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    Connor Mcleary

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    Mensagem por Ankou Qui Jul 08, 2021 7:09 am



    Connor não insiste no conflito com Jaysin  e se dá por satisfeito dele parecer ter reconhecido a asneira que tinha falado, ele se foca em Berta e ela parece muito boa em desviar das emoções assim como Nina havia avisado, até ele ver ela quebrar.

    A mão volta ao rosto dela e enxuga a lágrima com carinho, logo ela se enlaça na nuca e traz a cabeça dela pra perto encostando a face dela entre o peito e a barriga - Sentimentos são a única coisa que atestam que a gente não morreu por dentro… Aposto que esse papo furado é minhoca que o Francês botou na sua cabeça. - ele diz sem repreensão nenhuma, quase com um toque de humor, logo ele  traz o corpo dela todo pra perto dessa vez, a mão enorme fazendo um cafuné, bagunçando os cabelos, ele parece em paz fazendo aquilo, na verdade mais realizado do que zoando na festa ou bebendo e fica o tempo que é necessário pra ela se acalmar.

    Ele solta o corpo dela e se abaixa um pouco, dá um beijo carinhoso no tampo da cabeça e outro na testa, o rosto para de frente pro dela mais uma vez, mas dessa vez com um olhar de compreensão - Festa é pra ser divertido e minha vontade de beijar sua boca não pode ser motivo de estragar ela pra você, a gente tem que ser feliz, feliz o que dá - ele sorri e tenta deixar o humor dela mais leve - Leva tempo pra colocar o coração no lugar...  - era impossível não pensar em Emillie, a festa se "desligando" ao redor a mente indo pra longe pros seus próprios fantasmas.

    --

    Ele ri como se aquilo fosse uma piada muito boa - Metade dos caras machudos já tão pensando duas vezes, mas a Dona nem precisa de motivo, além do mais você tem que apreciar uma boa piada quando você vê uma, tem que coroar a cabeça importante cara! - ele continua rindo mais um pouco

    Ele se despede do público eufórico com um adeus enquanto sai do palco em direção a área VIP.

    --

    Ele chega a se esquecer por um momento da coroa na cueca, até ter de se sentar, a piada já havia perdido a graça, ele só tira ela de lá e coloca no bolso interno da jaqueta, fechando o zíper logo em seguida, era tão impossível quanto tirar das calças, pelo menos não sem agressão física.

    Ele permanece sentado e em silêncio ouvindo as histórias e feitos, ele só tece algum comentário ou outro sobre os espíritos invasores de corvos falando russo, parecendo se interessar mais intimamente sobre o ocorrido, deixando escapar uma exclamação ou outra na língua.

    Quando ele é citado por Fumaça ele só meneia com a cabeça pros demais satisfeito com sua contribuição sendo reconhecida no caso dos vampiros, mas não se pronuncia até que a palavra lhe é dada.

    - Contar? Nah, vou mostrar pra vocês uma. - ele sorri e fala apenas pra colocar a situação em contexto, logo logo ele abre o vídeo no Youtube - Porra 840 mil visualizações?! Eu devia ter monetizado essa merda! Dava pra pagar os charutos! - ele diz num tom de humor e revolta falsa e logo repassa o vídeo do templo dos Beshilus - … E foi assim que deu uma merda federal, a prefeitura fechou a bagaça, eu mesmo me certifiquei de cuidar dos buraco dos Beshilu e da ressonância dos vermes do outro lado. - ele diz orgulhoso de quem tinha feito um serviço bem feito e não omitia as contribuições de Axel e Shaw na história.

    - Mas essa merda é de menos. - ele diz com o semblante se fechando e se voltando pros caras que tinham feito o serviço em Mansfield - Aposto que esses caras que vocês botaram pra correr tão batendo na porta de Dover agora, um monte deles tão, parece que tão dando cria - a piada sem humor nenhum, nem da parte dele. - Qualquer ajuda lá em bem vinda, principalmente de quem tem experiência de lidar com essas coisas… - logo ele resume o que sabe da Coroa, nada diferente do que havia contado pra Fumaça - Se o seu propósito de vida é ser feliz e quebrar os escrotos, essa é a sua chance. - ele diz com um sorriso no rosto e olha pra Dona como se fosse um recado ou convite velado, logo se desvia pra Fumaça - E eu juro por Deus, Luna e minha mãe mortinha que se eles saírem com o rabo entre as pernas da região a festinha e o encontro da tribo no ano que vem ficam por minha conta. - ele diz se levantando e se apoiando sobre a mesa olhando pra cada um dos presentes em seguida, não tinha muita esperança de conseguir ajuda, lobos eram ocupados demais e centrados em seus territórios muitas das vezes, mas se tinha um lugar onde poderia conseguir alguma ajuda era exatamente ali.
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    Mensagem por Wordspinner Ter Jul 13, 2021 8:22 am

    Connor escreveu: Aposto que esse papo furado é minhoca que o Francês botou na sua cabeça.

    Ela sobe e desce o rosto sem dizer nada. Mas um segundo depois ela faz que não com a cabeça.

    Connor escreveu:Leva tempo pra colocar o coração no lugar...

    "Cê também? Te usaram e jogaram fora?" Ela olha Connor com atenção.


    --

    Connor escreveu:Metade dos caras machudos já tão pensando duas vezes, mas a Dona nem precisa de motivo, além do mais você tem que apreciar uma boa piada quando você vê uma, tem que coroar a cabeça importante cara!


    "Claro que tem. Por isso eu vou falar com a Dona." Ele revira os olhos. "A cabeça importante?!?!" Ele gargalha andando para o escuro.

    --

    Connor escreveu: … E foi assim que deu uma merda federal, a prefeitura fechou a bagaça, eu mesmo me certifiquei de cuidar dos buraco dos Beshilu e da ressonância dos vermes do outro lado.

    Os comentários pipocam em toda a mesa. Alguns riam e outros até faziam anotações.

    Então ele fala sobre Dover. "Kul Kisura Udmeda" Uma mulher diz fazendo que não com a cabeça, certa de si. "Kul Kisura Udmeda." Diz um homem do outro lado claramente discordando. "Nossa tribo é forte lá." Os olhos vão de um para o outro. "Kul Kisura Udmeda" Fumaça discorda de novo, dos dois. "Nossos irmãos estão lutando e morrendo."

    A primeira mulher fala de novo. "Nós estamos lutando também. Sangrando e sofrendo. Não tenho ninguém para dispensar." Ela fala com finalidade abrindo as mãos sobre a mesa. "Também não tenho ninguém..." Ele fala em tom de desculpas. "O que cês precisam por lá? Como tá sendo a guerra?" Os olhos de novo todos em Connor.
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    Mensagem por Ankou Ter Jul 13, 2021 11:56 am



    - Eu sou um lobo lindinha, as coisas funcionam diferente pra mim, eu achei que eu poderia ter uma vida assim, mas não rola, é como ser a polícia e toda vez que tu sai pro serviço é certeza de achar o bandido. - A voz é paciente e levemente melancólica - Nossas famílias são disfuncionais nos melhores dos casos. - a melancolia passa pra uma ponta de tristeza palpável.

    - O que aconteceu contigo? Término ruim é? Não precisa responder se não tiver afim. - ele se adianta, não querendo deixar a garota desconfortável.

    --

    Ele gosta das reações que vê, até mesmo fica curioso com as anotações que alguns fazem, mas não interfere.

    É engraçado e revelador ver os caras da tribo discordarem todos com o mesmo argumento, ele se mantém em silêncio até que o homem dirige as perguntas a ele - A guerra é a mesma história se repetindo, cada dia menos de nós. - ele olha pra Fumaça como se concordasse - Se os números estão equilibrados em termos de casualidades é por que no primeiro embate tinha um monte de Sangue do Lobo puto da cara cuspindo prata em tudo que era lobo se movendo, e tinham mais deles pra levar tiro do que nós, mas isso é só outro problema pra pilha de merda. - ele coça o nariz e se levanta, apoiando-se na mesa olhando pro sujeito - A gente precisa de toda e qualquer ajuda possível, antes eu pensava que a gente sendo espinhudo o bastante podia expulsar eles de lá, mas já vi que isso não vai rolar, uma bela mentira de que essa bosta de coroa não tá mais lá ia comprar pelo menos tempo, é melhor que comprar tempo com vidas… - Por fim ele dá um sorriso quase vil, o olhar cheio de malícia - Quer mesmo ajudar? Infelizmente luna disse que eu tenho que seguir o juramento mais de perto que o resto, expõe eles e deixa eu fazer meu serviço, deixa eu arregaçar eles pelas regras, é só isso que eu preciso. - as palavras finais terminam cheias de violência contida, mas com algum contento mesmo que imaginário.

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    Mensagem por Wordspinner Dom Jul 18, 2021 4:19 am

    Connor escreveu:Nossas famílias são disfuncionais nos melhores dos casos.

    "O melhor dos casos ainda vale a pena tentar, não é? Enquanto der certo. "


    Connor escreveu:O que aconteceu contigo? Término ruim é? Não precisa responder se não tiver afim.

    Ela olha para Nina e Jaysin. "Acho que nem começou. Ele é demais C. Todo bonitão. Pele bronzeada e olhor com a cor do mar do caribe. Trancinhas no cabelo comprido e um rosto lizinho assim que nem o seu." Ela suspira. Apertando de leve o braço de Connor. "Um cara perfeito. Perfeito mesmo. Gente fina e engraçado e que tu podia confiar. Pode. Ele é uma rocha, mas não me quer mais. Não me queria. " Ela suspira. "Não é assim. Eu sabia que era só diversão. Só brincadeira. Só que ainda tá aqui." Ela segura o pescoço com a mão e o rosto fica vermelho segurando o choro.

    --

    Connor fala dos caçadores com a prata e todos se movem nas cadeiras de um lado para o outro. Quando fala da mentira as coisas ficam mais confortáveis. Mas suas ultimas palavras são recibidas com um silêncio tenso que dura alguns segundos a mais que o confortável. "Eles são uns desgraçados, mas quanto mais gente aparece para ajuda pior fica. Olhos do Céu foi para lá com Garra de Ferro e a situação não melhorou." Ela fala com a voz sem vida e os olhos claramente calculando. "Os Cartwell foram para lá. Os Herdeiros do Vale. Eles mesmos." Ele diz logo antes de perguntar alguma coisa sobre armas da Nigéria para um homem ao lado. "Então Tuya respondeu o chamado e Uivo Cortante voltou com aquele bando que ela juntou. Tinha mais gente ainda lá."

    Dessa vez é Fumaça que soma as notícias ruins. "Marcado com Prata tá lá C. Confirmado. Se ele tá lá essa lenda de coroa fica. Mas a verdade é pior ainda, ele tá longe de casa e não é atoa." Ele estala os dedos na mesa. "Mais nervoso que os Urdaga de Dover só os Anshega. Eles tão sendo chicoteados e inflamados. Os caras tão a ponto de fazer uma merda grande e a só precisam de um empurrãozinho. " Ele não olha para Connor, mas é fácil de perceber que ele está argumentando a favor. "Eu tenho uma proposta, porque não uma provocação? Sabemos onde alguns deles estão mais fracos e nós podemos fazer os caras sangrarem e passarem vergonha e qualquer outro puro da europa vai pensar duas vezes antes de pegar um avião para Dover. C, na boa, ninguém vai botar o pé em Dover. É doideira." Suri bate na mesa com as duas mãos, o que faz muito pouco barulho mesmo assim. "Fala por você mesmo tio." Ele definitivamente não era tio dela. "Tem um monte de coisa boa pra roubar por lá e eu vou aproveitar que os puros estão com visão de túnel." Connor já conseguia ver as pessoas arquitetando seus planos em sussurros que ele não conseguia acompanhar todos ao mesmo tempo, mas sabia que as pessoas estavam checando recursos. Porém as palavras egoistas de Suri fazem todos eles se animarem de um jeito sómbrio. As vozes mais altas e a ganância alimentando o autruismo e a irmandade tribal.

    Olhando de fora parecia que Connor tinha combinado com os urathas um roteiro, mas a verdade é sempre mais complicada. Em poucos minutos uma dúzia de ataques diferentes tinham sido planejados dentro e fora da ilha. Nenhum tinha a intenção de chegar realmente perto dos puros. Cara a cara para sentir o seu bafo fedido. Alguns roubos e sabotagens tinham sido planejados, a única diferença entre o que eles chamavam de ataques ou não era a presença de urathas nas equipes.

    "Cê vai vazar hoje C. Agora. Pode meter o pé. Tem um barco chamado Clarissa, dá para ver do Wyldecrest Crouch park. Cê vai sentir o cheiro de pólvora." Ele sorri. "Tem uma galera te esperando, vão fazer um trampo pra mim em Dover. Tua carranga pode largar lá que te mando." Ele dá um tapinha no ombro de Connor e aponta para a coroa antes de voltar para inflamar a discussão.
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    Mensagem por Ankou Dom Jul 18, 2021 2:53 pm



    - A gente meio que tem que fazer, é isso ou o mundo ir pro caralho. - a voz tem até um tom de humor como se quilo nem fosse verdade, mas ele sabia que era e uma verdade inexorável.

    - É tempo gatinha, mas se desprende dessas merdas que não te fazem feliz, se o cara não quer ele não te merece, cê tem todo direito de querer curtir sua vibe na festa, biritas e truqueiragens da Nina. - a cabeça balançando em positivo, ele tenta ser o mais simpático que pode, abre uma cerveja e sem seguida toma a mão de Berta forçando ela segurar a garrafa.

    Ele olha em direção das luzes e do palco - É acho que essa merda é comigo. - ele diz como se o dever o chamasse.

    --

    Ele não reconhece os nomes, se pergunta mentalmente quem eram aquelas alcateias, Tuya… - Tuya nem quer saber dos Anshega, a presa dela é maior. - ele faz de propósito querendo atiçar a curiosidade deles, talvez fazer eles se interessarem ainda mais.

    Ele olha pra Fumaça quando ele fala de Marcado com Prata, não fazia a menor ideia de quem era, mas era o tipo de nome que nenhum uratha ganhava de graça e só aquilo era bastante pra fazer a espinha tremer.

    Ele olha pra atitude de Suri e parece gostar do que vê, não pelo fato de roubar, mas ele gosta do que ela causa quando diz o que vai fazer abertamente e a comoção que ela traz junto disso - Os puros vieram pra guerra preparados, vão tá cheio de coisa boa, até eu quero morder essa carne aí. - ele diz como se não fosse dar espaço nenhum pra ela pegar nada, o olhar desafiador e estranhamente amistoso.

    Ele se calou por um momento olhando em volta ouvindo partes de coisas que os caras planejaram fazer, parecia cada um fazendo a coisa certa por egoísmo, mas a coisa certa, era como se ele tivesse colocado fogo num pavio e tivesse prazer em ver a coisa correr.

    - Quê?! - a notícia de Fumaça pega ele meio de surpresa, mas ele se recompõe em seguida - Top, preciso de uma hora e vai mais um comigo. - ele não negocia o tempo, nem o passageiro, a mão fica por cima da roupa com a coroa enterrada fundo no bolso da jaqueta, ele sai porta afora já tinha sacado que Fumaça ia continuar na missão de inflamar os caras pra fazer um estrago pra cima dos Anshega.

    Ele sai porta afora procurando por Fredo, era saó o tempo deles juntarem os panos de bunda e pularem pra cima do barco.

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    Mensagem por Wordspinner Seg Jul 19, 2021 9:27 pm

    Berta segura a garrafa e funga profundamente. "A gente se vê amanhã.  Melhor parte da festa." Ela força um sorriso.

    --
    "Essa cahalith é doida, quer achar algo grande o suficiente pra fazer os devoradores dos mortos serem uma tribo. Ela tá procurando lendas." As vozes se amontoavam umas nas outras. "Se ela achar o que procura Dover tá no buraco." Eles não pareciam acreditar que algo assim existia, muito menoa que estava lá. Mesmo assim isso faz uma nova onda de murmúrios.  

    Quando Connor diz que vai pegar uma parte do que os puros tem, eles riem como se fosse uma piada. O clima fica até mais leve e o lua cheia meio esquecido. Ter sido tão pronta e levemente descartado o faz lembrar que sem alcatéia ele é muito mais fraco.

    Fumaça ouve o lua cheia com tanta paciência como sempre. "Cê tem sesenta minutos." Ele diz calmo como se nem fizesse diferença, mas preciso o bastante para Fazer Connor coçar para olhar um relógio. O irraka não explica mais nada.

    --

    É muito difícil colocar Fredo para se mover. Porém ele eventualmente se rende e vai com o rahu. A beira de um ataque de nervos, mas vai. "Tem certeza absoluta que tem que ser agora? Minhas coisas estão todas num deposito lá perto de casa. " ele já tinha feito a mesma pergunta umas dez vezes, mas seguia Connor mesmo assim. O lua cheia sentia vontade de olhar para trás e ver se estavam sendo seguidos. Por sorte tinha vindo sozinho o qur significava que seu carro estava ali e tinha uma caixa retangular embrulhada com fita rosa no banco do motorista. Dona escrito em letrad tortas.

    O transito de londres é um inimigo do horário apertado de Connor. Cada curva e sinal faziam a irritação crescer e Fredo percebia isso mesmo abraçado a sua mochila como se sua vida dependesse disso. O limite de velocidade baixíssimo fazia o tempo correr mais rápido. Pelo menos parecia assim. Quando finalmente chegou no apartamento já sabia que não teria tempo de arrumar tudo. Teria que pegar o que desse e sair correndo. Com tudo isso pesando na sua cabeça ele quase não se incomodou com a porta destrancada. O alerta demora tanto a se realizar que ele só começa a se estressar quando vê um bom motivo para se acalmar.

    Lizbeth deitada no sofá cochilando e as malas de Connor feitas ao lado dela.
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    Mensagem por Ankou Seg Jul 19, 2021 10:32 pm



    Connor arqueia a sobrancelhas quando falam dos Comedores dos Mortos, a coisa toda parece fazer mais sentido na cabeça dele - O que faz caçadores fortes são presas fortes, ou ela pode morrer também. - ele abre os braços e dá de ombros, não tinha muito o que pudesse fazer de qualquer forma, só esperava que ela respeitasse a presa dela como mandava o juramento.

    Ele não se intimida quando o pessoal ri do que disse, na verdade aquilo parece fazer ele ficar ainda mais feliz, os olhos brilhantes, ele olha pra Fumaça e dá pra ver no rosto dele mais uma vez, tudo que ele quer é sacanear uma alcateia inteira de novo igual ele fez com os irlandeses, mas ele não diz nada, apenas olha pra Suri de volta e sorri.

    --

    - Aham, agora agora. - ele já respondia pela última vez com zero paciência mais pra aquele choro de Fredo, ele olha pra todos os lados pra ter certeza de que ninguém estava vindo atrás, mas segue calado até o carro.

    - Mah que p… - ele diz surpreso ao ver a caixa de Dona, mais surpreso pela caixa do que ver ela ali exatamente, ele coloca o nariz perto e sente o cheiro dela vindo de dentro, cheiro íntimo, certeza que eram roupas, um monte delas pelo visto, nem se lembrava de ter visto ela sair da reunião, mas nem importava agora, ele abre e investiga cada centímetro da caixa, amarra o laço de volta e a coloca no banco de trás, entra no lugar do motorista e logo abre a porta do carona pra Fredo - Beleza a gente passa lá e pega o que é mais importante, a gente vai pra Dover de barco e a gente tem horário, então nem rola levar muita coisa, e eu ainda tenho que ver se não tem nada perigoso nas coisas da sua mãe, tu falou que ela era a louca dos cristais, conta melhor isso, como assim? - Ele nem duvidava de ter algo  perigoso perto de Fredo como algum cristal fetiche, ele mesmo havia crescido cercado deles sem nem mesmo saber.

    Ele dirige impaciente e nem se segura em xingar o trânsito de Londres e o limite de velocidade - Só porque a Rainha é velha e imortal a gente tem que dirigir igual velho também?! - os olhos reviram de desgosto e ele bufa pela boca.

    Tão logo ele se depara com as malas feitas ele parece ficar mais calma quanto ao horário apertado, um alívio momentâneo, a voz soa baixo pra ele mesmo - Espero que não tenham carregado minha carteira. - não que houvesse muita coisa dentro dela de qualquer forma, mas nem queria ter o saco de refazer todos os documentos.

    - Acorda margarida. - ele chama com a voz macia cutucando Lizbeth, a caixa de Dona debaixo de um dos braços - Dona deixou isso no meu carro, tá sabendo de alguma coisa? - ele fica de ouvidos em pé, mas não para, ele joga a chave do próprio carro pra Lizbeth, indo em direção as malas e tomando elas em mãos e ainda assim mantendo a caixa que nem parecia incomodar.

    - Já saquei que tu tá sabendo que eu to indo nessa, Wyldecrest Park, mas antes a gente tem que passar no depósito desse carinha ali. - Ele diz apontando com a cabeça pra Fredo - Fumaça vai mandar meu carro depois, pode usar ele se quiser só enche o tanque. - ele dizia com pressa querendo já sair do apartamento sendo que mal havia entrado.
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    Mensagem por Wordspinner Sab Jul 24, 2021 4:18 am

    Suri pisca quando Connor olha para ela. Algo nada discreto. Ela nem tenta esconder. Fumaça só aponta para o braço no lugar onde um relógio ficaria.

    --

    Abrir a caixa é uma surpresa agridoce. Um papel escrito com letras garrafais: chupe pra lembrar de mim. Embaixo um monte de consolos de tamanhos diferentes e usados recentemente. Dava para saber. Investigando a caixa toda o lua cheia encontra um fundo duplo de papelão colado com fita. Dentro um bilhete mais cuidadoso escrito em papel branvo com a borda rasgada. "Larga o mato C. To te esperando quando cansar de plantar repolho." As letras feitas a mão sem muito jeito. "Ps: não gasta tudo com puta." As notas espalhadas no fundo juntavam quase quinhentas libras.

    Fredo balança a cabeça negativamento quando Connor fala de pegar as coisas. "Tudo que eu preciso ta aqui e depois eu pego o resto. " Ele bate duas vezes na mochila como se isso fosse um argumento. "Mamãe tem todo... tinha. Tinha pegadores de sonhos e incensos e chás.  A coleção de pedras dela então. Adorava esculpir elas em todo tipo de bicho e deixava lá na estante. Ou quando conseguia uma bem grande deixava do lado de fora. Não é ckmo se fossem cristais de meta ou explosivos. Nada perigoso não.  Arvores e bochinhos e conjuntos de runas que ela fingia que jogava feito uma bruxa celta. Ela era engraçada assim quando queria." Pelo jeito como ele fala parecia que não ia parar, e quando o fez ele o silêncio dele tinha o gosto amargo de luto.

    Ele abre a mochila e começa a revirar. Não é difícil perceber o toque da essência etérea do outro lado, só de olhar. "Nada, viu? Só uma ou outra lembrança." Ele coloca um cordão no painel com um potinho de vidro colorido e sementes pequenas carregadas dentro. Um bone com uma palavra na primeira língua meio escrita em linhas e meio escrita com um rastro de essência quase apagado. A palavra é impossível de dizer em inglês mas significa que você deve se afastar ou morrer. Uma miniatura de leão em uma pedra branca leitosa queimando com escrituras dançando lentamente dentro dele. Essas coisas jogadas aleatoriamente no painel e depois cobertas por mais tralha e tão rapido quando as coisas saem elas voltam. Exceto pelo bone que ele enfia na cabeça com um um suspiro.

    "É porque a velocidade aumenta a chance de alguém morrer." Ele olha o relógio preocupado mesmo não sabendo quanto tempo os dois tem de verdade.

    Lizbeth acorda piscando devagar e esfrega os olhos com força antes de "Huh?" Ela segura a chave ainda pensando na pergunta ou tentando entender. "Dona pediu pra eu arrumsr suas coisas. Wyldecrest é longe, bem longe. A pé vocês vão ser estuprados por mendigos, assaltados e vão cansar de andar. Não necessariamente nessa ordem." Ela da uma risadinha gostosa. "Quer que eu dirija pra vocês?" Ela levanta e boceja. Fredo da de ombros e começa a falsr quando parecia que ia ficarem silêncio. "As vezes é mais rápido usar o metro. Mesmo com os assassinos e estupradores todos." Fredo estava longe de ser o alvo preferido dos marginais de Londres, especialmente acompanhado de Connor. Ou somente porque estava com Connor.

    Lizbeth roda a chave no dedo lentamente olhando as malas na mão de Connor como se só olhar já a deixasse cansada.
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    Mensagem por Ankou Sab Jul 24, 2021 5:25 am



    - A quinta série nunca morre… - ele murmura com um meio sorriso no rosto quando encontra a caixa de pirocas, quando finalmente ele acha o dinheiro ele nem pensa duas vezes, uma lida rápida no bilhete e o dinheiro logo vão direto pro outro bolso da jaqueta.

    Dentro do carro ele ouve as palavras de Fredo. - Apanhadores de sonhos, são merda pura, podem ser muito mais do que você acha que são, as runas talvez possam realmente adivinhar o futuro ou ler coisas do passado. - a voz dele é mortalmente séria. - Eu vou ser breve e direto contigo por que a gente não tem tempo, existe um mundo do outro lado que você provavelmente não consegue ver, esse mundo tem espíritos e quando esses espíritos fazem merda a gente pune eles ok? Tá me seguindo até aqui? - ele pausa e olha sério pro moleque só pra ter certeza - quando eles fazem merda demais tipo possuir gente, comer criancinhas e fazer o zaralho no lado de cá a gente pune ele, e prende eles dentro de objetos, se a porra do objeto quebra ou rasga, fudeu amigo, fudeu porque o carinha preso lá dentro vai sair muito puto, MUITO PUTO, e provavelmente vai matar e comer gente, e é por isso que sangue do lobo como você não carrega essas merdas ok? - ele passa a mão em item por item que o moleque vai tirando da mochila - eu sinto energia nisso aqui mano, esse boné, tá vendo, tá vendo essa marca, ela diz se “afaste ou morra” você provavelmente não pode ler, se é que isso seria uma leitura, mas nossos inimigos, espíritos, um caçador treinado pra identificar o padrão das runas vai te identificar, e tu vai tomar um tiro de escopeta de prata pelas costas sem saber o motivos. - Ele aponta todos os itens com essência, inclusive arranca o boné da cabeça de Fredo, tem um misto de urgência e preocupação em Connor - Eu sei cara, essa merda era da sua mãe né? Vou te fazer essa promessa honesta, se um dia a lua resolver comer o teu cu e te fazer um lobo eu te devolvo essas paradas, eu não sacaneio com família mano, tu não vai precisar me cobrar pra receber de volta, por hora o que eu posso fazer por você que é minimamente decente é te dar uma grana pra você comprar um boné novo se tu curte usar eles, o resto tá de boas, é seguro pra você. - Ele tira 100 libras do bolso da grana que Dona tinha deixado pra ele e estende pra Fredo. - Sobre o resto das suas coisas ou da sua mãe. - ele só passa o dedão e o indicador sobre os lábios indicando que era pra ele manter a boca fechada - Pra ninguém, a gente vai resolver isso, pode ter mais coisa perigosa. - em hora nenhuma Connor brinca, ou tem um ar de espertinho com Fredo, só diz verdades brutais e urgentes, ele não toma nada dele exatamente só estende a mão esperando ele entregar o resto que ele tinha indicado como perigoso.

    Por fim ele não dá a mínima sobre a resposta de Fredo sobre o trânsito

    --

    - Hummm certo, essa porra desse trânsito de velho! - ele parece irritado mais uma vez - É metrô parece a melhor ideia, pelo menos é rápido, de qualquer forma meu carro véio fica contigo até Fumaça mandar ele pra mim, ah Dona pediu pra te entregar isso, ela disse que é um presente por ajudar ela. - Ele solta a caixa de pirocas em cima do sofá e dá umas piscadela pra Lizbeth, não tinha nada mais no treco que ligasse ela a Connor de qualquer maneira - Bora nessa Fredo, bota esse GPS pra funcionar, bora pegar o metrô. - ele olha pra Lisbeth - Tchau tchau. - ele cutuca Fredo pra fora do apartamento e prossegue com passos rápidos.
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    Mensagem por Wordspinner Ter Jul 27, 2021 9:44 am

    Fredo claramente não acredita no que Connor diz sobre as runas. Talvez nem sobre os apanhadores de sonho. "Cara, são só pedrinhas."

    O lua cheia fala sobre espíritos e sobre punições e Fredo parece finamente concordar. Ele balança a cabeça ávido por ouvir mais.

    Quando Connor toca o bone ele sente sua mão formigar e uma compulsão intensa de simplesmente sair. Mesmo que sair signifique pular do carro em movimento. Os dedos se apertam no volante sem comando nenhum. A compulsão aumenta a cada segundo e o coração do uratha responde escalando o peito para o pescoço. É um alívio quando Fredo casualmente pega de volta o boné.

    Ele bufa achando graça da reação de Connor. "Boné perigoso. Claro. " ele enfia o mesmo na cabeça, mas entrega sem contestar os outros dois. "Mãe diz que as sementes são boas se você tiver bebido demais ou se uma cobra te picar. Em Dover tem muitas cobras?" Os olhos dele se demoram no leão branco.

    --
    Lizbeth olha a caixa e o barulhoque ela faz com suspeita indo lentamente até ela. Fredo sorri para ela antes de se despedir da porta onde estava e ir logo para fora não ser atropelado pelo lua cheia.

    O barco foi fácil de achar. Muito fácil. Balançando sozinho na água com uma tripulação nada amigável. No deck cabiam facilmente dez pessoas lado a lado. A pintura era clara e amigável. Branco e azul que transmitia paz. As letras em alto relevo na lateral. Não tem um pier para facilitar a entrada e isso não trapalha Connor. Mas Fredo se molha todo antes de ser salvo pelo lua cheia.

    A tripulação não diz nada. Exceto pelo homem no comando do barco. "Bom você é o cara que o espelho mandou esperar e pinto molhado é o que o fumaça pagou para ir de extra. Não vou fazer pergunta nenhuma e agradeço se fizerem o mesmo." A voz do homem denuncia a idade o cheiro deixa claro que são humanos. Todos eles. "Achei que eles tavam mortos. Dois filhos da puta quando emcontrarem com eles manda se fuderem e fala que na próxima eu cobro dobrado. Vinte anos sem uma porra de telefonema." O motor começa a roncar baixinho. A água parte na frente do barco quando ele avança pegando velocidade devagar. Silencioso como a morte. Uma maquina bem tratada.

    O cheiro de óleo parece normal e comum em um barco. Mas antes da metade da viagem Connor consegue identificar a diferença. Era óleo usado em armas de fogo. Óleo usado para proteger lâminas da água e da maresia. Uma olhada cuidadosa não revelava nada. Mas Connor sabia que as armas estavam lá. Metal feito para matar espalhado com a tripulação que parecia percadores com frio sem nenhuma vara. Sem nenhuma linha. Sem nenhuma rede.
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    Mensagem por Ankou Ter Jul 27, 2021 5:44 pm



    - São só pedrinhas, era o que eu me dizia a vida toda. - ele fala como se achasse um otário, era engraçado como ele conseguia se enxergar em Fredo, pelo menos na inocência em relação a aquelas coisas.

    A mão segurando o boné, o pé pressionando o freio com toda força, o rosnado saindo pela garganta junto da vontade de pular do carro contra a vontade. - Boné filho da puta! - ele exclama assim que a coisa é puxada da mão dele, o rosto vermelho tomado por desgosto devido a sensação desagradável. - Foi a tua mãe, só pode ter sido ela… Que fez os apanhadores de sonhos, feito pra manter os lobos longe, eu sei de um par deles, devem ser os mesmos que você tem, coisas terrivelmente doloridas. - ele se recompõe o melhor que pode - O boné é pra você, não vai salvar sua vida se um lobo quiser te cortar em dois, mas vai te deixar livre se um de nós quiser te capturar, melhor não ficar andando com ele por aí na cabeça, mas se vc se sentir em perigo não precisa pensar duas vezes em usar. Mas cuidado pra não danificar ele, muito cuidado. - ele diz com um dedo hasteado pra reforçar o tom de aviso e mostrar que não tava brincando.

    Ele aproveita o trânsito lento de véia carcomida pra observar os outros dois itens e ver do que se tratavam, ele não tinha vontade real de tomar nada de Fredo que não fosse perigoso pra ele carregar.

    --

    Dois passos e um salto e Connor cai no deck do barco só pra escutar Fredo indo direto pra água segundos depois, ele olha na direção os olhos reviram, ele não consegue não rir, uma das mãos afunda na água atrás dele e o puxa pela camisa e mochila nas costas, finalmente ele se vira só pra dar de cara com o cara responsável pelo barco. - Isso aí mano, não pergunto nada e tenho raiva de quem pergunta. - Ele diz de bom humor tentando quebrar o gelo, e escuta as reclamações do sujeito depois, ele ri - Na nossa linha de trabalho, tem vezes que é melhor não dar telefonemas né… - nem de perto ele tenta salvar a pele ou diminuir a culpa dos caras, era só uma constatação e pra mostrar que apesar de não fazer perguntas ele sabia bem onde estava e que era do meio.

    - Vai se trocar cara, se sobrou alguma roupa seca nessa sua mochila e tu ouviu a chefia, nada de perguntas, exceto pelo banheiro, ou um lugar pra se trocar, eu acho que ele não vai se importar com essa. - ele sorri sem mostrar os dentes, arqueia as sobrancelhas e se senta no lugar mais quente que ele consegue encontrar fecha o casaco em seguida, o cheiro do óleo nem é desagradável, mas sabia exatamente o que eles estavam fazendo ali, sabia ainda na reunião…
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    Mensagem por Wordspinner Qua Jul 28, 2021 9:42 pm

    Fredo não parece acreditar no desconforto que o boné causa em Connor. Ele polidamente finge. Mas as palavras seguintes do lua cheia deixam ele meio pálido e meio verde também. Talvez ele esteja imaginando as tripas fora do corpo.

    As sementes são fáceis de entender. Simples. Direto. Talentos feitos para absorver toxinas,das mais comuns e mundanas como álcool e veneno de inseto até infecções espirituais. No meio do caminho quase qualquer substância etérea ou não.  As sementes não tem um grande poder individualmente, mas podem ser mastigadas por qualquer um e assim esquivar de problemas como um copo de café fora de hora ou uma nuvem de cocaína na cara antes de uma luta.

    O Leão já é outra coisa. Sua natureza mutável e animal se sincroniza com as formas dos urathas. Ou parte delas. A pequena pedra esculpida tem o poder de alterar o dom de vestir a pele e funciona como uma pele de leopardo para a forma de urhan. Uma pele de leão branco como a neve para a forma de urshul estendendo o poder do dom também a essa forma. A estátua sussurra seu grande poder e questiona a coragem do uratha por não a por a prova de imediato. Ela só se cala quando o contato e a inspeção terminam.

    --

    "Raiva de quem pergunta, se for mijar é só por pra fora. Se for cagar não vai cagar no meu banheiro. Vamos ficar uns dias sem limpar essa banheira." Ele dá  um tapinha carinhoso na lateral. "Uma carta então ou uma mensagem de fumaça. O filho da puta some numa noite de merda e é isso. É o que dá trabalhar com marginal." Ele fala sem nenhum rancor ou veneno. Só humor. Um humor seco e cansado que é coroado com uma risada rouca e curta. Quase uma tosse.

    Fredo fica com os olhos arregalados quando a gratidão desesperada de ter sido salvo se torna uma amarga vergonha enquando ele avalia o estrago que a água fez. Porém em poucos segundos o frio o faz esquecer todas as emoções e se focar em  seguir o conselho de Connor se jogando no chão com sua mochila pra procurar algo seco para vestir. Ou pelo menos molhado. Em alguns minutos ele estava todo vestido com roupas amassadas umas por cima das outras e se arrasta encolhido para o canto para fugir do vento cada vez mais forte conforme o barco fica mais rápido.

    "Connor... onde a gente vai chegar?" Ele faz a pergunta em voz baixa e com cuidado de o chamar pelo nome. Mesmo assim ele ganha alguns olhares nada gentis da tripulação.

    Off:
    O Leão Branco: Quando ativo altera a forma de urhan para a de um leopardo branco, concedendo +1 de destreza e retirando um do bônus de percepção. O espírito felino distraido não consegue se concentrar. Porém seu maior poder está na outra forma, o Leão Branco que sempre deve ser alimentado com um de essência e não pode ser tornado permanente. A forma alternativa altera o urshul o deixando ainda mais mortal. As garras do leão são afiadas e claramente sobrenaturais brilhando com uma luz branca como a da lua cheia, elas ignoram 1/1 de blindagens de todo tipo. O pelo do leão tem a mesma luz concedendo uma blindagem de 1/1. Quando diretamente sob a luz da lua cheia esses bônus são dobrados.
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    Mensagem por Ankou Qua Jul 28, 2021 11:07 pm



    Connor meneia em postivo olhando sério pra Fredo conforme as reações dele ficam mais fortes e visíveis, pra dar mais certeza ainda que ele nem tava brincando.

    Ele aproxima as sementes, cheira sente elas na mão, a sensação espiritual do talen lhe diz mais que seu conhecimento em ervas - Aham, é verdade, as sementes são cura universal pra toxinas, vai funcionar até pra droga braba. - Ele coloca as sementes de volta e estende o saquinho pra Fredo como se fosse pra ele ficar com elas.

    Por último ele fecha o punho esquerdo sobre o leãozinho esculpido, ele move o pescoço de um lado pro outro, olhos fechados, quando ele consegue ter a compreensão do que estava preso ali dentro - Merda... Merda! Merda! Merda! Merda! Que porra é essa?! - o olhar dele arregalado pra Fredo. - Caralho moleque! - ele coça o rosto e respira fundo, tentando arranjar palavras que descreva aquilo pra Fredo, mas nem sabe se devia ou se era seguro - Ok, essa merda fica comigo, deixa eu colocar de uma maneira que você entenda, é como se você tivesse andando com uma granada com o pino esperando pra pipocar e explodir na sua cara. - na face de Connor uma aflição genuína - Filho da puta! - ele sussurra pro próprio leãozinho e o coloca no bolso da jaqueta do lado oposto onde a coroa está, era o lugar mais seguro que ele podia encontrar pra aquilo.

    --

    Connor só ri junto do sujeito e a história mal contada, e prefere o menor contato possível depois disso, saber o menos possível e se envolver o menos possível, ele tenta dar algum tipo de alento pra Fredo sentando perto dele e fazendo uma espécie de barreira pro vento com o próprio corpo, ele olha em volta, e percebe que os caras olham estranho pra eles conforme conversam - Provavelmente no Estaleiro, chegando lá eu vou ter de meter o pé e rápido. - Ele sabia que ia cair dentro do território da Legião ou o pedaço do Estaleiro dos Algozes, naquela hora, nenhuma das duas alternativas eram boas.

    Ele pega o bloquinho que ele fazia anotações e a caneta de um dos bolsos frontais da jaqueta, destaca uma folha após escrever:

    McDonalds 13th Avenue
    Telefone laranja na parte de trás, discar - 555-3881-2680
    Falar com Ash ou Brendan


    - É só isso que você precisa fazer, são família - ele sussurra após sobrar e entregar o papelzinho pra Fredo - Eu te encontro lá assim que der. - ele diz sendo o mais discreto que pode tentando chamar o menos de atenção dos sujeitos possível, por fim ele se recosta na superfície mais próxima e mantém silêncio.
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    Mensagem por Wordspinner Sex Jul 30, 2021 12:50 pm

    Fredo pega o vidrinho com um ar solene e ainda pálido. O leãozinho parece achar graça da atitude de Connor e o lua cheia sente o divertimento do espírito assim como consegue se ver tomando a força dele. A imagem do Leão branco enorme e forte sob a luz gloriosa da lua cheia.

    O outro Mcleary só se encole no banco ainda mais deixando Connor para xingar impunemente o trânsito londrino.

    --

    Fredo se encolhe mais ficando escondido atrás de Connor. "Cê não pode ficar comigo até eles aparecerem? Tem..." ele olha em volta para os homens sérios. "Muito bandido por lá." Ele coça a garganta desconfortável. Assustado.

    Ele aperta o papel e o segura bem forte. Depois parece muito intrigado. Pega o celular e tira uma foto com flash o que faz os tripulantes resmungarem e o homem no leme abrir a boca. "Vamos evitar luzes e sons meus amigos. Pode ser." Não era uma pergunta e não parecia uma. Fredo responde com a cabeça, mas ninguém estava esperando uma resposta.

    Fredo guarda o telefone e fica em silêncio depois disso.


    --

    Eles chegam em Dover fora da cidade. Connor esperava pelo estaleiro, mas nem perto disso. Elea param em uma doca particular no meio de um monte de pedras. O lugar parece completamente abandonado. Eles amarram o barco e saem todos sem cerimônia. As tábuas rangendo velhas sob as solas de borracha. A água batendo gelada nas pedras. Era ruim para ver e mesmo assim não acendem uma luz. Não dão qualquer aviso ou instrução.

    Connor sentia um cheiro conhecido um rastro claro e proposital no meio do mato alto. Os homens andavam juntos para um carro camuflado e coberto com uma lona verde cheia de grama.

    O cheiro conhecido se misturava a óleo de motor e combustível enquanto se perdia no mato. Fredo está muito perto. Dá para ouviro coração dele martelando. A respiração correndo.

    Não fossem as circunstâncias o lugar poderia ser descrito como sereno e até pacífico. Mesmo abandonado. Claro que na cabeça de Fredo era tudo asssustador.

    Uma respirada e ele sabe James esteve ali com outro dos uivadores. Algum dos outros parentes.


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    Mensagem por Ankou Sex Jul 30, 2021 11:11 pm



    Não foi uma ou duas vezes que Connor se pegou pensando no espírito do leão dentro da pequena escultura, quebrar aquela merda traria problemas imensos, aquele cara era violento, tava em um outro nível de destruição se comparado ao carinha dentro da faca que ele tinha deixado pro Shaw, pior ainda se fosse na lua cheia, ele prefere deixar aquilo no bolso, longe pra não ceder à tentação, mas perto o bastante pra usar toda aquela violência de arma, se é que conseguiria controlar aquela coisa.

    --

    Connor suspira e olha pra Fredo, ele coçava o rosto preocupado, claro, tinham os puros, bandidos eram de menos. - Eu não sei onde a gente vai parar, se prepara pra correr se eu disser que é pra correr. - ele mantém o tom baixo pra não incomodar os caras, o cutucão no moleque vem depois dele chamar atenção demais, pensava só que os caras incomodados demais podiam podiam só jogarem eles no mar e saírem fora e em como ele ia ter que acabar matando todo mundo naquela merda pra não permitir que ele e Fredo morressem congelado no mar.

    Ele fica tão quieto quanto o primo até chegarem a seus destinos.

    --

    Ele mantém o silêncio mortal que os caras impõem, ainda assim ele estende a mão em cumprimento pro sujeito que capitaneava o barco, ele não falava, mas parecia tudo muito claro que partiriam em direções diferentes dali em diante.

    As duas malas em uma mão, ele meneia a cabeça pra Fredo se mandar do barco e se encaminha pelo deck velho que rangia, ele para por um instante quando sente o cheiro de óleo, de James de outros sangue do lobo, dos Uivadores, um rastro claro, proposital e no meio do nada, sentiu que aquilo não foi deixado pra ele, ainda assim temeu que eles pudessem estar em problemas, as crianças, Bran, a velha do Richard. - Tá tudo bem. - ele coloca uma mão no ombro de Fredo na tentativa de deixar ele mais calmo - Vamo nessa. - ele vai na frente seguindo mato adentro, mas cauteloso.

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    Mensagem por Wordspinner Qui Ago 05, 2021 3:42 am

    Fredo ouve as palavras de Connor e treme, porém não parece que é por causa do frio. Ele faz que sim com a cabeça, depois repete o gesto e fecha a boca em uma linha fina e apertada. Ele se abraça e provavelmente está pensando no que teria acontecido se tivesse dito não para Connor. O lua cheia não consegue deixar de pensar nisso.

    --

    Ele aperta a mão de Connor com algo calejado e forte. Um aperto rápido e firme. A mão fria, tão fria que parecia molhada. Mas estava seca e não tremia.

    Ele sente a coisa antes de ver. Sente com a ponta do pé. Borracha e algo duro. A mão vai a frente para não desequilibrar e encosta na loja camuflada coberta com mato e umidade. Ele se apoia devagar equilibrando o peso das malas. A palma desliza sentindo o que tem por baixo. Um chaci. Uma moto.

    Fredo bate nas costas dele com a cara. Ele reclama gemendo e pondo a mão no nariz. Um som anazalado de dor. "Que foi?" Tinha preocupação genuína na voz. Mas por ele? Pelo primo uratha? Pelos dois?

    Connor ouve a chave balançando ali e sente o combustível no motor da moto. Grande e pesada. O lua cheia tira a lona e revela a besta de ferro pesada e grande. Larga e diferente de qualquer coisa que ele tinha visto. Não que ele fosse um especialista, mas tinha algo deliberado e uma certa familiaridade na moto que deixava a coisa estranha. Elos de correntes estavam engatados na roda traseira. A pintura era escura. Muito escura e perolada. A pouca luz do céu noturno brilhava nela.

    O cheiro forte de óleo e cera. Ela tinha ficado ali por um tempo protegida da humidade. O guidão largo e bruto na frente quase esportiva dava uma sensação de poder, mas não de conforto. Mesmo sendo grande, o banco era pequeno demais para duas pessoas especialmente considerando as bolsas laterais e da garupa. Era uma moto feita para um.

    Nenhum bilhete. Nenhuma mensagem. Nada parecido con uma direção. Só a chave balançando levemente na ignição. Isso e o som de Fredo esfregando o nariz atrás dele.
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    Mensagem por Ankou Qui Ago 05, 2021 7:54 am



    O sujeito era definitivamente o tipo de cara que Connor gostaria do lado dele se a porradaria, tiro e bomba começasse a acontecer, humano ou não.

    Ele segue seu caminho, nariz no óleo, mas olhos atentos em volta, até o pé bater na moto, ele não levanta a moto de cara, ele solta as bolsas de lado e coloca o indicador na frente do rosto - Shhhh - ele faz o gete de silêncio pro prio, olha e volta e espera algo pular de algum lugar no mato, ele só para de observar quando se sente seguro o bastante, seguro de que não tem nenhum uivador ou puro em volta.

    Ele não responde a pergunta do primo, ele só arranca a moto do esconderijo - Pega as bolsas - ele diz pro primo enquanto arrasta a moto pra fora até poder finalmente descobrir ela fora do mato denso.

    No momento seguinte ele olha a coisa maravilhado, ver aquela coisa linda ali dava mais certeza de que definitivamente não tinha sido deixada pra ele, ele olha acariciando o tanque da máquina - Essa coisa é linda, customizada. - ele puxa o descanso dela pra ela ficar de pé sem ninguém precisar segurar, estende a mão pra Fredo lhe entregar as bolsas e coloca elas nos alforges, uma de cada lado. - Será que a mãe do Rich tá construindo essas coisas? Lembra o tipão da moto do Stuarts. - ele comenta, pra ele mesmo como se estivesse pensando alto, e olha cada canto vendo se ela precisava de algum reparo ou coisa assim.

    Ele não fazia a menor ideia de onde estava, mas não é como se houvesse muitos caminhos a serem escolhidos quando se estava de moto e a trilha era uma só, ele monta na moto, e sente cada pedaço dela - Nunca foi meu estilo, sempre achei elas pequenas demais, não essa… - ele diz só experimentando a sensação e se vira pro primo. - Carinha, tu vai montado no tanque. - não é muito como se tivesse muita escolha, era só o primo subir ele giraria a chave e seguiram pela estrada.

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    Mensagem por Wordspinner Ter Ago 10, 2021 7:37 pm

    As malas caem no chão assim que Connor as solta. Os braços de Fredo parecem ser feitos de macarrão e embolado na própria mochila e nelas ele luta para arrumalas empilhadas. Ele fica visivelmente aliviado quando devolve as bolsas para o primo. Ele até suspira e se endireita. "É bonita mesmo." Ele não sabia o que estava falando. Ela tinha sido feita com cada detalhe lentamente deliberado. Fredo da de ombros sobre Stuarts. Mas só de pensar naquilo Connor sente que não pode ser. Era uma moto para alguém grande. Para alguém alto que ocupa muito espaço.

    Ao ouvir que ia montado no tanque Fredo parece disposto a reclamar. Mas muda de ideia sozinho olhando bem em volta para a escuridão cheia de sons. "Não tem como ser ruim, né?"

    --

    A moto roncava com o motor potente vibrando quase sem som. Ela tinha sido calibrada e balanceada e parecia nova em folha. Ela deslizava macia na estrada boa. Alguns minutos e Connor vê as luzes do porto novo a distância. Ele sentia vontade de testar a capacidade da moto, mas com o primo e sua mochilona na cara era difícil ver e até pilotar.

    Uma curva fechada a direita e as palavras na primeira língua saem do meio do mato. "Vem pra cá " ele reconhecia a voz, mas a notocicleta obedeceu antes de ele realmente decidir. O farol único iluminava o alfa dos Seis Uivadores em instantes. "Você tá atrasado." Era a voz de Tuya.

    Ele sente um arrepio frio. Um espaço vazio no dromo. Um loci. Uma terceira voz, desconhecida e animada. "Hunnn ele trouxe companhia. Que gracinha." O comentário leve diminuia a tensão de ser conduzido para fora da estrada pela moto traidora. A cara tranquila de Richard também ajudava.

    "Connor a caçada começa agora. Tem um lugar para você. Mas é agora." Ele fala como se estivesse oferecendo um prato de bacon que vai esfriar. Como se fosse uma escolha simples e sem importância, mas urgente. "Já conhece Tuya e a enyraçadinha é a Dalia. William e Amy não vão mais poder correr com elas. Mas temos você para ficar no lugar deles. " Richard fala sério como sempre, mas Dalia ri e Tuya foca os olhos inquisitivos nele.

    Uma outra voz sai do escuro, seu dono tão imóvel até agora que nem tinha sido percebido. "Verdade Ardente, Anshega, essa presa é grande demais para essas diferenças." A voz era sincera e direta. Firme e confiante. Mas sem alegria, era feita de cinzas.

    "Como se a gente precisasse da sua ajuda, sorte sua que eu não to na frente disso ou a gente ia acabar caçando você também." Ele ri alto contagiante. "O nome é Rory, eu sou o último e a real é que eles te querem para balancear as coisas cara..." Ele estava prestes a falar mais. Ele parecia poder falar bastante. Tinha o tipo de voz que se podia ouvir e ouvir sem cansar. Mas Richard o interrompeu mesmo assim.

    "Eu não posso ir. Eles vão agora com ou sem você." De novo como se quisesse saber se ia querer chá. "Eu sei que Tuya e Dalia tem segundas intenções. Desculpa meninas. Rory e Dalia são alcateia, sacou? Se não quiser caçar a coisa corrompendo os fantasmas é só pegar a estrada." Ele mesmo da um passo na direção de um vulto no escuro. A sua moto, bem menor que a que Connor usava. Ele se sente, mas não dá partida ou conecta a chave.

    Nesse tempo Tuya tinha comprimentado Connor a distância com sua mesura esquisita. Dalia tinha chegado perto para um aperto de mão e uma espiada displicente em Fredo. Ela se vestia como se estivesse prestes a entrar na academia, muito diferente de seu companheiro Rory que estava pronto para a guerra debaixo de um casaco comprido e marrom. Verdade Ardente parecia uma pessoa comum que acabou de sair do seu trabalho no escritório, com gravata alargada e tudo mais. Fredo tinha saído da moto e se esticava sem entender nada. Não saia de perto do primo e não dizia nada.
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    Mensagem por Ankou Ter Ago 10, 2021 9:04 pm



    Connor ri quando o primo tem problemas com as malas, a risada sem maldade nenhuma só vinha de maneira espontânea - É moleque, tá na hora de puxar uns ferros. - as palavras soam mais como um conselho do que chacota.

    - Melhor que andar daqui até a cidade, eu vou devagar carinha. - ele diz na tentativa de tranquilizar e conformar o primo.

    --

    - Ainda bem que não tem polícia pra essas bandas, péssima hora pra aparecer um cara desses. - ele diz assim que vê as luzes do Porto.

    Ele escuta as palavras na primeira língua e sente perder o controle da moto, a cara se tranca por um momento e ele resmunga quase inteligível - Boa demais pra não ser bait. - mas não tinha surpresa no que acontecia, ele viu Dona fazer a mesma coisa com as máquinas de cartão um dia inteiro, só não imaginava que podiam controlar objetos tão maiores.

    Ele desmonta da moto assim que o primo o faz e olha pra cada um dos membros, o olhar do Rahu nem pisca, ele ainda está visivelmente desconfiado, mas o comentário da moça amortece a situação, fazendo ele imaginar Fredo e ela se pegando - Moleque é novo, tem que ser com carinho senão você vai quebrar ele. - ele responde com um sorriso safado de canto querendo incentivar a situação, pelo menos pro futuro se houvesse um.

    Ele fica imóvel e calado, nem ceder às provocações de Rory, mas ele meneia em positivo pra cumprimentar toda vez que alguém novo se apresenta, inclusive pra Tuya quando ela lhe cumprimenta de sua forma esquisita, ele aperta a mão de Dalia quando ela lhe oferece.

    - Richard, dá um bonde pro moleque por favor, deixa ele na vila, no Mcdonalds, ou num ponto de taxi seguro, o que for melhor pra você, se eu voltar eu passo pra pegar ele depois. - ele mal sabia como tinha ido parar naquela situação, mas aquilo definitivamente era um sim. Ele só se volta rapidamente pra Fredo - Pode ir com ele, ele é de boas. - a verdade é que nem gostava do Puro ter colocado os olhos nele, mas era tarde demais, ele tira do bolso cem pratas e dá na mão de Fredo pra caso ele precisasse de um taxi e comer alguma coisa.

    Ele gostava tão pouco do Anshega ali quanto poderia, e concordava com eles de que a coisa era grande demais pra se caçar sem qualquer ajuda que pudesse - Nem faço segredo nenhum que um dos motivos que me fez voltar foi pra matar essa coisa, mas talvez você tenha razão, talvez eu não seja mais eu em algum momento dessa caçada, eu não sei se to limpo. - ele olha pra Tuya no momento seguinte - Eu nunca te falei que eu senti o cheiro e o gosto dele quando eu quase rodei, não ia adiantar muito de qualquer forma, mas se eu entrar no rastro eu vou saber. - ele diz cheio de certeza.

    Por último ele se vira pro puro o olhar queimando de ódio, mas ele não move um músculo - No dia que as porras dos caçadores e a bruxa desencarnaram Trovão por causa dessa guerra idiota que vocês estão promovendo, fique sabendo que ele ficou mais forte do que era, se você sair inteiro dessa caçada pode levar essas palavras pros Anshega. - Ele olha pra Tuya no momento seguinte. - Trovão virou uma tempestade, ele me deu as memórias dele de quando ele lutou contra o Rei do Lobos, a capa ou o que sobrou dela que levaram pra Tóquio, essa merda é o que tava dentro da capa que dizem ser um pedaço do Pai Lobo - nenhuma palavra ali é humana e ele não parece acreditar na última parte mas tinha uma certeza inabalável de todo o resto, a exaltação se acalma, ele se controla pra não xingar ou falar umas boas “verdades” pra Verdade Ardente.

    - Eu preciso de informação, como é que a gente mata essa coisa? Quem tá na frente? Qual o plano? - ele faz as três perguntas de modo rápido e aguarda em silêncio.

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    Mensagem por Wordspinner Dom Ago 15, 2021 1:22 am

    "Quebrar um bonitinho desses?" A voz cheia de diversão. "Nem fodendo." E então ela esquece Fredo para prestar atenção nos urathas.

    "Não ia deixar um sangue largado por aí. Eu cobro tuas malas junto com a moto." Ele passa a mão em uma lona grossa dobrada e amarrada fazendo um barulho de plástico. Fredo faz que sim com a cabeça olhando de Connor para Richard. "Eu to cjegando agora, mas tá um clima tenso aqui, né?" E anda lentamente para perto de Richard ajeitando a mochila nas costas. Ele ficacada vez mais visível saindo de trás do farol da moto. Um passo depois do outro, respirando devagar e sem choramingar.

    Quando ele fala sobre o rastro, Tuya ouve atentamente e "Eu estou contando com isso." A voz calma e placida como um lago congelado. "É uma pena não javer tempo para considerar..." ela não parecia muito triste com isso. "... sua presença é mais uma navalha de dois fios." Ela também não parecia muito abalada com o risco.

    Verdade Ardente não se movia. Firme sério como uma pedra. Porém surpreendemente ele confirma com a cabeça quando Connor fala com ele. Mas não diz nada nessa hora.

    Já Tuya presta muita atenção.  Porém quem fala é Dalia. "Tudo história. Não tem nada disso lá." Ela fala com orgulho, como se de um jeito ou de outro fosse uma vitória.

    Quando ele faz as perguntas Dalia ri alto e Rory se deixa contagiar. A risada dele é contagiante e amigável, alta e grave. Até Fredo ri junto e as linhas do rosto de Tuya formam um riso sem dentes.

    "A gente vai descobrir como mata essa coisa na hora..." Era Rory. "Se quiser pular fora é a hora. Não tem receita de bolo aqui e o plano?" Ele olha Verdade Ardente, mas quem fala é Olhar Curioso. "Nossa inteligência é feita de histórias, rumores e suposições. Ninguém vivo viu o que vocês vão procurar e saiu por aí falando. Seu tio botou a gente no rastro que vocês vão seguir hoje." Ele dá de ombros e o puro começa a falar. "O Rei dos Lobos morreu mais de uma vez, nosso povo conta histórias sobre como ele encontrou algo grande, algo velho e poderoso e aguarda o a hora de retornar. Assim como Fenris-Ur tem Danu-Ur, Hikaon-Ur tinha um irmão. Um monstro como o Rei dos Lobos não tem forma própria." A voz firme e cheia de confiança. Cheia de certeza e convicção.

    Dalia fala logo depois retomando um ponto que parecia mais importante para ela. "Olhos do Céu tava na frente. Mas foderam tudo e ele não vai conseguir ir. Eu sou a única alfa aqui. Eu vou na frente." Não tinha duvida nenhuma na voz dela. Mas os outros seriam dificeis de lidar.
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