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    Aeroporto de Dover

    thendara_selune
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    Aeroporto de Dover  - Página 2 Empty Re: Aeroporto de Dover

    Mensagem por thendara_selune Ter 13 Set - 22:41



    🌙🌙🌙



    “Dona é pirada?” Quando escuta a resposta dela podia ler uma mistura de travessura com algo escrachado. A ruiva franze o cenho imaginando que tipo de jogos aqueles dois tinham.
    O jeito de William achar tudo engraçado a faz pensar em mil coisas que a deixam corada. Mas ela fecha os pensamentos em seguida o ouvindo falar e vendo aquela mulher de cabelo colorido sair resmungando. “- Gestos altivos, olhar contido, notas amadeiradas… Tu precisa parar de ler pornografia. - “ A gibosa respirou fundo, com os olhos fechados e ignorando a vontade que tinha de dar uma resposta a Connor. Até porque tinham tanto para lidar, coisas importantes para resolver que  não permitiria que ele a desestabilizar por tão pouco e acreditava que ele nem tinha essa intenção. O rahu só não tinha modos ou era na verdade um adolescente em um corpo capaz de atos inacreditáveis.

    Em resposta ela fala com aquele jeito educado que ele já conhecia. — Toda ajuda é bem vinda, se você conseguir antes melhor.- O que começou como uma volta para Dover vira uma investigação com métodos sobrenaturais. "Sua família deve ter mais segredos que você não gostaria de saber." A gibosa escuta o comentário de William e  aquilo sim a preocupa de novo, era um inferno sentir que ele tinha razão e o que mais eles poderiam estar escondendo? A pergunta fica estampada no semblante tenso da ruiva.

    "Eu vigio o Steve Wonder aqui."
    Chloe deixa um sorriso escapar pela comparação.

    "Não queremos você encarando sem perceber ou o tempo todo de olhos fechados. Aqui tem luz do sol, ninguém vai ligar." O irraka guiou Chloe, ela pega os óculos os olhando com curiosidade. "Você só precisa encostar no prédio." Ela segue a orientação do Lua-nova. A Cahalith  afastou os cachos laranjas do rosto de jeito espontânea. Recostou-se na parede com o coração acelerado e ansiosa. "Vai ser um pouco confuso. Mas você pega o jeito rápido. Eu to aqui pra te guiar pelas sensações e caso tenha alguma dúvida." Ela o escuta como se fosse uma lição valiosa. Como quem quer decifrar qualquer detalhe ou regra, mas a sensação a seguir era algo que não estava esperando. É como se jogassem uma rede em um oceano de coisas, imagens que surgiam em uma enxurrada desconexa sem que ela desse permissão para aquela invasão ou pudesse controlar. Começou a brigar com aquela confusão mental  tentando organizar as peças todas para entender aquele monte de informações que chegam como se fossem empurrada contra ela.


    Chloe Moore
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    Mensagem por Wordspinner Qua 14 Set - 15:21

    Chloe em pouco tempo está no comando dos seus sentidos, dos sentidos do prédio. Ela precisa abdicar de um para ter o outro, mas pode alternar. No começo a visão a leva de janela em janela. Porta em porta. William a lembra que se tentar ouvir o que tem do outro lado ela não poderá ouvir as respostas dele. Mas que devia tentar se encontrasse algo útil.

    Ela procura e explora e percebe que pode olhar de mais de um lugar ao mesmo tempo. Sentir, cheirar, ouvir. A divisão a faz perder o foco por um momento, mas a cahalith se recupera ao perceber algo familiar. Algo perdido.

    O Lua cheia sabe que o lugar é enorme e sabe que não sente as passagens como um monolito tridimensional e sim uma teia confusa e esburacada, difícil de navegar com precisão, porém muito mais rápido assim que qualquer um poderia com duas pernas. As vezes ele tentava andar e sentia o pé batendo na mala de Dona. Ou Seria de Chloe? Impossível ver os dois lugares ao mesmo tempo.

    Também não fazia sentido algum terem três lugares diferentes com policiais.  Para que? Só pra dar mais trabalho. Pouco importava quem tava esquentando comida no micro ondas. Mas o cheiro era bom. Diferente do bannheiro com a mocinha negra tentando explicar o que era aquela bola de pó enrolada em camisinha. Ou o casal de mochileiros reclamando em alemão que claramente não tinham tomado banho a um bom tempo. Uma camada azeda de fedor rançoso quase escondendo o cheiro do sangue de lobo. Connor foca sua atenção, precisava descrever o lugar as pessoas sem parar de procurar.

    Chloe os reconheceu com uma estranha sensação de segurança e nostalgia que apodreceu dentro dela tão rápido quanto surgiu. Antes esses homens representavam segurança, agora perigo. Eles sempre seguiam ela e Randall. Parte do plano de fundo. As roupas casuais eram boas, resistentes, feitas para serem dificeis de cortar e furar. Ela sabia. O mais novo tinha mostrado como se fosse mágica quando Randall precisou deixar ela sozinha e tinham que destrair a pequena Chloe.

    Ainda eram os mesmos três homens comprando doces e bebidas em uma lojinha no caminho do desembarque. Descontraidos conversando. Ela continua procurando. Eles eram um sinal de que estava no caminho certo.

    Connor descreve todas as seis pessoas na sala de espera para Dona, não tinha como ser mais especifico que aquilo. Não podia parar sua busca também. Não só, ele tinha achado outra coisa. Pior ainda. Na fila dos balcões que ele nunca tinha passado cheio de imagens e avisos sobre cameras e celular. Tinha algum sangue do lobo ali também. Mas era gente demais para ter qualquer ideia. Um funcionário? O faxineiro? Um passageiro? Gente demais. Ele não conseguiria figiar todas as cabines. Eram muitas. Muito mais de três. Ele ouve Dona falando no telefone assim que ele conta pra ela. Um aperto tranquilizador no braço. "Cê tá fazendo um bom trabalho C, continua."

    Ele continua olhando. Farejando. Procurando. Pulando de uma porta para outra. Ele verifica todas as cabines e salas. A não ser que tenham uma prisão secreta ele viu tudo. Repetiu a mesma visão varias vezes na verdade, por perspectivas diferentes. A descrição de Chloe não tinha o levando mais longe. Por sorte estava procurando por sangues de lobo. Mas isso significava pela ausência, ou ela não sabia tanto sobre a família ou quem estava ali estava se escondendo. Isso significava medo, mas também cuidado.

    Chloe continua olhando de um lugar para o outro. William aconselha a olhar pelas maiores primeiro, só para ter por onde começar, entender o lugar. Ela via de tantos angulos diferentes. Tantas posições. É uma surpresa ver a senhora Randall. Uma surpresa maior ainda vê-la na cadeira de rodas com um sorriso gentil para o funcionário de colete colorido a empurrando. Uma médica ou enfermeira dizia alguma coisa fazia gestos tranquilizadores. Ela estava no posto de atendimento médico sendo liberada.  Chloe tenta chegar mais perto, mas nada interessante acontece, ela só é estava trocando amenidades enquanto era levada dali. "Vão vir me buscar querido." A voz tranquila e amigável. "Alguém da família." Aquele sorriso de novo. Tão meigo.

    O toque do irraka é inesperado. Urgente e repetitivo. Ela tinha levado a audição para dentro do prédio e ele tinha tentado falar com ela. "Chloe, tá me ouvindo?" Ele parecer perceber que sim antes de ela reaprender a falar. "Eu sei que você viu alguma coisa, mas temos pelo menos dois sangue de lobo lá dentro. Um grupo de pessoas detidas que Connor deve continuar figiando, eu suponho, também pelo menos um alguém passando pela entrada internacional no pais. Procure por eles. Alguém entre eles pose ser quem está procurando." Ela não consegue deixar de imaginar que a senhora Randall poderia estar fugindo. Procurando refugio. Procurando abrigo. Poderia estar arrependida. Poderia estar procurando ajuda e bem do lado de Chloe estava o pai de James. Então, ela vê o homem dizendo as palavras, palavras que ela não ouvia. Dizendo que tinha perdido o passaporte. Que deviam ter roubado dele na fila. Chloe Não sabia porque estava olhando para ele por tanto tempo e reconhecimento veio como um relâmpago em uma noite escura. Era o primo. O cabelo pintado de preto junto com as sobrancelhas. O rosto bronzeado. Lentes nos olhos. Um moletom surrado com calça jeans e tenis. Um bone de algum time de qualquer coisa que ela não sabia o que era. Ele se repete irritado. Batendo no balcão. Tão perto. Tão distante.
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    Aeroporto de Dover  - Página 2 Empty Re: Aeroporto de Dover

    Mensagem por Ankou Qua 14 Set - 18:41


    Após descrever pra ela tudo que eu poderia eu abro os olhos devagar, a dor inevitável pela luz invadindo minhas pupilas, minhas mãos alcançam a de Dona conforme ela toca meu braço, meu toque gentil, o melhor que posso.

    - Samantha é a mãe da minha menina. - mas ela certamente já sabia disso. - A gente nunca teve nada, foi só uma transa doida e ela já tava grávida… E aí meu pau mágico conseguiu a façanha de colocar outra criança nela. - não tinha muito mais o que dizer sobre ela, pelo menos nada que eu quisesse dizer, tava satisfeito, feliz de ser pai. - Mas Tuya, aí é outra história, a gente tá meio que junto desde que eu voltei pra Dover… - eu me levanto e me apoio na mesa aproximando meu rosto de Dona, meu olhar quase feral - Eu queria mesmo te levar pra caçar e foder igual um cachorro no cio, igual nossa primeira vez juntos, mas eu não posso Dona. - Já tinha esquivado daquela bala, já tinha esquivado de duas balas onde meus instintos quase levaram o melhor de mim. - Eu to tentando não cagar tudo dessa vez, ela não merece. Ela é tão… Tão… - me faltam palavras por um instante, era difícil descrever aquilo, diante de tanta solidão, incompleta. - Triste, sozinha pra dizer o mínimo, eu não quero cagar as coisas dessas vez. - Minha afirmativa na segunda vez sai com mais convicção.

    Me ponho já totalmente ereto e tento mudar totalmente de assunto - Tem alguém pro lado das filas, mas é impossível de saber quem, muitos cheiros emaranhados pra rastrear, é, acabou que eu não achei nada, mas pelo menos seja quem for não foi detido, ainda, mas a Chloe viu alguma coisa, alguma coisa que ela não gostou. - dava pra sentir o desagrado dela, ela se preparando pra alguma coisa que viu. - É, a gente realmente vai ter problema. - zero animação na voz, na verdade estava até meio preguiçoso, a essa hora era pra eu estar dando cum cochilo com as crianças no sofá de casa.

    Eu pego a maleta dela e olho pra ver se está tudo bem seguro - Melhor colocar isso em um armário, ou pode esconder no alforje da minha moto. - a segunda opção menos segura, mas ainda era melhor do que ficar andando com aquilo por ali, eu estendo a “bagagem” pra ela de forma discreta pra ela decidir o que fazer.

    Eu a acompanharia até a moto se ela quisesse, e iria em direção de Chloe no momento seguinte. - Então, qual o tamanho da merda que estamos lidando? - Minha pergunta é sem rodeios.

    Connor Mcleary
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    Mensagem por thendara_selune Qui 15 Set - 11:23



    🌙🌙🌙


    Era como se seus sentidos corressem juntos e, ao mesmo tempo, separados. Um segundo parecia entender onde estava, no outro se perdia para depois no instante seguinte achar um fio que a leva a algo familiar. Seu coração acelerou, pareceu sobressaltada e tensa. A procura é como sentir sede, de maneira desesperada ela quer achar algo que possa saciar aquela emoção que parece se emaranhar mais e mais enquanto procura. Então quando os vê sente o corpo estremecer. A gibosa lembra dos dias com eles, do som das vozes, do truque e daquele casulo protetivo que cresceu. As lembranças borbulhando na superfície, será que suas linhas de expressão entregavam qualquer coisa? Não tinha como saber, a  cahalith  sentia que todas as lembranças azedam. Mas aquilo era só o começo da dor que sentia depois. — Senhora Randall? - Ela exclamou em murmúrio, antes volta a focar na mulher, naquela que cuidou dela tantas vezes,  o som da sua voz era a mesma, Chloe fica surpresa, tentada em saber mais e a forma como seu peito doía  a fez sentir também raiva. Parte dela ainda estava segurando o seu delírio infantil de estar em casa de novo. Saudades de tantas coisas, dos pais especialmente e isso quase a fez descolar do prédio.  "Vão vir me buscar querido. "Alguém da família." O sorriso dela, quem ia buscá-la? A ruiva se questiona porque a mulher fez aquilo com James. Desespero estampa seu rosto, os lábios tremem. Seu pai teria dado a ordem ou Ian? Era assim que as duas famílias agiam? Uma máfia? Um culto? No que eles acreditam? As perguntas embaralham as emoções e torcia que ninguém as captasse. Não queria falar sobre aquilo com ninguém. O dom de Connor era inconveniente agora, invadindo as emoções dos outros sem permissão e isso a faz ranger os dentes. Então pensa: e se a senhora Randall estivesse arrependida? Quem sabe pudesse trazê-la pro lado certo?! Os sentimentos pareciam saltar alto, quebrando Chloe em pedaços junto com suas perguntas que evaporam quando sente o toque de William. Urgência que se prolonga. "Eu sei que você viu alguma coisa, mas temos pelo menos dois sangue de lobo lá dentro. Um grupo de pessoas detidas que Connor deve continuar vigiando, eu suponho, também pelo menos alguém passando pela entrada internacional no país. Procure por eles. Alguém entre eles pode ser quem está procurando."

    O pensamento volta de novo à mulher que a criou. Se ela precisasse de ajuda seria o certo mostrar que ali em Dover eles podem ter um lugar para ficar. Um lar, uma luta justa e nobre em prol de algo maior. Então o rosto de James invade seu pensamento. A dor dele, seu desespero e se ele tivesse morrido? Jason a odiaria? Porque se envolveu com ele se sabia que algo ruim poderia acontecer? Se continuasse se deixando levar pelas emoções perderia o foco  então como se um novo fio surgisse em meio a tudo ela encara um homem. As palavras dele parecem ser silenciadas. A ruiva insiste em olhar para tentar ouvir e então como lampejo ela o reconhece.  Mesmo daquele jeito o reconheceria em qualquer lugar do mundo. Então consegue escutar, sua voz bonita alterada pela irritação, pelo medo e se ele se arriscou daquele jeito algo ruim aconteceu em Durham. Era como se ela sentisse um baque e o coração se comprimiu em seu peito.
    “Tic-tac.” O tempo se esvaindo quando ela sente que saiu da cena toda de uma vez. Uma das mãos  aperta os dedos do irraka com força. — São parte da minha família…William quero ajudá-los…- As palavras entrecortadas. — Três homens que conheço desde menina e a Senhora Randall em uma cadeira de rodas…-  Quando percebe a aproximação de Connor ela  se força a vestir uma máscara sem expressão e mãos soltando os dedos do lua nova. Um esforço de manter o controle quando, na verdade, queria correr até eles. Questioná-los porque estão metidos com aquilo? Porque aceitar todo o terror no celeiro? Ainda lembra da moça no equipamento, da própria covardia, devia ter tentado mais, tentando arrancar aqueles sentimentos dentro dela, cavar fundo na carne e esquecer o laço que os une.
    “Sangue clama pelo próprio sangue Chloe” Seu pai dizia com aquela voz inesquecível. Cabelo grisalho, maçãs do rosto, olhos intensos e mandíbula forte. Tão bonito aos olhos dela e de sua mãe.  O que a faz lembrar que Elize adora Malcom, o achava divertido, esperto e atencioso. Parecido com seu pai.  Ele é sobrinho de Adam, bem quisto pela família, então o que ele viu para fazê-lo fugir? — Meu primo está aqui, Malcom está na fila, falando que o passaporte dele pode ter sido roubado.- Ela massageia as têmporas. Irritação, frustração e medo flutuando de mãos dadas. — Tem mais gente da minha família e acho que vai chegar mais alguém para buscar a Senhora Randall, ela  tá em uma cadeira de rodas…é como uma segunda mãe…Ela usa um tapa-olhos… - Chloe nunca ousou perguntar como aquilo aconteceu. As batidas de seu coração batendo forte ao pensar que seu pai ou Ian podia aparecer ou Devon que ela nem sabe qual ligação tinha com as famílias. Podia ser outros primos, os que podem matar em um piscar assim como qualquer Uratha ou se aqueles três pelo que ela sabia poderiam tornar tudo ainda mais difícil.  — Ela estava no posto de atendimento médico sendo liberada, os três homens são hábeis eles protegem, sabem se defender e machucar…- De novo ela morde o lábio inferior antes de prosseguir se dando conta que mesmo quando Axel perguntou ela não deu nomes, ela não deu detalhes sobre a família, talvez já soubessem tanto e lembrou das palavras de Dona "Tem gente que vigia todo mundo." Será que o Irraka sabia muito mais que Chloe sobre as duas famílias? — Estavam comprando doces e bebidas em uma lojinha no caminho do desembarque. Não pareciam esperar por mim, acho que isso também significa que estão se sentindo confortáveis, tem mais gente vindo… Não acho que são apenas sangue de lobo que estão aqui, conheço às duas famílias o suficiente para saber que não cometem erros, preferem pecar pelo excesso do que pela omissão…- Seus nervos e emoções embaralham no seu estômago, e os cabelos da sua nuca ficam arrepiados.  Parecia que até o ar ficou quente ela se sente sufocada, e uma gota de suor rola em suas costas. — Esse é o tamanho do problema que estamos lidando agora!- A voz dela tremeu ansiosa. “Oh! Doce mãe lua nos ajude…” Uma prece silenciosa ecoando enquanto a necessidade de agir a incita. Em seguida ela os descreve da melhor maneira que pode. O primo estava diferente, sem barba, cabelos tingido e seu visual expressa o quanto ele quer escapar.


    A família:

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    Mensagem por thendara_selune Qui 15 Set - 15:29




    OFF :


    🌙🌙🌙


    Ela passa a mão pelo cabelo. — Você estava vigiando um grupo de pessoas detidas Connor?- A pergunta surgiu depois dela filtrar melhor. Não era fácil saber que um pedaço da família está ali e manter o foco ficou caótico. —Eu vi três homens que conheço, mas são cheiros demais, não é simples reconhecer tudo assim. Tem alguém passando pela entrada internacional do País pode ser um parente?!-Olhou o Irraka. — Meu primo tá em um balcão, uma fila com muitas pessoas deve ser o ponto onde a polícia fica dando as orientações quando você perde documentos, ele disse que ia dar um jeito de segurarem ele e essa é uma solução prática fingir que perdeu o passaporte. Será que é essa entrada que ele está?!- Agitação de novo e olhos brilham com alguma esperança.  —Com a Randall tem uma mulher que a acompanha, pode ser uma médica ou enfermeira. Não lembro dela.-  Depois ela fica ansiosa em ir até lá.
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    Mensagem por thendara_selune Qui 15 Set - 16:33

    Off: Qualquer trecho que coloquei parente na verdade tô falando Sangue do Lobo🐺
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    Mensagem por Wordspinner Dom 18 Set - 20:48

    Connor: Mas Tuya, aí é outra história, a gente tá meio que junto desde que eu voltei pra Dover…

    É fácil ver ela se fechar. Se afastar. Ela balança a cabeça concordando.

    Connor: mas eu não posso Dona.

    "Não vim aqui te ver." Ela morde um pedaço do bolo com geleia que pediu. "Vim ver o bonitão da morte ali." Ela mastiga e fala ao mesmo tempo sem esconder que acha graça.

    Connor: Triste, sozinha pra dizer o mínimo, eu não quero cagar as coisas dessas vez.

    "Só não ser um cuzão." Ela limpa a boca de geleia com os dedos e depois, vendo que ainda tava suja, limpa de novo com guardanapo.

    Connor: É, a gente realmente vai ter problema.

    "E o parente na sala? O outro que não sabe qual é também?!" Ela continua sentada. "Que tipo de problema? Problema pra nós quatro?" Ela continua sentada.

    Connor : Melhor colocar isso em um armário, ou pode esconder no alforje da minha moto.

    "Espero vocês aqui e vejo o que eu faço." Ela coloca na boca outro pedaço de bolo claramente contrariada.

    Chloe: Senhora Randall?

    William faz um som com a garganta. Quase uma risada.

    Chloe: Três homens que conheço desde menina e a Senhora Randall em uma cadeira de rodas…

    "Eu não apostaria que estão todos do mesmo lado." Um sorriso fraco, quase um pedido de desculpas. "Acha que consegue ?"

    Chloe: Meu primo está aqui, Malcom está na fila, falando que o passaporte dele pode ter sido roubado.-

    "Ele disse nas mensagens que ia dar um jeito de ser protegido pela segurança. Deve ser isso. deve ter medo de sair." O irraka dá de ombros como fosse um pequeno mistério prestes a ser revelado de uma forma ou outra.

    Chloe: Ela usa um tapa-olhos...

    "Eu sei." Sem nenhum sobressalto.

    Chloe: Ela estava no posto de atendimento médico sendo liberada, os três homens são hábeis eles protegem, sabem se defender e machucar…

    "Devem saber ser discretos também." Ele segura a mão de Chloe com um aperto reconfortante e breve.
    "Aposto que vai conseguir lidar com eles."

    Chloe: Estavam comprando doces e bebidas em uma lojinha no caminho do desembarque...

    "Estão esperando a presa." Ele olha em volta devagar. "Sua família realmente não ficou bem a ideia da sua saida."

    Chloe: Eu vi três homens que conheço, mas são cheiros demais, não é simples reconhecer tudo assim. Tem alguém passando pela entrada internacional do País pode ser um parente?!-

    "Achei que Connor ia ficar de olho nisso. Parece que não." Ainda relaxado e tranquilo.

    Chloe: Será que é essa entrada que ele está?!-

    "Não. Só se ele realmente não souber como isso funciona. Ninguém vai segurar ele porque tá sem passaporte, exceto se estiver entrando no pais vindo de fora." As palavras saem devagar, imunes ao nervosismo de Chloe. "Ele deve ser obrigado a passar pela entrada quando 'achar' o passaporte ou vai ficar aí até conseguir outro jeito de se identificar."

    Chloe: Com a Randall tem uma mulher que a acompanha, pode ser uma médica ou enfermeira. Não lembro dela.-

    "Isso eu não tenho ideia. Ela pode ter passado mal ou tem algum plano que a gente não tem as peças pra montar." O irraka olha de um para o outro sorrindo. "Qual o plano?"
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    Mensagem por Ankou Seg 19 Set - 2:58


    Eu sinto que coloquei algum limite em Dona, o que me ajuda muito mais do que ela imagina - Eu não disse que veio, Dona, mas a gente sabe onde termina quando você começa a se esfregar em mim. - isso era eu, tentando não ser um cuzão, Dona era o mais perto que eu chegaria de dar uma rapidinha no banheiro do aeroporto, mas dessa vez não parecia certo.

    - Além de que você não ia me dar um par de moleques, ou ia? - minha pergunta saiu em cima do muro, não parece séria, mas não é algo que eu iria descartar dela, ela era a pessoa mais imprevisível que eu conhecia, não duvidava de mais nada, na verdade já até tinha começado a me arrepender de ter perguntado aquilo.

    - O Sangue do Lobo na sala não é bem algo que eu possa resolver agora, William é mais preparado que eu pra isso. - era hora de reconhecer que eu tinha meus limites, que não ia resolver a porra toda sozinha, nem queria, eu podia ser muito bom em me esgueirar na forma de cachorro ou no escuro, mas em um corredor onde eu ocupava metade dele nem o dom mais profundo que eu conhecia podia me ajudar.



    Depois de desferir minha pergunta pra eles eu paro e escuto os relatos de Chloe, era difícil de reconhecer que a própria família era metade louca e a outra metade má, pelo menos eu já tinha passado pela parte do metade louca, não tinha descoberto a metade má, pelo menos não ainda.

    - Tem alguém lá dentro do povo, um ou dois deles, não dá pra saber. - O que era uma merda e só dificultava nossa vida, mas era bom deixar Chloe ciente e com certeza.

    William pergunta sobre o plano e uma das minhas sobrancelhas se arqueia logo em seguida, eu esperava que ele tivesse um - Eu posso entrar, achar a sala não é um problema, mas isso faria um monte de gente olhando as câmeras e filmagens posteriormente se perguntarem como um doguinho passou por tantas portas destrancadas que não deviam estar destrancadas, não é muito melhor que um cara tomando um tiro de ponto cinquenta no meio da rua e nem tremer. O infiltrador aqui é você. - eu retruco pra William. - A não ser que você consiga fazer as câmeras olharem pro outro lado. - o que naquela altura eu nem duvidava, Mestres do Ferro ainda mais velhos como ele tinham muitos segredos da cidade, um caminho que eu tinha acabado de começar a trilhar e muito mal.

    - Chloe, melhor você ficar fora das vistas desse pessoal que pode te reconhecer de volta, isso vai causar problema no mínimo, eu posso ir e buscar o carinha - eu sabia que ia me destacar na multidão, mas tinha certeza também que nenhum deles ia reconhecer o cara que viveu como cachorro de beco nos últimos seis meses. -  Uma foto dele ajudaria mais do que ser só o carinha que tá esperneando na fila. - até porque poderia ter mais de um desses.

    Connor Mcleary
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    Mensagem por thendara_selune Seg 19 Set - 13:48





    "Devem saber ser discretos também. Aposto que vai conseguir lidar com eles."


    — Aposta?- Ela fez uma careta para o irraka e tomou um gole das palavras dele. Seu rosto bonito estremeceu, em seguida, mudou para algo mais contemplativo. — Uma hora ou outra eu teria que lidar com eles.- O breve aperto tinha algum incentivo que conseguia reconforta-la. O que intriga Chloe é ver aquela mulher sempre tão forte parecendo tão frágil na cadeira de rodas. — Fingimento ou um plano para amolecer quem olha de fora?! Randall é um mistério pra mim agora.- A ruiva correu os dedos ao longo da parte de trás do pescoço dele de maneira carinhosa. Pela demora, ela achou por bem dissimular. Quem os olhasse pensaria que aquela é uma conversa com intenções dúbias sem nem desconfiar que eles não são humanos. — Posso ir até lá, eles não vão me machucar.- A julgar pelo episódio com Devon ela devia ficar cismada, mas prefere arriscar uma distração pensando que Randall não perderia uma chance dessas e aqueles três não iam fazer nada mirabolante. O problema era se aparecesse os primos que sabem farejar, seu pai ou Ian, então isso a desarmaria de vez. Olhou William, ele sempre tem aquele ar despreocupado que é invejável, na verdade. A maneira que ele não deixa nada escapar ou quando faz deve ser porque o interessa fazê-lo. A gibosa chega mais perto. Chloe mordeu o lábio, a plenitude carnuda presa entre os dentes. Um sorrisinho pra murmurar no ouvido dele. — Malcom estava em Durham, a função dele é burocrática, afinal foi obrigado a virar advogado, não entendo porque ele estaria fora do País a não ser que tenham mandado ele ir a outro lugar…- Antes de Connor se aproximar ela se afasta do uratha mais velho com aquele ar sério. O rahu então chega perto o suficiente e ela se cala para ouvir. — Não sei se ainda tenho fotos,- O celular dela tinha algumas e lembrou que seu pai odiava aquelas coisinhas tecnológicas.Quando ele aparecia nas fotos tinha um leve ar emburrado. Os olhos âmbar buscam  por mais um tempo até que acha a do dia do casamento perdida ali, uma lembrança que ela não excluiu, sentimentalismo opressivo parecia manter-se dentro dela mesmo após meses que não usava a aliança. — Esse aqui,- O ruivo bonito com um sorriso aberto, um abraço espontâneo na noiva, um fragmento do ontem que a faz olhar um tempo a tela antes de falar de novo.— Ele me chamava de “Selkie Chorona”,- As histórias dele a fizeram rir, se assustar ou abraçá-lo com força. Porque ele fugiu? Sempre foi tão leal às duas famílias. — falei mais de uma vez quando criança que casaríamos, sempre foi carinhoso e gentil.- Suas sobrancelhas franziram e ela  mordeu o lábio inferior. — Meu pai o respeita e como disse ele é bem quisto pelas duas famílias.-  Depois encara Connor. — Tem certeza que consegue chegar nele Connor?- A verdade era que se dependesse dela as coisas seriam um arriscar e esperar para ver no que dá. — Pretendia ir até Randall e distraí-la, claro que ela não é ingênua, na verdade, nem sei mais o que pensar sobre ela,- O tom é amargo ao lembrar do que ela fez. Da ligação da mãe, da tal prima que tinha algo para dizer e das mentiras que os Destituídos contam. “ Mas desde o começo foram as famílias que mentiram pra mim?”. — Se falar sobre o apelido ele vai acreditar em você.- O celular na mão. — Talvez se eu mandar uma mensagem ajude também, mas como você disse o celular pode estar com a polícia ou coisa pior.- Olhou o irraka antes de voltar sua atenção de novo pro Rahu. — Ele tingiu o cabelo e as sobrancelhas de preto. Está usando lentes, trajando um moletom surrado, calças jeans e tênis. Um boné de um time qualquer.- Encolheu os ombros. —  Deve ter 1,80 e é atlético, acho que você consegue chegar nele sem problemas, mas se não se sentir seguro sobre como abordá-lo eu vou e a gente vê no que dá.- A Cahalith olhou  para eles com expectativa.


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    Mensagem por Ankou Seg 19 Set - 20:28


    Não faço nenhuma questão de esconder que eu não faço um caralho de ideia de onde fica Durham, uma rápida olhada no Google e… - Cacete! Isso é do outro lado do país. - a frase e surpresa me escapa entre os lábios, Chloe tinha corrido pra longe desses caras, que não estavam ali só por causa dela, mas também tinha o tal Marcado-Com-Prata - Metade da porra dos puros do país devem estar em Sparhall, você vai ter que lidar com eles mais cedo ou mais tarde, MAS! - sempre tem um mas - Eles podem estar usando o teu primo de isca pra armarem pra você, uma mandala igual as da Maria e você ia estar se contorcendo de dor no chão, eu perdi a linha uma vez numa merda dessa, Emillie quase foi de ralo… Pra minha sorte meu lobo tava mais interessado em fugir do perigo que nunca existiu de fato do que caçar e matar e minha única vítima foi uma caçamba de lixo. - Eu olho em volta e nem quero imaginar se algo assim acontecesse ali. - Eu fiquei meses fora do circuito, sua família provavelmente não faz ideia de quem seja eu, ou Dona ou William, mas ela tem as tretas dela pra resolver, e eu to contando que nosso experiente lua nova aqui seja muito melhor do que eu pra entrar em locais proibidos - eu olho pro Crestwood por um instante esperando alguma reação positiva dele - Se não for a vergonha é toda sua. - Eu dei um risinho de escárnio, era claro que ele era, mas eu não podia perder a piada.

    - Seu primo pode ser valioso, ele pode ter informações sobre nossos inimigos, ele pode ter dons que são úteis ou uma maldição ou os dois ao mesmo tempo, tipo James e tia Elise, eles afinam o dromo pra gente passar, mas também pra todo o resto passar, uma bobeira e eles viram jantar de um filho da puta qualquer do outro lado… O Lobo do outro lado com o James, Brendan sempre com a tia é o tipo de medida mínima e merda que a gente precisa tomar pra tentar evitar dessas coisas acontecerem… - a verdade é que eu tava voltando a ser palestrinha de novo, querendo ensinar coisas pros outros, uma merda de mania que voltava a tomar conta de mim conforme eu ia sentindo que os algozes continuavam um bando de desgarrados perdidos, algumas vezes sentia saudade da solidão do beco… - Resumindo, ninguém ia mandar tanta gente atrás desse cara se ele não fosse importante de algum jeito, advogado é gente que se pode comprar, a não ser que ele seja um advogado que sabe demais… - aí provavelmente ele ia ser cravejado de balas, mas era melhor não mencionar isso, só ia deixar ela mais nervosa.

    Eu olho a foto de casamento… Do casamento da Chloe, provavelmente era o tipo de merda que ela queria esquecer, ou pelo menos deveria, mas Malcolm agora ganhava um rosto, uma estatura, uma identidade definitiva, aquilo ajudava demais, mesmo que tivesse com cabelos tingidos de preto.

    - Talvez devessem, nunca fui muito fã de endogamia, mas pra gente não é um problema, fazem as coisas muito práticas, a mãe fica satisfeita. - eu sei, deveria soar como meu avô falando pro Brendan no final, mas não dava pra negar a eficiência daquilo, eu nem podia apontar dedos… Samantha…

    - Chego nele facinho… - Zero dúvidas, dominância tinha sido minha primeira marca depois que os lunos talharam a própria pureza no meu braço - A vontade das pessoas é fácil de dobrar. - eu faço a frase soar vil de propósito, mas nem era mentira, era divertido na verdade, maldosamente divertido algumas vezes.

    - Talvez eu só precise de um artifício pra entrar na área de embarque e desembarque, uma passagem barata? Você paga. - é, não tinha mais que vinte contos no bolso depois do café superfaturado de Dona e ainda que a minha sugestão saíssem em um tom divertido, minha requisição era bem séria.

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    Mensagem por thendara_selune Seg 19 Set - 22:51



    🌙🌙🌙


    Nostalgia tomou conta dela. Não ia dar mais detalhes sobre a família, até porque naquele momento tinham mais coisas a serem feitas. E apesar de tudo ficar remoendo aquilo na frente de William a deixa um tanto tensa. Logo depois uma pontada de culpa nos olhos quando escuta o nome de James. Pensou que também tinha que lidar com ele uma hora ou outra. Aquilo a faz sentir um nó impaciente na garganta. Depois as recordações. Pensou nas duas famílias de novo. As mentiras. Os jogos de poder. Era muito para ela lembrar e sentir. Malcom precisa dela focada e não entregue a sentimentos que pulam descontroladamente em seu coração.

    Os pais e Ian estavam no topo das emoções da cahalith agora.  Connor fala sobre Emillie, a ruiva desvia os olhos dos dele pensando no dia que a Alcateia sofreu aquele baque. Um caos e os comentários de Franco. Ele morreu daquele jeito, uma nova dose de culpa, por mais nobre que tenha sido seu sacrifício eles nem tiveram a chance de se conhecer de verdade. Ele prossegue e quando encerra seu olhar escorre para o Irraka. A ruiva espera uma resposta do lua nova. O rahu fala com naturalidade sobre endogamia. — Comodidade?!- A voz dela ganha um tom cínico. Mas o resto ela apenas pensa sem querer tecer mais sobre o assunto. “A mãe fica feliz?” Aquilo soava tão triste. Aquilo a faz lembrar de Ian. Agora podia entender melhor os sentimentos nocivos dele, porque ela mesma parecia ter alguns e isso a meteu naquele segredo que não ousaria contar pra ninguém. — Sentimentos são densos demais para limitar em uma palavra.- A voz dela carrega algo morno que se perde depois. A gibosa estava vivendo emoções secretas e novas. Ela comprimiu os lábios antes de voltar a falar.  — Você pode ajudar com isso, William?- A pergunta é feita esperando uma resposta direta. “Você paga?” E pensar que mesmo após fugir Ian não bloqueou seus cartões, claro que perdeu algum dinheiro investido na clínica, a farmácia ainda engatinhava, a sala em Corona dava retorno. Ele podia ter cortado os recursos dela e não o fez. Tinha tantas perguntas que a estavam corroendo. Então ela puxa a carteira, os cartões ali, o talão de cheques e algumas notas. (Narrador considera aí que ela tinha grana na mão para pagar.) — Aqui Connor.- Ela entrega todas as notas da carteira. — Mesmo assim, tenha cuidado.- A preocupação na voz dela é genuína.



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    Mensagem por Wordspinner Ter 20 Set - 2:55

    Connor escreveu:Além de que você não ia me dar um par de moleques, ou ia?


    "Crianças são um saco. Mas quando tu ferrar tudo com a moça me liga." Ela amassa um canudo na mão fazendo circulos no dedo.

    Connor escreveu:O Sangue do Lobo na sala não é bem algo que eu possa resolver agora, William é mais preparado que eu pra isso.

    "Pro que ele não é?" Uma alfinetada nada sútil.

    --

    Connor escreveu:A não ser que você consiga fazer as câmeras olharem pro outro lado.

    O irraka sorri amigável e gentil, mas não diz nada.

    Connor escreveu:Chloe, melhor você ficar fora das vistas desse pessoal que pode te reconhecer de volta, isso vai causar problema no mínimo, eu posso ir e buscar o carinha


    "A distração perfeita. Exatamente o que eles não poderiam sonhar em conseguir."
    Ele não esconde que acha alguma coisa naquilo tudo divertido.

    Chloe escreveu:! Randall é um mistério pra mim agora.

    "Todo mundo tem os seus Chloe. Não saber é o normal. Todos os passos são dados no escuro, toda luz é ilusão." A voz cheia de um tom reconfortante, apesar das palavras.

    Chloe escreveu:Posso ir até lá, eles não vão me machucar.

    "Melhor não ter certeza." Ele segura os dedos dela e os beija um por um. "Me parece um ótimo plano."

    Connor escreveu:Se não for a vergonha é toda sua.

    Ele sorri alegre, como se fosse um elógio delicioso e Connor tem uma estranha sensação de deja vu.

    Connor escreveu:Talvez eu só precise de um artifício pra entrar na área de embarque e desembarque, uma passagem barata? Você paga.

    "Calma." Ele olha alguma coisa no telefone e depois olha em volta.

    Chloe escreveu:Sentimentos são densos demais para limitar em uma palavra.

    "São sim." Sem elaborar. Ele espera a pergunta seguinte. "Claro que eu posso ajudar. A contra gosto? Sim, é uma grande oportunidade para vocês crescerem." Ele finalmente desencosta do guarda corpo. "Podem deixar a parte de ir lá dentro comigo." Ele olha para Chloe e tira os oculos escuros dela. "Liga pra Randall. Diz que tá esperando ela do lado de fora com o seu primo. Ela não vai ter mais motivo nenhum pra esperar lá dentro. Aqui fora vocês fazem o que quiserem entre os seis. Aposto que Dona vai adorar dar uma mãozinha." Ele pisca para o Lua cheia. "Vou ficar muito feliz se não tiver que ser desagradável com ninguém. Não devo demorar demais com o seu primo e não prometo nada quanto ao outro sangue de lobo, exceto botar alguém na cola dele. Bom pra vocês assim?"

    O irraka chega perto do lua cheia. Bem perto. "Cê tá acostumado com as pessoas te dando medo e encanto de graça. Rápido. Só por você ser. Eles vão te dar um desprezo frio e cheio de preconceito. Eles não vão ter medo para você, mas vão estar prontos." De alguma forma os dedos do irraka estavam ocupados arrumando a roupa do rahu, alisando dobras e alinhando o caimento. "Eles vão respeitar uma fachada fria e distante. Vai ser moleza para você. Se precisar, pensa que tem todo tempo do mundo, mas eles não são dignos de nenhum de nada e já gastaram mais do que isso. Eles vão esperar isso de você então melhor deixar eles confortáveis." Ele sorri e parece satisfeito com o que vê. "Não esquece que as melhores armas contra o nosso povo podem nem ser armas."

    O irraka enfim se vira para Chloe e também se aproxima demais. "Eles não podem controlar os seus pensamentos. Você é livre." As mãos seguram os ombros dela e apertam um contra o outro. "Eu não sei se te vejo de novo." As palavras baixas ditas acima da cabeça dela. "Seu primo vai saber onde te achar." Um beijo casto no cabelo. Então ele espera desfazendo o abraço e ouvindo qualquer resposta dos dois. Não parecia diferente, era o mesmo de um minuto atrás. Só mais uma pessoa preocupada demais com a própria vida para ser digna de atenção.

    --

    Dona tinha sumido com a mala e estava esperando de pé no caminho do desembarque internacional. Ela batia um dos pés no chão de novo e de novo. De novo e de novo. Ansiosa. A ithaeur espera focada no celular.


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    Mensagem por Ankou Ter 20 Set - 13:28


    Meu indicador hasteado apontando pra ela e balançando - A mãe tá vendo. - era uma alusão divertida com os cristãos, mas não era sacanagem. - Você cuidou do bebêzão aqui - eu digo apontando pra mim mesmo de bom humor. - Ia cuidar de um de verdade de letra… Cê gosta de vestir essa casca dura, mas ia derreter com um par de olhinhos e uma carinha bolachuda olhando pra você, sabendo que é seu. - minha risada sai naturalmente, eu podia imaginar aquela cena, ela me divertia de verdade porque eu tinha certeza que por mais louca que fosse o coração de Dona era enorme, melhor que o meu com certeza. - Eu nem  me lembro quanto tempo faz que eu não transo, ainda não ferrei tudo e não tô pretendendo… - Meu sorriso pontudo abre. - A não ser que você me diga que um boquete no banheiro do aeroporto não é traição. - minha voz sai cheia de gozação logo antes de eu me levantar da mesa, deixando claro que aquilo não ia rolar, não que a ideia me desagradasse…

    - Né? - eu nem ligo pra alfinetada - Um vôzinho truqueiro de pelo menos oitenta anos sabe de muita coisa. - No fim eu dou uma segunda alfinetada, podia nem parecer, mas ele era velho, talvez mais do que eu tinha certeza.



    - Comodidade? - eu repito a pergunta dela - Eficiência, juramento. Segredo bem seguro. Mas a real é que eu não conseguiria pegar prima igual a Kandice ou a Lina, a gente foi criado juntos praticamente… Rola não. - e eu nem sou muito criterioso, mas tem mulheres que definitivamente estavam fora da minha lista e sem nenhuma possibilidade.

    Meu olhar se volta pra William, minha cara de peixe morto - Você não quer facilitar a minha vida… - eu retruco com a voz desanimada, meio de saco cheio. - Cê quer se fazer de isca a escolha é sua… Ossos do ofício. - eu retruco pra Chloe, não queria influenciar naquela decisão.

    Minha face toma uma expressão de cachorro assustado vendo William beijar a mão dela daquele jeito, que diabos eles estavam fazendo? - Oh!!! - aquilo me pega de surpresa, eu olho pra Chloe, minha cabeça meneando em positivo, meu melhor sorriso malicioso no rosto. - Sem julgamento, o vôzin tá inteiraço. - Eu comento de propósito só pra ver ela ficando corada, o Crestwood nem ia ligar, eu tinha certeza.


    No momento seguinte eu deixo a brincadeira de lado - Tu ainda tem o telefone deles? Gesuis eu já perdi ou quebrei uns cinco ou seis telefones esse ano. Santo Google. - eu tiro o meu do bolso, tudo escrito em russo, tinha pago uma merreca em Polotown, era roubado, certeza, mas quem liga? Dou uma olhada nele e jogo de volta pro bolso no momento seguinte, pelo menos a tela estava inteira, continuo escutando atentamente a ideia de William, é se ela tivesse o telefone aquilo ia desfocar eles, era uma ideia inteligente, mas ia jogar a gente na linha de fogo, pra mim era mais um sábado qualquer.

    Eu meneio em positivo escutando as dicas de William, sentindo os dedos dele esticarem a minha roupa e colocarem ela no lugar, ele provavelmente poderia até tirar alguma coisa de mim, mas eu nem me preocupava, não tinha nada comigo, nada além do meu molho de chaves, minha carteira sem dinheiro nenhum, meus anéis e o cubo que ele mesmo havia me entregado. - Ou seja, é hora de encarnar o vôin. - Meu tom de voz acompanha o dele. Eu sabia bem como funcionava, tio Nestor era igual, irritante, um pé no saco, mas eu também sabia ser, vi eles fazendo isso a vida inteira, era como dar murro em ponta de faca. - Não prometo nada, já to indo pra furada, talvez eu me divirta arrancando uns dentes. - meu olho escorre devagar pra figura do Irraka, minha expressão de pokerface forçada imaginando como meu avô faria, o mesmo olhar, a mesma cara carrancuda, indiferente.


    Eu me afasto deles dois no momento seguinte dando alguma privacidade e me aproximo de Dona. - O bagulho vai esquentar, melhor guardar suas coisas num lugar seguro. - não fazia ideia do que eles poderiam fazer, muito menos o que aconteceria se desse algum problema na maleta cheia de essência e ela fosse violada.

    Agora só me restava esperar que Chloe começasse o plano.

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    Mensagem por thendara_selune Ter 20 Set - 15:15



    🌙🌙🌙



    Connor repetia a pergunta e dava mais palavras para ela pensar, repudiar ou aceitar.

    Chloe dava um sorriso com ironia ao Rahu. — Sorte a sua e delas também.- O pensamento seguinte era sobre casamentos ou qualquer espécie de relacionamento baseado em um acordo acabaria sendo algo ruim. E virar a página sobre isso leva tempo. O sorriso dela se desfez e uma fachada séria ficou pairando enquanto escutava William falar.

    "A distração perfeita. Exatamente o que eles não poderiam sonhar em conseguir." O irraka já tinha mostrado antes que via sempre  um cenário divertido em meio ao desafio que ela podia pressentir.  "Todo mundo tem os seus Chloe. Não saber é o normal. Todos os passos são dados no escuro, toda luz é ilusão." — Agora eu sei.- Engoliu em seco. Aquele tom reconfortante nem combinava com o que ele dizia ou talvez fosse o exato tom que deveria ter.

    "Melhor não ter certeza." Ele segura os dedos dela e os beija um por um. "Me parece um ótimo plano."

    Os lábios dele causam calor nos dedos da ruiva e ela esquece da presença de Connor sendo pega de surpresa daquele jeito. O rosto da gibosa acendeu com o gesto, mas o comentário de Connor a fez limpar a garganta com as maçãs do rosto ardendo. Ela nem tece uma resposta pro Rahu, mas ficou visivelmente sem uma reação, sentido o coração acelerado. Tinha mantido longe dos olhos da alcateia muita coisa sobre si. Justamente tinha que ser o membro mais sem freio na língua a ver aquilo?!

    A ruiva tenta se recompor antes de falar. Queria há tempos mostrar que podia lidar com as famílias, mas, no fundo, sentia aquele frio no estômago como se ele estivesse se revirando dentro dela. “Isso é ansiedade, Chloe!”— Ela vai querer ver e ouvir o que tenho a dizer, assim como também vai tentar de novo mostrar outro caminho.- O cheiro do irraka invadindo seus sentidos no pior momento possível. O lua nova dava aquela resposta direta sobre sentimentos ''São sim." e ela fica desconcertada como se fosse algo que não deveria nem ter respondido a Connor.  E como quem tem mais lições valiosas a dar, talvez como uma amostra da própria experiência, William se aproximou de Connor enquanto ela respirou fundo. "Não esquece que as melhores armas contra o nosso povo podem nem ser armas." A ruiva guardou aquilo pra si, nem sempre estaria contando com ajuda e como ele disse era uma chance de crescer sozinhos, mas talvez fosse mesmo melhor ter pedido ajuda dele com Dona. Agora tem mais uma vez certeza que precisava reaprender a andar do outro lado do muro e descobrir os meios para ajudar sua alcateia fazia parte de seu juramento pessoal. O Rahu responde com aquele jeito meio presunçoso na voz, uma carranca de quem parece não querer sair da situação sem levar consigo algum suvenir. Ela não queria machucar ninguém, mas eles certamente não pensavam do mesmo jeito. O uratha mais velho deixou pra ela o alerta de não ter total certeza sobre as intenções deles.


    —Eu sou…- "Eu não sei se te vejo de novo." As palavras causam nela um choque.  Aquele beijo é um gesto carinhoso da parte dele. Quando ele se desprende, Chloe segura seu rosto com carinho e o encara. — Se cuida William e obrigada por tudo. As crianças estão em boas mãos graças a você.- A cruzada ia chegar, aquilo é um pré-aquecimento, um teste maldoso dado pra ela lidar e entender aonde estava colocando os pés. Depois o beijo é suave e gentil, não ardia nada como naquela noite. Era uma despedida. — Eu fiz muitas coisas que me arrependo e tantas outras que deixei de fazer porque tive medo. Mas uma coisa eu tenho que admitir: uma ilusão mesmo momentânea às vezes vale mais que uma década juntos…- Uma parte dela queria dizer mais, mas outra sabia que certas coisas são ditas em silêncio para não estragar um momento ou uma lembrança bonita.  Agora era virar a página de novo sobre aquilo,  o  que está  feito não pode ser desfeito e lidar com tudo que sentia agora não ia resolver nada além de causar mais inquietação. Ela liga pra Senhora Randall.  Chloe nunca quis sair do mundo em que nasceu,  mas esse mesmo mundo foi  brutalmente fodido quando Devon fez o favor de mostrar um pedaço daquela violência e o sítio foi o ápice do fim. Agora ela decidia  realmente tentar escapar de vez daquilo ou ao menos encontrar uma rota de fuga justa quebrando as regras que eles sempre impuseram. Talvez fosse aquele seu real objetivo traçado mesmo antes da mudança, mesmo antes de sentir todo aquele medo que a fez fugir. Era como se pudesse escutar o toque do celular daquela mulher a quem abraçou tantas vezes com carinho. “Dream a Little Dream of Me” era sua música predileta e embalou a pequena Chloe tantas vezes que perdeu até as contas. Foi com Randall que aprendeu francês e a mulher adorava cantarolar essa música sempre naquele idioma. “ As músicas de Doris Day ficam ainda mais cativantes em francês Chloe.” Malcom inúmeras vezes também esteve com Randall, ela o tratava com o mesmo carinho que tratava todas as crianças daquelas duas famílias que eram parte dela também. Ele aprendeu com ela a dançar, era divertido correr pelo salão quando os adultos não viam, espionar os mais velhos enquanto Randall tinha que atender aos mais velhos da casa e olhar aquela floresta que a fazia esquecer que viviam isolados do resto da cidade. “Aqueles portões nos protegem do mundo, aqui estamos a salvo e nossos irmãos que podem nos proteger garantem isso Chloe… Existem terrores inimagináveis, nunca confie nos outros, apenas às duas famílias são nossa base segura.”

    O som da chamada e o semblante da ruiva ficam impossível de decifrar.  Ela se mantém o mais firme que pode. Quando a mulher atende, Chloe nem nota que estava batendo um dos pés no chão. Ansiosa e torcia que as coisas não ficassem desenfreadas como Connor tinha mencionado segundos antes. Ainda procura o irraka com os olhos, mas depois sua atenção se foca na voz que saia do outro lado.

    — Alô Senhora Randall,- O tom dela tinha emoção que sibilou nas palavras, nem precisava fingir, aquilo era tão genuíno quanto o carinho que nutria por outros que ocupam seu coração.— eu estou com o Malcom eu quero respostas da mulher que cuidou de mim desde pequena. Quero ver você, estou esperando do lado de fora com ele. Se quer me contar algo, por favor a hora é essa…- Aquela altura não tinha como pesar o custo daquilo. Queria dar uma chance ao primo e a si mesma de escapar de vez daquele mundo. Quem sabe mostrar a verdade que a Lua tinha lhe revelado ou talvez no final das contas ela ainda estivesse se prendendo a ilusão que poderia ajudar as duas famílias quando quem na verdade precisava de ajuda para andar naquele muro trêmulo era ela mesma.

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    Mensagem por Wordspinner Qui 22 Set - 20:20

    Connor: A não ser que você me diga que um boquete no banheiro do aeroporto não é traição

    "Deixa de ser besta. Só não é traição se for você pagando o boquete." Sem muita energia. "Quem sabe não ganha uns trocados e para de reclamar do meu café." Emburrada.

    Connor: Um vôzinho truqueiro de pelo menos oitenta anos sabe de muita coisa.

    "Deve ser avô de alguém. Quem sabe não é seu avô e cê nem sabe." Ela ri. Em algum lugar na cabeça dela aquilo era irresistivelmente engraçado.

    --
    Connor: Ou seja, é hora de encarnar o vôin.

    Ele sorri, mas não diz nada.

    Connor: Não prometo nada, já to indo pra furada, talvez eu me divirta arrancando uns dentes.

    Ele assiste o Lua cheia mudar e a aprovação fica escrita clara em seu rosto.

    Chloe: Se cuida William e obrigada por tudo. As crianças estão em boas mãos graças a você

    "Um pouco de sorte e cuidado e elas podem te ver." Como se sorte e cuidado fossem pedaços de torta que você compra em qualquer esquina.

    Chloe: Eu fiz muitas coisas que me arrependo e tantas outras que deixei de fazer porque tive medo. Mas uma coisa eu tenho que admitir: uma ilusão mesmo momentânea às vezes vale mais que uma década juntos…

    Ele ri algo curto e gutural. Quase um grunhido. "Espero que esteja certa."


    Chloe: Alô Senhora Randall,

    A respiração dela raspa, a única coisa viva no silêncio do outro lado.

    Chloe: eu estou com o Malcom eu quero respostas da mulher que cuidou de mim desde pequena. Quero ver você, estou esperando do lado de fora com ele. Se quer me contar algo, por favor a hora é essa…-

    "Isso não..." Ela respira profundamente. Chloe consegue ouvir os dentes rangendo. "Vai me contar se eu perguntar como?" Só um instante de hesitação. "Porque eu não devia só comprar uma passagem e sair daqui com os movimentos que ainda tenho?" A voz dela cheia de desafio.


    Connor: O bagulho vai esquentar, melhor guardar suas coisas num lugar seguro. -

    "Esfria C, já buscaram. Mas eu não quero sair em nenhum meme da internet. Nem video engraçado ou de tragedia. Se ficar sério de filmarem eu meto o pé." Ela fala bem séria e tensa. "Fumaça falou pra eu ficar na minha. Não dar brecha pros putos. Então eu vou ajudar e tals. Vai ser maneiro. Mas tu sacou, não sacou?"
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    Mensagem por Ankou Qui 22 Set - 21:48


    É impossível de me conter, a gargalhada vem de forma irresistível - Você sempre tira o melhor e pior de mim - eu faço minha mão avançar sobre a cabeça dela e faço um afago, meus dedos correndo pelo cabelo colorido dela até ficarem perfeitamente alinhados.

    - Eu conheci meus dois avôs, mas pode ter certeza que ele é avô de muita gente, gente que a gente nem conhece, mas não meu. - dou de ombros, aquela conversa não tem mais sentido de qualquer forma.



    Não há mais sorrisos de graça, nem boa vontade, nem Connor fazendo piadas, meu tosto é pura indiferença, meu olhar entediado, verdadeiramente entediado eu preferia a minha faceta cheia de sorrisos e piadolas sexuais ou banais da quinta série, mas eu estava sendo exatamente o que William havia me pedido pra ser, aquilo me jogava pra memórias antigas de tentar seguir os passos do meu avô e em como a loba vermelha havia mudado isso, fazendo ele ser um exemplo a ser respeitado, mas não tentar me jogar em uma forma como a dele era.

    Eu olho pro rosto de aprovação de William, e ganhava a certeza de que era o que ele queria, de que estava fazendo o certo, mas de verdade me perdi da minha própria ilusão, a verdade é que eles viam a minha melhor faceta, eu me olho no vidro da vitrine do aeroporto por um instante e vejo o monstro, o monstro vestido com pele humana, o monstro que arrancaria um pedaço dos sangue do lobo e nem ligaria pra isso, era exatamente o que eu era, no fim a aprovação de William parece não importar nada, menos que nada.

    Me foco em William, meus olhos não eram iguais ao do vô, pelo contrário eu não tinha herdado os olhos claros dos Mcleary, mas eu sabia exatamente como ele olhava, aquele misto de indiferença com violência velada, a mesma expressão com meu queixo largo do mesmo jeito que o velho havia dado pra ele, quase uma ameaça de morte. - Eu prefiro meu eu brincalhão que parece um idiota... - minha voz sai sem animação, pesada, parcialmente arrependida, aquela situação toda havia trazido meu pior lado à tona, o mais sombrio.

    Meu olhar escorrega por Chloe meu rosto não veste máscara nenhuma dessa vez, Dona era a única pessoa viva que tinha me visto daquele jeito, era como se tivesse uma sombra em cima da minha cabeça o tempo todo… Eu não tenho nada a dizer, só me afasto pra eles ganharem a privacidade que precisam.



    - Boa. - a resposta monossilábica, quase indiferente como se estivesse tudo sob controle, eu fico olhando pro desembarque vendo se William ia passar com o carinha qualquer hora pelas costas dos putos que estavam pra aparecer, me perco até um pouco das palavras de Dona. - Relaxa, ninguém vai perder a cabeça, não vai dar tempo de filmarem nada também. - como uma rocha, minha confiança permanece inabalável enquanto Chloe ainda parece ao telefone armando a armadilha.

    Connor Mcleary
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    Aeroporto de Dover  - Página 2 Empty Re: Aeroporto de Dover

    Mensagem por thendara_selune Qui 22 Set - 23:51



    🌙🌙🌙


    "Espero que esteja certa."





    Ela olhou William, mas não disse mais nada. Ele foi um pedaço de algo que nunca tinha sentido antes. Não ia esquece-lo, mas longe dela esperar qualquer coisa além daquelas memórias. Seu olhar passeava por cada linha de expressão dele. Memorizando aquele brilho azulado magnético, depois baixou os olhos para em seguida assentir com as palavras que ele lhe dirigiu. Tinha que acreditar que a sorte lhe daria uma chance de voltar e ver os três filhos.

    🌙🌙🌙


    A gibosa estava fazendo sua ligação quando foi pega de surpresa ao sentir o olhar de Connor escorrer até o dela. A ruiva engoliu em seco. Havia algo de predatório nele que ondulava de maneira tão palpável que era impossível não se incomodar. Quando a mulher responde do outro lado da linha, ela consegue desfocar-se da intimidação do rahu para ouvir a voz de Randall. — Sra. Randall…- Ela segura a respiração. Pensando no que aconteceu com James. Havia irritação provocando a Cahalith . Arrancá-la da cadeira passou por sua mente, aquele pensamento a fez respirar fundo, era aquela outra Chloe dentro dela mordendo as suas entranhas. Aquela  mesma desdenhosa que fez tudo aquilo na noite da mudança, que achou certo e bonito sentir o mundo arder em vermelho. — O que aconteceu com a senhora?-Havia raiva, claro que havia. — A senhora fez algo terrível, ele podia estar morto agora…- A voz dela tremeu e nem se dava conta que apertou o telefone. — Ainda assim não queria vê-la ferida, apesar de tudo Senhora Randall não esqueci o quanto cuidou de mim… As coisas não são simples e talvez nunca sejam… - Um sussurro emotivo quebra Chloe. — Acredito que realmente se importava comigo, quem sabe ainda se importe.- Os seus lábios tremem e a sua cabeça está esquentando por dentro enquanto seu coração também se enfraquece ao pensar na cena daquele dia em Corona. Devia odiar aquela mulher, mas, ao mesmo tempo, ela podia ser uma vítima cega demais para entender que foi usada e descartada, quem sabe?! — Sou a prova viva que fugir não adianta, as vezes é preciso reagir, gostaria que conversássemos, diferente dos modos utilizados por nossas famílias, acredito em escolhas livres e por isso não posso obrigá-la a vir até aqui, mas estou dando a senhora uma oportunidade de falar e escutar …-A voz dela cessa e o seu semblante parece ficar carregado de um cansaço profundo que silencia a raiva. — Se quiser fugir ou voltar aos braços das famílias pode fazê-lo, mas um dia vai se perguntar se essa conversa de hoje não teria mudado o rumo das coisas…-
    OFF: Adorei o rumo das coisas  @Wordspinner e foi legal ver esse lado mais intimidador do Connor  @Ankou


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    Aeroporto de Dover  - Página 2 Empty Re: Aeroporto de Dover

    Mensagem por Wordspinner Sex 23 Set - 16:34

    Connor: - Eu conheci meus dois avôs, mas pode ter certeza que ele é avô de muita gente, gente que a gente nem conhece, mas não meu.

    "Eu entenderia se minha vózinha tivesse cometido esse erro." Ela olha sujestivamente para o Lua cheia. "Cê nem tava lá pra saber." Ela continua falando por cima da pressa dele. Ele tinha que ir.

    --
    Connor: Relaxa, ninguém vai perder a cabeça, não vai dar tempo de filmarem nada também

    Ela Faz que sim com a cabeça. Depois repete o movimento mais devagar. "Ok. Confio em você C." Uma parte dele, lá no fundo, não consegue parar de pensar que isso é um erro. "Melhor eu ficar aqui? Fácil de ver? Ou escondida? Posso até correr pro outro lado. Tipo atrás do espelho." Ela pisca e e mostra os dentes em um riso travesso. Ela olha em volta as pilastras altas. As lojas superfaturadas. As portas automáticas de vidro.

    --

    Chloe: O que aconteceu com a senhora?-

    "Meu carro quebrou." As palavras cheias de irritação.

    Chloe: A senhora fez algo terrível, ele podia estar morto agora...

    "Foi o que a menina disse quando tirou das ferragens." As palavras cuspidas cheias de veneno.

    Chloe: Acredito que realmente se importava comigo, quem sabe ainda se importe.

    "Eu sinto esse erro todo instante. Sinto nos meus ossos." As palavras ditas devagar uma depois da outra. Passos lentos e tristes.

    Chloe: Se quiser fugir ou voltar aos braços das famílias pode fazê-lo, mas um dia vai se perguntar se essa conversa de hoje não teria mudado o rumo das coisas.

    "Pequena Chloe..." Ela suspira. "Não tem nada além de arrependimento para você oferecer. Porém uma despedida. Sim. Uma despedida." Ela desliga o telefone.

    Chloe consegue ver a saida para os voos internacionais. Um corredor bem largo e alto.

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    Aeroporto de Dover  - Página 2 Empty Re: Aeroporto de Dover

    Mensagem por Ankou Sex 23 Set - 18:24


    Ela tinha razão, eu não estava, mas conhecia a história bem de perto, e de alguma maneira estava sim, só não achava que devia sair espalhando sobre o que sonhava pra todo mundo por mais que eu confiasse nela. - Uma tia cometeu… Eu nem sei como ele tá vivo até hoje, meu vô quase partiu ele em dois. - era estranho eu reviver o sentimento do velho como se fosse meu por um instante, mas aquilo só dura um instante mesmo. - Mas até onde eu saiba não tem nenhum Mcwood ou Crestleary - eu saio balançando a cabeça e não cedendo às provocações de Dona.



    Aquela situação toda era ruim, muito ruim, olhos demais em todos os cantos, olhos humanos e não humanos todos olhando pra mim, o instinto dizia que tinha algo fora do lugar, que ficar ali podia dar muito ruim - Nada, vem comigo. - eu enlaço a nuca dela com uma das mãos e vou em direção as pilastras - A gente vai ficar escondido em plena vista. - eu me recosto e puxo o corpo dela pra cima do meu, não tem malícia dessa vez, nem segundas intenções, um casal esperando amigos? Sogros? Qualquer um na área de desembarque.

    - Não adianta a gente ficar na reta sem saber por quem a gente tá procurando, só a Chloe vai saber quem são eles e o primo dela não vai passar por aqui, William com certeza vai escoar ele por outro canto, eu também não quero assustar os caras. - a voz continua fria como pedra o olhar atento ao redor, minha vista em Chloe ainda no telefone.

    Meus dedos descem pela nuca de Dona juntinha de mim, a dorsal dela estalando, uma massagem no ombro pequenininho dela - Relaxa que vai ficar tudo numa boa. - era pra isso que servia o capuz na minha jaqueta preferida já que a vermelha tinha queimado, discrição caso a coisa descambasse pra violência.

    - Tamo de olho, relaxa, vai dar tudo certo, não se desespere, nem apela, Malcolm essa hora tá longe daqui já. - era minha voz dentro da cabeça de Chloe - Eu e Dona estamos na pilastra, me avisa quando e se eles chegarem. - eu meneio em positivo pra Cahalith enquanto meus dedos passeiam pelos cabelos de Dona. Um predador esperando pela presa, agora um predador menos óbvio, a figura pequenininha de Dona certamente me fazia parecer menos ameaçador, o garoto pagando de namoradinho parecia menos ameaçador sempre.

    - Como tá o pessoal de Londres, negão tá menos paranoico ou vocês continuam naquela toca? - meu humor melhorava quando eu me desfocava um pouco do problema, minhas mãos corriam pras costas do corpinho pequeno dela agora, uma por dentro da camisa acariciando a pele lisinha.

    Connor Mcleary
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    Aeroporto de Dover  - Página 2 Empty Re: Aeroporto de Dover

    Mensagem por thendara_selune Sex 23 Set - 20:09



    🌙🌙🌙


    Quando a ligação acaba ela manda uma mensagem pra Axel.

    @Bravos

    “Axel preciso que venha ao aeroporto, acabei de voltar e queria uma carona pra casa. Espero você na saída para os voos internacionais. Um corredor bem largo e tenta não demorar.”



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