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    No deserto

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    No deserto - Página 2 Empty Re: No deserto

    Mensagem por Pikapool em Qua Out 07, 2020 10:15 pm

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    O cheiro que pairava no ar fazia-me salivar. Espreguicei e passei as mãos sobre os olhos e ao olhar para o lado deparei-me com Enalæki. Aquilo deixou-me incomodada. Ele deveria estar de vigia. No entanto, ao ver que ele não estava dormindo fiquei aliviada. Ao mesmo tempo que pensei não ser saudável tirá-lo de seu estado de "meditação". Principalmente com aquela flecha em mãos.

    Estava arrumando e guardando minhas coisas quando fui surpreendida pelo centauro.

    Enalæki escreveu:- Vejo que dormiu bem! Meu companheiro deve ter preparado o café. ... - Irá nos acompanhar, Lady Azriel?

    - Oh, Enalæki. Dormi muito bem. Obrigada. - Sorri ao ser questionada. - Não sabia que o café estava incluso. Adoraria acompanhá-los.

    Após um delicioso café, segui mais uma vez checando o perímetro e analisando se ainda poderia haver alguma ameaça. Ao fim, retornei até onde os centauros encontravam-se. Tudo parecia nos conformes se não fosse um único problema. Meus companheiros ainda não haviam dado sinal de vida. Isso deixava-me inquieta pensando que talvez eles tivessem sido encontrados por Camaal e sua equipe.

    - Enalæki e Gekideo, eu peço desculpas por ser inconveniente. Mas creio que eles chegarão em breve. - Olho na direção de onde eles deveriam surgir. - Por Anĝelina, espero que eles estejam bem. - Murmuro.
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    Mensagem por Leomar em Dom Out 11, 2020 10:34 am

    AZRIEL

    Azriel escreveu:- Oh, Enalæki. Dormi muito bem. Obrigada. - Sorri ao ser questionada. - Não sabia que o café estava incluso. Adoraria acompanhá-los.

    - Ma'bah! Água e café é algo que não se nega nem mesmo para escravos! (riso) Prove também nosso queijo, ou és ortodoxa?

    Azriel escreveu:- Enalæki e Gekideo, eu peço desculpas por ser inconveniente. Mas creio que eles chegarão em breve. - Olho na direção de onde eles deveriam surgir. - Por Anĝelina, espero que eles estejam bem.

    - Kaana messereq malir lookaz malir mele! - Os dois dizem mecanicamente ao mesmo tempo, portanto deve ser uma resposta tradicional ao nome de Anĝelina no idioma dos centauros (Sagajlo).

    - Não se preocupe Lady Azriel, se ninguém precisar empregar três de nós até o fim do dia, estaremos a sua disposição.

    Os dois se mostravam absolutamente tranquilos, pareciam bem acostumados aquele estilo de vida. Depois de alguns goles de café e pão com queijo, Gekideo comenta.

    - Talvez tenham se perdido no deserto. Este trecho não é o mais perigoso, mas é por isto que caravanas não costumam andar sem guias!

    Os dois se mostram a vontade, conversam sobre banalidades, falando sempre em Esperanto para não parecerem rudes, demonstrando que se quiser pode jogar conversa fora também, mas se não quiser também não precisa.

    O café e o pão com queijo são meramente aperitivos, se Azriel quiser algo mais substancial pode procurar um desjejum na única estalagem da vila, com 1 kon já dá para uma refeição (se tiver com muita gula, pode gastar dois para algo melhorzinho) ou pode procurar algo nas barracas dos mercadores, eles têm desde pastel de queijo até frutas, cujos preços vão de 1/2 kon até 5 kons para algo realmente caprichado. Se tiver tentada a tomar um banho, na estalagem eles preparam uma banheira para ele por mais 1 kon, a água deverá estar na temperatura ambiente, mas no calor que é Fajr-Regno ela não ia querer água quente mesmo.

    A estalagem não é grande coisa (como nenhuma outra construção ali, tudo feito com madeira e barro, algumas caiadas, como a estalagem) mas era organizadinha, tinha até uma hortinha vistosa (provavelmente alguém ali tinha dom de magia da água ou da terra para mantê-la).

    Caso Azriel resolva andar um pouco na vila, não verá muita coisa chamativa, fora o movimento de comerciantes que tentarão chamar atenção dela pra ver se compra algo. Como na vila anterior tinha uma parte da cidade mais reservada para o nojento (na visão dela) mercado de carne.

    Andando por lá (não pelo mercado de carne, mas pelo resto deles) as pessoas já sabendo que tem uma anjo na vila vão ir atrás dela pedindo bênçãos. Uma humana (jovem ainda lá pelos 20-25 anos) parecerá mais aflita e fará uma súplica. Ela fala em Moloke, idioma dos demônios, que Azriel não domina, mas alguém traduz para trans-Tareno que não era muito diferente do Tareno:

    - Elha está pedindo e'nome da misericórdia de Anĝelyna que sua filha ajude a mãe delha. La sem hora está a bassar muito mal com febre!

    Se quiser ajudar (misticismo para magia de cura ou para prece, ou ambos, alquimia para remédio, ou mesmo bênção simples já ajuda), a carroça delas se encontra na parte de fora da cidade, e carregam a nada agradável bandeira cinza.

    Em Akaŝa, bandeira cinza significa doença, provavelmente grave e possivelmente transmissível. Muitos humanos acreditam que anjos são imunes a doenças, o que não é bem verdade. Embora anjos sejam significativamente mais resistentes a doenças que humanos, podem pegar e até transmitir a maioria das doenças que atinge humanos. Raramente se escuta dizer que um anjo morreu de doença, mas não é impossível também.

    Embora fosse uma carroça grande, dava pra ver pela pobreza dela e dos que estavam dentro que aquela família já teve melhores dias.




    Mortalha se arruma mais rápido que os demais (como sempre), eles parecem que iam enrolar (como sempre), e ela não estava disposta a perder tempo. Pega um dos camelos que estava levando suas coisas, calcula mais ou menos o oeste e vai andando (já pode voltar andar se quiser, mas o camelo e o Cusco talvez não aguentariam o ritmo, então talvez ela pense em ir devagar no começo. Esta parte do deserto não é muito difícil, mas mais pra frente pode ser que precisem de testes para manterem no caminho certo.) Cusco as vezes ficava olhando pra trás, mas seguia Mortalha, já entendendo que ela que era sua dona.

    Ka se sente atraído pelas árvores (haviam três ali que podiam ser chamadas de árvores, distantes entre si por dois e quatro metros, a do meio era um pouco maior e era a que estava cercado por espinhos de prata na parte de baixo) era o que tinha de vida naquele lugar deserto. Pensando em tudo que ouviu dizer sobre fadas, resolve arriscar uma música em um dialeto ancestral que deve ter ouvido em algum lugar da infância (o que poderia acontecer de ruim? Fazerem sua pele ficar azul?). Algumas borboletas ficam "dançando" no alto da árvore. Ka escuta baixinho:

    - Hihi, como ele é desajeitado!
    - Hihi, pois é, parece uma rocha mesmo!


    Os murmúrios continuam bem baixos, se alguém tirar dois pontos ou menos que a própria percepção irá escutar, senão só ouvirão zumzumzum mesmo.

    pra quem passar na percepção:
    - A moça é melhor.
    - Tomara que ela ache ele bonitinho, porque se ele tá fazendo dança de acasalamento...
    - Ela ficou mais bonitinha que ele. Ela não vai querer.
    - O que o diabo está fazendo? Ele também é desajeito.
    - Ele também parece uma rocha.
    - Por isto a namorada dele está indo embora! Que bobão, tem que ir pro outro lado.

    Nadhull tem aproximar sem dar muita bandeira, mas era bem difícil já que não tinha muita coisa para fazer cobertura ali. Um brilho irritante bate quase dentro de seu olho, obrigando ele olhar para o outro lado.
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    Mensagem por Pikapool em Dom Out 11, 2020 11:42 am

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    Sem muito o que fazer além de esperar. Fui explorar o vilarejo. Nada novo ou interessante havia por ali, mas eu precisava matar o tempo de alguma forma, já que pretendia esperar lá pela hora do almoço para tomar um bom banho e alimentar-me na estalagem.

    As pessoas abordando-me por uma graça fazia-me refletir sobre aquilo. Não acreditava que apenas algumas palavras fossem resolver. Talvez confortar um coração triste, mas nada além disso. Com certeza atitudes valeriam mais, no entanto, alguns anjos possuíam um egocentrismo grande demais para realmente fazer o que deveria ser feito.

    Enquanto questionava-me uma pessoa que precisava de minha ajuda surgia. A principio fiquei relutante devido ao idioma da moça. Desde o encontro com os anjos eu sentia-me mais desconfiada de tudo. Porém, não poderia negar ajuda a uma pessoa necessitada.

    Seguindo até a carroça, mesmo vendo o sinal de possível perigo, prossegui na esperança de ser útil. Inicialmente tentei usar magias de cura para restabelecer a saúde da mulher. Caso não fosse o suficiente, tentaria prover algum medicamento para a mesma. Também procuraria alguém ali que pudesse ajudar-me com as adversidades.

    - Alguém aqui fala o meu idioma? - Dizia em Tareno, depois em Esperanto e por fim em Yrdok.

    Tudo que eu precisava era de mais informações sobre o que se passava por ali. E talvez até mesmo pudesse ajudar a um ponto de eliminar aquela bandeira cinza.
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    Mensagem por Dycleal em Dom Out 11, 2020 1:46 pm

    Nadhul tenta avançar em direção as árvores, mas tenta ir devagar para não chamar atenção, porém um brilho intenso incomoda a sua visão e ele se obriga a fechar os olhos, para escapar daquele incomodo e se concentra na audição e segue na direção das árvores, agora mais devagar.
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    Mensagem por DariusNovadek em Dom Out 11, 2020 6:55 pm

    Kate continua dançando, percebe que algo estava acontecendo ali, mas ainda não sabia o que era. Então restava dançar.

    Vê que mortalha partiu, e nem fala nada
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    Mensagem por Christiano Keller em Seg Out 12, 2020 1:47 am

    Ka,

           As vozes diziam que alguém estava por ali. Poderiam ser as fadas e talvez pudessem conversar.
           - Olá vocês. Meu nome é Ka. Foram vocês que fizeram isso com a gente? Isso vai passar? Ka não queria ter o cabelo azul para sempre pois aquilo era muito estranho. Mortalha partiu e talvez tenha feito o melhor, mas ela não sofreu alterações permanentes. Querem conversar? Ou mesmo assim, posso pegar algumas folhas para fazer chá já que usaram para fazer essas plantas crescerem? Ka aguarda algum comentário para pegar algumas folhas de volta.
           O local com as plantas crescendo realmente era diferente do deserto ali, mas deveria ser em função das fadas. Elas deveriam ter uma razão para estarem ali, mas será que sabem algo a mais? Poderiam ajudar Ka com algum conhecimento ou poder? Um pouco de ambição para saber mais sobre as criaturas e talvez conseguir um poder maior despertam sua curiosidade. Será que as fadas estão ali por conta da chuva ou por conta das forças estranhas perto da cidade de Hésed?
           - O que trás vocês ao deserto? Será a chuva ou outra coisa? Querem conversar um pouco? Será que elas serão solicitas ou não? Fadas podem ser brincalhonas e já fizeram uma parte de sua piada. A ambição fala algo sobre o poder da terra que tocou Ka no deserto em Dafodil. Seria aquele outro momento assim? Ali era um deserto e as fadas são criaturas mágicas. Será que recobrar a memória sobre o passado poderia ser positivo para aquele momento presente? Ka lembra que procurava pedras e minerais no solo quando os raios o acertaram. Então desta vez, Ka olha para cima buscando as fadas. Se uma delas o acertou com um raio no passado será que poderiam o acertar novamente? Ou aquilo tudo não tem nada com relação ao que ocorre hoje neste outro deserto? Será que as fadas poderiam despertar algum novo poder para Ka? Sabiam que eu fui atingido por raios mágicos no deserto uma vez? Na verdade três vezes? Cada raio tinha uma cor. A magia verde era a mais fraca delas, mas ainda assim estava presente. Será que as fadas serão curiosas o suficiente para falar algo a mais?
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    Mensagem por Leomar em Seg Out 12, 2020 8:12 am

    Mortalha sente uma brisa gelada nas penas, vira para trás e vê improváveis nuvens se formando no horizonte. Pelo jeito ia chover mesmo! (Ainda vai demorar algumas horas, mas se quiser calcular pode rolar astronomia e navegação).

    Cusco se enrolava aos pés dela, às vezes lambendo suas pernas para demonstrar afeto, às vezes resmungava baixinho como se tivesse com medo ou pedindo atenção.

    Ka começa falar "com a árvore", novamente vozes baixas podem ser ouvidas:

    - Mm, acho que ele não gostou do seu trabalho, falei que ficaria mais bonitinho de verde.
    - Mentira, todo mundo sabe que azul é mais bonito.
    - É nada, todo mundo prefere verde.
    - Haha, os passarinhos azuis sempre tem mais namoradinhas.
    - Verde!
    - Azul
    - Verde...


    Enquanto esta "muito profunda" discussão acontecia, os demais se aproximavam. Ka e Kate notam na parte de baixo da árvore (na altura dos olhos) um broto crescer rapidamente, em alguns segundos vira um grande botão e depois começa abrir em flor. Pouco depois uma das "borboletas" desce um pouco, parando perto da flor, e mostrando sua verdadeira forma.

    No deserto - Página 2 87862lion

    Enquanto isto as outras ainda estão discutindo sobre qual cor é mais bonita.

    Nadhull resolve se manifestar, dizendo que gostou das penas novas.

    - Viu, o diabo gostou das penas verdes.
    - É nada, ele gostou mais das azuis.
    - As verdes estão por cima.
    - Tem mais das azuis.
    ...


    Enquanto elas discutem lá em cima, a fadinha que desceu olha vocês com curiosidade. A flor que tinha crescido cai, com um gesto de mão a fadinha faz um vento que leva a flor até Kate. Ka observa, ela então teria poderes da terra e do ar?

    - Você também gosta de plantas! Que bom!

    Novos brotos crescem em todos os ramos, as árvores não estavam secas, já tinham algumas folhas tímidas, mas ganham bem mais vivacidade. Algumas luzinhas brilham nos galhos mais altos e uma nuvem de pólen caiu em cima de vocês (alguém é alérgico?)

    - Nós nascemos aqui, viemos ajudar as coisas crescerem.

    Uma outra fada desce um pouco.

    No deserto - Página 2 87864cheetah

    - Por que eles estão aqui parados? A namorada do diabo está indo embora!




    Doenças tendem a deixar o ar pesado, cheio de miasmas. Azriel entra na carroça, vê uma senhora deitada, ardendo em febre, com roupas e lençóis banhados de suor, a lona da carroça não ajuda muito a circulação de ar ali. Azriel tenta canalizar alguma magia de cura, mas não consegue.

    Ela pensa em preparar algum remédio que aprendeu em seus estudos de alquimia, mas o material necessário estava nas coisas do Nadhull e do Ka, com ajuda de uma intérprete ela diz que precisaria de raiz de rolaca branca, ou pelo menos de casca (Azriel sabia que era uma planta muito eficaz na cura de doenças que causam febre, mas era rara, a intérprete tem até dificuldades de traduzir), se não houvesse isto por ali, ela poderia infundir algo usando espinho de prata.

    - A filha dela está sem dinheiro, mas disse que fará o possível para conseguir, a nobre senhora poderia esperar algumas horas, pela Virgem?
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    Mensagem por Pikapool em Seg Out 12, 2020 5:58 pm

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    Aproveitava a interprete e seguia na tentativa de melhorar o ambiente, assim melhorando a conjuração da minha magia.

    - Tirem esses lençóis e se possível arrumem algumas roupas para ela. Precisarei de água e bandagens. Assim que tiver água e bandagens quero que as mulheres aqui presentes ajudem-me a limpar todo o suor antes de trocar suas roupas. - Ao ouvir as palavras da interprete vasculhei minha bolsa e logo estendi o braço em direção a filha da senhora doente. - Aqui, pegue isso. Espero que seja o suficiente para comprar o material que necessito. - Entregava-lhe 10Ж.

    Após o ambiente estar em melhor estado tentaria usar minha magia mais uma vez.
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    Mensagem por Christiano Keller em Seg Out 12, 2020 6:03 pm

    Ka,

           A conversa sobre verde e azul não parecia saudável. Uma daquelas criaturas criaturas poderia resolver fazer algo perigoso em algum momento. Porém Ka estava ali já com uma das fadas que gostava de plantas. Aquilo era algo interessante e poderia ser proveitoso. Será que seria proveitoso?
           - Olá, eu gosto de plantas. Meu nome é Ka, posso saber o seu? Será que ela diria seu nome? Ou seria algo impronunciável e complexo? Fáskrúðsfjörður? Ittoqqortoormiit?
           Haveria esperança para alguma outra coisa? Parecia uma péssima ideia chegar perto daquelas criaturas agora. Mortalha que escapou deixando essas coisas longe.

           - Parece que vai chover. Como moram aqui, tem alguma dica para essas chuvas no deserto? Parece que não é algo usual e a chuva poder ser forte, enxurradas podem lavar cidades inteiras. Ka para e completa: Ouvi rumores sobre coisas estranhas no deserto, sabem de algum local que deva evitar ou algum perigo novo? A luta pela cidade de Hésed parece grande e a magia dos dois lados parece equilibrada. Talvez alguém queira desequilibrar a guerra. Isso pode ser ruim para as plantas da região, não? Ka observa a fada atentamente.

           - Outra coisa, eu gosto das plantas mas também gosto da terra em que elas ficam. Pedras brilhantes e ouro podem ser sinais de que alguns tipos de plantas que nascem nas áreas em que certos minerais estão presentes. Vocês sabem alguma coisa sobre isso? Podem ensinar-me algo sobre a magia da Terra? Magia de Jara? Haveia alguma outra oportunidade para isso, certamente não. Sabe que essas plantas ficam boas em chá? Ka aponta para as plantas que gosta de fazer chás.
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    Mensagem por Srta. Moon em Seg Out 12, 2020 6:44 pm

    Preferiu seguir guiando o camelo, assim que percebeu a indecisão do Cusco o pegou no colo naturalmente sem muita frescura, o carregaria por enquanto. Pelo visto seria uma longa caminhada na chuva, tratou apenas de proteger seus pertences para não molhar, ver seus diários de estudos estragar assim por falta de cuidados vindo dela mesma, e isso a irritava ainda mais.
    -Então Cusco! Vamos tomar outro banho, mas logo chegamos a alguma vila...Eu devo continuar com meus estudos...



    OFF: não foi mencionado que ela anda disfarçada, devo crer que não consigo usar magia ainda? Se for isso devo andar com mais cuidado para não ser atacada do nada.
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    Mensagem por Leomar em Ter Out 13, 2020 6:32 pm

    Azriel

    As mulheres ajudam a senhora se trocar, as roupas não estavam exatamente "limpas" mas pelo menos estavam secas. Bom seria queimar as anteriores, mas vai saber a capacidade daquelas pessoas! O ambiente fica pelo menos um pouco mais respirável.

    Azriel oferece um pouco de dinheiro à família, a filha a agradece profundamente.

    - A filha dela disse que a nobre senhora é muito generosa, que não sabe o que fazer para agradecer tanta generosidade, mas fará o que mandar para agradecer a interferência da filha de Anĝelina, etc. etc.

    Humanos tinham mania de chamar anjos de filhos de Anĝelina, assim como chamam sereias de filhas de Jara. Mesmo uma simples oração feita por Azriel já daria esperança aquele povo simples.

    Enquanto ela vai procurar os espinhos de prata, Azriel tenta usar magia na senhora. O problema era que Azriel não estava conseguindo de conectar com sua magia de cura no momento. Haviam pessoas com alta resistência à magia, que nem mesmo a mana de curadores poderosos conseguia penetrar facilmente no corpo. Mas a situação era muito pior, Azriel não estava nem conseguindo usar sua conjuração. Aquilo começa preocupar.

    Com o dinheiro a filha consegue encontrar, entre os mercadores ali mesmo, um que vendia os espinhos de prata, e não demora trazer. Pelo menos Azriel ainda podia confiar nos seus conhecimentos com alquimia básica (podia?). Corta e prepara os espinhos, abençoa a água, ferve, junta com algumas bases que tinha na sua caixa de ferramentas... Aquilo deveria pelo menos baixar a febre com certeza. O problema é se fosse uma doença mais complicada... Mas com certeza o medicamento melhoraria.

    Com ajuda da intérprete ela explica para darem um gole da mistura para a senhora de hora em hora, passa algumas informações sobre coisas simples que podiam fazer (como manter a testa dela úmida, mas com água limpa) e passa uma oração para ela decorar (tinha que ser algo curto para ela decorar as palavras em Yrdok, pois sabe-se-lá se alguma oração em Moloke seria ouvida pelo Plano Celeste).

    (por enquanto era esperar, a menos que tenha uma ideia criativa).




    Uzotros

    Mortalha não sabia ao certo se daria para chegar no próximo ponto seguro antes da chuva. Ia demorar algumas horas, pois as nuvens só tinham começado se formar. Mesmo assim ela se prepara para o pior.

    Cusco fica todo feliz com o carinho dela, dá-lhe lambidinhas e olha como quem diz "eu te amo mesmo sabendo que você tem esta alma negra".

    Off: como você é a única que tem Medicina nas perícias, você já conseguiu eliminar o veneno do corpo, então neste momento deve estar só com um leve incômodo. Pode usar magia normalmente. Se quiser usar magia negra como camuflagem agora ok, pode até ser útil caso "algo" apareça meio do nada, embora talvez fosse melhor esperar pelo menos o indício de que possa ter alguém perto para não gastar energia desnecessária. Seja como for, não vou prender vocês nestes tipos de detalhes, se quiser considerar que ela está magicamente disfarçada, ou semi-disfarçada pelo menos, levarei isto em consideração. Caso queira usar magia já, pode ter a "impressão" de ouvir ao longe, mas sem saber exatamente direção, um comentário tipo "tava mais bonitinha antes", mas talvez seja apenas impressão ou uma ilusão do deserto.

    - Olá, eu gosto de plantas. Meu nome é Ka, posso saber o seu?

    - Mmm... Eu não tenho um nome ainda. Como você quer me chamar? - Ela parecia ingênua respondendo isto.

    (Ka conversa)

    - É sim, vai chover, mas vou ter que esperar ainda quase uma vida! Mas não tem importância, vou ajudar estas plantinhas crescerem. Vai ser tão bom quando a chuva vier, vai ser a primeira chuva da minha vida! Mm, uma cidade inteira? Mas não tem cidades aqui perto, esta árvore tem raízes grandes, a chuva não vai levar. Vocês não deviam ficar fazendo guerra, qual sentido de ficarem se machucando? E os filhotinhos são os que mais sofrem. Que coisa mais estúpida, a guerra não favorece nenhum dos Quatro Perfeitos*. Que perigo você está falando? Está falando da masmorra?

    - Eu acho que não devíamos falar disto para eles, e se eles quiserem entrar lá?

    - Mas eles estão perguntando para não chegar perto.

    - Mmm, eles não parecem muito inteligentes...

    *Quatro Perfeitos é uma expressão filosófica, talvez vocês já tenham ouvido falar esporadicamente, talvez tenham uma noção mais ou menos precisa sobre o que se trata. Não é exatamente a coisa mais importante para quem não tem vocação psico-artística, mas caso alguém ache que isto pode levar a algum lugar, pode rolar História e Geografia ou Misticismo para saber o quanto vocês sabem. Nadhull pode rolar sem modificador negativo pois tem alguma referência no Livro da Sabedoria.

    - Sabe que essas plantas ficam boas em chá?

    - É claro!!! - Ela diz meio irritada. - Esta é a função de todas as plantas!

    - Eu falei que eles não parecem muito inteligentes...

    - Outra coisa, eu gosto das plantas mas também gosto da terra em que elas ficam. Pedras brilhantes e ouro podem ser sinais de que alguns tipos de plantas que nascem nas áreas em que certos minerais estão presentes. Vocês sabem alguma coisa sobre isso? Podem ensinar-me algo sobre a magia da Terra? Magia de Jara?

    A fadinha, ainda empoleirada no seu galho, balança a cabeça enquanto Ka fala, como se tivesse prestando atenção, apesar de não saber que @#$% ele dá falando. Ela fica uns segundos em silêncio, então fala:

    - Por que seu amigo tá parado aqui, e não foi atrás da namoradinha dele? E porque você está perdendo tempo aqui ao invés de ficar com a sua humana?

    Off: Nadhull e Kate, se quiserem podem se manifestar também, pois neste ponto todo mundo já está vendo esta conversa acontecer.
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    Mensagem por Dycleal em Ter Out 13, 2020 7:44 pm

    Nadhull sorri ao ver as fadas se revelarem e se aproxima para dizer que mortalha, e aponta para ela não é sua esposa e que elas tem bom gosto nas cores, porém aquilo, não vai ajudar muito a ficar furtivo. Ele ouve as fadas falarem de Quatro Perfeitos e de uma masmorra, e aquilo lhe lembra algo que leu no livro da Sabedoria, agora masmorra... E pergunta: - As senhoritas falaram em masmorra? Se for perigoso, pode nos dizer onde fica para evitarmos esse perigo. E começa a achar que deve ir em direção a Mortalha, protege-la dos perigos que devem ter por ali....
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    Mensagem por DariusNovadek em Qua Out 14, 2020 11:50 am

    Kate começa a ouvir aquelas criaturinhas pequenas, não sabia o que eram, nunca tinha visto uma fada na vida. Ka começa a desenrolar um papo com elas, um papo amigável, apesar de Kate querer resolver logo a questão do cabelo, percebe que deveria manter a boa imagem também. Percebe que elas acham que Kate e Ka eram namorados, e resolve aproveitar da situação. Se aproxima de Ka e meio que o abraça, e recosta a cabeça no ombro dele.

    - Ah que lindas vocês são! Obrigada pela flor! Posso chamar vocês de lindinha e florzinha?

    Kate encarna a menininha fofinha, coisa que nunca fez antes.

    - Vocês não deviam ficar fazendo guerra, qual sentido de ficarem se machucando?

    - Não não, não viemos fazer guerras, muito pelo contrário, viemos ajudar quem sofre com a guerra, sentimos muita pena deles.

    Ka e Nadhull já tinham perguntado sobre a masmorra, e apesar de ter instigado Kate também, resolve não fazer mais uma pergunta sobre ela.

    ...

    Após toda a conversa com as fadas, Kate resolve falar sobre o cabelo.

    - Lindinha, Florzinha, eu sei que me deixaram muito bonita fazendo eu ficar loira, realmente eu gostei. Muito obrigada!

    - Mas, se não for incomodo pra vocês, será que poderiam fazer ele voltar a minha cor original? Tenho uma ligação muito especial com ele.. Era a cor do cabelo de minha mãe, e é a única coisa que tenho de ligação com ela.. Outra coisa é que meu namorado sempre gostou dos meus cabelos ruivos, não é amor??
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    Mensagem por Pikapool em Qui Out 15, 2020 10:28 pm

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    Além do medicamento e dos cuidados que deveriam ter com a pobre mulher não havia mais o que fazer, além de esperar para ver como e se ocorreria a recuperação dela. Naquele momento, estava preocupada se Anĝelina não estava a me punir por dar cobertura ao meu grupo e ainda confrontar Camaal. Segui para fora e fui para parte onde a carroça fazia sombra.

    Ao chegar no local minha primeira atitude foi conjurar uma bola de fogo e lançá-la aos céus. Naquele momento realmente considerei que Anĝelina estava zangada comigo. Sem mais o que fazer, sentei-me ali e comecei a meditar esperando alguma iluminação. No entanto, não iria buscar redenção. Acreditava fielmente em minhas convicções e não havia feito nenhum mal a ninguém. No caso de Camaal, apenas havia respondido sua hostilidade. Se alguém deveria ser castigado que fosse ele.

    Sem mais, apenas tentaria conjurar outra magia assim que os remédios agissem.
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    Mensagem por Leomar em Sab Out 17, 2020 2:12 am

    Azriel

    Azriel conjura uma bola de fogo e lança ao ar, como se fosse fogos de artifício, chamando atenção de toda a vila, que se amedronta perguntando-se o que fizeram para deixar uma anjo, que é a personificação de bondade, calma, paz, amor, fraternidade, ficar com tanta raiva.

    Sua bola de fogo, ao invés da tradicional chama amarelada, sai vermelho escura, quase cor de vinho, ao invés de expandir ao subir, gira de espiral quase consumindo a si mesma. Então Azriel ainda tinha poder de fogo, sua magia branca que estava mesmo travada. Talvez fosse aquele local que estava saturado de energias ruins e com quase nada de energia boa, isto explicaria parte de seu problema.

    As pessoas ficavam olhando para Azriel, mas sem coragem de se aproximar (algumas crianças provavelmente pensavam em chegar mais perto, pois são mais curiosas, mas os pais não deixariam fazer isto). Aproveitando que estava na parte mais afastada da vila mesmo (carroças com bandeira cinza não podem circular nas vilas e cidades) procura um lugar mais afastado e se põe a meditar.

    Poucos minutos depois, escuta cascos se aproximando, provavelmente Enalæki, atraído pelo fogo no céu, foi ver o que estava acontecendo, mas ele apenas para e espera, sem atrapalhar a meditação dela. Deve ficar ali esperando até ela ficar calma, ou com fome, o que vier primeiro.

    Editado: Ou até a Mortalha pegar ela pela gola e chacoalhar como doida.

    Mortalha

    A máscara usada pelo camelo continua descascando aos poucos, Mortalha observa que os animais ficam mais lentos a medida que aquelas mascaras vão se desfazendo. Algo assim era de se esperar. Até agora vocês devem ter ganhado um dia de viajem, pois eles seguiram sem reclamar e sem parar, sem o apoio da magia das máscaras provavelmente demorariam dois dias para fazer o percurso que fizeram em um.

    Mortalha procura a estrada principal para Heséd, buscando assim evitar ainda mais inconvenientes inesperados. "Estrada" talvez fosse um eufemismo para um caminho onde a terra era apenas um pouco mais "batida" e tinha menos areia, onde grupos mais desesperados (ou menos inteligentes) iam.

    E apesar de não ter quase viva alma por ali, o grupo de Mortalha não era o único desesperado (ou pouco inteligente) a tentar cortar o deserto no meio, após chegar numa parte mais elevada, o súcubo consegue ver ao longe (cerca um quilômetro adiante e na parte mais baixa) um pequeno grupo indo na mesma "estrada principal". Dois cavalos, com dois humanos em cima e uma carroça, com mais um ou três humanos. Talvez fossem só mercadores, de longe não dava para avaliar, mas era um grupo pequeno. Não iam muito rápido, se continuassem no mesmo ritmo, Mortalha poderia aproximar do grupo em cerca de três horas, ou menos se quisesse.

    Uzotros

    Quando Nadhull diz que Mortalha não era sua esposa, as fadas começam discutir:

    - Deixando ela ir embora assim, sozinha, ela não vai querer nada com você mesmo, seu druzu!
    - Tivemos um trabalhão para deixar ela bonitinha e você nem ligou para ela, mas também ela nem quis ficar muito tempo bonitinha.
    - Vocês demônios são muito ingratos!
    - São mesmo!
    - É, são mesmo!


    Ele pergunta onde ficaria a masmorra a ser evitada, a fada com rabinho leonino aponta. (considerando o leste 0° norte 90° e oeste 180°, o objetivo de vocês está entre 160° e 190°, Mortalha está andando a 150° pois quer pegar a estrada principal, a fada aponta para 255° que seria a direção da masmorra.)

    - Fica lá, não conseguem sentir?
    - Eles não são como nós!
    - Comenta aquela outra com asas, roupa e cauda cheios de manchinhas)
    - É mesmo! Coitadinhos deles.

    Kate propõe chamá-las de Lindinha e Florzinha, já que não tinham nome ainda, elas novamente começam discutir:

    - Tá bom, então podem me chamar de Lindinha e ela de Florzinha.
    - Nada disto, você não viu que ela me chamou de Lindinha e DEPOIS chamou você de Florzinha?
    - Não foi não, ela olhou pra mim e falou Lindinha, depois olhou você e falou Florzinha.
    - Não foi não, ela te chamou de Florzinha porque você deu uma florzinha para ela, mas é claro que ela viu que eu sou mais Lindinha que você, porque sou mesmo!
    - Pelo menos EU dei alguma coisa, não sou como você que não faz nada. Então ela gostou do meu presente e, vendo que era bonito, quis te dar um presente também, te chamando de Florzinha, mas claro que ela falou comigo primeiro.
    - Até parece, a trança mais bonita fui eu quem fiz nela!
    - Mentira, o nossa ficou mais bonita
    (vozes em cima da árvore)

    - Lindinha, Florzinha, eu sei que me deixaram muito bonita fazendo eu ficar loira, realmente eu gostei. Muito obrigada!
    - Mas, se não for incomodo pra vocês, será que poderiam fazer ele voltar a minha cor original? Tenho uma ligação muito especial com ele.. Era a cor do cabelo de minha mãe, e é a única coisa que tenho de ligação com ela.


    - Era não, o dela era vermelho mais escuro que o seu, e ela gosta de você bonitinha assim.

    Kate fica surpresa, afinal nem ela conheceu sua mãe (off: embora não explique como na ficha colocou que tem um colar de rubi ganhado da mãe). Apenas uma vez, há muito tempo, quando fazia um exercício de misticismo junto com Kevla, acreditou ter uma visão (por sinal triste) de uma mulher que, por algum motivo, ela acreditou ser a alma de sua mãe, embora poderia ter sido uma visão com qualquer outro significado, até mesmo uma memória compartilhada de Kevla. (Não esqueci disto, apesar de termos jogado há uns 10 anos atrás).

    Outra coisa é que meu namorado sempre gostou dos meus cabelos ruivos, não é amor??

    - É nada, ele gosta de mulheres mais velhas, com cabelos escuros e mamas fartas!

    Agora era Ka que se perguntava onde elas tinham tirado isto? Talvez ele nem tivesse exatamente um "tipo" de mulher, pois várias mulheres diferentes lhe atraíam diferentemente, até mesmo a Kate não era de se jogar fora (será que ele achou verdadeiramente ela melhor loira ou ruiva?), mas ao ouvir a fada falar, ele na hora pensa em Jussara. Teria sido ela a verdadeira paixão platônica dele? Certamente foi a primeira, e às vezes se arrepende de não ter de fato namorado ela. E teriam as fadas lido sua mente, ou só chutado?

    As fadas começam discutir novamente:

    - Vamos deixar os cabelos dela escuros então!
    - Não, vamos aumentar o tamanho das mamas dela.
    - Não, ela vai ficar parecendo uma gajana.
    - Ela é magra demais para parecer gajana.
    - Mas é muito gorda pra parecer ajrense.
    - O diabo fica olhando pra bunda dela, e se aumentarmos a bunda dela?
    - Mas o diabo não tem que ficar olhando ela, tinha que olhar a diabinha.
    - Mas ele é burro!
    - E a diabinha foi embora.
    - Ela pode ficar com os dois, o importante é ter filhotinhos.
    - Ela fica mais bonitinha com os cabelos claros.
    - Eu posso deixa-los verdes. (diz uma terceira fada que se manifesta, as outras vozes vinham da Florzinha, Lindinha e de vários pontos nos galhos mais altos)
    No deserto - Página 2 87805earth1
    - Já falei que azul é mais bonito que verde.
    - Mentira, verde é mais.
    - Os passarinhos usam verde pra se esconder, o azul que é para atrair as fêmeas.
    - Ela que é a fêmea, então pode ser verde.
    - Eu prefiro os passarinhos laranjados.
    - Mas vamos aumentas as mamas dela, não vamos?
    - Verde!
    - Isto não, vai machucar ela, a menos que a gente ajude ela produzir leite.
    - Ainda prefiro azul!
    - E se cortarmos curtinho e deixarmos rosa?
    - O humano não gosta de fêmeas com cabelos curtos.
    - Ninguém gosta de humanas com cabelos curtos.


    Aquela discussão poderia demorar muito, mas Ka fica intrigado com algumas coisas, como elas não terem nomes (ok, podia ser da cultura delas não ter, mas era estranho) e também ter falado que teria de esperar "quase uma vida pra chuva chegar". Ka resolve perguntar que idade a Lindinha (ou era a Florzinha? Aquela que parecia um leãozinho) tinha. Não era muito educado perguntar idade de humanas, mas pra fadas não devia ter problemas.

    - Ah, eu sou a mais velha aqui, surgi há dois dias, as outras todas surgiram só ontem.

    Isto explicava o comportamento delas, mas não como sabiam de tanta coisa.
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    Mensagem por Srta. Moon em Sab Out 17, 2020 10:22 am

    Seguiu pelo caminho que achou ser o certo para chegar a seu objetivo, permanecia carregando o Cusco, mas tratou de seguir no ritmo normal de sua caminhada não queria cançar o camelo, precisava dele e deveria cuidar bem do mesmo para não cansa-lo. Continuou com seu disfarce de humana para não ter dor de cabeça caso venha ter que interagir com aquele bando a sua frente.

    OFF: seguindo em frente.
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    Mensagem por Leomar em Sab Out 17, 2020 10:48 am

    Como calculado, depois de aproximadamente três horas Mortalha aproxima-se do grupo humano. A magia disfarçava-lhe os chifres, a capa escondia as asas, e as tracinhas provavelmente lhe dava aspecto de uma doida qualquer.

    As nuvens ajudavam, pois não deixava o clima quente como o inferno, por isto novamente dava para manter um ritmo rápido.

    Quando vai se aproximando, a primeira reação do grupo é de suspeita. Os homens sacam suas espadas e começam falar provavelmente em Tareno ou Trans-Tareno, as línguas mais comuns ali. Mortalha fala algo em Moloke, e todos ficam com cara de ???

    Além dos dois homens a cavalo, a carroça tinha mais um casal de humanos. Os homens falam entre si, a mulher às vezes dava um pitaco, todos olham Mortalha de cima abaixo e de baixo acima. Uma humana falando a língua dos demônios não era, naquela região, a coisa mais estranha do mundo, no fim eles acabam provavelmente achando que Mortalha não representa perigo, guardam as armas e a deixam passar na frente.

    Os dois juntos seguem juntos mas separados por algumas horas, acaba que, indo poucos metros na frente, os humanos podiam vigiar Mortalha, evitando que ela tentasse algo pelas suas costas. Mas não era ruim para Mortalha, pois ao mesmo tempo, mesmo não dando a mínima para ela (ninguém lhe ofereceu nem um pedaço de pão ou gole d'água, mas ela também não ofereceu nada, ela acaba com o restinho de água que tinha, e a ração de viagem quase chega no fim também) o grupo atrás dela acaba servindo de proteção, pois de longe ela fazia parte de um grupo agora um pouco maior, e se desse alguma merda, talvez eles lutassem juntos contra um inimigo comum.

    Mas acaba que o caminho se mostra mais entediante do que perigoso, e Mortalha acaba tendo sorte. Depois de mais algumas horas, o limite da próxima vila dava para ser visto.

    Ela chega já com bastante sede, mas chega. Procurar Azriel numa vila tão pequena não seria problema, e de fato não foi, a anjo estava sentada em flor-de-lótus mais ou menos ao lado da estrada; do lado dele havia nada menos que um centauro, e um pouco mais afastado de ambos uma carroça com bandeira cinza que não pode entrar na cidade.

    (off: os dados estão mais ou menos, então é isto, caminho limpo)
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    Mensagem por Srta. Moon em Sab Out 17, 2020 12:01 pm

    Por sorte conseguia passar pelos humanos, achou melhor não falar também, agora tinha que andar disfarçada e evitar conversar com os outros, era o mais sábio a ser feito vendo que todos ali estavam caçando demônios de uma maneira ou de outra ela estava em perigo e não gostava de andar com essa sensação, mas tratou de deixar eles em paz e seguiu seu caminho, quando a água terminou, o desespero teria tomado seu coração, mas por sorte, na verdade muita sorte, ela via uma vila mais a frente teria seguido até a mesma, mas encontrou aquela anjo que ficou para trás.
    Com passos lentos chegou e tocou no ombro da Azriel, não gostava de interagir com outros seres, pois eles apenas atrapalhavam nos seus afazeres, no entanto ela largou o Cusco no Chão o encarando de forma bem seria.
    -Fique aqui sentado e quieto... segurou as rédeas do camelo também.
    -Obrigada... O que faz ai perdendo tempo, está rezando? Não perde tempo com isso, levante-se e vamos embora temos muita coisa para fazer e me de um pouco de água estou com sede... Não fique me encarando com cara de boba, sou eu Mortalha...Agora pare de perder tempo e vamos embora... Não se preocupou em saber do companheiro novo da anjo ou sobre a carroça, queria descansar e tomar água além de terminar a missão, mais tarde começaria a escrever sobre os efeitos do veneno e uma forma eficiente de combate-lo.


    OFF: usar as asas como manto, tipo aquilo de fechar elas sobre o corpo, uma humana simples pele clara no lugar da normal sem chifres. tenho que comprar um manto branco e delicado e fazer rostinho de choro parecendo uma criatura indefesa, assim pessoal não implica por ser uma demônio e não sou atacada, presa, morta. Ela sempre vai se disfarçar desta forma da imagem, mais inofensivo e com cara de tapada possível que isso não tem.
    Mascara ilusoria:
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    Mensagem por Christiano Keller em Sab Out 17, 2020 1:25 pm

    Ka,

           A conversa estranha com as fadas não levaria para o rumo proposto da missão ou poderia ter efeitos adversos como cabelos verdes. Era melhor deixar aquela coisa para trás logo, porém Ka gostaria de voltar a ser o que era. Quando Kate falou dos cabelos e chamou Ka de "Amor", havia uma pitada de dica no ar.
           - É verdade amor, seus cabelos ruivos eram lindos. Eram mesmo. Assim como a cor natural dos meus cabelos. Acho que com cores assim não vamos ter filhotinhos. Não que Ka não queira tentar com as cores naturais, mas um filho de cabelo azul teria um destino terrível. Ka começa a repor seus chás com as plantas que cresceram ali na região perto das fadas. Quando elas falam sobre o passado, sobre Jussara, Ka apenas completa: Aquilo foi o passado e falando assim creio que arruinaram minhas chances de ter filhotinhos. Que tal arrumarem essas cores e seguiremos viagem? Juro que tentarei falar com a minha namorada sobre ter filhotinhos, mas acho que não vai acontecer por causa dessa intervenção. É preciso de amor para ter filhotinhos. Ka olha para Kate com uma cara de quem não fará filhotinhos.

           O outro fato que passava na mente de Ka era o tempo. Logo começaria a chover e Ka não queria passar pela chuva sem um abrigo. Tinham que levar carne para os exércitos e essa era sua missão principal. Deveriam seguir logo para um local que sobreviverá com as chuvas fortes que se aproximam. Azriel e Mortalha haviam se separado do grupo, aquilo não era bom. Parte da carga estava com o camelo de Mortalha, era o camelo. Parte da carga estava ali com eles, perto mas não guardada. Ao que tudo indica o trabalho em equipe não era o forte do grupo.

           - Nadhull, acha que devemos ir encontrar sua namorada, não? A masmorra não vai sair de lá, mas ela e Azriel estão por ai. Será que isso faria Nadhull querer seguir em frente em vez de seguir para a masmorra? Ele era livre para ir para qualquer lugar e no fundo Ka estava preocupado com a missão. Sem comida os soldados vão morrer.
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    Mensagem por Dycleal em Sab Out 17, 2020 3:11 pm

    Nadhull diz para Ka: - Aqui está divertido, mas estou preocupado com as meninas, não é bom nos separarmos, vamos nos despedir das fadinhas e partir, evitando de qualquer forma, a masmorra, porém é bom marcar a sua posição para relatar aos nossos líderes. Nadhull dá adeus para as fadinhas, manda um beijinho e diz: - Vou atrás da diabinha, tchau!

    E alça um voo baixo em direção ao caminho traçado por Mortalha, e voa baixo para não ser visto de longe, apenas para ganhar tempo, e fazer seus companheiros, irem atrás dele, pois não tem a intenção de abandona-los e sim, servir de batedor para aumentar a segurança, afinal, nenhum deles voa.
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