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    Connor Mcleary

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    Mensagem por Ankou Sab Maio 29, 2021 10:00 pm



    Ele coloca uma cara falsa de desgosto no rosto e dá um dedo do meio pra Dona sobre a ideia de ser carregado.

    Ele sorri sem se conter com Berta - Um freezer antes do churrasco? Cheio de coisas boas dentro. - o dedo indicador apontando incessantemente pra ela, brincalhão, mesmo quando ela tinha a cara tão séria e fechada. - Eu vou me lembrar disso.

    Ele faz uma cara descontraída pra Dona conforme ela faz as brincadeiras dela, imaginava que o VIP ao qual ela se referia era a reunião dos urathas locais. Ele parece se importar pouco com as tentativas e provocações dela. - Sossega mulher. - não existe uma repreensão verdadeira, nem adiantava, ele já tinha aprendido a lidar com as insistências dela.

    - Eu gosto de troféus cara, mas eu sei que a sua vontade de ver a cara de bunda deles é maior. - ele diz em relação a armadura, no fundo havia uma satisfação verdadeira em ver Fumaça ostentando aquela coisa.

    Ele acompanha o coroa de forma tranquila e fica em silêncio boa parte do tempo, um riso vindo da garganta e dois tapinhas no ombro do companheiro de tribo, um agradecimento verdadeiro pelas palavras gentis. - Se houver Dover… - Ele diz desanimado, ainda assim aperta a mão de Fumaça. - Eu escutei a voz sem carne dela irmão, eu acordei de uma viagem de ácido, vermelho, eu vi ela tirando a sombra de mim, mas eu não tenho certeza de que eu to limpo, o Crestwood pai tem um disco com um Rahulunim dentro, loucura! Mas a coisa mostra a corrupção com uma dor mais infernal que se pode imaginar. - Ele coça o rosto como se ainda tivesse a barba, e ela faz falta toda vez que ele lembra que não está mais lá. - Meu avô me mostrou de onde o desgraçado veio, e eu conheço o gosto e o cheiro, e eu tenho que honrar a mãe né? Vou correr debaixo do nariz do filho da puta, porque agora o jogo mudou, agora é ele que não vai me ver vindo. Eu me fodi e perdi, o filho da puta chutou minha bunda, mas vai ter volta. - a aquela altura não dá pra saber se ele tá ainda falando com Fumaça ou pensando em voz alta, mas dava pra sentir a raiva borbulhando dentro dele.

    - É… Sempre um irmão novo e sempre um que vai embora, eu acho que eu nunca vou me acostumar com isso, mas acho que já aprendi a aceitar. - ele falava da morte com alguma alegria - Maria achando que vô correu pra mãe, o velho virou uma porra de tempestade cabulosa, deve tá correndo coladim juntim do Skolis-Ur. - ele olha pra fumaça de forma séria - Eu vi mermão, ninguém me contou. - ele diz apontando pros dois olhos com uma única mão.

    - A hora que você quiser, tô por sua conta. - ele diz sobre apresentações e conhecer o pessoal, não havia muito o que fazer pelo momento. - Nome é? É, ninguém tem mais direto de fazer isso já que foi você que me empurrou pela catraca, você que manda, só não me chama de algo zoado tipo Rei Gnomo. - ele sorri com humor lembrando do nome do pote.

    - Fim de semana eu to indo pra High Cup Gill, uma amiga que era alcateia vai vir aí, depois disso, acho que eu vou me arriscar a voltar pra Dover. - ele suspira sem saber muito o que fazer. - Espero que ela traga boas notícias… - mas nem ele mesmo tinha muita esperança.
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    Mensagem por Wordspinner Ter Jun 08, 2021 4:43 am

    Connor escreveu: Um freezer antes do churrasco? Cheio de coisas boas dentro.

    Berta ri empurra o dedo de Connor para longe com a mão. "Ou morta e fria." Ela diz com um toque selvagem completamente falso na voz.

    "Na verdade tenho um pouco de medo de eles criarem coragem e tenho muita vontade de ver a cara deles. Lua no céu!" Ele diz como se fosse normal.

    --

    Connor fala sobre a viagem de ácido e Fumaça concorda, como se tivesse visto mesmo Connor tendo certeza que não viu. "Aquele filho da puta tem todo tipo de coisa." Ele fala do disco. "Normalmente coisas que ele roubou de alguém ou que fariam melhor serviço ao mundo esquecidas em lugar nenhum." Ele acrescenta pensativo, olhos negros nas sombras. "Teu vó era um cara de respeito. Trovão. Era um puta de um desgraçado, mas andava na linha e era forte pra diabo. Nunca veio ajudar aqui em Londres, mas era um mundo mais seguro com o velho nele." Ele parece encontrar algo no escuro. "Pera, tu ta falando da porra corrompendo a sua tribo? Tu sabe o que é? Tu vai caçar essa porra C? Essa é uma história que eu quero ouvir!" Ele diz com uma alegria quase infantil.

    Então Connor fala da transformação do avó e ele concorda do mesmo jeito que fez quando ele falou sobre a Loba Vermelha. Quando Connor passa a responsabilidade do nome para Fumaça os dentes do negro aparecem em um sorriso. "Diz pra sua amiga que você vai atrasar, espera a reunião e vaza com a minha benção." Ele levanta as mãos como se fosse o Ozzy Osbourne pegando um morcego e volta de mãos vazias e rosto solene. "Vou te dar um nome grande pra cacete C, um nome maior que tu. Cresce dentro dele, cara. Senão essa porra vai te esmagar." Ele coloca as mãos vazias na testa de Connor sem nenhum esforço, ele mudou de forma como se sua carne volátil ether. Connor sente o corte na testa e na nuca fazendo um arranhão fundo na pele e quase formando um círculo quando ele afasta as mãos pela lateral. "Está coroado..." A voz grave tinha mais pilheria que seriedade. Os olhos negros tinham um toque amarelado. "... O Rei Vermelho." E ele gargalha mudando de forma e sacudindo as mãos do lado de corpo. Sangue precioso pingando no chão.
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    Mensagem por Ankou Ter Jun 08, 2021 5:50 am



    Connor sorri pra Berta decidido a não tentar entortar mais aquele jeito esquivo dela, não era hora, mas finalmente sentia que tinha quebrado o gelo da moça.

    - Lentos, eles são lentos, ganha distância e corta um por um. - era difícil saber se o que Connor dizia era sério ou se era apenas a perspectiva dele próprio, mas era um jeito de encarar as coisas. - Nah, cê tem razão, eles podem ser uns putos desgraçados, mas eles tem palavra. - ele dá uma risada fininha de chacota lembrando do corre que tinha feito no lado do asfalto deles.

    --

    Connor meneia em positivo concordando com as palavras de Fumaça - Era sim, do tipo que empacotava uma alcateia de Puros na porrada sozinho… Territorialista demais pra sair de Dover, vou tá feliz se conseguir ser metade do guerreiro que ele ou a Loba eram. - ele diz desviando o olhar, dava pra sentir a saudade na voz quando ele falava do vô. - Ex - tribo, é eu sei velhos hábitos… - repreensão nenhuma na voz - Ele me mostrou memórias, eu tenho ideia de pelo que começar, a Rainha Negra tinha uma capa, um fetiche cabuloso que dizem que foi feito com um pedaço do couro do Pai Lobo, e que lá tava preso algo que ele não conseguiu lidar... Antes a minha aposta era um Dihir pistola ou um Idigan porque eu simplesmente tava esperando o pior, agora eu tenho quase certeza que é um Idigan mesmo, essa capa tava com meu vô, pelo menos quando ele era garoto ainda, eu não sei se ela for perdida ou rasgada e o espírito em algum momento voltou a ira dele contra os Caça nas Trevas, ou se ele é tão poderoso que desafia as leis universais e consegue influenciar a tribo mesmo de dentro do fetiche, se a segunda teoria for verdade então meu avô escondeu essa porra em algum lugar pra ninguém ter o risco de ter que encarar essa porra, pensando na família e no povo de Dover eu teria feito o mesmo. - ele fala daquelas coisas, calmo e centrado, com muitas certezas mesmo em suas incertezas. - É por essa merda que eu tenho que começar é a porra do elo perdido, claro que eu vou tentar pegar esse puto, pode ter certeza que sim, mas não é trabalho pra um Uratha só, não mesmo! - Ele faz um bico junto de uma expressão pensativa e pigarreia - Eu fui honesto com a Tuya, eu disse quase tudo que eu sabia só tem uma informação que eu não falei até porque seria irrelevante pra ela, eu quase fui clamado, eu senti ele na minha cabeça, senti o cheiro e o gosto dele, tudo que eu preciso é um rastro. - ele olha sério pra Fumaça, o olhar era de medo real em um primeiro momento, mas que ia sendo tomado de uma coragem crescente.

    A conversa segue - Relaxa  a gente tem tempo até o fim de semana. - ele retruca sobre a amiga - Mas ela não é qualquer bosta mano, ela é neta do Voz da Sombra e tá carregando o bisneto dele. - ele não fala muito mais o nome do velho já tinha todo o peso que precisava ter.

    O que se segue deixa Connor sem qualquer reação, boquiaberto, o sangue escorre dos arranhões, molhava a roupa mas não tava nem aí, o truque dos vampiros de sempre usar preto ou vermelho se colocava à prova aquela merda funcionava - Tu me chamou de puto arrogante, agora você vai me fazer parecer um puto arrogante pra todo mundo - ele reclamava sem peso nenhum, não conseguiu segurar um sorriso discreto e satisfeito no canto do rosto, ele não tem nem certeza se é uma sacanagem com o teste e a coroa, uma chacota com o caminho inverso a Rainha Negra ou simplesmente se o negão levava fé que no fim ele ia conseguir resolver a treta dos Caça em Dover e realmente viver a altura daquele nome.

    Ele vai até o banheiro e se limpa até o sangue estancar, sabia que a coisa não ia durar muito, ele se junta ao resto da alcateia logo em seguida. - E essa festinha VIP? - ele olhava pra Dona em primeira instância, mas corria os olhos pelos demais em seguida.

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    Mensagem por Wordspinner Ter Jun 08, 2021 11:48 pm

    "Metade cê já é C." Ele balança a cabeça com as especulações de Connor. "Mano que brabo." Ele estica um pé e depois o outro claramente pensando pela cara franzida. "Acha que ela tá atrás desse treco aí?" Ele levanta uma sobrancelha. Só uma. "Tadinha, meu caro. O velho é um bicho. Espero que ela seja uratha pra tirar umas palavras dele. " O irraka dá cospe no escuro entre os trilhos.

    Ele ri quando Connor reage ao nome. "Você tá ainda mais arrogante então porque mentir?" Os dentes brancos em constraste com a pele negra. "Se liga na festa não. Ela já vem, tamos acertando os detalhes."

    --

    Timizinho deixa joga o envelope em Connor sem dizer nada. O papel leve faz sua dança erratica no ar até o uratha pegar. Cheirava a Fumaça. O Fumaça. Dava para ver as letras dentro. Quadradas e mecânicas. Pretas e afiadas. Eficientes e sem desperdício. Claro que o que estava escrito era pura baboseira. O lua cheia ficou irritado de receber uma mensagem sem sentido. Uma porra de um código. Algumas horas mais tarde a chave chega por mensagem. Dona tinha mandado instruções vagas de como digerir a mensagem. Trabalhoso e complicado. Mas tinha deixava um gostinho de vitória na mente e a sensação do segredo era infantil e gostosa. Era bom ser exclusivo.

    O lugar era uma decepção, uma sala sem graça com uma porta de acesso biométrico. Connor tentou a própria digital impressionado com eles terem conseguido fazer isso sem ele perceber, mas não tinham conseguido nada. Fumaça chegou um pouco depois. "Grande C! Pontual. Parabéns." Atrás dele vem o resto da alcateia e quando ele abre a porta sem usar a biometria, usando uma chave comum Connor fica feliz de ninguém ter visto ele tentar. Só Francês não os segue. Um corredor longo e escuro. A música aumentando a cada passo sem nunca passar do alto para ensurdecedor.

    Subitamente o lugar se abre para um show de luzes e sombras coloridas. Azul e rosa uma hora, verde e vermelho em outra e então explosões de branco no meio de tudo. "Demais, né? Que cara é essa?" Ela olha com uma expressão impossível de acompanhar nas luzes moveis. Berta, Nina e Jaysin logo se afastam. Connor vê as pessoas e tenta contar. Mais de dez. Mais de vinte. Um Dj lá alto grita na primeira língua e as luzes se tornar selvagens e desenham formas que acompanham a música. Todas as gargantas ali acompanham o grito.Fumaça aperta o ombro de Connor.

    Pessoas passam de um lado para o outro. Olhares furtivos e ameçadores e curiosos e cheios de desejo. Todo tido de gente. Um velho, reclamando mais alto que a música com um terno bonito e uma bengala com uma aguia de ouro que tinha olhos cinzas como os dele. Um nerd colorido do lado dele ouvindo tudo e fingindo que não entendia nada. Um homem negro alto como um jogador de basquete com levatava no alto uma mulher com cor de caramelo que tentava pegar as luzes, os cabelos dela eram pretos e lisos como seda. Um gordo de gorro tromba em Fumaça e pede desculpas. Os dois se abraçam. Dona tinha desaparecido e logo estava se balançando em um dos varios tecidos pendurados. O lugar tinha uma euforia insana e chamativa. Cada detalhe feito para divertir, distrair ou chocar. Connor viu mais de uma arma passar. Viu mais de uma pessoa pessoa oferecer bebida, mas ninguém parecia preocupado com ele ser um estranho. Eram todos estranhos para ele. Especialmente todos juntos. Mais ainda o gordo dançando com meio cachorro quente na boca e dedos brilhando de gordura.
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    Mensagem por Ankou Qua Jun 09, 2021 12:26 am



    Connor arqueia uma sobrancelha, ele parecer apreciar o elogio de Fumaça, mas definitivamente não acredita nele nem um segundo - Acho nada, tenho certeza, mas ela vai se lascar sozinha, não tem sonho da Lua que vai fazer ela trilhar o caminho certo sozinha que não seja suicídio… - ele tinha certeza daquelas palavras mesmo que no final de contas elas se provassem erradas.

    Connor discordava de Fumaça sobre o velho - Infelizmente não, mas ela é filha do filho morto, ele não é tão ruim assim, é até paciente, vai ficar bolado de eu tá vermelho? Vai sim… Vou tentar intermediar essa merda pra ela não sofrer mais, ela não merece cara… - ele fala demonstrando vontade, mesmo parecendo ter pouca esperança.

    - Nada mano, eu aprendi minha lição com uma derrota bem fudida que eu não tô pretendendo deixar se repetir… - ele soava sincero, mas sem nenhum pesar, pelo contrário aquilo causava um certo furor como se fosse mais combustível e o motivasse a terminar com aquela história.

    --

    O enigma era engraçado e irritante ao mesmo tempo, mas resolver ele era de alguma forma realizador, só não entendia o motivo daquela coisa toda ser tão exclusiva e que definitivamente parecia não incluir ele quando ele tenta colocar o dedo na biometria da porta, ele para de frente pra mesma e olha ela de cima pra baixo, tem certeza que ele cairia com três ou quatro bicudas, mas ele se controla, exercita a paciência, o pouco que tinha se recosta do lado da porta e espera.

    - E aí? - Ele cumprimenta a galera e segue com eles só desviando o olhar quando o Francês toma outra direção, ele segue com o pessoal e vê os Sangue do Lobo se afastarem, tudo do proibido em um lugar só, como a casa dos prazeres que lhe tinham sido  negados a vida inteira, uma rave que ele nunca tinha frequentado, ele surrupia um dos copos de bebida, não fazia ideia do que tinha ali dentro, mas nem se importava, ele nem respondia a pergunta de Dona, os olhos arregalados, alegres como se estivesse exatamente no lugar que devia estar, tudo tão cheio de cor e tão vivo, ele se lembrava do silêncio desconfortável ao lado do velho e em como ele concordava em cada palavra de Rail naquele dia frio e encontro Solene.

    Ele vira o copo de bebida, doce e pro gosto dele horrível, mas ele nem se importa, ele olha pro gordo dançando com cachorro quente na boca e era a coisa mais engraçada que ele via há muito tempo, eles podiam ser todos estranhos e era estranhamente família, ele pega mais um par de copos de uma das bandejas passando, dessa vez ele se certifica de que o que pega é pelo menos destilado, ele dá uma chance pro nariz dessa vez e estende um copo pra fumaça dando-lhe dois tapinha nas costas - Vodka. - a pronúncia é perfeitamente russa, ele estende o copo como se tivesse fazendo um brinde.
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    Mensagem por Wordspinner Qua Jun 09, 2021 1:52 am

    "Acha que ela vai caçar sozinha? Ela é uma dessas minas que acham que podem tudo, mas ela nem é burra. A questão é se cê vai impressionar ela pra entrar na caçada." Ele pega um baseado e aperta e cheira antes de ascender. "Mas tua amiga tá fudida. Real parsa, melhor não levar ela lá. Do jeito que tu é vai querer botar moral em gente com mais moral que tu tem de músculo e vai acabar passando vergonha especialmente quando ele for um cuzão com teu fechamento." Ele solta a fumaça pelo nariz. "Aquele velho não tem o que ela quer, até porque dúvido que ela esteja procurando um predador dos pesadelos mais primitivos da humanidade." Ele puxa mais um pouco e ri. "Mas que merda eu sei? Eu só ouvi um monte de história." Ele ri de novo e a fumaça vai escapando em montinhos.

    --

    Fumaça cheira o copo e faz uma careta antes de beber um gole e oferecer ao gordo que bebe sem piscar e devolve o copo. "Rob Dois Lados. " Diz o homem oferecendo a mão gordurosa. Os dentes de Fumaça brilhando na luz negra. "Esse daí é bem grandão, é lobo também? Que nem o Fumaça aqui?" Ele grita para ser ouvido acima da música, mas nem precisava gritar tão alto assim. "Eu já vou avisando que não sei nada de computadores, eu sou físico e engenheiro. Eles me procuram quando querem bombas ou projetos para armas. Até parece que é mais fácil fazer a sua do que comprar uma pronta." Ele buffa e pega outro cachorro quente do bolso.

    --

    Eventualmente Dona puxa o braço de Connor sem a menor paciência. Ela não para de pular e dançar, mas está tentando levar ele a algum lugar. Eles passam por uma mulher gordinha e branca que parece uma avózinha rejuvenescida. Dona percebe Connor olhando e o larga para abraçar a mulher, a maior parte da gordura afundando como se fosse ar, os seios largos apertados contra a cara sorridente de Dona e seus cabelos vibrantes na luz que agora era rosa. As duas trocam palavras em uma estranha variação do espanhol e Dona volta olhando para Connor com a cara de safada que ele já conhece. "Ela sente muito frio. É dos trópicos... Tinha reduzidos os peitões antes de mudar, ela disse que voltou tudo. Mas acho que não, a gente tem sempre uma proporção muito boa." Ela bandonou a safadeza no meio e tinha começado a realmente falar sério. "Chegamos! Esse é o C e esses são Suri e Fredo." Ela diz torcendo o nariz com os dedos para o ultimo nome. Os dois se apresentam. Fredo se vestia bem, mas sem formalidade excessiva. Os cabelos cor de areia e os olhos claros de alguma cor impossível de dizer naquela luz. O rosto amígavel e nervosos, até um pouco constrangido. "Bom te ver... C... Você é mesmo de Dover? Filho do Trovão?" A mulher ao lado dele dá uma cotovelada. O cabelo dela era pintado como o de dona e fazia cachos irregulares. O rosto maquiado era brilhava cheio de formas inumanas naquelas luzes dançantes. Ela era mais alta que Fredo e tinha o corpo de uma atleta coberto vestido como o de uma Kpoper drogada com tesão por unicornios. "Neto, Fredo. Ele é neto. Meus pêsames." A voz dela saia de uma bronca fingida para a empatia solene e sofrida em um instante. Os olhos e o corpo seguiam a mesma mudança. Toda pele exposta estava pintada e isso era estranho, mas não ali.

    "Eu sei que é meio intrometido, mas eu trouxe consegui uma coisa que você deve curtir." Ele tira o celular do bolso e em poucos toques mostra a foto de um desenho em carvão de Daniel Mcleary com um bebê no colo. "Tem mais, pode passar. Eu acabei ficando com os originais de alguma forma..." Ele dá de ombros como se nem fizesse sentido.
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    Mensagem por Ankou Qua Jun 09, 2021 2:53 am



    - Sério? Depois dessas paradas que eu te falei, tu acha que ela não vai? - ele pergunta incrédulo, a situação não deveria ser obviamente inversa?

    - Nada cara, eu não quero botar moral em porra nenhuma lá, só quero agradecer ao velho e levar uma garota que tudo que queria na vida era conhecer alguém do sangue dela… Ela já tá avisada pra não esperar muito afeto do velho. - ele se recosta na parede e cruza os braços cerrando os olhos - Eu já tentei essa aí quando eu me juntei ao clube, ele só me deixou juntar a tribo porque é um bom irmão e porque sabia que eu precisava disso, precisava disso pra chegar no meu lugar… - ele ri de maneira leve - Não dá pra passar a perna num Cahalith de trezentos anos cara, ele pode não ter os olhos de um Elodoth, mas ele já sonhou com você mais de uma vez pode ter certeza. - ele diz aquilo sem parecer ter nenhuma preocupação, tampouco com o possível exagero ou não da idade do velho.

    --

    Ele estende a mão pra dar um soquinho na mão de Rob tentando evitar toda aquela gordura - Aham! - Ele responde sobre ser lobo - C. Rei Vermelho - ele tenta fazer aquilo não soar exatamente como parecia, mas era quase impossível, por um momento ele fuzila Fumaça com o olhar por honrar aquele nome e se apresentar daquele jeito, agora era tarde Rob Dois Lados provavelmente ia esperar dele muito mais do que esperaria sem aquele nome. - Eu sou bom em machucar e me procuram quando alguma coisa precisa morrer. - ele ri tentando ser simpático, mas nada daquilo é, nem o nome e nem no que ele era bom em fazer. Ver o cachorro quente pular do bolso do sujeito faz o estômago revirar, mas felizmente ele não se demora, Connor nem faz questão de impedir ele de seguir seu caminho.

    --

    - Ow - ele olha pra Dona puxando ele, arqueia as sobrancelhas pra Fumaça como quem diz que sabia que teria de ir ou Dona não iria parar de encher o saco, ele vira o shot de vodka e coloca em alguma bandeja no meio do caminho.

    Ele olha a senhoria peituda e a cena que se segue com Dona e a mulher - Sei, você nem foi abraçar ela por causa dos peitos gigantes… - ele diz julgando pela expressão dela - Tu gosta de meninas também? - era o jeito mais delicado de perguntar aquilo pra Dona, talvez ela gostasse, mas nem parecia tamanha fixação por pintos que ela tinha.

    A introdução com Suri e Fredo é tranquila, ele estende a mão aos dois de maneira relaxada e nem se importa com a gafe do sujeito - Neto. - ele confirma a informação da mulher - Suave. - ele diz fazendo um joinha e colocando um sorriso alegre no rosto - Ele nem morreu, virou outra coisa que tá além da carne. - ele afirma algo categoricamente assustador como se fosse alguém falando de batatas pro jantar.

    Ele toma o celular em mãos e olha a imagem - Cara que dahora! - ele aproxima a imagem tentando achar alguma assinatura, queria saber quem tinha desenhado aquilo, não fazia ideia de quem era o bebê, certamente muitos haviam passado pelo colo do velho, ele toca pra frente, vendo imagem por imagem. - Cara como tu conseguiu isso?! - a curiosidade impossível de esconder, certamente eram desenhos de alguém da família, mas a família era grande demais pra se ter certeza da onde tinha vindo.

    - Dover… Virou assunto em tudo que é lugar né? - ele desvia o olhar do telefone pros dois ali - Tá cheio de gente da tribo lá, não sei se vai ser o bastante... - há um peso na voz que ele tenta esconder sem sucesso, ele se motiva mentalmente de que aquele não é um dia pra tristezas e se desgarra dos sentimentos negativos.

    - Se importa de me mandar as imagens? - ele diz assim que termina de ver tudo. - Eu acho que Garras de Ébano ia querer ter as originais. - ele fala como alguém que tivesse dando uma dica quente pro sujeito.
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    Mensagem por Wordspinner Qui Jun 10, 2021 3:43 pm

    "Aquela mulher tem um plano C. O bagulho dela que ela quer feito, o resto é só... só... " Ele balança a mão como se Connor devesse completar e depois desiste com uma careta.

    "Dizem que o velho tem uma tatuagem das legiões romanas cara. Pensa nessa história, deixa ela afundar na sua cabeça. Claro que é k.o.... mas só pensa nisso." Talvez fosse a droga falando. "Meu conselho? Não vai, vai ser uma bosta." Todo encanto deixa o uratha em um instante. Ele sopra fumaça e da de ombros rindo. "Conselho não serve pra nada." Ele ri mais ainda.

    --

    "Que nome grande." Diz o gordinho. "Ah a violência selvagem. O fim definitivo do outro." Ele diz batendo uma mão na outra e quase esmagando o dog. Ele não parece o tipo de gente que mata mais do que panelão inteiro de comida.

    --

    "Não curto meninas, eu só queria deixar você pensando. Pensando em pensando. Aqueles peitões na sua cara. Ah!" Ela ri da própria brincadeira e faz gestos obscenos com a boca e as mãos apertando peitos invisíveis.

    --

    Fredo franze o cenho quando Connor fala da tempestade e a mulher colorida confirma com a cabeça, mas analisa o lua cheia assim que os olhos dele voltam para o celular.

    Não é difícil achar a assinatura nos cantos, só é impossível de ler aquelas letras estilizadas marcadas em carvão borrado. Talvez Mona. Quando Connor pergunta como ele conseguiu. "Alfredo Vittek, minha mãe era Ariel Mcleary e os desenhos eram dá mãe dela." Ele parece um pouco envergonhado. "Suri aqui disse que você vinha e que ia poder me ajudar. A real é que eu to com medo de ir pra lá com tudo isso." A mulher coloca uma barrinha de chocolate na boca. "Dover é assunto desde que a coroa parou lá e tem ficado e os puros tem ganhado cada vez mais. Sorte que a ilha tem muitos amigos."

    "Então eu mando as imagens sem esperar nada em troca, mas os originais? Troca eles por um tour seguro por Dover e as raízes dos meus ancestrais?"
    Os dois olham o lua cheia cheios de expectativa e Dona que estava claramente ouvindo a conversa para de dançar e xinga baixo demais para entender as palavras.
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    Mensagem por Ankou Qui Jun 10, 2021 5:08 pm



    O rosto de Connor forma uma carranca, e Fumaça não parece ter nada haver com aquilo, talvez nem o assunto tenha - Eu acho que a coisa aconteceu no dia que eles encararam o Rei dos Lobos, não tem ninguém mais feito de carne vivo ou disposto a falar daquele dia eu acho, mas Vingança que Espera tava lá. - a carranca se intensifica - A porra do espírito que sempre ajudou geral em Dover, tão velho quanto o Corvo das Brumas, mas não, as porras dos Garras Sangrentas tinham que optar por um espírito do medo cheio de rancor da humanidade e impregnado de ambição! - ele está irritado de verdade, mas ele olha pra parede e se frustra como se não tivesse em quem descontar aquilo. - Eu acho que a capa rasgou lá alguma coisa assim… To cheio de perguntas sem respostas, mas pelo menos eu sei fazer as perguntas certas, se a Tuya ou quem mais quiser entrar no barco ótimo, até os puros vão ser bem vindos nessa bosta e vai ser uma bosta gigantesca. - ele finalmente parece se acalmar e se senta em uma das camas. - Ela me ensinou a caçar cara, a caçar de verdade, A caçada - ele enfatiza aquilo - Eu tenho certeza que vai me dizer o que rolou naquele dia lá. - por fim ele parece confiante, cheio de dúvidas, mas com um caminho certo a seguir.

    Ele ri conforme Fumaça fala mais e mais do velho - Cara ele não é um bicho de sete cabeças, ele só provavelmente não come carne mais e tem uma paciência de Jó com os novatos, ele até ainda usa roupas, nada comprado na Harrods. - ele cutuca o Irraka brincando com ele - Se ele não me quiser lá, ele vai ser bem explícito e eu vou sair fora, relaxa cara… Eu vacilei com ela, isso é uma dívida que não dá pra correr. - ele fala como quase preocupação nenhuma.

    --

    - Não é auto-entitulado. - ele responde a Rob dando de ombros e deixa o gordinho com suas conclusões, ninguém daria nada por ele, mas bombas definitivamente eram algo útil, talvez fosse uma boa pegar o contato dele mais tarde com Fumaça.

    --

    - Nah definitivamente não é meu estilo, já tá mais pra lá do que pra cá - ele diz se referindo a idade e a aparência da mulher.

    --

    Ele percebe a reação de Fredo e logo Suri olhando pra ele daquele jeito - Não, não é zoeira, nenhum meia-lua vai me tirar esse gostinho. - O olhar espertinho estampado no rosto logo se apaga, dando atenção novamente aos desenhos, só pra se desviarem de volta pra Fredo com um interesse e felicidade que ele não conseguia esconder, ele estende a mão de volta pra ele dessa vez ele pega firme, cheio de confiança - Eles corriam juntos, ele e Ariel, você devia ter falado que era família mais cedo! Infelizmente isso é tudo que eu sei, pessoal lá em casa não gosta de falar do passado… - ele prefere não importunar mais sobre aquilo por hora.

    Ele olha pra Alfredo sério dessa vez - Os puros conseguiram chutar os nossos de Sparhalll, Nestor Sopro da Morte é o único Mcleary que saiu inteiro de lá que eu saiba, mas tem primos presos sob poder dos puros que eles tavam planejando resgatar… Dover vai precisar de toda ajuda que puder ter, eu tô voltando pra lá no próximo fim de semana. - ele não diz muito mais, não tinha muito mais a ser dito, apenas estende o celular de Fredo de volta pra ele.

    Por fim ele só retruca a Alfredo - Que isso cara você não precisa trocar nada cê é família, mas eu tenho certeza que dona Ash ia gostar desses desenhos de presente, a gente ajeita esse rolê aí. - Então ele se volta pro assunto da mãe dele - Ariel Mcleary, me fala mais dela. - ele fala com animação querendo chegar ao bar ou qualquer bandeja de bebida enquanto arrastava Alfredo gentilmente com ele, enquanto o outro braço arrasta Dona e a coloca sentada em cima de um dos ombros.
    Connor Mcleary
    -Essência: 7/10
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