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    Chloe Moore

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    Mensagem por thendara_selune em Qua Dez 02, 2020 11:48 pm

    (Amy reage com um sorriso involuntário. Os olhos são arrancados de Chloe com alguma dificuldade. Chloe a observa partir com um sorriso no rosto e pensando se deveria ter medo de Amy?!)



    (Chloe estava entregue demais, uma mulher reprimida, como se estivesse sobre o encanto de algo, mas agora pudesse quebrar as correntes que a prendiam e notoriamente a presença de James inflamou o desejo de ir além. Ficou focada nele, nas sensações que as mãos dele traziam , ela estava perigosamente faminta e satisfeita ao perceber que ele a corresponde. Os dois ali tomados pela energia erótica no ar, até que algo muda a direção daquele barco. Ele para, quando ela sobe sobre ele e a voz dele trazendo uma negativa hesitante, James não podia prosseguir e aquele ar indefeso nele a deixa desejosa em dominar por algum tempo cada pedaço daquele homem. Os olhos azuis fixos nos dela, transbordaram então compaixão, ela morde os lábios visivelmente contrariada, suas mãos delicadas são freadas por ele e a fez questionar mentalmente se tinha ido longe demais? Ele recua, havia uma certa dose de hesitação, mas ainda assim uma vontade de ferro surgia entre os dois,James estava decidido a não prosseguir, quando ele fala e os olhos azuis dele presos nos dela, a excitação ainda pairando no ar porém uma muralha invisível se erguia silenciosa.  Chloe se afastou dele, sentindo o sol iluminando tudo, menos a barreira entre eles, ela passa as mãos nos cabelos em desalinho,forçando um sorriso tranquilo e tomando pra si a culpa da situação.)


    —Na verdade a culpa foi minha!(Afastou-se dele de vez e  voz dela era baixa, olhando pra ele, o sorriso  morno, a mente filtrando as coisas, a excitação borbulhando inquieta e provocativa) — Peço desculpas, não sei o que deu em mim...( Ela tenta se arrumar como pode, agora movida por uma certa pressa, tentando agir naturalmente se é que era possível. Levando a conversa para outro rumo)  — Eu gostei da casa, acredito que posso comprá-la, embora aqui seja um bom lugar, mas sinceramente é grande demais, especialmente pra mim que estou sozinha! ( Ela respira fundo tentando organizar as ideias, fugindo da presença dele permeando a sua racionalidade e ao mesmo tempo frustrada com tudo)


    — Quando podemos fechar negócio em relação a casa?
    ( Os olhos brilham agora, esperando uma resposta curta dele)— Se ainda for possível, realmente gostaria de uma indicação sobre um prédio pequeno para montar uma clínica e uma casa de parto, vou revezar entre isso e as consultas em Corona, vai dar certo e…(Ela se sente apresentável,levanta-se e caminha sem olhar pra ele, não queria ficar ali, a compaixão nos olhos dele ressoavam agora, tornou-se digna de pena?! Aquilo a incomodou de um jeito que a fez ficar magoada consigo mesma. Ela pega um papel na bolsa, uma caneta, anota o número deixando-o em algum móvel perto da porta, ao abrir-la ela fala para que ele escute) — Mais uma vez agradeço sua ajuda, realmente gostei da casa e assim que possível me avise sobre o prédio caso encontre algum.( O sorriso é tímido quando lança um último olhar pra ele) — Eu tenho que ir, tomei muito do seu tempo e não precisa se preocupar vou aproveitar para conhecer um pouco a cidade, me avisa quando poderemos fechar negócio sobre a casa e obrigada de novo!( Ela sai daquele apartamento, visivelmente  irritada, mas ao mesmo tempo sentindo-se tola, pensou que seria fácil dominar um homem, mas não era simples e saiu da situação envergonhada. O corpo faminto, frustrado e delirante. James era um homem de vontade de ferro, algo raro e isso a inquietou ainda mais. Riu ao pensar que queria tanto vingar-se de Ian, mas parecia que ele tinha lhe jogado uma maldição e que não conseguiria livrar-se da presença dele em sua vida. Ela segue pelo corredor para apanhar o elevador, mordendo os lábios, os olhos brilhando, o rosto quente, o coração ainda ansioso e a mente tentando aquietar as ideias)

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    Mensagem por Wordspinner em Sex Jan 01, 2021 11:02 am

    Chloe escreveu:Na verdade a culpa foi minha!

    "Não é assim..." A voz ainda difícil empurrando pra longe a excitação. Ele anda devagar enquanto ela fala. Não querendo invadir seu espaço. Ele ouve ela falando sobre a casa e confirma com a cabeça. "Eu ligo." Depois balança a cabeça quando ela fala sobre o prédio. A porta fecha deixando ele para trás.

    Os passos apressados levam ela até o elevador. A porta se fecha com uma campainha suave. Mais uma barreira entre eles. Ela sozinha com os seus reflexos nos espelhos. Era um daqueles elevadores com espelhos paralelos. Onde ela via o próprio rosto vermelho se repetindo sem fim. A porta se abre para o saguão grande e iluminado. Ela quase corre para fora, mas controla cada passo. Um adolescente com a namorada no braço olha para ela sem conseguir esconder o encanto. A menina a olha um segundo depois com olhos hostis. Mais alguns passos e eles também não estão mais ali.

    Ela teve que pedir um ubber até o próprio carro. Parado em frente aquela casa. Que pode logo ser dela. Dentro do carro ela olha a vizinhança tranquila e simples. Um pequeno oásis perto da agitação do centro. Não era uma cidade enorme, mas grande o bastante para ter todo tipo de tragédia que uma cidade grande tinha para oferecer. Mesmo assim ela via crianças brincando nos quintais. Dividia a rua com as bicicletas coloridas.

    --

    De volta ao apartamento ela se vê sozinha outra vez. Mas como se alguém tivesse estado ali. Ou estivesse ali agora mesmo. A sensação desagradável não desaparece nem quando ela olha cada canto. Cada armário. Cada porta. Cada janela. No fim ela senta na cama e vê o anel largado exatamente onde tinha deixado. Como se o marido o usasse para provocá-la de onde quer que estivesse. Já tinha percebido sua ausência? Procuraria ela pessoalmente? Mandaria alguém para arrastá-la de volta? Um relógio começava a ticar na cabeça dela. Quanto tempo ela ainda tinha?
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    Mensagem por thendara_selune em Sab Jan 02, 2021 1:46 pm

    ( Os sentimentos de Chloe são tais como os múltiplos reflexos ali, continuamente repetindo-se, como se no fundo ela quisesse achar qualquer coisa que sufoca-se os próprios problemas deixados para trás junto com sua fuga. Era bem verdade que precisou de muita coragem para sair de Durham e se distanciar dos domínios de sua família. Aquele espirito misterioso foi a faísca que mudou seu destino e deveria ser grata a ele. O mundo que a cerca era diferente, uma realidade sobrenatural, que pra maioria não passa de lendas habitando livros empoeirados. Quando a porta se abre ela vê o saguão bem iluminado, seus passos são inseguros ainda, era difícil de admitir para si mesma que por mais que tentasse escapar das sombras do passado de alguma maneira elas a seguiam, lembrou-se de casa, das lições aprendidas, queria saber mais sobre tudo que sua família escondia tão bem e quem sabe assim encontrar uma caminho que a levasse pra longe de tudo aquilo que a espreita nas sombras.
    Os olhos dela cruzam rapidamente com o jovem casal, os olhos da garota tem uma hostilidade que fazem Chloe inveja-lá, afinal os dois tinham uma vida normal e ela pelo contrário estava envolvida em uma teia complexa que faria qualquer pessoa comum gelar de medo. Assim que os seus passos aceleram o casal fica para trás como uma breve ilusão, sentindo a brisa da rua ela olha em volta e depois pega o celular pedindo um Uber até o próprio carro. Ao voltar até a casa que deseja comprar, por alguns minutos observa o cenário de calmaria, dentro do carro ela se deixa levar pela vizinhança simples, aquele era um pequeno pedaço de paraíso, as crianças lhe chamavam atenção, dentro dela havia um desejo imenso de ter gerado vida, adoraria ter vários deles correndo ao seu redor, fazendo barulho, assar biscoitos e contar histórias cheias de fantasia e escutar a palavra “mamãe” ecoando infinitamente. Seus olhos seguem as bicicletas coloridas que vão deslizando pela rua, as risadinhas divertidas, mas Chloe não teria nada daquilo. Seus lábios exibem um sorriso tristonho, quando ela liga o carro voltando assim para o apartamento tão vazio quanto ela mesma estava agora. Quando deixou a chave em um móvel qualquer a sensação era de que alguém estivesse ali, como se uma coisa sem nome ou rosto estivesse rosnando em cada canto do apartamento. O medo vai apossando-se dela, que procura em cada canto seu “algoz invisível", um calafrio percorre-lhe o corpo e ela busca consolo na garrafa de vinho que Sebastian lhe dera com tamanha boa vontade. Ela enche delicadamente uma taça com o líquido denso, sentindo o corpo aquecer com ele e olhos ficarem vagueando por todo lugar até que vai para o quarto se deixando cair na cama. No fim das contas parece que tudo está como deveria, então seus olhos observam o anel que repousava provocativo e arrogante, encarando-a como se quisesse lhe dizer algo. Lembrou-se mais uma vez do dia que casara, foi uma cerimônia íntima, noticiada nos jornais locais, em uma capelinha antiga na propriedade do patriarca Liam Byrne, seu sogro, um homem com um olhar gélido, com uma voz invernal e dono de uma postura cheia de arrogância assim como sua esposa Leonor mãe de seis filhos, e essa por sua vez orgulhava-se disso em qualquer reunião social.
    O enlace entre as famílias ocorria há muito tempo, Chloe achava isso ultrapassado, mas jamais ousaria contrariar o pai, Adam Moore era um homem de personalidade forte, não era costumeiro ele estar na residencia Moore, mas quando estava sua presença ecoava no lugar, um verdadeiro lorde, mas ao mesmo tempo os olhos dele ardiam como as antigas fogueiras de um tempo perdido ardessem dentro dele de tal maneira que era impensável contrariá-lo. Por isso Chloe acabou se deixando levar por Ian, ele lembrava-lhe o próprio pai, a postura era muito parecida, mas o ex-marido tinha algo que fazia as pessoas se aproximarem, a voz intensa, o olhar persuasivo, o sorriso caloroso, mas quando contrariado tornava-se tempestuoso e perigoso. Será que aquela altura ele já sabia que ela não estava mais presa às suas garras? O que ela faria se ele aparecesse na sua porta? Chloe tremeu por inteiro, cada centímetro de seu corpo sentiu medo, porque ela sabia que as coisas não eram simples, aquele estranho “ ritual”, podia ter alertado algo pior além de Dover? O tempo escorria entre seus dedos, não podia depender da benevolência dos outros, precisava encontrar um meio de se proteger, a gentileza daquelas pessoas para com ela era algo que admirava sinceramente, não podia colocá-los dentro dos seus problemas, mas se encontrasse alguém como Ian, se conseguisse convencer um outro a defendê-la em troca de alguma coisa, ganharia tempo, mas como faria isso? Não era algo que você pudesse colocar em um anúncio no jornal “ Parente procura lobisomem suicida para relacionamento!”. E se ela achasse alguém pior que Ian? O medo faz as pessoas agirem como loucas, mas a verdade era que ela só queria seguir sua vida, montar uma clínica no subúrbio, uma casa de parto já que não poderia gerar crianças, podia ao menos trazer algumas ao mundo e com o tempo fazer seu nome, mas o medo palpitando dentro dela gargalhava de sua ingenuidade! Ela então dispensou a taça solvendo o vinho diretamente da garrafa, torcendo que aquilo a fizesse dormir por dias e quando acordasse seria uma pessoa normal sem medo ou preocupações acerca de coisas sobrenaturais ou um ex-marido que vira uma coisa monstruosa que só é possível em lendas ou livros antigos esquecidos em bibliotecas obscuras. )

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    Mensagem por Wordspinner em Dom Jan 03, 2021 9:00 am

    "Não vai se esconder para sempre." A voz era doce feito mel. Lenta e quente. Perto demais. Chloe levanta de sobressalto ouvindo passos. A garrafa de vinho na mão. A porta do quarto quase fechada. Ela se levanta sem pensar e uma sombra alta aparece do outro lado. A mão grande e forte empurra a porta com delicadeza controlada. Mais um passo. Lá está ele. Sorrindo relaxado como se a situação fosse um presente cuidadoso.

    "Não vai se esconder para sempre." Ele repete, mas a voz vem de dentro. O marido se aproxima mais. Ex-marido. Ian Byrne em carne e osso. "Vejo que começou sem mim. Espero que a cama já esteja quente." A voz dele era leve. O comportamento tranquilo. Mas os olhos eram famintos. Chloe tenta se recompor. Pensar em algo. Fazer qualquer coisa. Mas é tarde demais. Rápido como o medo correndo frio em suas veias ele está sobre ela. Uma mão forte tirando seus pés do chão pelas roupas que ela não trocou antes de dormir. O olhar de reprovação. "Não é assim que eu te espero na minha cama." O tecido rasga machucando o a pele. Ele observa com gosto. O sorriso genuíno nos lábios. Os dedos como ferro prendem os ombros dela sobre a cama. Logo o rosto tão perto que não dá para ver mais nada. Exceto os olhos dele e neles o reflexo dela encolhida de medo.

    --

    O sol acorda Chloe com sua luz insistente. Sobressalto. O quarto vazio. As roupas no corpo. A garrafa na mão. A cabeça doendo. Nem sinal de Ian. Alívio se mistura ao medo. A garrafa escapa dos dedos e rola pelo chão. As tábuas protestam quando ela anda, se arrasta, até o banheiro. A água quente na pele. A nuvem de vapor. A forma enorme do outro lado do espelho. Por um instante. Algo medonho. Algo feitos dos medos de Chloe. Algo feitos da imagens do marido e das fraquezas dela. A mão passa sobre a superfície. Ela sabe que está sozinha ali. Nada no espelho. Nada além da mente nervosa de Chloe pregando peças de novo.

    --

    A mensagem indicava hora e lugar. Sobre a clinica. Local perfeito. Ela dizia. James estaria lá. Não havia mais ninguém para ajudá-la com isso.

    De dentro do carro ela vê o carpinteiro esperando. Ela ainda tem tempo de fugir. Um prédio de 2 andares com fachada recém reformada, os pingos de tinta na calçada e o cheiro forte de madeira cortada deixam isso bem claro dali mesmo. Crestwood imóvel na entrada. Ele olha para dentro pela porta dupla aberta. Em uma das mãos, presas entre os dedos, duas mochilas de criança. Cômicas nas mãos de homem adulto.

    Uma voz no fundo da mente de Chloe. A voz que seus pensamentos tinham. A voz que sua consciência e suas dúvidas tinham. Ela dizia que ninguém podia protegê-la ali, aquele homem não vai nem atrasar Ian... Talvez só um minuto enquanto Byrne o saboreia... Tempo o bastante para fugir de novo...





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    Mensagem por thendara_selune em Dom Jan 03, 2021 5:11 pm

    (Chloe queria desaparecer no assento, ainda sentindo uma confusão de sentimentos, mas certamente o medo era a criatura mais intensa dentro dela, rosnando, arranhando impacientemente e dando ao pesadelo uma densidade real demais. Antes de Dover bastava um olhar de Ian, para que ela compreendesse sua posição, como se fosse um vaso de porcelana caro demais para ser exposto e frágil demais para suportar uma suave brisa.

    Ela esforçava-se enquanto dirigia para esquecer a sensação que estava habitando o apartamento, aquele lugar estava preenchido com a presença  de seu algoz invisível, mas que ela conhecia bem o nome e antes de chegar ao endereço dado por James parou por alguns minutos tentando se recompor. Estava nervosa, precisava se acalmar, como lidar com aquilo? Foi só um pesadelo ou foi um presságio de seu futuro?  A  ausência  do ex-marido era meramente ilustrativa, aquele maldito pesadelo fez seu corpo tremer por inteiro e ainda sentia-se nauseada pela quantidade de vinho que bebeu. Havia escolhido uma roupa sóbria, a maquiagem suave, o cabelo preso em coque delicado, os sapatos de salto dando-lhe um ar de graciosidade e assim que desceu do carro respirou fundo tentando afugentar as coisas que estavam lhe devorando por dentro.

    O prédio lhe encheu de esperança, era perfeito, uma clínica, bem como a casa de parto poderiam facilmente se adequar ao lugar e foi nesse momento que seus olhos pousaram fixamente em James como se uma pontada em sua consciência a fizesse refletir sobre o dia anterior. Até pensou em ir embora, mas não seria correto, foi quando viu as mochilas que compreendeu o quanto foi egoísta, como se atreveu a pensar que aquele homem poderia ser envolvido em sua vingança? James, tinha um lar, uma família, pessoas que provavelmente dependia dele e ela não poderia arrastá-lo para algo tão perigoso. Ian o mataria devagar, arrastaria todos ligados a James em uma tempestade carmesim e seria a única culpada pela desgraça dos Crestwood . O homem parado ali não merecia ser um joguete, ele lhe inspirava bons sentimentos e por isso sentiu a culpa lhe espetando o coração a cada passo que dava em direção a ele.

    Quando lembrou da pureza azul nos olhos dele, sentiu um arrepio ao pensar em  Amy, ela tinha um olhar predatório, se algo acontecesse ao irmão por culpa de Chloe, aquela garota arrancaria a sua pele. Por fim, reunindo coragem falou com suavidade.

    —Olá!( Ela aproximou-se dele evitando olhar demais e apontando pras mochilas tentando agir com naturalidade) — Temos companhia?


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    Mensagem por Wordspinner em Qui Jan 07, 2021 5:19 pm

    "Não. Eu vou levar para eles depois. Os pestinhas esqueceram em casa." Ele levanta as mochilas na direção dela como que para inspeção. Nenhuma criança dentro delas. Era o que ele deve ter pensado. "Acho que aqui vai ser bom para você." Ele começa a andar para dentro do prédio.

    Nada no ambiente chama atenção, não tem nada além de paredes pintadas de branco, com grandes faixas de madeira envernizada marcando a metade da parede, o chão tem piso frio e branco como as paredes e parece recém lavado. Todo o lugar parece pode ser limpo com uma boa mangueira e vassouras. A todo momento James parece duro como uma pedra, seus braços antes expansivos e indicativos agora parecem colados ao corpo, seria até uma imagem engraçada, mas a memória do quarto ainda e bem viva nos olhos dele. Ele fala sem muita emoção do lugar e de como ele é ideal para uma clínica, as licenças necessárias seriam bem simples de se conseguir, ele caminha sempre a uma distância calculada, com os olhos pra frente ou para os seus olhos, não desvia para lugar algum do seu corpo.

    No segundo andar depois de passar por salas do tamanho de quartos e chegando ao fim do corredor de frente para uma grande janela com vista para Twin Pine, algo parece explodir do peito dele em palavras… “... Eu tenho um filho, minha irmã, sobrinhos, eu não sou sozinho. Eu sei o que você é, por que eu também sou. Sei do seu marido. Sei do que aconteceu. Eu sei tudo, entende?" A voz dele é forte no começo, bem direta. Depois parece mudar, ficar mais suave e pessoal. "Você é linda, em uma situação diferente eu me sentiria 'O cara',mas eu não posso por aqueles que eu amo em perigo por algo que eu nem sei para onde vai. Nem sei o que é.”
    Ele caminha de um lado ao outro passando a mão pelo cabelo nervoso até que para e te olha fundo dentro dos olhos lhe segurando os braços, você espera a força o aperto forte, mas ele não vem. Ele a segura como um pétala e olha pra você tentando ler na sua mente o que você quer, e de forma muito mais calma ele volta a falar. “ ... Eu posso não ter interpretado bem o que você quer, mas se você quiser algo de verdade, eu posso tentar com você. Lutar por você , mas só uma aventura?" A respiração dele pontua a frase. Algo quase engasgado.

    "Eu estaria pondo muitas coisas em jogo" Ele te solta e encosta na parede derrotado. "Não é sua culpa, eu devo ter dado os sinais errados, não seria a primeira vez que acontece" Ele sorri com a cabeça baixa, um sorriso sem nenhuma alegria. "Sabe a uns anos atrás eu perdi um grande amigo. A namorada dele foi na casa onde morávamos e bom ela era muito bonita e eu tomei umas taças vinho a mais e acordei na manhã seguinte com o meu amigo lá, parado, só olhando entende? Quando eu me dei conta dele ali, ele sorriu e saiu, nunca mais eu o encontrei. Depois eu soube o porquê daquilo tudo, ela queria fazer ciúmes pra ele e as coisas saíram do controle, sei que deve tá me achando um canalha, mas eu aprendi a minha lição aquele dia. Agora olho muito bem o tamanho da poça antes de pisar nela, eu fui um idiota aquele dia e não quero ser nunca mais" Ele suspira finalmente aliviado. Os olhos procurando os seus. A voz com uma urgência inegável. Os olhos azuis tão cheios de compaixão e culpa. "Eu preciso ter certeza antes de ir em frente. Você me tem como um amigo e terá todo o meu apoio independente o que acontecer no futuro…”

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    Mensagem por thendara_selune em Sex Jan 08, 2021 11:28 pm

    Porque eu queria dar aquele climinha meloso I love you

    ( Chloe olhou o gesto de James, deu um sorriso ameno, do tipo que se dá a um conhecido enquanto você passa por ele na rua. Quando entraram juntos o lugar estava vazio, tal como o tom da voz dele. Ela finge não notar o clima estranho no ar. Os passos deles ecoando por tudo, a mente dela esforçando-se para não pensar se ele estava realmente bem sobre o dia anterior. Chloe vai imaginando como tudo seria ali,  podia  até ver os futuros pacientes, pensou em contratar uma recepcionista, uma enfermeira experiente e provavelmente desembolsar mais para ter uma boa sala de parto adaptada da melhor maneira possível. Precisava correr atrás de uma especialização, teria dias puxados, as noites também, mas abriu um sorriso pensando que pela primeira vez estava realmente fazendo algo por si mesma.)


    (Os olhos azuis dele tão intensos, vagueando até os dela e depois seu coração ficou apertado. No segundo andar, o lugar parece muito maior do que é, os dois parecem minúsculos ali, uma barreira invisível entre eles e Chloe avança até a janela abrindo-a, tentando espantar seu nervosismo. A brisa acaricia seu rosto, fazendo-a desejar voltar para o tempo de sua infância.  Seus olhos vislumbram-se com  Twin Pine, lembrou-se do orgulho na voz de Sebastian, de Asia com seu sorriso sincero e depois virou-se para observar o lugar por inteiro, não tinha coragem de olhar pra ele, preferia não ter feito o que fez,  no dia anterior e fica olhando o teto perdida no momento. Então antes mesmo que ela elogiasse o lugar a voz dele rompe a linha tênue de desconforto que estava entre eles ou talvez ambos estivessem inquietos por outros motivos.)


    “... Eu tenho um filho...Sei do seu marido. Sei o que aconteceu. Eu sei tudo, entende?"


    (Ela parece procurar um apoio qualquer, como se o ar lhe falta-se, recostando-se na parede olhando para ele, o coração acelerado, tentando manter a calma, mas já fazia um bom tempo que ela não sabia manter-se inerte diante das coisas que lhe causavam medo ou confusão nas idéias.)

    “Eu não posso por aqueles que eu amo em perigo por algo que eu nem sei para onde vai. Nem sei o que é.”

    (Quando ele chega perto, a voz dela fica presa em sua garganta, o nervosismo dele chega até Chloe como uma onda confusa, mas ainda assim aquece seu corpo quando sente o toque suave dele e as mãos deles em seus braços, passam-lhe uma corrente elétrica instigante. Os olhos azuis seduzem mesmo sem querer, mas ele está tentando decifrar o que ela quer. Ela lembra de Asia  perguntando “O que você quer Chloe?!”)

    . “ ... Eu posso não ter interpretado bem o que você quer, mas se você quiser algo de verdade, eu posso tentar com você. Lutar por você , mas só uma aventura?"



    (A voz dele parece cheia de incertezas no final de suas palavras, de medo  e receio. Quando James a solta, encostando-se na parede, é a vez dela de se mover e estava parada diante dele agora. Quando James se abre, Chloe quer chegar perto dele, mas não tem coragem, uma voz martela em sua mente alertando-a que dependendo do que ela falar as coisas não terão volta e os sentimentos dela são diferentes do que pensava antes. Quando ele acaba de falar não só ele está derrotado, mas ela também e fica parada por alguns segundos que parecem séculos. Sua voz sai como um sussurro.)


    —Você não merece ser ferido, mas ontem a culpa foi minha, se eu soubesse que você tem um filho nem teria ousado fazer  o que fiz…mas você mexe comigo, não deveria demonstrar bondade para quem não conhece...( O semblante dela é triste, culpado e sentindo-se a pior das mulheres.)


    (Pode ser que ela se sentisse tentada a dar meia volta e sair de perto dele como se jamais tivessem se conhecido. Mas, era a primeira vez que escutava aquelas palavras, Ian nunca disse algo assim, apenas a fazia entender que pertencia a ele até o último suspiro que seu  corpo frágil desse. Então uma necessidade estranha percorria seu corpo, sentia-se estúpida, seus planos estavam saindo dos trilhos, aquele homem era uma barco cheio de esperança em meio ao caos que ela vivia e os olhos dele não mentiam.  Sabia o que sua mente exausta necessitava para assimilar as mudanças abruptas em sua vida nos últimos tempos e quem sabe finalmente ter uma noite de sono decente, mas estava pronta para pagar o preço e o que isso poderia resultar na vida dos dois?. Ela ainda estava presa a Ian, mas jamais imaginou que alguém lhe diria aquelas palavras com sinceridade, Chloe não se sentia digna delas e seus olhos a traíram de novo. Não precisava de muito para entender que ela o queria com tanta urgência quanto ele demonstrava agora. O que ele parecia poder oferecer era muito melhor do que aquilo que ela tinha deixado para trás, mas não significava que poderia arriscar a vida dele e sabia dentro de si que não tinha esse direito, mas o sentia buscando uma resposta de Chloe que por sua vez sentia seu coração com medo e sua mente tentando mostrar um caminho racional.)


    —Você não tem culpa de nada, estou em pedaços faz um certo tempo, não quero que você se machuque, não quero que as coisas acabem em uma desgraça, você tem muito para proteger, eu tenho minha vida apenas…(Ela está emocionada e as palavras tremem e barreira entre eles se fragmenta, ela o quer, precisa dele agora, mas teria forças para cuidar dele ou se permitiria de verdade sentir algo profundo por ele?) —Seu filho, sua família…( A vontade de tocá-lo aumenta, estava sendo egoísta de novo, mas ele oferecia a cura para as dores dela, tentador demais)—Você merece alguém que possa ser digna dessas palavras...(Ela está lutando contra si mesma, mas falha então caminha até ele, os olhos perdidos, vazios e famintos que apenas Ian conhecia na penumbra do quarto. Chloe era fraca e só queria alguém para defendê-la e sabia que isso traria riscos para quem se envolvesse com ela, mas estava sozinha, com medo e ele surgia como uma luz forte em um corredor escuro.)



    (Chloe tenta captar as reações dele. Porque aquele homem a atrai tanto? A resposta era simples, ele era bom e a cativou sem esforço algum. Aquelas palavras tão cheias de emoção estavam ecoando dentro dela naquele momento. Ela aninha-se no peito dele, escutando as batidas do coração de James ecoando através dela. Havia algo queimando em seu peito, aquela necessidade de estar com ele parecia estranha. Estranha e perigosa, como se ele pudesse  tragá-la inteira, ou transformá-la até que não pudesse reconhecer-se a si mesma.)


    —Eu quero ser mais que sua amiga... (Ela hesita mais uma vez, mas fracassa de novo e acaba falando algo que não deveria. Passando a mão no rosto dele com leveza e sentindo-se tão pequena diante de James. Mas então o abraça com toda a força que tem, se as coisas derem errado ela o levaria dali, talvez pudesse protegê-lo do mesmo jeito que ele faria por ela, Chloe não pode ser uma covarde para sempre, devia existir um meio de manter aquele sentimento longe das garras de Ian. Olhos de Chloe brilhavam cheios de expectativa. Ela fica nas pontas do pés para beijá-lo, dessa vez é suave e sem saber de nada os dois provavelmente estavam entrelaçando os fios de suas vidas rumo algo muito ruim ou quem sabe com sorte pudessem escapar do algoz além de Dover que permeia  a mente dela, que crava-se a ela como espinhos de uma rosa e que a espreitava pacientemente, mas até quando seria assim?)

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    Off: Valeu a postagem e se tiver alguma errada ou estranha ignora porque meu note ta na melda Very Happy
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    Mensagem por Wordspinner em Ter Jan 12, 2021 6:42 pm

    Chloe escreveu:... não deveria demonstrar bondade para quem não conhece...

    Ele parece se assustar um pouco quando ouve. "Deve-se ser quem é." A voz é carinhosa, mas há ferro logo abaixo da superficie.

    Chloe escreveu: ...alguém que possa ser digna dessas palavras...

    "Você pode ser se tentar. Qualquer um pode, eu vi." Ele falava com uma certeza ardente. Os olhos fixos em Chloe.

    Quando Chloe o abraça ele para de respirar. Um segundo inteiro. Parado. Surpreso. Então os braços dele a cercam a apertando contra o peito. O rosto dele se afunda no seu cabelo. A respiração profunda. Ela se estica para beijá-lo e ele corresponde com paixão. Mãos correndo sobre as roupas. Em um instante ele está de pé e a leva até a outra parede. Ele a tira do chão e Chloe sente seu peso contra ela. A respiração acelerando...

    James a coloca no chão com delicadeza. As mãos se afastam. Logo estão na parede. "Então oficialmente estamos tentando." Ele diz com o rosto perto demais. O halito fazendo cocegas na boca de Chloe. "Eu te vejo hoje a noite?" Ele se afasta um pouco e levanta as mochilas que acabou de pegar de volta do chão. "As chaves estão na porta." Ele beija Chloe de novo e depois vai embora de vez.

    --

    A noite James é um perfeito cavalheiro. Ele não toca no telefone. Ele se preocupa com Chloe e a trata como fosse especial. Como se o que ela falasse fosse extremamente importante. Ele não toca no passado também. Não pergunta. Não pressiona. Não avança nenhum sinal. O restaurante estava longe de ser o melhor que ela visitou. Especialmente quando os dois saem para andar e ele compra sorvete de casquinha.

    Ela sente o vento do mar. As taboas do porto sob os pés. As luzes altas criando colunas de luz. O som das pessoas. Tanta gente. Crianças nos brinquedos que avançam na direção do mar. Casais na roda gigante. Um monte de restaurantes do outro lado da rua. As estrelas quase não apareciam no céu. Mas a lua era clara e cheia. "Eu gosto do som do mar. Eu já tive uma oficina bem perto da orla. Era... Uma bagunça, enferrujava tudo tão rápido." Ele lambe o sorvete. "Você fica bem nessa luz." Ele olha para os olhos dela. Uma tranquilidade sem esforço.
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    Mensagem por thendara_selune em Ter Jan 12, 2021 10:54 pm

    "Você pode ser se tentar. Qualquer um pode, eu vi."          


    —Eu quero tentar... (Ela sussurrou, nunca quebrando o contato visual.)

    (O ar escapou de seus pulmões em um suspiro e suas pálpebras se fecharam quando ele a tirou do chão.  Sua boca se abriu em boas- vindas e ficou feliz que o convite foi aceito por James. O corpo dela reage ao novo momento como se fosse a primeira vez que realmente se mostra-se para alguém.

               Chegou em casa e continuou ouvindo a voz de James dentro de sua mente. Ao  escolher um vestido branco delicado ao se olhar no espelho ficou pensando como as coisas estariam em Durham?! Seus pais a perdoariam um dia ou Ian se arrependeu de tudo? O coração parecia perdido, confuso, mas ainda assim faminto e desejando encontrar uma cura para todos males que lhe acometiam. Lembrou-se de Ian dizendo em seu ouvido após a primeira noite deles:

    “— Estamos unidos pelo sangue, pela carne e pelo juramento dos nossos ancestrais!”

          Ian foi seu primeiro amor, mas também tornou-se algoz, a ligação entre eles ainda existia como se fosse um animal faminto e insaciável sempre espreitando. Ela tinha  medo de fraquejar diante dele, de não ter coragem de falar tudo e acabar sendo arrastada para aquela teia de submissão novamente.)



          (O encontro era  agradável aos olhos dela. Sempre o ouvindo como se fosse a primeira vez que tinha chance de ser ela mesma, sem pomposidade e sem regras de conduta.
    O oceano perfumando a noite. Seus sentidos atentos ao entorno que desenha-se tal como tela alegre e cheia de vida.  A liberdade lhe fazia bem e vai  escutando a voz dele como se fosse uma sintonia inebriante) —  Eu adoraria morar perto da praia, deve ser como viver em um mundo diferente.( Olhos brilhando inocentes demais para pertencer a uma Moore)
    —  É efeito da lua...( O rosto cheio de sardas cora com o elogio, o sabor do sorvete de morango dando a ela mil e uma memórias infantis. O coração inquieto. A voz é um fio em meio aos sons que os cercam)




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    Mensagem por Wordspinner em Sab Jan 16, 2021 9:36 am

    "A lua faz um monte de coisas." Ele se aproxima para um beijo. O gosto doce enche a boca como algo refrescante. O vento do mar aumenta fazendo uma bagunça com o cabelo de Chloe. James muda de posição para cobrir o vento para ela. Não funciona tão bem quanto ele queria e o rapaz sorri um pedido de desculpas. Um grupo de crianças passa correndo e gritando. Uma adolescente atrás deles desesperada. A cena faz James rir. "Já fui essa coitada um monte de vezes." Chloe vê a menina passar. As crianças chegam na beira e se agarram ao corrimão.

    Chloe tem uma sensação de vertigem. Bem na frente delas um monte cintilantes de fios translúcidos parece se formar do nada. Seus apêndices se esticando na direção das risadas. A coisa parece pultar no ar. Flutuando sem peso. As cores correm pelo corpo estranho quando as pontas tocam as crianças. O brilho fica mais forte. Mais intenso. De As cores faziam ela lembrar de quão intensos e claros são os momentos de alegria. Então o mundo fica mais escuro em um momento.

    A coisa brilhante é devorada em uma só bocada. Junto com os respingos do mar a forma escura e sem olhos a abocanhou. Rápido e sem som. A coisa volta para água. James ainda sorri olhando as crianças. Completamente intocado pelo que ela viu. "Então, o que você quer agora? Roda gigante?" a voz dele ainda é leve como antes. Divertida e suave. Uma das mãos dele pousadas na cintura dela.

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    Mensagem por thendara_selune em Dom Jan 17, 2021 1:24 am

    (Dover ganhava o coração de Chloe, assim como os lábios de James que agora estavam nos seus era como se fosse uma brisa de verão lhe aquecendo o corpo.  Ele é aquele tipo de pessoa que cativa até os mais amargos,  que emana algo quente e acolhedor. O vento bagunçando o cabelo dela e o sorriso dele a fazem rir alto. Ela fica corada pela espontaneidade do ato, sempre foi contida, não fazia barulho e parece delicada demais. Ian despertava nela um sentimento oposto ao que James estava criando ali, com o seu ex-marido era uma tempestade de instintos, de subimissão, de sussurros em meios a amarras, dor silenciosa e no fim a escuridão entre os dois. Então seu pensamento se perde e o som das crianças passando como se fossem uma matilha de cães selvagens, a adolescente gritando e James rindo recordando do passado fazem Chloe se desmanchar em outra risada.

    "Já fui essa coitada um monte de vezes."

    Ao escutar James ela ri e depois os olhos feitos de puro âmbar seguem as crianças que chegam na beira e se agarram ao corrimão. Chloe fica com medo por elas, mas do nada uma sensação de ficar zonza, os seus olhos enxergam um mundo além do momento que vive ao lado de James. O brilho cintilante,  fios que prendem sua atenção por completo, ela queria tocar neles, mas antes de esboçar qualquer reação, tudo some, devorado por algo que a mente dela não processa, fazendo-a ficar em transe até que a voz de James a chama de volta à realidade. Junto com o som forte das ondas e a escuridão do oceano em torno de tudo.

    "Então, o que você quer agora? Roda gigante?"

    Ela aproxima-se dele,  tentando rir de novo, sentindo as mãos deles em sua cintura então o semblante dela parece esconder algo, mas a voz dela no ouvido dele é doce e quente. )


    — Roda gigante!(Ela aperta o braço dele com leveza, olhando o mar e depois as luzes que brilham como se fossem pequenos faróis guiando as pessoas ali. Dover parecia lhe mostrar coisas que jamais viu antes, tudo tinha vida, um mundo além da cortina como se todos fossem ligados a roda dos mundos, nascendo, vivendo e morrendo para alimentar os seres que se escondem dos olhos das pessoas comuns.)






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    Mensagem por Wordspinner em Ter Jan 19, 2021 12:42 pm

    A roda gigante é comum, mas bem alta. As luzes da cidade são um espetáculo lá de cima. Assim como o mar escuro. James fica apontando os lugares da cidade. Falando o que sabe sobre os bairros. Um dos braços puxando Chloe para perto. O corpo dos dois pressionados um no outro. O ar noturno. Os sons do porto mais distantes. A música animada tocando sem parar.

    Os dois continuam indo de um brinquedo para o outro. Rápido ou devagar.

    O telefone de James toca e logo os dois são sequestrados por Sebastian. Ele fez questão de que os dois fossem com ele a um teatro. James disse que não era o tipo de coisa que poderiam evitar. Sebastian não fica presente a maior parte da peça. Ele se ausenta depois levar James até a bilheteria e depois aparece sem avisos no fim da peça. Ele atrapalha o casal por pouco tempo e os deixa com uma garrafa de vinho tinto.

    James pede desculpas pela peça. "Eu até gostei, mas estava curtindo o porto com você bem mais. A gente pode voltar quando quiser Chloe. Eu só não pude evitar. Sebs precisava de mim." Ele tem os olhos cheios de culpa. "Já é tarde demais e eu vou te levar em casa. Mas o que você acha de a gente tentar de novo depois?" Ele segura as mãos dela com a mesma delicadeza de sempre. Sempre que ele a toca é com um carinho tremendo.


    ----

    Ele vai até a porta do apartamento. Mas não passa dali. O beijo mais quente e intenso da noite é o de despedida. As mãos ásperas levantam e apertam Chloe. A respiração dele corre pelo seu pescoço junto os com beijos. Ela consegue sentir a excitação dele sem freios. Exceto... ele não passa da porta. Ele tem um limite claro. Um limite traçado contra os instintos. Contra o desejo. Mas um limite feito de uma vontade inabalável. Ele se despede de novo quando se separam. Seus olhos fixos nos delas. Suas mãos firmes escondidas nas costas. Um sorriso provocante no rosto corado. "Boa noite Chloe. Vou sonhar com você..." A voz carregada de excitação ou emoção. Ou os dois.

    ----

    Do lado de dentro. Sozinha. Chloe não sente a presença do marido. Não se lembra dele. Não pensa em Ian. Ela vê as luzes da cidade e nem pensa na mudança que vai acontecer nos próximos dias. A garrafa de vinho na mão. A lua pela metade brilhando lá fora num céu sem estrelas. Ela estava sozinha e não se sentia assustada.
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    Mensagem por thendara_selune em Ter Jan 19, 2021 2:02 pm

    (A noite era um dedilhar suave de uma música melosa de fim de tarde, mas ainda assim era algo encantador aos olhos de Chloe. O telefone de James toca e logo os dois são sequestrados por Sebastian. Quando Chloe olha para Sebastian fica corada, lembrando do que fez  e acaba rindo sem jeito.  Inegavelmente estava tendo uma noite incrível, aqueles dois eram uma companhia que a agradava imensamente. A peça lhe chama atenção, lembra das coisas que fazia antes de chegar a Dover, um mundo delicado como um cristal e ao mesmo tempo violento a cercou por muito tempo antes de chegar ali. Mais uma vez um gesto gentil de Sebastian e Chloe sorri, dá um leve abraço em Sebastian desejando mentalmente que nada ruim aconteça a ele. Lembrou de Asia por alguns segundos até que a voz de James a puxa de volta para o momento.



    "Eu até gostei, mas estava curtindo o porto com você bem mais. A gente pode voltar quando quiser Chloe. Eu só não pude evitar. Sebes precisava de mim."



    Aqueles olhos azuis são incrivelmente intensos, ela não conseguiria sentir raiva dele mesmo que se esforçasse para isso. As mãos dele são quentes, então o momento de ir embora chega e o coração dela fica ansioso.
    Quando chegam ao apartamento um limite invisível se ergue silenciosamente, mas não rompe o calor que está emanado entre eles, o corpo dela apenas se desmancha quando sente o beijo e a fazendo querer muito mais.
    James é um belo exemplar de homem, deliciosamente tentador e isso mexia com as fantasias de qualquer mulher.  Sem fôlego e confusa, ela murmurou uma despedida quando ele se afastou para ir embora.)


    —  Eu espero que seja um bom sonho!  (Ela morde os lábios, recosta-se na porta como se fosse um convite, mas ela se contém e depois abre um sorriso antes de continuar a falar)


    — Tenha cuidado ao voltar para casa e podemos repetir essa noite quando você quiser...            


    ( Ela ficou corada e seu coração estava absolutamente encantado pelas palavras ditas  por ele no prédio da clínica. Ele tinha coisas muito doces em si, isso a deixava curiosa em descobrir mais sobre James. Dentro do apartamento o silêncio, seus passos suaves, não havia pressão, não tinha medo, a garrafa de vinho foi colocada em um armário, pensou nas mudanças e por fim puxou uma cadeira para olhar a lua pela metade, as estrelas deveriam estar ocupadas demais para compartilhar seu brilho com os meros mortais. Depois de um tempo ela toma um banho e vai para o quarto e veste uma camisola longa de cor azul que causava uma sensação gostosa ao tocar sua pele a fazendo recordar de James.)

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    Mensagem por Wordspinner em Qua Jan 20, 2021 1:10 pm

    Chloe ainda estava digerindo a reunião da noite anterior. As imagens. Os momentos de antes e depois. Uma montanha russa que começou com a noite na casa da fazenda. A casa onde passaram uma noite tensa esperando o pior. Torcendo por alguma esperança que fizesse sentido. Um dos trabalhadores esbarra nela com uma das caixas. O homem nem percebe. Passa direto. Os equipamentos e móveis da clinica estavam quase todos ali. Chloe olhava para sua placa em cima da mesa. Seu nome, em preto e dourado.

    Sebastian, Asia e Richard estavam ali. Sebastian tinha um vazo extremamente delicado com uma orquídea que ele dizia ser muito rara. Ele tinha certeza que Chloe ia ter o lugar perfeito para ela. "Vai ficar lindo aqui. Eu trouxe a primeira dessas da Indo..." Asia fala por cima dele com uma mão carinhosamente se enroscando em seu cabelo. A outra puxava Chloe pela cintura. "Sebs, deixa isso ali e ela coloca onde quiser depois. Olha bem para ela. Linda assim ela sabe onde colocar a flor dela." Asia claramente brincava com Chloe. Os olhos dela pareciam medir cada curva da ruiva. Ela não moveu a mão, mas agora parecia que estava muito abaixo da cintura.

    "É um ótimo lugar. Chloe, meus parabéns. Eu sei que não foi você que literalmente montou tudo, mas você merece." Ele diz olhando por uma das janelas. Os outros dois urathas esperam enquanto ele fala. Sebastian balança a cabeça concordando enquanto coloca a planta em uma mesa. "Espero que possamos contar com você também. Seremos bons vizinhos. Vizinhos que apreciam discrição. Vizinhos que vão poder resolver muitos problemas no futuro, mas que podem aparecer aqui precisando de uns pontos. Você tem uma sala de cirurgias?" Ele provavelmente já sabia a resposta. Ou pelo menos estava preparado para ela. Parecia ser assim com Richard. Ele já sabia, ou fingia muito bem que sabia. De uma forma ou de outra estava preparado. Sempre.

    --

    Chloe estava sozinha em sua sala. Os urathas tinham ido. Ela finalmente... Asia abre a porta e se esgueira para dentro. "Ei... Eu queria falar com você." Ela se anda com as pernas longas e sinuosas. Os olhos fixos nela. A loira anda até o lado de Chloe. Ela toca no braço da ruiva antes de se sentar na mesa a sua frente. A perna longa bem do lado dela. "Tem uma coisa ou outra que eu quero perguntar." Ela fala baixo chegando mais perto para Chloe ouvir com clareza. Asia não encara seus olhos, mas sua boca. "Como você é na cama... Com o James?" Ela fazia tudo parecer provocador enquanto mantinha um sorriso leve e travesso nos lábios partidos.
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    Mensagem por thendara_selune em Qua Jan 20, 2021 11:16 pm

    (A mente de Chloe parece se dividir em pólos opostos. Muita coisa aconteceu, sentia-se ansiosa e parecia que sua cabeça ia explodir. Mas, esforçou-se para se concentrar na abertura da clínica, vez ou outra, ao escutar a movimentação dos trabalhadores olhava envolta se um objeto que caísse ou uma porta que batesse com força era o suficiente para causar-lhe certa apreensão.
    Ela leva as mãos ao rosto, apertando as bochechas com as mãos espalmadas, parecia uma criança temendo alguma coisa, os cabelos soltos, a roupa escolhida com carinho e a maquiagem suave. Não usava nada além de um brinco pequeno.  Seu nome na placa lhe deu uma sensação de autonomia que nunca sentira antes. Nas prateleiras das paredes alguns livros de medicina, na gaveta da mesinha depositou com cuidado dois livros, um sobre xamanismo e outro era sobre relatos de  possessões, mas certamente ela não queria que ninguém visse aquilo. Por cima dos livros colocou um romance de Jane Austen com todo cuidado. Ao fechar a gaveta com chave até riu ao pensar que tinha vergonha de admitir que estava curiosa sobre esse tipo de assunto já que foi ensinada a se manter longe das coisas que era capaz de ver. Quando deu por si, Sebastian, Asia e o sisudo Richard preenchiam o ambiente com suas presenças.
    O vaso nas mãos de Sebastian com uma orquídea tão linda, fazem Chloe sorrir e quando Asia corta a fala dele ela segura o riso dessa vez.)

    Roupa Chloe:
    Chloe  Moore - Página 3 1ccb1610


    — Obrigada Sebastian, vou ter muito cuidado com ela( Ela toca levemente o ombro dele e depois olha para Asia que a puxou para perto. Parecia estar sendo tomada por Valquíria  exuberante. Chloe cora ouvindo os elogios. Ainda inconsciente da mão de Asia muito abaixo de sua cintura)

    — Asia…(Ela olha bem para loira que tem uma presença tão marcante) —Você sempre me deixa com autoestima elevada, mas na verdade acho que você ficaria perfeita em uma capa de revista, com esse par de pernas e esse rosto!( Chloe afasta-se de Asia com delicadeza e toca no rosto dela com carinho genuíno como se a loira fosse uma amiga de muito tempo.)

    .

    —Contem comigo no que for preciso(Ela caminha até a janela e volta sua atenção pros três)

    — O lugar terá uma sala dessas, devo admitir que não operei muitas vezes, apenas acompanhei algumas situações, mas posso lidar com alguns pontos e situações complexas vão exigir uma equipe de confiança, mas onde posso achar uma enfermeira que supra isso?(Ela ri e tira uma mecha de cabelo dos olhos torcendo que eles pudessem indicar alguém)— Teremos um pequeno ambulatório na parte de baixo, uma área para as crianças e no segundo andar uma ala exclusiva para mulheres que desejem um parto sem intervenções invasivas …(Ela parece muito feliz) —Darei meu melhor por Dover e por vocês!


    (Quando fica sozinha respira fundo, depois coloca a orquídea em sua mesa, passando a mão pela madeira, pega o celular  sentando em seguida e coloca “The academic - why can't we be friends?” ao mesmo passo que a porta se abre de novo e Asia surge transbordando toda a sensualidade que possuía. Chloe a observa sentando-se na mesa, as pernas longas expostas para quem quisesse tocar, aquela mulher é muito bonita e sabe disso.)

    "Ei... Eu queria falar com você."

    —Pode falar…( Chloe responde com um sorriso meigo nos lábios.)


    "Tem uma coisa ou outra que eu quero perguntar."  

    (A proximidade entre as duas gera uma sensação confusa. Chloe não entendia exatamente porque os olhos de Asia estavam fixos em seus  lábios ou entendia, mas preferia negar tal possibilidade de estar envolvida em um flerte.)


    "Como você está na cama... Com o James?"

    ( A pergunta é  como um tiro violento, o rosto cora violentamente e a surpresa estampada nos olhos de Chloe. Parecia ter ouvido algo extremamente pornografico)

    —Eu…(A voz dela é baixa e o rosto dela parece estar queimando)—Bem...nós...não chegamos nisso...nossa!! (As pálpebras de Chloe  tremulavam ela balançou a cabeça novamente. Quando ela abriu os olhos, ela olhou para Asia ainda surpresa pela pergunta com tom provocativo, brevemente pensou se a loira não tinha flertado com James, não seria impossível algo assim quem resistiria a presença incandescente da Asia? Chloe mordeu o lábio inferior, ainda vermelha e ficou ali encarando a loira ainda sem saber aonde aquela conversa daria. Então uma gota de ciúme faz Chloe se encher de uma pequena coragem)

    — Aconteceu algo entre vocês?
    ( Chloe tentava não deixar transparecer aquele lampejo de ciúmes, mas olhando Asia sabia que não podia competir contra aquela mulher nem mesmo em cem anos. As duas eram opostos, Chloe era apagada, uma mulher com uma aparência de fragilidade que poderia irritar a maioria dos homens, não conseguia ser voluptuosa como Asia, a presença da loira era algo selvagem, inquietante e intensa. James poderia muito bem ter sentido interesse em desvendar aquele corpo generoso em curvas e afogar-se nos olhos penetrantes de Asia.)

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    Mensagem por Wordspinner em Sex Jan 22, 2021 11:19 am

    Richard balança a cabeça com a resposta de Chloe. "Acho que vamos todos ficar bem então. Sebastian, temos que correr." Ele pareceu bem literal quando falou, mas saiu dali andando. Asia foi logo atrás.

    --

    Ela segura a faixa no peito da Chloe. "O que acontece se eu puxar isso aqui?" A voz quase um sussurro. Ela puxa bem de leve. Trazendo Chloe mais para perto. "Eu nunca encostei no James." Ela segura a outra ponta do laço. "Posso abrir o presente e olhar? Até ajudo a embrulhar de novo." Ela puxa de leve a outra ponta. A boca entreaberta.

    Chloe vê a outra perna de Asia virando a sua cadeira para ela. Os olhos bonitos da loira fitam sua boca e depois seus olhos antes de descer novamente aos lábios.
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    Mensagem por thendara_selune em Sex Jan 22, 2021 2:44 pm

    — Fico lisonjeada com seu flerte provocativo, mas ao mesmo tempo estou embaraçada e devo declinar de maneira clara para que evitemos esse tipo de coisa no futuro.( Chloe levanta-se, ajustando o laço e olhando Asia como olhasse para uma criança teimosa)

    — Você é muito bonita, evidentemente muito bem resolvida sobre seus apetites,acho que passei uma ideia que estou disponível para esse tipo de relação causal, mas não estou e nem estarei disposta a dormir com uma mulher!( Ela observa  Asia, agora com um semblante mais suave, a voz no mesmo timbre calmo e doce)

    —  Eu quero ser sua amiga se assim você quiser, poderá contar comigo, nunca esquecerei os gestos que você e os outros ofereceram tão generosamente e minha casa estará sempre aberta para vocês…(Existe uma boa dose de alegria ao falar isso)

    — Se estou conseguindo me sentir segura, bem como montar uma clínica é porque encontrei pessoas justas e que me aceitaram apesar do grande problema que me persegue…(Ela aproxima-se de Asia toca nas mãos da outra como se quisesse provar que por ela aquele assunto estivesse sendo encerrado e as duas pudessem reescrever a página seguinte sem problema algum)

    — Estou saindo com James, mas sinceramente não sei se vamos longe, por mais que eu reflita e acredite que possa me apaixonar por ele, tenho medo das coisas que podem ocorrer, ele me disse palavras que mexeram comigo, faz tempo que não sinto essa sensação dentro de mim…(Chloe não desvia os olhos de Asia, a sua postura é de total segurança e confiança em suas palavras) por isso eu o respeito e o admiro muito, não quero magoá-lo ou decepcioná-lo entende?! (Ela sorri para Asia enquanto desabafa sobre si mesma)

    — Não quero que você fique magoada, apesar desse ar de femme fatale, dentro de você também existem sentimentos que podem quebrar. O deleite que se obtém em alguns minutos não se compara ao prazer de encontrar alguém que nos ame, em parte eu invejo você profundamente, essa força que emana desse olhar tão intenso, seu coração é bom e sei que seria capaz de qualquer coisa para proteger as pessoas que são importantes para você, espero um dia ser parte dessas pessoas que você tanto ama!

    (Chloe então se afasta de Asia sentindo-se aliviada em falar o que pensava e sentia. Era algo que precisava dizer e genuinamente desejava ser amiga de Asia)

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    Mensagem por Wordspinner Ontem à(s) 4:10 pm

    Asia se levanta quando Chloe se afasta. "Cê tá falando igual um robozinho." Ela ri alto e ajeita o cabelo em um reflexo. "Não tem nada para ficar no nosso caminho Chloe. Rich sempre diz para só apostar quando for ganhar. Se fosse um teste você teria passado, sabe?" Ela se aproxima, mas seu modo de andar e falar é completamente diferente. Leve como uma pluma. "Eu não to magoada. Não fiquei triste. Bom, fiquei um pouquinho, cê é lindinha demais. Mas o James? Ele é bom demais para sacanear e eu fico feliz que você pense o mesmo que eu." Ela mostra as unhas para Chloe, como se tivesse algo para se ver ali. Não tinha nada. "Eu sempre perco o esmalte quando a gente corre. Sabe? Nunca muda comigo. Que tal você me ajudar com isso enquanto eu te falo dos clientes que a gente vai mandar para cá."

    Ela subitamente pega a mão de Chloe. "A sua tá uma gracinha. Vai conseguir manter ela assim e trabalhar? Ah, Rich disse que ele conseguiu um subsidio com a prefeitura para o seu pro-bono? Nada demais, mas é alguma coisa né?" Ela sente a mão de Chloe com cuidado antes de soltá-la devagar. "Você e James... Nada? De verdade? Porque você tá segurando? Eu já provei um Crestwood ou dois... Não achei nada pra reclamar." Ela senta de novo na mesa de Chloe, os olhos fixos nos da ruiva. Nenhuma tensão no ar. Só espaço enorme para ela usar ou não.
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