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    Chloe Moore

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    Mensagem por Wordspinner em Dom Out 25, 2020 9:14 am

    Off:
    Nenhuma palavra na primeira língua pode ser pronunciada pela Chloe. Uratha é na primeira língua. Vou considerar que ela disse algo claro e similar.

    Eles ouvem Chloe e estranhamente parecem aliviados. Todos exceto a menina que parece cada vez mais confusa. Como se cada palavra dita por Chloe fosse um grande desafio. "Não sei o que você tá esperando." Diz o magrelo. Asia e Sebastian olham para Chloe de formas bem diferentes. A primeira parece encantada e faminta. O segundo profundamente comovido, mas nada impressionado. "Eu sou Rich. Richard, mas pode dizer Rich. A gente não quer nada de você. Relaxa com isso. Não é o nosso estilo e se for o estilo do seu marido é melhor você queimar essa ponte." Ele coloca um dedo no ombro da garota asiática e ela sai da sala, alivio estampado no rosto. Ele se senta no lugar dela sem cerimonias. "Tudo que a gente vai querer é que você repita sua historia e responda umas perguntas pra um amigo. Isso e que você não ferre com a gente. Agora, quer uma água?" Ele olha para Asia e ela faz que sim com a cabeça respondendo alguma coisa que ele não disse. Ela logo pega o telefone e começa a digitar.

    Sebastian logo volta com garrafa de água mineral. Independente da resposta. Eles vão se olhando e se comunicando em algum tipo de código imperceptível. Como se fossem todos gêmeos. "Tenho certeza que é muito difícil pra você." Ela se senta do seu lado. Um dos joelhos em cima do divã. Chloe estava em um divã. Um bloco de pedra esculpido. "A gente vai te ajudar. Mas a gente pode te pedir umas coisas que pareçam meio doidas tipo levar seu carro pra longe e comprar uma passagem pra mais longe ainda no cartão antes de cancelar ele. Esquece. Um passo depois do outro." Ela morde a boca irritada. "O que você viu não é um problema. É um amigo nosso. Ele não tava tentando te fazer mal. Eu juro." Parecia sincera.

    Os olhos de Richard não deixavam Chloe nem por um segundo. Ele não estava expressando nada. Diferente Asia, era um livro bem fechado. Já Sebastian era cuidadoso e atencioso com ofertas de chá e biscoitos. Mas olhava para ela sem nenhum desejo. Imune aos seus charmes.
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    Mensagem por thendara_selune em Dom Out 25, 2020 12:58 pm

    (Eles ouvem Chloe e estranhamente parecem aliviados. Chloe por vez fica visualmente grata por não terem interesse em outro tipo de coisa, aparentemente tinham modos diferentes dos seus familiares, a menina parece confusa com todas as palavras disparadas por Chloe que por sua vez sente-se cansada  e pensa como o mundo que habitam é envolto em uma cortina densa de fumaça. Estava em um terreno selvagem, queria acreditar neles, mas sabia que palavras mal Interpretadas ou gestos que gerassem desconfiança poderiam lhe causar problemas terríveis.  Ela consegue captar os olhares de Ásia e Sebastian. Os olhos azuis da loira transitam entre encantamento e algo mais, que Chloe custa a crer que fosse desejo pois uma mulher tão atraente quanto Asia conseguiria facilmente qualquer homem que desejasse. Sebastian pareceu comovido, isso provavelmente significava que de fato era um “Lorde”, seus modos impecáveis e tinha aquela aura de cortesia.  Quando o detentor de olhos negros indecifráveis começou a falar Chloe fixou os olhos nele, queria ouvir cada palavra e não esquecer de nada dito por ele.)

    (Sem cerimônia alguma ele se senta onde a menina estava, a jovem pareceu aliviada em sair e Chloe o observa em silêncio, era um sujeito com um brilho obscuro, do tipo que você desvia na rua ou prefere evitar olhar porque ele transmite algo que intimida. Quando ele termina de falar, Asia aproxima-se mais, passa uma sensação acolhedora, Chloe gosta disso, não tinha contato com as pessoas no geral as relações eram programadas, mecânicas, mesmo na faculdade era constantemente observada, não podia se misturar, os “Moore” prezam manter os seus iguais dentro da redoma, sair dela e se misturar aos demais seria um problema especialmente se gerasse uma prole. Então ela habituou-se a apenas ao convívio com os seus, aquela espontaneidade de Asia era agradável, conseguia confiar nela e por isso pensou que era melhor ser clara como a luz do sol no verão.Percebeu que eles tinham uma sintonia, lembrou-se das crianças da família, eles agiam assim parecia uma brincadeira, sempre incentivada pelos mais velhos, um sussurro, um piscar de olhos, mas diante dela aquela sintonia era mais profunda e secreta demais para que pudesse decifrar.  Ela escuta as palavras de Ásia e nota que além de bonita é uma criatura forte e de bom coração. Por isso sua mente martela as coisas enquanto a escuta e sua voz saiu baixa, mas é sincera e começar a falar percebendo que os olhos de  Richard não se perdem, ficam ali observando-a sem deixar nenhum tipo de emoção surgir, Sebastian é atencioso, agradável e Asia é um livro aberto mesmo na situação caótica que estão.)


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    Mensagem por thendara_selune em Dom Out 25, 2020 1:21 pm

    — Eu acredito em você Asia, não queria envolver ninguém nisso, fui ingênua, achei que a “coisa” que me guiou até aqui estava me afastando do mundo além da cortina(Ela fica pensativa, os olhos brilhantes e os lábios úmidos são convidativos, tem uma coisa de inocente nela que sempre atrai ou causa tédio para os mais ousados, agora estava ali tentando sentir o ambiente, ler aqueles estranhos, mas volta olhar Asia) Aquela coisa com olhos vermelhos é assustadora, nunca vi nada assim, eu sou fraca,(Ela olha aliança, que parecia pesar toneladas e ainda assim não consegue tirar do dedo, gira objeto e respira fundo) aprendi a conviver com esses vultos porque tinha que ser assim...Eu não entendo muita coisa sobre vocês, não era permitido saber disso, falavam que isso nos preservaria…(Ela parece inquieta) — Eu posso responder tudo, mas ao mesmo tempo tenho medo dos resultados, seria trair minha família, vocês vão machucá-los?!(O brilho âmbar se perde nos lagos azuis de Asia de maneira inocente e suplicante) mas fico imaginando que você tem pessoas que amam (Ela então olha pro o chão,queria afundar ali e sumir)     Apesar da maneira que eles se portavam comigo, sempre cuidaram de mim, as vezes penso que era o jeito deles dizerem que me amam, eu sempre gostei de pensar assim, mas ao mesmo tempo sei que não é justo a maneira que nos controlam...(Ela pensa nos mapas espalhados na mesa em sua antiga casa, nos círculos,nas outras cidades marcadas com “X” vermelho, Dover estava entre elas, mas tinha medo de falar sobre isso, melhor dizer ou não?!Ela aceita o chá, e olha a xícara bonita, fica olhando os detalhes, depois sente o líquido quente na garganta, o coração pesado porém sentia que devia dizer, não era uma pessoa violenta a sua criação lhe mantinha submissa, silenciosa e gentil. A escolha forçada pela graduação não foi de todo ruim, gostava de ajudar era da sua natureza, mas sabia que nada mais seria que a cuidadora de seu marido e de seus iguais. Porém naquele momento se pudesse de fato ajudar sentiria que fez algo melhor que preservar a própria vida.) — Existem mapas, alguns antigos outros recentes, marcados cuidadosamente, eu não me dediquei a olhar eles com atenção, mas Dover era um desse lugares marcados, não sei com que intuito, nunca me foi dito nada...Eu realmente não sei(Ela fala a verdade e seu coração fica acelerado, estava dizendo algo que podia gerar um problema maior para si? Ela olha pra Asia um tanto perdida, morde os lábios novamente, sentia calor, frio e medo...)


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    Mensagem por Wordspinner em Seg Out 26, 2020 6:04 pm

    Chloe escreveu:Eu acredito em você Asia, não queria envolver ninguém nisso, fui ingênua, achei que a “coisa” que me guiou até aqui estava me afastando do mundo além da cortina

    "Não há muitos lugares onde isso é possível, querida." A voz de Sebastian tinha carinho e cuidado.

    Chloe escreveu: falavam que isso nos preservaria…

    "Porque você acha que não somo iguais a você?" Ele media cada palavra. Cada gesto de Chloe.

    Chloe escreveu:mesmo tempo sei que não é justo a maneira que nos controlam..

    "Uso e abuso não são amor. Mas não queremos começar nenhuma guerra. Não vamos atrás de ninguém."

    Chloe escreveu:Eu realmente não sei

    "Dover é linda no inverno. Deve ser por isso." Ele diz se levantando e andando até a janela enorme. Muito alta. "Você não se importaria se investigássemos você, não é Chloe? Chloe Moore. Nunca ouvi o nome, mas informação é exatamente nossa especialidade. O anel tem que ser quebrado. Pelo menos você vai entender quando vir." A voz não tem muita emoção e ele nem parece esperar respostas "Vou marcar com Amy e com todos juntos fazemos isso. Posso reparar ele para você depois. Se quiser." Ele vai andando para a saída e o celular logo ocupa toda sua atenção.

    "É... Ele sabe bem onde você tá. Poderia vir a qualquer hora. " Os olhos dela parecem preocupados. Mas sem pressa. "Rich é muito bom com metais. Vai ficar melhor do que novo se você quiser." Ela sorri confiante. "Mas agora é melhor esperar. Nosso amigo já vem. Coma os biscoitos. Eu que fiz."

    --

    Segundos se tornam minutos. Sebastian pede licença e precisa sair. Mais alguns minutos e um garoto aparece na janela e a encara até Asia mandar ele embora com um olhar sério. "Essa é a casa do Sebs. Acho que a essa hora todo mundo tá curioso pra saber quem você é. Desculpa por isso." Ela se afasta olhando o lado de fora. Como se esperasse mais intromissões a qualquer momento. "Eles chegaram." Sem nenhum sinal ou som. Mas um instante depois você vê Richard e Sebastian de volta. Dessa vez acompanhados por uma jovem de cabelos pintados e olhos azuis. Junto com os três um homem jovem e bem arrumado d cabelos castanhos.

    Eles se aproximam. De certa forma cercando Chloe. A garota olha pra ela cheia de curiosidade. Nenhum tato para disfarçar. O rapaz ainda sem nome é bem mais cuidadoso. Mas os dois estão impressionados com ela. Chloe aprendeu a ver isso. Ler isso nas pessoas. "Porra ela é linda mesmo." a voz dela é jovem, as palavras jogadas na direção de Asia. "Amy." Dessa vez para Chloe. Uma mão estendida para um aperto. Olhos fixos nos dela. Olhos idênticos aos do homem com as duas crianças. "Eu sou Brendan. Eles já disseram seu nome. Chloe." Ele saboreia a palavra com prazer.

    É um alivio quando eles se espalham se sentam. Sebastian fecha as cortinas. Richard fica em pé sozinho. Asia toca a mão de Chloe. Os olhos cheios de compaixão.

    "Pode contar. Tudo que a gente precisa saber. Mas vai com calma. Sem pressa. Pode começar contando pra mim o que falou pra eles." A voz calma. Controlada. Confiável. O desejo visto um segundo ante escondido bem fundo em algum lugar invisível. Ele tira uma folha do bolso e começa a mascar lentamente. A atenção é toda de Chloe. Todos os olhos presos nela.
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    Mensagem por thendara_selune em Seg Out 26, 2020 7:57 pm


    "Não há muitos lugares onde isso é possível, querida." A voz de Sebastian tinha carinho e cuidado.”


    — Eu sei que pra nós parentes as coisas são diferentes, escutei coisas, a maioria não tão bondosa de se ouvir… O rapaz de olhos escuro falou em “farejar” , escutei um pedaço da conversa de vocês e recordo de ouvir  uma breve reunião do meu marido…(Ela para de falar) ou melhor do meu ex-marido, eles falaram em farejar algo, certamente suponho que ao menos possa ser um “homem-fera”
    (Ela observa os olhos negros de Rich estava curiosa sobre ele, um homem ou uma “fera”?! Então prossegue com a voz suave) , quando mais nova procurei termos diferentes, talvez "loup-garou", que é literalmente "homem-lobo" ou simplesmente um lobisomem, fora isso que acabo de dizer não sei como as coisas de fato funcionam, nunca vi um e nem pretendo ver…



    "Uso e abuso não são amor. Mas não queremos começar nenhuma guerra. Não vamos atrás de ninguém."



    — Na minha família amor não é algo aceitável, existem contratos, acordos firmados, regras...Você será formalmente apresentando a um “par”, isso garante uma linhagem distinta, a altura de carregar o sobrenome “Moore
    (Ela pensa por alguns segundos, os olhos ficam vazios, contemplando o passado e tentando entender o presente)

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    Mensagem por thendara_selune em Seg Out 26, 2020 8:15 pm

    “Dover é linda no inverno. Deve ser por isso."

    (Chloe imagina se ficaria viva até o próximo inverno?! Então ainda questionando sobre sua vida o cheiro de biscoito fica mais evidente no ar, ela estava com fome e precisando de um banho.)

    "Você não se importaria se investigaremos você, não é Chloe? Chloe Moore. Nunca ouvi o nome, mas informação é exatamente nossa especialidade. O anel tem que ser quebrado. Pelo menos você vai entender quando vir."

    —Não me importo, sobre o anel( Ela olha aquela coisinha valiosa, com uma pedra generosa nela e imagina que em nada sua vida é um conto de fadas, girando ele no dedo a voz dela sai sem emoção alguma...quebrar? Ela estava quebrada há muito tempo e aquela coisa parecia não querer sair de seu dedo ou de sua vida)  Eu pretendia devolver em algum momento, mas se chegasse perto de Ian de novo, certamente não terei forças nem pra falar...Não sinto nada por ele, pelo menos não como no começo...É bem confuso, não quero ele morto...Apenas quero seguir com minha vida...(Chloe tem lábios bem marcados, naquele momento sem batom algum, ela morde os lábios com força pensando que ele merece ser despedaçado, ele ousou fazer o que fez, a traição poderia ser remediada, jamais esquecida, mas ele conseguiu agredir Chloe em seu íntimo, tirando dela a vontade de lutar e fazendo-a fugir de tudo que conhecia.)

    — Por mim eu doaria essa coisa, não me trouxe felicidade alguma, não simboliza amor…Na verdade eu não acredito em tal sentimentalismo entre as pessoas, talvez em alguns caso o "amor" nutrido pela prole seja de fato inabalável, mas esse que romantizam?!(Ela abre um sorriso cínico e quase cruel)Não existe, nos unimos por causa da química, buscamos parceiros que atendem um instinto primitivo herdados dos nossos antepassados, é muito mais pela conveniência do que pelo sentimento.(Os olhos cor de âmbar ficam perdidos de novo. Chloe está pensando que algumas pessoas realmente vivenciam o tal “amor” mesmo que no fundo seja algo meramente ilustrativo, criado por uma combinação química, um sistema de recompensas ou resumidamente  pura oxitocina, provavelmente as “ feras” deviam liberar isso em maior quantidade, um mecanismo para aliviar o próprio estresse existencial, Chloe tentava racionalizar as coisas, mas não tinha como ou era um escudo que criava em torno de si através desse tipo de pensamento?! Ela olha Rich, não demonstra nada, que invejavel, mas Asia surge com aquela voz gostosa de ouvir. O cheiro dos biscoitos feitos por ela lhe remetem a infância em meio aos empregados enquanto os pais pareciam mais preocupados em evitar sua presença. Seus lábios exibem um sorriso infantil e doce.)
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    Mensagem por thendara_selune em Seg Out 26, 2020 8:18 pm

    —Imagino que o senhor Rich seja hábil como você diz, mas dificilmente tão hábil ao se tratar disso aqui ( Ela pega um biscoito, estava faminta na verdade, cansada, com a mesma roupa, não havia o glamour que estava habituada a demonstrar, era apenas uma mulher cansada e com o cabelo parecendo uma juba desgrenhada, os  cachos ruivos lhe chegam quase a cintura, mas naquele momento os biscoitos invadiam seus sentidos, mordeu prazerosamente, mas ainda assim levou a mão a boca para mastigar com delicadeza, depois que come o primeiro o corpo relaxa mais, estava certa que não a matariam, não abusariam dela e Asia transmitia uma sinceridade rara, com toda certeza era uma parente, não tinha como aquela mulher escultural ser uma fera como o Ian ou como aparentemente  Rich devia ser, Sebastian lhe parecia um parente,até porque na cabeça dela aqueles que não eram parentes, geralmente seriam fortes,fisicamente demonstrariam isso e cruéis logicamente, ávidos em dominar tudo a sua volta. Ela mastiga mais um, os olhos brilham, sentia o sabor deles, caseiros e agradáveis ao paladar. Olha Rich  ele é magro, não aparenta ter força alguma, mas ainda assim tem aqueles olhos intimidadores.)
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    Mensagem por thendara_selune em Seg Out 26, 2020 9:14 pm

    (Os segundos se tornam minutos que massacram Chloe, estava ansiosa, quando Sebastian vai embora ela lhe dá um sorriso, parecia ser um homem gentil, agradável e uma boa companhia em outra ocasião mais branda. Já Richard era uma escultura daquelas antigas que ficam  observando quem transita pelo jardim com os olhos fixos e misteriosos, ela apenas o segue com o olhar e segundos depois percebe que um garoto a observa do lado de fora, fica sem jeito, talvez por se sentir muito desgrenhada, mas Asia o manda embora com um olhar sério.)


    "Essa é a casa do Sebs. Acho que a essa hora todo mundo tá curioso pra saber quem você é. Desculpa por isso."


    —Não tem problema, estou mais calma e você passa uma energia acolhedora(Chloe come mais um biscoito, bebericou o chá, estica as pernas olhando aquela mulher alta, bonita e de coração tão bondoso, não podia ser fingimento dela ou seria?) Ele tem um gosto refinado, me parece um bom homem e agradeço por agirem assim comigo.( Quando ela acaba de falar Asia diz “ "Eles chegaram." Sem nenhum sinal ou som. Richard e Sebastian estavam de volta. Acompanhados por uma jovem de cabelos pintados e olhos azuis. Havia um homem jovem e bem arrumado de cabelos castanhos. Chloe está descalça, os saltos lhe davam uma maior confiança, sentia-se mais alta, agora nem mesmos seus adoráveis  scarpins lhe fariam sentir maravilhosa ou alta. Eles acabam cercando Chloe. A garota com a curiosidade acentuada, mas não gera desconforto, o rapaz sem nome ainda parece mais cuidadoso, observando antes de falar qualquer coisa, parecem impressionados com Chloe em seu delicado 1, 67 em um corpo nem gordo e nem magro, mas voluptuoso, o vestido que usava com toda certeza escondia um corpo provocativo.)


    "Porra ela é linda mesmo." a voz dela é jovem, as palavras jogadas na direção de Asia. "Amy." Dessa vez para Chloe. Uma mão estendida para um aperto. Olhos fixos nos dela. Olhos idênticos aos do homem com as duas crianças”


    — Prazer...Amy é um nome bonito e na verdade você é bem bonita, me parece que aqui as pessoas são bem expressivas!(Ela parece envergonhada pelo elogio, era o retrato do desalinho e no meio daqueles homens, isso a fazia se sentir nua.) mesmo assim obrigada pelo elogio Amy muito gentil da sua parte(Ela olha aqueles olhos eram tão familiares, Chloe lembra do homem no estacionamento, seriam parentes? Ela aperta a mão de Amy com delicadeza)


    "Eu sou Brendan. Eles já disseram seu nome. Chloe." Ele saboreia a palavra com prazer.



    — Prazer em conhecê-los( Ela oferece a mão para um aperto, percebe  a maneira que ele pronuncia seu nome, galante, mas ousado e isso a faz corar por segundos que parecem anos. Os homens causam um efeito estranho em Chloe, parece sempre pisar em um campo minado quando o assunto é o sexo oposto. Nas últimas horas teve mais contato com homens que em toda sua vida. Eles se espalham, Sebastian fecha as cortinas, Richard em pé sozinho um pilar de seriedade intacto, Asia toca na mão de Chloe tal como uma irmã que incentiva a outra e cheia de compaixão. O rapaz de cabelos castanhos muda o tom, a voz é suave aos ouvidos de Chloe, o desejo se foi como uma brisa e deu lugar a uma mente focada em ouvir tudo que ela tinha a dizer. Eles estavam tentando comprovar se ela seria um risco, se estava mentindo e os recém chegados não deixavam transparecer o que de fato eram, seriam parentes assim como Asia e Sebastian? Chloe olhou dentro dos olhos castanhos e se deixou levar)



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    Mensagem por thendara_selune em Seg Out 26, 2020 10:29 pm


    (Chloe olha pra Brendan, foca atenção nele, afinal seria ele quem de fato a escutava com atenção redobrada. Os lábios exibem um sorriso amigável, tentava voltar ao próprio eixo, não queria gerar suspeitas, não era sua intenção e ela mexe no cabelo prendo-o em um coque desalinhado assim como seu espírito estava agora.)




    — Meu nome vocês já sabem
    (Ela olha Brendan fixa os olhos nele, não que fosse fácil ler qualquer um ali, estava dentro do terreno deles e tinha que ser verdadeira.)
    —Bem, sou uma parente, cresci em Durham é uma cidade no nordeste da Inglaterra, agradável e meus parentes tem raízes antigas lá, acabamos atuando em vários setores, pelo simples fato que reza lenda que todo “Moore” deve contribuir para a família e ser útil aos objetivos que são traçados.           (Os olhos dela brilham intensamente perdida nas lembranças) — Eu fui educada com a função de ser útil, por isso cursei medicina, eles precisavam de uma parente útil, já que que meu pai não teve nenhum filho que herdasse o "sangue furioso" que corre nas veias dele, acabei sendo forçada desde cedo a seguir os passos que eram pintados para mim, uma vida luxuosa, agradável, sem mazelas, mas é necessários anular-se, aceitar e especialmente se submeter… (Sua família adora submeter os demais, os fracos obedecem aos fortes que por sua vez concedem proteção pelo preço certo) —Enxergar o além mundo, só fez aumentar o meu valor, às coisas que eu enxergo não interagem comigo, parecem imagens estáticas, aquilo que vi na floricultura falou comigo, não lidei bem com o que vi, uma presença sufocante pra mim… (Ela pausa, pega a xícara de chá e bebe mais um pouco, suspira e volta a falar) —Bem, sobre meu marido(Ela pausa e refaz a sua fala) sobre Ian, bem...Ele tem sangue de fera, tem um sorriso encantador, uma voz suave, sempre dobra as pessoas é famoso por ser competitivo, mas ao mesmo tempo pode ser cruel e dominador… (Ela fica olhando pra Brendan) —Então após alguns meses, eu não engravidei, isso gerou um descontentamento nele, as coisas desandaram, não importava ver o além mundo sem gerar uma prole que garante um contrato duradouro, então ele mudou...Eu entendo que existam coisas que jamais saberei como são, mas estava disposta a seguir tudo que minha família queria, sempre tive medo deles, sei como agem( Ela morde os lábios com força sua mãe foi a única a saber sobre as coisas que Ian fazia com ela, mas mesmo assim não a incentivou a separar-se)— Com o tempo ele passou a ficar muito tempo longe, depois começou a trazer “amigas” para casa, sempre provocando-me, pensei em divórcio e disse que o faria...Como fui burra!(Ela olha o líquido na xícara querendo ser tão fluida como ele) —Então quando ousei falar em separação...ele me arrastou para o quarto e fez o que faz parte da natureza dele, eu nunca imaginei que um dia passaria por tamanha loucura( Os olhos âmbar continuam fixos no chá, precisava falar, não era louca, tinha razão em fugir, não podia viver daquele jeito por mais que sua mãe dissesse que era algo natural) —Quando alguém invade seu íntimo, destroça sua mente, esmaga sua vontade, se você não se afastar isso vai acabar com você...( Os olhos ficam vermelhos, mas ela se segura da melhor maneira)

    —A primeira vez ele disse que era uma boa maneira de “disciplinar”, para que parasse de achar que eu tinha algum valor, mas a segunda vez foi pior por ter que ceder aos apetites dele, daí em diante só piorou, virei um objeto útil naquela casa, um casamento de mentirinha com uma “fera” ruidosa...Certa noite ele partiu, avisou que demoraria dias para voltar, que eu deveria me comportar, mas a tal coisa que me guiou até aqui, me fez ir a biblioteca, onde tinham os mapas, com cidades marcadas e foi assim que vim para em Dover, nunca imaginaria que encontraria algo que me remetesse a vida em casa ou que vocês estavam aqui...Eu realmente não faço ideia do porque vim parar aqui?!( Ela olha Brendan os olhos cor de âmbar, estão vermelhos, mas ela se segura, falar tudo aquilo mexia com seu íntimo porque pela primeira vez alguém a escutava)

    —Volto a dizer que faço qualquer coisa, não sou tão boba, sei que tudo tem um preço e estou disposta a pagar em troca me deixem ir ou me permitam ficar em Dover! (Ela não olha pra ninguém, sua voz era doce, inocente até, aprendeu com o marido que temos que oferecer algo para obter alguma vantagem por isso estava usando as cartas frágeis que possuía, se precisasse dormir com alguém o faria sem pensar, se isso lhe garantisse a possibilidade de proteção era um preço pequeno, não acreditava em paixonite, mas sabia que teria uma chance maior com um parceiro sensato, disposto a um acordo, nada haver com amor ou quaisquer sentimentos. Dinheiro não era algo que comprasse sua liberdade, não sabia se defender e era uma presa fácil para qualquer um. O corpo dela relaxa, puxa delicadamente os fios soltos do cabelo, o pescoço delicado com sardas fica a mostra convidativo, sua linguagem corporal era um misto de submissão inconsciente e ingenuidade de quem não sabia lidar com a própria aparência ou com o mundo além do véu que a cercava desde a infância. Os lábios úmidos, Chloe recorda que recebia o marido sempre assim, submissa como uma lebre pronta pra morrer. Aquilo era doentio, mas o que podia fazer? Depois de ser constantemente disciplinada por Ian que por sua vez sabia que não podia usar a força com ela, pois seria como despetalar uma flor frágil, era mais simples amarrar Chloe, fazê-lá ajoelhar-se submissa e isso o deixava faminto. Agora mais uma vez o corpo de Chloe corpo  deixava a mostra como ela foi tratada como um objeto, com um dono ciumento, dominador e que havia a feito pensar que o corpo poderia ser uma moeda útil lidando com “ as feras”. No fundo ela preferia ser morta, não tinha coragem pra fazer isso, mas se outro fizesse encerrava essa existência caótica que estava tendo. Estava cansada, admitia que era mais fácil ter a proteção dos outros, não tinha como fugir dali, estava dentro do mundo daquelas pessoas e ao que parece pelo menos Richard era uma besta furiosa embora fisicamente parecesse um homem comum, mas obscuro. Quando se vivencia uma relação abusiva como a que teve com Ian, a mente não racionaliza e muitas vezes é melhor apenas aceitar que o jogo é assim, você se submete ao mais forte e ganha mais alguns dias de vida ou esperar que ele o mate!)


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    Mensagem por Wordspinner em Qua Out 28, 2020 3:18 pm

    Todos ouvem em silêncio. Alguns com emoções claras estampadas no rosto. Asia tem agitação e revolta. Brendan pura compaixão. Amy com o rosto vermelho de raiva. Sebastian parecia sentir dor física. Seu rosto também tocado pela raiva. Em momento algum qualquer um deles interrompeu. Nem um som além das respirações. No fim, Brendan faz um movimento positivo com a cabeça. Eles não precisam de mais do que isso.

    Quando Chloe termina de falar ela sente um peso sobre os ombros. O blazer de Sebastian. "Você não é uma moeda. Eu sinto muito pelo que conheceu, mas não fazemos isso aqui." As mãos dele por um breve instante nos ombros da ruiva. Um instante depois elas se afastam. Richard sai sem uma palavra. Amy vai atrás dele com irritação em cada movimento contrastando com o controle calmo do outro. Os olhos cheio de uma emoção agressiva cheia de hostilidade.

    Sebastian vai até a janela, abre as cortinas. Asia puxa cuidadosamente as bordas do terno como se fosse fechá-lo em Chloe. "Ninguém vai te tomar nada, mas precisamos do anel agora. Vou ficar aqui com você o tempo todo." A voz dela emocionada. As mãos seguem para a de Chloe, mas não puxam o anel de seu dedo. Esperam.

    Brendan e Sebastian esperam de pé. Ao lado da duas. Esperando. O primeiro ainda mascando sua folha e o segundo agora carregado de uma energia inquieta.
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    Mensagem por thendara_selune em Qua Out 28, 2020 4:44 pm


    (Chloe tem olhos cor de âmbar que transmitem um brilho enigmático, a pele com sardas delicadas, tão clara e macia ela brilhava com o frescor da mocidade ainda desabrochando para além do domínio possessivo que foi tecido nos últimos meses. As palavras eram ditas com doses de emoções que variam entre raiva, dor e frustração. A situação que passou não era algo simples, não se tratava de um homem comum, ela segurou bravamente a vontade de desaguar um oceano de lágrimas. Sensível como era, conseguia captar as nuances emocionais a sua volta a raiva, a revolta e a compaixão eram como uma onda inquietante, mas de certa maneira aquecia-lhe a alma pensar que realmente era possível confiar neles, mesmo os conhecendo há poucas horas. Quando por fim parou de falar sente o peso do blazer de Sebastian em seus ombros, as palavras dele tem sinceridade que a emocionam verdadeiramente, via nele um “gentleman” e isso gera um sorriso acolhedor em seus lábios. Seus olhos observam Richard sair, Amy o segue com irritação transbordante em cada movimento enquanto ele se mantém um indecifrável. Ela respira fundo, olhando Sebastian abrir as cortinas e sente Asia tentando fechar o Blazer em uma atitude que acredita ser protetiva.
    )

    "Ninguém vai te tomar nada, mas precisamos do anel agora. Vou ficar aqui com você o tempo todo."


    —Obrigada por escutarem isso tudo(Ela gira o anel no dedo, aquela coisinha tão delicada, com valor material exagerado, que deveria simbolizar um sonho, na verdade lhe parecia um algoz, uma peça carcerária com espinhos cravados profundamente na sua pele, seus olhos fixam-se no anel por segundos, ela o retira de maneira delicada e entrega a Asia.) — Eu vou confiar em vocês, mas em algum momento quero retribuir de alguma maneira e o farei de boa vontade mesmo que isso me custe a vida!( Era os senso de justiça dela falando agora, Chloe era frágil, mas acreditava que o caminho correto sempre deve ser traçado e estava diante de pessoas que demonstravam os valores que admirava em qualquer ser humano.)

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    Mensagem por Wordspinner em Ter Nov 03, 2020 4:50 pm

    Asia passa o anel para Sebastian que o segura como se fosse um objeto de ofensa. Eles saem. Somente Asia fica com Chloe. "Sua vida é menos segura que a da maioria das pessoas de agora em diante. Vamos procurar uma nova família para você. Uma com que possa contribuir. Vai ser útil
    e bem vinda."
    Ela sorri. Segura uma das mãos de Chloe com urgência. "Vai acontecer uma coisa lá fora. Não precisa ver. Mas eu gostaria que visse. Para entender. Mas entendo se não quiser. A sombra que você viu. Ela é nossa amiga. Ela vem ajudar. Se não quiser ver é só olhar para mim." Ela se levanta e fica na posição contrária a janela. As mãos grandes demais, mas bem cuidadas nos ombros de Chloe.

    Se a ruiva olhar pela janela verá Sebastian com uma faca na mão. Fogo dançando sobre a lâmina. O anel na outra mão. Um toque da ponta afiada e tudo muda em uma explosão de movimento. A coisa feita de correntes que salta para fora do anel tem grandes dentes de metal feitos de elos partidos. Olhos de chumbo. No primeiro momento não há qualquer som. Não há substância.

    A sombra desce como uma ave de rapina. A fumaça negra cobrindo e devorando tudo a sua volta. Olhos feitos de fogo vermelho aparecem e somem. Eles se fixam em Chloe. Raiva. Pura. Simples. Sem qualquer razão. A coisa de correntes se debate. Seus pedaços sendo separados. Triturados. Afundam nas sombras famintas. Como que dissolvendo no ar. Poucos segundos e um monstro consome totalmente o outro. A criatura urra sem qualquer som e levanta voo com asas enormes.

    As pessoas que ouviram Chloe com tanta atenção e compreensão estão no mesmo lugar. Eles claramente viram o que aconteceu. Mas seus rostos mostram uma expressão de calma reverente. Eles testemunharam algo sagrado. Ela? O que ela viu?

    --

    "Já acabou. Já tá tudo bem." Ela também tinha aquele toque emocionado na voz. Como se não pudesse ter visto algo mais bonito. As mãos nos ombros de Chloe transmitem a mesma emoção com uma pegada firme. Devoção.
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    Mensagem por thendara_selune em Ter Nov 03, 2020 6:05 pm

    @Wordspinner escreveu:Asia passa o anel para Sebastian que o segura como se fosse um objeto de ofensa. Eles saem. Somente Asia fica com Chloe. "Sua vida é menos segura que a da maioria das pessoas de agora em diante. Vamos procurar uma nova família para você. Uma com que possa contribuir. Vai ser útil
    e bem vinda."
    Ela sorri. Segura uma das mãos de Chloe com urgência. "Vai acontecer uma coisa lá fora. Não precisa ver. Mas eu gostaria que visse. Para entender. Mas entendo se não quiser. A sombra que você viu. Ela é nossa amiga. Ela vem ajudar. Se não quiser ver é só olhar para mim." Ela se levanta e fica na posição contrária a janela. As mãos grandes demais, mas bem cuidadas nos ombros de Chloe.
    @Wordspinner escreveu:


    — Eu não sei se algum dia conseguirei ter uma família( Ela não olha pra Asia, mas é notório que suas palavras são cheias de ressentimentos) mas com toda certeza quero ser útil e nesse cenário que estamos agora sinto-me com a obrigação de retribuir a vocês. ( Ela compreende as palavras de Asia, reunindo a pouca coragem que tem, ela prefere olhar tudo.)






    Se a ruiva olhar pela janela verá Sebastian com uma faca na mão. Fogo dançando sobre a lâmina. O anel na outra mão. Um toque da ponta afiada e tudo muda em uma explosão de movimento. A coisa feita de correntes que salta para fora do anel tem grandes dentes de metal feitos de elos partidos. Olhos de chumbo. No primeiro momento não há qualquer som. Não há substância.

    A sombra desce como uma ave de rapina. A fumaça negra cobrindo e devorando tudo a sua volta. Olhos feitos de fogo vermelho aparecem e somem. Eles se fixam em Chloe. Raiva. Pura. Simples. Sem qualquer razão. A coisa de correntes se debate. Seus pedaços sendo separados. Triturados. Afundam nas sombras famintas. Como que dissolvendo no ar. Poucos segundos e um monstro consome totalmente o outro. A criatura urra sem qualquer som e levanta voo com asas enormes.



    (Os olhos de Chloe observam tudo como se fosse incapaz de crer naquilo que via, seu coração estava pesado, mas quando tudo termina sente que na verdade aquilo que a guiou até Dover realmente poderia ter tido a intenção de lhe ajudar no fim das contas. A cena que ela viu jamais será esquecida, surreal, densa e ao mesmo tempo abria a sua mente para muitas possibilidades, como poderia algo tão perigoso habitar aquele pedaço de metal em seu dedo? Sentiu o corpo ficar gelado por segundos, estava cansada, a mente começa a rodopiar, coisas demais para absorver, o corpo estava em desordem desde o dia anterior, na verdade a mente dela andava fora do eixo, tentava se manter firme, mas qualquer ser humano naquela situação ficaria sem saber como proceder e ainda assim ela tentava ficar calma diante de tudo que viu até agora. )

    As pessoas que ouviram Chloe com tanta atenção e compreensão estão no mesmo lugar. Eles claramente viram o que aconteceu. Mas seus rostos mostram uma expressão de calma reverente. Eles testemunharam algo sagrado. Ela? O que ela viu?

    --

    "Já acabou. Já tá tudo bem." Ela também tinha aquele toque emocionado na voz. Como se não pudesse ter visto algo mais bonito. As mãos nos ombros de Chloe transmitem a mesma emoção com uma pegada firme. Devoção.



    — Então era isso que habitava o anel?
    ( Ela estava com os olhos perdidos em Asia e depois olhou pros outros ali. O corpo cansado, sentido as mãos da loira em seus ombros transmitindo emoção e luminosidade.  Fazendo Chloe sorrir de maneira tranquila, embora seus olhos dissessem outra coisa, se aquela porta abrisse e um familiar seu surgisse sentiria-se tentada em sair dali e voltar para casa dos pais em Durham? Que pensamento medonho, seria expulsa de casa ou coisa pior, no fundo ela sabia que o pai a faria comer grama pela raíz, jamais aceitaria tamanha afronta a sua família, mas ainda assim ela sentiu falta de casa e agora pensando mais nas palavras de Asia sobre ter uma "família", sentia-se quebrada, fragmentada demais para lidar com algo assim ou estava só com medo de se arrepender de tudo que foi feito até agora?, quando o pensamento surgi ela ri de si mesma, estava com medo ou era arrependimento pelo que acabou de acontecer? Compreendia agora que estava em um território diferente, quais regras eles seguiam, como poderia ser útil a eles e como lidar com todos ali? Ela respira fundo, os olhos ainda vermelhos e visivelmente cansada, mas grata por tudo que fizeram) — Obrigada Asia, agradeço imensamente o que fizeram e tenham certeza que pretendo ajudar como puder...



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    Mensagem por Wordspinner em Qui Nov 12, 2020 2:50 am

    Asia ouve, mas não parece prestar muita atenção. Ela abotoa o primeiro botão do blazer e faz cara de concentração. "Ficou lindo em você. Você usa bem o formal." Ela alisa o ombro e as mangas da peça. Ainda um pouco alta do que viu. Ela se senta do lado de Chloe. "Agora que ninguém mais vai seguir você a gente cria um rastro falso. Fazer parecer que você foi pra bem longe. Mas e depois, pra onde você vai?" Os olhos ficam procurando em Chloe, mas o que?

    A porta se abre novamente e o som de passos trás Sebastian de volta. A joia na mão. Uma pequena distorção mostra onde ela foi tocada pelo fogo e mais nada. O resto exatamente como antes. Exceto pela pequena cicatriz no metal. "Richard pode deixar como novo, mas achei que ia preferir assim." Ele deixa o anel ao alcance dela, no divã. Nenhum dos outros entra no lugar de novo. "Então você é uma medica, correto? Doutora Chloe. Quais são seus planos pro futuro?"

    Asia belisca ele. "Ela não tem que correr com nada. Seb, ela merece um tempo pra pensar. Acho que seria legal a gente apresentar ela ao pessoal todo. Especialmente os novatos. Eu gostei bastante deles." Ele revira os olhos. "De quem você não gosta? Você é boa demais." Ela sorri e o sorriso se transforma de lisonegeado para malicioso. "De todas as formas." Ela gargalha e encosta em Chloe. Os dedos empurrando o joelho da outra de forma brincalhona. "Aí, vocês dois estão muito muito sérios. Rich, Amy e Jay vão cuidar dos detalhes chatos. A gente pode resolver as coisas legais. Diz pra mim. O que você quer?" No fim, as ultimas palavras tem um tom de sedução.

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    Mensagem por thendara_selune em Qui Nov 12, 2020 2:11 pm

    (Chloe escuta com atenção, nunca lhe foi perguntado o que de fato queria, recorda-se de suas próprias vontades, mas lhe parece algo complexo, a sensação de liberdade poderia ser real ou estava sendo ingênua? Os olhos azuis de Asia buscando algo dentro dos olhos de Chloe, que por sua vez a encara por um tempo tentando ler os pensamentos da loira, mas não consegue ou prefere não entender)

    —Ficar em Dover e quem sabe…( Quem sabe ter uma casinha perto do mar, quem sabe sentir o corpo aquecido à noite, química ou instinto humano, Chloe sabia que sua fragilidade a faria procurar em algum momento companhia, mas compreendia que não poderia submeter um estranho ao peso que ela carregaria por ter fugido e antes dela prosseguir Sebastian volta)


    (O anel perdeu seu poder, as amarras não se foram por completo, mas Chloe sentia-se aliviada, seus lábios exibiam um sorriso, o objeto repousava silencioso ao seu alcance, o tão sonhado casamento, acabou de fato e ao ouvir Sebastian respondia com suavidade.) —Sim, me formei tem pouco tempo, aluguei uma sala em Corona, mas pretendo montar uma clínica menor em outro  bairro, bem como me interesso pelo voluntariado(Ela fala com entusiasmo) no momento estou focada em fazer valer essa nova chance, me reerguer, quero firmar raízes em Dover e contribuir com vocês naquilo que for possível.( Asia com seu jeito adorável belisca Sebastian, Chloe ri do comentário dele sobre a loira que de fato transborda empatia, além dela deixar no tom da voz aquela nuance crepitante de desejo. Chloe nunca se imaginou dormindo com uma mulher, porém imaginou que Asia com toda certeza já devia ter saciado sua fome de muitas maneiras, ficou corada ao pensar nisso e depois desviou o olhar da loira concentrando-o em Sebastian)


    —Quero um banho, trocar de roupa e dar uma volta a noite, preciso sentir o ar noturno de Dover, realinhar as coisas de maneira suave...Parece bem infantil de minha parte, mas me sinto nua nesse momento e faminta!(Ela ri, mas se recompõe rápido, o blazer era um abraço aconchegante, os lábios úmidos e olhos vagueando para depois voltar exibindo um brilho sincero ao olhar Asia e Sebastiam pois Chloe já nutria uma forte admiração por ambos que lhe pareciam verdadeiramente bondosos) —Gostaria que se possível vocês me indicassem um lugar onde possa alugar uma casa simpática aos meus atuais recursos, preciso de uns dias para organizar minhas possibilidades em Dover, pretendo ajudá-los, não poderei esquecer jamais o que fizeram por mim e adoraria contribuir com vocês de alguma maneira ou com os tais novatos,mas peço que tenham paciência comigo(Ela sorri) farei o melhor pra ajudar!


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    Mensagem por Wordspinner em Qui Nov 19, 2020 3:21 pm

    "Seu carro tá pronto a um tempo." Sebastian diz girando os pulsos em algum alongamento. "Posso ir com você até onde está ficando. No caminho você anota nossos telefones e podemos ver uma casa para você amanhã. James é o melhor com imóveis, a gente consegue ajustar as agendas para ele poder te levar para um tour." Asia faz que sim com a cabeça e adiciona. "Mais tarde quando sua mudança estiver definida eu posso te levar para ver as ONGs da cidade. Eu prefiro a Twin Pine que o Sebs fundou com o pessoal. Eles trabalham principalmente com imigrantes e gente de baixa renda, focando em cursos práticos e empregabilidade. Muitas vezes as pessoas só querem um emprego e logo conseguem se virar." Ela dá um sorriso radiante. "Dover é divertida também. Posso te levar no porto, é lindo a noite."

    Sebastian estica a mão para Chloe, mas fala olhando para Asia. "Está na hora de ir." Asia confirma com a cabeça olhando para ele e depois para você. Os olhos ligeiramente culpados. Mas não muito.

    O carro estava como era antes. Exceto que agora dava partida. Sebastian insiste em acompanhá-la. Diz que é mais seguro e ele gostaria de saber onde ela mora. Pelo menos por enquanto. No carro, no banco de trás, ela encontra uma sacola de papel da floricultura. Dentro um monte de saquinhos de chá e uma garrafa de vinho. "Você vai precisar. Se não precisar, uma garrafa de vinho é sempre um bom presente de boas vindas." Ele sorri educado como se tivesse uma piada ali. Apesar de tudo ele não tenta dirigir. Nem se oferece. Apenas observa enquanto Chloe faz as coisas do seu jeito.

    --

    No caminho ele comenta um pouco sobre a cidade. Os lugares por onde passam. Ele tem um fascínio pela história local. Isso e por lendas urbanas que ele conta com um pouco de vergonha. Ele tenta ocupar o silêncio e os vazios da cidade com informações. "Sabia que a caça era totalmente legal aqui? Até a criação da reserva quase vinte anos atrás. Foi a maior ação em que a Twin Pine estava envolvida. A maior." Orgulho em cada palavra.

    Quando chegam no lugar que Chloe alugou ele parece menor e inadequado na presença dele. Como se o homem fosse elegante demais para estar ali. Desde a entrada ao elevador que agora parecia apertado até o apartamento em si. Mesmo os dois tendo saído de uma oficina de carros quinze minutos atrás. "Bom lugar. Ótima localização." Ele olha em volta e para em uma janela. Atento. Como se os moveis e as cortinas pudessem contar algo para ele. Apesar de estar acompanhada, podia sentir alguma familiaridade com o local. Era como um balsamo. Se conectar de novo com uma realidade que ela conhecia. Que ela achava que conhecia.

    As chaves de Chloe fazem barulho na mesa de vidro. Ele coloca a sacola de papel com a garrafa bem perto da chave. "Parece que vai ficar bem." Ele toca no ombro de Chloe com muita leveza. "A vista é ótima." Ele diz olhando outra vez para a cidade lá embaixo antes de ir até a porta e sair sem cerimônias.

    O banho era exatamente o que deveria. Água quente massageando a cabeça e o corpo. O sabão com a espuma cremosa acariciando a pele. A sensação de limpeza. O cheiro doce que ela gostava de ter. O hidratante cobrindo a pele logo em seguida. Uma enorme parte da tensão do dia escorrendo com a água. Ela se via no espelho de corpo do banheiro. As gotas escorrendo pelo vidro embaçado. Ela era a mesma Chloe. Ela era a mesma Chloe?

    ----

    Acordar foi desagradável. As mãos dele sobre ela. Puxando lentamente o lençol. O marido mantinha o toque delicado. Mas os olhos eram ferozes. Ela tentou se afastar e uma das mãos se fechou sobre o pescoço a outra arrancou a camisola com um movimento brusco. O som do tecido rasgando, arranhando e marcando a pele. A garganta dela apertada demais para fazer qualquer som. A mão livre dele correndo pelo corpo com pontas afiadas. O olhar faminto. A boca tão perto. Ela sente o aperto no pescoço aumentar. Ela quer gritar. Abre a boca e nada. O deleite no rosto do dominador.

    O alarme dispara. Um grito insistente e metálico. Ela está sozinha na cama. Sozinha no apartamento. Sozinha.

    ----

    O lugar marcado não era melhor do que onde ela estava. Um bairro residencial. Casas iguais umas as outras. Sem personalidade. Feitas do mesmo molde. James está na frente de uma delas. Analisando cuidadosamente uma placa "Vende-se". Ele nem percebe quando Chloe para o carro. A casa tem uma varanda em baixo e uma no segundo andar. Sotão. Porão, dá para ver pelas janelinhas no nível do solo. Branca e verde com telhadinho de madeira.

    James está vestindo jeans, botas grossas e claras e uma camiseta branca com uma camisa de botões aberta por cima. Um cinto de ferramentas pendurado na cintura. Os pés amassam a grama verde enquanto ele olha a placa.
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    Mensagem por thendara_selune em Sex Nov 20, 2020 12:00 am

    "Seu carro tá pronto a um tempo." Sebastian diz girando os pulsos em algum alongamento. "Posso ir com você até onde está ficando. No caminho você anota nossos telefones e podemos ver uma casa para você amanhã. James é o melhor com imóveis, a gente consegue ajustar as agendas para ele poder te levar para um tour."
    Asia faz que sim com a cabeça e adiciona. Mais tarde quando sua mudança estiver definida eu posso te levar para ver as ONGs da cidade. Eu prefiro a Twin Pine que o Sebs fundou com o pessoal. Eles trabalham principalmente com imigrantes e gente de baixa renda, focando em cursos práticos e empregabilidade. Muitas vezes as pessoas só querem um emprego e logo conseguem se virar." Ela dá um sorriso radiante. "Dover é divertida também. Posso te levar no porto, é lindo a noite."


    (Chloe ouvia Sebastian a voz dele lhe causava uma ótima impressão, um timbre  agradável, os modos rebuscados era como estar diante de um homem à moda antiga e isso o tornava marcante.  Asia completou a conversa, o trabalho da ONG que Sebastian administrava era maravilhoso, Chloe o admirou por alguns segundos, desde o primeiro momento ele foi acolhedor, com toda certeza era um homem do tipo que ela gostaria de desfrutar a companhia e ouvindo a loira falar Chloe abre um sorriso concordando com ela. Estava satisfeita em estar rodeada de pessoas que de fato agregam positivamente a Dover. Ao ouvir o nome de outro homem imaginou se ele seria tão agradável quanto Sebastian?! A ruiva sem notar fita os olhos dele com curiosidade e acaba ficando vermelha caso um dos dois note seu olhar curioso.)

    —Vou aguardar por isso, acredito que seria uma honra contribuir com a “Twin Pine”, especialmente dado o envolvimento de Sebastian com o projeto, adoraria ajudar vocês de alguma maneira( Ela o olha, mas percebe que isso pode ser inconveniente ou desconfortável pra ele, então da um sorriso para Asia concentrando-se nela.) — Com toda certeza deve ser divertido sair com você Asia e vou aguardar um passeio com você quando tivermos uma chance!
    —————————————————————————————————————————

    Sebastian estica a mão para Chloe, mas fala olhando para Asia. "Está na hora de ir." Asia confirma com a cabeça olhando para ele e depois para você. Os olhos ligeiramente culpados. Mas não muito.

    (Chloe aproxima-se de Asia dando um beijo suave na bochecha em sinal de amizade, percebe aquela leve culpa, mas abraça forte e quando Sebastian lhe oferece a mão ela aceita o gesto a que deixa levemente corada, uma sensação familiar lhe reacende uma memória, mas dessa vez estava diante de um verdadeiro cavalheiro, que lhe demonstrou compaixão e aquece seu coração.)

    —Asia...Muito obrigada por tudo, conte com minha ajuda para o que precisar(Os olhos de Chloe expressam uma gratidão sincera, caminhar aqueles poucos passos com Sebastian permite-lhe sentir segurança, isso lhe agradava muitíssimo, ela ainda olha pra trás olhando Asia que era um uma formosa estrela que cruzou seu caminho cheia de bondade, algo raro, em um mundo  tão cinzento e ainda assim existiam pessoas como eles que a ajudaram sem esperar nada em troca)
    ——————————————————————————————————————————
    O carro estava como era antes. Exceto que agora dava partida. Sebastian insiste em acompanhá-la. Diz que é mais seguro e ele gostaria de saber onde ela mora. Pelo menos por enquanto. No carro, no banco de trás, ela encontra uma sacola de papel da floricultura. Dentro um monte de saquinhos de chá e uma garrafa de vinho. "Você vai precisar. Se não precisar, uma garrafa de vinho é sempre um bom presente de boas vindas." Ele sorri educado como se tivesse uma piada ali. Apesar de tudo ele não tenta dirigir. Nem se oferece. Apenas observa enquanto Chloe faz as coisas do seu jeito.

    (Chloe  olha o carro ouvindo Sebastian, verdadeiramente preocupado, ela acredita nas palavras dele, quando  vê a sacola fica encantada com o contéudo e o gesto causara nela um efeito cativante, o ouvindo falar, o tom de piada nas palavras finais a faz dar um sorriso para responder com suavidade)

    —Obrigada, você está sendo tão gentil que fico envergonhada, agradeço sua ajuda Sebastian, sinceramente você é um verdadeiro cavalheiro...Suponho que as mulheres sintam-se confortáveis com você( Ela para aí, estava especulando se ele tinha compromisso, ela fica muda por alguns segundos.Corando como uma virgem.) —Perdoe-me não queria ser indelicada…(Ela liga o carro que está obediente, deslizando pela rua com suavidade e olhando caminho vai falando) — O presente de boas vindas foi bem acertado e já me sinto em casa(Ela dá um sorriso sem jeito ainda pensando que foi indelicada com ele)

    ——————————————————————————————————————————

    No caminho ele comenta um pouco sobre a cidade. Os lugares por onde passam. Ele tem um fascínio pela história local. Isso e por lendas urbanas que ele conta com um pouco de vergonha. Ele tenta ocupar o silêncio e os vazios da cidade com informações. "Sabia que a caça era totalmente legal aqui? Até a criação da reserva quase vinte anos atrás. Foi a maior ação em que a Twin Pine estava envolvida. A maior." Orgulho em cada palavra.


    —Temos algo em comum, aprecio as lendas bem como os mitos populares dos lugares que visito(Ela fala um tanto envergonhada, a proximidade com um homem daquele jeito a deixava ansiosa, fazia tempo que não ficava assim, sentiu inveja de Asia  e de sua espontaneidade. Quando ele fala sobre a caça e a luta da “Twin Pine”, o orgulho ressoando em cada palavra a fazem admirá-lo genuinamente) — Isso é incrível, é admirável lutar assim em prol de uma causa, será que posso conhecer a reserva em algum momento? (Enquanto param em um sinal ela faz a pergunta o olhando, concentrando-se nos olhos dele e após a resposta fica pensativa.)
    ——————————————————————————————————————————
    "Quando chegam no lugar que Chloe alugou ele parece menor e inadequado na presença dele. Como se o homem fosse elegante demais para estar ali. Desde a entrada ao elevador que agora parecia apertado até o apartamento em si. Mesmo os dois tendo saído de uma oficina de carros quinze minutos atrás. "Bom lugar. Ótima localização." Ele olha em volta e para em uma janela. Atento. Como se os móveis e as cortinas pudessem contar algo para ele. Apesar de estar acompanhada, podia sentir alguma familiaridade com o local. Era como um bálsamo. Se conectar de novo com uma realidade que ela conhecia. Que ela achava que conhecia. As chaves de Chloe fazem barulho na mesa de vidro. Ele coloca a sacola de papel com a garrafa bem perto da chave. "Parece que vai ficar bem." Ele toca no ombro de Chloe com muita leveza. "A vista é ótima." Ele diz olhando outra vez para a cidade lá embaixo antes de ir até a porta e sair sem cerimônias."


    (Chloe o observa felinamente, a presença dele destoando do lugar, gerando uma inquietude, quando ele fala a sensação que ela tem é realmente estar diante de um “Lorde”, os modos e a forma que Sebastian caminha demonstram segurança, uma aura de virilidade o cerca e isso a deixa quente. Ele é alto, faz bem seu tipo, os olhos dela o observam movendo-se pelo lugar com tranquilidade, olhando pela janela e nem percebe que a ruiva o observa silenciosamente. Como se cada poro de seu corpo estivesse entregue ao primitivismo contido em um flerte perigoso e os lábios dela adorariam tirar um pedaço dele.  Contendo os pensamento, ela respira fundo, quando as chaves tilintaram no vidro, ela segue o som e a sacola colocada ali. Dois passos hesitantes até ele, a mão dele pousou suavemente no ombro dela, perto demais, cansada demais, confusa demais e alguma coisa estranha a remoendo lentamente. Quando ele se prepara para sair, as mãos dela tocam suavemente as dele, um beijo suave no canto da boca dele e os olhos cor de âmbar escondendo desejo ainda suave, ainda confuso, mas ainda assim queimando languidamente dentro dela. Ela olha para a porta, depois olha para ele, imaginando se cometeu um erro e afasta-se dele arrumando uma mecha de cabelo solta.)

    —————————————————————————————————————————
    "O banho era exatamente o que deveria. Água quente massageando a cabeça e o corpo. O sabão com a espuma cremosa acariciando a pele. A sensação de limpeza. O cheiro doce que ela gostava de ter. O hidratante cobrindo a pele logo em seguida. Uma enorme parte da tensão do dia escorrendo com a água. Ela se via no espelho de corpo do banheiro. As gotas escorrendo pelo vidro embaçado. Ela era a mesma Chloe. Ela era a mesma Chloe?
    Acordar foi desagradável. As mãos dele sobre ela. Puxando lentamente o lençol. O marido mantinha o toque delicado. Mas os olhos eram ferozes. Ela tentou se afastar e uma das mãos se fechou sobre o pescoço a outra arrancou a camisola com um movimento brusco. O som do tecido rasgando, arranhando e marcando a pele. A garganta dela apertada demais para fazer qualquer som. A mão livre dele correndo pelo corpo com pontas afiadas. O olhar faminto. A boca tão perto. Ela sente o aperto no pescoço aumentar. Ela quer gritar. Abre a boca e nada. O deleite no rosto do dominador.

    O alarme dispara. Um grito insistente e metálico. Ela está sozinha na cama. Sozinha no apartamento. Sozinha."

    ___________________________________________________________________




    (O corpo cansado, a mente cheia de coisas, os dias andavam confusos, estava habituada a uma outra vida, mas Dover começou a mostrar uma face que ela desconhecia, a água quente acariciando o corpo voluptuoso, o cabelo uma cascata cor de cobre e as suas mãos massageando toda a pele lentamente. Sentia-se um tanto vazia agora, a mente reduzindo a velocidade e seu coração apertado, mas porque sentia-se assim? Olhou o dedo onde antes o anel de casada repousava, lembrou-se encantada de Sebastian, questionando que poder era aquele, que força oculta estava povoando aquela cidade e quem eram de fato as pessoas na casa de Sebastian? Abraçou o corpo, a água lavando tudo, dissolvendo a espuma e aquele crepitar acetinado provocando-lhe os instintos mais irracionais e quando se viu no espelho, sua imagem estava embaçada assim como seu futuro e as gotículas de água brincando pelo seu corpo. Ela sai do banheiro, ainda nua vai até o quarto, o hidratante tem cheiro de rosas, passa pelo corpo com delicadeza, perdida nos pensamentos, ela escolhe uma música agradável e nesse momento vê o blazer de Sebastian ali os olhos ficam fixos nele. Aproxima-se dele, sentindo o cheiro agradável, remetendo o corpo a reações tão naturais quanto a luz do dia, estava ali em total abandono, que por sua vez provocava-lhe um anseio por algo e ao deitar na cama se deixa levar por fantasias reprimidas. Sua mente brinca com suas necessidades, imaginando as mãos de Sebastian em um passeio suave por sua pele, os lábios dele em seu pescoço, o cheiro dele ali invadindo devagar seus sentidos, a sua voz macia ascendendo brasas em cada centímetro de pele e por fim as mãos de Chloe serpenteiam lhe dando o que desejava. Calor, umidade, um leve tremor de lábios, a sua voz baixa , timidamente se entregando ao prazer de se amar sozinha, o corpo quente e cheiro dele no blazer. Quando o corpo amoleceu, sua mente também se esvai, um sorriso suave nos lábios, a cama como território seguro e a música ainda ecoando no ambiente. Como se fosse arrancada de uma realidade e lançada em outra seus olhos se enchem de medo, o lençol puxado lentamente, na sua mente palavras ecoando repetidamente “ Não,me deixe em paz, não quero, por favor, doí quando você age assim...Me deixe em paz!!!”, mas o toque delicado era um prelúdio de seu dever como mulher dele e isso  lhe manda um alerta onde uma onda de ferocidade monstruosa vai sobrevoando os dois, as mãos dela pareciam não ter forças para afastá-lo, a mão forte fechando-se em seu pescoço delicado, a outra arrancando-lhe a camisola em movimento bruto, o tecido rasgando, arranhando a pele e marcando-a ao mesmo tempo. A sensação de sufocar, os olhos perdidos nos dele, havia medo crepitando, gritando, morrendo em sua garganta, a outra mão era uma serpente percorrendo seu corpo, podia sentir pontas afiadas, aquela era a atmosfera que ele apreciava e Chloe era um barco de submissão que o excita, que o estimula a dominar cada pedacinho dela, no começo ele era doce, cativante, mas quando ela não gerou vida, os olhos dele a viram como um pedaço erótico de carne, Chloe se agita debaixo dele,mas não pode fazer nada.Ian é tão forte, tão cruel, não havia nenhum vestígio do homem que conheceu agora, só existia o deleite dele, a sua fome incessante, os lábios dele, o hálito de canela que antes lhe agradava e no desespero ela busca fôlego para gritar, mas o som se perde ao mesmo tempo que em outro lugar o grito metálico do despertador a joga de volta a sua realidade atual. Levanta-se de sobressalto, sozinha...Percorrendo o lugar todo, tropeçando, o coração disparado, a porta ainda estava fechada, os olhos se enchem de lágrimas que começam silenciosas, depois o medo vai arranhando com força, agita-se, a solidão ecoando em todo lugar, pavor mesclando-se ao seu corpo, trêmula se deixa cair na poltrona, tentando recuperar seu eixo, ele não estava ali, não a alcançaria ali, ela daria um jeito, faria o possível, conseguiria alguém, não precisava de amor, na sua cabeça isso não era para ela, atrairia alguém que pudesse defendê-la, mas isso levasse seu defensor a morte? Ela passa a mão pelos cabelos, não seria justo alguém morrer por ela ou seria? Nunca pediu pra ser uma parente, só queria uma vida comum e se deu conta naquele momento que estava nua.  Um novo banho, demorado, a mente vagando nas possibilidades, como matar Ian ou como arrumar alguém tão forte quanto ele ou devia descobrir como causar dor ao seu algoz? Quando sai do banho os olhos ainda inchados, mas se olha no espelho, forçando um sorriso, sua mãe dizia que uma mulher nunca deveria deixar que as lágrimas lhe roubassem a beleza e foi procurar uma roupa adequada, depois pensou” Posso usar o que quiser agora?!” um conjunto vermelho que nunca usou foi escolhido, a roupa gerou uma discussão em sua lua de mel, Ian odiava qualquer coisa que mostrasse demais os dotes da mulher, mas Chloe para evitar irritalo, acabou tirando o tal conjunto e deixando-o escondido, mas agora pouco importava Ian, se ele a visse vestida assim rasgaria a roupa e puxaria pelo braço para uma conversinha. Ela riu e sentiu-se magnifica, quando foi até o carro o medo ficou a espreita de novo, a lembrando que é feita de carne e ossos frágeis demais diante da fúria do ex-marido! )

    Chloe  Moore - Página 2 902e8b10



    ——————————————————————————————————————————
    "O lugar marcado não era melhor do que onde ela estava. Um bairro residencial. Casas iguais umas as outras. Sem personalidade. Feitas do mesmo molde. James está na frente de uma delas. Analisando cuidadosamente uma placa "Vende-se". Ele nem percebe quando Chloe para o carro. A casa tem uma varanda em baixo e uma no segundo andar. Sótão. Porão, dá para ver pelas janelinhas no nível do solo. Branca e verde com telhadinho de madeira. James está vestindo jeans, botas grossas e claras e uma camiseta branca com uma camisa de botões aberta por cima. Um cinto de ferramentas pendurado na cintura. Os pés amassam a grama verde enquanto ele olha a placa."

    (Chloe para o carro, olhando as casas, mas concentra-se onde o homem estava, era o mesmo do estacionamento, um típico homem rústico, mas lembrou-se dos olhos azul cobalto tão vividos, era muito charmoso e agradável de se olhar. Ela saiu  do carro devagar movia-se como uma felina, caminhando de maneira graciosa, confiante e buscando dentro de si controle, sua noite de sono não foi o que esperava, Ian fez questão de lhe aparecer como um pesadelo feroz e chegar ali foi custoso, estava com medo, mas não queria incomodar Asia ou Sebastian eles já tinham feito muito por ela.)

    —James?! (A voz dela era doce, baixa, dona de 1,65 ele lhe pareceu enorme e se não fossem os saltos estaria parecendo um anão de jardim.) —Lembra de mim?!(Ela sorri) desde já agradeço por me ajudar(Ela oferece a mão, ele tem um aperto que demonstra bom caráter)


    Pensamento e ações entre parênteses
    Falas em branco

    Obrigada pela postagem narrador I love you
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    Chloe  Moore - Página 2 Empty Re: Chloe Moore

    Mensagem por Wordspinner em Qui Nov 26, 2020 6:06 pm

    "Impossível esquecer." O sorriso caloroso. As mãos cuidadosas. Os olhos cheio de empatia. Como se ele pudesse ver a dor dela e não tivesse nada errado com isso. Um leve direcionamento com a mão por baixo da dela. "É um prazer Chloe. Eu gosto de ter a chance de olhar casas por aí." Ele se vira para a entrada ainda direcionando cuidadosamente a recém chegada.

    Ela esperava que ele cheirasse a madeira, mas cheirava a canela, hortelã e um perfume com jeito tropical. Os passos dele sincronizam com os dela, o esforço para acomodá-la era algo natural. "Bom, aqui fora é bem o que se pode ver. Um Jardim. Igualzinho do lado de trás. Tem uma churrasqueira forno a lenha e um espaço coberto lá atrás. Tudo de tijolos laranjas claros. Os escuros envelhecem mal no sol." Ele sobe as escadas devagar, sem pressa nenhuma. Passa uma das mãos na coluna de madeira. "A estrutura é ótima. Temperatura boa o ano todo e duas lareiras lá dentro pra quando o inverno é realmente ruim. O verão nunca é tão quente que as janelas grandes não resolvam junto com uma limonada gelada." Ele parecia ver a cena quando falava. Não ficava com os olhos fixos nela, mas mostrava o lugar. O espaço na varanda da frente. As janelas grandes onde ele se apoia falando da limonada e aponta a vista. Podia ver os morros da reserva, as torres do Corona e até o Shopping novo dali.

    A porta abre para uma sala aconchegante. O interior era todo em madeira. Mas as paredes eram pintadas de azul bebê e o chão era de madeira escura. A mobília era uma forma de fazer a casa parecer um lar. O sofá na direção da lareira. A escada logo a esquerda. Uma poltrona perto da janela. Uma estante de livros logo ao lado. "Nessa hora um corretor ia te mostrar os pros e contras de cada coisa. Aqui é perto da faculdade. Quinze minutos. Não tem muito barulho a noite. Taxa de crimes abaixo da média. Mesmo assim a porta tem trancas de correr que nem as janelas. Vidro e madeira nelas." Ele diz fechando a porta atrás deles. Assim que Chloe passa. Estar sozinha com um homem desse jeito seria inadequado meses atrás. Seu marido podia sumir com ele só por diversão. Ele mostra depois a cozinha. Era grande. Bem grande. Sem quartos no primeiro andar. Todos no andar de cima. Um escritório ainda na parte de baixo e uma escada para o porão.

    As escadas não faziam nenhum barulho. Mas era escuro. Muito escuro. Qualquer coisa podia estar lá embaixo. Mas quando ele ascende a luz só tem James sorrindo. Como se aquele espaço fosse um tesouro. Do tamanho da casa toda, pé direito alto. Ele abre os braços como se pudesse abraçar o vazio. "Legal se você tiver um hobby." Ou quiser fazer um cativeiro. "Uma bancada grande aqui e você pode construir qualquer coisa." Ele diz de frente para um espelho e lá a imagem dele tem algo errado. O espelho é parte de um armário desmontado. Mas o importante é que tem algo olhando de dentro do espelho. Olhos amarelos e selvagens. Só por um instante. No momento seguinte eles perdem o interesse. James não vê nada. Continua com o sorriso quente feito uma caneca de chocolate fumegante com chantili no inverno. Mas os olhos perceberam algo errado. "Tudo bem, eu me empolguei e não é a sua praia. A gente tem mais lugares para ver. Mas esse espaço aqui em baixo é a única parte especial do imóvel. O resto é bem feito e aconchegante. Mas comum." Ele estende a mão para Chole quando está andando para a escada. Talvez confundindo a reação do que ela viu com um mal estar. Ele é cuidadoso como se ela fosse quebrar.

    ----

    No caminho lá para fora ele insiste em dirigir. Ele conhece melhor as ruas. Os lugares para estacionar. Ia ser bom poder ir mostrando a cidade a cada momento. Ele tinha argumentos. Argumentos e olhos azuis familiares. Exatamente os mesmos olhos azuis da garota encostada no carro dele. Uma picape. A garota usava um vestido longo e com mangas. Parecia bem leve e era claro e florido e com abelhas, justo, mas nada revelador. Demorou um tempo para Chloe encontrar ela na memória. Ela estava lá no dia anterior. Qual era o nome mesmo? "Amy?" Surpresa na voz dele. Mas quando ela sorri ele retribui com a mesma intensidade. "Bonitão, depois do colégio vou levar meus filhos pra passear no Shopping. Vim te avisar que vou sequestrar o Jason também. Oi Chloe!" Nela os olhos são exatamente os mesmos, mas não passam empatia e sim uma fome contida logo abaixo da superfície. Como um lago congelado onde se pode ver vultos nadando. Desejando sair. Mas mais nada dá nenhum sinal. Ela só é jovem demais para filhos no plural, mal devia ter metade da idade de James. Uma tatuagem no pescoço que não combinava com o vestido.

    Ela dá um tapinha no carro dele antes de se aproximar dos dois. Cumprimenta ele com um abraço e ele a tira do chão como se fosse uma toalha de mesa, ela não se incomoda. Parece segura ali. Depois ela se vira para Chloe. "Cuida bem do meu maninho." A ameaça na voz era cômica e Chloe riu sem nem tentar. James bagunça o cabelo colorido da irmã. "Se manda baixinha. Tá atrasada para aula de novo." Ele aponta o relógio no braço e ela corre dali com um grunhido. Do outro lado da rua ela sobe em uma moto e sai com cuidado exagerado.

    "Ela é esquisita, mas é um amor. As vezes é. Quando dá sorte. Mas tá decidido, né? Vamos no meu carro." Ele sorri de novo. Um braço aponta o carro e a outra mão toca o ombro de Chloe, um toque medido e delicado para mãos grandes e calejadas. Os olhos azuis são exatamente os mesmos como se tirados da mesma face.

    ----

    A rua é movimentada, é possível ver parte do campus da Universidade Grififith da rua mesmo. Diante de um imponente prédio de seis andares com uma frente em mármore escuro e colunas em branco, a portaria tem um vidro escuro que não deixa se ver o porteiro sentado em uma mesa semi circular com pequenas telas de vigilância ligadas mostrando todos os andares, seus corredores, escadas e elevadores. Um grupo animado de mulheres suadas em roupas de ginástica com mats de yoga enrolados em bolsas coloridas saem do prédio, passando por vocês e rindo, falando algo sobre o marido ou ex marido de alguém. O elevador é suave e não da o costumeiro frio na barriga, na verdade nem parece ter saído do lugar quando a porta se abre em um corredor com carpete avermelhado e paredes cobertas por um papel de parede claro com formas geométricas. Tem um grande vaso de planta com algo que se parece com uma palmeira em miniatura tomando sol que provém de uma janela próxima, enquanto caminham para a porta da cobertura James fala sobre as possibilidades que uma cobertura na Alfangeda pode trazer.

    “ Considerando sua profissão, creio que possa atender pacientes aqui, esse prédio tem segurança 24h e o alvará para uso comercial ... “
    A porta grande de madeira clara com veios que mostram sua qualidade de madeira maciça e abre para uma ampla sala de estar com uma porta de vidro dupla que dá acesso a área externa. O cheiro de flores do campo invadem o ar ao redor de vocês, na sala já tem alguma mobília, nada com muita personalidade, as paredes em branco também evidenciam que qualquer toque pessoal pode ser dado pelo novo dono quando alguém estiver ali. Os vaso com as flores cheirosas sobre a mesa da sala indicam que alguém teve o cuidado de deixar o ambiente o mais agradável possível, logo na parede a esquerda é possível ver uma cozinha e acompanhando os seus olhos James caminha na direção da mesma, passando por um termostato “Nesse aparelho é possível deixar a temperatura mais agradável, também aquece o chão de todo o apartamento, incluindo os três banheiros …” Ele fala com orgulho de toda a modernidade do apartamento como se ele próprio o estivesse construído.

    Ao entrar pela cozinha ampla com móveis planejados e todos os aparelhos de última geração instalados, incluindo uma geladeira smart e um fogão de oito bocas com forno duplo a gás e elétrico, o cheiro da cozinha e como se um delicioso pão de gengibre estivesse assando. Tem uma mesa pequena de quatro lugares, mas há espaço para uma maior, ao fundo da cozinha há uma porta de correr em madeira e vidro e ao ir até lá tem a área de serviço tão equipada quanto a cozinha, com lavadora e secadora, James ainda comenta “Aqui você terá sua própria lavanderia, bem raro nessa área, existem algumas pagas nas redondezas ou pode pedir lavanderia no próprio condomínio, fica a seu critério…” Ele fala como se lavar a própria roupa fosse um privilégio para poucos.

    Ainda a esquerda ele aponta uma despensa onde também é possível ver a calefação, James sai da área da cozinha e caminha para o corredor onde indica o banheiro social abrindo a porta e mostrando sem entrar, tendo nele uma pia grande com um espelho que sai de trás da mesma até o teto. O espelho parece pedir para que ela olhe. Do lado direito ele abre uma porta e indica o escritório com grandes estantes de livros em uma das paredes e uma janela para a área externa, deixando tudo mais iluminado com a luz do dia. Este cômodo não possui mobília além da estante, ainda no corredor ele abre mais uma porta a direita indicando um quarto espaçoso com uma cama e uma pequena cômoda de madeira aparentemente bem pesada. “Esse quarto pode ser ligado ao escritório com uma porta se quiser é claro , ele tem um banheiro também …” seguindo em frente o corredor se abre em uma grande sala.

    “Aqui pode ser feito uma sala de tv, ou mesmo uma sala de jogos, as possibilidades são imensas...” Ele parece um pouco perdido com o espaço. Indo para porta a direita da grande sala ela abre para um grande quarto principal com closet e banheiro com pias duplas e uma banheira de hidromassagem, tendo um box em blindex com espaço o suficiente para caberem quatro pessoas nele, o quarto equipado de uma bela cama queen size e uma tv enorme instalada na parede a frente da cama, uma mesa retangular perto da janela e uma porta dupla dando acesso a área externa com um belo jardim e um pequeno coreto com mesa e cadeiras de madeira . “É um belo apartamento não acha ?” Ele pergunta com uma mão no dossel da cama. Ele não olha para Chloe. Olha lá para fora. Para a cidade. O sol brilhando no rosto. O vento mexendo as voltas do cabelo preto.

    Então ele se senta na cama e olha para ela. Por um segundo parece um convite. Do tipo que o marido fazia quando estava sem paciência para ela. quando ainda tinha esperança de um filho, mas já tinha perdido o entusiasmo. Mas o rosto de James era diferente. Com cada parte de corpo ele mandava uma mensagem diferente da que o marido, ex-marido, teria mandado. James só queria que ela ficasse a vontade ali. Para ver. Ele só estava ali esperando ela.
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    Chloe  Moore - Página 2 Empty Re: Chloe Moore

    Mensagem por thendara_selune em Sex Nov 27, 2020 3:23 pm

    Na primeira vez que Chloe esbarrou com James, ele lhe chamou atenção, o rosto dela esquentou olhando aquele pedaço de homem no estacionamento, uma nuance lânguida se formou nela e agora mais uma vez a presença dele lhe fazia sentir calor.  O que realmente ocorria era uma imensa vontade de “ir-a-forra”, de ser o oposto da velha Chloe Moore, tudo estava acontecendo rápido demais, uma mistura de fuga, de medo e sussurros incompreensíveis dentro dela. Se achava uma presa fácil, o marido disse inúmeras vezes que Chloe nas mãos certas poderia ser útil, uma isca atrativa, mas ao mesmo tempo Ian jamais colocou a esposa em uma situação perigosa, trancafiada naquele casarão, era um bibelô delicado, uma anfitriã submissa, sorrisos contidos, modos graciosos  e reprimida. Aquela “coisa etérea” que a levou a Dover, talvez desejasse que Chloe tivesse liberdade, que pudesse escapar das garras de seu “algoz sedutor”, desvencilhar-se daquela conturbada relação de dominador e submissa.  A presença de Ian em sua vida era tão forte, que na noite anterior a sombra dele, fez questão de surgir como um pesadelo, punindo-a pelos desvarios eróticos sentidos ao pensar em Sebastian e agora estava mais uma vez em companhia de um homem isso mexia com seus sentidos. A voz dele, um ressoar másculo nos modos, o sorriso carismático como alguém poderia resistir aquela aura aconchegante?

    "Impossível esquecer."


    Quando ele fala isso, os lábios dela exibem um sorriso, os olhos azuis não percorrem corpo dela em nenhum momento, as mãos cuidadosas, empatia transbordando, ele podia sentir a dor que ela tentava esconder?! A voz dele é agradável, tem entusiasmo nas palavras enquanto a guia, direcionando-a  cuidadosamente e isso a deixa confortável.
    Mesmo sem querer, ela sente o cheiro dele ecoando lentamente em seus sentidos, algo persistente fazendo-a reconhecer notas de canela que a envolvem, o frescor da hortelã que lhe provocam e algo de tropical instigando-lhe ao fundo.
    Chloe solve lentamente a presença dele, depois da noite conturbada entre lampejos eróticos, bem como a presença dos  olhos tempestuosos de Ian, James é um bálsamo quente agora.
    Aqueles passos sincronizados com os dela, a deixando segura e bem à vontade. Ele é um homem interessante, notoriamente zeloso com aquelas crianças, do tipo que gosta de criar uma atmosfera de segurança mesmo para uma desconhecida e em nenhum momento lhe lançou um olhar atrevido.  Ele pontua as coisas, ela cria as cenas possíveis. Rosas, margaridas, o sombreado agradável, um copo de limonada suando em uma mesinha bonita, um gato amarelo espreguiçando-se dengoso, um cão cavando tudo, latindo alto, crianças correndo, rolando na terra e quem sabe um homem como ele seria o complemento de seu quebra-cabeça. A vista era suntuosa aos olhos dela, cresceu em um casarão antigo, no alto de um morro verdejante, ali parecia remeter sua mente a memórias antigas, seus olhos observam as torres modernas de Corona gritando, impondo sua presença acima de todo o resto, o Shopping dando pulinhos para se exibir de igual maneira e mostrando-se em sua inquietude tal como um formigueiro. A reserva a fez pensar em Sebastian, no orgulho em sua voz ao falar da luta para garantir que aquela esmeralda pulsando vida se mantivesse segura, sorriu de novo e se virou para James para concentrar-se nele. Então a porta se abre tudo ali transpira aconchego, serenidade de fim de tarde enquanto se é possível escutar o som do vento, a sensação de poder sentar-se perto da lareira, de bebericar uma taça de vinho tinto, aninhando-se em boa companhia, o pensamento aquece Chloe e a voz dele ocupa seus pensamentos. Ela finalmente se dá conta que estão sozinhos,  os olhos dela são puros, brilhando interessados nele, mas James não notaria que causava essa inquietude, meses atrás isso seria inadmissível, Ian jamais deixaria Chloe sozinha com outro homem, os próprios semelhantes dele mantinham-se distantes, por isso não saberia identificar nenhum deles, o ex-marido mataria qualquer um que ousasse aproximar-se dela, faria isso com requintes de crueldade e com um sorriso nos lábios. Por segundos ela imaginou os olhos cinza dele, os lábios bem desenhados dando um sorriso cínico, a força dele apertando-a massivamente, a sensação da garganta contrair-se, ele adorava fazer disso uma arte violenta, certa vez enquanto ele bebia, fez Chloe sentar-se em seu colo, puxando levemente o cabelo dela, usando a ponta dos dedos em suas costas, parecia perdido em memórias violentas enquanto falava olhando-a nos olhos, os cinzas dele pareciam perdidos no âmbar gentil que os dela são.

    “Não é simplesmente matar, na verdade é fazer que bebessem das próprias vísceras isso atiça os instintos. Você não entenderia por mais que eu dissesse você precisaria ver com os meus olhos, o quão adorável é dedilhar a desgraça deles lentamente... Minha pequena Chloe, você não pode imaginar o quanto o cheiro do sangue pode ecoar em seu íntimo, como a vida suplicante vai agitando-se em desespero  tal como uma tela pintada visceralmente… No fim das contas devemos escolher se não fizermos isso, eles matariam os nossos, estraçalhariam esse rostinho angelical...”.



    Quando dá por si Chloe está caminhando até a cozinha, sentindo o ar de o ambiente preencher seus pulmões, um lugar grande, amplo, necessitando ser envolvido por memórias bonitas, bem diferentes do pensamento sobre Ian minutos atrás. Quando se direcionam ao porão, as escadas não fazem o som clichê de filmes de terror, mas a escuridão incomoda Chloe, como se algo pudesse lhe agarrar as pernas, arranhado lhe, devorando-lhe a pele e partindo os seus ossos, mas quando a luz se faz, com ela também vêm à calmaria, os pensamentos desvanecem os olhos focam em James sorrindo e a fazendo-a rir.

    "Legal se você tiver um hobby." Ou quiser fazer um cativeiro. "Uma bancada grande aqui e você pode construir qualquer coisa."


    Quando ele fala isso de frente para um espelho e lá a imagem dele tem algo errado. Algo espreitando de dentro do espelho, o sorriso dela morre nos lábios, lembrou-se do velho Noan dizendo para não deixar as coisas de o além-mundo saberem que ela os vê, que nem deveria ter medo deles, mas manter-se distante era o melhor para evitar uma ponte entre mundos. Os olhos amarelos são selvagens, por um instante, depois perdem interesse no que está além do espelho. James parece não ver nada, o sorriso no rosto bonito, cheirando a algo quente, doce e com efeito calmante.   Mas os olhos dele perceberam algo errado nela. Ele fala, a feição dela é de puro incômodo, mas o sorriso volta quando ele estende a mão, cuidadoso demais, ela aproveita-se disso, como se fosse algo natural, aquela posição de cervo ferido e o deixando tomar conta dela.
    Do lado de fora o ar muda, vai despertando nela uma sensação de calma, ele fala em dirigir, ela concorda, seu guia é adorável, agradeceu mentalmente a presença dele, os argumentos fazem sentido, mas para ela a companhia de James era um benefício que não dispensaria naquele momento, quando por fim nota a garota de olhos azuis familiar ali encostada no carro dele o vestido longo, as mangas, uma coisa de suavidade, flores, abelhas, colado ao corpo, mas sem provocações, por fim a memória manda o alerta e Chloe a reconhece do dia anterior. Retribui o comprimento com a voz doce -“Olá, você está bonita Amy!”-.

    Chloe observa os dois, o azul é o mesmo, mas as intenções são diferentes, os dele é tal como um lago plácido, convidativo, sedutores, mas os de Amy são invernais, povoados de coisas que Chloe não entende, mas que espreitam assim como aqueles olhos amarelos no espelho. Ao ouvir que ela tem filhos fica surpresa, lhe parecia uma garota tão jovem  e quem seria “Jason”?! A tatuagem no pescoço, não fazia sentido naquele visual, quem era aquela garota de fato? Chloe a vê como uma rebelde, uma criatura urbana, mas com doses de selvageria contidas.

    "Cuida bem do meu maninho!"


    Chloe sorria mesmo sem perceber, a moto dela vai voando pra longe, de maneira controlada, James fala, aquela timbre amoroso, ela sente o toque suave no ombro, os olhos azuis dentro dos dela, ela apenas sorri concordado com ele.
    A rua movimentada, cheia de vida, o  campus da  Universidade, o prédio imponente surgiu logo depois, seis andares, ela observa o lugar e avalia os detalhes com interesse. Ela pontua mentalmente que é seguro, moderno e bem localizado.  As mulheres em seus murmúrios divertidos, suadas, as roupas de ginástica como uma segunda pele, ex-marido de alguém dentro da roda de conversas delas, Chloe se lembra de seus parentes, divorcio estava fora de cogitação, estariam também tecendo comentários sobre a fuga dela?!
    O elevador é tão suave, sem os solavancos, o corredor em um convite, os olhos focam na palmeirinha, buscando sol assim como Chloe busca para sua vida. Enquanto caminham para a porta da cobertura James fala sobre as possibilidades que Alfândega podem trazer para profissão de Chloe, ele está certo, mas ao mesmo tempo ela volta-se a ideia da clínica popular, pensava em criar uma casa de parto em um bairro comercial, deixando a sala de corona para uso em dias pontuais, ela comenta isso com ele e pedindo-lhe que a leve em um local que poderia abrir uma clínica modesta.
    A porta grande de madeira clara  faz questão de mostrar sua qualidade, o lugar é amplo, parece um castelo acima do chão, o cheiro de flores a agrada o olfato de Chloe, ele fala com orgulho de toda a modernidade do apartamento como se ele próprio o tivesse construído. Ela o observa, e quando adentram a cozinha ela imagina como fazer as coisas ali, nunca cozinhou na vida, ri de si mesma e escuta James falando tal como um agente imobiliário faria, Chloe se diverte com tudo é impossível imaginar aquele homem trancado em um escritório ou exercendo uma função burocrática. James é adorável, inspira nela uma vontade imensa de cuidar dele, mas isso é algo que parte da natureza dela, a fêmea cálida, tal como uma concubina que se entusiasma com a escolha de seu mestre por passar a noite com ela, mas ao mesmo tempo ela sabia que um dos motivos para ceder inicialmente aos apetites de Ian era porque nunca foi uma “dama contida”, apenas reprimida porque a vida que tinha exigia uma postura frígida socialmente, mas as coisas não foram como imaginou e passou a dormir com um inimigo selvagem. O que resulta em sua presença em Dover.
    Ela observa seu reflexo, não existe nada de anormal no espelho, pelo menos não naquele momento, ela suspira aliviada enquanto conhece os demais espaços, em um dado momento percebe que o lugar é grande demais para uma mulher sozinha, embora tenha conforto, a modernidade, a solidão seria uma coisa lastimável e o ambiente contribuiria para isso.  Acabaria ficando maluca ali, não conseguia viver sozinha, não admitia isso, mas sabia que ficar sozinha não era algo que lhe agradasse.
    Por fim quarto é o ponto final daquele momento, Chloe para antes de entrar, como se um alerta tivesse sido ligado,  tudo organizado sem personalidade, um cardápio mobiliário simples aos olhos, que vão até a área externa, um belo jardim lhe alivia o corpo, fazendo-a adentrar o quarto, passa suavemente por ele está, olhando o coreto com ares de moça romântica e a voz dele lhe chega como uma mensagem trazida pelo vento.

    “É um belo apartamento não acha?”

    Então ele se senta na cama e olha para ela. O breve convite, só parecia isso, talvez não fosse nada nesse tom, o marido fazia o mesmo, mas sem entusiasmo, ele queria um filho, era parte do contrato entre as famílias, uma forma de garantir o acordo centenário entre os Moore e os Byrne. Porém ela não gerou nada, virou uma ânfora que ele preenchia de tempos em tempos, mas aos poucos a tomou com um objeto de prazer e divertimento, ela pertencia a ele, era um brinquedo caro, porcelana delicada, tremeluzente, mas convenientemente suplicante entre quatro paredes. Os exames pré-nupciais garantiam a saúde e fertilidade dos dois, mas por algum motivo ela não pode gerar vida, isso transformou seu casamento em uma montanha russa de emoções perigosas.  O destino lhe dava novas possibilidades, o rosto de James era diferente, havia algo que a deixava tão à vontade, as mensagens eram o oposto do que Ian enviava-lhe, as pernas dela moveram-se para perto da cama, sentou ali do lado dele, sentindo o vento, os olhos fechados, gostava de ouvir os sons da rua, o homem ali era um oceano de sensações que ela não saberia definir exatamente, contido, educado, mas havia uma trilha que a chamava ou estava indo longe demais?



    Comportamento de Chloe caso James permita que as coisas avancem para outro nível, caso não a cena encerra com eles assim sentadinhos juntos e adorei a postagem, curto algo assim porque me faz adentrar a cena em seus detalhes  I love you   Very Happy


    Ela abre os olhos dando-se conta do quão expressivo ele é. As pupilas azuis nas quais as dela estão focadas brilham convidativas, ela ao menos interpreta assim. As mãos dela se movem traçando um percurso tímido, não se comportava assim há tempos, suplicante, estava sendo egoísta, uma vingança silenciosa, que James não entenderia, não teria porque, afinal usar alguém para obter o que queria não era errado ou era? As coisas do além-mundo, aqueles olhos amarelos, o medo espreitando como se fosse um monstro sedento, seu desejo reprimido a fez lembrar-se da pergunta de Asia “O que você realmente quer?!”. Mas, então, todo o seu foco se volta para James. A sensação de estar ali, daquela maneira despertou em seu corpo a percepção de que ela nunca tinha agido sentido tanta excitação com outro homem, seus seios pequenos caberiam perfeitamente nas mãos dele, o pensamento fez seus mamilos endureceram sob a blusa de renda cara, e ela queria o material fora de seu corpo. James compreenderia seus desejos?! Ela o beijou de maneira suave, em seguida, puxou a camisa dele de seu corpo. Os botões voaram e tecidos se rasgaram enquanto ela rompia limites. Chloe levou as mãos dele para os seios, mãos grossas, causando um arrepio na pele que a fazia adorar  a sensação. O corpo voluptuoso estremeceria se ele a toca-se, as mãos dela tremiam e tomou instintivamente os dedos dele em seus lábios róseos, sugando-os eroticamente e dando entender que estava faminta por algo que ele poderia oferecer de bom grado. Os dois eram adultos, as coisas seriam práticas, sem dores ou desamores. Ela suga de maneira delirante, libertina, ousadamente e inspirou bruscamente corando diante dele. Chloe queria estar mais perto, sentir o cheiro da excitação um do outro lhe deixou ainda mais desejosa. Ela o empurrou na cama, queria ficar por cima dele, ela queria admirar o físico dele, dominá-lo era uma ideia agradável e aquele momento era algo que a ruiva apreciaria demoradamente. Estava tão quente, que imaginou que seria capaz de provocar um incêndio em Dover, se ele não a tocasse imediatamente. Apertou a boca de volta na dele, buscando sentir o gosto de James. O corpo arfando, não tinha retorno agora, seguira o encantamento erótico, pensando depois se agiu certo ou não.:
               
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    Chloe  Moore - Página 2 Empty Re: Chloe Moore

    Mensagem por Wordspinner em Qua Dez 02, 2020 6:52 pm

    Chloe escreveu:Olá, você está bonita Amy!

    Amy reage com um sorriso involuntário. Os olhos são arrancados de Chloe com alguma dificuldade.

    --

    Quando Chloe se senta ao lado de James ele não reage. Como se estivesse completamente a vontade com ela. Como se ela não correspondesse a um perigo. Isso muda assim que ela o beija. Ele corresponde se jogando no ato com abandono. A respiração quente correndo no rosto. O som dos botões no chão. As mãos dele avidas. Mais fortes do que o esperado. Mais pesadas. Ele olha para ela excitado com os dedos agora lenta e delicadamente correndo seus lábios.

    Alguma coisa muda. Ele para. Imóvel por um instante quando ela sobe sobre ele. "Eu... Não assim. Não." Indefeso por um segundo inteiro. Lutando claramente com as emoções. As sensações. O rosto vermelho. Os ainda assim fixos nos dela transbordando uma compaixão que Chloe não queria naquele momento. O peito forte subindo e descendo embaixo dela. Sob seus dedos. Os braços finalmente param as mãos que antes exploravam seu corpo, os dedos apertando a cintura sob a roupa. Ele recua. Mesmo claramente contra sua vontade. "Eu não assim Chloe. Você é maravilhosa. Mas eu não posso desse jeito." Os olhos nos dela sem desviar. Sem vergonha. Ele não a tira de cima dela. Ele afasta as mãos para o lado do corpo com dificuldade. A excitação no rosto não drena, mas é substituída por um controle férreo que lentamente cobre suas feições bonitas.

    O sol iluminando tudo. Menos a coisa invisível entre Chloe e sua vontade.

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