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Prólogo - (Comece por aqui...)

Ed Araújo
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Mensagem por Ed Araújo Dom Fev 26, 2023 4:29 pm

Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 SvhFF5p

David Andrada, CEO:

Logo após ser marcado toco o símbolo gravado em meu pulso. É uma sensação estranha, diferente. "Virgílio" parece muito contente com minha aquiescência.

Hã... muito bem. Será que tenho tempo para ir até minha casa? É perto do Luxemburgo...

"Hierarquia". Uma organização. Uma estrutura que reúne vários sob um objetivo comum. Como uma empresa, talvez?

Algo chama minha atenção. "Encontrar alguém"... será? Talvez...

Também... eu também tenho alguém para encontrar.

Meu filho. Talvez... Christine? Ela deve me odiar...

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Mensagem por GM Seg Fev 27, 2023 5:39 pm

Ed Araújo escreveu:
Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 SvhFF5p

David Andrada, CEO:

Logo após ser marcado toco o símbolo gravado em meu pulso. É uma sensação estranha, diferente. "Virgílio" parece muito contente com minha aquiescência.

Hã... muito bem. Será que tenho tempo para ir até minha casa? É perto do Luxemburgo...

"Hierarquia". Uma organização. Uma estrutura que reúne vários sob um objetivo comum. Como uma empresa, talvez?

Algo chama minha atenção. "Encontrar alguém"... será? Talvez...

Também... eu também tenho alguém para encontrar.

Meu filho. Talvez... Christine? Ela deve me odiar...
Off:

"Meus amigos, eu entendo que vocês estejam ansiosos para explorar tudo o que este mundo espiritual tem a oferecer. Mas, neste momento, nossa prioridade é chegar a Estígia, a Cidade Eterna. A tempestade que se aproxima pode tornar a jornada ainda mais perigosa, e precisamos estar preparados para enfrentá-la. No entanto, isso não significa que não podemos aproveitar o tempo que temos até lá. Você pode visitar as circunvizinhanças da estação, explorar os arredores e descobrir as primeiras potencialidades deste mundo e de seu corpus. Embora o tempo não esteja tão favorável, ainda é possível encontrar beleza e maravilhas neste mundo espiritual. Por isso, sugiro que aproveitemos esse tempo para nos prepararmos e nos familiarizarmos com as nuances deste mundo. Quando a tempestade passar, estaremos prontos para seguir em frente em nossa jornada em direção a Estígia, a Cidade Eterna."

@Ed Araújo

"Com relação à sua pergunta, permita-me dizer que é importante abandonar as esperanças de ter o mesmo poder que tinha no mundo dos vivos. Aqui, as coisas funcionam de forma muito diferente, e a ideia de progressão social é praticamente inexistente. Não há aposentadoria nem a possibilidade de ascender de classe por meio do trabalho duro. Tudo aqui no mundo dos mortos é estagnado, burocrático e, em muitos aspectos, tedioso. A hierarquia é uma das poucas estruturas que ainda mantêm algum tipo de ordem neste mundo. Ainda assim, a ideia de poder é bastante relativa, e muitas vezes pode se tornar um fardo para aqueles que almejam ter controle sobre tudo. É importante lembrar que não adianta esperar que alguém morra ou se aposente para subir na escala social, pois essa não é a forma como as coisas funcionam aqui. É preciso ter em mente que a morte é um evento que iguala a todos, independentemente de sua posição social ou econômica no mundo dos vivos. Aqui, somos todos iguais em nossa condição de mortos, o que pode ser tanto reconfortante quanto desolador. No entanto, isso não significa que não existam oportunidades para aqueles que estão dispostos a se adaptar a este mundo. Ainda há muito a ser descoberto e explorado neste mundo espiritual, e aqueles que estiverem abertos para isso podem encontrar formas criativas de usar seus talentos e habilidades, ou sucumbir a sombra.

Em resumo, é importante entender que as coisas aqui funcionam de maneira diferente, e que as expectativas que tínhamos no mundo dos vivos podem não se aplicar mais. É importante estar aberto a novas possibilidades e oportunidades, e não se prender demais às antigas formas de pensar e agir. Se fizer isso só colherá mais frustração e sofrimento. E você não quer isso... Quer?"
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Mensagem por GM Ter Fev 28, 2023 9:07 am

Fiz o mapa interno da estação para ajudar vocês a se localizar e movimentar dentro deste lugar



Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 Mapa_i10


Qualquer dúvida, perguntem, por favor.
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Mensagem por Alexyus Ter Fev 28, 2023 9:22 am



♫♫♫

Aramis nunca estivera mais contente desde que morrera depois que o oneiro disse que havia como encontrar ou ao menos procurar por Nicole na cidade eterna de Estígia.  Imediatamente, ele ficou morrendo de vontade de ir para lá. Mas já estava morto de qualquer modo.

- Estou pronto para ser marcado então, senhor Caronte!

Ele esperou ansiosamente para receber o estigma que lhe daria um lugar na cidade dos mortos e o permitiria descobrir enfim o que acontecera com a garota que fôra seu único amor enquanto estava vivo.

Mas os mortos que continuavam chegando fizeram com que ele perguntasse ao barqueiro:

- Todos os mortos chegam assim? Quantos ainda teremos que esperar para ir para a cidade? Nós vamos de metrô?

Talvez estivesse fazendo perguntas demais, mas sua mente estava ansiosa para aprender mais e mais daquele pós-vida. Cautelosamente, ele se afastou do oneiro e foi na direção da moça ruiva que chegara depois dele.

- Precisa de ajuda? Acabei de chegar aqui e ainda estou descobrindo coisa. Como foi que você morreu?

No instante em que acabara de dizer aquilo, ocorreu-lhe que a pergunta era de extremo mau gosto e poderia significar uma grande e ofensiva intrusão em assuntos delicados.

- Desculpe, não precisa responder isso... a menos que queira falar disso. Ou de outras coisas. 
Aramis D'Anjou











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Mensagem por thendara_selune Ter Fev 28, 2023 10:29 am

Miranda Summer
"Percebi enquanto falava em voz alta que, mesmo quando morrêssemos, era provável que não descobríssemos a resposta de por que estivemos vivos.'



Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 Madelaine-Petsch-madelaine-petsch-43244699-245-170

Miranda Summer :

 
Falas
       Pensamentos Miranda
      Falas NPCs/PJs




Miranda sentia-se diferente. Olhando o oneiro com alguma desconfiança, mas o breve toque lhe provocou uma sensação intensa demais e aquilo a deixou sem reação. A barreira da desconfiança se desfez. Era como se seu corpo vibrasse algo totalmente desconhecido e erótico. “ Estou morta… Como posso sentir isso?” A dor que a marca trazia abria brechas para um prazer novo e desconcertante.

— Ah, obrigada…- Miranda sussurra, e a timidez estampa em sua voz. Nunca foi tímida e contida, mas agora sentia-se embaraçada por se permitir sentir aquela sensação percorrendo todo seu corpo.

Fechou os olhos um instante, temendo esquecer de John, sua voz, o seu cheiro e seu toque, então foi puxada de volta aquela realidade cinza quando ouvia a pergunta do jovem de cabelos escuros.

“ Ele parece sentir alguma confusão íntima ou quem sabe solidão?!”

Imaginou Miranda que os dois parecem ter a mesma idade. Então se deu conta do homem mais velho, um executivo tipo aqueles de filmes que parecem habituados a deter o poder entre as mãos. Escutando ele perguntar, voltou a encarar o Oneiro. Mesmo ele dizendo poderem andar pelos arredores e dando um alerta que ela com certeza seguiria, não podia deixar de ter esperanças de reencontrar John.

"Eles podem estar em diferentes lugares, dependendo de como morreram ou do caminho que seguiram após a morte. Na melhor das hipóteses, eles podem ter alcançado a praia distante, um lugar de descanso final para aqueles que viveram uma vida virtuosa. Na pior das hipóteses, eles podem ter se tornado um espectro, uma aparição presa nas trevas da sombra". Ele olhou para o recém-chegado com compaixão, sabendo o quanto era difícil lidar com a perda de um ente querido. "

Escutando-o falar, ficou imaginando porque ele tinha aquela função? Será que era velho como aquele mundo parece ser ou tinha familiares naquele mundo? Deviam confiar nele cegamente? As perguntas formam um redemoinho que se acalma ao escutar Virgílio dizer.

“Quando chegarmos em Estígia, levarei você à segunda Biblioteca de Alexandria, onde estão registrados todos os mortos sob o poder da hierarquia. Lá, podemos buscar informações e descobrir o destino de seu familiar. E quem sabe, talvez até mesmo encontrá-lo."

O rapaz se mostrava tão curioso com tudo quanto Miranda seria em outra situação. Ela é espontânea, pelo menos era enquanto viva. Ele veio na direção dela que ficou de novo sem reação.

"- Precisa de ajuda? Acabei de chegar aqui e ainda estou descobrindo coisas. Como foi que você morreu?"

Ela franze a testa, provavelmente surpresa por ele ser tão direto.

— Meu marido morreu e fiquei sozinha…- Aquilo soava egoísta, mas ela pouco se importou que parecesse isso. — Ele era bombeiro, salvava pessoas e uma dessas pessoas foi responsável por ele ser arrancado de mim…Ela está viva e ele não.- A voz dela soava como um sussurro e seus olhos escuros brilham vazios. — Eu só queria que a solidão morresse e me deixasse em paz…- Miranda fungou e puxou o ar opressivo do lugar para dentro de si. — Do que adianta esconder isso?- Murmurou consigo mesma. — Não precisa pedir desculpas.- A voz dela soava compreensiva. — Obrigada de qualquer maneira, você parece bem jovem e esse senhor seria seu parente?- Olhando o executivo e forçando-se a mandar a vontade de chorar pra longe. — A propósito me chamo Miranda.- O sorriso que surgia nos lábios delicados era triste, embora ela tentasse manter o controle dos próprios sentimentos, mas aquele lugar parecia forçar a abertura de uma porta nova na alma de Miranda. — Se vocês forem explorar,- Olhou o Oneiro ainda tímida pelo que aconteceu e depois pros dois ali. — gostaria de ir junto.-[/justify
]





Obg pela postagem povo cheers  
Ed Araújo
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Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 Empty DAVID ANDRADA, USURÁRIO

Mensagem por Ed Araújo Ter Fev 28, 2023 11:21 am

Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 SvhFF5p

David Andrada, CEO:

Franzo o cenho ao ouvir o barqueiro falar sobre a ordem no mundo dos mortos. Parece que este lugar é mesmo um Purgatório, perto do Inferno, longe do Céu.

No momento quero apenas encontrar minha família. Mas entendo. Muito bem, aguardarei a hora de partirmos. Com licença.

Aproximo-me dos dois jovens que conversam afastados a tempo de ouvir a jovem convidar-nos a explorarmos a estação. Pra ser sincero, nunca estive aqui – estou acostumado a me locomover de carro pela cidade.

Pode ser uma boa oportunidade para nós. Vamos ver o que há por aqui então. E não somos parentes, senhorita. Acabei de encontra-lo, assim como à senhorita. Creio que nunca nos vimos antes.

Um mapa em um quadro ajuda a nos localizarmos melhor. Eu faço um gesto para caminharmos juntos e sigo em direção à sala acima das escadas. No caminho eu testo minha nova natureza, tentando atravessar paredes com a mão, manusear objetos e voar. Depois de ver o que posso ou não fazer, me sinto mais confiante e no controle. Isso é bom.
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Mensagem por GM Qua Mar 01, 2023 7:01 pm

Apesar de estar resoluto para receber o estigma, Aramis sentiu um frio na espinha quando o Oneiro se aproximou com o carimbo da sua guilda em mãos. O símbolo era uma lira, que reluzia com uma luz prateada e como uma figura holográfica ilustrava a boca de uma caveira a cantar o Réquiem dos Mortos. O Oneiro explicou que a marca era necessária para que ele pudesse pertencer à guilda dos Bardos, também conhecida como Lamúria, sua casa de agora em diante e para todo o sempre.







Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 Szymbo10





O Oneiro mergulhou a lira na poção de corpus, um líquido semelhante ao ectoplasma, e cuidadosamente a colocou no antebraço de Aramis, pressionando o carimbo contra a pele etérea. Aramis sentiu uma dor momentânea, mas logo a sensação passou e ele sentiu um formigamento suave em torno da marca. Enquanto o Oneiro aplicava a marca, Aramis sentiu uma espécie de conexão com a guilda dos Bardos, como se pudesse sentir a presença de outros membros da guilda ao seu redor e o hino da Lamúria começou a ecoar em sua alma:


O Verme Vencedor


A noite é uma noite de gala, elegante,
Quando, nos últimos anos da humana vida
Uma legião de anjos, naquele instante,
Banhada em lágrimas e ricamente vestida,
Vem a um teatro para testemunhar,
Um roteiro de esperanças e de esperas,
Enquanto a orquestra fica a suspirar,
A música profunda das celestiais esferas.

Mímicos passando-se por deuses, ao alto da estrutura,
Das galerias inferiores, resmungos e murmúrios,
De bonecos que vão e vem, sentindo auguras,
Indo e vindo, e voltando, sob os espúrios,
Comandos de coisas vastas e informes,
Que o cenário trocam, mudam de local.
E, batendo asas de condor, enormes,
Uma invisível aflição espalha o seu mal.

Esse drama tão heterogêneo, isto é certo,
Estará sempre na lembrança,
Com seu fantasma, perseguido de perto,
Por uma multidão que não o alcança
Em um círculo que sempre fechado,
Que torna ao mesmo inicial ponto,
E muito de loucura, e mais de pecado,
È de horror o enredo deste conto.

Então, por entre a turba, entre a gentalha,
Penetrou uma estranha criatura,
Uma coisa vermelho-sangue que se contorce, se espalha,
Na solitária cena, cena impura!
Contorce-se, contorce-se, em agonia mortal,
E os mímicos são por ele devorados,
E serafins choram, soluçam vendo o imundo animal,
Que jaz embebido no sangue humano coagulado.

Apagadas estão as luzes, todas elas apagadas,
E a cada tremor, cada agitação,
A cortina, uma funérea fazenda amortalhada,
Vem abaixo com a violência de um furacão,
Enquanto os anjos, pálidos e lívidos – coisa insana!
Elevando-se e tirando seus véus, afirmam, com terror,
Que a peça é a tragédia humana,
E o seu herói, o verme vencedor.








Ele sabia que agora estava ligado à história e à música do mundo espiritual, e que teria acesso a conhecimentos e habilidades que antes lhe eram desconhecidos. Quando o Oneiro terminou, ele sorriu para Aramis e disse: "Bem-vindo à guilda dos Bardos, meu amigo. Agora você é parte da nossa irmandade e pode começar a descobrir as maravilhas e os mistérios do mundo espiritual e lhe entregou um violino stradivarius, forjado pela egrégora que se desprendeu do casulo da mariposa necrótica. É um objeto imbuído de muito sentimento e emoção. Era um lindo instrumento e provavelmente de valor único no umbral"




Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 Gm_mak15



Aramis sentiu um arrepio de emoção e gratidão, sabendo que ele estava agora mais perto de realizar seu propósito como músico e contador de histórias no mundo dos mortos.






@Ed Araújo

A sala, acima das escadas, é escura e empoeirada, com paredes de concreto rachado e azulejos quebrados. Há um cheiro forte de mofo misturado com a fragrância suave de velas aromáticas que as duas aparições mantêm acesas. As luzes piscam e tremem, lançando sombras assustadoras pelas paredes. Há uma mesa de madeira no centro da sala, com duas cadeiras quebradas, e um tapete velho e sujo no chão.

As duas aparições são chamadas de Alice e Samuel. Ambas têm uma aparência humana, mas seus rostos são pálidos e translúcidos. Alice está sentada, com um olhar distante em seu rosto, em uma das cadeiras, com as mãos apoiadas no colo. Samuel está em sua frente, como se estivessem esperando serem servidos, com os braços cruzados. Eles parecem pacíficos e não fazem nenhum movimento agressivo em direção aos jogadores.



Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 Gm_dra15



Enquanto os jogadores se aproximam, eles podem sentir a tristeza e a melancolia do mundo dos mortos pesando sobre eles. Há uma sensação de solidão e desespero no ar, como se o tempo estivesse suspenso em um estado perpétuo de luto e tristeza. As cores são desbotadas e sem vida, e há uma sensação geral de abandono e desolação.

Ao subir a escada em direção ao restaurante, os jogadores passam por paredes descascadas e escadas enferrujadas. Eles podem sentir o cheiro de comida podre e mofo misturados no ar, e a sensação geral é de que este lugar já foi muito movimentado e animado, mas agora está abandonado e esquecido. E eles percebem que estão com fome, mas não é de comida, mas de vida. Até mesmo na morte, o que mantém os mortos no umbral é a vida. Eles sentem uma grande necessidade de interagir com os "breves", os mortais do mundo da carne. A atmosfera do mundo dos mortos é palpável, e os jogadores sentem como se estivessem caminhando em um sonho triste e sombrio.
Eu li tudo que vocês escreveram, mas estou com a sensação que deixei algo passar? Falta descrever ou narra algo? Respondam no canal chat geral, por favor.
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Mensagem por Alexyus Sex Mar 03, 2023 9:25 pm



♫♫♫

Apesar de estar resoluto para receber o estigma, Aramis sentiu um frio na espinha quando o Oneiro se aproximou com o carimbo da sua guilda em mãos. O símbolo era uma lira, que reluzia com uma luz prateada e como uma figura holográfica ilustrava a boca de uma caveira a cantar o Réquiem dos Mortos. O Oneiro explicou que a marca era necessária para que ele pudesse pertencer à guilda dos Bardos, também conhecida como Lamúria, sua casa de agora em diante e para todo o sempre.

- Guilda dos bardos? Que apropriado! E Lamúria? sempre achei que fosse um dos temas favoritos dos mortos...

Ouvir o hino da Lamúria ecoando em sua alma era perturbador, e Aramis demorou alguns versos para reconhecer a poesia de Poe. Ele tinha estudado a ponto de poder ser considerado um erudito, e a literatura do velho Edgar fôra uma das que conseguia expressar o pesar e o luto dele após a morte de Nadine.

"Bem-vindo à guilda dos Bardos, meu amigo. Agora você é parte da nossa irmandade e pode começar a descobrir as maravilhas e os mistérios do mundo espiritual e lhe entregou um violino stradivarius, forjado pela egrégora que se desprendeu do casulo da mariposa necrótica. É um objeto imbuído de muito sentimento e emoção. Era um lindo instrumento e provavelmente de valor único no umbral"

Aramis acenou com seriedade para o oneiro, sentindo uma certa solenidade na ocasião. Quando ele lhe entregou aquele violino stradivarius, com o madeirame vermelho sangue luzidio, Aramis arregalou os olhos, impressionado. Ele tinha adquirido habilidade suficiente para tocar qualqer instrumento de uma orquestra, e embora o piano fosse seu preferido, o violino tinha uma classe inigualável. E aquela era sem dúvida nenhuma uma obra-prima, valioso mesmo no mundo dos mortos. 

- Obrigado, senhor! Eu o usarei dignamente!

♫♫♫


Miranda escreveu:— A propósito me chamo Miranda.

Aramis  fez uma pequena reverência para Miranda, apresentando-se:

- Enchanté, madame Miranda! Je suis Aramis D'Anjou. Sotaque britânico?

Ele era fluente em inglês e reconhecia o sotaque dos ingleses.

Obrigada de qualquer maneira, você parece bem jovem e esse senhor seria seu parente?

E não somos parentes, senhorita. Acabei de encontra-lo, assim como à senhorita. Creio que nunca nos vimos antes.

Ele acenou, confirmando as palavras do morto mais velho.

- Todos nós acabamos de chegar... mas parece que não morremos ao mesmo tempo. Intrigante...

— Se vocês forem explorar, gostaria de ir junto.

Aramis gesticulou rápido com os dedos, dizendo:

- Mas é claro, madame! Vamos andar juntos aqui antes que o oneiro nos chame para partir para a cidade eterna.

♫♫♫

O homem mais velho mostrava-se impaciente, mas a curiosidade de Aramis não considerava aquilo ruim. Quando ele subiu as escadas, D'Anjou subiu atrás dele com cuidado e elegância, mostrando-se atento para o caso de Miranda precisar de auxílio.

Enquanto o velho tentava fazer experimentos, Aramis apenas observava, aprendendo com as experiências dele.

Havia duas almas mortas na sala acima das escadas, e os nomes deles, Alice e Samuel, eram do conhecimento dele, mas ele não sabia como poderia saber disso. Mais um dos mistérios que o intrigavam naquela dimensão falecida. Tudo ao redor estava abandonado, mofado, podre e velho. Muito triste. E havia uma fome fantasmagórica começando a incomodá-lo.

Para espantar aquelas sensações, Aramis apanhou seu novo instrumento, posicionou as cerda do arco sobre as quatro cordas e tocou leves acordes, sentindo a melodia daquela peça pela primeira vez.
 
Aramis D'Anjou











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Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 Empty Re: Prólogo - (Comece por aqui...)

Mensagem por GM Sex Mar 03, 2023 10:08 pm

@Alexyus


Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 Gm_a_l10



Por favor, role performance (dificuldade clássica).


Em Aparição o Limbo, o sistema de jogo utiliza uma mecânica baseada em d10 (dados de 10 faces) para testar as habilidades dos personagens. Cada personagem tem uma pontuação em uma habilidade específica que varia de 0 a 5 pontos. Quando um personagem precisa realizar uma ação que envolve uma habilidade específica, o jogador deve rolar um número de dados igual à pontuação da dificuldade, naquela habilidade. Se pelo menos um dos dados obtiver um resultado igual ou superior a 6, o teste é considerado bem sucedido. Além disso, os jogadores também podem rolar dados adicionais chamados de "dados de especialização" para aumentar suas chances de sucesso em testes relacionados a habilidades específicas em que possuem especialização. Esses dados são adicionais aos dados da habilidade e também possuem 10 faces. Os dados de especialização só são rolados se o jogador tiver adquirido previamente a especialização correspondente.


Nos sistemas Storyteller (utilizados em vários jogos de RPG da editora White Wolf), a falha crítica ocorre quando um jogador obtém resultados muito baixos em uma jogada de dados. Em geral, isso significa que o jogador tirou mais "1" do que qualquer outro número no lançamento dos dados, mas as regras exatas podem variar de jogo para jogo. Na maioria dos casos, uma falha crítica significa que o personagem falhou miseravelmente na ação que estava tentando realizar, muitas vezes com consequências graves. Por exemplo, se um personagem estiver tentando escalar uma parede e obtiver uma falha crítica, ele pode cair de uma altura perigosa e sofrer danos. Em combate, uma falha crítica pode resultar em o personagem perder sua arma, atacar um aliado por engano ou ficar vulnerável ao ataque de um oponente. Alguns sistemas Storyteller também têm regras especiais para quando um jogador tira uma falha crítica em uma jogada importante, como um teste de morte em um jogo de vampiro. Nessas situações, a falha crítica pode levar a consequências ainda mais dramáticas, como a morte imediata do personagem ou a obtenção de uma cicatriz psicológica permanente. Em Aparição o Limbo, a falha crítica ocorre quando o jogador tira "1" em todos os dados de uma jogada. Isso indica um fracasso catastrófico, com consequências graves e imediatas para o personagem. Dependendo da situação, a falha crítica pode resultar em lesões físicas, danos emocionais, ou até mesmo em uma conexão direta com a sombra, que pode corromper o personagem e afetar sua sanidade. Cabe ao narrador decidir as consequências exatas da falha crítica, levando em consideração o contexto da situação e o histórico do personagem.


Em "Aparição: O Limbo", um acerto crítico ocorre quando um jogador obtém um número igual ou superior à dificuldade da ação em questão em todos os dados rolados. Por exemplo, se a dificuldade da ação é 6 e um jogador rola três dados, obtendo 6, 6 e 7, então ele acerta criticamente. Quando um acerto crítico ocorre, o jogador obtém um sucesso automático e pode ter uma oportunidade única de narrar a ação de forma mais dramática ou espetacular. O narrador também pode conceder bônus adicionais para o sucesso crítico, dependendo da ação e das circunstâncias envolvidas. Os acertos críticos são uma forma de recompensar jogadas excepcionais e aumentar a imersão na história.


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Mensagem por thendara_selune Sáb Mar 04, 2023 1:57 am

Miranda Summer
"Percebi enquanto falava em voz alta que, mesmo quando morrêssemos, era provável que não descobríssemos a resposta de por que estivemos vivos.'



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Miranda sorriu ao ouvir a saudação de Aramis, e ficou interessada em saber que ele havia notado o sotaque dela, mesmo ela não falando francês.

— Encantada em conhecê-los, embora não seja na melhor das situações - disse ela, com um tom melancólico. Ela notou que os três eram bastante diferentes entre si. Quando o Oneiro entregou um violino a Aramis, ela ficou encantada com o objeto.

"Todos nós acabamos de chegar... mas parece que não morremos ao mesmo tempo. Intrigante..."

— Somos de tempos diferentes, mas seus modos são bem agradáveis, Aramis. -  O homem mais velho não tinha se apresentado, e ela sentiu que ele parecia um pouco distante e solitário. Ele tinha um rosto sério e linhas de expressão duras, e ela supôs que ele poderia estar evitando se aproximar dos outros.

Embora ele tivesse falado sobre o parentesco, ele ainda não havia se apresentado. — Que tal dizer seu nome? - insistiu Miranda, determinada a se aproximar dele. Ela sentiu que talvez isso fosse resultado do vazio que sentia, sabendo que estava longe de tudo o que já conheceu. Parecia buscar um meio de preencher as lacunas que cresciam dentro dela.


????????????


Quando começar a explorar o lugar.

— Ótimo, vamos lá - respondeu ela. Ela observou David explorando as possibilidades do que era possível ou não, mas dessa vez ficou calada, não querendo causar mais inquietação ou mau-humor nele por ser tão insistente em manter algum tipo de contato. Afinal, estavam mortos e teriam tempo para lidar uns com os outros, como ela entendeu da conversa com o Oneiro.

Os três começaram a andar, observando as paisagens ao redor. Quando chegaram ao restaurante, a atmosfera do lugar era opressiva e triste, sem nenhum sinal de vida ou esperança. Embora Miranda sentisse fome, ela tinha a triste certeza de que essa fome jamais passaria.
Ao ver aquelas figuras translúcidas ela apertou instintivamente o braço dos dois companheiros sentindo medo do que poderia acontecer. Mas para sua surpresa, Aramis começou a tocar o violino com maestria, iniciando acordes que fizeram Miranda sentir uma faísca de esperança surgindo dentro dela que fazia o medo diminuir pouco a pouco.




Off: Desculpem a demora e pode ser que a postagem n tenha ficado boa haha mas na próxima melhoro e valeu a narrativa  @GM  Cool





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Mensagem por GM Sáb Mar 04, 2023 8:39 am



@Alexyus



Aramis se prepara para tocar o Stradivarius, segurando o instrumento delicadamente com a mão esquerda e posicionando o arco com a direita. Ele respira fundo e fecha os olhos por um instante, concentrando-se na música que quer fazer soar. Então, ele começa a tocar.

A música começa suave, quase sussurrante, como se Aramis estivesse conversando com seu violino. Mas, aos poucos, vai ganhando volume e intensidade, como se o bardo quisesse chamar a atenção de todos os que estivessem ali. As notas se tornam mais agudas e rápidas, como um pássaro voando livre no céu. E então, a música se transforma novamente, ficando mais lenta e triste, como se Aramis estivesse compartilhando sua dor mais profunda.

Enquanto Aramis toca, as faces de Alice e Samuel começam a brilhar, iluminadas pela alegria que a música traz. E as aparições e memórias fátuas, que já haviam quase totalmente, se apagado no esquecimento começam a aparecer no restaurante, atraídas pela beleza da música. O local começa a ficar repleto de fantasmas, que parecem absorver cada nota e torná-la parte de si mesmos. A fome do corpus pela entropia do vácuo é saciada e todas as aparições ganham forças renovadas. O lugar, que antes parecia decadente, agora está cheio de cor, beleza e comida e bebida à mesa.

Aramis termina sua apresentação com uma nota longa e vibrante, que ressoa pelo ambiente. Todos no local o aplaudem de pé, agradecidos pela beleza que acabaram de testemunhar. Mas, em uma das mesas, a figura simbólica da sombra do bardo também aplaude, embora com um sorriso falso e malicioso no rosto. Aramis sabe que a sombra está sempre presente, espreitando em algum lugar, mas agora ele escolheu ignorá-la, deixando-se levar pelo poder da música. O poder do violino é tremendo, mas a sombra não deixará isso impune, se Aramis continuar a usá-lo prodigamente.




Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 Gm_mak17




Obs.: Em "Aparição: O Limbo", as "memórias fátuas" são fragmentos de memórias perdidas de aparições que vagueiam pelo mundo dos mortos. Elas são representações embaçadas e distorcidas de eventos passados que podem ser encontradas em locais específicos, como prédios abandonados, ruas escuras e outros lugares isolados. Quando um jogador encontra uma "memória fátua", ele pode tentar desvendar a verdade por trás dela por meio de um teste de habilidade apropriado. Desvendar uma "memória fátua" pode fornecer pistas para as aventuras dos jogadores ou revelar segredos sobre o mundo espiritual.


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Mensagem por GM Sáb Mar 04, 2023 12:49 pm

@Ed Araújo

Você disse: "Um mapa em um quadro ajuda a nos localizarmos melhor. Eu faço um gesto para caminharmos juntos e sigo em direção à sala acima das escadas. No caminho eu testo minha nova natureza, tentando atravessar paredes com a mão, manusear objetos e voar. Depois de ver o que posso ou não fazer, me sinto mais confiante e no controle. Isso é bom."

O senhor Andrada, ainda tentando se acostumar com sua nova forma de aparição, decidiu testar suas habilidades ao tentar atravessar uma parede sólida. Ele estendeu a mão e concentrou-se em sua intenção, sentindo a textura fria e dura da superfície em sua mão etérea. Com um pouco de esforço, ele sentiu sua mão começar a atravessar a parede, como se fosse feita de fumaça. Encorajado pelo sucesso, ele tentou agora manusear um objeto próximo, uma xícara de café. Concentrando-se novamente, ele tentou pegar a xícara, mas seus dedos etéreos não conseguiam agarrá-la. Frustrado, ele tentou novamente, agora com mais força de vontade, e finalmente conseguiu segurar a xícara, sentindo sua textura e peso em sua mão incorpórea. Animado, o senhor Andrada decidiu tentar algo ainda mais ousado - voar. Ele saltou no ar, sentindo a gravidade o puxando para baixo, mas depois se concentrou em sua intenção de voar e sentiu sua forma fantasmagórica levantar voo. Ele flutuou no ar, movendo-se com graça e fluidez, sentindo-se livre e poderoso. Embora ainda estivesse se ajustando à sua nova condição, o senhor Andrada sentiu-se encorajado por suas habilidades recém-descobertas e decidiu continuar a explorar as possibilidades do mundo dos mortos.



Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 Gm_mak22



Além disso você percebe que:



Em Aparição o Limbo, as aparições, de sua guilda, possuem habilidades únicas e especiais que lhes permitem perceber a energia vital e a morte que cerca as pessoas e lugares ao seu redor. Através de um estudo cuidadoso, essas aparições podem medir os níveis relativos de vida e morte em um indivíduo ou local, obtendo uma ideia dos valores relativos de Vigor, Vitalidade ou Corpus da pessoa, ou precificar objetos gregóricos. As aparições são capazes de detectar ferimentos e traumas em outras aparições ou seres vivos, vendo-os como talhos negros na forma da pessoa. Através dessa percepção, elas podem estimar a gravidade dos ferimentos e o estado de saúde da pessoa ou aparição. Além disso, as aparições possuem a habilidade de perceber a energia vital em geral dentro de uma área específica. Eles são capazes de sentir e avaliar a vitalidade e a "salubridade" de uma área ou ambiente, o que pode ser útil para determinar se é seguro ou não para uma aparição ou ser vivo se aventurar nessa área. Essas habilidades são essenciais para as aparições em Aparição o Limbo, pois permitem que elas avaliem e compreendam melhor o mundo espiritual e físico que as rodeia, ajudando-as a sobreviver e a completar suas missões.


Obs.: Sistema - O jogador efetua uma jogada de Percepção + Usura (dificuldade 6). Quanto mais sucessos na jogada, mais exata será a Avaliação.





Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 Guilda12


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Mensagem por Alexyus Seg Mar 06, 2023 7:27 pm



♫♫♫

Aramis observava as experiências do velho, percebendo que vários atos exigiam um pouco de esforço e concentração.

Atravessar paredes, apanhar objetos sólidos, flutuar no ar, todas as coisas típicas de fantasma conforme os mortais as concebiam, eram alcançadas pelo velho com alguma dificuldade.

O jovem D'Anjou animou-se para tentar as mesmas façanhas, mas não naquele momento. Por agora, estava mais atento ao ambiente que exploravam e tinha o cuidado de vigiar os movimentos de madame Miranda, caso ela precisasse de auxílio.

♫♫♫

O som do violino era perfeito num sentido mais elevado do que Aramis esperara.

As notas chorosas do instrumento saíam com facilidade, como se ele resgatasse algo do fundo de seu ser, um tesouro adquirido ainda em vida, o maravilhoso dom da música.

Os ouvidos de Aramis estavam concentrados em cada acorde, mas seus olhos percebiam as reações à sua volta, e era como se tudo reaquirisse um pouco da vida perdida, a alegria e felicidade de se sentirem meio vivos novamente. Ele teve até a ligeira impressão de enxergar sorrisos nos rostos funéreos de Alice e Samuel.

No fundo da sala, Aramis enxergou sua própria sombra, e embora fosse a primeira vez que a visse, ele a reconhecia como um lado obscuro e corruptor de si próprio, uma parte maligna que se voltaria contra ele próprio se fosse lhe dada a oportunidade.

Mas não dessa vez! A música enchia-lhe de contentamento e orgulho, uma sensação de poder e exultação, e aquilo tornava-o mais forte que sua sombra.

Ele terminou a apresentação e os mortos aplaudiram, e Aramis fez uma reverência satisfatória para sua audiência. 

♫♫♫

Quando terminou, ele acenou para Miranda e o velho, chamando-os para acercarem-se de Alice e Samuel.

Ele os saudou respeitosamente:

- Olá, madame Alice, monsieur Samuel! Je suis Aramis D'Anjou! Acabei de chegar aqui e ainda estou conhecendo o ambiente. Há quanto tempo estão por aqui?
 
Aramis D'Anjou











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Mensagem por GM Seg Mar 06, 2023 8:53 pm

@Alexyus

Aramis percorre o restaurante abandonado, mas agora iluminado pela música, seus passos ecoando pelo ambiente. Enquanto caminha, seus olhos vasculham o local, buscando aparições que possam nutrir sua alma com boas emoções, uma atividade tão instintiva como comer para os "breves", dentre as aparições que habitam o umbral. É então que avista duas figuras pálidas sentadas em uma mesa, de mãos dadas, quando sua música ainda era tocada. Ele se aproxima, observando de perto as expressões dos dois fantasmas, e sente a emoção que transborda do casal. Com um ar de compaixão e curiosidade, Aramis questiona os dois sobre sua história, e Alice e Samuel começam a compartilhar a história de amor proibido que os levou à morte como Romeu e Julieta. Enquanto escuta a narrativa do casal, Aramis tem flashes de imagens que reconstroem a cena em sua mente, transportando-o para a época em que os dois ainda eram vivos. Alice, jovem e ativa, era uma figura marcante, com seus cabelos loiros e olhos brilhantes. Samuel, por sua vez, era mais velho e contemplativo, com uma expressão serena e sábia. Mas, apesar das diferenças, eles se amavam intensamente, sem se importar com as restrições impostas pela sociedade. Aramis sente a dor e a tristeza do casal, mas também percebe a beleza daquela história de amor proibido que ainda pulsa no coração de Alice e Samuel. Ele se emociona ao ver que o amor pode transcender a morte, como o dele por Nicole, e sente que aquele encontro foi uma bênção do mundo espiritual para relembrá-lo da importância da conexão humana, mesmo no mundo dos mortos.


"- Olá, madame Alice, monsieur Samuel! Je suis Aramis D'Anjou! Acabei de chegar aqui e ainda estou conhecendo o ambiente. Há quanto tempo estão por aqui?"
"- Boa noite, Aramis", aqui meio que é sempre noite, responde Alice, sorrindo. "Estamos bem, obrigada. E você?"
"- Adorei a apresentação de você, Aramis. Foi simplesmente incrível", elogia Samuel."
"- Você tem um amor que transcende a vida? Sim, tem... Eu sei que tem..."



Com seu rosto reptiliano, a sombra se assoma para escutar, criticar e perturbar a conversa.




Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 Gm_mak23




Com sua voz serpentina, andrógena e esganiçada, ela diz:

"- Há que fofo, os dois morreram juntinhos. Não é lindo isso... Um perfeito romance de mulherzinha. Doce e enjoativo."
"- Amor assim é contra a vida, não pode durar, não é mesmo? O que Nicole pensaria disso?"
"- Dá vontade de vomitar... Ela faz um gesto com o dedo na garganta simulando um vômito"


A sombra de Aramis sussurra em sua mente com um tom desdenhoso: "Que patético. Olhe só para eles, presos em seu amor proibido mesmo depois da morte. Acham que isso tem algum valor no mundo dos mortos? É apenas um sinal de sua fraqueza e tolice. Não perca seu tempo se envolvendo com essas emoções superficiais, Aramis. Você é melhor do que isso." A voz da sombra ecoa na mente do bardo, tentando semear a semente da descrença e da desvalorização do amor e das emoções em geral.

Aramis sente uma sincope, uma queda de pressão...
É a sombra tentando dominar sua mente. Você sede a pressão da sombra e deixa ela ter o controle e infernizar o casal, ou recebe e acumula a "angustia" resistindo bravamente a sedução da sombra? (Custo dois pontos - Será acumulado na ficha da sombra)


A sombra continua, só que agora de forma inversa:
Desta vez, focando no ponto fraco do Bardo: sua vaidade e necessidade de ser admirado pelos outros. "Veja só, Aramis, esse é o amor verdadeiro que tanto encanta as histórias que você conta. Mas, sinceramente, o que você sabe sobre o amor verdadeiro? Você só sabe tocar um violino e fazer pose de artista, enquanto esses dois amantes vivem eternamente juntos em um amor que transcende a morte. Você nunca terá algo assim, você é apenas um entre milhões de aparições no Limbo." A sombra continua a provocar, cutucando cada vez mais fundo a ferida da vaidade de Aramis, tentando fazê-lo perder o controle. "Você não é nada comparado a eles, Aramis. Eles são verdadeiros, autênticos, enquanto você é apenas um farsante, tentando se passar por algo que não é. Você nunca terá um amor assim, porque você não merece. Você é apenas uma sombra do que poderia ter sido."
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Mensagem por thendara_selune Ter Mar 07, 2023 1:08 pm

Miranda Summer
"Percebi enquanto falava em voz alta que, mesmo quando morrêssemos, era provável que não descobríssemos a resposta de por que estivemos vivos.'



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“Quando terminou, ele acenou para Miranda e o velho, chamando-os para acercarem-se de Alice e Samuel.
- Olá, madame Alice, monsieur Samuel! Je suis Aramis D'Anjou! Acabei de chegar aqui e ainda estou conhecendo o ambiente. Há quanto tempo estão por aqui?”




Timidamente, Miranda se aproximou da mesa e acenou levemente para o casal, cuja expressão melancólica capturou sua curiosidade. Ela se perguntou o que estaria mantendo-os no limbo e se questionou sobre as histórias que eles possuíam. Com um olhar atento, ela observou o semblante deles e notou haver algo diferente na maneira como estavam sentados ali.
Curiosa, Miranda tomou coragem e perguntou:

— Com licença, eu não pude deixar de notar a melancolia em seus rostos. Há algo que possamos fazer para ajuda-los?



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Mensagem por GM Qua Mar 08, 2023 10:46 am

@thendara_selune



Alice e Samuel se olham por um momento, como se tivessem sido pegos de surpresa pela pergunta de Miranda. Depois de um momento de hesitação, Alice começa a falar:

Bem, na verdade, não há muito o que possa ser feito por nós. Nós somos apenas fantasmas presos nesta estação de metrô abandonada, condenados a vagar por aqui para sempre.
Samuel complementa:

Mas sua gentileza é apreciada, Miranda. É bom ver que ainda há pessoas preocupadas com o bem-estar dos outros, mesmo nesta vida após a morte.
Ambos sorriem timidamente para Miranda, parecendo um pouco mais aliviados depois de conversar com ela.


Enquanto Miranda se afastava, Alice fala no ouvido de Samuel. Então Samuel, acrescentou:

"Espere... Há algo... Nós dois estamos presos aqui nesta estação de metrô abandonada desde que morremos. É tudo o que conhecemos do mundo espiritual. Não tivemos a sorte de encontrar outras pessoas ou lugares para explorar como vocês. Será que poderia falar com o barqueiro e nos ajudar a conhecer Estígia? Alice e eu adoraríamos ter um lar lá e poder finalmente encontrar um propósito, um lugar para servir."

Ele olhou para Miranda com esperança nos olhos, mas também com um toque de tristeza e saudade do que nunca puderam ter. Um forte sentimento de anemóia assoma o casal.

Sobre anemóia:

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Mensagem por thendara_selune Qua Mar 08, 2023 11:59 am

Miranda Summer
"Percebi enquanto falava em voz alta que, mesmo quando morrêssemos, era provável que não descobríssemos a resposta de por que estivemos vivos.'



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Miranda ficou atordoada com a surpreendente revelação de Alice e Samuel. Ela sabia que não podia deixá-los sozinhos e decidiu oferecer ajuda.
Ela se aproximou lentamente dos dois, notando a expressão de angústia em seus rostos. "Eu sinto muito por vocês terem ficado presos aqui por tanto tempo", disse ela suavemente. "Eu gostaria de ajudá-los a encontrar um novo lar. Vou falar com o barqueiro e ver se ele pode nos ajudar."
"Mas, enquanto isso", continuou Miranda, "vocês podem me contar um pouco mais sobre vocês? Eu adoraria conhecê-los melhor." Ela sorriu, tentando dissipar a tensão no ar.



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Mensagem por Alexyus Qua Mar 08, 2023 1:22 pm



♫♫♫

Aramis odiava cobras quando vivo, e agora que depois de morto tinha uma sombra que misturava uma mulher e uma serpente, sua ojeriza era ainda maior.

Ele só queria falar com Samuel e Alice, mas a maldita sombra ficava falando em seu ouvido.

"- Há que fofo, os dois morreram juntinhos. Não é lindo isso... Um perfeito romance de mulherzinha. Doce e enjoativo."
"- Amor assim é contra a vida, não pode durar, não é mesmo? O que Nicole pensaria disso?"
"- Dá vontade de vomitar... Ela faz um gesto com o dedo na garganta simulando um vômito"

Aramis fazia um esforço para ignorá-la como se fosse um daqueles odiosos valentões de escola, mas apenas o nome de Nicole na boca dela já o fazia ter vontade de enforcá-la com as cordas do violino.

"Que patético. Olhe só para eles, presos em seu amor proibido mesmo depois da morte. Acham que isso tem algum valor no mundo dos mortos? É apenas um sinal de sua fraqueza e tolice. Não perca seu tempo se envolvendo com essas emoções superficiais, Aramis. Você é melhor do que isso."

A discussão na mente dele se desenrolava com ferocidade:

"Não é assim! Essa é a matéria-prima das canções, dos contos e de todas as histórias que enlevam o espírito humano! Não ver o valor disso é apenas cegueira!"

"Veja só, Aramis, esse é o amor verdadeiro que tanto encanta as histórias que você conta. Mas, sinceramente, o que você sabe sobre o amor verdadeiro? Você só sabe tocar um violino e fazer pose de artista, enquanto esses dois amantes vivem eternamente juntos em um amor que transcende a morte. Você nunca terá algo assim, você é apenas um entre milhões de aparições no Limbo. Você não é nada comparado a eles, Aramis. Eles são verdadeiros, autênticos, enquanto você é apenas um farsante, tentando se passar por algo que não é. Você nunca terá um amor assim, porque você não merece. Você é apenas uma sombra do que poderia ter sido."

Ela começava a provocá-lo com verdades e meias-verdades, mas a determinação dele apenas se fortalecia junto com o asco por aquele pseudo-ser.

"A maioria das pessoas aprecia a música por sua simplicidade, e isso os alegra, como agora! A técnica e o refinamento para fazer grandes obras - como a minha é! - é um dom de poucos, e eu sempre tive esse dom! E se puder usar isso para procurar por Nicole entre os milhões de fantasmas do Limbo, eu o farei, e a encontrarei! Você é a sombra, criatura vil, mas não tem poder sobre mim!"

Aramis repelia a sombra com veemência, até mesmo com um gesto para afastá-la, tentando focar na conversa de Miranda com o casal de amantes mortos.

♫♫♫

"Espere... Há algo... Nós dois estamos presos aqui nesta estação de metrô abandonada desde que morremos. É tudo o que conhecemos do mundo espiritual. Não tivemos a sorte de encontrar outras pessoas ou lugares para explorar como vocês. Será que poderia falar com o barqueiro e nos ajudar a conhecer Estígia? Alice e eu adoraríamos ter um lar lá e poder finalmente encontrar um propósito, um lugar para servir."

"Eu sinto muito por vocês terem ficado presos aqui por tanto tempo", disse ela suavemente. "Eu gostaria de ajudá-los a encontrar um novo lar. Vou falar com o barqueiro e ver se ele pode nos ajudar."

Aramis voltou a envolver-se na conversa e disse com vivacidade:

- Eu ajudarei madame Miranda, e nós falaremos com o barqueiro para que vocês nos acompanhem quando formos para Estígia! 
 
Aramis D'Anjou











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Mensagem por GM Qua Mar 08, 2023 9:56 pm

@Mandhros


Enquanto o grupo dos três fantasmas, Aramis, Miranda e David, estavam no restaurante, o barqueiro, com seus longos cabelos negros e seu olhar penetrante, se aproximou com seu gancho e abriu o casulo de uma nova aparição, como um fruto temporão e abortivo, trazida pela mariposa necrótica, revelando uma figura espectral que ainda tentava se acostumar com a nova condição.


Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 Gm_hav10

Dimitri Petrov sente um forte desconforto, como se algo estivesse se contorcendo dentro de seu corpo. Em seguida, a sensação de pressão aumenta gradualmente, até que, finalmente, a casca que envolvia seu corpo se rompe em pedaços, revelando uma cena grotesca e nauseante. O fluido ectoplásmico, que se assemelha a uma gosma verde e pegajosa, escorre pelo corpo do personagem enquanto ele luta para se libertar do casulo.

O sangue, geralmente presente em mortes cruentas, sofridas, violentas (as vezes até ligadas a tortura), de cor escura e espessa, também é liberado e se mistura com a gosma, criando uma mistura viscosa que escorre por todo o corpo. Os sons produzidos nesse processo são horríveis: o estalar da casca se rompendo, os gritos de dor e agonia do personagem, são ouvidos pelo grupo no restaurante, juntamente com o som úmido de fluidos corporais misturados que escorrem pelo chão.


É uma cena digna dos filmes de David Cronenberg.


Prólogo - (Comece por aqui...) - Página 2 Gm_hav11

Quando o personagem finalmente consegue se libertar completamente do casulo, ele se sente exausto e fraco, como se tivesse passado por uma grande provação. Ainda coberto de fluidos corporais, ele é ajudado pelo barqueiro a se limpar e se recuperar do choque da experiência, da mesma forma que os outros personagens.

Apesar da sensação de nojo e horror que essa cena pode causar, é importante lembrar que é uma parte natural do processo de renascimento de um fantasma neste mundo dos mortos. É um lembrete de que a morte, quase sempre, não é bonita ou glamorosa, mas sim uma experiência dura e muitas vezes brutal.

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Mensagem por GM Qui Mar 09, 2023 10:56 am

@Alexyus
@Ed Araújo
@thendara_selune


Alice e Samuel estavam prestes a contar mais detalhes sobre sua história quando, de repente, os gritos e barulhos do nascimento negro de Dimitri Petrov invadiram o refeitório. Todos se sobressaltaram, e seus olhares se voltaram para a direção de onde vinham os ruídos.

A curiosidade tomou conta do grupo. Aramis, Miranda e David se levantaram da mesa e, sem pensar duas vezes, correram em direção ao som. Quando chegaram ao local do nascimento, ficaram impressionados com a cena que se desenrolava diante de seus olhos.

Dimitri estava saindo do casulo, envolto em fluidos ectoplásmicos, sangue e melecas. Era uma visão grotesca e ao mesmo tempo fascinante. Os três fantasmas não conseguiam desviar o olhar, enquanto Dimitri lutava para se libertar do casulo.

Enquanto isso, Alice e Samuel ficaram para trás, um pouco tristes por não poderem compartilhar sua história completa com o grupo. Mas entendiam que havia coisas mais importantes acontecendo naquele momento, e se juntaram aos outros para ver o que iria acontecer com o recém-nascido.


Eu fiz um pequeno roleplay dizendo que vocês foram testemunhar a saída do casulo do novo personagem. Caso isso não seja da vontade de vocês é só dizer que eu mudo.
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