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    No deserto

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    Mensagem por Leomar em Seg Set 28, 2020 11:46 pm

    @Pikapool @Christiano Keller @Dycleal @DariusNovadek

    Bem, por algum motivo que só os deuses sabem, o tópico principal de nosso jogo sumiu.

    Simplesmente sumiu. Sad

    Então tipo, se alguém esqueceu de anotar algo importante, já era, não tem mais como reler as postagens mais velhas.

    Todos chegaram a ler as últimas ações? Creio que talvez só a @Srta. Moon não tenha lido as últimas mensagens, mas basicamente era o Nadhull fazendo e oferecendo algumas poções para ajudar Mortalha se livrar do zirve.

    Então o jeito é ir tocando em frente, e vou fazer neste tópico, caso eu ou vocês esqueçamos de algo importante, paciência... Aproveitando este recomeço, alguém gostaria de fazer alguma pergunta sobre o cenário? Sobre o continente que estão, ou as cidades, história, qualquer coisa? Não precisa ser necessariamente algo grande, qualquer curiosidade vale.

    Vamos lá então:




    Azriel se desvencilha dos Guardiães e parte para o oeste. Apesar de terem dado a ela permissão para partir, ela sente que "talvez" possa ser seguida, e não seria muito inteligente ir direto em direção de onde os amigos possam estar.

    Apesar das montanhas, os Guardiães poderiam observá-la de muito longe, a menos que ela entrasse numa fenda ou caverna, mas eles facilmente veriam ela fazendo isto, e se ela estivesse sendo mesmo seguida, ia ter que fazer um jogo de quem consegue ver o outro primeiro sem ser visto por ele, era um risco alto.

    Suas outras opções eram: voar através dos vales mais abertos, assim se estivesse mesmo sendo seguida os perseguidores seriam obrigados a entrar em campo aberto e assim ela teria certeza que estava sendo seguida ou não, mas depois que saísse do campo de visão de um possível perseguidor, ainda teria que esperar alguns minutos, ou talvez até mais de hora, para ter certeza que ninguém estava esperando escondido ela sair do campo aberto. Fazendo isto ela ficaria atrás do resto do grupo e só deveria encontrá-los na manhã seguinte.

    Ou então voar direto pro oeste, porém numa rota distante da rota que o grupo estaria fazendo, e esperá-los na próxima vila, ou talvez até mais próxima de Heséd, assim, se estivesse sendo perseguida, o perseguidor poderia cometer um erro e se revelar, ou presumir que ela estava mesmo sozinha e desistir de segui-la depois de um tempo.




    Usando as montanhas como cobertura, evitando caminhos óbvios e abertos e contando com bastante sorte, o resto do grupo consegue se afastar o suficiente dos Guardiães. A magia de Ka e Nadhull tinham atrasado o anjo que estava mais perto, e os demais estavam muito longe.

    Assim a tarde vai chegando ao fim. Nossos aventureiros começam ficar cansados. Poderiam forçar a marcha, mas entram em consenso que o melhor era fazer um pequeno acampamento ao lado de um barranco e esperar a noite passar.

    Aquela parte acidentada do deserto havia pouquíssima vegetação, mas ainda tinha algumas poucas moitas onde os camelos podiam roer algumas folhas. Além disto Ka e Kate cuidam de dar uma porção pequena da ração para animais que levavam, era o bastante para a noite, se dessem sorte achariam outras moitas de manhã, se não dessem, ainda tinham ração por um tempo.

    Cuzco e Vent'Kapo recebem um pedaço de carne cada e são colocados para deitar.

    Nadhull prepara uma poção para Mortalha que potencializa a mana negra do corpo. Sabia que, com o zirve nas veias dela, não deveria tentar curá-la com magia, pois poderia acabar enchendo o corpo dela na mana branca sem querer. Na verdade mesmo sem o zirve não seria muito seguro, pois só de pensar em usar a magia para CURA já predispunha seu corpo a usar mana branca, e não negra.

    Mortalha toma o remédio amargo. A princípio a dor na coxa fica ainda mais aguda, mas uma "bola" vermelha com borda roxa se forma em volta do ferimento feito pela flecha. Aquilo provavelmente ainda infeccionaria (o processo já deve ter começado), mas pelo menos o veneno estava mais limitado a perto da ferida, ao invés de se espalhando. Depois de cerca de uma hora Nadhull dá a ela também uma poção de cura, que deve ajudar com os demais ferimentos. Como Mortalha tinha hipoalgia deveria conseguir dormir mesmo com um pouco de dor incomodando, provavelmente de manha estaria melhor.

    Os outros três repartem os turnos, pois mesmo aparentemente tendo se afastado bem dos Guardiães, ainda podiam estar sendo caçados e pegos de surpresa.

    Ka faz o primeiro turno, Nadhull o segundo, mas antes de passar o turno para Kate, Nadhull não resiste, e acaba dormindo.

    Vocês acabam tendo sonhos estranhos, talvez lembrem ou não de algumas partes, mas tem a impressão de sonharem com barulhos de crianças dando risinhos.

    Acaba que são acordados pela luz de Hélius Flava. Logo percebem que a vigília não foi bem feita. A boa notícia é que estavam vivos, então não foram achados pelos guardiães. Mas o primeiro de vocês que acordar vai reparar algumas coisas estranhas.

    Mortalha tinha sido maquiada (maquiagem pesada, batom vermelhão, a cara toda branca, sombra dos olhos, etc. parecia uma drag queen), e seu cabelo estava cheio de trancinhas pequenas (não sei se tem nome específico, mas sem ser dread, aquelas outras bem pequenas.

    Kate também tinha o cabelo trançado, tinha uma trança maior do lado esquerdo, e três menores do lado direito, além disto a ruiva tinha ficado loira.

    Nadhull disse que tinha asas plumadas na ficha né? Pois agora estava parecendo uma arara: parte das penas estavam vermelhas, outras azuis e outras verdes.

    Ka estava com os olhos, antes castanhos, agora azuis, e sua barba de poucos dias também estava com uma estranha cor azul cobalto.

    Cuzco agora estava com o pelo liso e limpo, até meio brilhante, e cheirando a laranja ou tangerina (provavelmente cheirando as duas coisas), parece que ele teve mais sorte.

    Isto deve deixar vocês um pouco confusos. Alguns ainda acreditam ouvir as risadinhas de meninas que tiveram no sonho.

    Bom, depois que a confusão começar passar, a perna de Mortalha melhorou, ainda está avermelhada, com umas manchas indo do roxo pro preto, vão precisar tirar um pouco do pus formado no ferimento e ainda vai incomodar um pouco, mas já está quase boa, dá pra andar e voar sem muito problema (ainda de fazer uma careta de quando em quando), provavelmente de continuarem limpando de hora em hora, até por volta do meio-dia ela já deve ter eliminado o resto do efeito do zirve. O resto de vocês está bem, pelo menos fisicamente.

    Não tem vestígios óbvios de quem quer que tenha pregado aquele tipo de peça em vocês.
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    Mensagem por Srta. Moon em Ter Set 29, 2020 5:05 pm

    Aceitou as poções estava cansada demais para tentar convence-lo de que estava a ver como reagiria seu corpo e plana, mas assim que tomou as poções tratou de dormir limpou o ferimento e logo pela manhã, não deu muita atenção para bizarrice que havia acontecido a todos tratou de procurar algo para tirar toda aquela maquiagem e lavar o Cusco, mais tarde trataria melhor do seu ferimento antes de voltar a dormir.

    OFF: seguir o bando.
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    Mensagem por Pikapool em Ter Set 29, 2020 10:40 pm

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    A insegurança não permitia que eu procurasse pelos meus companheiros. Não confiava que Camaal tivesse apenas liberado-me sem ter uma segunda intenção. Tentei prever mais ou menos por onde eles deveriam estar trilhando e fui por um caminho paralelo até a próxima vila. Lá eu poderia descansar um pouco e então seguir até Heséd para esperá-los por lá.
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    Mensagem por Leomar em Qua Set 30, 2020 7:03 am

    Azriel

    Azriel tem a sensação de que está sendo seguida. Poderia ser coisa da cabeça dela, mas melhor prevenir. Durante o caminho fica atenta, mas não consegue confirmar ou negar suas suspeitas. Devido o estado de vigilância sente uma leve, bem leve mesmo umidade no ar do leste. Ela para um pouco e olha para trás. Nuvens muito tímidas apareciam no horizonte. Para quem olhasse, dizer que viria uma chuva de lá pareceria delírio, a menos que a pessoa estivesse esperando uma professia, como era o caso de Azriel.

    A umidade do ar também era insuficiente para uma pessoa normal sequer sonhar com uma chuva no deserto, mas Azriel imagina que, se a profecia for mesmo se cumprir, a chuva deve cair só depois do meio-dia do dia seguinte. Ela admira um pouco a paisagem, mesmo sem ter muita coisa impressionante para se ver num deserto, imaginar uma chuva ali não deixava de ser algo, no mínimo, interessante.

    Não é difícil chegar à próxima vila. Assim como a anterior, nada ali impressionava, a não ser a pobreza. Novamente havia apenas sete construções de verdade em toda a vila, todo o resto eram barracas, tentas, carroças... coisas de quem estava apenas de passagem.

    Havia um pequeno cemitério um pouco afastado da vila. Nem toda vila ou mesmo cidade de Fajr-Regno tinham cemitérios, já que a tradição de cremar os mortos era maior do que a de enterrar.

    Azriel percebe que parte da cidade cheira a açafrão. Em Heséd e outras cidades a produção era grande, e ali dava para se identificar pelo menos umas quatro carroças lotadas da raiz em vários estágios de preparação, que levavam o tempero para cidade mais no interior. As carroças e roupas das pessoas que conduziam, e até suas unhas estavam totalmente amarelas devido os anos de pó de açafrão. Havia também algumas carroças com o vermelho do urucum. E dava para ver algumas pessoas que trabalhavam com zirve, o veneno que foi usado na flecha que acertou Mortalha.

    No lado sudoeste da vila, algumas pessoas pareciam empenhadas em "trabalhar" o corpo de algum animal de grande porte. Não era o tipo de atividade que chamaria atenção de Azriel, por isto ela nem se aproxima muito, mas acaba sendo traída pela curiosidade quando vê grandes penas cheias de sangue por ali. Tenta não pensar em coisas cabulozas demais, e não resiste a esticar o pescoço pra ver de rabo de olho que #$%#$ era aquilo. Acaba vendo o corpo de duas (talvez mais) harpias.

    Harpias eram uma verdadeira praga, e não é o tipo de morte que comova Azriel (notinha: no cenário, as harpias contam como demônios), mas o que diabos eles estariam pretendendo fazer com os corpos daqueles demônios? Talvez fossem melhor não pensar muito.

    Quando Azriel chega perto, a cara de "ooohhhh!!!" da maioria é inevitável. Anjos não eram comuns ali, e provavelmente alguns ali naquela vila estariam vendo uma pela primeira vez. Algumas pessoas ajoelhavam perto de Azriel, outras levantavam a mão em cumprimento, muitos não tinham coragem de se aproximar, mas olhavam com cara de idiota, uma parte menor olhava com cara de curiosidade, mas depois de poucos segundos voltava ao normal tipo "Um anjo? Que interessante! Mm, Tá bom então, que seja!"

    Uma menina, com prováveis cinco ou seis anos, é a primeira a ter coragem de ir correndo até Azriel e pergunta de forma ingênua:

    - Oi! Você é um anjo?

    As únicas pessoas que pareciam realmente animadas ali eram as crianças, algumas gritavam e corriam brincando junto com alguns cachorros, um outro grupo cercava uma menina que estava com um esquilo nos ombros, certamente querendo brincar com o bichinho também, um outro pequeno grupo se distraía com uma bola de pano...

    Enquanto os adultos pareciam quase todos com cara de cansados. Não exatamente uma tristeza profunda, mas realmente uma cara de cansaço ou tédio.

    Azriel não vê nenhum demônio na vida (pelo menos num primeiro momento), mas chama sua atenção a presença de quatro centauros na vila (três num canto, outro em outro canto). Haviam muitos centauros em Fajr-Regno, mas a maioria evitava cidades e vilas humanas.
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    Mensagem por DariusNovadek em Qua Set 30, 2020 10:23 am

    Kate se compromete a fazer a vigília e ajudar os companheiros, mas Nadhull dorme no meio de sua vigília e acaba não acordando Kate, o que a faz dormir a noite toda.

    Teve dois lados bons, um porque dormiu a noite toda e descansou bastante, outra que não morreram.

    Mas logo que Kate foi acordando, percebeu que todos estavam diferentes, Mortalha estava parecendo um traveco, Ka tava parecendo o Daario Naharis (Referencia GoT), Nadhull uma arara, e Kate tava loira.. LOIRA! Não pode deixar de dar um grito quando viu a cor do seu cabelo. Provavelmente foi esse grito que acordou os demais, a não ser mortalha, que já estava tentando limpar as maquiagens.

    - Eu to loira! LOIRA!!! Quem foi que fez essa merda?

    Kate não tinha nada contra loiras ou loiros, nem achava tão feio, mas seu cabelo ruivo era seu xodó, era como era conhecida normalmente, era o que lhe chamava atenção nos outros, além de que, no fundo, sentia que era uma ligação com Piro. Kate meche em seus cabelos, tentando ver se tinha alguns vestígios dos cabelos ruivos seus. O desespero de Kate só aumenta quando vê que os olhos de Ka ficaram azuis, não era uma peça qualquer, aquilo ali provavelmente era magia, e se fosse permanente?! Kate nunca mais teria cabelos vermelhos?

    Vai até Vent'Kapo e pergunta pra ele, como se ele fosse responder

    - Vent'Kapo, quem foi que fez isso comigo?? Como você deixou??

    Pegou um pouco da água que tinha, bem pouca mesmo, e esfregou nos cabelos, afim de ver se aquilo era somente uma tinta. Talvez poderia tirar a cor quando achasse um outro lago ou rio... num deserto.

    Procura algumas pegadas, alguma pista que poderia tentar explicar o que aconteceu ali.. Se não achasse nada, estaria pronta para seguir caminho, porém ficaria emburrada toda a viagem.
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    Mensagem por Dycleal em Qua Set 30, 2020 11:57 am

    Nadhull tem sonhos estranhos, joga um jogo com uma bola de pano, com crianças e ri bastante enquanto brinca com elas e depois só lembra da risada das crianças. Foi um sonho alegre, mas nebuloso. Acorda com os gritos de Kate e observa todos meio parecendo pintados para uma festa ou bacanal da sua antiga senhora e relembra que eram raros momentos de alegria e olhando as sua plumas multicoloridas, se põe a dançar alegremente e rindo de todos, até que lembra que precisa examinar a perna de mortalha e começar a expelir o lixo que o seu sangue vai começar a expelir o exsudado da ferida.

    Se aproxima da drag Mortalha e diz: - A essa altura, preciso examinar a sua lesão e expelir corretamente o exsudado inflamatório dela, posso dar uma olhada? Você ficou uma graça, ainda bem que não nos mataram...
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    Mensagem por Srta. Moon em Qua Set 30, 2020 3:05 pm

    O encarou por alguns segundos antes de responder algo, não era acostumada a ser tratada assim, na verdade gostava de ficar em seu canto calada e de preferencia escrevendo ou lendo.
    -Não se preocupe assim que eu terminar de tirar a maquiagem bonita e lavar o cusco, vou cuidar do machucado, quero analisar seu efeito no meu corpo, além do ferimento, vou tentar criar algum antidoto mais eficaz ou trabalhar com a plana negra, se bem que sou mais eficiente com minhas pericias do que manipular a plana... Voltou a lavar o rosto e o cusco.
    Agradecia sem jeito e deixava cloro que não precisava de sua ajuda, pois estava muito ocupada nos seus afazeres naquele momento, só direcionou a atenção do Nadhull em ajudar os demais.

    OFF: Seguir o Bando, tirar maquiagem, lavar o cusco e ver o ferimento analisando com alguma pericia que eu tenha, continuar com a ideia em investir nas pericias, mais tarde trabalhar a ideia da magia.
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    Mensagem por Dycleal em Qua Set 30, 2020 4:17 pm

    Nadhull olha para ela , compreendendo como demônio que era, a necessidade de um certo cuidado misturado com isolamento e apenas diz: - Ok, eu queria apenas ajudar, então quando for cuidar do ferimento, espreme fora a secreção purulenta que está se formando na ferida. A lesão precisa estar limpa e livre da secreção para continuar melhorando, beleza? E se afasta para ver se mais alguém precisa de algum tipo de ajuda.
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    Mensagem por Pikapool em Qua Set 30, 2020 10:29 pm

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    As modestas nuvens indicavam que as previsões estavam certas. Apesar de não parecer grande coisa. Aquilo trazia em si uma beleza singela que fazia-me contemplá-la por algum tempo.

    Não demorou para que eu chegasse ao próximo vilarejo. Não era muito diferente do vilarejo anterior. Possuía algumas peculiaridades, mas nada que fizesse-me questionar sobre algo. Pelo menos até vez alguns dos residentes manipularem zirve. E então deparar-me com os corpos das harpias. Talvez eles pudesse agir com hostilidade para com meus companheiros. Isso poderia ser preocupante.

    Não demorou para tornar-me a atração do local. Sem jeito apenas acenava de volta saudando a todos. Até ser abordada por uma garotinha. Meus pés então tocaram o chão e fiquei de cocoras para responder a mesma.

    - Olá! Sim, eu sou um anjo. - Afaguei-lhe a cabeça. - Qual o seu nome? - Questionei-a sorrindo gentilmente.

    Enquanto conversava com a garotinha, notei apenas a presença de quatro centauros. Eles pareciam ser os únicos não humanos por ali. O que era curioso. Além, é claro, de estarem ali entre os humanos.

    Depois de interagir com a garotinha, alcei voo até eles. Estava curiosa para saber o que acontecia. E de certa forma questionava-me se não poderiam ser aliados dos guardiões.

    - Olá! - Disse ao aproximar-me do centauro que estava sozinho. - Estão a caçar harpias para livrar o vilarejo de algum mal? - Tentei observar atentamente cada trejeito do centauro.
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    Mensagem por Leomar em Qui Out 01, 2020 1:34 am

    Off: como o grupo separou, estou respondendo as postagens da Azriel sem esperar o resto porque ela agora está em outro lugar e tempo, dos demais responderei quando todos tiverem respondido. Tudo bem assim ou alguém prefere que eu reduza o ritmo para acompanharem melhor?

    - Olá! Sim, eu sou um anjo. Qual o seu nome?

    - É Asser. - Ela põe o dedo na boca, tipo de criança que quer ficar conversando o tempo todo mas não tem muito assunto. - Eu sou filha da Doralice. - Põe o dedo na boca de novo. - É verdade que você procura homens maus para por eles de castigo?

    ***

    - Olá! Estão a caçar harpias para livrar o vilarejo de algum mal?

    - Olá! Boa tarde senho...ra! Sou Enalæki. Que a paz esteja contigo. É... parece que alguns humanos deram sorte caçando algumas harpias. São sempre um sinal de problemas quando aparecem!


    *æ tem som de Ê bem enfático E-na-lêê-ki.

    No deserto Centaur_ruins_by_moondragonwings_ddbcj50-fullview.jpg?token=eyJ0eXAiOiJKV1QiLCJhbGciOiJIUzI1NiJ9.eyJzdWIiOiJ1cm46YXBwOiIsImlzcyI6InVybjphcHA6Iiwib2JqIjpbW3siaGVpZ2h0IjoiPD0xMzY2IiwicGF0aCI6IlwvZlwvMzFiMjFmY2MtMzY3OC00MmQ3LWFkNTEtNzdiYWUzMDdlZDRlXC9kZGJjajUwLWJlODhiYTFhLWJjYTktNGMwNy1hMTZkLWQ3ZGExYjU4YWY0NS5wbmciLCJ3aWR0aCI6Ijw9MTAyNCJ9XV0sImF1ZCI6WyJ1cm46c2VydmljZTppbWFnZS5vcGVyYXRpb25zIl19

    observações resultado da psicologia e conhecimento de história:
    A perícia em psicologia é boa, dá pra acertar, mas não foi uma rolagem impressionante. Não dá para pescar muita coisa além do conhecimento comum. Nota: psicologia não é perícia que pode usar uma vez só por encontro, se por acaso for desenvolver a conversa e mais pra frente achar que pode tentar descobrir algo importante, pode rolar novamente. Creio que por enquanto a intenção era mais achar comportamentos potencialmente hostis, e ele parece bem neutro.

    Assim como os anjos, centauros aprendem Esperanto desde cedo, além de sua língua própria. Eles têm uma pronúncia lenta e são precisos em cada sílaba, sem deixar uma letra parecer outra.

    Quando se aproxima, o centauro olha com curiosidade, como qualquer um olharia alguém diferente, mas ele não se mostra impressionado como os humanos. Ao cumprimentar, inclina a cabeça levemente, um sinal de etiqueta sem demonstrar submissão.

    Ele olha rapidamente sua mão, e vendo o anel, que poderia ser uma aliança, deduz por "senhora" ao invés de "senhorita", um erro, mas demonstra certa atenção.

    Não demonstra ter se importado com você não ter dito seu nome e nem deixa aquela reticência como se tivesse esperando você dizer sem precisar perguntar. Centauros são seres relativamente práticos, provavelmente ele deve pensar que, se você quisesse que ele soubesse seu nome, teria dito. Isto não mudaria o resto da conversa.

    "Que a paz esteja contigo." É uma expressão corriqueira, demonstra etiqueta e que provavelmente "paz" é um valor que ele pessoalmente presa. Porém não diz muito, somente que está em paz com conversar com uma estranha. A expressão pode ter uma leve influência religiosa, mas isto é suposição.

    A maioria dos centauros é ateu, porém no cenário "ateu" não é exatamente quem não ACREDITA na existência dos deuses, mas quem apenas não tem uma grande devoção por nenhum. Um ateu no cenário pode ser aquele que ora para Jara se precisar de chuva, para Anĝelina se precisar de cura, para Piro se quiser inspiração ou Tamuz se precisar de ânimo, bem como aquele que tem práticas religiosas mas que não são principais em sua vida.

    Apesar de não serem os mais sociáveis com outras raças de Akaŝa, centauros não tem nada a favor ou contra a maioria, podem igualmente se aliar a humanos, anjos ou demônios. Há boatos que eles possuem certa antipatia apenas com sereias, mas Azriel não sabe se isto é verdadeiro ou falso, e ali naquela região deserta isto também não faria muita diferença.

    Quando fala dos humanos caçando harpias, não parece muito interessado, não PESSOALMENTE. Pode até ser que ele não visse problemas ou até lhe agradasse a ideia de caçar harpias eventualmente, mas como não deve ter tido participação na morte daquelas em específico, só deixou claro que foi trabalho dos humanos, e pelo jeito não se importava com o que eles iam fazer com os cadáveres delas.

    Mas acredita que são sempre um sinal de problema. Harpias são consideradas demônios de baixo nível, com inteligência pouco maior que de bestas, algo que até muitos diabos desprezam. A opinião dele porém não deixa claro o que pensa sobre outros tipos de demônios.

    No mais, a linguagem corporal dele é neutra, não apresenta nem hostilidade, nem grande simpatia instantânea.

    Nota, apesar de ter encontrado a vila rapidamente, Azriel levou um bom tempo voando e o cansaço começa aparecer. A noite será breve, como disse aos demais, fisicamente breve, pois o planeta tem duas estrelas e uma delas se levantará apenas algumas horas depois da segunda se por.

    A grande maioria das pessoas ali não oferece muito perigo, são só mercadores ambulantes, gente do campo. Muitos até ofereceriam um espaço na carroça ou barraca de bom grado, mas Azriel deve decidir em quem confiar ali. Ainda está com sua mochila (creio) e até poderia estender seu saco de dormir num canto menos movimentado e "acampar" sozinha (alguns ali na vila provavelmente fazem isto), embora dormir sem um grupo pode sempre ter seus riscos.

    A única "pousada" que tem ali é extremamente simples, e embora não seja extremamente cara, para o serviço que oferece (ou neste caso o certo é que não oferece) o preço é salgado.

    Você ainda tem algumas horas para sondar suas possibilidades, mas é melhor ir pensando como achar um lugar confiável para dormir.
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    Mensagem por Pikapool em Qui Out 01, 2020 6:34 pm

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    - Prazer Asser. Me chamo Azriel. - Ao ouvir o questionamento da garotinha decidi apenas ver aonde aquilo iria levar-me. - Sim, eu castigo os homens maus. Porque, Asser? Há algum homem mau por aqui?

    [...]

    - Oh! Que indelicadeza a minha. - Respondi levando as mãos ao peito. - Sou Azriel. - Olho para os humanos por um instante. - Parece um grande feito para humanos. Senhor Enalæki, desculpe pela intromissão, mas o que o trás a essa vila? Teria alguma relação com a chuva que se aproxima? - Apoio o cotovelo em uma das mãos e o queixo na outra, tocando a boca com o indicador de forma pensativa. - Recentemente viu algo de anormal pelas redondezas? - Apesar de já possuir algumas informações cedidas por Camaal, não custava aprofundar meus conhecimentos. - Sei que já tomei-lhe muito tempo, senhor Enalæki. Mas, o senhor saberia indicar onde há um local seguro para uma pobre dama poder descansar após uma longa viagem? - Conclui abrindo um grande sorriso amistoso.
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    Mensagem por Leomar em Sab Out 03, 2020 10:08 pm

    AZRIEL

    - Prazer Asser. Me chamo Azriel. - Ao ouvir o questionamento da garotinha decidi apenas ver aonde aquilo iria levar-me. - Sim, eu castigo os homens maus. Porque, Asser? Há algum homem mau por aqui?

    - Mm, mamãe disse que todos os homens são maus. - responde a criança.

    [...]

    - Oh! Que indelicadeza a minha. - Respondi levando as mãos ao peito. - Sou Azriel.

    Enalæki só faz um leve meneio com a cabeça, indicando que de fato não se importou com a atitude, sequer considerou "indelicadeza" para a formalidade dos centauros.

    - Parece um grande feito para humanos. Senhor Enalæki, desculpe pela intromissão, mas o que o trás a essa vila? Teria alguma relação com a chuva que se aproxima?

    - Chuva? - Ele olha para o céu por algumas dezenas de segundos. - A senhora é mesmo otimista! Fez alguma promessa para Jara?

    Apesar de serem as raças mais chamativas ali (pelo menos metade da vila deve estar olhando vocês, embora a maioria não seja sem noção o bastante para ficar xeretando a conversa de vocês) Enalæki continua tratando Azriel sem afetação. Apesar disto, ou melhor, por causa disto, Azriel começa sentir certa confiança no centauro. (*isto resultado da psicologia)

    Todos sabiam que anjos são devotos de Anĝelina, e um humano poderia ter comentado sobre uma promessa à Jara com certa malícia, mas Azriel não percebe malícia na voz do centauro, apenas uma curiosidade banal. Enalæki provavelmente não se assustaria se uma anjo tivesse tal atitude, mesmo que 99% dos anjos tenham devoção exclusiva à Anĝelina. NOTA: um anjo mais ortodoxo poderia ter se ofendido, apesar disto os anjos não estão (legalmente) proibidos de prestar culto a outros deuses nos pontos em que as doutrinas destes não baterem de frente com a Sagrada Doutrina (e a maioria bate muito contra); Em alguns casos (raros mas acontecem) alguns anjos podem até serem convocados para ajudar um outro deus verdadeiro ou um representante destes. Assim parte dos anjos até respeitam Jara, mas não passa disto.

    Apesar de não levar muito a sério a ameaça de chuva (diga-se de passagem, nem Azriel acreditaria muito apenas com os sinais físicos), Enalæki vai relaxando, sem de3monstrar qualquer receio em conversar com uma estranha.

    - Bem, harpias não são o tipo de demônio mais difícil de se matar que existe, mas está certa, não é exatamente todo humano que consegue matar uma harpia facilmente, menos ainda três. Estranho mesmo é este tipo de harpia aparecer tão ao norte do Desfiladeiro Selvagem. Em Ĵevurá ou Heséd teriam o que caçar, mas fazer o que aqui...?

    (pausa)

    Bem, isto é anormal, como aliás não só harpias, mas toda uma movimentação anormal do Desfiladeiro Selvagem* para essa época. Só não sei se isto chega a ser tão anormal para nos preocuparmos.


    *Desfiladeiro Selvagem separa os continente de Fajr-Regno e Ajros, e tem este nome por ser considerado cheio de criaturas de raças selvagens (orcs, goblinoides, lupinos ou similares) além de demônios ou bestas demoníacas. É um lugar onde, de tempos em tempos, aventureiros declaram "temporada de caça". De tempos em tempos estas criaturas também declaram temporada de caça a aventureiros. A observação de Enalæki pode ou não ter algo haver com a anomalia que Azriel se refere, mas ele certamente nem está pensando em qualquer tipo de anomalia mágica, pois centauros são meio refratários à magia.

    - Tempo é o que mais tenho aqui, não se incomode em tomar-me um tanto. Eu, e alguns irmãos, fazemos trabalhos de guias para pequenas, ou não tão pequenas caravanas que precisam atravessar o deserto.

    Ele faz algumas observações, vou resumir com alguns conhecimentos comuns: Centauros são bem úteis como guias para humanos e até para demônios por vários motivos, primeiro que, como seres de Fajr-Regno, eles conhecem os desertos, e humanos são propensos a fazerem merdas que centauros não fazem. Centauros têm fama de serem honrados, portanto os humanos não têm muito medo de contratá-los e serem abandonados no meio do nada. Mais ao norte, mais especialmente no Deserto do Sal, é onde os guias centáuricos mais trabalham, pois lá, mesmo se os humanos conseguirem não fazer merda, seres sem cascos podem ter problemas sérios nos pés e pernas apenas por causa do sal. Ali onde estão as "doenças do sal" não são tão comuns, mas as caravanas ainda precisam tomar cuidado com bandidos, inimigos e eventualmente com coisas que saem do Desfiladeiro Selvagem. Centauros são bons guerreiros de distância, pois suas habilidades com arco e flecha são lendárias, embora nem todos eles se garantam no corpo-a-corpo, sendo assim, além de guias, sempre são um reforcinho a mais na defesa. Além disto, salvo raríssimas exceções, centauros não costumam assediar fêmeas de outras raças. Porém nem tudo são flores, apesar de honrados e terem alguns códigos de conduta, eles são mercenários, e vão lutar ao lado de quem lhes pagou, mesmo que isto signifique lutar com uma caravana inimiga guiada por outros centauros.

    - Mas, o senhor saberia indicar onde há um local seguro para uma pobre dama poder descansar após uma longa viagem?

    - Eu indicaria, antes de tudo, que nenhuma dama fizesse uma longa viagem sozinha.

    Independente de Azriel comentar ou não que os amigos devem chegar no outro dia, o centauro dirá que só existe UM local naquela vila para dormir, e mostrará a taverna. Porém, além de não ser barato, o local não tem muito conforto (espere apenas uma cama e quatro paredes), não é muito silencioso, pois é junto duma taverna, e embora em vilas pequenas como aquela as tavernas não costumem ter muito movimento até altas horas, ainda é uma taverna e nem mesmo pode contar com muita segurança, pois você tem a porta, a janela e as paredes, mas nada ali é muito forte.

    Ele comentará que centauros preferem dormir em tendas, se quiser ele aluga a dele baratinho. Também não terá conforto além do seu próprio saco de dormir, mas pelo menos segurança é garantida, pois os centauros ficariam de guarda. Silêncio também poderia ser garantido, pois querendo eles montam a tenda em qualquer canto da cidade ou mesmo meio fora dela. Caso queira contratar um guia ou segurança até Heséd nem cobra pela tenda.

    Os quatro centauros na cidade são machos, possivelmente se alugar a tenda pode cobrar exclusividade total, mas mesmo que algum deles fique na tenda com Azriel (por serem de grande porte, as tendas deles são espaçosas, dá pra três centauros ficarem lá dentro, portanto tem espaço de sobra para uma anjo e um deles) como disse antes, a probabilidade de um centauro assediar uma fêmea que não seja centaurina é quase nula.

    Mas Enalæki lembra ainda que tem muitos humanos que são religiosos, e possivelmente alguns ali não incomodariam em deixar uma anjo passar a noite em suas carroças ou barracas (algumas carroças ou barracas podem ser mais confortável que tendas, outras menos), porém ela teria que decidir em quais destes humanos confiar.




    Observações de percepção para Kate:

    Como disse no outro tópico, a parte física ali não tem muito para se ver. Você não consegue ver pegadas claras. A mudança na cor do cabelo, nas penas do Nadhull e até nos olhos do Ka não é tinta ou similar, Kate percebe que o loiro ia até na raiz, e não tinha cheiro de amônia ou qualquer outra substância que Apis eventualmente usasse em seus segredos de beleza. Na verdade, se Kate quisesse ter trocado a cor do cabelo, quem quer que tenha feito aquilo, fez muito bem feito.

    É 90% de chance de ter sido algum efeito mágico mesmo, apesar da mudança de cor, ninguém percebe mudanças de cheiro, peso, etc. As asas de Nadhull estão funcionando normalmente, as penas não parecem nem mais leves nem mais pesadas, movem-se exatamente igual, e o Ka, se não avisarem que tá com a cor dos olhos diferente, ele nem perceberá, pois enxerga normal. Se isto tudo é provisório ou permanente... talvez Kate tenha que esperar o cabelos crescer novamente para descobrir.

    Só Cuzco que ficou com cheiro diferente, como se tivessem dado banho nele e passado óleo de fruta, mas agora tá com o pêlo lisinho, tá até parecendo cachorro de madame.

    E na Mortalha que usaram mesmo maquiagem. Apesar de parecer que a maquiagem foi feita por criança, a maquiagem em si parecia boa. As tranças que fizeram também estão firmes, embora também pareçam ter sido feitas por crianças (a Mortalha parece uma medusa com um punhado de trancinhas pequenas).

    Tinham também "enfeitado" os cabelos de vocês com folhas e até algumas pétalas.

    Mas ainda sem sinal das "meliantes". Vocês lembram dos sonhos (que embora podem ter sido diferente para cada um, todos tinham risinhos) e talvez os risos dos sonhos não tenham sido apenas sonhos, mas eram "as meliantes" enquanto se divertiam.

    Nadhull pensa que pode ter sido obra de fadas, qual outro ser em Akaŝa gastaria tempo fazendo algo assim? Bom, na verdade até poderia haver outros, pois Akaŝa sempre surpreende, mas era mais provável que fossem fadas.

    Não era muito fácil ver fadas no Plano Material, as fadas normalmente só apareciam se fizessem algum laço com alguém, alguma coisa ou algum lugar, mas tinham fama de gostar de "enfeitar" as coisas, não por maldade, pelo contrário, na cabeça delas provavelmente vocês ficariam melhores assim.

    Nadhull tem impressão de ouvir ainda algumas risadas mesmo depois de acordado. Talvez fosse imaginação, ou não...
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    Mensagem por Dycleal em Sab Out 03, 2020 10:52 pm

    Enquanto se afasta de Mortalha procurando quem possa ajudar, o Incubo jura para si mesmo que ainda ouve os risinhos que ouvira no sonho, balança a cabeça como tentasse dissipar a impressão do som, mas ele continua vindo de uma determinada direção e decide ir de uma forma furtiva e atenta naquela direção que ouve o som e curioso deseja descobrir este mistério...
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    Mensagem por Pikapool em Dom Out 04, 2020 1:38 pm

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!

    Asser escreveu:- Mm, mamãe disse que todos os homens são maus.

    - Nem todos os homens não maus, Asser. O problema do mundo não é só por causa das pessoas que praticam o mal, boa parte do problema é por causa das pessoas que vem o mal e nada fazem para evitar que ele aconteça. - Passo a mão em sua cabeça e com um sorriso meigo concluo.

    [...]

    Enalæki escreveu:- A senhora é mesmo otimista! Fez alguma promessa para Jara?

    Ri das palavras de Enalæki. - Não cheguei a tanto. É que durante o caminho vi a formação de algumas tímidas nuvens de chuva.

    Nossa conversa estendeu-se por algum tempo. Depois de algumas considerações, apenas preferia confiar minha segurança aos trabalhos centauro do que arriscar-me em dormir sozinha e sem vigilância. Além claro de que ele poderia ser uma força a mais para o grupo caso nos deparássemos com Camaal e os demais anjos guardiões. Por fim, apenas o contratei.

    - Enalæki, gostaria que guiasse meu grupo em segurança até Heséd. Mas, como pode ver, eles inda não chegaram. Então, por ora, o senhor poderia levar-me até a tenda e manteria guarda enquanto eu descanso um pouco?

    Por fim, finalmente pude ajeitar meu saco de dormir e assim descansar um pouco. Ao deitar-me peguei meu diário para repassar as informações e quem sabe até mesmo fazer algumas novas anotações. Porém, o cansaço era tanto que antes mesmo que percebesse, já estava a dormir com o diário aberto repousando sobre meu peito.
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    Mensagem por Christiano Keller em Seg Out 05, 2020 10:49 pm

    Ka,

           Após acordar com a luz de Hélius Flava, Ka começa a perceber as coisas estranhas que aconteceram durante a noite.
           - Vocês estão diferentes. Imagino que eu também. Merda, que porcaria é essa? Um tipo de magia, mas que tipo? Ka tenta pensar em quem ou o que poderia fazer este tipo de coisa. O som de crianças pelas proximidades ainda faz Ka lembrar dos barulhos que escutou durante a noite. O que seria aquilo? Um tipo de brincadeira? Era fato que alguém passou por ali enquanto dormiam, mas ainda estão vivos então talvez não os queiram mortos agora. Ka tenta lembrar das coisas que aprendeu sobre misticismo para tentar localizar aquele tipo de brincadeira com algum tipo de criatura ou poder.
           Ka também vasculha as outras coisas que tem para tentar descobrir se algo está faltando. Primeiro as coisas mais importantes como dinheiro, água, comida etc. Porém Ka levanta a cabeça e olha pelos arredores em busca de mais detalhes. Algumas poucas árvores estão na região e há poucos esconderijos. Porém algo parecia errado ali nas brincadeiras de todos. Mortalha tinha recebido um tipo de maquiagem, Kate teve o cabelo com outra cor assim como tranças, Nadhull teve as penas coloridas, mas Ka estava com os olhos azuis. A mudança na cor dos olhos tinha que ser mágica. Logo para Ka isso era sinal de que haviam mais crianças, talvez pelo menos 3 delas. A diferença nas tranças de Kate indicam que haviam ao menos 2 delas, com uma de cada lado do cabelo. Uma das crianças também poderia usar a magia visto que Ka tinha a cor dos olhos diferentes.

           Ao ver Nadhull mover-se para a direção das arvores, Ka diz e aponta:
           - Estou ouvindo um barulho vindo dali. O que estava acontecendo ali? Ka observa o que está acontecendo com uma distância e com o martelo em mãos. Será que faltou comida? O que essas crianças consumiram? Crianças vivendo no meio do deserto apenas estão vivas se tem o que comer ou poder para tomar o que precisam. Uma preocupação ocupa a mente de Ka. Precisava entender o que estava acontecendo ali. Crianças perdidas seriam diferentes de criaturas estranhas morando no deserto.
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    Mensagem por Dycleal em Seg Out 05, 2020 11:43 pm

    Nadhull segue guiado pela audição e está bastante focado neste sentido para achar as crianças que continua ouvindo, quando ouve a voz de Ka falando com ele sobre ouvir um barulho e ele se volta para o companheiro de viajem e olha para onde ele aponta e pergunta: - Está ouvindo as crianças também? E se dirige para junto dele.
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    Mensagem por Leomar em Ter Out 06, 2020 8:46 pm

    Kate acorda e, apesar de estarem fisicamente bem, ela fica puta da vida com as "brincadeiras" que fizeram. Quando briga com Vent'Kapo o lagarto lhe mostra os dentes, aparentemente também não tinha gostado do novo cabelo dela, mas depois de discutirem um tempo, Vent'Kapo lambe Kate pra dizer que perdoa ela. (off: tentará selá-lo mais uma vez?)

    Nadhull acorda de bom humor, apesar de talvez ter um pontinha bem pequena de culpa por ter dormido na ronda (algo podia ter acontecido, mas ele estava cansado demais) chega a se divertir com suas penas novas. Provavelmente nunca imaginaria que algo assim acontecesse, mas Akaŝa tinha suas bizarrices. Fica dançando, enquanto Kate molha o cabelo na esperança que aquilo fosse só tinta.

    Mas não era, arrancando alguns fios ela vê que está loira até a raiz, como se tivesse nascido no sul de Ajros. Aquilo era magia mesmo, não tinha outra explicação. Ela procura pegada, ou algo assim, mas só encontra raminhos espalhados, algumas penas, até algumas pedrinhas coloridas que inclusive tinham amarrado no cabelo dela também.

    Mortalha recusa ajuda, ainda preferia ficar no canto dela. Seu ferimento estava melhorando bem, e ainda servia de estudo para ela. Nadhull não insiste. Ka também acorda tentando entender a que diabos tinha acontecido ali. A primeira reação racional dele, depois de ver as mudanças, foi dar uma olhada nos pertences para ver se não tinham roubado alguma coisa. Nadhull e Kate (provavelmente até Mortalha) acham uma atitude sensata e dão uma vasculhada nas próprias bolsas também.

    A carne de kodo ainda estava bem presa nos camelos, aliás parece que nada chegou perto dos camelos. O dinheiro e joias também não tinha sido mexido. Ou melhor, até tinha sido mexido, pois o pingente de rubi de Kate, que ela guardava num bolso interno para não perder tinha sido colocado no pescoço dela, e ela nem percebeu num primeiro momento, mas nada de valor tinha sido roubado.

    As bases que Nadhull tinha preparado para óleo de massagem e cosmético tinham sumido (será que usaram para fazer a maquiagem usada na Mortalha?) e a bolsa de ervas de Ka tinha sido mexida também. As flores mariposa-azul que Ka estava quase desidratando foram reidratadas, e acabaram virando pasta, perdendo a utilidade e sujando a bolsa, o espinho de prata e compostos calmantes tinham sumido, assim como a raiz telúrica, a bainha verde tinha brotado, só o composto 23 de raízes ainda estava intacto. Vendo que a bainha verde tinha brotado, apesar de que antes estava até desidratada, Ka percebe também que, não muito longe de onde estavam deitados havia uma moita de erva-doce, uma das plantas de seus compostos roubados que obviamente não estava ali antes e que não combina com aquele lugar deserto. Em "troca" na ervas roubadas, a bolsa dele tinha algumas sementes que Ka não sabia do que eram.

    Numa verificação mais detalhada, até o cajado de ébano usado por Mortalha estava com alguns brotos. Se alguém fez nascer brotos em madeira morta e crescer uma moita de erva-doce em poucas horas, deveria ser um mago da terra pelo menos.

    Os cabelos de Kate e Mortalha, além de trançados tinham sido enfeitados com galhinhos, penas e pedrinhas, Ka observa as pedras, pareciam quartzo e ametistas simples, não tinham grande valor, mas pareciam bem polidas/lapidadas, o bastante para parecer obra de algum artesão muito detalhista, havia algumas pedrinhas perto dele também, provavelmente só não mexeram no penteado dele por ter cabelos curtos.

    Além disto haviam traços de pólen em algumas coisas (extremamente difícil de ser reparado, Ka só conseguiu por verificar com muito cuidado), seja quem for que tiver passado por ali, tinha ligação com plantas.

    Ka tem impressão de ouvir um risinho na direção de uma árvore perto de uma encosta que vocês usaram como barreira natural a noite. Nadhull também tinha ouvido algo, embora não muito claro, e como o humano resolve aproximar da árvore, ele faz o mesmo, tentando ir sem muito barulho pelo lado oposto.

    A árvore não chegava ser grande, como outras ali, tinha poucas folhas, três metros no máximos, galhos retorcidos. Embaixo dela tinha uma moita de espinho de prata (seria coincidência ser uma das ervas sumidas da bolsa de ervas de Ka?) O espinho de prata era comum naquela região, e ao contrário de erva-doce não dava pra ter certeza se aquela moita estava ou não ali antes de vocês dormirem. Ka tem impressão de ver uma borboleta ou mariposa nos galhos mais altos (outro animal que não deveria ser comum no deserto). Apesar da impressão de haver algo especial, fisicamente vocês não conseguem ver nada extremamente impressionante no local.

    R.Oc. Ka passa em História e Geografia, e "ouviu por ai" que algumas criaturas de essência mágica (fadas) são especialmente atraídas por coisas bonitas e brilhantes (como as pedrinhas coloridas), perfumes e música. Se algum de vocês quiser gastar um coringa num instrumento mágico (qq coisa desde que não seja do tamanho de um violoncelo ou maior) deixo terem vantagem nas próximas rolagens. Podem usar percepção, percepção mágica ou misticismo. Se quiserem usar canto, dança ou instrumento musical, estarão incomumente inspirados e podem fazer uma rolagem com 3d10 e desconsiderar o dado com maior valor.

    Quem não for se envolver na caça às fadas (vocês ainda não tem certeza que são fadas, mas ou é isto, ou algum tipo de feiticeiras) tem tempo para fazer um café, tomar o desjejum matinal, limpar ferimentos, fazer alongamento e as preces habituais ou qualquer outra atividade habitual. Uma outra boa notícia é que os anjos perderam mesmo o rastro de vocês, Nadhull ou Mortalha podem confirmar que não tem rastro de anjos por um raio de quilômetros dali. Caso alguém se preocupe em reparar o tempo, verá algumas nuvens no horizonte leste que se dirigem lentamente na direção de vocês. Não parecem nuvens de chuva (por enquanto) mas qualquer nuvem no deserto já é considerado um sinal de boa sorte.




    Na vila, Azriel dava uma pequena lição para a pequena humana. Asser ouve com atenção o que a anjo diz, mas se lembrará da lição no futuro, só o tempo dirá. Azriel passa a mão na cabeça dela e a menina abraça a anjo de forma meiga, depois põe o dedo na boca de novo, enquanto Azriel se afasta. Que Anĝelina protegesse a ingenuidade das crianças!

    Com o centauro a conversa fluía, apesar de terem se mantido por enquanto apenas em temas corriqueiros, Azriel sentia que não tinha o que desconfiar. Ela se instala na tenda dos centauros, e acaba dormindo "como um anjo".

    Azriel acorda com um cheiro de café que vinha de fora da tenda. Enalæki estava deitado no outro canto (Azriel não tinha deixado claro que queria exclusividade na tenda, então ele deve ter entrado depois que ela dormiu, mas como tinha dormido vestida e ainda estava dentro do saco de dormir, não tinha muito problema nisto). Enalæki estava com os olhos fechados, mas segurava uma flecha, fazendo-a girar entre os dedos, portanto não estava dormindo, e sim num estado de transe ou algo parecido.

    Azriel não interromperia a meditação de ninguém, mas de qualquer forma ele "desperta" poucos segundos depois de Azriel.

    - Vejo que dormiu bem! Meu companheiro deve ter preparado o café. - Ele boceja e se alonga enquanto levanta. - Irá nos acompanhar, Lady Azriel?

    Enalæki apresenta outro centauro, Gekideo. Eles bebem café e comem queijo. Azriel como era apreciadora de comida, sabia que havia pelo menos três queijos tradicionais para centauros, um avermelhado que diziam que ia sangue na composição (portanto proibido para vegetarianos), um amarelo com gosto forte e salgado, e um cremoso, que era o que estavam servindo, o queijo não chegava ser mole como requeijão, mas também não era totalmente sólido. Vocês comem junto com pão, Azriel fica satisfeita com o sabor.

    A manhã apenas começava, mas mais da metade da vila já estava de pé. O verão em Fajr-Regno não tinha clemência. Uma das primeiras preocupações de Azriel é ver se tinha indício dos Guardiães por perto. Ela faz uns voos, procurando lugares prováveis para observação, mas não acha nada.

    Voltando falar com Enalæki e Gekideo, eles combinam que caso o grupo precise apenas de segurança, poderiam escoltá-los por 15 kons cada, mais alimentação no trajeto. Caso precisassem de guias acertavam por 21 kons cada, mais alimentação. Mesmo que Azriel não tivesse muita noção de preço, não parecia algo tão caro assim (um guerreiro famoso poderia cobrar dez vezes mais de uma caravana). Dos quatro centauros na cidade, três estavam livres para acompanhar grupos.
    Christiano Keller
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    Mensagem por Christiano Keller em Qua Out 07, 2020 12:13 am

    Ka,

           A magia estava no ar e em cada um dos presentes. A troca da cor do cabelo de Kate e Ka era magia. As pedrinhas podem ter algo com relação a tudo aquilo. Ka pega as pedras que estavam ali e coloca no bolso pois talvez possam servir como uma referência. A sacanagem foi acabarem com seu chá, mas brotos novos estavam por ali. Seria uma opção para Ka recuperar algumas folhas de chá para o futuro. Será que as histórias são verdade sobre tudo o que vimos? Talvez sim, pois muitos fatos descritos eram reais. Haviam versões para as histórias, sobre quem estava certo ou errado era algo que mudava de acordo com quem contava, mas fatos e coisas eram mais tangíveis. Se as fadas são boas ou más, o fato é que podem existir por ali.
           Ka tenta ser furtivo para chegar perto dos risinhos e localizar quem era que estava por ali. Não queria ser maldoso, mas estava preocupado com o tamanho da coisa ou o poder que ela tinha. Brincadeiras inocentes são bem diferentes de algo fatal. Criaturas com tanto poder podem ser fatais. Podem ser criaturas perdidas ou que vivem ali. Isso tudo era muito relevante pois perdidos podem precisar de ajuda enquanto moradores podem apenas fazer farra. A dicotomia se apresenta de forma curiosa e Ka quer mais informações sobre essa caça às fadas.
           Ao observar a árvore, Ka procura detalhes. Seria a planta um efeito colateral de algo que cresceu por conta das fadas ou sua casa ou sua forma de disfarce? Ou a tal borboleta ou inseto pequeno poderia ser a fada? Ka não estava certo sobre o que era o que ali, mas procura os risos como fonte de respostas. Aquilo poderia ser algo místico, será que os aprendizados sobre misticismo servirão para algo? Porém Ka sente-se inspirado por uma música, só que ele não sabe cantar. Mesmo assim, ele abre a boca entregando sua posição que parecia furtiva para fazer sons com os pés e mãos (tum, tum, PA, tum, tum, PA):

           - Buddy, you're a boy, make a big noise
           - Playing in the street, gonna be a big man someday
           - You got mud on your face, you big disgrace
           - Kicking your can all over the place, singin'

           - We will, we will rock you
           - We will, we will rock you

           - Buddy, you're a young man, hard man
           - Shouting in the street, gonna take on the world someday
           - You got blood on your face, you big disgrace
           - Waving your banner all over the place

           - We will, we will rock you, sing it!
           - We will, we will rock you, yeah

           - Buddy, you're an old man, poor man
           - Pleading with your eyes, gonna get you some peace someday
           - You got…


           Será que a música foi boa?
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    Mensagem por DariusNovadek em Qua Out 07, 2020 12:26 pm

    Kate estava enfurecida com o cabelo loiro, não ligaria de pinta-lo de loiro, ela e Apis já tinham feito experiencias em pintar o cabelo, mas todas elas eram temporárias, Kate sabia que seu cabelo de fogo iria nascer de novo. Daquela vez era diferente, andava pra la e pra ca. Com o tempo, sua raiva foi diminuindo, bem pouco, mas o suficiente para ela ver que estava sendo impulsiva de novo. Acabou descontando no pobre lagarto.

    Após reconhecer isso, e ver que ele também não tinha gostado do novo cabelo dela, Kate o abraça e diz:

    - Me desculpa Vent'Kapo, acabei descontando em você. Pelo menos vimos que você também tem um ótimo gosto.

    Após isso Kate percebe que Ka e Nadhull perceberam algo de diferente. Acompanha eles um pouco de longe. E ao chegar numa arvore estranhamente Ka começa a cantar/tocar/dançar. A princípio Kate acha isso muito estranho, ainda mais por não conhecer a música (ta parecendo coração de cavaleiro isso, que o filme é medieval, e eles cantam a mesma música num torneio) mas logo sente uma vontade enorme de dançar, chega perto deles e começa a dançar também.
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    Mensagem por Srta. Moon em Qua Out 07, 2020 2:08 pm

    Assim que terminou de tirar sua maquiagem e limpar o Cusco, ficou apenas com o penteado estranho, mais tarde arrumaria aquele estrago em seu cabelo liso. Tratou de comer alguma coisa dividindo do mesmo alimento com o cusco, logo tentaria usar de sua plana e novamente se disfarçar de humana, aprendeu que provavelmente seria atacada com armas banhadas em veneno e isso no momento não seria muito bom para seu corpo que ainda estava se recuperando e para evitar lutas desnecessárias não pelos outros, mais por si mesma em estar um pouco debilitada.
    -Vamos embora logo e pare com essa merda...Estamos perdendo tempo demais aqui..Aquela infeliz da Azriel deve estar em perigo ou convertendo todo mundo a seguir algum Deus pateta ou na melhor das alternativas distribuindo amor e abraços para quem quer que seja...

    Guardou seu equipamento na carroça e já seguia algum caminho qualquer para retornar a rota principal até seu objetivo, terminar logo aquela missão ou chegar em alguma vila para focar em seus estudos sobre o veneno e aprimoramento daquela magia simples.
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