a palavra para o detetive. - Se for corte feito por algum equipamento, é um equipamento de fácil transporte, muito poderoso, e pequeno. - O patrulheiro preferiu manter uma abordagem cética diante dos fatos que tivera observado.

    - Posso investigar o local nos próximos dias para descobrir do que se trata... Ou podemos explorar a caverna que eu encontrei a alguns minutos daqui. Sozinho é loucura sem saber do que se trata, e em dois não é muito melhor que em um. Mas se juntarmos um bom número de pessoas capazes de apertar um gatilho, talvez seja o suficiente para confrontar essa coisa que não sabemos do que se trata... Se for um animal, é algo mais forte que um urso adulto. - Harmon esperou para ver qual seria a posição do detetive diante das informações que passara. Além disso, lembrou do rastro do outro lado da estrada que McCam havia indicado momentos antes.

    - Enquanto você decide, vou seguir o outro rastro. - O patrulheiro se afastou do detetive e do grupo, caminhando na direção do rastro encontrado no outro lado da estrada.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Ter Jun 12, 2018 12:43 pm

    Acenou positivamente quando o detetive disse que chegara por volta das 3h da manhã. Fitou Allain como que confirmando sua hipótese. - Très Bien... - Seguiram o resto do trajeto em silêncio. Quando enfim chegaram, já havia muitos homens por lá. Postes caídos e veículos. Ludovic saiu do carro um pouco mareado pela viagem. Acendeu um cigarro e passou alguns instantes deixando que a nicotina o colocasse de novo em alerta. O médico alemão pediu para ficar com os outros homens. Ludovic desgostou daquilo, mas não disse nada para ele. Entendia o duro que tinha sido confrontar-se sabe-se lá com o que. - Monsieur McCam, creio que vimos coisas muito estranhas naquele apartamento. Dr. Weiss ficou bastante impressionado e eu não poderia não o estar também.

    Comentou antes que chegassem até o petit comité pré-cena do crime. O detetive québécois introduziu os convidados, inclusive Harmon, ao qual Ludovic cumprimentou com um aceno de cabeça educado.  - Enchanté. Dr. Carlson, Madame Müller. Prazer em conhecê-los. Desde ontem tentávamos entrar em contato com vocês, especialmente o Dr. Carlson, que sabíamos que estava responsável pela autópsia de Happer. Infelizmente a nevasca não nos ajudou muito. - Sorria e apertava com certa efusividade as mãos dos novos conhecidos. E o mesmo fez com Kennedy e Green, como se fossem igualmente esperados. Detetive McCam tomou a palavra, direcionando-os à cena.

    - Sim, vejamos, vejamos. - Puxou fundo a fumaça do cigarro e colocou-a para fora com uma baforada longa. O encontro social animava Ludovic como poucas coisas faziam. Na verdade parecia quase não se lembrar dos terrores que encontrou naquele quarto e das coisas deixadas pela metade, como ninguém faria. - Chers, collègues, que já estavam aqui antes de mim, que devemos esperar aí à frente? Sei que se trata de uma mulher, possivelmente bastante magra e que estavam envolvida amorosamente com Happer. Mas fora disso, tenho poucas informações. Até pouco tempo imaginava que talvez ela pudesse estar ainda viva e pudéssemos evitar esse infortúnio. Não me admirou, porém, saber que era tarde demais.

    Esperou o que diria os médicos e, chegando ao local, tratou de olhar, como ele fora chamado ali para fazê-lo.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Rosenrot em Ter Jun 12, 2018 1:19 pm

    Caso 38-1920
    Diferente de Ludovic, o 'encontro social' não animava muito Mayla, que tinha pouco ou quase nenhum trato muito social - apesar da educação -, mas ela sorriu muito suavemente e estendeu a mão quando o homem a cumprimentou. Não respondeu, porém, sobre a tentativa de contato. Tinha sido praticamente pega de surpresa pelo convite de Carlson para estar presente naquela investigação. Tinha tido alguns momentos para se inteirar do caso - do homem - e não compreendia exatamente o motivo de Calrson a tê-la chamado, mas essas dúvidas começavam a dissipar ao saber da segunda vitima, quando Bardin começou a falar sobre ela. Queria também ouvir sobre a situação em que tinha sido encontrada a mulher.

    - Herr McCam. - Ela começou, tinha a voz baixa, quase difícil de ouvir, com um sotaque Alemão forte e expressivo. Moveu a cabeça muito levemente para os oficiais apresentados e voltou-se aos demais, continuando seus cumprimentos. - Herr Bardin, Herr Harmon - Ela manteve os olhos em Harmon pelo tempo que ele manteve os olhos nela, indisposta a recuar o olhar diante do que achava ou curiosidade ou uma tentativa de intimidação.


    Ela se manteve ao lado de Carlson, o olhar atento pulando de um para o outro enquanto a conversa tentava se desenvolver. Tinha lido os arquivos do caso do homem encontrado aparentemente morto por um animal, mas gostava também de observar os envolvidos - havia mais informações nisso do que se podia imaginar - notou suavemente como McCam aproximava-se do negro que lhe encarará e parecia falar mais baixo, deu um leve "cutucão" em Carlson para que ele também visse, antes de suspirar muito suavemente. - Herr McCam, seria bastante prudente que Dr Carlson e eu pudéssemos olhar o corpo do modo que tenha sido deixado, antes da retirada. - Ela falou, de novo naquela voz baixa e com o sotaque expressivo.

    Spoiler:
    Deixo pra rolar depois? Ainda não peguei a ficha :V
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Dom Jun 17, 2018 4:36 pm



    Quebec, Quebec, Canadá


    Saída Norte da Cidade - 7 de Janeiro de 1920, 8:35am





    John Harmon

    Antes que o grupo se aproximasse da cena do crime, McCam e Harmon trocam algumas palavras. O relato do patrulheiro faz ressurgir a expressão de confusão no rosto do detetive. Ele coça o queixo de forma característica, onde uma barba rala começava a despontar timidamente.

    - Vou pensar a respeito. Tome cuidado. Se a coisa não estava no local de onde você veio, talvez esteja no lugar para onde você vai.

    Apesar de se conhecerem a pouco tempo, estava claro para McCam a capacidade do patrulheiro. O canadense parecia não ter a opinião comum sobre o tom de pele do homem, talvez algo em seu passado tivesse quebrado algumas barreiras e tabus. E, fosse como fosse, ele não gostaria de ter que lidar também com a morte do negro.

    Voltando até a estrada, Harmon não tem dificuldades em encontrar os rastros que iam pelo outro lado da margem. Novamente o avanço na região era penoso por conta da neve. Percorrida uma boa distância num tempo considerável, ele chegou até um declive, margeado por rochas dos dois lados, formando uma pequena fenda em meio a esparsas árvores cobertas de neve. O rastro passava por essa fenda. Ali era mais escuro, visto que ao longo do trajeto, a fenda ia se tornando uma garganta, difícil de se notar de longe com toda aquela neve pelo lado de fora.

    Os rastros ficaram mais difíceis de seguir, tanto por que a neve era mais fina ali quanto pela iluminação ser mais precária, com grandes sombras projetadas na diagonal para ambos os lados. As paredes de pedra eram naturalmente irregulares, fáceis de se escalar. Em dado momento, os rastros simplesmente acabam. A neve à frente estava completamente intocada.



    Ludovic e Mayla

    Os devidos cumprimentos são feitos, mais calorosos por parte Ludovic, as conversas se iniciam enquanto se encaminham em direção à cena do crime. Ludovic puxa assunto com o Dr. Carlson e a Dra. Müller. Quem responde inicialmente a ele é o Dr. Carlson.

    - Sim, de fato conduzi a autópsia na primeira vítima. Algo assustador, diga-se de passagem. Nunca vi nada parecido aqui em nossa região, e não sou um legista inexperiente, como deve imaginar.

    Para a pergunta de Ludovic, Carlson deu de ombros.

    - Ainda não vimos o corpo.

    A Dra. Müller questiona o detetive sobre a verificação do corpo e ele trata de acalmá-la.

    - Nós não tocaremos no corpo, apenas vamos analisar bem o local para ver se encontramos alguma pista sobre quem - ou o quê - pode ter feito isso.

    O grupo finalmente se depara com a cena. À beira do rio que vinha descendo do norte, rumo ao sul, onde as beiradas estavam parcialmente congeladas, mas a água descia com uma corrente calma.

    Numa árvore ali perto havia um corpo semi-nu de uma mulher dependurado pelos pulsos à frente do tronco a árvore. Havia, sobre sua face, uma estranha máscara rústica feita com o que parecia ser o cranio de um cervo, visto que haviam cornos presos em suas extremidades superiores laterais. O busto da mulher estava nu, com os seios volumosos à mostra. O abdômen estava dilacerado, aberto com um corte reto que começava abaixo do externo e ia até a área do monte de púbis. Era fácil de notar que aquela mulher estivera grávida pelo tamanho das porções separadas do ventre. Um pano branco estava enrolado abaixo da cintura, cobrindo as genitálias, sendo que a parte frontal do pano estava empapada de sangue. Os braços, pernas e pés também estavam nus, sendo que os pés estavam machucados com pequenos cortes e hematomas. Os pulsos estavam amarrados separadamente com uma corda de canhamo simples, amarrada num dos grossos galhos frontais da árvore. O corpo estava suspenso a aproximadamente quarenta centímetros do chão.

    Os primeiros a se aproximarem foram Ludovic e McCam. A imagem da jovem era terrível de se ver. O ar tinha um toque fúnebre ao redor do corpo. Analisando a cena, Ludovic conseguiu identificar pequenas pistas. Um pequeno pedaço de tecido negro, de não mais doi que dois centímetros, estava apertado num dos nós dos pulsos da vítima. Além disso, conseguiu identificar que os cabelos da vítima tinham pequenos cristais de gelo, como se tivessem sido molhados em algum momento e a água tendo congelado no cabelo. No chão, logo atrás da vítima, a neve estava mais funda, mas não havia ali nenhuma marca de sola de sapatos ou algo do gênero. McCam também notara a parte de neve  destoante e identificou uma fina linha de neve mais assentada fazendo um caminho entre a neve mais funda posicionada na árvore, atrás de onde o corpo estava pendurado, até a margem do rio.

    Constatado que não havia muito mais a se conseguir da área, os médicos foram convidados a verificar o corpo. Dr. Carlson e Dra. Müller se aproximaram com suas maletas. A jovem mulher devia ter entre 20 e 25 anos, estivera grávida e pronta para amamentar, dado o tamanho e formato dos seios. Pela quantidade de sangue na roupa e no chão, certamente o bebê deveria ter sido removido enquanto ela ainda estava viva. O corte era bruto, rasgado. Não havia sido feito por uma lâmina, mas algum outro material cortante mais rústico. Pela profundidade, era nítido que o bebê não tinha sido atingido pelo corte. A causa da morte, Mayla podia intuir, fora a grande hemorragia.

    - Pobre alma. - lamentou o doutor. - Detetive, temo que tenha um caso de sequestro, além dos assassinatos.

    Talvez ninguém tivesse colocado daquela forma até então. Mas, de fato, um bebê havia sido retirado de sua mãe. Talvez aquilo fosse um ritual, por conta dos elementos da cena, mas a morte da mãe não fora um assassinato, propriamente dito. Foi um efeito colateral da retirada do bebê sem nenhum cuidado.

    Off:
    Se desejarem algum tipo de análise mais específica, podem descrever no post que eu darei o resultado, mas em relação às rolagens feitas, os resultados já estão nas descrições feitas no post.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Seg Jun 18, 2018 2:24 pm

    - Talvez queira nos dizer algo sobre a autópsia de Happer antes de chegarmos ao próximo passo. - Sugeriu enquanto caminhavam em direção à cena do crime. Contudo, a cena era terrível. Ludovic não deixou de cobrir a boca com a mão quando entendeu o que se passava ali. Era sem dúvidas algum tipo de ritual. E, impactado como estava, praticamente esqueceu que havia perguntado de Happer para o Dr. Carlson. - Notre Dame... - Uma vez recomposto daquela visão, tentando abstrai-la para algo mais técnico, Ludovic passou a observar as coisas ao redor. A mulher estava dependurada de quarenta centímetros do chão. Seu ventre estava cortado em dois. Seus seios expostos. Mas certamente o pior de tudo era aquela máscara feita de crânio de cervo. Porém, o detetive não deixou escapar os detalhes: havia um pequeníssimo pedaço de pano preto num dos nós de seu pulso. - Monsieur Carlson, vê aquele pequeno pedaço de pano? Ele o lembra algo? Talvez alguma peça de roupa de Happer? - Chutou. Foi quando notou as cabelos congelados e a irregularidade na neve que levava até o rio. - Não vejo solas de sapatos ou pegadas, mas algo saiu do rio e veio até aqui próximo ao corpo. Talvez seja melhor registrar isso. - Sacou sua câmera e bateu fotos da cena do crime [Teste de Fotografia].

    Acompanhou de perto o trabalho dos médicos. Ouvindo seus comentários e tomando notas mentais. - São oito e trinta e cinco. - Disse sem consultar nenhum relógio. - Se quiserem anotar o horário do primeiro exame. Já conseguem precisar quanto tempo faz que está morta ou são precisos exames mais detalhados? - Perguntou e envolveu-se sem parecer arrogante ou indelicado.

    Ao último comentário do doutor, deixou sair uma interjeição ofendida e assustada. Aquilo tudo então fora uma espécie de parto macabro. Estavam tirando a criança e deixando para trás e para a morte a mãe. - Talvez ela e Happer estivessem a ponto de se casar. Encontramos alianças em seu apartamento, mas nada indicava que ela já estivesse grávida. - Comentou. - Acho que o próximo passo é retirar essa máscara, identificá-la e falar com os familiares e conhecidos. Sobre Happer temos uma certo conhecimento, mas sobre ela, tão somente sabemos de sua existência.

    Fitou os médicos e aguardou que tecessem mais comentários. Aquele era, por definitivo, seu caso mais excepcional que tivera contato desde que iniciou o exercício de sua profissão.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Rosenrot em Sex Jun 22, 2018 10:04 am

    Caso 38-1920
    Mayla aguardou que os investigadores pudessem ver o corpo, enquanto trocava algumas leves informações com Carlson e também se preparava para o que ir a ver. Ela pessoalmente nunca tinha estado em uma cena de crime, geralmente já recebia os corpos no necrotério prontos para suas analises e aquela situação lhe enchia de expectativas.

    Quando, junto a Carlson, pode se aproximar, seu olhar passou clinicamente pela cena disposta; esforçou-se o suficiente para manter a postura diante do que via, sempre agarrada ao seu estigma pessoal. Lambeu suavemente os lábios, antes de começar realmente a se aproximar da mulher: seu primeiro foco de atenção fora o abdome, ouvindo o que Carlson dizia, ela moveu a cabeça em concordância, apesar de ter suas dúvidas que apesar de aparentemente o bebê não ter sido ferido, que ele tivesse conseguido sobreviver aquilo tudo.

    A primeira pergunta que Ludovic fez a Carlson, Mayla não podia responder com tanta certeza, mas as demais não lhe eram algo tão difícil assim. Abriu a boca, a voz baixa quase escondendo-se em meio ao ambiente. - A morte ocorreu num período de 4 à 6 horas, talvez consigamos precisar melhor depois, mas não mais que isto. Deu-se devido a grande hemorragia, como podem ver, não houve outro fator além desse, o que indica que estava viva quando isto começou. Acredito que o modo como o corpo foi posto ajudará na aceleração da morte. - Gesticulou para a barriga da pobre mulher. - Ela estava entre 38 à 40 semanas, o que a deixa no final da gestação, não procuram um prematuro, mas um bebê já em estado final de gestação, caso tenha sobrevivido ao frio... - Isso é, se fossem dar-se ao trabalho de procurarem pela criança, o que Mayla achava que talvez não fosse ser prioridade naquele momento. Ouviu Ludovic falar sobre a mascara e então ergueu o rosto para cima, observando-a com atenção. - Poderia Herr Bardin conseguir uma fotografia para mim desta máscara? Apenas da máscara, sem a cena do crime num geral. Talvez algum professor da universidade possa elucidar algumas dúvidas em relação a rituais, se Herr McCam não importar-se de que mostre a fotografia.

    Em verdade, achava que ela mesma poderia fazer aquela pesquisa, mas preferia jogar a "responsabilidade" nos ombros de outro homem, para ter um pouco mais de credibilidade em suas palavras, seu olhar voltou-se para Carlson, aguardando a resposta dele a primeira pergunta do investigador, mas focou-se pouco no médico, pois a cena em si atraia sua atenção.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Dom Jun 24, 2018 9:24 am

    Escutou com atenção as indicações de horário que Dra. Müller havia dado. Quatro a seis horas... - Isso quer dizer que pode ter acontecido entre 2h35 da manhã e 4h35... - Pensou consigo. O horário terrível daquela noite foi às 3h15. Estavam englobado ali, porém a imprecisão ainda era grande. - Se puder, mais tarde, precisar isso com menor margem, gostaria de saber. Tenho motivos para acreditar que tenha acontecido por volta das 3h15 da manhã. Mas falamos sobre isso depois. - Seu cigarro estava queimando sozinho, sem ser fumado. Aproveitou aquela deixa para terminá-lo, enquanto os médicos faziam seu trabalho, sem claro, se afastar. Era demasiado curioso para que simplesmente fizesse seu trabalho e se afastasse. Por isso, logo que ouviu a Dra. Müller chamando-o, atendeu com amabilidade. - Bien sûr! Baterei de imediato essa foto. - Chamou os demais policiais para retirarem o corpo. Uma vez que tivessem tirado, pegaria primeiro o pequeno pedaço de tecido preto e guardaria consigo. Enquanto faziam aquele trabalho, Ludovic buscava em sua memória os significados que um crânio de veado pudesse ter para os povos daquele país [Teste de Antropologia]. Com o corpo no chão, retiraria aquela máscara para então fotografá-la, fora do ambiente circundante. Tendo-a em mãos, lembrou-se também das inscrições do quarto de Happer. Teria algo a ver? Certamente... Qual era a ligação? Era o que precisava descobrir [Teste de Ocultismo].

    - Tragam por gentileza um pano branco ou preto, para que façamos um fundo. - Já tinha a câmera em mãos [Teste de Fotografia].
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Makaveli Killuminati em Seg Jun 25, 2018 10:33 am

    Harmon seguiu seu caminho, que mais especificamente, era o caminho onde o rastro lhe levava. A paisagem mudava gradativamente, e aos poucos notara a o caminho entre as rochas que não eram percebidos de longe. O branco da neve que cobria tudo iludia os olhos de quem apenas observava de longe. Não percebera nada de extraordinário além dos rastros. E em certos momentos imaginava como seria aquela paisagem sem a neve. Talvez a neve ajudasse a acobertar algo que seria importante para sua investigação, mas ao menos ajudava a marcar o rastro.

    Adentrando a fenda entre as rochas, fora mais difícil de continuar seguindo o rastro. Além da menor iluminação, acreditava que correntes de ar corriam pela fenda de tempos em tempos, apagando o rastro com maior velocidade. Mas, claro, o principal fator era a menor luminosidade. Harmon seguiu até onde seus olhos conseguiram acompanhar o rastro, e parou para vasculhar o local onde o rastro terminara. A neve era sua aliada naquela busca, e denunciava que nada tinha continuado por ali.

    O patrulheiro lamentou, pois parecia que a única maneira de seguir o rastro era escalando aquelas rochas. Balbuciou reclamações e maldições enquanto esfregava as mãos, ambas vestidas com luvas. Cogitou dar a volta na fenda para subir através da própria superfície, mas o tempo que tinha levado para chegar até ali fora demorado demais, além disso, poderia não encontrar o ponto onde o rastro terminara superfície abaixo, na fenda. Poderia até encontrar o início do rastro por cima, mas teria que ter atenção redobrada. Preferiu não arriscar. Harmon preparou-se e começou a escalar as rochas, pois não pareciam difícil de serem escaladas.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Ter Jun 26, 2018 5:19 pm



    Quebec, Quebec, Canadá


    Saída Norte da Cidade - 7 de Janeiro de 1920, 8:48am





    John Harmon

    A única alternativa que Harmon encontrou foi iniciar uma escalada pelas pedras. Não pensou muito a respeito do que quer que pudesse ser aquela criatura bípede, com patas canídeas, grandes garras e escalava um paredão horizontal de pedras irregulares, mas mesmo assim se colocou a subir pelo perigoso caminho acima. A rocha estava gelada ao toque, mesmo com as luvas de couro. Não era a escalada mais difícil que Harmon já fizera e conseguiu ir ganhando terreno aos poucos, sem saber ao certo para onde deveria ir.

    Enquanto subia, encontrou marcas na pedra, novos arranhões, nos mesmos padrões das marcas encontradas na pedra próxima á gruta lá dou outro lado daquela região, porém era claro que a coisa que escalara ali utilizara apenas uma das patas, ou mãos. Ainda olhando de baixo para cima, há mais de cinco metros do chão, conseguiu vislumbrar um vão circular. Continuou subindo até chegar na base de um buraco que adentrava na rocha. Era uma caverna baixa, de aproximadamente um metro e meio de altura. O negro precisava andar curvado para avançar ali, o que não fazia bem para suas velhas costas.

    O local era uma formação natural, ao que podia ver à vista. Tirando a beirada onde havia um pouco de neve, a parte interna, completamente escura, tinha apenas a pedra natural portanto não deixava rastros claros para se seguir. Ele deveria decidir agora como seguiria e se seguiria. Antes, porém, escutou um som baixo á distância. Parecia uma respiração pesada, mas não conseguia precisar a distância. O único fato que conseguira constatar era que aquilo era um tipo de túnel tortuoso e não um espaço aberto, pelo menos até onde a luz natural externa podia lhe proporcionar.



    Ludovic e Mayla

    À pergunta de Ludovic, o Dr. Carlson responde polidamente.

    - Melhor lerem o relatório. Mas o que posso adiantar é que o padrão dos ferimentos não corresponde a nenhum animal conhecido de nossa região.

    Já durante a avaliação do local, Ludovic ia indicando suas análises e batendo fotos do local. Assim que são permitidos se aproximarem, Dr. Carlson e Dra. Müller se aproximam. Ludovic indica o pequeno pedaço de pano que encontrara preso à corda, questionando se não seria comum ao médico. Ele se aproxima e observa com atenção, ponderando bastante antes de responder.

    - Creio que não. Esse tecido é seda.

    Logo em seguida, o médico deu espaço para que Mayla pudesse fazer sua avaliação. Ele queria que ela pegasse experiência e aquela situação era ímpar na vida profissional de qualquer perito forense. Haviam poucas ocorrências como aquela na história do país desde 1867, quando o Ato da América do Norte Britânica, estatuto inglês, passou a vigorar, mudando a maneira de se registrar e conduzir os crimes e a maneira de aplicação das leis nos municípios e províncias. Na capital, entretanto, nunca houve um caso como este, envolvendo qualquer tipo de objeto que tivesse conotação ritualística, salvo relatos muito antigos ou lendas da época da idade média que não se podiam comprovar.

    Dr. Carlson se mostrou satisfeito com a avaliação de Mayla, confirmando com a cabeça tudo o que ela havia falado. Teve a acrescentar, entretanto, apenas um ponto.

    - Veja os pulsos amarrados não mostram nenhum abrasão além das marcas da corda, tal como qualquer avaria nos dedos ou unhas. Isso indica que não houve luta. Ou estava desacordada quando foi dependurada... - hesitou antes de completar a frase, sabendo que aquilo poderia ser recebido com maus olhos por parte dos outros, mas decidiu continuar. - Ou estivesse conivente com o que estavam fazendo.

    Assim que convocados, os policiais se aproximaram para fazer a remoção do corpo. Ao mesmo tempo, McCam se aproximou da beira do rio, verificando se havia alguma coisa na água, mas retornou sem nada a acrescentar. O corpo foi cuidadosamente retirado e colocado sobre a maca. Conseguiram um lençol branco para posicionarem a máscara de crânio para a fotografia de Ludovic, como solicitado por Mayla. A mulher, agora sem a máscara, se mostrava uma jovem de aparência comum. O olhar vazio e a boca levemente aberta lhe emprestavam um tom agourento. Era diferente olhar para ela agora sem a máscara, lhe dando uma identidade e certamente lhe empregando um pesar, seja pela família, seja por qualquer um que simpatizasse com ela naquela situação.

    - Vamos levá-la para o hospital. Poderemos fazer exames, inclusive um toxicológico, para lhes fornecer maiores informações sobre a morte e uma maior precisão no que tange o horário da morte.

    Minutos depois o grupo já estava pronto para voltar até onde os veículos se encontravam, com os policiais carregando o corpo e o resto do grupo seguia com eles.

    Ludovic, que estava com a máscara de crânio nas mãos, pensava a respeito de associações que pudesse fazer com aquele tipo de máscara. Até onde sabia, na cultura Canadense não haviam religiões pagãs predominantes, sendo o cristianismo a principal religião desde a colonização, por isso não haveria nenhum motivo para se acreditar que aquilo seria parte de algum ritual cultural. Já relacionando às marcas encontradas sob a cama de Happer, a analogia entre o noivo e a noiva poderia estar ligado às crenças do Gamo celta, símbolo de vida e poder. O homem, nos rituais de fertilidade, é representado pelo Gamo enquanto a mulher é representada pela Dama. O intitulado Rei Gamo é a figura suprema de poder, ao qual acreditava-se ter o poder de conceder a vida eterna. Porém, existe uma versão da crença que diz que o Gamo-Rei escolhe o sumo-druida que conduziria a fé pelos próximos anos, dessa forma a vida eterna seria atribuída à pessoa do sumo-druida, e não ao homem em si. Estas crenças pagãs são datadas da idade das trevas e foram suprimidas pela ação do cristianismo na Europa ao longo dos séculos que se seguiram à fundação da Igreja Católica Apostólica Romana.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Makaveli Killuminati em Qua Jun 27, 2018 10:14 am

    Enquanto escalava, era difícil para Harmon não perceber os vestígios deixados nas rochas. Mais marcas daquelas que já virava rotina observar, semelhantes as encontradas no poste e próxima ao que nomeou como covil. Não sabia com o que iria se deparar quando terminasse sua escalada, mas continuou tentando não pensar nisso.

    Em dado momento de sua escalada, vislumbrou mais um local bastante sugestivo. Se aproximou com calma da entrada daquilo que parecia ser outro covil. Não estava suando, mas passou a mão na testa como se estivesse. Seus olhos não mirava outra coisa que não a escuridão dentro daquela abertura na rocha. Desta vez estava muito mais aflito, pois não conseguia ver qualquer coisa que estivesse la dentro, mas poderia sentir sua presença, ouvia sua pesada respiração, mesmo que baixinha, o desconhecido fazia com que parecesse assustadora. Harmon sabia que não seria prudente adentrar naquele covil sem o mínimo de preparo. Ele entendia perfeitamente. Mas ainda assim a curiosidade lhe colocava besteiras em sua mente.

    Lutando contra si, o patrulheiro deu alguns passos silenciosos para trás, se afastando do covil enquanto encarava o vazio negro do seu interior. Desta vez ele não tinha apenas encontrado um covil, mas também aquilo que poderia ser a criatura. Não sabia o quanto tempo a criatura ficaria por ali, então decidiu partir logo dali para encontrar novamente o detetive McCam e informar o que havia encontrado.

    O patrulheiro agora ficava em dúvida se tratava de um criatura, ou de várias. Era um caso preocupante, mas deveriam considerar esta possibilidade.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Rosenrot em Qui Jun 28, 2018 12:48 pm

    Caso 38-1920
    Quando Carlson falou, a atenção da Alemã voltou-se para as mãos da jovem. Não era um cenário com o qual estava acostumada a lidar, mas a observação dele tinha lhe sido valiosa por outro motivo: trabalhando no ramo que trabalhava com a 'especialidade' que tinha, Mayla tinha noção que a porcentagem das vítimas mulheres de algum crime na maior parte do tempo conhecia seu agressor era alta.

    Ela fez silêncio por um instante, matutando a informação e juntando-a com outras que já possuía. E por um instante muito breve algumas peças pareceram se juntar em sua cabecinha. Existia algo naquilo tudo que a incomodava veemente: no caminho para lá, Mayla esperava encontrar vestígios de que algo - alguém - tivesse sido arrastado, isso condizia com o fato de uma mulher ter sido levada ali a força. Mas não se lembrava de nada disso no caminho. Mas e se ela tivesse sido carregada?

    Se ela tivesse sido carregada, Mayla, as pegadas seriam mais fundas.

    Pegadas?

    Subitamente a médica olhou em volta, em busca das pegadas, não tinha dado devida atenção a isso antes porque seu foco era exclusivamente o corpo em si. - Göttlicher Gott. - Mayla exclamou, a voz ainda baixa, enquanto olhava na direção dos homens presentes. - O que podem me dizer sobre esta região? Esta região em especifico? Acontecimentos? Lendas? Dr Carlson trouxe um assunto interessante à luz. É provável que a vítima conhecesse o agressor e talvez este lugar não tenha sido escolhido por puro acaso.

    Ela chegou a abrir a boca para dizer outra coisa, mas se calou. Aquele pensamento deveria ser guardado para si, talvez compartilhado com Carlson depois, mas não era algo que você despejava assim: aquilo era um assassinato, claro, mas Mayla acreditava que para ambas as pessoas - vítima e agressor - aquilo não tinha sido um crime. Foi tomada parcialmente por uma sensação mórbida de curiosidade e empolgação, mas conteve-se.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Sex Jun 29, 2018 11:40 am

    Ludovic matutava consigo enquanto Mayla questionava sobre a região. - Sobre as localidades é melhor o Detetive McCam falar, pois ele é quem trabalha aqui. Mas... Olhando esse crânio de cervo e lembrando do que vi na casa de Happer... - Fez uma pausa, dando gravidade àquilo que ia dizer. - Acho que já está claro que estamos aqui no meio de uma espécie de ritual. Sob a cama da nossa primeira vítima havia uma série de inscrições em egípcio e dois símbolos celtas, do paganismo bretão, representando o noivo e a noiva. Coisa que é ratificada por esse par de alianças. - Tirou-os do bolso, mostrando o par de alianças simples e para dedos magros. - Faremos bem de experimentá-los nos corpos e ver se achamos marcas nos dedos indicando que foram usados...

    Guardou-os novamente por um momento, enquanto pigarreava e se aproximava da pequena comitiva. - Eram símbolos de fertilidade, vous voyez? Ela estava grávida. Os celtas criam num certo Rei Gamo, símbolo de vida e de poder, que, em algumas variações, escolhia um sumo-druida para receber dele vida eterna. - Puxou um cigarro da carteira de Pall Mall, acendeu-o. Sentia um pouco de frio. Talvez pelo que pensava e dizia. - De forma que nessa crença pagã temos três envolvidos: o homem e a mulher, noivo e noiva, Gamo e Dama; e um sumo-druida, que recebe a vida eterna. - Deixou a fumaça sair por suas narinas, aquecendo sua traqueia.

    - Talvez isso esteja parecendo absurdo, mas tenho fotos de tudo que vimos na casa de Happer e tenho o testemunho do Dr. Weiss, que embora abalado, certamente confirmará isso e outras coisas mais... - Lembrar daquela terceira imagem lhe fez estremecer. - Talvez nosso sumo-druida é quem levou a criança. E o único rastro que temos dele vai daqui detrás da mulher e vai até o rio. O rio deve ter a ver com isso.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Matusael em Ter Jul 10, 2018 7:24 pm



    Quebec, Quebec, Canadá


    Saída Norte da Cidade - 7 de Janeiro de 1920, 9:00am





    John Harmon

    Apesar de Harmon já ter passado por diversas situações na vida em que o medo estendera suas garras para ele, este era um momento ímpar. Não saber exatamente do que se tratava aquela criatura e aquele lugar desconhecido e escuro faziam o coração do patrulheiro bater de forma arrítmica. Depois de ponderar por um instante, ele decidiu recuar e fazer de volta o caminho da escalada para baixo dessa vez. Posicionou o corpo para a descida, firmando as mãos e os pés para descer pelas pedras irregulares, da mesma maneira que fizera quando estava subindo. A visão da caverna ficou para trás, mas apenas por um segundo. Quando já ia avançando paredão a baixo, o negro ouviu um ruído logo acima de si, mas nem teve tempo de olhar o que era. Sentiu uma pancada violenta nas costas, logo abaixo do pescoço, tal como uma dor aguda de carne sendo rasgada, ao mesmo tempo em que uma força descomunal o tirou da parede fazendo-o girar no ar. Por um momento achou que era seu fim e se veria despencando por quatro metros de altura até atingir o chão de maneira fatal, mas isso não aconteceu. Em vez disso se viu arremessado para dentro do túnel escuro, caindo com um baque doloroso em meio a pedras. Ficou tonto com o ocorrido e as gostas doíam, com cortes profundos. Quando a tontura passou, fitou, à sua frente, uma tenebrosa silhueta contra  a luz que vinha pelo lado de fora. Estava agora quase três metros dentro do túnel, onde a luz já não alcançava, permitindo apenas uma penumbra, e a criatura á sua frente não podia ser completamente distinguida, a não ser pela suas linhas. Era bem mais alto que um homem alto, mas estava visivelmente encurvado para caber naquele pequeno espaço. Tinha a parte de cima do tronco bem larga, com dois grandes e grossos braços cobertos por um tipo de pelugem e se alongava até grandes mãos com garras longas nas pontas de cada um dos cinco dedos; as duas pernas eram um pouco finas demais, e faziam um ângulo estranho perto dos tornozelos, terminando em grandes patas canídeas; a cabeça também estava ali, mas não era visível por conta da pouca iluminação do ambiente, porém dois olhos grandes e avermelhados fitavam o patrulheiro na escuridão. Uma respiração pesada fazia com que baforadas de ar quente fossem lançados ao ar, seguidos de um ruído grave a cada respiração. A criatura avançou rapidamente contra Harmon, segurando com as perigosas garras sobretudo do patrulheiro, arrastando-o de lado pelo chão com extrema violência, foi nesse momento que a pistola que estava em seu coldre tamborilou pelo chão, terminando em um disparo que ecoou por todo o lugar, fazendo a criatura largá-lo subitamente.

    Um choro de bebê pôde ser ouvido em algum lugar ali no fundo. A criatura pareceu recuar em direção à escuridão, rosnando. Ela fez que ia atacar novamente, mas uma voz grave e masculina veio antes que ela avançasse.

    - NÃO!

    Harmon nunca tinha escutado aquela voz antes, mas de alguma forma ela parecia familiar ou até amiga, principalmente naquele momento de desespero. A criatura recuou, desaparecendo na escuridão. Harmon ainda sentia fortes dores nas costas onde tinha sido ferido, mas foi capaz de se colocar em pé. Na escuridão não enxergava o dono daquela voz, mas sabia que deveria estar perto, não mais do que cinco metros afrente de si. Sua arma também estava perdida em algum lugar no chão ali perto.

    - Quem é você?

    Era uma pergunta pertinente, apesar de não ser o início de diálogo mais apropriado para aquela situação.



    Ludovic e Mayla

    As perguntas e respostas dos investigadores ali iam se complementando aos poucos. Todos pareciam prestar atenção nas informações que vinham á tona, mas McCam era o mais absorto de todos. Estava com uma expressão séria, carregada. Estava apenas consumindo tudo aquilo sem dizer nada, como se guardasse cada detalhe em sua mente. Quando o questionamento sobre a área foi direcionada para si, ele pareceu sair do transe em que se encontrava.

    - Não há nada nessas bandas que pudessem corroborar com atividades ritualísticas de qualquer seita. Se existe algo religioso que envolva este caso, e se houver algum tipo de história nisso tudo, pode ter sido trazido de algum imigrante europeu, e existem muitos na cidade e no país... - mal concluiu sua fala e parou abruptamente. - Henry Stoker.

    Os policiais se viraram subitamente para ele, parando o que estavam fazendo. O oficial Green deixou escapar um comentário.

    - Sem chance.

    McCam o olhou de forma taciturna.

    - O que sabemos sobre ele? Nada. Só que decidiu vir para cá depois de perder a família.

    Carlson se juntou à conversa.

    - Aquele senhor educado? Ele não seria capaz de erguer essa mulher do chão da forma que estava pendurada, não tem porte físico para isso. É alto, sim, mas muito idoso e magro. Deve passar setenta anos.

    McCam não deu continuidade às conjecturas. Ficou fitando Ludovic enquanto os policiais concluíam a remoção do corpo e se preparavam para voltar até os carros. Carlson começou a caminhar na dianteira, seguido pelos policiais. McCam voltou para perto do rio, onde havia aquele pequeno rastro na neve, se demorando um longo momento ali, chamando Mayla para perto de si logo em seguida, assim como Ludovic.

    - Diga-me, doutora. Quanto tempo um recém nascido poderia sobreviver em condições climáticas como essa sem nenhuma proteção?

    Depois da resposta, se ergueu e começou a seguir o grupo, convidando Mayla e Ludovic.

    - Vejamos se Harmon encontrou algo do outro lado.

    Logo todos estavam de volta à estrada. Haviam mais homens ali agora, haviam trazido um grande tronco de madeira tratado para substituir o post quebrado. Já haviam iniciado os trabalhos para o reparo da rede elétrica ali. O corpo da vítima foi colocado na ambulância e foi despachado juntamente com o Dr. Carlson. Mayla não cabia na ambulância e teria que voltar para a cidade com os policiais ou com o detetive McCam. Nesse momento, entretanto, um estampido ecoou pela floresta, pelo lado esquerdo da estrada, na direção onde Harmon havia seguido, fazendo com que uma revoada de pássaros acontecesse.
    Makaveli Killuminati
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Makaveli Killuminati em Sex Jul 13, 2018 2:36 pm

    Harmon procurava pela próxima saliência em que apoiaria seu pé, mas foi surpreendido por puxão violento e dolorido pelas costas. Estava confuso, e a dor não ajudava a raciocinar, tudo que conseguiu fazer foi balançar as pernas tentando evitar a morte com a queda. Naquela idade qualquer tombo era uma preocupação. Contudo, ao invés de cair, ficou suspenso no ar até ser arremessado caverna a dentro.

    Tudo doía, e não conseguia decidir o quê doía mais. Não conseguia levantar por conta das costas. Fez força com o braço tentando erguer-se o mais rápido possível, mas não somente a dor o incapacitou, mas principalmente a silhueta aterrorizante que surgia em sua frente. Nos primeiros segundos achou que o reflexo de fora da caverna e seus olhos já envelhecidos poderiam estar lhe enganando, mas a impressão da criatura a sua frente era tão tangível que poderia sentir novamente suas garras presas nas suas costas. A impressão lhe causou arrepios, e Harmon não teve tempo de procurar sua arma, pois a criatura investiu mais uma vez na direção do patrulheiro.

    Desta vez achou que seria estraçalhado, e vergonhosamente não teria chance de se defender. Mas aparentemente a criatura queria brincar com o corpo de Harmon antes de finalizá-lo. Enquanto era arrastado pelo chão da caverna, Harmon tentava diminuir a pressão que o sobretudo fazia em seu pescoço, levando as duas mãos até o próprio colarinho. E, por alguma sorte que lhe restava, seu revolver disparou involuntariamente. A criatura, assustada, soltou Harmon e recuou. O patrulheiro, deitado no chão, tentou se virar e levou sua mão até seu revolver. Um choro de bebê deixou tudo mais sinistro, e não salvar aquela criança seria mais um de seus pecados. Sentiu que logo a criatura iria investir novamente, mas sua mão tateava o coldre sem encontrar nada. Harmon odiava se sentir como uma presa, e era isso que ele era naquele momento, uma presa inofensiva.

    O improvável acontecia outra vez. Uma voz salvadora ecoa, parando outro ato da criatura. O patrulheiro tossiu, mas não sentia o gosto de sangue na boca. E finalmente levantou-se, com uma enorme dificuldade. Sua respiração estava pesada como nunca esteve antes. Harmon não era burro, sabia que mesmo que quisesse, não conseguiria fugir, a não ser que a criatura permitisse, ou o dono daquela voz misteriosa que tinha algum controle sobre a criatura. Quando questionado sobre quem era, o patrulheiro teve uma crise de identidade, e atrasou sua resposta enquanto cambaleava de um lado para o outro enquanto, discretamente, arrastava um dos pés tentando encontrar o revólver perdido.

    - Bill Ross... Bill "the fucking" Ross... - Respondeu o patrulheiro com o grave timbre de voz, carregada de ódio. - Mas que porra VOCÊ é?.. E esse demônio com pelos... - Questionou Harmon.
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

    Mensagem por Bravos em Dom Jul 15, 2018 9:31 pm

    McCam pensava sobre o questionamento de Ludovic e ele chegou ao que o detetive francês queria: um nome! Decerto que ele trabalhava com evidências e fazia isso muito bem, mas o caro senhor Bardin era um especialista em interrogatórios. Especialmente em detectar mentiras. - Não vamos descartar nome nenhum por conta de parecer inverossímil. Eu gostaria de falar pessoalmente com o Sr. Stoker depois que você me falar um pouco dele, Detetive. - Sua fala era leve e trivial, como se tratasse de um assunto qualquer e não o interrogatório de um crime hediondo com pitadas de perversão. - Se ele veio à mente, algo deve justificá-lo. Na pior das hipóteses teremos uma conversa cordial e perderemos alguns minutos tremendas trivialidades.

    Aproximou-se do rastro junto com a doutora e McCam. Seus questionamento era válido. Crianças, ainda mais recém-nascidas, são sensíveis e aquela nevasca poderia ter significado para ela a morte. Por outro lado, o bizarro daquilo tudo poderia ser a própria salvação dela. - Se isso for um ritual de vida eterna, como supomos, a sobrevida da criança deve está sendo providenciada. Seria, sem sombra de dúvidas, uma tremenda falha se, feito todo esse ritual, o bebê morresse antes de... - Tragou com vigor o cigarro, fazendo-o diminuir até o filtro. - ... de cumprir seu papel. - Dava-lhe náuseas imaginar o que poderia  significar sua própria frase.  

    McCam disse que fossem ver o que havia conseguido o patrulheiro. Era justo. Ali as peças do quebra-cabeça já haviam sido encontradas e colocadas no lugar. Não era possível ainda ver a completude do desenho, mas algo já se prefigurava. O que faziam e pensavam foi subitamente interrompido por um estampido forte. As aves que ali estavam bateram asas e revoaram em bando. - Merde! Onde está monsieur Harmon? Deixamos ele seguir sozinho?! - Uma certa sombra de culpa lhe cobria a mente. Não se dera bem com o patrulheiro, mas ele estava, como qualquer um ali, dentro do que Ludovic considerava sua responsabilidade. - Allez, on peut pas perdre du temps¹! Por onde ele foi? - Num movimento rápido e inesperado para alguém do porte físico de Ludovic, ele puxou sua arma - uma 9mm automática - de dentro de seu casaco e já se dirigia com passos rápidos na direção que apontavam.

    - Vamos! Uma bala pode significar esperança de não tê-lo alvejado, mas também pode significar um tiro certeiro.

    Spoiler:
    1- Vão, não podemos perder tempo!
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    Re: [!ON!] Investigação em Andamento

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      Data/hora atual: Dom Ago 19, 2018 12:50 am