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    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne

    Xafic Zahi
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    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne

    Mensagem por Xafic Zahi Qua Jan 10, 2024 6:30 pm

    Querellon

    Status:Meistre
    Sede:Dorne
    Lealdade:Alto Ermitério e Cidadela


    Enquanto aguardavam a chegada de Sor Raynald

    Depois de fazer um breve comentário sobre o ocorrido durante o torneio, o meistre apresentou à Lady Yessenya e a Sor Eyvon um documento contendo as disposições iniciais do futuro acordo com a Casa Westerling. O título do documento era 'Contrato de Sociedade de Mineração e Joalheria'.

    - Tomei a liberdade de elaborar um esboço - disse, deixando de se concentrar na comida que estava na mesa e voltando a atenção para o contrato - Como o próprio nome sugere, trata-se tão somente de um esboço, podendo ser alterado.

    Contrato:

    Depois de lerem o conteúdo do documento e superarem eventuais discussões sobre algum ajuste, Querellon sugeriu:

    - Se Sor Raynald consentir com os termos que estamos prestes a expor, ainda será imperativo obter a aprovação de seu pai, Lorde Gawen Westerling. Caso Sor Eyvon esteja disposto a levar consigo o contrato até ele - lançou um olhar ao cavaleiro - Poderá então regressar a Alto Ermitério já escoltando os primeiros trabalhadores.

    Após falarem sobre essa nova sugestão, o meistre questionou:

    - Milady, como é de seu conhecimento, amanhã ocorrerá o Baile da Rainha. Qual é a sua expectativa quanto à participação minha e de Sor Eyvon no evento? Como deseja que procedamos?

    Emme


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    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne

    Mensagem por thendara_selune Qui Jan 11, 2024 2:13 pm

    10
    YESSENYA DAYNE

    Hora:Entardecer
    Día:10
    Clima:Ameno
    Lugar:Porto Real


    ⚜⚜⚜⚜⚜⚜

    DÉCIMO DIA


    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 4d44163a0e45e3e07e726b0cee4d56768921ec0a


    Meus olhos deslizaram pelas intricadas linhas do contrato, uma satisfação efêmera envolvendo minha essência. "Bem, agora é oficial. Temos um contrato, mas, como mencionou, resta saber se Lorde Gawen será persuadido a aceitar. O filho dele pode nos ver com bons olhos hoje, mas é imperativo garantir que isso perdure", comentei, direcionando meu olhar para Eyvon. Minha voz, destituída de autoridade explícita, buscava persuadi-lo sem coagi-lo. No entanto, não hesitei em ressaltar a lógica na sugestão do Meistre. "Apesar de conduzir as negociações hoje, reconheço que é preferível que esta parte seja desempenhada por um homem. Nada como um cavaleiro para tal tarefa." Um sorriso sutil delineou meus lábios.

    Com todos os detalhes acertados, a conversa virou-se para o baile iminente. Cruzei os braços, manifestando um leve descontentamento. "Serei franca, Porto Real não me agrada", declarei com um suspiro, quase revelando minha resignação sobre o assunto.
    "Os intentos de meu pai ao nos enviar para cá eram evidentes, mas a proposta de empréstimo sugerida por você, Meistre, e a sagacidade que vocês demonstraram foram cruciais para sairmos do ponto de partida. Na verdade, as ações de ambos foi o que salvou esta viagem e nos deram alguma esperança." Elogiava-os à minha maneira, reconhecendo que mereciam meu respeito.

    "Mesmo após sua libertação da prisão, quando poderia ter cedido à sede de vingança, você, Eyvon, mostrou-se centrado. A proposta do Meistre, bem como sua habilidade em gerir situações imprevistas, aliando-se à nossa visão de tornar nossa casa atrativa para investidores e elevá-la a um nível que não dependesse mais da benevolência de Tombastela, revelava-se mais sensata. Em outras palavras, senhores, o jovem Edric já não figura como meu alvo principal, uma vez que as circunstâncias parecem se desenrolar a nosso favor." Meu tom expressou um misto de frustração e raiva. Fechei os olhos por um instante e, em seguida, continuei, recobrando o controle sobre minhas emoções. "Beric merece cair de um penhasco, mas a trama está tão bem urdida que seria necessário um milagre para libertar Edric e Allyria das garras de Dondarrion."

    Sabia muito bem que não tínhamos poderio para enfrentar ninguém no momento, muito menos tirar Edric das mãos de Beric ou eliminá-lo sem levantar suspeitas. "O correto seria que Allyria se casasse com meu meio-irmão, mantendo assim o contrato de vassalagem entrelaçado pelo matrimônio, mas ela está prometida a Dondarrion, e este, por sua vez, conta com o apoio de casas poderosas. O passado não deve se perpetuar no presente; não podemos cometer erros se quisermos nos libertar e, quem sabe, ter a força para tomar Tombastela algum dia, seja pela diplomacia, seja através do derramamento de sangue inimigo."Os encarei com seriedade."É evidente que relutam em ir, compreendo perfeitamente. No entanto, ao mesmo tempo, seria benéfico tê-los por perto para supervisionar as jovens damas comigo. Sabemos que não possuem o sangue nobre, mas seriam úteis para infiltrar-se entre a nobreza de classe mais baixa, entabulando conversas estratégicas aqui e ali. Afinal, haverá casas de posição menos elevada no evento, e acredito que alguns optarão por ficar, seja para vivenciar o luxo da capital ou para realizar negócios." Arqueei uma sobrancelha e cruzei os braços. "Fofocas sempre têm uma gota de verdade, as garotas podem ouvir algo, mas não quero que fiquem desprotegidas. Com vocês por perto, estaríamos mais seguras. Callahan é um observador aguçado, disso tenho certeza, e sei que ele poderia captar informações de nosso interesse."

    Depois de tudo o que disse, meu semblante suavizou-se. Mesmo sem termos estabelecido um contato direto com Edric, nosso futuro parecia promissor. No entanto, não podíamos baixar a guarda.. "Não é imperativo que permaneçamos até o final, mas é crucial que nossa casa seja notada, pois isso também reforça nossa lealdade." Revirei os olhos com desgosto ao lembrar do usurpador. "Sou paranoica, acredito que todas as casas presentes estejam, de alguma forma, sob observação. Não quero dar motivos para Beric usar nossa ausência no evento contra nós ou criar especulações que possam atrasar nossos planos. Participar do âmbito social é inevitável, e preciso que todos estejamos unidos nisso."
    OFF: Prontinho, depois que vocês responderem, a gente aguarda o  @Alexyus  atualizar tudo. Haha, quero ver o que vai rolar no baile. A ideia da Yesse é se resguardar e ela terem alguma proteção. Sei em OFF e ON que vocês não queriam perder mais tempo em Porto Real, mas é uma questão de etiqueta ficar e evitar fofocas ou dar munição ao Beric. Afinal, nós também somos uma casa de importância histórica e não podemos deixar o cara assumindo tudo como se nossa casa nem existisse. Além do mais, há fofocas e outras coisas que podem ser úteis para a gente.



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    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne

    Mensagem por El Cabron Qui Jan 11, 2024 3:43 pm



    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Whatsa11

    ~ Em silêncio enquanto Lady Yessenya, obviamente, era a primeira a ler o contrato manuscrito pro Meistre Querellon, o Cavaleiro divagou sobre seus próximos passos ao retornar para Alto Ermitério. Certamente precisaria dar explicações sobre sua “condição” após ter sido torturado pelos Mantos Dourados. Além disso, tinha o dever de sinalizar a Lorde Edmund o pagamento devido à Anamara Nymeros pela hospedagem da comitiva Dayne em Porto Real, onde faria questão de exaltar o quanto ela foi uma verdadeira amiga em terras distantes. Antes que pudesse pensar em mais alguma coisa, tinha seu pensamentos quebrados por Yessenya, que entregava-lhe o contrato.~

    - Obrigado, milady.

    ~ Eyvon pegou o documento e apenas passou os olhos. Durante sua infância, não tivera a devida instrução para leitura e, de toda forma, não caberia a ele dizer se era contra ou à favor dos termos ali colocados por Querellon. Sabia que tanto o Meistre quanto a jovem Dayne tinham as competências necessárias para planejar e executar qualquer contrato que fosse ali discutido, de forma que devolveu-o à Querellon, que por sua vez comentou sobre a possibilidade de Eyvon levar o contrato até o Lorde Westerling. Lady Yessenya, reforçando a ideia do Meistre, concordou, indicando o Cavaleiro como o escolhida para tal tarefa. ~

    - É possível- disse calmamente, enquanto virava seu rosto para Yessenya - Será uma viagem longa até as Terra Ocidentais e depois retornar à Dorne, mas não me oponho ao seu pedido, milady. - fez uma breve pausa - Nesse caso, creio que a situação da segurança de Alto Ermitério ficará à cargo de seu irmão, imagino - Eyvon recordou que Lady Yessenya tinha o desejo de vê-lo como Comandante das forças de segurança em Alto Ermitério - Além disso, a Senhorita Anamara precisa ser paga pelos serviços prestados e por nos ter dado o crédito de acreditar em nossa palavra para o pagamento ser feito quando retornássemos para Dorne. Creio que seria justo um acréscimo de valor, em sinal de gratidão.

    ~ Na sequência, Yessenya detalhou suas principais ideias à respeito do questionamento de Querellon, sobre o Baile de encerramento do Torneio, convocando-os à participar. Ainda que a ideia não lhe fosse aprazível, Eyvon assentiu com a cabeça, garantindo sua participação ao lado da jovem e de suas damas de companhia. ~

    - Estarei ao seu lado, milady. Talvez não tenha as devidas vestes para isso, mas estarei olhando pela senhorita e suas damas de companhia.

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    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne

    Mensagem por thendara_selune Qui Jan 11, 2024 4:48 pm

    10
    YESSENYA DAYNE

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    DÉCIMO DIA


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    Observo o cavaleiro e pergunto diretamente: 'Sor, sabe ler e escrever?' Não há reprimenda nem julgamento em minha voz. 'Pergunto isso porque só agora me dou conta de que em um acordo é bom que saiba exatamente o que está escrito. Já que mencionou Anamara, de quem gostei muito, admiro e que será recompensada, quem sabe possamos tê-la como uma grande aliada aqui em Porto Real. Um passarinho ao nosso serviço.' Meu corpo relaxa e eu me sento, segurando o contrato. 'Enfim, permita-me ler cada parte, e assim revisamos. Caso o Sor tenha alguma pergunta ou queira fazer alguma adição.'

    Após ler e repassar todos os detalhes, acrescento: 'Vamos contratar alguém confiável para acompanhar o Sor. Talvez sua amiga Anamara possa indicar alguém letrado que tenha o desejo de conseguir um emprego e ganhar um pouco mais. O que acha? Pode falar com ela sobre isso?' Pisco para ele de forma travessa, pois percebo que ele a olhou com certo interesse.

    'Quando estivermos em nossa casa, quero que aprenda a ler e escrever. Na verdade, planejo construir uma pequena escola e oferecer essa oportunidade àqueles que vivem sob nossa tutela.' Fitei o Querellon. "O senhor pode ajudar nisso, Meistre? Torço para que sim, pois acredito que faríamos o bem ao mesmo tempo em que demonstraríamos que nossa casa se importa com aqueles que vivem em nossas terras."




    OFF:  @El Cabron Não precisa responder imediatamente, mas achei interessante inserir isso na cena. Quando o Alex responder a tudo, podemos retomar esse tópico.



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    Mensagem por El Cabron Qui Jan 11, 2024 6:21 pm



    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Whatsa11

    ~ A pergunta de Lady Yessenya pegava Eyvon desprevenido no momento em que ele devolveria o documento à Meistre Querellon. De fato, não aprendera a ler quando criança, uma vez que o pai o tomara para ensinar os manejos da espada para que assim seguisse a linhagem de soldados e cavaleiros que a família tivera, da mesma forma que seus antepassados faziam com seus descendentes. ~

    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Eyvon_10

    - … Não, milady.

    ~ A voz de Eyvon era baixa enquanto ele segurava o manuscrito, com o olhar distante, quase como se tivesse “desligado” daquele momento, recordando-se de uma infância distante e difícil. Era uma cena peculiar, uma vez que raramente Eyvon deixava transparecer tais tipos de reações. Yessenya, por outro lado, seguiu a falar e o Cavaleiro do Torentine entregou-lhe o pergaminho para que fosse lido. Assim que ela terminou, Eyvon apenas fez um sinal de dispensar com as mãos, como se nada tivesse a acrescentar às colocações escritas no documento. Em seguida, a jovem comenta sobre Anamara indicar alguém como uma espécie de “guia” para acompanhá-lo até às Terra Ocidentais. ~

    - Posso verificar, milady.

    ~ Deixou um pequeno sorriso aparecer pela brincadeira feita pela jovem e em seguida assentiu com a cabeça quando ela falou de seus planos ao retornar para Alto Ermitério. Em sua mente, Eyvon já pensava em uma eventual ida às Terras Ocidentais e não podia deixar de imaginar a ironia de tudo aquilo: queria sair de Porto Real e em breve estaria fora dali, mas ainda não retornaria para casa. ~



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    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne

    Mensagem por Alexyus Seg Jan 15, 2024 9:39 pm

    Sor Raynald pegou o contrato da mão de Querellon e leu-o com atenção.

    O cavaleiro mostrou-se um bom negociador e logo começou a questionar alguns pontos do documento:

    - O objetivo da instituição está mal redigido. A casa Westerling já tem uma operação de mineração, e ela não será fundida com a da casa Dayne. Acho melhor alterar para mineração nos domínios de Alto Ermitério e manufatura de joalheria com as gemas e metais que forem encontrados no processo de mineração.


    - Quanto à participação, entendo que 50% do lucro está correto, mas as responsabilidades são diferentes, e não interessa à casa Westerling dividir prejuízos. Se o negócio não der lucro, nós saímos sem nada, mas não assumiremos eventuais dívidas.


    - Quanto ao conselho, concordo com a composição, mas a indicação do membro presidente, é melhor que seja feito por maioria, não unanimidade. E em caso de empate, definir o que acontece, para não haver impasses.


    - Sobre as condições de dissolução, deve-se detalhar quais ações ela acarretará, como a divisão dos equipamentos e lucros, regresso dos trabalhadores e término da operação.


    - Eu veto totalmente o item 6. Uma guilda de Joalheiros em Alto Ermitério seria contrária aos interesses da Casa Westerling. Se Alto Ermitério quiser uma guilda, pode desenvolver sua própria, mas vetando qualquer artesão do Despenhadeiro de participar nisso de qualquer forma. Nós entraremos nesse empreendimento apenas para explorar, não vamos ensinar nada.


    - Sobre o item 7, nós concordamos em não mandar nenhum soldado para Alto Ermitério, com a condição de que haja inspeções de segurança periódicas. Se houver insegurança para os trabalhadores ou para o empreendimento, isso deve acionar uma das cláusulas de interrupção e possível dissolução.


    - O item 8 é problemático. Se apenas homens do oeste vão trabalhar nisso, o custo de transporte e manutenção deles vai ser enorme, talvez proibitivo. Acho que seria interessante diferenciar a função de joalheiro e de mineiro, e também incluir ajudantes gerais. Não faço objeções a mineiros e ajudantes serem nativos de Alto Ermitério. A Casa Westerling se comprometeria a fornecer joalheiros, capitães de minas e capatazes bem treinados para o empreendimento.


    - Vocês têm uma mina sem uma vila próxima? Como essa vila vai perdurar após o fim do empreendimento seja ele qual for, e como está e ficará localizado em Alto Ermitério, acho que a construção e manutenção dessa vila deve ficar a cargo dos Dayne.


    - Sobre o décimo item, tenho uma dúvida. Se vocês já têm uma mina e se o transporte dos trabalhadores do Despenhadeiro até Alto Ermitério será de responsabilidade Westerling, o que mais seria necessário para começar a operação? E qual o valor? Tudo isso precisa estar discriminado para sabermos quanto vamos gastar.


    O Cavaleiro das Conchas era realmente duro na negociação.
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    Mensagem por Xafic Zahi Ter Jan 16, 2024 2:53 pm

    Querellon

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    Querellon franziu a testa e respondeu, primeiramente, ao ponto que mais lhe chamou a atenção. Seu tom de voz deixou evidente que se sentiu ofendido pela contraproposta apresentada pelo cavaleiro sobre a cláusula em questão.

    - Não é interesse de ninguém assumir prejuízos, Sor. Participar apenas do lucro, sem qualquer risco, é um sonho de qualquer um, inclusive o nosso. No entanto, sabemos que sonhos são apenas sonhos e que se responsabilizar por eventuais perdas trata-se de uma consequência do empreendimento, para todos os envolvidos. Isso é básico de qualquer negócio, mas se o senhor não está familiarizado, podemos conversar diretamente com vosso pai.

    Com mais paciência, abordou os tópicos na ordem que foram contestados:

    - O objeto do contrato é aberto propositalmente. Temos a intenção de conquistar oportunidade de exploração de outras minas, além daquela que temos à disposição no momento. É evidente que isso não significa explorar bens sem a devida autorização de seus donos, incluindo as já em operação em terras da Casa Westerling - O meistre suspirou - Em resumo, o que estamos lhe oferecendo é uma parceria duradoura, que poderá ser expandida ao decorrer dos anos. Tem certeza que deseja limitar o objeto do contrato a uma única mina?

    - Em relação ao conselho, concordamos que a escolha do membro que o presidirá seja feito por maioria. Sugerimos que, em caso de entrave, Lordes Dayne e Westerling deliberem sobre.

    - Estamos de acordo que a Guilda de Joalheiros seja implementada apenas por nós, contudo, a responsabilidade de fiscalizar a participação ou não de qualquer artesão do Despenhadeiro deve ser de vossa Casa.

    - De acordo com a alteração do item 7 - Olhou para Sor Eyvon, para que o cavaleiro de Torentine entendesse a responsabilidade que seria pesada sobre ele.

    - Realmente, Alto Ermitério conta com os mineradores necessários. O documento será ajustado para especificar que a Casa Westerling fornecerá joalheiros, capitães de minas e capatazes.

    - Não é razoável que as despesas com a construção da vila não sejam rateadas, já que finalidade será exclusivamente assistir os trabalhadores da mina. Por outro lado, caso Alto Ermitério assuma integralmente os custos para a sua construção, artesão e demais homens do Despenhadeiro deverão pagar o valor padrão de hospedagem para que lá se mantenham.

    - Os custos operacionais do início de qualquer empreendimento, sor. É a Casa Westerling que tem a expertise do negócio, de forma que estão familiarizado sobre o tempo necessário para a produção das primeiras jóias e sua respectiva venda, e serem mais capacitado para calcular os gastos necessários para manter o empreendimento até que haja lucros.

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    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne

    Mensagem por Alexyus Qui Jan 18, 2024 8:48 pm

    Sor Raynald Westerling continuava a negociar e debater os pontos levantados pelo meistre Querellon.

    - Não é interesse de ninguém assumir prejuízos, Sor. Participar apenas do lucro, sem qualquer risco, é um sonho de qualquer um, inclusive o nosso. No entanto, sabemos que sonhos são apenas sonhos e que se responsabilizar por eventuais perdas trata-se de uma consequência do empreendimento, para todos os envolvidos. Isso é básico de qualquer negócio, mas se o senhor não está familiarizado, podemos conversar diretamente com vosso pai.
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Gawen_10
    - Ninguém está sonhando aqui, meistre, apenas sendo realista! A casa Westerling não vai assumir dívidas contraídas pela casa Dayne. Se houver despesas operacionais do empreendimento, isso é investimento perdido, e estamos dispostos a aceitar isso, mas nada mais. Qualquer gasto que não for diretamente ligado à atividade-fim da instituição não deverá ser da responsabilidade dos Westerling.

    - O objeto do contrato é aberto propositalmente. Temos a intenção de conquistar oportunidade de exploração de outras minas, além daquela que temos à disposição no momento. É evidente que isso não significa explorar bens sem a devida autorização de seus donos, incluindo as já em operação em terras da Casa Westerling - O meistre suspirou - Em resumo, o que estamos lhe oferecendo é uma parceria duradoura, que poderá ser expandida ao decorrer dos anos. Tem certeza que deseja limitar o objeto do contrato a uma única mina?
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Gawen_10
    - Se houver outras minas, fazemos outros contratos, um para cada mina. Se a casa Dayne quiser fazer parceria com outros sócios em outras minas, não nos oporemos, mas exigiremos exclusividade na mina já existente enquanto o contrato vigorar. No caso dos Dayne rescindirem o contrato enquanto o empreendimento estiver lucrativo, vamos querer uma cláusula de rescisão com uma multa contratual.

    - Em relação ao conselho, concordamos que a escolha do membro que o presidirá seja feito por maioria. Sugerimos que, em caso de entrave, Lordes Dayne e Westerling deliberem sobre.
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Gawen_10
    - De acordo.

    - Estamos de acordo que a Guilda de Joalheiros seja implementada apenas por nós, contudo, a responsabilidade de fiscalizar a participação ou não de qualquer artesão do Despenhadeiro deve ser de vossa Casa.
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Gawen_10
    - Novamente, de acordo!

    - Realmente, Alto Ermitério conta com os mineradores necessários. O documento será ajustado para especificar que a Casa Westerling fornecerá joalheiros, capitães de minas e capatazes.
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Gawen_10
    - Excelente, aprovaremos nesses termos.

    - Não é razoável que as despesas com a construção da vila não sejam rateadas, já que finalidade será exclusivamente assistir os trabalhadores da mina. Por outro lado, caso Alto Ermitério assuma integralmente os custos para a sua construção, artesão e demais homens do Despenhadeiro deverão pagar o valor padrão de hospedagem para que lá se mantenham.
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Gawen_10
    - Isso é prepóstero, meistre! É evidente que a vila beneficiará Alto Ermitério mesmo após uma eventual rescisão contratual. E os homens do oeste não estarão hospedados, estarão alojados para realizar o trabalho. Eu proponho que o Despenhadeiro arque com os custos do transporte de ida e volta dos nossos especialistas, e que Alto Ermitério fique responsável pelos alojamentos, que também estarão sujeitos à fiscalização periódica.

    - Os custos operacionais do início de qualquer empreendimento, sor. É a Casa Westerling que tem a expertise do negócio, de forma que estão familiarizado sobre o tempo necessário para a produção das primeiras jóias e sua respectiva venda, e serem mais capacitado para calcular os gastos necessários para manter o empreendimento até que haja lucros
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Gawen_10
    - Muito bem, então eu quero que o Despenhadeiro envie especialistas para avaliar a mina Dayne e orçar os custos da operação. Após esse orçamento, que obviamente será confidencial para qualquer um externo às casas Dayne e Westerling, só então assinaremos o contrato. Parece razoável?
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    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne

    Mensagem por Xafic Zahi Qui Jan 18, 2024 9:25 pm

    Querellon

    Status:Meistre
    Sede:Dorne
    Lealdade:Alto Ermitério e Cidadela


    Querellon começou a considerar que Sor Raynald Westerling não havia compreendido a proposta oferecida em sua totalidade.

    - Sor, é necessário voltarmos alguns passos para garantir que possamos prosseguir sem nenhuma lacuna no entendimento.

    - O que propomos é a formação de uma sociedade. Não serão as Casas Dayne e Westerling a operar o negócio, mas sim a Sociedade. Desta maneira, não há razão para preocupações sobre dívidas contraídas pela Casa Dayne, pois, caso haja a necessidade de contrair alguma, esta será feita pela Sociedade após análise dos membros do conselho. Compreende?

    - Igualmente não faz sentido a necessidade de as Casas Dayne e Westerling pactuarem um novo contrato caso surjam outras oportunidades, já que será a Associação responsável pela exploração, caso assim os membros do conselho julguem pertiente.

    - Por lógica, como donas da Sociedade, os lucros serão partilhados entre as Casas.

    - Quanto aos demais pontos, é coerente a estipulação de multa contratual para o caso de resilição, por qualquer das partes. O mesmo sobre as fiscalizações, contanto que elas sejam agendadas com o prazo mínimo de um mês de antecedência.

    - Em relação à vila, insisto que as despesas para a construção devem ser compartilhadas. Contudo, como gesto de boa fé, proponho que a Casa Westerling receba 55% do lucro do empreendimento, pelo tempo necessário para recuperar o valor investido na construção.

    - Muito bem, então eu quero que o Despenhadeiro envie especialistas para avaliar a mina Dayne e orçar os custos da operação. Após esse orçamento, que obviamente será confidencial para qualquer um externo às casas Dayne e Westerling, só então assinaremos o contrato. Parece razoável?

    - É razoável.

    - No ensejo, qual é a estimativa de quantos trabalhadores a Casa Westerling enviará para o Alto Ermitério?

    Emme


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    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne

    Mensagem por thendara_selune Sex Jan 19, 2024 2:40 pm

    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 _5fe6f10
    YESSENYA DAYNE

    Hora:Entardecer
    Día:10
    Clima:Ameno
    Lugar:Porto Real



    ⚜⚜⚜⚜⚜⚜

    DÉCIMO DIA


    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 4d44163a0e45e3e07e726b0cee4d56768921ec0a


    Observando a troca de argumentos, percebo que nosso Meistre e o Cavaleiro das Conchas estão corretos. Em resumo, Westerling busca o lucro, mas hesita em assumir os prejuízos. Apesar das vantagens aparentes do contrato, enfrentamos a escassez de mão de obra e a incerteza quanto aos custos para estabelecer uma vila, além da falta de garantias sobre a presença de profissionais qualificados para a mineração em nossas terras. Isso me leva a considerar a contratação de habilidosos Dorneses, diminuindo nossa dependência a longo prazo desse acordo.

    No momento, reconheço que o contrato atende aos nossos objetivos, optando por manter-me em silêncio. Querellon é verdadeiramente notável, e temos a sorte de tê-lo como Meistre. Contento-me em dar um gole no vinho, consciente de que este momento pertence aos homens e não a mim. Apenas quando estivermos a sós, abordarei as questões estruturais, expressando minha incerteza quanto à qualidade de nossos construtores e à nossa capacidade de fornecer segurança, alimentação e outras necessidades.



    Visual pro encontro:


    Visual das cabritas:

    Falas
    Pensamentos ou Falas NPCS/PJs


    Yesse na vidaaa é igual a musiquinha HAHA


    Emme


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    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne

    Mensagem por Alexyus Ter Abr 16, 2024 12:13 pm

    CAPÍTULO 2.1
    O LONGO REGRESSO
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Whatsa19
    "O verdadeiro viajante não tem planos fixos e não está determinado a chegar a algum lugar específico."
    Lao Tsé


    Yessenya Dayne deixou a Fortaleza Vermelha furiosa, acompanhada de Callahan Sand e seguida de perto pelas suas apressadas damas de companhia, Marla, Maya, Ashanti e Rani.

    Após a prisão e condenação de Sor Eyvon à Patrulha da Noite, Yessenya estava ainda mais avessa à companhia de qualquer westerosi que não fosse dornês. Callahan chamou a carruagem deles com impaciência e eles entraram com pressa quando ela chegou.

    Enquanto a carruagem da Lady Yessenya Dayne avançava pelas ruas movimentadas de Porto Real em direção à estalagem, as damas de companhia ocupavam seus lugares, cada uma imersa em seus próprios pensamentos e sentimentos.

    Marla, com seu ar de preguiça, estava recostada no canto da carruagem, observando preguiçosamente as ruas passarem. Ela suspirou, murmurando baixinho: 
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Marla_10
    - Ah, que bom será voltar à estalagem. Espero que tenhamos um pouco de paz e sossego lá.

    Maya, por outro lado, parecia animada com a perspectiva de luxúria e prazer que a estalagem poderia oferecer. Ela olhou pela janela com um sorriso sugestivo, comentando: 
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Maya_s10
    - Mal posso esperar para desfrutar de um bom banho quente e talvez até encontrar alguma companhia interessante.

    Ashanti, com sua soberba evidente em cada gesto, olhava ao redor da carruagem com um ar de desdém. Ela murmurou para si mesma, com um tom de superioridade: 
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Ashant10
    - Espero que a ceia na estalagem esteja à altura do meu padrão. Não suporto ambientes inferiores.

    Enquanto isso, Rani, com sua avareza bem conhecida, estava ocupada contando mentalmente as moedas em sua bolsa. Ela murmurou para si mesma, com um olhar calculista: 
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Rani_s10
    - Preciso garantir que não gastemos mais do que o necessário. Cada centavo conta, afinal.

    Callahan Sand, o guarda-costas, observava silenciosamente o comportamento das damas, mantendo-se atento aos arredores para garantir sua segurança. Ele sabia que, apesar das diferentes personalidades e preferências das damas, sua missão era garantir que todas chegassem à estalagem em segurança. Mas sua atenção principal era sempre concentrada em Yessenya, mesmo que pelo canto dos olhos.

    Enquanto a carruagem continuava seu caminho, cada uma das damas de companhia antecipava o conforto e a familiaridade da estalagem, cada uma com suas próprias expectativas e preocupações.

    Os empregados da estalajadeira Anamara Nymeros os receberam com surpresa por terem voltado com tanta antecedência, pois não faltavam menos que três horas para a meia noite.

    Meistre Querellon estava a bordo do Sabre da Sapiência e já avisara que partiria no dia seguinte, provavelmente sem tempo para se despedir.

    Callahan seguiu Yessenya para dentro do quarto dela sem cerimônias, demonstrando apreensão e preocupação.
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 690f6811
    - Você está bem, Yessenya?

    A pergunta doce do escudeiro era estúpida, pois era óbvio que não. 

    Apesar do crédito alcançado junto ao Banco de Ferro, a viagem de Yessenya e sua comitiva não podia ser considerada um triunfo pelo senhor seu pai. Ela não conseguira contatos significativos com os Dayne de Tombastela ou com qualquer outra casa. Um de seus cavaleiros fôra preso, torturado, mutilado, preso novamente, destituído de seu título e condenado à Muralha. O outro cavaleiro fôra humilhado, também aprisionado, se rebelou e por fim ainda se mostraria um oponente contra ela perante o senhor de Alto Ermitério.

    No dia seguinte, Yessenya embarcaria no navio Peregrino da Alvorada para retornar a Dorne, com Callahan e as damas. 

    E seria um longo regresso...
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    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne

    Mensagem por thendara_selune Qui maio 02, 2024 10:59 pm

    ⚜⚜⚜⚜⚜⚜


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    Meus longos cabelos brancos, quase prateados, caíam em ondas pelas minhas costas enquanto eu observava a cena dantesca se desenrolar diante de mim. Eyvon, meu amigo, sendo arrastado pelos lacaios do Rei Barril, como se fosse um animal selvagem. Meus punhos se cerraram com força, as unhas cravando em minhas palmas, mas a fúria que me consumia precisava ser contida. Afinal, eu não passava de uma "vadia dornesa" aos olhos daqueles servos do usurpador. Qual seria meu destino? Seria vendida a um bordel, manchada pela sujeira vil daqueles escravos do rei? Lágrimas brotaram em meus olhos lilases, algo que não acontecia há muito tempo, enquanto eu acompanhava Eyvon ser levado para longe, sabendo que eu mesma estava condenada a partir para a minha própria segurança e a dos que estavam sob minha responsabilidade.



    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Tumblr_inline_pas1m8zqJ61vk3kbi_400

    A carruagem avançava a passos lentos, como se zombasse da minha pressa. As vozes das minhas damas de companhia ecoavam distantes, como um murmúrio indistinguível.   Meus olhos fitavam Sand, buscando conforto em seu amigo fiel, mas minha mente estava perdida em pensamentos sobre o futuro nebuloso e incerto que Eyvon enfrentava.

    Tudo começou com o maldito Solares. Desde então, cada passo nos aproximou cada vez mais do precipício em que nos encontramos agora. Graças à perspicácia do Meistre, conseguimos o empréstimo do banco de ferro. O ouro, a força motriz do mundo, estava agora ao nosso alcance, graças às minas sob nosso controle o caminho seria diferente. Em meio à escuridão que nos perseguia, busquei um raio de esperança na promessa de um futuro melhor.


    Quando finalmente chegamos à estalagem, ordenei: "Sem mesquinhez esta noite. Bebam, comam e desfrutem de um bom banho quente. Lembrem-se desta noite, ela retornará para nos assombrar, mas estaremos preparadas para os fantasmas desta vez."
    Minhas palavras soavam como os sussurros enigmáticos de uma velha contadora de histórias, mas era a vingança que clamava por seu lugar. Estava cansada de servir à Tombaestela, cansada daquele usurpador, mas ciente de que um passo em falso poderia me privar de qualquer chance de ajudar Torentine no futuro. Só me restava torcer para que ele aguentasse até lá.


    Não consegui comer nada. Despedi-me de todos com um sorriso débil nos lábios, que pareciam tão murchos quanto uma flor seca. Ao entrar no quarto, me lancei à cama, desejando apenas fechar os olhos e esquecer por um momento tudo que tinha acontecido. Logo atrás de mim, Callahan e sua pergunta que tinha uma resposta obvia. Reunindo alguma compostura, me virei para ele. "Que noite terrível...", disse minha voz tremendo de raiva, a sensação de impotência me sufocava imensamente. "O que vai ser dele?" Havia escutado histórias sobre a Muralha, me parecia uma pena pesada demais. "Estou farta desse lugar!"

    Então me levantei e caminhei até ele. Minha mão deslizou pelo rosto de Sand. "Passe a noite comigo Callahan, não conseguirei dormir bem sozinha." Não haviam segundas intenções, não tinha ânimo para me divertir com ele. Naquela altura, tudo que queria era me aconchegar a em seus braços e esquecer. Quando a noite por fim nos abraçou, senti que podia dormir sem temer que um dos mantos dourados surgisse da penumbra do quarto para nos levar para uma cela imunda. Aninhada a ele, podia repousar.


    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Oig4_v10



    A noite se arrastou, cada minuto parecendo uma eternidade. As imagens da captura de Eyvon e os eventos horríveis que nos levaram a essa situação voltavam à minha mente como fantasmas. A sensação de impotência e desespero me consumia, mas ao lado de Sand, me sentia um pouco mais protegida.

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    Ao amanhecer, o sol nascente lançava raios dourados sobre o horizonte, anunciando um novo dia. Levantei-me devagar, com o corpo dolorido e a mente ainda turva pelos acontecimentos da noite anterior. A noite passada havia sido longa e torturante. A imagem de Eyvon sendo arrastado pelos lacaios do Rei Barril ainda estava vívida em minha mente. A sensação de impotência e desespero me consumia, e o sono não havia sido capaz de aliviar a dor em meu coração. Precisava me preparar para partir. Havia muito a ser feito, e não podia me permitir ficar presa em meus pensamentos. Organizei minhas coisas, me despedi de Anamara com um abraço apertado e agradeci por sua hospitalidade. Resumi o que havia acontecido com Eyvon, com a voz embargada pela tristeza. "Obrigada por tudo", disse eu com sinceridade. "Se algum dia precisar de novos ares, venha até Alto Ermitério."


    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 802a2b10


    No porto, observei a embarcação que nos levaria de volta para casa. Um suspiro escapou dos meus lábios. Queria apenas voltar para a segurança do meu lar com minha pequena comitiva. Olhei para as meninas, cada uma perdida em seus próprios pensamentos, talvez escondendo o temor de um futuro incerto ou imaginando o que seria de Eyvon. O "Peregrino da Alvorada" seria nosso corcel quebrando as ondas, levando minhas damas e Callahan de volta para Dorne. Observei enquanto tudo era carregado a bordo. Finalmente, embarcamos. Um gosto amargo enchia minha boca. "Vamos torcer para que a viagem de volta seja tranquila", murmurei para mim mesma. Lamentei a ausência do Meistre. Querellon providenciou inclusive a viagem: dois quartos, um para mim e as meninas, e outro para os rapazes. Depois, olhei ao redor, lembrando da carranca séria de Eyvon e com a expectativa de que ele poderia entrar a qualquer momento. Mas sabia que era apenas uma ilusão minha.

    Dividir o quarto com elas foi reconfortante, mas vez ou outra, Callahan acabava ficando conosco por algumas horas a mais durante a noite. Eu gostava de tê-lo por perto, mas era evidente que não podíamos dormir juntos. Não podia me dar ao luxo de ter um filho bastardo antes de ter certeza do que queria fazer com a minha vida.


    Assim como as ondas do mar ondulavam e se chocavam contra o barco, meus sentimentos também estavam em constante mudança. Qualquer distração era bem-vinda para me fazer esquecer a noite do baile. Haveria tempo para pensar em como ajudar Eyvon e qual caminho seguir para libertar nossa casa de Tombaestela.


    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 200w.gif?cid=82a1493b06uqv3ugqp6gso9tjg97qhwhxc2dyvwgdnsh4nzr&ep=v1_gifs_related&rid=200w

    Visual novo dos NPCs:
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    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne

    Mensagem por Alexyus Ter maio 28, 2024 2:42 pm

    Noite na Estalagem Lança de Pedra

    Yessenya escreveu:"Sem mesquinhez esta noite. Bebam, comam e desfrutem de um bom banho quente. Lembrem-se desta noite, ela retornará para nos assombrar, mas estaremos preparadas para os fantasmas desta vez."

    Ao comando da Lady Dayne de Alto Ermitério, os servos da estalagem encheram rapidamente a mesa com comida e vinho em fartas quantidades, mesmo que parecesse estranho que seus hóspedes tivessem voltado do Baile da Rainha com fome.

    Entretanto, a exemplo de Yessenya, nem Callahan nem as damas de companhia tinham muito apetite. Todos comeram com parcimônia, e Rani perguntou se aquilo estava incluído na diária para ela poder guardar o máximo para outro momento.

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    No quarto com Callahan

    "Que noite terrível...", disse minha voz tremendo de raiva, a sensação de impotência me sufocava imensamente. "O que vai ser dele?" Havia escutado histórias sobre a Muralha, me parecia uma pena pesada demais. "Estou farta desse lugar!"

    Então me levantei e caminhei até ele. Minha mão deslizou pelo rosto de Sand. "Passe a noite comigo Callahan, não conseguirei dormir bem sozinha." Não haviam segundas intenções, não tinha ânimo para me divertir com ele. Naquela altura, tudo que queria era me aconchegar a em seus braços e esquecer. Quando a noite por fim nos abraçou, senti que podia dormir sem temer que um dos mantos dourados surgisse da penumbra do quarto para nos levar para uma cela imunda. Aninhada a ele, podia repousar.

    Callahan Sand sentiu o coração acelerar quando os dedos delicados de Yessenya tocaram seu rosto. Seus olhos fixaram-se nos dela, e ele percebeu o quão frágil ela estava naquele momento. Ele conhecia bem a senhora que protegia, uma guerreira de alma e uma dama de espírito, mas agora via uma vulnerabilidade que jamais testemunhara.
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    - Minha senhora, não precisa temer - disse ele, tentando manter a voz firme, embora fosse difícil com o desejo crescente que sentia. Ele havia jurado protegê-la, e aquela noite seu dever se estendia além das ameaças físicas - Estou aqui para você.

    Callahan não pôde deixar de sentir um calor subir por seu corpo ao vê-la tão perto, o perfume delicado de suas madeixas prateadas e a suavidade de sua pele tocando a dele.

    Ela se aninhou nos braços dele, e ele a envolveu com ternura, tentando controlar a mistura de emoções que o consumia. Cada movimento dela, cada suspiro, só aumentava seu desejo por ela, mas ele sabia que esta não era a hora de pensar em suas próprias vontades. O dever e o respeito que tinha por Yessenya eram mais fortes.

    Aos poucos, a respiração dela foi se acalmando, e Callahan percebeu que ela estava começando a adormecer. Ele a manteve perto, sentindo o calor do corpo dela contra o seu, uma sensação ao mesmo tempo torturante e reconfortante.
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    - Boa noite, milady - murmurou ele, mal conseguindo suprimir o desejo de beijar sua testa - Estarei aqui quando acordar, como sempre estive.

    A noite avançava, e embora Callahan soubesse que o sono seria difícil para ele, o simples fato de estar ali, sendo o porto seguro para Yessenya, era o suficiente para mantê-lo alerta e vigilante. Seu desejo por ela continuava a pulsar, mas ele se contentava em saber que, naquele momento, ela estava protegida e em paz em seus braços.


    Saindo da Estalagem Lança de Pedra

    "Obrigada por tudo", disse eu com sinceridade. "Se algum dia precisar de novos ares, venha até Alto Ermitério."

    Anamara Nymeros, a estalajadeira de Lança de Pedra, sorriu com gentileza e segurou as mãos de Yessenya com firmeza. 
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    - Será um prazer, milady. Espero que encontrem a paz e a justiça que procuram. Estarei sempre aqui, rezando pelos seus êxitos.

    A manhã trazia uma leve brisa que acariciava o rosto de Yessenya, mas não era suficiente para dissipar o peso em seu coração.

    Callahan Sand estava próximo, os olhos atentos a cada movimento de sua senhora. Ele notou a tensão nos ombros dela, a expressão cansada. Aproximou-se dela, oferecendo um apoio silencioso, sua presença forte e confiável.
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    - Estamos prontos para partir, milady - disse ele, a voz baixa e respeitosa. 

    A comitiva começou a se mover, cavalos sendo montados e carroças sendo ajustadas. Yessenya olhou para o horizonte, os raios dourados do sol banhando a paisagem de Porto Real em uma luz suave e quente. A beleza do amanhecer contrastava cruelmente com o tormento que sentia internamente.

    Callahan manteve-se ao lado de Yessenya, o olhar firme e protetor. Ele sentia uma conexão profunda com ela, uma mistura de dever e desejo que o motivava a ser o melhor escudo juramentado possível. Yessenya podia sentir a intensidade de sua lealdade, o que lhe dava uma medida de consolo.

    Conforme o grupo se afastava da estalagem, Yessenya lançou um último olhar para Anamara, que acenava em despedida. As palavras de Anamara ecoavam em sua mente. Se algum dia precisasse de novos ares... Talvez um dia Yessenya poderia retornar a este lugar, com um coração mais leve e uma missão cumprida.


    Embarque no cais de Porto Real


    O porto estava movimentado, com marinheiros gritando ordens, cordas sendo puxadas e mercadorias sendo carregadas para os navios ancorados. O "Peregrino da Alvorada" destacava-se entre eles, sua proa adornada com uma figura de uma ave dourada, de asas abertas como se estivesse prestes a decolar. As velas eram de um branco imaculado, e o casco do navio era robusto, evidenciando sua capacidade de enfrentar tempestades e mares agitados.

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    Yessenya observava tudo com um misto de alívio e preocupação. O navio seria seu refúgio temporário, mas a incerteza do mar e os recentes eventos deixavam seu coração pesado. Sua pequena comitiva, composta por suas damas e seu fiel escudeiro Callahan Sand, também mostrava sinais de tensão. As jovens damas estavam caladas, perdidas em seus próprios pensamentos e preocupações. Callahan mantinha-se vigilante, seus olhos varrendo o entorno, sempre pronto para proteger sua senhora.

    O capitão do "Peregrino da Alvorada", um homem corpulento e de barba grisalha, aproximou-se de Yessenya. Ele tinha olhos azuis penetrantes que pareciam capazes de ver através das ondas mais traiçoeiras. Seu nome era Capitão Maron Blackwater, um veterano dos mares de Westeros.
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    - Minha senhora - disse ele com uma voz grave e respeitosa, inclinando ligeiramente a cabeça - Sou Maron Blackwater, e é uma honra ter você e sua comitiva a bordo. Faremos o possível para garantir uma viagem segura e tranquila de volta a Alto Ermitério. A previsão é de mares calmos, minha senhora. Minha tripulação é experiente e dedicada. Vocês estarão em boas mãos - disse Maron, tentando confortá-la

    Os marinheiros do "Peregrino da Alvorada" estavam ocupados preparando o navio para a partida. Eles trabalhavam com eficiência, ajustando as velas, verificando os nós e certificando-se de que tudo estivesse em ordem. Eram homens endurecidos pelo sal e pelo sol, suas peles marcadas pelo tempo passado no mar. Apesar de sua aparência rústica, havia uma camaradagem evidente entre eles, e uma sensação de confiança em suas habilidades.

    Yessenya e sua comitiva foram conduzidas a bordo, passando pelo convés até chegarem aos seus aposentos. O quarto era simples, mas confortável, com camas estreitas e baús para suas pertenças. Yessenya dividia o espaço com suas damas, enquanto Callahan e os outros homens ficavam nos quartos ao lado.

    Enquanto a tripulação finalizava os preparativos, Yessenya olhou ao redor do convés. O cheiro salgado do mar e o som das gaivotas sobrevoando criavam uma sensação de melancolia. Ela não podia evitar a lembrança de Eyvon, imaginando-o surgindo de algum canto com sua carranca séria. A dor de sua ausência era uma constante, mas precisava se concentrar no que estava por vir.

    Primeiro dia de viagem

    O primeiro dia de viagem a bordo do "Peregrino da Alvorada" foi surpreendentemente tranquilo. O mar estava calmo, quase como um espelho, refletindo o céu azul sem nuvens. O vento era fraco, e o navio avançava lentamente, suas velas inchadas apenas pelo leve sopro da brisa. As águas da Baía da Água Negra eram serenas, permitindo uma navegação suave.

    As damas de Yessenya, ainda apreensivas, tentavam se ocupar com pequenas tarefas e conversas discretas para distrair a mente, mas Ashanti passou boa parte do dia enjoada e vomitando apoiada na balaustrada. Callahan Sand mantinha-se próximo de Yessenya, seus olhos sempre vigilantes, pronto para proteger sua senhora de qualquer ameaça, mesmo que improvável.

    A tripulação trabalhava em silêncio, cientes da necessidade de manter a rota estável apesar da falta de vento. O Capitão Maron Blackwater supervisionava tudo com olhos experientes, dando ordens ocasionais para ajustar as velas e otimizar o pouco vento disponível.

    Conforme o dia avançava, o "Peregrino da Alvorada" cruzou a Baía da Água Negra e aproximou-se da estreita passagem conhecida como a Garganta. As águas ali eram mais estreitas e exigiam uma navegação cuidadosa, mas a experiência da tripulação garantiu uma travessia sem incidentes.

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    Ao anoitecer, o navio ancorou na entrada do Mar Estreito. A calma da noite envolveu a embarcação, e a tripulação preparou-se para descansar, enquanto Yessenya e sua comitiva se recolhiam aos seus aposentos. O primeiro dia de viagem tinha sido pacífico, permitindo um breve alívio das preocupações que os acompanhavam desde Porto Real.

    Segundo dia de viagem

    O segundo dia de viagem a bordo do "Peregrino da Alvorada" foi mais dinâmico e agitado. Navegando pelo Mar Estreito, costeando as margens da Floresta do Rei, o vento estava mais forte e exigia habilidade e atenção da tripulação para manter o navio na rota correta. O Capitão Maron Blackwater e seus homens estavam constantemente ajustando as velas e o leme, gritando ordens uns para os outros com confiança e energia renovada.

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    No convés, Ashanti finalmente superara os enjôos do mar. Ela parecia mais animada, caminhando pelo navio com uma expressão de alívio e um sorriso discreto. Marla, por outro lado, passava o dia preguiçosamente, dividindo seu tempo entre se deitar no quarto e relaxar no convés, aproveitando o sol e a brisa do mar.

    Rani, sempre curiosa e perspicaz, encontrou no Capitão Blackwater um interlocutor interessante. Eles passaram horas discutindo rotas comerciais e histórias de navegação. Rani absorvia cada palavra, analisando possíveis novas oportunidades para a Casa Dayne.

    A fogosa Maya, com seu espírito irreverente, decidiu que era hora de se divertir um pouco mais. Ela se aproximou de Callahan Sand, usando todo seu charme e sedução. Callahan, embora lisonjeado, manteve-se firme e cortês. Seu dever para com Yessenya era sua prioridade, e ele não permitiria que distrações o afastassem de sua responsabilidade.

    Ao final do dia, com o sol se pondo e as estrelas começando a aparecer no céu, o "Peregrino da Alvorada" baixou âncora na costa leste da ilha de Tarth. Estavam do lado oposto da ilha onde ficava o Solar do Entardecer, sede da casa Tarth, mas ali conseguiam ver um mar azul brilhante como safira, mesmo sob a luz da noite.

    Terceiro dia de viagem

    O terceiro dia a bordo do "Peregrino da Alvorada" começou com um presságio de problemas. O horizonte, antes claro, tornara-se escuro e ameaçador enquanto o navio se aproximava da Baía dos Naufrágios. Logo, uma tempestade violenta os atingiu, sacudindo a embarcação com força. As ondas altas batiam contra o casco, e os ventos uivantes tornavam a navegação quase impossível.

    No convés, a tripulação estava em plena ação, lutando contra os elementos para manter o controle do navio. 

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    O Capitão Maron Blackwater gritava ordens, sua voz cortando o barulho ensurdecedor da tempestade. 
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    - Segurem firme nas velas! Mantenham o leme estável!

     Os marinheiros corriam de um lado para o outro, ajustando as cordas e tentando evitar que o navio fosse desviado de sua rota.

    Ashanti, que recentemente superara os enjôos, estava novamente pálida, segurando-se com força a uma corda próxima. 
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    Marla, geralmente tão despreocupada, agora se agarrava ao mastro com olhos arregalados, rezando baixinho para qualquer deus que pudesse ouvi-la.
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    Rani, sempre a pragmática, estava ao lado do Capitão, tentando ajudar de qualquer forma que pudesse. Sua mente afiada tentava encontrar lógica e ordem no caos ao redor, mas até ela não podia esconder o medo em seus olhos. 
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    Maya, apesar de sua usual bravata, estava tensa, seus olhos fixos em Callahan, que se movia pelo convés com determinação.
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    Callahan Sand estava no seu elemento. Apesar da tempestade, ele mantinha uma postura firme, ajudando os marinheiros a segurar as velas e garantir que Yessenya e suas damas estivessem seguras. Seu rosto estava molhado pela chuva, mas sua expressão era de pura determinação. Ele trocou um olhar rápido com Yessenya, um silencioso juramento de que faria tudo para protegê-la.
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Oig11011O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Ff1eb610

    Com grande esforço e habilidade, a tripulação conseguiu passar pelo Cabo da Fúria. O navio, embora danificado, manteve-se à tona, e ao cair da tarde, alcançaram a costa da ilha de Estermont. O porto de Pedra Verde surgiu como um refúgio ansiado, e o Capitão Maron ordenou que ancorassem para fazer os reparos necessários.

    Assim que o navio se estabilizou, a tensão diminuiu um pouco. Yessenya e sua comitiva desceram ao porto, onde finalmente puderam respirar com mais calma.

    No porto, a equipe de Pedra Verde já estava preparada para ajudar. O Capitão Maron coordenou com os habitantes locais, garantindo que o "Peregrino da Alvorada" estivesse pronto para continuar a viagem o mais rápido possível.

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    Quarto dia de viagem

    O quarto dia começou com uma leve neblina pairando sobre Pedra Verde, mas a chuva havia finalmente cessado. A tripulação do "Peregrino da Alvorada" estava ocupada com os reparos no navio, aproveitando a pausa nas intempéries para restaurar a embarcação e garantir sua prontidão para o restante da viagem. Yessenya e sua comitiva puderam explorar a vila enquanto aguardavam.

    A vila de Pedra Verde era pitoresca, com suas casas construídas em pedras esverdeadas que brilhavam levemente sob a luz matinal. No entanto, o encanto do lugar não escondia o desprezo velado dos locais pelos visitantes dorneses. O Lorde Estermont, conhecido por sua aversão a estrangeiros de Dorne, recusara-se a recebê-los em seu castelo, deixando claro seu desdém.

    Apesar disso, Yessenya e sua comitiva caminhavam pelas ruas estreitas, tentando aproveitar a oportunidade para conhecer o lugar. As lojas e mercados estavam cheios de produtos locais, desde artesanato até frutas e peixes frescos. As pessoas da vila, embora cordiais na superfície, mantinham uma distância respeitosa, seus sorrisos tingidos de desconfiança.

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    Ashanti, sempre curiosa, explorava as barracas de artesanato, admirando os trabalhos em pedra e madeira. Marla, por outro lado, estava mais interessada nas frutas exóticas, provando cada uma com um ar de apreciação. Rani, com seu olhar afiado para negócios, observava atentamente as práticas comerciais dos locais, talvez buscando algum conhecimento útil para o futuro. Maya, com seu espírito indomável, tentava interagir mais diretamente com os locais, embora encontrasse barreiras sutis em cada conversa. A frustração era evidente, mas ela se mantinha determinada a mostrar que os dorneses não eram tão diferentes. 

    Callahan Sand, sempre ao lado de Yessenya, observava tudo com atenção, seu olhar protetor nunca se desviando por muito tempo de sua senhora.

    As ruas de Pedra Verde, apesar da tensão, ofereciam um refúgio temporário, e a comitiva de Yessenya estava determinada a aproveitar ao máximo aquele dia de pausa.

    Ao final da tarde, quando o sol começava a se pôr, a comitiva retornou ao porto. O "Peregrino da Alvorada" estava quase pronto, e o Capitão Maron Blackwater assegurou-lhes que poderiam partir novamente ao amanhecer. 

    A vila de Pedra Verde, com seu charme e suas tensões, tinha sido uma parada necessária, mas todos os dorneses ansiavam por retornar à segurança de Alto Ermitério.


    Quinto dia de viagem

    Partiram cedo no quinto dia, singrando o Mar de Dorne e tentando se manter afastados do arquipélago chamado de Degraus de Pedra. Segundo o capitão Maron Blackwater, havia muitos piratas naquelas águas, e por isso a tripulação tentava imprimir a maior velocidade ao Peregrino da Alvorada para tentar escapar de emboscadas marítimas.

    De acordo com a lenda, os Degraus eram o que restara de uma ponte natural, conhecida como o Braço de Dorne, que conectava Westeros e Essos. Há mais de dez mil anos atrás, os Primeiros Homens usaram tal ponte para chegar no que era conhecido hoje como Dorne, e começar a invasão deles em Westeros. Os videntes verdes dos Filhos da Floresta usaram magia para destruir a ponte, formando o arquipélago chamado de "Degraus de Pedra", localizado entre o Braço Quebrado e as Terras Disputadas.

    Myr e Lys, duas das Cidades Livres, têm constantemente guerreado pelo domínio dos Degraus. Várias vezes em sua história, Westeros também lutara por seu controle. Durante a Guerra dos Reis de Nove Moedas, uma batalha fôra travada neste local, terminando a ameaça dos Pretendentes Blackfyre.

    Em metade de um dia, o "Peregrino da Alvorada" alcançou o Braço Quebrado de Dorne. Margear essa costa extremamente irregular exigiu bastante tempo, praticamente a tarde toda.

    Foi já no fim da tarde que eles finalmente avistaram os magníficos Jardins de Água da casa Martell, um conjunto de palácios. Do convés do "Peregrino da Alvorada", enquanto navegava pela costa de Dorne, os Jardins de Água da Casa Martell emergiam como uma visão de esplendor sereno em meio à paisagem árida e desértica de Dorne. À distância, o palácio destacava-se com suas paredes de mármore prateado, brilhando sob a luz do sol poente.

    Os Jardins de Água, construídos à beira-mar, eram um oásis de tranquilidade e beleza. Torres elegantes e esguias elevavam-se sobre a estrutura principal, com cúpulas ornamentadas e janelas arqueadas, oferecendo vistas panorâmicas do mar. As paredes externas eram adornadas com intricados mosaicos e azulejos de cores vivas, formando padrões geométricos e florais que contavam histórias de antigos tempos e celebrações. Ao redor do palácio, vastos jardins estendiam-se até onde a vista alcançava, cheios de fontes borbulhantes e espelhos d'água que refletiam o céu azul e as palmeiras graciosas. Árvores frutíferas e flores exóticas enfeitavam os caminhos de pedra, exalando fragrâncias doces que o vento do mar carregava até o navio. Pavilhões delicadamente esculpidos e pérgulas cobertas de trepadeiras floridas proporcionavam sombras refrescantes aos nobres que passeavam pelos jardins.

    Os canais e aquedutos que serpenteavam pelo terreno eram uma das características mais notáveis, levando água fresca a todos os cantos do palácio. Essas águas refletiam o brilho dourado do sol, criando uma dança de luzes que parecia mágica à distância. O som suave da água corrente misturava-se com o canto dos pássaros, compondo uma sinfonia natural que chegava até o "Peregrino da Alvorada". Do navio, Yessenya e sua comitiva podiam apreciar a harmonia arquitetônica e a paz que emanava dos Jardins de Água. O contraste entre a opulência serena do palácio e o deserto circundante tornava a visão ainda mais impressionante. Era como se os Jardins de Água fossem um paraíso cuidadosamente cultivado em meio à vastidão árida de Dorne, um testemunho da riqueza cultural e do bom gosto da Casa Martell.

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    Mas o "Peregrino da Alvorada" não parara ali e prosseguira acompanhando a estrada costeira até enxergar os primeiros sinais de Lançassolar.

    Do convés do "Peregrino da Alvorada", enquanto navegava pela costa de Dorne, a cidade de Lançassolar aparecia gradualmente no horizonte, uma joia cintilante à beira do Mar de Verão. Conforme o navio se aproximava, a grandiosidade e a beleza de Lançassolar tornavam-se cada vez mais evidentes, destacando-se contra a paisagem desértica.

    As primeiras estruturas visíveis eram as muralhas altas e imponentes que cercavam a cidade, construídas com pedra dourada que brilhava sob o sol. As torres de vigia, estrategicamente posicionadas ao longo das muralhas, pareciam guardar a cidade com uma vigilância eterna.

    Mais ao fundo, o Palácio Velho, chamado de Navio de Areia, se erguia majestoso, com suas altas torres e cúpulas decoradas. Este coração da cidade, residência da Casa Martell, exibia uma arquitetura intrincada e graciosa, misturando influências dornesas e rhoynares. 

    A cidade em si, a chamada Cidade Sombria, estendia-se em direção ao porto, era um labirinto de ruas estreitas e sinuosas, podia ser vislumbrada perto da costa, repleta de comerciantes vendendo especiarias, tecidos exóticos e produtos locais ao cair da noite.

    O porto de Lançassolar era um centro de atividade vibrante. Navios de todos os tipos, desde pequenas embarcações de pesca até imponentes galeões mercantes, estavam ancorados ou se moviam lentamente pelas águas azul-turquesa do mar. Os cais de madeira estavam cheios de estivadores, marinheiros e comerciantes, carregando e descarregando mercadorias, suas vozes criando um coro animado de vida e negócios.

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    Mas o capitão Maron Blackwater também não pretendia aportar ali.

    Ao longo da costa noturna, palmeiras esguias balançavam suavemente ao vento, adicionando um toque de verde ao cenário dourado e azul escuro. As praias de areia branca contrastavam com as águas cristalinas do mar, onde pequenos barcos de pesca flutuavam pacificamente, seus reflexos dançando na superfície ondulante.

    O destino do "Peregrino da Alvorada" era Vila Tabueira.

    Vila Tabueira, vista do convés do "Peregrino da Alvorada", apresentava-se como uma pitoresca e vibrante vila costeira de Dorne, na foz do rio Sangueverde. O porto era relativamente pequeno, mas bastante movimentado, mais do que o de Lançassolar. Conforme o navio se aproximava do cais, os detalhes encantadores e a atmosfera acolhedora da vila tornavam-se mais evidentes.

    A costa era pontilhada com grandes e pequenas casas inteiramente de madeira, dispostas de maneira desordenada mas harmoniosa. As fachadas das casas eram coloridas, pintadas em tons de branco, azul e amarelo, refletindo a luz do sol e criando um ambiente alegre e vibrante. Varandas decoradas com flores e trepadeiras acrescentavam um toque de verde e vermelho ao cenário, enquanto roupas e tecidos secavam ao vento, penduradas em cordas entre as casas.

    O porto de Vila Tabueira era modesto, com um labirinto de cais de madeira onde pequenos barcos de pesca estavam ancorados, seus cascos balançando suavemente nas águas calmas. O cheiro salgado do mar misturava-se com o aroma de peixe fresco e especiarias, criando uma sensação de autêntica vida costeira.

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    Maron Blackwater disse:
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    - Vamos aportar aqui por um dia para comerciar. Há muitos carregamentos descendo o Sangueverde ou vindos do Mar do Verão ou das Cidades Livres, e podemos fazer um bom dinheiro transportando mercadorias para outros portos. Você e sua comitiva podem ficar à vontade, Lady Yessenya.

    No coração da vila, uma praça central animada era o ponto de encontro noturno dos moradores. Barracas e tendas coloridas estavam montadas, onde comerciantes vendiam de tudo, desde frutas e vegetais frescos até tecidos exóticos e utensílios de cerâmica. O som de risos e conversas enchia o ar, junto com a música ocasional de um alaúde ou flauta, tocada por artistas de rua.

    O septo local, uma construção simples mas charmosa feita de pedra clara, erguia-se em um lado da praça, seu sino de bronze ocasionalmente tocando e ecoando pela vila. Próximo ao septo, uma pequena fonte de pedra jorrava água fresca, onde crianças brincavam e mulheres enchiam jarros para levar para casa.

    Para Yessenya e sua comitiva, Vila Tabueira era um refúgio encantador e acolhedor. A autenticidade e o charme da vila dornesa, combinados com a hospitalidade dos locais, ofereciam um descanso bem-vindo da viagem no mar. A simplicidade e a beleza da vida cotidiana em Vila Tabueira proporcionavam um contraste agradável com a grandiosidade de lugares como Lançassolar, reafirmando a diversidade e a riqueza cultural de Dorne.


    OFF: Parei a narrativa aqui para não ficar coisas demais para ler e responder. Respondo as ações da Yessenya e posto o resto da viagem na próxima rodada!
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    Mensagem por thendara_selune Dom Jun 16, 2024 12:15 am

    ⚜⚜⚜⚜⚜⚜


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    Embarque no cais de Porto Real



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    "O capitão do "Peregrino da Alvorada" aproximou-se. Um homem corpulento, de barba grisalha e olhos azuis penetrantes, que pareciam sondar até as ondas mais traiçoeiras. Ele se apresentou com uma voz grave e respeitosa:
    — Minha senhora, sou Maron Blackwater, e é uma honra tê-la a bordo. Garantiremos uma viagem segura de volta a Alto Ermitério. A previsão é de mares calmos, e minha tripulação é experiente. Estarão em boas mãos.''

    A simpatia imediata que senti pelo capitão me tranquilizou. Inclinei a cabeça ligeiramente e respondi com suavidade: "Estamos sob sua proteção, Capitão Blackwater."
    A atmosfera do navio era acolhedora, de uma forma nova para mim. Mesmo o quarto simples me pareceu um refúgio. Estava exausta de Porto Real e disposta a partir, mesmo que precisasse amarrar-me ao mastro.

    Primeiro Dia no Mar




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    O primeiro dia no mar trouxe uma paz necessária. Minhas damas se concentravam em pequenas atividades, e eu ficava perto de Ashanti, cuidando dela. Callahan sempre estava por perto. A sinergia da tripulação com seu capitão me satisfazia. Na primeira noite, encontrei refúgio entre minhas adoráveis companheiras, meu corpo tenso, mas aliviado de estar longe de Porto Real. Dormi ao lado de Ashanti, acariciando sua têmpora até que ela adormecesse. Eu precisava de conforto, mas resisti a procurar Callahan, embora a viagem me tentasse a esse erro.

    Segundo Dia

    Na manhã do segundo dia, o "Peregrino da Alvorada" estava mais dinâmico e agitado. Navegando pelo Mar Estreito, o vento forte exigia habilidade e atenção da tripulação. O Capitão Blackwater e seus homens ajustavam as velas e o leme com confiança renovada.
    Ashanti finalmente superara os enjôos do mar e caminhava pelo navio com uma expressão de alívio. Marla passava o dia preguiçosamente, dividindo seu tempo entre se deitar e relaxar no convés. Rani, sempre curiosa, encontrara no capitão um interlocutor interessante. Passavam horas discutindo rotas comerciais e histórias de navegação.


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    Maya, com seu espírito irreverente, decidiu se divertir. Aproximou-se de Callahan Sand, usando todo seu charme. Callahan, embora lisonjeado, manteve-se firme e cortês. Seu dever para comigo era prioridade, e ele não permitiria distrações. Observei a cena com humor e murmurei a ele:
    "Devia se divertir com ela, Callahan. Maya vive a vida intensamente, sem amarras românticas."


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    Mais tarde, bebi vinho com minhas damas, falando sobre bobagens e piadas que apenas nós entendíamos. A bebida aquecia meu corpo e aflorava desejos, mas consegui dormir, protegida de decisões impulsivas. Sonhei com um mar de safiras, um sol luxuriante e o Solar do Entardecer, um paraíso sedutor.

    Terceiro Dia



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    A tempestade que nos envolveu fez meu coração bater violentamente, mas também trouxe um sentimento selvagem de liberdade. A chuva açoitando minha pele, o vento uivando, a tripulação urrou de volta, um espetáculo magnífico de sobrevivência. O Capitão Blackwater era o menestrel das ondas, e eu sorria confiante. Sabia que sobreviveríamos, que eu reergueria a Casa Dayne.

    Callahan Sand estava no seu elemento, ajudando os marinheiros com firmeza. Minha admiração por ele crescia. Após a fúria da tempestade, o navio permanecia como um corcel indomável. Ao desembarcar, cuidei das meninas e procurei uma casa de banho no porto, para tirar o cansaço do corpo. Comprei doces e guloseimas, distribuí entre a tripulação e elogiei o capitão:

    "Um verdadeiro domador de ondas, Capitão Blackwater. Sua tripulação é formidável.''

    Naquela noite, minhas damas entreteram a tripulação com cantoria e dança. Eu as observei mais soltas, mais dentro de sua essência. Bebi um pouco antes de voltar à cabine. Quando voltaram para deitar-se, aninhei-me a Maya por um tempo, sentindo o calor de seu corpo, até adormecer.

    Quarto Dia-Pedra Verde


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    Na manhã do quarto dia, perambulamos pela cidade com mais leveza, admirando suas construções. Mesmo com o desdém do Lorde Estermont, preservei meu bom humor. As lojas me atraíram e caminhei pelo local com Sand como meu guia. Deixei as meninas livres para explorarem, apreciando um breve momento de paz e normalidade. Meus pensamentos se voltavam apenas para o regresso ao lar.
    Enquanto isso, anotava o que me despertava interesse, observando as mercadorias à venda e a arquitetura do lugar, buscando algo que pudesse ser útil à minha terra natal.

    Ao término do dia, disse às meninas que a atitude delas era admirável. Pedi que continuassem a observar e explorar com segurança os locais que passássemos na viagem. Minha ideia era tê-las em meu pequeno círculo de confiança. Torcia para que assim fosse e que elas fizessem por merecer essa posição.
    "Ashanti, se possível, anote tudo. Se não souber fazê-lo, converse comigo para que eu a ajude. Quando voltarmos, todas devem ser letradas. É uma necessidade básica para ficarem comigo e as ajudarei nisso."

    Falei com Marla e perguntei a ela sobre as frutas e se havia algo que poderíamos plantar ao regressar para casa.
    De Rani, com seu olhar afiado para negócios, percebi que observava atentamente as práticas comerciais dos locais, talvez buscando algum conhecimento útil para o futuro.
    Maya, com seu espírito indomável, tentava interagir mais diretamente com os locais, embora encontrasse barreiras sutis em cada conversa. A frustração era evidente, mas ela se mantinha determinada a mostrar que os dorneses não eram tão diferentes. Ela podia se tornar uma hábil mensageira ou até mesmo atuar em viagens diplomáticas, desde que fosse bem instruída.
    Via nas meninas potencial, assim como minha mãe tinha suas damas de confiança. Estava na hora de talhar as minhas.
    Ao final da tarde, voltamos e ouvi o capitão dizer que partiríamos no dia seguinte. Meu coração se animou:”Que assim seja, capitão.’’

    Quinto Dia


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    Partimos cedo no quinto dia, singrando o Mar de Dorne e mantendo distância dos Degraus de Pedra, para evitar emboscadas marítimas. A lenda do lugar despertou minha curiosidade. Em metade de um dia, alcançamos o Braço Quebrado de Dorne. Marla exclamou:— Vejam, é Jardins de Água!

    Meu coração inundou de alegria, memórias me abraçaram. Finalmente, Dorne. O palácio brilhava sob a luz do sol poente, um paraíso em meio ao deserto. A opulência serena dos Jardins de Água contrastava com a vastidão árida de Dorne, um testemunho da riqueza cultural da Casa Martell.


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    Vila Tabueira


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    Nosso destino era Vila Tabueira. Vista do convés, apresentava-se pitoresca e vibrante. O porto, embora pequeno, era movimentado. As casas coloridas refletiam a luz do sol, criando um ambiente alegre. Varandas decoradas com flores e trepadeiras adicionavam um toque encantador.
    O cheiro salgado do mar misturava-se com o aroma de peixe fresco e especiarias.  O capitão anunciou:“Chegamos, senhoritas.”

    "Obrigada, capitão. Pensei em dormir em uma pousada esta noite, um bom banho nos faria bem.''


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    Exploramos o lugar animadas, usando roupas leves típicas de Dorne. Compramos peixe assado, frutos do mar e vinho. O som do lugar parecia cantar para mim: "Venha, dance, coma, divirta-se e sinta-se livre, Yessenya. Você voltou para casa, filha de Dorne!" Distribuímos doces às crianças e, sentindo-me bem, dancei e cantei como fazia há dois anos. O charme do lugar me enfeitiçava.



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    Depois escolhemos uma estalagem no porto que atendia às nossas necessidades e tinha mais de um andar, o que, do ponto de vista de Sand, permitia uma visão ampla do porto e do "Peregrino da Alvorada", além de teoricamente nos manter longe dos demais hóspedes.




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    A taverna era a mais ordeira do lugar, limpa e com cheiro de jasmim. Oferecia banhos e comida feita com várias especiarias. Duas mulheres na casa dos quarenta e um homem mais velho, com músculos talhados por anos de trabalho e que, parecia, em outra época, ter desbravado o mar, eram os donos do lugar. Os três moravam em um quarto no primeiro andar e, pelo que percebemos, mantinham um relacionamento alegre e íntimo. Que fez Maya dar um sorrisinho cumplice pra nós.

    O quarto.

    Off:  @Alexyus , aqui em diante você decide o que aconteceu ou não.

    O quarto era amplo e convidativo, com um mezanino de madeira aconchegante adornado por um tapete macio e almofadas confortáveis. Lena, a anfitriã loira, sorriu calorosamente e explicou: "Este quarto pertencia ao meu filho. Normalmente não o alugamos, mas vocês me parecem pessoas decentes. Se aceitarem trabalhar no bar à noite durante a estadia, posso oferecer um bom desconto."

    A proposta me pegou de surpresa, mas a beleza do lugar e a oportunidade de conhecer pessoas novas me atraíram. Nas primeiras noites, nós assumimos o bar, servindo mesas e entretendo os clientes com canções, histórias e piadas. Maya se destacava com sua voz vibrante, enquanto Ashanti, Marla e até Rani, dançarinas talentosas com vozes doces, encantavam o público. Já Sand, sempre vigilante e sóbrio, me deixava admirada com sua dedicação em cuidar de nós.


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    Apesar da relutância inicial de Sand, acabei me juntando às apresentações. No fundo, ele reconhecia minha essência livre e aventureira, como as ondas que se quebram com força na areia. A troca era justa: um desconto no quarto e a segurança de estarmos praticamente em frente ao Peregrino, nosso navio. Bastava descer até a praia e caminhar um pouco para chegarmos ao porto rústico onde ele estava ancorado.

    Para mim e para as meninas, era como viver uma pequena aventura, uma fagulha delicada soprada pelo vento marítimo que aquecia nossos corações. Trabalhar no bar nos proporcionava contato com pessoas de diferentes origens e culturas, permitindo-nos saber do que acontecia em diversos cantos do mundo.

    Tarkan, o proprietário do bar, era um homem inteligente, atento, charmoso e divertido. Ele tinha alguns homens trabalhando para ele e, mais tarde, descobrimos que possuía um barco mercante que navegava pelos mares dorneses. Seu filho, que já havia partido há cinco anos, era o capitão da embarcação. A relação dele com séria Lena e Naira, a ruiva de sorriso cativante, era genuína e transbordava de cumplicidade e prazer. Naira era responsável pelas finanças do bar, e embora a curiosidade me instigasse a saber mais sobre seus segredos, preferi respeitar sua privacidade. No entanto, algo me dizia que eles não eram nativos de Dorne.

    As noites no bar se tornaram uma rotina agradável, um ritmo contagiante que nos conectava com os clientes e nos permitia compartilhar histórias e experiências. Era como se estivéssemos tecendo uma tapeçaria única com cada interação, cada risada e cada canção.
    A vila se tornava cada vez mais um lar, um refúgio aconchegante em meio a um mundo cheio de possibilidades. Os mistérios que a cercavam me intrigavam, como peças de um quebra-cabeça que aguardavam serem desvendadas. Personagens únicos cruzavam meu caminho, cada um com sua história para contar, seus segredos para sussurrar. No ar, pairava uma fragrância deliciosa, um perfume inebriante que misturava jasmim, almiscar e o sal do mar. A sinfonia do oceano se entrelaçava com a música dos bares, criando uma melodia contagiante que convidava a sonhar.

    Havia muito tempo que não me sentia tão bem. A vila me acolhia com seus braços abertos, me proporcionando paz e segurança. Mas, ao mesmo tempo, despertava em mim um desejo ardente de explorar, de desbravar o mundo que se estendia além de seus limites. Os mares de Dorne me chamavam, sussurrando promessas de aventuras épicas e horizontes infinitos.
    O ar salgado do mar me invadia os pulmões, me enchendo de energia e vitalidade. A melodia dos bares ecoava em meus ouvidos, me convidando a dançar e a celebrar a vida. E no meu coração, pulsava a certeza de que o melhor ainda estava por vir.







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    Altas horas da última noite na vila


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    O sol se despedia, lançando no céu um espetáculo de cores vibrantes, com tons de laranja e púrpura que se entrelaçavam em um degradê mágico. A atmosfera crepitava com a promessa de prazeres inebriantes e meu coração batia descompassado no peito, anunciando a iminência de uma despedida agridoce.

    Naira, com seus sorrisos cativantes e gestos carinhosos, nos transmitia a sua tristeza por nossa partida. Lena, em um gesto de despedida comovente, presenteou-nos com pulseiras delicadas feitas de tecido colorido, cada uma com um significado especial. Tarkan, sempre generoso, nos brindou com seu vinho tinto encorpado e a contagiante alegria que emanava de sua alma.

    Antes de subirmos para o quarto, Naira se aproximou de mim e, em um sussurro quase imperceptível, disse: "O rapaz tem uma chama que queima por você, Yesse. Cuidado para não se arrepender por não se deixar queimar por ela..."
    Maya, com sua curiosidade aguçada, fez um biquinho, querendo saber qual era o segredo sussurrado. Logo depois, contagiada pela leveza do momento, caiu na gargalhada junto com Rani. Marla, abraçada à Ashanti, transbordava alegria, enquanto Sand, pela primeira vez em muito tempo, parecia ter se livrado do peso que o afligia.

    A noite se despedia, deixando um rastro de memórias doces e a promessa de um reencontro incerto. A chama acesa por Naira em meu coração queimava com intensidade, me convidando a me arriscar e viver uma paixão arrebatadora. Mas, ao mesmo tempo, a voz da razão me advertia sobre os perigos de me entregar a um amor desconhecido.
    Em meio a esse turbilhão de emoções, subi as escadas para o quarto, com o coração batendo forte e a mente repleta de questionamentos. A noite havia sido um convite irresistível para o amor, mas o futuro era incerto e o caminho a ser seguido ainda estava nebuloso.

    Ao entrarmos no quarto, meus olhos famintos devoraram cada detalhe em uma despedida. O tapete macio acariciava meus pés descalços, enquanto os candeeiros bruxuleantes lançavam sombras dançantes nas paredes de pedra. Uma tina de madeira convidativa repousava em um canto, e almofadas convidavam para um descanso lascivo.

    Minhas companheiras de jornada, riam e conversavam animadamente, suas vozes melodiosas se misturando ao som da música que emanava do salão. Eu fingia me concentrar em observar a decoração rústica e ao mesmo tempo tão rica, mas na verdade, meu corpo ansiava por algo mais. Callahan, nos acompanhava, mantinha-se alheio à agitação, seus olhos verdes silenciosos e fixos em um ponto indefinido. Uma aura de desejo reprimido emanava dele, como um fogo crepitando sob a superfície.


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    Não pude resistir à tentação por mais tempo. Meus lábios se curvaram em um sorriso sensual enquanto me aproximava da mesa onde repousava a garrafa de vinho. O líquido rubi me chamava com promessas de êxtase, e eu não hesitaria em atender ao seu chamado. Sirvo-me uma taça generosa e deixo o vinho fluir pela minha garganta, acalmando a chama que ardia em minhas entranhas. A melodia das cítaras se intensifica, convidando-nos a nos entregarmos aos prazeres da noite.

    Maya, com seu olhar travesso, propõe um jogo: verdade ou desafio. A adrenalina me invade enquanto a garrafa gira, e o destino me aponta. Verdade ou desafio, a escolha é minha. Decido pela verdade. A pergunta que me é feita é simples, porém carregada de significado: "Estou apaixonada por alguém?". Meus pensamentos se agitam em um turbilhão de emoções. Admito meus sentimentos seria baixar a guarda, me tornar vulnerável. E nesse mundo cruel, a vulnerabilidade é um convite à ruína.

    Com um sorriso enigmático, respondo: "Paixão é um luxo que não posso me permitir." A decepção se reflete nos olhos das minhas companheiras, mas eu ignoro seus olhares. Meu objetivo é claro: conquistar a glória para minha casa e me livrar das garras de Tombastela. O amor ou paixão podem esperar. A noite segue seu curso em meio a risadas, vinho e jogos picantes. Maya e Rani se entregam à paixão com fervor, enquanto Callahan observa em silêncio, seus desejos reprimidos cada vez mais intensos.

    No fim, observo amigas procurando consolo uma na outra, um afeto sedutor, doce e ardente. Sinto o olhar de Sand sobre mim, mas não cederia; não era o momento para arriscar um envolvimento imprudente, especialmente estando longe de casa e desprovida dos métodos que poderiam evitar consequências indesejadas.

    Maya, com seus lábios suaves e toques apaixonados, parece ansiosa por prazeres que apenas os homens podem proporcionar. Seu olhar busca minha aprovação, e eu respondo com um sorriso, enquanto saboreio mais uma taça de vinho. "Sand, desça aqui..." minha voz soa quente e provocante. "Não aceito recusas. Você deve ser obediente..." Uma risada maliciosa dança em meus lábios. Quando ele se aproxima, seu semblante é indecifrável diante da cena de nudez que se desenrola, desafiando-o com meu olhar.

    "Você não é um eunuco... Divirta-se, é um desperdício terrível se conter assim..." Meus dedos traçam caminhos em sua pele, vendando-o enquanto murmuro, "Será nosso segredo, Callahan..." Maya se aproxima, meu olhar dominante, quase cruel, ciente do desejo que ele nutre por mim, mas ainda assim o conduzindo a um fogo de prazer compartilhado com outra.

    A IA me entregou essa lindezaS aaaadoreiiiii mesmo com os defeitos haha  cheers :


    Ele se torna um objeto de desejo para todas ali, vendado, mãos amarradas, incapaz de escapar, um submisso adorável. Minha boca encontra a curva de seu pescoço, enquanto as outras satisfazem seus desejos de outras maneiras. Dizem que na morte e no sexo há um elo ancestral que aprisiona e liberta simultaneamente. Minhas mãos exploram seu corpo, unhas deixando marcas vermelhas de excitação, cada êxtase invadindo meu próprio ser.
    Mas por mais tentador que fosse dominá-lo completamente, meu corpo ainda era um templo distante de Callahan. Talvez um dia pudéssemos consumar nosso desejo, mas por ora, ele era servido à maneira das tapeçarias antigas nos bordeis de Dorne, por todas em proporções variadas sem qualquer censura. Por mais que ansiássemos um pelo outro, não poderia ser.


    A noite termina em um turbilhão de êxtase e melancolia, as memórias dos prazeres vividos gravadas em minha mente, enquanto meu coração permanece focado em meu objetivo final: a liberdade para minha casa.
    No dia seguinte, antes de partir, nos encontramos no porto sob o brilho do sol do meio-dia, prontos para retornar a Alto Ermitério. As meninas estavam revitalizadas, brincando e rindo sem se importar com olhares de julgamento, afinal, em Dorne não havia espaço para isso. Callahan me observava, ainda envolto em seus desejos, consciente de que ali não existiam regras morais que o condenassem por ter sido apenas um homem entre um mar de pele, curvas sinuosas, cheiros, suor e prazer.

    A noite anterior lançaria rubores às faces esnobes de Porto Real, tão acostumadas aos jogos de poder e riqueza, mas talvez nunca tenham conhecido o verdadeiro êxtase que vivenciei. Não fui desonrada, mas me permiti saborear seus lábios inúmeras vezes, cada encontro uma chama que ardia no corpo e na alma. Fui provocada por desejos sem rédeas, entregando-me a um prazer intenso e exuberante, embora não completamente possuída por ele. Cada toque era um convite ao delírio, e minha sede por Sand era insaciável, como se não houvesse bebido por eras. Tomei dele sem desperdiçar uma única gota, cada momento um êxtase que consumia corpo e alma, um encontro de desejos entrelaçados em uma dança de paixão e entrega.


    Enquanto revivia minha memória de prazer, vi Maya irradiando seu encanto, capturando olhares enquanto se recostava em um canto do navio. Sua presença era um convite ao perigo e às promessas que ela nunca cumpriria a homem algum. Rani, sempre perspicaz, ponderava sobre anotações que poderiam moldar destinos comerciais promissores, seus olhos brilhando com a ambição de quem vislumbra além do presente. Ao lado dela, Ashanti contemplava a pulseira com fascínio, seus dedos traçando os detalhes, talvez pensando em um dia voltar a esse lugar de encantos e beleza temperada pelo mar.

    Enquanto isso, Marla, envolta em seus pensamentos como a brisa que acariciava o mar, mordia um damasco com uma serenidade contemplativa, seu olhar perdido no horizonte que se mesclava com o oceano. Sob o manto do meio-dia, as nuvens se espalhavam como lençóis de seda, mantendo o clima agradável. Podia jurar que havia segredos sussurrados pelo vento, um murmúrio de histórias não ditas entre nós.
    Éramos todas nós, mulheres de desejos e destinos entrelaçados, navegando entre as marés de nossos próprios prazeres e anseios, sem medo das marés traiçoeiras que a vida poderia nos trazer. Pelo menos essa era a esperança que nutríamos em silêncio, embora conscientes de que ao voltar para casa, a realidade nos aguardaria com suas exigências e compromissos.

    Naquele momento fugaz, porém, éramos livres como as gaivotas que voavam acima de nós, livres para sonhar e viver intensamente cada emoção que o mar e o vento nos proporcionavam. Quando, finalmente, o capitão deu o sinal, o navio cortava as ondas, deixando para trás as memórias que ainda queimavam em nós.




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    Mensagem por Alexyus Dom Jun 16, 2024 7:48 pm

    2° Dia

    "Devia se divertir com ela, Callahan. Maya vive a vida intensamente, sem amarras românticas."

    Callahan respondeu, muito sério:
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Oig110
    - Se ela tivesse olhos lilases, cabelos prateados e se chamasse Yessenya, eu viveria e me divertiria com ela, mas sempre com sentimentos românticos.


    3° Dia

    O capitão Maron Blackwater agradeceu o elogio de Yessenya, mas gritava constantemente com seus tripulantes, impedindo que eles prestassem atenção demais a qualquer dança das aias de Yessenya. Mesmo elas não estavam tão inclinadas a isso, depois de todas as aflições causadas pela tempestade que consumira todo o dia no Peregrino da Alvorada.


    4° Dia

    "Ashanti, se possível, anote tudo. Se não souber fazê-lo, converse comigo para que eu a ajude. Quando voltarmos, todas devem ser letradas. É uma necessidade básica para ficarem comigo e as ajudarei nisso."

    Ashanti sabia escrever mormente, mas não sabia ao certo o que deveria anotar.

    Yessenya via muitas coisas interessantes em Pedra Verde, destacadamente as rochas coloridas que davam nome ao domínio. Mas nada do que encontrava seria útil em Alto Ermitério, um lugar muito diferente e com características totalmente diversas daquela terra insular. As frutas e peixes dali não poderiam ser cultivados ou pescados nas terras montanhosas dos Dayne, e seus estilo de construção era bem pouco aplicável à sua terra natal.

    Mesmo assim, Rani comprou uma boa quantidade de pequenos itens exóticos, apenas depois de pechinchar muito, evidentemente.

    Naquela noite, a frustrada Maya e o sisudo Callahan desapareceram por algumas horas, mas Yessenya não conseguiu descobrir o que eles tinham estado fazendo.


    5° Dia

    Já em Vila Taboeira, Yessenya informou o capitão.

    "Obrigada, capitão. Pensei em dormir em uma pousada esta noite, um bom banho nos faria bem.''
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Maron_10
    - Como desejar, milady! Nos informe onde estiver que a buscaremos antes de zarpar.

    A estalagem que Yessenya escolheu dava visão para a área portuária onde estava o Peregrino da Alvorada, e Yessenya negociou para prestar serviços no estabelecimento para pagar por sua hospedagem, o que os donos aceitaram, já que se tratava de belas damas para atrair a atenção de outros clientes.

    Apesar das expectativas de Yessenya, ela e suas aias não se limitaram a cantar, tocar e dançar, e foram ordenadas a servir mesas e fazer a limpeza no dia que se seguiu. 

    Maya foi rápida em cair nas graças dos donos, e passou a primeira noite no quarto deles. 

    Assim que teve tempo, Rani foi ao mercado da cidade com suas compras e voltou com itens diferentes, explicando que estava negociando.

    Marla foi a que mais deu trabalho para trabalhar direito, com sua costumeira languidez despretensiosa.

    Ashanti se mostrou caprichosa em suas tarefas, mas ansiosa para fazer lucro em cima dos clientes da estalagem.

    A noite de prazer com Callahan e as aias foi ardente, e Maya mostrou conhecimentos luxuriosos que impressionaram todas as outras garotas. Maya conduziu as outras a dar prazer para Callahan e a ter prazer elas mesmas, ensinando a Yessenya diversas maneiras de gozar da intimidade sem perder as evidências de sua virgindade.


    7° Dia

    Depois de uma estadia lucrativa em Vila Taboeira, o Peregrino da Alvorada alçou velas e partiu rumo ao oeste, deixando a foz do Sangue Verde e navegando o Mar do Verão, margeando a arborizada costa dos domínios de Limoeiros, a região mais fértil de Dorne.

    O sol forte e o vento a favor impulsionavam o navio numa viagem rápida, e logo a verdejante margem de Limoeiros deu lugar à árida costa sul de Dorne, com suas praias de areias infindáveis e dunas moventes. Embora o tempo fosse bom, o capitão Maron decidiu aportar em Costa do Sal, o domínio da casa Gargallen.

    Blackwater explicou:
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Maron_10
    - Não há muitos portos bons antes da foz do Torrentine, e será uma viagem longa até lá. Então vamos carregar ao máximo nossos estoques aqui antes de continuar. Mas não desembarquem, permaneçam à bordo.

    Após a noite no porto de Costa do Sal, o Peregrino da Alvorada zarpou à primeira luz da aurora.

    Como o capitão advertira, as margens desérticas de Dorne não abrigavam mais portos de nota onde o navio pudesse aportar. O sol inclemente sobre eles fazia o mar brilhar com luzes quase ofuscantes durante o dia, e o calor deixava todos indolentes e molhados de suor. O consumo de vinho, cerveja e grogue aumentou tanto entra a tripulação quanto os passageiros, na tentativa de manterem-se hidratados.

    Durante três dias, o vento soprou o Peregrino da Alvorada na direção do oeste, levando-os na direção que desejavam, poupando-os de uma estagnação perigosa naquelas condições de sauna ou fornalha.

    Finalmente, eles atingiram a foz do Torrentine, mas o Peregrino da Alvorada ultrapassou a desembocadura e procurou o porto de Casassolar, já na Campina. Ao avistar o Salão do Girassol, sede da casa Cuy da Campina, Callahan e Rani indagaram o capitão Blackwater, que justificou:
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Maron_10
    - Subir o Torrentine terá que ser feito a remo, senhores! Tenho que fazer meus homens descansarem pelo menos uma noite antes de prosseguirmos! Será apenas uma noite, mas necessária para nos refazermos desse calor infernal antes do esforço de ir contra a corrente. Tomara que o vento esteja a nosso favor para podermos contar com essa ajuda...

    Se aquilo era verdade ou algum truque, Yessenya não sabia.
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    Mensagem por thendara_selune Ter Jun 25, 2024 10:04 pm

    01
    YESSENYA DAYNE

    Hora:Entardecer
    Día:10
    Clima:Ameno
    Lugar:Porto Real


    ⚜⚜⚜⚜⚜⚜

    DÉCIMO DIA



    7° Dia

    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Oig1_611



    A viagem prosseguiu e, mais de uma vez, me encontrei exaurida, cansada e frustrada. Estava ansiosa para chegar em casa, e a informação do capitão amargou ainda mais minha vontade. As indagações de Callahan e Rani me deixaram levemente tensa, mas tentei não deixar transparecer.

    — Confio no senhor — falei com um sorriso ameno, observando o lugar ao meu redor.

    Minha pele estava ainda mais bronzeada, minhas sardas escurecidas, mas, pela primeira vez, o calor escaldante não me deixara uma total lástima.
    Seria o sangue que corria em minhas veias a origem disso ou os óleos herbais?
    Spoiler:

    Eu vestia roupas leves, assim como as meninas. Nos últimos dias, não havia como sustentar roupas adornadas ou pesadas.

    — Um descanso é bem-vindo para todos, capitão — acrescentei, olhando o Salão do Girassol, sede da casa Cuy da Campina.

    Usei uma das mãos para sombrear o rosto enquanto avaliava até onde podia confiar no capitão. Havia algo mais nas linhas de expressão dele que eu não conseguia decifrar. Por que, justamente ali, deveríamos passar a noite?


    Roupa das meninas e do Sand:












    Visual novo dos NPCs:



    Emme


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    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne

    Mensagem por Alexyus Sex Jun 28, 2024 6:06 pm

    O capitão Maron Blackwater havia deixado claro que não era esperando que ninguém desembarcasse em Casassolar. As razões eram justificáveis, mas depois de Pedraverde, isso não seria uma frustração para Yessenya e sua comitiva. Permanecer a bordo naquele porto da Campina não era a forma como Yessenya havia imaginado descansar, mas era preferível ficar no barco mesmo. Yessenya acreditou que o capitão estava dizendo mesmo a verdade.
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Oig110
    — Um descanso é bem-vindo para todos, capitão disse Callahan, escondendo sua leve decepção enquanto observava o Salão do Girassol à distância.

    Todos da comitiva de Yessenya permaneceram no Peregrino da Alvorada, aproveitando o tempo para se refrescar e relaxar da melhor forma possível a bordo. O calor escaldante ainda pairava, mas a proximidade da costa oferecia uma brisa refrescante, aliviando um pouco o desconforto.

    No convés, as aias de Yessenya aproveitavam o tempo livre para cuidar de si mesmas. Maya, sempre a mais sociável, estava contando histórias para alguns tripulantes, arrancando risadas e sorrisos. Marla, por outro lado, permanecia mais reservada, aproveitando a brisa da noite para refletir em silêncio.

    Callahan se aproximou de Yessenya, oferecendo um copo de vinho fresco. Tinto da Árvore.
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Oig110
    — Não é o que esperávamos, mas um descanso é um descanso. Eu confio no capitão. Ele sabe o que é melhor para todos nós. Mas não posso negar que gostaria de esticar as pernas em terra firme.

    Enquanto a noite avançava, a tripulação aproveitava o momento de tranquilidade para se recuperar. O capitão Maron estava ocupado supervisionando o reabastecimento do navio, garantindo que tudo estivesse em ordem para a jornada rio acima.
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Oig110
    — O que você acha que nos espera no Torrentine, Yessenya? — perguntou Callahan, virando-se para ela — Desafios, com certeza. Mas também acredito que veremos paisagens impressionantes e conheceremos pessoas interessantes — respondeu ele mesmo, com um brilho nos olhos.


    11° Dia: Partida de Casassolar


    Ao romper da aurora, o Peregrino da Alvorada levantou âncora e começou a deixar o porto de Casassolar. O capitão Maron Blackwater, revigorado após a noite de descanso, supervisionava a tripulação com uma energia renovada. Yessenya, de pé no convés, observava a costa se afastar. Ela não pôde deixar de sentir uma pontada de ansiedade pelo que estava por vir.

    Callahan se aproximou, notando a expressão de Yessenya.
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Oig110
    — Pronta para a próxima etapa? — ele perguntou, tentando oferecer algum conforto.


    12° Dia: Primeiro Dia no Torrentine


    A subida do Torrentine começou. O rio, largo e majestoso, cortava a paisagem montanhosa e selvagem. A correnteza era forte, e a tripulação teve que se esforçar para remar contra ela. Os remadores se revezavam em turnos, o suor escorrendo por suas testas enquanto lutavam contra a maré.

    Yessenya, que observava do convés, sentia-se impressionada com a determinação dos homens. As aias tentavam ajudar da melhor forma possível, oferecendo água e palavras de encorajamento aos remadores exaustos. Maya, sempre animada, brincava e contava histórias para manter o moral elevado.


    13° Dia: Segundo Dia no Torrentine


    O segundo dia foi igualmente desafiador. O vento que soprava contra eles não ajudava, e as velas do Peregrino da Alvorada lutavam para capturar qualquer brisa favorável. O calor continuava intenso, e a necessidade de água fresca e sombra era constante.

    Rani, sempre prática, organizou um pequeno sistema de refrescamento para os remadores, utilizando tecidos molhados para ajudar a baixar a temperatura corporal. Marla, embora mais reservada, também contribuía, cuidando dos ferimentos menores e oferecendo palavras de incentivo.

    Yessenya observava a paisagem ao redor, admirando a beleza selvagem do rio. A vegetação densa, as aves exóticas e os sons da natureza ofereciam um contraste interessante com a árdua tarefa de subir o rio.


    14° Dia: Terceiro Dia no Torrentine


    No terceiro dia, o cansaço começava a pesar mais fortemente sobre a tripulação. Os braços dos remadores estavam doloridos e as mãos cheias de calos. Mesmo assim, não desistiam. O capitão Maron mantinha a disciplina e o moral, incentivando seus homens a continuar.

    Callahan, sempre ao lado de Yessenya, garantiu que ela não se sobrecarregasse com todas aquelas preocupações.

    As margens do rio ofereciam poucas oportunidades de descanso, mas ocasionalmente, o capitão permitia que o navio se aproximasse da vegetação para colher frutas frescas e reabastecer a água, nas raras vezes em que encontravam um arbusto ou árvore frutífera.


    15° Dia: Chegada a Tombastela


    Ao final do terceiro dia de subida pelo Torrentine, o Peregrino da Alvorada finalmente avistou a imponente silhueta de Tombastela, a sede ancestral da Casa Dayne. A visão foi recebida com um misto de alívio e reverência por Yessenya e sua comitiva. O sol se punha, tingindo o céu com tons de laranja e púrpura, refletindo nas águas calmas do rio e criando uma cena de beleza arrebatadora.

    Tombastela estava localizada em uma ilha majestosa na foz do rio Torrentine, cercada pelo Mar de Verão. A ilha era um espetáculo natural, com suas altas falésias de pedra branca que brilhavam sob a luz do sol. A vegetação era exuberante, com árvores frutíferas, jardins floridos e vinhedos que se estendiam até onde a vista alcançava. O som das aves marinhas misturava-se com o suave sussurro das ondas que se quebravam nas rochas abaixo.

    O castelo de Tombastela dominava a paisagem da ilha. Suas altas muralhas de pedra branca eram robustas e imponentes, testemunhas de séculos de história e tradição. A arquitetura era ao mesmo tempo elegante e defensiva, com torres altas e ameias que proporcionavam uma visão ampla do mar e das terras ao redor. A torre mais impressionante, a Espada Branca, erguia-se altiva, seu topo praticamente tocando o céu. Esta torre, conhecida por sua beleza e simbolismo, era um marco do poder e da honra da Casa Dayne.

    O porto de Tombastela era rico e movimentado, um centro de comércio e atividade. Navios mercantes, barcos de pesca e embarcações de guerra ancoravam lado a lado, evidenciando a importância estratégica e econômica do local. Os cais eram de madeira escura e bem trabalhada, com armazéns e estalagens ao longo da costa. O aroma de especiarias, peixe fresco e frutas maduras enchia o ar, criando uma atmosfera vibrante e acolhedora.

    Quando o Peregrino da Alvorada atracou, o capitão Maron Blackwater coordenou o desembarque com eficiência. Ele avisou a Yessenya:
    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Maron_10
    - Vamos ficar atracados aqui esta noite, milady. Acredito que ainda faltem dois dias subindo o Torrentine para chegarmos a nosso destino final, Alto Ermitério.

    Yessenya, sentindo a familiaridade do lugar, sorriu com satisfação. Desceu do navio, acompanhada por Callahan, Maya, Rani, Marla e Ashanti, que também pareciam aliviadas por terem chegado ao destino.

    Os habitantes de Tombastela, ao reconhecerem Yessenya, a saudaram com respeito e curiosidade. Um mensageiro da Casa Dayne de Tombastela correu para informar os senhores do castelo sobre a chegada da jovem do ramo menor da família, do Alto Ermitério.

    Logo, uma pequena comitiva da Casa Dayne de Tombastela veio ao encontro de Yessenya. Liderada por um cavaleiro do castelo, a comitiva incluía guardas e criados que ajudaram com a bagagem e ofereceram refrescos à recém-chegada e sua comitiva. Yessenya foi recebida com saudações formais, demonstrando a mistura de curiosidade e respeito pela posição que ela ocupava, mas ela sabia que suas aias não passariam ali como damas nobres de modo algum.

    O Jogo dos Tronos - Yessenya Dayne - Página 15 Oig1_310

    - Seja bem-vinda a Tombastela, Lady Yessenya! Tenho a honra de ser Sor Claude Dugan, fiel servido da Casa Dayne de Tombastela. Lady Allyria Dayne a convida a pernoitar no castelo e acompanhá-la num jantar. Queira me acompanhar, por favor.

    Enquanto era conduzida pelas ruas de Tombastela em direção ao castelo, Yessenya não pôde deixar de notar a prosperidade e a beleza do lugar. As construções eram sólidas e bem cuidadas, as pessoas pareciam felizes e bem alimentadas. Era evidente que Tombastela estava sob uma administração cuidadosa e eficiente.
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