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    Connor Mcleary

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    Connor Mcleary - Página 4 Empty Re: Connor Mcleary

    Mensagem por Wordspinner em Sab Jul 11, 2020 5:18 pm

    O som de passos quebra o momento. O tilintar metálico de um chaveiro cheio batendo de novo e de novo. Os passos seguem o ritmo de uma música. Alguma coisa de... a abertura de uma citycom. Todas as tardes até Brendan entrar nas aulas de piano e natação. O cheiro dele não é primeira coisa que você pega. No mato tem tantos outros cheiros. Tantos sons. Ele entra na clareira e junto com ele a presença fria e sombria do Corvo das Brumas. Onde o dromo é fino assim um espírito poderoso causa uma impressão forte. É como se alguém tivesse ligado a fumaça da casa de festas, mas não tem fumaça nenhuma quando procura por ela. Nenhuma nevoa real. Só a substância do seu significado. Um mês atrás ouvir alguém dizer isso te traria risadas, mas agora esse pensamento nascer na sua cabeça não parece estranho. Só confuso.

    Ele olha no relógio de pulso. Ajeita o blazer de tweed. "Chegou cedo, ansioso?" Ele está mascando uma folha. O cheiro é bom, mas intoxicante. Cheira a casa da Tia Elise. O uratha continua rodando as chaves no dedo. Quando você pisca, toda vez, o Corvo está lá. Como se estivesse gravado no fundo das suas pálpebras. "Tua mãe passou lá em casa hoje." Ele mora com o avó e uma penca de gente na casa grande. Ela nem é tão grande assim, mas chamam assim desde sempre. Se tinham coisas escondidas na sua casa, imagina lá? "Ela tá puta cara... Quer?" Ele oferece uma folha verde escuro com um risco roxo e branco no meio.

    Desde que ele chegou os animais ficaram quietos. Até o vento parou.
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    Mensagem por Ankou em Sab Jul 11, 2020 8:05 pm






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    Era praticamente invisível no meio daquele breu, a pelagem negra ajudava a camuflagem ainda mais, mas o cheiro nunca enganava, não que fosse ele que chegasse primeiros nas narinas, mas o som metálico das chaves e quaisquer outras bugingangas presas no chaveiro cheio.


    - Nem. – respondeu sobre a ansiosidade, olhou pro relógio de pulso e pro horário do celular. – Mas parece que meu relógio tá meio doido. – comentava casualmente, mas naquele ínterim olhou duas vezes pra trás como se procurasse alguma coisa, mas não havia nem rastro do musculento.


    Ele nega com a cabeça a folha, não tava na vibe de mastigar aquilo, mesmo sem saber o que era exatamente, fica confuso com o corvo, pelo menos não achava que devia sentir mais a presença dele, mas de alguma maneira sentia.


    - Não vou nem olhar pro outro lado pra saber que teu corvo tá me rodeando, ela te mandou na frente ou é só coincidência? – comentou, mas não deu tempo dele responder. – Ela tá sempre puta cara, sempre escondendo alguma coisa, tu mesmo me falou do ritual e que todo mundo já sabia, até tia Elise sabia. As coisas seriam tão mais fáceis se vocês fossem mais francos, mas acho que eu to começando a entender que não é bem uma escolha de vocês, névoa, escuro, confusão, um monte de bocas costuradas sem soltar um pio... – Ele andou em direção do primo a passos lentos e colocou as mãos nos ombros dele – O que tá feito tá feito, eu não vou riscar minha honra por que ela quer isso como condição pra caçar com vocês, mas também não vou deixar vocês na mão. Eu tenho que conversar com ela, quando ela tiver mais calma e parar de dar uma de peru de natal. Essa porra toda é muito maior que eu e ela com as insatisfações dela, ela só não aceita isso, quando ela aceitar e a gente começar a fazer o que tem que ser feito. – a coisa toda tinha muito mais um ar de discurso do que um desabafo, exceto pela última parte onde ele nitidamente procurava algum tipo de meio termo com a mãe. – Olha eu sei que o desafio é monumental, e eu sei que não dou conta sozinho, não vá achando que eu to tentando abocanhar mais carne do que minha boca aguenta não, mas definitivamente minhas chances diminuem quando eu fico sozinho e cego. – Connor parecia bem diferente ao de poucas semanas atrás, não era mais o garoto desesperado e perdido sangrando como um porco no banco de trás do carro.


    Definitivamente o tempo que havia passado com os Uivadores o havia tornado muito mais calculista que antes, ainda que fosse impulsivo, dava pra sentir que era, mas agora era muito mais consciente disso, mais ponderado, mas definitivamente ele e Brendan por mais que fossem família e se gostassem como tal, ainda eram duas caras de uma mesma moeda, os dois buscavam sucesso de alguma maneira, isso dava pra ver, a diferença é que Connor gostava de cagar regra pra isso, mas tinha duas coisas que estavam fora de cogitação de serem ameaçadas, família e amigos.




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    Mensagem por Wordspinner em Dom Jul 12, 2020 8:02 am

    Ele não parece incomodado. "Cara, o Corvo das Brumas só tá aqui, ele tá na dele. E tua mãe não manda nada, se mandasse tu tava fora da cidade a base de porrada." Do jeito que ele fala, sem nenhuma hostilidade, parece que não é ele que daria as porradas. Quando coloca as mãos nos ombros dele "O segredo tá no juramento Connor, ou você faz parte ou não tem que saber de nada. Realmente não é nossa escolha. Ou você acha que sua mãe podia confiar que você não ia soltar a língua numa bebedeira? Ou se gabar do jeito errado pra pessoa errada?" A pergunta faz lembrar Millie. Um pequeno erro de calculo que pode vir a custar tudo para ela. Um post no instagram e a vida dela acabou. Acabou do jeito definitivo.

    Ele empurra uma das suas mãos para fora, mas usa a outra para segurar sua cintura num meio abraço. "Esse problema que você quer mastigar é mais do que você pode morder. Não deixa nada te convencer do contrário. De verdade, essa porra é séria demais. Se tu quer um conselho, sobrevive. Sobrevive e gruda na porra do juramento e da tua honra. Cedo ou tarde ou você convence todo mundo a ajudar, se é que isso é possível, ou aprende a porra do limite e dá no pé. Você não vai ver a coisa chegar. Não mesmo. A gente nem sabe se a coisa precisa chegar, sabe o que eu penso? Eu acho que é alguma porra enterrada que odeia a sua tribo. A coisa tá lá onde ninguém vê e não precisa te tocar pra te fuder. Sacou? Você não precisa nem ver nem cheirar pra ela te fuder. É o que eu acho pelo menos. Isso e que você tá completamente perdido tentando enfiar na cabeça dos outros que sabe o que tá fazendo." Ele te aperta com afeto até o final e fala gesticulando com a mão livre. "Você tá se precipitando cara. Querendo que todo mundo te engula sem por nenhum resultado na mesa. Se vai ver, a cada caçada sua opinião vale um pouco mais. Hoje, sua palavra vale muito pouco e a da sua mãe vale muito, vale pra caralho. Bater de frente com ela é perde e você gosta de ganhar. Vai lutar derrota certa pra falar que lutou e deixar ela achando que você é um 'pirralho inconsequente'? Foi isso que ela gritou antes de eu sair de lá." Ele se afasta para poder olhar bem na sua cara. "Eu vou saber se você irritar ela de novo. Eu sempre sei essas coisas." As palavras eram um aviso, mas tinham tom de suplica.
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    Mensagem por Ankou em Dom Jul 12, 2020 3:25 pm






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    Ele ouvia atentamente o primo falar do segredo, ele só retrucava – Família é família cara, se gabar de que? Quem acreditaria nisso? Quando a coisa é séria, é séria, além do mais é todo mundo sangue do lobo lembra? -  também não havia agressividade na voz, mas ele não foi capaz de conter um sorrisinho de canto quando ele falou de ser jogado pra fora da cidade debaixo de porrada, ele lembrava como as aparências enganavam como sua mãe magrinha e delicada podia virar uma besta de três metros e rasgar tudo em seu caminho.


    Sentiu o braço do primo lhe envolver parte do torso – Ele tem um coração afinal. – o tom era jocoso principalmente por causa da tribo dele, mas ao mesmo tempo era carinhoso, colocava uma das mãos na nuca dele. – Pode deixar, não to pretendendo morrer, ainda tem muito mais água pra correr debaixo dessa ponte, mas se essa coisa me pegar seja lá o que for e eu ficar maluco, cara me bota na lona de uma vez por todas, não deixa eu machucar ninguém. – aquele pedido era mortalmente sério, chegava a lhe dar um nó na garganta o pensamento dele machucar alguém da família, soltava o primo e voltava a conversar com ele.


    Meneava a cabeça em positivo, ele dava razão ao primo – Eu não vou descordar de nada do que você tá falando, exceto uma coisa que você tá errado, eu não to querendo ganhar nada em relação a mamãe, eu pedi ajuda pra entender o que é essa coisa toda de verdade, mas eu só quero que ela seja minha mãe saca? Isso não é uma competição. Eu não to sendo um pirralho irresponsável, na verdade eu to sendo o mais próximo de responsável que eu já fui na vida e eu vou ser sincero to me cagando de medo dessa porra. – Parecia triste por um instante, o olhar ficava vago e havia um sentimento real pelo menos temporário de perda.


    - Eu não quero irritar ela mano, é sério, nesse momento pra ser bem sincero eu queria ir no shopping tomar sorvete e pegar um cinema com ela e fingir que isso não passou de um pesadelo. – suspirou – Eu vou dar meu jeito de a gente se acertar, não se preocupe não, não vou mais tocar nesse assunto com ela, não até eu achar que seja a hora certa, até eu me provar como tu disse, mas eu quero fazer as pazes, quero pelo menos tranquilizar ela pra ela não achar que eu vou morrer ou enlouquecer a cada esquina que eu dobro. – Falava aquilo com o semblante preocupado o tempo todo.


    - E você, tá pegando alguém ou vai ser um virjão pro resto da vida heim? – Falava cutucando ele com um dos cotovelos nitidamente uma zoeira, a risadinha vinha em seguida.


    Tava de saco cheio de sentir aquele peso, nas ultimas horas era tudo o que fazia, pensar na mãe e em Millie, esperava que aquela hora o pai já tivesse a acalmado e falado pra ela pra não dizer pra ninguém, talvez saber que o pai tava cuidando da situação era a única coisa que impedia ele de surtar.


    - Mas sério agora, como tá todo mundo? – Tinha mais de mês que não via ninguém da família exceto pelo pai e mãe naquela tarde e com nenhum dos dois a situação tinha sido muito feliz.



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    Mensagem por Wordspinner em Seg Jul 13, 2020 2:49 pm

    Connor escreveu:além do mais é todo mundo sangue do lobo lembra?

    "Mesmo assim, se der com a língua nos dentes ainda termina na mesma pagina de obituário." O tom de voz era monótono. Cansado.

    Connor escreveu:Pode deixar, não to pretendendo morrer...cara me bota na lona de uma vez por todas...

    No começo ele fica sensivelmente aliviado. Mas quando fala da lona. "Ei ei ei. Não mesmo. Essa porra não vai acontecer mesmo primo. Eu não vou deixar você perder a cabeça. Quando pisar fora da linha eu vou estar lá." Ele faz um movimento como manuseasse um taco de baseball imaginário. Ele ouve todo o resto com atenção. Como se pudesse gravar as palavras se fizesse força o bastante.

    "No que eu puder ajudar com a sua mãe eu vou. Mas te garanto uma coisa. Ela tá além da conversa nesse momento. Dá um tempo pra tia. Eu te mando uma mensagem quando ela acordar bem e você tenta o cinema. É uma boa ideia na real. Ela adora filme cult, né?" Logo depois ele parece ofendido e te dá um soco no braço. Com força, mas sem jeito. "Virjão?!?! Você não tem noção do que tá falando. Vôin quer me casar com umas três primas. Sem brincadeira. Real." Ele gira um dedo na altura da têmpora. "É aniversário do filho do Mart dia quinze, vai estar todo mundo lá você pode matar saudades. Mas já vai esperando pergunta de namorada. Vai tá todo mundo querendo saber porque saiu de casa."

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    Mensagem por Ankou em Seg Jul 13, 2020 6:01 pm






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    Connor sentia que tinha todo direito de descordar daquilo, era óbvio que qualquer um era um risco ao segredo, mas que diferença faria? Pelo menos na família todos eles sabiam quem eram os Urathas, deixar eles no escuro não ajudava muito, mas assim como Brendan estava cansado daquela conversa.


    O semblante ficava mais tranquilo quando Brendan parecia o apoiar, no dia da sua primeira mudança ele e o vô foram os primeiros a lhe estender a mão em ajuda, agora Brendan o fazia de novo. Connor meneou em positivo, como se apreciasse e agradecesse a atitude do primo, mais ainda quando ele falava da mãe – Ela assiste filme e eu durmo, um cinema cult perfeito!


    Quando o soco lhe acertava Connor riu mais ainda, como se aquilo fosse um inferno que ele não queria pra ele – Cara vô tem que parar com essa porra de casar primo, daqui apouco vai nascer gente com olho no meio da testa, cara sério, tem mais três alcatéias na cidade, até aquele povo briguento da periferia deve ter alguma mulher boa pra te arrumar, pra tudo se dá jeito. Quanto a mim nem se preocupe não, que eu tenho já uma na mira, se acontecer tu vai saber, mas você não pode aceitar essa porra não, tem que casar com quem tu tiver afim. – as palavras dele tinham um tom de indignação – Você pode me chamar de sonhador, romântico incorrigível o que tu quiser – abaixou o tom de voz – Mas caralho, você passa o dia todo cuidando do território, fazendo politicagem com espíritos e as outras alcateias, vivendo num mar de violência da caçada, pra quando chegar a noite você se deitar do lado de uma mulher que tu não gosta, PORRA NENHUMA! Meu ovo que eu ia aceitar um negócio desses! – Aquele rompante era só Connor sendo Connor, o vô e outros mais velhos da família tomavam algumas decisões que ele jamais concordaria, ele achava aquilo tudo moda antiga demais, ele até podia entender que na época que o avô era jovem haviam muito menos lobos e sangue do lobo naquelas terras e que aquilo era um costume antigo, mas aquela altura ainda praticar aquilo não lhe entrava na cabeça.



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    Mensagem por Wordspinner em Ter Jul 14, 2020 2:21 pm

    Brendan ri quase o tempo todo "Não tem problema casar com primo se você passou a primeira mudança. Você tá perfeito. Seu DNA é completamente perfeito. Se a mãe for uratha então, nunca sai nada de errado. Sacou? Nada. Nem um ossinho fora do lugar. " Ele fala visivelmente impressionado. Talvez até curioso. "Ouvi umas histórias que o Vôin jura que é mentira, de um cara que vende bebês com sangue de lobo. Que ele tem uma alcateia enorme só de mulheres e vende os garotos que nascem. Ou até sacrifica. Vôin acha que ninguém ia deixar isso rolar, que iam logo chamar os lunos pra julgar o cara. Mas sabe, se ele não sacrificar ninguém, que crime os lunos vão punir? Eu sei que bizarro e nojento, mas os lunos não ligam pra essas coisas. Ligam?" Ele suspira e cata uma pedra pra jogar de uma mão para outra. Pega outra e então uma terceira. "Minha vida amorosa é assim. Desse jeito." Ele tem um sorriso debochado no rosto. Então um galho quebra longe dali e as pedras caem. "Merda." Ele olha na direção e vocês podem ver Os Lobos a Diesel chegando.

    Quebra correntes anda descuidado olhando para dentro. Os outras duas parecem descontraídas. Elas falam sobre partes de motos ou alguma outra coisa arcana.
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    Mensagem por Ankou em Ter Jul 14, 2020 2:57 pm






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    Connor faz uma cara de surpresa e dúvida quando o primo fala aquelas coisas sobre bebês – Isso explica muito por que não tem ninguém aleijado na família, tirando o primo Finn que se estrepou na queda do cavalo. – ele falava aquilo, mas era como se não caísse a ficha, mas era verdade não se lembrava de ninguém com algum problema de nascença na família. Aquilo havia lhe atiçado a curiosidade, se perguntava o motivo de ser filho único, tinha certeza que o pai tinha feito algum acordo com o velho pra aquilo ser possível, não lembrava de nenhum outro filho único na família.

    - Isso parece igual merda, quanto mais eu mexo, mais fede. – ele se referia a própria família, mas o fez logo após ele falar do tráfico de bebês o que deixava aquela afirmação um pouco confusa. – Pior que eu não duvido que isso aconteça não, o mundo de hoje é doido e cheio de gente nojenta. – balançou a cabeça em negativo – Espero que o vôin não empurre essas tretas pra cima de mim, nunca fui muito fã dessa ideia não, e se eu fosse tu arranjava uma mulher séria que tu goste, já tive várias minas ao mesmo tempo também, elas só não sabiam uma das outras e isso não tem a menor possibilidade de acabar bem, imagina sabendo, uma hora elas vão se comer no tapa mano. Ciúme é foda e a sua sorte é que sua pingola regenera. –Riu e teve a curiosidade de perguntar o que aconteceria se dois Urathas se reproduzissem, mas não houve tempo, ele ouviu o barulho e os Lobos a Diesel.

    - Eu posso não entender muito de bebês, mas nesse momento to com vontade de fazer um. – O som das palavras era quase inaudível, mas tinha certeza que Brendan escutaria – Algum problema com eles? – ficava curioso com a reação anormal dele.

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    Mensagem por Wordspinner em Qua Jul 15, 2020 7:36 pm

    Brendan analisa a situação um instante. "Cedo ou tarde a gente vai saber, Quebra Correntes não faz segredos." Ele acena para os três. Eles respondem. Brendan cheira o ar. "Eles sempre cheirando a fogo e fumaça." Os três param perto de uma árvore e começam a conversar entre si. Na árvore uma marca na primeira língua 'Lobos a Diesel'. Você se pergunta se ela já estava ali antes. Definitivamente não a fizeram agora, mas estava?

    Brendan parece muito serio e pensativo por um instante. "Na verdade tem o primo Ted també. Ted de Sparhall. Ele aquela mão estranha. Mãe dele usava alguma coisa eu acho. Drogas ou algum tratamento experimental. Nem sei na real." Ele se apoia em uma árvore e coloca outra folha na boca. Ele mastiga lentamente. "Eu dou meu jeito com as mulheres cara, fica tranquilo que sua mãe tá segura." Ele ri e te cutuca com o cotovelo. "Agora que merda é essa de filho? Sua mãe pira se achar que sonhou em ouvir isso." Você sente os olhos dele procurando em você. Lendo nas linhas do seu corpo. Do seu rosto. Cavando por alguma verdade oculta.
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    Mensagem por Ankou em Qua Jul 15, 2020 10:16 pm






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    Connor menea positivamente sobre o cheiro deles, também pudera os caras andavam pra baixo e pra cima queimando gasolina a torto e a direito todos os dias o dia todo. Quando Brendan fala sobre o Garra Sangrenta ele apenas fita o homem, ele não era estranho, aliás nenhum deles ali eram, ele olha pro lado e ve o nome deles na árvore próxima de onde estavam, dúvidas surgiam na cabeça, mas deixou de lado, não se importou mutio com aquilo.

    - Com certeza ela tá, eu sou filho único, meu pai não é um sangue do lobo local, ou ela não quis mais rolo, ou com certeza meu velho fez algum acerto com o vô, e eu sinceramente acho que são as duas coisas. – Ele não ri da piada do primo, mas não parece se irritar. – Na verdade meu velho bem que podia dar no couro dela pra ver se ela relaxa, certeza que ela tá precisando. – agora sim ele ria.

    Connor olha estranho pro primo enquanto ele tentava desvendar algum mistério oculto. – Que? – não parecia entender bem o que ele queria dizer com aquilo – Anne não é nada mal e a morena é um espetáculo. – ele falava mais baixo, tentando escapar da audição aguçada dos demais lobos, não sabia se tinha sucesso, mas o que tinha demais elas escutarem um elogio?

    - Agora ela vai querer cercear meus direitos de ter meus bacuri também? – a pergunta soava como uma curiosidade estranha – To muito mais interessado em praticar do que ter o resultado final. – As palavras definitivamente soavam como uma piada sexual, mas ele ainda olhava estranho pra Brendan tentando entender o por que daquela afirmação. – Definitivamente minha vida principalmente financeira tá de cabeça pra baixo, não sei se tu sabe mas ela me bicou de casa sem um puto no bolso, eu taria muito fodido se isso acontecesse! – havia até uma certa indignação da parte dele.

    Baixava a voz de novo e finalmente decidiu despejar sua curiosidade em cima do primo. – Agora na moral, se já pegou alguma dessas minas aí e sabe... Foi pros finalmentes em outras formas? Parece loko. – Era uma curiosidade genuína, ele tentava imaginar como seria fazer sexo na forma de lobo, mas não tinha nem ideia de por onde começar, enquanto sua face tomava um ar genuinamente questionador e curioso, mas definitivamente era mais uma curiosidade besta do que outra coisa já que a ideia pelo menos por hora não parecia de fato animadora.

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    Mensagem por Wordspinner em Qui Jul 16, 2020 9:49 pm

    Connor escreveu:Na verdade meu velho bem que podia dar no couro dela pra ver se ela relaxa, certeza que ela tá precisando

    Brendan ri de engasgar "Aposto que ela tá mais puta com ele que com você. Mas ela nunca queima ele pro vô." Ele diz soltando aquele cheiro da folha. Quando se fala das urathas presentes ele confirma com a cabeça. "Melhor seguir o conselho do juramento e nem chegar perto primo. Já imaginou o que uma dessas pode fazer se for traída? Ou uma disputa de guarda desse jeito?" Ele desvia os olhos delas e ajeita o blazer com cuidado. Quase ritualisticamente.

    Olhando agora para o céu como se pudesse prever o clima "Definitivamente o treinamento ali deve ser demais. De todas as formas." Ele tosse. "Acho que vai chover hoje. Pelo menos deveria." Ele passa a língua nos dentes. "Sua mãe te chutou... O que foi você fez? O filho adorado da mamãe na rua?" Ele assobia. "É... Chuva mesmo." Seu primo ri alto e dá um tapa no braço.

    Mais sério quando a graça finalmente acaba, "Você tem meu telefone cara. Sabe disso, né? É bem sério isso. Agora, eu sei uma coisa ou outra sobre formas e formas. Se é que você me entende..." Ele pisca animado com um sorriso torto.






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    Mensagem por Ankou em Qui Jul 16, 2020 11:23 pm






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    Connor sorri junto enquanto Brendan se escangalha de rir – Nem se ela queimasse, vô não ia fazer muito com ele, o velho dá medo mas a gente sabe que ele é cabeça fria. A caixa de charutos dele que sumiu há uns três meses atrás quem pegou fui eu, eu crente que ele não sabia, mas agora eu sei que ele sentiu meu cheiro já na maçaneta da porta do quarto dele, ele nunca me repreendeu por isso. Não sei acho que ele não se importou, ou só comprou uma caixa nova. – ele lembrava com um sorriso no rosto daquelas coisas de antes, tinha até uma foto com os amigos de charutos acesos na boca, a caixa ainda tinha alguns estava embolada no meio das suas tralhas na bolsa que havia ficado na casa de Bella.

    - Cara tá maluco, nem quero rolo e compromisso assim não, isso tem tudo pra dar merda. – ele ria enquanto o primo disfarçava, mas definitivamente meneava em positivo sobre o “treinamento”.

    Quando o primo tocou no assunto delicado ele tocou em seu ombro e o puxou pra longe, o quão longe sua audição precisasse pra ter certeza de que não seria espionado. – É muita merda acontecendo e eu tenho muito pra falar, me escuta e faz as perguntas depois ok? – Olhou sério pra ele como se esperasse alguma atitude positiva sobre o que ele havia falado.

    Respirou fundo e começou a dar quase um resumo do que havia acontecido nos últimos dias, parte da família e como aquilo se envolvia em sua vida e até na dos demais Urathas. - Ela tá fazendo de tudo pra que eu me desligue dos Fantasmas ou que eu vá pra Sparhall, por que ela acha que eu tenho um alvo nas costas enquanto me declarar um deles, você acha que eu não ia pedir pro vô pra caçar com vocês? Mas ela a essa altura já fez a cabeça dele, então vou ter que arranjar meu próprio canto. – respirou fundo – E cara tem os outros caras, profecia no meio, e um punhado de lobos perdidos que precisam pelo menos de um norte, eu sei que eu não sou o especialista como a Maria, nem sequer chego perto da mãe, mas eu provavelmente sou o melhor que eles tem. Eu convivi com Urathas a vida toda, por mais que a mãe e o vô prefiram esconder isso, tu não sai intacto, você antes da sua mudança não era um leigo completo, sempre se pesca alguma coisa, pessoal conta histórias, mamãe contava histórias. – olhou pra baixo e meneou negativamente. – Quem diria que o “tio Luno” era real? Mãe não é besta, ela me preparou a vida toda pra isso, com metáforas ou histórias que deveriam ser só da carochinha, e adivinha só, não eram. A única cagada nos planos dela foram os Uivadores, e com isso a imparcialidade do protetorado, um acordo que muito provavelmente não tava de pé há vinte anos atrás quando ela começou a arquitetar isso, mas a única coisa que ela admitiu foi que ela queria que eu fosse um Sombra Descarnada. – Ele deu uma risadinha amarela – Até quando eu não tava afim de treinar com o pai e ele relaxava pra mim era ela que e forçava a ir, “por que era importante ter disciplina” – falava aspando com as mãos no ar como se remedasse a mãe. – Cara eu não dou conta da minha vida direito, imagina dar conta de alma penada? – ele só riu deixando claro que aquilo definitivamente não era a praia dele.

    Ficou um tempo pensativo e falou de maneira incisiva repetindo as palavras do ancião assim como ele na primeira língua - "Eu vi três luas no céu e lobos correndo atrás de delas. Três lobos. Um branco como a neve Imaculada. Um partido como sua lua. Outro feito para caçar nas sombras. No meu sonho a loba branca se perdia no escuro e sem ela os outros dois se perdiam da lua." – Pigarreou- Essa é a profecia do ancião, Imaculada se chama Rail Gerhardt, ela é uma Irraka de Sparhall que fez o teste junto comigo e o Axel, esse camarada é um Elodoth, você deve tá vendo ele em breve por aqui na reunião, quem tu acha que é o “feito pra caçar”? O cara que foi feito de besta a vida toda, mas que entendeu o sentido de muita coisa depois da mudança? – Ele olha preocupado pro primo – O mesmo ancião disse que o que quer que ataca os Fantasmas em Dover, não caça os Sombras Descarnadas, mas eu duvido que essa coisa venha fazer distinção do que é tribo ou não é, sinceramente eu acho que a gente só tem o costume de cavar mais fundo do que devia pra tentar pegar a presa. Além de que essa coisa toda já virou pessoal, todo Fantasma que vem pra cá, vem querendo pegar esse espírito ou o cacete que for, ele disse que a gente devia confiar na visão dos Sombras quando o assunto fosse o Hisil. Pensa num cabra mais sisudo que o vô... – Ele pausou um instante olhando pro primo e deixando ele raciocinar – Pois é, difícil de imaginar né? Eu nem mesmo achava que isso era possível, mas o cara nem parecia humano mais, só sei do seguinte, essa profecia não tá aí atoa, ainda mais com três participantes tão óbvios, o ancião não tem motivos pra sacanear a gente, ele já correu com o vô, tava com ele no dia que o vô deitou o Rei Lobo, e um dos filhos dele morreu lutando aqui, foi um dos caras que ficou doido tentando chibatar os Uivadores na prata. – havia feito um desabafo, mas não havia terminado de falar tudo que precisava falar.

    - Brendan, eu já sei um dos tópicos da reunião, os Puros já botaram um Rahu e uma parente na lona em Sparhall, Rail tava se cagando de medo deles, eu preciso dar um jeito de proteger ela cara, seja lá qual vai ser a merda que vai estralar, com certeza uma delas tem haver com os Puros, mas eu não sei se a profecia tá diretamente ligada a esses eventos ou ao problema que os membros da minha tribo vem enfrentando aqui, mas é certeza que a bosta toda começa onde ela tá. De qualquer forma desculpa pelo monólogo, mas isso era o que eu tava tentando explicar pra mãe, mas ela não me deu chance, tudo que ela falava é que só conseguia ver um rio de sangue com todos negros e mortos – apontava pra si quando falava negros. – Então ela só chorava e ficava frustrada e me mandava embora. – por final sua própria voz soava frustrada, aquilo tudo era muito novo pra ele, e a real era que ele compreendia mais do que gostaria, e por fim tudo que ele queria era que a mãe compreendesse aquelas coisas e conseguisse partilhar da visão dos fatos dele, talvez Brendan sabendo da história toda pudesse ser a porta de entrada pro que ele queria, sabia que era muita informação de uma vez, uma torrente delas, então calou-se e deu o tempo que o primo quisesse pra digerir aquilo tudo.

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    Mensagem por Wordspinner em Sex Jul 17, 2020 5:45 am

    Connor escreveu:Ela tá fazendo de tudo pra que eu me desligue dos Fantasmas ou que eu vá pra Sparhall...

    Brendan pede para que fale mais baixo. Ele usa as mãos para diminuir a sua voz em vários momentos té o final. Mas ele lhe deixa falar. Ouve atenciosamente até o final.

    Connor escreveu: Então ela só chorava e ficava frustrada e me mandava embora

    Ele olha para o chão quando começa a falar "Um ancião diz para você confiar nos olhos dos Sombras Descarnadas e um Cahalith te diz que viu sua tribo boiando em um rio de sangue. Sua primeira reação é achar que ela é o que? Medrosa? Histérica? Que ela não te dá a fé que você merece? Porra Connor..." Ele sussurra. "Você tá entrando em uma luta contra os sonhos de dois, não um, mas dois cahalith. Porra cara, cê precisa de ajuda. Ajuda séria. Pior é que se eu te ajudar e o cê sobreviver ainda vai se achar o bonzão da porra toda.  Foda-se o rei lobo de antes das nossas mãe nascerem. A parada é você dando de cara em duas visões e tentando quebrar elas com a cara ao invés de ouvir os Cahalith."

    Ele respira fundo tentando encontrar um lugar emocional onde pudesse dialogar. "Sabe o que aconteceu com esses caras? Os uivadores arrancaram um monte de pedaços deles e largaram eles na porra de um deserto espiritual. Sem nenhuma saída fácil. Sem comida. Sem água. Com um rastro de sangue de uratha longo e chamativo. Cê acha que o dia que você deslizar eles vão te dar o beneficio da dúvida e arriscar você comer o coração de um deles? Ou acha que vai ouvir os irrakas deles chegando? Não ouvir nem os rahu chegando. Isso se a Legião não resolver te pegar por alguma transgressão imaginaria. Eles perderam mais de uma vez, mas tem uma diferença se eles realmente quiserem te matar. " Ele percebe que os sussurros continuam fora do lugar onde ele queria. Respira mais uma vez. Levanta a mão para você não responder enquanto ele pega outra folha pra mascar.

    "Tá. Tá. Tá, bom. Cê precisa dessa Rail? Claro que o mais esperto é você e esse outro cara irem pra Sparhall, mas lá tem puros, não é? Ok... Ok... Essa Rail deve ter uma alcateia e não deve poder arredar o pé de lá sem virar uma covarde. Eu vou pesquisar. Vou pensar e falar com a alcateia. Fica com os dois pés fora da porra da sombra. Deve demorar um pouco para você formar uma alcateia e procurar um totem. Tenho tempo pra pensar. Olha, se eu soubesse disso tinha entrado na dança do lado dela batido com o Vôin pra não te mandar pros uivadores. 'Lei é lei', velho ardiloso. A tia também. Que ideia. Não sai tagarelando isso pra todo lado não. Por favor. Não se ilude de achar que é o escolhido, mesmo se for eles morrem aos baldes. Bem mais que a gente que tá fora das visões. Então mostra que você é uma porra de um fantasma e senta na sua bunda. Tenha paciência. Observa. Espera. Me de tempo. Se tem alguma coisa esperando você aqui a maior burrada que você pode fazer é jogar o jogo da coisa. Não faz nada até eu conseguir essa Rail pra vocês. Eu prometo que eu consigo, de um jeito ou de outro. Nem tenta falar com sua mãe. Se ela sabe metade disso aí ela vai precisar de um tempo. Sabe que ela tentou buscar os caras que os uivadores deram sumiço?" Ele suspira, ou pega ar. Ou os dois. "Foi antes do meu tempo. Mas ela se arriscou de entrar lá para salvar os caras, não encontrou nada. Até ela teve que voltar antes do fim do rastro pra não ficar lá para sempre. Puta fim de merda. Ela ainda vai lá olhar e ver se alguma coisa saiu. Esses anos todos. Não quero que você aprenda a gravidade disso numa lição definitiva." Ele respira outra vez. "Desculpa cara. Mas achei que isso ia ser só rotina e você nem devia estar aqui e mesmo assim tem o maior problema que eu já vi em primeira mão. Eu vou te ajudar, vou espremer a Loba sem Sombra, mas esquece eu te ajudar a falar com tia. Desculpa, mas esquece." Ele faz um movimento com a mão como uma lamina cortando o ar. Ele finalmente está calmo de novo. Frio de novo.
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    Mensagem por Ankou em Sex Jul 17, 2020 1:03 pm






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    Ele tenta manter o tom de voz o mais baixo que podia, mas não podia negar que as vezes se exaltava – Histérica? Claro que não cara, mas ela tava tomada pelo momento com certeza, eu preciso de ajuda séria, exatamente isso, e era isso que eu tava esperando dela, tem que ter alguma maneira mano, nada é inderrotável, não pode ser. Eu to com o cu na mão mais que outra coisa, por que eu sei que a Loba Negra botou uma pica na minha mão e as minhas chances de sair dele inteiro são mínimas. – pelo menos daquela vez a voz parecia realmente respeitar o lugar dela, Connor ficava visivelmente nervoso e andava de um lado pro outro e continuava a escutar o primo falar sobre os caras que vieram antes, a coisa tomava um tom muito mais visceral e realístico, não sabia se era por que ele falava de pessoas que possivelmente ele encontraria daqui apouco ou se é por que as palavra saiam da boca do primo que era alguém em que confiava, ele não falava nada sobre aquilo, só meneava em positivo como se compreendesse o que ele queria dizer concordando com ele.

    As próximas palavras de Brendan no entanto causavam uma epifania em Connor, como se ele pudesse ver algo que não podia ver antes – Caralho é isso! – o tom de voz foi lá em cima, os olhos se arregalaram, ele olhou pros lados só pra ter certeza de que ninguém tava olhando pra eles depois daquela.

    - Caralho é isso mano, a profecia diz que a gente não pode deixar ela se perder, mas não que era pra ela correr com o Axel, e olha eu peitei a porra da tribo toda pra ela correr comigo. É ela com certeza tem uma alcateia e obrigações, mas antes mesmo da gente escutar o ancião e essa loucura toda ela ficou visivelmente tentada a se juntar e correr comigo, é pra ela correr com vocês, ela é uma loba branca e vocês não tem um Irraka, o lua partida não é o Axel, é você! Era pra eu tá com vocês também, mas não esquenta eu vou estar perto. – falava com a voz incisiva apontando pra Brendan, os olhos continuavam arregalados, espantados com aquilo tudo eram peças de um quebra cabeças gigante que começava a se encaixar, só de pensar um frio lhe subia pela espinha, dava pra ver todos os pelos do corpo se arrepiando.

    - Mano, mãe falou algo assim de ser escolhido, parem de falar essa porra, vocês tão me deixando acreditar, não deixa o pai acreditar que eu vou me sentir o bonzão mesmo. – ele ri de nervoso, dizia aquilo em tom de piada como se fosse pra acalmar ele mesmo, mas falhava miseravelmente, continuava andando de um lado pro outro, parecia pronto pra botar a mão na massa e ir lá em Sparhall trazer Rail nem que fosse na base da ignorância.

    - Porra quer dizer que a mãe foi a única que fez o certo e tentou investigar essa porra? Que caralho de protetorado é esse? Tem alcateia sumindo, gente morrendo, humano sumindo pra caralho no Estaleiro, tanta gente que até meu pai tá sabendo que tem alguma coisa errada lá e é sério que só a mãe tentou fazer alguma coisa? Longe de mim colocar a culpa em tu mano, tu não tem nada haver com isso, essa treta tem mais de dois anos – lembrava que o primo falava que sua mudança havia acontecido há mais ou menos aquele tempo. – Mas tá tudo errado cara! Se a gente se juntar não tem nada que a gente não resolva! Tá na hora dos véi pararem de lamber a própria caceta e começar a fazer a coisa certa! Eu sei que o vô por exemplo tem muita responsabilidade, mas o bairro tá seguro não tá? Tá tudo ajeitadinho no esquema não? Todo mundo com certeza quer saber o que ele tem a dizer, eu mais ainda. – finalmente ele parava de andar de um lado pro outro e coçava o rosto, ainda estava exaltado, fazendo um esforço hercúleo pra segurar a voz, mas parecia mais calmo também conforme Brendan se acalmava.

    - Relaxa eu vou segurar minha peteca, não vou falar com ninguém não, só tu sabe dessa treta toda – Sacou o celular do bolso e mandou uma mensagem pro celular do Brendan, foi só um par de segundos pra ele perceber o celular no bolso do primo vibrar com a chegada da mensagem – Esse é o número dela, é tudo que eu tenho, mas já é alguma coisa, eu sei que eles lá tem um cagacinho dos tios, eles com certeza podem te ajudar, quanto a minha véia, deixa que eu me resolvo com ela, eu só quero um segundo de paz com ela, se ela perguntar alguma coisa, fala que tá tudo bem, ela vai saber o que precisa saber na hora certa, senão ela vai surtar real. Sexta-Feira, eu já falei com o pai, ele disse que ela tá livre sexta-feira de manhã e a tarde, até falei pra ele levar ela pra sair e fazer algo legal, mas na hora ela tava por conta do caralho, então eu vou ver se na quinta de noite eu ligo pra ela e convido ela pra alguma coisa e não vou aceitar um não como resposta. A única ajuda que eu quero é que se tu precisar dela só atrapalha se for caso de vida e morte ok? – Era claro que ele sabia que aquele horário era o mesmo em que ela iria a floricultura, e ainda que aquele possível encontro tivesse dois propósitos ele colocava a cabeça no lugar a mãe definitivamente era mais prioridade do que uma garota da floricultura que ele conheceu há algumas poucas horas.

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    Mensagem por Wordspinner em Seg Jul 20, 2020 10:19 am

    Connor escreveu: Era pra eu tá com vocês também, mas não esquenta eu vou estar perto.

    Ele dá um passo atrás de imediato. "Nem vem com isso não. Não me inclui nessa bagunça." Ele se exaspera de novo e te puxa um pouco mais para longe. "Fez o certo? Tu acha que é uma coisa só? Um grande malvado que dá pra encher de porrada e resolver tudo? Humanos se matam por dinheiro porra. Se vendem e traficam. Tem cortes de espíritos e guerras entre eles. Tem hostes e amalgamas e mais coisa ainda. Tinha um monte de monstro morto vivo no subsolo da cidade. Mas claro, é mais fácil abrir a boca antes de ouvir. Cada loci é um perigo que precisa ser vigiado. Cada lugar importante ou muito frequentado da cidade é um perigo. Cada porra de lugar onde o dromo é um pouco mais fino é uma outra merda de perigo. Já contou quantos nos somos? Fez essa matemática? Sem contar que resolver problema fora do território é convidar a legião pra arrumar problema. Ash não tá atrás desses caras porque é certo. Não tá investigando nada. Ela era miga deles. Quando eles começaram a agir estranho ela convenceu o Trovão a deixar eles ficarem. É, o vô queria expulsar eles antes mesmo de os caras tentarem passar os uivadores na prata. Que porra de protetorado é esse?!?! Primo, se tem sorte que sou ouvindo isso e sei que tu ainda não tirou as fraldas." Ele cospe as folhas como se tivessem ficado amargas demais na sua boca. Ele claramente luta contra o quanto ele se sente ofendido.

    Ele tenta de novo o que fez antes. Respirar e se acalmar. Mas ao invés disso rosna."Tá vendo aquele cara preocupado do outro lado? Ele corre entre Dover e Sparhall. Corre em Willow Crest também. Ele não consegue evitar que um cara bata na mulher até ela morrer e passe o corpo no moedor de carne do açougue. Parece fácil dai de onde você tá? Não é cara. Não é fácil. O vôim tem o jogo dele e caça coisas que você não quer ver porque iam te estraçalhar por um deslize. Ninguém tá sentado na própria bunda aqui. Nem os Uivadores. Eles patrulham o maior território da cidade. Mais locis. Cê acha que se sentar todo mundo em volta da fogueira para falar do seu umbigo a gente vai magicamente chegar em uma solução que ninguém tinha imaginado? Se acha que o Vôim não tá matutando isso desde de antes da tua mãe nascer? Acha que os Uivadores esqueceram?" Ele respira de novo e dessa vez consegue esfriar. "Primo, ninguém tá querendo deixar você se fuder. Mas se quiser falar mal do trabalho da vida desses caras, corre primeiro. Corre e abre bem os olhos. Porque esses caras aí que tão ocupados demais lambendo a 'própria caceta' pra fazer 'a coisa certa' gastam a maior parte de todos os dias tentando fazer isso aqui funcionar." As ultimas palavras já não tem nenhuma raiva. são uma mistura de suplica e alerta.

    Ele pega outra folha do bolso e começa a mastigar. "Connor, vou cobrir com a tua mãe o quanto der. Ela é alcateia cara. Enquanto eu puder te ajudar com ela sem atrasar a alcateia eu vou. Promessa. É, o numero dela ajuda e saber que ela conhece os tios também. Se Trovão tá sabendo do que rolou em Sparhall porque ele não me contou?" Ele segura o braço de Connor como que para não cair e aí passa por cima de uma raiz alta. " Cara, eu devia ter gravado isso para te mostrar daqui a uns anos. Porra eu devia ter gravado." Ele ri, dessa vez cheio de humor.
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    Mensagem por Ankou em Seg Jul 20, 2020 3:35 pm






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    Ele ouve o primo falando, cada palavra, não retruca, só absorve, ele ve o quanto o primo fica irritado com o que ele disse, ele coça o nariz quando ele pergunta o por que do vô não ter falado nada do cara morto. – Não sei cara, eu não sei há quanto tempo isso aconteceu, a minha impressão é de que foi bem recente, tipo no máximo semana passada, mas é certeza que a coia não tá bem lá não, ela tá com mais medo dos Puros do que tá do que ameaça a gente aqui em Dover, isso eu posso garantir. – ele se recordava nos mínimos detalhes a expressão que ela fazia enquanto falava disso, e como ela queria fazer com que ele e Axel fossem pra Sparhall.

    - Olha cara, eu sei que tem vezes que eu passo dos limites ok? Tu sabe que eu sempre gostei de tomar a frente das coisas, é novo pra mim ficar pra trás e aí eu acabo querendo fazer as coisas do meu jeito – enlaçava os ombros do primo e dava um aperto forte – Tu ainda lembra quem era que entrava na sua frente quando você falava bosta com os moleques da rua né? Tu ainda me deve um monte de olho roxo, a sorte é que eu nunca saí pior da briga do que eles. – ele ria lembrando do passado em um tom nostálgico. – Tu sabe que eu vou questionar a porra toda, que eu sempre vou questionar tudo, até o vô. – Havia sido assim a vida inteira, dificilmente mudaria agora.

    Voltava pro tom sério da conversa e se desvencilhava dele – Os motoqueiros com certeza tão sabendo do que tá acontecendo, considerando que o vô saiba e tu não quer bater de frente, eles são sua melhor opção, sobre a profecia eu não posso fazer nada mano, não sou eu o dono delas, tu já tá enfiado até o pescoço, no momento que tu falou que ia atrás dela tu selou seu destino e as coisas se revelaram, o que tem de ser tem de ser, ela é a peça que falta pros Filhos do Corvo, ela vai fazer bem pra vocês vai por mim, vai trazer a estabilidade que falta, invés de ser dois bichos teimosos do caralho e duas maluca colecionando alma penada – a última parte saia em tom jocoso.

    Respirou fundo e prosseguiu – O que mais me deixa com o cu na mão dessa história toda não sou nem eu, mas todo mundo que tá em volta de mim entende? Em todos os sentidos... – não falou mais nada, preferiu o silêncio, voltou a fitar os Lobos a Diesel, dessa vez parecia interessado no que ele ainda conversavam.

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    Mensagem por Wordspinner em Ter Jul 28, 2020 7:29 am

    Saindo do Bar da Olena



    O outro ambiente está lotado e as pessoas ficam no seu caminho. Não é maldade da maioria deles, só não tem tanto espaço assim. E você ocupa bastante espaço. Passar por elas é barulhento e a alegria deles dá um pouco de raiva. Um pouco de dedicação e você consegue chegar ao lado de fora. Andando rápido você se afasta do bar e seus sons festivos. Vê do outro lado da rua uma praça com bancos de ferro e carrinhos de comida que vão ficar ali a noite toda. Seus passos se aceleram. Você tem pressa.

    É difícil perceber onde o território dos Uivadores termina, mas é fácil saber onde o território dos Filhos do Corvo começa. Uma ameaça firme e presente. Como se cada sombra estivesse lentamente se aproximando. Claro que a mensagem de Brendan também ajudou. "Precisando de alguma coisa? Você tá bem." Ela vem assim que você tem certeza que entrou no território deles, ou ela te da certeza de que entrou. Millie mora bem pra dentro. Não é exatamente caminho da sua casa mas não é longe. Sua antiga casa.

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    Mensagem por Ankou em Ter Jul 28, 2020 4:06 pm






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    Tinha atravessado a linha, sentiu o seu redor algo se fechar, sabia que havia caído em uma armadilha, e sabia bem o que, não levou mais do que alguns segundos e a mensagem de Brendan pipocou no celular.

    Recostou na parede mais próxima e sacou o celular do bolso.

    - Como tu sabia que era eu? Preciso é aprender como tu fez isso!

    Eue conhecia aquele poder, mas não sabia que Brendan conseguia indentificar as pessoas exatas que passavam pela linha cercada.

    - O pau no cu do Asa Negra pegou no meu pé, peguei esse caminho só ter certeza que ele não ia vir no meu encalço.

    - Não fiz porra nenhuma pra ele fazer isso, mas acho que ele tem algum rancor do meu clubinho. Só vou seguir pra casa que a gente se alocou pela reserva, relaxa que não vou bisbilhotar nada não.


    Escolheu as palavras com cuidado pra não revelar nada dos Uratha numa mensagem que conseguia ser facilmente rastreada pela telefônica.

    Continuou seguindo o caminho que tinha planejado, mas manteve sua atenção no telefone pra resposta de Brendan.

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    Mensagem por Wordspinner em Qua Jul 29, 2020 12:37 pm

    As mensagens são lidas assim que recebidas. "Não sabia que era você. Só desconfiava. Eu sei onde e o que. Fica tranquilo, eu vou saber quando sair. Se precisar de alguma coisa, fala." A resposta foi imediata e seguida de um emoticon com óculos escuros.

    Na frente da casa de Millie tem uma viatura. Um policial de meia idade sentado no capo e um mais novo mexendo no celular dentro do carro. Nenhum deles se incomoda ao te ver. Mas o instinto de se esconder é mais forte e você para quando não devia. Um segundo depois já está andando de novo, tentando reconhecer um dos dois sem nenhum sucesso. É algo constrangedor. "Noite garoto." Diz o policial mais velho. A voz limpa e tranquila. Sem frio. Sem medo também. Ele usa esse momento para olhar diretamente para o seu rosto, afinal seria mal educado não olhar.

    O policial dentro do carro subitamente sente uma vontade incontrolável de esticar as pernas e sai do carro para isso. Mas ele não nada além bocejar e espreguiçar. Depois disso ele põe um chapéu na cabeça o cumprimenta com um gesto treinado. Provavelmente retirado de algum filme.
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    Mensagem por Ankou em Qua Jul 29, 2020 5:03 pm






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    Connor vê a mensagem, mas não responde de imediato, na verdade precisava de ajuda com um monte de coisas...

    É claro, a moça que ajudava drogados ia ter um monte de contatos na polícia, olhou pros caras esperava não ter de passar o rodo nos filhos da puta em proteção ao segredo, esperava mesmo.

    Andava a passos calmos do outro lado da rua. - Noite. – respondeu também com a voz tranquila, parecia até um caipira como a maior parte dos primos eram.

    Balançou um pouco a cabeça fazendo os óculos escuros que tava na testa cair pra linha dos olhos só pros caras não verem o olho do lobo, tentava agora de cabeça fria ver o que era que cercava aquele lugar de maneira mais definitiva, deu uma espiada no hisil mas não parou, não iria se alongar e parar na frente dos policiais, quando sua visão voltou ao normal tirou aquele óculos da cara e jogou no bolso da jaqueta como se a bodega o atrapalhasse a ver de noite.

    Saiu fora da rua e se acelerou parando perto da entrada da reserva, sacou o celular novamente.

    - Cara Franco farpou o Richard, mas o Richard falou umas paradas que não foi muito legal não, na moral, faltou respeito aí dos dois lados, eu acho. Já dei um sacode no Franco por causa disso, mas tem muita coisa que ele não sabe, mas que vai saber em breve. Isso tem que ser reparado mano, mas até a próxima reunião do pessoal lá tu sabe onde. A gente discute isso melhor e com calma.

    - Tem outra, eu vou me reunir com eles agora, nem quero que demore muito, to doido pra ir dormir, mas algum conselho pra me dar antes disso? Eu vou falar pros caras que eu quero correr na frente, não acho que Axel ou Shaw vão ser um problema, Franco é de veneta e o Parker eu pouco sei dele.

    - To na entrada da trilha, tenho uns vinte minutos, se quiser a gente conversa rapidinho, mas eu não posso parar agora, vou ficar sem sinal logo.

    Mudou de contato rapidamente escrevendo pro Axel.

    Esqueci de marcar o local, burrão pra krl. Vamos nos reunir na prainha da pedras, não deve ter ninguém lá, se tiver a gangue bota pra correr. Mas relaxe, deixa o Parker pelo menos encher o bucho, coitado, não precisa apressar o pessoal na loka não.

    Ficou com o celular na mão e continuou andando a passos mais apressados, se brendan não aparecesse terminaria o caminho em Urshul até a casa da alcateia.

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