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    Chloe Moore

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    Mensagem por thendara_selune Qui Set 08, 2022 11:31 pm



    🌙🌙🌙



    Chloe ao abrir os olhos mostrou um sorriso. — Ora, ora milorde é muito gentil. Tão prestativo com essa pobre dama. - Ela soltou uma risada baixa enquanto ele tira as mechas. A ruiva poderia viver uma ilusão assim, sem lobos, sem sobrenatural só pessoas comuns vivendo uma vida breve como um sopro. Ela o abraçou por alguns segundos quando ele a beijou daquele jeito. Depois sussurrou sentindo o rosto ficar quente. — Eu queria sentir tudo, desde que pudesse sentir com você, - Ela disse com os olhos presos nele. — todos esses meses, pensei em você e seja lá o feitiço que esse sorriso tem é impossível resistir. - A gibosa não se afasta nem um centímetro enquanto dizia aquilo. Após sentir o afago, Chloe então desgruda de William com esforço para se trocar.  Não esperava nada dele e nem iria esconder o que sentia. A cruzada dava a ela pouco tempo para falar ou expressar o que sentia. Ainda tinha aquela dose de realidade além da porta, além do lar da parteira vestida de estrelas. Ela deslizou as mãos pelo cabelo afastando as nuvens cinzas que queriam ocupar sua mente. Devia parecer uma juba, mas pouco importava isso, ela arrumou da melhor maneira que podia em coque fofinho. Ao pensar em seus filhos tinha vontade de abraçá-los, mas por agora estava grata por tudo que Melusine e Kate fariam por eles. — Quero me despedir deles.- Quando acaba de se arrumar ela espera o irraka.  Cada linha de expressão da ruiva ainda está presa ao magnetismo dele. Quando saem dali ela caminha sentindo-se inquieta, mas era pelo fato de ter que deixá-los ali naquele ventre de pedra. Não escutariam sua voz e nem compartilhariam de suas emoções. Dessa vez ela consegue chegar perto o suficiente para vê-los. Imaginou se eles sabiam a verdade que ela escondia com algum remorso. — Falta algum tempo para estarem em meus braços, mas seja como for vocês têm pessoas que os amam aqui fora.- A voz cheia de emoção. Chloe se sentia incompleta, o ventre sem eles e deixá-los ali parecia cruel, mas era seu jeito de demonstrar o quanto os amava. Lembrou de Aidan e que sentia falta das mãozinhas dele puxando seu cabelo. Podia não ser digna do amor de nenhum dos três, mas ainda assim queria fazer o que pudesse para que um dia eles entendessem o quanto ela os ama.




    Deu vontade de colocar musiquinha  Cool




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    Mensagem por Wordspinner Seg Out 31, 2022 6:54 am

    Chloe: — todos esses meses, pensei em você e seja lá o feitiço que esse sorriso tem é impossível resistir.

    "É uma verdade fácil, o sorriso." Ele assiste enquanto ela se arruma e murmura, talvez sem pensar, uma música lenta e triste.

    Chloe: Quero me despedir deles.-

    O irraka confirma com a cabeça como se ela tivesse dito exatamente as linhas que esperava.

    Chloe: Falta algum tempo para estarem em meus braços, mas seja como for vocês têm pessoas que os amam aqui fora.-

    "É hora." A voz vem bem de perto. "Temos um compromisso inadiável." Ele sorri cheio de humor. "Eles vão ficar bem. Seguros e entediados aqui." A mão segura a dela por um breve momento.
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    Mensagem por thendara_selune Seg Out 31, 2022 8:02 pm






    ☾✩☽


    "É uma verdade fácil, o sorriso." Ele assiste enquanto ela se arruma e murmura, talvez sem pensar, uma música lenta e triste.

    — Oh, mas você é inegavelmente cheio de si!- Os lábios esboçaram um sorriso bem humorado que acompanhou o jeito que ela olhou o lua nova.


    ☾✩☽

    "É hora." A voz vem bem de perto. "Temos um compromisso inadiável." Ele sorri cheio de humor. "Eles vão ficar bem. Seguros e entediados aqui." A mão segura a dela por um breve momento.


    Nenhuma mãe que realmente queira um filho nos braços deveria passar por algo assim, mas Chloe escolheu o caminho que achou correto para eles. —  Prefiro que fiquem entediados…- O breve toque da mão dele aquecia o coração da ruiva. — Compromisso esse que tenho aguardado há meses.- Chloe tinha esperanças de ver o pai de novo, de falar com ele, embora pudesse quase adivinhar que o cenário de violência na cruzada a empurraria para situações que ainda não estava preparada para lidar ou sentir. Torcia que Ian tivesse desistido dela, quem sabe pudesse convencê-lo a mudar de lado e isso deixou o semblante da gibosa carregado enquanto iam embora. Muito para fazer ou pelo menos arriscar em prol da vontade pessoal em fazer o certo.

    Obg pelo post I love you Cool






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    Mensagem por Wordspinner Ter Nov 22, 2022 8:53 pm

    O primeiro avião decola, rapidamente transformando os prédios e ruas em miniaturas. Chloe não sabe dizer quando aquela cidade mudou. Quando as ruas correram para outras paisagens. Nem como ela vai o céu noturno no começo da manhã.

    Luzes formavam linhas multicoloridas que fluíam entre os prédios como a água fluía ao redor das pedras de um rio. No céu negro e sem estrelas a lua brilhava pálida. O vento uivava ao redor da Cahalith como lobos cantando.

    Lá de cima ela olhava o mundo menor e menor. Ela via três lobos enormes expondo os dentes. Na frente deles uma sombra impenetrável avançava sobre o globo azul onde as luzes corriam. A Cahalith se sentia equilibrada em uma navalha e as sombras a puxavam.

    No fundo da sua mente ela ouvia repetidas vezes que o rei devia morrer. Sentia a força que precisava para isso, mas sem alvos. Olhava as sombras e não o via. Ouvia o vento uivando, creptando como fogo, ardendo dourado a sua volta. Sussurando.

    Quando ela acorda se sente "tão cega quanto a lua..."



    Off: eu poderia colocar esse aqui depois. Mas acho que o tempo dentro e fora do fórum é melhor aqui.
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    Mensagem por thendara_selune Sex Nov 25, 2022 10:21 am






    ☾✩☽


    Chloe nunca sonhou nada assim e empertigou-se toda no assento. “É só um sonho? Tem mais, sei que tem mais… Um rei que deve morrer e qual o meu papel nisso?!” O pensamento ficou ali martelando enquanto os olhos vagueiam buscando algo que pudesse lhe ferir, mas não havia nada além do medo que se esgueirou para dentro de seu coração com uma boa dose de aflição, pois sabia que a lua sussurrava segredos nos sonhos para alguns que nasceram com seu augúrio. Lembrou de Franco, seria bom ter mais um gibosa com quem conversar e entender seu papel naquele mundo. Queria um professor(A)? Não, queria alguém que pudesse lhe orientar, mas sem entrelinhas ou meias verdades. Chloe tinha uma alcateia, mas, ao mesmo tempo, sentia que deveria cada vez mais cuidar de si própria e aprender tudo que pudesse ser útil para seus iguais. Com algum esforço ela aquietou-se, sentindo-se afundar no assento e com a certeza que algo maior estava para acontecer.




    OFF: @Wordspinner OBG pela postagem e desculpa a quantidade de coisa que quero saber haha mas se for possível me diga pq quero rolar dados caso possa e tentar planejar oq rola antes da cruzada.


    -Pesquisar mapas da cidade e rede de esgotos onde eles dão ou se são acessíveis.

    (Aí ela marcaria cada ponto de policia, bombeiro e hospital e acho que dá pra fazer rolando dados que daria a personagem uma margem de acerto sobre riscos possíveis. Caso você permita me diz quais dados que ela que rolar pra levar ao Nestor um mapa com detalhes importantes que talvez nem todo mundo se ligou, quem sabe alterações em rotas de saída, pontos de ronda da polícia que ela achou através de pesquisas no Instagram da policia, supondo que muitas vezes algumas ações são divulgadas assim, crimes estranhos que rolaram e tudo mais que os dados permitirem ou que você como narrador acha plausível. Sabe aquela apresentação bem organizadinha com prós e contras? É isso que ela faria levando em conta uma ação de entrada na cidade e saída de urgência, bem como pontos comerciais recentemente adquiridos que possam ser usados como base dos puros, porém isso seria algo que ela faria teorizando por exemplo “ tal prédio fica em tal rua próxima a delegacia e foi recentemente comprado por fulano de tal ou simplesmente foi comprado, mas está fechado ou em uso ou uma movimentação de compra de fazenda tal, temos que averiguar de alguma maneira e indicaria o uso de drones para mapeamento. Tem coisas sobre como manter os parentes seguros também, mas aí quando rolar esse papo ela vai dizer. Basicamente ela vai tentar mostrar que pode ser útil hahaha mesmo levando uma bronca potente tongue  Twisted Evil  Cool  Shocked )

    -Ir no Nestor e levar uma bronca.( Quem sabe se ele for acessível saber mais sobre a visão dele sobre o que ser um cahalith.)

    -Ir na Dione porque Asia deu o endereço.

    -Preparar kits médicos tb é uma boa e a ruiva vai correr contra o tempo pra executar as coisas que forem possíveis.

    -Se o primo aparecer no solo ela vai conversar com ele e depois a gente acerta como a informação é repassada para alcateia porque vai depender do ritmo de postagem dos demais.














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    Mensagem por Wordspinner Seg Nov 28, 2022 8:53 pm

    Pesquisar mapas da cidade e rede de esgotos onde eles dão ou se são acessíveis.

    Mapa das ruas é moleza, todo o resto é mais difícil, especialmente se tentado por acesso remoto. Já que estão em Dover e os puros em sparhall.

    A coisa sobre mapear a cidade de uma forma orientada ao objetivo é exatamente o que ele botou o Connor pra fazer. Não só ele, mas ele principalmente, pra mapear e pentelhar os puros. Tem uma sincronia de ação aí, só que em on eu não acho que a Chloe vai ter tempo antes de encontrar com o Nestor que já convocou ela pra depois do almoço através do Connor.

    -Ir no Nestor e levar uma bronca.( Quem sabe se ele for acessível saber mais sobre a visão dele sobre o que ser um cahalith.)

    Connor deve te levar lá

    Dione pode ser direto depois do Nestor se quiser.

    Kit médico se ela tirar muito da clínica deixa ela desabastecida. Claro que ela pode fazer que nem o Axel e comprometer a grana toda em algo assim. É ter até morfina e lençóis brancos.

    O primo vai ser apresentado pra alcateia como preferir e pode ser incluído no solo a hora quiser. Com o fim no aeroporto está livre.



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    Mensagem por thendara_selune Seg Nov 28, 2022 10:54 pm

    Por mim aqui o solo segue com um papo com o primo, Dione faço após a bronca do Nestor se der tempo e o que ela poderia oferecer é ajuda com mantimentos médicos para quem vai ficar ter uma base de como cuidar do povo caso alguém venha se ferir.
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    Mensagem por thendara_selune Qui Dez 01, 2022 11:39 pm

    Na casa dos Algozes

    Voltar para Dover mexia com ela de muitas maneiras. Era sufocante, mas, ao mesmo tempo, libertador, por mais ingênuo que fosse, a gibosa queria acreditar que poderia considerar aquele lugar sua casa. A presença do primo a fazia recordar da família como se uma chama ardente  a queimasse de dentro para fora. Chloe deixou Malcom no apartamento, dizendo que precisava fazer algo antes de conversarem, os dois tinham crescido juntos e não havia cerimônias entre eles.

    Ao ir até à casa dos Algozes ela falou com todos, resumindo ao máximo o que tinha acontecido com seus bebês e prometendo que daria mais detalhes depois. Abraçou Aidan, aquelas mãozinhas e bochechas fofas a fizeram dar um sorriso iluminado. O tanto que ela agradeceu a Dulce não era suficiente, mas mesmo assim abraçou a mulher com carinho e até mesmo Sílvia com aquele jeito durão fez a ruiva sentir vontade de apertá-la. Talvez fosse o fato de ir para a cruzada que fazia cada vez mais a ruiva baixar a guarda e pensar que deveria expressar o que sentia abertamente com eles que ficam no meio daquele caos todo.

    A  pequena irraka que sempre se mantém dentro de uma cúpula de vidro, a ruiva chegou a trocar algumas palavras. — Antes da cruzada queria que você fosse até meu apartamento.- O tom dela é amigável e tinha aprendido que a menina, apesar de poder virar um monstro, ainda assim era uma garotinha usando aquelas roupas surradas. — Adoraria que você fosse até lá   Skye a gente precisa ter nossa estratégia também.- Os lábios delas se curvam em um sorriso, era o instinto maternal dela que aflorava cada vez mais e  a fazia querer que lua nova permitisse uma aproximação.

    (off: Quero rolar alguns dados aqui pra tentar fazer a pequena irrakinha baixar um pouco a guarda e quem sabe aceitar ir no apartamento da Chloe antes da  cruzada.)



    No apartamento



    Ela entra com Aidan nos braços e o cheiro da criança reaviva memórias olfativas da época em que ela ainda era uma estudante, acompanhando partos, aulas de amamentação e bebezinhos  chorões a olhando como se vissem uma figura assustadora. "Síndrome do jaleco branco, todos os profissionais de saúde vivenciam isso e as crianças muitas vezes são as mais afetadas.” Uma professora grávida dizia isso enquanto mostrava como lidar com crianças, entre caretas, voizinhas engraçadas e teatro lúdico. A ruiva gostava daquilo, era parte daquele momento do dia que não precisava lembrar ser uma Moore ou que o mundo era mais que aquele teatrinho com fantoches falando sobre alimentação saudável.

    Então lembrou de Malcom dando guloseimas pra ela e pra outros primos menores. Da maneira que ele contava uma história, do jeito que fazia tudo parecer tão real e mágico.
    E agora lá estava o primo, um fugitivo assim como Chloe. A ruiva pedia ajuda com as bolsas de Aidan e movia-se com agilidade natural que algumas mulheres demonstram quando tem filhos. O puxão do pequeno em seu cabelo a fez fazer uma careta engraçada, ela então deu um banho nele, deixando o primo descansar nesse meio tempo e agradecia o fato de ter leite a oferecer.  Estava vertendo leite e logo tratou de ir pro quarto alimentar o comilão, era estranho, havia uma vibração percorrendo o corpo dela, o som dele causava emoções novas, o cheiro parecia ser um código secreto que o olfato da gibosa decifrava com facilidade, seus sentidos descortinam um novo mundo e isso a fez ficar com medo. “ E se acabar perdendo o controle? Se machucar ele e tudo acontecer daquele jeito…Connor tem razão, mas eu posso ao menos tentar encontrar um meio para brincar de casinha sem ferir ninguém!?”  Depois que ele mama, Chloe o coloca na posição certa para arrotar, o sono magicamente vai pegando Aidan e isso daria a ruiva algumas horas de silêncio. Aquela altura ele tinha quase oito meses. (Estou supondo que passou isso dentro de jogo e bebês depois dos seis meses no geral tem uma rotina melhorzinha de sono. Chloe vem cuidando dele nesses meses e deve ter conseguindo manter alguma rotina haha)

    O menino dorme, era a vez dela respirar fundo, um banho rápido e uma roupa confortável e só depois ela ia até o primo. A ruiva prepara um chá de ervas, com algumas gotas de mel, biscoitos para acompanhar e sanduíches. Ela bate na porta e espera antes de entrar. Quando seu olhar encontra o de Malcom a voz dela fluía como se fosse um timbre nostálgico. — Que tal um lanche?- ela diz mantendo-se calma. — Então gostou do quarto?- A ruiva usa a voz doce e morna que o primo já conhecia. O jeito dela tem algo de acolhedor e relaxante quando coloca a bandejinha a disposição dele. — Não são iguais aos de casa, mas são gostosos. - Ela bebe um pequeno gole de chá e mordisca um sanduíche. —  Me conta como você tá… O que aconteceu Malcon?- O primo praticamente podia ouvir os pensamentos dela de tão direta que a ruiva estava sendo, coisa que meses atrás ela não seria. A prima era tímida, contida e discreta demais para ser invasiva com alguém. —  Mas pode ser no seu tempo também…- Ela então senta em uma poltrona dando a ele espaço de novo.
    Obg pela postagem cheers
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    Mensagem por Wordspinner Sáb Dez 03, 2022 1:41 am

    Dulce estava claramente cansada. Obviamente sobrecarregada com tantas crianças. Especialmente com a que tinha um amigo imaginário. Ela comenta de novo que as crianças de Sam não faziam barulho nenhum por um bom tempo só pra chorar sem razão por horas.

    Mas qualquer reclamaçãoera abafada pelos barulhos felizes que o bebê fazia no seu colo. As mãozinhas apertando e procurando nela. O cheiro doce e calmante.

    Já não tinha tanta doçura e nem tanto tato. "Eu tenho missões." Ela diz séria como a morte. Os olhinhos curiosos e surpreendentemente frios afundando na Cahalith.

    "Você tem que pegar as suas. Depois eu penso." As últimas palavras ditas correndo. Tentando talvez poupar a ruiva antes de fugir de qualquer diálogo com passos mais do que apressados.

    --

    Malcon anda devagar pelo lugar, sempre esperando alguma coisa. Nunca realmente relaxando. Nunca abaixando a guarda.

    "Meu disfarce não ficou muito bom." Esfregando as sobrancelhas. Um suspiro. "Tanta coisa. Tanto tempo. Ainda assim conseguiu mandar seu agente atrapalhado pra me achar lá dentro."

    Ele olha para o chá mas não parece disposto a se mover. " Eu tentei te esconder. Juro que tentei." Ele passa a mão na cabeça. Segura o sanduíche, mas não morde.

    A mão aperta o pão bem devagar. Sempre mais. "Gosto de pensar que enganei..." ele olha o pão amassado, recheio vazando entre os dedos. "Eu só. Senti os olhos em mim Chloe. Eles sabiam. Estavam esperando. Observando. Eu quase casei. Uma coroa perdeu o marido e eu era o substituto. Ela nem quis me olhar, só marcou uma data." Um suspiro longo. Ele olha pro teto. "Não é que... Eu entendo isso. Aceito isso. Mas era tudo tão errado, iam me mandar para longe. Tirar o meu trabalho, eu já tinha contribuido o bastante e precisava descansar. Eu não era mais uma pessoa..." Ele não para de falar. As palavras fecham sua gartanta que se abre em um soluço dolorido. "Eu fugi." Os olhos molhados e vermelhos. "Eu não sabia pra onde ir. Não tinha nenhum lugar... me desculpa." As mãos largam o sanduiche e ele se levanta respirando fundo. Se enchendo de ar de novo e de novo. "Eu... Você é a única aqui..." Ele abre os braços como se pudesse mostrar algo, os olhos procurando, a boca tentando por em palavras. Ele afunda em si mesmo.

    Desmorona de uma vez e cai na cadeira. Os olhos no chão. O rosto lutando contra as lágrimas.
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    Mensagem por thendara_selune Dom Dez 04, 2022 1:21 am






    ☾✩☽


    Na casa dos Algozes




    — Talvez precisem ser examinadas, mas melhor perguntar aos pais o que acham…- O olhar de Chloe fica ali encarando Dulce. — Você precisa de um tempo, todos nós precisamos.-
    CHLOE EXAMINARIA AS CRIANÇAS DA SAM:
    Havia calma na voz de Chloe, isso ela aprendeu na profissão, não transparecer quando que o pior estava acontecendo e não é  um bom momento pra dizer o quanto tudo está terrivelmente perigoso. — Prometo que quando essa tempestade passar cuido dos meninos,- A voz dela soou animada. — a gente arruma um meio de aliviar as coisas, uma mente cansada não é o que procuramos ou devemos nos acostumar a ter Dulce. Como vão às coisas? Precisando de alguma coisa que eu possa ajudar?- O tom dela era compreensivo. Já tinha dito antes que os sangues do lobo precisavam ter seus momentos, sua paz e tranquilidade. Respeitar os limites deles é importante, mas com os puros mordendo os calcanhares de todos era complicadíssimo dar esse espaço pra eles agora. A ruiva suspirou sentindo Aidan pertinho, aquilo é um bálsamo em meio à selvageria e a gibosa apreciava muito. — Nós vamos ter um momento divertido juntos, as coisas vão fluir, as crianças precisam gastar energia e nós também.- Encerrou ali suas palavras cheias de possibilidade futuras, mas não podia dar certeza que realmente iam acontecer.

    A pequena Irraka era como um soldado pronto para a guerra. “Missões?!” A uratha ali vestia uma roupa de responsabilidade que fez Chloe admirá-la e temer por ela. — Vou ficar esperando.- O tom amistoso enquanto olha a menina ir embora. Sabia que forçar a lobinha era o mesmo que pedir para afasta-lá de vez.


    ☾✩☽


    Malcom anda devagar pelo lugar, sempre esperando alguma coisa. Nunca realmente relaxando. Nunca baixando a guarda.

    "Meu disfarce não ficou muito bom." Esfregando as sobrancelhas. Um suspiro. "Tanta coisa. Tanto tempo. Ainda assim conseguiu mandar seu agente atrapalhado pra me achar lá dentro."


    Ouvia em silêncio as palavras dele. Pesadas e carregando sentimentos que ela podia beber do mesmo jeito que fazia com o chá. Malcom era destemido quando criança, arteiro e corajoso como a maioria dos garotos tentam ser. Ele cresceu e ganhou a confiança de seu pai, ele é sobrinho do velho Adam e por isso sua mãe tinha apreço por ele. Agora o ouvindo falar sentia-se culpada. As emoções dele transbordam até ela, Chloe o entendia, seu casamento no começo foi intenso, doce até certo ponto porque o marido sabia como mantê-la dócil. Tudo desmoronou em um ano, sem filhos, o ciúme excessivo dela juntando pedaços com a possessividade dele. Cedo ou tarde o lobo mostraria as garras, quando ele o fez ela se sentiu pequena, incapaz e impotente, ao mesmo tempo, parecia que tudo que Ian fazia era pelo bem de Chloe. Seu controle, a certeza que ela lhe pertencia como se fosse uma propriedade e os jogos maliciosos entres eles a mantiveram intoxicada por muito tempo. Até que, uma noite, aquela loira surgiu lhe mostrando no mapa Dover. Ela reuniu uma coragem que desconhecia ter e conseguiu fugir. As palavras do primo a fazem teorizar se ele tinha facilitado suas fuga de alguma maneira.

    Ele despenca em suas emoções. Ela o olhava nos olhos. O abraçou de maneira protetiva e deu-lhe um beijo na testa. — Vou cuidar de você do mesmo jeito que fez comigo quando criança, você pode contar comigo Malcom…- As palavras saem entrecortadas. As lágrimas molham o rosto dela, tantos sentimentos a invadindo. — Você veio ao lugar certo…- A ruiva funga tentando segurar o choro. — Vou proteger você…Eu mudei Malcom, não sou mais a mesma…- Os lábios trêmulos da ruiva não a impedem de dizer tudo que deveria. - Sou igual aos tios agora, igual ao meu pai, a Ian e os primos dele…- Era um murmúrio que vibrou no ar. — Mudei tem uns meses, nunca pensei que isso ia acontecer…Mas tudo mudou quando cheguei em Dover, minha habilidade de ver coisas voltou assim que coloquei os pés aqui, depois tudo aconteceu tão rápido…Queria ter voltado pra casa, se soubesse o que você estava passando daria um jeito…- Chloe  sente a mandíbula travar por uns segundos. — Não acredito nas mesmas coisas que as famílias acham certo, vi coisas que preferia não saber que existem, mas a maldade de nossos parentes é assustadora Malcom…-Ela sorria um pouco para ele, com uma cintilação de ironia nos olhos e um toque de amargura. — Meu bom primo, me conte tudo que aconteceu se assim quiser…- Havia hesitação, a ruiva espera ele desaguar tudo que queria para depois abraçá-lo mais forte.

    AP DA CHLOE:

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    Mensagem por Wordspinner Dom Dez 04, 2022 10:06 pm

    Seguindo o depoimento de Dulce e uma avaliação física, nada nos bebês indica qualquer má formação ou degeneração. Porém eles mostram pouco interesse no mundo a sua volta e seus habitantes, mesmo que sejam capazes de responder a estímulos. Os pequenos parecem profundamente insatisfeitos quando não estão entediados.

    Chloe: a gente arruma um meio de aliviar as coisas, uma mente cansada não é o que procuramos ou devemos nos acostumar a ter Dulce. Como vão às coisas? Precisando de alguma coisa que eu possa ajudar?

    "Um dia de spa!" Ela ri bem humorada. "Outra babá também ajuda. Quem sabe um au pair?" Ela diz já se ocupando de garantir que o seu filho estivesse pronto pro colégio.

    --
    Chloe: Vou cuidar de você do mesmo jeito que fez comigo quando criança, você pode contar comigo Malcom…

    "Como?!" A voz sai apertada da garganta e a palavra se extende demais. Ele parece menor nos braços dela.

    Chloe: Queria ter voltado pra casa, se soubesse o que você estava passando daria um jeito…

    "Não tem jeito. Não dá pra salvar ninguém..." a boca se fecha no meio da frase e então se força a abrir de novo. "Eu nem sei se eu escapei." Os olhos que encaram ela viram seu mundo quebrar e agora estão perdidos no escuro.

    Chloe: Meu bom primo, me conte tudo que aconteceu se assim quiser…

    "Querer... Eu nem sei o que eu quero. O que eu posso querer? Como é de verdade? Aqui fora é maior que lá? É melhor?" Ele tenta dar de ombros, mas o que sai é um soluço triste e sofrido.

    "Eu levo papel pra cá e pra lá. Eu mastigo números e fujo de taxas. Eu achava que tinha poder e privilégio, eu só tinha o que eles deixavam eu usar. Tudo que eu era não passava de um empréstimo." Ele pisca deixando lágrimas caírem. "Eu não sei o sobrou. quem eu sou agora."
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    Mensagem por thendara_selune Seg Dez 05, 2022 2:33 pm







    🌙🌙🌙


    Na casa dos Algozes

    Chloe retribui as palavras de Dulce com um sorriso cheio de incentivos, afastando da mente a preocupação em relação às crianças de Samantha, por hora não tinha muito o que fazer.
    — Uma babá seria uma solução e sobre seu filho, podemos dar um jeito nisso e tudo mais que for possível fazer por eles.- A resposta soava como uma promessa que vai se concretizar. — Tenho uma que cuida de Aidan, ela pode ficar aqui e ajudar com os seus pequenos  o que acha?- Ela pega o celular mostrando a mulher que antes fazia parte do quadro de enfermeiras da clínica. —Madelyn Cline é confiável, profissional, discreta e atuava na pediatria. Tem uns meses que ela vem cuidando de Aidan, porém devemos manter determinados assuntos sempre em segredo e é por isso que ela ficaria apenas pela manhã com eles, a noite podemos tentar contratar uma sangue do lobo quem sabe tenha alguém precisando de um extra e não acho que isso gere um impasse político tendo em vista que são negócios.- Se ela concordar, Chloe passaria o número de Mady para que as duas combinassem horários e valores que a ruiva logicamente vai cobrir até porque Aidan vai ficar na casa para conviver com as crianças.  Axel e os outros seriam avisados, informados que a mulher que vai trabalhar aí não deve ouvir nada que envolva o mundo uratha.

    Madelyn Cline:

    OFF: A personagem tinha contratado uma babá/enfermeira/Staff pro Aidan pra tomar conta dele no apartamento, mas acho que se torna mais viável e justo que a Dulce tenha um maior suporte afinal ela precisa de descanso também.


    🌙🌙🌙

    "Como?!" A voz sai apertada da garganta e a palavra se estende demais. Ele parece menor nos braços dela.

    “Meu Deus, o que fizeram com ele?!”, pensou, quase tão amargurada quanto o primo.
    — Juro por minhas crianças Malcom que farei o melhor que puder para mantê-lo a salvo!- A ruiva dizia aquilo com tanta certeza que era impossível acreditar que aquela tarefa seria violenta ou cheia de escolhas.


    A ruiva entendia os sentimentos de incredulidade do primo. Ele parecia perdido, descrente e fragmentado.— Vou fazer o melhor Malcom.- Respirou fundo. — Apenas quero fazer o que é certo e isso significa proteger os meus.-


    "Não tem jeito. Não dá pra salvar ninguém..." a boca se fecha no meio da frase e então se força a abrir de novo. "Eu nem sei se eu escapei." Os olhos que encaram ela viram seu mundo quebrar e agora estão perdidos no escuro.

    — Não pode afirmar isso com toda certeza.- Um tom esperançoso queima na voz da gibosa. — Minha mãe está bem? Soube alguma coisa do meu pai ou Ian? O que aconteceu depois que fugi?-

    Se ele responde a tudo, a ruiva fica ali sentada ao lado dele ouvindo e sempre dando espaço pra ele prosseguir ou se calar. Depois foi a vez dela falar tudo que aconteceu ao longo dos meses sem dar nomes. Detalha, o sequestro, aquela fazenda, o que fizeram com os sangues do lobo, fala da tal loira, mas não do seu envolvimento com James ou William.
    Do que Randall fez a um amigo, ela não queria que ele soubesse ainda que o homem em questão era o mesmo com quem se envolveu e fala que o bebê ali tinha sido adotado por ela.

    Tendo sempre cuidado pra não dizer nada que pudesse identificar os urathas dali, embora àquela altura os puros deviam saber muito mais, afinal havia um tio de Connor que havia mudado de lado e certamente revelou tudo que os puros queriam em troca das promessas que eles devem ter feito.
    Chloe continuava abraçá-lo com força. Queria provar que estava bem ao lado dele e o tom foi ao mesmo tempo gentil e clemente:

    — Eu nunca pensei, por um momento sequer, que alguém pudesse alterar a verdade que eles nos ensinaram a crer como a certa. Mas agora eu sei...Que a verdade deles é cruel e assassina. O que nos foi feito não pode ser apagado e o passado não vai deixar de nos espreitar Malcom. Fique comigo, primo. - A última frase carregada de sentimentos que pulsam ao redor dela com clareza e doçura fraternal. — Aqui não difere, eles estão em guerra, tem muita coisa acontecendo.- A testa de Chloe franziu, afundada em pensamentos. Depois parecia que ela procurava as palavras certas para quebrar a descrença do primo. — Sua dor, as decepções e até o gosto amargo que a imposição deles deixou em você o tornam o que são hoje…- As linhas de expressão dela lembram o pai cheio de seriedade, uma miragem distorcida que vestia a ruiva enquanto falava. — Vou tentar todos os dias cuidar de você e do que sobrou do meu velho primo…-O timbre da ruiva quer fazê-lo sentir fé em si mesmo.  — Pode se reconstruir Malcom, recomeçar do jeito que achar melhor, pode até mesmo ir pra longe, posso ajudar você nisso, uma nova identidade em outro lugar do mundo, mas me disseram aqui que jamais dá pra fugir dos lobos.- Chloe abraçou o primo com carinho e murmurou devagar. — Você e eu podemos escolher entre continuar fugindo ou enfrentá-los da melhor maneira que pudermos.- O beijo na testa dele é suave e morno. — Agora é melhor você descansar, amanhã é outro dia e por enquanto você não vai poder sair do apartamento sozinho.- A preocupação dela tão real quanto a alegria de tê-lo ali.—Vai ser apresentado aos outros quando o momento chegar, por agora peço que realmente não se arrisque de jeito nenhum.- Ela saia do quarto para deixá-lo descansar, não adiantava pressioná-lo para saber tudo agora, embora  Chloe realmente quisesse saber. — Pode ficar a vontade, amanhã a gente conversa sobre outros detalhes e tentarei situá-lo melhor. Tente dormir…-

    Ela saiu do quarto e escorou-se na porta por alguns segundos enquanto ela pensava, avançou depois até o quarto onde Aidan   estava,quase na ponta dos pés, como se tivesse medo de fazer algum barulho. Chloe  ia em seus calcanhares, olhando atenta para eles com um ar de idiota ansiedade.  O menino era fruto de uma noite sangrenta, noite está que ela renasceu de outra maneira, as vidas que tomou, os sussurros cruéis que ouviu a certeza escarlate na fome da besta da mudança e por fim aquele menininho ali era a prova que podia tentar ser humana ou entregar-se apenas ao lado selvagem se quisesse?! Não sabia responder com total certeza, talvez preferisse crer que podia apenas ser uma mãe com lapsos selvagens e um juramento a cumprir. A mão dela deslizou pelo cabelo escuro dele e depois beijou seu pé gordinho sentindo o cheiro dele lhe provocar muitas emoções. Queria ser bebês, mas escolheu ir pra cruzada por eles e por si mesma.  Por Aidan também, sua vontade de expiar os pecados que acredita ter a moviam em prol daquela cruzada.


    Sebastian  tinha dito que ela se sentiria tentada em fazer  tudo para proteger os que ama, até passar por cima das liberdades deles. E disse para ter cuidado.

    A cahalith lembra das exatas palavras do lua cheia. "Minha mãe não fazia segredo. Era brutal manter o segredo. Viver na superfície de um mundo secreto. Boiando do lado de fora, separado do mundo real por uma tensão superficial inquebrável." Ele segura uma das mãos dela e passa dedo por dedo entre os dele, olhando um por um com cuidado. "Suas mãos são tão delicadas. A percepção das crianças também é." Quando chegou em Dover lembra de ter ficado encantada com ele, primeiro pela intensidade que ele se expressa, uma paixão selvagem em viver e vencer. Ao sair do quarto ela prepara um banho demorado, a música toca baixinho o suficiente para sua audição sensível captar e lhe trazer relaxamento.


    Deu vontade de colocar musiquinha  Cool


    Quando termina ela usa uma camisola macia. Algumas horas depois quando a madrugada avançou ela acorda de um pesadelo sem rostos que a faz olhar o teto por uns minutos até que vai ao quarto de Aidan cuidar dele para só depois tentar dormir. Quando o dia chega ela fazia o que tinha de fazer na rotina da manhã. Depois preparava um café da manhã, colocando Aidan na cadeirinha, naquele dia marcou com a babá para chegar depois do almoço. Ela explica a Malcom sobre a moça que cuida de Aidan, assim como mostrava o endereço da clínica e da sala em Corona. A ruiva não forçar qualquer assunto, tentava manter o  ambiente tranquilo, alimentava o menino e cuidava dele mantendo-se tranquila.

    Se ele mostrar que não quer conversar, ela daria espaço pra ele, mas ainda assim faria um convite. — Aqui perto tem um caminho até a praia, não é perigoso se quiser podemos espairecer um pouco. Terei um compromisso à tarde e creio que volto à noite. A babá ficará com ele até eu voltar, ela já dormiu aqui outras vezes é uma enfermeira do hospital bem tranquila por sinal.-  Deu um sorriso enquanto estava com o garoto no braço, foi ao quarto assim que ele respondeu procurar um número. Depois de uns segundos encontrou aquele cartão que Brendan deu assim que se conheceram na casa de Sebastian. Queria falar com Nestor e não queria chegar lá porque Connor a arrastou ou porque tinha medo de ir sozinha. Ela iria até lá aceitar qualquer que fosse a punição e responder o que ele quisesse, havia nela admiração pelo outro uratha. Nestor tem algo de nobre, uma bruma heroica ao seu redor e é difícil resistir ao fogo nas palavras dele.

    “ Olá Brendan, desculpe o incomodo mas gostaria de saber como posso encontrar com Nestor para uma reunião. Antes que esqueça é a Chloe Moore.”


    A mensagem só dizia que queria uma reunião, nada demais ou de menos que pudesse ser uma quebra contra o segredo. A ruiva ainda tinha alguma dificuldade em lidar com essas regras de conduta e mandou a mensagem da melhor maneira que pensou.
    Roupinha
    Spoiler:

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    Mensagem por Wordspinner Dom Dez 11, 2022 8:36 pm

    "Qualquer um que possa me ajudar a tirar um cochilo e saber que as crianças estão bem é um santo pra mim. " um sorriso amigável. "Uma santa, no caso. Já é minha melhor amiga." É então uma gargalhada.

    --

    Chloe: Juro por minhas crianças Malcom que farei o melhor que puder para mantê-lo a salvo!-

    "Eu não achava que ouvir isso nunca e na. Que ia ser tão bom. Não faz tanto tempo assim, faz?" O rosto se força em incredulidade. "Crianças? Plural?"

    Chloe: Minha mãe está bem? Soube alguma coisa do meu pai ou Ian? O que aconteceu depois que fugi?-

    "Eles ficaram com raiva, claro. Mas por meses seu pai sufocava com violência qualquer rumor sobre uma possível traição da sua parte." Ele fala com uma nota involuntária de admiração .

    "Acho que foi quando você colocou seu nome na clínica que eles perceberam. Ainda assim ele não queria ouvir. Ian então estava completamente possesso. Furioso. Ele queria vingança de qualquer um. Até inventou que você tinha sido roubada junto com um monte de joias." Os olhos dele pousam sérios sobre ela. " Mas você vendeu elas." Não era uma pergunta.

    "Não acho que sua mãe saiba exatamente o que esta acontecendo. Ela se recusa a ouvir sobre você. Diz que já sabe de tudo que precisa porque seu pai a conta tudo." Ele dá de ombros triste. "Para eles é vingança agora é eles não se importam com o que vão queimar no caminho. Eles têm uma lista de objetivos antes de tomar você de volta. Uma lista metódica com passos... as vezes esses passos são pessoas."

    Ele ouve horrorizado o que Chloe conta sobre os puros e a família, incrédulo em casa expressão, porém pronto para cair no abismo que era acreditar.

    "Eu sinto muito. Muito. Eu não sabia." Culpa e aflição degladiando na sua voz. "Não era pra ser assim. Não não imaginava.

    Chloe:... O que nos foi feito não pode ser apagado e o passado não vai deixar de nos espreitar Malcom. Fique comigo, primo.

    "Eu tô aqui. Eu não a lugar nenhum." Ele diz as palavras devagar, como se fossem pesadas demais para serem ditas com leveza.

    Chloe: Agora é melhor você descansar, amanhã é outro dia e por enquanto você não vai poder sair do apartamento sozinho.-

    "Eu devia me sentir ofendido, né. Não sei se mereço o sentimento. Obrigado por não querer que eu morra? Eu acho." O rosto quase vazio. Triste.

    "Acho mesmo que dormir é o que eu preciso se eu conseguir."

    --

    Chloe: Aqui perto tem um caminho até a praia, não é perigoso se quiser podemos espairecer um pouco. Terei um compromisso à tarde e creio que volto à noite. A babá ficará com ele até eu voltar, ela já dormiu aqui outras vezes é uma enfermeira do hospital bem tranquila por sinal.-

    "Eu não vou atrapalhar Chloe. Juro. Mas topo a caminhada."



    Off: a mensagem eu vou ter que esperar o Connor que estaria no passado e pode se comunicar com a Chloe sobre ir até lá.
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    Mensagem por thendara_selune Seg Dez 12, 2022 12:44 pm




    OFF: Desculpa o textão, masss me empolguei  What a Face  tongue


    🌙🌙🌙


    "Qualquer um que possa me ajudar a tirar um cochilo e saber que as crianças estão bem é um santo pra mim. " um sorriso amigável. "Uma santa, no caso. Já é minha melhor amiga." É então uma gargalhada.

    Nas atuais circunstâncias, Chloe enxergava aquelas pessoas como parte de um território novo. Não tinham seu sangue e nem os conhecia intimamente, não sabia quais segredos eles guardam, mas nunca negaria que cada um deles é parte crucial da alcateia. A sensação era como se fossem uma âncora física de tanta importância que tinha que fazer o melhor que podia para dar a eles alguma coisa em troca por tudo que fazem pelos urathas. — Então estamos combinadas.- O sorriso dela era um calmante, pelo menos esforçou-se para passar isso a outra. — Vou dar o endereço, vocês duas trocam os detalhes até porque você conhece a rotina da casa e eu cuido do resto.- Deu um último abraço em Dulce e foi embora já enviando uma mensagem para Madelyn e é evidente que acertaria o valor necessário com ela.

    🌙🌙🌙

    "Eu não achava que ouvir isso nunca e na. Que ia ser tão bom. Não faz tanto tempo assim, faz?" O rosto se força em incredulidade. "Crianças? Plural?"

    — Sim.- Disse sentindo o rosto corar. — Três crianças, mas duas delas não estão aqui por enquanto, mas o assunto é complexo para explicar hoje.- Tudo que acontecia era surreal, desde o momento que chegou em Dover parecia que o mundo ali ia se descortinando em uma velocidade que a gibosa não conseguia acompanhar. — Digamos que deixei de ser puritana quando cheguei aqui.- A resposta dada como se fosse um menina travessa e maliciosamente despida de pudor. O primo nunca foi um moralista, mas evidente que não podia dizer o que realmente pensava abertamente sem que isso lhe custasse a própria vida. Nenhum deles foi criado para se dobrar a modernidade das relações do mundo ao redor deles. Aquilo era sufocante e a ruiva tinha esbarrado em um certo chaveiro que também tinha virado seu carceiro sem saber. Havia um segredo que a corroía, mas tinha certeza que fez a escolha certa.

    "Eles ficaram com raiva, claro. Mas por meses seu pai sufocava com violência qualquer rumor sobre uma possível traição da sua parte." Ele fala com uma nota involuntária de admiração.

    “Traição?!” Os olhos perdidos na palavra, imaginando o quanto aquilo poderia ter ferido seu pai, o acordo que envolvia as duas famílias sempre se casando entre si para manter a linhagem, era parte de todo o mundo que ela conhecia e amou. Por isso as palavras ditas por Malcom pareciam fazê-la se curvar de desgosto. Mesmo assim se forçou a manter o controle, mas uma linha ou outra de expressão denunciavam suas emoções.
    Chloe cresceu vendo a figura do pai como uma montanha insuperável, ele era seu cavaleiro em armadura brilhante, o jeito que a mãe falava dele a fazia se encher de orgulho porque era ele que mantinha os “homens maus longe.”

    Não conseguia acreditar que seu pai compactuava com tudo que viu, aquele homem sério, com um abraço amoroso e uma aura nobre não podia ser um monstro? Mas era isso que todos os puros são, eles matam, torturam e destroem tudo que podem em seu caminho.

    Ouvir sobre o pai era como sentir um bisturi cortando cada músculo de seu peito até chegar em seu coração sem qualquer anestesia. Lembrou do olhar dele naquela noite, por uma fração de segundos desejou voltar, ficar com ele e aquilo era o que mais a assustava. “Sangue clama pelo próprio sangue!” Era a frase gravada no mausoléu de seus antepassados. A atitude dela teria manchado a reputação de seu pai? Adam Moore é o líder de sua família após a morte  dos avós da gibosa. Tudo que sabia era que os dois morreram em uma viagem de negócios e um tempo depois o irmão de seu pai sumiu sem deixar rastros deixando nas mãos do irmão mais novo assumir a responsabilidade de guiar os seus. Ele foi obrigado a arcar com tudo, quantas vezes ele pode ter sentido que o que fazia não era o suficiente ou quantas vezes pode ter desejado outra vida quando só tinha dezessete anos?  Chloe sabia que a mudança tinha alcançado Adam quando era um adolescente, mas não se falava muito sobre isso e sua mãe não dizia quase nada sobre o mundo dos lobos. “ Quanto menos souber melhor será pra você minha filha.”


    Talvez pudesse manter isso dentro de seu coração, mas havia meia-luas que sabem ler a verdade e Chloe não poderia mentir se fizessem a pergunta certa. Então teve medo de hesitar em uma resposta, trair aqueles que a ajudaram? Que circunstância cruel a levaria a isso? Salvar sua alcateia? Evitar a morte das crianças dos Urathas de Dover? Trair uma causa pode ser muito mais que mudar de lado e isso a fez lembrar do tio de Connor. Por que um uratha com toda uma história decidiu largar tudo que acreditava e renegar o próprio sangue além das bênçãos da Lua para virar um puro? Quais sentimentos o fizeram agir assim?

    Não tinha as respostas, talvez ninguém em Dover soubesse responder. Ouvindo Malcom falar da mãe, lembrou dela tocando piano e a chamando para tocarem juntas Tchaikovsky - Nutcracker "Pas de deux". Um raro momento de plenitude e normalidade ecoando pelos ambientes do casarão imponente. O mundo lá fora não existia, muitas vezes ela acreditou que poderia ser igual à mãe, mas ninguém poderia ser Elise Moore Byrne aquela mulher foi esculpida para ser perfeita. Coisa que a ruiva estava longe de ser e agora seria a gibosa a culpada de um vendaval cruel que machucaria a mulher que lhe deu a vida?!

    "Acho que foi quando você colocou seu nome na clínica que eles perceberam. Ainda assim, ele não queria ouvir. Ian então estava completamente possesso. Furioso. Ele queria vingança de qualquer um. Até inventou que você tinha sido roubada com um monte de jóias." Os olhos dele pousam sérios sobre ela. " Mas você vendeu elas." Não era uma pergunta.

    — Ele sabe que vendi?- A curiosidade era evidente. A uratha ali desfalcou o marido em uma quantia absurdamente escandalosa, tudo que possuía foi Ian que pagou, havia joias antigas e que valiam muito mais pelo valor sentimental.
    — Ele deve ter se recusado a acreditar que sua ovelha medrosa teria coragem de fugir ou buscou consolo naquele séquito de primas que o cercam vez ou outra.- Lembrou das mãos dele, ásperas percorrendo seu corpo, a barba raspando sua pele e o quanto acreditou em cada palavra dita em sussurro provocante. “ Um grande mentiroso e manipulador da pior especie!”. Havia alguma mágoa sobre tudo que envolvia Ian.

    Aquele uratha é dono de um par de olhos sombrios. Era impossível escapar da atmosfera massiva que o cercava, imaginou que aquilo era algo que parecia ser natural nos lobos e acentuava-se em alguns mais que outros. Quem sabe fosse por ser bem mais velho que ela ou fosse sua própria ingenuidade que a tornou cativa. Lembro que quando o viu pela primeira vez admitia que aqueles olhos  atearam um fogo sob sua pele, e era como se ele soubesse disso, porque seus lábios se curvaram em um sorriso áspero, chamando atenção para sua mandíbula forte coberta por uma barba escura. Ele é  grande, tinha mais de 1,80m de altura e vestia-se na mais rica escuridão, desde os cabelos escuros ao terno preto.  Se ele usou algum dom nela ou se aquilo foi um amor doentio a ruiva nem saberia responder. Seu mundo por quase três anos se resumia aos limites impostos pelo marido. Era seu dono e ela gostou de cada segundo que ele provou isso de mais de uma maneira. As palavras de Axel faziam sentido, meses atrás ela jamais teria admitido aquilo, mas o meia-lua foi o primeiro a falar tão abertamente e pareceu decifrar mais sobre ela mesma do que Chloe gostaria.


    "Não acho que sua mãe saiba exatamente o que está acontecendo. Ela se recusa a ouvir sobre você. Diz que já sabe de tudo que precisa porque seu pai a conta tudo." Ele dá de ombros tristes.

    O rosto dela se apagou em tristeza e medo. — Minha mãe ama meu pai, o admira e se orgulha de ter a posição que têm.- Havia névoa passando pelo semblante da ruiva, a tornando frágil e perdida por alguns instantes. — Ela é a senhora do lugar, aquela que serve lealmente as famílias, não posso culpá-la e nem odiá-los…- Um conformismo cruel pesou na voz de Chloe.

    "Para eles é vingança, agora eles não se importam com o que vão queimar no caminho. Eles têm uma lista de objetivos antes de você voltar. Uma lista metódica com passos... às vezes esses passos são pessoas."

    — Que lista?-. O corpo da Cahalith, ficou rígido, encolhido, cedeu, a tensão urgente que queria apoderar-se dela. Ela ofegou e puxou para trás o cabelo e voltou a perguntar tentando manter o tom de voz calmo, o que se mostrou uma tarefa difícil. Com esforço conteve o tremor que lhe percorreu a espinha. Urathas deveriam ser impassíveis diante do medo, mas Chloe não era ou pelo menos não conseguia devorar seus sentimentos por completo ainda. — Meses atrás Randall foi até uma sala que aluguei, quando chegou lá… Atirou em um homem que acreditava ser meu namorado…- Não devia ter se envolvido com James e nem deveria ter se deixado levar por William, o que faria se algo acontecesse a um deles? Custava a crer que o irraka podia ser pego pelos puros, isso lhe trouxe algum conforto, mas James não podia regenerar e nem virar uma fera capaz de dilacerar um inimigo. — Você já escutou falarem sobre Devon?- A voz dela estremeceu. Medo puro fluindo e vibrando com divertimento. Lá estava ele de novo na superfície sem nada para puxá-lo para o fundo.

    Ele ouve horrorizado o que Chloe conta sobre os puros e a família, incrédulo em cada expressão, porém pronto para cair no abismo que era acreditar.

    "Eu sinto muito. Muito. Eu não sabia." Culpa e aflição se degradam na sua voz. "Não era pra ser assim. Não imaginava.

    — Você não tem culpa, acho que muitos da família não tem ideia do que realmente acontece.- A voz dela ficou apaziguadora, embora minutos antes tivesse questionado sobre o que mais ele sabia com medo na voz. — Nada era para ser assim…- Um sorriso torto nos lábios. — Devia ser a senhora Byrne, feliz em gerar vários filhos e cumprir meu papel de maneira orgulhosa…- O enfado na voz e o ar amargurado.

    "Eu tô aqui. Eu não vou a lugar nenhum." Ele diz as palavras devagar, como se fossem pesadas demais para serem ditas com leveza.

    — Eu sei Malcom e realmente quero proteger você.- A ruiva inalou ruidosamente o ar e deu uma olhada intensa para o primo escondendo a vontade de chorar, aquele homem já tinha provado azedume demais e não queria ser consolada por ele. Queria cuidar dele da melhor maneira que pudesse.

    "Eu devia me sentir ofendido, né. Não sei se mereço o sentimento. Obrigado por não querer que eu morra? Eu acho." O rosto quase vazio. Triste.

    — Não deve sentir qualquer coisa que diminuía seu valor, você e eu vamos trilhar um caminho espinhoso, mas vamos juntos até o fim Malcom. Nunca desejei nada ruim a nenhum deles e muito menos pensaria o pior de você que foi tão refém daquele mundo quanto eu.- Então deu um beijo na testa dele e saiu meneando em positivo quando ele concordou em dormir.

    (Aí senhor narrador você decide se ele responde às coisas ou ficou pro dia seguinte.)



    "Eu não vou atrapalhar Chloe. Juro. Mas topo a caminhada."

    — Você nunca atrapalha, vai ser como nos velhos tempos.- Pegou Aidan e o entregou a Malcom antes ele tinha jeito com crianças, não sabia se agora ele ainda era um encantador de criancinhas teimosas. — Aidan, esse é seu tio Malcom seja bonzinho.- Uma pequena dose de normalidade era algo que a gibosa agarrava sempre que podia. Pensando no bebezinho com o primo, lembrou dos filhos e sentiu uma vontade imensa de chorar. Os queria perto dela, mas era impossível no momento e isso a fez pensar que antes da cruzada tinha que dar alguma explicação a James. Como arrumar coragem para isso ela ainda não sabia.

    Pegou a bolsa de passeio, organizando as coisas, uma criança exigia que uma mãe estivesse preparada para tudo. Enquanto caminhavam, ela mandava uma mensagem para Dulce para saber se Maddy tinha chegado e avisando que tinha dado uma pequena saída com Aidan. Não queria falar ainda sobre Malcom preferia fazê-lo com Axel junto.

    — Durante o dia conseguimos ver os penhascos cinzas, que parecem brancos, são a marca registrada do lugar, acho que gravaram um filme aqui há muito tempo, aquela adaptação de um dos livros do Ian McEwan.- O menino fazendo seus sons em meio a conversa a fazia rir e vez ou outra o incentivava a chamá-la de “mama”. O horizonte se destacava em uma cortina delicada e não dá pra ver nenhuma outra ilha ou pedra, só uma grande linha ondulante de água espumando e transbordando que parece ser cinza a maior parte do ano. — O lugar é agradável, mas de longe é uma praia convidativa para quem vem de fora.- Os dois arrumam a manta macia em um lugar confortável. A bolsa é aberta e ela colocava frutas ao alcance dele, além de queijos e claro que havia uma garrafa de cidra, produzida na região dos condados de Somerset que ela tinha comprado há uns meses.

    O sol pálido dava as caras lançando feixes de luz sonolentos e dando um clima nostálgico ao começo do dia. O ar estava morno e carregado do forte perfume de oceano.

    — Lembra quando conseguimos ir ao festival de cerveja e cidra de Manchester?- A voz dela soava como a velha Chloe de anos atrás. — Foi você que deu a ideia dando a desculpa que era uma ótima chance de conhecer as produções das nossas fazendas, lembro que um dos primos endossou a conversa, mas foi você que realmente conseguiu amolecer o coração de papai que apesar dos protestos da minha mãe e das outras tias acabou permitindo que passamos umas horas lá.- Foi lá que ela esbarrou com um garoto da sua idade, uns minutos fugazes, um beijo tímido antes que os primos que podiam rasgar pele e ossos chegassem. Malcom foi seu cúmplice naquela travessura bem intencionada. Ela tinha catorze anos e aquele beijo parecia mágico. — O primo Andrew ficou furioso e ainda assim você o levou na conversa, ele nem desconfiou que a pobre prima estava cometendo um ato indecoroso.- Ela falava com um ar teatral. — Eu peguei o número do garoto, mas nunca liguei, ele devia ser uns dois anos mais velho, mas tinha os olhos castanhos mais bonitos que já tinha visto,- Aquele sorriso meigo surgia. — parecia um garoto inocente, sempre tive uma queda por eles, mas acabei casando com um predador e gostei bastante disso no começo...- Suspirou com se finalmente pudesse falar a verdade para alguém que sempre confiou. — não vou mentir que quando fugi pensei que ele iria atrás de mim, que mudaria e me pediria pra voltar.- Então Aidan puxava uma mecha ondulada de puro cobre que estava ao seu alcance. Chloe conseguia tirar a mãozinha dele um segundo depois.— Estou feliz que esteja aqui Malcom.- O olhar dela nivelou entre o primo e o menino tentando afastar da mente os pensamentos sobre Ian ou seus pais. — O mundo aqui não difere daquilo que conhecemos, mas é um pouquinho mais livre e, ao mesmo tempo não é.- Dizia entregando ao pequeno um bonequinho de feltro em forma de dinossauro e o escutando balbuciar algo fofinho. — Mas as coisas são como são e o passado não pode ser alterado e o presente é aquilo que escolhemos fazer com ele- O encarou sem piscar e levantou percebendo que o garotinho queria explorar o ambiente. Ela o segura pelos bracinhos o incentivando a enfiar os pés na areia. Ele sente que vai afundar, dar uma risada explosiva e ela olhou o primo enquanto se aproxima da espuma borbulhante que se agarra a areia para depois sumir. — Em todo esse tempo é a primeira vez que venho até aqui.- A noite que conheceu os Algozes não foi a melhor, tinha a morte de Trovão e aquele primeiro contato com os urathas da alcateia. Não era a melhor lembrança dela. Recordou do encontro com James, aquele homem provavelmente era o único que realmente poderia faze-lá acreditar em amor de novo, porque é uma quebra na realidade intoxicante que viveu com Ian ou William. O irraka é uma ruptura de dentro pra fora, aquele tipo encontro com uma força magnética capaz de fazer você perder a cabeça. O tipo de energia que perigosa, ela tinha se enfiado entre ele e James de uma maneira impossível de acreditar. Balançou a cabeça e sentiu o coração dela pesado.

    A brisa marítima enche suas narinas, com aquele ar cheio de notas salgadas, intensas e provocantes. O menino tenta chutar a água e se desequilibra, fazendo a gibosa colocá-lo no braço em um movimento divertido. — Você me ajuda com a administração das coisas que tenho?- O tom dela remetia a mesma menina bobinha que ele chamava de “Selkie chorona.” — Quero fazer uns acertos, deixar as coisas no papel e sei que você é bom nisso.- O primo foi obrigado a cursar direito, depois pelo que ela sabia enviado para administrar as questões burocráticas envolvendo as finanças das famílias. — Uma sociedade entre nós dois,- Piscou pra ele enquanto Aidan se espreme em seus braços querendo desafiar a espuma e as ondas que quebram mansamente na areia. Chloe então ensaiava passinhos. Ela servia cidra ou chá pro primo. — Claro que não precisa me responder agora.- O telefone dela começa a tocar e som de uma música antiga surgia e é a mesma de uma fita velha que ele tinha. O primo que gostava de coisas antigas assim como Chloe.

    Toquinho do celular pq ando na vibe dos anos 80 hahaha

    Off: a mensagem eu vou ter que esperar o Connor que estaria no passado e pode se comunicar com a Chloe sobre ir até lá.

    Blzinha então posso ir no solo resolvendo as tretinhas menores enquanto n rola o desafio dos meninos e a reunião com Nestor HAHA pra mim foi ótimo assim <3 OBG pelo post  @Wordspinner  cheers  






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    Mensagem por Wordspinner Qui Dez 22, 2022 3:12 am

    Chloe: Ele sabe que vendi?-

    "Sabe. Ele sabe, sim." Então dá de ombros. "São jóias."

    Chloe: Ele deve ter se recusado a acreditar que sua ovelha medrosa teria coragem de fugir ou buscou consolo naquele séquito de primas que o cercam vez ou outra.-

    "Ainda sente ciúme?" A pergunta cheia de surpresa.

    Chloe: Meses atrás Randall foi até uma sala que aluguei, quando chegou lá… Atirou em um homem que acreditava ser meu namorado

    "Devia estar na lista de coisas pra te trazer de volta." Mas não parece ter muita certeza. "Ela matou ele?"

    Chloe:Você já escutou falarem sobre Devon?

    "Pagaram os Cartwell pra irem atrás de você. Pelo menos se for o Devon Cartwell. É esse? Sugeito agradável." Ele não parece preocupado.

    Chloe: Não deve sentir qualquer coisa que diminuía seu valor, você e eu vamos trilhar um caminho espinhoso, mas vamos juntos até o fim Malcom. Nunca desejei nada ruim a nenhum deles e muito menos pensaria o pior de você que foi tão refém daquele mundo quanto eu.

    "Não é a mesma coisa aqui?" Uma curiosidade ardente nos olhos.

    --

    Malcon não tem qualquer dificuldade com o bebê. Aidan não reclama, mas também não se comporta e fica pegando e puxando o rosto estranho.

    Chloe: Lembra quando conseguimos ir ao festival de cerveja e cidra de Manchester?-

    "Não era Arsenal?" Ele pergunta ao bebê.

    Chloe: minha mãe e das outras tias acabou permitindo que passamos umas horas lá.

    "Não tinha perigo algum. Era só... brincadeira." Com a atenção no garoto que agora ria das suas cócegas.

    Chloe: mas acabei casando com um predador e gostei bastante disso no começo...-

    "Te entendo. Tão presa e finalmente podendo tocar poder de verdade." Então ele encosta um dedo no nariz do bebê.

    Chloe: Em todo esse tempo é a primeira vez que venho até aqui.-

    "Ocupada, priminha?" Ele olha para ela. "Tem sido bom?"

    Chloe: Você me ajuda com a administração das coisas que tenho?

    "Porque não? É o que eu fazia lá. " Ele parece se perder um momento no passado. "Aposto que tá uma bagunça"

    Chloe: Uma sociedade entre nós dois,-

    "É uma proposta inusitada. Eu não tenho muita coisa agora. Sei onde muita coisa valiosa fica, mas não tenho como pegar. Eu não tenho nada pra oferecer senão eu mesmo. Certeza?" Ele olha do bebê para Chloe e recusa o chá e toma a sidra.

    "É melhor começar cedo e também não tenho nenhum compromisso."

    Ele ouve em silêncio a música toda. " Eu não sei se eu sou eu mesmo. Isso soou como coisa de gente doida." Ele ri alto. "Não é isso. Eu não sei quem eu sou agora. O que eu quero agora. Tô sem direção."
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    Mensagem por thendara_selune Qui Dez 22, 2022 11:20 pm




    OFF: Desculpa o textão, masss me empolguei de novo What a Face  tongue


    🌙🌙🌙


    “Sabe. Ele sabe, sim.” Então dá de ombros. “São jóias."

    Mordeu o lábio lembrando do anel de casamento ainda rodopiando em uma gaveta no criado mudo. Imaginou se cada joia daquela tinha um espírito à espreita. — Ian deve saber muito mais do que eu gostaria que ele soubesse.-Será que ele sabia com quem ela esteve e sobre os bebês? O som do oceano lança o pensamento em uma caverna secreta. A gibosa sentiu o coração acelerar imaginando o que podia acontecer quando esbarrar com Ian de novo.

    "Ainda sente ciúme?" A pergunta estava cheia de surpresa.

    — Eu… - Ela hesitou um pouco, mas lembrou das palavras de Axel e suspirou olhando o oceano. — Não tenho ciúmes, mas queria que ele tivesse sofrido um pouco quando não me achou em casa, coisa de mulher Malcolm…-Respirou fundo pelo nariz, fechando e abrindo os olhos como se pudesse lembrar de tudo que viveu com o marido. — Temos uma mania de pensar que os homens vão se dobrar a um teatro sentimental melodramático que bolamos quase diariamente.-Deu uma risada amarga. — Que vamos dominar vocês usando as ferramentas naturais que temos, uma grande tolice, ninguém é dono de ninguém e - A gibosa fica quieta por um momento antes de voltar a falar. — não adianta acreditar que podemos possuir o outro como se fossemos proprietários de seus sentimentos, ainda mais se tratando do que realmente Ian é…-Mas ela desejou ser dona de Ian, queria dominar uma criatura que é impossível de se controlar. Com William admitiu a si mesma que preferia a submissão prazerosa do que se colocar em uma posição de disputa por dominância que levaria a uma quebra de sentimentos com aquele irraka ou com qualquer outro uratha que se envolvesse. — Conheci um homem gentil aqui, era como navegar em riacho morno, ele parecia ser o remédio para minha doença,-James é um homem que faria qualquer uma feliz, tinha as qualidades necessárias, mas era frágil e por mais corajoso que seja ele acabou se ferindo por culpa de Chloe. — Depois conheci outro que é diferente de Ian em todos os sentidos, mas nem de longe acredito em qualquer possibilidade de uma relação romântica, seria o mesmo que tentar acorrentar uma criatura selvagem.- Suspirou pensando naquilo, nas emoções que flutuavam dentro dela. — Agora tenho o Aidan, tenho mais dois bebês me esperando em outro lugar e não quero mais me envolver com ninguém, se tornou complicado, arriscado demais e uma situação sofrível desnecessária tanto para mim quanto para alguém que se envolva comigo sem saber no caos que está se metendo…-Ela olha o primo, então dava de ombros. — Ciúmes agora soaria ridículo, só quero que ele siga o caminho dele ou aceite correr do lado certo…-

    "Devia estar na lista de coisas para te trazer de volta." Mas não parece ter muita certeza. "Ela matou ele?"

    — Não matou, mas com certeza foi a intenção. Eles querem que eu volte pra cumprir o acordo.- Olhando de fora, aquelas famílias tinham um comportamento quase como de um culto. Geram filhos entre eles há gerações, mantêm os negócios juntos e a cidade é deles até hoje. — Adoraria colocar as mãos nessa lista, sinto muito por eles não enxergarem a verdade que vejo hoje, por continuarem a agir como agem…-Havia remorso na voz.


    "Pagaram os Cartwell pra irem atrás de você. Pelo menos se for o Devon Cartwell. É esse? Sujeito agradável." Ele não parece preocupado.

    A ruiva descrevia os homens que viu naquela fazenda e com certeza Devon é alguém que ela não poderia esquecer  nem se estivesse à beira da morte. Era como se após o sítio pudesse reviver a cena toda em câmera lenta, a mão dele firme parecia feita de aço massacrante em seu pescoço, esmagando qualquer traço de coragem que pudesse ter e o desespero em tentar sobreviver a fazia tão pequena diante dele. O lobo diante dela era assustador, Devon parecia o mensageiro da morte e não havia remorso algum, nos olhos dele.

    "Deve estar com fome a princesinha. Come porquinha." Aquilo reverberou na cabeça dela tantas vezes, não contou para ninguém o que realmente aconteceu ali porque mexia com seu orgulho e a fazia lembrar da sua impotência diante dele. A gargalhada do lobo, a violência exagerada se chocando com o medo que ela sentia, aquela pobre mulher no maldito equipamento. "Me dá só mais um probleminha e não importa o que o seu pai possa pagar, mais um problema e você é minha." Chloe passou dias sem conseguir comer direito, olhar seu rosto no espelho era desolador e sentia medo que aquela ameaça se cumprisse. Chegou a pensar que Ian conseguiria permitir que algo assim acontecesse a ela como um lembrete que a traição jamais seria esquecida, mas lembrava dos olhos escuros cheios de saudades. Cheios de compaixão. Cheios de ultraje. O seu estômago revirou e passou as mãos pelo cabelo sentindo o cheiro salgado do mar. — Ele conseguiu me fazer ter ranço de Sinatra, não é um sujeito agradável, na verdade, é a personificação da violência e imaginar que em nossas famílias existam vários “Devons” é assustador.-A voz dela soava mecanicamente fria em um esforço de autocontrole que era um traço seu quando não queria demonstrar medo.

    "Não é a mesma coisa aqui?" Uma curiosidade ardente nos olhos.

    Chloe faz um carinho no primo, como se ele fosse um filhotinho assustado, e depois aperta a mão dele. — Aqui é diferente, eles tratam os seus com respeito, protegem os seus como se fossem uma extensão de si mesmos. - Um sorriso quente nos lábios. — Ninguém vai obrigá-lo a casar com alguém que não ame, existem regras, leis que protegem os nossos,-A palavra tinha um efeito nutritivo pra ruiva. — Você deve guardar segredo assim como fazíamos em Durham e evitar se envolver com quem é de fora…-Uma nota de tristeza.— Vou tentar ensinar a você, mas tem professores melhores como Axel, - Os olhos dela olham Aidan e depois o primo. — Connor sabe muito, mas ele tem uma visão crua de tudo, provavelmente é efeito da vida que ele tem levado nos últimos tempos,- O Farsil Luhal mudara muito e se virasse o alfa Chloe temia que liderasse de um jeito opressivo. Por outro lado ele sempre manteve uma boa relação com Sam e isso poderia amenizar as coisas. Ambos criaram uma afinidade relâmpago e isso talvez fosse efeito dos laços de sangue entre eles tentando uni-los de alguma maneira o que custou a saída de Mille da alcateia. A gibosa imaginou que a relação deles devia ser uma montanha-russa, afinal os lobos sentem tudo com maior intensidade, ela mesma sentia como se pudesse abocanhar o mundo todo e possuir tudo que quisesse, mas havia consequências que a perseguem agora. — A vida do lado de cá é melhor, mas exige lealdade, fé na causa e coragem, mesmo que tenhamos muito medo.-Bebeu um gole de chá. — Eles são jovens, receberam muitas responsabilidades e aconteceu muita coisa desde que cheguei.-No momento certo ela contaria tudo, agora preferia que ele absorvesse as coisas em doses homeopáticas.

    🌙🌙🌙


    Os lábios dela se curvam em um sorriso amplo exibindo admiração pelo primo.
    "Não era Arsenal?" Ele pergunta ao bebê.


    — Sua memória é uma coisa invejável, só lembro com toda certeza do garoto e de ter sido uma noite incrível.-Ficava feliz em notar que ele ainda sabia lidar com crianças.

    "Não tinha perigo algum. Era só... brincadeira." Com a atenção no garoto que agora ria das suas cócegas.

    — Foi divertido e queria poder repetir…- “Querer não é poder” A ruiva sabia disso como se fosse uma certeza inabalável a assombrando todos os dias.

    "Te entendo. Tão presa e finalmente podendo tocar poder de verdade." Então ele encosta um dedo no nariz do bebê.

    Arqueou uma sobrancelha, ele sempre foi bom em ler as pessoas. — Ian oferecia aquilo que achava seguro oferecer e bebi cada gota do que ele tinha sempre esperando o dia que ele diria uma vez ao menos que me amava…-Mas isso nunca aconteceu, ele nunca disse e ela gradualmente aceitou o seu papel naquele mundo de lobos.

    "Ocupada, priminha?" Ele olha para ela. "Tem sido bom?"

    — Ocupada com toda certeza, nem sempre com algo divertido e sim com as obrigações.- Lançou um olhar malicioso para ele. — Gostaria de levá-lo a um lugar quando as coisas acalmarem, vai ser como nos velhos tempos.-Ir ao clube de Dione parecia uma tarefa revigorante. Não tinha porque esconder nada de Mal Com ele sempre foi o mais próximo a um irmão que teve e estava grata por tê-lo ali tão perto. Preferia acreditar que no futuro ainda estaria viva e planejar uma noite com o primo apaziguou suas preocupações.

    "Porque não? É o que eu fazia lá. " Ele parece se perder um momento no passado. "Aposto que tá uma bagunça"

    — Uma bagunça terrível, perdi investimentos, não sei manter tudo organizado e agora é quase impossível e não seria estranho se acabasse sem um centavo.-Riu daquilo, imaginando-se sem um tostão. Não havia ninguém resolvendo tudo por ela ou muito menos lhe protegendo o tempo todo. Era como sair do casulo e voar sozinha em meio a uma tempestade de gelo. Por isso queria se esforçar pra ser melhor. Via um porto seguro na alcateia, tinha medo que a situação entre Axel e Connor gerasse uma quebra interna. Aquilo arrasaria os demais. Tinham muito a perder e lembrou do sonho que teve no avião. Tivera pesadelos tantas vezes, depois do sítio eles ficaram frequentes, com a mudança se tornaram monstros cruéis apontando seus pecados, mas o último que teve era como uma lâmina curva remexendo em suas entranhas. Contaria a Nestor e quem sabe ele pudesse jogar alguma luz naquilo. “ O rei devia morrer.” Foi um sussurro maldoso que cortou a alegria  da Cahalith em estar com Malcom e Aidan. Mas pra sua sorte o menino balbucia de novo tomando para si a atenção de Chloe que toca sua mãozinha com carinho. A voz do primo colabora para aquietar os pensamentos que teimam em atrapalhar uma tarde tranquila.

    " Eu não sei se eu sou eu mesmo. Isso soou como coisa de gente doida." Ele ri alto. "Não é isso. Eu não sei quem eu sou agora. O que eu quero agora. Tô sem direção."

    — Leve o tempo que precisar para responder seus questionamentos, mas não se cobre demais, eu fiz isso, é foi uma droga e ainda é…- Havia calor na voz dela e cumplicidade brilhando em seus olhos.



    cheers  OBG pelo post  @Wordspinner  cheers  






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    Mensagem por Wordspinner Qua Fev 08, 2023 9:15 pm

    "Trabalhar vai ser bom. Vai me dar tempo pra pensar. Mas não sei se quero ser igual, então que tal um contrato temporário? Um dia pra dormir. Três pra ficar em dia com o que você tem e perdeu e depois disso três meses salvando as suas finanças. Pode ser ?" Ele sorri para e depois olha para o mar fitando o horizonte.

    "Nossa família tem segredos sujos. Eu servi a vida toda, uma peça. Não quero acabar me achando no mesmo lugar outra vez." Ele estica as pernas e respira devagar.

    "Eu sinto vergonha. Nessas horas. Desse jeito. Eu olho o que a gente é, o que eu sei disso tudo, que não é muito, e sinto uma coisa ruim é fria me revirando por dentro. Nem quero imaginar o que tem sido pra você, o que foi pra você." Ele a olha de novo, constrangido.

    "O casamento com Ian. Os Cartwell. Tudo mais que eu nem tenho ideia." Ele solta o ar que parecia pesado. " Obrigado de novo por estar lá no aeroporto quando eu cheguei. Obrigado mesmo. Eu vou te ajudar. Até se a gente precisar fugir de novo." Ele espera com os olhos nela, aguardando alguma reação. "Prometo que vou banir Sinatra das minhas playlists. Não tô pronto pra ser leal a essas pessoas, mas a você? Sempre."
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    Mensagem por thendara_selune Qui Fev 09, 2023 10:24 pm

    Wordspinner escreveu:Trabalhar vai ser bom. Vai me dar tempo pra pensar. Mas não sei se quero ser igual, então que tal um contrato temporário? Um dia pra dormir. Três pra ficar em dia com o que você tem e perdeu e depois disso três meses salvando as suas finanças. Pode ser ?" Ele sorri para e depois olha para o mar fitando o horizonte.

    — Façamos tudo do jeito que você achar melhor.-
    Ela fazia uma breve análise das reações dele enquanto arrumava Aidan no braço. — Tudo vai dar certo.-O tom gentil e acolhedor é tão claro quanto o céu acima deles.

    Wordspinner escreveu:Nossa família tem segredos sujos. Eu servi a vida toda, uma peça. Não quero acabar me achando no mesmo lugar outra vez." Ele estica as pernas e respira devagar.

    Chloe o olhava e depois desviava pro oceano. — Todo mundo já foi uma mera peça em algum momento da vida, mas sempre há tempo de virar o jogo e vencer quebrando as regras ao nosso favor.-A gibosa o encarou de novo com um ar sério.

    Wordspinner escreveu:Eu sinto vergonha. Nessas horas. Desse jeito. Eu olho o que a gente é, o que eu sei disso tudo, que não é muito, e sinto uma coisa ruim é fria me revirando por dentro. Nem quero imaginar o que tem sido pra você, o que foi pra você." Ele a olha de novo, constrangido.

    — Você fez o que tinha de fazer e se não fizesse estaria morto a essa altura.- Não havia nenhuma crítica. Quando ele continua falando o nome de Ian voltava a conversar, ela lembra dos olhos escuros cheios de fome, algumas vezes ele era carinhoso, mas isso logo morria para dar lugar a um semblante feito de mármore. O sobrenome que ele fala foge da memória de Chloe. — Quem são os Cartwell?-A curiosidade cintila nos olhos dela que abraça Aidan com carinho arrumando o menino enquanto esperava uma resposta.
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