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    Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

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    Gakky
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Sab Jan 28, 2017 10:28 am

    ---> Cena em frente Restaurante (Chui, Ray)

    Lana percebe que Chui estava distraído, então enquanto Gail e Chui conversam entre si, ela comenta com Ray:

    - Talvez seja melhor eu ir... Não quero incomodar vocês - Em seguida sussurra para Rhaenee - Obrigada por responder minhas perguntas, você é muito legal.

    Gail termina de falar com o caçador, logo depois percebe que o garoto e Ray estavam olhando muito ao redor. Então começa a ficar confuso e pergunta:

    - O que foi? - Perguntou.

    Depois de sua pergunta, Marin chama Chui pelo relógio dizendo que alguém está no telhado, todo o grupo ouve a voz do evo. Enquanto isso o príncipe olha para Rhaenee esperando explicações:

    - Quem está no telhado? Do que estão falando?

    Lana estava tão confusa quando Gail, mas começa a ficar nervosa por causa da palavra inimigo, então sugere:

    - Devo chamar o tenente?

    Chui sai de repente correndo em direção a uma loja em construção ao mesmo tempo em que responde o amigo evo, não era longe, estava há uns 10 metros de distância apenas. O príncipe, confuso, dá dois passos na direção de onde Chui foi e fica observando.

    Ray já ia decidir se seguiria o caçador ou não quando de repente nota um homem mascarado em cima do telhado, este mirava na direção de Gail. No mesmo momento em que Rhaenee o vê, ele está com o dedo na gatilho da arma e que pelo movimento dele está prestes a disparar contra o príncipe, provavelmente demoraria apenas 3 segundos para que o projétil alcançasse Gail quando o dedo do mascarado se move-se. (Ray você ainda tem poucos segundos para reagir).

    Enquanto isso, Chui acabava de chegar na entrada na loja em construção e não percebe nada do que Rhaenee viu, somente ela viu o mascarado.  Mas o caçador ouve vozes vindo de dentro da loja em construção, era uma voz feminina e uma masculina que não era a de Marin!  

    ---> Cena Loja em construção(Marin)

    Marin avisa Chui pelo relógio, em seguida vai até a garota e analisa a situação. Nina estava espantada e preocupada com a situação, tanto que só resmungou baixo entre gemidos de dor:

    - Por que...

    O evo pensa que seria melhor liberar as pernas da garota,  então se aproxima e ergue os entulhos com facilidade, consegue retirar até mesmo os pedaços de laje, era incrível a sua força. Porém quando colocava o último pedaço de pilastra ao lado, algo o atinge nas costas! Marin cai no chão berrando e se debatendo enquanto é eletrocutado. Uma onda de dor intensa acompanhada de um tremor terrível passa por todo seu corpo. Alguém estava encostando um tipo de taser nele.

    - Para! - Gritou Nina, mesmo com dor, ainda conseguiu gritar entre lágrimas - Você disse que não ia machucar ele!

    De repente o choque parou e a dor lacerante finalmente deu uma trégua. Mas Marin não estava bem, seus membros latejavam de dor, sentia-se fraco e não podia se levantar. Começou a ver flashes de memórias e a suar frio, dessa vez viu o rosto da jovem de cabelos castanhos, mas logo voltou a si e apesar da fraqueza, viu o rosto de seu agressor. Era outro evo que sorria psicoticamente, possuía cabelos verdes, uma cicatriz na testa e também uma coleira.

    - Vai desistir agora? - Falou o agressor - Nina, sempre deixando se levar pelos sentimentos...

    - Irmão... - Respondeu Nina, deu mais um gemido de dor e continuou - Então foi você que me machucou...

    O evo cabelos verdes usa o taser e ataca novamente Marin, que só tem tempo de gritar. O agressor para a arma e fala sorrindo:

    - Foi a melhor forma de distraí-lo, eu que não ia deixar minha chance de ser livre escapar. E irmãzinha, não se preocupe, ele não é um evo, quem tem amigos humanos não deve ser chamado de evo.

    O rapaz de cabelos verdes se aproxima de Marin e pega em seu pulso parar tirar seu relógio, aparentemente esse era o seu objetivo. Enquanto isso, Marin se sente ainda fraco e dolorido, mas talvez ainda tivesse forças para revidar. (-2 penalidade de ataque por causa dos efeitos do choque)




    OFF: É... Momentos de tensão... Ray passou no teste de percepção, por isso ela notou o mascarado. Dependendo do que for fazer é bom rolar um dado. Lembre-se que essa sua cena acontece em pouquíssimos segundos, talvez uns 3 segundos, por aí... O homem realmente vai atirar agora. (Não entendo muito de velocidade de tiro)

    OFF2: Marin você não passou no teste de percepção, por isso não notou o garoto de cabelo verde se aproximar.

    OFF3: Acrescentei uma informação para Chui que esqueci, as 13:35 de 28/01.

    Dúvidas é só me perguntar tá! Não sei se a cena ficou confusa, espero que tenha dado para visualizar bem.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Sab Jan 28, 2017 3:52 pm

    Rhaenee gelou quando ouviu o aviso de Marin. Sabia do que ele estava falando e isso automaticamente respondia a pergunta que tinha feito para Chui. Ela olhou para cima e o viu apontando para Gail. Um tipo de desespero tomou o corpo dela e seus instintos a fizeram dar um encontrão no príncipe para jogá-lo no chão de qualquer jeito pelo menos para evitar o primeiro disparo, mesmo que isso significasse se colocar no lugar dele no processo.

    - CHÃO - foi o que saiu alto e desafinado de sua garganta naquele instante.

    No momento seguinte ela puxaria a pistola, mas no momento, a proteção era o mais importante.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Dom Jan 29, 2017 6:41 am

    Chui parou derrapando na entrada da loja em construção. Suado, olhou para o alto, no telhado, tentando localizar o alvo que Marin havia dito, mas, pelo som de conversa (ou aparente conversa) que vinha de dentro do estabelecimento, era bem provável que a figura misteriosa já estava lá. Assim, Chui ergue o rifle em posição de mira e entrou com cuidado pela primeira passagem que vir. Quando conseguir ver algum desconhecido, vai ameaçar:

    - Parado (a)! Melhor não fazer nada se não eu atiro!

    Chui vai tentar se manter calmo e parecer estar dominando a situação, embora, sem saber o que ou quem estava confrontando, era difícil se manter assim. Só esperava que Marin estivesse bem e que Ray conseguisse cobrir o príncipe, já que decidiram não segui-lo. Só queria entender por que motivo o evo foi o alvo, e não Gail.

    "Droga, e eu nem almocei ainda."
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Dom Jan 29, 2017 1:21 pm

    Sem que houvesse muita dificuldade, Marin retirou os entulhos de cima da garota evo e já pensava em seu próximo passo. Teria sido frustrante não conseguir nem ao menos tirar tudo aquilo de cima de Nina, mas apenas retirar o material não seria suficiente. Seria necessário tratamento médico para ajuda-la, habilidades e conhecimentos médicos que Marin obviamente não possuía, e talvez não fosse fácil encontrar naquele planeta alguém disposto a ajudar Nina, com exceção daqueles trazidos pela Seleucia.

    Marin ainda cogitava a respeito do que fazer, imaginando que o melhor a se fazer seria pedir ajuda aos seus companheiros, e não atentou-se ao cenário como deveria. Não houve tempo de reação quando sentiu algo atingi-lo nas costas, o evo apenas foi ao chão sentindo aquela estranha dor espalhar-se por todo seu corpo, que involuntariamente se contorcia durante o processo. Naquele momento Marin estava surpreso, um pouco confuso e principalmente irritado.

    Demorou para assimilar o que Nina dissera, muito provavelmente por causa da dor, mas assim que entendeu toda a situação, tentou inutilmente levantar-se e ignorar a dor. Sentiu raiva por ter se distraído, pelo ataque sofrido pelas costas e por ter sido enganado.

    Em algum momento a estranha sensação que corria por todo seu corpo parou, mas a dor e certa fraqueza nos músculos restantes davam conta de mante-lo no chão, e esse foi o único momento em que sentiu desespero. Mais uma vez tentou se levantar quando pensou estar prestes a perder a memória novamente, mas não tinha forças para isso. Dentre os flashes, o rosto dela serviu para acalma-lo por alguns instantes, e ao fim de tudo pôde voltar a si.

    Olhou ao redor e ouviu a conversa dos dois, imaginando se deixaria de agredir algum deles caso estivesse de pé. De algum modo ainda sentia pena da garota evo, um certo desapontamento também, mas isso apenas servia para deixa-lo ainda mais irritado com ela. Marin não sabia para que propósito os dois irmãos o haviam capturado, mas recusava-se a acreditar que Nina era tola o suficiente para acreditar que isso acabaria bem para quem foi capturado.

    Recebeu outro ataque do estranho evo, fazendo-o sentir a raiva queimar dentro de si mais uma vez. Sabia que se quisesse reagir ou ganhar tempo, precisaria que algum deles se aproximasse, e sua força ainda estava reduzida. Não tentou mais se levantar, apenas manteve-se quieto, sentindo a dor latejante pelo corpo e aguardando uma oportunidade. E logo ela veio.

    O estranho evo abaixou-se para pegar o pulso de Marin, querendo retirar o relógio comunicador. Foi quando Marin ouviu a voz de Chui, que certamente já estava dentro da loja, e decidiu agir na mesma hora. Cerrou o punho de ferro e, talvez contando com a distração do evo por causa de Chui, atacaria com um soco mirando a face.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Dom Jan 29, 2017 6:20 pm

    ---> Cena em frente Restaurante (Ray)

    O mascarado portava uma arma rara, não era a base de capsulas de plasma, parecia um tipo de projétil metálico e menor que um dedo. Do telhado ele dispara na direção de Gail para matá-lo! Rhaenee tomada pela desespero se joga em cima do príncipe. Pow! O ruído do tiro ecoa pela ruas de Alabarda como um assobio de morte. Ray não conseguiu ser rápida o suficiente, no momento em que se jogou na frente de seu protegido, o projétil lhe atingiu na omoplata esquerda, atravessou seu corpo e pegou de raspão no ombro de Gail. O Sangue de Ray espirrou no rosto do príncipe. Os dois caem juntos no chão.

    As pessoas que estavam na rua começam a correr e gritar desesperadas, Lana ficou praticamente paralisada. Ray estava agora em cima do príncipe e sentia muita dor, um sangue vermelho escorria generosamente de seu ferimento. Apesar de tudo, a garota estava consciente e viva. Ela tentou puxar sua pistola, mas seu braço doeu muito. Gail levantou a cabeça e ao olhar para sua guarda-costas fica desesperado. O rosto dele estava sujo de sangue e o ombro também.

    - Ray!! - Gritou Gail muito assustado, ele olhou para os lados nervoso como se procurasse a fonte do que tinha acontecido.

    Rhaenee não tem tempo para pensar, pois logo sentiu mais dor quando o príncipe, desesperado, se levantou rápido e a carregou no braços para dentro da loja mais próxima. Lana os seguiu. Dentro da loja, Gail colocou Rhaenee em cima do balcão, com um braço jogou os objetos que estavam em cima do balcão para chão e logo terminou de deitá-la. Porém toda essa movimentação fez Ray sentir ainda mais dores, o projétil provavelmente tinha perfurado sua escápula e a estraçalhado em algumas partes, qualquer mínimo movimento de suas costas e braços, era motivo para uma dor. Sentia-se um pouco melhor agora que Gail a tinha deixado finalmente imóvel. Embora ele estivesse com sangue no rosto e no ombro, parecia estar muito bem, diferente de Ray que estava pálida e suando frio.

    - Chame um médico! - Gritou o príncipe para Lana de forma rude - Lana! Chama agora o médico!  

    Lana saiu do seu estado de choque e começou a digitar em sua prancheta digital para chamar o resgate. Dava para ouvir as pessoas da rua correndo e gritando. Rhaenee ainda sentia muita dor e quase não conseguia mover a parte superior de seu corpo porque estava muito dolorida, mas ainda era possível mover o braço direito sem movimentos bruscos. A guarda-costas perdia muito sangue, mas podia falar embora sentisse dor. Gail desembainhou sua espada e olhou para os lados como se procurasse algo, mas pouco adiantaria sua espada contra tiros distantes. Na verdade o príncipe estava desorientado, se aproximou de Ray e observou todo sangue que saía da garota. Em seu rosto era visível o desespero. Sem saber o que fazer, ele perguntou para Ray com a voz ofegante e com o olhar aflito:

    - Ray! Fala comigo! Eu... Eu não sei o que fazer!! Por favor fique viva!

    ---> Cena loja em construção (Chui, Marin)

    Assim que entrou na loja, Chui viu um cômodo cheio de materiais de construção. Percebeu também que uma parte do teto estava quebrada e os escombros da laje no chão, ao lado de uma garota evo de cabelos brancos, que estava deitada no chão sobre uma poça de sangue. O ferro de uma das colunas quebradas estava encravado no quadril dela. Porém o pior era ver Marin caído no chão, sem se mover. Será que estaria vivo ainda? Um desconhecido evo de cabelos verdes estava ao lado dele tirando o seu relógio. Além disso, os dois evos desconhecidos possuíam coleiras.

    Quando o desconhecido acabava de conseguir retirar o relógio de Marin, ouviu alguém o ameaçar e ao se virar para ver o que era, viu o rifle apontado para ele. O agressor ficou surpreso, antes que pudesse fazer algo foi acertado por um soco de Marin que o jogou ao chão.

    Apesar da fraqueza que Marin sentia em seu corpo, havia acertado perfeitamente o alvo, sentiu que tinha pelo menos estraçalhado o nariz daquele evo. Porém depois desse esforço, Marin sentiu a fraqueza voltar a tomar conta do seu corpo, ele se apoia com as mãos no chão para não cair e nota que a mão que tinha usado para dar o soco está com o sangue do inimigo escorrendo pelos dedos trêmulos.

    - Calma, calma... - Respondeu o inimigo ainda no chão e com sangue escorrendo generosamente pela boca e pelo nariz.

    O inimigo usou suas pernas para se afastar rápido de Marin e levantou os braços para cima ainda no chão. Em uma de suas mãos estava o relógio de Marin. Ele sorriu e com os dentes machados de sangue sugeriu:

    - Calma... Não há necessidade de tanta violência! Eu sou Dax! Por que não nos acalmamos e fazemos um acordo?

    O agressor aparentava estar calmo, apesar do olhar psicótico. Chui nota agora que o adversário tinha uma cicatriz na testa e cicatrizes nos dois pulsos, como se tivessem sido cortados. De repente todos vocês ouvem o barulho ao longe de um disparo e o som de pessoas correndo e gritando lá fora da loja. O que seria essa confusão? Chui logo se lembra que deixou Gail e Ray para trás. Sua mãos que seguravam o rifle começavam a suar. Marin já sentia que sua fraqueza estava começando a melhorar. A garota ferida não gostou de ver seu irmão encurralado, ela retirou um tipo de bola metálica escondida em sua roupa e desesperada ameaçou arremessá-la contra Chui:

    - Irmão! - Gritou e cuspiu sangue por causa do esforço.


    A menina parecia realmente capaz de fazer isso, quanto mais se mexia nervosa, mas o ferro afundava no seu quadril. Não dava para saber o que era aquela bola metálica, seria uma granada?

    Nina arrisca sua saúde e faz força para arremessar a bola metálica na direção do caçador, o objeto estoura e lança fumaça para todo lado.

    (-2 de penalidade no ataque de vocês por dificuldade de enxergar, isso vale para os inimigos também - Rolem iniciativa, se tirarem iniciativa maior que a da Garota, podem agir antes da fumaça, tentar impedir com criatividade... Mas ela tirou 11 de iniciativa... Se alguém por obra do destino tirar iniciativa maior que ela pode ser capaz de pará-la antes que o objeto seja arremessado)

    (Marin sua penalidade diminuiu para -1, porque está melhorando, no próximo turno se não for atingido de novo, não terá mais penalidades)




    OFF: Rolei a iniciativa do garoto evo de cabelos verdes, caso precise.  
    OFF: Como a garota Evo tirou um dado muito bom... T.T Já coloquei o efeito da bola metálica.... Se todos tirarem iniciativa menor que ela, considerem que no próximo post está tudo cheio de fumaça cinzenta e só dá para enxergar sombras.
    OFF2: Ray você tomou 9 de dano nos PVs, role vigor, se tirar acima de CD5, você só vai perder -1 PV no próximo turno, se não vai perder o dobro. Isso é porque está perdendo sangue. Gail não perde PVs porque foi só um arranhão.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Seg Jan 30, 2017 8:33 am


    Rhaenee gritou ao ser atingida e cair no chão e mais uma vez ao tentar puxar a arma. De forma nenhuma esperava, de verdade, acabar atingida, mas parte dela sentiu uma sincera vitória ao evitar que o príncipe fosse atingido, principalmente agora que sentia aquela dor horrível, que não desejava para ninguém.

    - Dói... doi muito - choramingou no chão, mas seu pedido de socorro só piorou as coisas, porque o príncipe levantou bruscamente e a fez soltar um urro de dor que nunca tinha sentido antes.

    Lágrimas já escorriam em seu rosto contorcido de dor enquanto ela era colocada em cima do balcão. Por fim, respirou um pouco torto, mas mais continuamente, tentando se ajudar um pouco. Percebeu que o braço direito ainda estava ativo e vê-lo bradar a espada inutilmente a fazia pensar.

    - Minha arma. Pega a minha arma. - Hesitou um pouco. Atirar deitada com um braço só toda torta não parecia nada uma boa ideia. - Fica com você. Cuidado com o telhado.

    Ela sorriu de forma fraca ao vê-lo tão preocupado. Na verdade, também estava morrendo de medo de morrer, mas pelo menos ele estava bem. Uma plebeia qualquer como ela tinha conseguido ao menos salvar a preciosa vida dele e isso a deixava um pouco feliz.

    - Estou bem... - mentiu, gemendo baixo. Perdia muito sangue. - Vou ficar bem - Ela nem tinha certeza disso, pra falar a verdade, mas não podia passar tanto desespero assim.

    - Avise o tenente... fique comigo...

    Dava pequenas ordens para ele entre uma resmungada e outra. Refletia agora que tinha sido um tanto precipitada, mas não faria outra escolha. Não conseguia imaginar o que fazer se fosse o príncipe a ser atingido, mas agora só estava tentando ficar acordada. Não queria que o príncipe fizesse nenhuma besteira.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Seg Jan 30, 2017 3:06 pm

    O ar parecia pesado, e o rifle que Chui segurava em suas mãos também, muito mais do que o normal. Já enfrentara situações de combate e tensão antes, afinal, era parte de seu trabalho, mas algo lhe incomodava, o fazia se sentir estranho e desconfortável. Mas Chui sabia o motivo: antes, sempre se encontrava cumprindo suas missões solitariamente, onde a única vida que correria o risco de perder era a própria - sim, isso seria triste para Ashanti, mas ela estaria bem, ficaria bem com o tempo. Porém, agora em Duos, outras pessoas de quem aprendeu a gostar estavam dependendo de suas ações, pela primeira vez, e isso deixava Chui afoito. O suor escorria de sua têmpora ao mesmo tempo em que tomava suas mãos. O que fazer?

    Ele não tinha muito tempo. Várias alternativas passaram por sua cabeça, desordenadas, sem conexão. Chui se esforçou para por uma ordem nas coisas e avaliar a situação nos mínimos segundos em que o evo desconhecido lhe permitiu. A primeira opção que surgiu foi retirar Marin dali e correr para longe, deixando os dois evos - o rapaz e a menina - para trás. Mas, havia duas complicações: a primeira e mais fria de se pensar é que o gudam de Marin ficaria em posse do desconhecido, o que poeria ser um problema gigantesco, dada a situação; a segunda, e que incomodava Chui, é que, apesar da menina aparentar ser uma inimiga, o caçador não iria conseguir deixá-la naquele estado, pois possivelmente viria a morrer. A segunda opção, e que parecia a mais certa decisão a tomar, era entrar em combate, primeiro para retirar o relógio das mãos do evo e tentar neutralizá-lo. Mas não tinha muito tempo, então resolveu arriscar.

    Sem qualquer indicativo de que daria certo (e talvez com a fumaça à vista, ainda não rolei iniciativa), Chui tenta mirar e atirar na mão ou braço do evo para que primeiro ele solte o relógio.

    - Abaixe-se, Marin!

    Chui vai disparar.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Seg Jan 30, 2017 9:05 pm

    Assim que o irmão de Nina demonstrou surpresa ao olhar na direção de onde vinha a voz de Chui, Marin não perdeu tempo e o atacou. Pôs naquele golpe todas as forças de seu corpo temporariamente debilitado e acertou o alvo bem no rosto, levando-o ao chão com o impacto. Pensou que desabaria no chão depois disso, mas felizmente conseguiu se apoiar para não cair. Viu o sangue do inimigo escorrendo no ferro da prótese e isso o fez sentir-se em combate.

    Marin olhou na direção do evo, que agora dizia se chamar Dax, e reparou no relógio em suas mãos. Em uma primeira análise, Marin estranhou a reação do estranho evo: ele havia dito que não perderia a chance de ser livre e havia provado sua determinação ao ferir sua própria irmã, mas ainda assim parecia não estar preocupado em perder o controle da situação. A calma e o sorriso em seu rosto não eram os de alguém que havia acabado de perder a chance de ser livre, por isso seu objetivo talvez fosse o Oberon ou apenas atrapalhar, distrair ou neutralizar alvos. Ou talvez ele apenas fosse louco.

    O som de disparo e a gritaria nas ruas que veio depois fizeram Marin pensar o pior. Temeu que alguma coisa tivesse acontecido com Gail ou Ray do lado de fora, mas o pior era não poder verificar e descobrir o que realmente estava acontecendo. Depois de ouvir o disparo, já podia sentir o estado de seu corpo melhorar quando Nina jogou a bomba de fumaça.

    Por alguns instantes hesitou, algo que não lhe era comum, pois ouvira Chui dizer para abaixar-se, mas no fim o impulso de agir venceu. Já havia visto Chui em ação no palácio e no simulador e confiava em sua mira, por isso tinha certeza de que se o tiro de Chui acertasse um alvo, este alvo com certeza seria aquele que o caçador havia alvejado.

    Marin avançou, mesmo com as pernas ainda fracas no movimento, e tentou atacar Dax com a espada. Com ou sem a interferência da fumaça.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Ter Jan 31, 2017 12:19 am

    --> Cena Loja (Ray )

    Gail presta atenção a cada palavra de Rhaenee. Ele guarda a espada na bainha e pega a pistola da garota, quando faz isso, é possível notar que as suas mãos estão tremendo. Ele se aproxima para ficar mais perto dela e ouvir suas últimas instruções. Apesar dela dizer que estava bem e sorrir, o príncipe ainda estava aflito  por causa da quantidade de sangue que escorria da garota. Só agora notam que dentro da loja tinha pessoas agachadas e escondidas atrás de balcões e prateleiras, estes estão observando vocês agora, mas nenhuma vem ajudá-los. O príncipe não sabia como chamar o tenente, então acatou a ordem de Ray, mas chamando Rosso pelo seu relógio, gritando desesperado. Sem entender nenhuma palavra dele, Rosso responde através do relógio:

    - Gail! Repita devagar o que disse!Estão todos ai?

    - Ray foi atingida e tem muito sangue! - Tentou explicar Gail com calma- Não sei onde está o Chui e o Marin. Estamos em uma loja... Não sei o que fazer...

    -Gail! Presta atenção! Respira! Se não manter a calma, não vai salvar sua amiga! Vocês tem que ficar em um lugar protegido, se precisar façam uma barricada. Tente estancar o sangue de Rhaenee, procure um emplasto, seja rápido! Eu estou a caminho. Não precisa dar o endereço, eu já rastreei vocês.

    Gail apontava a pistola para a porta, embora a arma estivesse tremendo em suas mãos. Ele olhou desorientado para os lados perdido e disse a Ray aflito:

    - Já volto, é rápido...

    O príncipe quase surtando, engole o desespero e vai para as prateleiras da loja procurar um emplasto, ele derruba os objetos no chão e faz uma bagunça, mas não acha nada, até porque era uma loja de flores. Rhaenee sente frio e o seu coração bater mais rápido, sua respiração está ofegante. Será que a morte estava mais próxima? Lana tomada pela coragem vai fechar a porta da loja para protegê-los. Enquanto isso, Gail volta a se aproximar bem perto de Rhaenee, se abaixa na altura do balcão e com a mão que estava sem a pistola, segura a mão direita de Ray com ternura e diz ofegante:

    - Eu não encontrei nada... E agora? Não sei parar o seu sangue...Sua mão está fria...

    Gail nota que a garota sentia frio, então tira sua túnica e cobre ela, ficando apenas com uma camisa leve de cor branca. Lana percebe a situação crítica, ela está mais corajosa, se aproxima dos dois e diz:

    - Deixe-me tentar ajudá-la... Eu aprendi um pouco de primeiros socorros. É melhor deixar ela imóvel... Mas posso tentar estancar o sangue com essa túnica, tenho técnica, só que pode doer muito por ter que mexer na área do ferimento... Tudo bem?

    - Ray, eu prometo ficar do seu lado... Mas fica acordada tá? Promete? - Diz Gail olhando para Ray, embora seu semblante estivesse angustiado.

    Lana espera a confirmação de Ray. Se a guarda-costas aceitar, ela começará seu trabalho que será doloroso. O príncipe segura a mão de Rhaenee e não soltará, enquanto aponta a pistola para a porta. Apesar de todo nervoso, Ray sente que a mão do príncipe era quente e protetora. Além disso, apesar de sua visão turva, Ray tem a impressão de que os olhos de Gail pareciam ainda mais azuis. Era a primeira vez que ele a tocava assim. Como se não pudesse piorar, uma das pessoas da loja que estava escondida toma coragem, um homem, se levanta desembainhando sua espada e ameaça Gail:

    - Vocês têm que sair daqui agora, está destruindo minha loja e colocando todos daqui em perigo!

    Rhaenee pode preferir deixar esse problema nas mãos dos amigos, pois está sentindo muita dor. Ou se esforçar ainda para falar, ela decide.


    --> Cena Loja em Construção (Chui, Marin )

    Apesar de arriscar sua vida, Nina é incrivelmente rápida e usa suas poucas forças para lançar a bola metálica que ao estourar espalha uma densa fumaça cinza por todo o cômodo. A visão de todos ficou prejudicada, só era possível ver mal as sombras das pessoas e objetos que estavam no local. Enquanto isso, ainda dava para ouvir o caos que acontecida na rua do lado de fora.

    Chui está tenso, ele observa com cuidado a densa fumaça e vê sombras, seu olhar era acostumado a mirar em suas caças. Sua visão analisa o que vê e percebe diferença nas sombras e a velocidade com que elas surgem. De repente o caçador vê o vulto avançar em sua direção, ao julgar pela altura e velocidade da sombra, acredita que seja o inimigo. Chui sente algo passar pelo seu lado, era Dax tentando usar o taser no garoto, mas tropeça. Neste mesmo momento, Chui confia em seus instintos, grita e atira no que calcula ser a mão do adversário! Pow! O projétil do rifle perfura a densa fumaça e acerta perfeitamente a mão do evo de cabelos verdes e arranca um pedaço de seu dedo.

    Algo cai ao lado de Chui, e ao mesmo tempo todos no cômodo ouvem o barulho de um objeto leve cair no chão, provavelmente era o relógio! Mas ele tinha caído em um chão cheio de fumaça, seria difícil encontrá-lo.

    Marin confiava no amigo e não tem medo de agir sabendo que Chui poderia atirar, agora que se sentia melhor ele pega sua espada e tentar acertar no que julgava ser a sombra de Dax, porém o adversário escapa facilmente e o evo o confunde acertando apenas alguns materiais de construção. Nina começa a resmungar algumas palavras com a voz fraca, chorosa e tossindo algumas vezes:

    - Por favor... Não matem ele... Dax... Fuja...

    O evo de cabelos verdes estava em silêncio. A fumaça começa a se dissipar, é possível ver uma sombra fraca da silhueta de Dax agachado no chão procurando pelo relógio. De repente o relógio de Chui começa a chamar, era a voz de Rosso:

    - Chui! Onde você está? Onde está Marin? Ray foi atingida e está perdendo muito sangue! Gail está em pânico e precisa de ajuda!

    Sem esperar muito pela resposta, o relógio de Marin também chama, acendendo uma luz e emitindo também a voz de Rosso:

    - Marin! Onde você está? Droga, eu falei para vocês não se separarem!

    O som e a luz emitida pelo relógio do oberon facilita a identificação do objeto no chão, porém isso facilitava para Dax também, que parecia querer muito este item. (A penalidade da fumaça diminui para -1, Marin não tem penalidade mais do choque, as iniciativas vão se manter como estão, já que não terminou a batalha ainda).

    Iniciativas:

    Nina
    Chui/Dax
    Marin




    OFF: Dúvidas do que rolar me avisem, se forem tentar algo diferente para eu dizer o dados.

    Pvs:
    Dax: -7Pvs
    Ray:-11/18 Pvs
    Ray, role novamente teste de vigor... CD5.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Ter Jan 31, 2017 7:45 am

    off: eu sou mongol e falei tenente, mas era comandante. ainda bem que o lindinho entendeu. hahaha

    on:

    Ouvir a voz do comandante era muito reconfortante. Ele com certeza saberia o que fazer. Ray não podia ajudar muito, mesmo querendo, mas estava um pouco orgulhosa de Gail. Gostaria de passar mais calma, mas era muito dificil.

    - O socorro vai chegar... vou ficar bem

    Repetiu sem ter certeza e gemendo baixinho. Por sorte, Lana estava entre eles e sabia primeiros socorros. Precisava desenvolver isso o quanto antes. Já era a segunda vez que enfrentavam problemas.

    Respirou fundo e concordou de leve com a cabeça, fechando os olhos já com medo de doer muito.

    - Prometo. Acordada.

    Não tinha certeza de que conseguiria e na realidade estava apavorada do que a garota faria com ela. O lábio inferior tremia muito e a respiração era audível, mas ela tinha a mão direita boa o bastante para agarrar a mão dele. Não conseguia nem fingir que estava tudo bem, porque no fundo não era um soldado de verdade, era só uma menina. Quando o homem apareceu ameaçando o príncipe, a garota sentiu um ódio borbulhar dentro de si e soltou um berro de dor pelo tratamento de Lana misturado com raiva.

    - EU NÃO CONSIGO. NÃO POSSO SAIR, NÃO CONSEGUE VER?

    Ela já chorava, de raiva daquele insensível nojento típico de Duos. Em seguida gritou de novo, por ter feito um esforço absurdo para quase xingar a pessoa aleatória da loja.

    Aquele homem tinha muita sorte de não ser ela a pessoa que estava em boas condições, foi o que pensou. Olhou suplicante para Lana, para que ela continuasse seu trabalho independentemente do que acontecesse. Gail sabia muito bem se defender naquele caso.

    Pelo menos, é o que esperava, porque não se via muito capaz de uma conversa racional no momento. Sua mente mais primitiva pensava em muitas coisas odiosas naquele instante.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Ter Jan 31, 2017 5:36 pm

    Marin ouve o som do pequeno objeto caindo ao chão quase ao mesmo tempo em que desfere seu ataque. O inimigo escapou com facilidade do golpe, se é que realmente fora preciso esquivar-se, e Marin acerta apenas alguns materiais de construção que se encontravam por ali. Ficou irritado com sua falha, mas aliviado por sentir o corpo voltando ao normal pouco a pouco e na hora mais apropriada. Não poderia deixar o estranho evo ficar com o Oberon.

    Ouviu o choro de Nina, que praticamente implorava pelo irmão, e irritou-se mais uma vez ao constatar que ainda sentia pena dela. Desejou não ter escutado o pedido e assim continuar sem ter razões para hesitar contra Dax, afinal, antes de ouvir a garota evo, Marin não se preocuparia em tirar a vida do irmão dela se fosse necessário. Na verdade, nunca havia tirado a vida de alguém antes, mas não sentia-se impedido de faze-lo. Talvez até fosse algo fácil de se fazer.

    Pouco tempo se passou e logo a fumaça foi se dissipando. Já era possível localizar o inimigo assim como claro o que ele estava tentando fazer. No final das contas, seu objetivo realmente era a obtenção do relógio que dava acesso ao Oberon. Marin pensou em agir imediatamente, mas deteve-se quando Rosso finalmente entrou em contato com Chui e rapidamente os notificou sobre novidades nada agradáveis: Ray fora ferida e Gail estava em apuros. O evo sentiu o coração gelar pela segunda vez naquele dia.- Como...- Procurou enxergar Chui e entender junto dele o que os dois fariam, pois também tinham um grande problema ali, mas antes outro comunicador chamou antes que pudesse encontra-lo.

    Ouviu a voz de Rosso e olhou na direção da luz de seu relógio comunicador. Dax com certeza tentaria pegar o relógio e isso bastava para que Marin soubesse o que fazer naquele instante. Nina estava imobilizada e Dax não poderia pegar o relógio se estivesse nocauteado. Precisavam resolver aquela situação e ir para onde Ray e Gail estavam o mais rápido possível.

    Marin firmou a mão metálica na espada uma vez mais e foi na direção do relógio. Se Dax o apanhasse, Marin tentaria atingir a mão que segurava o relógio mesmo que isso pudesse amputa-la, do contrário, se Dax não pegasse o relógio antes, Marin o atacaria com um golpe direto na costela para perfura-lo.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Ter Jan 31, 2017 11:38 pm

    Chui conseguiu o que pretendia: tirar o relógio das mãos de Dax, mas ainda não tinha acabado. E agora havia piorado muito mais: percebeu que Rosso já estava sabendo das coisas, e que provavelmente levariam um sermão gigantesco. Mas tudo isso empalidecia diante da mensagem que ele passara, pois Ray estava muito ferida e Gail assustado. Como ela foi ferida? Havia outra pessoa rondando por aqui? Chui pensara que Dax era o tal sujeito que pulava pelos telhados, mas aparentemente julgara cedo demais, uma vez que ele não parecia estar interessado no príncipe... Droga, Chui deixara Ray sozinha sem pensar, e as coisas se tornaram ainda mais difíceis... mas Marin também estava em perigo, e o caçador agiu por instinto... Fosse o que fosse, não poderia responder o comandante agora, não com essa ameaça à frente. Tinha que nocautear Dax antes de poder voltar ou mandar uma mensagem para Rosso. Portanto, ergueu mais uma vez o rifle e atirou, tentando alvejar Dax.

    - Outro tiro! - gritou Chui, para Marin ter noção do momento que fosse atirar e poder evitar entrar na linha de fogo.

    Normalmente, Chui não tentaria alvejar alguém assim; iria preferir algo menos violento, mas a situação exigia medidas desesperadas. Não poderia sacrificar a chance de voltar rápido para Ray apenas para neutralizar o evo sem ferimentos graves. Portanto, quando atirou, atirou para acertar o tórax. Depois veria o que faria com a garota evo, uma vez que ela estava sem condições de combate e não oferecia tanto perigo.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Qua Fev 01, 2017 2:00 pm

    ---> Cena Loja (Ray)

    Lana começa a fazer os procedimentos médicos, alarga o colarinho da camisa de Rhaenee para ela respirar melhor, depois rasga a túnica de Gail em algumas partes e usa para fazer pressão sobre o ferimento. Gail segura a mão de Rhaenee quando ela sente muita dor e berra ao mesmo tempo que responde aquele homem desprezível. Mesmo frente a reclamação da garota e seu estado crítico, o indivíduo continuou em sua posição. O príncipe fica furioso com a insolência desse homem. Sua empáfia não o deixava sentir-se intimidado por homens assim (característica da classe). Em vez disso ficou irado por ver que sua amiga estava sofrendo e agora chorando por causa desse salafrário. Mas ele não queria deixar a mão de Ray, então agiu por impulso sem pensar nas consequências. Ainda segurando a mão da amiga, ele guarda a pistola em seu cinto, pega sua espada junto da bainha e a coloca para o alto de forma que todos pudessem enxergar o brasão da família real gravado na bainha. Era um símbolo dourado muito bem trabalhado, o resto do conjunto era composto da cor azul. Geralmente sua túnica estava sempre cobrindo essa parte da espada.

    - Sou Gail Arkadia, príncipe de Primus - Anuncia o Gail com a voz firme carregada de orgulho - Tem certeza que vai querer nos expulsar?

    O homem fica assustado, dá alguns passos para trás nervoso quase tropeçando enquanto gagueja:

    - Prin... Príncipe?!

    Muitos de Duos podiam até não conhecer a aparência de Gail, já que sua família era reservada quanto as mídias, mas o brasão de cada família real era aprendido na escola de todo planeta. O homem  guardou sua espada tremendo e se ajoelhou no chão pedindo desculpas. Os outros que estavam escondidos na loja, saíram para vê-los e começaram a perguntar se precisavam de ajuda. Era incrível o poder de um status social, parecia mágica. Gail não estava interessado nas outras pessoas, logo voltou a sua aflição e nem respondeu o pedido de desculpas, mas fez sinal com a mão para que ninguém se aproximasse, até porque não havia mais o que fazer agora que Lana cuidava sua guarda-costas e que o resgate estava a caminho. Enquanto isso Ray gemia de dor por causa dos apertos que Lana estava fazendo, a guia também estava nervosa e corada por ter ouvido que Gail era o príncipe, mas se concentrou em sua nova amiga. O príncipe voltou toda sua atenção para Ray, sua testa suava ao vê-la sofrendo tanto, a cada grito dela, Gail ficava mais aflito e fechava os olhos nervoso. Não dava para saber qual mão tremia mais, a dela ou a dele.

    - Acho que ela vai ficar bem, já não está perdendo tanto sangue - Comentou Lana sem ousar olhar para o príncipe, suas mãos estavam sujas do sangue de Ray e pressionavam o ferimento sem soltar - A dor é pior porque o impacto do tiro deve ter feito a escápula se dilacerar... Seria melhor se fosse de plasma... Mas pelo tempo de espera, o resgate deve estar quase chegando. Só aguente mais um pouco Ray! Você é minha amiga e ainda me deve um almoço... - Disse Lana tentando incentivar a vítima.

    Rhaenee suava frio e tentava se manter acordada e atenta, mas estava com dificuldade de prestar atenção em tudo, sua visão estava ainda turva, mas uma coisa era certa, ainda estava viva. Logo ouviu a voz de Gail sussurrar perto de seu ouvido:

    - Desculpe por isso...  Agora por favor, só aguente mais um pouco, como Lana disse... Vai ficar boa, certo?

    O príncipe não parava de olhar aflito para sua guarda-costas, mas o fato de ver o sagramento passando o fez ter esperança. Rhaenee ainda sentia dor, mas não estava piorando tanto quanto antes, o que era bom sinal. De repente vocês ouvem o som de um transporte chegando.

    ---> Cena Loja em construção (Chui, Marin)

    O relógio de Marin brilhava no meio da fumaça. Dax estava desesperado e queria pular para cima do objeto, mas tenta acertar o caçador com o seu taser, mas no mesmo momento em que ele faz isso, Chui desvia do golpe com habilidade e avisa que vai atirar. O evo inimigo ouve, mas não tem tempo para agir, pois o caçador dispara. O projétil acerta o toráx de Dax, que grita de dor ao cair no chão. Chui era realmente um excelente atirador. Porem mesmo nessa situação, o adversário desorientado esticou o braço e pegou o relógio mesmo nessas condições críticas. Enquanto isso o relógio de Chui voltou a emitir a voz de Rosso, dessa vez dava para sentir um tom de preocupação em sua fala:

    - Quando puderem me respondam urgentemente!

    Marin ainda estava com dificuldade de enxergar, ele ouve o tiro do amigo e o grito de Dax, mas não vê o que aconteceu. Ele caminha em direção ao brilho do oberon e quando se aproxima vê a mão do irmão de Nina segundando o relógio, curiosamente o pulso dele tinha uma cicatriz de corte. Ao ver essa cena, Marin usa sua espada e instintivamente acerta o pulso do adversário decepando o membro. Mais um berro é ouvido no cômodo. Se não fosse a confusão lá fora, provavelmente alguém teria ouvido os gritos do inimigo.

    A fumaça se dissipa ainda mais, apesar de ainda ter resquícios, não há mais dificuldade de enxergar, o cômodo está praticamente visível agora. Vocês veem Dax berrando de dor no chão e contorcendo-se em posição fetal enquanto esguichava sangue do seu braço decepado. Seus cabelos se sujam de sangue assim como sua roupa, o rapaz estava com os olhos arregalados e parecia mesmo meio perturbado, embora qualquer um ficaria assustado se perdesse a mão assim. Ele resmunga agoniado e em choque:

    - Ah... O gudam... Me dê o gudam...

    Uma poça de sangue vermelho e quente começa a se formar em baixo do ladrão. Depois do que falou, Dax vomita no chão uma porção generosa de sangue e tosse desesperado. Nina observa a cena aflita, mas não tem forças para gritar, seus lábios já estão arroxeados e a pele mais pálida ainda do que já era naturalmente. A garota estica lentamente o braço na direção do irmão e murmura com a voz débil:

    - Irmão...  Nina... Muito má...

    Após falar, Nina fecha os olhos e fica imóvel. Dava para notar que em baixo dela também tinha muito sangue, o esforço que a garota fez não ajudou em sua condição. O combate parecia encerrado, o relógio de Marin estava no chão e aparentemente em perfeito estado ao lado da mão pálida decepada de Dax. Apesar de todo sangue, era possível ver parte do osso. Marin nota que sua espada estava suja com o sangue do inimigo e que estava escorrendo e pingando um pouco no seu sapato.




    Resultado do turno:

    Dax: - 14 Pvs
    Ray: -12 Pvs --> 6/18 Pvs (Estável, não precisa rolar mais nada)

    OFF: É isso! Fim de batalha para Chui e Marin, dúvidas, reclamações é só dizer.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Qua Fev 01, 2017 9:59 pm

    Chui abaixa a arma ao ver que tudo estava acabado. Teve tempo suficiente para um olhar triste direcionado aos dois evos; a garota ao menos parecia não estar respirando. Chui vai se abaixar para pegar o relógio-comunicador e ativador do Oberon e entregá-lo a Marin, perguntando a ele:

    - Você está bem? Ferido?

    A voz de Chui não era enérgica como de costume, muito menos otimista. Ele odiava ter de fazer escolhas em que não poderia salvar a vida dos outros, principalmente quando são pessoas que pareciam sofrer na condições em que estavam. Não, Dax não era alguém que deixava o garoto triste pela morte, afinal, era maníaco e violento. Por mais que pudesse querer qualquer coisa ou sofresse, nada dava o direito a ninguém de causar sofrimento em outros para isso, principalmente a alguém como ele. Nina, por outro lado, despertou a compaixão de Chui. Ela parecia lutar consigo mesma e parecia se importar com o outro evo, que, ironicamente, não parecia se preocupar com ela durante o confronto, apenas queria o relógio.

    - Vamos, Marin, melhor irmos até Ray, ela está bastante ferida. - então Chui usa o comunicador para falar com Rosso, agora que tudo parecia resolvido. - Estamos aqui, comandante. - ainda dizia num tom de voz sem energia. - Tivemos problemas, mas já estamos a caminho.

    Porém, antes de sair, Chui resolveu checar a garota, se ela estava viva. Caso esteja, vai voltar a se comunicar com o comandante, num tom de voz pressuroso e pedir um médico. Se não, Chui vai ajudar Marin a caminhar, se este estiver com problemas. Ajudando ou não, Chui vai em silêncio.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Qui Fev 02, 2017 1:43 pm

    Apesar de ser uma atitude repentina e um tanto inconsequente, Ray estava grata por ele ter usado seu título para ajudá-la. Ver o homem mudando completamente de comportamento dava até um gostinho de vingança para a garota, mas o desprezo era muito maior. Se fosse cidadãos comuns, seriam expulsos mesmo sangrando. Mas ela não pôde fazer comentários graças a sua condição atual.

    Estava um tanto triste pela forma extremamente injusta que os outros agiam perante um garoto que, até segundos atrás, era um problema para eles. Sentia amargura além da dor na clavícula e ela descontou um pouco disso em seus gritos.

    - A arma dele... tinha uma bala de metal... - comentou relembrando a cena quando Lana falou sobre a pistola de plasma, falar podia ajudá-la a se manter acordada.

    - Obrigada, Lana...

    Em seguida, era a vez de Gail. Ouvir sua voz a deixava um tanto emocionada, por ter conseguido defendê-lo de verdade e feliz por ele ficar ao lado dela desde sempre, mesmo sendo uma ninguém.

    - Obrigada, Gail... Obrigada - falou simplesmente. Secando o rosto com as costas da mão boa.

    - O resgate? - perguntou para Lana, querendo confirmação.

    Isso também a lembrava que eles iriam lá pra fora ficar expostos novamente.

    - Tome cuidado - pediu mais séria olhando o príncipe.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Qui Fev 02, 2017 8:42 pm

    Pelos gritos que ouvira antes mesmo de chegar no inimigo, Marin deduzia que Chui mais uma vez havia acertado o alvo pouco depois de ter avisado que atiraria. O evo ouviu mais uma vez a voz de Rosso sendo emitida pelo comunicador e seguiu em sua direção sem hesitar, certo a respeito do que faria. Assim que alcançou Dax, viu que ele tinha posse do relógio que dava acesso ao Oberon e o atacou como havia planejado: sem dar brechas para o azar. O grito que veio depois, instantes após a espada amputar a mão do ladrão, fez Marin prender a respiração por um momento.

    Ainda tinha a espada em mãos e ouviu os resmungos agoniados de Dax, que se contorcia de dor no chão repleto de sangue. Marin permaneceu onde estava, observando o cenário e todos os detalhes com atenção enquanto tentava acostumar-se com aquela sensação. Antes do ataque, sentia que precisava ser impiedoso com aquela escória ou poderia ter problemas com hesitação, principalmente por ter ouvido o pedido de Nina, mas agora pensava que talvez tivesse se excedido no ato. Não conseguia decidir se sentia arrependimento ou não, mesmo depois de ver a espada ensanguentada e a mão mutilada no chão.

    Olhou na direção da garota evo e sentiu tristeza ao vê-la esticando o braço, pálida e sem forças para gritar ou dizer algo que fizesse sentido. Era uma traidora e provavelmente uma tola por ter acreditado em seu irmão, mas Marin ainda não a via como uma inimiga. Ela não era uma má pessoa, por isso Marin sentiu um certo desespero crescer dentro de si quando a viu ficar imóvel.

    - Estou bem...- Respondeu com a voz baixa e os olhos na evo inconsciente. Sentia raiva, frustração e desejava profundamente que as coisas tivessem acontecido de outro jeito.

    Sabia que precisavam se apressar para ver o que havia acontecido com Ray e Gail, além de que provavelmente lidariam com o individuo que andava pelos telhados. Marin apenas ouviu enquanto Chui falava com Rosso pelo comunicador e acabou por se sentir um pouco culpado por ter se separado do grupo, mesmo sabendo que mal havia prestado atenção nas últimas instruções do comandante. Depois, voltou sua atenção mais uma vez para a garota evo.

    Acompanhou Chui quando ele resolveu checar o estado de Nina, torcendo para que a pobre evo não estivesse morta. No caso de Dax, pouco importava se estava vivo ou morto naquele momento.

    Se a garota evo estivesse realmente morta, Marin obviamente seguiria com Chui. Se ainda vivesse, apoiaria Chui a pedir por um médico e solicitaria a ajuda dele para retirar o ferro, a coluna ou separar os dois, qualquer coisa que a ajudasse a sobreviver, e depois seguiria com o caçador do mesmo jeito. Sua prioridade agora era encontrar Ray e Gail.
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Gakky em Sex Fev 03, 2017 1:52 pm

    ---> Cena Loja (Ray)

    Ao ouvir as palavras de agradecimento de Rhaenee, Gail consegue esboçar um sorriso fraco e usa seu polegar para enxugar uma lágrima que escorria do rosto de sua amiga. Logo ouvem o som de um transporte chegar, Lana olha na direção da porta e responde:

    - Sim, pelo tempo, deve ser o resgate!

    Gail ouve as palavras de alerta da guarda-costas e concorda com um movimento da cabeça. A porta da loja é arrombada e uma equipe de resgate entra, colocando rapidamente Rhaenee em uma prancha de resgate e imobilizando-a. Não doeu tanto quanto quando foi levada nos braços do príncipe. Eles eram profissionais e saberiam o que fazer. O príncipe seguiu sua amiga com a pistola e ao sair da loja com todos, ficou observando o telhado com cuidado. Quando entrou na nave de resgate, Rosso chegou em cima de uma moto voadora acampanhado do tenente Falconeri. O comandante chegou bem perto do veículo de vocês, lançou um olhar para Ray e ao ve-la acordada suspirou aliviado, depois falou para Gail:

    - Bom trabalho. Vejo vocês no hospital! Vou procurar Chui e Marin.

    Gail assentiu. O comandante ainda foi conversar com a equipe do resgate, enquanto isso Rhaenee já recebia atendimento e finalmente uma anestesia, seu ferimento era estancado com um emplastro potente. Um dos paramédicos que conversava com Rosso, solta do veículo e fica ao lado do comandante. Lana vai falar com o tenente Falconeri, suas mãos estavam muito sujas de sangue. A equipe de resgate fecha as portas do transporte e segue para o hospital. O príncipe ficou ao lado de Rhaenee o tempo todo. O resgate chega ao hospital e leva Rhaenee rapidamente para uma cirurgia. Ela é sedada e não se lembrará de nenhuma parte dos procedimentos. (Ver cena quarto hospitalar)

    ---> Cena Loja em construção (Chui, Marin)

    Dax agonizava no chão, mas já não tinha forças para atacar, logo seus olhos ficaram parados e abertos, o corpo parou de se contorcer e ficou imóvel. Chui pegou o relógio e o entregou de volta para Marin. Os dois pareciam desanimados agora que o combate havia terminado. O caçador manda uma mensagem para o comandante e logo é respondido:

    - Isso são horas de me responder!? - Gritou Rosso, depois respirou fundo e continuou - Estou quase chegando, vão para onde estão Gail e Rhaenee, agora!

    Mas antes de ir embora, Chui resolve checar se Nina estava viva, ele se aproxima e tentar ouvir seu pulso. O caçador fica surpreso ao perceber que a garota ainda tinha vida, embora estivesse com o pulso muito fraco. Marin nota que seu amigo tinha sentido algo ao tocar na garota e ouve quando ele chama ajuda pelo comunicador.

    - Médico? - Responde Rosso - Vou resolver isso, mas agora vão para perto da Ray! Enviarei alguém para ajudar essa garota.

    Marin sugere para Chui que o ajude a remover o ferro de Nina. O Caçador analisa a situação e não sabe como poderia fazer isso. Tirar o ferro dela poderia fazer vazar mais sangue, então chegaram a conclusão que deveriam deixá-la como estava. Os dois saem da loja e avistam uma nave de resgate perto ao restaurante onde iriam almoçar, logo o transporte parte para a direção oposta. Rosso e o tenente Falconeri chegam em motos voadoras trazendo um homem desconhecido, que carregava uma maleta de primeiros socorros. Enquanto o socorrista entra para ajudar os evos, o comandante solta da moto e vai falar com vocês:

    - Rhaenee foi levada para o hospital. Eu não quis atrasar o resgate dela, então não pedi que esperassem. Mas já tem outro resgate a caminho, também trouxe um membro da aquipe para ajudar.

    O tenente Falconeri os cumprimenta e depois entra na loja em construção. Enquanto isso, o comandante lança um olhar para vocês como se os analisasse, depois dá um tapa de leve no topo da cabeça de cada um de vocês e reclama:

    - Eu falei para ficarem juntos! - Rosso suspira e começa a falar sozinho como de costume - O que eu fiz para merecer isso, sabia que não ia prestar. Não se pode nem abastecer uma nave em paz... Essas crianças...

    - Vamos precisar de ajuda aqui! - Gritou o socorrista de dentro da loja.

    Vocês três entram dentro da loja e encontraram o socorrista perto de Nina. Ele pede ajuda para que puxem a garota pelos braços enquanto ele a segura nas costas. Depois de remover a garota do ferro, o paramédico abre sua maleta e coloca um tipo de emplastro na abertura do ferimento por onde jorrava o sangue. Em seguida ele aplica um tipo de injeção no coração da garota. Enquanto isso, tenente Falconeri e o comandante Rosso analisavam as condições do cômodo e de Dax, eles estavam surpresos imaginando o que teria acontecido ali. O resgate chega e leva Nina e Dax para o hospital. Vocês também se dirigem para o hospital, mas por outro tipo de transporte. (ir para cena abaixo)

    ---> Cena Hospital (Chui, Marin)

    Comandante Rosso, Marin e Chui encontram Gail no hospital. Havia guardas para todo lado. O príncipe estava com um curativo perto do ombro e do pescoço, ele esperava no corredor pela volta de Rhaenee, que estava sendo tratada pelos médicos. Vocês conversam sobre os últimos acontecimentos.

    O príncipe conta que Rhaenee pulou em sua frente no momento que um tiro ia atingí-lo, porém acabou sendo atingida e sofrendo muito. Gail detalha, com o olhar assustado, a grande quantidade de sangue que viu sair da garota, explicou como ele a colocou dentro de uma loja em cima do balcão e que Lana havia ajudado a estancar o sangue enquanto o resgate não chegava. Por fim explicou que queriam expulsá-los da loja, mas pararam depois dele revelar que era o príncipe. Porém Gail não conta como se sentiu nervoso e nem que ficou segurando a mão de Ray o tempo todo.

    O comandante explicou que o tenente Falconeri estava procurando pelo assassino, que havia fugido. Ele ordena que Marin e Chui contem o que aconteceu na loja em construção. O príncipe também presta atenção e fica surpreso com os acontecimentos. Depois Rosso os faz ir para a cantina do hospital almoçar:

    - Vão logo, não podem ficar com fome, se precisarmos de vocês, precisam estar prontos e fortes. Eu aviso quando Rhaenee estiver no quarto. E se Marin quiser... Aviso quando Nina puder receber visitas... Já o tal do Dax não deu tanta sorte... De qualquer foram serão investigados.

    Gail queria ficar, mas não insiste muito, pois já estava tranquilo por saber pelos médicos que sua amiga ficaria bem. Vocês três vão para a cantina e se sentam na mesma mesa do refeitório depois de pegarem seu almoço. Também havia outras pessoas almoçando a essa hora, embora estivesse mais vazio por causa do horário. O refeitório era amplo e possuía cadeiras e mesas de metal, tudo muito minimalista. Além disso, por causa de Gail, havia guardas para todo lado.

    Imagem da Cantina:


    O príncipe não parecia muito afim de comer, estava com o olhar mais cansado do que nunca, porém tranquilo. Ele se esforça para comer, pois sabia que era importante, Ray ficaria orgulhosa. Infelizmente não era assim que o grupo havia imaginado almoçar em Duos. Depois de algumas garfadas, Gail tira o cartão de zíons do bolso e o observa enquanto fala, sem se incomodar com a presença do evo:

    - Chui... Lembra do que combinamos? Não vai dar mais, não posso sair. Agora tem um assassino lá fora me procurando... Eu não queria acreditar que estavam certos de me proibirem de andar nas ruas... - Gail suspira - Acabei colocando Ray em perigo... Mesmo sabendo os riscos, ainda não consigo me conformar...

    Marin também se lembra que nem gastou ainda sua recompensa, seus 100 zíons ainda estavam intocáveis. Chui finalmente pode almoçar em paz, apesar da comida do hospital não ser a mesma do festival e nem muito saborosa. Para quebrar o clima estranho na mesa, o príncipe também lança um comentário ao evo:

    - Você devia comprar uma luva - O príncipe fica um pouco sem jeito de falar com o evo, mas continua - Acho que se cobrir sua prótese, eles não vão te incomodar muito... Aqui em Duos eles odeiam cicatrizes e coisas que acham feias, então cobrem essas partes de seus corpos... Em Primus temos um pouco disso com os nobres, só que não é tão rígido nas ruas... - Gail suspira e continua pensativo, parece ter alguma ideia nova em mente - Talvez o comandante deixe vocês dois saírem para comprar alguma coisa... Se ele permitir, vocês passariam em uma loja para mim?

    ---> Cena quarto hospitalar (Ray)

    Rhaenee acorda e se vê em um quarto hospitalar aconchegante. A cama era confortável, havia sofás pelo quarto, armários de madeira e uma ampla janela mostrando o mar e a cidade de Duos. Em sua frente estava uma mesinha com uma bandeja de comida do hospital. Ela nota que estava vestindo um tipo de pijama hospital e não sentia mais dor. Seu braço esquerdo e o ombro estava enfaixados e imobilizados. Porém não vê Gail, mas sim o comandante Rosso sentado em uma poltrona ao lado de sua cama:

    - Procurando por Gail? - Questionou o comandante - Mandei ele almoçar, não se preocupe, tem muitos guardas por aqui. Antes de chamá-lo, quero conversar um pouco com você. Tudo bem? Como se sente?

    Quarto do Hospital:

    O comandante se levanta, olha para janela e começa a falar:

    - Rhaenee, você foi uma cabeça de vento ao deixar Marin se afastar... Pensei que seria mais sensata. Porém guardarei o seu sermão para mais tarde. Sobre o atentado contra Gail, você realmente agiu como um soldado.

    Rosso volta a se virar para a garota e continua:

    - Você agiu da forma mais correta possível. Se aquele tiro pegasse em Gail, teria grandes chances dele estar morto agora. Esse assassino queria matar e provavelmente deve ter mirado em um órgão vital. Se o tiro acertasse na cabeça ou no coração, Gail não teria chances. Mas você teria mais chances de sobreviver, mesmo entrando na frente. Estou orgulhoso de você. Gail tem muita sorte de ter você como guarda-costas, sua lealdade é admirável. É claro que depois disso, não vão poder mais andar por Duos. Melhor ficarem aqui até podermos voltar para a nave.

    Rosso solta um riso discreto e também comenta:

    - Achei que ele ia desmaiar quando me ligou. Mas ele também se superou. Com certeza não será o mesmo príncipe depois dessa missão. E acredito que nem você Rhaenee. Isso é tudo que eu queria dizer, vou chamar seu amigos. Mas trate de almoçar!

    O Comandante se levanta e vai até a porta, porém para e faz uma pergunta indiscreta para a garota:

    - Alguma vez já desejou que ele não fosse o príncipe?




    OFF: Ufa! Desculpe o post gigante! Espero não ter faltado nenhum detalhe. E desculpe de novo pelo post gigante e se ficou cansativo... Eu adiantei um pouco as coisas, espero que não se importem. ^^
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Tsumai em Sab Fev 04, 2017 6:50 am

    Então a garota estava viva. Como era de se esperar, Rosso se espantou com a informação, e Chui temia a hora em que fossem ouvir um sermão, mas ele não estava ligando para isso no momento. Tentaram achar uma forma de remover o metal cravado no tórax de nina, mas acharam melhor não mexer nisso, então foram para fora, quando encontraram o comandante. Ele explicou por alto o que houve com Ray e avisou que ela foi encaminhada ao hospital, mas devia estar estável. Então resmungou e saiu pisando forte junto de Falconeri. Chui e Marin estavam indo, mas ouviram os pedidos de ajuda do socorrista e voltaram para a loja. Lá, ajudaram a retirar a garota com cuidado e a viram ser levada ao hospital, enquanto ele próprio e Marin também foram para lá, em outro transporte (Dax parecia não ter sobrevivido).

    No hospital, eles se reencontram com Gail, que apesar de poucos ferimentos, parecia abatido. Depois que o príncipe contou a situação que passara com Ray, Chui pôde entender o motivo mais claramente. Rhaenee era uma garota excepcional, e a ação dela de pular na bala sem se importar com a própria vida era impressionante, mesmo para uma guarda-costas. Afinal ela era uma garota bem jovem, seria triste perder a vida assim, embora Chui soubesse que havia uma motivação a mais para ela ser tão corajosa. O caçador e Marin também contaram o que passaram, o que gerou maior espanto para o príncipe, e uma espécie de alívio para Chui. Por fim, os três seguiram para a cantina para finalmente poderem almoçar.

    O lugar não era muito chamativo, até porque era um hospital. Mesmo assim parecia ser agradável, exceto pela presença excessiva de guardas. Eles preparam os talheres e começam a comer. Chui estava acostumado a todo o tipo de comida exótica, mas comida de hospital nunca era agradável; não era pelo gosto em si, mas sim pela falta de tempero, que deixava tudo muito insosso. Chui só comeu porque estava faminto, do contrário não teria conseguido engolir... Estava no meio de uma garfada particularmente cheia quando ouviu a fala de Gail.

    - Olha, primeiro de tudo, a culpa não é sua. - disse Chui, depois de engolir. - Ray foi treinada para isso, ela sabe como agir e possivelmente já esperava que uma coisa dessas pudesse acontecer. Se tem uma coisa que eu aprendi por aí é que não vale a pena ficar se culpando por aquilo que não podemos controlar, se não, você vai acabar achando motivo para se culpar até se ela pegar um resfriado. Apenas fique feliz por ela estar bem, e bola pra frente! Sei que depois que você vir ela mais calma e tratada você vai se sentir melhor. Então escute bem: nada de se culpar! - e ao falar essa frase, Chui lançou um olhar também a Marin, mas foi rápido.

    Chui continuou comendo, como se a conversa fosse um papo descontraído. Ele não queria parecer que estava dando conselhos, apesar de estar. Mas isso era mais porque todos estavam muito sérios, e isso era incômodo. Ele queria que vissem com bons olhos, afinal, guardadas as devidas proporções, tudo terminou bem. E nada melhor para coroar isso que Gail dirigir a palavra a Marin. Ainda era de uma forma não tão cordial, mas já era um começo, o que deixou Chui um pouco mais animado - tanto que concordou em comprar o tal presente que Gail gostaria para Ray.

    - Claro, eu dou um jeito nisso. Mas vai ter que ser depois do esporro do Rosso, não quero que ele acumule o sermão...

    Depois de terminar de comer, e ainda visando manter uma conversa contínua na mesa, Chui se dirigiu a Marin.

    - E então, Marin, você vai visitar a Nina? Talvez ela estando sem o irmão por perto vocês possam resolver algumas coisas. Acha que ela pode te contar algo mais?
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Pallando em Sab Fev 04, 2017 7:21 pm

    Marin mantinha os olhos no chão enquanto ouvia o começo do que poderia vir a ser um sermão do comandante. Dava atenção às palavras e considerava o sermão mais do que merecido por sua parte, afinal, se o evo não tivesse se afastado do grupo e precisado da ajuda de Chui logo em seguida, tudo poderia ter sido diferente. O sermão em si não aconteceu, mas Rosso não perdeu a oportunidade de reclamar e com razão. Talvez estivesse apenas guardando as broncas para mais tarde, visto que todos já estavam abalados ou exaustos de alguma forma.

    Ouviram o socorrista chamar e seguiram de volta para a loja e ajudaram a retirar Nina de onde estava. Pouco tempo atrás, quando descobriu que a garota evo ainda estava viva, Marin havia se sentido aliviado e ligeiramente feliz por ela. Não gostaria de lidar com mais uma péssima notícia naquele dia. Imaginava o quão perdida a garota evo iria se sentir ao acordar, precisando viver em um lugar onde se mantinha escondida em becos, sem liberdade e agora sem seu traiçoeiro irmão. Sentia pena dela e continuava querendo ajuda-la de alguma forma, mesmo que ainda raiva de toda aquela situação armada por ela e Dax.

    Depois do resgate, todos seguiram para o mesmo hospital onde Ray estava. Gail aguardava no corredor quando chegaram, provavelmente mais preocupado com a amiga do que qualquer outro, e trocaram informações assim que o grupo se juntou a ele. O príncipe contou sobre como havia sido salvo pela guarda-costas, sendo bem detalhista e deixando transparecer o medo que havia sentido ao ver a garota sangrar tanto. De qualquer maneira, Ray mais uma vez havia provado seu valor como protetora do príncipe. Em seguida foi a vez de Chui contar o que havia acontecido na loja em construção, surpreendendo Gail com os acontecimentos. Assim que todos estavam a par dos acontecimentos, Rosso os manda à cantina do hospital para que finalmente conseguissem almoçar.

    Sobre ser avisado quando a garota evo acordar, Marin apenas assentiu positivamente com certa hesitação.

    O evo acompanhou Chui e Gail até a cantina repleta de guardas e sentou-se junto deles. Demorou para que começasse a comer e o fez devagar, sem muita vontade, mantendo seu olhar travado no branco da mesa. Pensava insistentemente no que poderia ter feito para que a situação atual fosse outra, certo de que deveria ter ignorado o chamado de Nina e permanecido com o grupo desde o começo. Sentia certa amargura por ter sido tão agressivo no ataque contra Dax mesmo depois de ter ouvido o pedido de Nina, quase culpando-se pela morte daquele que deveria ser o único "amigo" dela. Estava distraído com isso e foi com surpresa que deu atenção ao príncipe.

    - Ainda tenho os 100 zíons. Vou tentar conseguir uma luva...

    Não sabia o que o príncipe queria que fosse comprado, mas Chui certamente sabia, então Marin apenas concordou com o caçador e assentiu ao pedido do príncipe. Já se sentia melhor por ver que Gail não mantinha a postura distante que vinha tendo desde o surto na nave. Depois voltou sua atenção para Chui, pensando com cuidado antes de responder.

    - Não sei... eu fiz o irmão dela sangrar até a morte, afinal.- A resposta veio um pouco fraca, mas era honesta apesar de não responder diretamente à pergunta.- Acho improvável que ela e Dax agirem no mesmo dia que o atirador apenas por coincidência, mesmo que tivessem diferentes objetivos...mas não sei o que ela poderia contar.
    Luxi
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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

    Mensagem por Luxi em Sab Fev 04, 2017 7:24 pm

    O rosto de Gail embaçado foi a última coisa que a garota viu, apagando em seguida, como se apenas tivesse piscado pesadamente e de repente acordado num passe de mágica em um quarto muito limpo de um hospital chique.

    Despertou devagar, respirando fundo e redescobrindo a realidade. Estava a salvo e sem dor. Seus cabelos castanhos estavam soltos e ela usava roupas limpas de hospital. Sentiu um desconfortou ao se mexer e reparou que o braço esquerdo esta enfaixado. Não por menos. Aquilo tinha sido a pior dor física que já tinha enfrentado.

    Então abriu os olhos totalmente e deu de cara com o comandante sentado a seu lado e arregalou os olhos. Não esperava que ele fosse o primeiro rosto que veria.

    - C-comandante!

    Ficou um pouco envergonhada, por estar daquele jeito tão desalinhado. Ele estava certo, esperava ver o príncipe primeiro, mas ficou aliviada de saber que aparentemente todos estavam bem.

    - Hm... eu me sinto bem. Viva. - Colocou a mão boa no ombro, sentido o curativo. Sorriu sem jeito.

    Observou o comandante ir até a janela e teve um pouco de medo do que ele poderia dizer. Abaixou a cabeça e ouviu calada o começo. Realmente não deveriam ter se separado, mas aquelas pessoas em Duos estavam maltratando Marin e Chui. Eles eram obrigados a ficar naquele ambiente horrível? Reconhecia, porém, que tudo era refelxo do mal estar de não ter conversado direito com ele depois do incidente. Não era bom para um soldado. Deveria voltar a considerar todos como membros de uma equipe, independentemente do que acontecesse.

    - Eu sei... Ele está bem? Não se meteu em problemas por estar sozinho, não é? As pessoas... não estavam sendo muito legais com ele... - comentou na primeira brecha que teve, mas poderiam falar a respeito disso depois. E se ele tivesse sido atacado por populares? Não devia tê-lo deixado sozinho mesmo.

    Então ergueu o rosto e ouviu, corada, os elogios do comandante. A sensação de dever cumprido era ótima e ter alguém para reassegurá-la de que tinha tomado uma boa decisão no calor do momento ajudava muito. No entanto... o disfarce já tinha ido por água a baixo e agora Gail não poderia nem fingir ser apenas um soldado.

    Sorriu de leve, desviando o olhar quando ele disse que o príncipe tinha sorte de tê-la como guarda-costas. Era talvez a primeira pessoa que a elogiasse profissionalmente daquela maneira.

    - Foi com certeza uma situação completamente nova para ele. Tadinho - riu - E eu ainda joguei a responsabilidade nele entregando minha arma para se proteger. Ele até se expôs na frente de todo mundo quando tentaram nos mandar embora... Estou orgulhosa. Ah, claro, vou me alimentar direito para me recuperar o mais rapidamente possível. Obrigada por vir.

    Já ia saudá-lo quando foi pega de surpresa pela declaração de Rosso. Arregalou os olhos e virou o rosto nervosamente. A pergunta mexeu com a cabeça dela, que jogou muitas palavras para refletir a respeito, mas isso levou algum tempo. Parte dela gritava que SIM, a outra a repreendia sobre o absurdo egoísta que era desejar isso, mas ela conseguiu formar uma ideia.

    - Gail é uma peça importante para o povo de Primus e é uma honra poder protegê-lo. Eu não poderia desejar privá-los de uma pessoa como ele... Dizer isso seria como trair a nação. Não acha? Diga a todos que estou bem, por favor.

    Forçou um sorriso. Todo o restante já estava respodido até para si mesma. A conclusão que chegava, e ficaria o seu tempo no quarto pensando a respeito, é que sim, era egoísta a ponto de imaginar, mais de uma vez, como seria se ele também fosse uma pessoa tão comum quanto ela. Era uma tremenda ingratidão, já que só tinha conseguido um tratamento adequado para a mãe e agora o próprio por causa da condição do amigo. Mas por que sonhava afinal? Isso não fazia parte de sua realidade. Precisava era pensar em ficar em plenas condições, isso sim.

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    Re: Capítulo 3 - Abastecimento em Duos

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      Data/hora atual: Qua Ago 16, 2017 12:27 pm