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    No deserto

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    Mensagem por Srta. Moon em Dom 25 Out - 15:35

    -Não sei dançar... Foi a única coisa que respondeu, percebeu que aquela anjo era uma inútil, apenas um recipiente vazio desprovido de algo útil. apenas cheio de futilidade e coisas inúteis, deixaria ela em paz com a sua deusa, não era um espécime que futuramente não acrescentaria algo a seu conhecimento, apenas mais uma simplória cria que casaria, teria filhos e viveria no campo com seu marido aquele demônio isso seria bizarro quem sabe seus filhos serviriam ao menos de cobaias, mas ela teria uma vida normal sem ambição alguma, coitada.

    Seguiu para perto daquele centauro que tinha algum conhecimento sobre medicina para ver se extraia algo útil dele, na esperança que não seria mais um inútil sem conteúdo, isso a fez rever seus conceitos novamente, seria melhor voltar a ser fechada com todos e conversar apenas com aqueles que poderiam acrescentar algo a seu conhecimento, não gostava de perder seu precioso tempo com trivialidades. "Dança? quem queria aprender a dançar se o mundo proporcionava algo muito melhor que uma maldita dança!"



    OFF: Não vou mais perder tempo com a anjo, no meu conceito raramente teria um dialogo com ela, mas ela é só mais um recipiente vazio sem nenhum atrativo (conhecimento). Raramente vai começar algum dialogo com ela agora e as respostas serão curtas tipo (Sim, Não e raramente talvez). A Mortalha é chata.
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    Mensagem por Pikapool em Dom 25 Out - 16:33

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    Com a chuva ganhando mais força e Mortalha voltando a ignorar-me não havia nada a se fazer. Considerei brincar com Cusco para matar o tempo, mas considerei que isso apenas irritaria sua dona. Sem mais, apenas estendi a mão e comecei a imbuir aquele anel com magia branca para ver se algo de diferente acontecia. Certamente eu só estava a perder tempo por estar entediada.
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    Mensagem por DariusNovadek em Seg 26 Out - 14:15

    Ka escreveu:- O teatro faz parte mas tem lá seus perigos. Já pensou se elas pedem por uns filhotinhos?

    Bem Icanor essa frase, Kate pensa.

    - Ka, fica quietinho pra eu gostar de você fica, logo agora que estava me familiarizando com você. O Nadhull sabe o que acontecem com homens que brincam sobre dormir comigo. Além do mais, era mais fácil eu querer ter filhotinhos com uma daquelas fadinhas.

    Finalmente Vent'Kapo deixa Kate monta-lo. Kate imaginou quão mais rápidas suas viagens ficariam daqui pra frente, pelo menos quando se separar do grupo. Quando chegaram na vila, Ka diz que vai procurar uma estalagem e pede pra Kate procurar por mortalha e Azriel.

    - Ok, pelo jeito só tem um lugar pra dormir aqui.. Aproveita e vê se tem algo pra beber por aqui, to achando que quando chegarmos pra entregar a carne pro exército, não vai ter festa nenhuma.

    Sentiu saudade das grandes festas que tinha na corte.

    - Quando encontra-las, vou avisa-las que você está esperando elas na estalagem. Mas após isso vou aproveitar a chuva e meditar um pouco.

    E faz isso, procura um pouco mais por Azriel e Mortalha, seguindo as "pistas" dos moradores. Quando encontrasse elas, falaria a Azriel, porque mortalha provavelmente estaria de mal humor como sempre:

    - Azriel! Que bom te ver! Conseguiu se evadir dos anjos hein? Ficamos um pouco preocupados, mas sabíamos que você iria conseguir. Eu, Ka e Nadhull chegamos por agora. Ele está esperando por vocês na estalagem. Vou aproveitar a chuva para meditar um pouco ok?

    Kate já estava saindo, quando percebeu que Azriel estava meio entediada, então perguntou:

    - Quer ir junto?

    Após isso, Azriel indo ou não junto com Kate, procurou um lugar calmo para meditar, e meditou ali mesmo debaixo da chuva. Sentia cada pingo da chuva tocar o seu corpo. Queria se conectar um pouco mais com a mana azul presente nela. Usou os ensinamentos de Kevla, principalmente quando ela treinava Kate a usar a mana azul. Começou por uns alongamentos, depois sentou e se concentrou nos fluxos de mana no ambiente.

    Tentou até se conectar primeiro com Kevla, ela conseguia conversar com Kate telepaticamente, Talvez Kate conseguisse fazer o mesmo. Após isso tentou se conectar com sua mãe. Depois de todo o momento de concentração, Kate ainda praticou uns movimentos acrobáticos que também aprenderá com Kevla e Velora, pensou nas vantagens que teria ao entrar em combate no meio da chuva. E tentou até algumas possibilidades com ela.

    OFF: coloquei isso aqui para "justificar" os pontos que vou gastar com acrobacia, ainda vou gastar com outra coisa, mas estou decidindo.

    Depois disso foi para a taverna, queria beber umas e dançar aquela noite.
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    Mensagem por Pikapool em Sab 31 Out - 14:26

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    Assim que aquela figura estranha entrou na tenda e dirigiu-se a mim, fiquei atônita por alguns instantes até que esfreguei meus olhos e vi que tratava-se de Kate. Ainda sim olhei para Mortalha para ter certeza. Não que a súcubo fosse manifestar-se.

    - Pelos deuses! O que aconteceu com você? - Questionei antes de respondê-la. - Sim, sim. E-eu consegui me desvencilhar deles e segui direto para esse vilarejo. Não tinha certeza se estava sendo seguida e achei melhor não polos em risco.

    Respirei fundo para não rir da aparência de Kate. Não só para não magoá-la, mas também para ela não zangar-se e acabar tendo uma atitude mais drástica.

    - Quero sim. - Respondi aceitando seu convite. - Talvez essa chuva possa tirar toda impureza de mim e assim renove minha mana branca.

    Sem mais, segui meditando sob a chuva ao lado de Kate.
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    Mensagem por Srta. Moon em Sab 31 Out - 17:37

    Assim que terminou seu dialogo com o centauro tratou de sair dali a procura de ervas, tinha que repor o que havia acabado de gastar com a velha senhora na carroça e comprar um pouco de zirve, pois não queria passar pelo sufoco da ultima luta que teve, além de preparar novamente seu ritual de manipulação. Quando saiu daquele lugar em busca do que fazer esbarrou novamente na anjo tentando inutilmente fazer a mesma maldita coisa inútil como sempre.
    -Tome conta do camelo e se não tem o que fazer, pois vejo que andas gastando tempo ai rezando ou meditando, vai comprar suprimentos e repor seu equipamento para seguirmos viagem, já que vocês gostam muito de conversar contratem aquele centauro ali como guia...Saia desta posição e comece a fazer algo de útil, pois a Angelina não vai fazer isso para você e nem te dar as coisas de mão beijada...vamos...
    Segui para as tendas acompanhada do Cusco.

    OFF: Repor as ervas que gastei, tentar comprar um pouco de Zirve (um pequeno punhado para futuros teste), ver o que está faltando, armazenar a quantia certa de água e comida para três dias o suficiente para mim e o Cusco.


    OFF²: Complemento do primeiro post que escrevi.
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    Mensagem por Dycleal em Sab 31 Out - 18:31

    Nadhull chega na cidade com discrição, vai ao mercado e compra as suas ervas, pois precisa fazer novamente todos os seus preparados novamente e pensa em fazer um preparado alquímico para ajudar na conservação da carne, para poderem cumprir a missão a contento, depois procura a anja vendo se encontra mana branca, naquele mar de mana negra.
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    Mensagem por Christiano Keller em Sab 31 Out - 22:29

    Ka,

           Kate não entendeu a piada, Ka sabia que ela não gostava de meninos mas depois ficou quieto, não iria perder tempo com aquilo. O grupo tinha uma missão e um destino para atender aos desejos de seus mestres da Cour. A missão precisa ser realizada dentro do cronograma.
           Com o único quarto disponível da estalagem foi reservado por Ka. Um teto seco era algo muito importante naquelas condições de chuva. Ka via um certo perigo com a chuva no deserto, um perigo maior do que talvez os outros considerassem. Aqueles pensamentos sobre o caminho, a chuva e a lama ficavam na mente de Ka. Mesmo tratando dos animais, dando comida, água e verificando por ferimentos, vermes ou ao estranho parte dos pensamentos de Ka não fica nestes atos. A comida molhada poderia estragar mais rápido e talvez precise de cuidados extras. Os conhecimentos de culinária não são vastos mas poderia pegar a parte que iria estragar mais rápido e fazer algum tipo de comida transformando a comida que vai estragar em outra coisa. Isso estava alinhado com as necessidades do grupo e sua missão.
           O local parecia tão estranho e bizarro como se uma energia negra estivesse por todos os lados. Ka após acabar suas tarefas de manutenção, preservação e cuidados vai para dentro da casa cozinhar como pode. Oferece uma parte da comida que fará para alimentar a estalagem para poder transformar parte da carne que vai estragar. Aquilo também servia para outro propósito, conversar com as pessoas da região e tentar conseguir algum tipo de informação. Ao que parece um guia centauro poderia ajudar a chegar até seu destino logo. A carne de camelos inclusive precisa chegar bem preservada até seu destino. Para um tipo de conversa, Ka sabe que precisa existir uma troca de informações e fala sobre seus serviços de ferreiro e alguns comentários não secretos como conversou na primeira vila. A chuva e as suas preocupações decorrentes ficavam em vista para não permanecerem numa baixada. A conversa descontraída, as receitas de Chás e algumas informações superficiais eram tudo que Ka poderia oferecer.

           A melhor forma de transformar a comida é cozinhar. Havia água para fazer um caldo, mesmo que da chuva e em um ambiente seco, umidade pode ser um diferencial na alimentação. Alguns dos temperos de chá que Ka tinha talvez possam dar sabor para o tempero da comida. Parte da ideia de Ka é selar a carne no fogo e depois cozinhar num tipo de sopão com ervas aromáticas. Poderia cortar pedaços da carne depois em cubos pequenos para ficarem no meio da sopa com algumas raízes. Este era o plano, mas será que daria certo? Será que o sabor ficaria bom? Ka iria comer aquilo para o jantar e torcer para seus colegas comerem também. Com sorte haveria comida para o dia seguinte também.

           Depois do papo, da janta e tudo o mais, Ka vai para o quarto meditar e orar ou rezar segundo os ensinamentos que aprendeu com as pessoas do Cisne Branco, a ICB. Talvez um pouco de mana branca fosse importante para o local tomado por mana negra. Um pouco de meditação poderia ser bom? Ou seria melhor partir daquele local um tanto sombrio? Com um pouco de água da chuva Ka aproveita para se lavar e barbear a coisa azul que as fadas deixaram em sua face antes de meditar. O dia drenou energias de Ka e agora parecia um momento para dormir antes de partir na manhã seguinte, com ou sem chuva. Será que ir na chuva ainda era uma boa ideia? Ka lembra do que falaram no começo da viagem e os detalhes pareciam importantes sobre a chuva. Aqueles detalhes eram mais pessoais.
           Quando será que seus colegas iriam partir? O que estariam fazendo para seus objetivos particulares? Ka queria mais poder e isso significa que precisa treinar mais, estudar mais e deixar de ser um novato para tornar-se um mestre em alguma coisa. As artes de combate de Ka precisavam de algum treinamento. Usava o martelo, não tinha outro tipo de combate e nenhum tipo de ataque a distância. Ali no quarto, sozinho a espera de alguém do grupo aparecer, Ka treinava um combate enquanto repetia as frases da ICB baixinho. Cada golpe no ar, no vazio parecia ser feito para ferir um inimigo imaginário. Golpes com as mãos, braços, pés e pernas. O corpo todo poderia ser uma arma com a energia do fogo e da terra na medida certa.
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    Mensagem por Leomar em Seg 2 Nov - 20:26

    Spoiler:
    Como não tem muita coisa realmente importante para acontecer (a menos que alguém tenha insight), e para ser sincero estou com um pouquinho de preguiça agora, vou fechar esta parte semi on semi off, ok?

    A água da chuva não chega estragar a carne, mas teria de ser toda salgada novamente e a parte mais exposta ficava mais mole e sujeita a estragar mais rápido. Para resolver, Ka vai cortando os pedaços que não estão ruins mas provavelmente ficarão mais rápido e fazer um grande ensopado. Era menos grana para o fim da tarefa, mas era também menos despesa no meio do caminho, e pelo menos vocês ficariam muito bem alimentados.

    O peso total tinha ficado no tópico que sumiu, então vou ter que calcular o que sobrar (se sobrar) no final mesmo, de qualquer forma Ka tem sido eficiente em não deixá-la estragar.

    O ensopadão dele fica coisa de primeira, até os centauros comem com vontade (aliás vocês percebem que eles comem com MUITA vontade. O preço do trabalho dele como guias estava até barato, mas como a alimentação estará incluída no pagamento vocês percebem que não era tão barato assim, e talvez seja até melhor contratar só um mesmo), só Azriel fica no cantinho da tenda com seus palitinhos de cenoura e comida seca pra viagem, enquanto os carnívoros comem com aquela boca mais boa.

    A chuva cai por algumas horas, o que dá um tempo para tirarem um cochilo, beber um pouco, etc. A chuva não era muito forte nem muito fraca, embora para aquela região era como uma tempestade e um verdadeiro milagre.

    Quanto aos centauros, Mortalha conversa um pouco com eles. Enalæki explica que não era médico, mas tinha "certo" conhecimento de anatomia. Aquilo desperta "certo" interesse em Mortalha, ela pergunta bastante sobre particularidades da raça dele, Enalæki responde bastante coisa, sem se preocupar no começo, mas enquanto Mortalha toma notas ele pergunta:

    - Vou precisar me preocupar se vai ou não querer me abrir enquanto durmo?

    Embora ele tenha falado bastante sobre sua anatomia, é possível que não tenha dado todos os detalhes que sabia. Sua raça se destacava pelos órgão duplos: dois corações, quatro rins, um fígado que devia pesar uns 15 quilos ou mais, etc. Enalæki comenta que um centauro poderia sobreviver mesmo se levasse uma flechada no coração, claro que não era sempre. Ao mesmo tempo ele deixa escapar que já tinha percebido a ilusão de Mortalha. A magia era boa, mas não perfeita, e durante a cirurgia era difícil ela esconder completamente o volume das asas, portanto ou era uma humana muito corcunda, ou estava escondendo algo. Eles não se importam de trabalhar com uma demônio no grupo, mas não deixam de achar estranho ver uma demônio e uma anjo no mesmo grupo. Eles também não parecem diferenciar ou importar entre uma súcubo e uma diaba, pra eles demônios eram uma coisa só.

    Quem for dividir a outra cama no quarto do Ka pode tirar algumas poucas horas de sono, pois pelo menos Mortalha já disse que queria ir embora assim que a chuva passasse. Os que tiraram tempo para meditar se acalmam um pouco, se a ação teve algum impacto na região, não parece ter sido visivelmente significativo. Quem não foi pra estalagem pode ficar dentro da tenda dos centauros, agora estaria meio apertado lá, mas tá de boa, pelo menos não chove e venta lá dentro, com sorte dá até pra um cochilo.

    Vou tirar algumas moedinhas de cada para os gastos básicos. Quando Mortalha sai para comprar zirve, acaba tento um ataque de tosse. A vendedora diz:

    - Oh! Você teve alergia ao pó de zirve? É só ficar um pouco mais longe, dê um passo pra esquerda... Não se preocupe, apesar do zirve não fazer mal para humanos, o pó dele pode dar alergia a algumas poucas pessoas, mas não é sério, agora, para demônios isto pode realmente fuder com os pulmões dele hehe.

    Ela diz a última parte com um leve tom de satisfação, provavelmente imaginando um demônio engasgando até a morte. Claro que ela não desconfiaria de uma humana com aparência tão meiga, usando um manto tão branco, ainda mais uma que tivesse comprando zirve, nenhum demônio seria burro de comprar zirve. Mortalha aproveita para perguntar sutilmente "o que mais eu deveria saber sobre isto?"

    Algumas informações coletadas, algumas eram bem comuns e talvez Mortalha já soubesse de muitas, como o pão de zirve, mas a vendedora responde prestativa sobre o que sabia:

    O zirve era quase uma trepadeira, embora tivesse o caule mais grosso que as trepadeiras, com certo cuidado alguém poderia fazer uma cerca de zirve, amarrando seus galhos enquanto crescem, formando assim uma barreira anti-demônio. Ele não era um veneno muito forte, tanto que dificilmente um demônio morria apenas por causa do zirve, mas causava dor, poderia bloquear a capacidade mágica por horas ou até dias, e outros efeitinhos legais. Além disto era prático pois podia ser manuseado a vontade por humanos ou outras raças, já que só era tóxico para demônios.

    A forma mais eficiente de fazer toxina era socando as raízes ou caules num pilão (as folhas eram inúteis e podiam ser simplesmente jogadas no chão), mas poderia ser também fervido com água para uma toxina mais diluída, ou secado e ralado. O pó de zirve era inofensivo para humanos, mas como ela disse, um ou outro poderia ter reações alérgicas leves. Se você fizesse um demônio comer o zirve inteiro isto também o envenenaria, mas era difícil um demônio ser enganado a este ponto, pois o zirve deixava gosto e cheiro nas coisas.

    Depois de preparada, a toxina poderia ser esfregada em lâminas, coisas de madeira podiam ficar de molho na solução para serem embebidas, poderia ser usada em incenso (aliás um do mais prático, tanto que o incenso de zirve era o mais vendido, e por outro lado proibido em alguns lugares), misturado em bebida forte, ou amarrados com tecido bem fino em forma de bolinhas que podiam ser jogadas em demônios, e elas abriam quando batiam neles, espalhando o pó em volta, se acertasse o rosto a ação podia ser devastadora. Poderia até ser misturada na farinha, e usado para fazer o pão de zirve, este pão tem gosto e cheiro levemente ruim, mas ainda bastante comível para humanos, então às vezes era oferecido a estranhos para ver se eles não tinham sangue demoníaco.

    No caso de híbridos o zirve ainda funcionava, embora os efeitos fossem mais brandos. Um demônio não suportaria ficar num lugar onde estivessem queimando incenso de zirve por muito tempo (dor de cabeça, dor nos olhos, fraqueza, efeito laxante e diurético em poucos segundos respirando, podendo levar a cegueira temporária, alucinações, etc.), um meio-demônio já aguentaria meia hora ou uma hora, apenas manifestando dor de cabeça e alguma tosse, mas ainda ficaria mal. Um que fosse só 1/4 demônio se sentiria irritado num lugar assim, poderia sentir ânsia de vômito, mas aguentaria por algumas horas. Humanos, centauros e outros poderiam ficar o dia inteiro respirando incenso de zirve sem problema, neste caso o cheiro contínuo ainda enjoaria, mas qualquer incenso queimado o dia todo daria enjoo.

    Não havia antídoto para envenenamento por zirve, a não ser esperar a toxina ser eliminada pelo próprio corpo, pois como disse, era raramente letal. O zirve poderia causar cegueira temporária, e em alguns casos permanente caso fosse aplicado por tempo prolongado, sendo assim ele também era eficiente para torturar demônios.

    Aparentemente o zirve servia contra qualquer tipo de demônio: súcubos, íncubos, diabos, harpias, mequetrefes, bestas demoníacas de toda espécie e até mortos-vivos. Embora não fosse tóxico para outras raças, também não se sabia de nenhuma aplicação "medicinal" para o zirve, ainda assim sempre havia que comece ou bebesse da planta, acreditando que isto poderia deixar mais forte, ou abrir chacras, algo assim, mas pelo menos a vendedora diz que não acredita nisto, e que pra ela o zirve é só para afastar ou envenenar demônios mesmo.

    Ka, depois de comer o puxar um ronco, também dá uma andada entre os comerciantes quando a chuva afina. Ele puxava papo aqui e ali, tinha apenas informações superficiais, e a maioria ali também só oferecia informações superficiais, mas acaba que nem era difícil fazer aquele pessoal falar. Pelo contrário, a maioria se mostra receptiva.

    De básico ele poderia ficar sabendo de muito sobre rotas comerciais por ali, quem levava o que de Heséd para Ĵevurá e vice-versa. Aquela rota era basicamente só para isto, embora eventualmente algum comerciante mais importante poderia levar ou buscar algo nas terras centáuricas mais ao norte. A vila também recebia aventureiros interessados em caçar no Desfiladeiro Selvagem, mas não era a melhor vila para isto, pois estava muito ao norte do Desfiladeiro Selvagem, mesmo assim, no verão, quando é mais fácil caçar as "coisas" que saíam de lá, apareciam mais aventureiros. A vila atraía também alguns na primavera, pois era quando as "coisas" aproveitavam a noite para dar o troco e caçar humanos.

    Mas vocês estão no inverno, então não era tempo de caça para nenhum dos lados. Ainda assim três harpias tinham sido abatidas no deserto, não muito longe dali, era um evento atípico, e os morados esperavam que fosse único.

    As pessoas acham um tanto engraçado quando ele aparece a primeira vez, com a ponta da barba azul, alguém comenta que ele é um "lobo de fadas", sem entender a referência eles explicam que as fadas não matam ou prejudicam outros seres intencionalmente (ou é o que se acredita), mas que às vezes uma matilha de lobos está dormindo (elas também quase nunca se revelam, a menos que sejam ocasiões muito especiais) e elas resolvem deixar um lobo todo roxo, ou rosa e ir embora. Aquilo não faz mal para o lobo, mas quando a matilha acorda, não gostam de ver um membro com aquela cor roxa e o atacam, podendo até matar. Então as pessoas usam a expressão "lobo de fadas" para algo que dá merda mais sem intenção ou com boa intenção que deu errado, ou no caso de alguém ter sido mesmo vítima de uma das brincadeiras delas.

    Caso Ka diga que chegou falar com elas, aquilo vai atrair a atenção das pessoas ao redor, muitos vão perguntar como elas são, como falam, se parecem mesmo bolinhas de luz ou parecem mulheres em miniatura, se são feias de dar medo ou lindas de deixar um homem atordoado, se são mesmo minúsculas ou podem ficar do tamanho humano, se tinham muitas ou só uma e tudo que puderem saber (as pessoas ali tem muitas teorias, mas ninguém viu nenhuma de verdade). Alguém vai perguntar se Ka fez um pedido a elas, e quando disser que não fez, vão olhar com cara de "que cara tonto, ele não sabe que se alguém tem a chance maravilhosa de ver uma fada ao vivo, tem que fazer um pedido!"

    Caso não diga nada, as pessoas só falaram "Como eu queria ver uma fada de verdade!" e provavelmente falarão sobre teorias e boatos mil. No fim Ka vai raspar aquela barba para deixar de ter problemas com ela.

    Perguntando sobre caça ou perigos no deserto, a maioria diz que os inimigos são mesmo o calor e a sede, andar em círculos, etc. Animais naquela área são só pequenos, pequenas cobras, pequenos lagartos (inclusive é bom ficar esperto com os lagartos, pois alguns são venenosos), insetos, etc. Estes pequenos lagartos atraem grandes lagartos, os semëks, que são os únicos (?) animais grandes na região. Os kodos ficam mais ao norte, não é difícil chegar até a área deles, mas eles mesmo raramente chegam até os limites da vila, e claro, quanto mais ao norte se vai, mais animais diferentes começam aparecer. Com esta chuva miraculoso, provavelmente nos próximos dias alguns animais cheguem mais perto do limite da vila. Como kodos e semëks podem, com alguma dedicação, ser domados, às vezes aparece por ali viajantes que os usam como animais domésticos, como sua amiga do cabelo estranho.

    A maioria do solo de Fajr-Regno não é infértil, mas precisa de irrigação. Aquela vila sobrevive de pequenos poços, e Ka ouve o boato que na estalagem alguém deve ter dom de magia azul, pois eles tem uma horta bem cuidada, bonita demais para os padrões da região, mesmo não sendo os únicos que usam água do poço para aguar plantas ali.

    Receitas de chá também é fácil de trocar ali, raizeiros diversos não teriam problema em falar de graça para Ka sobre um milhão de chá e finalidades diferentes. Outros ferreiros também teriam interesse em ver suas provas de metais e mostrar as deles, é comum este tipo de curiosidade entre ferreiros. Caso algum tenha uma prova muito superior, segredos podem ser vendidos. Mas a primeira vista eles não tinham muita coisa interessante. Haviam provas boas de aço e alumirita, mas não chegavam ser muito melhores que as suas. Talvez um deles até interesse pagar algumas moedas para saber alguma técnica de temperar metal sua (mas seriam moedas mesmo, se cobrar caro ninguém vai ter como pagar).

    Pode ouvir boatos sobre lugares no deserto bons para se obter pedras (não fica claro se seria algo como mármore, basalto ou o que seja) mas dirão que não compensa o trabalho, a menos que se tenha muitos mercenários ou nelíberas trabalhando pra pessoa. Nelíberas são os "quase escravos", pessoas presas, seja por serem inimigos de guerra ou julgados por vários tipos de crimes que são usadas para trabalhos "semi" forçados. Em Fajr-Regno a escravidão é proibida, portanto os nelíberas só podem ser usados por cinco anos, e tem direitos mínimos que escravos não tem, como horário fixo de trabalho e de descanso, os responsáveis por eles não podem deixá-los passar fome, são proibidos de punir fisicamente (recusou trabalhar, volta pra prisão), etc.

    No mais você não deixou claro sobre o que Ka perguntaria, mas ele acaba saindo com um pouco mais de conhecimento sobre a história e geografia daquele lugar, e se pensar em algo mais específico talvez eles respondam, o pessoal pareceu de boa.

    Nadhull vai tentar ajudar com a carne, Ka acha melhor cortar um pedaço e dar pra ele testar, Nadhull vai então relembrar (ou descobrir) uma das lições básicas de alquimia: Não se usa alquimia em carne morta, a menos que sua intenção seja realmente fazer algo que não presta (necromancia), no fim ele vai acabar só mesmo estragando o pedaço de carne que Ka deu pra ele brincar.

    Kate diz que vai beber algo na estalagem, lá tem cerveja, cachaça, um ou outro licor e conhaque, mas o preço é um pouco salgado, mas dá pra beber assim mesmo (ou pode tentar achar algo mais barato nas carroças dos comerciantes). Porém para dançar o clima não é convidativo. Aproveitando a chuva, um cara tocava e cantava para ver se ganhava algumas moedas, mas Kate estava quase pagando para ele calar:

    Somossake maaaadadag Akaŝa cunê tirô mosssag...
    Bamagasse taaaatoi barê mo-o-ossag...
    Canterô buri nutug Ades firô
    Combadif moturrar eigut tibrô...
    suncimis cuteria bôra gagudim
    Cuteria bôra simassag gá
    simassag
    sigassam samage
    simassag...

    Tradução aproximada para quem fala Moloke:
    Akaŝa é uma terra ruim para se viver, onde só tem sofrimento. Vou esperar Ades me levar/matar logo, porque que diferença faz estar vivo ou morto. Eu poderia casar, mas as morenas são ingratas, morenas ingratas e interesseiras, elas não interessam (pela gente?) são ingratas...

    Faltou alguma coisa? É basicamente isto, até a chuva afinar. Quando tiver já fina, o guia, Enalæki, pergunta se pretendem fazer um trajeto mais seguro ou se têm muita pressa. Avisa que, daqui umas... (R.Oc. para Astr. Nav. dele) seis horas aquilo estaria uma bênção, mas que agora, devido a terra ser muito dura, a água vai demorar infiltrar e terão que andar devagar se não quiserem esperar. Podem fazer um pequeno desvio ao norte onde tem um pouco de vegetação rasteira e é mais seguro pisar, gastariam três horas para não esperar a chuva por três horas, acabaria elas por elas.

    Podem ir em linha reta, mas terão que andar devagar, economizarão algumas horas, mas se um dos camelos virar a pata, vocês se ferram.

    Tem uma terceira via pouco ao sul que é "quase" como linha reta, e o chão é um pouco mais arenoso, fica pesado para andar, mas não escorrega. Os três caminhos levam onde querem, embora o segundo seja o mais arriscado, a menos que esperem mais algumas horas, ele porém pergunta se vocês tem instruções específicas de como querem viajar (evitar perigos, procurar caça, ver se algum boato sobre alguma coisa em algum lugar no deserto pode ser verdadeira, etc.)
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    Mensagem por Dycleal em Seg 2 Nov - 22:46

    OFF:
    Nadhull conseguiu sua ervas e restaurar seu estoque?
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    Mensagem por Leomar em Ter 3 Nov - 5:54

    @Dycleal escreveu:
    OFF:
    Nadhull conseguiu sua ervas e restaurar seu estoque?

    Sim, estão com o básico de novo, prontos pra ir embora
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    Mensagem por Dycleal em Ter 3 Nov - 15:05

    Segue em frente. Nadhull vai dar um cochilo onde a Anja estiver e depois partir, quando a chuva permitir
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    Mensagem por Srta. Moon em Ter 3 Nov - 17:05

    -Seria algo bem útil, mas farei isso apenas quando me for ofertado um cadáver de sua raça, tudo dentro das leis religiosas e quaisquer outras leis permitidas...
    Seguiu com o Cusco e o camelo para seu destino quanto a erva comprou um pouco da mesma e manteve ela bem segura enrolada em tecidos ou guardada em um pote, fez o que achou melhor para evitar o contato direto com a mesma. Arrumou suas coisas guardou seu equipamento e demais itens tanto os seus quanto o do camelo de forma a proteger da chuva, não tinha motivos para ficar na vila, no entanto ficou a frente da pousada/estalagem a espera dos demais.


    OFF: to esperando o restante do grupo seguir sozinha vai me dar muita dor de cabeça lembrei que sou inimiga para todo e qualquer ser vivo desta região.
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    Mensagem por Christiano Keller em Qui 5 Nov - 20:55

    Ka,

           Outro dia se aproxima e Ka faz suas orações novamente. Seu destino era certo, mas seu caminho incerto. A carne molhada poderia estragar mais rápido que a carne seca e forçar os camelos por uma estrada que possa causar um acidente não parece uma boa ideia. Logo Ka procura por seus colegas e faz uma proposta para todos.
           - Amigos, tenho uma ideia, não sei se irão gostar. Vamos partir na direção do nosso destino assim que parar de chover. Não creio que temos dinheiro para pagar muitos guidas e sugiro um ou menos, talvez apenas pedir a orientação do caminho possa ser mais barato. Ka observa a reação de cada um deles. Estavam cheios de vontade de partir e aquele era um bom sinal. Para cada um deles, Ka faz algumas perguntas e comentários:
           - Azriel, fico contente que conseguiu despistar aqueles valentões no deserto. Poderíamos ter problemas. Ka balança a cabeça afirmativamente.
           - Mortalha, está melhor daquele ferimento? Como está seu cão, Cusco? A flecha que tirou Mortalha da batalha tinha veneno.
           - Kate, seu semek anda bem neste terreno, fez progressos no adestramento. Parabéns!
           - Nadhull, conseguiu seu estoque de poções?

           Agora era hora de juntar o grupo e partir assim que a chuva baixar ou parar. A carga fica bem preparada para transporte, as coisas verificadas e contadas. A viagem sempre pode trazer surpresas mas agora o deserto parece que foi lavado. Muitos terão água para se esbaldar, mas talvez criaturas saiam de seus buracos que agora estão cheios de água. Terão que prestar atenção pelo caminho em criaturas menores e peçonhentas.
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    Mensagem por DariusNovadek em Sex 6 Nov - 9:45

    Depois de sua meditação, Kate Planta algumas das sementes ali onde meditou, para as sementes aproveitarem a chuva.

    A vontade de beber algo era grande, mas aquela vila não mostrava grandes atrativos, então Kate aproveitou para dividir um quarto com o Ka e tirar uma soneca.

    Ka escreveu: - Amigos, tenho uma ideia, não sei se irão gostar. Vamos partir na direção do nosso destino assim que parar de chover. Não creio que temos dinheiro para pagar muitos guidas e sugiro um ou menos, talvez apenas pedir a orientação do caminho possa ser mais barato.

    - Concordo com você, temos que ser sensatos, estamos gastando dinheiro demais e desperdiçando muita carne. Logo não vamos mais ter carne pro exército.. Apesar disso, a única coisa que quero fazer agora é levar essa carne logo pro destino dela. *apontou para Mortalha, que já estava seguindo caminho.* - Agora quero ver você conseguir convencer aquela ali ó.

    Ka escreveu: - Kate, seu semek anda bem neste terreno, fez progressos no adestramento. Parabéns!


    - Obrigada! Semeks correm muito rápido por este terreno naturalmente. Quando sairmos daqui posso usar ele para sermos batedores.
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    Mensagem por Leomar em Dom 8 Nov - 18:07

    O centauro Enalæki preferiria partir apenas depois da chuva, mas trabalho era trabalho, e já que preferiam ir na chuva, ele vai guiando. Parecia bem disposto, principalmente depois do ótimo ensopado de carne que Ka fez, simpatizou com o ferreiro no primeiro prato. Era bom que trabalhasse rápido mesmo, pois ele comia por três de vocês.

    - Estes trechos possuem moitas de grama esparsas, procurem fazer os camelos andarem bem por cima delas, pisando onde eu piso, pois é o mais seguro!

    O incômodo da água (agora já fina, mas ainda caindo com gosto) era compensado pela temperatura amena.

    - Neste deserto chove duas vezes por ano. Não sei se são um grupo de muita sorte ou muito azar. - Ia procurando puxar conversa enquanto andavam. - Akaŝa é mesmo uma terra de paradoxos e ironias, mas em todos estes anos que trabalho neste deserto, nunca vi um grupo tão diferente. É a primeira vez que vejo uma anjo e uma demônio há menos de dez metros sem que uma não tivesse tentando cortar a outra em pedaços.

    (Provavelmente Azriel comenta algo sobre seus ensinamentos religiosos).

    - Já trabalhei com vários demônios adeptos de Piro, são mais fáceis de lidar que os outros! Mas uma anjo adepta de Piro é a primeira vez que vejo, e olha que tenho quase 200 anos.

    As primeiras horas são tranquilas. A chuva vai transformando em garoa. Enalæki toma a frente várias vezes, depois espera o grupo aproximar, em uma destas para frente a um pequeno platô, observando a areia na parte mais baixa.

    - Estou vendo marcas não muito boas nesta areia!

    Ka e Kate dificilmente conseguirão enxergar algo, mesmo Nadhull ou Azriel só conseguiriam com muito esforço.

    - É difícil mesmo, não basta saber onde olhar, tem que saber o que está procurando ver. Ali! Ali! Viram, a areia se moveu um pouco. - Mesmo apontando a maioria não vê nada, ou fica naquela que não sabe se viu ou imaginou. - Deve haver alguma coisa debaixo da areia!

    - Que tipo de coisa?

    - Cada deserto tem suas peculiaridades... O Deserto de Ratnæl é o mais seco, o Deserto de Lama é o mais molhado, o Deserto do Sal tem, bem, sal... e o Deserto de Ĵevurá é conhecido por esconder coisas esquisitas.

    Enquanto fala, pega algumas pedras no chão, e tenta jogar bem mais a frente. A maioria de vocês ainda está sem ver nada diferente.

    - Podem ser serpentes, na melhor das hipóteses. Apesar de serpentes do deserto serem bem piores que serpentes "normais", se forem só uma, ou três, não seria algo muito ruim. Eu tenho uma ampola com soro antiofídico... - Nadhull confirma que tem um também. - Bem, se UM de vocês for picado dá para ajudar... Mas se houver um ninho perto a coisa fica séria.

    (pausa)

    - Isto supondo que seriam serpentes... Existem também algumas... Como eu diria? Criaturas em forma de insetos, insetos feios de mais de um metros e meio de altura, que também fazem suas colmeias abaixo do solo. Existem pelo menos duas espécies por aqui. Além de outros boatos...

    - Pode piorar? - Alguém pergunta.

    - Existem histórias de um tipo de demônio, ou fantasma, ou algo assim, que "nada" nas areias do deserto como se fosse água. "Sereia-d'areia" é como dizem. Eu nunca vi, pode ser conversa de bardos bêbados, mas nunca podemos duvidar de nada por aqui. De qualquer forma, sempre que algo diferente acontece no deserto, nunca é coisa boa.

    Verifica o terreno.

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    - Bom, eu consigo correr mesmo com a areia fofa, mas os camelos não. Podemos usar um deles como "camelo de piranhas" enquanto eu conduzo os outros. Vocês poderiam escalar aquela parte deve ser mais seguro. Não parece uma escalada muito difícil para humanos, será que conseguem?

    (pensando)

    - Se uma de vocês achar que pode voar baixo suficiente, poderíamos usar algo para "arar" a areia, vendo se algo se revela, tipo... podemos amarrar um bastão ao cajado aí da outra (Mortalha) e fazer algo de uns três, quatro metros. É bem difícil voar tão baixo, e a areia molhada vai requerer um tanto de força...

    Ele espera, ver se alguém tem alguma outra opinião ou não. (para quem não tem escalar, o alvo é força-2, falhando em escalar podem arriscar em corrida)
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    Mensagem por Srta. Moon em Seg 9 Nov - 9:43

    Seguiu calada com sempre pelo caminho todo, parou em algum momento apenas para pedir um favor, deixava com a Azriel o Zirve, explicava de forma simples os motivos de não andar com aquilo, pois parecia realmente perigoso demais para ela. Sempre mantinha o Cusco ao seu lado e tratou de alimenta-lo muito bem antes de partirem, pois teve muita fartura na cozinha ou desperdício isso não importava no momento, não queria pensar em algo trivial para ela no momento apenas tentava fazer algo de útil com suas habilidades.
    Depois de tanto caminhar, ponderou pela ideia do guia e esperava que a coragem de voluntariar-se viesse do Nadhull, estava cansada de tomar a iniciativa em tudo, isso era algo que ia contra sua natureza, ali caminhando só pensava em como melhorar suas habilidades.



    OFF: seguir caminho
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    Mensagem por Pikapool em Seg 9 Nov - 21:33

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    Apenas seguia viagem em maior parte do tempo ouvindo a conversa do grupo. Mas o que mais surpreendia-me era Mortalha pedindo por minha ajuda. Entendia seus motivos e fiquei feliz em poder ajudá-la.

    Enalæki sugeria algumas formas para identificar o que ocultava-se pelas areias. Vendo que Mortalha não pretendia candidatar-se e provavelmente também não cederia seu cajado para tal finalidade. Tomei a frente canalizando mana branca. Talvez agora que estava longe do vilarejo eu conseguiria utilizá-la. Sem mais, lancei uma lufada de ventos cortantes contra o local que Enalæki havia indicado.
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    Mensagem por DariusNovadek em Qua 11 Nov - 9:51

    Kate vê que a única solução seria escalar para fugir do possível ninho de cobras. Mas antes que fizesse isso, tenta aplicar algo que pensou durante sua meditação/treinamento na vila. Kate tentou movimentar a areia, usando a água da chuva que ainda caía, e que com certeza encharcava a areia do deserto, lembra-se dos movimentos ensinados por Kevla e Velora, talvez conseguisse, já que não estava usando em um combate e sim apenas para movimentar a areia.

    Caso não desse certo, tentaria escalar com Ven'T Kapo
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    Mensagem por Christiano Keller em Dom 15 Nov - 23:58

    Ka,

           A descrição dos perigos por parte do guia era bastante clara e mesmo assim Ka tinha dificuldade em ver as marcas na areia. Por essa razão que Ka opta por escalar. Precisavam dos animais e da carne para chegar ao destino de uma forma mais segura para todos. Ka opta por seguir por onde há mais pedras para evitar as surpresas descritas pelo guia, então escalar parece sensato. As pedras da encosta são razoáveis e apesar da grande inclinação, todos sobem. Algumas das pedras deslizam e o local por onde escalam fica marcado, o que facilitará qualquer um que passe por ali notar o caminho alternativo. Isso parecia bom, pois outras pessoas poderão evitar as cobras ou serpentes na areia.
           Ka ainda tem o receio sobre o que vão encontrar pela frente e repete uma das preces da ICB, um caminho tranquilo pode ser tão importante quanto evitar bandidos. Por outro lado, a visão do deserto daquela forma mais elevada poderia significar algum tipo de vantagem. Com certo esforço, Ka tenta trazer todos que não conseguem escalar para o terreno elevado e mais seguro. Sua prioridade eram os camelos pois sem eles a missão será falha.

           Após subir com os animais, Ka confere se tudo está nos seus devidos lugares, visto que algo poderia cair ou mesmo ficar frouxo por conta dos movimentos diferentes. Cada corda deveria ficar presa e a caravana seguirá para seu destino.
           - Todos bem?
           Ka olha para todos ali presentes para confirmar a situação de todos.
           Outra coisa que poderia fazer e indagar ao guia, Enalæki, sobre detalhes da região. Eles certamente terão que investigar o que seu líder comentou antes de deixarem a cidade, mas uma pergunta evasiva poderia ser relevante.
           - Enalæki, o que pode falar mais sobre este local? Sabemos que há uma guerra, vimos anjos fazendo patrulha e as harpias. Será que há algum local maligno que está sendo disputado? Talvez algum ponto que devemos evitar? A pergunta serve para direcionar as operações do grupo.
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    Mensagem por Dycleal em Seg 16 Nov - 9:06

    Nadhull ouve as advertências do guia e alça voo se preparando para ajudar Azriel em sua tentativa de identificação da localização dos riscos, se ela precisar do apoio da sua mana branca ou negra, conforme o caso.
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