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    Em Heséd

    DariusNovadek
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    Mensagem por DariusNovadek Seg Jul 19, 2021 4:07 pm

    A corrente vai falando com Kate, que vai tentando garimpar uma coisa ou outra diante de tantos ensinamentos que Kate nunca ouvia falar. Com o pouco que entendia, conseguia responder pouco também.

    - Só poderemos ver isto depois que for purificada e seu fluxo realinhado. No processo você trabalhará as defesas mágicas, e, vendo, poderá aprender sobre princípios básicos de cura. Até terminar o processo pode aprender um pouco da cultura de nossa Divina Mãe. Então poderemos avaliar se pode continuar em nossa escola.

    - Com certeza irei aprender um pouco, não sou do tipo estudiosa, como pode ver, mas sempre procuro absorver qualquer tipo de informação quando estou com pessoas mais experientes, como você.

    Depois Kate saiu pela cidade a procura de algum lugar para dormir, apenas para ter uma breve noite, mas conseguiu dormir um pouco pelo menos. O dia ja amanheceu quente, Kate ja estava acostumada com isso, mas saiucom uma parte de cima de sua roupa que parecia mais um top, deixando sua barriga a mostra.

    Chegando de novo na escola, Kate foi parada por Caoilain, que a admirava, porém como se fosse um experimento. Apesar disso, foi muito educada com Kate, que retribuiu a educação.

    - Ma'bah! Eu não sou uma curacista também? Posso não ser tão experiente quanto, mas sou a melhor aluna da Corrente. Ela disse para não comer nada pesado ou que atrapalhe a purificação: carne, óleo, álcool... Leite faz bem, ainda mais preparado por mim.

    Caoilain mistura um pó ao leite, mexendo em sentido horário com os dedos. A medida que faz isto o leite vai ficando mais quente, ação de sua magia de fogo. Quando atinge um ponto desejado ela dá para Kate. O gosto não era de bovino ou ovino (fontes de leite mais comuns por ali).

    - Obrigada!

    - Ah, não foi nada! Graças a você tivemos oportunidade de ver a Corrente operacionando alguém com bloqueio no Svadhisthana, no Manipura e no Vishuddha ao mesmo tempo! Impressionante você ainda estar de pé com tanta energia densa dentro de si. Estou ansiosa para ver mais na aula de hoje. - Caoilain cutuca alguns pontos na coluna. - Pensei que os cabeças de tocha iam te pegar primeiro. Eles iam acabar estragando tudo.

    - Refere-se a eles como cabeça de tocha, mas tem o dom da mana vermelha também. *kate disse isso após ver ela esquentando o leite com os dedos. - Mas percebo a diferença entre eles e você também. *soltou uma breve risada*

    Quando ela disse sobre impressionante Kate ainda estar de pé, Kate disse:

    - Ja passei por coisas piores, eu acho.. Ja perdi as contas de quantas vezes eu morri.. Piro ou Jara, eu não sei, mas algum dos dois não me quer morta.. Esse leite aqui é do que, de vaca ou de cabra não é

    Após uma breve conversa, Kate vê uma possível amizade ali, e não perde tempo, até agora não tinha tido sorte.

    - Você parece muito inteligente, não é atoa que é a melhor aluna da Corrente. Poderia me ajudar nos ensinamentos? Nos nomes técnicos também.. Eu sei bastante na prática, mas bem pouco na teoria..
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    Mensagem por Leomar Seg Jul 26, 2021 8:57 pm

    - Com certeza irei aprender um pouco, não sou do tipo estudiosa, como pode ver, mas sempre procuro absorver qualquer tipo de informação quando estou com pessoas mais experientes, como você.

    - Não esperaria que uma devota de Piro fosse do tipo estudiosa, mas com certeza aprender, no momento, beneficiará a si mesma.

    Havia uma pitada de preconceito ou competitismo ali, mas ela não deixava de dar um sorriso de canto de boca quando Kate fala de "experiente". Ninguém era imune ao efeito da vaidade... Pelo menos nenhum humano ou demônio, quem sabe um anjo, talvez...

    ***

    - Já passei por coisas piores, eu acho.. Já perdi as contas de quantas vezes eu morri.. Piro ou Jara, eu não sei, mas algum dos dois não me quer morta.. Esse leite aqui é do que, de vaca ou de cabra não é.

    - Provavelmente Piro, ele é mais especialista em causas perdidas!

    - Ruŝ!

    - êê... Mas digo no bom sentido, claro. Como no caso quem tá quase morrendo, e tipo assim... - mas ela muda de assunto logo - Ah sim, percebe o gosto mesmo com as especiarias né! É leite humano. Não costumamos saber o gosto depois de adultos, a não ser que você jogue no time errado né! Hahaha. (pausa) Ma'bah! Porque tanta surpresa? Cada espécie produz leite mais adequado pra si mesmos, então, quando se está mal, não é melhor tomar leite da própria espécie? Cada um tem partes específicas de gordura, proteína, etc. Eu poderia gastar uma aula só falando dos benefícios do leite, e como podemos também ampliar com especiarias, infundir um pouco de Prana...

    - Você parece muito inteligente, não é atoa que é a melhor aluna da Corrente. Poderia me ajudar nos ensinamentos? Nos nomes técnicos também.. Eu sei bastante na prática, mas bem pouco na teoria..

    - Obrigada! - Ela sorri a largo. Ninguém estava imune à vaidade... - Claro, que tipos de nomes técnicos você tem dificuldade?

    Se seu elemento principal for o fogo, terá mesmo dificuldade com cura, pois não há magia de cura ligada ao fogo. Mas a vantagem de ser dual aqui na Escola Izete é que podemos treinar alguns "truques".

    Durante as aulas, A Corrente sempre ensina controlar o fluxo como dobradora de água, e é melhor mesmo, pois é a melhor forma de manipular o elemento. Mas fora das aulas ela também ensina que podemos, ou melhor, que vocês podem sentir o fluxo de energia como dobradora de fogo mesmo, e, percebendo este fluxo, canalizar magia de cura por ele.

    Isto dificulta um pouco quando estiver tentando curar outra pessoa, mas ajuda um pouco quando estiver tentando receber a magia de outros. Tem muito a ver com resistência: a água é um elemento bem menos resistente, ela busca se acomodar ao ambiente, já como dobradora de fogo seu corpo busca criar resistências, para a mana, literalmente e não, ir esquentando nas veias. O ideal para cura é você aprender não ter resistência e deixar o corpo naturalmente distribuir a energia na Kundalini. Mas como é muito difícil para vocês, aí que entra os truques: ao invés de focar inicialmente em diminuir a resistência, pode usa-la para sentir o fluxo, e distribuir a energia de forma mais ativa. É menos eficiente, mas deve ser mais fácil para você.


    - Minha antiga instrutora (Velora) falava sobre "Kurdal-i", e também falava muito sobre a diferença entre energia masculina e feminina, e que eu teria que "pensar" das duas formas, pois o fogo é masculino, e a água feminina. Eu tive uma instrutora que me ensinava sobre a água, e outra sobre o fogo, e elas eram bem diferentes mesmo...

    - Sim, Kurdal-i é a mesma Kundalini, numa pronúncia mais demonizada; é o caminho que a energia percorre através de seus pontos principais de força. E o princípio das formas diferentes de canalizações segue de forma análoga as diferenças entre as energias sexuais, então poderá usar isto enquanto vai aprendendo os detalhes.

    off:
    Caoilain faz observações sobre a Kundalini, os chacras e como poderá usar isto na próxima aula na banheira. Ela comenta sobre os nomes que usam para os chacras (Svadhisthana, Manipura, Vishuddha...) enquanto as demônios só falavam deles pelos números (primeiro, segundo, etc.) se tiver outras curiosidades que queira ver com ela sobre magia ou termos técnicos, pode ou não detalhar o resto da conversa. São aproximadamente 7:00h e a aula de cura está marcada para 11:00h, depois do eclipse que deve acontecer as 10:00h.

    A parte da cidade que estão é pobre e pouco movimentada, está perto da barricada que fizeram para separar a cidade do porto, a maioria das casas é de madeira, não tem muito comércio a não ser ambulantes que ficam circulando, e algumas pessoas que vendem seus trabalhos dentro da própria casa, como a costureira, o vendedor de couve, o raizeiro, etc. Você não sabe quantos ali seriam aliados ou oponentes dos Izete, quantos não se importam ou mesmo não sabem que o grupo existe. Vocês estão usando basicamente três construções, em apenas uma tem a bandeira da escola e nada mais (muitos podem nem percebe-la), para os locais a bandeira deve ser conhecida, para os outros talvez não.

    Em Heséd - Página 4 Gota_c10

    Ninguém chega a chamar muita atenção, são todos humanos, e os moradores naquela parte tem tudo que é cor de pele e cabelo. A Corrente, com seu lenço nos cabelos e bata cinza-azulada obviamente não dá pra não ver e saber que se trata de uma religiosa ligada à Jara, mas por ali tem também um ou dois que andam com roupas laranja ou amarelo açafrão típicas de religiosos de Anĝelina, e isto não parece ser um problema.




    Nadhull descobre que um oponente era pouco, dois seriam de bom tamanho, mas três ainda era demais para ele.

    Apesar de afugentar o primeiro, cometeu o erro de não deixá-lo fugir, o que permitiu ser atingido em cheio na perna esquerda por outro adversário. Aquilo deverá deixar uma grande cicatriz.

    Ele canaliza a mana negra para se proteger com a força do ódio, e ainda consegue acertar um inimigo, mas já tinha gastado boa parte da sua energia, e acha melhor ir embora.

    Alçando voo, já percebe as primeiras claridades no céu. Aquela era a noite mas curta do ano, e sua vantagem de visão acabaria em poucos minutos. Mas ele observa que o exercito inimigo começava recuar. De relance, via a sua direita algumas barracas inimigas pegando fogo. Fajr-Regno parece ter conseguido vantagem nesta disputa, apesar da desvantagem numérica.

    Embora ainda pudesse lutar, ele prefere cuidar primeiro de sua perna, voa de volta para a parte alta e segura do terreno. Sem seu disfarce mágico alguns se assustam e ameaçam atacá-lo.

    - Ei! Calma aí! Estou do lado de vocês!

    Azriel, depois da vergonhosa bola de fogo que quase acerta um aliado ao invés do oponente, resolve voltar para a base também.

    Ka recebe ajuda de Mortalha no último oponente, bem a tempo, pois já sentia uma dor lancinante no braço, pelo jeito quebrou um osso, se bobear, dois.

    Como o exercito estava recuando, Ka parte pra área dos feridos.

    Mortalha vai cuidar de Cusco, o cachorro estava chorando e mancando de uma pata, decerto alguma besta tinha pisado nele durante o caos.

    Na linha de frente um tenente passava informações, mas estava longe para ouvirem. Apesar de terem ganhado a disputa, os soldados não pareciam muito animados. Os oponentes recuaram, mas os fajrenses não tinham contingente para segui-los até a costa.

    Mortos e feridos são contabilizados e preparam os corpos para serem cremados. Enquanto isto os estrategistas buscam entre os que ainda tem condições alguém que consiga servir de mensageiro para outros pontos, buscando convocar mais tropas para ajudar a terminar de expulsar os inimigos.

    Um soldado entra meio sorrateiro na barraca em que Ka estava esperando para receber cuidados e procura falar com ele de forma discreta.

    - Você faz parte do grupo de mercenários, não é? Eu... Posso conseguir que recebam tratamento mágico de um curacista forte... E... (olha para os lados) Alguns dos nossos foram aprisionados, porém os líderes acham que não vale a pena tentar resgatá-los... Como vocês são mercenários, não teriam problemas... O que podemos fazer para convencê-los aceitar nossa causa?
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    Mensagem por Christiano Keller Dom Ago 01, 2021 12:09 pm

    Ka,

           Com um braço quebrado, Ka faz sinal com o braço bom para Mortalha. O agradecimento foi simples mas o ferimento parecia grave. Não tinha mais condições de lutar daquela forma então a sua alternativa era recuar para a área dos feridos. A batalha estava acontecendo ao seu redor e enquanto corre os sons de armas batendo tomam conta dos sentidos. O cheiro de sangue também estava no ar. Feridos e mortos estavam espalhados na área, mas talvez a vitória seja dos aliados de Ka.
           Tentando sair da frente dos soldados aliados e seguindo para a retaguarda Ka observa o campo de batalha com uma perspectiva nova. Sua preocupação na retirada estratégica era observar se há inimigos na retaguarda ou atrás das linhas inimigas. Outra preocupação também é com seus colegas que também estavam em batalha. O grupo estava disperso, não estavam todos juntos e poderiam estar em qualquer lugar.

           Dentro da área de recuperação Ka tentava manter a calma com o braço quebrado. Um soldado entra sorrateiro na barraca e fala de forma discreta com sua proposta.
           - Faço parte, mas estou ferido. Ka de forma discreta mostra o braço quebrado. Só poderei participar se for curado. Eu vou te mostrar os outros mercenários que estão aqui. Agora sobre convencer, cada um tem seu preço. O meu seria a cura e o que conseguir pegar no processo. Ka sabia que o grupo não era coeso, mas talvez não lutariam sem um prêmio e certamente era um prêmio diferente para cada um deles.  Quer conhecer os outros? Se ele aceitar, Ka mostra os outros mercenários.
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    Mensagem por Leomar Seg Ago 02, 2021 9:42 pm

    A parte do combate combinado tinha acabado, então era hora de cobrarem a parte do grupo. Um dos tenentes tinha caído, então outra vai gritando com soldados de todos os lados, parecendo "meio" histérica. Na hora de pagar vocês ela não parece muito animada.

    O contato de vocês em Ĵevurá tinha dado a referência de alguém em Heséd que atendia pelo código S.L.EO (por sinal a insígnia que ele deu junto com a referência escrita tinham ficado com Kate e vocês não lembraram de pegar com ela) mas este S.L.EO pelo jeito já tinha morrido quando vocês chegaram, e a Jihl Nabaat lá do Q3 tinha falado que quem substituía o S.L.EO era um C.C.UK que estava no Q2, sendo assim a tenente que estava ali "meio que sugere" que se tinham contrato, deveriam procurar com ele, e não com ela.

    Claro que vocês não ficam satisfeitos (provavelmente Mortalha menos ainda), mas o metal do exército estava sendo usado para a batalha. A fulana dá uma olhada numas caixas de recursos e diz que se quiser podem receber em gemas. Ela dá duas gemas para cada.

    Ka, que era quem mais entendia de gemas, avalia que não devem valer muito, de 20 a 80 kons cada, mas alguém como ele conseguiria vendê-las por 50 a 100 kons. Para tempos de guerra era o dobro do dia de um soldado, então não chegava ser a pior oferta. E mesmo se não gostarem, parece que era o que tinha pra hoje.

    Mortalha diz que tinha lhe sido prometido também acesso a livros ou magos da Cour des Miracles se ela ajudasse o exército naquele combate. A tenente grita alguma coisa pra uma soldada, depois diz a Mortalha.

    - Claro, isto não é difícil, toma aqui uma de nossas insígnias, vou mandar alguém escrever uma missiva também atestando seu trabalho, é só apresentar para qualquer mago da Corte...

    - Mas ONDE estão estes magos? Não quero perder meu tempo com magos de baixo valor.

    A tenente se segura pra não dizer algo tipo "se vira, tem mago da Corte em todo lugar", mas agora Mortalha não estava mais com seu disfarce e não parecia apenas uma simples menina que cuidava de feridos e sim uma demônio que poderia dar trabalho, então ela pensa um pouco antes de falar.

    - Bom, tem uma biblioteca num templo no meio da cidade, não longe daqui. Mas os magos que trabalham para nós... Tem um grupo ao norte, no Q2, vocês teriam de voltar no Q3 que é de onde vieram e subir pro norte, lá estão precisando de mais gente, então tem mais alocados. E tem os magos negros que nos ajudaram aqui...

    - Estes seus magos não devem ser bons, nem conseguiram bloquear o ataque do oponente!

    - Nem sempre dá pra trabalhar com os melhores... - Ela é interrompida, a soldada que ela tinha gritado antes volta com um livro. - Ah, uma prova te boa-fé, pode ficar com este aqui! - Mortalha folheia, era um livro de venefício, mais sobre alquimia que magia, não era nada do que ela esperava, mas o outra tonta nem devia saber a diferença, de qualquer forma parecia um bom livro (provavelmente de algum soldado abatido) e Mortalha não iria devolver. - Tem um outro mago negro que costuma ajudar o exército quando a Corte manda, o endereço dele é este aqui. (entrega um papel escrito) Ele é mais competente, mas gosta de ficar nas sombras. Meio que literalmente. (pausa, não dava pra ter certeza se neste finzinho ela tentou ser engraçada ou misteriosa, mas Mortalha ainda não está impressionada) E... Bem... tem um grupo de mago da Corte que parece que ia revirar algumas ruínas do Templo Atemense, eles partiram para lá assim que nós partimos para cá. É uma empreita mais segura, se não me engano eles tem algum motivo para crer que as ruínas ainda tem uma câmara fechada que era uma biblioteca... Não sei muito a respeito, mas acho que era isto!

    - Mas se tiver algo de útil lá, não deve ser de magia negra.

    - Oh não, deve ter um acervo amplo. Pelo que ouvi os magos, parece que buscavam um "manual" que transforma fontes de mana vermelha em mana negra, era um dos objetivos deles. E eles falavam como se fosse algo bem importante, provavelmente até envolvendo artefatos!

    Nadhull diz que o representante da Corte dos Milagres tinha lhe prometido arrumar um armeiro que soubesse preparar uma espada para canalizar alguma magia branca (já que seu escudo já canaliza mana negra) e também seria útil entrar em contato com algum mago que soubesse usar armas mágicas.

    - O armeiro nosso fica perto das minas, antes do Q2, ele deve saber quem indicar pra ensinar usar as armas que faz. Toma aqui uma insígnia para apresentar e vou mandar alguém escrever uma missiva.

    Ka queria ser reconhecido no exército.

    - Isto é ainda mais fácil: eu estou reconhecida, quando quiser trabalhar com a gente novamente será bem vindo.

    Off: da Azriel não achei o que ela tinha pedido, vai querer pedir algo agora?

    Posteriormente um soldado procura Ka, ele não fica muito feliz quando Ka diz pra falar com cada membro separadamente, Ka observa o soldado: não parecia alguém de muita posse, bem pelo contrário. Seu trunfo deveria ser apenas contato com o curacista que ele diz ser forte. A maioria dos melhores curacistas eram magos da água ou ar, mas para curar ossos e músculos o melhor seria um curacista de terra, e deveria ser o caso do contato dele, já que não era difícil perceber que Ka estava com o braço todo torto (se perguntar ele já confirma que seu contato é um mago verde bom em magias para consertar ossos).

    O soldado não queria ser visto falando com os mercenários, mas Ka percebe que seu receio era justificável: ele queria resgatar alguém que lhe era caro (talvez um parente ou afeto?) mas os superiores não achavam este resgate suficientemente importante, se o soldado fosse atrás desta pessoa por conta própria poderia ser julgado por deserção.

    Ao ser apresentado aos demais, ele se ajoelha aos pés de Azriel (e se ela deixar vai segurar suas pernas e beijar-lhe os pés, alguns humanos costumam fazer saudações bem exageradas aos anjos, pois os consideram muito próximos dos deuses) depois vai expor seu caso, apelando pela ajuda de vocês, rogando principalmente em nome de Piro (se uma anjo aceitou trabalhar ao lado de demônios, não deve ser difícil deduzir que ela seja devota de Piro, bem provavelmente uma das raríssimas anjos a permanecer na Escola Atemense).
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    Mensagem por DariusNovadek Dom Ago 15, 2021 12:07 pm

    - Não esperaria que uma devota de Piro fosse do tipo estudiosa, mas com certeza aprender, no momento, beneficiará a si mesma.

    Havia uma pitada de preconceito ou competitismo ali, mas ela não deixava de dar um sorriso de canto de boca quando Kate fala de "experiente". Ninguém era imune ao efeito da vaidade... Pelo menos nenhum humano ou demônio, quem sabe um anjo, talvez...

    Kate andava vendo que o preconceito era universal, independente de região ou raça, sempre tinham algo a menosprezar, mas Kate estava com o objetivo de bajula-la mesmo, então nem ligou, e percebeu que os elogios feitos a moça surgiram efeitos.

    ...

    Diante de toda a conversa com caoilain, Kate foi fazendo umas perguntas e absorvendo o máximo que podia.

    - Então posso usar esse truque na minha próxima sessão de cura?

    ...

    Terminada a conversa, Kate andou um pouco pelos arredores, como tinha tempo, foi até o raizero procurar os itens que disseram a ela que ajudaria na cura.
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    Mensagem por Leomar Dom Ago 15, 2021 2:42 pm

    Spoiler:
    Pelo menos um se dignou escrever meia dúzia de linhas
    Como diria o Mauro Fagundes: "pra quem não tem nada, metade é o dobro"

    - Então posso usar esse truque na minha próxima sessão de cura?

    - Sim, claro. Provavelmente A Corrente já iria lhe ensinar depois da próxima aula, mas pode usar já, sem problema. Eu obviamente não vou perder nenhuma aula em que analisaremos seu caso, então se precisar, eu ajudo também. - Caoilain ainda vai passando algumas dicas sobre o "truque" - Então você vai prestando atenção aqui... e aqui... pode aumentar a resistência aqui atrás... levar o fluxo daqui pra cá, ao invés de daqui pra cá... e tome cuidado com esta veia aqui, você até pode usá-la como um "estilo über-extremo-avançado" com este truque de usar uma canalização elemental no lugar da outra, mas deixar a energia chegar até a garganta já é perigoso em qualquer sistema normal, ainda mais com você... e lembre também que... - Ela ia tocando nos braços, barriga, costas de Kate, mostrando os pontos, os canais, etc.

    ***

    O raizeiro era um homem de Jod: Alto, negro, forte... Parecia ter seus sessenta e muitos ou setenta e poucos (embora entre os gracejos e propagandas típicos de vendedor ele diga que tem 85 e que a aparência boa se deve aos produtos que vende), tinha a cabeça e o rosto bem raspados.

    - Então, me'danda, o que precisa?

    - Bem, alguns amigos me recomendaram procurar algo para fortalecer e desbloquear pontos de fogo...

    - Amigos da Gota-Chama? - Gota-Chama era meio que um apelido dos Izete por causa de sua bandeira, às vezes também falavam Gota-Dupla. Normalmente leigos que sabiam que a Escola existia, mas não tinham relações com ela que falavam assim. Kate não vê problema em confirmar.

    Tenho diversas opções... - ele começa ir separando garrafas e maços de plantas, entre outras coisas - tenho os níveis "fraco", o "picante", o "pra macho", o "estômago de ferro", o "peido de fogo" e por fim o "ai meu cu!", o pessoal da Gota-Chama sempre leva algum dos quatro últimos. Posso preparar algo sob medida também... cruze os braços sobre o peito. - ele vai por trás de Kate e a segura pela cintura, levantando-a um pouco - 51kg... bom, tenho especiarias, algumas garrafadas também, pela sua cara creio que não vai adiantar o sistema padrão, posso preparar algo para "efeito rápido", ou "efeito violentamente rápido" ou tenho ainda o "tóxico para pessoas desesperadamente desesperadas".

    Ele vai esperando Kate dar detalhes do que quer, separa cinco pedras escuras e uma branca de um lado (forma de "anotar" 51 Kg) e começa fazer algumas contas, Kate pensa nos kilos que custou ganhar e já começava perder novamente. Além disto ele ainda arruma pra ela um pequeno vidro e manda ela procurar um canto e mijar dentro antes de fechar a compra, espeta também o braço dela pra pegar umas gotas de sangue.

    Lá pelas dez o céu começa escurecer: Psikê, a lua vermelha, tinha se colocado em frente de Hélius Flava. Desde que despertou seus dons, Kate vira uns quatro ou cinco eclipses (em Akaŝa ocorrem um ou dois por ano, além de outros parciais, pois são duas luas e duas estrelas principais), mas ainda não sabia exatamente como eles afetavam seus dons. Da última vez ela prestou mais atenção, e sua capacidade de sentir a mana vermelha quase se acabou, mas tinha ganhado um pouco mais de controle sobre a mana azul. Agora porém não conseguia sentir nada; A lua parecia ser feita de sangue, em dias assim seus poderes de fogo estariam mais fortes, mas ela ainda estava bloqueada. O fenômeno dura cerca de dez minutos, e a única coisa que consegue sentir é frustração. Alguns astrólogos preveem um enorme eclipse que poderá mudar os rumos de Akaŝa, mas isto só deve se dar daqui uns três anos, o que poderá iniciar uma nova "era dos magos" ou uma nova "era de quietude", as duas expectativas eram desejadas por uns e temida por outros.

    No meio tempo entre as compras e voltar pra base, Kate tem que segurar Vent'Kapo, havia por ali um criador de semëks, e Vent'Kapo estava tentando pular a cerca dele por causa de uma fêmea que estava chamando.

    - Hei! Se seu semëk quebrar minha cerca, você vai ter que pagar, e se vier pro meu curral ele vai ser meu. - resmungava o criador.

    Voltando para a sede da "gota-chama" Kate sente o conhecido cheiro de calêndula e borinória, misturadas com gel aloe: um potente cicatrizante contra queimaduras que todo mago vermelho conhecia. Magos do fogo tem uma capacidade maior cicatrizar queimaduras, mesmo assim era sempre bom usar tudo que se tinha à mão para não ficar marcados. Solazar ajudava passar o emplastro em Adrai, que tinha uma feia queimadura no ombro e pescoço.

    Sua seção de cura/aula estava marcada para 13:00, ao meio-dia Hélius Flava já estava se pondo, alguns minutos depois Hélius Blua nascia, era a época dos "Dias Azuis".

    No galpão, pouco antes da aula, A Corrente já estava lá, enquanto esperava a hora certa, estava sentada, com os pés em uma bacia de água, onde Kito, ajoelhado em sua frente, massageava-lhe os pés, mantendo a água levemente aquecida com sua própria mana.
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    Mensagem por Srta. Moon Dom Ago 15, 2021 3:02 pm

    Esperou toda a explicação da jovem, não gostou nada da quebra de palavra e isso era uma das coisas que mais odiava nas pessoas, por fim percebeu tarde que não estava mais disfarçada um erro que não costumava cometer, mas provavelmente o combate a fez perder a calma da situação em que se encontrava, fazendo com que ela não pensasse direito em suas ações posteriores.
    -Me foi ofertado algo pelos meus serviços, aceitei sua quebra de acordo ao me dar uma esmola em joia, agora não sabem como me ajudar com os livros? Me lembrarei da forma de negociar de vocês e sendo assim não vou ajudar em mais nada... Sua guerra não é problema meu ou os efeitos dela em sua finança se tivesse a honra de seguir a palavra de um contrato firmado teria meu respeito e sacrifício aos seus soldados e causa... No entanto passar bem, pode deixar que eu me viro procurando o que é meu por direito...
      Não deu muita conversa, apenas deixou bem claro que não iria mais ajudar em nada estava por conta e seguiria seus próprios interesses e um deles era os livros e ampliar seu conhecimento, por fim usou de seu disfarce novamente aparentando a jovem curandeira inofensiva com o cusco do seu lado.


    OFF: pegou a insignia, o livro e foi lá ver o mago que fica escondido. Mais tarde se possível ela vai em direção ao Templo em ruinas.
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    Mensagem por Leomar Sab Ago 28, 2021 4:28 pm

    Spoiler:
    Bom, já que se manifestaram, mas não jogaram, vou mover os personagens de vocês pro sul. Alguém tem notícias do  @Pikapool ? parece que já tem quase um mês que ele nem entra.

    Nadhull também não parecia muito satisfeito: - Bom, parece que quem manda mesmo está no norte. Melhor irmos para lá, se queremos reclamar o que nos prometeram.

    Ka reclama: - Estou com o braço quebrado, se eu não quiser ficar com ele imobilizado e inutilizado por um tempo, preciso encontrar este curacista.

    Aquilo não agradava totalmente Nadhull, Ka até estava certo em pensar no dele primeiro, mas aceitar a "ajuda" do curacista implicaria em ter que "ajudar" também aquele que o indicava.

    - Você poderia usar uns analgésicos e talas, vamos para o norte, resolvemos tudo rápido, depois vamos para o sul e vemos este curacista. Ou, você pode ir no sul na frente, já que pra lá não é um caminho perigoso, e a gente vai pro norte, depois te encontra.

    - Eu acho que... - Começava falar Azriel, mas é "cortada" por Mortalha.

    - Foda-se o norte, este pessoal não cumpriu sua palavra, então quero que se foda. Vou procurar o tal mago "competente" que a zinha me deu o endereço depois vou ver as tais ruínas para ver se tem mesmo a tal câmara com livros lá.

    Nadhull não esperava que Mortalha fosse pra este lado. Aliás era sempre difícil saber o que esperar de Mortalha. Ele tenta meio que negociar.

    - É... de fato o pessoal é "meio" incompetente, mas tecnicamente ela não disse que não vão nos pagar, mas que a pessoa que está com a carteira não está aqui... Podemos ir lá cobrar e...

    - Eu acho que... - Começava falar Azriel.

    - Foda-se, não estou pedindo para virem comigo!

    - Mas seria bom manter o grupo, por enquanto, já que não somos tão fortes individualmente.

    - E quem disse que isto é problema meu?

    A simpatia de Mortalha era impressionante. O soldado, que tinha ficado no vácuo, vendo que o trem podia dar merda, olha o grupo disfarçando o desespero:

    - Eu conheço o endereço, não fica longe de mago verde que conheço, vocês podem levar seu camarada, e depois eu levo-os até o outro mago...

    - Inhé!

    Por enquanto, era mais vantajoso para Nadhull manter-se num grupo do que gastar energia tentando convencer Mortalha, então ele aceita ir para o sul. Nadhull negocia com sua própria consciência, dizendo-se que, pelo menos estaria ajudando outros devotos de Piro, isto poderia contar no seu pós-vida. "Quem dá uma maçã para um órfão, diminui sua própria dívida no peso de uma maçã, quem dá uma maçã para um órfão e uma viúva, diminui sua dívida no peso de um balaio"...

    Azriel, vendo que o resto ia pro sul, acaba indo junto.

    O soldado sai sorrateiro com o grupo, dizendo que "recebeu ordens de escolta-los até o sul", mais uma mentira em que se enrolara. O trecho todo vai umas duas horas, neste ponto Ka já estava gemendo de dor e com começo de febre. O soldado ia tentando sondar o estranho grupo para ver se ou como conseguiria ajuda deles.

    No meio do caminho, uma escuridão começa a cair por toda a cidade. Psikê, a lua vermelha, tinha se colocado em frente de Hélius Flava, a lua parecia ser feita de sangue. Com duas luas e duas estrelas principais, em Akaŝa costumava ter um eclipse a cada seis meses, às vezes até menos. O fenômeno não dura muito, aproximadamente quinze minutos. Os fluxo de mana, internos e externos, ficam agitados por um tempo.

    Na rua uma mulher, ainda jovem, mas judiada pela pobreza, com um menino dos seus 8-10 anos, implora uma esmola:

    - Oh filhos de Anĝelina! Por misericórdia, meio kon, para comprar uma medida de leite para meu filho, pois que seu pai morreu na guerra!

    Os inconvenientes das ruas eram sempre os mesmos. Quando chegam, a casa parecia igual das maiorias que tinha ali, apesar da porta grande de madeira pesada, fechada com corrente grossa.

    - Quem é? - perguntam do outro lado.
    - Cezan, abre, sou eu, Lober, preciso de sua ajuda. Kassian foi tomado prisioneiro, um grupo mercenário estava ajudando o exército, e talvez nos ajudem também, mas um deles quebrou o braço, preciso que o cure.
    - Askamanasha! Bogai foraja gusetuda, burica na zua shubada moreia fudika, murija refuza fuowk kpara.
    - Ruŝ! Você me deve um favor, e deve para o Kassian também. Aliás me deve pelo menos uns três!

    Os cadeados são abertos, afrouxam as correntes, uma fresta da porta se abre, os dois ainda ficam conversando em voz baixa por alguns segundos, o soldado irritado, até que finalmente o outro abre a porta, da uma olhada no grupo e manda entrar.

    Em Heséd - Página 4 87d0b22152aaf66743f5297f474e4c2b

    A princípio aquilo parecia talvez uma oficina de carpinteiro, com uma considerável quantidade de tábuas em várias prateleiras. Ka observa muitos painéis de madeira de cerca de meio metro quadrado arrumados da mesma forma que ele arrumava suas provas de metal na forja. Um forte cheiro de mogno, pinho, eucalipto, cedro... numa segunda câmara o cheiro já muda: Salsa, sálvia, alecrim, tomilho, olhilindáceas, raiz telúrica e um sem fim de cheiros de ervas. Sacos e sacos estavam abarrotados nas prateleiras até o teto, mau a luz de fora chegava entrar. Mortalha sente até o cheiro de zirve, o que não a agrada muito.

    - Então você é o cara que quebrou o braço? - o mago observa Ka - Tire a camisa. - Ka já estava sem armadura, e tinham improvisado umas talas pra ele poder andar, que o cara desata. - Trabalhozinho de druzu que fizeram. Posso ajudar, mas não vai ser do mais agradável.

    - Eu trabalho como ferreiro. Não é a primeira vez que quebro um osso.

    - Menos mau. Vou puxar o osso para o lugar, vai sentir queimar, tente resistir o menos possível para me atrapalhar o menos possível. - Ele coloca Ka sentado, coloca um pé no peito dele, e segurando o punho dele com a mão faz tração, Ka geme, com a outra mão o mago vai sentindo o lugar da fratura. Ka sente os músculos e ossos reclamando, onde o mago toca vai esquentando, além da sensação de que fios invisíveis iam sendo amarrados. - Mm, parece que você tem um resquício de dom verde, isto ajuda a não doer tanto. - O processo é relativamente lento: Ka sente as farpas dos ossos moverem-se e encaixarem-se, então o mago dava outro puxão no braço, aumentando a tração para outra parte se encaixar, causando várias pontadas de dor, depois ficava a sensação de ardência. Ka gemia um pouco, mas aguentava até o fim do procedimento.

    Acho que foi a última parte. Teve sorte de não demorar, com a imobilização druzu que fizeram, eu ia que ter muito mais trabalho. E você tem uma força latente que ajuda. Os ossos, curados naturalmente ou por magia, sempre ficam mais fortes depois do processo. Se quiser é só esperar desinchar agora... ou eu posso acelerar o processo, mas isto também será desconfortável, embora um pouco menos pelo seu poder latente.
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    Mensagem por Srta. Moon Sab Ago 28, 2021 9:44 pm

    Seguiu com os demais, deixando bem claro que não ajudaria mais o exercito, tinha outro compromisso pessoal no qual renderia muito mais para ela do que para seus contratantes sem palavra. Não deu muita conversa para o curandeiro, quanto ao processo de cura, ficou junto aos dois observando todo o trabalho do curandeiro querendo ele ou não. Por fim só deu um tapinha no ombro do Ka.
    -Pode curar moço, deixa ele novo em folha...

    Ela ficou ali analisando tudo que o curandeiro fazia, depois poderia mexer nas tranqueiras de ervas do curandeiro.
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    Mensagem por Leomar Dom Ago 29, 2021 11:20 am

    -Pode curar moço, deixa ele novo em folha...

    - Bom, já que a sua namorada está mandando...

    Ele levanta o braço de Ka, e já que a "namorada" prestava tanta atenção em tudo (apesar de que ele não percebe vibrações de mana verde vindas dela, o que não era de se esperar mesmo de uma mulher) ele resolve dar uma pequena aula:

    - Como Tamuz diz: "Nada é de graça". Tirando os deuses, ninguém cria algo do nada, nem mesmo com magia.

    O soldado, amigo dele, faz gestos com a mão e a cabeça, como a pedir pra ele não ficar conversando demais. Citar Tamuz na frente de desconhecidos e potencialmente devotos de Piro poderia dar merda. Mas se ele percebe, ignora.

    - "Tudo tem seu preço", mesmo com a cura não é diferente. Uma dor alta pode ser o preço pra evitar dores baixas por muito tempo, e se você quer acelerar a cura, tem que pagar o preço.

    Assim que fala isto, Ka começa sentir palpitações, então seu coração dispara. Em cadeia, tem que começar respirar mais rápido, seu suor e temperatura também aumentam, o curacista mantem seu braço no alto.

    - O processo de cura é basicamente trabalhar com dois fluídos, os bons e os ruins, fazer os bons chegar onde precisam, e com isto os ruins tem que ir para outro lugar, e o ideal é ir pra fora. Naturalmente o coração faz isto no corpo todo, lentamente. Mas se vamos acelerar, temos duas opções: ou eu jogo "isto" em direção ao coração, ou na direção oposta. Se eu fosse curar a mim mesmo, mandaria para a ponta dos dedos, e de lá para fora, pois é o caminho mais fácil e seria menos desconfortável também.

    Ele faz uma pausa, de pouquíssimos segundos, mas já é o bastante para Ka se perguntar "então, por que diabos não está fazendo isto comigo?", mas não chega a demorar tempo suficiente para ele perguntar.

    - Mas nada é de graça, e mesmo que eu fizesse isto, eu teria que pagar um preço, pois nada é de graça.

    Quando sente que o "fluído ruim" já desceu, o curacista solta o braço de Ka, põe as mãos em seus ombros, com os polegares sobre sua garganta.

    - Mas eu não te conheço, e não sei se você tem a capacidade de eliminar a energia ainda, e se não tiver, poderia perder as pontas dos dedos, então me resta jogar tudo para o seu coração, e é claro que ele, recebendo estes fluídos vai tentar eliminá-los de alguma forma.

    Ka começa sentir enjoo. O curacista vai descendo as mãos mantendo os polegares no rumo da coluna, até o abdômen.

    - Já deve estar sentindo. A tendência natural é buscar distribuir "isto" ao longo de todos os Sete Pontos. Mas se eu bloquear, o que foi para o seu coração, acaba indo para o estômago.

    Ka já tinha começado sentir enjoo, e ao ouvir, já sentia o estômago revirar.

    - E é isto! Está feito, agora toda a energia ruim foi conduzida para um ponto, e o estômago e o fígado são os órgãos mais resistentes.

    Ka sente a pulsação tentando se ajustar, quando o mago tira as mãos de seu corpo o ritmo cardíaco cai ainda mais, embora ainda esteja alto.

    - Agora tem o caminho para cima ou para baixo. - Ele põe três frascos na frente de Ka. - Estas são amostras, se quiser pode escolher: vomitiva, diurética ou laxante. Se não quiser apressar ainda mais é só esperar, tentar respirar profundamente e beber muita água, o mal estar passará mesmo se não tomar nada. Mas o preço será depois, na hora de "parir a criança".
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    Mensagem por DariusNovadek Sab Set 04, 2021 2:21 am

    Kate vai para o Raizero, que começa a sugerir várias opções a Kate.. Kate apenas diz:

    - Moço, quero algo de ação rápida, mas não posso me dar ao luxo de correr o risco de ficar intoxicada por isso.. Foi por causa de querer tudo mais rápido que estou precisando disso.. Então, não vou cometer o mesmo erro né?

    Ainda deu um risinho terminando a frase.

    O eclipse veio e foi embora e Kate nada de sentir.. Depois que despertou o dom Kate nunca mais aprendeu a viver sem ele.. Se perguntou o que seria dela se não tivesse mais os dons que recebera.. Parou com os pensamentos antes que eles crescessem, os dons eram parte dela agora.

    Indo até a aula, Kate ve Vent'Kapo tentando pular a cerca, precisava separar um tempo para andar com ele, ele não era um animal de ficar muito tempo guardado.. Prometeu a si mesma que depois de sua aula ia dar uma volta com ele por algum lugar seguro, se é que existia lugares seguros ali.

    Voltando para o "Gota-chama" Kate ainda vê Adrai com uma enorme marca de queimadura. Não perde a oportunidade de perguntar.

    - Adrai! O que a aconteceu? Errou algum movimento? Aqui ensinam que o foco é queimar o inimigo né?

    Ainda ficou conversando com a turma até dar o horario da aula, na qual Kate não se atrasou, chegou, encarou por alguns segundos a cena da Corrente levando uma massagem nos pés, e ja foi se preparando para a aula
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    Mensagem por Dycleal Dom Set 05, 2021 12:57 pm

    @Leomar escreveu:

    Posteriormente um soldado procura Ka, ele não fica muito feliz quando Ka diz pra falar com cada membro separadamente, Ka observa o soldado: não parecia alguém de muita posse, bem pelo contrário. Seu trunfo deveria ser apenas contato com o curacista que ele diz ser forte. A maioria dos melhores curacistas eram magos da água ou ar, mas para curar ossos e músculos o melhor seria um curacista de terra, e deveria ser o caso do contato dele, já que não era difícil perceber que Ka estava com o braço todo torto (se perguntar ele já confirma que seu contato é um mago verde bom em magias para consertar ossos).

    O soldado não queria ser visto falando com os mercenários, mas Ka percebe que seu receio era justificável: ele queria resgatar alguém que lhe era caro (talvez um parente ou afeto?) mas os superiores não achavam este resgate suficientemente importante, se o soldado fosse atrás desta pessoa por conta própria poderia ser julgado por deserção.

    Ao ser apresentado aos demais, ele se ajoelha aos pés de Azriel (e se ela deixar vai segurar suas pernas e beijar-lhe os pés, alguns humanos costumam fazer saudações bem exageradas aos anjos, pois os consideram muito próximos dos deuses) depois vai expor seu caso, apelando pela ajuda de vocês, rogando principalmente em nome de Piro (se uma anjo aceitou trabalhar ao lado de demônios, não deve ser difícil deduzir que ela seja devota de Piro, bem provavelmente uma das raríssimas anjos a permanecer na Escola Atemense).

    Nadhul vê que o soldado se humilha em seu pedido e o faz sempre em nome de piro, e lembra das lições sobre humildade e sabedoria e pede que o jovem se levante e diz: - Não precisa se humilhar, um pedido em nome de Piro é sempre justo e da minha parte pode contar comigo, espero que consiga convencer meus pares para podermos resgatar esse seu amigo e depois nos apresente este mago poderoso que você tanto fala e lhe deixo as bençãos de Piro para que consiga o seu intento, pode usar meu nome e diga que Nadhull lhe apoia nesta tarefa.
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    Mensagem por Leomar Dom Set 05, 2021 3:51 pm

    KATE

    - Moço, quero algo de ação rápida, mas não posso me dar ao luxo de correr o risco de ficar intoxicada por isso.. Foi por causa de querer tudo mais rápido que estou precisando disso.. Então, não vou cometer o mesmo erro né?

    - Ok... Então deixemos o "tóxico para desesperados" para a próxima, sua cara está mesmo uma merda, provavelmente não aguentaria uma nível "ai me cu!", vamos ver uma nível "peido de fogo".

    Separa umas coisas, então pega o braço de Kate e a espeta com uma agulha, sente as gotas de sangue nas pontas dos dedos, cheira o sangue, observa sobre a luz de Hélius, cheira de novo, passa na ponta da língua...

    - Seu sangue também está uma merda. Toma, mija aqui.

    Entrega um frasco pra Kate, separa outras coisas.

    - Ruŝ! Eu não sou homem! Como vou mijar aqui dentro?

    - Quer que te ajude?

    Kate faz careta, vai pra um cantinho e dá seu jeito, embora molhe a mão e as pernas pra conseguir encher o frasco.

    - Tõ' Aff, única vez que ser mulher não é interessante!

    - Falta de criatividade, se pudesse mudar ia achar muitas outras vantagens.

    Ele dá uma olhada no frasco, estende até a luz, da uma cheirada, põe um pouco nas pontas dos dedos, da outra cheirada, passa a ponta da língua... Kate pensa que não gostaria de chegar naquele nível de alquimia...

    - Sua urina também está uma merda.

    Separa e mede outras coisas, por fim diz:

    - Vinte Kons!

    - Credo, tudo isto? Tá meio caro né!

    - Tá tudo caro hoje em dia, e olhe que cobrei pouco porque ocê é bunitinha.

    Spoiler:
    Já vou tirar da ficha, se quiser testar comércio, qq coisa eu devolvo.

    Ele diz o que é para comer antes, no meio ou depois do almoço, ainda arruma uma pomadinha pra hemorroida de brinde. Kate diz que não tem hemorroida, mas o raizeiro responde com um "ainda..."

    ***

    - Adrai! O que a aconteceu? Errou algum movimento? Aqui ensinam que o foco é queimar o inimigo né?

    Ele ri sarcástico de volta: - Maldito eclipse que apareceu sem avisar na hora errada! Mas precisava ver o outro cara, ficou bem pior que eu!

    Solazar rebate: - Deveria haver alguma forma de saber que ia ter um eclipse né? Tipo... Olhar para cima! Mas é uma técnica avançada demais. E não acho que o outro ficou pior que você.

    A conversa prossegue em meio a palavrões que uma moça pura não deveria ficar ouvindo, se Kate ficar por ali, eles não pareciam ligar muito em falar tais palavrões perto dela.

    Antes de ir para seção, Kate amarra a sela do Vent'Kapo num poste, ele reclama, mas se ela não o amarrasse, ia certamente atrás da outra semëk que devia estar no cio.

    - Uuuurrrrr Uuuurrrr Urrrrr!!

    - Seu mal educado! Como você fala isto! Eu não vou demorar! Fica quietinho!

    R.Oc. para misticismo sai 5,5

    A seção é bem parecida com a anterior, mas Kate desta vez impõe resistência, tentando canalizar ela mesma a energia que A Corrente forçava, como dobradora de fogo. A Corrente percebe, e muda os pontos de energia que usava para os que Kate tentava usar, ainda chama Dolfen como auxiliar. Kate consegue sentir um pouco do fluxo correndo, ainda aquém do esperado, mas já era melhor que ontem.

    - Parece que andou conversando com Caoilain! - Deduz A Corrente no fim da seção.

    - Sim, fiz mal?

    - Não! Melhor ouvir a ela do que a outros. Não fez mal, mas fez uma escolha, do elemento preferido. Isto pode te ajudar a desbloquear mais fácil, mas depois terá que trabalhar ainda mais duro para desenvolver seus dons com água.

    Ela passa mais alguns exercícios, aumenta as coisas que poderia comer (mas não libera birita ainda) e diz que provavelmente já poderia pegar um pouco mais pesado a partir do próximo dia.
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    Mensagem por Pikapool Qua Set 08, 2021 9:26 pm

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    Após todo aquele caos diante do campo de batalha, encontrava-me desorientada. Parecia que minha mente pairava em um outro plano como se não mais compatilhasse uma ligação com o meu corpo.

    O que talvez pudesse confirmar que tal estado eram alguns lapsos de lucidez que tive. Lembro-me de não conseguir articular uma frase. Ou simplesmente tivesse sido intimidada pela agressividade de Mortalha. Outro flash veio diante de um homem que agarrou-me as pernas e beijou meus pés. Recordo de sentir minha face quente. Possivelmente por ruborizar diante de tal constrangimento. Ainda aturdida fui resgatada por Nadhull.

    Agora que recobro mais uma vez a consciência, sinto estar restabelecendo a harmonia de minha mente e meu corpo. Vejo-me diante de um curandeiro que está prestando seus serviços ao Ka. Sinto-me mal por tal fato. Se estivesse consciente, eu mesma poderia tê-lo curado. Quando um de meus companheiros precisou de mim, nada pude fazer. Isso me deixa um sentimento de impotência em meu peito.

    Aproximei-me observando tudo atentamente. Mas, por ora, mantive-me em silencio aguardando ter maior certeza que poderia mais uma vez ser útil ao grupo e assim não deixá-los em apuros quando precisassem de mim.
    Off:
    @Leomar, sobre pedir algo para Azriel. Se puder dar um buff no anel mágico seria bom. Um item mágico aparte também. xDMas fica a seu critério. O que vier tá bom.
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    Mensagem por DariusNovadek Qui Set 09, 2021 3:52 pm

    Kate termina a compra com o raizero ganhando de brinde uma pomada para hemorroida, estava pensando que estava sendo conservadora, mas isso a deixou com uma pulga atrás da orelha.

    A conversa com Adrai só deixou Kate mais apreensiva por voltar ao normal, para Kate, o Eclipse não tinha feito nada, mas para eles, mudava muito..

    A aula com a Corrente foi boa, mas ainda não estava 100%.. Nem beber ainda podia.. Será que a poção do Raizero tinha sido em vão?

    Depois de terminar tudo foi encontrar mais uma vez Vent'Kapo, perguntou a Caoilain se queria ir junto, dar uma volta de semek. Seria bom para estreitar os laços de amizade com ela e ainda por cima tirar Vent'Kapo do tédio. Se ela não aceitasse, Kate chamaria qualquer um gota-chama.
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    Em Heséd - Página 4 Empty Re: Em Heséd

    Mensagem por Leomar Qua Set 15, 2021 6:44 am

    R.Oc.

    Vencer esta batalha não deixou um gosto de vitória ao exército e ao grupo; Estrategicamente foi uma boa vitória, de um ponto importante, mas todos sabiam que aquilo ainda era apenas um adiamento.

    Azriel sente esta vitória sem gosto de vitória, e fica um pouco baqueada. Assim como Nadhull, no momento ela prefere manter-se no grupo e portanto vai seguindo, mesmo com as "cortadas" de Mortalha. Pensa que, se não tivesse gasto seu poder na batalha, poderia ter ajudado mais o Ka, já que tinha mais experiência com magia de cura no grupo.

    Mas apesar disto, Azriel sabe (no fundo) que existe um limite para magia. A magia branca era com certeza a melhor para cura, seguida da magia azul, os elementos femininos. O curacistas alvos mais poderosos conseguiam até mesmo restaurar a visão de cegos (Haĉoŭri era famosa por este tipo de cura), mas apesar disto, para curar ossos quebrados, o melhor era mesmo a magia verde da terra.

    Azriel poderia, assim que recuperasse um pouco sua mana, acelerar o processo de cura de Ka, diminuir-lhe a dor, etc. Ainda assim ainda demoraria um pouco para ele estar 100% novamente, provavelmente uns 3-4 dias. Mas o mago verde conseguia arrumar o braço de Ka em poucos minutos, e depois de concertar-lhe, ainda usa uma técnica para expulsar resíduos de energia densa, deixando ele novo em folha. O processo parece um tanto desconfortável, embora Ka resista bem.

    A anjo escuta a filosofia do mago "nada é de graça, tudo tem um preço" e acha um tanto materialista demais; As magias de curas brancas não causavam tais tipos de dor (embora que casos graves gerasse enjoo ou sintomas menores). Ela também tenta digerir "Tirando os deuses, ninguém cria algo do nada", tecnicamente isto poderia ser verdade, mas ainda soava estranho...

    ***

    A cada tração Ka fazia uma careta. A dor era suportável, mas bem incômoda. Ele sente os pedacinhos de osso irem se movendo por meio de uma força invisível, e imagina que a dor é menos intensa pois sua energia própria interagia com a do mago, facilitando o processo. O procedimento é relativamente lento, então dá para ele prestar atenção nos gestos e fluxos, que poderia ser bem útil pra si no futuro.

    "Ossos quebrados se colam mais fortes do que eram antes, mesmo quando a cura é através de magia". Isto era interessante. Ka já tinha alguns "pequenos calombos" por fraturas anteriores, desta vez o processo parecia ter sido mais "liso", ainda assim sente mesmo que o ossos estava mais forte na "emenda"; poderia ser apenas impressão, claro, mas parecia levemente diferente na hora.

    Mortalha também ia prestando atenção. Mesmo não sendo o elemento que ela domina, era interessante ver como um mago trabalhava, e vai que um dia ela desperta outro dom, pois se até um humano como Ka tinha mais de um dom e o Nadhull conseguiu a aberração de dominar magia negra e branca, quem sabe ela não despertava mais um. Ia dando uma olhada também no numeroso tipo de plantas que o mago guardava ali, várias prateleiras com os mais diversos tipos de ervas, portanto além de mago era alquimista também.

    Depois de concertar o braço de Ka ele ainda tinha que eliminar o resíduo de energia densa (por isto Mortalha preferia trabalhar com cadáveres, eles não tinham tanta frescura), como "namorada" de Ka ela manda o mago agilizar o processo.

    Novamente o processo é desconfortável, mas nada que Ka não resista. Por fim o braço de Ka estava realmente 0km, dava até pra jogar bola-em-base (um jogo popular em Ĵevurá). O mago lhe oferece três poções. A primeira não era mistério, era o tradicional chá de Hugo, mistura de boldo com carqueja selvagem e outras coisinhas, era só tomar e Huuuuuuuggooo... mas se precisasse Ka faria seu próprio chá de Hugo mais tarde. A laxante também não era muito apropriada pra quem estava na estrada, então ele toma a poção diurética, afinal, como macho era fácil mijar em qualquer canto se precisasse.

    Ka agradece, o grupo já se prepara pra "levantar acampamento", mas Lober (o soldado) cobra mais do "amigo".

    - Você precisa ir junto para ajudar resgatar Kassian!
    - Cê tá de sacanagem! Já fiz minha parte. Não sou combatente. O máximo que posso fazer é curar outro na volta depois que você se quebrarem novamente. - Diz Cezan

    Os dois começam a discutir sobre até onde deveria ir a gratidão do mago pela ajuda que teve do cara que foi preso, vocês não entendem a discussão toda pois o mago fala em outra língua. No fim ele aceita seguir até perto do problema, mas falando que não ia se envolver em nenhum combate por ninguém.

    Mortalha já começava perder o interesse, pois a parte de magia já tinha terminado, então resolve que era hora de procurar o outro mago, aquele indicado pela inútil do exército que diz que fazia trabalhos quando a Cour Des Miracles precisava. Mais uma vez Lober, que conhecia as ruas da cidade, leva vocês.

    Chegando no endereço, procura aqui e ali, algumas pessoas não queriam dar informações, Mortalha ia mostrando a insígnia que lhe deram pelo trabalho, até acharem um fulano que poderia ser o que procuravam, cabelos desgrenhados, barba de oito dias, ele usava no pescoço uma cruz invertida e uma estrela de sete pontas, símbolos típicos da magia negra, tentava desconversar:

    - Vocês? Procurando um mago negro? Têm certeza que não têm nada melhor pra fazer não? (olhava com descrença especialmente na direção de Azriel)

    Mortalha perde a paciência:

    - Escuta aqui seu druzu! O pessoal da Corte dos Milagres disse que ia me dar acesso a livros de magia negra e que os magos deles iam me ensinar o que eu quisesse!

    O cara dá uma bela risada.

    - Hahaha! Sério mesmo que você acreditou em alguém da Corte dos Milagres? Que coisinha catita! Mas me diga, porque acham que alguém como eu é um mago importante que trabalha para a Corte, ou quem, precisamente disse para me procurar? Eu nunca fui professor ou coisa do tipo... - Mortalha mostra a insígnia - Ah não! Aquela puta??!!

    Nadhull: - Então se conhece a puta, trabalha mesmo para a Corte.

    Revira os olhos, faz cara de enfado, suspira: - Vocês deveriam se esclarecer melhor na próxima vez que lhes falarem sobre alguém que trabalha para a Corte dos Milagres. Sabiam que trabalho pode ser algo bem subjetivo? - Faz cara de paisagem por um tempo, esperando que vocês desistam, depois de uma pausa relativamente longa diz - Não sou professor para ensinar ninguém, mas se não for tão lesa quanto é ingênua, talvez, quem sabe, se quiser alguma "dica" ou "instrução" de algo específico que "eventualmente" eu hipoteticamente possa vir a conhecer, eu poderia eventualmente dizer algo que "se pá" te ajude em alguma situação hipotética futura. Coisinha catita!

    Ele mostra a porta da casa, a percepção mágica de Mortalha dispara algum gatilho, ela nota duas esculturas feitas em madeira, de forma cilíndrica, não muito grandes mas relativamente altas.

    - Isto é algum tipo de mecanismo de obliteração?

    - O que!!! (faz cara de surpreso) Mas eu nem vi que alguém pôs isto ai! Tem certeza que é pra obliteração? Nem é de obsidiana nem nada... - Mortalha e Nadhull não se sentem muito bem quando aproximam, ela tenta um contra-feitiço, tirando as esculturas do lugar, falando algumas palavras mágicas... - Quem faria algo assim? Bom, ninguém deveria confiar em pessoas meche com magia proibida né?! Ou em pessoas que procuram este tipo de pessoa...

    Mortalha aparentemente termina o mini-ritual, vai com a mão até a maçaneta, mas se sente queimar, o cara ficava só observando.

    - Que tipo de mecanismo é este? Termine logo com esta palhaçada!

    - Um mecanismo de proteção, você imagina que tipo de pessoa vem por aqui? (pausa dramática) Que seja... Alguém tem fogo ai?

    Azriel faz uma pequena chama entre os dedos.

    - Vejam só! Outra coisinha catita! Que fofo! - Ele aponta uma linha de sal no chão - Pode fazer o favor de queimar ali? - Chegando a chama próxima do sal este queima num pequeno estouro, causando uma fumaça preta, Azriel é pega de surpresa e pula pra trás, mas é só uma queima de material comum, nada que causa dano, algumas palavras e gestos mágicos e então ele abre a porta, entrando na frente.

    A casa dele era mal iluminada, pois as janelas eram estreitas e ficavam perto do teto, havia um pilar de madeira no meio da sala; Alguns cogumelos com aparência de orelha cresciam no pilar. Um piolho de pau (um inseto que, como diz o nome, parece um piolho, mas tem o tamanho de um caranguejo) andava no pilar.

    Havia uma mesa num canto e algumas prateleiras, vários livros e pergaminhos nas prateleiras, e também alguns na mesa, outros no chão, alguns em cima das cadeiras.

    As cadeiras eram três, duas de madeira (sendo que uma estava escorada num canto com uma das pernas quebrada) e uma de bambu. Uma das cadeiras tinha uma coisa marrom em cima (por coisa entenda algo que não era líquido, mas tão pouco parecia muito sólido), algumas roupas jogadas nos apoios das cadeiras, e algumas jogadas no chão.

    Tinha no chão um tapete de pele de onça, e nas paredes, rabiscadas com carvão, algumas palavras: "anarquia, pulsão, elever, pata de ovelha, pata de águia, o número do anjo é 270 e o número da besta é 325"; vários tocos de velas (alguns coloridos) nos mais diversos cantos.

    Nas prateleiras havia alguns vidros com sapos e salamandras preservados em líquido, e também um vidro com um verme fino, mas comprido o bastante para matar um boi. Na mesa uma bandeja com órgãos de algum animal e alguns utensílios cortantes, poderia ser algum material de estudo ou o resto de alguma refeição (vai saber!), Também havia uma travessa de madeira que tinha uma maçã inteira, uma maçã pela metade e uma manga, além de um sutiã.

    No canto tinha um baú empoeirado, em cima dele um gato que provavelmente estava empalhado. Um espelho oval trincado na parede. Havia também uma pia de mármore, em volta e dentro dela dois copos e uns seis frascos com alguns rótulos.

    O lugar cheirava a formol e álcool (havia algumas garrafas espalhadas aqui e alí). Azriel conseguia até ver alguns pontos pretos de miasmas no ar.

    A madeira do chão rangia enquanto andavam por cima dela.

    - Podem puxar alguma cadeira e sentar. - dizia ele se sentando na mesa (na, não à) - Então, Catita, o que exatamente você quer que eu faça por vocês?




    A Corrente termina sua seção com Kate, então os demais alunos vão fazendo suas anotações, cutucando os chacras de Kate, buscando "puxar e empurrar" seus fluxos internos, depois que todos terminam de examinar a cobaia, Kate pode finalmente sair da banheira e trocar de roupa.

    - Caoilain, está ocupada agora? Preciso passear com meu semëk, será que você não poderia vir junto pra conversarmos?

    - Não muito. Já fez sua refeição?

    - Ainda não. Vai me arrumar outro copo de leite? (brinca tentando não parecer irônica demais) Tenho que tomar também uns "bagulhos" que comprei com o raizeiro.

    - Espero que não tenha nos envergonhado pedindo algo abaixo do nível "pra macho"! - Kito era um dos que ainda estava no barracão e se intromete, a maioria não tinha se dispersado ainda.

    - Pois saiba que comprei do nível "peido de fogo"! - Estes povos de Fajr-Regno e suas manias de colocar nomes irônicos nas coisas...

    - Imaginei que não ia ter coragem de pegar da mais forte de cara, é uma neófita mesmo...

    Caoilain puxa Kate pra outro canto: - Não perca tempo com este cabeça de tocha. - depois em voz mais baixa e jocosa - Nós mulheres sabemos que Jara é a deusa mais inteligente mesmo! Não vale perder tempo com os menos inteligentes.

    Antes de saírem, um menino de recados aparecia, Caoilain resolve esperar pra ver, podia ser importante.

    - Uma prata, senhora? - O moleque diz à Corrente. - Mensagem do Q2.

    - Uma prata? O padrão não era duas moedas de bronze?

    - É uma mensagem importante! Eu vim bem rápido, garanto!
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