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    Connor Mcleary

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    Mensagem por Ankou Sab Maio 29, 2021 10:00 pm



    Ele coloca uma cara falsa de desgosto no rosto e dá um dedo do meio pra Dona sobre a ideia de ser carregado.

    Ele sorri sem se conter com Berta - Um freezer antes do churrasco? Cheio de coisas boas dentro. - o dedo indicador apontando incessantemente pra ela, brincalhão, mesmo quando ela tinha a cara tão séria e fechada. - Eu vou me lembrar disso.

    Ele faz uma cara descontraída pra Dona conforme ela faz as brincadeiras dela, imaginava que o VIP ao qual ela se referia era a reunião dos urathas locais. Ele parece se importar pouco com as tentativas e provocações dela. - Sossega mulher. - não existe uma repreensão verdadeira, nem adiantava, ele já tinha aprendido a lidar com as insistências dela.

    - Eu gosto de troféus cara, mas eu sei que a sua vontade de ver a cara de bunda deles é maior. - ele diz em relação a armadura, no fundo havia uma satisfação verdadeira em ver Fumaça ostentando aquela coisa.

    Ele acompanha o coroa de forma tranquila e fica em silêncio boa parte do tempo, um riso vindo da garganta e dois tapinhas no ombro do companheiro de tribo, um agradecimento verdadeiro pelas palavras gentis. - Se houver Dover… - Ele diz desanimado, ainda assim aperta a mão de Fumaça. - Eu escutei a voz sem carne dela irmão, eu acordei de uma viagem de ácido, vermelho, eu vi ela tirando a sombra de mim, mas eu não tenho certeza de que eu to limpo, o Crestwood pai tem um disco com um Rahulunim dentro, loucura! Mas a coisa mostra a corrupção com uma dor mais infernal que se pode imaginar. - Ele coça o rosto como se ainda tivesse a barba, e ela faz falta toda vez que ele lembra que não está mais lá. - Meu avô me mostrou de onde o desgraçado veio, e eu conheço o gosto e o cheiro, e eu tenho que honrar a mãe né? Vou correr debaixo do nariz do filho da puta, porque agora o jogo mudou, agora é ele que não vai me ver vindo. Eu me fodi e perdi, o filho da puta chutou minha bunda, mas vai ter volta. - a aquela altura não dá pra saber se ele tá ainda falando com Fumaça ou pensando em voz alta, mas dava pra sentir a raiva borbulhando dentro dele.

    - É… Sempre um irmão novo e sempre um que vai embora, eu acho que eu nunca vou me acostumar com isso, mas acho que já aprendi a aceitar. - ele falava da morte com alguma alegria - Maria achando que vô correu pra mãe, o velho virou uma porra de tempestade cabulosa, deve tá correndo coladim juntim do Skolis-Ur. - ele olha pra fumaça de forma séria - Eu vi mermão, ninguém me contou. - ele diz apontando pros dois olhos com uma única mão.

    - A hora que você quiser, tô por sua conta. - ele diz sobre apresentações e conhecer o pessoal, não havia muito o que fazer pelo momento. - Nome é? É, ninguém tem mais direto de fazer isso já que foi você que me empurrou pela catraca, você que manda, só não me chama de algo zoado tipo Rei Gnomo. - ele sorri com humor lembrando do nome do pote.

    - Fim de semana eu to indo pra High Cup Gill, uma amiga que era alcateia vai vir aí, depois disso, acho que eu vou me arriscar a voltar pra Dover. - ele suspira sem saber muito o que fazer. - Espero que ela traga boas notícias… - mas nem ele mesmo tinha muita esperança.
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    Mensagem por Wordspinner Ter Jun 08, 2021 4:43 am

    Connor escreveu: Um freezer antes do churrasco? Cheio de coisas boas dentro.

    Berta ri empurra o dedo de Connor para longe com a mão. "Ou morta e fria." Ela diz com um toque selvagem completamente falso na voz.

    "Na verdade tenho um pouco de medo de eles criarem coragem e tenho muita vontade de ver a cara deles. Lua no céu!" Ele diz como se fosse normal.

    --

    Connor fala sobre a viagem de ácido e Fumaça concorda, como se tivesse visto mesmo Connor tendo certeza que não viu. "Aquele filho da puta tem todo tipo de coisa." Ele fala do disco. "Normalmente coisas que ele roubou de alguém ou que fariam melhor serviço ao mundo esquecidas em lugar nenhum." Ele acrescenta pensativo, olhos negros nas sombras. "Teu vó era um cara de respeito. Trovão. Era um puta de um desgraçado, mas andava na linha e era forte pra diabo. Nunca veio ajudar aqui em Londres, mas era um mundo mais seguro com o velho nele." Ele parece encontrar algo no escuro. "Pera, tu ta falando da porra corrompendo a sua tribo? Tu sabe o que é? Tu vai caçar essa porra C? Essa é uma história que eu quero ouvir!" Ele diz com uma alegria quase infantil.

    Então Connor fala da transformação do avó e ele concorda do mesmo jeito que fez quando ele falou sobre a Loba Vermelha. Quando Connor passa a responsabilidade do nome para Fumaça os dentes do negro aparecem em um sorriso. "Diz pra sua amiga que você vai atrasar, espera a reunião e vaza com a minha benção." Ele levanta as mãos como se fosse o Ozzy Osbourne pegando um morcego e volta de mãos vazias e rosto solene. "Vou te dar um nome grande pra cacete C, um nome maior que tu. Cresce dentro dele, cara. Senão essa porra vai te esmagar." Ele coloca as mãos vazias na testa de Connor sem nenhum esforço, ele mudou de forma como se sua carne volátil ether. Connor sente o corte na testa e na nuca fazendo um arranhão fundo na pele e quase formando um círculo quando ele afasta as mãos pela lateral. "Está coroado..." A voz grave tinha mais pilheria que seriedade. Os olhos negros tinham um toque amarelado. "... O Rei Vermelho." E ele gargalha mudando de forma e sacudindo as mãos do lado de corpo. Sangue precioso pingando no chão.
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    Mensagem por Ankou Ter Jun 08, 2021 5:50 am



    Connor sorri pra Berta decidido a não tentar entortar mais aquele jeito esquivo dela, não era hora, mas finalmente sentia que tinha quebrado o gelo da moça.

    - Lentos, eles são lentos, ganha distância e corta um por um. - era difícil saber se o que Connor dizia era sério ou se era apenas a perspectiva dele próprio, mas era um jeito de encarar as coisas. - Nah, cê tem razão, eles podem ser uns putos desgraçados, mas eles tem palavra. - ele dá uma risada fininha de chacota lembrando do corre que tinha feito no lado do asfalto deles.

    --

    Connor meneia em positivo concordando com as palavras de Fumaça - Era sim, do tipo que empacotava uma alcateia de Puros na porrada sozinho… Territorialista demais pra sair de Dover, vou tá feliz se conseguir ser metade do guerreiro que ele ou a Loba eram. - ele diz desviando o olhar, dava pra sentir a saudade na voz quando ele falava do vô. - Ex - tribo, é eu sei velhos hábitos… - repreensão nenhuma na voz - Ele me mostrou memórias, eu tenho ideia de pelo que começar, a Rainha Negra tinha uma capa, um fetiche cabuloso que dizem que foi feito com um pedaço do couro do Pai Lobo, e que lá tava preso algo que ele não conseguiu lidar... Antes a minha aposta era um Dihir pistola ou um Idigan porque eu simplesmente tava esperando o pior, agora eu tenho quase certeza que é um Idigan mesmo, essa capa tava com meu vô, pelo menos quando ele era garoto ainda, eu não sei se ela for perdida ou rasgada e o espírito em algum momento voltou a ira dele contra os Caça nas Trevas, ou se ele é tão poderoso que desafia as leis universais e consegue influenciar a tribo mesmo de dentro do fetiche, se a segunda teoria for verdade então meu avô escondeu essa porra em algum lugar pra ninguém ter o risco de ter que encarar essa porra, pensando na família e no povo de Dover eu teria feito o mesmo. - ele fala daquelas coisas, calmo e centrado, com muitas certezas mesmo em suas incertezas. - É por essa merda que eu tenho que começar é a porra do elo perdido, claro que eu vou tentar pegar esse puto, pode ter certeza que sim, mas não é trabalho pra um Uratha só, não mesmo! - Ele faz um bico junto de uma expressão pensativa e pigarreia - Eu fui honesto com a Tuya, eu disse quase tudo que eu sabia só tem uma informação que eu não falei até porque seria irrelevante pra ela, eu quase fui clamado, eu senti ele na minha cabeça, senti o cheiro e o gosto dele, tudo que eu preciso é um rastro. - ele olha sério pra Fumaça, o olhar era de medo real em um primeiro momento, mas que ia sendo tomado de uma coragem crescente.

    A conversa segue - Relaxa  a gente tem tempo até o fim de semana. - ele retruca sobre a amiga - Mas ela não é qualquer bosta mano, ela é neta do Voz da Sombra e tá carregando o bisneto dele. - ele não fala muito mais o nome do velho já tinha todo o peso que precisava ter.

    O que se segue deixa Connor sem qualquer reação, boquiaberto, o sangue escorre dos arranhões, molhava a roupa mas não tava nem aí, o truque dos vampiros de sempre usar preto ou vermelho se colocava à prova aquela merda funcionava - Tu me chamou de puto arrogante, agora você vai me fazer parecer um puto arrogante pra todo mundo - ele reclamava sem peso nenhum, não conseguiu segurar um sorriso discreto e satisfeito no canto do rosto, ele não tem nem certeza se é uma sacanagem com o teste e a coroa, uma chacota com o caminho inverso a Rainha Negra ou simplesmente se o negão levava fé que no fim ele ia conseguir resolver a treta dos Caça em Dover e realmente viver a altura daquele nome.

    Ele vai até o banheiro e se limpa até o sangue estancar, sabia que a coisa não ia durar muito, ele se junta ao resto da alcateia logo em seguida. - E essa festinha VIP? - ele olhava pra Dona em primeira instância, mas corria os olhos pelos demais em seguida.

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    Mensagem por Wordspinner Ter Jun 08, 2021 11:48 pm

    "Metade cê já é C." Ele balança a cabeça com as especulações de Connor. "Mano que brabo." Ele estica um pé e depois o outro claramente pensando pela cara franzida. "Acha que ela tá atrás desse treco aí?" Ele levanta uma sobrancelha. Só uma. "Tadinha, meu caro. O velho é um bicho. Espero que ela seja uratha pra tirar umas palavras dele. " O irraka dá cospe no escuro entre os trilhos.

    Ele ri quando Connor reage ao nome. "Você tá ainda mais arrogante então porque mentir?" Os dentes brancos em constraste com a pele negra. "Se liga na festa não. Ela já vem, tamos acertando os detalhes."

    --

    Timizinho deixa joga o envelope em Connor sem dizer nada. O papel leve faz sua dança erratica no ar até o uratha pegar. Cheirava a Fumaça. O Fumaça. Dava para ver as letras dentro. Quadradas e mecânicas. Pretas e afiadas. Eficientes e sem desperdício. Claro que o que estava escrito era pura baboseira. O lua cheia ficou irritado de receber uma mensagem sem sentido. Uma porra de um código. Algumas horas mais tarde a chave chega por mensagem. Dona tinha mandado instruções vagas de como digerir a mensagem. Trabalhoso e complicado. Mas tinha deixava um gostinho de vitória na mente e a sensação do segredo era infantil e gostosa. Era bom ser exclusivo.

    O lugar era uma decepção, uma sala sem graça com uma porta de acesso biométrico. Connor tentou a própria digital impressionado com eles terem conseguido fazer isso sem ele perceber, mas não tinham conseguido nada. Fumaça chegou um pouco depois. "Grande C! Pontual. Parabéns." Atrás dele vem o resto da alcateia e quando ele abre a porta sem usar a biometria, usando uma chave comum Connor fica feliz de ninguém ter visto ele tentar. Só Francês não os segue. Um corredor longo e escuro. A música aumentando a cada passo sem nunca passar do alto para ensurdecedor.

    Subitamente o lugar se abre para um show de luzes e sombras coloridas. Azul e rosa uma hora, verde e vermelho em outra e então explosões de branco no meio de tudo. "Demais, né? Que cara é essa?" Ela olha com uma expressão impossível de acompanhar nas luzes moveis. Berta, Nina e Jaysin logo se afastam. Connor vê as pessoas e tenta contar. Mais de dez. Mais de vinte. Um Dj lá alto grita na primeira língua e as luzes se tornar selvagens e desenham formas que acompanham a música. Todas as gargantas ali acompanham o grito.Fumaça aperta o ombro de Connor.

    Pessoas passam de um lado para o outro. Olhares furtivos e ameçadores e curiosos e cheios de desejo. Todo tido de gente. Um velho, reclamando mais alto que a música com um terno bonito e uma bengala com uma aguia de ouro que tinha olhos cinzas como os dele. Um nerd colorido do lado dele ouvindo tudo e fingindo que não entendia nada. Um homem negro alto como um jogador de basquete com levatava no alto uma mulher com cor de caramelo que tentava pegar as luzes, os cabelos dela eram pretos e lisos como seda. Um gordo de gorro tromba em Fumaça e pede desculpas. Os dois se abraçam. Dona tinha desaparecido e logo estava se balançando em um dos varios tecidos pendurados. O lugar tinha uma euforia insana e chamativa. Cada detalhe feito para divertir, distrair ou chocar. Connor viu mais de uma arma passar. Viu mais de uma pessoa pessoa oferecer bebida, mas ninguém parecia preocupado com ele ser um estranho. Eram todos estranhos para ele. Especialmente todos juntos. Mais ainda o gordo dançando com meio cachorro quente na boca e dedos brilhando de gordura.
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    Mensagem por Ankou Qua Jun 09, 2021 12:26 am



    Connor arqueia uma sobrancelha, ele parecer apreciar o elogio de Fumaça, mas definitivamente não acredita nele nem um segundo - Acho nada, tenho certeza, mas ela vai se lascar sozinha, não tem sonho da Lua que vai fazer ela trilhar o caminho certo sozinha que não seja suicídio… - ele tinha certeza daquelas palavras mesmo que no final de contas elas se provassem erradas.

    Connor discordava de Fumaça sobre o velho - Infelizmente não, mas ela é filha do filho morto, ele não é tão ruim assim, é até paciente, vai ficar bolado de eu tá vermelho? Vai sim… Vou tentar intermediar essa merda pra ela não sofrer mais, ela não merece cara… - ele fala demonstrando vontade, mesmo parecendo ter pouca esperança.

    - Nada mano, eu aprendi minha lição com uma derrota bem fudida que eu não tô pretendendo deixar se repetir… - ele soava sincero, mas sem nenhum pesar, pelo contrário aquilo causava um certo furor como se fosse mais combustível e o motivasse a terminar com aquela história.

    --

    O enigma era engraçado e irritante ao mesmo tempo, mas resolver ele era de alguma forma realizador, só não entendia o motivo daquela coisa toda ser tão exclusiva e que definitivamente parecia não incluir ele quando ele tenta colocar o dedo na biometria da porta, ele para de frente pra mesma e olha ela de cima pra baixo, tem certeza que ele cairia com três ou quatro bicudas, mas ele se controla, exercita a paciência, o pouco que tinha se recosta do lado da porta e espera.

    - E aí? - Ele cumprimenta a galera e segue com eles só desviando o olhar quando o Francês toma outra direção, ele segue com o pessoal e vê os Sangue do Lobo se afastarem, tudo do proibido em um lugar só, como a casa dos prazeres que lhe tinham sido  negados a vida inteira, uma rave que ele nunca tinha frequentado, ele surrupia um dos copos de bebida, não fazia ideia do que tinha ali dentro, mas nem se importava, ele nem respondia a pergunta de Dona, os olhos arregalados, alegres como se estivesse exatamente no lugar que devia estar, tudo tão cheio de cor e tão vivo, ele se lembrava do silêncio desconfortável ao lado do velho e em como ele concordava em cada palavra de Rail naquele dia frio e encontro Solene.

    Ele vira o copo de bebida, doce e pro gosto dele horrível, mas ele nem se importa, ele olha pro gordo dançando com cachorro quente na boca e era a coisa mais engraçada que ele via há muito tempo, eles podiam ser todos estranhos e era estranhamente família, ele pega mais um par de copos de uma das bandejas passando, dessa vez ele se certifica de que o que pega é pelo menos destilado, ele dá uma chance pro nariz dessa vez e estende um copo pra fumaça dando-lhe dois tapinha nas costas - Vodka. - a pronúncia é perfeitamente russa, ele estende o copo como se tivesse fazendo um brinde.
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    Mensagem por Wordspinner Qua Jun 09, 2021 1:52 am

    "Acha que ela vai caçar sozinha? Ela é uma dessas minas que acham que podem tudo, mas ela nem é burra. A questão é se cê vai impressionar ela pra entrar na caçada." Ele pega um baseado e aperta e cheira antes de ascender. "Mas tua amiga tá fudida. Real parsa, melhor não levar ela lá. Do jeito que tu é vai querer botar moral em gente com mais moral que tu tem de músculo e vai acabar passando vergonha especialmente quando ele for um cuzão com teu fechamento." Ele solta a fumaça pelo nariz. "Aquele velho não tem o que ela quer, até porque dúvido que ela esteja procurando um predador dos pesadelos mais primitivos da humanidade." Ele puxa mais um pouco e ri. "Mas que merda eu sei? Eu só ouvi um monte de história." Ele ri de novo e a fumaça vai escapando em montinhos.

    --

    Fumaça cheira o copo e faz uma careta antes de beber um gole e oferecer ao gordo que bebe sem piscar e devolve o copo. "Rob Dois Lados. " Diz o homem oferecendo a mão gordurosa. Os dentes de Fumaça brilhando na luz negra. "Esse daí é bem grandão, é lobo também? Que nem o Fumaça aqui?" Ele grita para ser ouvido acima da música, mas nem precisava gritar tão alto assim. "Eu já vou avisando que não sei nada de computadores, eu sou físico e engenheiro. Eles me procuram quando querem bombas ou projetos para armas. Até parece que é mais fácil fazer a sua do que comprar uma pronta." Ele buffa e pega outro cachorro quente do bolso.

    --

    Eventualmente Dona puxa o braço de Connor sem a menor paciência. Ela não para de pular e dançar, mas está tentando levar ele a algum lugar. Eles passam por uma mulher gordinha e branca que parece uma avózinha rejuvenescida. Dona percebe Connor olhando e o larga para abraçar a mulher, a maior parte da gordura afundando como se fosse ar, os seios largos apertados contra a cara sorridente de Dona e seus cabelos vibrantes na luz que agora era rosa. As duas trocam palavras em uma estranha variação do espanhol e Dona volta olhando para Connor com a cara de safada que ele já conhece. "Ela sente muito frio. É dos trópicos... Tinha reduzidos os peitões antes de mudar, ela disse que voltou tudo. Mas acho que não, a gente tem sempre uma proporção muito boa." Ela bandonou a safadeza no meio e tinha começado a realmente falar sério. "Chegamos! Esse é o C e esses são Suri e Fredo." Ela diz torcendo o nariz com os dedos para o ultimo nome. Os dois se apresentam. Fredo se vestia bem, mas sem formalidade excessiva. Os cabelos cor de areia e os olhos claros de alguma cor impossível de dizer naquela luz. O rosto amígavel e nervosos, até um pouco constrangido. "Bom te ver... C... Você é mesmo de Dover? Filho do Trovão?" A mulher ao lado dele dá uma cotovelada. O cabelo dela era pintado como o de dona e fazia cachos irregulares. O rosto maquiado era brilhava cheio de formas inumanas naquelas luzes dançantes. Ela era mais alta que Fredo e tinha o corpo de uma atleta coberto vestido como o de uma Kpoper drogada com tesão por unicornios. "Neto, Fredo. Ele é neto. Meus pêsames." A voz dela saia de uma bronca fingida para a empatia solene e sofrida em um instante. Os olhos e o corpo seguiam a mesma mudança. Toda pele exposta estava pintada e isso era estranho, mas não ali.

    "Eu sei que é meio intrometido, mas eu trouxe consegui uma coisa que você deve curtir." Ele tira o celular do bolso e em poucos toques mostra a foto de um desenho em carvão de Daniel Mcleary com um bebê no colo. "Tem mais, pode passar. Eu acabei ficando com os originais de alguma forma..." Ele dá de ombros como se nem fizesse sentido.
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    Mensagem por Ankou Qua Jun 09, 2021 2:53 am



    - Sério? Depois dessas paradas que eu te falei, tu acha que ela não vai? - ele pergunta incrédulo, a situação não deveria ser obviamente inversa?

    - Nada cara, eu não quero botar moral em porra nenhuma lá, só quero agradecer ao velho e levar uma garota que tudo que queria na vida era conhecer alguém do sangue dela… Ela já tá avisada pra não esperar muito afeto do velho. - ele se recosta na parede e cruza os braços cerrando os olhos - Eu já tentei essa aí quando eu me juntei ao clube, ele só me deixou juntar a tribo porque é um bom irmão e porque sabia que eu precisava disso, precisava disso pra chegar no meu lugar… - ele ri de maneira leve - Não dá pra passar a perna num Cahalith de trezentos anos cara, ele pode não ter os olhos de um Elodoth, mas ele já sonhou com você mais de uma vez pode ter certeza. - ele diz aquilo sem parecer ter nenhuma preocupação, tampouco com o possível exagero ou não da idade do velho.

    --

    Ele estende a mão pra dar um soquinho na mão de Rob tentando evitar toda aquela gordura - Aham! - Ele responde sobre ser lobo - C. Rei Vermelho - ele tenta fazer aquilo não soar exatamente como parecia, mas era quase impossível, por um momento ele fuzila Fumaça com o olhar por honrar aquele nome e se apresentar daquele jeito, agora era tarde Rob Dois Lados provavelmente ia esperar dele muito mais do que esperaria sem aquele nome. - Eu sou bom em machucar e me procuram quando alguma coisa precisa morrer. - ele ri tentando ser simpático, mas nada daquilo é, nem o nome e nem no que ele era bom em fazer. Ver o cachorro quente pular do bolso do sujeito faz o estômago revirar, mas felizmente ele não se demora, Connor nem faz questão de impedir ele de seguir seu caminho.

    --

    - Ow - ele olha pra Dona puxando ele, arqueia as sobrancelhas pra Fumaça como quem diz que sabia que teria de ir ou Dona não iria parar de encher o saco, ele vira o shot de vodka e coloca em alguma bandeja no meio do caminho.

    Ele olha a senhoria peituda e a cena que se segue com Dona e a mulher - Sei, você nem foi abraçar ela por causa dos peitos gigantes… - ele diz julgando pela expressão dela - Tu gosta de meninas também? - era o jeito mais delicado de perguntar aquilo pra Dona, talvez ela gostasse, mas nem parecia tamanha fixação por pintos que ela tinha.

    A introdução com Suri e Fredo é tranquila, ele estende a mão aos dois de maneira relaxada e nem se importa com a gafe do sujeito - Neto. - ele confirma a informação da mulher - Suave. - ele diz fazendo um joinha e colocando um sorriso alegre no rosto - Ele nem morreu, virou outra coisa que tá além da carne. - ele afirma algo categoricamente assustador como se fosse alguém falando de batatas pro jantar.

    Ele toma o celular em mãos e olha a imagem - Cara que dahora! - ele aproxima a imagem tentando achar alguma assinatura, queria saber quem tinha desenhado aquilo, não fazia ideia de quem era o bebê, certamente muitos haviam passado pelo colo do velho, ele toca pra frente, vendo imagem por imagem. - Cara como tu conseguiu isso?! - a curiosidade impossível de esconder, certamente eram desenhos de alguém da família, mas a família era grande demais pra se ter certeza da onde tinha vindo.

    - Dover… Virou assunto em tudo que é lugar né? - ele desvia o olhar do telefone pros dois ali - Tá cheio de gente da tribo lá, não sei se vai ser o bastante... - há um peso na voz que ele tenta esconder sem sucesso, ele se motiva mentalmente de que aquele não é um dia pra tristezas e se desgarra dos sentimentos negativos.

    - Se importa de me mandar as imagens? - ele diz assim que termina de ver tudo. - Eu acho que Garras de Ébano ia querer ter as originais. - ele fala como alguém que tivesse dando uma dica quente pro sujeito.
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    Mensagem por Wordspinner Qui Jun 10, 2021 3:43 pm

    "Aquela mulher tem um plano C. O bagulho dela que ela quer feito, o resto é só... só... " Ele balança a mão como se Connor devesse completar e depois desiste com uma careta.

    "Dizem que o velho tem uma tatuagem das legiões romanas cara. Pensa nessa história, deixa ela afundar na sua cabeça. Claro que é k.o.... mas só pensa nisso." Talvez fosse a droga falando. "Meu conselho? Não vai, vai ser uma bosta." Todo encanto deixa o uratha em um instante. Ele sopra fumaça e da de ombros rindo. "Conselho não serve pra nada." Ele ri mais ainda.

    --

    "Que nome grande." Diz o gordinho. "Ah a violência selvagem. O fim definitivo do outro." Ele diz batendo uma mão na outra e quase esmagando o dog. Ele não parece o tipo de gente que mata mais do que panelão inteiro de comida.

    --

    "Não curto meninas, eu só queria deixar você pensando. Pensando em pensando. Aqueles peitões na sua cara. Ah!" Ela ri da própria brincadeira e faz gestos obscenos com a boca e as mãos apertando peitos invisíveis.

    --

    Fredo franze o cenho quando Connor fala da tempestade e a mulher colorida confirma com a cabeça, mas analisa o lua cheia assim que os olhos dele voltam para o celular.

    Não é difícil achar a assinatura nos cantos, só é impossível de ler aquelas letras estilizadas marcadas em carvão borrado. Talvez Mona. Quando Connor pergunta como ele conseguiu. "Alfredo Vittek, minha mãe era Ariel Mcleary e os desenhos eram dá mãe dela." Ele parece um pouco envergonhado. "Suri aqui disse que você vinha e que ia poder me ajudar. A real é que eu to com medo de ir pra lá com tudo isso." A mulher coloca uma barrinha de chocolate na boca. "Dover é assunto desde que a coroa parou lá e tem ficado e os puros tem ganhado cada vez mais. Sorte que a ilha tem muitos amigos."

    "Então eu mando as imagens sem esperar nada em troca, mas os originais? Troca eles por um tour seguro por Dover e as raízes dos meus ancestrais?"
    Os dois olham o lua cheia cheios de expectativa e Dona que estava claramente ouvindo a conversa para de dançar e xinga baixo demais para entender as palavras.
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    Mensagem por Ankou Qui Jun 10, 2021 5:08 pm



    O rosto de Connor forma uma carranca, e Fumaça não parece ter nada haver com aquilo, talvez nem o assunto tenha - Eu acho que a coisa aconteceu no dia que eles encararam o Rei dos Lobos, não tem ninguém mais feito de carne vivo ou disposto a falar daquele dia eu acho, mas Vingança que Espera tava lá. - a carranca se intensifica - A porra do espírito que sempre ajudou geral em Dover, tão velho quanto o Corvo das Brumas, mas não, as porras dos Garras Sangrentas tinham que optar por um espírito do medo cheio de rancor da humanidade e impregnado de ambição! - ele está irritado de verdade, mas ele olha pra parede e se frustra como se não tivesse em quem descontar aquilo. - Eu acho que a capa rasgou lá alguma coisa assim… To cheio de perguntas sem respostas, mas pelo menos eu sei fazer as perguntas certas, se a Tuya ou quem mais quiser entrar no barco ótimo, até os puros vão ser bem vindos nessa bosta e vai ser uma bosta gigantesca. - ele finalmente parece se acalmar e se senta em uma das camas. - Ela me ensinou a caçar cara, a caçar de verdade, A caçada - ele enfatiza aquilo - Eu tenho certeza que vai me dizer o que rolou naquele dia lá. - por fim ele parece confiante, cheio de dúvidas, mas com um caminho certo a seguir.

    Ele ri conforme Fumaça fala mais e mais do velho - Cara ele não é um bicho de sete cabeças, ele só provavelmente não come carne mais e tem uma paciência de Jó com os novatos, ele até ainda usa roupas, nada comprado na Harrods. - ele cutuca o Irraka brincando com ele - Se ele não me quiser lá, ele vai ser bem explícito e eu vou sair fora, relaxa cara… Eu vacilei com ela, isso é uma dívida que não dá pra correr. - ele fala como quase preocupação nenhuma.

    --

    - Não é auto-entitulado. - ele responde a Rob dando de ombros e deixa o gordinho com suas conclusões, ninguém daria nada por ele, mas bombas definitivamente eram algo útil, talvez fosse uma boa pegar o contato dele mais tarde com Fumaça.

    --

    - Nah definitivamente não é meu estilo, já tá mais pra lá do que pra cá - ele diz se referindo a idade e a aparência da mulher.

    --

    Ele percebe a reação de Fredo e logo Suri olhando pra ele daquele jeito - Não, não é zoeira, nenhum meia-lua vai me tirar esse gostinho. - O olhar espertinho estampado no rosto logo se apaga, dando atenção novamente aos desenhos, só pra se desviarem de volta pra Fredo com um interesse e felicidade que ele não conseguia esconder, ele estende a mão de volta pra ele dessa vez ele pega firme, cheio de confiança - Eles corriam juntos, ele e Ariel, você devia ter falado que era família mais cedo! Infelizmente isso é tudo que eu sei, pessoal lá em casa não gosta de falar do passado… - ele prefere não importunar mais sobre aquilo por hora.

    Ele olha pra Alfredo sério dessa vez - Os puros conseguiram chutar os nossos de Sparhalll, Nestor Sopro da Morte é o único Mcleary que saiu inteiro de lá que eu saiba, mas tem primos presos sob poder dos puros que eles tavam planejando resgatar… Dover vai precisar de toda ajuda que puder ter, eu tô voltando pra lá no próximo fim de semana. - ele não diz muito mais, não tinha muito mais a ser dito, apenas estende o celular de Fredo de volta pra ele.

    Por fim ele só retruca a Alfredo - Que isso cara você não precisa trocar nada cê é família, mas eu tenho certeza que dona Ash ia gostar desses desenhos de presente, a gente ajeita esse rolê aí. - Então ele se volta pro assunto da mãe dele - Ariel Mcleary, me fala mais dela. - ele fala com animação querendo chegar ao bar ou qualquer bandeja de bebida enquanto arrastava Alfredo gentilmente com ele, enquanto o outro braço arrasta Dona e a coloca sentada em cima de um dos ombros.
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    Mensagem por Wordspinner Ter Jun 15, 2021 4:44 am

    "Rei dos Lobos... isso é antes do meu tempo. Mas é antes do seu também. Alguém vivo lá na sua area deve saber alguma coisinha. Espíritos são bons pra testemunhar, mas não são os melhores pra passar informação a diante." Ele brinca com a fumaça para fazer uma forma sinuosa sem sentido no ar. "Eles entendem tudo do jeito deles. Nas cores deles. Agora, que papo é esse de garras escolhendo espíritos? Um acordo?" Ele engasga com a fumaça quando ele fala dos puros. "Odeio os filhas das putas C. Não leva a mal, mas que merda de bando de cuzão escroto da porra."

    Connor responde as dúvidas e especulações de Fumaça sobre o velho. Ele parece satisfeito, ou suas histórias dúvidosas acabaram. "Acho que essa coisa do velho é contigo então."

    --

    Dona nem parece ouvir o último comentário sobre a aparência da mulher.

    --

    Connor fala sobre um meia lua tirar gostinho e Suri sorri com um montão de dentes, quase uma criança que não consegue se segurar. "Eles corriam?" A voz claramente impressionada e cheia de animação. "Nunca imaginei ela correndo pra lugar nenhum, ela era tipo a louca dos cristais." Mas quando Connor fala sobre as dificuldades em Dover o outro parece empalidecer, ou a foi efeito da luz que mudou de cor de novo. "Eu quero ajuda com essa coisa de não ser sequestrado e tudo mais, pode ser? Tudo que eu..." Ela interrompe ele bagunçando seu cabelo com uma mão de unhas coloridas. "Melhor não se humilhar mais ainda Fredo, Você acabou de conhecer o cara, que tal não rolar de barriga, hein?" Ela é obrigada a tirar o sorriso cheio de dentes para falar, mas consegue botar cuidado genuíno na voz.

    "Eu não ligo pra esses desenhos, nem conheci o cara, mas a minha mãe adorava eles. Ficavam em uma das caixas dela, ela tem uma monte. Um monte enorme de caixas. Tinha. Eu sempre falo errado. Sempre acabo..." Suri interrompe ele de novo, dessa vez a mão tinha ficado no ombro depois de bagunçar o cabelo segura o rosto dele e ela dá um beijo estalado na bochecha dele. A marca de baton brilhando no rosto pálido. "Fofo. Ela vive em todas as vidas que tocou e em você mais que todos os outros, não é um erro, não é vergonha." Ela aperta ele antes de soltar. "Não é? Cê não acha?" A pergunta era feita para Connor. Mas Fredo resmunga algo baixo. "Eu podia falar dela pra sempre." E o lua cheia se lembra da distância da prórpia mãe.

    "Ela ia adorar isso aqui." Ele diz como se não tivesse ouvido nada, nem a música.
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    Mensagem por Ankou Ter Jun 15, 2021 7:37 am


    - É talvez… - ele fica pensativo em seguida os olhos se arregalam - É claro que tem! - Dá pra ver a dúvida se formando no rosto dele como se não entendesse mais nada. - Voz da Sombra, ele disse que estava lá, durante a GM I, ou alguma coisa assim, eles que encontraram o Rei dos Lobos… Droga! - ele parece irritado vendo a teoria ir toda por terra - Se eles já estavam lá pra tentar resolver o problema, quer dizer que a coisa é anterior a isso… Ou que talvez o Rei dos Lobos seja o problema… Remedo profano de Urfarah foi o que ele disse. - ele respira fundo. - Ele nunca matou ele, Trovão nunca matou ele, ele botou o bichão na lona, mas nunca matou ele. - ele diz sem surpresa nenhuma, mas sabia que muitas pessoas confundiam aquele fato. - O velho falou sobre túneis, que encontraram ele em túneis enquanto caçavam um lobo deformado ou algo assim… - ele balança a cabeça em negativo preocupado, os olhos baixos - Maeljin. Ele tá lá cara em algum buraco e é um maldito Maeljin, eu ouvi sobre uma ferida lá, dizem que foi uma merda de resolver, as épocas parecem bater, mas eu não tenho certeza de nada. - ele olha sério pra Fumaça - A real é que eu só preciso saber onde foi que isso tudo aconteceu, eu só preciso de um rastro, se o cheiro for o mesmo eu acho ele. - ele diz com alguma confiança renovada depois de todos aqueles “pensamentos altos”. - O que todo rei tem cara? - a pregunta completamente retórica - Uma coroa, um Rei sempre tem uma coroa, eu espero que eu esteja bem errado sobre essa possibilidade... - ele diz coçando o rosto de forma incessante, como se pra descontar o nervosismo.

    Ele balança a cabeça em negativo, a expressão e o olhar arrependido estampado - Eu era o alpha óbvio quando o Richard empurrou todos nós pra um mesmo buraco, eu até queria correr na frente, queria deixar meu vô orgulhoso sabe, mas sinceramente eu não sabia como fazer isso sem colocar o pau na mesa e deixar todo mundo desconfortável ou puto comigo, a gente precisava de um totem e precisava pra ontem, sem um alpha o melhor jeito foi votar, Franco queria a porra do Caminhante Noturno, ele gosta de tocar o terror, Shaw foi na onda dele, Axel queria um cara esquisito e suspeito, mas foi convencido por eles na insistência, Ethan queria um cara ainda mais estranho e eu a Vingança que Espera. Apesar de que parando pra pensar bem eu acho que ela de totem ia acabar extorquindo a gente, ela é enorme cara, maior do que pinheiros, forte o bastante pra ter coragem de tampar na porrada frente a frente com o Rei dos Lobos, tem gente que diz que ela é filha da Loba Negra ou da Loba da Morte, mas que ainda é só uma criança… O fato é o Caminhante é um filho da puta ganancioso, parte de uma corte que tá em guerra fria por lá e que trouxe um monte de problemas, boa parte deles usando a gente, de possíveis criações de amálgamas, até fortalecimento de movimentos neonazistas no território - ele esfrega os próprios braços nervoso, insatisfeito- O fato é ele deixou a alcateia inconsequente, medo é um aviso de que muita coisa pode dar errado, quando você não tem nenhum só dá merda por que não tem parâmetro pra medir as ações. - ele olha sério pra Fumaça - Eu não tinha nem medo de morrer cara e só fui conseguir ser consciente o bastante pra sair de Dover porque minha companheira tá esperando uma criança minha e depois de muita insistência da minha mãe e com toda essa merda foi quase tarde demais, mas eu só consegui perceber isso de verdade quando cortei os laços com ele. - uma sombra de ressentimento e fúria passa pelos olhos, mas logo se desfaz - Ah mano, foi mal por desabafar essa merda em você, cê nem é obrigado. - ele diz com o nítido ar que não queria incomodar ele com aquelas histórias.

    Por fim ele não toca mais no assunto do velho Cahalith de High Cup, era melhor deixar aquele assunto de lado por hora.

    --

    Connor arqueia uma das sobrancelhas olhando o sorriso de Suri brotar e ele mesmo deixa um sorriso de canto sem mostrar os dentes como se estivesse satisfeito com a reação dela - Não mano, o que cê tá falando? - ele dá uma risadinha percebendo que o primo parecia totalmente no escuro - Não é correr literalmente, eles eram alcatéia saca? Ela, Clera, Monica e vô Daniel. - Ele olha meio decepcionado pro primo - Mals, eu nem sei muito mais do que isso, talvez minha mãe saiba, ela é a alpha dos Filhos do Corvo agora. - a voz esplendorosamente franca.

    O olhar pra Suri é ameaçador, mesmo que por pouco tempo, como se Fredo já fosse dele pra proteger - Relaxa moça ele é família. - ainda assim Connor parece apreciar os cuidados da mulher com ele - Suave Fred, o trampo de ter que pensar nisso é meu, ninguém vai te raptar cara, eu sempre sei por ondes os escrotos entram, onde e como. - a certeza na voz, mas sem um pingo de soberba. - Se tu quiser correr comigo, só precisa de me ajudar a te ajudar.

    Ele segue o momento seguinte em silêncio, lembrando da mãe e como ela parecia ser diferente de Ariel, pelo menos a Ariel que Fredo via, ele parecia ser pego de surpresa pela pergunta de Suri - Claro, é com certeza! - ele não fazia a menor ideia do que tinha respondido, estava perdido demais nos próprios pensamentos, mas dava pra perceber pelo ar de Fredo e as tentativas de Suri confortar ele significava que Ariel provavelmente havia falecido e parecia ser recente - Minha mãe diz que a gente morre três vezes na vida, eu não lembro qual é a primeira, a segunda é quando chega nosso fim carnal e a terceira é quando a última pessoa que se lembrava de você se vai ou se esquece, e quer saber, eu não sou o cara mais entendido do mundo, mas morte aqui na terra nem é o fim e eu posso te falar isso como um cara que anda entre os dois mundos.- ele coloca um sorriso no rosto se recostando numa mesa com bebidas, ele solta Dona bem ao lado dele - A gente vai maninho, vai trocar essa ideia aí sim, na hora certa. - a voz soa mais baixo, no mesmo som de Fredo, perto o bastante pra ele escutar com clareza.

    - Eu já tô impressionado de achar um outro Mcleary além de mim no rolê da tribo, mais um e eu teria que rever meus conceitos. - ele diz aquilo e gargalha como se fosse uma piada muito engraçada que mais ninguém entenderia, ele hastea um shot na mão e vira antes de saber o que realmente era. - Tequila… - a cara não é das melhores - Vodka é melhor. - ele afirma categoricamente.

    - Mas me fala sobre você, como você veio parar aqui? Vocês são tipo companheiros ou algo assim? - ele diz dirigindo a segunda pergunta aos dois, apontando com um dedo indicador entre ele e Suri.
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    Mensagem por Wordspinner Seg Jun 21, 2021 4:07 am

    Connor escreveu:Remedo profano de Urfarah foi o que ele disse...

    Fumaça coloca as mãos no peito como um catolico fervoroso. "A imagem do pai." Ele puxa um pouco enquanto Connor fala mais, fala sobre o Rei nunca ter morrido. "Nem O Pai." Dessa vez ele fala sem deboche. "O Rei dos Lobos é velho, aposto que é de antes da gente, um uratha feito errado ou um Urfarah feito errado. Alguma coisa que não tem mais espaço pra existir. " As ultimas palavras saem junto com fumaça, mas sem nenhuma gracinha. A voz tinha um tom de certeza.

    Connor escreveu:Uma coroa, um Rei sempre tem uma coroa, eu espero que eu esteja bem errado sobre essa possibilidade...

    O irraka dá de ombros, mas parece se interessar. "Que coroa C?"

    Connor escreveu:é filha da Loba Negra ou da Loba da Morte...

    "Tá doido C, que porra, esses aí são perigo certo e garantido. Corre dessa." Ele fala baixo para não interromper. "O medo adora guerras frias, faz os filhos dá puta mais fortes que nunca." Ele diz reclamando como se quisesse abrir alguém em dois com os olhos. "Quem causou os problemas, o totem? O tal Caminhante Noturno?"

    Ele acerta uma mão no rosto com um susto. "C, tu vai ser pai? Porra, pai mesmo, parsa? Um mini C por aí pra comer milho e morangos selvagens em Fimdomundopolis? Mano, que alegria!" Ele bate no ombro de Connor mais de uma vez. "Pode falar C, amigo é pra isso. Ouvir é fácil, falar que doí. As vezes é que nem cortar um bola enorme de pus inflamada fora. Doí pra caralho, mas alívia e te deixa curar." Ele aperta os ombros de Connor, tendo que levantar as mãos para isso. "Cê é um filha da puta alto mesmo, PORRA, DONA, C VAI SER PAPAI!" Ele grita e a voz dele ecoa nas paredes. Um riso enorme no rosto.

    --

    "Filhos do Corvo..." Ele repete quando Connor fala da alcateia da mãe. Os olhos dele brilham e o rosto se acende quando Connor diz que ele só precisava ajudar a se ajudar. Suri por outro lado não parece levar a sério, não mostra nenhuma reação.

    Connor escreveu:Claro, é com certeza!

    "Isso! Viu!" A voz cheia de alegria infantil.


    Connor escreveu:Vodka é melhor.


    Dona faz uma careta e segura Suri pelo braço. "Prefiro a bebida de unicórnio." Dona dá um segundo puxão, dessa vez forte o suficiente para todos perceberem. "Vamo, deixa eles de papo aí e vem comigo trocar a música e a gente volta." Suri a puxa de volta e depois corre na frente de Dona que segue andando e fazendo um giro com o indicador ao lado da cabeça. "Essa mina é doida." Ela diz para ninguém, mas bem alto.

    "Eu gosto daqui cara. A música nem é tão alta, mas galera age como se fosse, tem um cara ali pendurado de cabeça pra baixo e ninguém tá nem aí. É livre." Ele parece esquivar da pergunta de Connor. "Não tenho chance nenhuma com aquela ali. Ela é doida, mas nunca vi ninguém mais feliz. Nem minha mãe que era a porra da louca dos cristais. Sabe, eu não sei mesmo me virar. Não gosto de violência e nem conflito. Deve ser bobo, parece um bundão e se aquela garota me bota medo imagina o quão otário eu não pareço pra um monstrão enorme que fica mais monstrão e mais enorme ainda quando tá puto." Ele balança a cabeça em negativa. "Eu sou frouxo C, minha mãe sabia disso e eu demorei pra descobrir. Mas até os frouxos podem ajudar um pouco. Mesmo que seja achando velharia em caixas cheias de poeira." Ele subitamente se lembra de algo importante. "Eu sou muito alergico. De verdade. Sou muito. Arrisquei minha vida por isso." Ele ri de si mesmo. "Ela me achou na internet fazendo as perguntas erradas. Menos de vinte e quatro horas depois ela tava na minha porta toda colorida assim sequestrando a minha vida. Ela virou tudo de cabeça pra baixo e eu to aqui."

    Ele ri alto. "Ela disse que aqui ia ser o lugar perfeito pra começar. Cês se conhecem?"
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    Mensagem por Ankou Seg Jun 21, 2021 6:10 am



    - É, pode ser isso, pode ser qualquer merda na real… - a única certeza que ele tinha é que não tinha certeza de nada - Mas meu vô me mandar memórias do além essa porra tem que significar alguma coisa certo? - ele pergunta como se esperasse alguma resposta de Fumaça, uma resposta que ele mesmo tinha certeza que o Irraka não podia dar.

    - Sério? - ele pergunta ligeiramente incrédulo quando inquirido sobre a coroa - Tem um tempo que tudo que é Cahalith de lá tá sonhando com essa tal Coroa de Fogo Negro, eu já paguei pau pra profecia e terminou tudo em merda, mas quando tu tem cinco caras sonhando com a mesma bosta tem algo de muito errado, não vou nem questionar isso. - ele diz com um certo temor e cautela no olhar - Eu não sei se a coroa é metafórica, um fetiche ou algo pior, mas eles disseram que em Dover ela está sendo portada por alguém indigno, e que o Ashenga que colocar a mão nesse treco vai ser o rei dos puros… - Ele balança a cabeça em negativo - Não é só os Cahaliths que tão levando isso a sério, os Puros também tão, eu acho, pelo menos até onde a gente sabe é por isso que os escrotos tão lá batendo na nossa porta. - ele diz tudo aquilo de maneira objetiva e sem rodeios - Ainda assim Dover não tem Rei pra carregar coroa, ou eu posso estar só considerando que tudo isso é uma puta coincidência e que estamos falando de coisas distintas. - ele não tinha mais nada pra falar do assunto, não tinha ideia mais pra onde correr aquela história sem evidências mais concretas.

    Ele pula pra uma das camas se sentando em uma delas ficando mais de frente pra Fumaça, ele coça o rosto e respira fundo - Algumas vezes cara querer acelerar certas coisas, fazer apostas dá merda, da mesma forma que viver e contar uma história são coisas muito diferentes, eu entendo o motivo do Richard ter forçado o protetorado a colocar a alcateia junta, mas a coisa tava lascada desde o princípio… Não tem como aprender sem levar porrada, ele devia ter deixado a gente apanhar. - ele nem esconde a tristeza, nem tem motivos. - O Caminhante foi só uma escolha ruim como muitas outras e por um segundo todo mundo se sentiu poderoso e fodão pra caralho, todo mundo queria agradar o filho da puta, e adivinha só, ele permite os Algozes manipularem a ressonância do dromo, a gente encheu a porra da reserva de medo, só mais um monte de escolhas merdas… - Ele fica calado por um instante meditando sobre aquilo. -  Kul Kisura Udmeda, demorou pra entender o significado real disso, de como as coisas ficam mais seguras e tranquilas quando tudo tá correndo liso e direitinho, a gente mudou a merda toda pra algo que não devia estar lá, mas nem eu nem ninguém tinha consciência disso na época. - ele balança a cabeça em negativo - O Caminhante não tem medo e ele engole todos os seus medos, ele se alimenta disso, se Axel, Franco e Shaw estiverem de frente pra morte eles não vão nem ver ela chegando… Eles não tão preparados pra merda que tá lá, eu não tô, a diferença é que agora eu consigo ver que eu não tô saca? - as palavras saem como se ele tivesse procurando algum tipo de conforto ou aprovação.

    Receber os parabéns de Fumaça o fazem ficar visivelmente animado, ele sorri e aceita os parabéns com gosto - É a mãe deve me odiar nesse instante, mas continua sendo meu. - ele olha pra entrada só pra ver se Dona ia brotar de algum canto, mas logo se volta pra Fumaça - Depois desse monte de derrota simultânea, é a única coisa boa que saiu desse rio de merda. - ele diz com uma certeza inabalável.

    --

    Connor estala os dedos na cara de Fredo - Acorda cara! - a mão vai da frente do rosto dele pra um copo de bebida. - Essa porra toda é uma ilusão, pode até se uma ilusão divertida, mas não importa, lobos só são livre caçando e fodendo, não pendurados em seda amarrada no teto. - ele vira outro shot da bandeja - Mas é uma tendência a gente achar que é preso a alguma coisa, tá na porra do sangue, é de família, leva um monte de autorreflexão pra se perceber que não. - ele olha pra Fredo intrigado sobre coisas que ele falava, até arqueando as sobrancelhas, por fim ele abre os braços - Minha mãe sabia tipo desde sempre que eu ia virar lobo saca ela me treinou a vida inteira pra essa merda, no dia que aconteceu ela deixou eu sair pra uma festa, eu rasguei e comi os meus melhores amigos, eu conhecia eles a minha vida toda. - o olhar pra Fredo é sério e intenso - Ela nunca me faltou, mas… - ele não termina de falar, mas a verdade é que por dentro talvez trocasse ela por uma mãe morta que pudesse lembrar com carinho. Logo ele faz um sinal com a mão como se fosse melhor deixar aquilo pra lá.

    - Nunca vi na vida. - Ele responde sobre a mulher - Mas ela sabia pra onde tava vindo, muitos lobos, muitas alcateias diferentes… Eu acho que ela tá chapada na moral. - ele ri de leve - Mas ela tá totalmente na sua… Você não tá nem carregando cachorro quente no bolso. - ele fala como se aquilo fosse engraçado, cutuca os ombros de Fredo como se fosse pra ele se enxergar e cata o celular da mão dele que ele tinha acabado de devolver e liga pro próprio número - Pronto… - ele estende o celular de volta - Agora vai até ela, diz que tu é virjão e que quer perder o cabaço no banheiro com ela pra que seja inesquecível, confia no pai, ela curte quando você fica emotivo e tals. - ele diz com toda confiança do mundo e sem margem de dúvida - A gente conversa depois que ela tiver terminado de mamar seu pau, ou tu me liga depois da festa. - ele diz passando a mão agarrando 3 long neck de cerveja de dentro de um cooler num canto qualquer - Eu tenho um freezer de churrasco pra abrir mermão. - ele passa na volta por Fredo apontando pra ele com as garrafas entre os dedos igual o Wolverine alcoólatra.

    Ele olha em volta procurando por Jaysin, Nina e especialmente Berta enquanto andava na direção que tinha visto eles por ultimo.

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    Mensagem por Wordspinner Qui Jun 24, 2021 4:40 am

    Connor escreveu: Mas meu vô me mandar memórias do além essa porra tem que significar alguma coisa certo?

    Fumaça dá de ombros. "Ele manda?" Ele pergunta meio sem graça.

    Connor escreveu:Não é só os Cahaliths que tão levando isso a sério, os Puros também tão...

    "Não é nada bom isso. Eles tão ganhando ajuda de fora e isso pior ainda."

    Connor escreveu: ...tão lá batendo na nossa porta.

    Ele faz a mão subir e descer com o cigarro entre os dedos. "Acho que tão mesmo, tem algo sério pra caralho rolando lá." A voz calma, muito calma. "O rei pode não tá lá agora, mas arrisca chegar. Quanto mais oposição, mas eles tem palco. Até tu aqui contando pra mim, contando pra Tuya. Cada grande nome posto na lama é um degrau pro trono." Ele fala com a voz afetada pela maconha, lenta.


    Connor escreveu:Não tem como aprender sem levar porrada, ele devia ter deixado a gente apanhar.

    O irraka começa a rir deixando fumaça escapar da boca e do nariz. "Dona disse que tu chorou pra caralho que arrombaram teu cu com uma britadeira." Ele ri tanto que parece nem ouvir direito o que vem depois.

    Connor escreveu:...só mais um monte de escolhas merdas…

    Ele ri mais um pouco, mas mostra que estava ouvindo. "E um pedaço de você acha que é culpa do Richard. Tu vai mesmo botar isso na conta dele? Cês não tavam num tubo de ensaio não, aposto que a gostosa da Asia ia atender se vocês ligassem." Ele fala rindo e bobo, mas parece a mesma coisa que ele diria se estivesse bem.

    Connor escreveu:...não devia estar lá, mas nem eu nem ninguém tinha consciência disso na época.

    Ele balança a cabeça concordando sem julgamentos.

    Connor escreveu: a diferença é que agora eu consigo ver que eu não tô saca?

    "Tu acha que alguém tá?" Parecia uma pergunta verdadeira a despeita do quanto isso séria injusto de se pedir. Não tinha uma gota de sarcasmo.

    Fumaça puxa Connor para a direção da escada. "Cê liga nessa moça não C. Cada criança é um presentinho. Tu nunca mais vai dormir em paz meu parsa." Ele para e olha sério para Connor. "Vou arranjar uma parada pra tu, mas hoje não. Parada maneira pro seu muleque."

    --

    Connor escreveu:...não pendurados em seda amarrada no teto.

    "Jura?!" Ele fica clara e obviamente chocado. Ouve as palavras do lua cheia com a boca entreaberta. "E não somos?" Com o rosto torcido pela dúvida. Connor fala que comeu os melhores amigos e Fredo coloca uma mão na boca e os olhos arregalados parecem saltar. "Essa... Connor, isso é horrível... Nojento... É... Ela deixou isso acontecer?" A voz dele pequena, difícil de ouvir.


    --

    Connor escreveu:Mas ela tá totalmente na sua… Você não tá nem carregando cachorro quente no bolso.

    Ele balança a cabeça incrédulo. Incrédulo e sem entender nada. Ele pega o telefone quando o rahu o oferece e continua fazendo que não com a cabeça quanto a ir atrás de Suri.

    Connor escreveu:A gente conversa depois que ela tiver terminado de mamar seu pau, ou tu me liga depois da festa.

    Ele para de balançar a cabeça em negativo tempo o suficiente para dizer sim. "Certo, tudo bem, sim."

    Quando Connor fala sobre o freezer ele não entende nada de novo e não faz nada para esconder. Nada.

    --

    Foi difícil achar eles. Muito difícil. Não era tão cheio quanto tão caótico. O lugar era uma insanidade de cores e pessoas diferentes. Connor tem certeza que viu um cara saindo de um taxi artisticamente batido e retorcido em volta de uma placa de rua. Definitivamente não caberia ninguém ali. Duas pessoas fazem um duelo com varinhas estilo, harry potter, mais de perto se vê que disparam fogos de artifício. Connor os encontra finalmente com Nina jogando cartas brilhantes para o ar e pegando uma com J marcado em tinta negra. As pessoas a sua volta comemoram ou assistem incrédulos. Berta é uma das mais animadas e Jaysin finge surpresa como se tivesse visto aqui mil vezes.
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    Mensagem por Ankou Qui Jun 24, 2021 6:51 am



    Fumaça escreveu:"Ele manda?"

    A gargalhada de Connor vem do fundo da garganta, xiada - Ele me mostrou coisas que eu nunca poderia nem imaginar, o Crestwood vai fazer firula pra história do vô, mas mataram ele do único jeito que podiam com uma bala de prata nas costas, aquele dia foi uma merda fudida, a gente, os puros e um monte de sangue do lobo puto pra caralho cuspindo prata em todo uratha que eles podiam… Nah mano, nenhum Ashenga escroto jamais venceu o vô. - ele diz aquilo como se tivesse orgulho, como se visse o avô como alguma espécie de herói. - Dona falou que os doidos aqui tinha feiticeiros, é tinha um desses lá, mataram a piranha, ossos impregnados de essência…

    Fumaça escreveu:"E um pedaço de você acha que é culpa do Richard…”

    Ele não parece se importar com a provocação da britadeira, até meneia em positivo concordando com Fumaça

    - Nah, sem culpa pra ele, essa merda é genuinamente nossa, eu só discordo que ele tenha feito, mas agora foda-se, é tarde demais. É como eu falei, viver a coisa é sempre mais difícil. - ele era genuíno, tanto nas palavras como sentimentos, não podia culpar Richard por pegar a rota mais prática se ele tendo a dimensão da coisa agora faria o mesmo.

    Fumaça escreveu:Tu acha que alguém tá?
    - Essa é a hora que você fala que ninguém nunca tá? Mas eu me sinto melhor preparado hoje do que ontem, eu sou uma versão melhor de mim mesmo a cada dia. - a última frase definitivamente parece que saiu direto de um livro de autoajuda, mas dava pra ver que Connor tinha confiança renovada, ou pelo menos parecia mais autoconsciente.

    Por fim sobre Emillie ele só balança a cabeça em negativo, existe visível discordância sobre o que Fumaça fala - Tô até com medo de perguntar o que é. - ele menciona com algum humor na voz após ele falar do presente pra criança.

    --

    Somos? Disse quem? - a voz tem um pouco de revolta, ele bate com o indicador contra a própria têmpora como se pedisse Fredo pra pensar.

    Os lábios se comprimem, o olhar baixo e mais um shot da bandeja pra dentro, uma careta em seguida - Que merda é essa? - ele reclama do gosto amargo na boca, alguma coisa com gengibre que ele não faz ideia do que seja, mas logo se atém a pergunta de Fredo. - Nunca perguntei, melhor eu não saber. - ele diz como se realmente preferisse que não.

    Observando a cara de perdido do coitado sobre Suri ele ri da situação - Vou resumir pra você, cara de coitado, Suri, foda inesquecível no banheiro, não tem como essa merda dar errado cara, dá pra sentir a xereca dela te chamando. - ele diz como se pudesse ver alguma coisa que Fredo não podia e encorajava o rapaz.

    Ele sai rindo quando ele entende menos ainda do freezer, mas deixava aquilo no ar de propósito.

    --

    Ele se move se impressionando a cada passo, percebendo que ele tinha muito mais razão do que ele imaginava, da ilusão, era tudo muito impressionante, principalmente o cara saindo do táxi, ele pega qualquer coisa no caminho que fosse destilada, vodka de preferência.

    Quando ele finalmente consegue encontrar os três ele se aproxima com um sorriso no rosto observando o truque de Nina, não fazia a menor ideia de como fazer aquilo, ele estende duas garrafas pro Jaysin, uma obviamente pra Nina, por fim uma outra pra Berta e ele mesmo dá um gole na garrafa de vodka.

    - Seu namorado não vai ficar pistola de você ter vindo pra farra sem ele? - o olhar do Rahu pra Berta era coberto de desejo que ele nem fazia questão de esconder, a distância menor do que devia, mas nada perto demais pra incomodar, os dentes brancos mordendo o lábio inferior em um meio sorriso, como se esperasse ela devolver na mesma moeda ou ficar sem graça, o que viesse primeiro.
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    Mensagem por Wordspinner Dom Jun 27, 2021 7:02 pm

    Connor escreveu:Ashenga escroto jamais venceu o vô.

    "Anshega. Só ouvi uma história em que Trovão perde uma luta e é a mais recente de todas. A feiticeira tá na história com dezenas de espíritos habitando ela, fortalecendo ela. A história é muito boa. Mas não tem nenhum Crestwood nela." Ele dá de ombros como se não acreditasse de verdade na história. "Sempre é bom culpar o irraka mestre do ferro. As pessoas querem acreditar que a culpa é nossa."

    Connor escreveu:Essa é a hora que você fala que ninguém nunca tá?

    Ele sorri impressionado. "Era isso mesmo. Exatamente isso. Continua melhorando C. Um dia cê não vai mais se reconhecer."

    "Fica nessa de medinho não. Confia. Vai ser bom pro muleque. Tu vai gostar"

    --

    Connor escreveu:Somos? Disse quem?

    Ele olha bobo para o lua cheia. "Eu... eu não sei... Não é assim?"

    Connor escreveu:Nunca perguntei, melhor eu não saber.

    Fredo ouve a resposta e procura alguma coisa para beber pela primeira vez. Nenhuma resposta além do som de eu paladar rejeitando o gosto horrível da bebida. Ele faz uma carreta e pega outra. Connor se afasta sabendo qu Fredo continuava pregado exatamente onde estava.

    --

    Ela ri. Berta gargalha ficando vermelha, ou talvez seja a luz local que mudou de novo. "Ele tá aqui bobão." Ela diz empurrando ele bem de leve com os dedos. "Quer que eu apresente?" Ela diz num desafio travesso. "Ele é muito ciumento e violento." Ela diz mordendo de leve o lábio inferior. "Para de palhaçada, ele não é seu namorado." Jaysin diz de fora da conversa o que deixa a cara de Berta vermelha e indo direto ajudar Nina no próximo truque, algo com uma espada.

    --

    A música acaba subitamente e a luz se concentra onde minutos antes o DJ estava. "Boa noite canalhas e degenerados. Boa noite ladra e golpitas. Boa noite a vocês que são a vanguarda de um mundo, de outro e da porra da fronteira também!" Ele consegue mais risadas que ovações e uma ou outra vaia que acabam gerando ainda mais risadas. Fumaça bate o microfone na mão. Tap tap tap. "Seguindo nossa tradição da noite vamos aos eventos principais. Porém antes, meus amigos..." Vaias. "Tudo bem, meus rivais e inimigos também..." Mais vaias misturadas a risadas. "Certo, certo, vocês são impossíveis. Antes, meus irmãos..." Garrafas e copos e todo tipo de acessório são jogados para cima enquanto as pessoas gritam sua aprovação em plenos pulmões formando uma cacofonia confusa d línguas com cada um gritando uma coisa. A sensação era estranhamente de que tudo estava certo. "Eu apresento a vocês nosso mais novo companheiro. Sobe aqui,cê sabe que é contigo não fica com vergonha não." Ele aponta extamente para Connor no meio da escuridão.

    As pessoas saem do caminho com todo tipo de reação. Respeito. Empatia. Vergonha. Suspeita. Tapas nas costas. Olhares frios. Risos largos. Cada face na multidão tinha sua própria opinião formada e provavelmente pronta para ser alterada. Connor se vê de frente para a parede alta até onde o irraka está. Claro que ninguém mostrou o caminho para ele. Não de verdade, mas o espaço que abriram ia direto para três metros de concreto. "Cê vem pra hoje ainda?" Ele chamou exatamente quando o lua cheia percebeu não ter um caminho para subir, não teve tempo nem de hesitar. A multidão partida olhando para ele.




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    Mensagem por Ankou Dom Jun 27, 2021 8:06 pm


    - Tio Billy foi um filho da puta, um filho da puta forte pra cacete que vendeu o próprio irmão e ia vender o outro pros Ashenga, ia vender todo mundo, traidor filho da puta! - o rosto de Connor ficava vermelho de raiva e indignação os olhos vidrados no nada como se pudesse degolar alguém que não estava lá. - O desgraçado já tinha arrancado metade da cara dele, a feiticeira um problemão, mas eu lembro da prata fumegando nas costas dele… - ele olha já mais calmo pra Fumaça, como se nada daquilo tivesse acontecido. - O cara veio da puta que pariu pra ajudar os filhos e sacanear os nossos rastros despistando e sondando os puros, ele tá fazendo o trampo dele, jogar a culpa disso nele é desonesto pra caralho, mas eu entendo a dor cara, entendo melhor do que ninguém. A vontade de colocar a culpa em alguém ou alguma coisa... - as últimas palavras soam como se fossem uma pedra no assunto, um assunto que ele não queria mais tocar.

    Ele arqueia as sobrancelhas assim que percebe o quanto o conselho de Fumaça era tão de livro de autoajuda o quanto ele tinha falado e dá de ombros, mas mantém um olhar desconfiado pro Irraka sobre o suposto presente.

    --

    - A gente tem muito que conversar, mas depois, vai traçar a Suri cara! - ele diz com o sorriso de orelha a orelha tentando despregar o sujeito do lugar enquanto ele próprio se retira.

    --

    A mãe dele corre suave pelo antebraço dela assim que ela encosta nele e segura a mão delicada e feminina dela contra o peito, a pergunta travessa só intensifica mais a situação, pra ele soa quase como um convite, ele olha os lábios dela se movendo e depois os olhos - Sério? - ele diz quando ela adjetiva o suposto namorado dando pouco ou nenhum crédito pra afirmativa dela, logo desviando a cabeça na direção de Jaysin e abrindo um sorriso de orelha a orelha e se voltando pra ela.

    Ele aproxima o rosto do dela em direção ao ouvido, mas deixa intencionalmente a bochecha lisa e sem barba roçar na dela. - Tem um lugar ali com menos barulho e menos gente, vamo tomar um drink lá, eu pago. - a voz macia e convidativa termina em algo com humor já que as bebidas estavam sendo servidas e todas espalhadas pela festa.

    O rosto se afasta e ele deixa os lábios roçarem dessa vez no trajeto inverso, ele sabe que nem precisava de chegar tão perto pra ela escutar, mas sempre podia usar a música e a movimentação de desculpa.

    --

    De início ele nem dá atenção a voz de Fumaça no microfone, parecia muito mais interessado em Berta do que no que o negão tinha pra falar, mas ele se atenta quando percebe que a coisa tem haver com ele, definitivamente quando ele fala de novo companheiro e as pessoas começam a dar espaço pra ele se encaminha atpe dar de cara com a parede e ser provocado por fumaça.

    - Very funny Mr. Jones. - ele retruca com o meme velho, talvez um dos primeiros que ele tenha conhecido, mas não se acanha, ele dá dois passos pra trás e salta a altura enorme com a facilidade de quem subia o meio fio de uma calçada, mas o barulho do peso dos pés ao bater no chão é real e chega a estremecer os arredores, Fumaça tinha dado um personagem pra ele, não era hora de mostrar humildade simplesmente subindo como qualquer um podia fazer.
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    Mensagem por Wordspinner Sab Jul 03, 2021 4:14 am

    Fumaça ouve as palavras de Connor sério e balança a cabeça lentamente. "Pode deixar a dor sair C. Vai lá. Cê tá seguro aqui." A voz ainda calma e lenta.

    --

    Connor escreveu:Tem um lugar ali com menos barulho e menos gente, vamo tomar um drink lá, eu pago.


    Ela engasga e se afasta um passo, quase isso, talvez nem tanto. O rosto dela quente. "Tem bebida aqui mesmo." A voz se esforçando para sair. "Viu J ele acha que vale a pena me deflorar num canto." Ela fala rápido. Bem rápido. "Os caras grandões te adoram, mas eles só querem te alargar e largar." Ele devolve a gracinha e parece atingir um lugar dolorido.

    "Porque?" Ela olha para Connor com dúvida sincera e inesperada nos olhos. Fragilidade tremendo na voz.

    --

    Fumaça da um pulo para o lado e abre os braços para tentar se equilibar. Ele ri e puxa o microfone de novo. Um microfone sem fio e pequeno que parecia um gravador. "Rá! Viram isso?" Ele bate no braço de Connor com a mão aberta e muita força. O tapa ecoa pelo lugar e risos e exclamações na multidão. "Vocês viram que eu sei." Ele fala debochado. A música começa um crescendo. "Esse, irmãos e irmãs! Esse monte de carne fresca e fibrada é nosso novo membro da guarda do zoológico. Esse é ..." Ele faz uma pausa e a música explode em fanfarras e explosões. " O Rei Vermelho! Meus irmãos!" Toda luz se fecha em um facho vermelho ardente sobre o lua cheia, dá escuridão o irraka bate algo nas costas de Connor e imãs poderosos se prendem na frente do peito dele. Uma capa vermelha com pelos brancos e fofos. A coroa do pote de ouro aparece na sua cabeça provavelmente a mesma forma que a capa.

    Novamente vaias e aplausos. Todo tipo de profanidades sendo gritadas, boas e ruins. Um instante depois risadas explodiam por todo o canto a aplausos que talvez não fossem todos para Connor. "Calma, C! O microfone ainda é meu. Hoje a noite, nosso rei..." Ele diz com uma mesura profunda e o facho de luz se espande para pegar ele também. "Vai defender sua coroa..." Mãos são levantadas imediatamente. "Sem armas de fogo na casa, sem facas e garras. Não, também não vale nada além de mãos humanas desajeitadas..." Muitas mãos vão se abaixando a cada palavra que ele fala. Vaias enchem o ar. Ele abaixa o microfone e fala baixo na direção de Connor. "Te peguei C... O presente pro menino tá aí no seu pescoço, a coroa é sua se tu conseguir sair daqui com ela." Ele bate no microfone, tum tum tum. "Quem tiver a pulseira certa por favor leve sua bunda privilegiada para a sala VIP. Quer falar meu rei?" As ultimas palavras debochadas de novo depois de um momento de seriedade e o microfone esticado para Connor.
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    Mensagem por Ankou Sab Jul 03, 2021 5:55 am



    Ele nem ia negar que a reação dela é uma surpresa, o comentário maldoso de Jaysin mais ainda - Qual é cara, nada legal! - ele abre os braços pra ele e tem a voz e olhar de repreensão, não era o tipo de comentário que Connor aceitaria nem se feito sobre uma moça que ele não gostava.

    Ele olha pra Berta naquele estado, o olhar transmite carinho e compaixão - Eu acho que toquei em algo delicado… - a mão agora acaricia um lado do rosto, um lado inteiro do rosto, ele aproximou o rosto do dela, mas não de uma maneira sensual ou com segundas intenções igual da primeira vez, e sim de alguém que queria alguma privacidade - Mas você também pulou pra um monte de conclusões… Privacidade e uns amassos, uhum, quero sim, mas entre isso e chegar na terceira base… - ele não fala mais nada, era claro que ele nem negaria que transaria com ela no momento que ela quisesse, até mesmo em cima da porra da mesa mais próxima, sem nem ligar pra quem estava em volta, mas nunca forçando a mão pra isso acontecer.

    A mão do rosto escorrega pro ombro e segue tocando a pele até a mão dela. - Vem, vamo curtir a festa só eu e você - a voz volta a ser macia e convidativa, quase rouca colada no ouvido dela. - Tudo bem se tu não quiser dar um rolê, eu posso te beijar aqui mesmo, aí você aproveita também e manda o Jaysin se foder e largar de ser um babaca. - a voz amaciada e baixa termina em um tom ácido, junto de um sorriso que ela com certeza não podia ver, mas podia ouvir e quase sentir. Os lábios escorregam do pescoço, passam pelas bochechas até os rostos ficarem de frente e ele olhar dentro dos olhos dela, o olhar de desejo, vidrado. - Puta merda cê é gata demais. - ele diz sem vergonha nenhuma, sentindo o piercing dela tocar os lábios dele, ainda assim ele não avança sem um sinal.

    --

    Connor parece se importar pouco com a multidão, como se estivesse bem acostumado a receber atenção, o tapão nem faz ele tremer, ele só olha pra fumaça de soslaio e se mantém em silêncio, mas as ovações boas e ruins tiram dele um meio sorriso e nem negaria que engoliu seco quando o nome que Fumaça o havia batizado.

    Todo aquele teatro uma ilusão como todo o resto ali, mas Fumaça havia lançado um desafio, um desafio que ele estendeu a todo mundo - Pegou? - ele sorri como se tivesse um plano inusitado, ele enrola a capa na coroa até a coisa parece uma massaroca e enfia imediatamente nas calças, ficando parecido com uma figura cartunesca do cara grandão com uma piroca e um saco enorme.

    Ele toma o microfone em mãos assim que é oferecido - Primeiramente saibam que se botarem a mão na minha coroa vão ter que viver pro resto de suas vidas com o arrependimento e humilhação de terem feito um carinho no cetro do Rei também, segundamente é bom se sentir em casa junto com bando de canalhas degenerados. Valeu pelas boas vindas, até dos cornos que vaiaram. - ele começa a rir e afasta o microfone estendendo em direção a fumaça.

    Fazia tudo com muito bom humor, mas nem por um segundo ele duvidaria de que tentaria roubar a coroa, mesmo dentro das calças dele, ele só tinha tornado o jogo infinitamente mais difícil. Seguiria se precisasse pra área VIP, lembrava que Dona tinha falado o dia todo sobre aquilo.
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    Mensagem por Wordspinner Qui Jul 08, 2021 4:24 am

    Connor escreveu:Qual é cara, nada legal!

    Ele levanta as mãos se rendendo, as duas com as palmas abertas para Connor. Sinal de paz. Os olhos desviando para Berta.

    Connor escreveu: Eu acho que toquei em algo delicado…

    Ela faz que não com a cabeça. "Sentimentos são para os fracos." A voz falha.

    Connor escreveu: mas entre isso e chegar na terceira base…

    Ela olha para baixa, para o chão. Um instante e então a voz vem fraca de novo. "Então nem isso..."

    Connor escreveu: Puta merda cê é gata demais.

    Ela ainda tinha os olhos nele, as emoções impossíveis de ler. Impossíveis até a lágrima escorrer quando ela pisca. O soluço quase imperceptível. As mãos tocam o peito do lua cheia. As pontas dos empurrando quase sem força. O rosto se abaixa e ela não diz nada. As palavras tinham escorrido para longe dela.

    --

    Connor escreveu:Pegou?

    Ele levanta uma sobrancelha surpreso com a reação de Connor. Ele espera e assiste com um grande sorriso no rosto.

    Connor escreveu:Primeiramente saibam que se botarem a mão na minha coroa vão ter que viver pro resto de suas vidas com o arrependimento e humilhação de terem feito um carinho no cetro do Rei também, segundamente é bom se sentir em casa junto com bando de canalhas degenerados. Valeu pelas boas vindas, até dos cornos que vaiaram.

    "Se você acha mesmo que alguém nessa sala tem medo de rola acho que tu botou suas fichas no lugar errado." Ele diz dando tapinhas nas costas de Connor e balançando a cabeça de um lado para o outro. "Aposto que Dona vai te meter a mão nessa porra só pra te atrapalhar. Vou pedir para ela não fazer isso, mas é a única ajuda que cê vai ter." Ele dá de ombros. "Se ela quiser pegar, pegou."

    A multidão grita e uiva e vaia e aplaude. Eufóricos.


    --

    A sala VIP era bem atrás de onde eles estavam. Um monte de Mestres do Ferro dentro de uma sala longa com sofás luxuosos e uma mesa ridiculamente enorme e vazia. Fumaça toma a frente para começar a reunião, mas ali o clima era tenso e denso. Cheio de uma eletricidade no ar. Eles começaram com histórias. Connor conseguia perceber que nem todos eram de Londres. Muitos deles. A maior parte na verdade. Mas todos da região. Um espírito antigo tinha escapado de sua prisão e exigia sacrifícios humanos, um deus antigo que teve de ser posto de novo em sua nova prisão. Vampiros vindos dos estados unidos tinham causado uma guerra noturna e sangravam a cidade de Aldershot. Espíritos estavam invadindo cadaveres de corvos em Borehamwood e falavam russo. Brentwood via uma infestação de histórias sobre um rio de sangue sob uma noite sem fim. Mansfield tinha expulsado até o último dos puros.

    Só as histórias demoraram mais de uma hora. Não era ruim. Elas contavam feitos e façanhas. Derrotas e descobertas. Mais tarde é a hora dos segredos. Fumaça começa de novo colocando um calhamaço de papel na mesa e alguns pendrives. "Vampiros, minhas atualizações e novos testes e vídeos e tudo mais. É melhor não darem mole com essa porra. Claro que eles sabem que a gente vigia esses putos e quer tentar saber mais, mas a real é que isso pode dar uma guerra e ninguém quer os sangue suga decidindo matar a gente ou foder nossa vida." Ele dá batidas com um pen drive nas folhas. "Uma boa parte disso é cortesia do nosso Rei Vermelho ali." Ele aponta o dedo para Connor e todos olham. Alguns balançam a cabeça.

    Connor demora um instante para perceber que esperavam que ele, com sua calça estufada que não deixava ele confortável nem para sentar, falasse alguma coisa. "Quer contar alguma história? Falar de Dover mesmo sendo mais longe?" A voz de Fumaça não tinha nenhuma pressão, mas as outras pessoas olhavam para ele com expectativa.
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