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    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade

    Alexyus
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    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade Empty O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade

    Mensagem por Alexyus Qua Jan 04, 2023 9:40 pm

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade When_n10

    "Uma criança desmamada com veneno considera o mal um conforto"
    Gillian Flynn, Sharp Objects


    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade Bella-10


    Daisy fora trazida, contra à sua vontade, ao Forte Nightshade, a fortaleza ancestral de sua família. 

    Spoiler:

    Infelizmente para ela, tudo que restava de sua família era seu recém-descoberto tio, Bedlan Nightshade. 

    Bedlan Nightshade:

    Fora a mando dele que ela fora sequestrada do seu lar adotivo. Posteriormente, naquele fatídico jantar, ele lhe revelara que todos que conhecera e amara até aquele momento estavam mortos, assassinados pelos soldados da casa Nightshade.

    Desde sua reação intempestiva, ela fôra confinada numa das torres do forte. Não estava totalmente isolada, pois muitos dos servidores da casa ainda vinham diariamente a ela, para cuidar de suas necessidades físicas e intelectuais.

    Os dois guardas que se revezavam na soleira da porta dela eram Mateo e Fabian. Mateo era o guarda da noite, um homem pouco mais jovem que ela, que não demonstrava emoções, não gostava de conversar e passava todo o tempo fumando um cigarro de palha. Já Fabian, o vigia diurno, era falante e fofoqueiro, com o hábito algo irritante de reclamar de tudo, desde as condições climáticas até o dia-a-dia no castelo.

    Mateo e Fabian:

    Ela também recebia visitas diárias de Gloriana e Cliara. A alegre Gloriana era a cozinheira que vinha lhe trazer as refeições, geralmente peixe com ovos ou sopa de galinha, que ela preparava com esmero e capricho. Já a tímida e assustada Cliara tinha a tarefa de faxinar o quarto de Daisy, dar-lhe banho, lavar as roupas dela e escovar o cabelo platinado que denunciava a descendência do sangue valiryano da jovem Nightshade.

    Gloriana e Cliara:

    O último visitante que Daisy recebia era mais inconstante, vindo a intervalos irregulares. Tratava-se do Meistre Donnal, um homem muito velho e com aparência trêmula e frágil. MEsmo assim, ele era bastante objetivo, de um modo que transparecia inteligência aguçada.

    Meistre Donnal:

    Era ele que estava à porta dela, apoiado numa bengala bamboleante, falando com sua voz arranhada de contralto.

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle-  Boa tarde, senhorita Daisy. A  pedido de seu tio, vim instruir-lhe na história de sua família.

    Sem esperar permissão, o meistre caminhou tropegamente até a cadeira mais próxima e sentou-se cuidadosamente , de frente para Daisy.

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle- É preciso que eu lhe diga honestamente: o futuro da casa Nightshade repousa sobre seus ombros. Seu tio, Lorde Bedlan, pode ter salvado sua família da destruição por ocasião da Rebelião de Robert, mas há um limite para as coisas que ele pode fazer. O que ele não puder fazer, dependerá de você.

    O meistre falava pausadamente, o que reforçava a ênfase que ele aplicava nas palavras mais marcantes. 

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle- Embora Lorde Bedlan tenha conseguido o perdão do Rei Robert, isso não favoreceu muito a casa nos anos posteriores. A situação financeira da casa não é boa, e os soldados são a principal fonte de gastos, pois é através deles que seu tio mantém os poucos plebeus ainda trabalhando.  Creio que seus pais adotivos não devem ter lhe dado muita instrução sobre a geografia do reino. Então escute cuidadosamente.

    Meistre Donnal ajeitou-se na cadeira e começou a contar uma história através de fatos isolaados.

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle- O Forte Nightshade fica na Ponta da Garra Rachada, uma península nas Terras da Coroa, que avança em direção ao Mar Estreito. Ao norte, fica a Baía dos Caranguejos, ao sul, a Baía do Água Negra. É repleta de pântanos e pinhais baldios. Inúmeras casas nobres têm seus assentamentos na Ponta da Garra Rachada, por exemplo, a Casa Boggs, a Casa Brune de Cova Castanha, a Casa Brune de Antro Terrível, a Casa Cave, a Casa Crabb dos Murmúrios, a Casa Hardy, a Casa Pyne, dentre outras menores. O Pouso de Gralhas localiza-se a oeste da península, enquanto Pedra do Dragão e a Ilha da Garra localizam-se a sul e leste respectivamente. Posso pegar um mapa para mostrar-lhe isso numa próxima vez.

    Donnal limpou a garganta antes de prosseguir.

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle- Cada vale possui um lorde, e nenhum deles confia em estrangeiros. A maioria da população descende dos Primeiros Homens. Os Ândalos tentaram conquistar a Ponta da Garra Rachada, mas foram derrotados por sua falta de conhecimento da área. Os Reis Darklyn de Valdocaso tentaram impor seu domínio sobre as Casas da Ponta, assim como os Celtigar da Ilha da Garra também fizeram, mas ambos foram derrotados. Eventualmente, os Ândalos aprenderam que, o que eles não podiam conquistar com espadas, podiam através de casamentos. Quando não lutavam com aspirantes a conquistadores, lutas entre as Casas eram comuns. Campeões de nobres famílias locais traziam a paz à Ponta, mas ela nunca durava mais do que suas vidas; estes incluíam Sor Clarence Crabb, os Irmãos Brune, e Lorde Lucifer Hardy. Visenya Targaryen, durante a Guerra da Conquista, ganhou a aliança de todos os homens da Ponta da Garra Rachada. A região, desde então, foi conhecida por ter realistas Targaryen, e muitos dos seus lordes e campeões lutaram ao lado de Príncipe Rhaegar Targaryen no Tridente. 

    Um tom triste permeou a voz do meistre.

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle- Esse foi o grande ponto de infortúnio para seus pais, minha jovem. Enquanto o Rei Aerys II estava vivo, seu pai, o Lorde Nightshade anterior, manteve-se fiel a ele, mesmo com todos os indícios de que a guerra estava perdida. Foi apenas quando o exército nortenho de Eddard Stark já caía sobre o Forte Nightshade que a verdade atingiu seu pai, mas já era tarde. Houve uma batalha terrível, muito desigual, e esse pequeno castelo quase ruiu ante o ataque, e todos os seus defensores caíram pela espada, inclusive seu saudoso pai. 

    Um suspiro profundo saiu do peito do velho e ele se forçou a continuar.

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle- Seu tio, Lorde Bedlan, teve a ousadia necessária para procurar o Rei Robert e ajoelhar-se perante ele, implorando a misericódia do novo monarca. Ele foi reconhecido como sucessor de seu pai e assumiu o que restou do forte, mas as terras da casa foram reduzidas em muito e ainda mais, restando poucas léguas que podem ser consideradas Nightshade. Com as indenizações que foi necessárrio pagar ao Trono de Ferro, os cofres ficaram vazios. Foi preciso cobrar grandes impostos dos camponeses que ainda restavam no domínio da casa, e Lorde Bedlan usou todos os soldados que restaram do pequeno exército de seu pai para garantir que eles permanecessem no território e pagassem o que era exigido, mesmo com grandes custos pessoais para eles.

    Ele arregalou os olhos na direção de Daisy e disse:

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle- Eis porque é sobre você que residem todas as esperanças de manter o legado Nightshade vivo, menina. Sua mão dada em casamento a um homem digno pode fornecer os recursos que a casa precisa desesperadamente. Um comerciante rico seria aceitável, um segundo filho de algum nobre dos arresdores seria ainda melhor. Mas para isso você precisa se portar de modo condizente com seu status.

    Donnal não mudou o tom ao perguntar diretamente:

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle- Diga-me, Daisy, você ainda é virgem?
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    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade Empty Re: O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade

    Mensagem por Bastet Dom Jan 08, 2023 12:17 am





    Daisy suspirou, olhando pela janela. Sua vida tinha mudado drasticamente desde o dia que fora capturada pelo tio. Antes, tão livre e cheia de vida, agora parecia apática e sem vontade de viver... Tudo o que conseguia pensar era nas palavras de Bedlan sobre sua família. A família com a qual cresceu e recebeu amor... Todos estavam mortos. E ela cativa do homem responsável por isso.

    As paredes do castelo não eram mais acolhedoras para a jovem, como fora quando era criança. Agora, só mostravam o quão indefesa ela podia ser diante de homens com poder e soldados. Não aprendera a se defender das intrigas da nobreza. Não aprendera a lidar com as coisas sob panos quentes. Tudo o que queria era matar o homem que tinha algumas gotas de seu sangue... E depois fugir daquela muralha. Plano que devia ser simples... Se não estivesse presa.

    (...)

    Diferente de como agiu com o Tio, com os criados ela não era difícil de lidar, apesar da raiva que sentia a todo momento. Se identificava mais com eles do que com qualquer nobre que conhecera até então.

    Com os guardas, agia de forma diferente. Com o falante e alegre Fabian, ela procurava saber dos acontecimentos no castelo... Das pessoas que visitavam, de quando iriam embora. Sobre os outros guardas... Tudo com muito tato, pra não parecer interessada demais. Já com o carrancudo Mateo, ela geralmente não interagia muito. Vez ou outra pedia um cigarro a ele e fumava do seu lado da porta (caso ele desse), contando a história de como aprendera a fumar, um pedaço por vez, mesmo que o guarda raramente se manifestasse.

    Sempre agradecia as refeições à cozinheira, compartilhando um pouco com ela e guardando um pouco para Cliara. Já tinha percebido que as coisas ali não iam bem... E, quando o senhor de um castelo não vai bem, seus súditos vão pior ainda. Ver como elas pareciam cansadas e magras deixava Daisy com mais raiva ainda de seu tio.

    Com Meistre Donnal ela nunca pareceu realmente muito interessada. Não era uma moça instruída nos assuntos que ele sempre trazia... E nem se interessava sobre as coisas do tio... Mas, naquela noite, algo a fez ouvir com mais atenção.

    Estava sentada na beira da janela quando ele chegou. Não usava as muitas anáguas do vestido, como Cliara insistia em colocar sempre que ia lá, mas estava vestida de forma decente, com um vestido predominantemente roxo (cor principal da casa) e bege. Um dos pés estava pra fora da janela, balançando no vento e o outro a mantinha segura, apoiado em um dos lados batente enquanto ela se recostava do outro lado.

    Ao ver o velho, saiu dali, se levantando e cobrindo as panturrilhas e pés, que estavam expostos, com o vestido.

    - Boa tarde, Meistre Donnal – fez uma mesura desajeitada, indicando a escrivaninha. Ele sempre ia pra lá e sempre falava coisas chatas quando aparecia... Só que a história de sua família de sangue era algo que realmente a interessava. Principalmente por ela mostrar as fraquezas de de Bedlan. Ela se sentou na cadeira de costume,  de frente pro velho, e ouviu sem interromper (pelo menos não muito). Antes dele começar a falar da geografia do local, ela falou – Lorde Bedlan sabia da minha existência, Meistre? Antes. O senhor fala como se tivessem planejado tudo antes mesmo de me tirarem da minha família. Muito conveniente agora colocar nas minhas costas tudo isso – cruzou o braço, afundando na cadeira.

    Após ouvir a resposta dele, perguntou se ele tinha um mapa, pra entender melhor o que Donnal tentava explicar. Suspirou quando ele disse que poderia fazer isso uma próxima vez.

    Ficou interessada quando ele falou dos Targaryen. Por toda sua vida ouviu que ela devia ter uma gota de sangue Valyriano devido ao seu cabelo branco como a neve. Ela achava besteira, enquanto se identificava como uma plebeia... Mas, a medida que Meistre Donnal falava, mais uma lembrança vaga de sua infância surgia no fundo de sua mente. Seus pais contando sobre antepassados com saudosismo e dizendo que os poderia honrar seguindo os Targaryen. Na época não entendia o peso que aquilo tinha... Hoje, entendia menos ainda, por isso, prestou atenção.

    - O senhor conheceu eles? Meus pais... Eu quase não consigo lembrar do rosto deles – murmurou. Duas famílias, as duas mortas com violência. Continuou ouvindo a história, franzindo as sobrancelhas em algum momento – Meu tio não lutou com a família? – encolheu os ombros, assentindo – Todos que eu vi parecem infelizes e magros demais. Ninguém devia viver assim...

    - Querem me transformar em uma dama – olhou as próprias mãos, que já não eram tão delicadas pelo trabalho – Depositam em mim essa esperança de trazer recursos pra casa. Então por que estou presa aqui? Deviam estar me tratando com respeito, não matando todos que eu amo e me fazendo de prisioneira – quase rosnou. Ficou ainda mais indignada com aquela pergunta íntima.

    Se levantou da cadeira, andando de volta e olhando pela janela, na direção de onde vivera.

    - Se está perguntando se já me deitei com um homem, a resposta é não – ficou a unha na pele da mão, pra tentar controlar a raiva. Não estava mentindo, mas não sabia exatamente o parâmetros que eles levavam em conta pra virgindade. Nobres era podres.

    - Quem vai escolher? Meu tio? – perguntou de forma objetiva também. Já tinha entendido que precisaria casar. Se não conseguisse fuga naquele meio tempo até arrumar um noivo, sua vingança teria de ser menos imediata, mas talvez mais eficiente... com o marido certo. – Eu me comporto, mas quero pelo menos conhecer meu futuro marido antes de partilhar votos com ele.


    Daisy Nightshade

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    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade Empty Re: O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade

    Mensagem por Alexyus Sex Jan 13, 2023 9:42 pm

    Meistre Donnal era paciente e mostrava-se disposto a responder as perguntas de Daisy.

    – Lorde Bedlan sabia da minha existência, Meistre? Antes. O senhor fala como se tivessem planejado tudo antes mesmo de me tirarem da minha família. Muito conveniente agora colocar nas minhas costas tudo isso – cruzou o braço, afundando na cadeira.

    O velho respirou fundo antes de responder:

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle- Sim, ele sabia da sua existência. Lorde Bedlan estava aqui no dia de seu nascimento e alegrou-se com seu pai, Lorde Adon. E ele soube que o cavalariço Neal tinha recebido de sua mãe, Lady Donella, a missão de levar você ainda bebê para um lugar protegido até que fosse seguro retornar ao Forte Nightshade. Mas após todas as tragédias, ninguém conseguiu localizar nem você nem Neal. Todos os soldados sabiam sobre a sua marca de nascença e foram alertados de que haveria uma recompensa para quem a encontrasse. Mas como você agora sabe, demorou muito tempo até que isso acontecesse. 

    - O senhor conheceu eles? Meus pais... Eu quase não consigo lembrar do rosto deles – murmurou.

    Limpando a garganta, Donnal respondeu, passeando seus olhos pelo ambiente:

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle- De fato, eu os conheci, pois já sirvo à sua casa há mais de trinta anos. Infelizmente, não restou nenhuma ilustração artística da aparência de seus pais, de modo que seus semblantes vivem apenas em nossas memórias.

    – Meu tio não lutou com a família?

    Donnal sorriu e voltou a olhar para Daisy:

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle- Ah, ciência militar, eu estudei isso na cidadela, há muitos anos. A estratégia que Lorde Adon usou na época foi a seguinte: metade do exército foi para o Tridente sob o comando de Lorde Bedlan para apoiar a investida do Príncipe Rhaegar, enquanto a outra metade ficou aqui para defender o Rei Aerys se fosse necessário. Infelizmente, com a morte do Príncipe Rhaegar, os exércitos realistas se desorganizaram e nossos homens foram dispersados, inclusive o próprio Bedlan. Antes que eles pudessem se reunir novamente, Eddard Stark já estava atacando nossos muros, e Bedlan só chegou aqui quando já era tarde demais. 

    – Todos que eu vi parecem infelizes e magros demais. Ninguém devia viver assim...

    Meistre Donnal, ele próprio também magro, disse de modo constrangido:

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle- É fato que estamos com poucas provisões armazenadas... Isso é devido à baixa produtividade dos quatro vilarejos que ainda estão sob nossa jurisdição. Isso resulta em limitações tanto nas safras colhidas quanto nos impostos arrecadados. Esse é o estado lamentável dos recursos da casa Nightshade, e você pode ajudar a mudar isso. 

    - Querem me transformar em uma dama – olhou as próprias mãos, que já não eram tão delicadas pelo trabalho – Depositam em mim essa esperança de trazer recursos pra casa. Então por que estou presa aqui? Deviam estar me tratando com respeito, não matando todos que eu amo e me fazendo de prisioneira – quase rosnou.

    Donnal assentiu pesaroso:

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle- Deveras, minha jovem, você está certa. Tenho aconselhado Lorde Bedlan a ser mais tolerante com você. Tenho esperanças de que logo ele relaxará seu confinamento. Mas você também precisa mostrar-se digna de confiança. Pode tentar ser mais colaborativa, se compreende o que eu digo.

    Daisy não deixou de perceber que ele não mencionara as mortes, atendo-se apenas ao aprisionamento dela.

    - Se está perguntando se já me deitei com um homem, a resposta é não – ficou a unha na pele da mão, pra tentar controlar a raiva.

    Donnal tornou-se extremamente técnico à resposta dela.

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle- Não é isso que estou perguntando. Quero saber se você já foi deflorada de qualquer modo. Por homem, mulher, animal, objeto, até por você mesma. Seu hímen já foi rompido? É algo importante quando se trata de negociações matrimoniais, pode-se até exigir exames físicos para confirmar sua virgindade, então é bom que seja clara e direta comigo agora.

    - Quem vai escolher? Meu tio? – perguntou de forma objetiva também. – Eu me comporto, mas quero pelo menos conhecer meu futuro marido antes de partilhar votos com ele.

    Donnal já fazia menção de levantar-se, mas deteve-se antes para responder.

    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade 250px-Brittmartin_Grand_Maester_Pycelle- Naturalmente, seu tio tem a palavra final sobre isso. Mas no momento não há muitas opções para escolher. E o atual Lorde Nightshade não é a pessoa mais indicada para esse tipo de negociações. Acredito que ele ficará melhor ocupado com as obrigações rotineiras do castelo enquanto você conduz uma prospeção em busca de um marido apropriado, sob a supervisão de alguém mais qualificado. Mas apenas quando você estiver pronta para isso, milady.
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    O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade Empty Re: O Jogo dos Tronos - Daisy Nightshade

    Mensagem por Bastet Seg Jan 16, 2023 1:24 am




    Daisy mostrou os dentes em clara repulsa e dúvida pelo que Meistre Donnal dizia. Era muito difícil acreditar que Bedlan fora um homem que compartilhou alegrias, em algum momento. Principalmente no que se referia a algo que não ele. Talvez fosse prematuro aquele julgamento, mas o tio só mostrou a face sanguinária e interesseira pra sobrinha recém chegada.

    - Neal...- repetindo o nome, tentando entender o porquê o nome não era estranho em sua mente. Mas no fim, não se lembrou – Até onde sei, fui encontrada sozinha pelos meus pais – suspirou, se corrigindo – Os pais que me criaram. E sim, demorou quase uma vida – olhou pro homem velho – Uma vida sem todo esse luxo e pompa que um castelo traz. Mesmo o castelo mais falido... Mas uma vida feliz. Que foi arrancada de mim – o olhar de Daisy se perdeu em tristeza e lembranças.

    Ouviu sobre os pais, encolhendo os ombros.  Como uma pessoa jovem já podia ter perdido duas famílias assim?

    - Acho que somos tão venenosos quanto a flor, Meistre. Nada cresce ao nosso redor por muito tempo – foi a única coisa que respondeu, ouvindo sobre a ciência militar, em seguida. Só respondeu quando o velho comentou sobre o estado da Casa.  – Valeu a pena? Se ajoelhar sobre os corpos dos meus pais... De todos que lutaram... Pra viver assim? – a pergunta não tinha raiva, por incrível que pareça. – Dependendo de uma garota que podia nem existir pra sobreviver um pouco mais. Perdendo terras. E não, não sou idiota de falar isso fora daqui, Meistre. Sei que quem nos governa não ponderaria sobre pesar mais as mãos sobre nós e o povo daqui. Mas valeu? – podia não ser versada em ciência Militar... Mas ouvira histórias sobre os domadores de dragões... Sobre os corajosos mestres dos Navios que domavam as ondas... Sobre aqueles que usurparam o trono dos Targaryen. Todos com coragem de ir até o fim. Mas não ouvia nada sobre uma casa que só não deixou de existir por covardia.

    Se levantou da cadeira, rodeando a cadeira do Meistre lentamente.

    - Colaborativa – disse a palavra com ironia – Da mesma forma que os soldados queriam que eu fosse colaborativa quando acharam que eu era só uma plebeia? O senhor sabe o que eles fizeram naquele dia, Meistre? Eles arrancaram a minha roupa e a da minha amiga e não estavam nem aí pra essa porra de virgindade que vocês tanto endeusam nos casamentos.  Quando viram quem eu era, fizeram questão de descontar tudo nela... E eu tive de assistir.  Colaborativa como o titio queria que eu fosse ao me contar que eu era uma moeda de troca e que tinha matado toda a minha família pra eles não atrapalharem? – parou de frente pra ele, botando as duas mãos nos braços da cadeira que ele tava, o impedindo de levantar. O rosto bem próximo dos dele. Os olhos azuis, com leves veios roxos na íris, arregalados e olhando diretamente nos dele – Você se curvaria, Meistre? Se algo assim tivesse acontecido à sua filha?

    Frustrada, bateu com a mão em um dos braços da cadeira, se afastando, antes que algum soldado viesse intervir.

    - Mas eu não tenho mais pra onde ir, tenho? Aparentemente é isso ou viver na merda de uma torre. – e ela certamente preferia pular a janela a viver ali. – Eu posso aprender a ser o que vocês querem. E não é pelo meu tio que falo isso – o tom estava mais brando nessa frase. Tinha reparado como o próprio Meistre parecia fraco, enquanto o tio estava bastante parrudo.  – Eu sei o que é poder viver só o hoje, Meistre. Minha família, a gente trabalhava tanto... E boa parte do dinheiro nem ficava com a gente. E a gente trabalhava com bebidas, que depois dos bordéis, acho que é o que dá mais dinheiro nas cidadelas... – suspirou. Apesar da raiva, Daisy não era egoísta.

    A resposta do velho sobre o marido foi menos pior do que esperava. Assentiu.

    - Falsa sensação de livre arbítrio já é melhor do que nada. Eu posso aceitar esses termos.

    ...
    E, mesmo com toda a conversa, o assunto retornou para a sua virgindade, fazendo a loira bufar.

    - Clara e direta, certo – ela ficou vermelha – Eu tive uma namorada com quem eu fodia. Mas, bem, claramente não somos homens e não chegamos a enfiar nada significante uma na outra.  Então não faço ideia do atestado técnico da minha vagina, Meistre. O senhor quer examinar? É isso? Tá explicado – começou a erguer as saias do vestido até a altura dos joelhos, irritada, querendo deixar ele tão constrangido quanto ela estava se sentindo após aquela pergunta – Quer que um dos soldados ateste também, Meistre? Sir Mateo (off: ou Fabian, me perdi se era de dia ou de noite na cena kkkk), pode entrar aqui por favor?

    OFF:


    Daisy Nightshade

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